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    FUNPRESP

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    RVB
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por RVB em Sex 08 Jun 2018, 4:34 pm

    Senhores,

    Apenas refletindo sobre a pensão por morte:

    Premissas:

    • Estou sob o regime pós EC 41/2003
    • Aderi ao limite pelo teto do RGPS + benefício especial + Funpresp-Jud
    • Venha a falecer dentro de pouco tempo
    • Tenha o salário da ativa, no momento do falecimento, de R$15.645,80



    Ignorando o fato do valor calculado para recebimento da pensão por morte pela Funpresp-Jud, teria os seguintes cenários para recebimento da pensão por morte:


    1. Teto do RGPS + benefício especial + funpresp-jud
    2. Teto do RGPS + benefício especial + 70% do excedente (R$7.000) + funpresp-jud Ver Art. 40, § 7º, inc. II da CF [ponto de debate]




    Obs.: Percebam que está expresso na CF a forma de cálculo da pensão por morte (Art. 40, § 7º, inc. II da CF):

    • ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito.




    O que acham?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Seg 11 Jun 2018, 8:52 am

    RVB escreveu:Senhores,

    Apenas refletindo sobre a pensão por morte:

    Premissas:

    • Estou sob o regime pós EC 41/2003
    • Aderi ao limite pelo teto do RGPS + benefício especial + Funpresp-Jud
    • Venha a falecer dentro de pouco tempo
    • Tenha o salário da ativa, no momento do falecimento, de R$15.645,80



    Ignorando o fato do valor calculado para recebimento da pensão por morte pela Funpresp-Jud, teria os seguintes cenários para recebimento da pensão por morte:


    1. Teto do RGPS + benefício especial + funpresp-jud
    2. Teto do RGPS + benefício especial + 70% do excedente (R$7.000) + funpresp-jud Ver Art. 40, § 7º, inc. II da CF [ponto de debate]




    Obs.: Percebam que está expresso na CF a forma de cálculo da pensão por morte (Art. 40, § 7º, inc. II da CF):

    • ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito.




    O que acham?

    A primeira alternativa é a correta. No mesmo artigo, observe os parágrafos 14 em diante. Tratam da instituição do regime de previdência complementar, e a limitação ao teto como consequência.

    Por isso, a quem os institutos de pensão por morte e aposentadoria por invalidez tenham muita relevância, é aconselhável contratar um seguro de vida, pelo menos até ter acumulado um saldo razoável no Funpresp.

    Uns pitacos pra clarear o cenário, e ajudar na análise de cada um:

    a) a quem tem maior tempo de contribuição, é bom se lembrar do benefício especial na hora do cálculo. Até porque, em alguns casos, a diferença final será pequena;

    b) a quem é mais novo e, principalmente, tem esposa jovem, também é bom levar esse ponto em consideração (a pensão nestes casos tem curta duração).
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Lord Sith em Seg 11 Jun 2018, 1:08 pm

    JUDiado escreveu:
    Lord Sith escreveu:
    ale1969 escreveu:
    JUDiado escreveu:Tenho 33 anos, entrei antes de 2013 e estou pensando seriamente em migrar para o RGPS, porém sem contribuir para o FUNPRESP pois acredito que há investimentos melhores a longo prazo. O que acham?

    Péssima ideia, pois nenhum investimento lícito paga 100% na entrada.

    Amigo, sou adepto dessa ideia. Numa eventual queda do rendimento do FUNPRESP o valor da sua aposentadoria vai ser corroída lá na frente e muitos vão perceber quando se aposentarem, ou seja, sem muita chance de reverter as perdas. Não vou para o FUNPRESP, pois não é essa brastemp que alardeiam por ai. Sou de 2009 e estou averbando um tempo de iniciativa privada. Como não confio no FUNPRESP e nem no RPPS, começei esse ano minha "carteira previdenciária" via ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Ainda tenho 28 anos de serviço pela frente. Dá para fazer uma boa "bola de neve" até lá.

    Sith, você montou sua própria carteira ou segue alguma recomendação?

    Colega, sou adepto do Luiz Barsi, se não o conhece, pesquise no youtube e verá que ele ensina a investir focado numa carteira previdenciária (longuíssimo prazo). Assino os relatórios da Suno Research que tem ele como mentor. Lá eles tem uma carteira de dividendos e uma de valor. Não as sigo integralmente, mas tenho algumas empresas que eles indicam e comprovei ser bons ativos pagadores de dividendos como a Itausa e Taesa. Abraços!
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por JUDiado em Seg 11 Jun 2018, 2:24 pm

    Lord Sith escreveu:
    JUDiado escreveu:
    Lord Sith escreveu:
    ale1969 escreveu:

    Péssima ideia, pois nenhum investimento lícito paga 100% na entrada.

    Amigo, sou adepto dessa ideia. Numa eventual queda do rendimento do FUNPRESP o valor da sua aposentadoria vai ser corroída lá na frente e muitos vão perceber quando se aposentarem, ou seja, sem muita chance de reverter as perdas. Não vou para o FUNPRESP, pois não é essa brastemp que alardeiam por ai. Sou de 2009 e estou averbando um tempo de iniciativa privada. Como não confio no FUNPRESP e nem no RPPS, começei esse ano minha "carteira previdenciária" via ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Ainda tenho 28 anos de serviço pela frente. Dá para fazer uma boa "bola de neve" até lá.

    Sith, você montou sua própria carteira ou segue alguma recomendação?

    Colega, sou adepto do Luiz Barsi, se não o conhece, pesquise no youtube e verá que ele ensina a investir focado numa carteira previdenciária (longuíssimo prazo). Assino os relatórios da Suno Research que tem ele como mentor. Lá eles tem uma carteira de dividendos e uma de valor. Não as sigo integralmente, mas tenho algumas empresas que eles indicam e comprovei ser bons ativos pagadores de dividendos como a Itausa e Taesa. Abraços!

    Valeu, Lord Sith! Sucesso nos investimentos!

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por talmeida em Seg 11 Jun 2018, 2:41 pm

    Colega, pq decidiu migrar? Pode compartilhar conosco?

    Estou em dúvida se migro ou se me mantenho no atual.

    Obrigado!

    Abs

    C.S.A escreveu:Senhores, bom dia. Tenho 47 anos, 14 anos de TRT, 4 anos de empresa pública, 2 de anos de Município, 3 anos de empresa privada e 1 de forças armadas(período obrigatório). Sou Técnico Judiciário. Fiz todos os cálculos e analisei todos os cenários possíveis. Decidir migrar.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por nando_rp em Seg 11 Jun 2018, 3:56 pm

    Colegas, desculpe se já foi comentado aqui.

    Mas minha grande dúvida é em relação ao FUNPRESP em si, e não quanto à migração.

    Alguém sabe como esse dinheiro será gerido? Dá pra ter uma ideia de rentabilidade dele ou vai depender totalmente de onde for investido?

    Pergunto isso pq a diferença entre o que receberia na regra atual (aquela dos 80%) e o que receberia ao migrar (considerando apenas o teto do RGPS e o benefício especial) é muito grande e tenho dúvida se, ao aderir ao FUNPRESP, essa diferença permaneceria grande.

