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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    Mensagem por herval em Qui 08 Set 2016, 5:48 pm

    essa proposta une-se com a da terceirização da atividade FIM.

    todos os planos ruins para nós são divulgados separadamente, mas observando melhor fazem parte de um plano conjunto. reduzir o TAMANHO DO ESTADO (todos os poderes, mas claro q o legislativo escapa disso)
    pois poderão contratar terceirizados para atividade fim na "falta de servidor"

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    Mensagem por seu Mamute de Estimação em Qui 08 Set 2016, 6:13 pm

    Terceirização sai bem caro para Uniao , Estados e Municípios. A empresa terceirizada recebe do governo, mas costuma dar calote nos trabalhadores. O trabalhador entra na justiça contra a empresa caloteira e contra o governo, este na qualidade de devedor subsidiário, por ser tomador de serviços. O governo que já havia pago a empresa terceirizada, agora pagará novamente e diretamente ao trabalhador, acabando por pagar duas vezes, péssimo negocio.

    Mas duvido que estejam pensando realmente nas contas públicas.... Estes políticos devem é estar de olho em mais um filão de mercado: abrir empresas para terceirizar mão-de-obra para os governos

    Já fazem isso com a segurança, abrindo empresas de segurança terceirizada e ganhando fortunas. Quanto mais inseguras as cidades melhor pra eles, que lucram mais

    Agora, com a terceirização irrestrita, o céu eh o limite $$$$$$$$
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    Mensagem por herval em Qui 08 Set 2016, 6:32 pm


    terceirização de atividade FIM......é FILÉ. principalmente no JUDICIÁRIO.
    que poderão terceirizar desde os gabinetes até a área administrativa toda

    abre a entrada de outra classe de donos de empresas terceirizadas


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    Mensagem por josebarbos em Sex 09 Set 2016, 11:30 am

    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.
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    Mensagem por VadeMekum em Sex 09 Set 2016, 1:02 pm

    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    Creio que o Josebarbos tenha razão.

    O instituto da estabilidade não está definido por conta da legislação do RJU (lei 8.112/90), mas sim, previsto na CF/88.

    Da mesma forma que a questão dos proventos do funcionalismo, eventual extinção da estabilidade deve depender de alguma PEC.

    Não se olvide, entretanto, que se possa encontrar como solução para o impasse a extinção da estabilidade para quem,por ocasião da promulgação da PEC, ainda não tenha cumprido os 3 anos de efetivo exercício no cargo para o qual foi nomeado em virtude de aprovação em concurso, bem como, para os servidores que por ventura venham a ser contratados, mantendo o instituto apenas para quem já cumprira os requisitos necessários à sua obtenção.

    Pode ser que num futuro próximo deixem de existir cargos públicos, e a forma de ingresso seja apenas na modalidade emprego público, aplicando-se-lhe as regras contidas na CLT. E os cargos públicos, na medida em que forem vacando pelo falecimento/exoneração/demissão de seus titulares, serão extintos.

    Provável que nomearão para cargos públicos uma reduzida casta de servidores - chuto Majuras, Promos, Procuradores, Defensores, Delegas, Fiscais, mantendo a vitaliciedade para os dois primeiros, e a estabilidade (talvez) para os quatro últimos.

    O restante, carreirão burocrático/administrativo/apoio, enquadrados como empregados públicos, sem estabilidade, regidos pela CLT. E, por isso mesmo...sem se descartar a hipótese de terceirização das atividades-fim da Administração, em geral, no âmbito dos três poderes.

    Sucateamento do serviço público, seja bem-vindo.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 2 Empty Paridade

    Mensagem por neusapel em Sex 09 Set 2016, 3:06 pm

    E a questão da paridade, que é muito importante?
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    Mensagem por VadeMekum em Sex 09 Set 2016, 4:38 pm

    Pois é, como sou da galera anterior a 2003, achava que estaria tranquilo quanto a isso (santa inocência).

    Já estou me resignando com o teto do INSS.
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    Mensagem por corujito em Sex 09 Set 2016, 5:15 pm

    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    não é necessário acabar com a estabilidade. Basta mexer em seus efeitos. Até porque a CF também prevê a disponibilidade.

    enfim.

    o que me espanta é você, que parece ser antenado em finanças pessoais, ainda não ter chegado à conclusão de que o atual RPPS é uma pirâmide financeira para os servidores pós 2003.

    O Funpresp é a única saída inteligente para servidor jovem pós 2003.
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    Mensagem por josebarbos em Sex 09 Set 2016, 5:19 pm

    VadeMekum escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    Creio que o Josebarbos tenha razão.

    O instituto da estabilidade não está definido por conta da legislação do RJU (lei 8.112/90), mas sim, previsto na CF/88.

    Da mesma forma que a questão dos proventos do funcionalismo, eventual extinção da estabilidade deve depender de alguma PEC.

    Não se olvide, entretanto, que se possa encontrar como solução para o impasse a extinção da estabilidade para quem,por ocasião da promulgação da PEC, ainda não tenha cumprido os 3 anos de efetivo exercício no cargo para o qual foi nomeado em virtude de aprovação em concurso, bem como, para os servidores que por ventura venham a ser contratados, mantendo o instituto apenas para quem já cumprira os requisitos necessários à sua obtenção.

