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    FUNPRESP

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Protocol em Qui 08 Nov 2018, 12:42 pm

    pernalonga escreveu:
    josebarbos escreveu:
    pernalonga escreveu:Sobre o Bolsonaro, a realidade vai se impor sobre boa parte de seus delírios

    O que classifica como "delírios"?
    É fato que um dos grandes males do país, e oculto atrás da cortina da corrupção é o corporativismo.

    Se ele pelo menos conscientizar sobre isto, fazendo o povo saber o que existe, já fará um bem enorme ao país.

    Vou citar só um exemplo, que estão debatendo aqui inclusive: lendo o noticiário político sobre a tal proposta de IR do Paulo Guedes (não há outras fontes, antes que comecem a chiar com "não é isso que ele vai fazer..."), vai representar queda estimada em 60 e tantos bilhões de reais na arrecadação federal, em plena crise fiscal. Ou seja, não será feito.
    A realidade vai se impor ao delírio, que foi ótimo pra captar votos, mas é basicamente inexequível.

    Obs: a proposta do Haddad tb representaria uma baita queda de arrecadação (30 e tantos bilhões), mas aparentemente seria menor do que a do Bolsonaro.

    Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    A do Bolsonaro (Paulo Guedes) envolve a criação de outras bases de receita para compensar a perda de arrecadação com IR, como o tal imposto sobre operações financeiras (difícil de sonegar) e tributação dos lucros e dividendos.

    A proposta do Haddad era criar alíquotas adicionais para as maiores rendas e também tributar lucros e dividendos, ou seja, tentar extrair dinheiro de quem mais sonega.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Qui 08 Nov 2018, 1:32 pm

    Protocol escreveu:
    pernalonga escreveu:
    josebarbos escreveu:
    pernalonga escreveu:Sobre o Bolsonaro, a realidade vai se impor sobre boa parte de seus delírios

    O que classifica como "delírios"?
    É fato que um dos grandes males do país, e oculto atrás da cortina da corrupção é o corporativismo.

    Se ele pelo menos conscientizar sobre isto, fazendo o povo saber o que existe, já fará um bem enorme ao país.

    Vou citar só um exemplo, que estão debatendo aqui inclusive: lendo o noticiário político sobre a tal proposta de IR do Paulo Guedes (não há outras fontes, antes que comecem a chiar com "não é isso que ele vai fazer..."), vai representar queda estimada em 60 e tantos bilhões de reais na arrecadação federal, em plena crise fiscal. Ou seja, não será feito.
    A realidade vai se impor ao delírio, que foi ótimo pra captar votos, mas é basicamente inexequível.

    Obs: a proposta do Haddad tb representaria uma baita queda de arrecadação (30 e tantos bilhões), mas aparentemente seria menor do que a do Bolsonaro.

    Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    A do Bolsonaro (Paulo Guedes) envolve a criação de outras bases de receita para compensar a perda de arrecadação com IR, como o tal imposto sobre operações financeiras (difícil de sonegar) e tributação dos lucros e dividendos.

    A proposta do Haddad era criar alíquotas adicionais para as maiores rendas e também tributar lucros e dividendos, ou seja, tentar extrair dinheiro de quem mais sonega.

    Pois é, esses senãos todos pras propostas serem efetivas (compensar as perda de arrecadação), a mim parece que vai ser bem dificil de rolar. CPMF e afins o congresso tem alergia pra encaminhar, tributação de lucros e dividendos é promessa desde a constituinte...


    Última edição por pernalonga em Qui 08 Nov 2018, 3:32 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por MConcursos em Qui 08 Nov 2018, 3:31 pm

    Essa data final para migracao de regime, se nao me engano, 03/02 do próximo ano, diz respeito a quem quer sair do rpps e entrar na funpresp com patrocínio da uniào correto? Quanto ao benefício especial, a qualquer tempo que se saia do rpps ter-se-a direito a ele?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qui 08 Nov 2018, 8:53 pm

    pernalonga escreveu:
    josebarbos escreveu:
    pernalonga escreveu:Sobre o Bolsonaro, a realidade vai se impor sobre boa parte de seus delírios

    O que classifica como "delírios"?
    É fato que um dos grandes males do país, e oculto atrás da cortina da corrupção é o corporativismo.

    Se ele pelo menos conscientizar sobre isto, fazendo o povo saber o que existe, já fará um bem enorme ao país.

    Vou citar só um exemplo, que estão debatendo aqui inclusive: lendo o noticiário político sobre a tal proposta de IR do Paulo Guedes (não há outras fontes, antes que comecem a chiar com "não é isso que ele vai fazer..."), vai representar queda estimada em 60 e tantos bilhões de reais na arrecadação federal, em plena crise fiscal. Ou seja, não será feito.
    A realidade vai se impor ao delírio, que foi ótimo pra captar votos, mas é basicamente inexequível.

    Obs: a proposta do Haddad tb representaria uma baita queda de arrecadação (30 e tantos bilhões), mas aparentemente seria menor do que a do Bolsonaro.

    Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Tá, para mim existe uma diferença clara entre delírio e ousadia.
    Vou citar aqui dados de arrecadação entre 2013 e 2017, extraídos do site da Receita Federal:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O imposto de renda é a principal fonte de arrecadação da União. Mas ele se divide em inúmeras categorias, das quais aquelas diretamente relacionadas ao trabalho são o IR Pessoa Física e o IRRF Rendimentos do Trabalho (bem conhecido dos nossos contracheques, por sinal). Obviamente, varia de ano a ano, mas estes dois representam em torno de 1/3 de todo o IR.

    (bilhões)201220132014201520162017
    IR “Trabalhador”99,4105,3114,8121,6130,2143,4
    IR “PJ”108,8126,1121,1113,4140,4120,2
    Arrecadação Total264,1292,8304,4322,1364,4356,7
    Percentual Trabalhador37,64%35,96%37,71%37,75%35,73%40,20%
    Percentual PJ41,20%43,07%39,78%35,21%38,53%33,70%

    Conclusões:
    O IPCA ao longo do período foi de 30%. Apesar da crise, a arrecadação do "IR Trabalhador" subiu acima da inflação, o que é um contrassenso, mas resulta de um acúmulo de dois fatores: alta inflação e a quase inexistente atualização da tabela, que foi corrigida em 2014 e 2015 em 5% cada, resultando em 11%, fazendo com que muitos que não eram contribuintes passassem a ser, ao passo que os que já eram passaram a pagar muito mais (inclusive migrando de faixa).
    Por outro lado, o IR PJ vem se mantendo nominalmente estável (à exceção de 2016), e caindo em termos reais e de participação. Em se considerando o pico, alcançado em 2014 (quando "tudo ia bem" na nossa economia), e simplesmente atualizá-lo pela inflação (que, como já descrito, seria inferior ao ônus transferido aos trabalhadores), os últimos quatro anos significaram uma perda de pelo menos 27 bilhões de reais. Apenas em IR PJ, apenas numa conta muito simples, apenas considerando a inflação.

