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    TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Sex 24 Mar 2017, 9:19 pm

    androsvilazza escreveu:
    darkshi escreveu:Na questão dos técnicos faz sentido sim. Oficialmente técnico não faz atividade fim e eles podem sim ser terceirizados.
    E. Sinceramente acho que é o certo a ser feito.

    Essa é uma análise que merece certa relativização, até pra demonstrar que o raciocínio não é assim tão simples. No mínimo, antes de se pensar em qualquer terceirização que hoje ainda não seja autorizada, seria essencial uma reformulação das atribuições dos cargos. Por exemplo, a tramitação de processos, expedição de intimações, acompanhamento de prazos, tudo isso é intimamente ligado à atividade fim. Protocolo (principalmente com o advento dos processos eletrônicos), e algumas atividades administrativas, talvez pudessem ser terceirizadas. Por exemplo, na área de TI, o que envolve manutenção física, poderia. Manutenção de sistemas, talvez não. Precisaria passar por uma análise de quais atividades envolvem sensibilidade de dados, ou necessidade de responsabilização objetiva, etc.

    Enfim, em um mundo ideal, a Administração dos órgão faria essa reestruturação dos cargos, mantendo os órgãos mais enxutos, com maior especialização do quadro próprio, e terceirização das atividades menos sensíveis. Mas no mundo real, muito pouco provável que o façam, considerando a "eficiência" da Administração Pública de um modo geral.

    Mas bem que seria interessante se revertessem essa tendência de inchaço indiscriminado dos órgãos, vigente nos últimos anos (décadas?).


    Concordo.
    Contudo uma análise como esta chegará a conclusão que os serviços que irão sobrar como não-terceirizaveis serão justamente os de alta complexidade (que na atual carreira teoricamente é de responsabilidade dos analistas)

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Ilhense em Ter 28 Mar 2017, 11:38 am

    Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por androsvilazza em Ter 28 Mar 2017, 12:51 pm

    Ilhense escreveu:Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Ilhense em Ter 28 Mar 2017, 1:24 pm

    androsvilazza escreveu:
    Ilhense escreveu:Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

    Andros Vilazza teoricamente você está mais do que certo. Mas não vivemos hoje em um estado de direito. Quantas decisões esdrúxulas não tivemos no STF? Barroso, suposto constitucionalista, se manifestando contra o direito de greve para servidores públicos?! Olha, infelizmente não é a CF quem dita os entendimentos do STF, mas ao contrário: o STF tem ditado a CF do modo que melhor lhe aprouver.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por IndigNAÇÃO em Ter 28 Mar 2017, 1:49 pm

    Estamos vivendo o começo do Brasil dos sonhos da direita. Não sei o porquê de coxinha liberal reclamar. Só observo.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Frodo em Ter 28 Mar 2017, 5:12 pm

    androsvilazza escreveu:
    Ilhense escreveu:Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

    Não vejo desta forma. A terceirização não tem o objetivo de dar acesso a um cargo público. Talvez o termo que melhor restrinja seria "atividade exclusiva de estado".

    Não tinha visto esta questão do prazo, como vão ficar os serviços terceirizados de limpeza e segurança?
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Ter 28 Mar 2017, 7:49 pm

    Terceirizar a área fim no serviço público é burlar o concurso e dar o cargo público para um terceirizado.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Frodo em Ter 28 Mar 2017, 8:29 pm

    darkshi escreveu:Terceirizar a área fim no serviço público é burlar o concurso e dar o cargo público para um terceirizado.

    Sem inverdades ou meias verdades, ficaria melhor assim: "Terceirizar a área fim no serviço público é burlar o concurso e dar a atividade de um o cargo público para um terceirizado."

    Eu realmente não entendo essa pira que o pessoal tem pelo termo "área fim". Esse termo é antiquado e tem o objetivo de "tentar" definir um escopo que na grande maioria das vezes é difícil de definir. A lei de terceirização ataca este princípio justamente pela alta demanda judicial existente relativo a esta fraca definição de atividades em uma empresa.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por androsvilazza em Ter 28 Mar 2017, 9:37 pm

    Frodo escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Ilhense escreveu:Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

    Não vejo desta forma. A terceirização não tem o objetivo de dar acesso a um cargo público. Talvez o termo que melhor restrinja seria "atividade exclusiva de estado".

