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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Frodo em Seg 12 Dez 2016, 1:58 pm

    FALCON.X escreveu:
    Frodo escreveu:
    FALCON.X escreveu:
    Frodo escreveu:

    Alguém mais que tenha lido a PEC poderia confirmar/refutar a minha conclusão de que não existem regras diferenciadas para ninguém fora da regra de transição dos 45/50 anos?

    Eu sei que a justificativa afirma isso, mas no texto da PEC fica delimitada toda e qualquer exceção a apenas quem está dentro da regra dos 45/50 anos.
    .

    .x.x.x.

    Vc viu o artigo 3o da PEC ???

    "Art. 3º Ao servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público em cargo efetivo até a data de promulgação desta Emenda e que tenha idade inferior às referidas no caput do art. 2º, aplicam-se as disposições dos § 3º e § 3º-A do art. 40 da Constituição.

    Parágrafo único. O limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social previsto no § 2º do art. 40 da Constituição somente será imposto para aqueles servidores que ingressaram no serviço público posteriormente à instituição do correspondente regime de previdência complementar ou que ingressaram anteriormente e exerceram a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição."

    Valeu Falcon.X, realmente me passou batido o artigo...

    Certo, então temos agora mais uma exceção relativa apenas a quem entrou antes da implementação do funrejus e não aderiu, onde estes não serão limitados pelo teto, mas as contribuições a partir da vigência da reforma serão limitadas ao teto, correto?

    Fora isso, continua a interpretação de que não existem salvaguardas relativas a integralidade ou média das 80% maiores contribuições para aqueles que não atingiram a regra de idade.

    like like

    O que dizem aqui é que: OS QUE TEM MENOS DE 50 (homens) ou 45 (mulheres) e INGRESSARAM antes de 2003 ou do FUNREJUS se submetem, para fins de cálculo do benefício, a 51% mais 1% a cada ano de contribuição sobre a média de todas as contribuições, só que, para requerer efetivamente a aposentadoria, somente obedecendo à idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos.

    Parágrafo único. O limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social previsto no § 2º do art. 40 da Constituição somente será imposto para aqueles servidores que ingressaram no serviço público posteriormente à instituição do correspondente regime de previdência complementar ou que ingressaram anteriormente e exerceram a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição."
    .....

    "§ 3º Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, corresponderão:
    I - para a aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho e a aposentadoria voluntária, a 51% (cinquenta e um por cento) da média das remunerações e dos salários de contribuição utilizados como base para as contribuições, apurada na forma da lei, acrescidos de 1 (um) ponto percentual, para cada ano de contribuição considerado na concessão da aposentadoria, aos regimes de previdência de que tratam este artigo e os art. 42 e art. 201, até o limite de 100% (cem por cento) da média".

    Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???

    .X.X.X

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    Exato, eu entendi isso também, ficou fora da regra de idade, então está no cálculo 51+1, mas não fica sujeito ao teto na situação discutida.

    >> Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???
    Concordo que a PEC não define explicitamente este tema, ficaria a cargo de alguma regulamentação posterior ou vigente?


    Última edição por Frodo em Seg 12 Dez 2016, 4:12 pm, editado 1 vez(es) (Razão : quote fix)
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Correr Atrás em Seg 12 Dez 2016, 4:00 pm

    Pessoal,

    Retificando mensagem anterior após fazer correções dos valores das contribuições pelo INPC.

    A regra das 80% maiores contribuições já implica em uma perda de aproximadamente 19% em comparação com a regra da integralidade (ou seja, sobre ó último salário de contribuição).

    Com a nova regra prevista pela PEC, levando em conta todas as contribuições, a perda seria de aproximadamente 24% em relação à regra da integralidade (ou seja, sobre ó último salário de contribuição) para quem tivesse os 49 anos de contribuição.

    No meu caso, com 65 de idade teria 42 de contribuição, aposentando com 93% da média de todas as contribuições. Pela projeção minha perda seria de 29,2% em relação à regra da integralidade (ou seja, sobre ó último salário de contribuição).

    Acho que é isso.

    Abraços
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    Mensagem por corujito em Seg 12 Dez 2016, 5:55 pm

    Correr Atrás,

    que tal você passar os dados pra gente calcular isso?

    porque só tem 2 maneiras de comparar o regime de 80% (com ou sem Funpresp) e o regime de integralidade + paridade:

    1) ou simulamos uma aposentadoria no passado, por exemplo, se você tivesse se aposentado em 2008, 2010 etc.

    2) ou simulamos uma aposentadoria no futuro, mas daí teremos de usar algum critério para reajustar o salário do pessoal na ativa, ou considerar para os 2 regimes uma inflação anual prevista.

    eu fiz um cálculo desses para o caso de uma colega esses dias. Como o aumento de 2006 foi muito alto e, imagino, não se repetirá, considerei a aposentadoria em dezembro de 2008. Considerei 40 anos de serviço sendo 28 anos dos 32 (que representam 80%) no último padrão da carreira, e 1 ano em cada um dos 4 níveis anteriores.

    desprezando vários fatores menos relevantes (a semestralidade dos aumentos versus a poupança dos meses a partir da correção anual do rgps, ou o fato de haver contribuições maiores por períodos na carreira, por exemplo) e a aposentadoria na regra dos 80% ficou até um pouco maior do que o salário atual.

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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por corujito em Seg 12 Dez 2016, 5:59 pm

    Frodo escreveu:
    FALCON.X escreveu:
    Frodo escreveu:
    FALCON.X escreveu:
    .

    .x.x.x.

    Vc viu o artigo 3o da PEC ???

    "Art. 3º Ao servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público em cargo efetivo até a data de promulgação desta Emenda e que tenha idade inferior às referidas no caput do art. 2º, aplicam-se as disposições dos § 3º e § 3º-A do art. 40 da Constituição.

    Parágrafo único. O limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social previsto no § 2º do art. 40 da Constituição somente será imposto para aqueles servidores que ingressaram no serviço público posteriormente à instituição do correspondente regime de previdência complementar ou que ingressaram anteriormente e exerceram a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição."

    Valeu Falcon.X, realmente me passou batido o artigo...

    Certo, então temos agora mais uma exceção relativa apenas a quem entrou antes da implementação do funrejus e não aderiu, onde estes não serão limitados pelo teto, mas as contribuições a partir da vigência da reforma serão limitadas ao teto, correto?

    Fora isso, continua a interpretação de que não existem salvaguardas relativas a integralidade ou média das 80% maiores contribuições para aqueles que não atingiram a regra de idade.

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    O que dizem aqui é que: OS QUE TEM MENOS DE 50 (homens) ou 45 (mulheres) e INGRESSARAM antes de 2003 ou do FUNREJUS se submetem, para fins de cálculo do benefício, a 51% mais 1% a cada ano de contribuição sobre a média de todas as contribuições, só que, para requerer efetivamente a aposentadoria, somente obedecendo à idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos.

    Parágrafo único. O limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social previsto no § 2º do art. 40 da Constituição somente será imposto para aqueles servidores que ingressaram no serviço público posteriormente à instituição do correspondente regime de previdência complementar ou que ingressaram anteriormente e exerceram a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição."
    .....

