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    Mensagem por PCS-TRE em Qua 18 Abr 2018, 4:27 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    .
    Quanto tempo de contribuição você tem?
    Voce aderiu ao FUNPRESP, certo?
    Mas qual foi sua opção: contribuir até os 5000 e utilizar o "troco" para investir por conta própria ou colocar a diferença no FUNPRESP recebendo os 8,5% da contrapartida?

    Em que se baseou para isso? Artigos, vídeos explicativos?
    Voce tem alguma planilha de cálculo que tenha indicado possíveis cenários para cada opção?

    Entrei no RPPS em 2012. Antes disso, tinha uns 6-7 anos como celetista, portanto, no RGPS e limitado ao teto. Parte desse tempo na Caixa, que tem um plano de previdência (Funcef) similar ao Funpresp. A minha ideia, ao aderir ao Funpresp como patrocinado, é aproveitar ao máximo a contrapartida da União (portanto, com a alíquota de 8,5%). Acredito que essa seja uma boa alternativa para qualquer um que aderir ao Funpresp: não se consegue retorno equivalente, em investimentos por conta própria, com a mesma taxa de risco envolvida. Fora isto,  é estratégia pessoal: no meu caso, pretendo aproveitar, também, o benefício fiscal a quem contribui para previdência complementar (até 12% da renda anual), embora, por enquanto, ainda em reestruturação financeira, não tenha conseguido chegar a esse patamar. Mas também é boa a estratégia de se investir, por conta própria, o que sobrar acima do limite da contrapartida da União. No meu caso, não preciso de liquidez agora, então o benefício fiscal me é favorável. De todo modo, invisto um pouco "por fora", para planos de médio prazo.

    Quanto à formação do meu convencimento,é meio difícil explicar. Eu sempre achei o regime antigo (integralidade) um fardo, principalmente por me considerar parte da "base da pirâmide". Tinha esse "direito" por ser obrigado, já que não lhe dão outra opção quando você entra para o serviço público. Quando surgiu a oportunidade de optar pela migração, o fiz sem precisar pensar muito. Todo o trabalho de formação de opinião própria, a esse respeito,já vinha sendo construído há alguns anos, desde que comecei a me interessar por finanças pessoais e, principalmente, públicas (o que inclui a previdência).  De todo modo,  meus estudos posteriores reforçaram minha convicção.

    Tem um artigo que postaram aqui, uma vez, que converge bastante com minhas conclusões pessoais sobre este tema: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
    De qualquer forma, é bom buscar informação de várias fontes, sob diferentes pontos de vista,que lhe ajudem a formar seu próprio convencimento. Se folhear os tópicos pertinentes (este e o da reforma da previdência, em especial), verá várias referências a possíveis fontes de conhecimento sobre o tema.

    Quanto a planilhas de cálculos, não as fiz. Cheguei a fazer um cálculo de qual seria o benefício especial a que teria direito, depois corroborado pelo setor de pagamento do meu órgão. De todo modo, como disse antes, o benefício especial não teve peso na minha decisão. Para fins de comparação básica, vale a pena simular um benefício no site da Funpresp (embora todo mundo saiba que isso é apenas um cálculo grosseiro, não dá pra ter certeza de um cenário de médio prazo, quem dirá um prazo como o de 25, 30 anos).

    Considerei,  para decisão, os seguintes fatores, ponderando cada um conforme seu peso relativo:
    - expectativa quanto ao futuro do RPPS (sustentabilidade, reformas, mudanças legais etc);
    - expectativa quanto ao futuro do Funpresp (gestão, influência política, rentabilidade considerando a contrapartida da União, regras gerais e possibilidade futura de saque);
    -  expectativa quanto à carreira (reajuste acima ou abaixo da inflação,  valor comparado ao teto do RGPS, perspectiva de permanência na carreira ou mudança - dentro da esfera federal, eventualmente para Estados ou até mesmo fora do serviço público);
    - possível cenário macroeconômico (manutenção de política expansiva de gastos, ou adoção de reforma que enxugue o Estado, e as consequências de ambas para as finanças públicas, o sistema previdenciário, e o serviço público);
    - planos pessoais para o futuro: no meu caso, pretendo adequar meu padrão de vida, após a aposentadoria, ao possível com o teto do RGPS ou pouco acima disso, e resgatar o saldo do Funpresp (e demais investimentos) para, após a aposentadoria: 1) comprar uma boa propriedade rural; 2) me aventurar como empreendedor; 3) sair do país. (Ainda não escolhi qual dos três, ou qual combinação dos três).

    Acho que estes são fatores relevantes para embasar qualquer que seja a decisão. Cada um tem suas particularidades, que lhe farão pender mais para um lado, ou outro, a depender do peso relativo de tais fatores.

    Gostei muito do seu posicionamento, pena que não tenho 25 anos a mais para formar um fundo(FUNPRESP). Se tivesse não pensaria duas vezes, migraria agora e fugiria da armadilha da "aposentadoria integral", como estou amarrado na integralidade/paridade do 85/95 apenas luto por um novo Congresso menos vendido aos interesses dos banqueiros, que respeite o pacto social firmado pela Constituição de 1988 e garanta o acordo que firmei em 1989 quando ingressei no serviço público.

    Se conselho fosse bom, se vendia, mas lá vai. Se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço público migre para o FUNPRESP  e vote em candidatos comprometidos com os trabalhadores.

    Agradeço a você andros. Ajudou muito.


    Era nesse ponto que eu queria chegar, ale1969.
    Agora pergunto ao José Barbosa, que parece ter uma boa fundamentação: Voce concorda com isso? Como voce está agindo?
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    Mensagem por josebarbos em Qua 18 Abr 2018, 4:53 pm

    androsvilazza escreveu:
    cruzmaltino escreveu:
    Muito obrigado, Andros! Então, a princípio, parece ser interessante a migração.
    Mais uma dúvida: estou tentando concursos para MP e magistratura estaduais. Caso aprovado, indo para o serviço público estadual, como ficaria o benefício especial?

    Não tenho certeza, teria de procurar precedentes para a manutenção de regime jurídico neste caso, se é que existe algum. Mas ao considerar a lógica do direito administrativo e previdenciário, a consequência mais provável (e juridicamente defensável) é que você perca o direito a ele, posto que mudará de regime. Em qualquer dos casos, o benefício especial terá o mesmo destino que o direito à integralidade: ao mudar para um regime previdenciário estadual, sendo verdade que você perca o benefício especial, você também perde o direito à integralidade, sem dúvida alguma. Até por isto nunca procurei informação precisa sobre o tema, já que em nada impactaria na minha decisão. Ao sair do serviço público federal, seja para a Administração Estadual, seja para a iniciativa privada, estaria "abrindo mão de um direito" (benefício especial, ou direito à integralidade). Neste caso, considerei preferível migrar e, eventualmente, abrir mão do benefício especial, mantendo o direito ao saldo do Funpresp; que ter de decidir, futuramente, abrir mão do direito à integralidade e sair de mãos abanando.

    De toda forma, sendo este um fator importante na sua eventual decisão, sugiro que procure casos anteriores, de servidores que migraram da administração federal para a estadual, e se mantiveram ou não seus direitos à aposentadoria integral, bem como as especificidades de cada caso (semelhança ou diferença entre os regimes; decisão final ou liminar etc), que levaram à manutenção ou perda do direito.

    Só para adiantar a resposta.

    Mudou de ente, e portanto, de regime próprio, perdeu o benefício especial. Se trocar de cargo na União, e não tomar o cuidado em não quebrar o vínculo, também perde direito.

    Qualquer decisão em função do que você espera receber de benefício especial, se isto for em longo prazo, é muito arriscado, porque ele é precário e, embora os magistrados, hoje, sejam da opinião que o ato jurídico perfeito se deu no momento da mudança de regime (inclusive, supostamente, quanto à forma de cálculo), o fato é que não existe experiência prática e juri$prudência a este respeito. E o "S" é porque, historicamente, decisões técnicas sobre fatos legais são tomados com base no custo.

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    Mensagem por euvoltei em Qua 18 Abr 2018, 5:52 pm

    ale1969 escreveu: (...)Se tivesse não pensaria duas vezes, migraria agora e fugiria da armadilha da "aposentadoria integral", como estou amarrado na integralidade/paridade do 85/95 apenas luto por um novo Congresso menos vendido aos interesses dos banqueiros, que respeite o pacto social firmado pela Constituição de 1988 e garanta o acordo que firmei em 1989 quando ingressei no serviço público.

    Se conselho fosse bom, se vendia, mas lá vai. Se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço público migre para o FUNPRESP  e vote em candidatos comprometidos com os trabalhadores.

    No seu caso, nem é tão difícil decidir....

    A decisão aí, vai ser não muito no saldo futuro do FUNPRESP, ou em aderir ou não ele.....
    Mas sim na forma como vc desejará seu reajuste na aposentadoria:
    1) Se vinculado com o pessoal da ativa (paridade, integralidade)
    2) Se vinculado à teto da previdência, (no caso do teto + benefício especial)

    Se acreditar que o pessoal da ativa vai sempre acompanhar ou superar a inflação é ficar onde está com sua paridade e integralidade.
    Se acreditar que o pessoal da ativa vivera tempos sombrios, de achatamento salarial, não reposição sequer da inflação, é migrar e garantir reposições anuais do teto + BE no índice do governo.


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    Mensagem por euvoltei em Qua 18 Abr 2018, 6:00 pm

    josebarbos escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    cruzmaltino escreveu:
    Muito obrigado, Andros! Então, a princípio, parece ser interessante a migração.
    Mais uma dúvida: estou tentando concursos para MP e magistratura estaduais. Caso aprovado, indo para o serviço público estadual, como ficaria o benefício especial?

