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    FUNPRESP

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    phelipes007
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Ter 26 Dez 2017, 10:37 pm

    josebarbos escreveu:
    phelipes007 escreveu:pessoal, fazendo uma simulação com a planilha da funpresp colocando 804 reais por mês (+804 da contrapartida da união) durante 328 meses com taxa de rentabilidade real anual de 4% temos um acumulado total de 800.000,00 aprox. Essa reserva me daria uma aposentadoria complementar de 3746 por 300 meses...


    se eu colocar 600 reais por mês em uma aplicação de renda fixa com 10% anual de rendimento pelo mesmo prazo (328 meses) acumularia 943.000,00 o q me renderia 300 saques de aproximadamente 6 mil reais mensais líquidos (fiz no simuladorinvestimento.com) colocando esse dinheiro numa poupança por exemplo... de onde diabos essa funpresp seria vantajosa me dando uma aposentadoria de 3746 sendo q eu poderia ter 6 mil mensais facilmente?? o q tem de errado com meus cálculos? estou desconsiderando algo?

    Sim, um erro até primário: está desconsiderando a inflação na perda do poder de compra.

    A questão não é o número que você terá lá na frente, e sim o poder de compra, ou seja, quanto acima da depreciação da moeda seu investimento vai render e, aí, de forma capitalizada, fazer com que o dinheiro trabalhe por você.

    No Brasil, um investimento conservador razoável vai conseguir tirar 3%a.a. Mais do que isto, depende de sorte e uma boa estratégia.


    continuo sem entender... considerando ou não inflação se eu tenho uma reserva maior no final como o poder de compra poderia ser menor? da mesma forma q nossos salários serão corrigidos e consequentemente a contribuição p funpresp irá aumentar, a minha sobra p/ aplicar livremente também vai aumentar na mesma proporção... em outras palavras: se eu aumentar os 804 reais pra funpresp tb posso aumentar os 600 reais q aplicaria livremente da mesma forma... continuarei tendo uma reserva maior na aplicação particular do q na funpresp... p/ mim parece tão óbvio q suspeito estar errado...rs.. poderia explicar melhor o lance da inflação? sei q se eu tiver um ganho de 10% a.a. e a inflação for 7% naquele ano meu ganho real não foi os 10%... ainda assim continuo sem entender a vantagem da funpresp se o saldo da conta nela continuará menor do q o saldo da minha conta de investimentos próprios...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 27 Dez 2017, 6:35 am

    phelipes007 escreveu:
    josebarbos escreveu:
    phelipes007 escreveu:pessoal, fazendo uma simulação com a planilha da funpresp colocando 804 reais por mês (+804 da contrapartida da união) durante 328 meses com taxa de rentabilidade real anual de 4% temos um acumulado total de 800.000,00 aprox. Essa reserva me daria uma aposentadoria complementar de 3746 por 300 meses...


    se eu colocar 600 reais por mês em uma aplicação de renda fixa com 10% anual de rendimento pelo mesmo prazo (328 meses) acumularia 943.000,00 o q me renderia 300 saques de aproximadamente 6 mil reais mensais líquidos (fiz no simuladorinvestimento.com) colocando esse dinheiro numa poupança por exemplo... de onde diabos essa funpresp seria vantajosa me dando uma aposentadoria de 3746 sendo q eu poderia ter 6 mil mensais facilmente?? o q tem de errado com meus cálculos? estou desconsiderando algo?

    Sim, um erro até primário: está desconsiderando a inflação na perda do poder de compra.

    A questão não é o número que você terá lá na frente, e sim o poder de compra, ou seja, quanto acima da depreciação da moeda seu investimento vai render e, aí, de forma capitalizada, fazer com que o dinheiro trabalhe por você.

    No Brasil, um investimento conservador razoável vai conseguir tirar 3%a.a. Mais do que isto, depende de sorte e uma boa estratégia.


    continuo sem entender... considerando ou não inflação se eu tenho uma reserva maior no final como o poder de compra poderia ser menor? da mesma forma q nossos salários serão corrigidos e consequentemente a contribuição p funpresp irá aumentar, a minha sobra p/ aplicar livremente também vai aumentar na mesma proporção... em outras palavras: se eu aumentar os 804 reais pra funpresp tb posso aumentar os 600 reais q aplicaria livremente da mesma forma... continuarei tendo uma reserva maior na aplicação particular do q na funpresp... p/ mim parece tão óbvio q suspeito estar errado...rs.. poderia explicar melhor o lance da inflação? sei q se eu tiver um ganho de 10% a.a. e a inflação for 7% naquele ano meu ganho real não foi os 10%... ainda assim continuo sem entender a vantagem da funpresp se o saldo da conta nela continuará menor do q o saldo da minha conta de investimentos próprios...

    Basicamente o que ele disse foi que você está comparando duas coisas, utilizando métodos diferentes para cada uma: você desconsiderou a inflação no cálculo do investimento, ao passo que o simulador do Funpresp utiliza o ganho real como base para o cálculo, ou seja, considera a inflação. Aí de fato não tem como comparar os dois.

    O melhor método é, de fato, a utilização do ganho real, até porque não daria pra "inflacionar" os números do Funpresp; é mais fácil "deflacionar" os seus.

    Outro aspecto importante a se levar em consideração é a tributação futura: em previdência complementar, escolhida a alíquota regressiva, a tributação a título de IR é de 10%, enquanto nos demais investimentos a tributação é outra, a depender do tipo d investimento.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 7:09 am

    androsvilazza escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    josebarbos escreveu:
    phelipes007 escreveu:pessoal, fazendo uma simulação com a planilha da funpresp colocando 804 reais por mês (+804 da contrapartida da união) durante 328 meses com taxa de rentabilidade real anual de 4% temos um acumulado total de 800.000,00 aprox. Essa reserva me daria uma aposentadoria complementar de 3746 por 300 meses...


    se eu colocar 600 reais por mês em uma aplicação de renda fixa com 10% anual de rendimento pelo mesmo prazo (328 meses) acumularia 943.000,00 o q me renderia 300 saques de aproximadamente 6 mil reais mensais líquidos (fiz no simuladorinvestimento.com) colocando esse dinheiro numa poupança por exemplo... de onde diabos essa funpresp seria vantajosa me dando uma aposentadoria de 3746 sendo q eu poderia ter 6 mil mensais facilmente?? o q tem de errado com meus cálculos? estou desconsiderando algo?

    Sim, um erro até primário: está desconsiderando a inflação na perda do poder de compra.

    A questão não é o número que você terá lá na frente, e sim o poder de compra, ou seja, quanto acima da depreciação da moeda seu investimento vai render e, aí, de forma capitalizada, fazer com que o dinheiro trabalhe por você.

    No Brasil, um investimento conservador razoável vai conseguir tirar 3%a.a. Mais do que isto, depende de sorte e uma boa estratégia.


    continuo sem entender... considerando ou não inflação se eu tenho uma reserva maior no final como o poder de compra poderia ser menor? da mesma forma q nossos salários serão corrigidos e consequentemente a contribuição p funpresp irá aumentar, a minha sobra p/ aplicar livremente também vai aumentar na mesma proporção... em outras palavras: se eu aumentar os 804 reais pra funpresp tb posso aumentar os 600 reais q aplicaria livremente da mesma forma... continuarei tendo uma reserva maior na aplicação particular do q na funpresp... p/ mim parece tão óbvio q suspeito estar errado...rs.. poderia explicar melhor o lance da inflação? sei q se eu tiver um ganho de 10% a.a. e a inflação for 7% naquele ano meu ganho real não foi os 10%... ainda assim continuo sem entender a vantagem da funpresp se o saldo da conta nela continuará menor do q o saldo da minha conta de investimentos próprios...