    "§ 3º Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, corresponderão:
    I - para a aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho e a aposentadoria voluntária, a 51% (cinquenta e um por cento) da média das remunerações e dos salários de contribuição utilizados como base para as contribuições, apurada na forma da lei, acrescidos de 1 (um) ponto percentual, para cada ano de contribuição considerado na concessão da aposentadoria, aos regimes de previdência de que tratam este artigo e os art. 42 e art. 201, até o limite de 100% (cem por cento) da média".

    Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???

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    >> Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???
    Concordo que a PEC não define explicitamente este tema, ficaria a cargo de alguma regulamentação posterior ou vigente?

    quem entrou após a instituição do Funpresp tem a aposentadoria limitada ao teto.

    está no Art. 3º da lei 12.618/12
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    Mensagem por MPF SP em Qui 15 Dez 2016, 9:41 am

    corujito escreveu:
    Frodo escreveu:
    FALCON.X escreveu:
    Frodo escreveu:

    Valeu Falcon.X, realmente me passou batido o artigo...

    Certo, então temos agora mais uma exceção relativa apenas a quem entrou antes da implementação do funrejus e não aderiu, onde estes não serão limitados pelo teto, mas as contribuições a partir da vigência da reforma serão limitadas ao teto, correto?

    Fora isso, continua a interpretação de que não existem salvaguardas relativas a integralidade ou média das 80% maiores contribuições para aqueles que não atingiram a regra de idade.

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    O que dizem aqui é que: OS QUE TEM MENOS DE 50 (homens) ou 45 (mulheres) e INGRESSARAM antes de 2003 ou do FUNREJUS se submetem, para fins de cálculo do benefício, a 51% mais 1% a cada ano de contribuição sobre a média de todas as contribuições, só que, para requerer efetivamente a aposentadoria, somente obedecendo à idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos.

    Parágrafo único. O limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social previsto no § 2º do art. 40 da Constituição somente será imposto para aqueles servidores que ingressaram no serviço público posteriormente à instituição do correspondente regime de previdência complementar ou que ingressaram anteriormente e exerceram a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição."
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    "§ 3º Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, corresponderão:
    I - para a aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho e a aposentadoria voluntária, a 51% (cinquenta e um por cento) da média das remunerações e dos salários de contribuição utilizados como base para as contribuições, apurada na forma da lei, acrescidos de 1 (um) ponto percentual, para cada ano de contribuição considerado na concessão da aposentadoria, aos regimes de previdência de que tratam este artigo e os art. 42 e art. 201, até o limite de 100% (cem por cento) da média".

    Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???

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    Exato, eu entendi isso também, ficou fora da regra de idade, então está no cálculo 51+1, mas não fica sujeito ao teto na situação discutida.

    >> Agora tenho dúvida de onde está o amparo jurídico (o artigo) na PEC de que as contribuições serão limitadas ao teto, para os que não estão enquadrados nas exceções???
    Concordo que a PEC não define explicitamente este tema, ficaria a cargo de alguma regulamentação posterior ou vigente?

    quem entrou após a instituição do Funpresp tem a aposentadoria limitada ao teto.

    está no Art. 3º da lei 12.618/12

    Limitada ao teto + funpresp (se tiver).

    Para quem ainda é novo tem que ver qual será mais vantajoso: média geral ou aderir ao funpresp.

    Não tem escapatória.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por juliorjr em Qui 15 Dez 2016, 1:44 pm

    .


    Última edição por juliorjr em Seg 26 Dez 2016, 3:14 pm, editado 1 vez(es)
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    Mensagem por corujito em Qui 15 Dez 2016, 4:19 pm

    juliorjr,

    só observando, pra não gerar dúvida, que é a média das 80% maiores contribuições de 1994 até a DATA DA MIGRAÇÃO, e não a data da aposentadora.

    também estou nessa sua segunda questão. Eu não averbei o meu tempo de serviço anterior ao cargo atual exatamente prevendo isso. Mas, como disse eu outra mensagem, isso não faz as contribuições "sumirem" e nem é claro se serão ou não ignoradas.
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    Mensagem por jotajota em Qui 15 Dez 2016, 6:10 pm

    Corujito, este fato de ser até a data da migração torna o negócio mais interessante ainda, tendo em vista que a tendencia é nossos salários irem diminuindo com o passar dos anos, em decorrencia do caos nas contas públicas.
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    Mensagem por corujito em Qui 15 Dez 2016, 6:16 pm

    jotajota escreveu:Corujito, este fato de ser até a data da migração torna o negócio mais interessante ainda, tendo em vista que a tendencia é nossos salários irem diminuindo com o passar dos anos, em decorrencia do caos nas contas públicas.

    faz sentido. Talvez em 2019 tenhamos um "ápice" que demorará para ser alcançado novamente.
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    Mensagem por seu Mamute de Estimação em Qui 15 Dez 2016, 6:25 pm

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    Previdência: "Reforma não pode virar utopia"

    Economia 15.12.16 08:25
    Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, disse ao Estadão que a reforma não pode virar uma utopia.

    O núcleo político do governo queria suavizar as regras e a equipe técnica barrou?

    Isso aconteceu. A equipe política deu autonomia à equipe técnica para estabelecer o que considerávamos importante. Quando encaminhamos essa proposta, tínhamos a perspectiva de longo prazo. Vamos tentar convencer as pessoas de que é importante para não passar por outra sequência de reformas.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Morena em Qui 15 Dez 2016, 6:48 pm

    para quem perguntou se pode desaverbar tempo de serviço. se esse tempo gerou benefícios financeiros ou jurídicos, não.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por juliorjr em Sex 16 Dez 2016, 8:33 am

    corujito escreveu:juliorjr,

    só observando, pra não gerar dúvida, que é a média das 80% maiores contribuições de 1994 até a DATA DA MIGRAÇÃO, e não a data da aposentadora.

    também estou nessa sua segunda questão. Eu não averbei o meu tempo de serviço anterior ao cargo atual exatamente prevendo isso. Mas, como disse eu outra mensagem, isso não faz as contribuições "sumirem" e nem é claro se serão ou não ignoradas.

    eu nem estava usando o fatos dos 80% para calcular a minha média na migração. Então só isso já vai resolver meu problema Wink
    bounce Achei que fosse média geral. vlw
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por anuvenzinha em Sex 16 Dez 2016, 9:19 am

    Se ficar dessa forma, pra quem já está, é melhor q a reforma do FHC e a do Lula q fecundou em 2003 e q a Dilma pariu em 2013 e q gerou a prole!!

    Previdência: flexibilizando as idades
    Economia 16.12.16 08:35

    O Globo reforça que o governo admite mexer no corte por idade no texto da reforma da Previdência enviado ao Congresso:

    "A ideia é derrubar de até 50 anos para homens e 45 anos para mulher para enquadrar os trabalhadores nas novas regras."

    Somente quem ainda não entrou no mercado de trabalho, acrescenta a reportagem, seria atingido integralmente pelas mudanças, que preveem idade mínima de 65 anos para aposentadoria, com 25 anos de contribuição no mínimo.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por juliorjr em Sex 16 Dez 2016, 9:36 am

    anuvenzinha escreveu:Se ficar dessa forma, pra quem já está, é melhor q a reforma do FHC e a do Lula q fecundou em 2003 e q a Dilma pariu em 2013 e q gerou a prole!!