    Não tinha visto esta questão do prazo, como vão ficar os serviços terceirizados de limpeza e segurança?

    Retificando: o prazo diz respeito apenas à contratação sob os moldes do serviço temporário. Para a terceirização (no âmbito da Administração Pública), continuam vigendo os prazos previstos na Lei de Licitações.

    Mas, como eu venho dizendo, em algumas atividades a terceirização é simplesmente inaplicável. Especialmente onde envolva necessidade de sigilo, responsabilização em caso de falhas etc.
    Onde a terceirização é aplicável, acho que seria razoável - e saudável - sua utilização: atendimento ao público, protocolo, manutenção de redes/informática, transporte (motorista), dentre outras. Nesse caso, nada impede que uma pessoa que já faça parte do serviço público, e se enquadre nessas áreas, receba o devido treinamento e seja reaproveitada em outra área, "privativa" para servidores. Sempre alegam que "se tem poucas pessoas pra muito trabalho", que "precisamos contratar mais" etc. Lugar pra realocar servidor é que não vai faltar.

    Se a pessoa tem preguiça de aprender novas atividades, não quer mais mudar de área, etc. aí a discussão é outra.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Ter 28 Mar 2017, 9:51 pm

    androsvilazza escreveu:
    Frodo escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Ilhense escreveu:Caros, pelo que entendi o pulo do gato na lei, é que a atividade fim poderá ser terceirizada. Ou seja, só sobram os doutores.

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

    Não vejo desta forma. A terceirização não tem o objetivo de dar acesso a um cargo público. Talvez o termo que melhor restrinja seria "atividade exclusiva de estado".

    Não tinha visto esta questão do prazo, como vão ficar os serviços terceirizados de limpeza e segurança?

    Retificando: o prazo diz respeito apenas à contratação sob os moldes do serviço temporário. Para a terceirização (no âmbito da Administração Pública), continuam vigendo os prazos previstos na Lei de Licitações.

    Mas, como eu venho dizendo, em algumas atividades a terceirização é simplesmente inaplicável. Especialmente onde envolva necessidade de sigilo, responsabilização em caso de falhas etc.
    Onde a terceirização é aplicável, acho que seria razoável - e saudável - sua utilização: atendimento ao público, protocolo, manutenção de redes/informática, transporte (motorista), dentre outras. Nesse caso, nada impede que uma pessoa que já faça parte do serviço público, e se enquadre nessas áreas, receba o devido treinamento e seja reaproveitada em outra área, "privativa" para servidores. Sempre alegam que "se tem poucas pessoas pra muito trabalho", que "precisamos contratar mais" etc. Lugar pra realocar servidor é que não vai faltar.

    Se a pessoa tem preguiça de aprender novas atividades, não quer mais mudar de área, etc. aí a discussão é outra.

    Ai entra um dos grandes problemas do atual modelo do serviço público. A impossibilidade de se reaproveitar um servidor para áreas em que ele não fez concurso.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por androsvilazza em Qua 29 Mar 2017, 12:32 am

    darkshi escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Frodo escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    A lei não muda o fato de haver, na CF, a previsão de que só se tenha acesso aos cargos e empregos públicos através de concurso. E deixa claro que a terceirização, em todos os setores, deverá ser temporária, com prazo definido (e limitado, agora, a 180 dias). Faz sentido a terceirização de atividade fim em áreas como a construção civil, comércio, entre outras. No serviço público, umas das poucas áreas em que vislumbro possibilidade de terceirização, considerando que terá de ser temporária (e ignorando o princípio do concurso público obrigatório), seriam as de informática (estritamente na parte de manutenção) e transporte.

    Estão fazendo tempestade em copo d'água, como eu disse antes, inventando um problema (inexistente) para ter uma solução (desnecessária) pra vender.

