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    Dicas Financeiras

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    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Dez 2016, 1:37 pm

    Pensão para filhos, só até os 21 anos de idade. Ou seja, caso o óbito seja antes da aposentadoria, não muda muito em relação ao que é hoje (exceto a forma de cálculo, que a reforma atual muda). E se um dos dois morrer após a aposentadoria (exemplo que dei acima), seus filhos provavelmente ja terão mais do que 21 anos (principalmente para mulheres, filhos após os 44 anos é raro). Portanto, volta ao caso de não deixar nada pra ninguém.
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    Mensagem por Fireball em Qui 15 Dez 2016, 1:40 pm

    androsvilazza escreveu:Pessoal, estou em férias, e postando do celular, que está meio capenga, por isso não conseguirei me delongar muito.

    As dúvidas surgidas aqui, em grande parte, ja foram abordadas no tópico "reforma da previdência". Dêem uma passada por lá, muita coisa interessante foi postada por lá.

    Alguns pontos: Afastamento por licença: Quem paga é o órgão. Afastamento tem ligação com o regime jurídico (regido pela lei 8.112), e não com o regime previdenciário (art. 40 da CF, e lei que instituiu o Funpresp). Sei que a confusão é comum, já que na iniciativa privada o INSS é quem paga o cidadão afastado há mais de 15 dias. Mas enfim, quem entrou recentemente continua vinculado à lei 8.112, e portanto terá seus afastamentos pagos integralmente pelo órgão, sem limitação ao teto, mesmo após 15 dias de afastamento. A limitação pelo teto só se aplica para pensões e aposentadorias .

    Quanto à aposentadoria por invalidez, a preocupação é válida, mas é importante ressaltar: Quem realmente se preocupa com isso tem que contratar um seguro de vida, com cobertura para invalidez, independente de opção por Funpresp ou não. Quem está na regra dos  80% já está ferrado de qualquer forma. Digo isso porque nossa aposentadoria por invalidez é proporcional ao tempo de serviço, ou seja, hoje, quem contribuiu por 17 anos e meio (50% do tempo mínimo para aposentadoria) só tem direito a "meia aposentadoria". Como a reforma vai acabar com a aposentadoria por tempo de serviço, ainda não sei como vai ficar a questão da aposentadoria proporcional por invalidez. Provavelmente vão piorar mais ainda, se é que tem jeito, ou vão enquadrar servidor público e trabalhador privado na mesma regra, o que pra nós seria bom. Hoje, o que se tem é:
    1. Integralidade/regra dos 80%: Calcula-se a média das 80% maiores contribuições, atualizadas... Multiplica-se pelo tempo de serviço prestado, e divide-se pelo tempo mínimo para aposentadoria por tempo de serviço.
    2. Limitado ao teto/Funpresp: Mesma coisa, mas com as contribuições (no cálculo) limitadas ao teto do RGPS, com o Funpresp complementando a  aposentadoria, de acordo com seu regulamento (baseado no saldo de reserva, etc). Realmente é ainda pior do que quem permanecer na regra dos 80% limitados à integralidade, mas - repito - de qualquer jeito, quem não tem seguro, e tem pouco tempo de contribuição estará em dificuldades independente do regime de aposentadoria.

    Tem um ponto interessante da reforma, que me parece fundamental para os casados com também servidor(a) público(a). A reforma pretende acabar com a acumulação de pensão e aposentadoria.  Assim, vocês correm o risco de contribuir, os dois, até os 65 anos de idade, sobre a integralidade dos vencimentos, se aposentarem, um dos dois morrer pouco depois, e não deixar absolutamente nada para o cônjuge

    Sugestão: Separem antes de morrer Very Happy
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    Mensagem por Fireball em Qui 15 Dez 2016, 1:43 pm

    Sigma escreveu:
    androsvilazza escreveu:Alguns pontos: Afastamento por licença: Quem paga é o órgão. Afastamento tem ligação com o regime jurídico (regido pela lei 8.112), e não com o regime previdenciário (art. 40 da CF, e lei que instituiu o Funpresp). Sei que a confusão é comum, já que na iniciativa privada o INSS é quem paga o cidadão afastado há mais de 15 dias. Mas enfim, quem entrou recentemente continua vinculado à lei 8.112, e portanto terá seus afastamentos pagos integralmente pelo órgão, sem limitação ao teto, mesmo após 15 dias de afastamento. A limitação pelo teto só se aplica para pensões e aposentadorias .

    Showdebola pela explicação. Valeu.

    androsvilazza escreveu:Tem um ponto interessante da reforma, que me parece fundamental para os casados com também servidor(a) público(a). A reforma pretende acabar com a acumulação de pensão e aposentadoria.  Assim, vocês correm o risco de contribuir, os dois, até os 65 anos de idade, sobre a integralidade dos vencimentos, se aposentarem, um dos dois morrer pouco depois, e não deixar absolutamente nada para o cônjuge

    É "quase" meu caso. Não estamos casados formalmente, mas temos 1 filha em comum. Eu juro que vou procurar a resposta, mas se você tiver a resposta na mão, ajuda: caso um dos dois acabe falecendo, a pensão não ficaria pra minha filha?

    Ficaria para sua filha, 100% ou menos, até 18 anos ou 24 no caso de graduação.
    Como ela é de menor, ficaria pelo responsável legal.
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    Mensagem por androsvilazza em Qui 15 Dez 2016, 3:02 pm

    Só esclarecendo, a reforma acaba com o acúmulo de pensão e aposentadoria. Portanto, essa "discussão" só faz sentido para o caso específico que citei, de um dos dois estar aposentado, e o outro falecido. Nesse caso, será muito raro ter um filho menor de idade apto a receber a pensão. É só considerar os fatores idade mínima para aposentadoria (65 anos) e término da idade fértil (em muitos casos, abaixo dos 45). Ainda que se tenha algum dependente menor que 21 anos, este terá direito a muito pouco tempo de pensão.

    E quanto à ideia de se separar antes, não altera muito, ja que o estado civil não influencia muito na concessão da pensão. Uma "volta" que se poderia dar no sistema, deixando claro que não concordo com isso, seria se separar da esposa "de fato", e se casar com a enfermeira novinha que estiver ajudando sua esposa a cuidar da sua velhice. Ainda assim, não poderia ser tão novinha, ja que a pensão só é vitalícia para cônjuges acima de 44 anos, e desde que estejam casados há pelo menos 2 anos.
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    Mensagem por Realista em Sex 16 Dez 2016, 7:33 pm

    ...


    Última edição por Realista em Sex 16 Dez 2016, 7:38 pm, editado 1 vez(es)
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    Mensagem por Realista em Sex 16 Dez 2016, 7:36 pm

    Para fins de informação (não ganho nada com isso).

    Recebi notícia por e-mail que o Daycoval está oferendo até o dia 29/12/16 CDB a 103% do CDI com liquidez diária.

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    Mensagem por Caçador_de_Troll em Sab 17 Dez 2016, 2:54 pm

    Fireball escreveu:
    Caçador_de_Troll escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Sigma escreveu:Caras, vocês estão de parabéns. #melhortópico

    @José Barbosa, @corujito (os dois que, a meu ver, tem opiniões distintas) ou outro colega que entenda dos paranauês...

    Minha dúvida é sobre aposentadoria.

    Essa reforma que vem aí... Caras, tá me dando três tipos de medo dessa parada aí.

    Então, me desculpem pelo tamanho do post, com muitos números. Mas talvez isso possa dar embasamento à opinião de vocês...

    Entrei no PJU em 2005, com 25 anos. Ou seja, tenho 36 anos, 11 anos de casa, entrei após a EC41 e antes do Funpresp. Portanto, regra dos 80%. E, pelo visto, terei que trabalhar pelo menos mais 29 anos.

    Cogito aderir ao Funpresp, muito por conta dos argumentos apresentados pelo corujito: muito tempo de trabalho pela frente, nenhuma garantia das regras se manterem (3 reformas previdenciárias em 18 anos), fundo patrocinado com o valor idêntico ao de contribuição, portabilidade do plano, etc, etc, etc.

    Hoje, o valor de desconto do PSSS é R$ 1.192,34.

    Caso eu optasse pela Funpresp, teria 2 descontos: R$ 480,22 do Funpresp (8,5%), R$ 570,88 do PSSS. Total R$ 1.051,10. Uma diferença de R$ 141,00.

    Além disso, se eu me aposentar aos 65, teria 40 anos de contribuição. Ou seja, levaria 91% da média dos meus salários.

    Então... Perder 9% do teto da previdência (que é de R$ 5189,82) é uma coisa... Mas perder 9% do dobro disso aí me dá calafrios!

    Além disso, são R$ 140,00 que eu poderia investir mensalmente.

    O caso é que, SE TUDO OCORRER BEM, me parece ser bem mais arriscado manter-se no regime atual que optar pelo Funpresp.

    Mas aí é que a porca torce o rabo... Seguem as dúvidas:

    1. O que aconteceria no caso de um acidente, com longo período de afastamento, ou de invalidez? Em caso de invalidez, parece-me que ainda receberia um determinado valor por um determinado tempo, e só. Mas, e longos afastamentos? Hoje, a RPPS me dá alguma tranquilidade nesse sentido, mas nada garante que não haja mudanças futuras na RPPS nesta questão.

    2. A Funpresp toma 7% (taxa de carregamento) de cada contribuição? Ou seja, ainda que eu contribua com R$ 480,22, os caras ficariam com R$ 33,61 e eu acumularia apenas R$ 446,61? A Funpresp também pega esses 7% do patrocinador???

    Desde já, agradeço. Grande abraço aos colegas!

    Meu caso é bastante semelhante, e o problema é a questão da aposta. De um lado, o "garantido" não é nada certo, doutro a Funpresp representa algum nível de perda.
    Como eu tenho alguns salários abaixo do teto não teria nem benefício especial e teria jogado uma boa grana no lixo. A questão é jogar mais ainda.
    A conta é longa. Eu só vou bater o martelo daqui a uns dois anos.



    Gostei dessa discussão. Também me enquadro nessa situação pós EC41 e antes FUNPRESP, possuo 35 anos de idade e 15 de contribuição.

    Apenas para ver se compreendi, vocês cogitam mudar para o FUNPRESP, por conta dos seguintes argumentos:

    1- Receio de que não se mantenham  as regras no  RPPS em decorrência de sermos o limbo, vez que não haveria ninguém mais para contribuir abaixo de nós?  Adotando essa postura, pelo FUNPRESP estaria garantida remuneração até o teto do RGPS  e uma complementar pelo RPPS, de maneira que a soma de ambas atingiria o percentual estabelecido pela nova reforma, que no meu caso seria de 96% (45 anos de contribuição) dos 80% das maiores remunerações (montante que ultrapassaria o teto do RGPS)?

    2-Menor valor a ser contribuído ao governo, o que possibilitaria investir o excedente em melhores aplicações.

    Esses seriamos argumentos para mudar de regime ou existem outros?

    Não causa receio o fato de que a FUNPRESP também é público e, portanto, passível de problemas que vem ocorrendo com FUNCEF, PREVI, PETRUS e POSTALIS, bem como fundos de previdência municipais (nesse caso, tenho colega que trabalha nos correios e disse que por conta das fraudes estão tendo que desembolsar contribuição adicional que varia de acordo com o salário, sendo que tem gente pagando R$600 a mais por mês e estima-se que isso ocorrerá por 10 anos, até estabilizar o fundo).

    Quanto ao FUNPRESP, se resolver aderir a tal fundo, minhas contribuições anteriores destinadas ao RPPS (desde que limitadas ao limite do RGPS) seriam migradas a este FUNDO ou apenas consideram contribuições posteriores à adesão?