    Basicamente o que ele disse foi que você está comparando duas coisas, utilizando métodos diferentes para cada uma: você desconsiderou a inflação no cálculo do investimento, ao passo que o simulador do Funpresp utiliza o ganho real como base para o cálculo, ou seja, considera a inflação. Aí de fato não tem como comparar os dois.

    O melhor método é, de fato, a utilização do ganho real, até porque não daria pra "inflacionar" os números do Funpresp; é mais fácil "deflacionar" os seus.

    Outro aspecto importante a se levar em consideração é a tributação futura: em previdência complementar, escolhida a alíquota regressiva, a tributação a título de IR é de 10%, enquanto nos demais investimentos a tributação é outra, a depender do tipo d investimento.

    acho q tá clareando... no meu cálculo se eu consigo 10% a.a. de rendimento líquido (já descontei o IR nesse caso) e a inflação foi, por ex, 6%a.a., eu deveria ter considerando 4%a.a. de ganho real p/ comparar com a funpresp... é assim q o simulador da funpresp trabalha... então, na verdade, eu não terei somente 800.000,00 reais na minha conta de saldo funpresp quando for p/ aposentadoria... eu terei um "número maluco" lá (provavelmente bem maior) q equivale ao poder de compra de 800.000,00 hj... seria mais ou menos isso?...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 27 Dez 2017, 7:27 am

    phelipes007 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Sim, um erro até primário: está desconsiderando a inflação na perda do poder de compra.

    A questão não é o número que você terá lá na frente, e sim o poder de compra, ou seja, quanto acima da depreciação da moeda seu investimento vai render e, aí, de forma capitalizada, fazer com que o dinheiro trabalhe por você.

    No Brasil, um investimento conservador razoável vai conseguir tirar 3%a.a. Mais do que isto, depende de sorte e uma boa estratégia.


    continuo sem entender... considerando ou não inflação se eu tenho uma reserva maior no final como o poder de compra poderia ser menor? da mesma forma q nossos salários serão corrigidos e consequentemente a contribuição p funpresp irá aumentar, a minha sobra p/ aplicar livremente também vai aumentar na mesma proporção... em outras palavras: se eu aumentar os 804 reais pra funpresp tb posso aumentar os 600 reais q aplicaria livremente da mesma forma... continuarei tendo uma reserva maior na aplicação particular do q na funpresp... p/ mim parece tão óbvio q suspeito estar errado...rs.. poderia explicar melhor o lance da inflação? sei q se eu tiver um ganho de 10% a.a. e a inflação for 7% naquele ano meu ganho real não foi os 10%... ainda assim continuo sem entender a vantagem da funpresp se o saldo da conta nela continuará menor do q o saldo da minha conta de investimentos próprios...

    Basicamente o que ele disse foi que você está comparando duas coisas, utilizando métodos diferentes para cada uma: você desconsiderou a inflação no cálculo do investimento, ao passo que o simulador do Funpresp utiliza o ganho real como base para o cálculo, ou seja, considera a inflação. Aí de fato não tem como comparar os dois.

    O melhor método é, de fato, a utilização do ganho real, até porque não daria pra "inflacionar" os números do Funpresp; é mais fácil "deflacionar" os seus.

    Outro aspecto importante a se levar em consideração é a tributação futura: em previdência complementar, escolhida a alíquota regressiva, a tributação a título de IR é de 10%, enquanto nos demais investimentos a tributação é outra, a depender do tipo d investimento.

    acho q tá clareando... no meu cálculo se eu consigo 10% a.a. de rendimento líquido (já descontei o IR nesse caso) e a inflação foi, por ex, 6%a.a., eu deveria ter considerando 4%a.a. de ganho real p/ comparar com a funpresp... é assim q o simulador da funpresp trabalha... então, na verdade, eu não terei somente 800.000,00 reais na minha conta de saldo funpresp quando for p/ aposentadoria... eu terei um "número maluco" lá (provavelmente bem maior) q equivale ao poder de compra de 800.000,00 hj... seria mais ou menos isso?...

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qua 27 Dez 2017, 8:55 am

    Ao ler alguma informação lá do Funpresp, (acho q uma entrevista) foi informado que o Funpresp Jud, vai alcançar seu ponto de equilíbrio (quando as depesas administrativas serão cobertas com as receitas administrativas) em 2019, ou com sorte em 2018....

    Coincidência ou não, é só até 2018 que o governo vai entrar como patrocinador para quem é do sistema antigo e migrar...
    Ou seja:
    - Até o ponto de equilíbrio... o Funpresp, é um "problema" para o governo, depois disso, deixa de ser, afinal, ele já será viável
    - Após o ponto de equilíbrio, o governo não terá mais motivos para convencer os "sem-teto de aposentadoria", podendo a partir de então, deixá-los solto à própria sorte, ou até chamá-los de privilegiados , como já faz hoje na propaganda oficial, e nem quero imaginar como será quando essa conta aumentar mais ainda, (que é a tendência projetada por todos os lados)


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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 9:36 am

    euvoltei escreveu:Ao ler alguma informação lá do Funpresp, (acho q uma entrevista) foi informado que o Funpresp Jud, vai alcançar seu ponto de equilíbrio (quando as depesas administrativas serão cobertas com as receitas administrativas) em 2019, ou com sorte em 2018....

    Coincidência ou não, é só até 2018 que o governo vai entrar como patrocinador para quem é do sistema antigo e migrar...
    Ou seja:
    - Até o ponto de equilíbrio... o Funpresp, é um "problema" para o governo, depois disso, deixa de ser, afinal, ele já será viável
    - Após o ponto de equilíbrio, o governo não terá mais motivos para convencer os "sem-teto de aposentadoria", podendo a partir de então, deixá-los solto à própria sorte, ou até chamá-los de privilegiados , como já faz hoje na propaganda oficial, e nem quero imaginar como será quando essa conta aumentar mais ainda, (que é a tendência projetada por todos os lados)

    Alcançar o equilíbrio não é difícil pq são poucas as aposentadorias e a maioria dos contribuintes estão longe disso. O problema maior é o futuro, desconhecido para qualquer regime.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qua 27 Dez 2017, 10:22 am

    jornalista escreveu:
    euvoltei escreveu:Ao ler alguma informação lá do Funpresp, (acho q uma entrevista) foi informado que o Funpresp Jud, vai alcançar seu ponto de equilíbrio (quando as depesas administrativas serão cobertas com as receitas administrativas) em 2019, ou com sorte em 2018....

    Coincidência ou não, é só até 2018 que o governo vai entrar como patrocinador para quem é do sistema antigo e migrar...
    Ou seja:
    - Até o ponto de equilíbrio... o Funpresp, é um "problema" para o governo, depois disso, deixa de ser, afinal, ele já será viável
    - Após o ponto de equilíbrio, o governo não terá mais motivos para convencer os "sem-teto de aposentadoria", podendo a partir de então, deixá-los solto à própria sorte, ou até chamá-los de privilegiados , como já faz hoje na propaganda oficial, e nem quero imaginar como será quando essa conta aumentar mais ainda, (que é a tendência projetada por todos os lados)

    Alcançar o equilíbrio não é difícil pq são poucas as aposentadorias e a maioria dos contribuintes estão longe disso. O problema maior é o futuro, desconhecido para qualquer regime.