    Desde já agradeço quem puder me tirar essa dúvida.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por RVB em Seg 11 Jun 2018, 5:30 pm

    androsvilazza escreveu:
    RVB escreveu:Senhores,

    Apenas refletindo sobre a pensão por morte:

    Premissas:

    • Estou sob o regime pós EC 41/2003
    • Aderi ao limite pelo teto do RGPS + benefício especial + Funpresp-Jud
    • Venha a falecer dentro de pouco tempo
    • Tenha o salário da ativa, no momento do falecimento, de R$15.645,80



    Ignorando o fato do valor calculado para recebimento da pensão por morte pela Funpresp-Jud, teria os seguintes cenários para recebimento da pensão por morte:


    1. Teto do RGPS + benefício especial + funpresp-jud
    2. Teto do RGPS + benefício especial + 70% do excedente (R$7.000) + funpresp-jud Ver Art. 40, § 7º, inc. II da CF [ponto de debate]




    Obs.: Percebam que está expresso na CF a forma de cálculo da pensão por morte (Art. 40, § 7º, inc. II da CF):

    • ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito.




    O que acham?

    A primeira alternativa é a correta. No mesmo artigo, observe os parágrafos 14 em diante. Tratam da instituição do regime de previdência complementar, e a limitação ao teto como consequência.

    Por isso, a quem os institutos de pensão por morte e aposentadoria por invalidez tenham muita relevância, é aconselhável contratar um seguro de vida, pelo menos até ter acumulado um saldo razoável no Funpresp.

    Uns pitacos pra clarear o cenário, e ajudar na análise de cada um:

    a) a quem tem maior tempo de contribuição, é bom se lembrar do benefício especial na hora do cálculo. Até porque, em alguns casos, a diferença final será pequena;

    b) a quem é mais novo e, principalmente, tem esposa jovem, também é bom levar esse ponto em consideração (a pensão nestes casos tem curta duração).

    Pelo que vi o § 14 faz referência para que exista o limite do teto do RGPS para os entes que instituírem a previdência complementar, lembrando que a redação é da EC 20/1998.

    Mas percebe que o texto do § 7º, inc. II, que é da EC41/2003,  deixa clara a forma de cálculo da pensão por morte... Também penso que isso não vai ser possível, mas está estranho no texto...

    "§ 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201. "
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por JUDiado em Ter 12 Jun 2018, 9:22 am

    Pessoal, estou decidido a migrar, mas antes gostaria que alguém respondesse a minha dúvida:
    Tenho os seguintes períodos contribuídos:
    1) Um ano e meio de iniciativa privada;
    2) Novembro de 2007 a março de 2009: TJMG (RPPS);
    3) Março de 2009 a dezembro de 2010: ALMG (RPPS) e
    4) Dezembro de 2010 até o presente: TRT.
    Preciso averbar todo esse período (ou parte) antes de migrar ou faço isso depois?
    Desde já, agradeço a quem possa responder.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Sigma em Ter 12 Jun 2018, 11:51 am

    nando_rp escreveu:Mas minha grande dúvida é em relação ao FUNPRESP em si, e não quanto à migração.

    Alguém sabe como esse dinheiro será gerido?

    Pra quem entende do riscado, segue o PDF da Política de Investimentos - 2018.

    No link abaixo, há também um Relatório de investimento completo/resumido por cada mês.

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Este é o Relatório Resumindo de Investimentos de Abril-2018.

    Este é o Relatório Completo de Investimentos de Abril-2018.

    nando_rp escreveu:Dá pra ter uma ideia de rentabilidade dele ou vai depender totalmente de onde for investido?

    Nominal:
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    Real (descontado o IPCA):
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    Legenda:

    PB – Plano de Benefícios
    PGA – Plano de Gestão Administrativa

    *Descontando-se o IPCA do período
    ** Medida pelo IPCA do período
    Fonte: Funpresp-Jud e IBGE
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por nando_rp em Ter 12 Jun 2018, 12:48 pm

    Sigma escreveu:
    nando_rp escreveu:Mas minha grande dúvida é em relação ao FUNPRESP em si, e não quanto à migração.

    Alguém sabe como esse dinheiro será gerido?

    Pra quem entende do riscado, segue o PDF da Política de Investimentos - 2018.

    No link abaixo, há também um Relatório de investimento completo/resumido por cada mês.

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    Este é o Relatório Resumindo de Investimentos de Abril-2018.

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    nando_rp escreveu:Dá pra ter uma ideia de rentabilidade dele ou vai depender totalmente de onde for investido?

    Nominal:
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    Real (descontado o IPCA):
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    Legenda:

    PB – Plano de Benefícios
    PGA – Plano de Gestão Administrativa

    *Descontando-se o IPCA do período
    ** Medida pelo IPCA do período
    Fonte: Funpresp-Jud e IBGE

    Muito obrigado, Sigma.

    Acho que vou aderir tb. Aparentemente a administração do nosso fundo será mais transparente do que a dos Correios e Petrobrás, além de a rentabilidade não se mostrar tão ruim.

    Mas ainda estou em dúvida se compensa a contribuição facultativa, assim como vou estudar como funcionam os regimes tributários progressivo e regressivo. Vou analisar com calma.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por wilhelm em Ter 12 Jun 2018, 2:09 pm

    nando_rp escreveu:
    Sigma escreveu:
    nando_rp escreveu:Mas minha grande dúvida é em relação ao FUNPRESP em si, e não quanto à migração.

    Alguém sabe como esse dinheiro será gerido?

    Pra quem entende do riscado, segue o PDF da Política de Investimentos - 2018.

    No link abaixo, há também um Relatório de investimento completo/resumido por cada mês.

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    Este é o Relatório Resumindo de Investimentos de Abril-2018.

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    nando_rp escreveu:Dá pra ter uma ideia de rentabilidade dele ou vai depender totalmente de onde for investido?

    Nominal:
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    Real (descontado o IPCA):
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    Legenda:

    PB – Plano de Benefícios
    PGA – Plano de Gestão Administrativa

    *Descontando-se o IPCA do período
    ** Medida pelo IPCA do período
    Fonte: Funpresp-Jud e IBGE

    Muito obrigado, Sigma.

    Acho que vou aderir tb. Aparentemente a administração do nosso fundo será mais transparente do que a dos Correios e Petrobrás, além de a rentabilidade não se mostrar tão ruim.

    Mas ainda estou em dúvida se compensa a contribuição facultativa, assim como vou estudar como funcionam os regimes tributários progressivo e regressivo. Vou analisar com calma.

    Se a pretensão é levar ao fim, regressivo sem dúvida, mesmo porque há movimentações no sentido de se criar regressividade a zero da alíquota, para o participante com a partir de 25 anos de fundo.

    Contribuição facultativa não compensa por não haver contrapartida da união, melhor você diversificar (como hedge) e, o que conseguir poupar que iria para a facultativa, ser investido em tesouro IPCA com vencimentos longos (2035/2045), CDBs confiáveis até o limite do FGC, FIIs, ações pagadoras de dividendos etc.

