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    Carreira exclusiva dos tribunais superiores

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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por pernalonga em Qua 06 Fev 2019, 8:55 am

    Acho que o mais provável é uma proposta de carreirão do PJU, aparentemente melhor pros atuais técnicos, mas um verdadeiro congelador pro salário dos analistas, sendo que os próximos vão passar a receber como técnico pé duro de hoje. Carreira exclusiva é tudo o que o governo não quer pra gente como nós
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Qua 06 Fev 2019, 9:31 am

    Os servidores do STF e do STJ vão tentar ressuscitar o tema. Mas a ADM tem interesse -1 em criar carreira exclusiva dos superiores.

    O que está em voga é a unificação dos cargos.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Qua 06 Fev 2019, 7:57 pm

    Apenas para frisar, respeito os defensores da unificação dos cargos, tabelas, NS, etc...mas, apesar da pressão que sempre se fez em cima disso, há pelo menos uns 3 PCSs que o que se nota é apenas um aumento da diferença salarial entre técnico e analista. Há um tempo, a administração (todos os Poderes) tem focado em especializar os órgãos com cargos da área-fim, tanto é que dos últimos PLs que criaram cargos, prioritariamente foi para nível superior.

    Eu tenho uma teoria sobre isso...... apenas "por amor ao debate".....

    É notório que muitos TJs exercem a atribuição do AJ, e isso foi um claro "jeitinho" da Administração de pagar menos pelo mesmo serviço. Ocorre que, nos últimos 15 anos, com o "boom" dos concursos e a mega valorização dos cargos públicos, quem entrou no Jud, já entrou (e entra) querendo sair, seja TJ, seja AJ, e quem ficou foram os que ainda não passaram ou a "velha guarda", que optou por se aposentar no cargo. Ressalto que, de forma alguma, estou em tom jocoso ao me referir à "velha guarda"....

    E a "velha guarda", composta prioritamente por TJs (até por os AJs da velha guarda possuem contracheques "a la Legislativo"), só buscou, nesse tempo todo, PCs com cunho eminentemente financeiro, sem que fosse pensada a questão do desvio de função e outros temas que influem na formação de um cargo "desejável". Assim, uma FC/CJ era capaz de fazer a diferença entre o TJ fim de carreira e AJ início de carreira diminuir, de modo a continuar com a velha forma de "pagar menos para o mesmo serviço. Ou seja, imediatismo cegou a categoria...

    Acontece que o pessoal começou a pensar na aposentadoria, e aí veio os questionamentos: "FC/CJ não incorpora" "acabaram-se os quintos", "quando me aposentar vou perder % considerável da minha renda".

    Com a especialização da administração em cargos de nível superior, os cargos de nível médio começaram a levantar a bandeira do NS, sob pena da inevitável extinção de suas atribuições atrelada à inevitável desvalorização do cargo

    Porém, na era Lula/Dilma, a máquina inchou de modo totalmente desorganizado "a la favelas e/ou assentamentos que viraram comunidades e que depois viraram bairros...", fazendo com que surgissem ilhas em que há muitos servidores e pouco serviço e locais com pouco servidor e muito serviço, o que tornou desarrazoada qualquer comparação entre os órgãos do Jud Federal.

    A categoria gigantesca tornou inviável a concessão de grandes aumentos salariais. E que a ADM fez? Continuou a aumentar o abismo entre os cargos, porque foi a única forma de continuar a atrair jovens servidores (concurseiros profissionais) para o quadro, porque a remuneração do AJ não é a de um TCU/LEG, mas, somada aos benefícios de umservidor do Jud, consegue prender, ainda que por algum tempo, servidores extremamente capacitados e, principalmente, com "faca na caveira" para cumprir as metas do CNJ, até porque esse servidor já chegou neste ambiente de metas e não se importa com isso.

    Esse "novinho faca na caveira" também não se importa muito com FC/CJ e vê o seu cargo apenas como um trampolim. Basta conversar com quem é servidor do Jud há menos de 10 anos, hoje em dia todos que passam em um concurso do Jud ou tem diploma de nível superior ou vai ter. A pessoa continua estudando e é questão de tempo sair... Tenho colegar em fim de carreira que estão aí estudando novamente, pq viram que o futuro não é tão promissor como parecia ser outrora.

    Novamente, a única forma de prender esses "faca na caveira", é lhe oferecendo uma CJ/FC, mas a pessoa sabe que aquilo é temporário...

    Aí chega esse tema "Carreiras Exclusivas", que, no meu modo de ver, é uma forma de manter o servidor "faca na caveira" nos órgãos que administram o Jud. O "restante" do país que se vire com o carreirão...

    Parece ser a única forma de manter o cargo atrativo sem que hajam aumentos "mamuteônicos" na folha. A diferença salarial dos servidores que trabalham nos TS/STF já é evidente. Poucos não possuem FC/CJ. Planos de saúdes realmente bons. Horário reduzido. Gabinetes com números de servidores que não sobrecarregam a rotina (claro que há exceções).

    No restante do país, há briga de foice para uma simples FC 1, que é disputada a tapas. Basta conversar com colegas do STJ, STF, TSE, TST..... sempre tem uma oportunidade e quem quiser pegá-la, basta se dispor a assumir os ônus.... e novamente quem aparece? Os "novinhos faca na caveira", porque não se importam em serem demandados, porque veem aquilo como uma forma de aprender mais e mais para um dia passar para outro cargos que melhor remunere. O portal da transparência está aí. A relação servidor/FC-CJ dos TS é quase de 100%. Então, queiram ou não, já há uma "carreira exclusiva", ao menos no aspecto salarial, e isso se tornará evidente cada vez mais com o avanço da FUNPRESP.

    Penso que não existirá, ao menos durante os próximos 20 anos (PEC do teto), nada que faça um servidor do Jud chegar perto de um TCU/LEG. O que sobrará é, de um lado, a bandeira da "unificação de cargos/salários/NS" (que cegará mais do que refletirá em benefício a longo prazo da carreira) e de outro "as formas e ferramentas de fomentar os servidores 'faca na caveira' a deixar o gabinete do respectivo Ministro impecável".

    Pode até mesmo ser devaneio ou coisa do tipo, mas acredito que, se a carreira exclusiva não decolar por agora (após a luta que foi o último PCs), os TS/STF vão focar na criação/transformação de cargos decorrentes de aposentadorias (majoritariamente de TJs, por motivos óbvios) em CJs/FCs altas (se é que não criarão outros tipos de "aumento indireto"), simplesmente porque será o único modo viável e possível de atender àqueles que estão ali, ao lado dos que comandam, ao lado dos "reais capas pretas".

    E porque o sistema do FUNPRESP alavancará isso ? Porque, dentre outras especifidades, o servidor pode optar por contribuir com tudo o que recebe, inclusive FC/CJ, de modo que a questão "não entra na aposentadoria", perde o sentido.

    E quem está no FUNPRESP? Novamente, os "novinhos faca na caveira" e os "não tão velha guarda" que vislumbraram um futuro tenebroso para o RPPS e/ou que tencionam alcançar outro cargo público.

    Assim, para mim, o que faz com determinado órgão tenham servidores com um bom ganho remuneratório é justamente a alocação do servidor "novinho faca na caveira" no lugar de 3, 4, 5 "velha guarda". E o servidor "novinho faca na caveira" dá conta do recado. Basta ver se existe hoje algum gabinete de Ministro às moscas. Se tiver vaga, certamente tem um FC esperando pelo "novinho faca na caveira".

    Acredito, e falo isso humildemente (sem qualquer pretensão de ofender alguém, teses, teorias, etc), que a solução vai andar pela extinção dos cargos de TJs e posterior conversão em AJ ou extinção mesmo com destinação do $ para CJ/FC. Vide o fechamento de centenas de cartórios eleitorais. Junto com o rezoneamento, salvo engano, as FCs que haviam sido recentemente conquistadas (FC6 para os chefes de cartórios) ficaram congeladas "para posterior necessidade de criação de novos cartórios". O dinheiro das FCs estão lá, sem uso, mas está lá, Qual a chance de criarem novos cartórios? Adivinhem? Será que esse montante vai mesmo ficar congelado ad eternum? Isso é só um pequeno exemplo.... E onde estavam a imensa maioria dos cartórios extintos, no interior do Brasil, onde a remuneração do servidor provavelmente deveria ser uma das maiores da região em termos de serviço público.