    O futuro é incerto para todos, mas quando falei de equilíbrio, não falei o atuarial (previdenciário em si).. Mesmo pq esse nem sei se existe, afinal, não é sistema de repartição simples, e o dinheiro de cada um está separado em contas, e o benefício será calculado em época própria, com metodologia própria, que pode até ser mudada/atualizada...

    Falei do equilíbrio administrativo, do dia a dia, despesas de águas, luz, terceirizados, funcionários, correspondências, etc... Com poucos participantes, não dá pra pagar isso, e se perde qualquer sentido, em se ter um fundo "independente".....
    E sem esse equilíbrio, o governo tinha que bancar essa fundo, afinal, como convencer a migração para o um fundo que sequer paga suas contas mais básicas?!

    Ou seja, logo, já o fundo já estará "andando" administrativamente com as próprias pernas... a maior ou menor adesão a ele, não vai fazer diferença para o governo... dá para concluir que(possivelmente):
    - o governo, não vai mais tentar convencer os antigos a migrarem... pelo contrário, agora ele pode "arrochar" mais ainda os antigos, que terão, logo mais, menos uma opção(migrar como patrocinado).
    - O governo não vai mais fazer tanta força para que os novatos façam adesão,... afinal, será um despesa a menos...pois o que passar do teto, ele ficará livre de gastos, ou no mínimo se tornará indiferente.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 11:14 am

    um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 12:39 pm

    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?
    Depende. Vc pergunta de acordo com o atual ordenamento jurídico, de acordo com a pec em discussão ou de acordo com as reformas que ainda virão posteriormente?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 12:52 pm

    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?
    Depende. Vc pergunta de acordo com o atual ordenamento jurídico, de acordo com a pec em discussão ou de acordo com as reformas que ainda virão posteriormente?

    considerando a aprovação da PEC e supondo q não teremos novas reformas...

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 2:28 pm

    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?
    Depende. Vc pergunta de acordo com o atual ordenamento jurídico, de acordo com a pec em discussão ou de acordo com as reformas que ainda virão posteriormente?

    considerando a aprovação da PEC e supondo q não teremos novas reformas...
    Impossível. O sistema é insustentável, por isso Grécia e Portugal mexeram nas aposentadorias.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 3:29 pm

    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?
    Depende. Vc pergunta de acordo com o atual ordenamento jurídico, de acordo com a pec em discussão ou de acordo com as reformas que ainda virão posteriormente?

    considerando a aprovação da PEC e supondo q não teremos novas reformas...
    Impossível. O sistema é insustentável, por isso Grécia e Portugal mexeram nas aposentadorias.

    assim, o intuito não é averiguar se nosso modelo de previdência vai ser sustentável ou não... por isso o exemplo foi somente uma suposição de não acontecer mais reformas nos próximos 16 anos... os planos vão mudar se as regras mudarem até lá... minha dúvida seria "se" teria aposentadoria com as regras atuais com a reforma que está a caminho em 2018 e "se" não acontecer outra reforma no percurso...

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 4:07 pm

    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    Depende. Vc pergunta de acordo com o atual ordenamento jurídico, de acordo com a pec em discussão ou de acordo com as reformas que ainda virão posteriormente?

    considerando a aprovação da PEC e supondo q não teremos novas reformas...
    Impossível. O sistema é insustentável, por isso Grécia e Portugal mexeram nas aposentadorias.

    assim, o intuito não é averiguar se nosso modelo de previdência vai ser sustentável ou não... por isso o exemplo foi somente uma suposição de não acontecer mais reformas nos próximos 16 anos... os planos vão mudar se as regras mudarem até lá... minha dúvida seria "se" teria aposentadoria com as regras atuais com a reforma que está a caminho em 2018 e "se" não acontecer outra reforma no percurso...
    Não terá pq para homens são necessários 35 anos de contribuição e 60 de idade. Com a reforma vai para 65.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 27 Dez 2017, 4:58 pm

    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:

    considerando a aprovação da PEC e supondo q não teremos novas reformas...
    Impossível. O sistema é insustentável, por isso Grécia e Portugal mexeram nas aposentadorias.

    assim, o intuito não é averiguar se nosso modelo de previdência vai ser sustentável ou não... por isso o exemplo foi somente uma suposição de não acontecer mais reformas nos próximos 16 anos... os planos vão mudar se as regras mudarem até lá... minha dúvida seria "se" teria aposentadoria com as regras atuais com a reforma que está a caminho em 2018 e "se" não acontecer outra reforma no percurso...
    Não terá pq para homens são necessários 35 anos de contribuição e 60 de idade. Com a reforma vai para 65.

    Terá direito sim! Só não terá direito à integralidade da média.
    Até o momento, o texto da reforma prevê as condições de 65 anos de idade, e contribuição mínima de 25 anos, para ter direito à aposentadoria. Portanto, com 30 anos de contribuição vc já terá cumprido esse pré-requisito. Ao completar 65 de idade, poderá pleitear a aposentadoria, que será calculada pela média de suas contribuições.
    No entanto, sua aposentadoria corresponderá a "apenas" 77,5% da média calculada, sendo necessários 40 anos para ter direito à totalidade da média.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 5:17 pm

    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    jornalista escreveu:
    Impossível. O sistema é insustentável, por isso Grécia e Portugal mexeram nas aposentadorias.

    assim, o intuito não é averiguar se nosso modelo de previdência vai ser sustentável ou não... por isso o exemplo foi somente uma suposição de não acontecer mais reformas nos próximos 16 anos... os planos vão mudar se as regras mudarem até lá... minha dúvida seria "se" teria aposentadoria com as regras atuais com a reforma que está a caminho em 2018 e "se" não acontecer outra reforma no percurso...
    Não terá pq para homens são necessários 35 anos de contribuição e 60 de idade. Com a reforma vai para 65.

    Terá direito sim! Só não terá direito à integralidade da média.
    Até o momento, o texto da reforma prevê as condições de 65 anos de idade, e contribuição mínima de 25 anos, para ter direito à aposentadoria. Portanto, com 30 anos de contribuição vc já terá cumprido esse pré-requisito. Ao completar 65 de idade, poderá pleitear a aposentadoria, que será calculada pela média de suas contribuições.
    No entanto, sua aposentadoria corresponderá a "apenas" 77,5% da média calculada, sendo necessários 40 anos para ter direito à totalidade da média.
    Qual o dispositivo legal? Fiquei interessado.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 27 Dez 2017, 6:18 pm

    jornalista escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:

    assim, o intuito não é averiguar se nosso modelo de previdência vai ser sustentável ou não... por isso o exemplo foi somente uma suposição de não acontecer mais reformas nos próximos 16 anos... os planos vão mudar se as regras mudarem até lá... minha dúvida seria "se" teria aposentadoria com as regras atuais com a reforma que está a caminho em 2018 e "se" não acontecer outra reforma no percurso...
    Não terá pq para homens são necessários 35 anos de contribuição e 60 de idade. Com a reforma vai para 65.

    Terá direito sim! Só não terá direito à integralidade da média.
    Até o momento, o texto da reforma prevê as condições de 65 anos de idade, e contribuição mínima de 25 anos, para ter direito à aposentadoria. Portanto, com 30 anos de contribuição vc já terá cumprido esse pré-requisito. Ao completar 65 de idade, poderá pleitear a aposentadoria, que será calculada pela média de suas contribuições.
    No entanto, sua aposentadoria corresponderá a "apenas" 77,5% da média calculada, sendo necessários 40 anos para ter direito à totalidade da média.
    Qual o dispositivo legal? Fiquei interessado.