    Minha opção fechada é de migrar e aderir ao funpresp pela alíquota mínima, excluídas FC/CJ, o que me proporcionará um plus em relação ao "líquido" de hoje pelo RPPS, extra este que será investido nos moldes ditos acima.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por nando_rp em Ter 12 Jun 2018, 2:18 pm

    wilhelm escreveu:
    nando_rp escreveu:
    Sigma escreveu:
    nando_rp escreveu:Mas minha grande dúvida é em relação ao FUNPRESP em si, e não quanto à migração.

    Alguém sabe como esse dinheiro será gerido?

    Pra quem entende do riscado, segue o PDF da Política de Investimentos - 2018.

    No link abaixo, há também um Relatório de investimento completo/resumido por cada mês.

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    Este é o Relatório Resumindo de Investimentos de Abril-2018.

    Este é o Relatório Completo de Investimentos de Abril-2018.

    nando_rp escreveu:Dá pra ter uma ideia de rentabilidade dele ou vai depender totalmente de onde for investido?

    Nominal:
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    Real (descontado o IPCA):
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    Legenda:

    PB – Plano de Benefícios
    PGA – Plano de Gestão Administrativa

    *Descontando-se o IPCA do período
    ** Medida pelo IPCA do período
    Fonte: Funpresp-Jud e IBGE

    Muito obrigado, Sigma.

    Acho que vou aderir tb. Aparentemente a administração do nosso fundo será mais transparente do que a dos Correios e Petrobrás, além de a rentabilidade não se mostrar tão ruim.

    Mas ainda estou em dúvida se compensa a contribuição facultativa, assim como vou estudar como funcionam os regimes tributários progressivo e regressivo. Vou analisar com calma.

    Se a pretensão é levar ao fim, regressivo sem dúvida, mesmo porque há movimentações no sentido de se criar regressividade a zero da alíquota, para o participante com a partir de 25 anos de fundo.

    Contribuição facultativa não compensa por não haver contrapartida da união, melhor você diversificar (como hedge) e, o que conseguir poupar que iria para a facultativa, ser investido em tesouro IPCA com vencimentos longos (2035/2045), CDBs confiáveis até o limite do FGC, FIIs, ações pagadoras de dividendos etc.

    Minha opção fechada é de migrar e aderir ao funpresp pela alíquota mínima, excluídas FC/CJ, o que me proporcionará um plus em relação ao "líquido" de hoje pelo RPPS, extra este que será investido nos moldes ditos acima.


    Estou nessa linha de raciocínio também, colega.

    Muito obrigado.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por C.S.A em Ter 12 Jun 2018, 2:51 pm

    talmeida escreveu:Colega, pq decidiu migrar? Pode compartilhar conosco?

    Estou em dúvida se migro ou se me mantenho no atual.

    Obrigado!

    Abs

    C.S.A escreveu:Senhores, bom dia. Tenho 47 anos, 14 anos de TRT, 4 anos de empresa pública, 2 de anos de Município, 3 anos de empresa privada e 1 de forças armadas(período obrigatório). Sou Técnico Judiciário. Fiz todos os cálculos e analisei todos os cenários possíveis. Decidir migrar.

    talmeida, desculpe a demora em responder.

    Olha, levei em consideração fatores como, por exemplo, o regime de aposentadoria a que estou submetido. Apesar de ter muito tempo de contribuição, só entrei no servidor público federal em 2004, portanto, estou incluido na "média das aposentadorias". Só aí estou tomando um baita prejuizo, ou seja, contribuo desde 2004 pelo teto do salário q ganho mas me aposento pela média das contribuições.(sacanagem)

    Outro fator, que acho relevante, é o cenário atual e, por que não dizer, futuro. Tenho 47 anos, restam, pelo menos, 13 de anos para atingir os 60 anos exigidos. Mas a pergunta é: eles vão manter isso? e a reforma da previdência? já acho injusto contribuir com 11% da minha remuneração imagine com 14%!

    E uma outra coisa, que também não é menos relevante que as outras, é o fato de poder ter de volta aquilo q contribuir a mais nesses 14 anos. É o chamado "Benefício Especial". Esses valores já estavam perdidos.

    Portanto, pedindo desculpas pelos erros de português, são esses os meus motivos de decidir.



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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 13 Jun 2018, 11:33 am

    JUDiado escreveu:Pessoal, estou decidido a migrar, mas antes gostaria que alguém respondesse a minha dúvida:
    Tenho os seguintes períodos contribuídos:
    1) Um ano e meio de iniciativa privada;
    2) Novembro de 2007 a março de 2009: TJMG (RPPS);
    3) Março de 2009 a dezembro de 2010: ALMG (RPPS) e
    4) Dezembro de 2010 até o presente: TRT.
    Preciso averbar todo esse período (ou parte) antes de migrar ou faço isso depois?
    Desde já, agradeço a quem possa responder.

    A averbação poderá ser feita posteriormente, até às vésperas da aposentadoria, se desejar. Não há restrição para isso, até porque o cálculo do benefício especial, feito hoje, é apenas uma "simulação", até para ajudar na decisão quanto à migração. O cálculo, para valer, será feito quando você se aposentar.

    P.S.: Pessoalmente, acredito que, futuramente, o governo decida pela integração de todos os regimes previdenciários, fazendo essa averbação automaticamente, independentemente de solicitação do servidor. Digo isto porque, em regra, a averbação reduz os provimentos de quem se aposenta pela média (aumenta um pouco o tempo de contribuição, que talvez nem fosse necessário; e em contrapartida reduz bastante a média remuneratória). Sendo prejudicial ao servidor (e portanto benéfica ao governo), é possível que adotem essa medida de averbação automática em alguma reforma futura.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por JUDiado em Qua 13 Jun 2018, 1:40 pm

    androsvilazza escreveu:
    JUDiado escreveu:Pessoal, estou decidido a migrar, mas antes gostaria que alguém respondesse a minha dúvida:
    Tenho os seguintes períodos contribuídos:
    1) Um ano e meio de iniciativa privada;
    2) Novembro de 2007 a março de 2009: TJMG (RPPS);
    3) Março de 2009 a dezembro de 2010: ALMG (RPPS) e
    4) Dezembro de 2010 até o presente: TRT.
    Preciso averbar todo esse período (ou parte) antes de migrar ou faço isso depois?
    Desde já, agradeço a quem possa responder.

    A averbação poderá ser feita posteriormente, até às vésperas da aposentadoria, se desejar. Não há restrição para isso, até porque o cálculo do benefício especial, feito hoje, é apenas uma "simulação", até para ajudar na decisão quanto à migração. O cálculo, para valer, será feito quando você se aposentar.

    P.S.: Pessoalmente, acredito que, futuramente, o governo decida pela integração de todos os regimes previdenciários, fazendo essa averbação automaticamente, independentemente de solicitação do servidor. Digo isto porque, em regra, a averbação reduz os provimentos de quem se aposenta pela média (aumenta um pouco o tempo de contribuição, que talvez nem fosse necessário; e em contrapartida reduz bastante a média remuneratória). Sendo prejudicial ao servidor (e portanto benéfica ao governo), é possível que adotem essa medida de averbação automática em alguma reforma futura.

    Obrigado, androsvilazza!

    talmeida
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por talmeida em Qua 13 Jun 2018, 2:34 pm

    C.S.A escreveu:
    talmeida escreveu:Colega, pq decidiu migrar? Pode compartilhar conosco?