    Esse tema é muito complexo e me interesso muito na discussão, pois também tenho dúvidas quanto a decidir por aderir ou não ao FUNPRESP.
    Bom se pudesse migrar do RPPS para a Funpresp e depois sacar para investimento.
    Pra quem contribuiu a quase 20 anos pela paridade/integralidade e etc, se limitar ao teto é dose, salvo se os valores excedentes pudessem ser utilizados.
    Acho que a previdência não deveria ser obrigatória.


    Show, valeu pelos esclarecimentos Sigma. Abraço.
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    Mensagem por josebarbos em Sab 17 Dez 2016, 8:34 pm

    Caçador_de_Troll escreveu:
    Gostei dessa discussão. Também me enquadro nessa situação pós EC41 e antes FUNPRESP, possuo 35 anos de idade e 15 de contribuição.

    Apenas para ver se compreendi, vocês cogitam mudar para o FUNPRESP, por conta dos seguintes argumentos:

    1- Receio de que não se mantenham  as regras no  RPPS em decorrência de sermos o limbo, vez que não haveria ninguém mais para contribuir abaixo de nós?  Adotando essa postura, pelo FUNPRESP estaria garantida remuneração até o teto do RGPS  e uma complementar pelo RPPS, de maneira que a soma de ambas atingiria o percentual estabelecido pela nova reforma, que no meu caso seria de 96% (45 anos de contribuição) dos 80% das maiores remunerações (montante que ultrapassaria o teto do RGPS)?

    2-Menor valor a ser contribuído ao governo, o que possibilitaria investir o excedente em melhores aplicações.

    Esses seriamos argumentos para mudar de regime ou existem outros?

    Não causa receio o fato de que a FUNPRESP também é público e, portanto, passível de problemas que vem ocorrendo com FUNCEF, PREVI, PETRUS e POSTALIS, bem como fundos de previdência municipais (nesse caso, tenho colega que trabalha nos correios e disse que por conta das fraudes estão tendo que desembolsar contribuição adicional que varia de acordo com o salário, sendo que tem gente pagando R$600 a mais por mês e estima-se que isso ocorrerá por 10 anos, até estabilizar o fundo).

    Quanto ao FUNPRESP, se resolver aderir a tal fundo, minhas contribuições anteriores destinadas ao RPPS (desde que limitadas ao limite do RGPS) seriam migradas a este FUNDO ou apenas consideram contribuições posteriores à adesão?

    Esse tema é muito complexo e me interesso muito na discussão, pois também tenho dúvidas quanto a decidir por aderir ou não ao FUNPRESP.

    Sobre as contribuições anteriores à migração, se a média for acima do teto, você terá direito ao benefício especial.

    Como se apura? Pega a média das 80% maiores contribuições de 94 ou quando você entrou, até a data de adesão ao Funpresp.
    Se esta média passar o teto, a diferença vai ser convertida proporcionalmente ao tempo de contribuição.

    Exemplo... sua média das 80% maiores contribuições deu R$ 1.000,00 acima do teto atual.

    Se você é homem e já fez 130 contribuições (10 anos), o benefício especial será R$ 1000,00 * 130 / 455 ≃ R$ 285,41.
    Ou seja, é o teto mais este valor.

    No caso de mulher seria de R$ 333,33; já que o tempo de serviço é menor (30 anos).

    Logo, dois cuidados na hora de migrar: preferencialmente no fim do ano, antes da revisão do teto pelo INPC. Como este ano já está acabando, o dia "D" para quem está pensando na hipótese seria dezembro de 2017.

    Um dos meus projetos (sem data de ficar pronto) é um simulador que permita ter uma noção da aposentadoria e também apurar o benefício especial, coisa que não é feita hoje nem pelo próprio funpresp.

    Quanto aos escândalos envolvendo fundos, creio que o Funpresp não tem este risco, é um fundo bem menor, menos participantes e em tese mais fácil de controlar.
    Algo que não gosto, e que acho que merece ser revisto é o fato de que o investimento tem que ser obrigatoriamente feito em instituição pública federal. Isto limita a administração a apenas BB e Caixa e criar um certo oligopólio que acho prejudicial e pode haver a tal da interferẽncia indesejada. Ambos não estão nenhuma maravilha após anos de decisões políticas indesejadas.

    a questão da migração é bem esta: um dia a pirâmide vai desabar. O sistema de repartição é incompatível com a tendência futura de envelhecimento da população. Além disto, existe um risco não divulgado que é a própria extinção do Regime Próprio, que é hipótese possível, e que nos obrigaria a cair no regime geral.

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    Mensagem por Suricate em Seg 19 Dez 2016, 9:02 am

    Já que estão terminando de destruir a previdência do servidor, poderiam instituir o FGTS!!!
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    Mensagem por viniciusrcc2 em Seg 19 Dez 2016, 11:59 am

    Fireball escreveu:
    Bem lembrado! A taxa de carregamento é obrigatória.
    Até quando a funpresp terá patrocínio 1:1? Não é bom apostar todas as fichas nessa hipótese.
    Pra quem quiser migrar do Regime Único pro funpresp terá até o fim do ano que vem com a dilação do prazo.

    TD é algo mais "seguro", divida interna é coisa rara, mas temos que avaliar bons CDB e CDI no mercado privado, que a curto(6 meses) e médio prazo(36 meses) podem render muito.
    O investimento em ações não é só compra e venda, há os dividendos, por exemplo, para o nicho de shopping, darão um bom retorno.

    Esse prazo é para migrar como participante patrocinado para o funpresp? qual lei vai prorrogar o prazo para o fim do ano que vem?
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    Mensagem por subsidioja_ em Seg 19 Dez 2016, 7:27 pm

    viniciusrcc2 escreveu:
    Fireball escreveu:
    Bem lembrado! A taxa de carregamento é obrigatória.
    Até quando a funpresp terá patrocínio 1:1? Não é bom apostar todas as fichas nessa hipótese.
    Pra quem quiser migrar do Regime Único pro funpresp terá até o fim do ano que vem com a dilação do prazo.

    TD é algo mais "seguro", divida interna é coisa rara, mas temos que avaliar bons CDB e CDI no mercado privado, que a curto(6 meses) e médio prazo(36 meses) podem render muito.
    O investimento em ações não é só compra e venda, há os dividendos, por exemplo, para o nicho de shopping, darão um bom retorno.

    Esse prazo é para migrar como participante patrocinado para o funpresp? qual lei vai prorrogar o prazo para o fim do ano que vem?

    Na verdade, o prazo é até julho/2018.
    Lei nº 13.328/2016

    Tempo de sobra pra aguardar aprovação da PEC.
    Enquanto isso, podem pensar em ingressar como vinculado.
    Se fizerem a opção, podem mudar pra patrocinado.
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    Mensagem por charles41 em Ter 20 Dez 2016, 11:26 am

    Colegas, por gentileza, alguém sabe dizer se vale a pena ser cliente do SANTANDER?
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    Mensagem por Galizezin em Ter 20 Dez 2016, 12:53 pm

    Suricate escreveu:Já que estão terminando de destruir a previdência do servidor, poderiam instituir o FGTS!!!

    Esqueça: 8% de custo para o governo.


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    Mensagem por josebarbos em Ter 20 Dez 2016, 1:36 pm

    charles41 escreveu:Colegas, por gentileza, alguém sabe dizer se vale a pena ser cliente do SANTANDER?

    Se você conseguir isenção de tarifas, é aceitável. Lembre-se de que embora seja um dos "bancões", é o que tem menos capilaridade. Em Viçosa/MG, onde morei, não havia como sacar dinheiro lá: além de não haver agência nem perto, também não havia banco 24 horas. Tudo bem que lá é uma roça, mas é o tipo de infortúnio que você deve estar atento.

    Fora isto, é banco de varejo como todos os outros. Os custos são relativamente altos, vão te empurrar um monte de coisa e não há opções interessantes em termos de investimentos nem, que eu saiba, condição especial para consignados.
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    Mensagem por charles41 em Ter 20 Dez 2016, 1:59 pm

    josebarbos escreveu:
    charles41 escreveu:Colegas, por gentileza, alguém sabe dizer se vale a pena ser cliente do SANTANDER?

    Se você conseguir isenção de tarifas, é aceitável. Lembre-se de que embora seja um dos "bancões", é o que tem menos capilaridade.  Em Viçosa/MG, onde morei, não havia como sacar dinheiro lá: além de não haver agência nem perto, também não havia banco 24 horas. Tudo bem que lá é uma roça, mas é o tipo de infortúnio que você deve estar atento.

    Fora isto, é banco de varejo como todos os outros. Os custos são relativamente altos, vão te empurrar um monte de coisa e não há opções interessantes em termos de investimentos nem, que eu saiba, condição especial para consignados.


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    Mensagem por Lord Sith em Sex 23 Dez 2016, 10:57 am

    Esse vídeo do André Bona abaixo é um grande alerta. Infelizmente o mercado financeiro cria bolhas em torno de produtos que querem enfatizar e logo depois vem as perdas e fracassos financeiros. Ele não falou sobre a Previdência Privada, o que acredito ser o produto da moda por conta da reforma da previdência. Vídeo sensato e pé no chão, vale a pena ver e se precaver contra modismo do mercado financeiro.

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    Mensagem por josebarbos em Sex 23 Dez 2016, 12:33 pm

    Lord Sith escreveu:Esse vídeo do André Bona abaixo é um grande alerta. Infelizmente o mercado financeiro cria bolhas em torno de produtos que querem enfatizar e logo depois vem as perdas e fracassos financeiros. Ele não falou sobre a Previdência Privada, o que acredito ser o produto da moda por conta da reforma da previdência. Vídeo sensato e pé no chão, vale a pena ver e se precaver contra modismo do mercado financeiro.

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    Mensagem por Lord Sith em Sex 23 Dez 2016, 12:47 pm

    josebarbos escreveu:
    Lord Sith escreveu:Esse vídeo do André Bona abaixo é um grande alerta. Infelizmente o mercado financeiro cria bolhas em torno de produtos que querem enfatizar e logo depois vem as perdas e fracassos financeiros. Ele não falou sobre a Previdência Privada, o que acredito ser o produto da moda por conta da reforma da previdência. Vídeo sensato e pé no chão, vale a pena ver e se precaver contra modismo do mercado financeiro.

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    No caso de previdência privada nem chega ao caso, pois nem investimento, em conceito, é.

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    Na verdade voltou à evidência por conta da reforma da previdência...estava vendo que algumas empresas do ramo até baixaram o valor da contribuição mínima mensal de alguns planos com taxas de administração mais baixas, seja por conta das ameaças da reforma, seja para ludibriar alguns com a "isenção do IR" (que na verdade é um diferimento fiscal).
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    Mensagem por josebarbos em Sex 23 Dez 2016, 1:10 pm

    Lord Sith escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Lord Sith escreveu:Esse vídeo do André Bona abaixo é um grande alerta. Infelizmente o mercado financeiro cria bolhas em torno de produtos que querem enfatizar e logo depois vem as perdas e fracassos financeiros. Ele não falou sobre a Previdência Privada, o que acredito ser o produto da moda por conta da reforma da previdência. Vídeo sensato e pé no chão, vale a pena ver e se precaver contra modismo do mercado financeiro.

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    Quando um investimento fica "famoso" é porque já passou a hora.

    No caso de previdência privada nem chega ao caso, pois nem investimento, em conceito, é.

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    Na verdade voltou à evidência por conta da reforma da previdência...estava vendo que algumas empresas do ramo até baixaram o valor da contribuição mínima mensal de alguns planos com taxas de administração mais baixas, seja por conta das ameaças da reforma, seja para ludibriar alguns com a "isenção do IR" (que na verdade é um diferimento fiscal).

    Na verdade, há muita evidência da previdência privada nesta época do ano, por conta do 13º e também de usufruir o benefício fiscal, sabendo quanto efetivamente você pode lançar até os 12%.

    A reforma só veio reforçar isto e, claro, a mídia ajuda os grandes bancos na divulgação de um produto que já está na moda.