    Pelo texto da proposta de reforma... O pernalonga postou o link do texto completo no tópico específico da reforma, mas aqui segue uma reportagem do G1, esquematizando os principais aspectos:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    É bom lembrar, também, que quem sair do serviço público antes da aposentadoria abrirá mão da possibilidade de aposentadoria acima do teto, independentemente da média de contribuições, e do tempo de serviço..
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 7:53 pm

    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    Não terá pq para homens são necessários 35 anos de contribuição e 60 de idade. Com a reforma vai para 65.

    Terá direito sim! Só não terá direito à integralidade da média.
    Até o momento, o texto da reforma prevê as condições de 65 anos de idade, e contribuição mínima de 25 anos, para ter direito à aposentadoria. Portanto, com 30 anos de contribuição vc já terá cumprido esse pré-requisito. Ao completar 65 de idade, poderá pleitear a aposentadoria, que será calculada pela média de suas contribuições.
    No entanto, sua aposentadoria corresponderá a "apenas" 77,5% da média calculada, sendo necessários 40 anos para ter direito à totalidade da média.
    Qual o dispositivo legal? Fiquei interessado.

    Pelo texto da proposta de reforma... O pernalonga postou o link do texto completo no tópico específico da reforma, mas aqui segue uma reportagem do G1, esquematizando os principais aspectos:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    É bom lembrar, também, que quem sair do serviço público antes da aposentadoria abrirá mão da possibilidade de aposentadoria acima do teto, independentemente da média de contribuições, e do tempo de serviço..

    essa era outra dúvida q eu tinha... mas não achei nenhum dispositivo mencionando esse caso específico... se eu contribuí no regime próprio a vida toda (a maior parte dela acima do teto) e resolvi sair e parar de contribuir como ficaria a questão do teto... mas o principal nesse caso era ter direito a aposentar, mesmo com limitação do teto, e não perder tudo q paguei...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 8:00 pm

    estava olhando hoje o contracheque do meu pai (aposentado com previdência complementar de banco público - mesmo esquema da funpresp, até um pouco melhor, pois ele colocava 12% e o banco colocava +12% - não tinha esse limite de 8.5%) e me deparei com uma contribuição de quase 20% do salário hj... provavelmente p/ cobrir os rombos das roubalheiras ou "má gestão" do fundo... juntando essa contribuição + imposto de renda + plano de saúde para pessoa acima de 60 anos dá praticamente metade do salário...kkk.. eita paíszinho... é medo de ficar na regra atual e chegar no final da vida e depender de dinheiro do governo e medo de apostar numa funpresp da vida e passar por essas e outras...scratch
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 27 Dez 2017, 8:24 pm

    phelipes007 escreveu:estava olhando hoje o contracheque do meu pai (aposentado com previdência complementar de banco público - mesmo esquema da funpresp, até um pouco melhor, pois ele colocava 12% e o banco colocava +12% - não tinha esse limite de 8.5%) e me deparei com uma contribuição de quase 20% do salário hj... provavelmente p/ cobrir os rombos das roubalheiras ou "má gestão" do fundo... juntando essa contribuição + imposto de renda + plano de saúde para pessoa acima de 60 anos dá praticamente metade do salário...kkk.. eita paíszinho... é medo de ficar na regra atual e chegar no final da vida e depender de dinheiro do governo e medo de apostar numa funpresp da vida e passar por essas e outras...scratch

    Seu pai provavelmente fazia parte do tal plano BD (benefício definido). Neste tipo de plano a pessoa ja sabia quanto ia receber (mesmo salário da ativa), e as contribuições variavam a fim de garantir a cobertura.

    Nos planos atuais (CD - contribuição definida), você define a contribuição, podendo ser constante, aumentar ou diminuir, se quiser; e o benefício será definido futuramente.

    Embora os planos CD não corram esse risco de aumento de contribuição, obviamente estão sujeitos ao risco de má gestão. No caso, o impacto é a redução dos rendimentos, e consequente redução dos benefícios futuros.

    O Funpresp é um "fundo", e como tal você deixa seu dinheiro nas mãos dos outros, para gerir. O risco de má gestão, em qualquer fundo, "público" ou privado, sempre existe. Também existe o risco de má gestão em investimentos individuais - logicamente não por má fé, mas por inexperiência ou escolhas erradas. Cabe a cada um sopesar os riscos e vantagens, e optar pelo que acredita menos arriscado, ou mais vantajoso.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qua 27 Dez 2017, 8:40 pm

    androsvilazza escreveu:
    phelipes007 escreveu:estava olhando hoje o contracheque do meu pai (aposentado com previdência complementar de banco público - mesmo esquema da funpresp, até um pouco melhor, pois ele colocava 12% e o banco colocava +12% - não tinha esse limite de 8.5%) e me deparei com uma contribuição de quase 20% do salário hj... provavelmente p/ cobrir os rombos das roubalheiras ou "má gestão" do fundo... juntando essa contribuição + imposto de renda + plano de saúde para pessoa acima de 60 anos dá praticamente metade do salário...kkk.. eita paíszinho... é medo de ficar na regra atual e chegar no final da vida e depender de dinheiro do governo e medo de apostar numa funpresp da vida e passar por essas e outras...scratch

    Seu pai provavelmente fazia parte do tal plano BD (benefício definido). Neste tipo de plano a pessoa ja sabia quanto ia receber (mesmo salário da ativa), e as contribuições variavam a fim de garantir a cobertura.

    Nos planos atuais (CD - contribuição definida), você define a contribuição, podendo ser constante, aumentar ou diminuir, se quiser; e o benefício será definido futuramente.

    Embora os planos CD não corram esse risco de aumento de contribuição, obviamente estão sujeitos ao risco de má gestão. No caso, o impacto é a redução dos rendimentos, e consequente redução dos benefícios futuros.

    O Funpresp é um "fundo", e como tal você deixa seu dinheiro nas mãos dos outros, para gerir. O risco de má gestão, em qualquer fundo, "público" ou privado, sempre existe. Também existe o risco de má gestão em investimentos individuais - logicamente não por má fé, mas por inexperiência ou escolhas erradas. Cabe a cada um sopesar os riscos e vantagens, e optar pelo que acredita menos arriscado, ou mais vantajoso.

    tem razão.... outra dúvida q surgiu e não achei no manual da funpresp, vc sabe se quando aposentarmos na funpresp continuaremos a contribuir como no caso do meu pai? ou nossa aposentadoria simplesmente é paga com o saldo acumulado na conta do participante e pronto?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qua 27 Dez 2017, 9:26 pm

    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?

    Posso até estar falando uma grande bobagem, porque foi uma situação muito específica.

    Mas a meu ver, seu caminho seria averbar o tempo de serviço público no regime geral e se aposentar por ele. Isto porque você não teria qualquer vínculo com a administração pública e, isto posto, não pode fazer parte do regime próprio.
    Claro que também deveria recuperar a qualidade de segurado.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 9:55 pm

    josebarbos escreveu:
    phelipes007 escreveu:um outro levantamento pessoal p/ quem souber ajudar... entrei com 18 anos no serviço público... tenho atualmente 32 anos... se eu resolver chutar o serviço público com 48 anos (30 anos de contribuição) e simplesmente parar de fazer qualquer tipo de contribuição ao INSS depois de sair, quando chegar aos 65 anos (e considerando q essa reforma vai ser aprovada e supondo que não teremos outra até lá) eu terei aposentadoria considerando q terei idade e 30 anos de contribuição?