    Previdência: flexibilizando as idades
    Economia 16.12.16 08:35

    O Globo reforça que o governo admite mexer no corte por idade no texto da reforma da Previdência enviado ao Congresso:

    "A ideia é derrubar de até 50 anos para homens e 45 anos para mulher para enquadrar os trabalhadores nas novas regras."

    Somente quem ainda não entrou no mercado de trabalho, acrescenta a reportagem, seria atingido integralmente pelas mudanças, que preveem idade mínima de 65 anos para aposentadoria, com 25 anos de contribuição no mínimo.

    hummmmmm se rolar isso é massa kkkk mas não resolve nada kkkk
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    Mensagem por Flurj em Sex 16 Dez 2016, 11:45 am

    Faco 50 em janeiro e entrei em 2009... Como tenho 20 anos de RGPS , minha media dos 80% fica comprometida... Por isso sempre pensei no FUNPRESP... Agora com esta mudanca todo so aumentou meu desejo... Enfim, se nao vou aposentar com uma valor legal , pelo menos agora pararia de pagar 11% (ou 14%) sobre tudo...
    Assim, para mim, ainda fica a duvida .. Vale a pena abandonar o RPPS ??
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por juliorjr em Sex 16 Dez 2016, 1:22 pm

    Flurj escreveu:Faco 50 em janeiro e entrei em 2009... Como tenho 20 anos de RGPS , minha media dos 80% fica comprometida... Por isso sempre pensei no FUNPRESP... Agora com esta mudanca todo so aumentou meu desejo...  Enfim, se nao vou aposentar com uma valor legal , pelo menos agora pararia de pagar 11% (ou 14%) sobre tudo...
    Assim, para  mim, ainda fica a duvida .. Vale a pena abandonar o RPPS ??

    Rapaz, difícil será achar um cenário que não seja favorável a mudança para funpresp quando mudar para 14%.

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    Mensagem por Sidneigsilva em Sex 16 Dez 2016, 3:02 pm

    Escapei da degola, tenho mais de 50 anos e entrei antes de 1998, vou pagar somente um pedágio, aquele que o Lula meteu seu dedo mindinho da mão direita,
    Por conta dele ainda tenho mais 2,5 anos pela frente, senão, já estaria aposentado.
    Esta foi a única alegria que tive depois dos 50 anos, podem se preparar, o resto é diabetes, colesterol e trigliceridios altos, dores nas juntas, hemorroidas e por ai vai...rererere.
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    Reforma da Previdência (versão 2016.2) - Página 13 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por seu Mamute de Estimação em Sex 16 Dez 2016, 5:36 pm

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    Para associação de juízes, reforma da Previdência é 'inaceitável'

    12/12/2016

    Givaldo Barbosa / O Globo


    O Globo

    BRASÍLIA - A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), por meio de nota, critica a proposta de reforma da Previdência e considera ser "inaceitável" uma mudança "que viole os direitos e garantias fundamentais, piorando as condições de vida da população brasileira". O texto divulgado nesta segunda-feira é assinado pelo presidente da entidade, Roberto Carvalho Veloso.

    A associação contesta o fato de o governo ter enviado a proposta ao Congresso sem um "debate sério e qualificado com os trabalhadores e servidores públicos", e avalia que é “ temerário que a Reforma seja encampada pelo governo, apenas sob o único enfoque da crise econômica, sem as discussões necessárias acerca dos aspectos jurídicos e sociais”. O governo justifica que a reforma é essencial para conter o rombo das contas públicas.

    Um dos pontos criticados pela Ajufe é o que iguala a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, em 65 anos. “O tratamento diferenciado para homens e mulheres tem justificativas históricas que não se modificaram”, diz a nota.

    E quanto ao déficit da Previdência - que deve atingir R$ 146 bilhões em 2016, com previsão de R$ 181,2 bilhões em 2017 - a associação afirma que é “questionável” e defende uma discussão “real” sobre os problemas.

    “O estado brasileiro tem a obrigação de executar uma política direcionada ao combate à sonegação fiscal, com cobrança dos devedores da União, bem como prevenindo a imensa corrupção que assola o país. Sobre a dívida de pessoas físicas e jurídicas com a União, o estoque de débitos chegou ao astronômico valor de R$ 1,8 trilhão”.

    Leia a nota na íntegra:
    “A Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe vem a público manifestar-se em relação à Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, que trata da Reforma da Previdência.

    1. A Previdência Social é um direito humano fundamental, garantida pela Constituição Federal de 1988. A inclusão previdenciária garante um seguro social, necessário quando o indivíduo se encontra em situação vulnerável e desamparado, seja pela idade avançada, acidente, invalidez ou maternidade, riscos sociais cobertos pelo sistema previdenciário brasileiro.

    2. A Reforma da Previdência atingirá substancialmente a população brasileira, devendo se submeter a um debate sério e qualificado com os trabalhadores e servidores públicos. Assim, é inaceitável e temerário que a Reforma seja encampada pelo Governo, apenas sob o único enfoque da crise econômica, sem as discussões necessárias acerca dos aspectos jurídicos e sociais.

    3. A Reforma da Previdência, conforme a PEC 287, acaba com o conceito de aposentadoria por tempo de serviço/contribuição e institui, tanto para servidores públicos como para trabalhadores do RGPS unicamente a aposentadoria por idade (aos 65 anos), sem distinção para homens e mulheres. Para que o cálculo do benefício se faça pela integralidade da média remuneratória, o trabalhador deverá comprovar 49 anos de contribuição. O aumento da idade mínima para 65 anos e ainda com a possibilidade de elevação posterior, não condiz com a realidade de toda a população brasileira. Em Estados com baixos índices de desenvolvimento humano, a expectativa de vida da população não corresponde à média nacional apresentada pelo IBGE. Assim, resta evidente que poucos brasileiros, notadamente os que ocupam as faixas de menor renda, conseguirão atingir a idade necessária para se aposentar.

    4. A exigência de 49 anos de contribuição, necessários para se alcançar a aposentadoria integral, da mesma forma, é totalmente desprovida de razoabilidade. Essa exigência, aliada à idade mínima, farão com que o povo brasileiro viva praticamente apenas para trabalhar, sendo a exceção a obtenção da aposentadoria integral. A exigência de 49 anos de contribuição para se obter uma aposentadoria integral, em um país com elevado grau de pobreza e desemprego, um sistema único de saúde com problemas de gestão e recursos, em crise econômica forte, aumentará as desigualdades sociais.

    5. O tratamento diferenciado para homens e mulheres tem justificativas históricas que não se modificaram, para a grande maioria das cidadãs brasileiras, que continuam concentrando responsabilidades pela dupla jornada como mãe e trabalhadora, com pouca inserção no mercado de trabalho, possuindo rendimentos, em geral, menores que os dos homens.

    6. Outra inconsistência da Reforma é o parâmetro das regras de transição, que não apresenta justificativa adequada, ao se pautar unicamente pela idade do trabalhador/servidor (idade esta que seria de 50 anos para o homem e 45 anos para a mulher). Aqui, mais uma vez, a Reforma não se pauta pelo valor social do trabalho/tempo de contribuição, pois defere o direito a regras de transição por um indicador que não premia o valor do trabalhador que iniciou sua vida laborativa em datas longínquas. A Constituição Federal tem, como fundamento, o valor social do trabalho, que também é tratado como direito social.