    Aquele índice em que o governo tem maior controle é justamente o "IR trabalhador". E até por isto, ele nunca é o que entra nas discussões. Você não vê o jornal reclamando da perda de arrecadação pelas decisões erradas e pelo arrefecimento da economia. Não se calcula o preço de que erros crassos têm. Jogam-se sempre todos os casos no mesmo saco.

    27 bilhões.
    Proponha um sacrifício aos ministros do STF para que não se dê o reajuste agora, mas lembrando que o líquido vai melhorar, graças à nova tabela do IR. São mais 6 bilhões na conta. Os magistrados levam, de imediato, quase 2.000 reais de aumento, e boa parte da classe média da população tem um gatilho financeiro extraordinário.

    A implementação não precisa, necessariamente, ser imediata. Podemos falar em isenção de 2,5 salários mínimos e alíquota de 26% em 2019, subindo a isenção e reduzindo as alíquotas até plena implementação em 2022.

    60 bilhões é metade do nosso déficit atual, provavelmente é menos do que crescerá o déficit da previdência nos próximos quatro anos. Uma onda de crescimento e otimismo traria um expressivo aumento das outras variáveis de IR e tributos em geral, além de compensações previstas pela própria equipe econômica.

    Já tentamos o caminho de aumentar impostos e tributar mais pesadamente os trabalhadores, resultando apenas em mais sonegação e retração econômica. Está na hora de inverter o ponto de vista.

    Claro que é viável. Ideias malucas ou delírios é baixar energia na caneta. Veja no que isto resultou.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qui 08 Nov 2018, 9:06 pm

    pernalonga escreveu:[
    Pois é, esses senãos todos pras propostas serem efetivas (compensar as perda de arrecadação), a mim parece que vai ser bem dificil de rolar. CPMF e afins o congresso tem alergia pra encaminhar, tributação de lucros e dividendos é promessa desde a constituinte...
    Lucros e dividendos eram tributados em 15% até 1995. A partir de 1996, graças à Lei n. 9.249/95, passou a se tributar apenas o lucro, mas em 34% (uma alíquota bastante elevada), que visava simplificar a fiscalização e inibir a sonegação, posto que o volume de uma PJ é consideravelmente maior.

    Voltar a tributar dividendos pode ter um impacto gigantesco na bolsa e contraria o conceito de bitributação. No longo prazo, desincentiva processos de abertura de capital e penaliza muito mais o grande do que o pequeno investidor.

    Uma alternativa muito mais eficiente seria acabar com as brechas que hoje existem para se chegar à base de cálculo, e que tornam as alíquotas efetivas bem mais baixas do que aquelas almejadas. Além disto, muito provavelmente, de alguma forma haveria pressão para redução da alíquota das pessoas jurídicas, até mesmo para não caracterizar um confisco.

    O Brasil não precisa de mais tributo, e sim de menos, de maneira mais clara, transparente e estável. E gastar bem aquilo que arrecada.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qui 08 Nov 2018, 9:09 pm

    MConcursos escreveu:Essa data final para migracao de regime, se nao me engano, 03/02 do próximo ano, diz respeito a quem quer sair do rpps e entrar na funpresp com patrocínio da uniào correto? Quanto ao benefício especial, a qualquer tempo que se saia do rpps ter-se-a direito a ele?

    É o "contrário".

    O prazo de 03/02 é para você migrar da forma de regime: da integralidade/integralidade e paridade para o limitado ao teto. Para todos os efeitos, você ainda continua no RPPS, só se alteram os limites.

    A adesão ao funpresp pode ocorrer a qualquer tempo. E, em você estando no regime de contribuir até o teto e ter uma remuneração de participação acima dele, a receberá.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por pernalonga em Sex 09 Nov 2018, 11:44 am

    josebarbos escreveu:
    pernalonga escreveu:[
    Pois é, esses senãos todos pras propostas serem efetivas (compensar as perda de arrecadação), a mim parece que vai ser bem dificil de rolar. CPMF e afins o congresso tem alergia pra encaminhar, tributação de lucros e dividendos é promessa desde a constituinte...
    Lucros e dividendos eram tributados em 15% até 1995. A partir de 1996, graças à Lei n. 9.249/95, passou a se tributar apenas o lucro, mas em 34% (uma alíquota bastante elevada), que visava simplificar a fiscalização e inibir a sonegação, posto que o volume de uma PJ é consideravelmente maior.

    Voltar a tributar dividendos pode ter um impacto gigantesco na bolsa e contraria o conceito de bitributação. No longo prazo, desincentiva processos de abertura de capital e penaliza muito mais o grande do que o pequeno investidor.

    Uma alternativa muito mais eficiente seria acabar com as brechas que hoje existem para se chegar à base de cálculo, e que tornam as alíquotas efetivas bem mais baixas do que aquelas almejadas. Além disto, muito provavelmente, de alguma forma haveria pressão para redução da alíquota das pessoas jurídicas, até mesmo para não caracterizar um confisco.

    O Brasil não precisa de mais tributo, e sim de menos, de maneira mais clara, transparente e estável. E gastar bem aquilo que arrecada.

    Tem razão, confundi imposto sobre grandes fortunas (esse sim promessa desde a constituinte) com a tributação dos lucros e dividendos
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qua 14 Nov 2018, 1:18 pm

    Amigos resolvi migrar.

    Alguém pode me dizer sobre quais parcelas incide o desconto além do vencimento básico.
    GAJ? auxílios? Função? treinamento?

    Com relação aos descontos para dependentes do IR, terei desconto no IR pagando o FUNPRESP?
    Qual o melhor regime de tributação, o progressivo ou regressivo?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 14 Nov 2018, 1:25 pm

    pernalonga escreveu:
    josebarbos escreveu:
    pernalonga escreveu:[
    Pois é, esses senãos todos pras propostas serem efetivas (compensar as perda de arrecadação), a mim parece que vai ser bem dificil de rolar. CPMF e afins o congresso tem alergia pra encaminhar, tributação de lucros e dividendos é promessa desde a constituinte...
    Lucros e dividendos eram tributados em 15% até 1995. A partir de 1996, graças à Lei n. 9.249/95, passou a se tributar apenas o lucro, mas em 34% (uma alíquota bastante elevada), que visava simplificar a fiscalização e inibir a sonegação, posto que o volume de uma PJ é consideravelmente maior.