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    Mensagem por rogcampinas em Sex 23 Dez 2016, 8:51 pm

    josebarbos escreveu:
    Lord Sith escreveu:Esse vídeo do André Bona abaixo é um grande alerta. Infelizmente o mercado financeiro cria bolhas em torno de produtos que querem enfatizar e logo depois vem as perdas e fracassos financeiros. Ele não falou sobre a Previdência Privada, o que acredito ser o produto da moda por conta da reforma da previdência. Vídeo sensato e pé no chão, vale a pena ver e se precaver contra modismo do mercado financeiro.

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    Quando um investimento fica "famoso" é porque já passou a hora.

    No caso de previdência privada nem chega ao caso, pois nem investimento, em conceito, é.

    Mas brasileiro médio é preguiçoso e gosta de pagar caro para ter "poupança forçada".

    Disse tudo!!! Bem "investimento" de quem gosta de imovel financiado por quase meio século (ah, mas to pagando por algo que é "meu"...) e consórcio (ah, é como comprar "financiado", mas sem juros, e ainda tenho "chancha" de ser sorteado ou dar lances, assim como 1 milhão de pessoas no meu grupo... e se não der sorte, é uma poupancinha forçada de 60 meses no mínimo, que pago quase 1,5x o valor do bem, só que "sem juros"...)
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    Mensagem por VadeMekum em Sex 23 Dez 2016, 10:07 pm

    rogcampinas escreveu:
    Disse tudo!!! Bem "investimento" de quem gosta de imovel financiado por quase meio século (ah, mas to pagando por algo que é "meu"...) e consórcio (ah, é como comprar "financiado", mas sem juros, e ainda tenho "chancha"  de ser sorteado ou dar lances, assim como 1 milhão de pessoas no meu grupo... e se não der sorte, é uma poupancinha forçada de 60 meses no mínimo, que pago quase 1,5x o valor do bem, só que "sem juros"...)    

    Só faço uma ressalva quanto ao seu posicionamento referente ao financiamento imobiliário.

    É fato que, se a pessoa fizer um financiamento de, por exemplo, 25 ou 30 anos, vai pagar muito de juros.

    Mas ainda assim, no final das contas, vai ter um imóvel de sua titularidade. Que pode ficar como herança para seus filhos.

    Pondero que é melhor pagar, por exemplo, 2,5 k da prestação de um imóvel que será seu e de seus descendentes, do que pagar a mesma quantia em aluguel, a qual nenhum retorno lhe proporcionará.

    No entanto, se a pessoa tiver um bom planejamento atuarial, poderá amortizar o financiamento, se livrando dos juros e adquirindo o imóvel próprio por um preço justo.

    Logico que para atingir tal objetivo, despesas tem que ser repensadas. Já escrevi aqui que branquinho, em geral, antes de entrar no PJU, trampava em subempregos ou cargos públicos mal remunerados.

    Aí entra no mundinho do PJU, vê a galante vida dos Majuras, e se ilude querendo manter um padrão de vida parecido: fazer viagem pro exterior, comprar carro de 3 dígitos, colocar filho pra estudar em colégio granfa, alugar casas e/ou aptos dispendiosos em condomínios fechados, só comprar roupa de grife, e por aí vai.

    Enfim, o típico papagaio que nunca comeu melado. E vai se lambuzar em consignado, empréstimos...

    Assim procedendo, dificilmente vai sair do aluguel, e se sair, ainda que financie algo, vai ter que arcar com os pesados juros, pois não tem um planejamento familiar eficiente de suas despesas...então....


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    Mensagem por subsidioja_ em Sab 24 Dez 2016, 7:31 am

    VadeMekum escreveu:
    rogcampinas escreveu:
    Disse tudo!!! Bem "investimento" de quem gosta de imovel financiado por quase meio século (ah, mas to pagando por algo que é "meu"...) e consórcio (ah, é como comprar "financiado", mas sem juros, e ainda tenho "chancha"  de ser sorteado ou dar lances, assim como 1 milhão de pessoas no meu grupo... e se não der sorte, é uma poupancinha forçada de 60 meses no mínimo, que pago quase 1,5x o valor do bem, só que "sem juros"...)    

    Só faço uma ressalva quanto ao seu posicionamento referente ao financiamento imobiliário.

    É fato que, se a pessoa fizer um financiamento de, por exemplo, 25 ou 30 anos, vai pagar muito de juros.

    Mas ainda assim, no final das contas, vai ter um imóvel de sua titularidade. Que pode ficar como herança para seus filhos.

    Pondero que é melhor pagar, por exemplo, 2,5 k da prestação de um imóvel que será seu e de seus descendentes, do que pagar a mesma quantia em aluguel, a qual nenhum retorno lhe proporcionará.

    No entanto, se a pessoa tiver um bom planejamento atuarial, poderá amortizar o financiamento, se livrando dos juros e adquirindo o imóvel próprio por um preço justo.

    Logico que para atingir tal objetivo, despesas tem que ser repensadas. Já escrevi aqui que branquinho, em geral, antes de entrar no PJU, trampava em subempregos ou cargos públicos mal remunerados.

    Aí entra no mundinho do PJU, vê a galante vida dos Majuras, e se ilude querendo manter um padrão de vida parecido: fazer viagem pro exterior, comprar carro de 3 dígitos, colocar filho pra estudar em colégio granfa, alugar casas e/ou aptos dispendiosos em condomínios fechados, só comprar roupa de grife, e por aí vai.

    Enfim, o típico papagaio que nunca comeu melado. E vai se lambuzar em consignado, empréstimos...

    Assim procedendo, dificilmente vai sair do aluguel, e se sair, ainda que financie algo, vai ter que arcar com os pesados juros, pois não tem um planejamento familiar eficiente de suas despesas...então....



    "É melhor pagar 2,5 mil financiados que a mesma quantia em aluguel. Afinal, depois de 30 anos o apartamento será seu e dos seus descendentes."

    Ao longo dos 30 anos:

    a) o apartamento não será seu, mas do banco;
    b) a pessoa pode ficar desempregada e não conseguir pagar o imóvel (acontecendo MUITO hoje);
    c) a pessoa pagará o equivalente a 2,5 - 3 imóveis com os juros. E aqui é onde costumamos escutar aquele famoso mito "ahhhh, mas o imóvel vai se valorizar..."... kkkkkk Antes que venha com essa, sugiro que se atualize, se não estiver.
    d) se o condomínio subir muito (muito fácil de acontecer), você não terá escapatória.
    e) se a pessoa se divorciar, poderá ter que se desfazer do imóvel.
    f) se seu bairro estiver muito perigoso você estará preso a ele.
    g) se seu vizinho for um mala, estará preso a ele.
    h) aqui, novamente.... você NÃO TEM GARANTIA NENHUMA de que o imóvel vai se valorizar no período pra te "devolver" os juros pagos"!
    Ou seja, você vai pagar juros exorbitantes e no final seu imóvel não vai valorizar tanto comparado com o poder de compra do dinheiro (a inflação).

    "Ahhhh mas a história mostra que nos últimos 20 anos os imóveis quintuplicaram de preço.. Você é louco..."

    a) valorização histórica não garante valorização futura;
    b) a população brasileira está sem renda pra comprar. Aliás, nunca teve! O crédito e subsídios do governo que trouxeram "poder de compra" falso. A ficha está caindo agora..
    c) o crédito imobiliário está minguando. A maior parte do crédito imobiliário vem do FGTS, que poderá ser sacado com as novas regras.

    Enfim.... GRANDES chances de o valor do imóveis NÃO ACOMPANHAR A INFLAÇÃO DO PERÍODO nós próximos anos. Como aliás já vem acontecendo.....

    "Ahhhhh mas é por causa da crise....!!!"

    Blz. Paga pra ver e depois vem aqui contar.


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    Mensagem por rogcampinas em Sab 24 Dez 2016, 8:13 am

    É bem por aí por aí mesmo. Nas atuais condições, financiamento imobiliário é sinônimo de dor de cabeça por longos 30 anos a fio. Até lá, o patrimônio não é seu, as prestações pouco diminuem e corre-se o risco de perder o imóvel para o banco no caso de inadimplemento (e se der sorte, muita sorte, receber algum "troquinho" dependendo do valor da dívida e do que já pagou).

    No entanto, se o camarada tiver um bom planejamento financeiro, o que seria melhor, por exemplo, no caso de um apto de 500k, cujas prestações saem em torno de 4500, 5000? Pagar 2x (ou até mais) o valor do imóvel depois de 30 anos ou pagar aluguel de 2 a 3 mil, investindo o resto e comprar à vista o mesmo imóvel em 15 anos, sem dívida nenhuma? Uma aplicação que renda 0,70% e tenha aportes mensais de 2000 lhe dará, após 15 anos, por volta de 720k, ou seja, em 30 anos, no mínimo, teria capital para dois imóveis, o que vejo como vantagem patrimonial real. Quanto à valorização/desvalorização do mercado, o colega Subsidioja colocou muito bem a questão. Aí vai de cada um.
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    Mensagem por VadeMekum em Dom 25 Dez 2016, 10:20 pm

    Primeira, dificilmente os gastões do PJU vão conseguir pagar aluguel, ajuntar dinheiro para comprar apto e ainda investir em aplicações financeiras.

    Segundo, eu NAO escrevi que a pessoa deve pagar o financiamento até o final. Disse que a pessoa, uma vez investida no imóvel, deve AMORTIZAR o financiamento, para escapar dos juros. Sabem o que é AMORTIZAR?

    Mas como diz o velho ditado: sua alma, sua palma. Se acha mais vantajoso pagar aluguel caro pros outros a vida inteira, jogando o dinheiro na privada e torrando todo o soldo em dispêndios para viver de aparências, achando que mesmo assim ainda vai comprar uma mansão ou uma cobertura no dia de São Nunca, paciência. As imobiliárias agradecem, he he.
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    Mensagem por VadeMekum em Dom 25 Dez 2016, 10:30 pm

    Soh um último feedback: em amortizando financiamento imobiliário, vc nao paga SPREAD pela antecipação, coisa que ocorre quando vc antecipa um CDC.

    E vou terminar por aqui. Poderia até expor, resumidamente, um planejamento atuarial que permite a pessoa adquirir um imóvel novo, pagando pouco ou mesmo quase nada de juros - coisa que na visão de pródigos é impossível - mas já vi que a jurisprudência dominante eh permanecer como locatário.
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    Mensagem por subsidioja_ em Seg 26 Dez 2016, 8:41 am

    VadeMekum escreveu:Primeira, dificilmente os gastões do PJU vão conseguir pagar aluguel, ajuntar dinheiro para comprar apto e ainda investir em aplicações financeiras.

    Segundo, eu NAO escrevi que a pessoa deve pagar o financiamento até o final. Disse que a pessoa, uma vez investida no imóvel, deve AMORTIZAR o financiamento, para escapar dos juros. Sabem o que é AMORTIZAR?

    Mas como diz o velho ditado: sua alma, sua palma. Se acha mais vantajoso pagar aluguel caro pros outros a vida inteira, jogando o dinheiro na privada e torrando todo o soldo em dispêndios para viver de aparências, achando que mesmo assim ainda vai comprar uma mansão ou uma cobertura no dia de São Nunca, paciência. As imobiliárias agradecem, he he.

    1) O que é amortizar?
    Usar o dinheiro DISPONÍVEL HOJE pra diminuir um saldo devedor que se arrasta pelo longo prazo. A intenção é boa: pagar menos juros.
    Mas você ignora uma coisa básica: custo de oportunidade!

    2) O povo gastão está no sal de qualquer forma! Alugado ou financiado.
    Alguns vão dizer que pro gastão é melhor financiar pq pelo menos ele garante algo depois de quase meio século. Coloca o boleto em débito automático no dia do pagamento pra não ter o risco de gastar antes. Pra esses que precisam proteger o dinheiro de si mesmos, nada salva! Não tenho pena e recomendo que não tenham!

