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    Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

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    Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016 - Qual o seu grau de consonância?

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    Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Admin em Qui 23 Jun 2016, 4:44 pm

    Caro Colega,
    O CNJ publicou a Resolução 227 de 15/06/2016 que regulamenta o Teletrabalho no âmbito do Poder Judiciário.

    Resolução 227/16
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    14/06/2016 - 17h08 - Aprovada resolução que regulamenta o teletrabalho no Poder Judiciário
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    22/06/2016 - 10h00 - Servidores em teletrabalho superam metas de produtividade nos tribunais
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    Neste contexto, numa escala de 1 a 5, qual o seu grau de consonância com o tema?

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por rogcampinas em Qui 23 Jun 2016, 6:17 pm

    Sinto-me à vontade de opinar a respeito, uma vez que, por alguns anos, viajei mais de 100km entre casa e trabalho (TRF3). O teletrabalho é, ao mesmo tempo, mãe e madrasta. É bom e ruim. Pra quem se enquadrar, o lado bom fica por conta da qualidade de vida que o servidor ganhará, tal como tempo maior para família, lazer, estudos etc (só com a desnecessidade de se deslocamentos já se "economiza" tempo e $$), a sagrada paz do lar (sem encheção de saco presencial da chefia), e por aí vai, DESDE QUE - e aqui entra a parte ruim, além da cobrança maior -  o servidor tenha cabeça pra administrar o tempo da vida profissional e da particular, sem deixar uma misturar/repercutir na outra, do contrário, ou o serviço vai por água abaixo (e o sujeito toma aquele esporro virtual, p.a. etc) ou o serviço engole o peão e a sua vida privada é que vai por água abaixo (rolando um estresse básico, discussões em família etc). A moeda sempre tem dois lados. Vai de cada um.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Felizarda em Sex 24 Jun 2016, 9:50 am

    rogcampinas escreveu:Sinto-me à vontade de opinar a respeito, uma vez que, por alguns anos, viajei mais de 100km entre casa e trabalho (TRF3). O teletrabalho é, ao mesmo tempo, mãe e madrasta. É bom e ruim. Pra quem se enquadrar, o lado bom fica por conta da qualidade de vida que o servidor ganhará, tal como tempo maior para família, lazer, estudos etc (só com a desnecessidade de se deslocamentos já se "economiza" tempo e $$), a sagrada paz do lar (sem encheção de saco presencial da chefia), e por aí vai, DESDE QUE - e aqui entra a parte ruim, além da cobrança maior -  o servidor tenha cabeça pra administrar o tempo da vida profissional e da particular, sem deixar uma misturar/repercutir na outra, do contrário, ou o serviço vai por água abaixo (e o sujeito toma aquele esporro virtual, p.a. etc) ou o serviço engole o peão e a sua vida privada é que vai por água abaixo (rolando um estresse básico, discussões em família etc). A moeda sempre tem dois lados. Vai de cada um.


    Concordo plenamente com vc. A pessoa tem que ser extremamente organizada na administração do tempo , assim o teletrabalho vai ser uma mãe.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Sex 24 Jun 2016, 8:24 pm

    Teletrabalho lembra um pouco a rotina de alguns Oficiais de Justiça - pelo menos o da Vara do Trabalho onde labutei nos primeiros 15 anos de PJU.   Ele ia na VT toda terça-feira bem cedinho, pegava "o serviço" da semana, fazia um roteiro bastante minuncioso (inclusive com GPS) e só voltava no final das tardes das quintas-feiras - entregando tudo prontinho pra Diretora, e já com sua prancha de surf em cima do carro...     Só saia da rotina quando havia leilão...

          Falava que isso era "liberdade", que estava feliz por não "bater ponto" todo dia...  Mas reclamava da contrapartida: necessidade de possuir 2 carros - sendo um pra trampar (bem econômico de combustível) e outro pro uso pessoal ...      Segundo ele, a cada 6 meses tinha que trocar a suspensão do carro que usava no trabalho, devido ao excesso de deslocamentos, buracos na estrada etc etc..

      Aqui no TST, no TELETRABALHO, tem que vir quinzenalmente pra prestar contas - com cota de 15% a mais que os colegas (área administrativa, não em gabinetes) ... É ótimo pra quem gosta de ficar em casa e quer ter mais tempo pro esporte, estudo, hobbies, deixar filhos na escola etc...

      Por incrível que pareça, aqui no meu setor, só eu que me interessei pelo TT ...Dois colegas dizem que "tem mesmo que vir todo dia", p/ trazer os filhos pra creche; outras servidoras alegam que os maridos trabalham nos órgãos público próximos; já outros dizem que em cidades como Brasília, não compensaria ficar em casa...
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por PAS_Jud.2011 em Ter 28 Jun 2016, 1:32 am

    Xiola escreveu:Teletrabalho lembra um pouco a rotina de alguns Oficiais de Justiça - pelo menos o da Vara do Trabalho onde labutei nos primeiros 15 anos de PJU.   Ele ia na VT toda terça-feira bem cedinho, pegava "o serviço" da semana, fazia um roteiro bastante minuncioso (inclusive com GPS) e só voltava no final das tardes das quintas-feiras - entregando tudo prontinho pra Diretora, e já com sua prancha de surf em cima do carro...     Só saia da rotina quando havia leilão...

          Falava que isso era "liberdade", que estava feliz por não "bater ponto" todo dia...  Mas reclamava da contrapartida: necessidade de possuir 2 carros - sendo um pra trampar (bem econômico de combustível) e outro pro uso pessoal ...      Segundo ele, a cada 6 meses tinha que trocar a suspensão do carro que usava no trabalho, devido ao excesso de deslocamentos, buracos na estrada etc etc..

      Aqui no TST, no TELETRABALHO, tem que vir quinzenalmente pra prestar contas - com cota de 15% a mais que os colegas (área administrativa, não em gabinetes) ... É ótimo pra quem gosta de ficar em casa e quer ter mais tempo pro esporte, estudo, hobbies, deixar filhos na escola etc...