    Estou em dúvida se migro ou se me mantenho no atual.

    Obrigado!

    Abs

    C.S.A escreveu:Senhores, bom dia. Tenho 47 anos, 14 anos de TRT, 4 anos de empresa pública, 2 de anos de Município, 3 anos de empresa privada e 1 de forças armadas(período obrigatório). Sou Técnico Judiciário. Fiz todos os cálculos e analisei todos os cenários possíveis. Decidir migrar.

    talmeida, desculpe a demora em responder.

    Olha, levei em consideração fatores como, por exemplo, o regime de aposentadoria a que estou submetido. Apesar de ter muito tempo de contribuição, só entrei no servidor público federal em 2004, portanto, estou incluido na "média das aposentadorias". Só aí estou  tomando um baita prejuizo, ou seja, contribuo desde 2004 pelo teto do salário q ganho mas me aposento pela média das contribuições.(sacanagem)

    Outro fator, que acho relevante, é o cenário atual e, por que não dizer, futuro. Tenho 47 anos, restam, pelo menos, 13 de anos para atingir os 60 anos exigidos. Mas a pergunta é: eles vão manter isso? e a reforma da previdência? já acho injusto contribuir com 11% da minha remuneração imagine com 14%!

    E uma outra coisa, que também não é menos relevante que as outras, é o fato de poder ter de volta aquilo q contribuir a mais nesses 14 anos. É o chamado "Benefício Especial". Esses valores já estavam perdidos.

    Portanto, pedindo desculpas pelos erros de português, são esses os meus motivos de decidir.




    Muito obrigado, CSA.
    Ainda não decidi e, para ser bem sincero, não entendo muito bem a questão do FUNPRESP e deste benefício especial e estou nesta situação relatada por você.
    Tenho 8 anos de serviço e estou pendente a migrar, porque o futuro me parece bem sombrio.
    Perdas teremos nos dois. Talvez, para mim, seja mais vantajoso, atualmente e de imediato, ficar.
    Só que, ao pensar no futuro e nas tantas reformas da previdência a serem enfrentadas, creio que no médio, longo prazo o FUNPRESP ficará menos pior.
    Enfim... Só Deus para nos sustentar.

    Mais uma pergunta a quem souber: o período para migrar e não perder esse benefício especial é até quando mesmo?

    Agradeço, desde já, pela resposta.



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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por C.S.A em Qua 13 Jun 2018, 3:03 pm

    talmeida escreveu:
    C.S.A escreveu:
    talmeida escreveu:Colega, pq decidiu migrar? Pode compartilhar conosco?

    Estou em dúvida se migro ou se me mantenho no atual.

    Obrigado!

    Abs

    C.S.A escreveu:Senhores, bom dia. Tenho 47 anos, 14 anos de TRT, 4 anos de empresa pública, 2 de anos de Município, 3 anos de empresa privada e 1 de forças armadas(período obrigatório). Sou Técnico Judiciário. Fiz todos os cálculos e analisei todos os cenários possíveis. Decidir migrar.

    talmeida, desculpe a demora em responder.

    Olha, levei em consideração fatores como, por exemplo, o regime de aposentadoria a que estou submetido. Apesar de ter muito tempo de contribuição, só entrei no servidor público federal em 2004, portanto, estou incluido na "média das aposentadorias". Só aí estou  tomando um baita prejuizo, ou seja, contribuo desde 2004 pelo teto do salário q ganho mas me aposento pela média das contribuições.(sacanagem)

    Outro fator, que acho relevante, é o cenário atual e, por que não dizer, futuro. Tenho 47 anos, restam, pelo menos, 13 de anos para atingir os 60 anos exigidos. Mas a pergunta é: eles vão manter isso? e a reforma da previdência? já acho injusto contribuir com 11% da minha remuneração imagine com 14%!

    E uma outra coisa, que também não é menos relevante que as outras, é o fato de poder ter de volta aquilo q contribuir a mais nesses 14 anos. É o chamado "Benefício Especial". Esses valores já estavam perdidos.

    Portanto, pedindo desculpas pelos erros de português, são esses os meus motivos de decidir.




    Muito obrigado, CSA.
    Ainda não decidi e, para ser bem sincero, não entendo muito bem a questão do FUNPRESP e deste benefício especial e estou nesta situação relatada por você.
    Tenho 8 anos de serviço e estou pendente a migrar, porque o futuro me parece bem sombrio.
    Perdas teremos nos dois. Talvez, para mim, seja mais vantajoso, atualmente e de imediato, ficar.
    Só que, ao pensar no futuro e nas tantas reformas da previdência a serem enfrentadas, creio que no médio, longo prazo o FUNPRESP ficará menos pior.
    Enfim... Só Deus para nos sustentar.

    Mais uma pergunta a quem souber: o período para migrar e não perder esse benefício especial é até quando mesmo?

    Agradeço, desde já, pela resposta.




    talmeida, o prazo limite para migração é 28/7/2018.

    Lembrando q esse prazo não tem nada a ver com a adesão ao Funpresp-jud. Essa adesão vc faz em qualquer tempo. Portanto, vc primeiro migra e depois, se quiser, faz a inscrição Fundo Previdenciário.

    Vc pode acessar o site do Funpresp-jud e ver as demais informações, inclusive simulações etc.

    Na minha opinião, veja, não quero lhe induzir a nada, mas quanto menos tempo o servidor tiver de casa mais vantajosa é a migração e, consequentemente, a adesão ao algum fundo previdenciário, inclusive o funpresp-jud.

    Tem vários vídeos no youtube do Edmilson Enedino, vale a pena conferir.

    A decisão, no fim, é bem pessoal.

    Abraço.


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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por nando_rp em Qua 13 Jun 2018, 6:31 pm

    Pessoal, alguém sabe como funciona a pensão por morte e aposentadoria por invalidez no FUNPRESP?

    Procurei essas informações, mas não achei.


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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por talmeida em Qui 14 Jun 2018, 8:52 am

    C.S.A escreveu:
    talmeida escreveu:
    C.S.A escreveu:
    talmeida escreveu:Colega, pq decidiu migrar? Pode compartilhar conosco?

    Estou em dúvida se migro ou se me mantenho no atual.

    Obrigado!

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    talmeida, desculpe a demora em responder.

    Olha, levei em consideração fatores como, por exemplo, o regime de aposentadoria a que estou submetido. Apesar de ter muito tempo de contribuição, só entrei no servidor público federal em 2004, portanto, estou incluido na "média das aposentadorias". Só aí estou  tomando um baita prejuizo, ou seja, contribuo desde 2004 pelo teto do salário q ganho mas me aposento pela média das contribuições.(sacanagem)

    Outro fator, que acho relevante, é o cenário atual e, por que não dizer, futuro. Tenho 47 anos, restam, pelo menos, 13 de anos para atingir os 60 anos exigidos. Mas a pergunta é: eles vão manter isso? e a reforma da previdência? já acho injusto contribuir com 11% da minha remuneração imagine com 14%!

    E uma outra coisa, que também não é menos relevante que as outras, é o fato de poder ter de volta aquilo q contribuir a mais nesses 14 anos. É o chamado "Benefício Especial". Esses valores já estavam perdidos.

