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    Dicas Financeiras

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    Mensagem por josebarbos em Ter Ago 15, 2017 8:47 pm

    Prezados, independente do que reflitam, uma decisão desta envergadura tem inúmeros riscos e trata-se, na verdade, de uma aposta. Qualquer decisão, mesmo a de não fazer nada, exige sangue frio, basear-se em princípios nos quais você acredita ou se sente mais confortável e assumir o risco futuro.

    É engraçado porque este mês já apareceu uma LCI muito boa, mas que não vou investir. Por que não sei nem como será a tributação sobre elas daqui a um ano, ao passo que a taxa oferecida subiu exatamente por conta desta incerteza.

    Imagine, pois, pensar lá na frente, na aposentadoria.

    No meu cenário, particularmente já consegui identificar os seguintes riscos: minha média provavelmente será insuficiente para benefício especial (ou seja, tudo o que paguei acima do teto foi jogado fora); apostando que minha aposentadoria se daria na década de 2040, pegaria outra reforma mesmo que esta fosse feita completa, de forma que ainda vou ver pelo menos mais duas reformas; a meu ver, é possível, viável e legal a extinção do regime próprio e incorporação ao regime geral; grande possibilidade de se aumentar em muito as alíquotas para a manutenção da liquidez do sistema previdenciário; que pegaria o FUNPRESP ainda no começo; dentre outros (que não listei ou vários inimagináveis)....

    Eu já penso na migração, e ela poderia ser influenciada pelo aumento da alíquota: sendo sobre 14% sobre tudo, iria para o Funpresp de olhos fechados; sobre o teto, já animaria; sem mudanças, estaria pensando a partir do momento que minha média ficasse interessante, apostando na hipótese que o prazo de julho de 2018 fosse prorrogado.

    Sobre o reajuste para 14%, só há um ponto em que acho que PODE haver algum conflito, mas da forma que aplicado, sinceramente será difícil, já que passaria a ter efeito para todos os servidores municipais e estaduais vinculados a regimes próprios. Entretanto, poucos efetivamente ganham acima do teto.
    Art. 3o As alíquotas de contribuição dos servidores ativos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para os respectivos regimes próprios de previdência social não serão inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União, devendo ainda ser observadas, no caso das contribuições sobre os proventos dos inativos e sobre as pensões, as mesmas alíquotas aplicadas às remunerações dos servidores em atividade do respectivo ente estatal. (Redação dada pela Lei nº 10.887, de 2004)

    Sobre esta decisão ainda recairiam pequenas particularidades de natureza individual, que não convém colocar aqui. Mas uma que acho bastante justa é a seguinte: como ex-falido, adquiri uma disciplina rara para padrões brasileiros. Estou amadurecendo padrões de planejamento para prazos cada vez mais significativos. E uma decisão desta, para não dar briga futura, registraria numa ata os cenários e a escolha. Apenas a título de exemplo, desde o começo do ano eu já imagino um cenário de "quando", e não "se" haveria aumento das alíquotas das contribuições previdenciárias e quais seriam os cenários que deveria imaginar.
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    Mensagem por cicero_pb em Ter Ago 15, 2017 9:17 pm

    Josebarbos,

    Sua análise sempre bem coerente. Mas deixa eu ser o contraponto. Ou o limite do absurdo... hehehe

    Primeiro é que as contas públicas vão continuar totalmente desequilibradas. Então, não pela necessidade atuarial de reformas, mas pela "incompetência planejada" novas reformas virão.

    Segundo: previsibilidade somente se o sujeito se garante. Quando entrei no serviço público recebia, no cargo, função e tempo de serviço que tenho, o DOBRO do que recebo hoje. E promessa que iria se aposentar ganhando um pouquinho a mais...

    Por isso não acredito em funpresp, em teto previdenciario, em média, em 11 (ou 14) % de contribuição previdenciaria...

    Existiu, nos anos 80, uma regra de aposentadoria que colocou os salarios de até 10SM (na época era indexado ao SM) em valor menor que de 2SM num curto espaço de tempo!

    Então, acreditem: essa regra de preservação de valor NÃO IRÁ CONTINUAR por muito tempo.

    A razão da certeza: esse esgoto em que vivemos.

    Dependendo da sorte, vc pega uma época boa. Mas sorte, por sorte, mais fácil era ter aplicado mil reais em 2010 em bitcoins e ter hoje mais de 3 milhões de dólares!!!

    Acredito em vc quando busca fazer sua própria aposentadoria. E é isso que falo para todos: CRIEM sua própria aposentadoria. O que vier além disso é lucro.
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    Mensagem por josebarbos em Qua Ago 16, 2017 6:05 am

    A ideia é esta mesma. Ou criamos a nossa aposentadoria, ou estamos perdidos. As faturas da farra apenas estão começando a chegar, e nós, funcionários públicos, somos o olho do furacão.
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    Mensagem por eder.lima em Qua Ago 16, 2017 7:49 am

    Então, considerando as colocações de Jose Barbosa e Cicero (bem pertinentes, por sinal), o resumo da ópera é o seguinte:

    1- Esqueça o que pagou de contribuição acima do teto, quando vc se aposentar, receberá um valor bem menor em relação ao que vc contribuiu;

    2- Pra compensar a falta de competência e/ou honestidade na gerência das contas públicas dos sacanas que colocamos no poder, outras reformas virão e com elas: aumento de aliquota, maior tempo de contribuição, dentre outras facadas;

    3- Qualquer que seja a decisão que tomar (migrar ou não migrar pro FUNPRESP), terá suas consequências que devem ser pensadas conforme a situação de cada um;

    4- Se quiser ter uma aposentadoria com um minimo de dignidade não dependa apenas dos outros, mas crie sua própria aposentadoria economizando, fazendo investimentos visando o futuro, etc.