    Pode ser que num futuro próximo deixem de existir cargos públicos, e a forma de ingresso seja apenas na modalidade emprego público, aplicando-se-lhe as regras contidas na CLT. E os cargos públicos, na medida em que forem vacando pelo falecimento/exoneração/demissão de seus titulares, serão extintos.

    Provável que nomearão para cargos públicos uma reduzida casta de servidores - chuto Majuras, Promos, Procuradores, Defensores, Delegas, Fiscais, mantendo a vitaliciedade para os dois primeiros, e a estabilidade (talvez) para os quatro últimos.

    O restante, carreirão burocrático/administrativo/apoio, enquadrados como empregados públicos, sem estabilidade, regidos pela CLT. E, por isso mesmo...sem se descartar a hipótese de terceirização das atividades-fim da Administração, em geral, no âmbito dos três poderes.

    Sucateamento do serviço público, seja bem-vindo.

    Não creio que seja para tanto, até por nossos aspectos culturais.

    Demitir funcionário público, mesmo que sem estabilidade (ex.: empregados públicos) é algo complicadíssimo. Como definir quem vai ser o escolhido? Mais antigo, mais novo, maior salário, menor avaliação de desempenho? Ações na justiça, revisão de decisões, desrespeito ao princípio da impessoalidade etc.

    Por "mal desempenho", aí teríamos o clássico um puxando o tapete do outro, num nível até então inimaginável.

    Acho que temos problemas bem mais sérios com os quais não nos preocupamos. Sim, há um risco de aumento de terceirização no serviço público. Fruto até mesmo do excesso de atribuições a que o Estado quis puxar para si, e não daria conta nem se fosse incrivelmente competente.
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    Mensagem por pernalonga em Sex 09 Set 2016, 5:50 pm

    Amarildo, em uma palestra sobre o Funpresp-JUD, em que ele basicamente estava vendendo o serviço na condição de presidente, disse com todas as letras que NÃO era vantajoso a adesão ao Funpresp para servidores que entraram no serviço público antes da instituição do fundo (2013). Tanto os que ainda tem direito à paridade, quanto aos que entraram depois de 2003 e antes de 2013, pois lhes é garantido a média dos 80% maiores salários (na avaliação dele, para servidores com nossa média salarial o benefício não atingiria esse patamar, somado ao teto do regime geral)
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    Mensagem por josebarbos em Sex 09 Set 2016, 8:47 pm

    corujito escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    não é necessário acabar com a estabilidade. Basta mexer em seus efeitos. Até porque a CF também prevê a disponibilidade.

    enfim.

    o que me espanta é você, que parece ser antenado em finanças pessoais, ainda não ter chegado à conclusão de que o atual RPPS é uma pirâmide financeira para os servidores pós 2003.

    O Funpresp é a única saída inteligente para servidor jovem pós 2003.

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.
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    Mensagem por Convidado em Sab 10 Set 2016, 11:14 am

    De tanto escutar da PeTralhada, começo a reproduzir: Golpe!
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    Mensagem por artie em Seg 12 Set 2016, 10:44 am

    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    não é necessário acabar com a estabilidade. Basta mexer em seus efeitos. Até porque a CF também prevê a disponibilidade.

    enfim.

    o que me espanta é você, que parece ser antenado em finanças pessoais, ainda não ter chegado à conclusão de que o atual RPPS é uma pirâmide financeira para os servidores pós 2003.

    O Funpresp é a única saída inteligente para servidor jovem pós 2003.

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.
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    Mensagem por corujito em Seg 12 Set 2016, 3:01 pm

    artie escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Discordo.

    Estabilidade é condição de direito adquirido. Acabar com a estabilidade apenas pensando em regime jurídico significaria que até mesmo os inativos poderiam perder o instituto e, como tal, seus proventos.

    Além, claro, de ser um cânone do funcionalismo público, superestimado, ou politicamente inviável, ainda que juridicamente possível.

    Não é direito absoluto, posto que o legislador já estipulou condições para a perda da eficácia, que atendem a um evento agravamento da situação econômica a tal ponto de ser impossível manter o número de servidores.

    No Brasil, há outras ferramentas bem mais simples de gestão da coisa pública, por exemplo, inflação.

    não é necessário acabar com a estabilidade. Basta mexer em seus efeitos. Até porque a CF também prevê a disponibilidade.

    enfim.

    o que me espanta é você, que parece ser antenado em finanças pessoais, ainda não ter chegado à conclusão de que o atual RPPS é uma pirâmide financeira para os servidores pós 2003.

    O Funpresp é a única saída inteligente para servidor jovem pós 2003.

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748 para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.