    7. Em dispositivo inédito, a PEC 287 possibilita a revogação de normas transitórias de Emendas Constitucionais anteriores (EC’s 20, 41 e 47), que previam medidas de transição para servidores civis, de acordo com suas datas de ingresso no serviço público, se anteriores às respectivas datas de promulgação das Emendas. Isto fere a segurança jurídica e traz, de modo desassombrado, lesão ao Estado Democrático de Direito. As constantes mudanças das regras desencadeiam uma sensação de insegurança na população, desestimulando a contribuição previdenciária pública.

    8. O elevado déficit da previdência social, conforme noticiado pelo governo, embora bastante questionável, deve atingir R$ 146 bilhões em 2016, com previsão de R$ 181,2 bilhões em 2017, o que requer uma discussão real acerca dos problemas geradores desse grave problema. O estado brasileiro tem a obrigação de executar uma política direcionada ao combate à sonegação fiscal, com cobrança dos devedores da União, bem como prevenindo a imensa corrupção que assola o país. Sobre a dívida de pessoas físicas e jurídicas com a União, o estoque de débitos chegou ao astronômico valor de R$ 1,8 trilhão.

    9. Do estoque da dívida ativa, R$ 403,3 bilhões são débitos previdenciários, valor este que, se fosse integralmente cobrado, cobriria o déficit da previdência social. Da mesma forma, são desviados bilhões por ano em corrupção. Soma-se a isso a má gestão dos recursos do INSS, bem como as inúmeras fraudes para a obtenção de benefícios.

    *10. A Ajufe considera inaceitável uma Reforma da Previdência que viole os direitos e garantias fundamentais, piorando as condições de vida da população brasileira, justamente em momentos essenciais, quando o desamparo requer a prestação de benefícios diversos pelo Estado.*

    Roberto Carvalho Veloso
    Presidente da Ajufe”
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    Mensagem por josebarbos em Sex 16 Dez 2016, 6:10 pm

    juliorjr escreveu:
    Flurj escreveu:Faco 50 em janeiro e entrei em 2009... Como tenho 20 anos de RGPS , minha media dos 80% fica comprometida... Por isso sempre pensei no FUNPRESP... Agora com esta mudanca todo so aumentou meu desejo...  Enfim, se nao vou aposentar com uma valor legal , pelo menos agora pararia de pagar 11% (ou 14%) sobre tudo...
    Assim, para  mim, ainda fica a duvida .. Vale a pena abandonar o RPPS ??

    Rapaz, difícil será achar um cenário que não seja favorável a mudança para funpresp quando mudar para 14%.


    Acho difícil para a União aumentar a contribuição para 14%, sendo que o que se fala é igualar regimes.
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    Mensagem por Correr Atrás em Sab 17 Dez 2016, 4:52 pm

    Não tem que se iludir com previdência privada.
    No Brasil estão quebrando a Postalis, a Petros, a Funcef, a Previ.... Estão tendo que aumentar as contribuições e cortando planos melhores.
    O Fundo do BNDES tb está com problemas segundo funcionários do banco me disseram. Lá ainda oferecem benefício definido, o que está com os dias contados.
    A Aeros quebrou faz tempo.
    O mesmo pode o ocorrer com o Fumpresp no futuro.
    Sei lá...
    Estamos no Brasil, que não é para amadores.
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    Mensagem por Correr Atrás em Sab 17 Dez 2016, 4:59 pm

    Podemos trocar a reforma da previdência por:
    1 - cadeia e confisco de bens para corruptos, corruptores e sonegadores.
    2 - fim das isenções fiscais às grandes empresas.
    3 - expropriação sem indenização das empresas envolvidas em corrupção com prejuízo para o erário.
    4 - taxação das grandes fortunas.
    5 - auditoria da dívida pública.
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    Mensagem por VadeMekum em Sab 17 Dez 2016, 8:54 pm

    Rs, os colegas que me desculpem o comentário que vou fazer adiante, mas...

    A impressão que me passa, quando vejo alguns aqui - que, por certo, obrigatoriamente foram "enquadrados" no tal FUNPRESP - defendendo, estimulando e induzindo a muitos a aderir ao referido fundo, é que assim procedem visando a aumentar a "base" da pirâmide que proporcionará garantia de pagamentos desses proventos, no futuro, rs.

    Tenho uma visão ultra mega hiper conservadora e em se tratando de fundos privados (em geral), se tivesse 10 pés, colocaria 11 para trás...acho muita ingenuidade afirmar que o FUNPRESP pagará isso, pagará aquilo, garantirá X de contrapartida, bla bla bla, num país da República das Bananas como esse.

    Sabem como é, em matéria de sacanagem pra ferrar a vida de servidor, tem branco ae que fez mestrado, doutorado, PHd...quem garante que esses mundos e fundos do tal FUNPRESP manter-se-ão num futuro incerto, vai-se saber como administrado?

    E eu vejo nesses sites e blogs por aí cada "dica" de economia e/ou pé de meia de fazer o dito-cujo cair das nádegas.

    Num, o cara falou que se uma pessoa quiser ter uma renda de R$ 2.000,00 - via poupança, considerando juros no patamar de 0,5% - precisa economizar uns 400.000,00 até os 60 anos. Notem que quando o sujeito tiver 60 anos obviamente o valor será maior, por conta da inflação, isso se não houver alguma mudança de padrão monetário.

    Assim, segundo a "dica",o cara tem que ter 400.000 - em dinheiro de hoje - aos 60 anos. Aí todo o mês o cara faz a retirada de 2.000,00.

    Só que a dica é tão furada quanto peneira. Primeiro que a poupança rende juros+ TR. Quem acompanha a variação de índices ecônomicos sabe muito bem que não é incomum a TR pagar 0,0000000 de atualização monetária no mês.

    E ainda assim, quando dá alguma coisa, a TR é merreca. Falando num português mais coloquial e menos técnico, a mixaria que a TR E os juros da poupança pagam sequer recompõem a inflação.

    Ae o cara vai todo o santo mês retirando 2.000,00 da conta. Preciso continuar escrevendo?
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    Mensagem por MPF SP em Sab 17 Dez 2016, 10:19 pm

    VadeMekum escreveu:Rs, os colegas que me desculpem o comentário que vou fazer adiante, mas...

    A impressão que me passa, quando vejo alguns aqui - que, por certo, obrigatoriamente foram "enquadrados" no tal FUNPRESP - defendendo, estimulando e induzindo a muitos a aderir ao referido fundo, é que assim procedem visando a aumentar a "base" da pirâmide que proporcionará garantia de pagamentos desses proventos, no futuro, rs.

    Tenho uma visão ultra mega hiper conservadora e em se tratando de fundos privados (em geral), se tivesse 10 pés, colocaria 11 para trás...acho muita ingenuidade afirmar que o FUNPRESP pagará isso, pagará aquilo, garantirá X de contrapartida, bla bla bla, num país da República das Bananas como esse.

    Sabem como é, em matéria de sacanagem pra ferrar a vida de servidor, tem branco ae que fez mestrado, doutorado, PHd...quem garante que esses mundos e fundos do tal FUNPRESP manter-se-ão num futuro incerto, vai-se saber como administrado?