    3) vc ignora uma coisa ou te passou despercebido:  A estratégia "alugar é melhor que comprar" só serve pra quem tem educação financeira. A conta é básica e só não enxerga quem não quer! Deixe a grana protegida da inflação, recebendo um % acima do IPCA e pague 0,2 ou 0,3% do valor do imóvel como aluguel pro proprietário.

    4) pra finalizar, só queria lembrar que nada é absoluto (ou quase nada..). Cada um é cada um e o que serve pra um não serve pra outro. Se sua psiqué precisa de uma parede de concreto no seu nome pra se sentir seguro, vai na fé. Depois de décadas estará no seu nome.

    Não sei qual é o teu perfil, mas sei que pessoas com mais de 45 anos tendem a ter a cabeça bem fechada nesse sentido.

    Faça o que é mais inteligente: enxergue todas as opções, analise-as e tome sua decisão de forma RACIONAL, despindo-se de todo preconceito.
    O que vier daí certamente será o melhor pra vc.
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    Mensagem por subsidioja_ em Seg 26 Dez 2016, 8:57 am

    VadeMekum escreveu:Soh um último feedback: em amortizando financiamento imobiliário, vc nao paga SPREAD pela antecipação, coisa que ocorre quando vc antecipa um CDC.

    E vou terminar por aqui. Poderia até expor, resumidamente, um planejamento atuarial que permite a pessoa adquirir um imóvel novo, pagando pouco ou mesmo quase nada de juros - coisa que na visão de pródigos é impossível - mas já vi que a jurisprudência dominante eh permanecer como locatário.

    Tem nada de jurisprudência dominante não. Vamos expor os argumentos de forma madura.

    Alugar também traz muita dor de cabeça.

    Por favor, coloque o planejamento atuarial.
    Até.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 26 Dez 2016, 10:51 am

    Já bati nesta discussão, mas vamos lá.

    Para começar, existem dois tipos de imóveis:
    Commodities e específicos (ou especiais).

    Uma coisa é você adquirir uma moradia com determinadas características relativamente abstratas (número de quartos, suítes e vagas de garagem, numa localização relativamente definida), que seja padronizada. Exemplo clássico: apartamentos de maneira em geral. Outra, certamente, é um determinado imóvel que, por características singulares de localização, tamanho, comodidade, serviços, dentre outras, tenha um comportamento diferenciado no mercado e sua oferta se revela uma verdadeira oportunidade. Por óbvio, estes casos não podem ser tratados da mesma forma que uma moradia "genérica". Aqui, literalmente, vale a regra da economia da escassez e demanda muito maior do que a oferta, de forma que o próprio bem, per si, trata-se de investimento pela sua natural valorização, especialmente para quem pode abrir mão da liquidez imediata em razão de uma expectativa de preço de venda.

    Nós somos classe média, média/alta, média/baixa ou média/falida. Como tal, não estamos no mercado de imóveis especiais, salvo uma raríssima excepcionalidade. Basicamente, consumimos imóveis commodities: características e preços bastante definidos, quase "tabeláveis".

    Hoje, dada a realidade do mercado, um imóvel tem um custo de aluguel em torno de 0,2 a 0,5% do seu valor de mercado. Se alguém tenta cobrar mais do que isto, simplesmente você muda para outra coisa que volta a este patamar. Bom histórico pagador pode te ajudar muito a conseguir um desconto bacana e ficar mais próximo do piso que o teto.

    Fato.

    Aí vamos na cultura do "meu imóvel". Se você tem um imóvel e, por qualquer motivo atrasa os pagamentos, mesmo quando boa parte já está quitada, corre o risco de ser despejado e ter de volta uma mixaria do que gastou.

    Pessoas amam acreditar em coisas como Estados e gerentes de banco. Ainda que seu financiamento não esteja embutido de vários custos indiretos como conta bancária, seguros, cartão de crédito etc, o padrão é ter o juro, taxa administrativa, impostos e seguros que não são claramente explicitados. A coisa é tão feia que outro dia um gerente da Caixa esteve aqui no MPF e jurava que é melhor deixar o dinheiro investido lá (em CDB's a 80% do CDI) e pegar o financiamento a pouco mais de 10% a.a., que foram os demais custos, por si só já cobre a rentabilidade prometida naqueles títulos.

    Hoje, felizmente, a estabilidade econômica trouxe conquistas de forma que não faz mais tanto sentido a representação de patrimônio por ativos imobilizados. Um dia telefone e carro já foram considerados investimentos. Hoje são apenas artigos de despesa. Casa também deveria (e algum dia) será considerada assim.

    Cabe a cada um avaliar a realidade e saber dos prós e contras. O que vejo é que muitos não sabem dos riscos ou, como já cansei de ver na época que era bancário, indo à falência em nome de um "imóvel dos sonhos". Depois disto, vive no vermelho, com prestações atrasadas, não faz uma viagem, não tem grana para lazer, reclama que a casa custa uma fortuna para manter. Havia um gerente da Caixa que brincava que era culpa do "Jaques": já que vamos construir uma casa, quero um escritório; já que tem espaço, vamos fazer um quarto para sogra; já que é a nossa casa, vamos também fazer um closet etc.
    Mas ainda que você queira amortizar, e seja uma compra racional, logo na entrada você já gastou a rodo com IOF que é sobre o todo, seguro sobre uma dívida grande e outros fatores que, se você postergasse a compra, teria custos de financiamento bem menor.

    Há uma lista de riscos que um imóvel traz consigo, que aquele que aluga foge.
    A melhor regra é que dá para morar muito bem e, com o tempo, formar poupança para comprar um imóvel que seja realmente dos sonhos. E parar de jogar a culpa do nosso próprio descontrole em terceiros.

    Até pelo exemplo de imóvel, no que tange herança, é um caso péssimo para quem vende e ótimo para quem compra, além de ser tradicional forma de brigas familiares gigantescas.

    Vale lembrar que quem tem dinheiro na mão, para comprar imediatamente um imóvel, tem um poder de barganha tremendo: pode comprar imóvel que não esteja devidamente escriturado; pode conseguir um baita desconto num imóvel à venda.
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    Mensagem por juliorjr em Seg 26 Dez 2016, 2:55 pm

    josebarbos escreveu:
    Caçador_de_Troll escreveu:
    Gostei dessa discussão. Também me enquadro nessa situação pós EC41 e antes FUNPRESP, possuo 35 anos de idade e 15 de contribuição.

    Apenas para ver se compreendi, vocês cogitam mudar para o FUNPRESP, por conta dos seguintes argumentos:

    1- Receio de que não se mantenham  as regras no  RPPS em decorrência de sermos o limbo, vez que não haveria ninguém mais para contribuir abaixo de nós?  Adotando essa postura, pelo FUNPRESP estaria garantida remuneração até o teto do RGPS  e uma complementar pelo RPPS, de maneira que a soma de ambas atingiria o percentual estabelecido pela nova reforma, que no meu caso seria de 96% (45 anos de contribuição) dos 80% das maiores remunerações (montante que ultrapassaria o teto do RGPS)?

    2-Menor valor a ser contribuído ao governo, o que possibilitaria investir o excedente em melhores aplicações.

    Esses seriamos argumentos para mudar de regime ou existem outros?

    Não causa receio o fato de que a FUNPRESP também é público e, portanto, passível de problemas que vem ocorrendo com FUNCEF, PREVI, PETRUS e POSTALIS, bem como fundos de previdência municipais (nesse caso, tenho colega que trabalha nos correios e disse que por conta das fraudes estão tendo que desembolsar contribuição adicional que varia de acordo com o salário, sendo que tem gente pagando R$600 a mais por mês e estima-se que isso ocorrerá por 10 anos, até estabilizar o fundo).

    Quanto ao FUNPRESP, se resolver aderir a tal fundo, minhas contribuições anteriores destinadas ao RPPS (desde que limitadas ao limite do RGPS) seriam migradas a este FUNDO ou apenas consideram contribuições posteriores à adesão?

    Esse tema é muito complexo e me interesso muito na discussão, pois também tenho dúvidas quanto a decidir por aderir ou não ao FUNPRESP.

    Sobre as contribuições anteriores à migração, se a média for acima do teto, você terá direito ao benefício especial.

    Como se apura? Pega a média das 80% maiores contribuições de 94 ou quando você entrou, até a data de adesão ao Funpresp.
    Se esta média passar o teto, a diferença vai ser convertida proporcionalmente ao tempo de contribuição.

    Exemplo... sua média das 80% maiores contribuições deu R$ 1.000,00 acima do teto atual.

    Se você é homem e já fez 130 contribuições (10 anos), o benefício especial será R$ 1000,00 * 130 / 455 ≃ R$ 285,41.
    Ou seja, é o teto mais este valor.

    No caso de mulher seria de R$ 333,33; já que o tempo de serviço é menor (30 anos).

    Logo, dois cuidados na hora de migrar: preferencialmente no fim do ano, antes da revisão do teto pelo INPC. Como este ano já está acabando, o dia "D" para quem está pensando na hipótese seria dezembro de 2017.

    Um dos meus projetos (sem data de ficar pronto) é um simulador que permita ter uma noção da aposentadoria e também apurar o benefício especial, coisa que não é feita hoje nem pelo próprio funpresp.

    Quanto aos escândalos envolvendo fundos, creio que o Funpresp não tem este risco, é um fundo bem menor, menos participantes e em tese mais fácil de controlar.
    Algo que não gosto, e que acho que merece ser revisto é o fato de que o investimento tem que ser obrigatoriamente feito em instituição pública federal. Isto limita a administração a apenas BB e Caixa e criar um certo oligopólio que acho prejudicial e pode haver a tal da interferẽncia indesejada. Ambos não estão nenhuma maravilha após anos de decisões políticas indesejadas.

    a questão da migração é bem esta: um dia a pirâmide vai desabar. O sistema de repartição é incompatível com a tendência futura de envelhecimento da população. Além disto, existe um risco não divulgado que é a própria extinção do Regime Próprio, que é hipótese possível, e que nos obrigaria a cair no regime geral.


    Hummm, uma calculadora desse benefício especial é realmente interessante.

    Esse lance deles considerarem esses 80% ai para fazer a média, ajuda bocado!

    Esses meses de contribuição então leva em conta o 13? eu fazia a conta sem, para ajustar dobrei dezembro de cada ano aqui (já que ele que é levado em conta para fazer o 13 né).

    Deu R$ 2400,00 de benefício especial aqui! O que é um certo roubo do governo, mas blz. Se considerar os 11% meus + 22% do governo(33% ao mês), 2400,00 por mês é troco frente aos R$ 360.000,00 mil acumulados (acima do teto e e considerando que você põe 11% e o governo 22%, ou seja, (média total - teto inss) * 33%*meses de contribuição ).  Já se considerar apenas meus 11% (R$ 120.000 acima do teto= (média total - teto inss)*11%* meses contribuição), R$ 2400 é um ganho mensal seria bem "ok".

    Ou seja, o copo está meio vazio ou meio cheio, você que escolhe hahaha...
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    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Ter 27 Dez 2016, 6:27 am

    Josebarbos,

    Identifiquei a discussão recente sobre a compra ou não do imóvel próprio a minha situação e gostaria de deixar minha experiência para os colegas.

    Entrei no PJU como técnico de TRT em 2005 e com a onda do PCS de 2006 achei que ficaria rico lá. Ledo engano.

    Embora já tivesse minha casa quitada na periferia da minha cidade, em 2008 adquiri um terreno num condomínio de alto padrão e, ainda, inventei de fazer uma casa enorme (255 m2).

    Ocorre que, evidentemente (só depois percebi isso), o meu salário de técnico (mesmo com uma FC5) não comportava esse imóvel.

    Me afundei em consignados atrás de consignados. Não podia viajar. Tive que vender um único veículo que tinha e comprar um bem mais modesto (um fusca mesmo).