      Por incrível que pareça, aqui no meu setor, só eu que me interessei pelo TT ...Dois colegas dizem que "tem mesmo que vir todo dia", p/ trazer os filhos pra creche; outras servidoras alegam que os maridos trabalham nos órgãos público próximos; já outros dizem que em cidades como Brasília, não compensaria ficar em casa...

    Deve ser uma playboyzada que mora no plano piloto e regiões próximas ao tribunal, pra avaliarem assim! Eu morando até 15 km do trampo, não faria TT, ainda mais trabalhando com chefe de boa e equipe agradável.... Mas pra quem mora em satélite é uma boa estratégia de ganhar até 2 h do seu dia.... Lá no TJ a galera tá fazendo... A reclamação geral tem sido a produtividade aumentada exigida! No supremo, já estão em fase de teste, lá cobra-se produtividade; colega de lá preferiu não entrar no primeiro momento, não vou muita vantagem; ele é da distribuição, parece-me! Mas disse que tem colegas dele lá já adorando esse esquema, mesmo ralando um pouco mais... Não sei, mas eu penso futuramente aderir, até pq sou um desses pobres mortais moradores de cidade satélite....
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Ter 28 Jun 2016, 6:11 pm

    É...quando eu morava no Nordeste, fiquei 15 anos viajando todo dia 120 km, da capital pro interior - pois não existia concurso interno de remoção (as remoções para a capital dependiam de parentesco ou amizade com político/desembargador e, eventualmente, no caso das mulheres, por atributos físicos).  Vi muita gata linda, recém aprovada, ser nomeada direto na capital - em detrimento da rapaziada alegre, os "antigões", que ficavam "mofando" no interior.          Teletrabalho ?   Nem pensar: a internet ainda estava "engatinhando".

    E isso só mudou há pouco tempo, quando o CSJT praticamente obrigou todos os TRT's a fazerem concursos internos de remoção (a exemplo da Justiça Federal).            

    Com relação ao TELETRABALHO - aqui no âmbito do TST - entendo que cada pessoa tem uma realidade diferente, que faz com que se interesse ou não pela modalidade: tenho colegas que moram aqui na Asa Sul, pertinho do TST, não pagam aluguel e ganharam apts., nos anos 70, na zona nobre da cidade (onde hoje um apt. custa 1,3 milhão de reais). Esses aí não querem ficar em casa...  Outros moram em bairros não muito longe e vem de moto.   Outros tem filhos na creche do TST.  Outros tem esposas trabalhando no STJ, TSE (bem ao lado), e geralmente preferem vir dirigindo até aqui com elas...    Outros são esposas de Ministros..  Outros moram nas cidades satélite - e pegam engarrafamentos quilométricos todo santo dia.   Cada caso é um caso.    No meu específico, prefiro trabalhar em casa, pois tô de saco cheio de bater ponto há décadas...e economizo as 2h40min todo dia que fico parado no trânsito, para estudar, tocar violão, andar de "bike" e pegar meu filho na escola.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por fmelo em Qua 29 Jun 2016, 9:23 am

    A única questão que não consigo entender é a exigência de produtividade maior. Qual seria a fundamentação para isso? Estão praticamente assumindo que o modelo atual de exigir a presença do servidor por 8h fixas diárias no local de trabalho é menos eficiente que trabalhar por metas pessoais. Além disso, o único critério objetivo pra aferir produtividade é o número de processos trabalhados ou número de decisões/despachos proferidas/os, o que também não quer dizer nada, já que cada processo pode demandar mais tempo que o outro.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por juolbelo em Qua 29 Jun 2016, 3:48 pm

    fmelo escreveu:A única questão que não consigo entender é a exigência de produtividade maior. Qual seria a fundamentação para isso? Estão praticamente assumindo que o modelo atual de exigir a presença do servidor por 8h fixas diárias no local de trabalho é menos eficiente que trabalhar por metas pessoais. Além disso, o único critério objetivo pra aferir produtividade é o número de processos trabalhados ou número de decisões/despachos proferidas/os, o que também não quer dizer nada, já que cada processo pode demandar mais tempo que o outro.



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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Qua 29 Jun 2016, 4:23 pm

    É... também acho que essa exigência de 15% a mais de "cota" não se justifica...    É quase como uma "mea culpa" da administração, como estivesse se "desculpando" com a opinião pública, por permitir que o servidor fique em casa...

                 Está escrito que quem tem subordinados não pode aderir ao teletrabalho... Até aí, tudo bem..         Mas meu chefe também entende que quem for trabalhar em casa deverá receber sempre uma FC menor do que quem está "presencialmente" no órgão; o que considero uma tremenda sacanagem e discriminação, pois parece que estão nos fazendo um favor, e que, em contrapartida,  caberia aos adeptos do Teletrabalho"compensar a benesse", por exemplo, abrindo mão de uma FC3 "no órgão" para ficar com uma FC2 "em casa".

    Aqui no meu setor, ninguém quer fazer TT, então não vejo porque eu deveria abrir mão de minha FC(ou trocar por uma menor), se vou fazer exatamente a mesma coisa (+15% ) em casa.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por josebarbos em Qui 07 Jul 2016, 1:02 pm

    fmelo escreveu:A única questão que não consigo entender é a exigência de produtividade maior. Qual seria a fundamentação para isso? Estão praticamente assumindo que o modelo atual de exigir a presença do servidor por 8h fixas diárias no local de trabalho é menos eficiente que trabalhar por metas pessoais. Além disso, o único critério objetivo pra aferir produtividade é o número de processos trabalhados ou número de decisões/despachos proferidas/os, o que também não quer dizer nada, já que cada processo pode demandar mais tempo que o outro.

    Este seria uma espécie de "custo de disponibilidade". Como você passa a fazer seu horário e não está à disposição, certos tipos de tarefa que "demandam urgência" deixam de ser feitas, atrasam, ou são delegadas a colegas que estão presencialmente lotados. O mesmo ocorre com certas demandas que não computam produtividade mas são necessárias ao bom andamento da unidade, como atendimento dos usuários internos e externos, presencialmente via telefone etc.