    A pergunta que fica pra mim então é: quais das opções disponiveis (FUNPRESP ou RGPS) oferece a melhor condição pra que eu faça minha própria aposentadoria?

    Comecei a contribuir com 19 anos na condição de servidor municipal, com 24 anos passei a contribuir como servidor do PJU e hoje estou com 35 anos vislumbrando no minimo mais umas 03 decadas de contribuição pela frente e com a certeza de que o ideal de aposentadoria que foi romantizado no imaginário de muita gente (largar o serviço perto dos 70 anos, com direito a um salário próximo ao da ativa e vivendo aquela vida sossegada) é apenas um ideal porque não seremos nós que vamos desfrutar disso.
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    Mensagem por Ilhense em Qua Ago 16, 2017 8:00 am

    josebarbos escreveu:Prezados, independente do que reflitam, uma decisão desta envergadura tem inúmeros riscos e trata-se, na verdade, de uma aposta. Qualquer decisão, mesmo a de não fazer nada, exige sangue frio, basear-se em princípios nos quais você acredita ou se sente mais confortável e assumir o risco futuro.

    É engraçado porque este mês já apareceu uma LCI muito boa, mas que não vou investir. Por que não sei nem como será a tributação sobre elas daqui a um ano, ao passo que a taxa oferecida subiu exatamente por conta desta incerteza.

    Imagine, pois, pensar lá na frente, na aposentadoria.

    No meu cenário, particularmente já consegui identificar os seguintes riscos: minha média provavelmente será insuficiente para benefício especial (ou seja, tudo o que paguei acima do teto foi jogado fora); apostando que minha aposentadoria se daria na década de 2040, pegaria outra reforma mesmo que esta fosse feita completa, de forma que ainda vou ver pelo menos mais duas reformas; a meu ver, é possível, viável e legal a extinção do regime próprio e incorporação ao regime geral; grande possibilidade de se aumentar em muito as alíquotas para a manutenção da liquidez do sistema previdenciário; que pegaria o FUNPRESP ainda no começo; dentre outros (que não listei ou vários inimagináveis)....

    Eu já penso na migração, e ela poderia ser influenciada pelo aumento da alíquota: sendo sobre 14% sobre tudo, iria para o Funpresp de olhos fechados; sobre o teto, já animaria; sem mudanças, estaria pensando a partir do momento que minha média ficasse interessante, apostando na hipótese que o prazo de julho de 2018 fosse prorrogado.

    Sobre o reajuste para 14%, só há um ponto em que acho que PODE haver algum conflito, mas da forma que aplicado, sinceramente será difícil, já que passaria a ter efeito para todos os servidores municipais e estaduais vinculados a regimes próprios. Entretanto, poucos efetivamente ganham acima do teto.
    Art. 3o As alíquotas de contribuição dos servidores ativos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para os respectivos regimes próprios de previdência social não serão inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União, devendo ainda ser observadas, no caso das contribuições sobre os proventos dos inativos e sobre as pensões, as mesmas alíquotas aplicadas às remunerações dos servidores em atividade do respectivo ente estatal. (Redação dada pela Lei nº 10.887, de 2004)

    Sobre esta decisão ainda recairiam pequenas particularidades de natureza individual, que não convém colocar aqui. Mas uma que acho bastante justa é a seguinte: como ex-falido, adquiri uma disciplina rara para padrões brasileiros. Estou amadurecendo padrões de planejamento para prazos cada vez mais significativos. E uma decisão desta, para não dar briga futura, registraria numa ata os cenários e a escolha. Apenas a título de exemplo, desde o começo do ano eu já imagino um cenário de "quando", e não "se" haveria aumento das alíquotas das contribuições previdenciárias e quais seriam os cenários que deveria imaginar.

    José Barbosa,

    Quais garantias existem no FUNPRESP de que não sofrerá  o mesmo problema do fundo previdenciário dos Correios?

    Você investe em ações de alguma empresa com receita em dólar para fins de proteção da carteira?
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    Mensagem por josebarbos em Qua Ago 16, 2017 8:38 am

    eder.lima escreveu:
    A pergunta que fica pra mim então é: quais das opções disponiveis (FUNPRESP ou RGPS) oferece a melhor condição pra que eu faça minha própria aposentadoria?

    A pergunta não é tão simples e cada um tem seus prós e contras. É muito difícil falar sobre a média porque os benefícios de hoje não serão, certamente, os de amanhã, e não dá para chutar a regra para comparação. O Funpresp tem uma aposentadoria que, provavelmente, sabidamente será menor. Possui seus riscos e vantagens, mas goza de uma certa previsibilidade. Pelo menos você tem noção quanto tem no seu fundo e quanto isto vai lhe proporcionar lá na frente. E com base nisto, pode até planejar o seu padrão de vida (quanto terá disponível e quanto necessitará poupar para garantir alguma coisa na velhice).

    É certo que muita coisa na administração pública vai mudar e em breve nós com ~10 anos de casa já seremos os antigões.
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    Mensagem por josebarbos em Qua Ago 16, 2017 8:43 am

    Ilhense escreveu:
    José Barbosa,

    Quais garantias existem no FUNPRESP de que não sofrerá  o mesmo problema do fundo previdenciário dos Correios?

    Você investe em ações de alguma empresa com receita em dólar para fins de proteção da carteira?

    Garantia? Nenhuma. E sempre alerto que o grande problema do Funpresp-Jud é o fato dele ser muito pequeno para se manter.

