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    OJAF RJ
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por OJAF RJ em Qua 14 Mar 2018, 2:14 pm

    pernalonga escreveu:Se o presidente do órgão não migrasse, quem mais ia querer?

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Qua 14 Mar 2018, 2:39 pm

    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:Se o presidente do órgão não migrasse, quem mais ia querer?

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.

    O mesmo presidente do Funpresp que, em palestras realizadas para vender o produto durante sua ultima gestão, falou com todas as letras que não era vantajoso aderir nem para quem estava na regra dos 80% maiores salários, menos ainda pra quem tem intergralidade/paridade
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 14 Mar 2018, 3:26 pm

    Essa suposta declaração do Amarildo, tenho toda a certeza, foi distorcida. Muito provavelmente tenha dito que, a depender do caso, a migração não compensa - e de fato não compensa para muitos casos, principalmente aqueles que não terão tempo de compor um saldo suficiente na previdência antes da aposentadoria. Isto eu mesmo já venho falando há tempos.

    Provavelmente, na tal palestra os ouvidos que só ouvem o que querem filtraram a informação e replicaram só o viés que lhes interessava.

    A persistir essa versão, de que o Amarildo tenha afirmado, categoricamente, que o Funpresp não compensa para nenhum dos servidores pré-2013, e se ele de fato migrou para o RPC, temos duas conclusões inevitáveis: ao aderir ao RPC/Funpresp, o ex-DG do STF comprova ser louco (rasgando dinheiro) ou idiota. Não me parece que ele seja uma coisa ou outra. Afinal, se a intenção era fazer propaganda do Funpresp, já que ele é o Diretor-Presidente, ele poderia muito bem aderir como participante vinculado, sem abrir mão do "regime mais favorável".

    Tem uma entrevista do Amarildo à Anajustra, replicada no canal do Funpresp no youtube, em que ele fala desses pontos, dentre outros referentes ao Funpresp: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (a parte de migração é mais ou menos a partir de 4:40). Pelo menos neste vídeo ele diz o que venho afirmando, que cada caso é um caso, que pode ser benéfico ou prejudicial a depender das individualidades.

    P.S.: A entrevista que postei acima é uma entrevista muito lúcida, diga-se de passagem. Esperava que houvesse mais "propaganda" a favor do Funpresp, mas ele repete várias vezes que, sendo uma decisão personalíssima, não dá pra cravar que seja sempre vantajoso, ou sempre prejudicial, e que cada um deve fazer sua própria escolha, observando suas particularidades.


    Última edição por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 4:20 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 14 Mar 2018, 4:31 pm

    eder.lima escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Mindinho do Lula escreveu:E ai pessoal. Dia 28/07 é o limite para migração dos que ingressaram até 2013. Teve palestra aqui no trabalho, mas ainda não me sinto seguro. alguém anterior a 2013 fez a migração?

    Eu migrei, posse em 2009,

    Quem me convenceu foi esse artigo:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Além disso, percebi que sendo homem, tendo entrado com pouca idade no PJU e ter tomado posse(2009), muito próximo do fim do regime antigo(2013), possivelmente eu seria um dos últimos a requerer e ter direito a aposentadoria sem limitação de teto, provavelmente depois de uns 40 anos após a posse, lá pelos idos futuros de 2049...

    Ou seja, todo meu futuro de aposentado sem limitação de teto estaria, estaria, em 2049, dependendo dos ânimos benevolentes de toda sociedade em relação a  essa ideia; sociedade que certamente teria que ser bem mais altruísta do que toda média que eu já conheci; para não querer impor taxação extras(a exemplo dos 14% acima do teto já proposto pelo governo de hoje), ou novas travas e limites a esse "privilégio antigo" de aposentadoria sem limite de teto...... já que dinheiro guardado para minha aposentadoria pelo governo, certamente não existirá...

    Também migrei, no final de 2016.
    No meu caso, posse ainda mais recente (março de 2012). Pra todos os que migraram, os argumentos e pontos de convencimento foram basicamente os mesmos, e esse artigo que você postou os resume bem.

    Também tomei a decisão de migrar desde o final do ano passado. Porém só vou consumar a migração agora porque somente hoje é que recebi o cálculo de meu beneficio especial do TRE/RN apesar de ter solicitado em dezembro do ano passado.

    Entrei como Técnico em julho de 2006 e o valor do meu benefício conforme a planilha que me enviaram é  R$803,12 sendo o valor base para o cálculo do beneficio R$ 2.404,07. Assim, pergunto: esses valores estão certos?

    O cálculo do valor base é muito individual, teria que saber seus vencimentos mês a mês, atualizá-los a valores correntes, calcular a média, eliminando os 20% menores salários (foi este o método que adotaram na sua planilha).

    Então, supondo que tenham acertado nessa parte do cálculo, o restante está correto: consideraram 152 meses de contribuição (11 anos e 6 meses, e 13 13º salários).
    O cálculo do seu benefício especial será 152/455 x 2404,07 = 803,12


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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por OJAF RJ em Qua 14 Mar 2018, 4:37 pm

    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:Se o presidente do órgão não migrasse, quem mais ia querer?

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.

    O mesmo presidente do Funpresp que, em palestras realizadas para vender o produto durante sua ultima gestão, falou com todas as letras que não era vantajoso aderir nem para quem estava na regra dos 80% maiores salários, menos ainda pra quem tem intergralidade/paridade

    Essa declaração dele que você relata mostra o que eu estou falando, antes ele seguia cegamente a cartilha esquerdista difundida nos sindicatos. Agora que está convivendo com especialistas em finanças e previdência mudou o pensamento.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por eder.lima em Qua 14 Mar 2018, 5:58 pm

    androsvilazza escreveu:
    eder.lima escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:

    Eu migrei, posse em 2009,

    Quem me convenceu foi esse artigo:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Além disso, percebi que sendo homem, tendo entrado com pouca idade no PJU e ter tomado posse(2009), muito próximo do fim do regime antigo(2013), possivelmente eu seria um dos últimos a requerer e ter direito a aposentadoria sem limitação de teto, provavelmente depois de uns 40 anos após a posse, lá pelos idos futuros de 2049...

    Ou seja, todo meu futuro de aposentado sem limitação de teto estaria, estaria, em 2049, dependendo dos ânimos benevolentes de toda sociedade em relação a  essa ideia; sociedade que certamente teria que ser bem mais altruísta do que toda média que eu já conheci; para não querer impor taxação extras(a exemplo dos 14% acima do teto já proposto pelo governo de hoje), ou novas travas e limites a esse "privilégio antigo" de aposentadoria sem limite de teto...... já que dinheiro guardado para minha aposentadoria pelo governo, certamente não existirá...

    Também migrei, no final de 2016.
    No meu caso, posse ainda mais recente (março de 2012). Pra todos os que migraram, os argumentos e pontos de convencimento foram basicamente os mesmos, e esse artigo que você postou os resume bem.

    Também tomei a decisão de migrar desde o final do ano passado. Porém só vou consumar a migração agora porque somente hoje é que recebi o cálculo de meu beneficio especial do TRE/RN apesar de ter solicitado em dezembro do ano passado.