    Não vejo desta forma. A terceirização não tem o objetivo de dar acesso a um cargo público. Talvez o termo que melhor restrinja seria "atividade exclusiva de estado".

    Não tinha visto esta questão do prazo, como vão ficar os serviços terceirizados de limpeza e segurança?

    Retificando: o prazo diz respeito apenas à contratação sob os moldes do serviço temporário. Para a terceirização (no âmbito da Administração Pública), continuam vigendo os prazos previstos na Lei de Licitações.

    Mas, como eu venho dizendo, em algumas atividades a terceirização é simplesmente inaplicável. Especialmente onde envolva necessidade de sigilo, responsabilização em caso de falhas etc.
    Onde a terceirização é aplicável, acho que seria razoável - e saudável - sua utilização: atendimento ao público, protocolo, manutenção de redes/informática, transporte (motorista), dentre outras. Nesse caso, nada impede que uma pessoa que já faça parte do serviço público, e se enquadre nessas áreas, receba o devido treinamento e seja reaproveitada em outra área, "privativa" para servidores. Sempre alegam que "se tem poucas pessoas pra muito trabalho", que "precisamos contratar mais" etc. Lugar pra realocar servidor é que não vai faltar.

    Se a pessoa tem preguiça de aprender novas atividades, não quer mais mudar de área, etc. aí a discussão é outra.

    Ai entra um dos grandes problemas do atual modelo do serviço público. A impossibilidade de se reaproveitar um servidor para áreas em que ele não fez concurso.
    Tudo é desvio de função, tudo é ascensão funcional.

    Tem razão, esse problema teria de ser contornado, provavelmente com alterações nas leis que definam as atribuições dos cargos. Acabei esquecendo desse "detalhe" porque no MPU é praticamente tudo uma coisa só, tamanho o rol de atribuições de cada cargo.

    Talvez seja esse o caminho, a unificação de cargos semelhantes, por meio de lei, em um único cargo, como fizeram com os técnicos de apoio especializado, no MPU. Normalmente, nesses casos, é oferecida, ao servidor, a opção pelo enquadramento no novo cargo - com as devidas precauções para não parecer provimento derivado -, e eventuais não-optantes permanecem no cargo antigo, mas como parte de um quadro em extinção (eventuais vacâncias supridas com o cargo novo).
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Sete Vidas em Ter 04 Abr 2017, 4:56 pm

    Numa categoria desunida e fragmentada e cada qual defendendo seus interesses, vamos caminhar para mais um pcs e sem data para acontecer e sem uma proposta de consenso de todos.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Ter 04 Abr 2017, 5:40 pm

    androsvilazza escreveu:
    darkshi escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Frodo escreveu:

    Não vejo desta forma. A terceirização não tem o objetivo de dar acesso a um cargo público. Talvez o termo que melhor restrinja seria "atividade exclusiva de estado".

    Não tinha visto esta questão do prazo, como vão ficar os serviços terceirizados de limpeza e segurança?

    Retificando: o prazo diz respeito apenas à contratação sob os moldes do serviço temporário. Para a terceirização (no âmbito da Administração Pública), continuam vigendo os prazos previstos na Lei de Licitações.

    Mas, como eu venho dizendo, em algumas atividades a terceirização é simplesmente inaplicável. Especialmente onde envolva necessidade de sigilo, responsabilização em caso de falhas etc.
    Onde a terceirização é aplicável, acho que seria razoável - e saudável - sua utilização: atendimento ao público, protocolo, manutenção de redes/informática, transporte (motorista), dentre outras. Nesse caso, nada impede que uma pessoa que já faça parte do serviço público, e se enquadre nessas áreas, receba o devido treinamento e seja reaproveitada em outra área, "privativa" para servidores. Sempre alegam que "se tem poucas pessoas pra muito trabalho", que "precisamos contratar mais" etc. Lugar pra realocar servidor é que não vai faltar.

    Se a pessoa tem preguiça de aprender novas atividades, não quer mais mudar de área, etc. aí a discussão é outra.