    Não tenho certeza, teria de procurar precedentes para a manutenção de regime jurídico neste caso, se é que existe algum. Mas ao considerar a lógica do direito administrativo e previdenciário, a consequência mais provável (e juridicamente defensável) é que você perca o direito a ele, posto que mudará de regime. Em qualquer dos casos, o benefício especial terá o mesmo destino que o direito à integralidade: ao mudar para um regime previdenciário estadual, sendo verdade que você perca o benefício especial, você também perde o direito à integralidade, sem dúvida alguma. Até por isto nunca procurei informação precisa sobre o tema, já que em nada impactaria na minha decisão. Ao sair do serviço público federal, seja para a Administração Estadual, seja para a iniciativa privada, estaria "abrindo mão de um direito" (benefício especial, ou direito à integralidade). Neste caso, considerei preferível migrar e, eventualmente, abrir mão do benefício especial, mantendo o direito ao saldo do Funpresp; que ter de decidir, futuramente, abrir mão do direito à integralidade e sair de mãos abanando.

    De toda forma, sendo este um fator importante na sua eventual decisão, sugiro que procure casos anteriores, de servidores que migraram da administração federal para a estadual, e se mantiveram ou não seus direitos à aposentadoria integral, bem como as especificidades de cada caso (semelhança ou diferença entre os regimes; decisão final ou liminar etc), que levaram à manutenção ou perda do direito.

    Só para adiantar a resposta.

    Mudou de ente, e portanto, de regime próprio, perdeu o benefício especial. Se trocar de cargo na União, e não tomar o cuidado em não quebrar o vínculo, também perde direito.

    Qualquer decisão em função do que você espera receber de benefício especial, se isto for em longo prazo, é muito arriscado, porque ele é precário e, embora os magistrados, hoje, sejam da opinião que o ato jurídico perfeito se deu no momento da mudança de regime (inclusive, supostamente, quanto à forma de cálculo), o fato é que não existe experiência prática e juri$prudência a este respeito. E o "S" é porque, historicamente, decisões técnicas sobre fatos legais são tomados com base no custo.

    Complementando:

    Vejo essa manutenção ou não do BE como sombria ainda...

    Tipo, BE se recebe só após a aposentadoria, pelo órgão... Se contribui, tenho direito a receber... A lei não é tão clara a ponto de dizer que perde assim...

    Exemplo: Pedi exoneração e me aposentei tempos depois pelo INSS.... Mas a no meu órgão, me foi garantido o BE quando aposentado, pq ele me negaria o benefício?? Não seria um enriquecimento ilícito da adm pública?? As contribuições foram feitas, abrir mão de usar em qualquer outra situação em troca de um BE, e no futuro o órgão vai negar o que prometeu???
    Há quem diga(nessas palestras) que BE nem é salário, e sim devolução/restituição dos valores pagos a maior do que o teto...
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    Mensagem por OJAF RJ em Qua 18 Abr 2018, 6:18 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:

    Não adianta vir com essa conversinha de sempre.
    Ao menos assistiu a palestra do Rodrigo Tenório?
    Ele me pareceu bastante isento. Pintou um cenário preocupante, para todas as situações.
    Vcs me atacam dizendo que o super-governo irá me proteger, contudo estão agarrados ao super-funpresp.
    Super-herói é mito.

    A conversinha de sempre é apenas pela falta de proposição.

    Se você está falando deste vídeo do Rodrigo Tenório, não tinha visto.



    A uma, porque minha decisão já foi tomada há muito tempo, e ele só tem um mês.
    A duas, porque não foi em cinco minutos que tomei a decisão. Passei duas semanas apenas elaborando planilhas de ensaios, dois meses estudando o regime próprio e suas alternativas, e já convencido, há alguns anos, e cada vez mais, de que não vou aposentar pela previdência, mas sim pelo próprio esforço.
    A três, porque ele comete pequenas e grandes falhas na sua exposição: exemplo de pequena foi chamar a aplicação de "Tesouro Direto" e de grave, muito grave, foi dizer que não se resgata a parcela do patrocinador, sendo que, inclusive, esta é uma das vantagens, hoje, do Funpresp-Jud em relação ao EXE, pelo maior percentual. Aliás, ele vai com muita certeza no benefício especial, sendo que este é um ponto MUITO polêmico, a depender de individualidades.
    A quatro, porque como membro, a perspectiva dele é completamente diferente. Para os membros, vislumbrando um cenário de teto do serviço público que dificlmente subirá acima da inflação (é o que aconteceu na última década), a simples migração pode ser economicamente muito vantajosa. Além de que eles, diferentemente de nós, pode com muita facilidade gerar renda extra, dando aulas, escrevendo livros ou pelo simples fato de que seu maior volume de renda pode significar investimentos melhores em menor espaço de tempo.

    Agora, se quer exemplos, vou te dar vídeos muito mais interessantes, que eu vi e revi, pausei e anotei, a fim de formar as minhas convicções:



    Teve um outro vídeo muito bom também, de magistrados, de um evento que durou uma manhã inteira. É bastante interessante a questão da discussão do benefício especial. Este, infelizmetne não achei.

    Há um ano atrás, participei de apresentação do Edmilson, da Funpresp, que foi bem nestes termos, inclusive com a baixa presença de público:


    Pontos fundamentais da discussão:
    O Funpresp-Jud não é a minha, nem deveria ser de ninguém, única aposta de complementação de renda no futuro. Ele tem uma série de defeitos e riscos, que poderiam ser longamente debatidos, os prós e contras etc. Fato é que a contrapartida do governo, até os 8,5%, enquanto ela durar, é bastante interessante. Se acabar, aí bola para frente, ver outras alternativas.

    Qualquer que seja a escolha, é uma aposta imprevisível. Há poucas certezas. Talvez, a maior delas, seja o envelhecimento da população, que para ser revertido, se começasse HOJE, só traria efeitos para quem tem menos de 25 anos.

    Os valores pagos para sustentar o sistema vão subir, e muito. Se vai ser uma contribuição direta ou não, camuflada em tributos, a tendência é que a previdência chegue a custar o dobro do que é hoje, para uma PEA menor e decrescente. Mesmo quem poupar recursos, pode enfrentar cenários muito piores do que os imaginados. A independência financeira pode ser um luxo de poucos.

    Minha recomendação seria de que se poupasse, ao menos, o piso do que é isento de imposto de renda (12% de rendimentos tributáveis) em previdência privada, com o objetivo de só utilizar estes recursos ao aposentar.

    Há uma série de investimentos interessantes no mercado afora. Mesmo para quem não é tão disciplinado, há uma porção de variedades de investimentos sem liquidez, de resgate difícil ou impossível, que conterão a tentação.

    Como muito bem observado pelo Procurador, o servidor público é o inimigo número 1, e principal alvo de qualquer saco de maldades. Eu me aposento só depois de 2040. Cravo que até lá é muito provável a extinção do regime próprio (o que é certamente factível).

    O mais importante é ter planos, saber dos riscos, e refletir sobre os caminhos possíveis. Errar é algo que vai acontecer, mas a probabilidade e a gravidade tendem a ser menores.

    Acrescentaria como material de estudo sobre a migração de regime:
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    O último link é o tal seminário que o procurador Rodrigo Tenório coloca a posição dele sobre migração. Mas a melhor palestra na minha opinião é a do terceiro link, do auditor do TCU, que inclusive disponibiliza no segundo link uma ótima planilha sobre cálculo de migração. O primeiro link é um material escrito, muito bem elaborado, voltado para os advogados públicos, podendo ser objeto de estudo, desde que se atente para as particularidades da Funpresp-JUD em relação a EXE.
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 18 Abr 2018, 7:52 pm

    Galizezin escreveu:O pessoal fala da contrapartida de 8,5% como se fosse o céu. No regime antigo, o servidor pagava 11% e a união entrava com 22%

    Aí depende do ponto de vista, e da situação específica de cada um. Para a União, é claramente vantajoso: na parcela que excede o teto, contribui com apenas 8,5% em vez dos 22%.

    Para mim, também considerei uma opção vantajosa: prefiro 8,5% em uma conta vinculada ao meu nome, que 22% destinados a uma conta "coletiva", que sustenta um regime que, para mim, é incerto. E aqui não falo da sustentabilidade do sistema, que é um ponto controverso de discussão na qual não pretendo adentrar. Mas ainda sou jovem, há bons concursos para Estados, especialmente nas áreas fiscal, tribunais de contas, magistratura e MP. Pode ser, também, que o serviço público não mais compense pra mim até à aposentadoria Como eu disse, acredito na hipótese de trabalhar muitos anos antes de me aposentar, não tenho como saber quais serão os governos até lá, e qual sua política com relação aos servidores; ou talvez o ambiente melhore para a iniciativa privada, e surja uma boa oportunidade. Não vou querer ficar "preso" ao serviço público federal, só pra não perder uma expectativa de direito.

    Por esses motivos, para mim - friso aqui a pessoalidade da análise - é mais vantajoso ter 8,5% em uma previdência complementar (repito, "no meu nome") que 22% na previdência comum (saldo este que nunca vi, e talvez nunca veria seu resultado, caso perdesse o "direito").

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    Mensagem por androsvilazza em Qua 18 Abr 2018, 7:57 pm

    euvoltei escreveu:
    ale1969 escreveu: (...)Se tivesse não pensaria duas vezes, migraria agora e fugiria da armadilha da "aposentadoria integral", como estou amarrado na integralidade/paridade do 85/95 apenas luto por um novo Congresso menos vendido aos interesses dos banqueiros, que respeite o pacto social firmado pela Constituição de 1988 e garanta o acordo que firmei em 1989 quando ingressei no serviço público.

    Se conselho fosse bom, se vendia, mas lá vai. Se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço público migre para o FUNPRESP  e vote em candidatos comprometidos com os trabalhadores.

    No seu caso, nem é tão difícil decidir....

    A decisão aí, vai ser não muito no saldo futuro do FUNPRESP, ou em aderir ou não ele.....
    Mas sim na forma como vc desejará seu reajuste na aposentadoria:
    1) Se vinculado com o pessoal da ativa (paridade, integralidade)
    2) Se vinculado à teto da previdência, (no caso do teto + benefício especial)

    Se acreditar que o pessoal da ativa vai sempre acompanhar ou superar a inflação é ficar onde está com sua paridade e integralidade.
    Se acreditar que o pessoal da ativa vivera tempos sombrios, de achatamento salarial, não reposição sequer da inflação, é migrar e garantir reposições anuais do teto + BE no índice do governo.