    Dessa forma, o impacto $ é baixo, os "velha guarda" ficam com suas CJs até se aposentarem e a ilha de Brasília fica salva do restante do Brasilzão que trabalha para pagar o funcionalismo público.

    Por isso, penso que este tema "Carreiras Exclusivas" virá à tona, se não diretamente, de forma travestida!




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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por euvoltei em Qua 06 Fev 2019, 9:01 pm

    concurseironomeado escreveu:Apenas para frisar, respeito os defensores da unificação dos cargos, tabelas, NS, etc...mas, apesar da pressão que sempre se fez em cima disso, há pelo menos uns 3 PCSs que o que se nota é apenas um aumento da diferença salarial entre técnico e analista. Há um tempo, a administração (todos os Poderes) tem focado em especializar os órgãos com cargos da área-fim, tanto é que dos últimos PLs que criaram cargos, prioritariamente foi para nível superior.

    Eu tenho uma teoria sobre isso...... apenas "por amor ao debate".....

    É notório que muitos TJs exercem a atribuição do AJ, e isso foi um claro "jeitinho" da Administração de pagar menos pelo mesmo serviço. Ocorre que, nos últimos 15 anos, com o "boom" dos concursos e a mega valorização dos cargos públicos, quem entrou no Jud, já entrou (e entra) querendo sair, seja TJ, seja AJ, e quem ficou foram os que ainda não passaram ou a "velha guarda", que optou por se aposentar no cargo. Ressalto que, de forma alguma, estou em tom jocoso ao me referir à "velha guarda"....

    E a "velha guarda", composta prioritamente por TJs (até por os AJs da velha guarda possuem contracheques "a la Legislativo"), só buscou, nesse tempo todo, PCs com cunho eminentemente financeiro, sem que fosse pensada a questão do desvio de função e outros temas que influem na formação de um cargo "desejável". Assim, uma FC/CJ era capaz de fazer a diferença entre o TJ fim de carreira e AJ início de carreira diminuir, de modo a continuar com a velha forma de "pagar menos para o mesmo serviço. Ou seja, imediatismo cegou a categoria...

    Acontece que o pessoal começou a pensar na aposentadoria, e aí veio os questionamentos: "FC/CJ não incorpora" "acabaram-se os quintos", "quando me aposentar vou perder % considerável da minha renda".

    Com a especialização da administração em cargos de nível superior, os cargos de nível médio começaram a levantar a bandeira do NS, sob pena da inevitável extinção de suas atribuições atrelada à inevitável desvalorização do cargo

    Porém, na era Lula/Dilma, a máquina inchou de modo totalmente desorganizado "a la favelas e/ou assentamentos que viraram comunidades e que depois viraram bairros...", fazendo com que surgissem ilhas em que há muitos servidores e pouco serviço e locais com pouco servidor e muito serviço, o que tornou desarrazoada qualquer comparação entre os órgãos do Jud Federal.

    A categoria gigantesca tornou inviável a concessão de grandes aumentos salariais. E que a ADM fez? Continuou a aumentar o abismo entre os cargos, porque foi a única forma de continuar a atrair jovens servidores (concurseiros profissionais) para o quadro, porque a remuneração do AJ não é a de um TCU/LEG, mas, somada aos benefícios de umservidor do Jud, consegue prender, ainda que por algum tempo, servidores extremamente capacitados e, principalmente, com "faca na caveira" para cumprir as metas do CNJ, até porque esse servidor já chegou neste ambiente de metas e não se importa com isso.

    Esse "novinho faca na caveira" também não se importa muito com FC/CJ e vê o seu cargo apenas como um trampolim. Basta conversar com quem é servidor do Jud há menos de 10 anos, hoje em dia todos que passam em um concurso do Jud ou tem diploma de nível superior ou vai ter. A pessoa continua estudando e é questão de tempo sair... Tenho colegar em fim de carreira que estão aí estudando novamente, pq viram que o futuro não é tão promissor como parecia ser outrora.

    Novamente, a única forma de prender esses "faca na caveira", é lhe oferecendo uma CJ/FC, mas a pessoa sabe que aquilo é temporário...

    Aí chega esse tema "Carreiras Exclusivas", que, no meu modo de ver, é uma forma de manter o servidor "faca na caveira" nos órgãos que administram o Jud. O "restante" do país que se vire com o carreirão...

    Parece ser a única forma de manter o cargo atrativo sem que hajam aumentos "mamuteônicos" na folha. A diferença salarial dos servidores que trabalham nos TS/STF já é evidente. Poucos não possuem FC/CJ. Planos de saúdes realmente bons. Horário reduzido. Gabinetes com números de servidores que não sobrecarregam a rotina (claro que há exceções).

    No restante do país, há briga de foice para uma simples FC 1, que é disputada a tapas. Basta conversar com colegas do STJ, STF, TSE, TST..... (Pura verdade, já trabalhei em Tribunal Superior e sempre tinha setor com FC sobrando pra quem quissese ir pegar o serviço não tão desejado) sempre tem uma oportunidade e quem quiser pegá-la, basta se dispor a assumir os ônus.... e novamente quem aparece? Os "novinhos faca na caveira", porque não se importam em serem demandados, porque veem aquilo como uma forma de aprender mais e mais para um dia passar para outro cargos que melhor remunere. O portal da transparência está aí. A relação servidor/FC-CJ dos TS é quase de 100%. Então, queiram ou não, já há uma "carreira exclusiva", ao menos no aspecto salarial, e isso se tornará evidente cada vez mais com o avanço da FUNPRESP.

    Penso que não existirá, ao menos durante os próximos 20 anos (PEC do teto), nada que faça um servidor do Jud chegar perto de um TCU/LEG. O que sobrará é, de um lado, a bandeira da "unificação de cargos/salários/NS" (que cegará mais do que refletirá em benefício a longo prazo da carreira) e de outro "as formas e ferramentas de fomentar os servidores 'faca na caveira' a deixar o gabinete do respectivo Ministro impecável".

    Pode até mesmo ser devaneio ou coisa do tipo, mas acredito que, se a carreira exclusiva não decolar por agora (após a luta que foi o último PCs), os TS/STF vão focar na criação/transformação de cargos  decorrentes de aposentadorias (majoritariamente de TJs, por motivos óbvios) em CJs/FCs altas (se é que não criarão outros tipos de "aumento indireto"), simplesmente porque será o único modo viável e possível de atender àqueles que estão ali, ao lado dos que comandam, ao lado dos "reais capas pretas".

    E porque o sistema do FUNPRESP alavancará isso ? Porque, dentre outras especifidades, o servidor pode optar por contribuir com tudo o que recebe, inclusive FC/CJ, de modo que a questão "não entra na aposentadoria", perde o sentido.

    E quem está no FUNPRESP? Novamente, os "novinhos faca na caveira" e os "não tão velha guarda" que vislumbraram um futuro tenebroso para o RPPS e/ou que tencionam alcançar outro cargo público.

    Assim, para mim, o que faz com determinado órgão tenham servidores com um bom ganho remuneratório é justamente a alocação do servidor "novinho faca na caveira" no lugar de 3, 4, 5 "velha guarda". E o servidor "novinho faca na caveira" dá conta do recado. Basta ver se existe hoje algum gabinete de Ministro às moscas. Se tiver vaga, certamente tem um FC esperando pelo "novinho faca na caveira".

    Acredito, e falo isso humildemente (sem qualquer pretensão de ofender alguém, teses, teorias, etc), que a solução vai andar pela extinção dos cargos de TJs e posterior conversão em AJ ou extinção mesmo com destinação do $ para CJ/FC. Vide o fechamento de centenas de cartórios eleitorais. Junto com o rezoneamento, salvo engano, as FCs que haviam sido recentemente conquistadas (FC6 para os chefes de cartórios) ficaram congeladas "para posterior necessidade de criação de novos cartórios". O dinheiro das FCs estão lá, sem uso, mas está lá, Qual a chance de criarem novos cartórios? Adivinhem? Será que esse montante vai mesmo ficar congelado ad eternum? Isso é só um pequeno exemplo.... E onde estavam a imensa maioria dos cartórios extintos, no interior do Brasil, onde a remuneração do servidor provavelmente deveria ser uma das maiores da região em termos de serviço público.

    Dessa forma, o impacto $ é baixo, os "velha guarda" ficam com suas CJs até se aposentarem e a ilha de Brasília fica salva do restante do Brasilzão que trabalha para pagar o funcionalismo público.