    Voltar a tributar dividendos pode ter um impacto gigantesco na bolsa e contraria o conceito de bitributação. No longo prazo, desincentiva processos de abertura de capital e penaliza muito mais o grande do que o pequeno investidor.

    Uma alternativa muito mais eficiente seria acabar com as brechas que hoje existem para se chegar à base de cálculo, e que tornam as alíquotas efetivas bem mais baixas do que aquelas almejadas. Além disto, muito provavelmente, de alguma forma haveria pressão para redução da alíquota das pessoas jurídicas, até mesmo para não caracterizar um confisco.

    O Brasil não precisa de mais tributo, e sim de menos, de maneira mais clara, transparente e estável. E gastar bem aquilo que arrecada.

    Tem razão, confundi imposto sobre grandes fortunas (esse sim promessa desde a constituinte) com a tributação dos lucros e dividendos

    Eu ouvi alguma coisa dizendo que a tributação de lucros e dividendos seria bitributação, pois já é tributada a pessoa jurídica.
    Se for adotada a tributação sobre os dividendos, a pessoa jurídica deixará de ser tributada na parcela que destinar aos dividendos, os quais serão tributados quando o acionista receber.
    No final, daria na mesma.
    Porém, haveria uma vantagem: a parcela dos lucros que não é distribuída, ficaria nos cofres da empresa e teoricamente, seria reaplicada para o crescimento da empresa, gerando mais lucros, mais impostos e mais empregos.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por androsvilazza em Qua 14 Nov 2018, 1:58 pm

    ptralhasnopoder escreveu:Amigos resolvi migrar.

    Alguém pode me dizer sobre quais parcelas incide o desconto além do vencimento básico.
    GAJ? auxílios? Função? treinamento?

    Com relação aos descontos para dependentes do IR, terei desconto no IR pagando o FUNPRESP?
    Qual o melhor regime de tributação, o progressivo ou regressivo?

    Incide o desconto sobre:

    VB e GAJ, sempre;
    FC e Adicionais de qualificação, caso você tenha optado pelo desconto na hora da opção - tem um campo no formulário em que você escolhe se o desconto vai incidir sobre esses valores ou não (a opção pode ser feita depois, tanto pra incluir quanto para excluir o desconto).

    Não incide sobre auxílios.

    Quanto aos descontos para dependentes, o Funpresp não interfere nesse valor, os descontos continuam valendo. Da mesma forma, o valor destinado ao Funpresp tem de ser excluído da sua base de cálculo para desconto do IRRF mensal. Ou seja, se na soma RPPS + Funpresp você destinar o mesmo valor que antes da migração, o valor de IR descontado mensalmente também deve continuar o mesmo.

    E quanto ao regime de tributação, depende. Mas é 99% de chance de que o regressivo seja melhor.

    Há duas situações em que o progressivo é melhor: 1) caso a renda mensal a receber futuramente seja menor que 2.826 reais (faixa em que a alíquota é de até 7,5%); 2) caso você pretenda resgatar no curtíssimo prazo (antes de 6 anos).

    Acredito que você não se enquadre em nenhuma das duas situações, então o regime regressivo será melhor para você.

    Vale lembrar que a opção pelo regime regressivo é irretratável, então caso você ainda esteja em dúvida, e queira estudar melhor os dois regimes, opte pelo progressivo e se for o caso, futuramente, faça a decisão pelo regime regressivo em caráter definitivo.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Sex 16 Nov 2018, 7:10 am

    androsvilazza escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Amigos resolvi migrar.

    Alguém pode me dizer sobre quais parcelas incide o desconto além do vencimento básico.
    GAJ? auxílios? Função? treinamento?

    Com relação aos descontos para dependentes do IR, terei desconto no IR pagando o FUNPRESP?
    Qual o melhor regime de tributação, o progressivo ou regressivo?

    Incide o desconto sobre:

    VB e GAJ, sempre;
    FC e Adicionais de qualificação, caso você tenha optado pelo desconto na hora da opção - tem um campo no formulário em que você escolhe se o desconto vai incidir sobre esses valores ou não (a opção pode ser feita depois, tanto pra incluir quanto para excluir o desconto).

    Não incide sobre auxílios.

    Quanto aos descontos para dependentes, o Funpresp não interfere nesse valor, os descontos continuam valendo. Da mesma forma, o valor destinado ao Funpresp tem de ser excluído da sua base de cálculo para desconto do IRRF mensal. Ou seja, se na soma RPPS + Funpresp você destinar o mesmo valor que antes da migração, o valor de IR descontado mensalmente também deve continuar o mesmo.

    E quanto ao regime de tributação, depende. Mas é 99% de chance de que o regressivo seja melhor.

    Há duas situações em que o progressivo é melhor: 1) caso a renda mensal a receber futuramente seja menor que 2.826 reais (faixa em que a alíquota é de até 7,5%); 2) caso você pretenda resgatar no curtíssimo prazo (antes de 6 anos).

    Acredito que você não se enquadre em nenhuma das duas situações, então o regime regressivo será melhor para você.

    Vale lembrar que a opção pelo regime regressivo é irretratável, então caso você ainda esteja em dúvida, e queira estudar melhor os dois regimes, opte pelo progressivo e se for o caso, futuramente, faça a decisão  pelo regime regressivo em caráter definitivo.

    Obrigado colega
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Sex 23 Nov 2018, 10:00 pm

    Prezados participantes...

    Está aberta a votação para o conselho deliberativo e fiscal da funpresp...
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    Dado que participante, estou deveras interessado em contribuir com alguma chapa de servidores.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Seg 26 Nov 2018, 10:02 am

    Alguém pode informar quem é o órgão patrocinador?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Ter 27 Nov 2018, 7:53 pm

    ptralhasnopoder escreveu:Alguém pode informar quem é o órgão patrocinador?

    No Funpresp-Jud são vários, posto que cada tribunal possui orçamento independente.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qua 28 Nov 2018, 1:08 pm

    josebarbos escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Alguém pode informar quem é o órgão patrocinador?

    No Funpresp-Jud são vários, posto que cada tribunal possui orçamento independente.

    Beleza, então preenche no campo órgão patrocinador o TRIBUNAL a qual está vinculado.