    Aí tem um ponto relevante, mesmo: a paridade, hoje e no cenário de curto e médio prazos, é pior que a integralidade pela média (pelo índice de reajuste adotado). Talvez também seja pior até no longo prazo, a depender dos efeitos da PEC do teto, pelos próximos 20 anos.
    Tinha um ponto na falecida proposta de reforma da previdência, que previa a perda do direito à paridade, e manutenção da integralidade, caso não se respeitasse o "pedágio". Talvez fosse uma boa pra quem está nessa posição.
    Tem que considerar, no entanto, a questão da média, pra quem tem, hoje, direito à aposentadoria integral com paridade. Se a média salarial for baixa, talvez não compense abrir mão do direito de se aposentar com o último salário + paridade. Talvez a possibilidade de reajustes superiores não recompense a perda na média salarial.
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    Mensagem por josebarbos em Qua 18 Abr 2018, 11:35 pm

    Galizezin escreveu:
    Não estou falando de vídeo de 5 minutos, mas da palestra de mais de 2 horas, disponível na tvmpf.

    Assisti a esta palestra, bastante interessante. Faz um bom resumo das questões e riscos.

    Quanto aos riscos do Funpresp, a palestra do Dr. Tenório é muito boa, até mesmo para alertar do que devemos, de fato, temer em relação aos riscos da instituição. Bastante objetiva, alerta, mostra que não há situação confortável, e não há mesmo.

    Só há um erro CRASSO na interpretação tributária, da qual talvez tenha sido até relevante até mesmo para ele não optar pela adesão ao Funpresp. É, de fato, um ponto de vista completamente equivocado, e que aqui vou explanar.

    As contribuições à previdência complementar fechada, de natureza pública, em que haja contrapartida do patrocinador, são EXCLUSIVA E INTEGRALMENTE dedutíveis do imposto de renda, não entrando naquela conta dos 12%.

    O site do Planalto não está acessível, vou citar apenas o Perguntão n. 318, da Receita Federal, mas nele há toda a referência para quem quiser se informar melhor a respeito.

    Isto significa que aquela contribuição, de 6,5% a 8,5%, é totalmente dedutível do imposto de renda, e não te impede de utilizar até 12% dos rendimentos tributáveis noutras previdências privadas.

    Outra importantíssima vantagem é que esta dedução é apurada já no ato da contribuição, enquanto os de previdência privada só serão elegíveis quando do recebimento de restituição ou, no melhor caso, para quem tem imposto a recolher, a partir de 30/4 do exercício seguinte.

    Só para demonstrar o que ocorreria no caso citado:
    Renda de ~ R$ 30.000,00

    Situação "antiga":
    PSS: R$ 3.300,00
    IRRF: R$ 6.473,14
    Total: 9.773,14

    Simples migração de regime, sem adesão ao funpresp
    PSS: R$ 621,03
    IRRF: R$ 7.209,85
    Total: R$ 7.830,88
    (sobram R$ 1.942,26 para investimentos)
    Desconsiderando situação pessoal, teto de R$ 42.305,72 para investir em previdência privada, com isenção de imposto de renda

    Migração de regime, adesão ao funpresp (8,5%)
    PSS: R$ 621,03
    Funpresp: R$ 2.070,11
    IRRF: R$ 6.640,57
    Total: R$ 9.331,71
    RANPart + RANPatr (acréscimo mensal)*: R$ 2.980,95
    (sobram R$ 441,43 para investimentos)
    Desconsiderando situação pessoal, teto de R$ 42.305,72 para investir em previdência privada, com isenção de imposto de renda

    * Valor líquido, já deduzido de IR, ou seja, 90% do valor total, presumindo tributação regressiva e que o recurso ficará pelo menos 10 anos antes de ser retirado.

    Cara, quero saber como vai ser péssimo o investimento da Funpresp, ou quão bom é o que ele teria acesso, para que R$ 3.422,38 iniciais sejam superados por R$ 1.942,26, inclusive, considerando que o Funpresp por si só já tem uma natureza de seguro, através do pagamento do FCBE.

    Por fim, a última opção, para quem  quer algo extremo e utilizar todo o benefício fiscal em previdência privada possível, e todo ele no Funpresp (em razão da vantagem da redução imediata do IRRF):
    Migração de regime, adesão ao funpresp (8,5%)
    PSS: R$ 621,03
    Funpresp: R$ 2.070,11
    Funpresp (opcional): R$ 3.524,47
    IRRF: R$ 5.671,34
    Total: R$ 11.886,95
    RANPart + RANPatr + RAS: R$ 6.152,97
    Resultado: paga R$ 2.113,81 a mais, por mês, mas passa a ter um investimento líquido de mais de seis mil para previdência privada.

    O Funpresp deve ser o único investimento? Não deveria, é preciso diversificar, mas aí demonstra bem o quanto a situação é complexa e deve ser muito bem esmiuçada.
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    Mensagem por josebarbos em Qua 18 Abr 2018, 11:42 pm

    Galizezin escreveu:O pessoal fala da contrapartida de 8,5% como se fosse o céu. No regime antigo, o servidor pagava 11% e a união entrava com 22%

    Não é o céu.

    Teu argumento é inválido pelas características do regime antigo. Uma parcela dos servidores só começou a contribuir a partir de 1993, a exigência de contribuição ao regime próprio data de 98, e sabidamente o regime de paridade e integralidade, especialmente antes das reformas do final dos anos 90 gerou uma série de monstrengos do tipo alguém ter um grande aumento de salário, trabalhar um mês (alguns falam em um dia, mas acho que aí é exagero) e se aposentar no salário do cargo novo, sem nunca ter tido qualquer contrapartida neste sentido, deixando décadas de uma conta caríssima. Não sei em que nível de generalização,mas havia absurdos como promoção automática ao se aposentar.
    Tanto é verdade que mesmo sem FC's/CC's, auxílios e 1/3 de férias, a média remuneratória dos inativos é significativamente maior que a do pessoal da ativa. Não precisa confiar na minha informação, recomendo que vá ao portal da transparência e faça a conta por si só.


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    Mensagem por josebarbos em Qui 19 Abr 2018, 12:09 am

    PCS-TRE escreveu:

    Agradeço a você andros. Ajudou muito.


    Era nesse ponto que eu queria chegar, ale1969.
    Agora pergunto ao José Barbosa, que parece ter uma boa fundamentação: Voce concorda com isso? Como voce está agindo?

    Hoje, vendo a palestra citada pelo colega, com diferentes pontos de vistas, já se pode verificar algumas coisas em comum sobre o que todos devem saber sobre migração.

    Uma: TODOS devem procurar entender a situação. O Dr. Tenório foi preciso ao dizer que o auditório deveria estar cheio.
    Qualquer caso vai ter uma série de individualidades. Eu, como o andros, vim da Caixa antes do MPU. Nem esperava receber benefício especial, e tenho  aproximadamente R$ 700,00, hoje (a ver como será o futuro).

    Existem algumas hipóteses com que trabalhei, dentre aquelas se der tudo certo, ou se der tudo errado. Quantos anos quero trabalhar, qual a rentabilidade que espero numa situação boa, média ou ruim. Quanto terei de recurso numa eventual janela de oportunidade para a iniciativa privada ou algum outro plano quando tiver com mais de 50 anos, sem saber ainda exatamente como será trabalhar no serviço público naquele cenário.

    Outro ponto importante: saber ter disciplina financeira, entender em que nível está. Quando o salário cai, você já sabe o quanto vai para investimentos, e consegue manter um patamar desejável? Entende ou quer aprender, dispender um tempo para saber de riscos e oporutnidades de diversos negócios? Não dá, de forma alguma, para ter o gerente do banco como alguém que vai lhe dar informações.

    Com base nestas reflexões você deve parar para pensar e decidir. Ninguém gosta da ideia de ficar velho, é natural. Mas o planejamento pode, em muito, contribuir decisivamente sobre como sua velhice será.
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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 9:37 am

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Não estou falando de vídeo de 5 minutos, mas da palestra de mais de 2 horas, disponível na tvmpf.

    Assisti a esta palestra, bastante interessante. Faz um bom resumo das questões e riscos.

    Quanto aos riscos do Funpresp, a palestra do Dr. Tenório é muito boa, até mesmo para alertar do que devemos, de fato, temer em relação aos riscos da instituição. Bastante objetiva, alerta, mostra que não há situação confortável, e não há mesmo.

    Só há um erro CRASSO na interpretação tributária, da qual talvez tenha sido até relevante até mesmo para ele não optar pela adesão ao Funpresp. É, de fato, um ponto de vista completamente equivocado, e que aqui vou explanar.

    As contribuições à previdência complementar fechada, de natureza pública, em que haja contrapartida do patrocinador, são EXCLUSIVA E INTEGRALMENTE dedutíveis do imposto de renda, não entrando naquela conta dos 12%.

    O site do Planalto não está acessível, vou citar apenas o Perguntão n. 318, da Receita Federal, mas nele há toda a referência para quem quiser se informar melhor a respeito.

    Isto significa que aquela contribuição, de 6,5% a 8,5%, é totalmente dedutível do imposto de renda, e não te impede de utilizar até 12% dos rendimentos tributáveis noutras previdências privadas.

    Outra importantíssima vantagem é que esta dedução é apurada já no ato da contribuição, enquanto os de previdência privada só serão elegíveis quando do recebimento de restituição ou, no melhor caso, para quem tem imposto a recolher, a partir de 30/4 do exercício seguinte.

    Só para demonstrar o que ocorreria no caso citado:
    Renda de ~ R$ 30.000,00

    Situação "antiga":
    PSS: R$ 3.300,00
    IRRF: R$ 6.473,14
    Total: 9.773,14

    Simples migração de regime, sem adesão ao funpresp
    PSS: R$ 621,03
    IRRF: R$ 7.209,85
    Total: R$ 7.830,88
    (sobram R$ 1.942,26 para investimentos)
    Desconsiderando situação pessoal, teto de R$ 42.305,72 para investir em previdência privada, com isenção de imposto de renda

    Migração de regime, adesão ao funpresp (8,5%)
    PSS: R$ 621,03
    Funpresp: R$ 2.070,11
    IRRF: R$ 6.640,57
    Total: R$ 9.331,71
    RANPart + RANPatr (acréscimo mensal)*: R$ 2.980,95
    (sobram R$ 441,43 para investimentos)
    Desconsiderando situação pessoal, teto de R$ 42.305,72 para investir em previdência privada, com isenção de imposto de renda

    * Valor líquido, já deduzido de IR, ou seja, 90% do valor total, presumindo tributação regressiva e que o recurso ficará pelo menos 10 anos antes de ser retirado.