    Por isso, penso que este tema "Carreiras Exclusivas" virá à tona, se não diretamente, de forma travestida!





    Putz, quanta lucidez....

    Só acrescentaria lá no início :
    Parte da bagunça entre atribuições de AJ e TJ foi potencialmente fomentada pelos próprios togas, ao colocar a as CJ/FC a disposição de quem "rende" mais independente do cargo, as administrações arregimentaram mais "faca na caveira", criando disputa onde não deveria existir. Mesma postura não é observada entre eles mesmo, onde substituto é substituto, titular é titular é titular, desembargador é desembargador, e o respeito ao cargo impera absoluto, e nenhum "invade" na alçada do outro cargo só porque "rende" mais.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Qui 07 Fev 2019, 12:10 pm

    euvoltei escreveu:
    Putz, quanta lucidez....

    Só acrescentaria lá no início :
    Parte da bagunça entre atribuições de AJ e TJ foi potencialmente fomentada pelos próprios togas, ao colocar a as CJ/FC a disposição de quem "rende" mais independente do cargo, as administrações arregimentaram mais "faca na caveira", criando disputa onde não deveria existir. Mesma postura não é observada entre eles mesmo, onde substituto é substituto, titular é titular é titular, desembargador é desembargador, e o respeito ao cargo impera absoluto, e nenhum "invade" na alçada do outro cargo só porque "rende" mais.


    Vc só esquece de um detalhe. Isto só é possível pq substituto, titular, desembargador e ministro são a mesma carreira. substituto não se desvia para titular pq ele sabe que logo logo irá virar titular. Titular não se desvia para desembargador pq sabe que (com política) irá virar logo logo o desembargador. Ou seja, a ascensão funcional entre os cargos da carreira de magistrados impede o desvio de função.

    Já TJ e AJ só via concurso. Não existe mérito.


    Mas nem sei pq estamos discutindo isto. A reforma administrativa está vindo ai. A unificação dos cargos está vindo ai.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por cavalo em Qui 07 Fev 2019, 1:31 pm

    darkshi escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Putz, quanta lucidez....

    Só acrescentaria lá no início :
    Parte da bagunça entre atribuições de AJ e TJ foi potencialmente fomentada pelos próprios togas, ao colocar a as CJ/FC a disposição de quem "rende" mais independente do cargo, as administrações arregimentaram mais "faca na caveira", criando disputa onde não deveria existir. Mesma postura não é observada entre eles mesmo, onde substituto é substituto, titular é titular é titular, desembargador é desembargador, e o respeito ao cargo impera absoluto, e nenhum "invade" na alçada do outro cargo só porque "rende" mais.


    Vc só esquece de um detalhe. Isto só é possível pq substituto, titular, desembargador e ministro são a mesma carreira. substituto não se desvia para titular pq ele sabe que logo logo irá virar titular. Titular não se desvia para desembargador pq sabe que (com política) irá virar logo logo o desembargador. Ou seja, a ascensão funcional entre os cargos da carreira de magistrados impede o desvio de função.

    Já TJ e AJ só via concurso. Não existe mérito.


    Mas nem sei pq estamos discutindo isto. A reforma administrativa está vindo ai. A unificação dos cargos está vindo ai.
    Não vejo essa lógica toda na unificação dos cargos na JUD. Como também não vejo lógica em se fazer concurso para técnicos, pois quase todos que se classificam têm nível superior. Seria, assim, seria mais lógico só fazer concurso para AJ, deixando TJ extinguir-se com o tempo, como ocorreu com os auxiliares.
    Mas se, como ventilado, R$ 5.000,00 é um ótimo salário para início de carreira para NS, então o final de carreira de AJ também seria muito alto (18.700,00). A redução de quase 60% do início de carreira poderia também ser aplicado ao final dela, caindo para míseros R$ 7.500,00? Acho impraticável.
    Bom, acho que no final a discussão recairá no aumento por nível, que se for de uns 10% sobre o inicial, levaria a um salário final de 17.500,00 se a carreira tiver uns 25 níveis. Bem mais aceitável.
    Enfim, lembrem-se que assim como os trabalhos "auxiliares" foram terceirizados, o mesmo pode acontecer com os "técnicos", particularmente quando tudo tende a ser digital no judiciário.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Qui 07 Fev 2019, 2:25 pm

    cavalo escreveu:
    darkshi escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Putz, quanta lucidez....

    Só acrescentaria lá no início :
    Parte da bagunça entre atribuições de AJ e TJ foi potencialmente fomentada pelos próprios togas, ao colocar a as CJ/FC a disposição de quem "rende" mais independente do cargo, as administrações arregimentaram mais "faca na caveira", criando disputa onde não deveria existir. Mesma postura não é observada entre eles mesmo, onde substituto é substituto, titular é titular é titular, desembargador é desembargador, e o respeito ao cargo impera absoluto, e nenhum "invade" na alçada do outro cargo só porque "rende" mais.


    Vc só esquece de um detalhe. Isto só é possível pq substituto, titular, desembargador e ministro são a mesma carreira. substituto não se desvia para titular pq ele sabe que logo logo irá virar titular. Titular não se desvia para desembargador pq sabe que (com política) irá virar logo logo o desembargador. Ou seja, a ascensão funcional entre os cargos da carreira de magistrados impede o desvio de função.

    Já TJ e AJ só via concurso. Não existe mérito.


    Mas nem sei pq estamos discutindo isto. A reforma administrativa está vindo ai. A unificação dos cargos está vindo ai.
    Não vejo essa lógica toda na unificação dos cargos na JUD. Como também não vejo lógica em se fazer concurso para técnicos, pois quase todos que se classificam têm nível superior. Seria, assim, seria mais lógico só fazer concurso para AJ, deixando TJ extinguir-se com o tempo, como ocorreu com os auxiliares.
    Mas se, como ventilado, R$ 5.000,00 é um ótimo salário para início de carreira para NS, então o final de carreira de AJ também seria muito alto (18.700,00). A redução de quase 60% do início de carreira poderia também ser aplicado ao final dela, caindo para míseros  R$ 7.500,00? Acho impraticável.
    Bom, acho que no final a discussão recairá no aumento por nível, que se for de uns 10% sobre o inicial, levaria a um salário final de 17.500,00 se a carreira tiver uns 25 níveis. Bem mais aceitável.
    Enfim, lembrem-se que assim como os trabalhos "auxiliares" foram terceirizados, o mesmo pode acontecer com os "técnicos", particularmente  quando tudo tende a ser digital no judiciário.

    Sorte nossa é que o que vc acha e nada é a mesma coisa.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Qui 07 Fev 2019, 4:51 pm

    Estou curioso de saber como ficará a situação desse povo que é AJ de cargo especializado
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Sex 08 Fev 2019, 9:24 pm

    Ontem passou uma reportagem na Globo News com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

    O objetivo do governo está incrivelmente claro.

    1o.: reforma da previdência

    2o.: reforma administrativa do Estado (servidores públicos).


    Descobri este fórum a pouco tempo, apesar de já estar neste mundo do Judiciário há algum tempo. Evito postar porque os ânimos são muito aflorados por aqui.

    Mas, assim, falando na humildade mesmo, sem querer criar intrigas nem ofender ninguém, sem me posicionar contra ou a favor do NS, carreira única, transposição, etc, até porque acho essa discussão chegou a um nível que não se tem mais debate. Está igual nas eleições de 2018. Polarizado. Falar desse assunto para um técnico e para um analista tem respostas incrivelmente opostas.... mas enfim.

    Com todo o respeito, quando surge esse tema, normalmente os TJs usam como "jurisprudência" a Receita Federal e a Polícia Federal, ao argumento de que referidos órgãos assim o fizeram recentemente, que não é ilegal, inconstitucional, etc.... ok.

    Mas o que me faz questionar, de verdade, a real possibilidade de isso ocorrer (que, humildemente e com todo o respeito a quem pensa diferente, eu acredito ínfima), é o seguinte...

    Receita Federal e PF transformaram, de fato, um de seus cargos de nível médio em nível superior. A Receita transformou os cargos de técnicos da Receita Federal em analistas-tributários da Receita Federal.
    Já a Polícia Federal transformou os cargos da Carreira Policial Federal (agente, escrivão e papiloscopista) em nível superior. Ok? Isso de fato ocorreu.