    E eu vejo nesses sites e blogs por aí cada "dica" de economia e/ou pé de meia de fazer o dito-cujo cair das nádegas.

    Num, o cara falou que se uma pessoa quiser ter uma renda de R$ 2.000,00 - via poupança, considerando juros no patamar de 0,5% - precisa economizar uns 400.000,00 até os 60 anos. Notem que quando o sujeito tiver 60 anos obviamente o valor será maior, por conta da inflação, isso se não houver alguma mudança de padrão monetário.

    Assim, segundo a "dica",o cara tem que ter 400.000 - em dinheiro de hoje - aos 60 anos. Aí todo o mês o cara faz a retirada de 2.000,00.

    Só que a dica é tão furada quanto peneira. Primeiro que a poupança rende juros+ TR. Quem acompanha a variação de índices ecônomicos sabe muito bem que não é incomum a TR pagar 0,0000000 de atualização monetária no mês.

    E ainda assim, quando dá alguma coisa, a TR é merreca. Falando num português mais coloquial e menos técnico, a mixaria que a TR E os juros da poupança pagam sequer recompõem a inflação.

    Ae o cara vai todo o santo mês retirando 2.000,00 da conta. Preciso continuar escrevendo?

    Eu entendi a sua opinião anti-funpresp como os pró-funpresp.

    Tem de tudo aqui e acho que cada um deve tentar ver o que é mais favorável e o que não é.

    Tem gente que só serve a funpresp, até pela contra partida do governo.

    Tem gente que prefere previdência privada.

    Tem gente que gosta de Tesouro ou Ações.

    Tem até gente que só quer o teto do inss.

    Meu caro, tem de tudo e não existe o certo ou errado, tudo se define apenas em GOSTO e esse não se discute.

    Mas o que mais fiquei intrigado foi que seu post foi apenas uma crítica, uma mera opinião. Eu não entendi o porque não gosta do funpresp ou acha que ele será mal gerido.
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    Mensagem por Correr Atrás em Dom 18 Dez 2016, 12:43 am

    O Fumpresp deve ser saqueado no futuro como fazem hoje com o fgts e com a previdência.
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    Mensagem por Leovini em Dom 18 Dez 2016, 10:30 am

    VadeMekum escreveu:Rs, os colegas que me desculpem o comentário que vou fazer adiante, mas...

    A impressão que me passa, quando vejo alguns aqui - que, por certo, obrigatoriamente foram "enquadrados" no tal FUNPRESP - defendendo, estimulando e induzindo a muitos a aderir ao referido fundo, é que assim procedem visando a aumentar a "base" da pirâmide que proporcionará garantia de pagamentos desses proventos, no futuro, rs.

    Tenho uma visão ultra mega hiper conservadora e em se tratando de fundos privados (em geral), se tivesse 10 pés, colocaria 11 para trás...acho muita ingenuidade afirmar que o FUNPRESP pagará isso, pagará aquilo, garantirá X de contrapartida, bla bla bla, num país da República das Bananas como esse.

    Sabem como é, em matéria de sacanagem pra ferrar a vida de servidor, tem branco ae que fez mestrado, doutorado, PHd...quem garante que esses mundos e fundos do tal FUNPRESP manter-se-ão num futuro incerto, vai-se saber como administrado?

    E eu vejo nesses sites e blogs por aí cada "dica" de economia e/ou pé de meia de fazer o dito-cujo cair das nádegas.

    Num, o cara falou que se uma pessoa quiser ter uma renda de R$ 2.000,00 - via poupança, considerando juros no patamar de 0,5% - precisa economizar uns 400.000,00 até os 60 anos. Notem que quando o sujeito tiver 60 anos obviamente o valor será maior, por conta da inflação, isso se não houver alguma mudança de padrão monetário.

    Assim, segundo a "dica",o cara tem que ter 400.000 - em dinheiro de hoje - aos 60 anos. Aí todo o mês o cara faz a retirada de 2.000,00.

    Só que a dica é tão furada quanto peneira. Primeiro que a poupança rende juros+ TR. Quem acompanha a variação de índices ecônomicos sabe muito bem que não é incomum a TR pagar 0,0000000 de atualização monetária no mês.

    E ainda assim, quando dá alguma coisa, a TR é merreca. Falando num português mais coloquial e menos técnico, a mixaria que a TR E os juros da poupança pagam sequer recompõem a inflação.

    Ae o cara vai todo o santo mês retirando 2.000,00 da conta. Preciso continuar escrevendo?

    Cara, essas suas contas estão erradas.

    Ao acumular os 400.000 a ideia claro que não é aplicar em poupança (que tem um retorno péssimo) mas sim em aplicações que rendam a inflação mais um juros de 0,5% ao mês, como o Tesouro Direto.

    Ou seja, renderia os 2000 por mês. Pra isso a pessoa teria q poupar por mês uns 700 reais durante 30 anos.
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    Mensagem por rogcampinas em Dom 18 Dez 2016, 2:13 pm

    Correr Atrás escreveu:O Fumpresp deve ser saqueado no futuro como fazem hoje com o fgts e com a previdência.

    Concordo plenamente. Ninguém me tira da cabeça que esse tal fundo, o funpresp, assim como o dos demais poderes,  é um grande ninho pra encostar aquele bando de vagabundo cutista de bost4, que tá perdendo a boquinha nos sindicatos (pq a negada acordou e tá saindo fora de sindicato, associação disso e daquilo). Não dou até o fim de 2017 pra juizada conseguir sair fora disso e retornar ao regime próprio.
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    Mensagem por VadeMekum em Dom 18 Dez 2016, 4:22 pm

    Leovini escreveu:
    Cara, essas suas contas estão erradas.

    Ao acumular os 400.000 a ideia claro que não é aplicar em poupança (que tem um retorno péssimo) mas sim em aplicações que rendam a inflação mais um juros de 0,5% ao mês, como o Tesouro Direto.

    Ou seja, renderia os 2000 por mês. Pra isso a pessoa teria q poupar por mês uns 700 reais durante 30 anos.


    NA-NA-NI-NA-NÃÃÃÃÃÃO.

    No site a "dica" falava expressamente em POUPANÇA.

    Nada a ver com essas aplicações de Tesouro Direto, cuja rentabilidade, liquidez e principalmente GARANTIA de retorno me soam bastante duvidosas.

    Pode ter certeza que se a "dica" do site se referisse a alguma aplicação que pagasse atualização monetária da inflação + juros de 0,5%, obviamente eu acharia RELATIVAMENTE plausível.

    Mas não, falavam de POUPANÇA. E, como eu expus, é uma dica bastante idiota.
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    Mensagem por VadeMekum em Dom 18 Dez 2016, 4:30 pm

    MPF SP escreveu:
    Eu entendi a sua opinião anti-funpresp como os pró-funpresp.

    Tem de tudo aqui e acho que cada um deve tentar ver o que é mais favorável e o que não é.

    Tem gente que só serve a funpresp, até pela contra partida do governo.

    Tem gente que prefere previdência privada.

    Tem gente que gosta de Tesouro ou Ações.

    Tem até gente que só quer o teto do inss.

    Meu caro, tem de tudo e não existe o certo ou errado, tudo se define apenas em GOSTO e esse não se discute.

    Mas o que mais fiquei intrigado foi que seu post foi apenas uma crítica, uma mera opinião. Eu não entendi o porque não gosta do funpresp ou acha que ele será mal gerido.