    Ai entra um dos grandes problemas do atual modelo do serviço público. A impossibilidade de se reaproveitar um servidor para áreas em que ele não fez concurso.
    Tudo é desvio de função, tudo é ascensão funcional.

    Tem razão, esse problema teria de ser contornado, provavelmente com alterações nas leis que definam as atribuições dos cargos. Acabei esquecendo desse "detalhe" porque no MPU é  praticamente tudo uma coisa só, tamanho o rol de atribuições de cada cargo.

    Talvez seja esse o caminho, a unificação de cargos semelhantes, por meio de lei, em um único cargo, como fizeram com os técnicos de apoio especializado, no MPU. Normalmente, nesses casos, é oferecida, ao servidor, a opção pelo enquadramento no novo cargo - com as devidas precauções para não parecer provimento derivado -, e eventuais não-optantes permanecem no cargo antigo, mas como parte de um quadro em extinção (eventuais vacâncias supridas com o cargo novo).

    No MPU as atribuições dos cargos analista e técnico foram alteradas por meio de portaria e, salvo engano meu, dentro da legalidade, como já disseram tempos atrás aqui neste fórum. Outra questão que está em discussão ampla no serviço público é a gestão por competências, ou seja, esquece-se as atribuições legais fazendo o aproveitamento do servidor conforme suas competências naturais, desde que compatíveis com as finalidades da instituição.


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Ter 04 Abr 2017, 7:15 pm

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    darkshi escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    Retificando: o prazo diz respeito apenas à contratação sob os moldes do serviço temporário. Para a terceirização (no âmbito da Administração Pública), continuam vigendo os prazos previstos na Lei de Licitações.

    Mas, como eu venho dizendo, em algumas atividades a terceirização é simplesmente inaplicável. Especialmente onde envolva necessidade de sigilo, responsabilização em caso de falhas etc.
    Onde a terceirização é aplicável, acho que seria razoável - e saudável - sua utilização: atendimento ao público, protocolo, manutenção de redes/informática, transporte (motorista), dentre outras. Nesse caso, nada impede que uma pessoa que já faça parte do serviço público, e se enquadre nessas áreas, receba o devido treinamento e seja reaproveitada em outra área, "privativa" para servidores. Sempre alegam que "se tem poucas pessoas pra muito trabalho", que "precisamos contratar mais" etc. Lugar pra realocar servidor é que não vai faltar.

    Se a pessoa tem preguiça de aprender novas atividades, não quer mais mudar de área, etc. aí a discussão é outra.

    Ai entra um dos grandes problemas do atual modelo do serviço público. A impossibilidade de se reaproveitar um servidor para áreas em que ele não fez concurso.
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    Tem razão, esse problema teria de ser contornado, provavelmente com alterações nas leis que definam as atribuições dos cargos. Acabei esquecendo desse "detalhe" porque no MPU é  praticamente tudo uma coisa só, tamanho o rol de atribuições de cada cargo.

    Talvez seja esse o caminho, a unificação de cargos semelhantes, por meio de lei, em um único cargo, como fizeram com os técnicos de apoio especializado, no MPU. Normalmente, nesses casos, é oferecida, ao servidor, a opção pelo enquadramento no novo cargo - com as devidas precauções para não parecer provimento derivado -, e eventuais não-optantes permanecem no cargo antigo, mas como parte de um quadro em extinção (eventuais vacâncias supridas com o cargo novo).

    No MPU as atribuições dos cargos analista e técnico foram alteradas por meio de portaria e, salvo engano meu, dentro da legalidade, como já disseram tempos atrás aqui neste fórum. Outra questão que está em discussão ampla no serviço público é a gestão por competências, ou seja, esquece-se as atribuições legais fazendo o aproveitamento do servidor conforme suas competências naturais, desde que compatíveis com as finalidades da instituição.

    Gestão por competência levará necessariamente a ascensão funcional.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Ter 04 Abr 2017, 9:02 pm

    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    darkshi escreveu:

    Ai entra um dos grandes problemas do atual modelo do serviço público. A impossibilidade de se reaproveitar um servidor para áreas em que ele não fez concurso.
    Tudo é desvio de função, tudo é ascensão funcional.