    Como você em tese tem prazo de 24 horas para qualquer coisa (tem que ler o e-mail uma vez por dia e ali seria demandado alguma atividade), este seria o ponto de equilíbrio.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Hewlett em Qui 07 Jul 2016, 3:09 pm

    josebarbos escreveu:
    fmelo escreveu:A única questão que não consigo entender é a exigência de produtividade maior. Qual seria a fundamentação para isso? Estão praticamente assumindo que o modelo atual de exigir a presença do servidor por 8h fixas diárias no local de trabalho é menos eficiente que trabalhar por metas pessoais. Além disso, o único critério objetivo pra aferir produtividade é o número de processos trabalhados ou número de decisões/despachos proferidas/os, o que também não quer dizer nada, já que cada processo pode demandar mais tempo que o outro.

    Este seria uma espécie de "custo de disponibilidade". Como você passa a fazer seu horário e não está à disposição, certos tipos de tarefa que "demandam urgência" deixam de ser feitas, atrasam, ou são delegadas a colegas que estão presencialmente lotados. O mesmo ocorre com certas demandas que não computam produtividade mas são necessárias ao bom andamento da unidade, como atendimento dos usuários internos e externos, presencialmente via telefone etc.

    Como você em tese tem prazo de 24 horas para qualquer coisa (tem que ler o e-mail uma vez por dia e ali seria demandado alguma atividade), este seria o ponto de equilíbrio.

    José Barbosa, você está empolgado com o teletrabalho? acha vantajoso?
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Sex 08 Jul 2016, 12:24 am

    Estávamos conversando sobre teletrabalho aqui na sala, e veio à tona o famoso "TQQ" dos magistrados...    No início dos anos 90, como minha JCJ (Junta de Conciliação e Julgamento) - atual Vara do Trabalho - era pequena, com poucos processos, o esquema ficava só no "Q": o togadão ia pro interior apenas nas quartas-feiras bem cedinho, fazia as audiências num único "pautão" gigante e, ao anoitecer, tchau !!!  Só depois, com o advento da execução previdenciária pela JT, é que o esquema virou "TQ" e, mais recentemente, "TQQ"...
     Com o Teletrabalho, doravante, "exorcisarei" os anos em que mal via os capa pretas.     No meu caso específico, c/ obrigação de apenas quinzenalmente comparecer ao órgão,  se puder, levarei meu notebook até pra praia ...  
      Assuntos urgentes  ?   Como já passei décadas cuidando deles, agora delego aos novatos, pois não sou egoísta.



    "Ah, encha a Taça: - de que vale repetir
    Que o Tempo passa rápido sob nossos Pés:
    Não nascido no amanhã, e falecido Ontem,
    Por que angustiar-se frente a eles se o Hoje pode ser doce?"
                                                                                      Omar Khayyám(poeta persa)
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por herval em Sex 08 Jul 2016, 9:11 am

    TELETRABALHO somente é bom se ambas as partes (adm e servidor) tiverem vantagens equilibradas.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Sex 08 Jul 2016, 9:55 am

    "TELETRABALHO somente é bom se ambas as partes (adm e servidor) tiverem vantagens equilibradas."

    Eu diria isso a meus filhos, ou ensinaria a meus alunos...

    Mas - pra ser sincero - teletrabalho só é bom se eu tirar a vantagem.     "Id est", a vantagem da administração não me interessa.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por josebarbos em Sex 08 Jul 2016, 10:13 am

    Hewlett escreveu:

    José Barbosa, você está empolgado com o teletrabalho? acha vantajoso?

    Não estou empolgado pela cultura organizacional, mas se pudesse, aderiria imediatamente.

    Em casa tenho uma estrutura de trabalho muito melhor do que a Administração me oferece, tenho o perfil necessário de ser autodidata e autossuficiente, e mui particularmente, poderia trabalhar num horário não convencional que é quando me sinto muito mais produtivo, além de outras vantagens.

    Não acho que é bom para todo o mundo. Às vezes, é sim uma medida superestimada, tem que ter disciplina para saber separar pessoal do profissional.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Hewlett em Sex 08 Jul 2016, 11:03 am

    josebarbos escreveu:
    Hewlett escreveu:

    José Barbosa, você está empolgado com o teletrabalho? acha vantajoso?

    Não estou empolgado pela cultura organizacional, mas se pudesse, aderiria imediatamente.

    Em casa tenho uma estrutura de trabalho muito melhor do que a Administração me oferece, tenho o perfil necessário de ser autodidata e autossuficiente, e mui particularmente, poderia trabalhar num horário não convencional que é quando me sinto muito mais produtivo, além de outras vantagens.

    Não acho que é bom para todo o mundo. Às vezes, é sim uma medida superestimada, tem que ter disciplina para saber separar pessoal do profissional.

    Pior falha da nossa cultura organizacional, no local em que trabalho, acho que é o servidor "faz tudo". Precisaríamos de melhor divisão de tarefas.

    Mas acredito (opinião) que o teletrabalho seria uma medida muito boa para elevar a motivação e dinamismo dentro da instituição.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Ronnie Adams em Ter 12 Jul 2016, 1:58 pm

    Penso que seu chefe está coberto de razão. Aqui no STF onde não há fcs pra quase todos com o JT a coisa fica mais evidente: cara tem fc e ainda trabalha em casa enquanto o que não tem é obrigado a vir pra repartição.

    Xiola escreveu:É... também acho que essa exigência de 15% a mais de "cota" não se justifica...    É quase como uma "mea culpa" da administração, como estivesse se "desculpando" com a opinião pública, por permitir que o servidor fique em casa...

                 Está escrito que quem tem subordinados não pode aderir ao teletrabalho... Até aí, tudo bem..         Mas meu chefe também entende que quem for trabalhar em casa deverá receber sempre uma FC menor do que quem está "presencialmente" no órgão; o que considero uma tremenda sacanagem e discriminação, pois parece que estão nos fazendo um favor, e que, em contrapartida,  caberia aos adeptos do Teletrabalho"compensar a benesse", por exemplo, abrindo mão de uma FC3 "no órgão" para ficar com uma FC2 "em casa".