    Meu pai, será que a nossa realidade, tudo por que passamos já não deveria ser MINIMAMENTE suficiente para vc se ligar que nada neste país é garantido?

    Como o CorrerAtás muito bem postou, te pergunto: QUE garantias CONCRETAS vc me dá que o FUNPRESP vai honrar o pagamento da contrapartida pela União e que garantias CONCRETAS vc me dá que o mesmo não será saqueado como o FGTS e a Previdência? Quais?

    RESP:..........................................................................................................................................

    Logicamente que essa assertiva só tem relevância para quem pode optar, ou não, por aderir ao citado fundo. Quem for obrigado a se filiar, aí é ir na fé!
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    Mensagem por jotajota em Dom 18 Dez 2016, 7:06 pm

    Olha, garantia não há... Mas a administração é independente do governo, e tem grana de juiz lá. Considerando que o governo duplica o que colocarmos lá, me parece, dos males, o menor. (sem contar a economia de imposto de renda que se pode ter, dependendo do regime de tributação). Já tenho algum $ em imóveis, e me parece bom diversificar as opções. Logicamente pode-se optar por não aderir ao funpresp, mas vamos analisar, com um valor redondo, pra ficar mais fácil. O sujeito ganha 10 mil acima do teto do inss. Vai descontar 7% de funpresp, ou seja 700 reais. o governo dá mais 700. vai 1400 pro fundo, e ele abate no ir R$192,50, ou seja, na verdade gastou 507,50, e foi pra conta dele 1400. Digamos, 1300, descontando as taxas administrativas. é um tanto difícil encontrar um investimento que o cara coloque 507 e já saia de cara com 1300. Obviamente haverá o desconto de ir no futuro, mas pelo regime regressivo o ir seria de apenas 10%, já a partir do 10o ano após o início das contribuições. no momento do saque, poderia ser retirado 1230 (100% do valor patrocinado mais 90% do valor do patrocinador. Regra deles lá), menos 10% de ir, ficaria 1127, desconsiderando atualizações monetárias. É uma aplicação que vc já sai ganhando 100% logo de cara. Por outro lado, se eu fosse do executivo, não teria a mesma confiança no funpresp deles... Qualquer operação tem risco, mas é menos arriscado até do que a própria previdencia, a qual é praticamente um "golpe de piramide"
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    Mensagem por androsvilazza em Dom 18 Dez 2016, 10:03 pm

    Já expus aqui minhas ideias quanto ao Funpresp, em contraposição ao RPPS. Ja encaminhei minha opção, sendo que era, anteriormente, enquadrado na tal regra dos 80% (entrei pro MPU em 2012, antes da instituição do Funpresp).
    Como já disse, também, essa é uma decisão personalíssima, ja que envolve ponderações quanto às expectativas individuais para: 1. Sua evolução na carreira/outros concursos; 2. O futuro da carreira como um todo, incluindo progressão da remuneração; 3. A saúde e sustentabilidade do Funpresp; 4. A saúde e sustentabilidade do RPPS; 5. A expectativa quanto a se manter no serviço público até a aposentadoria; dentre vários outros fatores.
    Como cada pessoa tem considerações diferentes sobre os pontos acima; e como cada um está em situações pessoais extremamente diferentes, não se pode esperar decisões uniformes.

    Agora, o argumento de "garantia" é o mais infrutífero de todos. Não se tem "garantia" de resultado no Funpresp, não se tem "garantia" de sustentação e manutenção do RPPS, aliás não se tem garantia de nada no mundo, especialmente no Brasil. Ora, essa é a lógica financeira, tudo envolve um certo risco, e cabe ao "investidor" ponderar riscos e possibilidades de retorno, bem como comparar a potenciais perdas comparativamente a outras alternativas de "investimento".
    Garanto que não optei pelo Funpresp por ingenuidade, por não ter pensado direito, etc. Pelo contrário, ponderei muito bem minhas expectativas, e concluí que essa seria a melhor decisão. Posso me dar mal? Lógico que sim, da mesma forma como poderia me arrepender, no futuro, caso me mantivesse vinculado ao RPPS sem a limitação do teto. Esse, porém, é um risco que escolhi correr, obviamente por acreditar que a chance de arrependimento será maior caso mantenha o status quo.
    Por outro lado, venho "fazendo a defesa" do Funpresp apenas por preocupação em esclarecer os colegas, como tento em vários outros tópicos. Na verdade, por ser um fundo baseado em contas individuais, com rendimentos individualizados, acredito que o crescimento "vegetativo" do fundo, apenas com o incremento dos novos servidores, ja seja suficiente para sua manutenção. Pra ser sincero, aos servidores que estão entrando no começo do Fundo, é até interessante que não entrem muitos "velhos" agora, apenas "fraldinhas". Explico: Acredito na possibilidade de manutenção da saúde financeira do Funpresp. Porém, suponhamos que o menos provável (na minha opinião) ocorra, e futuramente percebam que o Fundo é "deficitário", "insustentável", ou algo que o valha (assim como o RPPS é hoje considerado, diga-se de passagem). Essa constatação virá apenas após o pagamento dos primeiros benefícios, dentre os quais o meu. As regras tenderiam a "endurecer", portanto, depois que os primeiros ja estiverem aposentados. Mais uma vez, assim como aconteceu com o RPPS.

    Reitero minha "dica", de algumas páginas atrás. Quem tiver convicção de que o Funpresp será uma opção melhor do que a permanência no RPPS sem limitação do teto, faça seus cálculos, simulações, enfim, confirme essa convicção, e faça a mudança. Quem tiver dúvidas sobre o funcionamento do regime, dúvidas gerais, enfim, esclareçam-nas, aqui no fórum ou em outro lugar, mas não façam a opção antes de ter certeza de que é isso mesmo o que querem. Por fim, caso não se convençam, mantenham a opção pelo regime atual, sem medo. É uma decisão séria, irrevogável e irretratável, portanto, deve ser feita com o máximo possível de convicção.

    P.S.: Vi essa "desconfiança" geral com fundos de previdência complementar, fundos de investimento, etc. E me lembrei da minha época de servidor da CEF em cidade de interior. Conheci vários assim, que -por experiência própria, faça-se justiça- não acreditavam em bancos o suficiente para manterem lá suas parcas economias. Guardavam o dinheiro em casa mesmo. O resto da história vocês provavelmente já viram caso(s) parecido(s).
    Moral da história? O RPPS é altamente arriscado, o Funpresp é altamente arriscado, o serviço público em si ja não é assim tão garantido quanto fora, mas, infelizmente, estão entre as opções mais "seguras" que temos.
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    Mensagem por MPF SP em Dom 18 Dez 2016, 10:32 pm

    VadeMekum escreveu:
    MPF SP escreveu:
    Eu entendi a sua opinião anti-funpresp como os pró-funpresp.

    Tem de tudo aqui e acho que cada um deve tentar ver o que é mais favorável e o que não é.

    Tem gente que só serve a funpresp, até pela contra partida do governo.

    Tem gente que prefere previdência privada.

    Tem gente que gosta de Tesouro ou Ações.

    Tem até gente que só quer o teto do inss.

    Meu caro, tem de tudo e não existe o certo ou errado, tudo se define apenas em GOSTO e esse não se discute.