    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.
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    Mensagem por Solange4 em Seg 12 Set 2016, 3:13 pm

    Os meus colegas novatos não aderiram ao FUNPRESP pelos seguintes motivos:

    - Taxa de administração muito alta (falaram em 17%, mas não sei se é fato)

    - Medo de futuros desfalques (notícias da Postalis, Funcef etc

    Preferiram receber o teto do RGPS e fazer um fundo de previdência pessoal em banco privado.
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    Mensagem por Fireball em Seg 12 Set 2016, 3:33 pm

    Gostaria que o governo me devolvesse todo o valor já investido nesse sistema atualizado, que dessa forma eu garantiria o meu futuro.
    Já que agora não tem mais contribuição por tempo de serviço, pois tem a idade mínima de 65 anos, estão dizendo que é a mínima mesmo.
    Para os pensionistas, filhos, herdeiros e etc, não estão mais garantidos ad eternum, em sua maioria com 12 anos não receberão mais nada.
    A paridade de vencimentos acabou faz tempo, o valor do passado atualizado valeria mais, mas agora nem as revisões entrarão mais.
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    Mensagem por Blumenau em Seg 12 Set 2016, 3:47 pm

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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 2 Empty paridade

    Mensagem por neusapel em Seg 12 Set 2016, 4:21 pm

    Como é isso de aposentado perder a paridade?
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    Mensagem por Solange4 em Seg 12 Set 2016, 4:30 pm

    neusapel escreveu:Como é isso de aposentado perder a paridade?

    Quando existe a paridade, todo reajuste dado aos ativos, vale para os inativos também. os reajustes serão dados na mesma forma e datas para os aposentados

    Sem paridade, o reajuste da aposentadoria é com aquele índice estabelecido pelo governo para os aposentados do RGPS.

    Para os que entraram depois de 2004, não existe mais paridade, e para os antigos é necessário 20 anos de serviço público para garantir a paridade, tem muita gente que não aposenta apesar de ter idade e tempo de contribuição, para conseguir a paridade.

    Às vezes eu penso que nessas épocas de quase-congelamento do salário do servidor público, a paridade não é tão bom negócio.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 2 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por artie em Seg 12 Set 2016, 4:41 pm

    corujito escreveu:
    artie escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:

    não é necessário acabar com a estabilidade. Basta mexer em seus efeitos. Até porque a CF também prevê a disponibilidade.

    enfim.

    o que me espanta é você, que parece ser antenado em finanças pessoais, ainda não ter chegado à conclusão de que o atual RPPS é uma pirâmide financeira para os servidores pós 2003.

    O Funpresp é a única saída inteligente para servidor jovem pós 2003.

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das  intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito  antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748  para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.

    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.

    Exato. Você resumiu bem o problema. Eu trabalho com a ideia, reforçada agora com o 65 anos, de pendurar as chuteiras lá pelos meus, sei lá, 55 anos e viver de rendas e afins (pense em todas opções, estou dizendo a ideia de não ficar até os requisitos da aposentadoria formal). A ida para o teto evitaria uma perda de todo esse valor.

    A dúvida ainda fica no "vou para o teto e aplico eu mesmo ou encaro a Funpresp?" (claro, friamente o plus do patrocínio deixa favorável, mas vem o lado de confiabilidade, até quando ela se sustentará etc).

    Valeu!
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    Mensagem por Fireball em Seg 12 Set 2016, 4:41 pm

    Solange4 escreveu:
    neusapel escreveu:Como é isso de aposentado perder a paridade?

    Quando existe a paridade, todo reajuste dado aos ativos, vale para os inativos também. os reajustes serão dados na mesma forma e datas para os aposentados

    Sem paridade, o reajuste da aposentadoria é com aquele índice estabelecido pelo governo para os aposentados do RGPS.

    Para os que entraram depois de 2004, não existe mais paridade, e para os antigos é necessário 20 anos de serviço público para garantir a paridade, tem muita gente que não aposenta apesar de ter idade e tempo de contribuição, para conseguir a paridade.

    Às vezes eu penso que nessas épocas de quase-congelamento do salário do servidor público, a paridade não é tão bom negócio.

    Segundo Meireles, o direito ainda não foi adquirido, é apenas uma expectativa de direito, não sei nem se precisa de PEC.
    E o que não falta é PEC urgente para o Governo, considerando as urguências para salvar o país de novo.
    Mesmo os que entraram antes de 2004 poderão ficar de fora.
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    Mensagem por Fireball em Seg 12 Set 2016, 4:46 pm

    artie escreveu:
    corujito escreveu:
    artie escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das  intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito  antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748  para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.

    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.

    Exato. Você resumiu bem o problema. Eu trabalho com a ideia, reforçada agora com o 65 anos, de pendurar as chuteiras lá pelos meus, sei lá, 55 anos e viver de rendas e afins (pense em todas opções, estou dizendo a ideia de não ficar até os requisitos da aposentadoria formal). A ida para o teto evitaria uma perda de todo esse valor.

    A dúvida ainda fica no "vou para o teto e aplico eu mesmo ou encaro a Funpresp?" (claro, friamente o plus do patrocínio deixa favorável, mas vem o lado de confiabilidade, até quando ela se sustentará etc).

    Valeu!