    Posso até estar falando uma grande bobagem, porque foi uma situação muito específica.

    Mas a meu ver, seu caminho seria averbar o tempo de serviço público no regime geral e se aposentar por ele. Isto porque você não teria qualquer vínculo com a administração pública e, isto posto, não pode fazer parte do regime próprio.
    Claro que também deveria recuperar a qualidade de segurado.
    Ele deu a entender que queria se aposentar pelo regime próprio mas não se enquadra na nova pec (48 anos - lá prevê mais de 50 mas não lembro o ano). Se for pelo rgps, teria que contribuir para ele para retomar a qualidade de segurado.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qua 27 Dez 2017, 9:58 pm

    androsvilazza escreveu:
    phelipes007 escreveu:estava olhando hoje o contracheque do meu pai (aposentado com previdência complementar de banco público - mesmo esquema da funpresp, até um pouco melhor, pois ele colocava 12% e o banco colocava +12% - não tinha esse limite de 8.5%) e me deparei com uma contribuição de quase 20% do salário hj... provavelmente p/ cobrir os rombos das roubalheiras ou "má gestão" do fundo... juntando essa contribuição + imposto de renda + plano de saúde para pessoa acima de 60 anos dá praticamente metade do salário...kkk.. eita paíszinho... é medo de ficar na regra atual e chegar no final da vida e depender de dinheiro do governo e medo de apostar numa funpresp da vida e passar por essas e outras...scratch

    Seu pai provavelmente fazia parte do tal plano BD (benefício definido). Neste tipo de plano a pessoa ja sabia quanto ia receber (mesmo salário da ativa), e as contribuições variavam a fim de garantir a cobertura.

    Nos planos atuais (CD - contribuição definida), você define a contribuição, podendo ser constante, aumentar ou diminuir, se quiser; e o benefício será definido futuramente.

    Embora os planos CD não corram esse risco de aumento de contribuição, obviamente estão sujeitos ao risco de má gestão. No caso, o impacto é a redução dos rendimentos, e consequente redução dos benefícios futuros.

    O Funpresp é um "fundo", e como tal você deixa seu dinheiro nas mãos dos outros, para gerir. O risco de má gestão, em qualquer fundo, "público" ou privado, sempre existe. Também existe o risco de má gestão em investimentos individuais - logicamente não por má fé, mas por inexperiência ou escolhas erradas. Cabe a cada um sopesar os riscos e vantagens, e optar pelo que acredita menos arriscado, ou mais vantajoso.
    De todo modo, ou foi previ ou funcef, ambos quebrados no governo do pt. Conheço uma gerente da cef que falou do reajuste para cobrir o rombo. Conheço um do postalis que falou o mesmo. Eu até conheço uma da previ mas em nome da amizade não tive coragem de perguntar (é petista).
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qua 27 Dez 2017, 10:17 pm

    jornalista escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    phelipes007 escreveu:estava olhando hoje o contracheque do meu pai (aposentado com previdência complementar de banco público - mesmo esquema da funpresp, até um pouco melhor, pois ele colocava 12% e o banco colocava +12% - não tinha esse limite de 8.5%) e me deparei com uma contribuição de quase 20% do salário hj... provavelmente p/ cobrir os rombos das roubalheiras ou "má gestão" do fundo... juntando essa contribuição + imposto de renda + plano de saúde para pessoa acima de 60 anos dá praticamente metade do salário...kkk.. eita paíszinho... é medo de ficar na regra atual e chegar no final da vida e depender de dinheiro do governo e medo de apostar numa funpresp da vida e passar por essas e outras...scratch

    Seu pai provavelmente fazia parte do tal plano BD (benefício definido). Neste tipo de plano a pessoa ja sabia quanto ia receber (mesmo salário da ativa), e as contribuições variavam a fim de garantir a cobertura.

    Nos planos atuais (CD - contribuição definida), você define a contribuição, podendo ser constante, aumentar ou diminuir, se quiser; e o benefício será definido futuramente.

    Embora os planos CD não corram esse risco de aumento de contribuição, obviamente estão sujeitos ao risco de má gestão. No caso, o impacto é a redução dos rendimentos, e consequente redução dos benefícios futuros.

    O Funpresp é um "fundo", e como tal você deixa seu dinheiro nas mãos dos outros, para gerir. O risco de má gestão, em qualquer fundo, "público" ou privado, sempre existe. Também existe o risco de má gestão em investimentos individuais - logicamente não por má fé, mas por inexperiência ou escolhas erradas. Cabe a cada um sopesar os riscos e vantagens, e optar pelo que acredita menos arriscado, ou mais vantajoso.
    De todo modo, ou foi previ ou funcef, ambos quebrados no governo do pt. Conheço uma gerente da cef que falou do reajuste para cobrir o rombo. Conheço um do postalis que falou o mesmo. Eu até conheço uma da previ mas em nome da amizade não tive coragem de perguntar (é petista).

    A PREVI também sofreu, bastante, mas de todos foi a que menos sofreu...
    O postalis simplesmente acabou o dinheiro...
    O funCEF, ficou no meio do caminho.. Só teve um baque grande..

    100%, dos funcionários de todas estatais aí sofreram..inclusive alguns da minoria que nunca elegeram nem reelegeram sucessivamente o PT...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por phelipes007 em Qui 28 Dez 2017, 7:48 am

    então pessoal, muita gente conhece pessoas q tiveram que "arcar" com a "má gestão" de praticamente todos os grandes planos de previdência complementar q temos no país... não escapou um... (Funcef, o da petrobrás, do BB e dos correios)... citei o exemplo do meu próprio pai q tá arcando c/ qse 20% do salário nesse momento... como funciona esse esquema?? depois de aposentar pela funpresp, tenho q continuar contribuindo? outra, depois de aposentado, o valor do benefício pode cair devido à má gestão? não achei nada disso no manual...

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qui 28 Dez 2017, 9:12 am

    phelipes007 escreveu:então pessoal, muita gente conhece pessoas q tiveram que "arcar" com a "má gestão" de praticamente todos os grandes planos de previdência complementar q temos no país... não escapou um... (Funcef, o da petrobrás, do BB e dos correios)... citei o exemplo do meu próprio pai q tá arcando c/ qse 20% do salário nesse momento... como funciona esse esquema?? depois de aposentar pela funpresp, tenho q continuar contribuindo? outra, depois de aposentado, o valor do benefício pode cair devido à má gestão? não achei nada disso no manual...
    Um colega aqui disse que é difícil quebrar o funpresp pq funciona de outra forma em relação aos fundos das estatais. Eu discordo. Brasileiro é criativo para corrupção.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 28 Dez 2017, 6:25 pm

    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:então pessoal, muita gente conhece pessoas q tiveram que "arcar" com a "má gestão" de praticamente todos os grandes planos de previdência complementar q temos no país... não escapou um... (Funcef, o da petrobrás, do BB e dos correios)... citei o exemplo do meu próprio pai q tá arcando c/ qse 20% do salário nesse momento... como funciona esse esquema?? depois de aposentar pela funpresp, tenho q continuar contribuindo? outra, depois de aposentado, o valor do benefício pode cair devido à má gestão? não achei nada disso no manual...
    Um colega aqui disse que é difícil quebrar o funpresp pq funciona de outra forma em relação aos fundos das estatais. Eu discordo. Brasileiro é criativo para corrupção.