    O pessoal do Exe/Leg não tem este risco, mas eles consideram-se um pouco tranquilos por ser a turma que "começou" o negócio, ou seja, não será tão impactado pelos problemas de gestão.

    Sobre investimentos em renda variável, ainda não fiz e vou estudá-los bastante. Por diversos fatores (diversificação, hedge, atual momento econômico), uma das minhas considerações tem sido sobre investir no exterior, mas algo de longo prazo, para entender como funciona, como declara, quais são os custos, quem pode ajudar etc. Inclusive, quem tiver indicações, são muito bem vindas. Very Happy
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    Mensagem por Ilhense em Qua Ago 16, 2017 8:54 am

    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:
    José Barbosa,

    Quais garantias existem no FUNPRESP de que não sofrerá  o mesmo problema do fundo previdenciário dos Correios?

    Você investe em ações de alguma empresa com receita em dólar para fins de proteção da carteira?

    Garantia? Nenhuma. E sempre alerto que o grande problema do Funpresp-Jud é o fato dele ser muito pequeno para se manter.

    O pessoal do Exe/Leg não tem este risco, mas eles consideram-se um pouco tranquilos por ser a turma que "começou" o negócio, ou seja, não será tão impactado pelos problemas de gestão.

    Sobre investimentos em renda variável, ainda não fiz e vou estudá-los bastante. Por diversos fatores (diversificação, hedge, atual momento econômico), uma das minhas considerações tem sido sobre investir no exterior, mas algo de longo prazo, para entender como funciona, como declara, quais são os custos, quem pode ajudar etc. Inclusive, quem tiver indicações, são muito bem vindas. Very Happy

    Pois é, fiz o questionamento pois conheço os funcionários do Correio e sei elo que estão passando. Na atual conjuntura não temos segurança jurídica para nada, principalmente no supremo. Há um forte desequilíbrio.
    Tenho formatado minha carteira previdenciária em renda fixa (Tesouro IPCA) e renda variável. Olha, talvez você conheça, mas eu iniciaria pelo Bastter. Há ótimos educadores financeiros no youtube, como André Bona, Daniel Nigri e Thiago Lacerda.
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    Mensagem por eder.lima em Qua Ago 16, 2017 10:33 am

    josebarbos escreveu:
    eder.lima escreveu:
    A pergunta que fica pra mim então é: quais das opções disponiveis (FUNPRESP ou RGPS) oferece a melhor condição pra que eu faça minha própria aposentadoria?

    A pergunta não é tão simples e cada um tem seus prós e contras. É muito difícil falar sobre a média porque os benefícios de hoje não serão, certamente, os de amanhã, e não dá para chutar a regra para comparação.  O Funpresp tem uma aposentadoria que, provavelmente, sabidamente será menor. Possui seus riscos e vantagens, mas goza de uma certa previsibilidade. Pelo menos você tem noção quanto tem no seu fundo e quanto isto vai lhe proporcionar lá na frente. E com base nisto, pode até planejar o seu padrão de vida (quanto terá disponível e quanto necessitará poupar para garantir alguma coisa na velhice).

    É certo que muita coisa na administração pública vai mudar e em breve nós com ~10 anos de casa já seremos os antigões.  

    Exatamente, colega! São muitos fatores a se considerar, conforme a situação de cada um. No meu caso, essa previsibilidade (ainda que possa ser ilusória) de quanto será minha aposentadoria no FUNPRESP me atrai pelo fato de que aprecio mais o cenário que me permita planejar com alguma segurança as possibilidades que terei.

    Por outro lado, esse risco de gestão do FUNPRESP me desanima bastante. Mas, pensando bem, no país em que vivemos toda gestão de recursos oriundos de terceiros é suscetível a ser arriscada face a corrpução endêmica em nossa sociedade que faz com que invariavelmente haja desvio de recursos onde houver dinheiro dos outros envolvidos.

    A única coisa que posso concluir pra mim é que dentre as opções de aposentadoria que tivermos, esqueçam a que se apresentar melhor e optem pela menos pior, pois a unica lei que funciona nesse arremedo de nação é a lei de Murphy!
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    Mensagem por androsvilazza em Qua Ago 16, 2017 3:02 pm

    Ilhense escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:
    José Barbosa,

    Quais garantias existem no FUNPRESP de que não sofrerá  o mesmo problema do fundo previdenciário dos Correios?

    Você investe em ações de alguma empresa com receita em dólar para fins de proteção da carteira?

    Garantia? Nenhuma. E sempre alerto que o grande problema do Funpresp-Jud é o fato dele ser muito pequeno para se manter.

    O pessoal do Exe/Leg não tem este risco, mas eles consideram-se um pouco tranquilos por ser a turma que "começou" o negócio, ou seja, não será tão impactado pelos problemas de gestão.

    Sobre investimentos em renda variável, ainda não fiz e vou estudá-los bastante. Por diversos fatores (diversificação, hedge, atual momento econômico), uma das minhas considerações tem sido sobre investir no exterior, mas algo de longo prazo, para entender como funciona, como declara, quais são os custos, quem pode ajudar etc. Inclusive, quem tiver indicações, são muito bem vindas. Very Happy

    Pois é, fiz o questionamento pois conheço os funcionários do Correio e sei elo que estão passando. Na atual conjuntura não temos segurança jurídica para nada, principalmente no supremo. Há um forte desequilíbrio.
    Tenho formatado minha carteira previdenciária em renda fixa (Tesouro IPCA) e renda variável. Olha, talvez você conheça, mas eu iniciaria pelo Bastter. Há ótimos educadores financeiros no youtube, como André Bona, Daniel Nigri e Thiago Lacerda.