                Aqui no meu setor, ninguém quer fazer TT, então não vejo porque eu deveria abrir mão de minha FC(ou trocar por uma menor), se vou fazer exatamente a mesma coisa (+15% ) em casa.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Qui 14 Jul 2016, 9:55 pm

    Os chefes defendem o interesse deles; eu defendo o meu.  
     
      Mereço minha FC, pois faço exatamente o mesmo trabalho (com plus de +15%), seja em casa ou dentro do prédio do TST.

      Tem muita, mas muita gente que não é do "Teletrabalho", mas fazem voto de AI-RR em casa: moram em Goiânia, Rio e até nos EUA - e muitos dessa turminha ganham CJ, e - dizem as más línguas - até "terceirizam" o labor...

     Tenho colegas que não tem FC - lamento por eles.


    Última edição por Xiola em Sex 15 Jul 2016, 1:17 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por darkshi em Qui 14 Jul 2016, 10:54 pm

    Felizarda escreveu:
    rogcampinas escreveu:Sinto-me à vontade de opinar a respeito, uma vez que, por alguns anos, viajei mais de 100km entre casa e trabalho (TRF3). O teletrabalho é, ao mesmo tempo, mãe e madrasta. É bom e ruim. Pra quem se enquadrar, o lado bom fica por conta da qualidade de vida que o servidor ganhará, tal como tempo maior para família, lazer, estudos etc (só com a desnecessidade de se deslocamentos já se "economiza" tempo e $$), a sagrada paz do lar (sem encheção de saco presencial da chefia), e por aí vai, DESDE QUE - e aqui entra a parte ruim, além da cobrança maior -  o servidor tenha cabeça pra administrar o tempo da vida profissional e da particular, sem deixar uma misturar/repercutir na outra, do contrário, ou o serviço vai por água abaixo (e o sujeito toma aquele esporro virtual, p.a. etc) ou o serviço engole o peão e a sua vida privada é que vai por água abaixo (rolando um estresse básico, discussões em família etc). A moeda sempre tem dois lados. Vai de cada um.


    Concordo plenamente com vc. A pessoa tem que ser extremamente organizada na administração do tempo , assim o teletrabalho vai ser uma mãe.

    E ter uma família que entenda que mesmo vcs estando em casas vc está trabalhando.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por gauchaguerreira em Seg 18 Jul 2016, 2:01 pm

    acho interessante. Penso que uma pessoa organizada tem condições de trabalhar sem qualquer sobressaltos.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por PAS_Jud.2011 em Seg 18 Jul 2016, 2:52 pm

    Xiola escreveu:Os chefes defendem o interesse deles; eu defendo o meu.  
     
      Mereço minha FC, pois faço exatamente o mesmo trabalho (com plus de +15%), seja em casa ou dentro do prédio do TST.

      Tem muita, mas muita gente que não é do "Teletrabalho", mas fazem voto de AI-RR em casa: moram em Goiânia, Rio e até nos EUA - e muitos dessa turminha ganham CJ, e - dizem as más línguas - até "terceirizam" o labor...

     Tenho colegas que não tem FC - lamento por eles.

    Quando se é amigo do Rei, tudo vale, tudo pode. hehehehe Retrato claro do Jud. Conheço nego com FC3 no TJ que assessora Juiz e está fazendo teletrabalho numa boa, e vão pq querem uma vez ao Tribunal, ou por "combinado" com o Senhor Otoridade, o Juiz. Cada caso é um caso.
    Eu futuramente pretende aderir. Pois sei que posso fazer o trabalho numa boa em casa e até com menos distrações e entraves que há no local de trabalho. Fora que sobrará tempo pra fazer mil coisas de meu interesse, e tbm devido ao fato de ganhar 2 horas que gasto com deslocamento ao local de trabalho (casa - tribunal).

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por TécnicoJud em Qua 20 Jul 2016, 9:08 am




    Comissão aprova estabilidade para servidor que entrou sem concurso até 1990
    19/07/16 11:21


    Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 13/7, proposta de emenda à Constituição que concede estabilidade a servidores celetistas admitidos sem concurso público e em exercício do cargo até a véspera do início da vigência do Regime Jurídico dos Servidores da União (Lei 8.112/90).

    Como esta lei está em vigor a partir da data de sua publicação, 12 de dezembro de 1990, a data prevista nesta PEC é o dia anterior, 11 de dezembro de 1990.

    Também é requisito para ganhar a estabilidade que o servidor tenha cumprido pelo menos 20 anos de efetivo exercício no serviço público até a data de promulgação desta emenda à Constituição, caso seja aprovada pelo Congresso.

    O texto se aplica aos servidores públicos civis da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, admitidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), bem como aos ocupantes de cargos, funções e empregos de confiança, em comissão ou de livre exoneração.

    Substitutivo corrige deficiências

    O relator, deputado Atila Lins (PSD-AM), defendeu a aprovação do texto na forma de substitutivo à PEC 518/10, do deputado Pompeo de Matos (PDT-RS). “Da forma como está redigida a PEC 518/10, seriam declarados estáveis servidores admitidos às vésperas da promulgação da nova emenda constitucional, portanto, mais de vinte e cinco anos após a instituição da exigência constitucional de prévia aprovação em concurso público. Isso ocorreria mesmo que a proposição fizesse referência à instituição, do respectivo ente federativo, do regime jurídico dos ocupantes de cargo público”, disse o relator

    Segundo Átila Lins, “as apontadas deficiências redacionais da PEC 518/10, ainda que inadvertidas, afiguram-se extremamente graves”. Ele afirma que “o eventual acolhimento da proposta em sua forma original poderia dar margem a uma imensurável leva de contratações irregulares em todas as esferas da administração pública”.

    “Bastaria, para tanto, nomear servidores para cargos ou empregos em comissão antes da promulgação da nova emenda constitucional, que tais servidores ganhariam estabilidade logo em seguida. Salvo melhor juízo, não é essa a intenção de nenhum dos coautores da proposição”, ressaltou o relator, ao apresentar o novo texto.

    Atualmente, a garantia de estabilidade para servidores sem concurso é válida somente para aqueles que estavam em atividade em 5 outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição – e ocupavam o cargo há pelo menos cinco anos.