    Financeiramente, até que não foi um mal negócio pois construí antes do "bumm" imobiliário e o imóvel me saiu por cerca de 1/3 do que vale hoje.

    Mas fui aprender depois que não adianta muito você morar na "sua casa dos sonhos" e não poder desfrutar de outras coisas na vida (viagens, um bom carro, curtir uns passeios com a família, por exemplo) que hoje se mostram tão importantes quanto para mim.

    A minha sorte foi que percebi isso em 2012 (com a decepção dos 15%) e voltei a estudar.

    Passei em alguns concursos (por volta de 6) e saí do PJU para ser advogado de uma estatal.

    Isso foi bom? De um lado, com certeza sim.

    Em menos de 3 anos reequilibrei minha vida financeira e com uma boa tese na área trabalhista consegui fazer meu pé de meia (com escritório próprio).

    Por outro lado, para conseguir isso, tive que trabalhar nesse período cerca de 15/16 horas por dia, inclusive um pouco aos sábados e domingos. Uma loucura que não estou aguentando mais.

    De toda sorte, foi bom, pois sou o próximo na lista de AJAJ num TRT e vou poder voltar no ano que vem com um novo PCS e a vida financeira estabilizada.

    Poder voltar a trabalhar 7 horas por dia com duas "férias" por ano não tem preço.

    A vida fora do PJU têm seus benefícios, mas cobra "caro" por isso.

    Recomendo aos colegas que pretendem comprar o imóvel próprio ou mesmo alugar algo fora dos seus padrões financeiros atuais a repensar essa ideia.

    Comigo deu certo, mas tive que pagar um "alto preço" por três anos e graças a Deus está dando tudo certo, inclusive o meu retorno que pode acontecer a qualquer momento.

    Pensem bem mesmo antes de cair nessa tentação.

    Estou aqui "trabalhando", mas espero já aproveitar o próximo recesso de 2017.

    Um abraço e boas festas aos colegas.








    josebarbos escreveu:Já bati nesta discussão, mas vamos lá.

    Para começar, existem dois tipos de imóveis:
    Commodities e específicos (ou especiais).

    Uma coisa é você adquirir uma moradia com determinadas características relativamente abstratas (número de quartos, suítes e vagas de garagem, numa localização relativamente definida), que seja padronizada. Exemplo clássico: apartamentos de maneira em geral. Outra, certamente, é um determinado imóvel que, por características singulares de localização, tamanho, comodidade, serviços, dentre outras, tenha um comportamento diferenciado no mercado e sua oferta se revela uma verdadeira oportunidade. Por óbvio, estes casos não podem ser tratados da mesma forma que uma moradia "genérica". Aqui, literalmente, vale a regra da economia da escassez e demanda muito maior do que a oferta, de forma que o próprio bem, per si, trata-se de investimento pela sua natural valorização, especialmente para quem pode abrir mão da liquidez imediata em razão de uma expectativa de preço de venda.

    Nós somos classe média, média/alta, média/baixa ou média/falida. Como tal, não estamos no mercado de imóveis especiais, salvo uma raríssima excepcionalidade. Basicamente, consumimos imóveis commodities: características e preços bastante definidos, quase "tabeláveis".

    Hoje, dada a realidade do mercado, um imóvel tem um custo de aluguel em torno de 0,2 a 0,5% do seu valor de mercado. Se alguém tenta cobrar mais do que isto, simplesmente você muda para outra coisa que volta a este patamar. Bom histórico pagador pode te ajudar muito a conseguir um desconto bacana e ficar mais próximo do piso que o teto.

    Fato.

    Aí vamos na cultura do "meu imóvel". Se você tem um imóvel e, por qualquer motivo atrasa os pagamentos, mesmo quando boa parte já está quitada, corre o risco de ser despejado e ter de volta uma mixaria do que gastou.

    Pessoas amam acreditar em coisas como Estados e gerentes de banco. Ainda que seu financiamento não esteja embutido de vários custos indiretos como conta bancária, seguros, cartão de crédito etc, o padrão é ter o juro, taxa administrativa, impostos e seguros que não são claramente explicitados. A coisa é tão feia que outro dia um gerente da Caixa esteve aqui no MPF e jurava que é melhor deixar o dinheiro investido lá (em CDB's a 80% do CDI) e pegar o financiamento a pouco mais de 10% a.a., que foram os demais custos, por si só já cobre a rentabilidade prometida naqueles títulos.

    Hoje, felizmente, a estabilidade econômica trouxe conquistas de forma que não faz mais tanto sentido a representação de patrimônio por ativos imobilizados. Um dia telefone e carro já foram considerados investimentos. Hoje são apenas artigos de despesa. Casa também deveria (e algum dia) será considerada assim.

    Cabe a cada um avaliar a realidade e saber dos prós e contras. O que vejo é que muitos não sabem dos riscos ou, como já cansei de ver na época que era bancário, indo à falência em nome de um "imóvel dos sonhos". Depois disto, vive no vermelho, com prestações atrasadas, não faz uma viagem, não tem grana para lazer, reclama que a casa custa uma fortuna para manter. Havia um gerente da Caixa que brincava que era culpa do "Jaques": já que vamos construir uma casa, quero um escritório; já que tem espaço, vamos fazer um quarto para sogra; já que é a nossa casa, vamos também fazer um closet etc.
    Mas ainda que você queira amortizar, e seja uma compra racional, logo na entrada você já gastou a rodo com IOF que é sobre o todo, seguro sobre uma dívida grande e outros fatores que, se você postergasse a compra, teria custos de financiamento bem menor.

    Há uma lista de riscos que um imóvel traz consigo, que aquele que aluga foge.
    A melhor regra é que dá para morar muito bem e, com o tempo, formar poupança para comprar um imóvel que seja realmente dos sonhos. E parar de jogar a culpa do nosso próprio descontrole em terceiros.

    Até pelo exemplo de imóvel, no que tange herança, é um caso péssimo para quem vende e ótimo para quem compra, além de ser tradicional forma de brigas familiares gigantescas.

    Vale lembrar que quem tem dinheiro na mão, para comprar imediatamente um imóvel, tem um poder de barganha tremendo: pode comprar imóvel que não esteja devidamente escriturado; pode conseguir um baita desconto num imóvel à venda.
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    Mensagem por phelipes007 em Ter 27 Dez 2016, 8:59 am

    essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like
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    Mensagem por juliorjr em Ter 27 Dez 2016, 9:50 am

    phelipes007 escreveu:essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like

    vc ganhou 35% nos ultimos 2 anos em brasilia? É, foi um achado. Mas claro, tu tem que saber onde você está pisando. No mercado que eu conheço (Plano piloto, sudoeste, LN e LS, Aguas Claras) isso não aconteceu e se aconteceu é exceção da exceção da exceção! hehe... Guará e Tagua tb acho que não aconteceria isso, se foi mais pra longe, não conheço o mercado, é possível.
    Vendi uma kit no sudoeste por 260k em 2013 e hoje ela está anunciada por 250-260k. Ok, as vezes é outro exemplo de "exceção" mas o indice zap móveis diz que o valor de venda está estagnado ou caindo (valor de anuncio) nos ultimos 3-4 anos em bsb. Por isso que acho que tua situação é mais exceção que a minha hehe.
    Quando ao custo não financeiro de morar de aluguel, eu concordo. Não poder mudar o ap para o seu JEITO é o maior custo que existe.Apesar que o meu ap está sim com armário "novo" piso porcelanato, tamanho bom, banheiros bons, se eu fosse mudar, seria poucas coisas. Pago 0,25 % do valor "de mercado" dele por mês. para mim está sendo um ótimo negócio! Atualmente são 3 quartos, quando vier o segundo filho, penso em alugar um de 4q ou alugar uma casa talvez nos condomínios, isso é conversa para futuro, mas não hei de mobilizar meu dinheiro. para mim só valerá a pena bem mais para frente... talvez em 2 anos os imóveis aqui voltem a subir pela inflação. Novo boom como ocorreu em 2006-2010 não sei se verei na minha vida novamente.
    è isso, não tem resposta certa, há ponderações a fazer, análise, como você disse, não é para iniciantes o mercado imobiliário. na MINHA visão a bolha está SIM murchando devagar, a inflação está comendo a bolha aos poucos (ao menos em bsb). Se você ganhou 35% em 2 anos aqui em bsb, você acertou na mosca hehe
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    Mensagem por phelipes007 em Ter 27 Dez 2016, 12:40 pm

    juliorjr escreveu:
    phelipes007 escreveu:essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like

    vc ganhou 35% nos ultimos 2 anos em brasilia? É, foi um achado. Mas claro, tu tem que saber onde você está pisando. No mercado que eu conheço (Plano piloto, sudoeste, LN e LS, Aguas Claras) isso não aconteceu e se aconteceu é exceção da exceção da exceção! hehe... Guará e Tagua tb acho que não aconteceria isso, se foi mais pra longe, não conheço o mercado, é possível.
    Vendi uma kit no sudoeste por 260k em 2013 e hoje ela está anunciada por 250-260k. Ok, as vezes é outro exemplo de "exceção" mas o indice zap móveis diz que o valor de venda está estagnado ou caindo (valor de anuncio) nos ultimos 3-4 anos em bsb. Por isso que acho que tua situação é mais exceção que a minha hehe.
    Quando ao custo não financeiro de morar de aluguel, eu concordo. Não poder mudar o ap para o seu JEITO é o maior custo que existe.Apesar que o meu ap está sim com armário "novo" piso porcelanato, tamanho bom, banheiros bons, se eu fosse mudar, seria poucas coisas. Pago 0,25 % do valor "de mercado" dele por mês. para mim está sendo um ótimo negócio! Atualmente são 3 quartos, quando vier o segundo filho, penso em alugar um de 4q ou alugar uma casa talvez nos condomínios, isso é conversa para futuro, mas não hei de mobilizar meu dinheiro. para mim só valerá a pena bem mais para frente... talvez em 2 anos os imóveis aqui voltem a subir pela inflação. Novo boom como ocorreu em 2006-2010 não sei se verei na minha vida novamente.
    è isso, não tem resposta certa, há ponderações a fazer, análise, como você disse, não é para iniciantes o mercado imobiliário. na MINHA visão a bolha está SIM murchando devagar, a inflação está comendo a bolha aos poucos (ao menos em bsb). Se você ganhou 35% em 2 anos aqui em bsb, você acertou na mosca hehe

    então... tudo q vc falou é verdade e eu concordo... imóvel valorizar hoje como valorizava antigamente é quase impossível... mas eu, por exemplo, fiz uma boa compra... as pessoas tem uma certa dificuldade de enxergar que uma boa compra não é só o valor que vc vai vender no futuro (com valorização ou sem)... um ponto fundamental é o valor q vc compra (a briga na hora da negociação)... meu apê era em aguas claras.. obtive um "desconto" de 5% comprando direto do proprietário.. sem corretor.. peguei uma pessoa desesperada p vender, pois estava recebendo chaves de outro ape... comprei abaixo do valor de mercado... quando comprei estavam construindo um comércio muito forte a uns 500 metros (hoje é bombado de restaurantes, lojas, etc.), e EM FRENTE ao apartamento inaugurou um bigbox... coisa de 80 metros da portaria do prédio.. (quando eu comprei já sabia q inauguraria esse mercado e q algumas lojas fortes viriam para o comércio próximo)... vendi com 35% de valorização dois anos depois... o sudoeste já é um bairro altamente valorizado... antigo... não tem nenhuma novidade lá q pode surgir e valorizar os imóveis próximos... aguas claras estava (e ainda está) em plena expansão, apesar de uma oferta muito grande... colegas conseguiram resultados até melhores q o meu comprando apes no guará 3 anos trás...

    deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns q é a maior burrada do mundo financiar um imóvel... mesmo que um imóvel valorize apenas 3..5% ao ano vc financiar PARTE dele para MORAR a 8% ao ano não é o fim do mundo... como já comentado existe um custo GRANDE de morar numa coisa que é de outro... falo mais uma experiência prática... quando fui vender esse imóvel comentado pedi para o morador sair do imóvel no início de dezembro/2015... a pessoa implorou p/ ficar até o natal, pois tinha convidado família p lá... imagine vc passar natal/virada de ano preocupado pra onde vc e sua família vão... morar num imóvel seu, ter seus móveis planejados da sua forma, o piso, iluminação, tudo como vc gosta, ter a certeza q vc só sai de lá quando quiser, tudo isso tem um peso grande sim... e aí vai da opção da pessoa pagar ou não por isso... não é dinheiro jogado fora como comprar uma BMW financiada... é investimento seja ele financeiro (se seu imóvel valorizar - hj sabemos q tá difícil) ou conforto familiar (até q ponto compensa "sacrificar" a família durante anos morando não tão bem no aluguel p ter mais grana no futuro)... é algo muito pessoal... mas sempre vejo imóvel bem comprado com bons olhos... dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso... tem algumas coisas na vida q não se resumem a números... assim eu penso... nunca perdi 1 centavo com imóvel... já na bolsa de valores fui me aventurar sem estudo e em 1 dia perdi 500 reais..kkk.. assim como tem gente q não conhece o mercado imobiliário e compra um apartamento de 500k, paga ITBI, reforma, se arrepende, 1 ano depois anuncia por 550 e só consegue 480k... é a vida...
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    Mensagem por juliorjr em Ter 27 Dez 2016, 12:50 pm

    phelipes007 escreveu:
    juliorjr escreveu:
    phelipes007 escreveu:essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like

    vc ganhou 35% nos ultimos 2 anos em brasilia? É, foi um achado. Mas claro, tu tem que saber onde você está pisando. No mercado que eu conheço (Plano piloto, sudoeste, LN e LS, Aguas Claras) isso não aconteceu e se aconteceu é exceção da exceção da exceção! hehe... Guará e Tagua tb acho que não aconteceria isso, se foi mais pra longe, não conheço o mercado, é possível.
    Vendi uma kit no sudoeste por 260k em 2013 e hoje ela está anunciada por 250-260k. Ok, as vezes é outro exemplo de "exceção" mas o indice zap móveis diz que o valor de venda está estagnado ou caindo (valor de anuncio) nos ultimos 3-4 anos em bsb. Por isso que acho que tua situação é mais exceção que a minha hehe.
    Quando ao custo não financeiro de morar de aluguel, eu concordo. Não poder mudar o ap para o seu JEITO é o maior custo que existe.Apesar que o meu ap está sim com armário "novo" piso porcelanato, tamanho bom, banheiros bons, se eu fosse mudar, seria poucas coisas. Pago 0,25 % do valor "de mercado" dele por mês. para mim está sendo um ótimo negócio! Atualmente são 3 quartos, quando vier o segundo filho, penso em alugar um de 4q ou alugar uma casa talvez nos condomínios, isso é conversa para futuro, mas não hei de mobilizar meu dinheiro. para mim só valerá a pena bem mais para frente... talvez em 2 anos os imóveis aqui voltem a subir pela inflação. Novo boom como ocorreu em 2006-2010 não sei se verei na minha vida novamente.
    è isso, não tem resposta certa, há ponderações a fazer, análise, como você disse, não é para iniciantes o mercado imobiliário. na MINHA visão a bolha está SIM murchando devagar, a inflação está comendo a bolha aos poucos (ao menos em bsb). Se você ganhou 35% em 2 anos aqui em bsb, você acertou na mosca hehe

    então... tudo q vc falou é verdade e eu concordo... imóvel valorizar hoje como valorizava antigamente é quase impossível... mas eu, por exemplo, fiz uma boa compra... as pessoas tem uma certa dificuldade de enxergar que uma boa compra não é só o valor que vc vai vender no futuro (com valorização ou sem)... um ponto fundamental é o valor q vc compra (a briga na hora da negociação)... meu apê era em aguas claras.. obtive um "desconto" de 5% comprando direto do proprietário.. sem corretor.. peguei uma pessoa desesperada p vender, pois estava recebendo chaves de outro ape... comprei abaixo do valor de mercado... quando comprei estavam construindo um comércio muito forte a uns 500 metros (hoje é bombado de restaurantes, lojas, etc.), e EM FRENTE ao apartamento inaugurou um bigbox... coisa de 80 metros da portaria do prédio.. (quando eu comprei já sabia q inauguraria esse mercado e q algumas lojas fortes viriam para o comércio próximo)... vendi com 35% de valorização dois anos depois... o sudoeste já é um bairro altamente valorizado... antigo... não tem nenhuma novidade lá q pode surgir e valorizar os imóveis próximos... aguas claras estava (e ainda está) em plena expansão, apesar de uma oferta muito grande... colegas conseguiram resultados até melhores q o meu comprando apes no guará 3 anos trás...

    deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns q é a maior burrada do mundo financiar um imóvel... mesmo que um imóvel valorize apenas 3..5% ao ano vc financiar PARTE dele para MORAR a 8% ao ano não é o fim do mundo... como já comentado existe um custo GRANDE de morar numa coisa que é de outro... falo mais uma experiência prática... quando fui vender esse imóvel comentado pedi para o morador sair do imóvel no início de dezembro/2015... a pessoa implorou p/ ficar até o natal, pois tinha convidado família p lá... imagine vc passar natal/virada de ano preocupado pra onde vc e sua família vão... morar num imóvel seu, ter seus móveis planejados da sua forma, o piso, iluminação, tudo como vc gosta, ter a certeza q vc só sai de lá quando quiser, tudo isso tem um peso grande sim... e aí vai da opção da pessoa pagar ou não por isso... não é dinheiro jogado fora como comprar uma BMW financiada... é investimento seja ele financeiro (se seu imóvel valorizar - hj sabemos q tá difícil) ou conforto familiar (até q ponto compensa "sacrificar" a família durante anos morando não tão bem no aluguel p ter mais grana no futuro)... é algo muito pessoal... mas sempre vejo imóvel bem comprado com bons olhos... dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso... tem algumas coisas na vida q não se resumem a números... assim eu penso... nunca perdi 1 centavo com imóvel... já na bolsa de valores fui me aventurar sem estudo e em 1 dia perdi 500 reais..kkk.. assim como tem gente q não conhece o mercado imobiliário e compra um apartamento de 500k, paga ITBI, reforma, se arrepende, 1 ano depois anuncia por 550 e só consegue 480k... é a vida...

    Concordamos mutualmente então. Concordo com tudo que você disse.

    Eu, que não uso imóvel para ganhar dinheiro (não mais, pois já fiz com imóveis pequenos). Pretendo comprar 1 imóvel só (o definitivo para morar 30 anos haha). Então, vou surfando a onda dos juros bons e do esvaziamento da bolha e torcendo para que case uma época boa para comprar (problema que fiz metas ambiciosas de juntar $ e prometi comprar imóvel dos sonhos quando tivesse o valor de 2 dele ao menos - difícil a mulher deixar demorar tanto).  Na outra ponta eu vou tentando agradar a esposa com um imóvel alugado (elas sempre querem ajeitar o imóvel do jeito delas né hehe). mas de padrão bom etc.
    É que nem o José comentou. Um dia Celular e carro foram considerado investimentos. Casa ainda é, mas com o tempo deveria ser apenas custo, o que é ok também.

    abraços!
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    Mensagem por Lord Sith em Ter 27 Dez 2016, 12:55 pm

    Esse ano de 2016 pra mim foi emblemático. Não pelas turbulências políticas, mas por ver como minhas finanças melhoraram e vão melhorar mais ainda em 2017. Decidi por um fim num ciclo de descontrole financeiro de dois anos que só gerou a famosa ciranda financeira. Foi um ano de cortes, redução de conforto, venda de carro, mudanças de hábitos de consumo, modo de lidar com dinheiro, etc. Chego ao final do ano menos endividado que comecei, programei a morte fatal dos meus consignados para agosto de 2017, e começarei o ano formando uma reserva de emergência de fato. Voltarei a viajar com a família, e continuarei me dedicando a me educar financeiramente, lendo livros e assistindo vídeos do youtube sobre o tema(André Bona, Thiago Nigro, Arata Academy, Gustavo Cerbassi são os preferidos). Decidi dar um passo para trás para dar dois para frente. Melhor sofrer a dor de uma vez do que extendê-la por anos e anos. Aprendo e aprendi muito neste tópico, que continue vivo e nos ajudando a ter vidas financeiras melhores para curtir o que há de melhor na vida: família, amigos, momentos especiais com quem amamos, é nisso que o dinheiro precisa ser investido.
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    Mensagem por juliorjr em Ter 27 Dez 2016, 1:34 pm

    Lord Sith escreveu:Esse ano de 2016 pra mim foi emblemático. Não pelas turbulências políticas, mas por ver como minhas finanças melhoraram e vão melhorar mais ainda em 2017. Decidi por um fim num ciclo de descontrole financeiro de dois anos que só gerou a famosa ciranda financeira. Foi um ano de cortes, redução de conforto, venda de carro, mudanças de hábitos de consumo, modo de lidar com dinheiro, etc. Chego ao final do ano menos endividado que comecei, programei a morte fatal dos meus consignados para agosto de 2017, e começarei o ano formando uma reserva de emergência de fato. Voltarei a viajar com a família, e continuarei me dedicando a me educar financeiramente, lendo livros e assistindo vídeos do youtube sobre o tema(André Bona, Thiago Nigro, Arata Academy, Gustavo Cerbassi são os preferidos). Decidi dar um passo para trás para dar dois para frente. Melhor sofrer a dor de uma vez do que extendê-la por anos e anos. Aprendo e aprendi muito neste tópico, que continue vivo e nos ajudando a ter vidas financeiras melhores para curtir o que há de melhor na vida: família, amigos, momentos especiais com quem amamos, é nisso que o dinheiro precisa ser investido.

    parabéns Lord Sith!!
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    Mensagem por subsidioja_ em Ter 27 Dez 2016, 2:25 pm

    phelipes007 escreveu:
    juliorjr escreveu:
    phelipes007 escreveu:essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like

    vc ganhou 35% nos ultimos 2 anos em brasilia? É, foi um achado. Mas claro, tu tem que saber onde você está pisando. No mercado que eu conheço (Plano piloto, sudoeste, LN e LS, Aguas Claras) isso não aconteceu e se aconteceu é exceção da exceção da exceção! hehe... Guará e Tagua tb acho que não aconteceria isso, se foi mais pra longe, não conheço o mercado, é possível.
    Vendi uma kit no sudoeste por 260k em 2013 e hoje ela está anunciada por 250-260k. Ok, as vezes é outro exemplo de "exceção" mas o indice zap móveis diz que o valor de venda está estagnado ou caindo (valor de anuncio) nos ultimos 3-4 anos em bsb. Por isso que acho que tua situação é mais exceção que a minha hehe.
    Quando ao custo não financeiro de morar de aluguel, eu concordo. Não poder mudar o ap para o seu JEITO é o maior custo que existe.Apesar que o meu ap está sim com armário "novo" piso porcelanato, tamanho bom, banheiros bons, se eu fosse mudar, seria poucas coisas. Pago 0,25 % do valor "de mercado" dele por mês. para mim está sendo um ótimo negócio! Atualmente são 3 quartos, quando vier o segundo filho, penso em alugar um de 4q ou alugar uma casa talvez nos condomínios, isso é conversa para futuro, mas não hei de mobilizar meu dinheiro. para mim só valerá a pena bem mais para frente... talvez em 2 anos os imóveis aqui voltem a subir pela inflação. Novo boom como ocorreu em 2006-2010 não sei se verei na minha vida novamente.
    è isso, não tem resposta certa, há ponderações a fazer, análise, como você disse, não é para iniciantes o mercado imobiliário. na MINHA visão a bolha está SIM murchando devagar, a inflação está comendo a bolha aos poucos (ao menos em bsb). Se você ganhou 35% em 2 anos aqui em bsb, você acertou na mosca hehe

    então... tudo q vc falou é verdade e eu concordo... imóvel valorizar hoje como valorizava antigamente é quase impossível... mas eu, por exemplo, fiz uma boa compra... as pessoas tem uma certa dificuldade de enxergar que uma boa compra não é só o valor que vc vai vender no futuro (com valorização ou sem)... um ponto fundamental é o valor q vc compra (a briga na hora da negociação)... meu apê era em aguas claras.. obtive um "desconto" de 5% comprando direto do proprietário.. sem corretor.. peguei uma pessoa desesperada p vender, pois estava recebendo chaves de outro ape... comprei abaixo do valor de mercado... quando comprei estavam construindo um comércio muito forte a uns 500 metros (hoje é bombado de restaurantes, lojas, etc.), e EM FRENTE ao apartamento inaugurou um bigbox... coisa de 80 metros da portaria do prédio.. (quando eu comprei já sabia q inauguraria esse mercado e q algumas lojas fortes viriam para o comércio próximo)... vendi com 35% de valorização dois anos depois... o sudoeste já é um bairro altamente valorizado... antigo... não tem nenhuma novidade lá q pode surgir e valorizar os imóveis próximos... aguas claras estava (e ainda está) em plena expansão, apesar de uma oferta muito grande... colegas conseguiram resultados até melhores q o meu comprando apes no guará 3 anos trás...

    deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns q é a maior burrada do mundo financiar um imóvel... mesmo que um imóvel valorize apenas 3..5% ao ano vc financiar PARTE dele para MORAR a 8% ao ano não é o fim do mundo... como já comentado existe um custo GRANDE de morar numa coisa que é de outro... falo mais uma experiência prática... quando fui vender esse imóvel comentado pedi para o morador sair do imóvel no início de dezembro/2015... a pessoa implorou p/ ficar até o natal, pois tinha convidado família p lá... imagine vc passar natal/virada de ano preocupado pra onde vc e sua família vão... morar num imóvel seu, ter seus móveis planejados da sua forma, o piso, iluminação, tudo como vc gosta, ter a certeza q vc só sai de lá quando quiser, tudo isso tem um peso grande sim... e aí vai da opção da pessoa pagar ou não por isso... não é dinheiro jogado fora como comprar uma BMW financiada... é investimento seja ele financeiro (se seu imóvel valorizar - hj sabemos q tá difícil) ou conforto familiar (até q ponto compensa "sacrificar" a família durante anos morando não tão bem no aluguel p ter mais grana no futuro)... é algo muito pessoal... mas sempre vejo imóvel bem comprado com bons olhos... dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso... tem algumas coisas na vida q não se resumem a números... assim eu penso... nunca perdi 1 centavo com imóvel... já na bolsa de valores fui me aventurar sem estudo e em 1 dia perdi 500 reais..kkk.. assim como tem gente q não conhece o mercado imobiliário e compra um apartamento de 500k, paga ITBI, reforma, se arrepende, 1 ano depois anuncia por 550 e só consegue 480k... é a vida...

    "deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns "


    como pra tudo na vida, a resposta é um sonoro DEPENDE!

    investimento => como já foi dito, furada total com os preços praticados atualmente. Quem comprou um tempo atrás e hoje consegue passar o valor com ágio (estou falando de VENDER, não dizer que "valorizou" com base em anúncios análogos) , parabéns! É meu caso, inclusive. Mas comprar HOJE com os preços praticados para tentar vender com ágio amanhã é praticamente um suicídio financeiro. Minha opinião.

    moradia=> é aqui onde eu vejo um monte de "depende". Percebam que isso envolve razões personalíssimas. Não tem como atribuir valor a isso.
    Com base nelas, é possível passar por cima de prejuízos financeiros sem dó e ainda assim fazer um bom negócio.
    Porém...... deixando esses motivos pessoais de cada um de lado.... Pensando somente com a razão:

    1) compra de imóvel à vista => A DEPENDER do bairro e do valor, suicídio financeiro! Se seu bairro possui bons imóveis pra alugar por 0,2 a 0.5% do valor do imóvel, MESMO que vc tenha grana pra comprar é infinitamente melhor proteger esse dinheiro e partir pro aluguel.

    2) entrada + financiamento => Novamente, vai DEPENDER dos valores. Mas uma conta que a imensa maioria não faz é o custo de oportunidade de dar essa entrada. Já vi e vejo gente comprando apt de 500 mil dando 200 mil de entrada. Enquanto isso, lá fora, apt igual sendo alugado por 0,4% do valor. Não vale a pena.

    3) sem entrada + 100% financiamento => A DEPENDER do valor envolvido, o pior dos mundos! Tem um monte de cabeça de bagre por aí saindo de aluguel barato pra financiar "seu apt próprio" com parcelas a perder de vista sem dar 1 centavo sequer de entrada e comprometendo uma renda enorme por anos e anos a fio.

    Ou seja, nada é absoluto nesse assunto.
    Não há fórmula mágica.


    "dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso."

    Como disse acima, se você põe na conta razões pessoais, é possível assumir o prejuízo financeiro e ainda assim fazer um bom negócio.
    Mas lembre-se: O prejuízo existiu!
    A diferença é  que você ACEITOU assumi-lo em troca de alguma razão pessoal/familiar/psicológica.
    Do ponto de vista racional financeiro => Não é um bom negócio pq houve prejuízo financeiro!
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    Mensagem por juliorjr em Ter 27 Dez 2016, 2:54 pm

    subsidioja_ escreveu:
    phelipes007 escreveu:
    juliorjr escreveu:
    phelipes007 escreveu:essa discussão sobre imóveis é válida, porém dificilmente conseguiremos mudar a visão de quem já escolheu um lado... eu sempre digo que mercado imobiliário não é para amadores... assim como aplicar em bolsa... tem gente que nunca teve uma quitinete no nome, lê umas notícias na internet e já acha que conhece tudo sobre mercado imobiliário... seria o mesmo que eu, que não tenho muito conhecimento do mercado financeiro, colocar todo meu dinheiro na bolsa... como não tenho, busquei informação aqui e em outros lugares e parti p/ investimentos conservadores por enquanto... CDBs, Tesouro, etc... é o mesmo com quem não manja sobre imóveis... aconselho a ir com calma... comprar algo menor de início ou optar pelo aluguel mesmo...  porém, nem sempre imóvel financiado é uma fria como dizem por aí...

    vou colocar algumas ponderações... é claro que pensando exclusivamente no dinheiro, no cenário atual, seria melhor vc aplicar bem sua grana mensalmente, morar de aluguel, juntar por 15 anos uma boa quantia e comprar seu imóvel à vista fazendo uma boa negociação do que se apressar e meter a cara num financiamento pagando juros por 30 anos... mas tem o outro lado... passar 1/3 da sua vida adulta morando no imóvel de outra pessoa (aluguel), em 99% dos casos com armários das casas bahia, materiais de baixa qualidade (ou alguém aqui é louco p/ colocar piso importado de 200 reais o m2, armários modernos, iluminação moderna, etc., p/ alugar o apartamento?)... resumindo: quem mora de aluguel mora mal sim (comparando a quem comprou seu imóvel do sonho, decorou como sempre sonhou, etc)... se vc mora de aluguel e diz que não mora mal ou é pq vc é pouco exigente (nenhum problema nisso) ou vc faz parte do 1% que deu sorte de alguém reformar um ape do jeito q vc queria e do nada resolveu alugar esse apartamento...

    outro ponto... analistas, opiniões, etc., sobre mercado imobiliário é "quase" a mesma coisa que dizer que as ações da Petrobrás vão subir ou cair nos próximos meses... faz pelo menos uns 4 anos que escuto que imóvel não vai subir mais que a inflação, que tem bolha no mercado, que o crédito está diminuindo, etc... pois bem, há 2 anos atrás comprei um apartamento de 2q no DF (onde todo mundo falava q havia bolha e q teríamos queda de preço) e vendi no início de 2016 com 35% de valorização... durante os 2 anos esse imóvel permaneceu alugado rendendo 0.5% líquido todo mês (o inquilino não declarava)... no meu caso foi um excelente investimento... e tanto estava no preço certo que anunciei e em 2 semanas foi vendido...

    o principal ponto que quero chegar é que quem defende o aluguel está generalizando tudo, pegando o pior cenário do cara que financiou (estão falando até em desemprego, ora somos servidores públicos) e comparando com o melhor do aluguel... se for pra viajar na maionese eu também posso viajar... e se vc deixa de comprar seu imóvel, coloca dinheiro num fundo de investimento e perde 30..40% dele... e se vc financia no nome do seu cônjuge um imóvel e ele(a) falece depois de 2 anos e seu imóvel está automaticamente quitado... se for p/ viajar vira uma discussão sem sentido...

    encerrando, nem todo mundo que compra imóvel financiado é médio, comprou pra esnobar, é isso é aquilo como colocaram aí... eu, por exemplo, planejo largar o serviço público com 48 anos, sempre poupei e continuo poupando, procuro investimentos e já comprei 2 imóveis financiados nos últimos 3 anos... nos 2 ganhei mais dinheiro que qualquer renda fixa me renderia (já descontando o q paguei de juros no período... até mesmo ITBI)... e eu prefiro chegar em casa sabendo que dali ninguém me tira (diferente de quem mora de aluguel q encerrando o contrato vc não sabe se sai ou se fica), vejo tudo decorado do meu jeito, etc., do q chegar numa casa alugada e ter q ligar pro proprietário p/ perguntar se posso colocar um mísero espelho planejado em tal lugar, se ele concorda e se quer dividir o custo comigo, pois deixarei o espelho lá quando sair do apartamento, etc... existe o outro lado da moeda também... do jeito que colocam aqui o sujeito que compra um apartamento de 1 milhão, dando 900k de entrada e financiando "míseros" 100k é um jumento, é brasileiro médio, é num sei o q... calma lá pessoal... ainda temos excelentes oportunidades no mercado imobiliário... ninguém é obrigado a ficar com imóvel 30 anos só pq financiou e nem todos que financiam imóveis dão 20% de entrada e financiam 80%... e mais ainda, se a teoria de que os imóveis valorizarão menos q a inflação se confirmar, isso não vale pra todos!! tem gente q compra uma casa a duas ruas de um futuro presídio... tem gente que compra uma casa, pelo mesmo preço, a 1 rua de um futuro shopping... felicidade a todos nós em nossas escolhas  like

    vc ganhou 35% nos ultimos 2 anos em brasilia? É, foi um achado. Mas claro, tu tem que saber onde você está pisando. No mercado que eu conheço (Plano piloto, sudoeste, LN e LS, Aguas Claras) isso não aconteceu e se aconteceu é exceção da exceção da exceção! hehe... Guará e Tagua tb acho que não aconteceria isso, se foi mais pra longe, não conheço o mercado, é possível.
    Vendi uma kit no sudoeste por 260k em 2013 e hoje ela está anunciada por 250-260k. Ok, as vezes é outro exemplo de "exceção" mas o indice zap móveis diz que o valor de venda está estagnado ou caindo (valor de anuncio) nos ultimos 3-4 anos em bsb. Por isso que acho que tua situação é mais exceção que a minha hehe.
    Quando ao custo não financeiro de morar de aluguel, eu concordo. Não poder mudar o ap para o seu JEITO é o maior custo que existe.Apesar que o meu ap está sim com armário "novo" piso porcelanato, tamanho bom, banheiros bons, se eu fosse mudar, seria poucas coisas. Pago 0,25 % do valor "de mercado" dele por mês. para mim está sendo um ótimo negócio! Atualmente são 3 quartos, quando vier o segundo filho, penso em alugar um de 4q ou alugar uma casa talvez nos condomínios, isso é conversa para futuro, mas não hei de mobilizar meu dinheiro. para mim só valerá a pena bem mais para frente... talvez em 2 anos os imóveis aqui voltem a subir pela inflação. Novo boom como ocorreu em 2006-2010 não sei se verei na minha vida novamente.
    è isso, não tem resposta certa, há ponderações a fazer, análise, como você disse, não é para iniciantes o mercado imobiliário. na MINHA visão a bolha está SIM murchando devagar, a inflação está comendo a bolha aos poucos (ao menos em bsb). Se você ganhou 35% em 2 anos aqui em bsb, você acertou na mosca hehe