    Essa questão da comparação entre Funpresp e Postalis/Funcef/Previ/Petros foi abordada, meio por alto, no tópico da Reforma da Previdência. Resumindo, a chance de acontecer na Funpresp o mesmo problema que ocorreu nestes outros planos é ZERO. Obviamente, a Funpresp está sujeita a inúmeros outros problemas, inclusive pelos mesmos motivos, mas não o mesmo problema, que é o de ter que fazer aportes adicionais obrigatórios para garantir a aposentadoria.

    Explico: Os planos mais antigos desses fundos utilizavam o regime de Benefício Definido, ou seja, você contribui sabendo o quanto vai receber ao se aposentar. Normalmente, a intenção é que o fundo cubra a diferença entre o benefício do INSS e seu salário da ativa. Como o benefício já é predefinido - de certa forma, fixo -, qualquer percalço (prejuízo na gestão, corrupção, "intervenção" do governo, alteração nas regras previdenciárias gerais) terá de refletir (majorar) obrigatoriamente sobre a contribuição, o prazo ou ambos.

    Os planos mais novos destes fundos, assim como o Funpresp, funcionam no regime de Contribuição Definida, ou seja, você sabe o quanto vai contribuir, e tem apenas uma estimativa de quanto será o seu benefício futuro. Os percalços citados acima podem até ocorrer, mas não afetarão o valor da sua contribuição, podendo alterar (minorar) o valor do seu benefício após a aposentadoria. É a mesma forma de funcionamento dos fundos de previdência complementar privados.

    Ultimamente, a forma de gestão desses fundos tem melhorado bastante, tanto em termos de eficiência, quanto de transparência. Embora seja importante ressaltar que o sucesso da gestão depende do governo de turno (hoje a ingerência política é quase nula, os investimentos são concentrados em renda fixa etc; amanhã não se sabe), não custa lembrar que literalmente tudo no Brasil depende do governo de turno, incluindo os regimes oficiais de previdência - RGPS e RPPS, e eventuais investimentos que você faça para "garantir" sua aposentadoria; por exemplo, estão estudando tributar IR sobre LCI's.

    Já em relação à dúvida sobre "qual pagará mais" - se adesão ao teto + Funpresp, ou manter o regra de "integralidade da média", reforço o que o colega José Barbosa disse: é questão de aposta. Fazer simulações de benefícios, no site do Funpresp, pode lhe ajudar a ter uma ideia de benefício futuro, mas há vários fatores a serem considerados:

    1. média salarial (pela regra atual (80% maiores contribuições);
    2. percentual pretendido de contribuição ao Funpresp;
    3. (im)possibilidade de aportes adicionais;
    4. eventuais reformas previdenciárias futuras;
    5. perspectiva de carreira - valorização/congelamento/desvalorização dos salários; pretende (ou não) mudar de cargo?; acredita que possa (ou não) deixar o serviço público antes da aposentadoria? etc.;
    6. perspectiva de vida;
    7. visão quanto a deixar patrimônio ou pensão aos dependentes;
    8. entre vários outros.


    Observe que grande parte dos fatores a se considerar são personalíssimos, e os que afetam a todos (reforma previdenciária, evolução salarial da carreira etc.) dependem muito da sua visão e crenças pessoais sobre eles, para embasar sua decisão.
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    Mensagem por jornalista em Qua Ago 16, 2017 8:47 pm

    Vc duz que a gestão melhorou. E o caso do funcef, postaria, outros etc.? Quanto ao fato de os problemas serem outros, tudo bem. Mas o maior problema não seria a gestão temerária?
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    Mensagem por jornalista em Qua Ago 16, 2017 9:10 pm

    A propósito, acabei de ler uma notícia de que haverá um protesto contra a sangria no funcef. O curioso é que a notícia informa que não há, nos protestos, a participação de sindicatos. Bastante esclarecedor este fato.
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    Mensagem por androsvilazza em Qua Ago 16, 2017 10:50 pm

    jornalista escreveu:Vc duz que a gestão melhorou. E o caso do funcef, postaria, outros etc.? Quanto ao fato de os problemas serem outros, tudo bem. Mas o maior problema não seria a gestão temerária?

    Então, nesses fundos, o problema mais grave se concentra apenas no regime de benefício definido. Aqueles que entraram mais recentemente, ou que eram antigos mas optaram, participam do outro regime, de contribuição definida. Para estes últimos, obviamente a gestão temerária prejudicou, mas influenciando "apenas" na evolução do saldo. Resumindo, quem participa do regime antigo se ferrou d Verde e amarelo; quem participa do regime novo se ferrou menos: os investimentos não renderam tanto, mas não serão obrigados a fazer aportes adicionais.

    Quanto à gestão, realmente se criou um rombo em vários desses fundos, mas não apenas por opções erradas de investimento (erradas por equívoco honesto, ou propositais). Pelo que andei lendo, também houve "pedaladas" do patrocinador (não repassaram parte dos recursos devidos ao fundo) e, mais importante, o rombo é atuarial . Isso quer dizer, basicamente, que prometeram benefícios que não terão como pagar, considerando os recursos do fundo, ou seja, a matemática não fecha - esse é um problema recorrente nos regimes de benefício definido. Tanto o é, que você não vê banco vendendo esse tipo de plano.