    Entrei como Técnico em julho de 2006 e o valor do meu benefício conforme a planilha que me enviaram é  R$803,12 sendo o valor base para o cálculo do beneficio R$ 2.404,07. Assim, pergunto: esses valores estão certos?

    O cálculo do valor base é muito individual, teria que saber seus vencimentos mês a mês, atualizá-los a valores correntes, calcular a média, eliminando os 20% menores salários (foi este o método que adotaram na sua planilha).

    Então, supondo que tenham acertado nessa parte do cálculo, o restante está correto: consideraram 152 meses de contribuição (11 anos e 6 meses, e 13 13º salários).
    O cálculo do seu benefício especial será 152/455 x 2404,07 = 803,12


    Obrigado pelo esclarecimento, colega!

    Além do texto já citado do Portinho, as ponderações suas e de outros colegas esclarecidos deste fórum me ajudaram a tomar uma decisão mais racional e madura.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Qua 14 Mar 2018, 6:07 pm

    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:Se o presidente do órgão não migrasse, quem mais ia querer?

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.

    O mesmo presidente do Funpresp que, em palestras realizadas para vender o produto durante sua ultima gestão, falou com todas as letras que não era vantajoso aderir nem para quem estava na regra dos 80% maiores salários, menos ainda pra quem tem intergralidade/paridade

    Essa declaração dele que você relata mostra o que eu estou falando, antes ele seguia cegamente a cartilha esquerdista difundida nos sindicatos. Agora que está convivendo com especialistas em finanças e previdência mudou o pensamento.

    Nossa, de repente esse fórum ficou lotado de especialistas em ciências atuariais, previdência complementar, fundos de pensão, e que, pasmem, acreditam no discurso do Amarildo, aquele da corridinha...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qua 14 Mar 2018, 8:35 pm

    Colegas
    e o dinheiro que já pagamos, Relativo a diferença do teto, será devolvido caso migremos para o FUNPRESP?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qua 14 Mar 2018, 9:37 pm

    Quem ingressou antes de 2013 não terá o patrocínio da União? Portanto só será considerado o valor da sua contribuição?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qua 14 Mar 2018, 9:43 pm

    ptralhasnopoder escreveu:Colegas
    e o dinheiro que já pagamos, Relativo a diferença do teto, será devolvido caso migremos para o FUNPRESP?

    Não se devolve. Sobre o que sua média excedeu o teto, pelo tempo de serviço, será apurado um benefício especial.

    Já quanto a contrapartida, ela há, para quem migrar. Deve ter confundido com a POSSIBILIDADE de utilizar o Funpresp como uma previdência complementar, mantendo o regime de paridade ou média aritmética.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qua 14 Mar 2018, 9:44 pm

    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.

    O mesmo presidente do Funpresp que, em palestras realizadas para vender o produto durante sua ultima gestão, falou com todas as letras que não era vantajoso aderir nem para quem estava na regra dos 80% maiores salários, menos ainda pra quem tem intergralidade/paridade

    Essa declaração dele que você relata mostra o que eu estou falando, antes ele seguia cegamente a cartilha esquerdista difundida nos sindicatos. Agora que está convivendo com especialistas em finanças e previdência mudou o pensamento.

    Nossa, de repente esse fórum ficou lotado de especialistas em ciências atuariais, previdência complementar, fundos de pensão, e que, pasmem, acreditam no discurso do Amarildo, aquele da corridinha...

    Prezado, que tal rebater ou criticar com ARGUMENTOS, e não suposições?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qua 14 Mar 2018, 10:08 pm

    androsvilazza escreveu:Essa suposta declaração do Amarildo, tenho toda a certeza, foi distorcida. Muito provavelmente tenha dito que, a depender do caso, a migração não compensa - e de fato não compensa para muitos casos, principalmente aqueles que não terão tempo de compor um saldo suficiente na previdência antes da aposentadoria. Isto eu mesmo já venho falando há tempos.

    Provavelmente, na tal palestra os ouvidos que só ouvem o que querem filtraram a informação e replicaram só o viés que lhes interessava.

    A persistir essa versão, de que o Amarildo tenha afirmado, categoricamente, que o Funpresp não compensa para nenhum dos servidores pré-2013, e se ele de fato migrou para o RPC, temos duas conclusões inevitáveis: ao aderir ao RPC/Funpresp, o ex-DG do STF comprova ser louco (rasgando dinheiro) ou idiota. Não me parece que ele seja uma coisa ou outra. Afinal, se a intenção era fazer propaganda do Funpresp, já que ele é o Diretor-Presidente, ele poderia muito bem aderir como participante patrocinado, sem abrir mão do "regime mais favorável".

    Tem uma entrevista do Amarildo à Anajustra, replicada no canal do Funpresp no youtube, em que ele fala desses pontos, dentre outros referentes ao Funpresp: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (a parte de migração é mais ou menos a partir de 4:40). Pelo menos neste vídeo ele diz o que venho afirmando, que cada caso é um caso, que pode ser benéfico ou prejudicial a depender das individualidades.

    P.S.: A entrevista que postei acima é uma entrevista muito lúcida, diga-se de passagem. Esperava que houvesse mais "propaganda" a favor do Funpresp, mas ele repete várias vezes que, sendo uma decisão personalíssima, não dá pra cravar que seja sempre vantajoso, ou sempre prejudicial, e que cada um deve fazer sua própria escolha, observando suas particularidades.

    Boas observação,
    Ainda não vi as entrevistas dele.
    Mas, teoricamente, um caso de Paridade+integralidade+altas incorporações... mesmo com pouco tempo para formar a poupança, seja no Funpresp, talvez a migração seja bastante vantajosa, vejamos:

    1) Não migra: fica com todos os direitos, mas ao mesmo tempo fica a reboque de reposições dada aos ativos,pelo histórico de PCS ficará com as incorporações congeladas e sendo corroídas pela inflação, e os com PCS sempre sem repor a inflação totalmente
    2) Migra: Perde esses institutos/privilégios, mas ao mesmo tempo terá Teto+benefício especial (teoricamente alto por conta das incorporações) e tudo sendo reposto anualmente pelo índice do governo, independente do humor do governante da vez....

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qua 14 Mar 2018, 10:46 pm

    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:Essa suposta declaração do Amarildo, tenho toda a certeza, foi distorcida. Muito provavelmente tenha dito que, a depender do caso, a migração não compensa - e de fato não compensa para muitos casos, principalmente aqueles que não terão tempo de compor um saldo suficiente na previdência antes da aposentadoria. Isto eu mesmo já venho falando há tempos.

    Provavelmente, na tal palestra os ouvidos que só ouvem o que querem filtraram a informação e replicaram só o viés que lhes interessava.

    A persistir essa versão, de que o Amarildo tenha afirmado, categoricamente, que o Funpresp não compensa para nenhum dos servidores pré-2013, e se ele de fato migrou para o RPC, temos duas conclusões inevitáveis: ao aderir ao RPC/Funpresp, o ex-DG do STF comprova ser louco (rasgando dinheiro) ou idiota. Não me parece que ele seja uma coisa ou outra. Afinal, se a intenção era fazer propaganda do Funpresp, já que ele é o Diretor-Presidente, ele poderia muito bem aderir como participante patrocinado, sem abrir mão do "regime mais favorável".