    Portanto, pedindo desculpas pelos erros de português, são esses os meus motivos de decidir.




    Muito obrigado, CSA.
    Ainda não decidi e, para ser bem sincero, não entendo muito bem a questão do FUNPRESP e deste benefício especial e estou nesta situação relatada por você.
    Tenho 8 anos de serviço e estou pendente a migrar, porque o futuro me parece bem sombrio.
    Perdas teremos nos dois. Talvez, para mim, seja mais vantajoso, atualmente e de imediato, ficar.
    Só que, ao pensar no futuro e nas tantas reformas da previdência a serem enfrentadas, creio que no médio, longo prazo o FUNPRESP ficará menos pior.
    Enfim... Só Deus para nos sustentar.

    Mais uma pergunta a quem souber: o período para migrar e não perder esse benefício especial é até quando mesmo?

    Agradeço, desde já, pela resposta.




    talmeida, o prazo limite para migração é 28/7/2018.

    Lembrando q esse prazo não tem nada a ver com a adesão ao Funpresp-jud. Essa adesão vc faz em qualquer tempo. Portanto, vc primeiro migra e depois, se quiser, faz a inscrição Fundo Previdenciário.

    Vc pode acessar o site do Funpresp-jud e ver as demais informações, inclusive simulações etc.

    Na minha opinião, veja, não quero lhe induzir a nada, mas quanto menos tempo o servidor tiver de casa mais vantajosa é a migração e, consequentemente, a adesão ao algum fundo previdenciário, inclusive o funpresp-jud.

    Tem vários vídeos no youtube do Edmilson Enedino, vale a pena conferir.

    A decisão, no fim, é bem pessoal.

    Abraço.



    Mais uma vez, muito obrigado pelas informações, C.S.A

    Vou pesquisar mais, tentar ver esses vídeos e decidir o que é melhor para mim e minha família!

    Abraços!

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Qui 14 Jun 2018, 1:22 pm

    alguém sabe se existe alguma incompatibilidade entre o recebimento do benefício especial com proventos de reforma militar? Digamos que alguém exerça o direito de opção, e se exonere pra receber uma reforma, advinda de processo judicial, receberia o benefício especial somado, caso adira ao regime complementar de previdência?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por joaonetocear em Qui 14 Jun 2018, 2:30 pm

    Entrei em agosto de 2013, vou fazer 5 anos de contribuição no regime antigo (média das 80% contribuições), será que vale a pena migrar?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por wilhelm em Qui 14 Jun 2018, 4:15 pm

    joaonetocear escreveu:Entrei em agosto de 2013, vou fazer 5 anos de contribuição no regime antigo (média das 80% contribuições), será que vale a pena migrar?

    você entrou antes da regulamentação do funpresp, ainda que após a EC, de modo que está na regra intermediária, de aposentadoria "integral", de 80% da média das maiores contribuições.

    A decisão de migração é muito individual e envolve a consideração de múltiplos fatores externos e internos (pessoais) e perspectivas de cenários.

    Recomendo a você que comece a ouvir vídeos de palestras sobre o funpresp na Internet.

    A decisão deve ser sua, pessoal, e bem fundamentada. Não deixe ninguém decidir isso por você.

    Só acrescento/adianto algumas premissas, além daquela do parágrafo anterior:
    - a decisão envolve a ponderação de riscos políticos, jurídicos e econômicos;
    - você TEM que ter em mãos ao menos uma estimativa do benefício especial a que terá direito caso opte pela migração de regime;
    - a "sobra" do seu contracheque NÃO É aumento de salário! É valor que deve ser investido em outros produtos para garantir o seu futuro, além do que você já consiga poupar nas condições atuais.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por joaonetocear em Sex 15 Jun 2018, 12:16 pm

    Obrigado, a minha ideia é exatamente essa: investir essa "sobra" visando a aposentadoria.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por joaonetocear em Sex 15 Jun 2018, 1:03 pm

    Pessoal existe algum simulador para saber como ficará o salário líquido, após a migração e adesão ao funpresp?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Fireball em Sex 15 Jun 2018, 1:46 pm

    joaonetocear escreveu:Pessoal existe algum simulador para saber como ficará o salário líquido, após a migração e adesão ao funpresp?

    Tem um na área restrita da anajustra e o do colega José Barbosa:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por nando_rp em Sex 15 Jun 2018, 2:31 pm

    Alguém sabe se, ao aderir ao FUNPRESP apenas como participativo, o valor pago pode ser usado como benefício fiscal para o fim de diminuir a base de cálculo do IRPF?

    Se sim, isso ocorre diretamente no contracheque ou precisa ser feito no ajuste anual?

    Desde já agradeço.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por QUEM NAO CHORA NÃO MAMA em Sex 15 Jun 2018, 4:33 pm

    Pessoal, uma pergunta:

    Para quem, como eu, que entrei em 97 e ainda tenho direito a me aposentar na regra de transição com 59 anos, como ficaria? eu posso migrar, perdendo a integralidade e paridade, mas ainda assim manter a regra de transição para me aposentar com 59 anos, ou seja, exceção á regra atual de aposentadoria aos sessenta?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Fireball em Sex 15 Jun 2018, 5:24 pm

    QUEM NAO CHORA NÃO MAMA escreveu:Pessoal, uma pergunta:

    Para quem, como eu, que entrei em 97 e ainda tenho direito a me aposentar na regra de transição com 59 anos, como ficaria? eu posso migrar, perdendo a integralidade e paridade, mas ainda assim manter a regra de transição para me aposentar com 59 anos, ou seja, exceção á regra atual de aposentadoria aos sessenta?

    SE não tiver hoje 50 anos ficará de fora, pois essa EC que reconheceria direito a se aposentar com 35 anos de contribuição mais o pedágio(+1 de contribuição -1 da idade mínima) não será mais válida.

    Acho que não vale a pena não, pois seu benefício especial ficará pra União pagar e serão poucos, além disso ela pode aplicar um redutor depois ou algo assim. Acho que pegará uma regra de transição nova, aí sim vale a pena pensar sobre.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por tre-rj em Seg 18 Jun 2018, 8:01 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    CJF adia decisão sobre caráter de Benefício Especial criado com o Funpresp


    Magistrados questionam entendimento do benefício tratado no Poder Executivo como verba compensatória, o que poderia levar a prejuízos; Pedido de vista adiou decisão no Conselho para 25 de julho.

    Luciana Araujo
    Às vésperas do prazo estabelecido na lei 13.328/2016 para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 14 de outubro de 2013 decidirem se migram ou não para o regime previdenciário que limita a aposentadoria ao teto do INSS (atualmente R$ 5.645,80) – condição para aderir ao Funpresp-Jud – há muitas incertezas. E o pleno do Conselho da Justiça Federal (CJF) só deve decidir sobre uma polêmica de grande monta três dias antes do prazo limite (28 de julho), no dia 25, quando acontece a próxima sessão do colegiado.

    Em julgamento administrativo de consulta feita pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), no último dia 11, a discussão no CJF girou em torno do fato de haver um parecer do Ministério do Planejamento que considera o Benefício Especial como sendo de natureza compensatória e não um benefício previdenciário.