    Mas o que me faz não acreditar nisso quanto aos cargos de técnico do Judiciário da União é o seguinte: o Poder Judiciário seria o ÚNICO dentre os Poderes a não possibilitar o acesso de quem não tem nível superior nos quadros funcionais de seus órgãos? Logo o Judiciário, defensor da democracia, da igualdade etc?

    E isso numa visão bastante reduzia, porque a Receita e a Polícia Federal são meros órgãos do Poder Executivo. Tanto Executivo, quanto Legislativo possibilitam o acesso de pessoas sem nível superior.

    Não obstante a Receita e a Polícia Federal terem realizado tais transformações, esses órgãos ainda possuem cargos de nível médio com concursos regulares. Na Receita, há o cargo de Assistente Técnico Administrativo. Já na PF, existe o cargo de Agente Administrativo da Polícia Federal.

    o cargo de técnico Judiciário é o único cargo do PODER JUDICIÁRIO "INTEIRO" que possibilita o acesso por aqueles que não possuem diploma de curso superior.


    Sinceramente, e falo isso, friso, sem qualquer pretensão de bater boca ou diminuir/fortalecer teses expostas aqui neste fórum, não vejo como o STF, guardião da CF, irá chancelar isso. A mídia já adora bater no Judiciário, se isso vier à tona, não sou vidente, mas dá até para prever as manchetes sensacionalistas Brasil a fora.

    "STF pretende extinguir o acesso, por concurso público, de pessoas sem diploma aos quadros do Judiciário Federal"

    "Cargos em comissão permanecem de livre nomeação e exoneração, inclusive para pessoas sem nível superior"

    "Após aumentar o próprio subsídio e regulamentar o auxílio-moradia para juízes, STF está prestes a legalizar trem da alegria para seu próprio corpo funcional"

    "O STF, órgão de cúpula do Judiciário, pretende excluir mais da metade da população brasileira o acesso aos seus órgãos por meio de concurso público. Agora só quem tem nível superior poderá prestar concurso para seus órgãos

    IBGE: 51% da população com 25 anos ou mais do Brasil possuíam apenas o ensino fundamental completo


    Assim, sei que vou receber críticas ferrenhas, mas apenas mesmo pelo debate saudável, a fim de contribuir com ideias sustentáveis, faço a seguinte indagação: como responder a esses questionamentos, especialmente quando o Chefe do Executivo chegou ao Poder exclusivamente por meio da internet, levantando, dentre outras, as bandeiras da moralidade, do ajuste fiscal, e do Brasil acima de tudo?

    Será mesmo que algo dessa magnitude (extinção do acesso de pessoas sem nível superior), em um país tão desigual como o nosso, após ser chancelado pelo STF, passaria pelo Congresso?

    Prevejo que alguns colegas vão me explicar que não se trata de trem da alegria, não gerará despesa, etc. Mas procuro sempre pensar como a população pensa.

    Sinceramente, um presidente que foi eleito literalmente pela voz do povo advinda da Internet, será mesmo que ele vai desprezar o bombardeio de notícias como as acima previstas e, mesmo assim, mesmo diante da reforma da previdência, ajuste fiscal, e todo o discurso de $$$$ ...mesmo assim, vai preferir peitar a população para explicar que "transformar o cargo em nível superior não irá gerar custos, bem como excluir da metade da população a possibilidade de acesso ao Poder Judiciário é uma coisa justa e boa?


    REPITO: não estou entrando no mérito de ser justo/injusto, etc. Apenas o meu ponto de vista sobre uma briga interna e única bandeira da Fenajufe depois do último PCs que, PARA MIM, é um murro na ponta da faca.....
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Sex 08 Fev 2019, 9:43 pm

    Qualquer coisa eles abrem concurso pra auxiliar.judiciário ueh.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Sex 08 Fev 2019, 9:50 pm

    VadeMekum escreveu:Qualquer coisa eles abrem concurso pra auxiliar.judiciário ueh.

    Mas isso não implicaria na criação de cargos?

    Em pleno ajuste fiscal, qual a probabilidade de os capas pretas abraçarem a criação de mais cargos na estrutura do PJU?

    Salvo engano, não chegava nem a 20 o número de cargos de auxiliar judiciário na época do leitinho.

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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por GDJ em Sab 09 Fev 2019, 4:56 am

    concurseironomeado escreveu:
    VadeMekum escreveu:Qualquer coisa eles abrem concurso pra auxiliar.judiciário ueh.

    Mas isso não implicaria na criação de cargos?

    Em pleno ajuste fiscal, qual a probabilidade de os capas pretas abraçarem a criação de mais cargos na estrutura do PJU?

    Salvo engano, não chegava nem a 20 o número de cargos de auxiliar judiciário na época do leitinho.


    Acho que poderiam transformar os cargos de Analista e Técnico vagos em cargos de Auxiliar, sem aumento de despesas.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Sab 09 Fev 2019, 10:03 pm

    GDJ escreveu:
    concurseironomeado escreveu:
    VadeMekum escreveu:Qualquer coisa eles abrem concurso pra auxiliar.judiciário ueh.

    Mas isso não implicaria na criação de cargos?

    Em pleno ajuste fiscal, qual a probabilidade de os capas pretas abraçarem a criação de mais cargos na estrutura do PJU?

    Salvo engano, não chegava nem a 20 o número de cargos de auxiliar judiciário na época do leitinho.

    8

    Acho que poderiam transformar os cargos de Analista e Técnico vagos em cargos de Auxiliar, sem aumento de despesas.

    Exatamente. Ae pronto, abre o edital oferecendo 01 (uma) vaga pra auxiliar judiciário e ae ninguem vai poder dizer q o Judiciário ñ abre vaga pra cargo.nivel médio rs.

    Alias eu acho esse argumento ae bem anemico.

    Partindo dessa premissa, o Judiciário deveria oferecer vagas tb pra quem tem soh nivel fundamental, pra quem eh apenas alfabetizado...

    Pq esse mimimi todo com o povo do ensino médio? Fies tah ae pra isso! rs.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Dom 10 Fev 2019, 12:31 am

    VadeMekum escreveu:
    GDJ escreveu:
    concurseironomeado escreveu:
    VadeMekum escreveu:Qualquer coisa eles abrem concurso pra auxiliar.judiciário ueh.

    Mas isso não implicaria na criação de cargos?

    Em pleno ajuste fiscal, qual a probabilidade de os capas pretas abraçarem a criação de mais cargos na estrutura do PJU?

    Salvo engano, não chegava nem a 20 o número de cargos de auxiliar judiciário na época do leitinho.

    8

    Acho que poderiam transformar os cargos de Analista e Técnico vagos em cargos de Auxiliar, sem aumento de despesas.

    Exatamente. Ae pronto, abre o edital oferecendo 01 (uma) vaga pra auxiliar judiciário e ae ninguem vai poder dizer q o Judiciário ñ abre vaga pra cargo.nivel médio rs.

    Alias eu acho esse argumento ae bem anemico.

    Partindo dessa premissa, o Judiciário deveria oferecer vagas tb pra quem tem soh nivel fundamental, pra quem eh apenas alfabetizado...

    Pq esse mimimi todo com o povo do ensino médio? Fies tah ae pra isso! rs.



    Penso que por dados como este: Mais da metade dos adultos brasileiros não chegam ao ensino médio

    Alguns trechos da reportagem:

    "Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico."

    "Ensino Superior Apenas 15% dos estudantes brasileiros entre 25 e 34 anos estão no ensino superior ..."

    "No Brasil, 37% das graduações em 2015 eram feitas nas áreas de negócios, administração e direito..."

    "Em relação à desigualdade no acesso ao ensino superior, no Brasil a disparidade entre os estados é a maior observada na pesquisa. Enquanto 35% dos jovens de 25 a 34 anos no Distrito Federal frequentam a universidade, no Maranhão a taxa é cinco vezes menor (7%)."

    "Quase 75% dos estudantes brasileiros no ensino superior estão em instituições privadas ..."


    Em relação ao "mimimi", não vejo como tal. São dados concretos. Os poderes Executivo e Legislativo, de todas as esferas, possuem cargos de nível médio e superior. Daí o questionamento: será que o STF, o Governo Bolsonaro e o Congresso vão comprar essa briga com a sociedade, a fim de retirar a possibilidade de acesso ao Judiciário da União para mais da metade dos adultos do Brasil?