    Cara, quero saber como vai ser péssimo o investimento da Funpresp, ou quão bom é o que ele teria acesso, para que R$ 3.422,38 iniciais sejam superados por R$ 1.942,26, inclusive, considerando que o Funpresp por si só já tem uma natureza de seguro, através do pagamento do FCBE.

    Por fim, a última opção, para quem  quer algo extremo e utilizar todo o benefício fiscal em previdência privada possível, e todo ele no Funpresp (em razão da vantagem da redução imediata do IRRF):
    Migração de regime, adesão ao funpresp (8,5%)
    PSS: R$ 621,03
    Funpresp: R$ 2.070,11
    Funpresp (opcional): R$ 3.524,47
    IRRF: R$ 5.671,34
    Total: R$ 11.886,95
    RANPart + RANPatr + RAS: R$ 6.152,97
    Resultado: paga R$ 2.113,81 a mais, por mês, mas passa a ter um investimento líquido de mais de seis mil para previdência privada.

    O Funpresp deve ser o único investimento? Não deveria, é preciso diversificar, mas aí demonstra bem o quanto a situação é complexa e deve ser muito bem esmiuçada.

    José Barbosa, só isso? Dedução do IR?
    Esse negócio de dedução do IR dá um valor bem irrisório. Estou errado?
    É que muita gente acha que, se vc paga 15 mil de funpresp, vai recuperar o mesmo valor no IR. Conta pra nós + ou - quanto dá...


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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 9:51 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:O pessoal fala da contrapartida de 8,5% como se fosse o céu. No regime antigo, o servidor pagava 11% e a união entrava com 22%

    Aí depende do ponto de vista, e da situação específica de cada um. Para a União, é claramente vantajoso: na parcela que excede o teto, contribui com apenas 8,5% em vez dos 22%.

    Para mim, também considerei uma opção vantajosa: prefiro 8,5% em uma conta vinculada ao meu nome, que 22% destinados a uma conta "coletiva", que sustenta um regime que, para mim, é incerto. E aqui não falo da sustentabilidade do sistema, que é um ponto controverso de discussão na qual não pretendo adentrar. Mas ainda sou jovem, há bons concursos para Estados, especialmente nas áreas fiscal, tribunais de contas, magistratura e MP. Pode ser, também, que o serviço público não mais compense pra mim até à aposentadoria Como eu disse, acredito na hipótese de trabalhar muitos anos antes de me aposentar, não tenho como saber quais serão os governos até lá, e qual sua política com relação aos servidores; ou talvez o ambiente melhore para a iniciativa privada, e surja uma boa oportunidade. Não vou querer ficar "preso" ao serviço público federal, só pra não perder uma expectativa de direito.

    Por esses motivos, para mim - friso aqui a pessoalidade da análise - é mais vantajoso ter 8,5% em uma previdência complementar (repito, "no meu nome") que 22% na previdência comum (saldo este que nunca vi, e talvez nunca veria seu resultado, caso perdesse o "direito").


    Como já disse, se o regime da previdência é incerto, mais ainda o funpresp.
    Porque? O regime previdenciário, mesmo como o tal suposto déficit, está pagando em dias as aposentadorias.
    O máximo que pode acontecer é o aumento de alíquota e tempo de contribuição + idade.
    Tb não entendo essa torcida para a quebra da previdência, sendo que vcs receberão o teto.


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    Mensagem por ale1969 em Qui 19 Abr 2018, 9:57 am

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:
    ale1969 escreveu: (...)Se tivesse não pensaria duas vezes, migraria agora e fugiria da armadilha da "aposentadoria integral", como estou amarrado na integralidade/paridade do 85/95 apenas luto por um novo Congresso menos vendido aos interesses dos banqueiros, que respeite o pacto social firmado pela Constituição de 1988 e garanta o acordo que firmei em 1989 quando ingressei no serviço público.

    Se conselho fosse bom, se vendia, mas lá vai. Se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço público migre para o FUNPRESP  e vote em candidatos comprometidos com os trabalhadores.

    No seu caso, nem é tão difícil decidir....

    A decisão aí, vai ser não muito no saldo futuro do FUNPRESP, ou em aderir ou não ele.....
    Mas sim na forma como vc desejará seu reajuste na aposentadoria:
    1) Se vinculado com o pessoal da ativa (paridade, integralidade)
    2) Se vinculado à teto da previdência, (no caso do teto + benefício especial)

    Se acreditar que o pessoal da ativa vai sempre acompanhar ou superar a inflação é ficar onde está com sua paridade e integralidade.
    Se acreditar que o pessoal da ativa vivera tempos sombrios, de achatamento salarial, não reposição sequer da inflação, é migrar e garantir reposições anuais do teto + BE no índice do governo.



    Aí tem um ponto relevante, mesmo: a paridade, hoje e no cenário de curto e médio prazos, é pior que a integralidade pela média (pelo índice de reajuste adotado). Talvez também seja pior até no longo prazo, a depender dos efeitos da PEC do teto, pelos próximos 20 anos.
    Tinha um ponto na falecida proposta de reforma da previdência, que previa a perda do direito à paridade, e manutenção da integralidade, caso não se respeitasse o "pedágio". Talvez fosse uma boa pra quem está nessa posição.
    Tem que considerar, no entanto, a questão da média, pra quem tem, hoje, direito à aposentadoria integral com paridade. Se a média salarial for baixa, talvez não compense abrir mão do direito de se aposentar com o último salário + paridade. Talvez a possibilidade de reajustes superiores não recompense a perda na média salarial.

    Sim, tenho a possibilidade de sair em jan/2023 pela EC 20/98(FHC), sem paridade e pela média 80%, mas pago um pedágio de 5% para cada ano abaixo dos 60 de idade, estarei com 53.

    Acredito que os servidores na minha situação sejam o "objeto de desejo" das maldades da reforma vindoura. Pessoas que trabalharamm desde novas(15 anos) com menos de 55 anos de idade, que já tem muito tempo de serviço(34 anos de contribuição) mas que são relativamente "jovens" para se aposentar.

    Aderi ao FUNPRESP faz três anos, como vinculado(sem migrar). Só não mudei o regime pela questão da idade, pois teria que trabalhar até os 60 anos e meu "Benefício Especial" era relativamente baixo(23/35). Aliás, é justamente o BE que tem atraído boa parte do "Antigões" para o FUNPRESP.
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    Mensagem por androsvilazza em Qui 19 Abr 2018, 10:43 am

    Galizezin escreveu:
    Como já disse, se o regime da previdência é incerto, mais ainda o funpresp.
    Porque? O regime previdenciário, mesmo como o tal suposto déficit, está pagando em dias as aposentadorias.
    O máximo que pode acontecer é o aumento de alíquota e tempo de contribuição + idade.
    Tb não entendo essa torcida para a quebra da previdência, sendo que vcs receberão o teto.

    Não é questão de torcida, cara, você está confundindo as coisas. É óbvio que torço pelo sucesso do RPPS. Eu torço até pelo sucesso de empreendimentos os quais nem conheço, pois tendem a fazer bem à coletividade, é óbvio que eu ficarei a favor de algo que me afeta diretamente. E nem acredito que o sistema quebre (de fato, duvido que isso aconteça); minha crença é de que as regras mudem, a ponto de tornar mais desvantajoso um regime que para mim, hoje, já me é prejudicial.

    Aos que pretendem manter o regime, integralmente, desejo sucesso, com toda a sinceridade. Mesmo sob um ponto de vista egoísta, eu também seria beneficiado: tanto por depender do regime, em parte (como você mesmo disse, vou receber o teto); quanto pelo fato de que o sucesso do regime previdenciário deixa margem para a continuidade das demais atividades do governo. É óbvio que desejo ainda mais sucesso para minha empreitada individual (se não acreditasse ser vantajosa, para mim, a migração, não teria optado) mas, a meu ver, uma coisa não exclui a outra. Não dependo do fracasso do regime previdenciário para ter sucesso na previdência complementar. Em que pese uma provável alta de juros em tal cenário, de nada adiantaria se viesse acompanhada de inflação também alta. Existe um cenário possível em que todos ganhem (RPPS e Funpresp), ou que pelo menos percam pouco. Cabe a cada um escolher o caminho onde acredita ganhar mais (ou perder menos).

    Não canso de repetir, aqui, que a decisão sobre migração tem caráter pessoal. Isso significa que, para muitos, a opção pela manutenção do regime será mais favorável, para outros a opção pela migração será interessante, com ou sem adesão ao Funpresp. Se, no caminho, alguém escolher a opção que lhe prove ser menos favorável, paciência; lamento pela má escolha, mas obviamente respeito cada posição. No mais, cada escolha, bem ou mal feita, me é indiferente. Apenas a minha escolha individual me interessa.

    Ressaltado o caráter individual da decisão, continuo não entendendo essa sanha de alguns em desmerecer posições contrárias, ou convencer a manter o regime atual, ou migrar para o regime "novo". Sempre fiz questão de expor minhas opiniões, destacando que determinados fatores que pesaram em minha decisão podem não ter a mesma relevância para outra pessoa. Mesmo sabendo disso, ainda exponho minhas convicções porque alguns têm dúvidas, e minhas conclusões, mesmo que não se apliquem aos seus casos pessoais, podem lhes ajudar a formar convicção, ainda que contrária à que formei; é natural e até desejável que isso aconteça.