    Ibaneis Rocha, representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tem assento no CJF, ressaltou que este entendimento tem por base outro parecer, da Gerência Jurídica do Funpresp-Exe, que estabelece, além de tudo, que para fins de concessão do benefício valem as regras no momento da aposentadoria. “Aí você fica numa questão que elas podem ser alteradas daqui a 20 anos, e lá vão dizer ‘agora você não tem mais direito porque a regra foi modificada’. Então, esse Benefício Especial, com essa natureza que vem sendo criado, pode ser alterado ao longo do tempo. E o que levou o magistrado ou membro do serviço público a assinar este contrato foi a garantia de que iria receber o Benefício Especial no futuro. Então, existe uma preocupação muito grande com essa posição do Conselho da Justiça Federal”, declarou Lamachia.

    A ministra Laurita Vaz, presidente do Conselho, apresentou resumo de seu voto, e manifestou que embora a natureza do Benefício Especial ainda seja “bastante controvertida”, as áreas técnicas do CJF – Secretaria de Gestão de Pessoas e Assessoria Jurídica – entendem que o BE é verba de natureza previdenciária, passível de incidência de imposto de renda e contribuição para o sistema de garantia aposentadorias.

    Para Laurita, a verba compensatória é aquela que se propõe a recompor “uma riqueza preexistente retirada do patrimônio do credor” ou indenização por um prejuízo cuja reposição não é possível. A ministra ressaltou que o Benefício Especial é “um benefício calculado com base nas contribuições anteriormente vertidas para o Regime Próprio de Previdência da União, que dará origem a uma renda mensal vitalícia, sem constituir qualquer contrapartida a eventual perda ou dano sofrido. Entendo portanto que o Benefício Especial não tem natureza jurídica indenizatória. Por outro lado, conforme já mencionado, também não é possível afirmar categoricamente que este benefício tenha natureza estritamente previdenciária”.

    Pelo que falou durante a sessão, o voto de Laurita Vaz vai no sentido de responder à Ajufe apenas que o Benefício Especial não é indenizatório. Mas é possível, no entanto, que não afirme que seria uma verba de caráter previdenciário.

    Pedido de vista apresentado pelo conselheiro André Fontes suspendeu a análise do processo. A decisão deve ser proferida no dia 25 de julho, na próxima sessão do pleno do CJF – um dia antes da data útil limite hoje prevista na Lei 13.328/2016 para que os servidores decidam se migram ou não para o regime do teto do INSS.

    Tempo de contribuição
    Os juízes pedem também que o Conselho formalize posicionamento quanto ao cômputo do tempo de contribuição a regimes próprios de previdência do funcionalismo nas esferas estadual e municipal. O Superior Tribunal de Justiça já tem decisão favorável nesse sentido, assim como o Conselho Superior da Justiça do Trabalho uniformizou entendimento de que é direito dos servidores, desde que não haja descontinuidade no serviço público, carregar para o cálculo do benefício previdenciário as regras de aposentadoria da época de ingresso, ainda que em entes estaduais ou municipais de seguridade.

    O Sintrajud também obteve no ano passado decisões judiciais favoráveis a servidores do TRT-2 assegurando este direito, que vinha sendo negado pela administração. Foi só em fevereiro deste ano que o CSJT adequou o entendimento sobre o tema, confirmando a compreensão que levou às vitórias judiciais do Sindicato.

    Prazo
    O prazo de 28/7 ainda pode sofrer alterações, como já ocorreu anteriormente. Recentemente o ‘Blog do Servidor’ do jornal ‘Correio Braziliense’ noticiou que sete entidades representativas da magistratura e do Ministério Público pediram adiamento do prazo de migração ao Ministério do Planejamento. Até a conclusão desta notícia não havia informações sobre a resposta do Ministério ao pleito.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ale1969 em Ter 19 Jun 2018, 12:14 pm

    QUEM NAO CHORA NÃO MAMA escreveu:Pessoal, uma pergunta:

    Para quem, como eu, que entrei em 97 e ainda tenho direito a me aposentar na regra de transição com 59 anos, como ficaria? eu posso migrar, perdendo a integralidade e paridade, mas ainda assim manter a regra de transição para me aposentar com 59 anos, ou seja, exceção á regra atual de aposentadoria aos sessenta?

    Minha situação é semelhante a sua. Caso migre para o novo regime, perde a regra de transição(85/95), logo ficará com a idade que será fixada na nova reforma. Acho o FUNPRESP excelente opção para os mais novos, porém muito arriscado para os antigos como nós. Há vários boatos sobre asa regras de transição, vai depender do novo Congresso, logo como vai votar na próxima eleição.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Ter 19 Jun 2018, 12:32 pm

    eu fiz uma projeção: com salário atual de 10 mil, minhas contribuições ao longo de 16 anos no PJU fecharam uma média de 7.800 reais e subindo. Caso aderisse ao regime complementar, minha aposentadoria ficaria 5600 do teto + benefício especial de 940 reais= 6500 reais, mais o benefício do funpresp caso adira ao fundo.
    Garantidos mesmos, só 65% do valor ATUAL do meu salário, que tende a aumentar um tanto ainda até a aposentadoria.
    Definitivamente, pra quem tá na regra da integralidade, ou até mesmo na média, mas é jovem, é roubada. Isso porque a maioria dos servidores que tá na regra da média entrou jovem no PJU, ou seja, contribui e seguirá contribuindo sobre uma base alta. Dificilmente receberia mais do que 80% da média das contribuições pelo regime complementar.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por C.S.A em Ter 19 Jun 2018, 2:06 pm

    Essa questão do benefício especial é muito interessante. Esse talvez seja o principal motivo da minha migração. Ter de volta aquilo q paguei a mais. Detalhe: estou na média.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por tre-rj em Ter 19 Jun 2018, 2:41 pm

    Pessoal vcs devem observar a matéria que postei acima pois o Mpog , pelo que entendi, está dizendo que o benefício não é previdenciário, ou seja, a qualquer tempo, mediante lei,  pode ser suprimido.

    Inclusive os próprios juízes estão se preocupando com essa brecha, que é intencional, do entendimento do Mpog
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por wilhelm em Ter 19 Jun 2018, 2:49 pm

    tre-rj escreveu:Pessoal vcs devem observar a matéria que postei acima pois o Mpog , pelo que entendi, está dizendo que o benefício não é previdenciário, ou seja, a qualquer tempo, mediante lei,  pode ser suprimido.

    Inclusive os próprios juízes estão se preocupando com essa brecha, que é intencional, do entendimento do Mpog

    Pelo contrário, os Juízes estão animados com o entendimento de ser verba indenizatória, pois isentaria o benefício de IR e PSS, ao passo que se fosse considerado previdenciário, incidiriam ambos os tributos, e se de natureza remuneratória, apenas IR.

    Os Juízes estão batendo na tecla de ato jurídico perfeito. O benefício é devido hoje, com condição suspensiva, aposentação pela União.