    Por isso que creio se tratar de murro em ponta de faca a pretensão da Fenajufe. Promovem a divisão da categoria, só falam disso, parecem cegos à realidade do Brasil e da situação econômica. Lutar por melhorias plausíveis dentro da carreira, como aumentar/cumular o AQ, possibilidade de exercer a advocacia aos que detém a OAB, data-base, exclusão da cobrança de imposto de renda no adicional de férias, política de priorização dos servidores efetivos para as FCs/CJs etc. Acredito que seja até mais factível o emprego da força nos "aumentos indiretos", tais como auxílio alimentação, auxílio creche, planos de saúde com preços bons, fomento à concessão de bolsas de estudo para pós, mestrado e doutorado, horário flexível, teletrabalho com metas humanas, enfim, tudo que os Tribunais Superiores/STF possuem e que podia ser expandido por meio do CNJ, que só sabe cobrar dos Tribunais metas, metas e metas....

    Ironia do destino, rejeitaram a GD do Gilmar Mendes por receio de supostamente virarmos "escravos das metas", e hoje estamos aí, sem GD, mas com as metas kkkkkk, só rindo mesmo. E os sindicatos não aprenderam mesmo com o tapa na cara da categoria.

    Dizem que o Bolsonaro surgiu porque o PT polarizou o país e fomentou o ódio entre as classes. DIZEM, não sou eu quem estou dizendo, friso.

    Fazendo um pararelo curioso, vejo a mesma situação no PJU. Muitos criticam a ANAJUS, mas ela só surgiu porque a Fenajufe fomentou a divisão de classes, tal como o governo PT. Em vez de brigar por melhorias para todos os cargos de uma forma justa e equilibrada, optou pelo caminho da maioria, no caso os TJs, tal como nosso Brasilzão e o Governo PT, que acreditava possuir o apoio da maioria da população. Resultado está aí....

    Há tempos a Fenajufe abandonou os Analistas. Nos últimos 3 PCs lutaram, lutaram e qual o resultado, aumento do "abismo" entre os TJs e os AJ. Sabe o porquê? Porque a tendência é a especialização. Bom ou ruim, isso existe em todos os ramos profissionais. Passam-se os anos,  algumas profissões surgem, outras são extintas.... A diferença é que no setor público AINDA existe a estabilidade, mas pode ter certeza que os novos nomeados (no sentido do primeiro cargo público) vão pegar uma realidade muito pior da que temos hoje, da mesma forma que a realidade de quem entrou há 15, 20 anos atrás era outra. A vida é assim, caminha-se para frente, e não para trás.

    O presidente da Câmara dos Deputados, essa semana em reportagem na Globo News, falou expressamente na prioridade máxima para a restruturação do serviço público brasileiro, da desigualdade salarial com o pessoal da iniciativa privada, do fim da estabilidade, progressão por critérios de meritocracia, fim "da possibilidade de se entrar na carreira e pouco tempo depois já está nos últimos níveis", enfim... só retiradas de direitos, inclusive por EC, e pessoal ainda acredita em, repito,  "retirar a possibilidade de acesso ao Judiciário da União para mais da metade dos adultos do Brasil"?

    Posso me enganar, claro, sou humano e brasileiro (kkkk), mas realmente essa possibilidade é, de longe, mais remota que um novo PCS mamute.

    Todas essas medidas vão ao encontro do que a reforma da previdência busca. Claro que vai passar. Pode ser que não da forma como ventilaram, mas que vai passar vai....

    Mais uma vez, ressalto que não estou, de forma alguma, com a pretensão de atacar/ofender os que pensam contrário... apenas opinião mesmo, até porque não sou eu, nem ng deste fórum quem vai decidir isso, são os Ministros do STF, juntamente com a equipe do Bolsonaro e com eventual aceno do CN.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Dom 10 Fev 2019, 6:56 am

    O Judiciario brasileiro não eh soh o PJU e seus ramos.

    Quem quiser concorrer a cargo de nivel médio no âmbito do Poder Judiciário ja tem os TJ's da vida pra se inscrever rs.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Seg 11 Fev 2019, 9:15 am

    No mais.

    Vcs realmente acham que tem alguém preocupado com "os brasileiros" em relação as carreiras públicas? Acha mesmo que a ADM do PJU ao reformular a carreira eles estão pensando no José das Couves? Os chefes do PJU estão pedindo mão de obra qualificada para poder desempenhar tarefas cada vez mais complexas!!! Ai tem gente que me vem com "e os brasileiros sem nível superior? Acha justo eles não terem acesso a carreira do PJU??" Meu filho. eles já não acessam faz pelo menos uma década. Os temas cobrados nas provas de TJs há muito deixaram de ser temas de que um brasileiro com um mero ensino médio conhece.



    No mais. Este papinho de "Mais uma vez, ressalto que não estou, de forma alguma, com a pretensão de atacar/ofender os que pensam contrário... apenas opinião mesmo, " tem nome. Se chama concern troll.

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    Última edição por darkshi em Seg 11 Fev 2019, 11:36 am, editado 2 vez(es)
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Seg 11 Fev 2019, 10:48 am

    darkshi escreveu:No mais.

    Vcs realmente acham que tem alguém preocupado com "os brasileiros" em relação as carreiras públicas? Acha mesmo que a ADM do PJU ao reformular a carreira eles estão pensando no José das Couves? Os chefes do PJU estão pedindo mão de obra qualificada para poder desempenhar tarefas cada vez mais complexas!!! Ai tem gente que me vem com "e os brasileiros em nível superior? Acha justo eles não terem acesso a carreira do PJU??" Meu filho. eles já não acessam faz pelo menos uma década.



    No mais. Este papinho de "com a pretensão de atacar/ofender os que pensam contrário" tem nome. Se chama concern troll.

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    Concordo, se fosse assim o Poder Judiciário - no geral - não teria extinguido cargos que exigiam nível fundamental ou pessoas alfabetizadas para ingresso, como os jurássicos aux jud vigia, telefonista, copa, eletricista, marcenaria, serviços gerais etc.

    Todas esses misteres supra foram gradativamente substituídos por trabalhadores terceirizados e até hoje não me lembro de ter lido uma única matéria sequer no sentido de "o Poder Judiciário agora obsta a pessoas sem escolaridade o acesso a seu quadro funcional".

    Muito pelo contrário, a administração, como um todo, vem se modernizando e a tendência é cada vez mais enxugar os quadros e neles manter servidores diretamente ligados à atividade-fim ou a apoio a essa atividade (como no PJ, em que a atividade-fim é desempenhada pelos Magistrados e os servidores apenas coadjuvam).
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Seg 11 Fev 2019, 1:46 pm

    darkshi escreveu:No mais.

    Vcs realmente acham que tem alguém preocupado com "os brasileiros" em relação as carreiras públicas? Acha mesmo que a ADM do PJU ao reformular a carreira eles estão pensando no José das Couves? Os chefes do PJU estão pedindo mão de obra qualificada para poder desempenhar tarefas cada vez mais complexas!!! Ai tem gente que me vem com "e os brasileiros sem nível superior? Acha justo eles não terem acesso a carreira do PJU??" Meu filho. eles já não acessam faz pelo menos uma década. Os temas cobrados nas provas de TJs há muito deixaram de ser temas de que um brasileiro com um mero ensino médio conhece.



    No mais. Este papinho de "Mais uma vez, ressalto que não estou, de forma alguma, com a pretensão de atacar/ofender os que pensam contrário... apenas opinião mesmo, " tem nome. Se chama concern troll.

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    Realmente vc tem razão: Concern troll

    " Sometimes outsiders will come by and make concern troll-like statements sincerely. Some are sincere but stupid. Some may be insightful, and justified iconoclasts, merely making valid observations unwelcome to the dominant ideology or culture of the forum (the Cassandra syndrome[note 1]). Often, of course, the person is misguided, wrong, and not intending to troll. However, an unsolicited tone argument is, in practical terms, not really any different"

    Google Tradutor: "Às vezes, pessoas de fora virão e farão sinceras declarações de preocupação com os trolls. Alguns são sinceros, mas estúpidos. Alguns podem ser iconoclastas perspicazes e justificados, meramente fazendo com que observações válidas não sejam bem-vindas à ideologia ou cultura dominante do fórum (a síndrome de Cassandra [nota 1]). Muitas vezes, é claro, a pessoa está equivocada, errada e não pretende trollar. No entanto, um argumento de tom não solicitado é, em termos práticos, não é realmente diferente."