    Na linha do Correio, CEF e Petrobrás, isso não durará muito... Sad

    Conselho, aposte em você, não tenha fé num fundo onde o gestor não faz é parte interessada, ou se é mas segue o "projeto da nação" vido mala que não merece ter o nome pronunciado.
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    Mensagem por Morena em Seg 12 Set 2016, 5:12 pm

    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.
    .
    estabilidade está inserto no art. 41 da CF e não apenas na 8112/90 ( que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais), ou seja, é um preceito constitucional.
    No final , caso um projeto se acabe com a estabilidade (PEC), haverá muita discussão para aqueles que, hoje, adquiriram a estabilidade nos moldes da CF. é o que penso.
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    Mensagem por Convidado em Seg 12 Set 2016, 5:32 pm

    Morena escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.
    .
    estabilidade está inserto no art. 41 da CF e não apenas na 8112/90 ( que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais), ou seja, é um preceito constitucional.
    No final , caso um projeto se acabe com a estabilidade (PEC), haverá muita discussão para aqueles que, hoje, adquiriram a estabilidade nos moldes da CF. é o que penso.

    Não será tão fácil assim.
    No mínimo depositar todo FGTS retroativamente, fortuna que o governo não tem.
    Mais a multa de 40% quando houver despedida sem justa causa...
    Por aí vai inflando essa conta.
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    Mensagem por androsvilazza em Ter 13 Set 2016, 10:01 am

    DJANGO escreveu:
    Morena escreveu:
    corujito escreveu:Vade,

    depende do legislador unicamente.

    não há direito adquirido a regime jurídico, como você bem mesmo lembrou. Então, se o legislador entender que deve acabar com a estabilidade, não há nada que fazer senão sentar e chorar.
    .
    estabilidade está inserto no art. 41 da CF e não apenas na 8112/90 ( que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais), ou seja, é um preceito constitucional.
    No final , caso um projeto se acabe com a estabilidade (PEC), haverá muita discussão para aqueles que, hoje, adquiriram a estabilidade nos moldes da CF. é o que penso.

    Não será tão fácil assim.
    No mínimo depositar todo FGTS retroativamente, fortuna que o governo não tem.
    Mais a multa de 40% quando houver despedida sem justa causa...
    Por aí vai inflando essa conta.

    Exato. Mais fácil seria fazer como fazem todas as reformas, mudando as regras apenas para os próximos servidores a ingressarem no serviço público. Talvez propondo um plano de migração, nos primeiros anos, para quem fizer parte do regime atual e quiser aderir ao novo regime.
    Quanto à estabilidade em si, recomendo lerem o artigo que o Blumenau postou, que trata disso. Em essência, a estabilidade já não é absoluta. O que falta é a implementação de regras para a exoneração por insuficiência de desempenho. Essa hipótese já existe, só não é posta em prática por falta de critérios específicos e, principalmente, por defesas de interesses corporativistas. Nada que uma ou duas súmulas vinculantes não resolvam.
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    Mensagem por corujito em Ter 13 Set 2016, 2:43 pm

    artie escreveu:
    corujito escreveu:
    artie escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Disponibilidade têm igualmente custo político altíssimo, tendo outras ferramentas mais simples à mão. É preciso tomar cuidado e não supervalorizar potenciais "bodes", que seriam colocados na sala em detrimento de outros prejuízos.

    Quanto à questão previdenciária, não apenas já mencionei o efeito pirâmide, como a falência do estado é algo inevitável, de forma que meu PSS é hoje tributo mais para imposto do que contribuição, pois não vislumbro qualquer vinculação entre o que pago e o que vou receber a título de aposentadoria. O funpresp, tampouco, é tábua de salvação, posto seu risco quanto ao valor do benefício, embora acredite muito provavelmente será o pássaro na mão: servidores recebendo a parte do Estado em atraso/defasada, e o fundo pagando seus benefícios rigorosamente em dia.

    Acho que todos pós 2013 devem aderir ao Funpresp, de olhos fechados. Na condição opcional, ainda vou aguardar um pouco pelo desenvolvimento da fundação para avaliar se vale ou não a pena botar o meu dinheiro lá. Por trás de uma excelente rentabilidade existem alguns riscos e questões ainda não bem resolvidas, nossa economia é muito travada e não temos muitas oportunidades de investimento para um fundo com poucos recursos que investe, basicamente, em títulos públicos, e estaremos numa bola de neve sem fim.

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das  intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito  antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748  para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.

    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.

    Exato. Você resumiu bem o problema. Eu trabalho com a ideia, reforçada agora com o 65 anos, de pendurar as chuteiras lá pelos meus, sei lá, 55 anos e viver de rendas e afins (pense em todas opções, estou dizendo a ideia de não ficar até os requisitos da aposentadoria formal). A ida para o teto evitaria uma perda de todo esse valor.

    A dúvida ainda fica  no "vou para o teto e aplico eu mesmo ou encaro a Funpresp?" (claro, friamente o plus do patrocínio deixa favorável, mas vem o lado de confiabilidade, até quando ela se sustentará etc).