    Os novos planos, de Contribuição Definida (como o Funpresp), não correm esse risco de exigir contribuições adicionais futuras. Não estou afirmando que sejam planos imunes à má gestão, apenas que os efeitos de eventual má gestão são diferentes: se os investimentos do fundo não renderem conforme esperado, os saldos das contas não crescerão tanto, e os benefícios futuros serão menores; simples assim, da mesma forma que qualquer outro tipo de investimento.

    A grande vantagem dos planos CD em comparação aos antigos (BD) é que não vendem a promessa -impossível-
    de um benefício "X", preestabelecido, a ser pago no futuro. Qualquer pessoa acompanha seu saldo individual, e sabe para onde está caminhando sua conta de previdência, e quais serão os eventuais ajustes a se tomar, para adequação aos seus planos para o futuro.

    Obviamente, por ideologia, acredito que o governo deveria sim, se meter em nossas vidas (inclusive em termos previdenciários) o mínimo possível. Na minha opinião o ideal para o servidor seria o oferecimento da contrapartida da União, mas a liberdade de escolha sobre em qual fundo se quer investir. Provavelmente, com mais opções no mercado, as alternativas seriam mais vantajosas, e quiçá mais seguras.

    O que acho contraditório, no entanto, é o argumento de que "o governo também indica representantes para o Conselho do Funpresp, há o risco de má gestão, etc". Caros, as alternativas são:

    a) botar todos os ovos na mesma cesta (RPPS), que também é gerida pelo governo (diretamente, não indiretamente como o Funpresp); e sujeita ao direito público (eminentemente político) e às conveniências de momento, enquanto o Funpresp é sujeito ao direito privado (eminentemente comercial), mais estável.

    b) investir em fundos privados: perde-se a contrapartida da União, e também se está sujeito a perdas por má gestão. Sei que o FGC cobre alguma coisa, mas além de ser pequena a cobertura, não estou falando de falência da instituição (risco que o Funpresp também não corre), e sim de retornos aquém do esperado. É bom lembrar que os fundos ditos "seguros" adotam a mesma política conservadora de investimentos que o Funpresp; portanto, mesmo rendimento, mas -repito- sem a contrapartida da União.

    c) apostar na gestão de investimentos por conta própria. Acho válida, mas também consiste numa aposta arriscada, caso seja adotada isoladamente. Fundos (de previdência, investimentos, imobiliários etc) são geralmente geridos por um conselho, ou seja, diversas opiniões sujeitas ao contraditório, que diminuem os riscos de decisões precipitadas e equivocadas. Na minha opinião, os investimentos individuais devem ser adotados como estratégia complementar, especialmente para quem não entende muito, sente insegurança em arriscar, ou não quer levar a culpa sozinho caso tudo dê errado Laughing

    Enfim, é bom lembrar que não existe estratégia 100% garantida. Além dos riscos naturais ligados aos investimentos, ciências atuariais etc. Vivemos em um país onde, há não muito tempo, tivemos confisco de poupança, que sempre foi para muitos o investimento mais seguro.

    Quanto à segurança na previdência pública, "direito adquirido", consagrado na constituição blábláblá, sugiro aos interessados (especialmente os estudiosos do Direito) que procurem os trabalhos do professor Marcelo Neves sobre "legislação simbólica", e "Constitucionalização simbólica". É interessante, e explica em parte o porquê de se incluírem trechos garantistas nas leis, e nas constituições, que serão sabidamente descumpridos, ou inatingíveis. Num resumo grosseiro, os objetivos destas previsões constitucionais são:

    1) confirmação de valores sociais: mesmo sabendo que a lei não será cumprida, concede-se uma vitória legislativa a determinado grupo, de concepção valorativa, mas pouca eficácia normativa (ex. Obrigação de prestação de contas da campanhas políticas, meramente pró-forma).

    2) legislação-álibi: mostra ação do governo, mesmo que seja irrelevante na prática. (Ex. Estatuto do desarmamento, que nunca desarmou criminoso nenhum, ou proibição de determinados torcedores de entrarem em estádios, sendo que não há qualquer controle). Na seara dos direitos, podemos citar os direitos à vida e à saúde, desrespeitados pelo próprio governo quando alguém morre em uma fila de hospital. Mas o direito está lá, inscrito na constituição, "garantido".

    3) adiamento da solução de conflitos sociais por meio da adoção de compromissos dilatórios: o problema em si não é resolvido, mas abranda-se o conflito por meio da aprovação de medidas aparentemente "progressistas", mais uma vez sem qualquer efeito prático. Ex: negociação coletiva no setor público, sem efetivação do direito de greve: de quê adianta?

    4) a constitucionalização simbólica, enfim, tem efeito de álibi para o Estado: o governo alega ser a favor de determinado "direito", muitas vezes impossível ou sobremaneira oneroso, que não se confirma na realidade por fatores externos (oposição política, crise mundial, envelhecimento da população, privilégios de determinados grupos etc); e a oposição tem seu álibi da mesma forma: "o 'direito' é plenamente possível, não existe déficit, o governo de turno é que é incompetente/corrupto/fez as escolhas erradas. Se fôssemos nós no governo, tudo seria diferente'.

    Todo mundo certo, todo mundo nunca tem razão. E a populaçã, nesse jogo, é apenas gado que move o moinho da briga pelo poder: ora move para um lado, ora para o lado oposto. Coincidentemente ou não, no Brasil, sempre para o lado errado.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qui 28 Dez 2017, 7:21 pm

    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    phelipes007 escreveu:então pessoal, muita gente conhece pessoas q tiveram que "arcar" com a "má gestão" de praticamente todos os grandes planos de previdência complementar q temos no país... não escapou um... (Funcef, o da petrobrás, do BB e dos correios)... citei o exemplo do meu próprio pai q tá arcando c/ qse 20% do salário nesse momento... como funciona esse esquema?? depois de aposentar pela funpresp, tenho q continuar contribuindo? outra, depois de aposentado, o valor do benefício pode cair devido à má gestão? não achei nada disso no manual...
    Um colega aqui disse que é difícil quebrar o funpresp pq funciona de outra forma em relação aos fundos das estatais. Eu discordo. Brasileiro é criativo para corrupção.

    Os novos planos, de Contribuição Definida (como o Funpresp), não correm esse risco de exigir contribuições adicionais futuras. Não estou afirmando que sejam planos imunes à má gestão, apenas que os efeitos de eventual má gestão são diferentes: se os investimentos do fundo não renderem conforme esperado, os saldos das contas não crescerão tanto, e os benefícios futuros serão menores; simples assim, da mesma forma que qualquer outro tipo de investimento.

    A grande vantagem dos planos CD em comparação aos antigos (BD) é que não vendem a promessa -impossível-
    de um benefício "X", preestabelecido, a ser pago no futuro. Qualquer pessoa acompanha seu saldo individual, e sabe para onde está caminhando sua conta de previdência, e quais serão os eventuais ajustes a se tomar, para adequação aos seus planos para o futuro.

    Obviamente, por ideologia, acredito que o governo deveria sim, se meter em nossas vidas (inclusive em termos previdenciários) o mínimo possível. Na minha opinião o ideal para o servidor seria o oferecimento da contrapartida da União, mas a liberdade de escolha sobre em qual fundo se quer investir. Provavelmente, com mais opções no mercado, as alternativas seriam mais vantajosas, e quiçá mais seguras.