    Só reforçando, da forma como está o estatuto do Funpresp hoje (e a maioria dos fundos previdenciários atuais tem o estatuto quase idêntico), não se cria rombo meramente por escolhas erradas de investimento, porque são obrigados a adotar um perfil ultra conservador: geralmente em torno de 70% em títulos públicos, 20-25% em rendas fixas diversas, e apenas 5-10% em renda variável. Mesmo nesse último caso, geralmente optam pelo índice Bovespa, ou operações compromissadas.

    Até por isso, é importante não ter altas esperanças quanto ao rendimento do Funpresp. A meta é obter rendimentos sempre um pouquinho acima da inflação, sem correr muito risco. Quem almeja altos ganhos, para uma aposentadoria precoce e/ou farta, deve fazê-lo por conta e risco próprios.
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    Mensagem por jornalista em Qui Ago 17, 2017 5:40 am

    Saiu errado meu post mas vc entendeu. Era postalis e petros. Corretor do celular. A propósito, desculpem o off topic. Não estou conseguindo acessar o fórum via notebook. Tem como resolver?
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    Mensagem por aluisior em Qui Ago 17, 2017 2:21 pm

    Boa tarde, galera.

    Achei esse tópico aqui por acaso, e, desde já, agradeço pelos conhecimentos expostos. São de destacada importância para iniciantes como eu.

    Estou com algumas dúvidas acerca da minha situação financeira atual, e gostaria da ajuda de vcs.

    Pois bem. Meu objetivo financeiro imediato é comprar um apartamento em terras candangas. Para tanto, tenho um pouco de dinheiro aplicado em renda fixa - não muito - e tenho uma quantia maior que está na conta corrente, decorrente da recente venda de um automóvel.

    Por mês, consigo salvar algo em torno de R$ 3k. A minha intenção é juntar dinheiro por um prazo de até dois anos, para, enfim, comprar o bendido apt, sem recorrer a financiamentos (se possível, é claro).

    O que vocês me sugerem?
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    Mensagem por cicero_pb em Qui Ago 17, 2017 6:51 pm

    Faça as contas do custo de oportunidade. Encontre "N" na relação:

    (valor do aluguel) x N = (valor do imóvel).

    Se N<100, compre;

    Se N>150; aguarde

    Se N>=100 e N<=150, PENSE!

    OBS:
    (valor do aluguel) = valor que efetivamente paga/pagará.

    (valor do imóvel) = Valor efetivamente vendido, ou valor OFERECIDO pelo comprador. Valor pedido não conta. Simule ser um VENDEDOR e aguarde as ligações...

    O imóvel tem que ser o mesmo ou, no máximo, no mesmo bloco, etc. Comparar aluguel pago na Asa Norte com ap de 2 quartos em Águas Claras não vale.
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    Mensagem por jornalista em Sex Ago 18, 2017 5:50 am

    Mas 3k vezes 24 meses não compra. Acho que ele quer investir. Mas também não compra.
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    Mensagem por Chaves em Sex Ago 18, 2017 6:36 am

    Concordo que cada um precisa pensar em sua aposentadoria, mas, querendo ou não, somos obrigados a desembolsar 11% da nossa remuneração. Adoraria eu mesmo poder destinar esse dinheiro da forma que me.aprouvesse.
    Como somos obrigados a dar esse dinheiro ao governo, não seria melhor dar menos a o restante partir para o funpresp?
    É unânime a opinião de que o que contribuirmos a mais do teto jamais reaveremos em benefício. Ante esse pensamento e ante prováveis reformas previdenciárias pelas quais passaremos, o funpresp parece uma alternativa menos ruim. Pelo menos até o meio do ano que vem...
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    Mensagem por jornalista em Sex Ago 18, 2017 7:18 am

    O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.
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    Mensagem por Galizezin em Sex Ago 18, 2017 8:04 am

    José Barbosa e colegas, no BR é possível adquirir ouro em barra (física), não o título? Caso positivo, qual instituição tem o melhor preço?


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    Mensagem por jornalista em Sex Ago 18, 2017 8:13 am

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    Mensagem por Ilhense em Sex Ago 18, 2017 8:38 am

    jornalista escreveu:O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?
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    Mensagem por josebarbos em Sex Ago 18, 2017 9:31 am

    Sobre os fundos de previdência "antigos": eles eram uma bomba atuarial que todo o mundo sabia que um dia iria estourar. É o mesmo problema da nossa previdência atual. Lembro que na época de Caixa, peguei já a transição do benefício para contribuição definida, e os sindicatos falavam de uma eventual dívida de ~ 1 bilhão da Caixa, enquanto patrocinadora, que embora fosse um valor expressivo, não é nada perto do custo do sistema em si (qualquer semelhança com a nossa previdência não é mera coincidência).

    Tirando isto, estamos no Brasil, e aí a questão é outra: má gestão, corrupção, riscos diversos são problemas que vamos enfrentar num planejamento de longo prazo, e é inevitável. Há eventos incontroláveis e que se tem de assumir; o importante é gerir aquilo que é possível, através de participação.
    Ainda preciso ler o regulamento atenciosamente, minuciosamente, mas acho que pelo menos há a "opção" de parar de contribuir. Naquela questão da Matrix que "controlamos" as máquinas porque "podemos" desligá-las, qual seria a alternativa? Como construi-la e a que custo?

    Quando se optou por um sistema menor, separado por poder, naturalmente assumiu-se um custo mais alto, perda de sinergias e de rentabilidade. Em troca, temos uma gestão mais "próxima", uma possibilidade de maior controle e menor volume de recursos, o que tornaria mais "detectáveis" eventuais casos de corrupção.

    Hoje, o Funpresp ainda vive da antecipação, não consegue cobrir os custos por si mesmo. Para chegar num patamar mínimo de participantes suficiente para isto, ainda está muito longe e não parece agir com a necessária divulgação. E se eventualmente para cá também vier a história de servidor começar ganhando 5k, tende a não atrair novos servidores.