    Valeu!

    bom,

    geralmente um plano de previdência complementar é também um seguro salário para quem ganha acima do teto do RGPS.

    para que o trabalhador mantenha a renda no caso de ficar afastado por mais de 15 dias, no caso de ir em cana etc.

    mas no nosso caso, o próprio regime garante nossos salários nesses casos, não havendo limitação a teto.

    então, é, sim, de se considerar. Mas é a tal coisa: o Funpresp rende 100% + RESULTADO - adm - imposto. Não é qualquer investimento que dá isso.
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    Mensagem por Fireball em Ter 13 Set 2016, 3:28 pm

    corujito escreveu:
    artie escreveu:
    corujito escreveu:
    artie escreveu:

    Essa vai para ambos: e a mera ida ao teto, sem adesão à Funpresp, o que pensam sobre? Gerindo a diferença exclusivamente para aposentadoria, claro.

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das  intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito  antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748  para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.

    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.

    Exato. Você resumiu bem o problema. Eu trabalho com a ideia, reforçada agora com o 65 anos, de pendurar as chuteiras lá pelos meus, sei lá, 55 anos e viver de rendas e afins (pense em todas opções, estou dizendo a ideia de não ficar até os requisitos da aposentadoria formal). A ida para o teto evitaria uma perda de todo esse valor.

    A dúvida ainda fica  no "vou para o teto e aplico eu mesmo ou encaro a Funpresp?" (claro, friamente o plus do patrocínio deixa favorável, mas vem o lado de confiabilidade, até quando ela se sustentará etc).

    Valeu!

    bom,

    geralmente um plano de previdência complementar é também um seguro salário para quem ganha acima do teto do RGPS.

    para que o trabalhador mantenha a renda no caso de ficar afastado por mais de 15 dias, no caso de ir em cana etc.

    mas no nosso caso, o próprio regime garante nossos salários nesses casos, não havendo limitação a teto.

    então, é, sim, de se considerar. Mas é a tal coisa: o Funpresp rende 100% + RESULTADO - adm - imposto. Não é qualquer investimento que dá isso.
    Esse resultado que é o perigo, vide o que aconteceu a CEF, CORREIOS e PETROBRÁS.
    Os critérios para seleção do gestor do fundo não é experiência comprovada ou empresa especializada ou patrimônio/lastro para suprir algo.
    Critério: FUNPRESP/JUD: CJ com mais de 10 anos, isto é, nem faz parte do fundo Very Happy
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 2 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por artie em Qua 14 Set 2016, 1:39 pm

    Fireball escreveu:
    corujito escreveu:
    artie escreveu:
    corujito escreveu:

    Respondendo ao barbosa, ao perna e a você.

    Claro que na melhor das  intenções o nosso querido Doutor Amarildo Vieira analisou a questão do ponto de vista de seu próprio exemplo. Ou seja, de um servidor dedicado e vocacionado a servir ao público, à instituição, ao povo!

    Quem já tem 40 e tantos quase 20 de serviço não tem muito o que pensar. Não vale a pena migrar.

    Mas, para os mais jovens, é preciso pensar o seguinte: "serei servidor público até os 65 anos? Completarei 35 anos de serviço público muito  antes disso?"

    Peguemos, por exemplo, um salário de 12k. São R$572 de contribuição para receber o teto de R$5200 e mais R$748  para receber o restante de R$6800 -- ou até menos (no caso dos pós 2003).

    Se o camarada um dia decidir deixar de ser servidor público por um emprego, decidir morar fora, decidir empreender algo antes de completar os requisitos de aposentadoria, o que acontece? Existe um "vazio" nessa situação que, em alguns casos (LBA, por exemplo) foi resolvido só na Justiça. Mas, via de regra, essa grana vai para o saco. É um típico modelo de pirâmide financeira.


    Com o limite de 60 anos, o servidor ainda podia segurar as pontas. Cumprir as exigências, ficar um tempo fora e depois se aposentar. Mas já vai a 65. E daqui 10 anos? Daqui 15 anos?

    No Funpresp, pode-se migrar para outro fundo. Quanto a outra fonte de aposentadoria, só se você for empreender algo. O Funpresp dá 100% (patronal) e mais o resultado. Não há nada similar com o mesmo risco.

    Exato. Você resumiu bem o problema. Eu trabalho com a ideia, reforçada agora com o 65 anos, de pendurar as chuteiras lá pelos meus, sei lá, 55 anos e viver de rendas e afins (pense em todas opções, estou dizendo a ideia de não ficar até os requisitos da aposentadoria formal). A ida para o teto evitaria uma perda de todo esse valor.

    A dúvida ainda fica  no "vou para o teto e aplico eu mesmo ou encaro a Funpresp?" (claro, friamente o plus do patrocínio deixa favorável, mas vem o lado de confiabilidade, até quando ela se sustentará etc).