    Complexo de Cassandra

    "[...] o complexo de Cassandra se aplica a pessoas que, apesar de estarem dizendo a verdade, são tomadas como mentirosas, ou quando uma pessoa, visando o melhor, avisa e dá conselhos, mas tem seus conselhos ignorados. Pode-se aplicar também o termo à pessoas que sentem constantemente que serão tidas como mentirosas".


    É o que eu disse, a ausência de um debate eficaz em alguns tópicos deste fórum se dá por isso. Fiz questão de frisar a MINHA opinião quanto ao tema sem qualquer pretensão de ofender qualquer tese ou alguém.

    Na verdade, isso nada mais é do que mais um nefasto retrato das práticas sindicalistas adotadas nos últimos 10 anos, qual seja: a falsa percepção de que as ações tomadas em prol de determinadas pretensões da categoria, por terem sido"chanceladas pela maioria" (no caso, os TJs), são dotadas de força suficiente para serem levadas adiante, independentemente da preocupação de se agradar à minoria (no caso, os AJ), ainda que tais ações se traduzam em "remar contra a maré" ou "tiro no pé".

    Na falta de argumentos jurídicos (que, de fato, são os que podem legitimar qualquer pretensão, haja vista a necessidade de lei), o que sobra é o ataque pela simples manifestações de alguns dos membros a favor ou contra determinada pretensão.

    Temas como este, neste fórum e nos sindicatos, jamais vão ser analisados com argumentos que possam significar abalo nas ações tidas por chanceladas, nem mesmo para servir como reflexão para se adotar outras medidas de reforço à pretensão original. É mais fácil tachar o autor do comentário de "troll" ou "maluco da ANAJUS" do que refutar com argumentos capazes de, quem sabe, ajudar na construção de uma solução que beneficie a categoria como um todo.

    Não vou dizer que sou "a favor do NS", até porque serei tirado de "troll".

    Mas o racha da categoria, há tempos, decorre desse tipo de atitude.

    É tipo a prisão do lula: "não há provas". Aí vc analisa o processo e vê que o arcabouço probatório é extremamente robusto. Daí você apresenta esses dados para a pessoa que critica essa específica decisão e o que ela fala: "qual o problema de se ter pertences pessoais do condenado nos cômodos da residência".

    É aquela famosa expressão: "o pior cego é aquele que não quer ver", num típico exemplo (claro, sem a natureza criminal), da Teoria da Cegueira Deliberada.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Seg 11 Fev 2019, 2:13 pm

    VadeMekum escreveu:
    darkshi escreveu:No mais.

    Vcs realmente acham que tem alguém preocupado com "os brasileiros" em relação as carreiras públicas? Acha mesmo que a ADM do PJU ao reformular a carreira eles estão pensando no José das Couves? Os chefes do PJU estão pedindo mão de obra qualificada para poder desempenhar tarefas cada vez mais complexas!!! Ai tem gente que me vem com "e os brasileiros em nível superior? Acha justo eles não terem acesso a carreira do PJU??" Meu filho. eles já não acessam faz pelo menos uma década.



    No mais. Este papinho de "com a pretensão de atacar/ofender os que pensam contrário" tem nome. Se chama concern troll.

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    Concordo, se fosse assim o Poder Judiciário - no geral - não teria extinguido cargos que exigiam nível fundamental ou  pessoas alfabetizadas para ingresso, como os jurássicos aux jud vigia, telefonista, copa, eletricista, marcenaria, serviços gerais etc.

    Todas esses misteres supra foram gradativamente substituídos por trabalhadores terceirizados e até hoje não me lembro de ter lido uma única matéria sequer no sentido de "o Poder Judiciário agora obsta a pessoas sem escolaridade o acesso a seu quadro funcional".

    Muito pelo contrário, a administração, como um todo, vem se modernizando e a tendência é cada vez mais enxugar os quadros e neles manter servidores diretamente ligados à atividade-fim ou a apoio a essa atividade (como no PJ, em que a atividade-fim é desempenhada pelos Magistrados e os servidores apenas coadjuvam).


    Eu apenas questionei a existência de cargos de nível médio nos poderes Legislativo e Executivo da União. Em nenhum momento questionei a ausência de cargos de nível fundamental, até porque, como você mesmo disse, tais ocupações passaram a ser ocupadas por empregados terceirizados, num claro exemplo da desnecessidade do cargo diante da evolução do serviço público.

    Da mesma forma que ocorreu no passado com tais cargos e a respectiva forma de acesso - cuja decisão política-administrativa decorreu da conclusão pela desnecessidade de essa função ser desempenhada por servidor efetivo -, é o que se avizinha, por exemplo, com a função hoje desempenhada pelo servidor que apenas "carimba ou cola a etiqueta do protocolo" quando do ajuizamento de uma ação ou interposição de recurso.

    Não estou de forma alguma desmerecendo essa atribuição, até porque ela foi - e ainda é - necessária em muitas instituições públicas, mas acho que, pelo menos nesse exemplo, acredito não haver divergência que de o PJe vai acabar com essa função.

    E é assim que caminha a "evolução" do serviço público, com a sua consequente reforma, o que, invariavelmente, vai acarretar a extinção de inúmeras funções.

    Agora, o fato de os servidores que, à época da exclusão das funções hoje terceirizadas, se sentiram desprestigiados constituiu motivo para o Estado extinguir esses cargos/funções? Não.

    E é isso que disse nas postagens anteriores, apenas isso. Sem pretensão de troll ou coisa do tipo, maaaaaas, é aquilo né.... não adianta tecer considerações que podem soar contrárias àquilo que "é defendido pela categoria", por meio de seus sindicatos dominados pela maioria que seria beneficiária da tese proposta.

    Pregam por justiça/injustiça, mas quando se levanta temas como "exclusão de mais de 50% da população brasileira", respondem com argumentos do tipo "ahh, mas eles nunca tiveram e nunca terão acesso", como se a desigualdade e a injustiça social fosse argumento bastante para fazer valer suas pretensões.

    ....

    No aguardo de alguma resposta do tipo "MIMIMI", "engole o choro e aceite que esse será o caminho, já está decidido", tipo o famoso PCS do Ayres Brito "PCS GARANTIDO".

    Fazer o que...  ok


    Última edição por concurseironomeado em Seg 11 Fev 2019, 2:17 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Seg 11 Fev 2019, 2:14 pm

    eu nem li.

    Tenho uma tendencia de não discutir administração com operador de direito. Já que este acha que o inicio e o fim o alfa e o ômega de tudo é o direito. Ai ele quer discutir e definir gestão de pessoas, carreira, e todos os meandros que isto implica apenas olhando a lei.

    Ai chegamos a defesas esfuziantes a estagnação pq é o que a lei diz.

    Quer ser levado a sério? Comece argumentando seriamente.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por concurseironomeado em Seg 11 Fev 2019, 2:18 pm

    darkshi escreveu:eu nem li.

    Tenho uma tendencia de não discutir administração com operador de direito. Já que este acha que o inicio e o fim o alfa e o ômega de tudo é o direito. Ai ele quer discutir e definir gestão de pessoas, carreira, e todos os meandros que isto implica apenas olhando a lei.

    Ai chegamos a defesas esfuziantes a estagnação pq é o que a lei diz.

    Quer ser levado a sério? Comece argumentando seriamente.  


    kkkkkkkkkk Argumentar algo que a pessoa sequer lê para dar a resposta? Não vejo sentido.... Mas respondendo aqui por educação Wink
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Seg 11 Fev 2019, 2:23 pm

    Eu li a primeira.
    Vc escreveu uma lauda inteira que poderia se resumir a "Pensem nos brasileirinhos sem diploma de nível superior"

    Vc quer mesmo que eu leve a sério?
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Seg 11 Fev 2019, 3:25 pm

    Na boua, devemos focar no nosso quadrado. Na nossa Cohab.

    Quanto ao pessoal de ensino médio, qualquer coisa eles colhem um X de assinaturas para proporem uma PEC que assegure um quantitativo mínimo de cargos de nível médio em certames no âmbito dos 03 Poderes. Ah, e com cotas para pessoas com apenas nível médio tb. Belezura?
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por androsvilazza em Seg 11 Fev 2019, 3:56 pm

    Sempre que vejo a discussão sobre NS enveredar pelo mito do "trem da alegria", me vêm à mente as seguintes comparações:

    - "Tem que esperar o celular descarregar todo pra colocar pra carregar, senão a bateria vicia";
    - "Melhor deixar a luz acesa direto que ficar acendendo e apagando toda vez que entrar ou sair do cômodo;
    - Sai mais barato fazer a compra do mês todo de uma vez só.