    Tramitação

    A proposta de emenda à Constituição seguirá para ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara. Caso aprovada, seguirá para análise do Senado Federal.
    Fonte: Agência Câmara
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por herval em Qua 20 Jul 2016, 11:52 am



    boa tarde,
    se não me engano quem entrou sem concurso até 1990 é contratado pela CLT desde antes de 90. Assim, em tese ainda continua trabalhando nos órgãos públicos. não poderão ser demitidos pois já tem estabilidade pela própria CLT. se forem, hipoteticamente demitidos a União terá que pagar FGTS e outras parcelas salarias de indenização. correto?
    parece-me que a adm publica também tem a ganhar. ou não?
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por herval em Qua 20 Jul 2016, 11:55 am


    Além disso, entre a constituição de 88 e a lei 8.112 de 90 qual era o regime no serviço público? em resumo, entre 1988 e 1990 como era os regimes nos órgãos públicos.
    help colegas universitários!
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Segunda-feira em Ter 26 Jul 2016, 5:08 pm

    gauchaguerreira escreveu:acho interessante. Penso que uma pessoa organizada tem condições de trabalhar sem qualquer sobressaltos.

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por josebarbos em Qua 27 Jul 2016, 11:02 am

    Esta questão dos servidores entre 88 e 90 vai virar uma nova Lei 100, declarada inconstitucional.
    Quem der sorte e conseguir aposentar, garante a vida, o resto...
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Qui 28 Jul 2016, 4:34 am

    a) Rotina pessoal - de segunda a sexta-feira   - SEM teletrabalho:

    7h "batendo o ponto" no Tribunal + 2h deslocamentos de ida&volta (trânsito/stress) + 8h de sono + 1h academia + 6h para "outras atividades" (ex. refeições, estudo, pagamentos, atenção p/esposa & filhos, higiene pessoal, feira, mecânico, assistir TV etc.)....Total = 24 horas


    b) Rotina pessoal -   de segunda a sexta-feira - COM teletrabalho (idas quinzenais ao órgão):

    4h40min de trabalho em casa(sendo 1h de labuta, seguida por 10 min de descanso, em quatro "micro jornadas") + 0h trânsito + 1h  academia + 8h de sono + 10h20min para outras atividades.......Total= 24 horas

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------
    Obs: a duração do labor em casa pode aumentar, conforme o volume de processos.




    "Se amas a vida, aproveita o tempo, pois a vida é feita de tempo". Goethe
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Silveira em Seg 15 Ago 2016, 4:15 am

    Vai variar muito de pessoa para pessoa, mas que ele nunca seja obrigatório num futuro para todos, mesmo que parcialmente ou por conta de recursos limitados, por exemplo, como ocorre hoje em gabinetes, em que não cabem todos ao mesmo tempo para trabalhar plenamente, obrigando, na prática, que todos ou quase todos trabalharem em casa.

    Isto porque, somente para alguns será bom neste modelo atual de teletrabalho, pois se a pessoa já tem de sair de casa para levar crianças ou esposo em escola ou outro trabalho, mora perto, não gasta com estacionamento por ser uma cidade menor e mais pacata ( sou de BH e custo médio só do estacionamento varia de R$ 250.00 a R$ 350.00 ), ambiente legal de se trabalhar, função que é mais propícia a um ambiente mais coletivo do que o individual, poder se alimentar em casa por morar mais perto etc. Para estes não vejo muita vantagem o teletrabalho como é proposto, pois exige mais produtividade e, ninguém está falando no aumento de custos que terá. Pode até ser pequeno para alguns, já que, não tendo as condições expostos acima, gasta-se muito com estacionamento e alimentação, principalmente, mas não  é todo mundo que está nesta mesma situação. E se você não tem tais gastos, será um prejuízo,pois, se for por na ponta do lápis, verá que acabará tendo custos fixos e variáveis no médio e longo prazo. A conta de energia elétrica poderá aumentar pouco, mas aumentará. E para se ter um ambiente pelo menos igual ao que se tem em sua mesa de trabalho, terá que gastar bastante para manter um computador ou notebook com padrões atualizados mínimos ou ter 2 monitores, por exemplo, que não é muito comum para cada um dos equipamentos em casa ( eu, por exemplo, não consigo ter a mesma produtividade com 1 monitor somente e, às vezes, acho que precisaria era de 3 ao invés de 2 ). Sendo que já houve tempos em que eu não me preocupava com conta de energia, era pagar e pronto. E, por motivos óbvios, que não vou relembrar, estamos numa situação em que temos que ficar medindo tudo para sobrar um pouquinho ao final do mês ou mesmo para se conseguir somente chegar lá sem o cheque especial, acumulando em um consignado futuro. E o aumento merreca que tivemos não mudará tal situação para melhor. E quem pode bater no peito e falar que isso é mixaria é porque tem alguma condição especial : é casado com alguém que ganha bem, já tem um bom patrimônio próprio considerável ( que conquistou por outros meios, pois com o que ganhamos está bem difícil ter um alto patrimônio, às vezes, já ficamos felizes somente de não pagar aluguel e ter um ou dois carros ) ou é bancado por papai ou mamãe ricos, já que a maioria está na maior enrascada na área financeira, tendo que contar dindim por dindim para conseguir vencer a maratona financeira mensal ( quem tem filho ou filhos que o diga, são uns R$ 3.000,00 ou R$ 4.000,00 de gastos mensais para cada um em média, se morar em capital e quiser dar um mínimo de condições sociais adequadas para o seu filho de classe média ). E mesmo para quem é mais econômico e é mais antigo, mesmo com as diferenças que ganhou no passado, somente terá mais um ou dois imóveis ( casa, apartamento ) disponíveis para se ter uma renda extra, pois se for um sítio, por exemplo, somente haverá gastos e quase nenhuma renda extra. Ou se não tem nenhum imóvei extra,  tem no máximo um investimento médio de R$ 1.000.000,00 aplicados em algum lugar. Fora isso, somente situações excepcionais e que fogem da nossa realidade financeira totalmente, como ser empresário de sucesso, por exemplo, por investir com familiares etc. E, mesmo para quem tem um patrimônio mais considerável, quer mantê-lo o aumentá-lo se possível. E com o que estamos ganhando e com o que estamos já gastando, fica difícil manter tal patrimônio ( tenho dois carros, um moto e dois apartamentos e vejo que está difícil manter tudo com o que pago de gastos fixos e varíaveis - um dos carros até estou pensando até em vender para ter uma melhora nos gastos, mas que diminuirá a qualidade de vida isso diminuirá, pois ás vezes, terei de usar o transporte público, tendo um carro somente por causa de um filho pequeno que tenho, já que o único carro estará ocupado com a esposa no trabalho ).
    Enfim, somente valerá para quem já gasta muito, ou quem por motivos de segurança ( como eu, que para fugir do trânsito, sou obrigado a ir de moto para economizar R$ 400,00 ( R$ 300,00 de estacionamento e uns R$ 100,00 de combustível ), ou outro caso similar.