    Valeu!

    bom,

    geralmente um plano de previdência complementar é também um seguro salário para quem ganha acima do teto do RGPS.

    para que o trabalhador mantenha a renda no caso de ficar afastado por mais de 15 dias, no caso de ir em cana etc.

    mas no nosso caso, o próprio regime garante nossos salários nesses casos, não havendo limitação a teto.

    então, é, sim, de se considerar. Mas é a tal coisa: o Funpresp rende 100% + RESULTADO - adm - imposto. Não é qualquer investimento que dá isso.
    Esse resultado que é o perigo, vide o que aconteceu a CEF, CORREIOS  e PETROBRÁS.
    Os critérios para seleção do gestor do fundo não é experiência comprovada ou empresa especializada ou patrimônio/lastro para suprir algo.
    Critério: FUNPRESP/JUD: CJ com mais de 10 anos, isto é, nem faz parte do fundo Very Happy

    Pois é. A decisão fica mais difícil ainda quando você pensa que é algo que repercutirá daqui décadas. Considerando o tempo que falta até meus 65 anos, reformas vindouras terão jogado isso para 70+ anos. E notícias como a daqui do PR, em que TCE já diz que previdência estadual não terá como pagar benefícios em 2037... é pancada em cima da outra sobre o modelo de aposentadoria tradicional.

    Chegaram a nomear um dos envolvidos na operação da PF dos fundos para a Funpresp-Jud, mas ele acabou não assumindo.

    E tem o lance da sustentabilidade do PGA do fundo que o José fala, precisam triplicar inscritos p/ alcançá-la. Nisso entendo ele falar para esperar um pouco, já que temos 2 anos.

    Do outro lado, tem o que o corujito fala, se pensar na parte do rendimento, difícil bater os modelos patrocinados...

    O que fico na dúvida é se nesse meio tempo já não fico só no teto e fazendo minha parte enquanto analiso. Já tem gente fazendo isso aqui no Tribunal. Caso realmente venha a me desligar do TRT anos antes da aposentadoria formal, cada mês que fico no "11% sobre tudo" são uns reais que nunca verei novamente (temos que acreditar que o plano dará certo, para manter o esforço). Resolver para já isso. Valeu!
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    Mensagem por juliorjr em Qua 14 Set 2016, 3:20 pm

    Alguns itens a comentar:

    Quem é novato para mim é óbvio a vantagem de investir na Funpresp. Só da união contribuir com 100% (mesmo que haja seguros etc), vc já sai de um valor de uns 1,3-1,4 do que você contribui. Comparando com a opção de ir para previdencia privada, lá vc sai de 0,9 +-.

    Tem outro ponto a considerar, quando tu contribui para a previdencia funpresp, você o faz antes de descontar o IR, logo. Em cima de 10k de funpresp (ex), você contribui com 800 reais (é 8% ne?) e depois pagaria 27,5% em cima de 9200 reais , pagando 2530 de IR. na situação em que você não contribui, você vai pagar IR sobre os 10k e não sobre 9200 reais, sendo seu IR de 2750. Ou seja, você, quando resolve contribuir, você vai estar investindo uma grana que tu pagaria de IR de toda forma, (2750-2530 = 220 reais). Exatamente 27,5% dos 8% que tu contribuir. E sobre esse valor o governo vai te dá mais uns 40% (já descontados tudo que ele pega para seguro, carregamento) para render na sua conta. Conclusão, para os novatos, não há pq não investir na funpresp ao máximo.

    Mas aos "antigos", eu não recomendaria mudar. Só se eles fizeram algum formato em que eles individualizariam minha conta com tudo que eu contribui até hoje, corrigidos com rendimentos médios da selic do periodo, e eu querendo um dia poder deixar de ser servidor, puder levar isso para outra previdencia. ai pode ser um cenário alternativo...
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    Mensagem por Fireball em Qua 14 Set 2016, 4:02 pm

    Lições aprendidas:
    Petros prevê aprovar plano para rombo de R$ 16 bi até dezembro
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    Mensagem por Solange4 em Sex 16 Set 2016, 11:01 am

    Rodrigo Maia: reforma da Previdência só será concluída em 2017

    Presidente da Câmara afirma que, mesmo que a proposta a ser enviada pelo presidente Michel Temer chegue à Casa este mês, como prometido, não haverá tempo para a conclusão de sua análise até o fim de dezembro

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai priorizar a aprovação da proposta que limita os gastos públicos e que a votação da reforma da Previdência só será concluída em 2017. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado afirmou que, mesmo que a proposta a ser enviada pelo presidente Michel Temer chegue à Casa este mês, como prometido, não haverá tempo para a conclusão de sua análise até o fim de dezembro. A previsão dele é de que o texto seja submetido, no máximo, à comissão especial que examinará o mérito das mudanças sugeridas pelo governo.
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    Mensagem por Oziris em Sex 16 Set 2016, 2:58 pm

    Sobre a Funpresp:

    Ela foi exaustivamente discutida com números, links, opiniões, etc nesse link do fórum:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Sugiro, principalmente quem está na regra nova, dar uma boa lida em seu conteúdo e tendo qualquer dúvida, basta postar lá. Tem uma galera aqui que pode ajudar.

    Mas resumindo em 3 pontos:

    1 - A Funpresp dificilmente corre risco de insolvência e não possui o risco de obrigar o participante a contribuir com aportes "extraordinários" para cobrir rombos, como é o caso de alguns planos da Petros, Funcef, Postalis, etc.