    Além disto, não gosto da política de investir exclusivamente em BB e CEF. Acho que há outras instituições grandes o bastante para dar conta do volume de recursos sem riscos, e com maior rentabilidade.
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    Mensagem por josebarbos em Sex Ago 18, 2017 9:37 am

    aluisior escreveu:Boa tarde, galera.

    Achei esse tópico aqui por acaso, e, desde já, agradeço pelos conhecimentos expostos. São de destacada importância para iniciantes como eu.

    Estou com algumas dúvidas acerca da minha situação financeira atual, e gostaria da ajuda de vcs.

    Pois bem. Meu objetivo financeiro imediato é comprar um apartamento em terras candangas. Para tanto, tenho um pouco de dinheiro aplicado em renda fixa - não muito - e tenho uma quantia maior que está na conta corrente, decorrente da recente venda de um automóvel.

    Por mês, consigo salvar algo em torno de R$ 3k. A minha intenção é juntar dinheiro por um prazo de até dois anos, para, enfim, comprar o bendido apt, sem recorrer a financiamentos (se possível, é claro).

    O que vocês me sugerem?

    Pega o grosso que você tem do carro, separa uma parte para reserva de emergência e investe o restante em um CDB/LCx para 2 anos.
    O restante coloque em coisas líquidas: LCx com vencimento até a data desejada, CDB's de bancos pequenos ou tesouro selic (tesouro direto ou compra do título).

    Dois anos é um prazo muito pequeno, não haverá grande rentabilidade, nem dá para "especular" com uma eventual flutuação econômica.

    Outra coisa: pense se realmente vale a pena a aquisição, pelo "custo de oportunidade": você empaca uma grande parcela do patrimônio num bem que tem cada vez menos liquidez. Se você aluga o "mesmo" apartamento por até 0,3% do preço de venda a locação pode ser um bom negócio.
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    Mensagem por josebarbos em Sex Ago 18, 2017 9:40 am

    Galizezin escreveu:José Barbosa e colegas, no BR é possível adquirir ouro em barra (física), não o título? Caso positivo, qual instituição tem o melhor preço?

    Cara, se tem, eu desconheço.
    Hoje em dia basicamente se negocia escrituralmente.

    Ouro é basicamente a mesma coisa que câmbio: em momentos de tensão o preço vai disparar para cima, mas são raros os momentos, e a tendência é que no longo prazo renda menos do que qualquer investimento conservador. E quanto sua utilidade prática, é apenas um material eleito como valioso, como um dia o sal já foi.
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    Mensagem por josebarbos em Sex Ago 18, 2017 9:44 am

    Ilhense escreveu:
    jornalista escreveu:O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.
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    Mensagem por androsvilazza em Sex Ago 18, 2017 10:02 am

    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:
    jornalista escreveu:O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
    Público-alvo: Servidores públicos efetivos civis, ativos, inativos e pensionistas da União.
    Objetivo: aumentar a arrecadação de contribuições previdenciárias em R$ 1,9 bilhão/ano, contribuindo para a diminuição do déficit do RPPS.

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    Mensagem por aluisior em Sex Ago 18, 2017 10:41 am

    josebarbos escreveu:
    aluisior escreveu:Boa tarde, galera.

    Achei esse tópico aqui por acaso, e, desde já, agradeço pelos conhecimentos expostos. São de destacada importância para iniciantes como eu.

    Estou com algumas dúvidas acerca da minha situação financeira atual, e gostaria da ajuda de vcs.

    Pois bem. Meu objetivo financeiro imediato é comprar um apartamento em terras candangas. Para tanto, tenho um pouco de dinheiro aplicado em renda fixa - não muito - e tenho uma quantia maior que está na conta corrente, decorrente da recente venda de um automóvel.

    Por mês, consigo salvar algo em torno de R$ 3k. A minha intenção é juntar dinheiro por um prazo de até dois anos, para, enfim, comprar o bendido apt, sem recorrer a financiamentos (se possível, é claro).

    O que vocês me sugerem?

    Pega o grosso que você tem do carro, separa uma parte para reserva de emergência e investe o restante em um CDB/LCx para 2 anos.
    O restante coloque em coisas líquidas: LCx com vencimento até a data desejada, CDB's de bancos pequenos ou tesouro selic (tesouro direto ou compra do título).

    Dois anos é um prazo muito pequeno, não haverá grande rentabilidade, nem dá para "especular" com uma eventual flutuação econômica.

    Outra coisa: pense se realmente vale a pena a aquisição, pelo "custo de oportunidade": você empaca uma grande parcela do patrimônio num bem que tem cada vez menos liquidez. Se você aluga o "mesmo" apartamento por até 0,3% do preço de venda a locação pode ser um bom negócio.


    Agradeço a todos pelas dicas, em especial ao José Barbosa, sempre "matando a pau" as dúvidas que surgem aqui.

    Tinha pensado em fazer algo mais ou menos nesse sentido, José. Casou com o que eu já pensava.

    Quanto ao "custo oportunidade", é realmente uma questão a ser analisada com cuidado no futuro. Hoje, por exemplo, sou jovem, solteirão e não tenho uma boca para alimentar. Vai saber até quando isso vai durar, não é mesmo? kk

    Por hora, sigo investindo o que tenho e salvando o possível, até chegar no momento de tomar a fatídica decisão.