    Tem uma entrevista do Amarildo à Anajustra, replicada no canal do Funpresp no youtube, em que ele fala desses pontos, dentre outros referentes ao Funpresp: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (a parte de migração é mais ou menos a partir de 4:40). Pelo menos neste vídeo ele diz o que venho afirmando, que cada caso é um caso, que pode ser benéfico ou prejudicial a depender das individualidades.

    P.S.: A entrevista que postei acima é uma entrevista muito lúcida, diga-se de passagem. Esperava que houvesse mais "propaganda" a favor do Funpresp, mas ele repete várias vezes que, sendo uma decisão personalíssima, não dá pra cravar que seja sempre vantajoso, ou sempre prejudicial, e que cada um deve fazer sua própria escolha, observando suas particularidades.

    Boas observação,
    Ainda não vi as entrevistas dele.
    Mas, teoricamente, um caso de Paridade+integralidade+altas incorporações... mesmo com pouco tempo para formar a poupança, seja no Funpresp, talvez a migração seja bastante vantajosa, vejamos:

    1) Não migra: fica com todos os direitos, mas ao mesmo tempo fica a reboque de reposições dada aos ativos,pelo histórico de PCS ficará com as incorporações congeladas e sendo corroídas pela inflação, e os com PCS sempre sem repor a inflação totalmente
    2)  Migra: Perde esses institutos/privilégios, mas ao mesmo tempo terá Teto+benefício especial (teoricamente alto por conta das incorporações) e tudo sendo reposto anualmente pelo índice do governo, independente do humor do governante da vez....


    Um ponto fundamental é que não existe garantia de melhor método. Por isto, o caráter individual da decisão, baseado em crenças e apostas.

    Trata-se de um cenário realmente imprevisível, diversos cenários e expectativas.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Protocol em Qui 15 Mar 2018, 1:37 am

    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:
    pernalonga escreveu:
    OJAF RJ escreveu:

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um servidor com 26 anos de casa, com direito a integralidade e paridade, não abriria mão do regime antigo se ele acreditasse realmente que o regime antigo fosse mais vantajoso, só pelo fato de "estar" Presidente da Funpresp há alguns meses. O que me impressiona é que mesmo servidores com o viés esquerdista como ele(servidores que não acreditam no déficit, no problema demográfico, e acham que a questão previdenciária se resolve com mais gastos impulsionando a atividade econômica), estão migrando. Possivelmente é pela convivência com o pessoal mais técnico da fundação, que mostrou para ele o óbvio, que o sistema de previdência é insustentável nos moldes atuais.

    O mesmo presidente do Funpresp que, em palestras realizadas para vender o produto durante sua ultima gestão, falou com todas as letras que não era vantajoso aderir nem para quem estava na regra dos 80% maiores salários, menos ainda pra quem tem intergralidade/paridade

    Essa declaração dele que você relata mostra o que eu estou falando, antes ele seguia cegamente a cartilha esquerdista difundida nos sindicatos. Agora que está convivendo com especialistas em finanças e previdência mudou o pensamento.

    Nossa, de repente esse fórum ficou lotado de especialistas em ciências atuariais, previdência complementar, fundos de pensão, e que, pasmem, acreditam no discurso do Amarildo, aquele da corridinha...

    Entendo teu sentimento. Mas acho que não devemos escolher qual sistema defender, e desacreditar um fundo só porque ele não parece bom.

    Temos de lutar e defender a integridade de ambos os sistemas de previdência.

    Se os sindicatos têm verdadeiro compromisso com os servidores, considerando que vários sindicalizados fazem parte do Funpresp, vão buscar acompanhar de perto a gestão do fundo. E acompanhar é buscar conhecer o funcionamento e participar das tomadas de decisões, mesmo que só como observador.

    Isso não se confunde com a decisão de migrar. Esta é pessoal, e não é o ex-DG Amarildo que deve influenciar, mas as circunstâncias da vida de cada um, as expectativas quanto ao futuro, e todas as informações técnicas sobre o RPC, fartas neste fórum e em outros locais.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qui 15 Mar 2018, 4:07 am

    É verdade perna. Aliás essa história lembra aquela do mentiroso que mente tanto, que até quando fala a verdade, ninguém acredita. Mas sobre o funpresp em si, fico pensando se, em 2049, a sociedade vai dizer que a galera do fundo é marajá e que tem que ser revisto pq quebra o país...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por PCS-TRE em Qui 15 Mar 2018, 8:22 am

    Previdência está ficando feia.
    Olha a confusão em São Paulo.
    Contribuição de 14% para os pobres e 19% para os ricos.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qui 15 Mar 2018, 8:34 am

    jornalista escreveu:É verdade perna. Aliás essa história lembra aquela do mentiroso que mente tanto, que até quando fala a verdade, ninguém acredita. Mas sobre o funpresp em si, fico pensando se, em 2049, a sociedade vai dizer que a galera do fundo é marajá e que tem que ser revisto pq quebra o país...

    Argumento vale para os dois casos, o pessoal sem limite de teto quebra o país... etc, etc....

    a lembrar que dinheiro de fundo, não sai do orçamento/tributos, dinheiro de fundo tem aportes voluntários, portabilidade de dinheiro pessoal, etc...
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Mindinho do Lula em Qui 15 Mar 2018, 8:56 am

    josebarbos escreveu:
    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:Essa suposta declaração do Amarildo, tenho toda a certeza, foi distorcida. Muito provavelmente tenha dito que, a depender do caso, a migração não compensa - e de fato não compensa para muitos casos, principalmente aqueles que não terão tempo de compor um saldo suficiente na previdência antes da aposentadoria. Isto eu mesmo já venho falando há tempos.

    Provavelmente, na tal palestra os ouvidos que só ouvem o que querem filtraram a informação e replicaram só o viés que lhes interessava.

    A persistir essa versão, de que o Amarildo tenha afirmado, categoricamente, que o Funpresp não compensa para nenhum dos servidores pré-2013, e se ele de fato migrou para o RPC, temos duas conclusões inevitáveis: ao aderir ao RPC/Funpresp, o ex-DG do STF comprova ser louco (rasgando dinheiro) ou idiota. Não me parece que ele seja uma coisa ou outra. Afinal, se a intenção era fazer propaganda do Funpresp, já que ele é o Diretor-Presidente, ele poderia muito bem aderir como participante patrocinado, sem abrir mão do "regime mais favorável".

    Tem uma entrevista do Amarildo à Anajustra, replicada no canal do Funpresp no youtube, em que ele fala desses pontos, dentre outros referentes ao Funpresp: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] (a parte de migração é mais ou menos a partir de 4:40). Pelo menos neste vídeo ele diz o que venho afirmando, que cada caso é um caso, que pode ser benéfico ou prejudicial a depender das individualidades.

    P.S.: A entrevista que postei acima é uma entrevista muito lúcida, diga-se de passagem. Esperava que houvesse mais "propaganda" a favor do Funpresp, mas ele repete várias vezes que, sendo uma decisão personalíssima, não dá pra cravar que seja sempre vantajoso, ou sempre prejudicial, e que cada um deve fazer sua própria escolha, observando suas particularidades.