    Os motivos técnicos estão descritos no tópico do link acima, mas basicamente é porque o modelo de contribuição que deu o rombo nesses planos já não existe mais. Era um plano conhecido como BD (benefício definido). O que pode acontecer é o rendimento da Funpresp ficar abaixo do RMA, o que também acho improvável acontecer sempre, tendo em vista que os recursos da Funpresp são aplicados em sua maior parte no TD. Na pior das hipóteses, você "perde" dinheiro pelo rendimento baixo e NUNCA terá que pagar nada a mais para o plano nos moldes dos planos BD que está ocorrendo com os planos da Petrobrás, Correios e Caixa (esses aparecem na mídia porque são grandes, mas a maioria esmagadora dos planos BD que ainda não foram saldados dão prejuízo.)

    O que pode acontecer numa eventual catástrofe é o país quebrar quando você tiver pra aposentar e a grana que estiver investida no TD pela Funpresp ser bloqueada por uma eventual moratória do governo. Mas numa situação dessas, previdência seria o menor dos problemas que o cara iria se preocupar numa situação de caos como esta.

    2 - Como alguns colegas já disseram, seria burrice e perda de dinheiro quem entrou na regra nova não aderir a Funpresp. Não existe "rendimento" em lugar nenhum do mundo melhor do que o da Funpresp. Se alguém ai souber algum lugar que dá 100% de rendimento na hora da aplicação mais o rendimento da própria aplicação me avise por favor! No final acaba que você só fica com 77,65% dos 100%, mas ainda é um rendimento que não existe no mercado. Todo o modelo de rendimento bem com as taxas foram discutidos e explorados no tópico da Funpresp.

    3 - Contribuindo pra Funpresp você altera sua base do IR, podendo deduzir até 12% do seu rendimento com previdência privada. Então é mais uma forma de ganhar, ou melhor, não perder dinheiro, uma vez que conseguirá obter uma maior restituição, ou se for o caso, pagar menos imposto.

    Abs!
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    Mensagem por Xiola em Seg 19 Set 2016, 3:27 am

    Aprecio os servidores esforçados, que se dedicam de corpo e alma ao PJU.   Valorizo muito o esforço e o trabalho deles: sou capaz de ficar horas e horas os admirando admirando... 

        Tenho um colega sexagenário, com + de 40 anos na Corte (entrou em 1975) -  que afirma que só sairá quando quitar seu imóvel...ele traz um saco de pão c/ presunto&queijo  todo santo dia, e passa as 7h comendo, lendo jornal e fumando, no jardim do tribunal... Depois de uma certa idade, já deu o que tinha que dar pro Judiciário...aliás, tô doido pra assumir a vaga e o "serviço" dele...

     Sem fugir do assunto do tópico,abordarei o tema: a "REFORMA DA APOSENTADORIA":

      Após Michel Temer anunciá-la na imprensa, outro colega  - que conta 48 anos de idade  e  30 de casa  - quase infartou !  

        Não pegará "regra de transição", vai ter que ralar até os 65, ou seja, praticamente meio século trabalhando !!!!!
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    Mensagem por PCS-TRE em Seg 19 Set 2016, 6:48 am

    E quando eu digo que a coisa não vai sair fácil, ainda duvidam.

    A montanha vai ter uns 4 anos de gestação e ainda vai parir um ratinho em miniatura.

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    Mensagem por euvoltei em Seg 19 Set 2016, 8:25 am

    Xiola escreveu:Aprecio os servidores esforçados, que se dedicam de corpo e alma ao PJU.   Valorizo muito o esforço e o trabalho deles: sou capaz de ficar horas e horas os admirando admirando... 

        Tenho um colega sexagenário, com + de 40 anos na Corte (entrou em 1975) -  que afirma que só sairá quando quitar seu imóvel...ele traz um saco de pão c/ presunto&queijo  todo santo dia, e passa as 7h comendo, lendo jornal e fumando, no jardim do tribunal... Depois de uma certa idade, já deu o que tinha que dar pro Judiciário...aliás, tô doido pra assumir a vaga e o "serviço" dele...

     Sem fugir do assunto do tópico,abordarei o tema: a "REFORMA DA APOSENTADORIA":

      Após Michel Temer anunciá-la na imprensa, outro colega  - que conta 48 anos de idade  e  30 de casa  - quase infartou !  

        Não pegará "regra de transição", vai ter que ralar até os 65, ou seja, praticamente meio século trabalhando !!!!!

    nem consigo imaginar o desgosto do cidadão aí.... e de muitos outros na mesma situação....
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    Mensagem por Solange4 em Seg 19 Set 2016, 10:02 am

    euvoltei escreveu:
    Xiola escreveu:
    (...)

     Sem fugir do assunto do tópico,abordarei o tema: a "REFORMA DA APOSENTADORIA":

      Após Michel Temer anunciá-la na imprensa, outro colega  - que conta 48 anos de idade  e  30 de casa  - quase infartou !  