    E, como dizem por ai, segue o baile.
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    Mensagem por Ilhense em Sex Ago 18, 2017 11:34 am

    androsvilazza escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:
    jornalista escreveu:O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
    Público-alvo: Servidores públicos efetivos civis, ativos, inativos e pensionistas da União.
    Objetivo: aumentar a arrecadação de contribuições previdenciárias em R$ 1,9 bilhão/ano, contribuindo para a diminuição do déficit do RPPS.


    Por esse cálculo o aumento da contribuição será irrisório. Acho que para o governo, diante do rombo fiscal, não compensa o desgaste com os servidores.
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    Mensagem por androsvilazza em Sex Ago 18, 2017 12:38 pm

    Ilhense escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
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    Objetivo: aumentar a arrecadação de contribuições previdenciárias em R$ 1,9 bilhão/ano, contribuindo para a diminuição do déficit do RPPS.


    Por esse cálculo o aumento da contribuição será irrisório. Acho que para o governo, diante do rombo fiscal, não compensa o desgaste com os servidores.

    Sim, é irrisório. Para comparação, a economia prevista com a suspensão dos reajustes previstos para 2018 já é mais de 2,5x maior que a prevista com o aumento da alíquota. Por outro lado, é uma sinalização importante aos "mercados", e à "sociedade", que sempre gostam de uma chicotada a mais no lombo dos servidores.

    É mais ou menos a mesma lógica que o corte dos supersalários (vencimentos que excedem o subsídio dos Ministros do Supremo): em termos de economia, pífio (previstos 725 mi de economia). Em termos de sinalização, e moralização, importante.
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    Mensagem por Ilhense em Sex Ago 18, 2017 1:02 pm

    androsvilazza escreveu:
    Ilhense escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
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    Por esse cálculo o aumento da contribuição será irrisório. Acho que para o governo, diante do rombo fiscal, não compensa o desgaste com os servidores.

    Sim, é irrisório. Para comparação, a economia prevista com a suspensão dos reajustes previstos para 2018 já é mais de 2,5x maior que a prevista com o aumento da alíquota. Por outro lado, é uma sinalização importante aos "mercados", e à "sociedade", que sempre gostam de uma chicotada a mais no lombo dos servidores.

    É mais ou menos a mesma lógica que o corte dos supersalários (vencimentos que excedem o subsídio dos Ministros do Supremo): em termos de economia, pífio (previstos 725 mi de economia). Em termos de sinalização, e moralização, importante.

    Bom, em não trazendo eventual greve, o efeito pode sim ser pedagógico para a sociedade não "bater panela"  e prosseguir em sua atuação bovina diante de novas chibatadas.

    Agora me diga: esse congelamento dos reajustes tem chances de se estender aos servidores do judiciário e legislativo?
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    Mensagem por josebarbos em Sex Ago 18, 2017 2:44 pm

    Ilhense escreveu:

    Bom, em não trazendo eventual greve, o efeito pode sim ser pedagógico para a sociedade não "bater panela"  e prosseguir em sua atuação bovina diante de novas chibatadas.

    Agora me diga: esse congelamento dos reajustes tem chances de se estender aos servidores do judiciário e legislativo?

    Só se os chefes dos respectivos aceitarem perder orçamento ad eternum, e ainda terem um problema maior para resolverem em 2020, por um impacto relativamente pequeno para o executivo.

    Eu ainda acho que o próprio adiamento das carreiras já anunciadas periga não sair.

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    Mensagem por Fireball em Sex Ago 18, 2017 3:30 pm

    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:

    Bom, em não trazendo eventual greve, o efeito pode sim ser pedagógico para a sociedade não "bater panela"  e prosseguir em sua atuação bovina diante de novas chibatadas.

    Agora me diga: esse congelamento dos reajustes tem chances de se estender aos servidores do judiciário e legislativo?

    Só se os chefes dos respectivos aceitarem perder orçamento ad eternum, e ainda terem um problema maior para resolverem em 2020, por um impacto relativamente pequeno para o executivo.

    Eu ainda acho que o próprio adiamento das carreiras já anunciadas periga não sair.


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    Mensagem por Galizezin em Sex Ago 18, 2017 7:40 pm

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    Mensagem por Galizezin em Sex Ago 18, 2017 7:44 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:José Barbosa e colegas, no BR é possível adquirir ouro em barra (física), não o título? Caso positivo, qual instituição tem o melhor preço?

    Cara, se tem, eu desconheço.
    Hoje em dia basicamente se negocia escrituralmente.

    Ouro é basicamente a mesma coisa que câmbio: em momentos de tensão o preço vai disparar para cima, mas são raros os momentos, e a tendência é que no longo prazo renda menos do que qualquer investimento conservador. E quanto sua utilidade prática, é apenas um material eleito como valioso, como um dia o sal já foi.

    mas a diferença do câmbio é que uma determinada moeda, como por exemplo o dólar americano, pode simplesmente virar cinzas da noite para o dia, vide atual dívida pública americana. Já o ouro é uma moeda universal.


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    Mensagem por Galizezin em Sex Ago 18, 2017 7:48 pm

    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:

    Bom, em não trazendo eventual greve, o efeito pode sim ser pedagógico para a sociedade não "bater panela"  e prosseguir em sua atuação bovina diante de novas chibatadas.

    Agora me diga: esse congelamento dos reajustes tem chances de se estender aos servidores do judiciário e legislativo?

    Só se os chefes dos respectivos aceitarem perder orçamento ad eternum, e ainda terem um problema maior para resolverem em 2020, por um impacto relativamente pequeno para o executivo.

    Eu ainda acho que o próprio adiamento das carreiras já anunciadas periga não sair.