    Boas observação,
    Ainda não vi as entrevistas dele.
    Mas, teoricamente, um caso de Paridade+integralidade+altas incorporações... mesmo com pouco tempo para formar a poupança, seja no Funpresp, talvez a migração seja bastante vantajosa, vejamos:

    1) Não migra: fica com todos os direitos, mas ao mesmo tempo fica a reboque de reposições dada aos ativos,pelo histórico de PCS ficará com as incorporações congeladas e sendo corroídas pela inflação, e os com PCS sempre sem repor a inflação totalmente
    2)  Migra: Perde esses institutos/privilégios, mas ao mesmo tempo terá Teto+benefício especial (teoricamente alto por conta das incorporações) e tudo sendo reposto anualmente pelo índice do governo, independente do humor do governante da vez....


    Um ponto fundamental é que não existe garantia de melhor método. Por isto, o caráter individual da decisão, baseado em crenças e apostas.

    Trata-se de um cenário realmente imprevisível, diversos cenários e expectativas.


    E você José Barbosa, migrou pro FUNPRESP?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qui 15 Mar 2018, 10:09 am

    josebarbos escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Colegas
    e o dinheiro que já pagamos, Relativo a diferença do teto, será devolvido caso migremos para o FUNPRESP?

    Não se devolve. Sobre o que sua média excedeu o teto, pelo tempo de serviço, será apurado um benefício especial.

    Já quanto a contrapartida, ela há, para quem migrar. Deve ter confundido com a POSSIBILIDADE de utilizar o Funpresp como uma previdência complementar, mantendo o regime de paridade ou média aritmética.

    Entendi José.

    Obrigado.

    Alguém sabe qual o setor do orgão de origem do servidor encarregado de fazer o cálculo do benefício especial?
    Liguei no setor pessoal/financeiro, nínguém sabia de nada.

    Outras dúvidas:
    Digamos que o benefício especial hoje seja de R$1.800,00.

    1 - Será corrigido ano a ano até a data da aposentadoria?


    2 - O valor da aposentadoria complementar é vitalício?

    3 - Pode sacar o valor todo se preferir?

    4 - Com relação a pensão, é vitalícia?

    5 - A pensionista pode optar por sacar todo o valor da previdência complementar?





    benefício é vitalício
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 10:29 am

    Pessoalmente, sempre encarei o RPC/Funpresp como uma oportunidade, uma ótima oportunidade de me livrar das garras e regras do RPPS. Na contramão do senso comum, ao entrar no serviço público já reclamava da possibilidade de aposentadoria integral. Sim, sei que é meio estranho (e difícil de acreditar) mas, como todo bom cético em relação à previdência pública, sempre enxerguei o regime da integralidade menos pelo lado do bônus (promessa de aposentadoria integral), e mais pelo lado dos ônus:

    • certeza do desconto sobre o salário integral;

    • possibilidade de aumento de alíquota, hoje já em absurdos 11%;

    • certeza de que o dinheiro que contribuo não é meu - ao contrário, serve para pagar os aposentados de hoje, e me deixa na dependência dos contribuintes de amanhã, para ter chance de que a promessa de integralidade seja cumprida;

    • chance de prejuízo real com o regime. Prejuízo esse facilmente detectável: quantas vezes ouvimos o argumento de que "minhas contribuições são mais do que suficientes para garantir o valor da aposentadoria"; "pago muito, por muito tempo, e vou receber pouco"; etc. Isso se dá devido ao regime ser "solidário", e em formato de pirâmide. Então, para cada um que "se dá bem", existe um (ou vários) que terão de "se dar muito mal". É uma regra óbvia, considerando ser este um jogo de soma zero. É soma zero justamente porque o sistema previdenciário atual não gera valor, não capitaliza: tudo que entra, sai (e ultimamente tem até saído mais do que entrado). E tem formato de pirâmide, porque alguns, no topo, têm direitos que os de baixo não têm, e que matematicamente não fazem sentido. Eles têm direito? Sim, têm; é o que a lei, e a constituição, determinam. Não estou entrando aqui na questão da justiça do sistema, etc etc. porque não adianta, a regra é esta, as leis são estas, e ponto. Mas é óbvio que, à parte a justiça do sistema, eu vou buscar o que me beneficie mais, ou prejudique menos;

    • incerteza quanto ao salário futuro, à manutenção do poder de compra e, por fim, quanto à própria integralidade. Muita gente se escora nos princípios do "direito adquirido", da "proibição do retrocesso social", dentre outros, que são princípios lindos no papel, mas de aplicabilidade prática, no mínimo, duvidosa. De todo modo, preferi supor que as regras se mantenham exatamente as mesmas, de agora até a minha aposentadoria, que não passemos por qualquer outra reforma etc. Nessa hipótese improvável (melhor cenário?), me propus as seguintes questões: até que idade, até quando, pretendo trabalhar? Quais são as perspectivas para a carreira neste período? Em se mantendo as regras atuais de aposentadoria, o orçamento público comporta valorização real dos salários? Em caso negativo, quão grave seria a desvalorização salarial? Os proventos de aposentadoria preservarão a regra atual, de manutenção do poder de compra?

      Em reflexão, a minha conclusão foi que, provavelmente, as regras previdenciárias serão cada vez piores, ou o regime de valorização dos ativos será cada vez pior. Na minha concepção, não há como o governo manter, ao mesmo tempo, satisfação plena de ativos e aposentados. Assim, ou me aposentarei com regras muito piores do que as atuais (hipótese em que "perco"), ou terei os salários, enquanto ativo, cada vez mais achatados - hipótese em que "perco" duas vezes: perda do poder de compra enquanto ativo, e média salarial (atualizada) maior que meu último salário. Neste último caso, de desvalorização da carreira por questões fiscais, vejam a ironia: aposentaria com salário integral, mas possivelmente pouco acima do teto do RGPS; mesmo tendo contribuído muito acima do RGPS por todo o tempo de serviço público.

    • falta de liberdade de escolha. Na minha visão, caso eu tivesse optado por manter o regime de integralidade, estaria concordando com as "algemas" que o poder público me impôs, quando entrei para o serviço público e não tive a oportunidade de escolher se queria tal direito, ou se dele abria mão. Com a janela de oportunidade que se abriu (ainda na minha concepção), ter aderido ao RPC, limitado ao teto (aqui a decisão nem envolve o Funpresp) me dá a chance de mudar de carreira, caso assim deseje. Por exemplo, posso tentar concursos para carreiras estaduais; caso o ambiente de negócios melhore, posso largar o serviço público e tentar a iniciativa privada; posso tentar me planejar para me aposentar cedo, ou para me aposentar só na compulsória, sem a sensação de que estou trabalhando além do que "devia". Tudo isto sem o "peso" de estar deixando para trás a miragem da aposentadoria integral. Posso, inclusive, (caso o Funpresp passe a ser menos benéfico) sair do Funpresp, deixando o saldo até então acumulado para saque posterior, e ter uma parte da renda livre para investir da forma que eu achar melhor.