    Obrigado
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Sigma em Seg 03 Dez 2018, 11:40 am

    Proposta de reforma dobra contribuição de servidor público à previdência

    Projeto preparado pelos economistas Armínio Fraga e Paulo Tafner – e sugerido à equipe de Jair Bolsonaro – propõe desconto de até 22% do salário para equilibrar regimes de previdência do setor público

    Fernando Jasper  [03/12/2018]  [09h10]

    Em meio à intenção do governo eleito de mudar as regras de aposentadoria, ressurgem propostas de elevar a contribuição à Previdência dos servidores públicos. Um dos projetos entregues à equipe de Jair Bolsonaro (PSL) prevê que as alíquotas atuais, de 11% na maioria dos casos, subam para até 22% para equilibrar as contas dos chamados regimes próprios de estados, municípios e da União.

    Caso seja aceita pelo futuro presidente, a ideia provavelmente enfrentará dificuldades no Congresso, onde a pressão de categorias organizadas costuma impedir o avanço de pautas que prejudiquem o funcionalismo. Se for aprovada pelos parlamentares, pode ainda vir a ser barrada pela Justiça.

    Na União, a alíquota é de 11%. No fim de 2017, o presidente Michel Temer editou uma medida provisória que elevava o desconto – no caso de valores que superassem o teto do INSS – para 14%. A medida logo foi suspensa por liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), e meses depois perdeu validade porque não chegou a ser votada pelo Congresso.

    SAIBA MAIS:O que há de novo na reforma sugerida a Bolsonaro

    Se tivesse entrado em vigor, a lei federal poderia afetar também os funcionários estaduais e municipais, porque o artigo 149 da Constituição estabelece que a alíquota da União serve de piso para os demais entes.

    Dezesseis estados e o Distrito Federal descontam 11% de seus funcionários. Os outros cobram mais, com alíquotas que em geral variam de 12% a 14%. Em Goiás, maior alíquota do país, a contribuição é de 14,25% desde o início do ano passado.

    O aumento da contribuição foi a forma encontrada por diferentes governos para dar conta das despesas com aposentadorias e pensões, que consomem fatia crescente dos orçamentos. Mas, acionada por associações de servidores, que alegam a prática de “confisco”, a Justiça muitas vezes impede o reajuste da alíquota.

    “Quando a gente olha os dados dos fundos de previdência do setor público, uma alíquota de 11%, como a atual, é mesmo insuficiente para cobrir as despesas. E a sociedade precisa ser informada dessa dificuldade. Mas é possível aprovar o aumento das alíquotas? Acho muito difícil”, diz Luis Eduardo Afonso, professor da USP e especialista em Previdência. “E o que o novo governo realmente colocará sobre a mesa é, neste momento, uma grande incógnita, porque ele manda sinais contraditórios sobre o que pretende fazer com a Previdência.”

    Uma tentativa de aumentar as alíquotas enfrentará a resistência do funcionalismo. “Não posso concordar com confisco. Uma alíquota de 22% significa dobrar a contribuição na maioria dos casos”, diz Antonio Tuccilio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP). “O Brasil inteiro precisa colaborar, os servidores também. Estamos vivendo um pouco mais, precisamos contribuir um pouco mais. Mas as propostas têm de ser discutidas profundamente.”

    A proposta de Paulo Tafner e Armínio Fraga

    A reforma da Previdência elaborada pelos economistas Paulo Tafner e Armínio Fraga – que foi concluída pouco antes das eleições e depois sugerida à equipe do presidente eleito – propõe que a alíquota previdenciária “básica” dos servidores públicos possa ser elevada ou reduzida “de acordo com a necessidade para garantir equilíbrio atuarial”.

    O texto também autoriza a criação de uma alíquota “suplementar”. E estabelece que, na soma das duas alíquotas, a básica e a suplementar, a contribuição pode chegar a 22% dos vencimentos de servidores ativos e inativos e de pensionistas.

    Além disso, os regimes próprios de Previdência – da União, de estados e municípios – ficam obrigados a definir planos de equacionamento do déficit atuarial. Se necessário, os entes podem repassar ativos para capitalizar esses regimes.

    O tal equilíbrio atuarial, mencionado na proposta, é a garantia de que o fluxo de receitas projetado para o regime previdenciário no futuro seja suficiente para pagar as despesas esperadas. É uma exigência da própria Constituição: o artigo 40 determina que os regimes próprios precisam adotar critérios que garantam o equilíbrio presente e futuro de suas contas.

    É algo que, no entanto, parece impossível nas condições atuais. Os regimes próprios fecham no vermelho todo ano – em 2016, por exemplo, o rombo das previdências da União, estados e municípios foi de R$ 171 bilhões –, e as perspectivas para as próximas décadas são sombrias.

    Relatório publicado no fim de 2017 pelo Tesouro Nacional estimou em R$ 1,36 trilhão o déficit atuarial do regime próprio dos servidores da União. No caso dos estados e municípios, o descompasso entre receitas e despesas futuras chega a R$ 5,4 trilhões.

    Somando todos os entes, o passivo estimado para a Previdência de todo o setor público é de R$ 6,76 bilhões. É mais que toda a riqueza produzida pelo país ao longo de um ano – em 2017, o PIB brasileiro foi de R$ 6,56 trilhões. Uma vez que as contribuições não são suficientes para bancar os benefícios, quem cobre essa diferença são os cofres públicos, isto é, dinheiro do contribuinte.

    A situação de estados e municípios é mais delicada porque, ao contrário da União, eles não podem emitir títulos de dívida para se financiar. Por isso, o atraso de salários e benefícios tornou-se tão comum Brasil afora. Em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o pagamento de aposentadorias e pensões já consome mais da metade da folha de pagamento.

    Nem alíquota de 22% equilibra Previdência do setor público, diz economista

    Elevar a alíquota cobrada dos servidores para 22% parece um exagero, mas nem ela seria suficiente para equilibrar as finanças das previdências públicas. Segundo estimativas do economista Pedro Fernando Nery, consultor legislativo do Senado, para zerar o déficit com aumentos proporcionais das contribuições tanto do empregado (o servidor) quanto do empregador (o setor público, que hoje contribui com 22%), a alíquota cobrada do funcionalismo teria de subir para cerca de 25% nos estados e 26% na União.

    “Em 2016, a contribuição do servidor bancava apenas 15% da despesa previdenciária dos estados e 17% dos gastos da União com seu regime próprio. Nos dois casos, mais de 80% das despesas são pagas pelos contribuintes”, diz Nery, que neste mês lança o livro “Reforma da Previdência: Por que o Brasil não pode esperar”, em parceria com Paulo Tafner.

    Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, uma contribuição maior tende a ser necessária para equacionar o déficit atuarial. Mas ele defende que, antes, o setor público adote outras medidas.

    “Tem de esgotar tudo o que puder fazer em matéria de aporte de ativos, para capitalizar os regimes próprios. E em matéria de reformas nas regras para reduzir as despesas com benefícios. E depois, quando não houver mais nenhuma outra possibilidade, elevar a alíquota”, diz Velloso. “Não adianta aumentar de imediato a contribuição para 22% e depois ver o que mais se deve fazer para fechar as contas.”