    Mais uma vez, destaco que não tenho motivo para convencer ninguém a nada, nem desmerecer quem decida de forma contrária à que decidi. Se é melhor pra eles, que seja. Não faz a mínima diferença, pra mim, se fulano ou beltrano quer permanecer no regime integral, migrar para a limitação ao teto, e aderir ou não ao Funpresp: o impacto de cada decisão individual sobre os fatores que realmente interessam à minha posição pessoal é tão pequeno, que chegam a ser irrelevantes. Tanto é assim, que nem na minha repartição fico tentando convencer os colegas a migrar. Longe de mim fazer isso, até porque não quero ninguém me "culpando" se fizer a escolha errada. Quando pedem minha opinião, forneço; se perguntam por que migrei, explico; quando perguntam o que devem fazer, só respondo: "pense e decida você mesmo", assim como o faço aqui.

    Acho que a discussão ficaria melhor se cada um se preocupasse menos com os outros. Se quem vai ficar no regime integral vai se estrepar, que se estrepe. Se a migração para o regime comum vai ser prejudicial, se o Funpresp vai ser roubado e falir, cada um que suporte seu prejuízo. Todos tiveram a mesma brecha para decidir, cada um toma sua decisão, e pronto. É sempre útil a gente alertar os outros dos riscos reais, mas ficar em ilações uma hora cansa.
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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 10:53 am

    Concordo que há muita ilação aqui. Eu, pelo contrário, apontei o que tem ocorrido, a regra geral, a respeito dos fundos previdenciários: todos sofreram achaques. É o mesmo que jogar uma bola para o alto e dizer que ela não vai descer.
    Parei por aqui pois o assunto já se esgotou. Sorte a todos.


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    Mensagem por androsvilazza em Qui 19 Abr 2018, 11:00 am

    Com relação à dedução do IR, o benefício realmente não é integral, mas na minha opinião tampouco é irrisório. O impacto efetivo é a redução, no presente, do imposto devido em 27,5% do valor aportado; e pagamento, no futuro,de 10% de IR (supondo que se adote o regime regressivo, e se resgate após, pelo menos, 10 anos). Em números, um aporte de 1000 reais aproveitando o benefício fiscal:

    - você destina 1000 reais à previdência (óbvio);
    - seu IR devido é reduzido em 275 reais;
    - os dois fatores acima, somados, simbolizam um aporte de 1000 reais com o custo efetivo de 725 reais.
    - ao resgatar, após pelo menos 10 anos, você pagará 10% de IR sobre o valor resgatado (1000 reais mais os rendimentos).
    - Supondo um rendimento real de 3% a.a. Sobre esse aporte específico, você resgataria aproximadamente 1344 reais. Deduzido o imposto de renda (134,40) , sobram líquidos 1209,60. Sendo que, no primeiro ano, foram aplicados de fato, 725 reais.

    Por isso a dedução de IR é, para algumas pessoas, uma boa opção. Diminui o custo de aporte atual, e posterga o pagamento do imposto de renda, tendo o benefício extra de pagar alíquota menor no resgate. Um dos "contras" é a perda de liquidez (só compensa resgatar após 10 anos, e no caso de previdência fechada como o Funpresp, só da pra resgatar quando sair do órgão). Mas, como opção de investimento de longo prazo, é uma boa.

    É bom ressaltar que não é só o Funpresp que dá esse benefício fiscal: qualquer previdência complementar tem o mesmo efeito. O "plus" do Funpresp é que o aporte regular, com a contrapartida da União,não entram no cálculo dos 12%, permitindo uma dedução um pouco maior.
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    Mensagem por Oziris em Qui 19 Abr 2018, 11:33 am

    Vocês estão caindo no bait do Galizezin e transformando um tópico produtivo em discussões sem sentido.

    Todas as informações sobre migração estão no tópico, inclusive com informações excelentes trazidas pelos colegas josebarbosa e androsvilazza.

    Acho que o resumo da ópera é: migra quem quer. As informações estão ai, basta estudar! Se a pessoa não concorda com o novo regime, OK. É um direito dela. Só acho improdutivo principalmente por parte do colega que é contra ficar postando noticias que não se referem diretamente à Funpresp como por exemplo ficar trazendo notícia de fundo que está negativo.

    Já foi mais do que falado aqui no tópico a respeito dos tipos de previdência complementar que existe. Então é perda de tempo ficar explicando que os planos "A" ou "solidários" ou "saldados" não existem mais e que os planos "CD" são isentos de "darem rombos" e por consequência, os participantes serem obrigados a fazer aportes adicionais e por ai vai.

    O tópico estava excelente e vamos mantê-lo em alto nível. Ficar discutindo segurança jurídica no BR é total perda de tempo. Basta ver os recentes acontecimentos em nossa política...
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    Mensagem por androsvilazza em Qui 19 Abr 2018, 11:55 am

    Oziris escreveu:Vocês estão caindo no bait do Galizezin e transformando um tópico produtivo em discussões sem sentido.

    Todas as informações sobre migração estão no tópico, inclusive com informações excelentes trazidas pelos colegas josebarbosa e androsvilazza.

    Acho que o resumo da ópera é: migra quem quer. As informações estão ai, basta estudar! Se a pessoa não concorda com o novo regime, OK. É um direito dela. Só acho improdutivo principalmente por parte do colega que é contra ficar postando noticias que não se referem diretamente à Funpresp como por exemplo ficar trazendo notícia de fundo que está negativo.

    Já foi mais do que falado aqui no tópico a respeito dos tipos de previdência complementar que existe. Então é perda de tempo ficar explicando que os planos "A" ou "solidários" ou "saldados" não existem mais e que os planos "CD" são isentos de "darem rombos" e por consequência, os participantes serem obrigados a fazer aportes adicionais e por ai vai.

    O tópico estava excelente e vamos mantê-lo em alto nível. Ficar discutindo segurança jurídica no BR é total perda de tempo. Basta ver os recentes acontecimentos em nossa política...

    Exato! É um trabalho de desinformação que prejudica quem tem dúvidas, causando uma confusão indevida, que talvez não faça sentido...

    O Funpresp não pode ser comparado aos planos de benefício definido, já em extinção onde ainda existem.

    O Funpresp é uma previdência complementar de contribuição definida, como qualquer outra, inclusive as oferecidas no balcão dos grandes bancos. Quem não acredita em previdência complementar não vai acreditar no Funpresp, ponto. Quem acredita, e pretende ter previdência complementar, pode fazer a comparação e decidir.

    Fatores contra o Funpresp, em comparação aos fundos de previdência complementar "de mercado":

    - possibilidade de rendimentos menores por eventual ingerência política (diminuída, a meu ver, pelas regras atuais), inexperiência ou inaptidão dos gestores;
    - é um plano fechado: não se pode simplesmente resgatar o dinheiro, migrar para outro plano, ou algo assim. Você pode parar de contribuir quando quiser, mas suas contribuições ficarão retidas até seu desligamento do órgão;
    - ainda não permite a seleção de perfil de risco, para quem quiser arriscar mais em busca de maior rentabilidade;
    - número de participantes ainda reduzido, o que de certa forma eleva os custos administrativos e do fundo garantidor.

    Vantagens do Funpresp em relação aos mesmos planos:

    - oferece a possibilidade de contrapartida da União, para os participantes patrocinados, característica inexistente nos fundos de mercado;
    - não cobra taxa de administração (que, na maioria dos planos de mercado, "come" boa parte dos rendimentos);
    - pode vir a oferecer condições especiais para a contratação de seguros e empréstimos consignados com taxas reduzidas (a maior parte dos planos fechados oferece);
    - tem alcançado, até agora, bons níveis de rentabilidade, superiores a alguns dos fundos de mercado mais populares, principalmente se considerado o rendimento líquido de taxa de administração;
    - pra quem tem dificuldade em manter uma disciplina de investimentos, ou se sente tentado a prejudicar planos de longo prazo em detrimento dos objetivos de curto prazo, o desconto mensal em folha, aliado à impossibilidade de saque imediato, podem auxiliar na disciplina para garantir recursos para a aposentadoria.

    Os prós superam os contras? Os riscos apresentados são maiores que as vantagens oferecidas? Aí já cabe a cada um ponderar.
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    Mensagem por ale1969 em Qui 19 Abr 2018, 2:33 pm

    Sou do tempo que você só se tornava Homem quando saia de casa e comprava um carro....

    Os tempos são outros, os jovens não querem largar a casa da mamãe, muito menos dirigir(papai me leva). Faço essa brincadeira para alertar aos mais novos que há uma possibilidade real de escolha. Isso é muito bom, acertar ou errar é parte do jogo da vida, mas você tem uma escolha. Como invejo as novas gerações que não viveram a ditadura militar, hiperinflação e votam livremente. A democracia pressupõe escolhas. Repito, se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço vá para o FUNPRESP e seja feliz, com seu capital próprio, sem depender da vontade política do mercado.
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    Mensagem por hammer_inn em Qui 19 Abr 2018, 4:13 pm

    ale1969 escreveu:Sou do tempo que você só se tornava Homem quando saia de casa e comprava um carro....

    Os tempos são outros, os jovens não querem largar a casa da mamãe, muito menos dirigir(papai me leva). Faço essa brincadeira para alertar aos mais novos que há uma possibilidade real de escolha. Isso é muito bom, acertar ou errar é parte do jogo da vida, mas você tem uma escolha. Como invejo as novas gerações que não viveram a ditadura militar, hiperinflação e votam livremente. A democracia pressupõe escolhas. Repito, se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço vá para o FUNPRESP e seja feliz, com seu capital próprio, sem depender da vontade política do mercado.

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    Mensagem por Sem Frescura em Qui 19 Abr 2018, 4:32 pm

    hammer_inn escreveu:
    ale1969 escreveu:Sou do tempo que você só se tornava Homem quando saia de casa e comprava um carro....

    Os tempos são outros, os jovens não querem largar a casa da mamãe, muito menos dirigir(papai me leva). Faço essa brincadeira para alertar aos mais novos que há uma possibilidade real de escolha. Isso é muito bom, acertar ou errar é parte do jogo da vida, mas você tem uma escolha. Como invejo as novas gerações que não viveram a ditadura militar, hiperinflação e votam livremente. A democracia pressupõe escolhas. Repito, se tens menos de 40 anos de idade e 20 de serviço vá para o FUNPRESP e seja feliz, com seu capital próprio, sem depender da vontade política do mercado.

    Vou não, muito obrigado!!