        Não pegará "regra de transição", vai ter que ralar até os 65, ou seja, praticamente meio século trabalhando !!!!!

    nem consigo imaginar o desgosto do cidadão aí.... e de muitos outros na mesma situação....
    Na verdade, quem tem 48 anos atualmente, deverá ter 50 até a promulgação e pegará sim a regra de transição.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 19 Set 2016, 10:08 am

    PCS-TRE escreveu:E quando eu digo que a coisa não vai sair fácil, ainda duvidam.

    A montanha vai ter uns 4 anos de gestação e ainda vai parir um ratinho em miniatura.

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    E vamos nos enganando, com aumento de tributos, quebradeira do Estado e mitos de previdência superavitária.
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    Mensagem por Oziris em Seg 19 Set 2016, 10:11 am

    Esse é o grande problema do governo. Ele sempre nivela todo mundo por baixo.

    O cara que começou a trabalhar com 14 anos com carteira assinada deveria ter o direito de se aposentar com 35 de contribuição. Afinal, qual seria a diferença do cara que começou a trabalhar com 30 e vai aposentar aos 65? Também contribuiu por 35 anos.

    Falar que a média de idade do país aumentou é, como diz o ditado, utilizar a estatística para torturar os números até que eles mostrem o que você quer. Alguém já pegou o histórico de saúde de um velho de 60 anos que começou a trabalhar com 14 e comparou com a saúde de outro velho de 60 anos que começou a trabalhar com 28-30? Fora que a expectativa de vida é bem diferente de acordo com a região.

    Nada mais justo que o cara que perdeu boa parte da adolescência e início da fase adulta tendo que trabalhar e estudar pare mais cedo. O cara que começou a trabalhar com 30 anos aproveitou bem a vida até chegar os 30 (o que ocorre com muito filho de rico por ai).

    Pra mim, o governo forçar o cara a trabalhar até 65, mesmo ele já tendo os 35 de contribuição tem um único propósito de "apropriação indébita" do valor do segurado. Uma vez que o cara se aposentando com 50 por exemplo, a chance dele ter de volta boa parte da grana que pagou pro INSS é bem maior do que o cara que vai aposentar com 65. Com isso, vai sobrar mais dinheiro a fundo perdido pro governo, pois até mesmo a pensão da viúva vai ser por pouco tempo, pois ela também já deverá estar "nas últimas".

    Por isso que muitos comparam o INSS a uma grande pirâmide, onde somente quem está no topo é que se beneficia do sistema.


    Xiola escreveu:Aprecio os servidores esforçados, que se dedicam de corpo e alma ao PJU.   Valorizo muito o esforço e o trabalho deles: sou capaz de ficar horas e horas os admirando admirando... 

        Tenho um colega sexagenário, com + de 40 anos na Corte (entrou em 1975) -  que afirma que só sairá quando quitar seu imóvel...ele traz um saco de pão c/ presunto&queijo  todo santo dia, e passa as 7h comendo, lendo jornal e fumando, no jardim do tribunal... Depois de uma certa idade, já deu o que tinha que dar pro Judiciário...aliás, tô doido pra assumir a vaga e o "serviço" dele...

     Sem fugir do assunto do tópico,abordarei o tema: a "REFORMA DA APOSENTADORIA":

      Após Michel Temer anunciá-la na imprensa, outro colega  - que conta 48 anos de idade  e  30 de casa  - quase infartou !  

        Não pegará "regra de transição", vai ter que ralar até os 65, ou seja, praticamente meio século trabalhando !!!!!
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    Mensagem por Solange4 em Seg 19 Set 2016, 10:16 am

    O problema de começar cedo e se aposentar com 35 anos é o tempo que a aposentadoria vai ter que ser paga - Se você atinge 35 anos de contribuição aos 50 anos, "corre o risco" de receber por mais 35 anos, o que inviabiliza o sistema.
    No fim das contas, o objetivo do plano é que você se aposente hoje e morra amanhã (de preferência sem viúva e dependentes).
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    Mensagem por Oziris em Seg 19 Set 2016, 10:40 am

    Exatamente Solange4. Por isso que eu falei que o governo faz uma "apropriação indébita" do dinheiro que você paga e penaliza mais uma vez o pobre e a classe média baixa, pois são essas pessoas que começam a trabalhar desde cedo não porque acham bonito, mas por pura necessidade.

    O objetivo do governo é que você contribua ao máximo mas receba o mínimo e quanto mais o salário mínimo subir acima da inflação, pior é pra quem paga sobre o teto. Lembro do pessoal que aposentou há 15, 20 anos atrás que recebiam 20 salários de aposentadoria e hoje mal recebem 5 salários mínimos. Imagina daqui a 10, 15 anos pra frente? Vai estar todo mundo recebendo 1 SM de aposentadoria.


    Solange4 escreveu:O problema de começar cedo e se aposentar com 35 anos é o tempo que a aposentadoria vai ter que ser paga - Se você atinge 35 anos de contribuição aos 50 anos, "corre o risco" de receber por mais 35 anos, o que inviabiliza o sistema.
    No fim das contas, o objetivo do plano é que você se aposente hoje e morra amanhã (de preferência sem viúva e dependentes).

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