    Essa matéria que você postou é do Sintrajud, sindicato alienante e perpetrador de desserviços à categoria, de modo que já se pressupõe mentirosa e enviesada, o que se comprova de sua leitura. Além disso, é extremamente mal escrita, tanto em coerência e concisão de linguagem, quanto em relação a aspectos técnico jurídicos. O sintrajud está gritando governo ladrão não adira à funpresp, junto com fora israel e viva a palestina.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por wilhelm em Ter 19 Jun 2018, 3:02 pm

    pernalonga escreveu:eu fiz uma projeção: com salário atual de 10 mil, minhas contribuições ao longo de 16 anos no PJU fecharam uma média de 7.800 reais e subindo. Caso aderisse ao regime complementar, minha aposentadoria ficaria 5600 do teto + benefício especial de 940 reais= 6500 reais, mais o benefício do funpresp caso adira ao fundo.
    Garantidos mesmos, só 65% do valor ATUAL do meu salário, que tende a aumentar um tanto ainda até a aposentadoria.
    Definitivamente, pra quem tá na regra da integralidade, ou até mesmo na média, mas é jovem, é roubada. Isso porque a maioria dos servidores que tá na regra da média entrou jovem no PJU, ou seja, contribui e seguirá contribuindo sobre uma base alta. Dificilmente receberia mais do que 80% da média das contribuições pelo regime complementar.

    Isso presumindo que o governo não venha com uma PEC urgente numa catástrofe econômica e simplesmente acabe com a integralidade de um dia para o outro, às vésperas de vc completar os requisitos legais para a aposentação. Isso sem contar os benefícios fiscais imediatos e futuros da opção por regime e adesão ao funpresp. A contribuição patronal da união nesse caso vai para a sua conta, e não para um sistema contributivo solidário a fundo perdido, o IR é regressivo (sendo que na integralidade paga-se pss na inatividade mais ir em alíquota máxima, e ambas correm um risco palpável de subir em breve).

    Aderir ao funpresp não é mera conta matemática de valores, mas também (e talvez mais preponderante) gestão de riscos políticos, jurídicos e econômicos. Optando pela mudança do regime você diversifica os riscos, ao passo que ficar no RPPS significa apostar todas as fichas e confiança na União.

    Como eu disse antes, é uma decisão altamente complexa, de cunho estritamente pessoal, com ponderação de inúmeros fatores e consideração especial ao seu perfil e valores pessoais.

    Não há fórmula mágica para essa decisão, e cada um vai ter que arcar com os riscos assumidos (migrar ou ficar) e viver com eles, pois como tudo mais na vida, por ser uma escolha, envolve suas consequências, boas (bônus) e ruins (riscos e ônus - e.g. gerir seu próprio futuro financeiro).

    Minha "fórmula mágica" é: estudem muito, troquem ideias, ponderem, conheçam outras histórias pessoais, assistam a palestras idôneas (não do sintrajosta), estudem mais, meditem, conversem com familiares, pondere o quanto você confia na estabilidade e segurança jurídicas do brasil, o que vocês querem cada um para seu futuro, estudem mais, aí tomem uma decisão.

    Estou há quase um ano estudando e só há uma semana bati o martelo que migrarei e aderirei ao funpresp, mas ainda assim em um caminho intermediário.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por C.S.A em Ter 19 Jun 2018, 3:34 pm

    wilhelm escreveu:
    pernalonga escreveu:eu fiz uma projeção: com salário atual de 10 mil, minhas contribuições ao longo de 16 anos no PJU fecharam uma média de 7.800 reais e subindo. Caso aderisse ao regime complementar, minha aposentadoria ficaria 5600 do teto + benefício especial de 940 reais= 6500 reais, mais o benefício do funpresp caso adira ao fundo.
    Garantidos mesmos, só 65% do valor ATUAL do meu salário, que tende a aumentar um tanto ainda até a aposentadoria.
    Definitivamente, pra quem tá na regra da integralidade, ou até mesmo na média, mas é jovem, é roubada. Isso porque a maioria dos servidores que tá na regra da média entrou jovem no PJU, ou seja, contribui e seguirá contribuindo sobre uma base alta. Dificilmente receberia mais do que 80% da média das contribuições pelo regime complementar.

    Isso presumindo que o governo não venha com uma PEC urgente numa catástrofe econômica e simplesmente acabe com a integralidade de um dia para o outro, às vésperas de vc completar os requisitos legais para a aposentação. Isso sem contar os benefícios fiscais imediatos e futuros da opção por regime e adesão ao funpresp. A contribuição patronal da união nesse caso vai para a sua conta, e não para um sistema contributivo solidário a fundo perdido, o IR é regressivo (sendo que na integralidade paga-se pss na inatividade mais ir em alíquota máxima, e ambas correm um risco palpável de subir em breve).

    Aderir ao funpresp não é mera conta matemática de valores, mas também (e talvez mais preponderante) gestão de riscos políticos, jurídicos e econômicos. Optando pela mudança do regime você diversifica os riscos, ao passo que ficar no RPPS significa apostar todas as fichas e confiança na União.

    Como eu disse antes, é uma decisão altamente complexa, de cunho estritamente pessoal, com ponderação de inúmeros fatores e consideração especial ao seu perfil e valores pessoais.

    Não há fórmula mágica para essa decisão, e cada um vai ter que arcar com os riscos assumidos (migrar ou ficar) e viver com eles, pois como tudo mais na vida, por ser uma escolha, envolve suas consequências, boas (bônus) e ruins (riscos e ônus - e.g. gerir seu próprio futuro financeiro).

    Minha "fórmula mágica" é: estudem muito, troquem ideias, ponderem, conheçam outras histórias pessoais, assistam a palestras idôneas (não do sintrajosta), estudem mais, meditem, conversem com familiares, pondere o quanto você confia na estabilidade e segurança jurídicas do brasil, o que vocês querem cada um para seu futuro, estudem mais, aí tomem uma decisão.

    Estou há quase um ano estudando e só há uma semana bati o martelo que migrarei e aderirei ao funpresp, mas ainda assim em um caminho intermediário.

    Meu amigo, essa sua observação só me encoraja cada vez mais. Eu não tenho dúvida que o cenário político e econômico q se avizinha é catastrófico. Agora, como você disse, com muita precisão, cada caso é um caso. Tenho mais 14 anos até aposentar(isso se os caras não mudarem as regras(claro q vão mudar!!), até lá muitas coisas podem acontecer, inclusive nada. Mas não vou pagar pra ver.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Ter 19 Jun 2018, 4:02 pm

    pernalonga escreveu:eu fiz uma projeção: com salário atual de 10 mil, minhas contribuições ao longo de 16 anos no PJU fecharam uma média de 7.800 reais e subindo. Caso aderisse ao regime complementar, minha aposentadoria ficaria 5600 do teto + benefício especial de 940 reais= 6500 reais, mais o benefício do funpresp caso adira ao fundo.
    Garantidos mesmos, só 65% do valor ATUAL do meu salário, que tende a aumentar um tanto ainda até a aposentadoria.
    Definitivamente, pra quem tá na regra da integralidade, ou até mesmo na média, mas é jovem, é roubada. Isso porque a maioria dos servidores que tá na regra da média entrou jovem no PJU, ou seja, contribui e seguirá contribuindo sobre uma base alta. Dificilmente receberia mais do que 80% da média das contribuições pelo regime complementar.