    É importante que quem está indeciso sobre a migração de regime se informe, observe argumentos de ambas as posições (pró e contra migração), e desenvolva seu próprio raciocínio, suas próprias teses, e forme sua convicção. Observem que todos os fatores que apontei (alguns outros também foram levados em consideração, mas não citei agora) são derivados de convicções minhas, formadas através de análise própria, ou pelo convencimento a partir de pontos de vista alheios, os quais li e sobre os quais refleti demoradamente.

    Sou, abertamente, um apologista da libertação, defensor da migração de regime. Acredito (e cada vez me convenço mais disso) que, para a maior parte dos casos, a migração (com posterior responsabilidade financeira) seria a opção correta. Da mesma forma, os críticos da migração também têm seus argumentos, e suas convicções. E são argumentos e convicções fortíssimos, diga-se de passagem. Mas, em ambos os casos, tanto de um lado quanto de outro, o que se tem é apenas isto: argumentos e convicções. Certeza ninguém tem, e seria impossível tê-la. Dizer que se tem certeza de tal ou qual ponto de vista é hipocrisia, ou estreiteza de pensamento.

    Não há fórmula pronta para tal escolha, não existe o "argumento definitivo", que possibilite cravar a migração (ou não migração) como a melhor resposta. Mais do que isso, a responsabilidade (e eventuais ônus) por uma escolha errada (mesmo que seja a opção de não fazer nada a respeito) recairão exclusivamente sobre o servidor, e sua família. Quem defende ou ataca eventual opção jamais dividirá os custos da derrota, assim como não repartirá os louros da vitória.

    O importante, como eu já disse, é cada um tomar sua decisão de forma lúcida, conhecendo bem os prós - e os riscos - de cada alternativa. A decisão, no entanto, tem de ser tomada individualmente, baseada em aspectos pessoais - tanto factuais, quanto de convicção.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qui 15 Mar 2018, 10:33 am


    Valor da Contribuição Normal para a Conta Individual (RAN)

    RAN = (Contribuição Normal) - (FCBE) - (Taxa de Carregamento)

    FCBE: Fundo de Cobertura de Beneficio Extraordinário
    Taxa de Carregamento: Taxa incidente sobre as contribuições e os beneficios destinada ao custeio das despesas administrativas da Funpresp-Jud

    Alguém sabe o objetivo do FCBE: Fundo de Cobertura de Beneficio Extraordinário?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 11:31 am

    ptralhasnopoder escreveu:
    josebarbos escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Colegas
    e o dinheiro que já pagamos, Relativo a diferença do teto, será devolvido caso migremos para o FUNPRESP?

    Não se devolve. Sobre o que sua média excedeu o teto, pelo tempo de serviço, será apurado um benefício especial.

    Já quanto a contrapartida, ela há, para quem migrar. Deve ter confundido com a POSSIBILIDADE de utilizar o Funpresp como uma previdência complementar, mantendo o regime de paridade ou média aritmética.

    Entendi José.

    Obrigado.

    Alguém sabe qual o setor do orgão de origem do servidor encarregado de fazer o cálculo do benefício especial?
    Liguei no setor pessoal/financeiro, nínguém sabia de nada.

    Outras dúvidas:
    Digamos que o benefício especial hoje seja de R$1.800,00.

    1 - Será corrigido ano a ano até a data da aposentadoria?


    2 - O valor da aposentadoria complementar é vitalício?

    3 - Pode sacar o valor todo se preferir?

    4 - Com relação a pensão, é vitalícia?

    5 - A pensionista pode optar por sacar todo o valor da previdência complementar?





    benefício é vitalício

    Primeiramente, quero indicar o site [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    É uma parceria da Funpresp com a ANPR, pra orientar sobre os aspectos da migração.

    Tem muita informação também no site da Funpresp-JUD, inclusive um link para simular seu benefício especial: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Agora às perguntas:

    Alguém sabe qual o setor do orgão de origem do servidor encarregado de fazer o cálculo do benefício especial?
    Liguei no setor pessoal/financeiro, nínguém sabia de nada.


    É no setor de pessoal/pagamento, sim. Toda a sua informação de pagamento, salários pretéritos, eventuais averbações, etc. está lá. Você também pode fazer este cálculo, a partir das informações prestadas pelo órgão, mas o ideal é que no setor de pessoal haja alguém que faça.

    O pessoal do seu órgão deve estar meio perdido, situação comum no Judiciário, onde não há uma centralização das atividades de pessoal. É triste, mas é a realidade. Todo órgão tem de ter alguém habilitado, e com o conhecimento suficiente, para prover esses cálculos. Sugiro que, caso não consiga descobrir quem faça, você abra uma reclamação na Ouvidoria. Já disse isso aqui no fórum, e é bom repisar: para os diversos setores da área "meio", o servidor é o cliente. Cliente interno, mas é cliente. É obrigação deles (ou "nossa", pra quem trabalha em área meio) prover os serviços necessários, inclusive os serviços de informação.

    De todo modo, você também pode solicitar o auxílio da própria Funpresp. Talvez possam fazer por você o cálculo, talvez possam auxiliar no "meio de campo" para que o seu órgão faça. Inclusive, podem ajudar na capacitação dos servidores da área de pessoal/pagamento do seu órgão, para que tenham a habilidade de fazer os cálculos na próxima oportunidade.

    Vale apontar, também, que o que lhe passam é apenas uma planilha estimativa dos valores de benefício especial. O cálculo oficial será feito quando da sua aposentadoria, aí já com os valores atualizados etc. A planilha atual não tem qualquer valor legal, servindo apenas de base para o processo decisório do servidor. Isto vale por dois lados: primeiramente, quem solicita a simulação de benefício especial não tem qualquer compromisso com a migração. Por outro lado, eventual erro de cálculo (pelo servidor responsável), embora pouco provável, não serve de argumento legal para questionamentos posteriores.


    Outras dúvidas:
    Digamos que o benefício especial hoje seja de R$1.800,00.

    1 - Será corrigido ano a ano até a data da aposentadoria?

    Então, o que se tem hoje é uma simulação de quanto seria o benefício especial. O que serão atualizadas são as contribuições, que serão levadas em consideração na hora do cálculo do benefício oficial, na ocasião da aposentadoria.

    Tem uma diferença conceitual, entre atualizar as contribuições, ou o benefício em si, mas o efeito prático é quase o mesmo: o valor oficial será igual ao benefício especial calculado hoje, atualizado pelo índice oficial de inflação até a data da aposentadoria. Vale apontar que o benefício continuará sendo atualizado também após a aposentadoria, nos mesmos índices que a atualização da aposentadoria "normal".

    Para didática, explico por alto a diferença conceitual: se o benefício calculado agora fosse oficial, e não uma simulação, você teria consolidada a atualização inflacionária até hoje. Impossibilitaria, por exemplo, a mudança de critério de atualização posterior. Há uma chance pequena disso acontecer, mas se, por exemplo, pela lei trocassem o índice oficial de atualização, isso traria diferenças nas duas formas de cálculo.

    2 - O valor da aposentadoria complementar é vitalício?

    Sim, e não. A Funpresp funciona como qualquer outra previdência complementar. O estatuto de cada previdência complementar tem alguns pontos específicos, mas as regras gerais são as mesmas. Vou apontar aqui algumas regras do Funpresp, aplicáveis ao participante patrocinado.