    Mas o que mais fiquei intrigado foi que seu post foi apenas uma crítica, uma mera opinião. Eu não entendi o porque não gosta do funpresp ou acha que ele será mal gerido.

    Meu pai, será que a nossa realidade, tudo por que passamos já não deveria ser MINIMAMENTE suficiente para vc se ligar que nada neste país é garantido?

    Como o CorrerAtás muito bem postou, te pergunto: QUE garantias CONCRETAS vc me dá que o FUNPRESP vai honrar o pagamento da contrapartida pela União e que garantias CONCRETAS vc me dá que o mesmo não será saqueado como o FGTS e a Previdência? Quais?

    RESP:..........................................................................................................................................

    Logicamente que essa assertiva só tem relevância para quem pode optar, ou não, por aderir ao citado fundo. Quem for obrigado a se filiar, aí é ir na fé!

    Cara, eu não falei que tu tava errado. Falei que é uma questão personalíssima, principalmente que quem vai receber no futuro é a pessoa.

    Eu concordo com tudo que o androsvilazza falou e acho que em linhas gerais o que eu disse é justamente o que ele teve a paciência e qualidade em explicar muito bem.

    Todo mundo tem que partir de algum princípio e tentar adequar a sua expectativa.

    Caso contrário isso aqui vai virar futurologia. Ideias são bem vindas, eu escuto todas e tento separar o que é mera opinião/critica da experiência teórica/prática.

    Abraços e boa sorte colega.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 19 Dez 2016, 8:12 am

    Correr Atrás escreveu:Podemos trocar a reforma da previdência por:
    1 - cadeia e confisco de bens para corruptos, corruptores e sonegadores.
    2 - fim das isenções fiscais às grandes empresas.
    3 - expropriação sem indenização das empresas envolvidas em corrupção com prejuízo para o erário.
    4 - taxação das grandes fortunas.
    5 - auditoria da dívida pública.

    Não adianta querer desviar o problema. Precisamos rediscutir o tamanho do estado, que é inchado.

    Sobre estas questões óbvias, vamos às respostas ainda mais óbvias:

    1) Sim, concordo em partes. Mas aí vamos ter a irretroatividade da lei penal. Mas discordo do ponto de cadeia. Acho que a reintegração e multa pesada são muito mais efetivas.
    2) Isenções fiscais ruins devem ser extintas. As que geram emprego e movimentam a economia são um mal necessário. Não dá para jogar todo o bolo no mesmo saco, e estamos falando do mal menor.
    3) Expropriar as empresas e dar para quem? Para o Estado tomar conta? Por mim, sou da teoria que se quebrem as más empresas, e que se convide a iniciativa privada externa para tocar nossa economia, até que consigamos ter empresas locais, honestas, competitivas e eficientes. Menos pior mandar lucro para fora do que pagar caro por corrupção local.
    4) Grande besteira. Em nenhum lugar do mundo deu certo nem quando o capital não era tão volátil, que o diga agora. Mas se quiser apresentar um caso sincero de sucesso, fique à vontade.
    5) Auditoria não faz milagre. Seria muito melhor que a participação popular fizesse o legislativo trabalhar para aquilo que ele existe: fiscalização de contas públicas, e não tanto foco exclusivamente na criação de leis.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 19 Dez 2016, 9:27 am

    VadeMekum escreveu:
    MPF SP escreveu:
    Eu entendi a sua opinião anti-funpresp como os pró-funpresp.

    Tem de tudo aqui e acho que cada um deve tentar ver o que é mais favorável e o que não é.

    Tem gente que só serve a funpresp, até pela contra partida do governo.

    Tem gente que prefere previdência privada.

    Tem gente que gosta de Tesouro ou Ações.

    Tem até gente que só quer o teto do inss.

    Meu caro, tem de tudo e não existe o certo ou errado, tudo se define apenas em GOSTO e esse não se discute.

    Mas o que mais fiquei intrigado foi que seu post foi apenas uma crítica, uma mera opinião. Eu não entendi o porque não gosta do funpresp ou acha que ele será mal gerido.

    Meu pai, será que a nossa realidade, tudo por que passamos já não deveria ser MINIMAMENTE suficiente para vc se ligar que nada neste país é garantido?

    Como o CorrerAtás muito bem postou, te pergunto: QUE garantias CONCRETAS vc me dá que o FUNPRESP vai honrar o pagamento da contrapartida pela União e que garantias CONCRETAS vc me dá que o mesmo não será saqueado como o FGTS e a Previdência? Quais?

    RESP:..........................................................................................................................................

    Logicamente que essa assertiva só tem relevância para quem pode optar, ou não, por aderir ao citado fundo. Quem for obrigado a se filiar, aí é ir na fé!

    Quanto à questão da garantia, claro que não é 100% garantido, nada no mundo é.
    No caso do Funpresp-JUD, vejo dois riscos mitigados: tem muita autoridade envolvida, e tem um pequeno número de pessoas; é uma fundação pública e fechada; obrigatoriamente é do tipo contribuição definida, e não benefício definido (que atuarialmente é muito complicado) e goza de uma transparência muito boa.

    Claro que não dá para botar todos os ovos numa mesma cesta. Hoje, acho muito mais fácil lá na frente haver problemas para a previdência fechar as contas e conseguir se pagar. E se conseguir, será com pesado aumento de carga tributária.
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    Mensagem por VadeMekum em Seg 19 Dez 2016, 10:35 am

    A leitura que eu faço dos comentários é que branco dá como certo o retorno do investimento do Funpresp.

    Percebi que depois do que postei foi mudado o discurso um pouco, reconhecendo que esse tal fundo não é essa maravilha toda.

    Aliás, nada de nada é tão bom e oferece garantias reais de retorno.

    Títulos do Tesouro, por exemplo, que tanta gente idolatra, recebem pesadas alíquotas de IR (quanto mais cedo resgatar, maior a alíquota). E ainda não se pode descartar eventual calote do Governo, que [re]compra esse título.

    Já vi umas letras imobiliárias sobre as quais não incide IR, porém, rendem mixaria a mais que a poupança e ainda vc tem que manter o dinheiro retido por um ano. Na simulação, uma aplicação de 5 k rendeu ao final do ano na poupança 5.300,00 e pouco, e nas tais letras, 5.400,00 e pouco.

    Acho frágil o argumento de que o FUNPRESP é garantido por haver dinheiro da contribuição de magistrados lá. Ué, e os que ingressaram antes e descontaram de seus vencimentos recursos para o RPPS? Já que também tem dinheiro de magistrado lá, não deveria também ser garantido?

    Só acho que devemos permanecer alerta pq o Governo já cantou a bola que não tem interesse algum em beneficiar servidor, sei que muitos podem até titubear ante as pretensões e promessas de rentabilidade desse Fundo, no entanto, não dá para saber como o mesmo será administrado.

    De minha parte - opinião minha - me parece mais vantajoso contribuir apenas sobre o valor do teto do INSS e buscar complementação da renda por uma forma que não envolva risco em aplicações de retorno duvidoso.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 19 Dez 2016, 10:51 am

    VadeMekum escreveu:A leitura que eu faço dos comentários é que branco dá como certo o retorno do investimento do Funpresp.