    Tem razão, esse problema teria de ser contornado, provavelmente com alterações nas leis que definam as atribuições dos cargos. Acabei esquecendo desse "detalhe" porque no MPU é  praticamente tudo uma coisa só, tamanho o rol de atribuições de cada cargo.

    Talvez seja esse o caminho, a unificação de cargos semelhantes, por meio de lei, em um único cargo, como fizeram com os técnicos de apoio especializado, no MPU. Normalmente, nesses casos, é oferecida, ao servidor, a opção pelo enquadramento no novo cargo - com as devidas precauções para não parecer provimento derivado -, e eventuais não-optantes permanecem no cargo antigo, mas como parte de um quadro em extinção (eventuais vacâncias supridas com o cargo novo).

    No MPU as atribuições dos cargos analista e técnico foram alteradas por meio de portaria e, salvo engano meu, dentro da legalidade, como já disseram tempos atrás aqui neste fórum. Outra questão que está em discussão ampla no serviço público é a gestão por competências, ou seja, esquece-se as atribuições legais fazendo o aproveitamento do servidor conforme suas competências naturais, desde que compatíveis com as finalidades da instituição.

    Gestão por competência levará necessariamente  a ascensão funcional.

    Há várias formas de se resolver isso. Um exemplo é criar um plano de carreira para cada cargo, mas com três colunas horizontais. O servidor que "aceitar" desafios poderá se desenvolver na linha horizontal. Obviamente que isso resultará em melhores salários. Então, o camarada servidor que nunca via vantagem em se especializar e crescer na carreira, vai ver o colega dedicado ganhando um bom trocado a mais. Aliás, eu credito a estagnação profissional de grande parte dos servidores a essa falta de plano de cargos e salários que premie a meritocracia. Disse Policarpo: porque me dedicar se, ao final do mês, recebo o mesmo tanto que o notável Quaresma?


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Ter 04 Abr 2017, 9:09 pm

    Já passou da hora do Judiciário e MPU terem um Plano de Cargos e Salários de verdade. O que temos visto, a cada 4 anos, é uma correria sem fim para encaminhar um PCS cuja essência é o percentual de reajuste, praticamente nada além disso. Isso se reflete nos percentuais de AQ - Adicional de Qualificação. Míseros 5% para uma graduação e o máximo de 12,5% para doutorado. Vou repetir: 12,5% para doutorado...
    Precisamos de um PCS definitivo, o qual só caberá, no futuro, a inserção do percentual de reajuste, ou no máximo ínfimas alterações.


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Ter 04 Abr 2017, 9:54 pm

    Galizezin escreveu:
    Há várias formas de se resolver isso. Um exemplo é criar um plano de carreira para cada cargo, mas com três colunas horizontais. O servidor que "aceitar" desafios poderá se desenvolver na linha horizontal. Obviamente que isso resultará em melhores salários. Então, o camarada servidor que nunca via vantagem em se especializar e crescer na carreira, vai ver o colega dedicado ganhando um bom trocado a mais. Aliás, eu credito a estagnação profissional de grande parte dos servidores a essa falta de plano de cargos e salários que premie a meritocracia. Disse Policarpo: porque me dedicar se, ao final do mês, recebo o mesmo tanto que o notável Quaresma?

    Concordo. É possível criar soluções que não pratiquem algo que o STF possa considerar ascensão funcional. Inclusive eu acho que se os servidores do PJU almejam um dia deixar de ser carreirão terão que apelar para soluções como a que vc descreveu.