    Concordo com seu ponto de vista. E pensando melhor, o tal "aumento" de 2018 vai ser o menor de todos os anos, ou seja, desgaste desnecessário por pouca coisa.


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    Mensagem por jornalista em Sab Ago 19, 2017 12:09 am

    Eu li normalmente e não sou assinante. Dá pra comprar ouro em barra:
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    Mensagem por josebarbos em Sab Ago 19, 2017 8:44 am

    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:José Barbosa e colegas, no BR é possível adquirir ouro em barra (física), não o título? Caso positivo, qual instituição tem o melhor preço?

    Cara, se tem, eu desconheço.
    Hoje em dia basicamente se negocia escrituralmente.

    Ouro é basicamente a mesma coisa que câmbio: em momentos de tensão o preço vai disparar para cima, mas são raros os momentos, e a tendência é que no longo prazo renda menos do que qualquer investimento conservador. E quanto sua utilidade prática, é apenas um material eleito como valioso, como um dia o sal já foi.

    mas a diferença do câmbio é que uma determinada moeda, como por exemplo o dólar americano, pode simplesmente virar cinzas da noite para o dia, vide atual dívida pública americana. Já o ouro é uma moeda universal.

    Num cenário de caos em que o dólar não valha nada o ouro também já foi pro saco e não vai ser útil, e sim munição, armas, coletes e comida.

    Mas achei curioso a possibilidade de entrega física:

    "2 – Barras de ouro com entrega física

    Quem não tem 20.000 reais para investir em ouro ou não quer abrir conta em corretora também pode adquirir barras do metal com entrega física. As duas principais distribuidoras de ouro no Brasil são a OM DTVM e a Marsam DTVM. As empresas cobram um ágio de cerca de 1% do valor do ouro negociado na BM&FBovespa para realizarem a entrega física do metal. O ouro pode ser adquirido tanto em lojas dessas empresas como ser comprado pela internet. A entrega, nesse segundo caso, pode ser feita pelos Correios (até 10.000 reais com seguro) ou por motoboy (o seguro e a entrega costumam custar 1% do valor adquirido). As empresas possuem barras de ouro de diversos pesos. A OM DTVM permite até a entrega da barrinha de ouro em cartões customizados – como do time de futebol do coração. A responsabilidade por guardar o ouro em algum lugar seguro é do comprador. As barras também podem ser custodiadas exclusivamente pelo Banco do Brasil (mas somente para múltiplos de 250 gramas e com a cobrança de uma taxa mensal). “A maioria de nossos clientes é de pequenos investidores ou gente que quer presentear alguém”, diz Mauriciano Cavalcanti, sócio-operador da OM DTVM. Quando o investidor quiser se desfazer do metal, tem a garantia de recompra da própria empresa que lhe vendeu as barras, mas também há um pequeno deságio em relação à cotação da BM&FBovespa."

    O duro é a despesa com custódia. É um bem que tem custos e que não costuma se valorizar, só aumenta de preço em períodos esporádicos.
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    Mensagem por Lord Sith em Seg Ago 21, 2017 11:56 am

    Ouvi faz uns dias que dentro da reforma da previdência estaria sendo gestada a "privatização do funpresp e demais fundos de pensão das estatais"...a ideia é governo não ter mais problemas com esses fundos que tem gestão pública...alguém mais ouviu esse comentário por aí?

    androsvilazza escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:
    jornalista escreveu:O problema é que serão 40 anos para os novatos. E depois que adere, se sair, cai no limite do inss. Funpresp sempre será uma incógnita.

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
    Público-alvo: Servidores públicos efetivos civis, ativos, inativos e pensionistas da União.
    Objetivo: aumentar a arrecadação de contribuições previdenciárias em R$ 1,9 bilhão/ano, contribuindo para a diminuição do déficit do RPPS.

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    Mensagem por Fireball em Seg Ago 21, 2017 12:01 pm

    Lord Sith escreveu:Ouvi faz uns dias que dentro da reforma da previdência estaria sendo gestada a "privatização do funpresp e demais fundos de pensão das estatais"...a ideia é governo não ter mais problemas com esses fundos que tem gestão pública...alguém mais ouviu esse comentário por aí?

    androsvilazza escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Ilhense escreveu:

    Mas então: se passaremos a receber pelo teto do INSS nossa contribuição de 14% será sobre o valor total da remuneração ou sobre o teto?

    Só vai dar para saber com o projeto de lei.

    No INSS, não existe progressividade: a alíquota é sobre o salário cheio de contribuição.

    O "comentário" é de que a contribuição de 14% será apenas sobre o valor que exceder o teto do RGPS. Portanto, pra quem optou pelo Funpresp (ou entrou após 2012, ou recebe abaixo do teto), a contribuição continuará de 11%.

    P.S.: Comentário não, é a proposta oficial do governo, conforme apresentação feita pela área econômica ao anunciar as mudanças da meta fiscal, e medidas de contenção. Na apresentação oficial no Powerpoint, o texto diz:

    Aumentar a alíquota de contribuição previdenciária para até 14% dos Servidores Federais.

    Medida: estabelece nova alíquota de contribuição previdenciária de 14% para o montante de remuneração que exceder o teto do RGPS (grifei) (R$ 5.531).
    Público-alvo: Servidores públicos efetivos civis, ativos, inativos e pensionistas da União.
    Objetivo: aumentar a arrecadação de contribuições previdenciárias em R$ 1,9 bilhão/ano, contribuindo para a diminuição do déficit do RPPS.


    Sim, é um mercado muito bom, já pensou numa tacada só, conseguir milhões de clientes? E obrigados a permanecer?!? Esse negócio vale ouro.

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