    então... tudo q vc falou é verdade e eu concordo... imóvel valorizar hoje como valorizava antigamente é quase impossível... mas eu, por exemplo, fiz uma boa compra... as pessoas tem uma certa dificuldade de enxergar que uma boa compra não é só o valor que vc vai vender no futuro (com valorização ou sem)... um ponto fundamental é o valor q vc compra (a briga na hora da negociação)... meu apê era em aguas claras.. obtive um "desconto" de 5% comprando direto do proprietário.. sem corretor.. peguei uma pessoa desesperada p vender, pois estava recebendo chaves de outro ape... comprei abaixo do valor de mercado... quando comprei estavam construindo um comércio muito forte a uns 500 metros (hoje é bombado de restaurantes, lojas, etc.), e EM FRENTE ao apartamento inaugurou um bigbox... coisa de 80 metros da portaria do prédio.. (quando eu comprei já sabia q inauguraria esse mercado e q algumas lojas fortes viriam para o comércio próximo)... vendi com 35% de valorização dois anos depois... o sudoeste já é um bairro altamente valorizado... antigo... não tem nenhuma novidade lá q pode surgir e valorizar os imóveis próximos... aguas claras estava (e ainda está) em plena expansão, apesar de uma oferta muito grande... colegas conseguiram resultados até melhores q o meu comprando apes no guará 3 anos trás...

    deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns q é a maior burrada do mundo financiar um imóvel... mesmo que um imóvel valorize apenas 3..5% ao ano vc financiar PARTE dele para MORAR a 8% ao ano não é o fim do mundo... como já comentado existe um custo GRANDE de morar numa coisa que é de outro... falo mais uma experiência prática... quando fui vender esse imóvel comentado pedi para o morador sair do imóvel no início de dezembro/2015... a pessoa implorou p/ ficar até o natal, pois tinha convidado família p lá... imagine vc passar natal/virada de ano preocupado pra onde vc e sua família vão... morar num imóvel seu, ter seus móveis planejados da sua forma, o piso, iluminação, tudo como vc gosta, ter a certeza q vc só sai de lá quando quiser, tudo isso tem um peso grande sim... e aí vai da opção da pessoa pagar ou não por isso... não é dinheiro jogado fora como comprar uma BMW financiada... é investimento seja ele financeiro (se seu imóvel valorizar - hj sabemos q tá difícil) ou conforto familiar (até q ponto compensa "sacrificar" a família durante anos morando não tão bem no aluguel p ter mais grana no futuro)... é algo muito pessoal... mas sempre vejo imóvel bem comprado com bons olhos... dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso... tem algumas coisas na vida q não se resumem a números... assim eu penso... nunca perdi 1 centavo com imóvel... já na bolsa de valores fui me aventurar sem estudo e em 1 dia perdi 500 reais..kkk.. assim como tem gente q não conhece o mercado imobiliário e compra um apartamento de 500k, paga ITBI, reforma, se arrepende, 1 ano depois anuncia por 550 e só consegue 480k... é a vida...

    "deixo claro que concordo que imóvel hoje não é um bom investimento de maneira geral... falando de imóvel para MORADIA só coloquei que não é esse terror todo propagado por alguns "


    como pra tudo na vida, a resposta é um sonoro DEPENDE!

    investimento => como já foi dito, furada total com os preços praticados atualmente. Quem comprou um tempo atrás e hoje consegue passar o valor com ágio (estou falando de VENDER, não dizer que "valorizou" com base em anúncios análogos) , parabéns! É meu caso, inclusive. Mas comprar HOJE com os preços praticados para tentar vender com ágio amanhã é praticamente um suicídio financeiro. Minha opinião.

    moradia=> é aqui onde eu vejo um monte de "depende". Percebam que isso envolve razões personalíssimas. Não tem como atribuir valor a isso.
    Com base nelas, é possível passar por cima de prejuízos financeiros sem dó e ainda assim fazer um bom negócio.
    Porém...... deixando esses motivos pessoais de cada um de lado.... Pensando somente com a razão:

    1) compra de imóvel à vista => A DEPENDER do bairro e do valor, suicídio financeiro! Se seu bairro possui bons imóveis pra alugar por 0,2 a 0.5% do valor do imóvel, MESMO que vc tenha grana pra comprar é infinitamente melhor proteger esse dinheiro e partir pro aluguel.

    2) entrada + financiamento => Novamente, vai DEPENDER dos valores. Mas uma conta que a imensa maioria não faz é o custo de oportunidade de dar essa entrada. Já vi e vejo gente comprando apt de 500 mil dando 200 mil de entrada. Enquanto isso, lá fora, apt igual sendo alugado por 0,4% do valor. Não vale a pena.

    3) sem entrada + 100% financiamento => A DEPENDER do valor envolvido, o pior dos mundos! Tem um monte de cabeça de bagre por aí saindo de aluguel barato pra financiar "seu apt próprio" com parcelas a perder de vista sem dar 1 centavo sequer de entrada e comprometendo uma renda enorme por anos e anos a fio.

    Ou seja, nada é absoluto nesse assunto.
    Não há fórmula mágica.


    "dar 60% de entrada num imóvel e financiar o restante, por exemplo, desde que a parcela não prejudique seu conforto financeiro é melhor q passar anos e mais anos no aluguel na minha opinião e de muitos outros... colocar isso na calculadora e dizer q não compensa nunca vai mudar isso."

    Como disse acima, se você põe na conta razões pessoais, é possível assumir o prejuízo financeiro e ainda assim fazer um bom negócio.
    Mas lembre-se: O prejuízo existiu!
    A diferença é  que você ACEITOU assumi-lo em troca de alguma razão pessoal/familiar/psicológica.
    Do ponto de vista racional financeiro => Não é um bom negócio pq houve prejuízo financeiro!

    Só tem gente inteligente nessa sala. Concordo com tudo novamente.

    Não sei se contei esse caso (emblemático) nesse fórum, tenho um amigo de 31 anos recém empossado na CD de analista( não tão recém, faz uns 2 anos e meio já) que casou com uma médica de 38 anos. Ela, que já tinha um certo patrimônio investido em um ap, conseguiu 600k na venda desse ap ( um 2 quartos em um lugar mto bom em bsb). Ele pegou uns 100k que tinha e juntaram para comprar uma cobertura no noroeste (lugar mais caro de bsb e sem estrutura ainda). pagaram 1,6mi na cobertura + uns 150k de reforma/mobilia + ITBI (35k) etc etc...Conclusão, eles que tem um salário liquido somado de uns 40k (bruto deve ser uns 60k) mês, pagam uns 10-12k de financimento (dos quais uns 9k é juros), vivem bem com resto do dinheiro e sobra quase nada por Mês, e quando sobra ele vai investindo em LCI/LCA. Ou seja, um casal que tinha tudo para viver em altissimo padrão e sobrando dinheiro aos montes com investimentos e afins, vão penar uns 15 anos para pagar o ap - pegando as sobras e adiantando...(financimento inicial era de 30 anos). O ap que ele comprou faz uns quase 3 anos, está sendo vendido no mesmo valor que ele comprou, ou seja,
    resumo:
    Perda do custo de oportunidade dos 700k de entrada em 3 anos - > 210k (10% ao ano vai)
    Custo dos juros do financimaneto em 3 anos ( bora por 9k por mês de juros do financimento de 1 milhão +-) - 36* 9 = 324k
    Patrimônio Liquido deles final de 2013 - 700k
    Patrimônio Liquido deles agora final de 2016 -> 700k (imobilizado no AP) + 36*5k = 180k (imaginando que eles estão abatendo 5k por mês). =980k imobilizados.
    Divida com o banco, perto de 800-900k ainda.
    detalhe que o condomínio desse ap é uns quase 2k .eu acho que a pernada que ele deu foi mto maior que as pernas...
    Inflação dos 3 anos - 25% +-...entã o PL dele hoje vale 735k em valores de 3 anos atrás, ou seja, eles estão mais pobres que antes?

    Benefício disso tudo - moram em uma cobertura de 200m+ no noroeste. Eles, que ganharam de salário (nesse meu exemplo), 40k*39 = 1 milhao e meio nesses 3 anos, conseguiram por para o Patrimonio liquido apenas 180k - que nem repôs a inflação do período. Claro que não são valores finais, eu estou fazendo uma projeção, mas é só para ter noção do custo e da m. de dá um passo maior que a perna. Claro que posso está exagerando em algum ponto, as vezes ele economia mais que eu imagino mensalmente, mas ainda assim, não muda a lógica toda.


    Ele conversa comigo, vendo o que eu faço com meu dinheiro e como eu gasto/invisto, ele quase chora, mas no fim se convence que não vale mais a pena "vender" e que agora é pagar e curtir o imóvel. O que eu tb concordo.

    Conclusão, ele vive muito bem, pq eles ganham mtooooo, e, ainda assim, conseguiram/conseguem se apertar. Detalhe, vendeu um carrão que tinha para andar de carro usado 2011, etc ...e ainda tenho que ouvir dele que eu rasguei dinheiro fazendo festa de casamento, o que é uma festa perto dos 534k que eles já rasgaram em 3 anos pelas contas acima.
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    Mensagem por subsidioja_ em Ter 27 Dez 2016, 3:24 pm

    Moral da história:

    NÃO CAI EDUCAÇÃO FINACEIRA NA PROVA DA CD! kkkkkkkk

    Fica aí a prova que não é só pobre que mete o pé pelas mãos na hora de mexer com dinheiro.
    No Brasil, as escolas e os pais, em geral, não ensinam isso.
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    Mensagem por josebarbos em Ter 27 Dez 2016, 5:40 pm

    phelipes007, no meu caso eu não citei pior caso, nem perto. Mas se algum colega citou desemprego, aí existem duas situações que se equivalem: perda de função e aposentadoria por acidente (estamos todos sujeitos a isto). A própria queda de poder aquisitivo dos servidores pré-2008 também pode ser considerada, de certa forma, uma nova recolocação profissional, por um salário bem menor.

    No que tange a educação financeira, não existe certo ou errado. O importante é que os indivíduos tomem decisões conscientes das vantagens, riscos e oportunidades que podem aparecer. Se você ficar na porta de uma agência da Caixa, o que não vai faltar é gente falando que fez bom negócio ao deixar de pagar aluguel e pagar mais do dobro apenas de juros + taxas. Isto sem contar a facada que normalmente leva com os produtos acessórios: conta, cartão, seguro, título de capitalização etc.

    Por óbvio, num país como o nosso, há todo o tipo de realidade. Cita o caso de ganhar 35% num imóvel, que foi sim um ótimo exemplo de investimento. Mas demonstrou inúmeras outras características: tinha condição de negociação, sabia do investimento e soube das oportunidades pelas quais este investimento tinha uma boa chance de retorno. É exatamente isto que se trata de um bom investimento, e demonstra a importância da educação financeira. Não é algo impulsivo, feito às pressas e emocionalmente. Envolve entender de um mercado e conhecê-lo bem, o que reduz bastante suas chances de perda e maximiza a dos ganhos.

    Outras questões são extremamente subjetivas. E os investimentos, por óbvio, devem atender a um objetivo que é a realização dos desejos. O que as pessoas devem ter em mente é a importância do planejamento e do que realmente é necessário para viver.

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