    Já para os demais, somente valerá a pena se houver pelo menos uma valor a título de indenização para os gastos que tiver. Pelo menos os custos fixos ( hardware ), mesmo que para isso houvesse a necessidade da comprovação com notas fiscais e de um período de depreciação que fosse levado em conta para a aquisição de um outro equipamento, para que fosse mantido, pelo menos, o mesmo padrão de equipamento que houvesse no local de trabalho.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Chaves em Seg 15 Ago 2016, 8:35 am

    Trabalho remoto, está aí algo que poderia estar na pauta dos sindicatos/federação, pois seria ótimo para servidores e administração, que iria economizar muito.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por ego_jr em Sex 19 Ago 2016, 5:01 pm

    Silveira escreveu:
    Vai variar muito de pessoa para pessoa, mas que ele nunca seja obrigatório num futuro para todos, mesmo que parcialmente ou por conta de recursos limitados, por exemplo, como ocorre hoje em gabinetes, em que não cabem todos ao mesmo tempo para trabalhar plenamente, obrigando, na prática, que todos ou quase todos trabalharem em casa.

    Isto porque, somente para alguns será bom neste modelo atual de teletrabalho, pois se a pessoa já tem de sair de casa para levar crianças ou esposo em escola ou outro trabalho, mora perto, não gasta com estacionamento por ser uma cidade menor e mais pacata ( sou de BH e custo médio só do estacionamento varia de R$ 250.00 a R$ 350.00 ), ambiente legal de se trabalhar, função que é mais propícia a um ambiente mais coletivo do que o individual, poder se alimentar em casa por morar mais perto etc. Para estes não vejo muita vantagem o teletrabalho como é proposto, pois exige mais produtividade e, ninguém está falando no aumento de custos que terá. Pode até ser pequeno para alguns, já que, não tendo as condições expostos acima, gasta-se muito com estacionamento e alimentação, principalmente, mas não  é todo mundo que está nesta mesma situação. E se você não tem tais gastos, será um prejuízo,pois, se for por na ponta do lápis, verá que acabará tendo custos fixos e variáveis no médio e longo prazo. A conta de energia elétrica poderá aumentar pouco, mas aumentará. E para se ter um ambiente pelo menos igual ao que se tem em sua mesa de trabalho, terá que gastar bastante para manter um computador ou notebook com padrões atualizados mínimos ou ter 2 monitores, por exemplo, que não é muito comum para cada um dos equipamentos em casa ( eu, por exemplo, não consigo ter a mesma produtividade com 1 monitor somente e, às vezes, acho que precisaria era de 3 ao invés de 2 ). Sendo que já houve tempos em que eu não me preocupava com conta de energia, era pagar e pronto. E, por motivos óbvios, que não vou relembrar, estamos numa situação em que temos que ficar medindo tudo para sobrar um pouquinho ao final do mês ou mesmo para se conseguir somente chegar lá sem o cheque especial, acumulando em um consignado futuro. E o aumento merreca que tivemos não mudará tal situação para melhor. E quem pode bater no peito e falar que isso é mixaria é porque tem alguma condição especial : é casado com alguém que ganha bem, já tem um bom patrimônio próprio considerável ( que conquistou por outros meios, pois com o que ganhamos está bem difícil ter um alto patrimônio, às vezes, já ficamos felizes somente de não pagar aluguel e ter um ou dois carros ) ou é bancado por papai ou mamãe ricos, já que a maioria está na maior enrascada na área financeira, tendo que contar dindim por dindim para conseguir vencer a maratona financeira mensal ( quem tem filho ou filhos que o diga, são uns R$ 3.000,00 ou R$ 4.000,00 de gastos mensais para cada um em média, se morar em capital e quiser dar um mínimo de condições sociais adequadas para o seu filho de classe média ). E mesmo para quem é mais econômico e é mais antigo, mesmo com as diferenças que ganhou no passado, somente terá mais um ou dois imóveis ( casa, apartamento ) disponíveis para se ter uma renda extra, pois se for um sítio, por exemplo, somente haverá gastos e quase nenhuma renda extra. Ou se não tem nenhum imóvei extra,  tem no máximo um investimento médio de R$ 1.000.000,00 aplicados em algum lugar. Fora isso, somente situações excepcionais e que fogem da nossa realidade financeira totalmente, como ser empresário de sucesso, por exemplo, por investir com familiares etc. E, mesmo para quem tem um patrimônio mais considerável, quer mantê-lo o aumentá-lo se possível. E com o que estamos ganhando e com o que estamos já gastando, fica difícil manter tal patrimônio ( tenho dois carros, um moto e dois apartamentos e vejo que está difícil manter tudo com o que pago de gastos fixos e varíaveis - um dos carros até estou pensando até em vender para ter uma melhora nos gastos, mas que diminuirá a qualidade de vida isso diminuirá, pois ás vezes, terei de usar o transporte público, tendo um carro somente por causa de um filho pequeno que tenho, já que o único carro estará ocupado com a esposa no trabalho ).
    Enfim, somente valerá para quem já gasta muito, ou quem por motivos de segurança ( como eu, que para fugir do trânsito, sou obrigado a ir de moto para economizar R$ 400,00 ( R$ 300,00 de estacionamento e uns R$ 100,00 de combustível ), ou outro caso similar.