    Idade mínima, transição, regra de cálculo: outras mudanças propostas para servidores

    Além de propor o aumento da contribuição para equilibrar os regimes próprios de previdência, o projeto de Tafner e Fraga propõe que a idade mínima de aposentadoria dos funcionários públicos, hoje de 55 anos para mulheres e 60 para homens, chegue a 65 anos para ambos os sexos, após um período de transição de dez anos.

    Sugere que a transição seja mais dura para os que desejarem garantir integralidade (benefício igual ao último salário) e paridade (reajustes iguais ao do pessoal da ativa), vantagens hoje garantidas para quem ingressou no serviço público até 2003.

    Ainda de acordo com a proposta, a regra de cálculo dos benefícios dos servidores passa a ser igual à do INSS. E todos os funcionários públicos ficarão submetidos às novas normas: o texto dos economistas destaca que juízes, procuradores, promotores e diplomatas também terão de obedecê-las.

    Pelo projeto, agentes públicos – prefeitos, governadores, presidente da República e parlamentares – serão vinculados ao INSS, e não a regimes próprios.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Correr Atrás em Seg 17 Dez 2018, 6:48 pm

    A rentabilidade real no acumulado até novembro está em 4,6%.
    Boa.

    Meu único receio é na reforma tirarem o aporte da União.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por AnalistaTrabalhista em Ter 18 Dez 2018, 2:39 pm

    Correr Atrás escreveu:A rentabilidade real no acumulado até novembro está em 4,6%.
    Boa.

    Meu único receio é na reforma tirarem o aporte da União.

    Se não tiver mais patrocinador, não há rentabilidade de 4 a 5% que segure o FUNPRESP, considerando a alta taxa de carregamento de 7% (ainda que deve baixar para 6% em abril/2019).

    A solução nestes casos seria a migração para planos de previdência sem taxa de carregamento e com baixa taxa de administração (se é que tem algum assim).

    Mas acredito que o aporte do patrocinador deverá permanecer para sobrevivência do fundo.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Ter 18 Dez 2018, 3:57 pm

    AnalistaTrabalhista escreveu:
    Correr Atrás escreveu:A rentabilidade real no acumulado até novembro está em 4,6%.
    Boa.

    Meu único receio é na reforma tirarem o aporte da União.

    Se não tiver mais patrocinador, não há rentabilidade de 4 a 5% que segure o FUNPRESP, considerando a alta taxa de carregamento de 7% (ainda que deve baixar para 6% em abril/2019).

    A solução nestes casos seria a migração para planos de previdência sem taxa de carregamento e com baixa taxa de administração (se é que tem algum assim).

    Mas acredito que o aporte do patrocinador deverá permanecer para sobrevivência do fundo.

    Muito pior que a taxa de carregamento é o impacto tributário que pode ocorrer, haja vista que as contribuições patrocinadas são integralmente dedutíveis e não impactam nos 12% destinados à previdência complementar. A parcela sem contrapartida migra automaticamente para o limite dos 12% e aí, que já o utiliza por completo ou próximo disto, terá perdas. Ainda que seja uma minoria, neste caso há aumento.

    Outro ponto é que sem contrapartida, que gera carregamento, a taxa necessariamente teria que subir. FCBE idem, e o que iria para a poupança, de fato, seria uma parcela ínfima da contribuição.

    Resumindo, a única alternativa viável para o governo acabar com a contrapartida seria extinguindo o FUNPRESP e permitindo alguma forma de plano privado, que deveria adotar as mesmas regras de resgate.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Ter 18 Dez 2018, 3:59 pm

    Pessoal, para aqueles que pretendem fazer algum aporte previdenciário, aproveitando a grana do 13o, fiz uma planilha para verificar o valor a destinar a previdência privada, seja o Funpresp ou a qualquer outro fundo:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Trata-se de uma referência, apenas, mas serve para planejamento, e até incentivo.

    Quem consegue juntar R$ 10.000,00 em contribuições adicionais de previdência privada acaba vendo R$ 2.750,00 na sua restituição.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Qua 09 Jan 2019, 3:03 pm

    Boa tarde

    Alguém já deu uma olhada no edital 1.2019 do FUNPRESP.
    Achei interessante

    1 Contratação de seguro específico para cobertura adicional de riscos atuariais decorrentes da
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Qua 09 Jan 2019, 7:28 pm

    ptralhasnopoder escreveu:Boa tarde

    Alguém já deu uma olhada no edital 1.2019 do FUNPRESP.
    Achei interessante

    1 Contratação de seguro específico para cobertura adicional de riscos atuariais decorrentes da
    concessão de benefício de invalidez e morte de participantes do Plano de Benefícios do Poder
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    Sim, esta hipótese já vem sendo anunciada há algum tempo. Eu mesmo deixei de contratar seguro de vida na expectativa desta ser uma ótima oportunidade sob o ponto de vista custo x benefício x burocracia.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Khal Drogo em Qui 10 Jan 2019, 12:17 pm

    Tb estou no aguardo desse resultado.
    No exec. o custo beneficio foi bom. Vamos esperar.

    josebarbos escreveu:
    ptralhasnopoder escreveu:Boa tarde

    Alguém já deu uma olhada no edital 1.2019 do FUNPRESP.
    Achei interessante

    1 Contratação de seguro específico para cobertura adicional de riscos atuariais decorrentes da
    concessão de benefício de invalidez e morte de participantes do Plano de Benefícios do Poder
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    Sim, esta hipótese já vem sendo anunciada há algum tempo. Eu mesmo deixei de contratar seguro de vida na expectativa desta ser uma ótima oportunidade sob o ponto de vista custo x benefício x burocracia.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por ptralhasnopoder em Sex 11 Jan 2019, 1:19 pm

    Que bom.
    E ainda abate no Imposto de renda.
    Lá no FUNPRESP EXE também já tem empréstimos consignados.
    Seria bom o FUNPRESP JUD implantar também Consignados e financiamento imobiliário.
    A PREVI Do Banco do Brasil oferece taxas excelentes
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Correr Atrás em Sex 11 Jan 2019, 7:58 pm

    josebarbos escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:
    Correr Atrás escreveu:A rentabilidade real no acumulado até novembro está em 4,6%.
    Boa.

    Meu único receio é na reforma tirarem o aporte da União.

    Se não tiver mais patrocinador, não há rentabilidade de 4 a 5% que segure o FUNPRESP, considerando a alta taxa de carregamento de 7% (ainda que deve baixar para 6% em abril/2019).