    Primeiro vamos abordar o "não":

    Ao se aposentar, é feito o cálculo de sua aposentadoria, a depender do valor existente em sua conta. No momento da aposentadoria, você escolhe por quantos anos você quer receber o benefício de aposentadoria. Isso, obviamente, impacta no valor da aposentadoria: quanto maior o tempo que você escolher, menor o benefício, e vice-versa. De todo modo, a aposentadoria complementar tem um prazo pré-definido, quando você se aposenta.

    Agora vamos ao "sim":

    Terminado o prazo definido no trecho anterior, você passa a ter direito ao "Benefício por sobrevivência do assistido", que corresponde a 70% da última prestação mensal de sua aposentadoria. Este benefício é vitalício, e pode ser visto como uma "aposentadoria", mas sob outro nome.

    Resumindo, ao se aposentar você terá direito a um valor X, por prazo determinado e, expirado o prazo, a 70% de X vitaliciamente.

    3 - Pode sacar o valor todo se preferir?

    Sim, como qualquer previdência complementar, há a possibilidade do resgate. Sendo uma previdência fechada, no entanto, há regras:
    a) só depois de cessado o vínculo (por exoneração, aposentadoria, morte etc);
    b) não pode estar recebendo benefício (obviamente, não dá pra receber aposentadoria/pensão E sacar os valores do fundo)

    Outra regra diz respeito aos valores sacados. A conta referente aos seus depósitos (conta do participante) você resgata integralmente (os valores de taxas e FCBE já são descontados direto no depósito). Os valores depositados pelo patrocinador (União) também podem ser resgatados, mas não integralmente: você resgata um percentual, entre 10 e 90%, definido pelo tempo de serviço nos patrocinadores do plano (<3 = 10%; 3-6 = 20%; 6-9 = 30% .... > 24 = 90%).

    4 - Com relação a pensão, é vitalícia?

    As regras da pensão são praticamente as mesmas da aposentadoria. O que difere é que o prazo de aposentadoria você mesmo define, ao se aposentar, e a pensão é definida por uma planilha, a depender da idade do beneficiário, expectativa de sobrevida etc. No entanto, assim como em relação à aposentadoria, existe o "benefício por sobrevivência do assistido" também para a pensão, possibilitando a percepção de 70% da renda, vitaliciamente (óbvio que, para os filhos, somente até os 21 anos de idade).

    Vou colar aqui as definições do benefício, segundo o site do Funpresp:

    Renda de Aposentadoria: com prazo certo, em meses, e valor a depender do saldo acumulado na reserva individual do participante.

    Renda de Aposentadoria por Invalidez: com prazo certo, em meses, com valor a depender do saldo acumulado em sua reserva individual até o momento da solicitação e da concessão da aposentadoria por invalidez no Regime Geral de Previdência Social – RGPS ou Regime Próprio de Previdência Social – RPPS.

    Renda de Pensão por Morte: concedida aos beneficiários, com prazo certo, em meses, e com valor a depender do saldo acumulado em sua reserva individual até o momento do evento, que pode ocorrer durante o período de atividade ou na aposentadoria.

    Renda por Sobrevivência (Vitalícia): concedido àquele que ultrapassar a idade limite após o prazo de pagamento do benefício de aposentadoria ou de pensão; ou ao beneficiário de participante aposentado que faleceu em gozo do benefício por sobrevivência.



    5 - A pensionista pode optar por sacar todo o valor da previdência complementar?

    Pode sacar, mas as regras são as mesmas aplicáveis ao resgate pelo próprio servidor: ou resgata ou recebe pensão, nunca os dois ao mesmo tempo; e os valores depositados pelo patrocinador (União) não serão resgatados integralmente.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 11:33 am

    ptralhasnopoder escreveu:
    Valor da Contribuição Normal para a Conta Individual (RAN)

    RAN = (Contribuição Normal) - (FCBE) - (Taxa de Carregamento)

    FCBE: Fundo de Cobertura de Beneficio Extraordinário
    Taxa de Carregamento: Taxa incidente sobre as contribuições e os beneficios destinada ao custeio das despesas administrativas da Funpresp-Jud

    Alguém sabe o objetivo do FCBE: Fundo de Cobertura de Beneficio Extraordinário?

    O FCBE é uma conta "coletiva", destinada a cobrir os custos de benefícios extraordinários (não esperados): aposentadorias por invalidez, benefícios vitalícios além da expectativa de vida, etc. É como uma espécie de "seguro" do plano, contra eventualidades.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Jubilando em Qui 15 Mar 2018, 12:43 pm

    Um bom seguro de vida e uma aplicação em banco idôneo acho que são menos capciosos do que o Funpresp, onde é difícil até mesmo obter informações, como relatado acima.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qui 15 Mar 2018, 2:07 pm

    androsvilazza escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:
    josebarbos escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Colegas
    e o dinheiro que já pagamos, Relativo a diferença do teto, será devolvido caso migremos para o FUNPRESP?

    Não se devolve. Sobre o que sua média excedeu o teto, pelo tempo de serviço, será apurado um benefício especial.

    Já quanto a contrapartida, ela há, para quem migrar. Deve ter confundido com a POSSIBILIDADE de utilizar o Funpresp como uma previdência complementar, mantendo o regime de paridade ou média aritmética.

    Entendi José.

    Obrigado.

    Alguém sabe qual o setor do orgão de origem do servidor encarregado de fazer o cálculo do benefício especial?
    Liguei no setor pessoal/financeiro, nínguém sabia de nada.

    Outras dúvidas:
    Digamos que o benefício especial hoje seja de R$1.800,00.

    1 - Será corrigido ano a ano até a data da aposentadoria?


    2 - O valor da aposentadoria complementar é vitalício?

    3 - Pode sacar o valor todo se preferir?

    4 - Com relação a pensão, é vitalícia?

    5 - A pensionista pode optar por sacar todo o valor da previdência complementar?





    benefício é vitalício

    Primeiramente, quero indicar o site [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    É uma parceria da Funpresp com a ANPR, pra orientar sobre os aspectos da migração.

    Tem muita informação também no site da Funpresp-JUD, inclusive um link para simular seu benefício especial: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Agora às perguntas:

    Alguém sabe qual o setor do orgão de origem do servidor encarregado de fazer o cálculo do benefício especial?
    Liguei no setor pessoal/financeiro, nínguém sabia de nada.


    É no setor de pessoal/pagamento, sim. Toda a sua informação de pagamento, salários pretéritos, eventuais averbações, etc. está lá. Você também pode fazer este cálculo, a partir das informações prestadas pelo órgão, mas o ideal é que no setor de pessoal haja alguém que faça.

    O pessoal do seu órgão deve estar meio perdido, situação comum no Judiciário, onde não há uma centralização das atividades de pessoal. É triste, mas é a realidade. Todo órgão tem de ter alguém habilitado, e com o conhecimento suficiente, para prover esses cálculos. Sugiro que, caso não consiga descobrir quem faça, você abra uma reclamação na Ouvidoria. Já disse isso aqui no fórum, e é bom repisar: para os diversos setores da área "meio", o servidor é o cliente. Cliente interno, mas é cliente. É obrigação deles (ou "nossa", pra quem trabalha em área meio) prover os serviços necessários, inclusive os serviços de informação.