    O que acho contraditório, no entanto, é o argumento de que "o governo também indica representantes para o Conselho do Funpresp, há o risco de má gestão, etc". Caros, as alternativas são:

    a) botar todos os ovos na mesma cesta (RPPS), que também é gerida pelo governo (diretamente, não indiretamente como o Funpresp); e sujeita ao direito público (eminentemente político) e às conveniências de momento, enquanto o Funpresp é sujeito ao direito privado (eminentemente comercial), mais estável.

    b) investir em fundos privados: perde-se  a contrapartida da União, e também se está sujeito a perdas por má gestão. Sei que o FGC cobre alguma coisa, mas além de ser pequena a cobertura, não estou falando de falência da instituição (risco que o Funpresp também não corre), e sim de retornos aquém do esperado. É bom lembrar que os fundos ditos "seguros" adotam a mesma política conservadora de investimentos que o Funpresp; portanto, mesmo rendimento, mas -repito- sem a contrapartida da União.

    c) apostar na gestão de investimentos por conta própria. Acho válida, mas também consiste numa aposta arriscada, caso seja adotada isoladamente. Fundos (de previdência, investimentos, imobiliários etc) são geralmente geridos por um conselho, ou seja, diversas opiniões sujeitas ao contraditório, que diminuem os riscos de decisões precipitadas e equivocadas. Na minha opinião, os investimentos individuais devem ser adotados como estratégia complementar, especialmente para quem não entende muito, sente insegurança em arriscar, ou não quer levar a culpa sozinho caso tudo dê errado Laughing

    Enfim, é bom lembrar que não existe estratégia 100% garantida. Além dos riscos naturais ligados aos investimentos, ciências atuariais etc. Vivemos em um país onde, há não muito tempo, tivemos confisco de poupança, que sempre foi para muitos o investimento mais seguro.

    Quanto à segurança na previdência pública, "direito adquirido", consagrado na constituição blábláblá, sugiro aos interessados (especialmente os estudiosos do Direito) que procurem os trabalhos do professor Marcelo Neves sobre "legislação simbólica", e "Constitucionalização simbólica". É interessante, e explica em parte o porquê de se incluírem trechos garantistas nas leis, e nas constituições, que serão sabidamente descumpridos, ou inatingíveis. Num resumo grosseiro, os objetivos destas previsões constitucionais são:

    1) confirmação de valores sociais: mesmo sabendo que a lei não será cumprida, concede-se uma vitória legislativa a determinado grupo, de concepção valorativa, mas pouca eficácia normativa (ex. Obrigação de prestação de contas da campanhas políticas, meramente pró-forma).

    2) legislação-álibi: mostra ação do governo, mesmo que seja irrelevante na prática. (Ex. Estatuto do desarmamento, que nunca desarmou criminoso nenhum, ou proibição de determinados torcedores de entrarem em estádios, sendo que não há qualquer controle). Na seara dos direitos, podemos citar os direitos à vida e à saúde, desrespeitados pelo próprio governo quando alguém morre em uma fila de hospital. Mas o direito está lá, inscrito na constituição, "garantido".

    3) adiamento da solução de conflitos sociais por meio da adoção de compromissos dilatórios: o problema em si não é resolvido, mas abranda-se o conflito por meio da aprovação de medidas aparentemente "progressistas", mais uma vez sem qualquer efeito prático. Ex: negociação coletiva no setor público, sem efetivação do direito de greve: de quê adianta?

    4) a constitucionalização simbólica, enfim, tem efeito de álibi para o Estado: o governo alega ser a favor de determinado "direito", muitas vezes impossível ou sobremaneira oneroso, que não se confirma na realidade por fatores externos (oposição política, crise mundial, envelhecimento da população, privilégios de determinados grupos etc); e a oposição tem seu álibi da mesma forma: "o 'direito' é plenamente possível, não existe déficit, o governo de turno é que é incompetente/corrupto/fez as escolhas erradas. Se fôssemos nós no governo, tudo seria diferente'.

    Todo mundo certo, todo mundo nunca tem razão. E a populaçã, nesse jogo, é apenas gado que move o moinho da briga pelo poder: ora move para um lado, ora para o lado oposto. Coincidentemente ou não, no Brasil, sempre para o lado errado.

    É exatamente isto. Não discordo dos riscos do Funpresp, mas qual a alternativa que nós temos? Alguém já parou para pensar, especialmente os servidores que entraram a partir de 2004?

    A maioria absoluta sempre preferiu o caminho de ignorar solenemente, e causa enorme desconforto a simples discussão. Quem garante que haverá para os servidores da ativa e aqueles que tem paridade, PELO MENOS, da inflação? Num cenário de apenas 2,5% a.a. de perda abaixo da inflação (alguma recomposição, mas não completa), significa a perda do poder de compra de 1/3 numa década. O que, em longo prazo, e em termos previdenciários, é muito pouco.

    Dos riscos apresentados, a melhor forma é mitigar. A primeira, e fundamental, que é é diametralmente oposta à nossa cultura, é aprender a viver com menos do que se ganha. Significa, até mesmo, grandes problemas de ordem social. E ser chamado de "pão duro" não é nem o começo da história, num país que as pessoas costumam querer viver dois degraus acima de onde estão.

    Tenha um pouco no regime próprio, um pouco na funpresp, um pouco em fundos conservadores, um pouco em investimentos mais arriscados, que tendem a dar retorno no longo prazo, mas exigem conhecimento e estratégia dos momentos certos. Ano passado foi uma janela incrível de oportunidades que demorará, mas repetirá.

    Não esperem, de forma alguma, aposentar-se, apenas com recursos do governo, com mais do que 50% da sua renda. Além da impossível natural tendência de dobrar o custo da previdência em três décadas, estamos no quartil que, definitivamente, será o que mais sofrerá perdas de direitos.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Jan 2018, 9:30 am

    Recebi hoje, por email, a Carta de Investimentos aos Participantes, referente ao exercício de 2017 (mostra, de forma sucinta, o resultado da política de investimentos, e compara aos principais modais de investimento externos):

    Carta de Investimentos aos Participantes.

    Também encaminharam a Política de Investimentos e o Plano de Trabalho de Investimentos, para o ano de 2018.

    Quem tiver interesse em conhecer a política de investimentos da Funpresp, vale a pena dar uma olhada.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Jubilando em Qui 01 Mar 2018, 7:24 am

    Para refletir sobre a segurança dos fundos de previdência privada:

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qui 01 Mar 2018, 7:44 am

    Jubilando escreveu:Para refletir sobre a segurança dos fundos de previdência privada:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Interessante, mas o golpe em si foi muito amador... Tanto, que a abertura de um envelope por engano desmontou tudo...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 01 Mar 2018, 7:53 am

    Jubilando escreveu:Para refletir sobre a segurança dos fundos de previdência privada:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Concordo que os fundos de previdência privada não estão imunes a fraudes. Inclusive, há histórias de repercussão mundial de fraudes em fundos de investimentos - os de previdência correm o mesmo risco, embora os mecanismos de controle e prevenção venham sendo constantemente atualizados e revistos.