    A solução nestes casos seria a migração para planos de previdência sem taxa de carregamento e com baixa taxa de administração (se é que tem algum assim).

    Mas acredito que o aporte do patrocinador deverá permanecer para sobrevivência do fundo.

    Muito pior que a taxa de carregamento é o impacto tributário que pode ocorrer, haja vista que as contribuições patrocinadas são integralmente dedutíveis e não impactam nos 12% destinados à previdência complementar. A parcela sem contrapartida migra automaticamente para o limite dos 12% e aí, que já o utiliza por completo ou próximo disto, terá perdas. Ainda que seja uma minoria, neste caso há aumento.

    Outro ponto é que sem contrapartida, que gera carregamento, a taxa necessariamente teria que subir. FCBE idem, e o que iria para a poupança, de fato, seria uma parcela ínfima da contribuição.

    Resumindo, a única alternativa viável para o governo acabar com a contrapartida seria extinguindo o FUNPRESP e permitindo alguma forma de plano privado, que deveria adotar as mesmas regras de resgate.

    Outro medo que tenho, além da retirada do aporte da União, seria o impacto do rebaixamento do teto.
    Quando migramos o benefício especial foi calculado na data da migração considerando o teto dessa ocasião.
    Se esse teto for rebaixado perderemos os valores pagos após a migração acima do novo teto e abaixo do teto novo?
    Ou vão recalcular o benefício especial pelo novo teto rebaixado?
    Mesmo nesta hipótese a soma do novo benefício especial com o novo teto daria menos que a soma do teto atual com o benefício especial calculado pelo teto atual.
    O que acha?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por lobodosmares em Sab 12 Jan 2019, 9:31 am

    Pra mim essa Funpresp não passa de mais um canto da sereia, faz de boazinha agora pra juntar um bom bolo e lááá na frente vira um Postalis, eu sei que é pensar muito pessimista, mas no Brasil o ideal é sermos mais realistas e vermos no que que as coisas realmente dão, eu preferiria não colocar nada no FUNPRESP e fazer aplicações por conta própria mesmo, não confio em nada que venha do governo. O passado nos mostrou isso e o presente parece que tá indo na mesma direção.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por MConcursos em Sab 12 Jan 2019, 11:38 am

    Lobodosmares vc saiu do regime proprio e ficou por conta própria?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por lobodosmares em Sab 12 Jan 2019, 12:15 pm

    MConcursos escreveu:Lobodosmares vc saiu do regime proprio e ficou por conta própria?

    Ainda nao, ninguem consegue me tesponder perguntas do tipo “ e as contribuicoes a maior que eu ja fiz?.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por MConcursos em Sab 12 Jan 2019, 4:00 pm

    Lobodosmares que eu saiba colega, essas contribuicoes a maior retornariam em forma de beneficio especial.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Dom 13 Jan 2019, 6:34 pm

    Correr Atrás escreveu:
    josebarbos escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:
    Correr Atrás escreveu:A rentabilidade real no acumulado até novembro está em 4,6%.
    Boa.

    Meu único receio é na reforma tirarem o aporte da União.

    Se não tiver mais patrocinador, não há rentabilidade de 4 a 5% que segure o FUNPRESP, considerando a alta taxa de carregamento de 7% (ainda que deve baixar para 6% em abril/2019).

    A solução nestes casos seria a migração para planos de previdência sem taxa de carregamento e com baixa taxa de administração (se é que tem algum assim).

    Mas acredito que o aporte do patrocinador deverá permanecer para sobrevivência do fundo.

    Muito pior que a taxa de carregamento é o impacto tributário que pode ocorrer, haja vista que as contribuições patrocinadas são integralmente dedutíveis e não impactam nos 12% destinados à previdência complementar. A parcela sem contrapartida migra automaticamente para o limite dos 12% e aí, que já o utiliza por completo ou próximo disto, terá perdas. Ainda que seja uma minoria, neste caso há aumento.

    Outro ponto é que sem contrapartida, que gera carregamento, a taxa necessariamente teria que subir. FCBE idem, e o que iria para a poupança, de fato, seria uma parcela ínfima da contribuição.

    Resumindo, a única alternativa viável para o governo acabar com a contrapartida seria extinguindo o FUNPRESP e permitindo alguma forma de plano privado, que deveria adotar as mesmas regras de resgate.

    Outro medo que tenho, além da retirada do aporte da União, seria o impacto do rebaixamento do teto.
    Quando migramos o benefício especial foi calculado na data da migração considerando o teto dessa ocasião.
    Se esse teto for rebaixado perderemos os valores pagos após a migração acima do novo teto e abaixo do teto novo?
    Ou vão recalcular o benefício especial pelo novo teto rebaixado?
    Mesmo nesta hipótese a soma do novo benefício especial com o novo teto daria menos que a soma do teto atual com o benefício especial calculado pelo teto atual.
    O que acha?

    Em tese, não é possível baixar o teto. O máximo que o governo consegue é tornar seu valor real um pouco menor, mediante distorção do índice utilizado para correções (INPC), e que isto não é gratuito: ele tem que abrir mão de arrecadação, ainda que parcial, pela falta de correção. E, ao menos em tese, esta é a "picanha" das contribuições, de trabalhadores formais que tem boa renda e fazem gordas contribuições previdenciárias, com absoluta regularidade.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Dom 13 Jan 2019, 6:44 pm

    lobodosmares escreveu:Pra mim essa Funpresp não passa de mais um canto da sereia, faz de boazinha agora pra juntar um bom bolo e lááá na frente vira um Postalis, eu sei que é pensar muito pessimista, mas no Brasil o ideal é sermos mais realistas e vermos no que que as coisas realmente dão, eu preferiria não colocar nada no FUNPRESP e fazer aplicações por conta própria mesmo, não confio em nada que venha do governo. O passado nos mostrou isso e o presente parece que tá indo na mesma direção.

    Existem mais de 300 fundações de previdência fechada no Brasil. Curiosamente, todas as que tem problemas relacionados à corrupção contam-se nos dedos. E, em geral, para não dizer todos, eram sistemas que já tinham falhas, ou seja, a própria dificuldade de se apurar as contas pode servir como um facilitador para os desvios.

    Pegando a FUNCEF, que é um caso que conheço parcialmente, da época que trabalhei na Caixa (e me arrependi de não ter filiado), existe um monte de passivos: supostas faltas de repasse da patrocinadora cuja cifra já era bilionária no século passado, passivos referentes a ações trabalhistas (peguei a época que a CEF chegou a permitir que você exercesse função por minutos, além de inúmeras questões referentes a assédio), investimentos para lá de duvidosos, além do plano que era claramente insustentável.