    O que esses mitos têm em comum? Já foram verdade, pra quem se acostumou com as décadas de 80/90, em que estavam presentes a bateria de celular de NiCd(e não as atuais de Li); lâmpadas incandescentes, que gastavam muito mais energia ao acender e tendiam a queimar mais rápido com o acende-apaga constante; hiperinflação, que encarecia os produtos quase diariamente; e gambiarras no Direito Administrativo, como trens da alegria, efetivação de contratados sem concurso, transposição de carreiras etc.

    O mito fica na cabeça da pessoa e muita gente, ainda hoje, e mesmo os "novatos" no serviço público, acabam acreditando nessas bobagens, atrapalhando a discussão mais séria. O resultado é que fica muita gente brigando contra ou a favor do NS para técnico, pelos motivos errados.

    Pra ser honesto, na minha opinião, os lados nessa "batalha" estão invertidos, pela lógica pura (e mais provável) do interesse próprio:

    - O técnico deveria ser contra o NS para técnico. Motivos:

    a) Sempre que estamos em campanha salarial há o argumento de que "o Técnico recebe muito para um cargo de nível médio". Ok, bom motivo para se querer a implementação do NS, mas não há qualquer garantia de maior valorização caso o cargo seja transformado. Provavelmente manteriam o argumento, dizendo que "o técnico recebe muito para as atribuições realizadas, em comparação com cargos similares no Executivo (que geralmente paga mal aos cargos de apoio) ou, principalmente, na iniciativa privada";

    b) de imediato o AQ de nível superior seria extinto, e não há garantias de que o valor liberado do orçamento seria revertido para reajustes em prol dos técnicos (ou servidores em geral);

    c) Qual o interesse da Administração na implementação do NS para Técnico? À primeira vista, garantir mão de obra mais qualificada para a prestação dos serviços. No fundo, sabemos que isso pode ser garantido sem a implementação do NS. O nível do concurso já elimina boa parte dos menos qualificados, com ou sem diploma de nível superior. Como já dito, muitos técnicos já têm NS, e aqueles que não o têm definitivamente não foi por falta de competência ou capacidade intelectual (hoje em dia é muito mais fácil se formar em uma faculdade, mesmo em uma federal, que ser aprovado nos concursos do PJU/MPU). Então, o interesse da Administração é ter o mesmo nível de mão-de-obra a um custo menor. Hoje temos (mal mal) definidas - grosso modo - as atribuições de técnico como "menos complexas" e as de analista como "mais complexas". Aprovado o NS para técnico, pode-se alterar as atribuições de técnico para "menos complexas ou mais complexas" e reservar aos analistas as atribuições de assessoramento (no caso dos analistas de Direito) e gestão (no caso dos analistas administrativos). Isso reduziria enormemente a demanda por analistas, permitindo que a maior parte dos novos provimentos seja de técnicos. Precisa de um auxiliar para minutas de despachos de mero expediente, sentenças menos complexas, ou pareceres administrativos? Nomeia-se um técnico. Precisa de alguém para minutas de votos mais complexos, compilação de jurisprudência etc ou funções decisórias na "área-meio"? Desloca-se para a vaga um analista que hoje esteja realizando atribuições consideradas "complexas" e nomeia-se, para a vaga, um técnico. Em suma, para o Técnico o NS tem grande potencial de significar mais trabalho (ou, pelo menos, trabalhos "mais complexos") e menor chance de acesso ao cargo de Analista pela via de concursos (que serão menos frequentes, já que seria reduzida demanda por analistas - então reservados apenas às atribuições superiores).

    - Já o Analista, seguindo essa minha tese, deveria ser a favor do NS para técnicos, pelos seguintes motivos:
    a) se for levado a sério o argumento atual de que "o Técnico recebe muito para um cargo de nível médio", os técnicos hoje são um peso segurando os reajustes dos analistas. Afinal, a proporção salarial entre os cargos vem sendo mantida há tempos, com o primeiro nível de analista ligeiramente superior ao último nível de técnico.

    b) Se o interesse da Administração for realmente o que eu acredito, de redistribuir as atribuições dos cargos e nomear mais técnicos que analistas futuramente (para liberação do orçamento), a carreira de Analista tenderia a ser mais enxuta e mais bem posicionada junto à administração (supondo que ficassem a eles reservadas as funções de gestão e assessoramento superior). Ambas as condições (carreira enxuta e status superior) facilitariam o atendimento de pleitos específicos ao cargo de Analista, pois o impacto financeiro seria reduzido. Por exemplo, na reestruturação das carreiras poderia ser estipulado que os cargos em comissão de nível mais avançado (especialmente na área de gestão) seriam ocupados exclusivamente (ou preferencialmente) por analistas.

    Lógico que essas minhas conclusões derivam da minha visão do que seria mais interessante à Administração e, consequentemente, qual seria o plano de carreira por mim elaborado (visando apenas ao interesse da Administração) caso recebesse tal atribuição.


    Quanto à discussão sobre se estar "retirando o acesso de pessoas sem formação superior ao Judiciário", acho que não merece prosperar. Para tanto, deveríamos considerar o concurso público como um fim em si mesmo, uma forma de política social, quando na verdade ele é um meio para se atingir o real fim - buscar os candidatos mais qualificados para a prestação de serviços públicos de qualidade à sociedade.

    A exigência de nível mínimo de escolaridade para acesso a determinado cargo se dá segundo a complexidade das atribuições do cargo. Se determinado cargo passa a assumir atribuições mais complexas, em decorrência da evolução tecnológica, ou a própria evolução do serviço público, nada mais natural que se exija dos candidatos um nível maior de conhecimento, tanto na prova de acesso ao cargo quanto na exigência de escolaridade superior.

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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Ter 12 Fev 2019, 7:43 am

    androsvilazza, o NS morreu. Não tem mais pq discutir ele.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por Galizezin em Ter 12 Fev 2019, 8:28 am

    como assim não há qualquer garantia de valorização para NS? se a anajus fura olho é contra, é porque é bom para a carreira, simples assim. quem não enxerga que NS para analista tributário, policiais federais e rodoviários federais foi-lhes benéfico?

    a preocupação com AQ é a coisa mais absurda que existe. é muito fácil derrubar esse argumento, basta o minuteiro da carreira transferir a verba para aumento no VB, ou na GAJ.

    uma das benesses para a mudança de nível de ingresso seria poder lecionar, como o analista, que deseja advogar na esfera diferente de seu trabalho.


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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por servidor.tre em Ter 12 Fev 2019, 8:46 am

    darkshi escreveu:androsvilazza, o NS morreu. Não tem mais pq discutir ele.

    Desculpe-me pela ignorância, colegas.

    Mas como assim morreu?
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por ale1969 em Ter 12 Fev 2019, 8:54 am

    Pessoal, acho sinceramente inútil debater a reestruturação da carreira neste momento. Tudo bem que seja somente uma mera distração. Ocorre que a situação política não nos é favorável. Serão anos de profunda retirada de direitos e achatamentos salariais, fora a possibilidade real de demissão ou disponibilidade.

    A hora da união é essa, vamos apoiar as lutas dos trabalhadores. GREVE GERAL, JÁ!
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por flávio mansur de oliveira em Ter 12 Fev 2019, 9:33 am

    Ale1969, concordo integralmente com sua visão. Não vislumbro nos próximos anos qualquer medida que possa beneficiar servidor público. Acho que nossa luta não será por melhorias na carreira, mas sim pela manutenção dos nossos atuais direitos, sobretudo a estabilidade. Nós da JT teremos dificuldades ainda maiores.
    abs a todos
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Ter 12 Fev 2019, 10:19 am

    servidor.tre escreveu:
    darkshi escreveu:androsvilazza, o NS morreu. Não tem mais pq discutir ele.

    Desculpe-me pela ignorância, colegas.

    Mas como assim morreu?

    O NS nos moldes que os técnicos pró NS querem morreu. Não é mais discutido pela ADM ou pela Fenajufe.

    O problema que já foi apontado por muitos é que o NS em si não soluciona nada em relação a nossa carreira.


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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por VadeMekum em Ter 12 Fev 2019, 11:43 am

    ale1969 escreveu:Pessoal, acho sinceramente inútil debater a reestruturação da carreira neste momento. Tudo bem que seja somente uma mera distração. Ocorre que a situação política não nos é favorável. Serão anos de profunda retirada de direitos e achatamentos salariais, fora a possibilidade real de demissão ou disponibilidade.