    É um raciocínio válido. Mas quero chamar a atenção pra como qualquer tipo de raciocínio é complexo, e reiterar que não há fórmula pronta para definir a opção pela migração ou manutenção do regime, já que se trata de perspectivas quanto a um cenário futuro:

    1. Você pegou seu histórico de contribuições e fez a média para calcular seu benefício especial. Perfeito. Mas a média histórica, como o nome diz, é um reflexo do passado, e de como sua remuneração, até o momento, se comportou em relação ao teto do RGPS. O seu cálculo pressupõe que essa proporção (salário x teto do RGPS) se mantenha até a aposentadoria. Eu, nas minhas projeções pessoais, "previ" um cenário em que a) o teto do RGPS continue a ser reajustado pelo INPC; b) nossos reajustes salariais anuais permaneçam abaixo do INPC. Para cada ano que o teto do RGPS for reajustado acima do nosso salário, menor a distância relativa e, portanto, menor será a diferença percebida no momento da aposentadoria. Para ilustrar, vou dar um exemplo de cenário extremo:

    Um técnico A13, ao final de 2018, terá como vencimentos (VB + GAJ) o valor de R$10.630,85. Hoje, este valor corresponde a 1,88x o teto do RGPS. Em um cenário de supostas perdas salariais, comparativamente ao teto do RGPS, à ordem de 3,2 pontos percentuais ao ano, ao final de 20 anos o salário de técnico A13 estará rigorosamente igual ao teto do RGPS. Nesse exemplo extremo, um servidor que não migrasse, de qualquer forma, se aposentaria limitado ao teto do RGPS - sem a parcela referente ao Benefício Especial e sem qualquer reserva no Funpresp.

    Vamos convir que este é um cenário improvável, mas pra muitos de nós também é improvável uma aposentadoria em menos de 20 anos. Para quem ainda tem 30 ou mais anos de serviço pela frente (principalmente se for instituída a idade mínima de 65 anos), a perda relativa, citada acima, teria de ser de pouco mais de 2% ao ano (por exemplo, concederem um reajuste de 21,5% - 5% a.a. - para um período de reajustes de 4 anos, e depois for verificada uma inflação média de 7%). Pode não ocorrer, mas dado o cenário de PEC do teto, também não se pode excluir a possibilidade de que ocorra algo parecido. Nossa memória recente, de reajustes acima da inflação, nos dificulta a percepção desse risco, mas devo lembrar que a nossa projeção, nesse caso específico, deve mirar o cenário futuro, e não o passado recente.

    2. Deve ser levado em conta o prazo até a aposentadoria. No regime atual, é possível se aposentar aos 60 anos. Talvez instituam a idade mínima de 65 anos, talvez o próprio servidor opte por se aposentar mais tarde (alguns já planejam esperar a compulsória). Em qualquer caso, no regime integralidade/paridade, não há qualquer vantagem trabalhar por mais tempo (sei que há o abono de permanência, auxílio alimentação etc. mas isso também existe para quem migrar de regime). Já para quem optar pela previdência complementar, cada ano a mais trabalhado, é mais um ano de acúmulo de saldo no Funpresp; ou seja, mais um ano de depósitos, inclusive da União, e incidência de juro sobre juro.

    3. É bom considerar, nos cálculos, o valor líquido. Isto porque, no regime "normal", incidirá, na aposentadoria, 11% de RPPS sobre a parcela que exceder ao teto, e o Imposto de Renda normal (alíquota de 27,5% para determinada faixa de renda). Na Previdência Complementar, os 11% de RPPS talvez incidam apenas sobre o benefício especial, e a alíquota do IR é diferenciada, para quem optar pela tributação regressiva (para os proventos regulares de aposentadoria, incide a regra geral, de 27,5% para determinada faixa de renda; e sobre a parcela da previdência complementar incide 10%, exclusivamente sobre a fonte). Trocando em miúdos, uma renda bruta de R$10.000 na aposentadoria "normal", após os descontos de RPPS e IRRF, resulta em uma renda líquida de RS7772,11. No regime de previdência complementar, para ter a mesma renda líquida (aproximadamente 7.775,00) seria necessária uma renda bruta de R$9.035,80. Para quem olha por valores brutos, uma "perda" de quase R$1.000,00. Para quem olha os valores líquidos (o que de fato entra na conta), vê que não houve perda.


    Não estou fazendo apologia à migração, mas achei necessário demonstrar que a decisão não é assim tão óbvia quanto parece, posto que - repito - inclui expectativas e projeções quanto ao futuro (que é muito incerto).

    Como eu sempre digo, não há fórmula pronta. Não dá pra cravar que "em tal caso é furada, em tal caso é sucesso certo", porque envolve expectativas e crenças pessoais sobre futuro da carreira, futuro do sistema e regras previdenciárias, tempo futuro de permanência no serviço público federal etc.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jotajota em Ter 19 Jun 2018, 4:08 pm

    A mim parece ser mais vantajoso ser uma verba indenizatória do que remuneratória. Reduziria a incidencia de tributos.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Ter 19 Jun 2018, 5:13 pm

    na palestra do Funpresp aqui no TRF4 o palestrante falou nesse papo de "ato jurídico perfeito" na migração, com suposta garantia das regras que hoje se aplicam ao regime complementar de previdencia, como por exemplo o direito de receber o benefício especial. Mas só no fim da palestra, disse que a reforma da previdencia que tá no congresso (agora é a 287, mas pode ser qualquer outra) PODE alterar a forma de cálculo do benefício especial (hoje seria média dos 80% dos maiores salarios, aprovada a reforma fica média de 100% dos salários).
    Pegadinha do malandro esse papo de ato jurídico perfeito
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por wilhelm em Ter 19 Jun 2018, 5:28 pm

    pernalonga escreveu:na palestra do Funpresp aqui no TRF4 o palestrante falou nesse papo de "ato jurídico perfeito" na migração, com suposta garantia das regras que hoje se aplicam ao regime complementar de previdencia, como por exemplo o direito de receber o benefício especial. Mas só no fim da palestra, disse que a reforma da previdencia que tá no congresso (agora é a 287, mas pode ser qualquer outra) PODE alterar a forma de cálculo do benefício especial (hoje seria média dos 80% dos maiores salarios, aprovada a reforma fica média de 100% dos salários).
    Pegadinha do malandro esse papo de ato jurídico perfeito

    Ato jurídico perfeito cristaliza as regras de regência à época da consolidação do ato (tempus regit actum). Uma PEC que alterasse isso seria inconstitucional de plano nesse ponto. Isso é raciocínio emocional de quem quer se apegar à ideia de que "não vão mexer" em quem está na expectativa de direito ao RPPS, pois é "pouca gente.

    Mas, como eu disse, a opção é individual de cada um. Eu não confio na União. Não vou pagar ara ver. Quem quiser confiar, manda bala, mas não pode chorar lá na frente, da mesma forma quem migrou também não pode olhar para trás e chorar porque eventualmente quem ficou no rpps está em melhores condições.

    Eu particularmente aposto em situações ligeiramente semelhantes, com um viés de vantagem para quem decidir migrar. Mas se eu tivesse o dom de prever o futuro, já estaria multitrilionário e não estaria desesperado aqui pensando em juntar o máximo de migalhas possíveis para o meu futuro.

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