    Devemos, sim, observar tais casos para impedir que se repita na Funpresp-Jud. Mas também entender como conceitualmente são fundações radicalmente diferentes em termos de perfil.

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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Correr Atrás em Seg 14 Jan 2019, 5:23 pm

    Fechou dezembro.
    Rentabilidade de 8,87%.
    Rentabilidade real de 4,94%.
    Tá bom?
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Correr Atrás em Seg 14 Jan 2019, 5:49 pm

    OS PONTOS QUE DEVEM MUDAR NA APOSENTADORIA

    By Funpresp-Jud Posted 14 de janeiro de 2019 In Destaques, Patrocinador
    0
    Proposta que deve chegar nos próximos dias às mãos de Bolsonaro deve prever capitalização para quem entrar no mercado de trabalho após a reforma e tiver renda acima de determinado valor
    A reforma da Previdência recebe, nos próximos dias, os últimos ajustes antes de ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro. A equipe econômica ainda não bateu o martelo sobre os detalhes da proposta, mas adiantou alguns pontos básicos que devem afetar a vida de praticamente todos os brasileiros. As mudanças serão propostas pelo Palácio do Planalto, mas ficarão durante meses nas mãos dos parlamentares, que serão os principais responsáveis pelo texto final.

    A ideia do governo é que quem entrar no mercado de trabalho, a partir de agora, passe a poupar dinheiro em uma conta individual para pagar pela própria aposentadoria no futuro — o chamado regime de capitalização. Quem já contribui para o sistema atual precisará encarar algumas mudanças nas regras. “Não vai ser exatamente um novo regime, mas uma mistura dos dois”, explica uma fonte a par das negociações.

    A primeira delas é o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria, com diferenciação entre homens e mulheres. Várias propostas têm sido estudadas sobre o assunto, considerado essencial para conter as aposentadorias precoces. Uma das opções é retomar o que ficou na versão final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, do ex-presidente Michel Temer, após as várias mudanças feitas pelos deputados: 62 anos para mulheres e 65, para homens, com transição de 20 anos.
    O corte começaria a valer com idade mínima de 57/60 e, a partir da aprovação da reforma, seria acrescentado um ano nessa conta a cada dois anos, até chegar aos 62/65. Depois, continuaria subindo de acordo com o aumento da expectativa de sobrevida da população. A regra seria a mesma para os servidores públicos, cuja idade mínima atual é de 55/60.

    Embora Bolsonaro tenha anunciado recentemente que a idade mínima seria de 57/62, essa opção é uma das menos discutidas pela equipe econômica, por ser considerada insuficiente. Não daria margem para negociação no Congresso. A transição também ainda está em estudo, mas, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá a “mesma profundidade” da que havia sido proposta por Temer, de 20 anos.
    Classe média
    A proposta de capitalização afetará diretamente a vida dos contribuintes de classe média, se for adotada alguma das ideias estudadas atualmente pelo governo. Todas mantêm, em algum nível, um sistema de repartição para quem recebe menos que algo entre R$ 2,2 mil e R$ 3,9 mil (corte a definir). Quem ganha mais que isso passaria a ser vinculado obrigatoriamente às contas individuais. Alguma parcela do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderia ser usada para manter essas contas. Como valeria apenas para os novos contribuintes, a mudança demoraria pelo menos 30 anos para fazer efeito, quando eles se aposentarem. “É uma forma de plantar uma semente para o futuro, mas não teria impacto agora”, explica o economista Pedro Nery, autor do livro Reforma da Previdência – Por que o Brasil não pode esperar, também assinado pelo economista Paulo Tafner.

    Um dos problemas que têm gerado divergências na equipe econômica é justamente como cobrir o custo de transição ao longo desse tempo. Ao migrar para a capitalização, o dinheiro das contribuições deixaria de ir para o INSS e passaria para o mercado financeiro, deixando os beneficiários atuais desamparado. Por isso, é “evidente a necessidade de formatar um fundo de compensação”, diz o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. A dúvida é sobre de onde virão os recursos. “Isso ainda está sendo decidido.”

    Uma das sugestões é criar um fundo com valores de várias origens, como os 40% do PIS que hoje são repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outras fontes. A ideia partiu do economista Hélio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), e foi apresentada por emenda na comissão especial que aprovou a PEC de Temer. Ela já está pronta para ser votada no plenário da Câmara e poderia ser retomada adotando essa sugestão.
    Zylberstajn sugere a capitalização compulsória para quem nasceu a partir de 2005 e entrar no mercado de trabalho de 2020 para a frente. Quem receber menos de R$ 2,2 mil por mês não precisaria migrar para contas individuais. Outra proposta, feita por uma equipe de especialistas que inclui os economistas Paulo Tafner, Leonardo Rolim (atual secretário de Previdência) e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, sugere que o novo regime seja obrigatório para os nascidos a partir de 2014, que recebam mais que R$ 3,9 mil por mês.
    Um dos medos dos contribuintes, quando se fala em capitalização, é o risco de que o retorno futuro seja menor do que um salário mínimo mensal, como aconteceu no Chile recentemente, 30 anos depois de o governo privatizar e capitalizar a Previdência. Muitos chilenos não conseguiram acumular uma poupança digna. “O assunto é muito mais complexo do que introduzir uma idade mínima. Precisaria de meses de discussão com a sociedade e com a classe política para não cairmos nos mesmos erros do Chile”, avalia a advogada Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

    Para dissipar essas preocupações, a lógica com a qual o governo tem trabalhado é a mesma sugerida pelo Banco Mundial, de não sustentar a Previdência em apenas um pilar. No Brasil, manter apenas o sistema de repartição levou ao deficit bilionário, que deve chegar a R$ 308 bilhões este ano. Mas ter somente capitalização, como aconteceu no Chile, poderia resultar em um caos ainda maior, com pessoas recebendo aposentadorias abaixo do salário mínimo. “A ideia é adotar um sistema que não se sustente em apenas um desses pilares, mas que garanta uma renda mínima para todos quando chegarem aos 65 anos”, diz Zylberstajn.
    Medidas polêmicas
    Alterações no sistema de aposentadorias, consideradas fundamentais para reduzir o desequilíbrio das contas públicas, vão mexer com a vida dos cidadãos