    Percebi que depois do que postei foi mudado o discurso um pouco, reconhecendo que esse tal fundo não é essa maravilha toda.

    Aliás, nada de nada é tão bom e oferece garantias reais de retorno.

    Títulos do Tesouro, por exemplo, que tanta gente idolatra, recebem pesadas alíquotas de IR (quanto mais cedo resgatar, maior a alíquota). E ainda não se pode descartar eventual calote do Governo, que [re]compra esse título.

    Já vi umas letras imobiliárias sobre as quais não incide IR, porém, rendem mixaria a mais que a poupança e ainda vc tem que manter o dinheiro retido por um ano. Na simulação, uma aplicação de 5 k rendeu ao final do ano na poupança 5.300,00 e pouco, e nas tais letras, 5.400,00 e pouco.

    Acho frágil o argumento de que o FUNPRESP é garantido por haver dinheiro da contribuição de magistrados lá. Ué, e os que ingressaram antes e descontaram de seus vencimentos recursos para o RPPS? Já que também tem dinheiro de magistrado lá, não deveria também ser garantido?

    Só acho que devemos permanecer alerta pq o Governo já cantou a bola que não tem interesse algum em beneficiar servidor, sei que muitos podem até titubear ante as pretensões e promessas de rentabilidade desse Fundo, no entanto, não dá para saber como o mesmo será administrado.

    De minha parte - opinião minha - me parece mais vantajoso contribuir apenas sobre o valor do teto do INSS e buscar complementação da renda por uma forma que não envolva risco em aplicações de retorno duvidoso.

    Sim, imposto de renda faz parte de algumas aplicações, mas comparar investimentos num prazo tão curto realmente não será animador, pois não está capitalizando o ganho real: 3% a.a. de ganho real sobre R$ 5.000,00 num ano são R$ 150,00. Em 10 R$ 1.719,00 e em 30 anos R$ 7.136,00.

    LCA e LCI, via de regras, são instrumentos de curto/médio prazo. Há muita demanda por elas (exatamente por uma exagerada fama dada a isenção de imposto de renda) que faz com que as taxas sejam derrubadas para baixo.

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    Mensagem por MConcursos em Seg 19 Dez 2016, 11:13 am

    VadeMekum escreveu:A leitura que eu faço dos comentários é que branco dá como certo o retorno do investimento do Funpresp.

    Percebi que depois do que postei foi mudado o discurso um pouco, reconhecendo que esse tal fundo não é essa maravilha toda.

    Aliás, nada de nada é tão bom e oferece garantias reais de retorno.

    Títulos do Tesouro, por exemplo, que tanta gente idolatra, recebem pesadas alíquotas de IR (quanto mais cedo resgatar, maior a alíquota). E ainda não se pode descartar eventual calote do Governo, que [re]compra esse título.

    Já vi umas letras imobiliárias sobre as quais não incide IR, porém, rendem mixaria a mais que a poupança e ainda vc tem que manter o dinheiro retido por um ano. Na simulação, uma aplicação de 5 k rendeu ao final do ano na poupança 5.300,00 e pouco, e nas tais letras, 5.400,00 e pouco.

    Acho frágil o argumento de que o FUNPRESP é garantido por haver dinheiro da contribuição de magistrados lá. Ué, e os que ingressaram antes e descontaram de seus vencimentos recursos para o RPPS? Já que também tem dinheiro de magistrado lá, não deveria também ser garantido?

    Penso da mesma maneira. O problema colega é a coragem para sair do regime próprio e ir para o geral.

    Só acho que devemos permanecer alerta pq o Governo já cantou a bola que não tem interesse algum em beneficiar servidor, sei que muitos podem até titubear ante as pretensões e promessas de rentabilidade desse Fundo, no entanto, não dá para saber como o mesmo será administrado.

    De minha parte - opinião minha - me parece mais vantajoso contribuir apenas sobre o valor do teto do INSS e buscar complementação da renda por uma forma que não envolva risco em aplicações de retorno duvidoso.
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    Mensagem por corujito em Seg 19 Dez 2016, 2:55 pm

    Em relação a esse tipo de risco, trata-se de uma vantagem ao Funpresp.

    É acompanhar e, no caso de alguma ameaça ao fundo, cair fora. Simples assim.

    Já o RPPS é muito bom no que diz respeito ao "contrato". Esses dias li uma definição perfeita:

    "
    Cláusula 1. Pague R$100,00 por mês. Ao final de 35 anos eu entregarei a você uma Ferrari no valor de R$500k

    Cláusula 2. Eu posso alterar essas condições unilateralmente a qualquer momento

    "
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    Mensagem por VadeMekum em Seg 19 Dez 2016, 3:28 pm

    josebarbos escreveu:

    LCA e LCI, via de regras, são instrumentos de curto/médio prazo. Há muita demanda por elas (exatamente por uma exagerada fama dada a isenção de imposto de renda) que faz com que as taxas sejam derrubadas para baixo.


    Infelizmente, é bem isso.

    Estava eu animado a investir um pouco nessas letras - por conta da isenção de IR, mas quando vi a baixa remuneração, comparado com a poupança tradicional, desisti.

    why
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    Mensagem por josebarbos em Seg 19 Dez 2016, 3:49 pm

    VadeMekum escreveu:
    josebarbos escreveu:

    LCA e LCI, via de regras, são instrumentos de curto/médio prazo. Há muita demanda por elas (exatamente por uma exagerada fama dada a isenção de imposto de renda) que faz com que as taxas sejam derrubadas para baixo.


    Infelizmente, é bem isso.

    Estava eu animado a investir um pouco nessas letras - por conta da isenção de IR, mas quando vi a baixa remuneração, comparado com a poupança tradicional, desisti.

    why

    Não há porque, de qualquer forma, deixar de diversificar os investimentos, no mínimo em tesouro direto.

    Graças à insttabilidade da Dilma, quem comprou na hora certa chegou a ter rentabilidade de mais de 30% num período de 6 meses.
    20 ou mesmo 22,5% de IR nisto tudo ainda significavam algo acima de 20% de rentabilidade líquida em meses.
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    Mensagem por MPF SP em Ter 20 Dez 2016, 6:08 pm

    josebarbos escreveu:
    VadeMekum escreveu:
    josebarbos escreveu:

    LCA e LCI, via de regras, são instrumentos de curto/médio prazo. Há muita demanda por elas (exatamente por uma exagerada fama dada a isenção de imposto de renda) que faz com que as taxas sejam derrubadas para baixo.


    Infelizmente, é bem isso.

    Estava eu animado a investir um pouco nessas letras - por conta da isenção de IR, mas quando vi a baixa remuneração, comparado com a poupança tradicional, desisti.

    why

    Não há porque, de qualquer forma, deixar de diversificar os investimentos, no mínimo em tesouro direto.

    Graças à insttabilidade da Dilma, quem comprou na hora certa chegou a ter rentabilidade de mais de 30% num período de 6 meses.
    20 ou mesmo 22,5% de IR nisto tudo ainda significavam algo acima de 20% de rentabilidade líquida em meses.

    Basicamente eu faço assim:

    1 - 70% em tesouro =1400,00 por mês

    2 - 30% em dividendos na bolsa = 600,00 por mês

    3 - Quando a selic cai muito eu fujo da baixa e retiro do TD e coloco em fundo DI a curto prazo.

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