    A hora da união é essa, vamos apoiar as lutas dos trabalhadores. GREVE GERAL, JÁ!


    Pelo que o tal Mala disse na entrevista, é prevista a retirada da estabilidade para novos concursados. Ele mesmo se referiu a direito adquirido de quem já a obteve.


    Nada comentou sobre eventual aprovação da tal LC que regula a demissão por insuficiência de desempenho.

    No entanto, vai ser TENSO se alguém tiver ingressado recentemente em algum cargo e esteja no estágio probatório. Como não se tem direito adquirido subjetivo, se realmente alterarem a regra antes de o servidor completar os 03 anos, não sei como essas pessoas irão fazer. Quem puder pedir recondução é bom ficar esperto.

    Aliás, não é de hoje que essa questão de estabilidade entra em foco.

    Não foi no governo do FHC que se criou a figura do "emprego público"? Isto é, seleciona-se via concurso, mas a contratação é pela CLT, sem direito algum a estabilidade.

    Isso aí é fria pra quem é lotado em sociedade de economia mista (Banco Brasil), empresa pública (Correios, CEF). Pois se privatizar, dançou, vide a antiga TELEBRAS, TELESP, EMBRATEL etc.

    Via de regra na Administração DIRETA sempre houve provimento para cargos via RPPS. Se for retirada a estabilidade mesmo, fico curioso se a nova "casta" de servidores ficará na vibe de empregados públicos regidos pela CLT.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por Jubilando em Ter 12 Fev 2019, 11:48 am

    VadeMekum escreveu:
    ale1969 escreveu:Pessoal, acho sinceramente inútil debater a reestruturação da carreira neste momento. Tudo bem que seja somente uma mera distração. Ocorre que a situação política não nos é favorável. Serão anos de profunda retirada de direitos e achatamentos salariais, fora a possibilidade real de demissão ou disponibilidade.

    A hora da união é essa, vamos apoiar as lutas dos trabalhadores. GREVE GERAL, JÁ!


    Pelo que o tal Mala disse na entrevista, é prevista a retirada da estabilidade para novos concursados. Ele mesmo se referiu a direito adquirido de quem já a obteve.


    Nada comentou sobre eventual aprovação da tal LC que regula a demissão por insuficiência de desempenho.

    No entanto, vai ser TENSO se alguém tiver ingressado recentemente em algum cargo e esteja no estágio probatório. Como não se tem direito adquirido subjetivo, se realmente alterarem a regra antes de o servidor completar os 03 anos, não sei como essas pessoas irão fazer. Quem puder pedir recondução é bom ficar esperto.

    Aliás, não é de hoje que essa questão de estabilidade entra em foco.

    Não foi no governo do FHC que se criou a figura do "emprego público"? Isto é, seleciona-se via concurso, mas a contratação é pela CLT, sem direito algum a estabilidade.

    Isso aí é fria pra quem é lotado em sociedade de economia mista (Banco Brasil), empresa pública (Correios, CEF). Pois se privatizar, dançou, vide a antiga TELEBRAS, TELESP, EMBRATEL etc.

    Via de regra na Administração DIRETA sempre houve provimento para cargos via RPPS. Se for retirada a estabilidade mesmo, fico curioso se a nova "casta" de servidores ficará na vibe de empregados públicos regidos pela CLT.

    Nesses exemplos do passado ainda existe o FGTS, e no caso de estatutários, como ficaria? Mãozinha na frente e outra atrás??
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por servidor.tre em Ter 12 Fev 2019, 12:35 pm

    darkshi escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    darkshi escreveu:androsvilazza, o NS morreu. Não tem mais pq discutir ele.

    Desculpe-me pela ignorância, colegas.

    Mas como assim morreu?

    O NS nos moldes que os técnicos pró NS querem morreu. Não é mais discutido pela ADM ou pela Fenajufe.

    O problema que já foi apontado por muitos é que o NS  em si não soluciona nada em relação a nossa carreira.



    Obrigado pelos esclarecimentos, colega.

    Que essa reforma administrativa seja boa para TODOS.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por jornalista em Ter 12 Fev 2019, 6:10 pm

    ale1969 escreveu:Pessoal, acho sinceramente inútil debater a reestruturação da carreira neste momento. Tudo bem que seja somente uma mera distração. Ocorre que a situação política não nos é favorável. Serão anos de profunda retirada de direitos e achatamentos salariais, fora a possibilidade real de demissão ou disponibilidade.

    A hora da união é essa, vamos apoiar as lutas dos trabalhadores. GREVE GERAL, JÁ!
    Não sei em que órgão você trabalha, mas na JF há TRF que quase nem nomeia com concurso válido e há muitos cargos vagos decorrentes de aposentadorias. Toda semana o boletim administrativo traz aposentadorias. Se for real e generalizada a demissão, haverá TRF fechado.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por maligna em Ter 12 Fev 2019, 7:40 pm

    Funcionário público regido pela CLT sempre existiu, desde antes da CF/88, a nível municipal, estadual e federal. Não foi FHC quem criou essa situação.
    Sinceramente? Os funcionários de estatais, regidos pela CLT, encontram-se em situação muito mais confortável do que a nossa. Têm FGTS (uma bênção) e gozam de estabilidade, se não de direito, decerto de fato. Vejam a jurisprudência. Além disso, têm suas causas julgadas pela JT, que é uma santa mãe. Para os filhos dos outros, não para seus próprios servidores.
    Mais: já estava na hora de pôr um fim nessas nomeações de mais servidores. Nossa carreira já está mais do que inchada, qualquer reajuste com menos de dois dígitos já fica difícil, provoca um grande rombo. De verdade.
    No mais, só vejo um caminho para a gente. Aquecimento da economia. Iniciativa privada tem mesmo que pagar muito bem mesmo, melhor do que serviço público. Só assim para deixarem de pegar no nosso pé, esquecerem um pouco da gente.
    Chega do Estado onipresente, todo poderoso, que dita todas as regras e interfere demasiada e negativamente nas relações privadas. E, pior, com um grande número de funcionários que dele dependem, sem intenção alguma de empreender.
    Sem iniciativa privada para fazer girar a economia, a fonte seca. Quem vai gerar as riquezas do país? De onde a União vai tirar recursos para bancar seus funcionários?
    Nesse aspecto, a JT precisa fazer seu dever de casa. Não e à toa que ela é a bola da vez, está na mira de muita gente, inclusive de empresários que preferem deixar de empregar muita gente. Infelizmente. precisamos da iniciativa privada para nos bancar. E de uma economia forte, que encoraje a iniciativa privada a empreender.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por Bastião em Ter 12 Fev 2019, 9:04 pm

    Quase caiu uma lágrima.
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por maligna em Ter 12 Fev 2019, 9:07 pm

    Bastião escreveu:Quase caiu uma lágrima.

    Não entendi
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por euvoltei em Qua 13 Fev 2019, 9:03 am

    Carreira diferenciada para Tribunais Superiores acho que não passa:

    1) Parece mais uma onda da base, do que um desejo da cúpula;
    2) Nos TS quem precisa ser valorizado(na visão da cúpula) já está com sua CJ ou sua FC-06, sua vaga privativa, celular funcional, etc;
    3) A alta rotatividade que incomodava a cúpula dos TS acabou, pois os concursos em geral acabaram;
    4) EC 95 tá válida, mesmo para o TS aumentar a folha, pode comprometer os outros gastos (carros, viagens, etc);


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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por darkshi em Qua 13 Fev 2019, 2:23 pm

    Carreira de superiores nunca passou de lobby de meia duzia de servidores do STF e do STJ. Nunca foi realmente levado a sério pela ADM.

    NS é levado a sério (mas descartado do modo que os pró NS querem pelo simples fato de não solucionar nada).
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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

    Mensagem por Sniper em Qua 13 Fev 2019, 3:29 pm

    darkshi escreveu:Carreira de superiores nunca passou de lobby de meia duzia de servidores do STF e do STJ. Nunca foi realmente levado a sério pela ADM.

    NS é levado a sério (mas descartado do modo que os pró NS querem pelo simples fato de não solucionar nada).

    NS para técnico será aprovado porque é necessário para a unificação das carreiras.
    Carreira única está mais perto do que se imagina.

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    Re: Carreira exclusiva dos tribunais superiores

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