    COMO É
    Solidário
    O regime adotado atualmente é o de repartição, pelo qual os trabalhadores da ativa pagam os benefícios de quem já está aposentado.
    Insustentável
    Com o envelhecimento da população, a cada ano tem mais gente recebendo e menos gente pagando, o que gera o deficit da Previdência.
    Desigual
    Servidores públicos se aposentam com idade mínima de 60 anos (homens) e 55 (mulheres), enquanto trabalhadores da iniciativa privada podem se aposentar a qualquer idade, desde que tenham contribuído por 35 anos (homens) ou 30 anos (mulheres).
    Especial
    Há regras diferenciadas para professores, militares e aposentadoria rural.
    Mínimo
    Nenhuma aposentadoria ou pensão por morte pode ser menor que o salário mínimo (hoje, R$ 998), que é o piso do INSS.
    Governista
    Os benefícios são pagos e administrados pelo governo, pelo INSS

    O QUE PODE MUDAR
    Individualista
    A ideia é adotar um sistema de capitalização pelo qual os trabalhadores pagam pela própria aposentadoria, em uma espécie de poupança individual.
    Transição cara
    O custo inicial é muito alto, porque as pessoas deixariam de contribuir para quem já está aposentado. Por isso, a transição é longa e/ou seria necessário um fundo para cobrir o período até que todos passem a contribuir pela capitalização.
    Renda básica
    O governo se responsabilizaria por um valor mínimo mensal pago a todos os idosos a partir de 65 anos. Mas o valor ficaria entre 58% e 70% do salário mínimo vigente.
    Desvinculado
    O salário mínimo deixaria de ser o piso também para outros benefícios, como pensão por morte.
    Novas regras
    O sistema de repartição seria mantido para quem recebe menos, com um corte a ser definido.
    Idade
    Estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria, entre outras regras de cálculo de benefícios
    Menos privilégios
    As regras seriam iguais para servidores públicos e para trabalhadores da iniciativa privada. Mas os militares, se entrarem na reforma, terão regras diferenciadas
    Sistema privado
    Entidades privadas, como bancos e seguradoras, seriam responsáveis pelo gerenciamento dos fundos individuais.
    Fontes: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Senado Federal, Câmara dos Deputados, Ministério da Economia, especialistas.
    Pensões terão ajuste
    Aposentadoria é a preocupação número um dos cidadãos quando se fala em reforma da Previdência, mas mudanças na pensão por morte também estão no radar do governo. Algumas poderão ser incluídas na medida provisória que será editada pelo governo nos próximos dias, como o endurecimento das regras de concessão do benefício. Outras dependem de alteração constitucional, portanto, precisariam entrar na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em elaboração pelo Ministério da Economia.
    Uma das sugestões que têm sido estudadas pela equipe econômica, mas não podem entrar na MP, é desvincular o benefício do salário mínimo, como também foi proposto no texto inicial da PEC 287/2016, enviada pelo ex-presidente Michel Temer. De início, a pensão seria de 60% ou 70% do salário mínimo (de R$ 998, hoje). O valor subiria de acordo com o número de dependentes do pensionista — 10% a mais para cada um. Um beneficiário que tenha apenas um filho, no primeiro caso, receberia R$ 698,60: os R$ 598,80 que correspondem a 60% do salário mínimo, mais R$ 99,80, que seriam os 10% relativos ao único dependente.
    Embora a fórmula de cálculo possa ser mudada por MP ou projeto de lei, é preciso mudança constitucional para que o benefício seja abaixo do valor do salário mínimo. Também foi ventilada a possibilidade de limitar o acúmulo de pensões. Nesse caso, quem recebe dois benefícios passaria a receber o maior deles e alguma percentagem do segundo. Ou, por outra sugestão estudada, poderia acumular até o limite do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 5.839.
    Nenhuma dessas mudanças foi confirmada pela equipe econômica, mas o grupo afirma que uma reforma sem tocar em pensão teria efeitos limitados. Cerca de 7,7 milhões de pensões por morte são emitidas por mês pela Previdência, um gasto de aproximadamente R$ 14 bilhões.
    Fraudes
    Mesmo que as novas regras não sejam incluídas na PEC, o benefício deve ser alterado pela “MP antifraude” que o governo pretende editar na próxima semana. Um dos pontos que devem estar nesse texto é a exigência de comprovantes para quem tem união estável, o que dificultaria a concessão do benefício nesses casos. Hoje, basta ter provas testemunhais.
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    Outros benefícios que devem entrar na MP são o auxílio-reclusão e a aposentadoria rural. O primeiro, pago aos dependentes de contribuintes presos, passará a ter carência de 12 meses. Atualmente, não há tempo mínimo de pagamentos consecutivos, desde que o segurado tenha contribuído pelo menos 18 meses ao longo da vida. A Previdência paga 48 mil auxílios desse tipo por mês, um gasto de R$ 73 milhões.

    Por Alessandra Azevedo – Correio Web – 13/01/2019
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por josebarbos em Seg 14 Jan 2019, 6:08 pm

    Correr Atrás escreveu:Fechou dezembro.
    Rentabilidade de 8,87%.
    Rentabilidade real de 4,94%.
    Tá bom?

    Excelente!

    Entretanto, muito disto provavelmente decorre da queda das taxas de juros no longo prazo (NTN-B), de forma que fica mais difícil bater a meta no futuro, ou vermos cenários, como no princípio deste ano, de rentabilidade baixa e até mesmo negativa.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Sigma em Ter 15 Jan 2019, 8:04 am

    josebarbos escreveu:
    Correr Atrás escreveu:Fechou dezembro.
    Rentabilidade de 8,87%.
    Rentabilidade real de 4,94%.
    Tá bom?

    Excelente!

    Entretanto, muito disto provavelmente decorre da queda das taxas de juros no longo prazo (NTN-B), de forma que fica mais difícil bater a meta no futuro, ou vermos cenários, como no princípio deste ano, de rentabilidade baixa e até mesmo negativa.

    Os caras precisam agilizar o lance dos consignados e do seguro de vida.
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por sprg4 em Ter 15 Jan 2019, 10:18 am

    Sigma escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Correr Atrás escreveu:Fechou dezembro.
    Rentabilidade de 8,87%.
    Rentabilidade real de 4,94%.
    Tá bom?

    Excelente!

    Entretanto, muito disto provavelmente decorre da queda das taxas de juros no longo prazo (NTN-B), de forma que fica mais difícil bater a meta no futuro, ou vermos cenários, como no princípio deste ano, de rentabilidade baixa e até mesmo negativa.

    Os caras precisam agilizar o lance dos consignados e do seguro de vida.

    Concordo! Estou aguardando o seguro também.
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    Caçador_de_Troll
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    Re: FUNPRESP

    Mensagem por Caçador_de_Troll Hoje à(s) 5:27 am

    Pessoal que busca informação sobre FUNPRESP, acesse o grupo no telegram com mais de 290 membros, em que há diversos links de artigos, planilhas, vídeos e debates de casos individuais, o link para ingresso é

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