    Mas a fraude da notícia se deu no PSSC, que é o regime "normal" de previdência dos congressistas (equivale ao RPPS, para servidores públicos federais, e RGPS para os trabalhadores da iniciativa privada). E a mecânica da fraude foi bem infantil: o rapaz, responsável pelos recolhimentos ao plano de seguridade dos congressistas, abriu uma empresa com o nome PSSC, e recolhia os boletos para a conta da sua empresa, em vez de recolher à conta do regime previdenciário dos congressistas. No nosso caso, nem mesmo o RPPS está sujeito a este tipo de fraude, já que o recolhimento não é feito por boleto bancário, e sim por documento próprio.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Jubilando em Qui 01 Mar 2018, 8:13 am

    androsvilazza escreveu:
    Jubilando escreveu:Para refletir sobre a segurança dos fundos de previdência privada:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Concordo que os fundos de previdência privada não estão imunes a fraudes. Inclusive, há histórias de repercussão mundial de fraudes em fundos de investimentos - os de previdência correm o mesmo risco, embora os mecanismos de controle e prevenção venham sendo constantemente atualizados e revistos.

    Mas a fraude da notícia se deu no PSSC, que é o regime "normal" de previdência dos congressistas (equivale ao RPPS, para servidores públicos federais, e RGPS para os trabalhadores da iniciativa privada). E a mecânica da fraude foi bem infantil: o rapaz, responsável pelos recolhimentos ao plano de seguridade dos congressistas, abriu uma empresa com o nome PSSC, e recolhia os boletos para a conta da sua empresa, em vez de recolher à conta do regime previdenciário dos congressistas. No nosso caso, nem mesmo o RPPS está sujeito a este tipo de fraude, já que o recolhimento não é feito por boleto bancário, e sim por documento próprio.

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    Correto.
    Infantil e sujeito a fraudes.
    Nada mais escapa, nem o RGPS/RPPS, dependendo como são operacionalizados os recolhimentos.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Mindinho do Lula em Qua 14 Mar 2018, 11:52 am

    E ai pessoal. Dia 28/07 é o limite para migração dos que ingressaram até 2013. Teve palestra aqui no trabalho, mas ainda não me sinto seguro. alguém anterior a 2013 fez a migração?

    OJAF RJ
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por OJAF RJ em Qua 14 Mar 2018, 11:58 am

    Muitos servidores estão fazendo a migração, inclusive o Amarildo, Presidente da Funpresp-JUD e ex DG do STF, que migrou em fevereiro, com 26 anos de serviço público.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Fireball em Qua 14 Mar 2018, 12:08 pm

    OJAF RJ escreveu:Muitos servidores estão fazendo a migração, inclusive o Amarildo, Presidente da Funpresp-JUD e ex DG do STF, que migrou em fevereiro, com 26 anos de serviço público.

    Isso me preocupa!
    Não duvido que essa cobra careca não invista em sua "nova" empresa Sad
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qua 14 Mar 2018, 12:49 pm

    Mindinho do Lula escreveu:E ai pessoal. Dia 28/07 é o limite para migração dos que ingressaram até 2013. Teve palestra aqui no trabalho, mas ainda não me sinto seguro. alguém anterior a 2013 fez a migração?

    Eu migrei, posse em 2009,

    Quem me convenceu foi esse artigo:

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    Além disso, percebi que sendo homem, tendo entrado com pouca idade no PJU e ter tomado posse(2009), muito próximo do fim do regime antigo(2013), possivelmente eu seria um dos últimos a requerer e ter direito a aposentadoria sem limitação de teto, provavelmente depois de uns 40 anos após a posse, lá pelos idos futuros de 2049...

    Ou seja, todo meu futuro de aposentado sem limitação de teto estaria, estaria, em 2049, dependendo dos ânimos benevolentes de toda sociedade em relação a  essa ideia; sociedade que certamente teria que ser bem mais altruísta do que toda média que eu já conheci; para não querer impor taxação extras(a exemplo dos 14% acima do teto já proposto pelo governo de hoje), ou novas travas e limites a esse "privilégio antigo" de aposentadoria sem limite de teto...... já que dinheiro guardado para minha aposentadoria pelo governo, certamente não existirá...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 14 Mar 2018, 12:56 pm

    euvoltei escreveu:
    Mindinho do Lula escreveu:E ai pessoal. Dia 28/07 é o limite para migração dos que ingressaram até 2013. Teve palestra aqui no trabalho, mas ainda não me sinto seguro. alguém anterior a 2013 fez a migração?

    Eu migrei, posse em 2009,

    Quem me convenceu foi esse artigo:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Além disso, percebi que sendo homem, tendo entrado com pouca idade no PJU e ter tomado posse(2009), muito próximo do fim do regime antigo(2013), possivelmente eu seria um dos últimos a requerer e ter direito a aposentadoria sem limitação de teto, provavelmente depois de uns 40 anos após a posse, lá pelos idos futuros de 2049...

    Ou seja, todo meu futuro de aposentado sem limitação de teto estaria, estaria, em 2049, dependendo dos ânimos benevolentes de toda sociedade em relação a  essa ideia; sociedade que certamente teria que ser bem mais altruísta do que toda média que eu já conheci; para não querer impor taxação extras(a exemplo dos 14% acima do teto já proposto pelo governo de hoje), ou novas travas e limites a esse "privilégio antigo" de aposentadoria sem limite de teto...... já que dinheiro guardado para minha aposentadoria pelo governo, certamente não existirá...

    Também migrei, no final de 2016.
    No meu caso, posse ainda mais recente (março de 2012). Pra todos os que migraram, os argumentos e pontos de convencimento foram basicamente os mesmos, e esse artigo que você postou os resume bem.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Qua 14 Mar 2018, 1:26 pm

    Se o presidente do órgão não migrasse, quem mais ia querer?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por eder.lima em Qua 14 Mar 2018, 1:48 pm

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Mindinho do Lula escreveu:E ai pessoal. Dia 28/07 é o limite para migração dos que ingressaram até 2013. Teve palestra aqui no trabalho, mas ainda não me sinto seguro. alguém anterior a 2013 fez a migração?

    Eu migrei, posse em 2009,

    Quem me convenceu foi esse artigo:

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    Além disso, percebi que sendo homem, tendo entrado com pouca idade no PJU e ter tomado posse(2009), muito próximo do fim do regime antigo(2013), possivelmente eu seria um dos últimos a requerer e ter direito a aposentadoria sem limitação de teto, provavelmente depois de uns 40 anos após a posse, lá pelos idos futuros de 2049...

    Ou seja, todo meu futuro de aposentado sem limitação de teto estaria, estaria, em 2049, dependendo dos ânimos benevolentes de toda sociedade em relação a  essa ideia; sociedade que certamente teria que ser bem mais altruísta do que toda média que eu já conheci; para não querer impor taxação extras(a exemplo dos 14% acima do teto já proposto pelo governo de hoje), ou novas travas e limites a esse "privilégio antigo" de aposentadoria sem limite de teto...... já que dinheiro guardado para minha aposentadoria pelo governo, certamente não existirá...

    Também migrei, no final de 2016.
    No meu caso, posse ainda mais recente (março de 2012). Pra todos os que migraram, os argumentos e pontos de convencimento foram basicamente os mesmos, e esse artigo que você postou os resume bem.

    Também tomei a decisão de migrar desde o final do ano passado. Porém só vou consumar a migração agora porque somente hoje é que recebi o cálculo de meu beneficio especial do TRE/RN apesar de ter solicitado em dezembro do ano passado.

    Entrei como Técnico em julho de 2006 e o valor do meu benefício conforme a planilha que me enviaram é R$803,12 sendo o valor base para o cálculo do beneficio R$ 2.404,07. Assim, pergunto: esses valores estão certos?

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