    2
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    Mensagem por josebarbos em Qui 19 Abr 2018, 6:15 pm

    Galizezin escreveu:
    José Barbosa, só isso? Dedução do IR?
    Esse negócio de dedução do IR dá um valor bem irrisório. Estou errado?
    É que muita gente acha que, se vc paga 15 mil de funpresp, vai recuperar o mesmo valor no IR. Conta pra nós + ou - quanto dá...

    Sim, está errado.

    O valor não é irrisório. Ele evita que você tenha um desconto de 27,5%, que é o benefício fiscal.
    Só que há uma confusão entre desconto por dentro e por fora.
    Para você "recuperar" os 27,5% perdidos não basta render 27,5%; e sim 37,93%.

    No caso do Funpresp, pela cota patrocinada, a mágica multiplicadora é ainda maior.

    Para cada real poupado, além do "seguro" (FCBE), você começa seu investimento com um valor líquido de R$ 1,98 para cada real poupado. De cara, já sai com 98% de ganho.
    Num cenário de 30 anos, significa que o Funpresp está te dando 2,3% ao ano de ganho real, fora o rendimento do próprio fundo.

    Por esta razão, eu queria muito ver um plano de investimentos que, com o conservadorismo do Funpesp, consiga dar tanto de uma vez só.
    Se você tivesse investimentos com ganhos reais médios de 6% a.a.; o que é "estratosférico", levaria quase 12 anos apenas para chegar aos 98%. Isto sem contar as questões tributárias envolvidas, que no Funpresp, já trabalhei com valores líquidos para a realidade atual.

    Não se deve comparar o Funpresp com fundos mal acabados. É como dizer que a estrutura e salários do judiciário de qualquer estado e da União são rigorosamente iguais. Ambos são fóruns/tribunais, mas quanto um ganha, como é a gestão, a estrutura são COMPLETAMENTE diferentes.

    Pessoalmente, minha carteira previdenciária foi pautada em três pontos: Funpresp para aplicações conservadoras; plano de previdência privada para utilizar o benefício tributário como parcela moderada (inclusive, porque posso migrar de composição de fundos sem custos, focando mais em renda fixa ou variável conforme o cenário), e alto risco em debêntures. Mais para frente, com maior volume, aí se torna vantajoso pensar em ações ou outros tipos de investimentos.

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    Mensagem por josebarbos em Qui 19 Abr 2018, 6:21 pm

    Galizezin escreveu:
    Como já disse, se o regime da previdência é incerto, mais ainda o funpresp.
    Porque? O regime previdenciário, mesmo como o tal suposto déficit, está pagando em dias as aposentadorias.
    O máximo que pode acontecer é o aumento de alíquota e tempo de contribuição + idade.
    Tb não entendo essa torcida para a quebra da previdência, sendo que vcs receberão o teto.

    Claro que é só uma projeção, mas talvez seja importante.
    Acredito que entre 2070 e 2100 (pensando que muito da economia atual se preservaria), o teto da previdência equivalerá a, no máximo, dois salários mínimos.
    Tendo por base o mínimo, fica "fácil" e politicamente aceitável para o governo pagar, afinal, todos se beneficiam quase que igualmente, num conceito de universalização de políticas públicas.

    Aqueles que hoje entram no mercado de trabalho devem ter esta perspectiva, até para saber da importância que a renda complementar deverá ter para garantir o próprio sustento, já que mesmo no teto vão encarar este cenário.

    A previdência, de alguma forma, existirá. A questão é se ela atenderá satisfatoriamente, ou será apenas mais um serviço público degradado como tantos outros que já temos. E já foi definido sobre quem vai cair o maior peso da conta.
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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 7:06 pm

    Oziris escreveu:Vocês estão caindo no bait do Galizezin e transformando um tópico produtivo em discussões sem sentido.

    Todas as informações sobre migração estão no tópico, inclusive com informações excelentes trazidas pelos colegas josebarbosa e androsvilazza.

    Acho que o resumo da ópera é: migra quem quer. As informações estão ai, basta estudar! Se a pessoa não concorda com o novo regime, OK. É um direito dela. Só acho improdutivo principalmente por parte do colega que é contra ficar postando noticias que não se referem diretamente à Funpresp como por exemplo ficar trazendo notícia de fundo que está negativo.

    Já foi mais do que falado aqui no tópico a respeito dos tipos de previdência complementar que existe. Então é perda de tempo ficar explicando que os planos "A" ou "solidários" ou "saldados" não existem mais e que os planos "CD" são isentos de "darem rombos" e por consequência, os participantes serem obrigados a fazer aportes adicionais e por ai vai.

    O tópico estava excelente e vamos mantê-lo em alto nível. Ficar discutindo segurança jurídica no BR é total perda de tempo. Basta ver os recentes acontecimentos em nossa política...


    Da minha parte nunca existiu isca alguma. Apenas demonstrei que uma mentira, para ser sustentada, necessita de outra, e mais outra, e mais outra...Agora, dita muitas vezes em conluio, é bem possível seja acatada como verdade, não!?
    Apregoaram o caos à previdência sem, contudo, lembrar que se valerão dela na aposentadoria. Ninguém está livre da previdência, pois receberão o teto, e tenho certeza absoluta que estarão contando com esse teto quando a hora de aportar o navio chegar. O entorno da discussão foi o que fazer com a diferença do teto: ir para mais um fundo, no geral alvo de achaques, ou fazer seu próprio pé de meia?


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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 7:11 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Como já disse, se o regime da previdência é incerto, mais ainda o funpresp.
    Porque? O regime previdenciário, mesmo como o tal suposto déficit, está pagando em dias as aposentadorias.
    O máximo que pode acontecer é o aumento de alíquota e tempo de contribuição + idade.
    Tb não entendo essa torcida para a quebra da previdência, sendo que vcs receberão o teto.

    Claro que é só uma projeção, mas talvez seja importante.
    Acredito que entre 2070 e 2100 (pensando que muito da economia atual se preservaria), o teto da previdência equivalerá a, no máximo, dois salários mínimos.
    Tendo por base o mínimo, fica "fácil" e politicamente aceitável para o governo pagar, afinal, todos se beneficiam quase que igualmente, num conceito de universalização de políticas públicas.

    Aqueles que hoje entram no mercado de trabalho devem ter esta perspectiva, até para saber da importância que a renda complementar deverá ter para garantir o próprio sustento, já que mesmo no teto vão encarar este cenário.

    A previdência, de alguma forma, existirá. A questão é se ela atenderá satisfatoriamente, ou será apenas mais um serviço público degradado como tantos outros que já temos. E já foi definido sobre quem vai cair o maior peso da conta.


    Grande JB, agora vc já envolve prognósticos para 2100. 82 anos, sério? Temos exemplos de países que foram (ou estavam lá) ao fundo do poço e deram a volta por cima.
    Fixou-se nas ínfimas fraquezas da palestra e nada teceu sobre as forças.


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    Mensagem por Galizezin em Qui 19 Abr 2018, 7:14 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:
    José Barbosa, só isso? Dedução do IR?
    Esse negócio de dedução do IR dá um valor bem irrisório. Estou errado?
    É que muita gente acha que, se vc paga 15 mil de funpresp, vai recuperar o mesmo valor no IR. Conta pra nós + ou - quanto dá...

    Sim, está errado.

    O valor não é irrisório. Ele evita que você tenha um desconto de 27,5%, que é o benefício fiscal.
    Só que há uma confusão entre desconto por dentro e por fora.
    Para você "recuperar" os 27,5% perdidos não basta render 27,5%; e sim 37,93%.

    No caso do Funpresp, pela cota patrocinada, a mágica multiplicadora é ainda maior.

    Para cada real poupado, além do "seguro" (FCBE), você começa seu investimento com um valor líquido de R$ 1,98 para cada real poupado. De cara, já sai com 98% de ganho.
    Num cenário de 30 anos, significa que o Funpresp está te dando 2,3% ao ano de ganho real, fora o rendimento do próprio fundo.

    Por esta razão, eu queria muito ver um plano de investimentos que, com o conservadorismo do Funpesp, consiga dar tanto de uma vez só.
    Se você tivesse investimentos com ganhos reais médios de 6% a.a.; o que é "estratosférico", levaria quase 12 anos apenas para chegar aos 98%. Isto sem contar as questões tributárias envolvidas, que no Funpresp, já trabalhei com valores líquidos para a realidade atual.

    Não se deve comparar o Funpresp com fundos mal acabados. É como dizer que a estrutura e salários do judiciário de qualquer estado e da União são rigorosamente iguais. Ambos são fóruns/tribunais, mas quanto um ganha, como é a gestão, a estrutura são COMPLETAMENTE diferentes.

    Pessoalmente, minha carteira previdenciária foi pautada em três pontos: Funpresp para aplicações conservadoras; plano de previdência privada para utilizar o benefício tributário como parcela moderada (inclusive, porque posso migrar de composição de fundos sem custos, focando mais em renda fixa ou variável conforme o cenário), e alto risco em debêntures. Mais para frente, com maior volume, aí se torna vantajoso pensar em ações ou outros tipos de investimentos.


    Quem ingressa no funpresp hoje e se arrepende precisa esperar quanto tempo para sacar a grana? Qual o percentual de desconto?


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    Mensagem por OJAF RJ em Qui 19 Abr 2018, 7:55 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:
    José Barbosa, só isso? Dedução do IR?
    Esse negócio de dedução do IR dá um valor bem irrisório. Estou errado?
    É que muita gente acha que, se vc paga 15 mil de funpresp, vai recuperar o mesmo valor no IR. Conta pra nós + ou - quanto dá...

    Sim, está errado.

    O valor não é irrisório. Ele evita que você tenha um desconto de 27,5%, que é o benefício fiscal.
    Só que há uma confusão entre desconto por dentro e por fora.
    Para você "recuperar" os 27,5% perdidos não basta render 27,5%; e sim 37,93%.

    No caso do Funpresp, pela cota patrocinada, a mágica multiplicadora é ainda maior.

    Para cada real poupado, além do "seguro" (FCBE), você começa seu investimento com um valor líquido de R$ 1,98 para cada real poupado. De cara, já sai com 98% de ganho.
    Num cenário de 30 anos, significa que o Funpresp está te dando 2,3% ao ano de ganho real, fora o rendimento do próprio fundo.