    Já para os demais, somente valerá a pena se houver pelo menos uma valor a título de indenização para os gastos que tiver. Pelo menos os custos fixos ( hardware ), mesmo que para isso houvesse a necessidade da comprovação com notas fiscais e de um período de depreciação que fosse levado em conta para a aquisição de um outro equipamento, para que fosse mantido, pelo menos, o mesmo padrão de equipamento que houvesse no local de trabalho.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Oziris em Seg 22 Ago 2016, 5:19 pm

    Pra mim a primeira questão que deveriam melhorar seria retirar a exigência de ser estável, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra. Na verdade, muito pelo contrário: pelo fato do cara estar em estágio probatório, seria muito mais fácil medir o seu desempenho com ele estando sob as regras do teletrabalho.

    A outra restrição que deveriam retirar era de ir ao órgão a cada 15 dias. Poderia ser 1x ao mês e participar de reuniões por videoconferência sempre que necessário. Praticamente todos os regionais já possuem infraestrutura pra isso.

    Mas vejo como crucial a retirada desses 15 dias, pois permitiria que vários colegas que estão em outros estados pudessem voltar para suas famílias sem a necessidade de ficar desesperado correndo atrás de permuta e redistribuição.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por josebarbos em Qua 14 Set 2016, 10:32 am

    Oziris escreveu:Pra mim a primeira questão que deveriam melhorar seria retirar a exigência de ser estável, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra. Na verdade, muito pelo contrário: pelo fato do cara estar em estágio probatório, seria muito mais fácil medir o seu desempenho com ele estando sob as regras do teletrabalho.

    A outra restrição que deveriam retirar era de ir ao órgão a cada 15 dias. Poderia ser 1x ao mês e participar de reuniões por videoconferência sempre que necessário. Praticamente todos os regionais já possuem infraestrutura pra isso.

    Mas vejo como crucial a retirada desses 15 dias, pois permitiria que vários colegas que estão em outros estados pudessem voltar para suas famílias sem a necessidade de ficar desesperado correndo atrás de permuta e redistribuição.

    Como se trata de uma experiência piloto, numa mudança de cultura organizacional, ainda acho que é razoável. Afinal de contas, em tese, durante o estágio probatório, você teria que ficar sob a supervisão imediata de alguém, além de que, pela própria inexperiência ao exercer as atividades, a possibilidade de retrabalho e erros é grande. Além de que é preciso um tempo para verificar se o servidor tem características de responsabilidade e pró-atividade necessárias.

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Solange4 em Qua 14 Set 2016, 11:07 am

    Chaves escreveu:Trabalho remoto, está aí algo que poderia estar na pauta dos sindicatos/federação, pois seria ótimo para servidores e administração, que iria economizar muito.

    Muitos sindicatos são contra, por jogar o ônus da tecnologia ao servidor, aumento das metas e o que pra eles é o mais importante: "o afastamento do servidor do seu ambiente coletivo de trabalho e seu conseqüente isolamento dos colegas, perdendo vínculo pessoal com eles. Para os sindicatos, o home office seria uma forma engenhosa para “furar” e enfraquecer as mobilizações, reivindicações e greves da categoria"

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Oziris em Qui 15 Set 2016, 9:53 am

    josebarbos escreveu:
    Como se trata de uma experiência piloto, numa mudança de cultura organizacional, ainda acho que é razoável. Afinal de contas, em tese, durante o estágio probatório, você teria que ficar sob a supervisão imediata de alguém, além de que, pela própria inexperiência ao exercer as atividades, a possibilidade de retrabalho e erros é grande. Além de que é preciso um tempo para verificar se o servidor tem características de responsabilidade e pró-atividade necessárias.


    Na teoria com certeza! Mas na prática sabemos que não é bem assim e que, dependendo do ambiente, quanto mais tempo passa, menos produtivo fica o servidor. De qualquer forma essa exigência de ser estável é plausível e factível. Pra mim o que deveria mudar era a questão dos 15 dias, ou deixar a cargo de cada tribunal resolver isso.

    Com relação ao que a Solange4 trouxe, é bem isso mesmo. Sindicatos já possuem suas "metas" bem definidas que beneficiam seus diretores e afilhados, como todos já sabem. Basta ver na pauta a nova "luta" deles em permitir que OJAF receba FC5 junto com GAE.

    Se dependêssemos de sindicato, estaríamos "lutando" até agora pelo famigerado PLC28. Enquanto os sindicatos continuarem defendendo bandeiras de castas específicas de servidores, não tenho a menor esperança de que saiam coisas boas dessas discussões.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Chaves em Seg 19 Set 2016, 12:32 pm

    Solange4 escreveu:
    Chaves escreveu:Trabalho remoto, está aí algo que poderia estar na pauta dos sindicatos/federação, pois seria ótimo para servidores e administração, que iria economizar muito.

    Muitos sindicatos são contra, por jogar o ônus da tecnologia ao servidor, aumento das metas e o que pra eles é o mais importante: "o afastamento do servidor do seu ambiente coletivo de trabalho e seu conseqüente isolamento dos colegas, perdendo vínculo pessoal com eles. Para os sindicatos, o home office seria uma forma engenhosa para “furar” e enfraquecer as mobilizações, reivindicações e greves da categoria"


    Isso é uma preocupação econômica corporativa dos sindicatos. Tenho colegas da JF cujas varas adotaram esse sistema e estão todos muito satisfeitos. A administração, pois aumentou a produtividade e economia de energia e material e os servidores, que administram melhor o tempo, evitam trânsito, passam mais tempo com a família e aumenta sua qualidade de vida.
    Eu, particularmente, torço muito para que o TRF 5 adote oficialmente essa possibilidade. Todos ganham.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por subsidioja_ em Dom 02 Out 2016, 4:07 pm

    rogcampinas escreveu:Sinto-me à vontade de opinar a respeito, uma vez que, por alguns anos, viajei mais de 100km entre casa e trabalho (TRF3). O teletrabalho é, ao mesmo tempo, mãe e madrasta. É bom e ruim. Pra quem se enquadrar, o lado bom fica por conta da qualidade de vida que o servidor ganhará, tal como tempo maior para família, lazer, estudos etc (só com a desnecessidade de se deslocamentos já se "economiza" tempo e $$), a sagrada paz do lar (sem encheção de saco presencial da chefia), e por aí vai, DESDE QUE - e aqui entra a parte ruim, além da cobrança maior -  o servidor tenha cabeça pra administrar o tempo da vida profissional e da particular, sem deixar uma misturar/repercutir na outra, do contrário, ou o serviço vai por água abaixo (e o sujeito toma aquele esporro virtual, p.a. etc) ou o serviço engole o peão e a sua vida privada é que vai por água abaixo (rolando um estresse básico, discussões em família etc). A moeda sempre tem dois lados. Vai de cada um.