    De todo modo, você também pode solicitar o auxílio da própria Funpresp. Talvez possam fazer por você o cálculo, talvez possam auxiliar no "meio de campo" para que o seu órgão faça. Inclusive, podem ajudar na capacitação dos servidores da área de pessoal/pagamento do seu órgão, para que tenham a habilidade de fazer os cálculos na próxima oportunidade.

    Vale apontar, também, que o que lhe passam é apenas uma planilha estimativa dos valores de benefício especial. O cálculo oficial será feito quando da sua aposentadoria, aí já com os valores atualizados etc. A planilha atual não tem qualquer valor legal, servindo apenas de base para o processo decisório do servidor. Isto vale por dois lados: primeiramente, quem solicita a simulação de benefício especial não tem qualquer compromisso com a migração. Por outro lado, eventual erro de cálculo (pelo servidor responsável), embora pouco provável, não serve de argumento legal para questionamentos posteriores.


    Outras dúvidas:
    Digamos que o benefício especial hoje seja de R$1.800,00.

    1 - Será corrigido ano a ano até a data da aposentadoria?

    Então, o que se tem hoje é uma simulação de quanto seria o benefício especial. O que serão atualizadas são as contribuições, que serão levadas em consideração na hora do cálculo do benefício oficial, na ocasião da aposentadoria.

    Tem uma diferença conceitual, entre atualizar as contribuições, ou o benefício em si, mas o efeito prático é quase o mesmo: o valor oficial será igual ao benefício especial calculado hoje, atualizado pelo índice oficial de inflação até a data da aposentadoria. Vale apontar que o benefício continuará sendo atualizado também após a aposentadoria, nos mesmos índices que a atualização da aposentadoria "normal".

    Para didática, explico por alto a diferença conceitual: se o benefício calculado agora fosse oficial, e não uma simulação, você teria consolidada a atualização inflacionária até hoje. Impossibilitaria, por exemplo, a mudança de critério de atualização posterior. Há uma chance pequena disso acontecer, mas se, por exemplo, pela lei trocassem o índice oficial de atualização, isso traria diferenças nas duas formas de cálculo.

    2 - O valor da aposentadoria complementar é vitalício?

    Sim, e não. A Funpresp funciona como qualquer outra previdência complementar. O estatuto de cada previdência complementar tem alguns pontos específicos, mas as regras gerais são as mesmas. Vou apontar aqui algumas regras do Funpresp, aplicáveis ao participante patrocinado.

    Primeiro vamos abordar o "não":

    Ao se aposentar, é feito o cálculo de sua aposentadoria, a depender do valor existente em sua conta. No momento da aposentadoria, você escolhe por quantos anos você quer receber o benefício de aposentadoria. Isso, obviamente, impacta no valor da aposentadoria: quanto maior o tempo que você escolher, menor o benefício, e vice-versa. De todo modo, a aposentadoria complementar tem um prazo pré-definido, quando você se aposenta.

    Agora vamos ao "sim":

    Terminado o prazo definido no trecho anterior, você passa a ter direito ao "Benefício por sobrevivência do assistido", que corresponde a 70% da última prestação mensal de sua aposentadoria. Este benefício é vitalício, e pode ser visto como uma "aposentadoria", mas sob outro nome.

    Resumindo, ao se aposentar você terá direito a um valor X, por prazo determinado e, expirado o prazo, a 70% de X vitaliciamente.

    3 - Pode sacar o valor todo se preferir?

    Sim, como qualquer previdência complementar, há a possibilidade do resgate. Sendo uma previdência fechada, no entanto, há regras:
    a) só depois de cessado o vínculo (por exoneração, aposentadoria, morte etc);
    b) não pode estar recebendo benefício (obviamente, não dá pra receber aposentadoria/pensão E sacar os valores do fundo)

    Outra regra diz respeito aos valores sacados. A conta referente aos seus depósitos (conta do participante) você resgata integralmente (os valores de taxas e FCBE já são descontados direto no depósito). Os valores depositados pelo patrocinador (União) também podem ser resgatados, mas não integralmente: você resgata um percentual, entre 10 e 90%, definido pelo tempo de serviço nos patrocinadores do plano (<3 = 10%; 3-6 = 20%; 6-9 = 30% .... > 24 = 90%).

    4 - Com relação a pensão, é vitalícia?

    As regras da pensão são praticamente as mesmas da aposentadoria. O que difere é que o prazo de aposentadoria você mesmo define, ao se aposentar, e a pensão é definida por uma planilha, a depender da idade do beneficiário, expectativa de sobrevida etc. No entanto, assim como em relação à aposentadoria, existe o "benefício por sobrevivência do assistido" também para a pensão, possibilitando a percepção de 70% da renda, vitaliciamente (óbvio que, para os filhos, somente até os 21 anos de idade).

    Vou colar aqui as definições do benefício, segundo o site do Funpresp:

    Renda de Aposentadoria: com prazo certo, em meses, e valor a depender do saldo acumulado na reserva individual do participante.

    Renda de Aposentadoria por Invalidez: com prazo certo, em meses, com valor a depender do saldo acumulado em sua reserva individual até o momento da solicitação e da concessão da aposentadoria por invalidez no Regime Geral de Previdência Social – RGPS ou Regime Próprio de Previdência Social – RPPS.

    Renda de Pensão por Morte: concedida aos beneficiários, com prazo certo, em meses, e com valor a depender do saldo acumulado em sua reserva individual até o momento do evento, que pode ocorrer durante o período de atividade ou na aposentadoria.

    Renda por Sobrevivência (Vitalícia): concedido àquele que ultrapassar a idade limite após o prazo de pagamento do benefício de aposentadoria ou de pensão; ou ao beneficiário de participante aposentado que faleceu em gozo do benefício por sobrevivência.



    5 - A pensionista pode optar por sacar todo o valor da previdência complementar?

    Pode sacar, mas as regras são as mesmas aplicáveis ao resgate pelo próprio servidor: ou resgata ou recebe pensão, nunca os dois ao mesmo tempo; e os valores depositados pelo patrocinador (União) não serão resgatados integralmente.

    Excelente esclarecimentos..
    Muito Obrigado
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Mindinho do Lula em Qui 15 Mar 2018, 2:32 pm

    Uma dúvida, ao escolher a alíquota entre 6 e 8,5% que eu deseje contribuir, essa escolha é irretratável ou posso mudar depois?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 3:00 pm

    Mindinho do Lula escreveu:Uma dúvida, ao escolher a alíquota entre 6 e 8,5% que eu deseje contribuir, essa escolha é irretratável ou posso mudar depois?

    Pode mudar. Tem uma periodicidade mínima pra isso, não lembro ao certo quanto tempo, mas acredito que possa ser alterada anualmente.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Inocente em Qui 15 Mar 2018, 4:05 pm

    Pessoal, quanto mais leio, menos entendo, afff
    Qual a diferença entre quem migrar até julho deste ano e quem tomar posse no serviço público da União agora? Sequer existe diferença?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Mar 2018, 4:13 pm

    Inocente escreveu:Pessoal, quanto mais leio, menos entendo, afff
    Qual a diferença entre quem migrar até julho deste ano e quem tomar posse no serviço público da União agora? Sequer existe diferença?