    Por esta razão, eu queria muito ver um plano de investimentos que, com o conservadorismo do Funpesp, consiga dar tanto de uma vez só.
    Se você tivesse investimentos com ganhos reais médios de 6% a.a.; o que é "estratosférico", levaria quase 12 anos apenas para chegar aos 98%. Isto sem contar as questões tributárias envolvidas, que no Funpresp, já trabalhei com valores líquidos para a realidade atual.

    Não se deve comparar o Funpresp com fundos mal acabados. É como dizer que a estrutura e salários do judiciário de qualquer estado e da União são rigorosamente iguais. Ambos são fóruns/tribunais, mas quanto um ganha, como é a gestão, a estrutura são COMPLETAMENTE diferentes.

    Pessoalmente, minha carteira previdenciária foi pautada em três pontos: Funpresp para aplicações conservadoras; plano de previdência privada para utilizar o benefício tributário como parcela moderada (inclusive, porque posso migrar de composição de fundos sem custos, focando mais em renda fixa ou variável conforme o cenário), e alto risco em debêntures. Mais para frente, com maior volume, aí se torna vantajoso pensar em ações ou outros tipos de investimentos.


    Meu racional de carteira previdenciária é muito parecido com o seu José, mas com multimercados e renda variável. Contribuo desde a migração com 8,5% da remuneração acima do teto, aproveitando a contrapartida da União. Os 12% de benefício fiscal eu aplico em dois fundos previdenciários multimercado PGBL pela Icatu Seguradora: Adam e Verde. Fora isso tenho outros fundos multimercado de gestoras renomadas, outra parte aplico em ações de crescimento e pagadoras de dividendos, e uma última parte em renda fixa, em debêntures e outros títulos privados.
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    Mensagem por josebarbos em Qui 19 Abr 2018, 10:15 pm

    Galizezin escreveu:
    Grande JB, agora vc já envolve prognósticos para 2100. 82 anos, sério? Temos exemplos de países que foram (ou estavam lá) ao fundo do poço e deram a volta por cima.
    Fixou-se nas ínfimas fraquezas da palestra e nada teceu sobre as forças.

    Conta simples: SM com crescimento real de 1 a 2% a.a. e teto "congelado", acompanhando INPC. Ainda que devido ao crescimento econômico permita ajustes no teto, a fim de aumentar a arrecadação imediata, a média em pouco seria influenciada.

    Por incrível que pareça, quem entra hoje no mercado de trabalho (18 anos, nascido em 2000), provavelmente não se aposenta antes de 2070. A idade mínima, de 65 para homens e 62 para mulheres, irá acompanhar as tábuas de mortalidade e, embora em ritmo mais lento que a expectativa de vida, elas também sobem. Basta 1 ano por década.

    Sobre os riscos. Para mim, o principal risco seria não poder parar de contribuir com a Funpresp caso haja alguma alteração muito substancial na sua estrutura: fusão, entrega à iniciativa privada etc. Pelo menos hoje, este risco não existe.

    Caso haja perda na contrapartida do governo, idem.
    Se o governo tirar o patrocínio eu, e acredito que a maioria, suspende as contribuições e espera pelo resgate ou benefício diferido.
    Até mesmo por isto, acredito que sejam "válvulas de contenção" contra mudanças tão profundas.

    Eu tenho uma interpretação pessoal do motivo do Dr. Rodrigo Tenório agir daquela forma, não cabe aqui, mas é semelhante a que muitos membros tem sobre o Plan-Assiste.

    Da mesma forma que ele vende tudo aquilo sobre o Funpresp, eu posso dizer, igualmente, que o governo pode extinguir amanhã o regime próprio e mudar drasticamente as regras para quem ganha mais de um salário mínimo, sem qualquer contrapartida pelas contribuições feitas acima do teto. Do ponto de vista lógico, é perfeito, mas por óbvio, não se sustenta a uma análise um pouco mais profunda.

    De toda a forma, na ausência de direito adquirido, enquanto posso, melhor ter uma conta individual em que eu veja exatamente quanto tem, como é administrada, quanto rende. E aí fica para cada um avaliar as demais perspectivas.

    A paridade não é um regime interessante num cenário de reajustes abaixo da inflação. Há uma certa tendência (a se verificar) de que futuros reajustes tendam a focar os ativos. No caso dos membros e da cúpula governamental, isto já é uma prática comum: aqui, via Auxílio Moradia, acumulação de ofícios etc. No Executivo, através dos bônus. Um servidor que tenha importante parcela de quintos, por exemplo, a terá congelada ad eternum, na paridade. Se migrar para previdência complementar, "para de perder" naquela parcela, posto que benefício normal e especial possuem data-base e índice.

    Do ponto de vista tributário, é fundamental, como forma de maximizar ganho real de investimento. No longo prazo, nos "juros sobre juros", cada décimo percentual médio faz muita diferença. Um cenário fundamental é tentar entender como daqui a 20, 30, 40 anos se comportará a tributação sobre a renda.

    Minha aposta é a de que ambas vão aumentar, independente do regime. Entretanto, dadas as naturezas, público envolvido e histórico, a tendência é que PSS e IRRF/IR subam mais do que o IR sobre investimentos previdenciários.
    Indícios: enquanto houve MP para reajuste de PSS para 14% e balão de ensaio para novas alíquotas de Imposto de Renda (30 e 35%).
    Já para previdência privada, há propostas para zerar a alíquota do imposto de renda regressivo:
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    Na primeira, seriam criadas duas novas alíquotas, de 5% para recursos entre 12 a 14 anos e 0%, para aquelas que ficassem por mais de 14 anos.
    A segunda, patrocinada pela Abrapp, propõe zerar o IR em aplicações de 20 anos.

    Galizezin escreveu:
    Quem ingressa no funpresp hoje e se arrepende precisa esperar quanto tempo para sacar a grana? Qual o percentual de desconto?

    Como qualquer previdência fechada (e para quem quiser migrar é básico no planejamento), o resgate só é possível com a perda do vínculo com o patrocinador.

    O desconto é a taxa de carregamento (~0,6%), além de IR, de acordo com o regime tributário escolhido e o tempo de aplicação.
    É possível resgatar 100% das reservas "próprias" (RANPart e RAS) e até 90% das contribuições da patrocinadora (RANPatr), à razão de 10% mais 10% para cada 3 anos de serviço.

    Antes de se chegar ao valor da Funpresp, é preciso ter um plano claro das contas, e a disciplina para economizar a contribuição previdenciária.
    Não é nada recomendável migrar apenas para ter um extra no fim do mês, referente à diminuição do desconto.
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    Mensagem por Galizezin em Sex 20 Abr 2018, 9:45 am

    JB, agradeço o feedback, mas dizer que a paridade não é um regime interessante é um desafio à nossa inteligência. Se a paridade não fosse algo bom para os servidores o governo não estaria lutando para retirá-la. É redundante dizer que, um cenário de reposição salarial abaixo da inflação sucatearia o serviço público da ativa, incorrendo em graves prejuízos ao bom andamento da administração pública. Lembro que depois da implementação do pcs de 2006 a Dilma quis impor uma espécie de congelamento no salário dos servidores públicos. Acabou fechando aqueles 15% divididos em 3x. Obviamente que ela desagradou praticamente todos os servidores públicos federais, que também foram favoráveis ao seu impeachment. Resumindo, o estado não conseguirá impor congelamento salarial por muito tempo, a não ser em casos de catástrofes ou guerras mundiais (cenário atual bastante favorável), fatores que bagunçam as economias dos países. E por que? Porque os servidores da ativa cruzam os braços, pressionam, até a satisfação de seus anseios. Já os aposentados, farão greve de que? Em razão disso a paridade lhes é um ótimo negócio. Se estiverem comendo arroz e feijão, os da ativa também estarão.


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    Mensagem por ale1969 em Sex 20 Abr 2018, 11:02 am

    Senhores, houve uma controvérsia quanto à migração para o FUNPRESP quando da palestro do Sr. Edmilson no TRT/RJ.
    Quem migrar para o FUNPRESP e que seja anterior a dezembro de 1998, só se aposenta aos 60 anos se homem e 55 se mulher, certo?

    Pergunto isso porque dois colegas que foram a tal palestra, com presença do Sr. Amarildo, atual presidente do FUNPRESP-JUD, receberam a informação que poderiam migrar e teriam a idade fixada pela regra 85/95. Quem puder me ajudar a decidir, por favor responda, pois pode ser vantajoso para os mais antigos com "direito" a se aposentar antes dos 55/60 anos de idade. Obrigado.
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    Mensagem por concurseiro_mor em Sex 20 Abr 2018, 1:48 pm

    Galizezin escreveu:JB, agradeço o feedback, mas dizer que a paridade não é um regime interessante é um desafio à nossa inteligência. Se a paridade não fosse algo bom para os servidores o governo não estaria lutando para retirá-la. É redundante dizer que, um cenário de reposição salarial abaixo da inflação sucatearia o serviço público da ativa, incorrendo em graves prejuízos ao bom andamento da administração pública. Lembro que depois da implementação do pcs de 2006 a Dilma quis impor uma espécie de congelamento no salário dos servidores públicos. Acabou fechando aqueles 15% divididos em 3x. Obviamente que ela desagradou praticamente todos os servidores públicos federais, que também foram favoráveis ao seu impeachment. Resumindo, o estado não conseguirá impor congelamento salarial por muito tempo, a não ser em casos de catástrofes ou guerras mundiais (cenário atual bastante favorável), fatores que bagunçam as economias dos países. E por que? Porque os servidores da ativa cruzam os braços, pressionam, até a satisfação de seus anseios. Já os aposentados, farão greve de que? Em razão disso a paridade lhes é um ótimo negócio. Se estiverem comendo arroz e feijão, os da ativa também estarão.