    Muitíssimo bem resumido.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por VadeMekum em Dom 09 Out 2016, 10:45 pm

    Vivo numa cidade de porte médio em SP.

    O Foro tem estacionamento próprio.

    Moro a 2 km do Foro e gasto 05 minutos para chegar ao trabalho.

    O pessoal da vara e a chefia nem cheira nem fede.

    A vara já está bem organizada de sorte que a demanda de trabalho é aceitável.

    Sou pão duro e jamais gastaria um centavo para investir em equipamento de informática em prol de um órgão que sequer me repõe perdas inflacionárias.

    Sou totalmente contra ter que arcar ainda com um "adicional" de produção, que me parece mais uma punição administrativa pelo fato de eu exercer meus misteres em casa.

    Também não quero poluir meu lar nem o convívio com minha família com os dramas existenciais que emanam dos processos os quais analiso e compulso. Amo chegar a casa e me desligar mentalmente do trabalho.

    Resumindo, ao menos por enquanto, teletrabalho não me interessa minimamente.

    Posso até aderir ao atual modelo, caso me seja imposto a fórceps.

    Ou se futuramente, ao menos, retirarem a exigência do "adicional" de produção e a Administração bancar a aquisição dos equipamentos de informática e sua respectiva manutenção.

    E, ainda assim, eu pensaria bastante em aderir a essa joça.


    ohgod
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por Xiola em Ter 11 Out 2016, 2:16 pm

    [quote="VadeMekum"]Vivo numa cidade de porte médio em SP.

    O Foro tem estacionamento próprio.

    Moro a 2 km do Foro e gasto 05 minutos para chegar ao trabalho.

    O pessoal da vara e a chefia nem cheira nem fede.

    A vara já está bem organizada de sorte que a demanda de trabalho é aceitável.

    Sou pão duro e jamais gastaria um centavo para investir em equipamento de informática em prol de um órgão que sequer me repõe perdas inflacionárias.

    Sou totalmente contra ter que arcar ainda com um "adicional" de produção, que me parece mais uma punição administrativa pelo fato de eu exercer meus misteres em casa.

    Também não quero poluir meu lar nem o convívio com minha família com os dramas existenciais que emanam dos processos os quais analiso e compulso. Amo chegar a casa e me desligar mentalmente do trabalho.

    Resumindo, ao menos por enquanto, teletrabalho não me interessa minimamente.

    Posso até aderir ao atual modelo, caso me seja imposto a fórceps.

    Ou se futuramente, ao menos, retirarem a exigência do "adicional" de produção e a Administração bancar a aquisição dos equipamentos de informática e sua respectiva manutenção.

    E, ainda assim, eu pensaria bastante em aderir a essa joça.


    É..seu caso é diferente do meu, que viajava 200km/dia (ida-volta) para Vara do Trabalho, para "minutar" sentenças e despachos que poderiam muito bem fazer em casa. Nas grandes cidades, quem trabalha em gabinetes de TRT/TST fazendo voto, chega a ficar 3h/dia preso nos engarrafamentos, quando podia fazer tudo sem sair do conforto do lar... Para alguns, teletrabalho não compensa; para outros, é necessidade preemente

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por VadeMekum em Ter 11 Out 2016, 11:19 pm

    Xiola escreveu:
    É..seu caso é diferente do meu, que viajava 200km/dia (ida-volta) para Vara do Trabalho, para "minutar" sentenças e despachos que poderiam muito bem fazer em casa.     Nas grandes cidades, quem trabalha em gabinetes de TRT/TST   fazendo voto, chega a ficar 3h/dia preso nos engarrafamentos, quando podia fazer tudo sem sair do conforto do lar...     Para alguns, teletrabalho não compensa; para outros, é necessidade preemente


    Mas por que vc não morava na cidade da VT onde era lotado?

    Não era melhor morar por lá até conseguir alterar a lotação para mais próximo de onde lhe conviria?

    Não estou dizendo que é seu caso, mas conheço enésimos casos de servidores que ficam nesse vai-e-vem - que me cansa só de pensar - simplesmente por ânus-doce em querer morar na cidade em que são lotados.

    Pra mim pelo menos, daria para encarar morar em outra cidade se a mesma distasse no máximo 20 km do município em que se situasse o Foro.
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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

    Mensagem por QUEM NAO CHORA NÃO MAMA em Qua 26 Out 2016, 10:13 am

    Pessoal, com a pec 241, teletrabalho será uma necessidade. Justifico: para ter aumento salarial para membros (principalmente) e servidores (depois), o Judiciário terá que cortar gastos de custeio. E, ainda, assim, talvez não baste.....

    Quanto ao serviço, dá para fazer à noite (20:00 às 12:00 dois dias) ou (20:00 às 04:00 - um dia). Eu conseguiria.

    Até porque, com o atual CPC, háo incidente de demandas repetitivas. A maioria dos processos é mera montagem e aplicação do que os Tribunais decidem.

    Só pergunto uma coisa: quantos processos são exigidos a cada 15 dias? como é feito esse cálculo? alguém pode me dizer?

    Trabalho no TRF1 e aqui ainda não tem...por isso pergunto.

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    Re: Teletrabalho - Resolução CNJ 227 de 15/06/2016

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