    Tem uma diferença: quem tinha direito à paridade/integralidade, e migrar, terá direito ao benefício especial, que é uma complementação da aposentadoria, em compensação pelo tempo que o servidor contribuiu acima do teto. Quem entra agora no serviço público, como nunca contribuiu acima do teto, não terá direito a esse benefício especial.

    À parte essa diferença, todo o resto é igual; tanto para quem optou pela migração, quanto para os que tomaram posse no serviço público federal de 2013 em diante.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Inocente em Qui 15 Mar 2018, 4:14 pm

    androsvilazza escreveu:
    Inocente escreveu:Pessoal, quanto mais leio, menos entendo, afff
    Qual a diferença entre quem migrar até julho deste ano e quem tomar posse no serviço público da União agora? Sequer existe diferença?

    Tem uma diferença: quem tinha direito à paridade/integralidade, e migrar, terá direito ao benefício especial, que é uma complementação da aposentadoria, em compensação pelo tempo que o servidor contribuiu acima do teto. Quem entra agora no serviço público, como nunca contribuiu acima do teto, não terá direito a esse benefício especial.

    À parte essa diferença, todo o resto é igual; tanto para quem optou pela migração, quanto para os que tomaram posse no serviço público federal de 2013 em diante.

    Obrigado, androsvilazza!!!

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qui 15 Mar 2018, 6:25 pm

    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:É verdade perna. Aliás essa história lembra aquela do mentiroso que mente tanto, que até quando fala a verdade, ninguém acredita. Mas sobre o funpresp em si, fico pensando se, em 2049, a sociedade vai dizer que a galera do fundo é marajá e que tem que ser revisto pq quebra o país...

    Argumento vale para os dois casos, o pessoal sem limite de teto quebra o país... etc, etc....

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qui 15 Mar 2018, 8:23 pm

    jornalista escreveu:
    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:É verdade perna. Aliás essa história lembra aquela do mentiroso que mente tanto, que até quando fala a verdade, ninguém acredita. Mas sobre o funpresp em si, fico pensando se, em 2049, a sociedade vai dizer que a galera do fundo é marajá e que tem que ser revisto pq quebra o país...

    Argumento vale para os dois casos, o pessoal sem limite de teto quebra o país... etc, etc....

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qui 15 Mar 2018, 8:27 pm

    Quanto ao valor da pensão.
    caso o servidor faleça com apenas uns tres meses de contribuição para a previdência complementar, como fica o valor da pensão?

    jornalista
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por jornalista em Qui 15 Mar 2018, 8:48 pm

    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:
    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:É verdade perna. Aliás essa história lembra aquela do mentiroso que mente tanto, que até quando fala a verdade, ninguém acredita. Mas sobre o funpresp em si, fico pensando se, em 2049, a sociedade vai dizer que a galera do fundo é marajá e que tem que ser revisto pq quebra o país...

    Argumento vale para os dois casos, o pessoal sem limite de teto quebra o país... etc, etc....

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Qui 15 Mar 2018, 9:37 pm

    jornalista escreveu:
    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:
    euvoltei escreveu:

    Argumento vale para os dois casos, o pessoal sem limite de teto quebra o país... etc, etc....

    a lembrar que dinheiro de fundo, não sai do orçamento/tributos, dinheiro de fundo tem aportes voluntários, portabilidade de dinheiro pessoal, etc...
    E o patrocinador?

    Patrocinador patrocina ativo, não aposentado.....
    Ué eu estou falando de servidor e não de aposentado.

    Olha, o argumento continua valendo pra os dois, em 2049 quando a sociedade for reclamar, quem for do fundo já vai estar com o dinheiro lá depositado e aplicado, não vai tirar um centavo do orçamento de. 2049 para valores acima do teto ,..
    Mas quem não tiver limite de teto, vai depender de um gasto mensal do orçamento de 2049, para cada centavo acima do teto, pois nem mesmo hoje o governo tem reservas..
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qui 15 Mar 2018, 11:52 pm

    Mindinho do Lula escreveu:

    E você José Barbosa, migrou pro FUNPRESP?

    Sim, migrei em setembro do ano passado. Em novembro já estava tudo "regularizado", com contribuições para o regime próprio recolhidas sobre o teto e os devidos repasses ao Funpresp.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Sex 16 Mar 2018, 8:14 am

    androsvilazza escreveu:
    Inocente escreveu:Pessoal, quanto mais leio, menos entendo, afff
    Qual a diferença entre quem migrar até julho deste ano e quem tomar posse no serviço público da União agora? Sequer existe diferença?

    Tem uma diferença: quem tinha direito à paridade/integralidade, e migrar, terá direito ao benefício especial, que é uma complementação da aposentadoria, em compensação pelo tempo que o servidor contribuiu acima do teto. Quem entra agora no serviço público, como nunca contribuiu acima do teto, não terá direito a esse benefício especial.

    À parte essa diferença, todo o resto é igual; tanto para quem optou pela migração, quanto para os que tomaram posse no serviço público federal de 2013 em diante.

    Andos, não tenho direito a paridade/integralidade, mas entrei em 2005, não terei direiro ao benefício especial?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por euvoltei em Sex 16 Mar 2018, 8:33 am

    Pelo que eu li, essa opção de migração ocorreu não porque o governo queria nos dar opções... Mas sim, porque o governo precisava de volume de servidores no funpresp para o mesmo ter escala e ser economicamente viável... Ou seja, o governo queria que o Funpresp pagasse suas própria contas... E só com novas nomeações ia demorar muuuuuito....então, ele abriu, e depois reabriu....
    Hoje, existem por volta de 10 mil servidores no funpresp, e parece que ele já está autossustentável, então, provavelmente, não haverá nova prorrogação.....
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ale1969 em Sex 16 Mar 2018, 11:02 am

    Não há um "Mundo Perfeito" dentro do serviço público. O FUNPRESP-JUD é sim uma boa alternativa, principalmente para os mais "jovens"(+/- 35 anos de idade).
    A conta é sempre individual, pois os anteriores a 2013 tem o chamado "Benefício Especial", uma espécie de isca para atrair os servidores para o plano e limitar os gastos do governo com aposentadoria ao teto do INSS + BE.
    Como sempre quem trabalha desde muito novo(antes dos 18 anos), é servidor anterior a 1998 e tem expectativa de aposentar por tempo de contribuição/idade(85/95) ficará prejudicado, pois, caso migre para o FUNPRESP, vai ter que esperar a idade mínima, hoje 55/60 anos. Talvez o ex-DG tenha começado a trabalhar mais velho(+25 anos) e não seja afetado pela limitação etária e sim o tempo de contribuição, mas isso é só uma suposição.
    Não afaste nenhuma hipótese, o certo é que a próxima reforma vai afetar a todos, uns mais outros menos.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por VN em Sex 16 Mar 2018, 12:42 pm

    Estou pensando em migrar, entrei em 2009 e sou técnico.

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