    A paridade é tão boa para o aposentado que o governo tratou de por fim com a EC n. 41/2003... E vai tentar retirar nas futura reformas para quem AINDA tem direito.
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    Mensagem por ale1969 em Sex 20 Abr 2018, 2:35 pm

    concurseiro_mor escreveu:
    Galizezin escreveu:JB, agradeço o feedback, mas dizer que a paridade não é um regime interessante é um desafio à nossa inteligência. Se a paridade não fosse algo bom para os servidores o governo não estaria lutando para retirá-la. É redundante dizer que, um cenário de reposição salarial abaixo da inflação sucatearia o serviço público da ativa, incorrendo em graves prejuízos ao bom andamento da administração pública. Lembro que depois da implementação do pcs de 2006 a Dilma quis impor uma espécie de congelamento no salário dos servidores públicos. Acabou fechando aqueles 15% divididos em 3x. Obviamente que ela desagradou praticamente todos os servidores públicos federais, que também foram favoráveis ao seu impeachment. Resumindo, o estado não conseguirá impor congelamento salarial por muito tempo, a não ser em casos de catástrofes ou guerras mundiais (cenário atual bastante favorável), fatores que bagunçam as economias dos países. E por que? Porque os servidores da ativa cruzam os braços, pressionam, até a satisfação de seus anseios. Já os aposentados, farão greve de que? Em razão disso a paridade lhes é um ótimo negócio. Se estiverem comendo arroz e feijão, os da ativa também estarão.

    A paridade é tão boa para o aposentado que o governo tratou de por fim com a EC n. 41/2003... E vai tentar retirar nas futura reformas para quem AINDA tem direito.

    Não é bem assim, quem se aposentou em 2008 pelo IPCA teve um reajuste maior do que os com paridade. É só fazer as contas. Ainda tem mais, com o congelamento dos gastos o que tiver a inflação garantida vai levar vantagem, some a inflação de 2015 e 2016, nosso querido PCS do leitinho ficou só no cheirinho, como dizem os Rubro-Negros.
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    Mensagem por cruzmaltino em Sex 20 Abr 2018, 3:02 pm

    Pelo artigo 40, § 2º, da Constituição Federal, "os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão".
    Então, salvo engano da minha parte, a aposentadoria pela média pode, no máximo, ser tão boa quanto a aposentadoria pela paridade, mas nunca melhor, porque não pode exceder a remuneração do servidor na ativa.
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    Mensagem por Galizezin em Sex 20 Abr 2018, 3:05 pm

    Tem que provar que o aposentado pelo IPCA ganha mais que o aposentado pela paridade. Simples assim.
    Acho inútil, mas vou dizer: tremendo desrespeito de muitos aqui com os servidores que já cumpriram sua missão na instituição. Sequer sabem esses que nos idos tempos a administração pública era precarizada, tanto em equipamentos quanto em pessoal, e que muitos dos servidores que hoje já estão aposentados davam o sangue pelo país. Além disso, os salários eram bastante defasados.
    Mas a vida funciona como um bumerangue, ela dá voltas. Quem deseja o mal para os outros, um dia será visitado por ele.


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    Mensagem por concurseiro_mor em Sex 20 Abr 2018, 3:09 pm

    cruzmaltino escreveu:Pelo artigo 40, § 2º, da Constituição Federal, "os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão".
    Então, salvo engano da minha parte, a aposentadoria pela média pode, no máximo, ser tão boa quanto a aposentadoria pela paridade, mas nunca melhor, porque não pode exceder a remuneração do servidor na ativa.  

    Cara, o limite do pessoal do IPCA é a paridade. Os de paridade já tem a integralidade, ou seja, os de média, no geral, ganharão menos na concessão dos proventos. Agora, quanto ao reajuste, o limite é o a remuneração do servidor no cargo efetivo. Na verdade estou corroborando com o que você disse.
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    Mensagem por ale1969 em Sex 20 Abr 2018, 4:13 pm

    concurseiro_mor escreveu:
    cruzmaltino escreveu:Pelo artigo 40, § 2º, da Constituição Federal, "os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão".
    Então, salvo engano da minha parte, a aposentadoria pela média pode, no máximo, ser tão boa quanto a aposentadoria pela paridade, mas nunca melhor, porque não pode exceder a remuneração do servidor na ativa.  

    Cara, o limite do pessoal do IPCA é a paridade. Os de paridade já tem a integralidade, ou seja, os de média, no geral, ganharão menos no benefício. Agora, quanto ao reajuste, o limite é o a remuneração do servidor no cargo efetivo. Na verdade estou corroborando com o que você disse.

    Acho que não fui bem claro, então especifico o que disse: O teto é no momento da concessão e não no decorrer da aposentadoria, logo dois servidores que tenham se aposentado em 2008, com remuneração de R$10.000,00, o que teve reajuste pelo IPCA levou vantagem sobre o paridade. Não digo vai ser sempre assim, mas há uma tendência de congelamento ou pagamento de gratificações específicas para os da ativa(produtividade) que não incorporam para os inativos. É só uma constatação, acompanhada de uma opinião individual, daquele que também será vítima do sistema integralidade/paridade.
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    Mensagem por euvoltei em Sex 20 Abr 2018, 5:36 pm

    É um bocado de achismo.... Eu hein...
    Outra maluquice que já vi, pessoalmente, foi 'ah, não vou migrar, pq se eu migrar o. Governo vai gastar muito menos comigo, vai sair da contribuição de 20% patronal pra 8,5% além do teto, então tá clara a economia do governo,!! "
    E o servidor conclui pelo "prejuízo" alheio o que é melhor pra si...
    Pessoalmente, se tenho um direito, procuro olhar como melhor usá-lo, e não como causaria maior prejuízo /incômodo para quem vai garanti-lo a mim.. , mas o ser humano é um bicho estranho mesmo..
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    Mensagem por Galizezin em Sab 21 Abr 2018, 8:43 am

    euvoltei escreveu:É um bocado de achismo.... Eu hein...
    Outra maluquice que já vi, pessoalmente, foi 'ah, não vou migrar, pq se eu migrar o. Governo vai gastar muito menos comigo, vai sair da contribuição de 20% patronal pra 8,5% além do teto, então tá clara a economia do governo,!! "
    E o servidor conclui pelo "prejuízo" alheio o que é melhor pra si...
    Pessoalmente, se tenho um direito, procuro olhar como melhor usá-lo, e não como causaria maior prejuízo /incômodo para quem vai garanti-lo a mim.. , mas o ser humano é um bicho estranho mesmo..

    Não é achismo não. O Dr. Tenório, especialista na área, comprovou que o governo está mentindo ao dizer que servidor público gera prejuízo aos cofres públicos. Só se o gov quis se referir aos militares, mas aí já não são mais servidores, conforme novo conceitual. Em razão disso, o congresso concluiu que a reforma da previdência, da forma como estava apresentada, era um engano. Só concorda com o governo atual quem é fura olho, mas sem base alguma. Quero ver apoiar a extinção das tranqueiras chamadas LOAS e aposentadoria rural.


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    Mensagem por androsvilazza em Sab 21 Abr 2018, 10:37 am

    Aí não dá, né? O sistema já foi concebido dessa forma (contributivo) justamente porque o superávit de alguns setores ajuda a cobrir o déficit de outros setores... Por mais "injusto" que possa parecer, não vejo como defender o "nosso lado", enquanto servidores públicos, às custas do abandono dos mais necessitados à própria sorte. Repito: individualmente considerado, o sistema é injusto, sim; e foi concebido para ser assim. Se buscassem justiça individual, o sistema seria de contas individuais, em regime de capitalização - "coincidentemente", o sistema do RPC/Funpresp, que vem sendo criticado aqui. Mas aí o sistema perderia duas de suas características (seguridade e assistência) que, a meu ver, deveriam ser as únicas: garantir uma velhice digna aos eventualmente desassistidos, e os "privilegiados" que busquem a riqueza na velhice por outros meios.

    Defender o regime atual só no que nos é favorável, e atacá-lo no que nos "prejudica", não me parece correto. E pregar a defesa dos nossos interesses às custas dos mais pobres não nos torna muito diferentes das cúpulas dos três poderes, e dos políticos em Brasília, que nos trouxeram a essa situação lamentável atual.
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    Mensagem por josebarbos em Sab 21 Abr 2018, 4:10 pm

    concurseiro_mor escreveu:
    Galizezin escreveu:JB, agradeço o feedback, mas dizer que a paridade não é um regime interessante é um desafio à nossa inteligência. Se a paridade não fosse algo bom para os servidores o governo não estaria lutando para retirá-la. É redundante dizer que, um cenário de reposição salarial abaixo da inflação sucatearia o serviço público da ativa, incorrendo em graves prejuízos ao bom andamento da administração pública. Lembro que depois da implementação do pcs de 2006 a Dilma quis impor uma espécie de congelamento no salário dos servidores públicos. Acabou fechando aqueles 15% divididos em 3x. Obviamente que ela desagradou praticamente todos os servidores públicos federais, que também foram favoráveis ao seu impeachment. Resumindo, o estado não conseguirá impor congelamento salarial por muito tempo, a não ser em casos de catástrofes ou guerras mundiais (cenário atual bastante favorável), fatores que bagunçam as economias dos países. E por que? Porque os servidores da ativa cruzam os braços, pressionam, até a satisfação de seus anseios. Já os aposentados, farão greve de que? Em razão disso a paridade lhes é um ótimo negócio. Se estiverem comendo arroz e feijão, os da ativa também estarão.

    A paridade é tão boa para o aposentado que o governo tratou de por fim com a EC n. 41/2003... E vai tentar retirar nas futura reformas para quem AINDA tem direito.

    A paridade tem dois problemas: um para quem é beneficiário, outro para a carreira.

    Para os beneficiários, não há garantia de data-base e índice. Se, na ausência de reajustes nas carreiras da ativa, houvesse ao menos o INPC (ainda que absorvido a posterior, por futuros reajustes), seria, de fato, o regime "perfeito" e inquestionável que muitos pregam.

    Para a carreira, é péssima, porque ele perdura rubricas que já foram extintas e limita os ganhos de todos. Não é à toa que os inativos ganham, em média, mais do que os da ativa, que é algo que não faz o menor sentido. E aí surgem subterfúgios como os citados (auxílios, adicional de qualificação, gratificação por acumulação de ofício, bônus etc) que criam ainda mais exceções e tornam as regras de remuneração mais e mais complexas, sem um ponto de vista de efetividade.

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