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por rogcampinas em Qua 05 Abr 2017, 12:02 am

    Palavras de vovó: "Estuda... estuda meu fio...estuda pra ser alguém na vida... num fica perdendo tempo com besteragens"
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Qua 05 Abr 2017, 2:00 am

    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Há várias formas de se resolver isso. Um exemplo é criar um plano de carreira para cada cargo, mas com três colunas horizontais. O servidor que "aceitar" desafios poderá se desenvolver na linha horizontal. Obviamente que isso resultará em melhores salários. Então, o camarada servidor que nunca via vantagem em se especializar e crescer na carreira, vai ver o colega dedicado ganhando um bom trocado a mais. Aliás, eu credito a estagnação profissional de grande parte dos servidores a essa falta de plano de cargos e salários que premie a meritocracia. Disse Policarpo: porque me dedicar se, ao final do mês, recebo o mesmo tanto que o notável Quaresma?

    Concordo. É possível criar soluções que não pratiquem algo que o STF possa considerar ascensão funcional. Inclusive eu acho que se os servidores do PJU almejam um dia deixar de ser carreirão terão que apelar para soluções como a que vc descreveu.

    Na ideia que postulei o analista só será ultrapassado pelo técnico se for acomodado.


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qua 05 Abr 2017, 2:11 am

    Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Ilhense em Qua 05 Abr 2017, 3:02 am

    Galizezin escreveu:
    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Há várias formas de se resolver isso. Um exemplo é criar um plano de carreira para cada cargo, mas com três colunas horizontais. O servidor que "aceitar" desafios poderá se desenvolver na linha horizontal. Obviamente que isso resultará em melhores salários. Então, o camarada servidor que nunca via vantagem em se especializar e crescer na carreira, vai ver o colega dedicado ganhando um bom trocado a mais. Aliás, eu credito a estagnação profissional de grande parte dos servidores a essa falta de plano de cargos e salários que premie a meritocracia. Disse Policarpo: porque me dedicar se, ao final do mês, recebo o mesmo tanto que o notável Quaresma?

    Concordo. É possível criar soluções que não pratiquem algo que o STF possa considerar ascensão funcional. Inclusive eu acho que se os servidores do PJU almejam um dia deixar de ser carreirão terão que apelar para soluções como a que vc descreveu.

    Na ideia que postulei o analista só será ultrapassado pelo técnico se for acomodado.

    Acho que a ideia é premiar o bom servidor, independentemente de ser técnico ou analista. Chega de parasitismo.
    O que há de funcionário que não justifica o contracheque que recebe....
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Qua 05 Abr 2017, 5:06 pm

    darkshi escreveu:Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por corujito em Qua 05 Abr 2017, 5:23 pm

    Galizezin escreveu: Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Você vai ter um troço quando se der conta que, grosso modo, ocupa um cargo de burocrata e que não é preciso mais do que algum treinamento para executar a maioria das tarefas.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qua 05 Abr 2017, 5:45 pm

    Corujito, a intenção da gestão por competência é justamente diferenciar o serviço burocrático do complexo.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Qua 05 Abr 2017, 6:25 pm

    corujito escreveu:
    Galizezin escreveu: Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Você vai ter um troço quando se der conta que, grosso modo, ocupa um cargo de burocrata e que não é preciso mais do que algum treinamento para executar a maioria das tarefas.

    Você é técnico? Essa sua impressão quanto ao serviço de um burocrata muito provavelmente decorre do que você faz atualmente.


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por euvoltei em Qua 05 Abr 2017, 7:04 pm

    corujito escreveu:
    Galizezin escreveu: Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Você vai ter um troço quando se der conta que, grosso modo, ocupa um cargo de burocrata e que não é preciso mais do que algum treinamento para executar a maioria das tarefas.

    Por isso, também, o concurso e a diferenciação focada no cargo... senão todo mundo ia querer ser o TOPO, e quase ninguém a BASE, sob o argumento que "já pegou o serviço" do "chefão"...
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qua 05 Abr 2017, 8:50 pm

    Galizezin escreveu:
    darkshi escreveu:Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Gestão por competência é justamente esquecer como o funcionário entrou, o cargo e afins e pagar ele pelo serviço que ele realiza (ou seja, a competência REAL dele) .

    É o que basicamente o BB e Caixa fazem. Todo mundo é o mesmo cargo e tem o mesmo salário. E o resto do salário são gratificações de acordo com a lotação e o serviço realizado.

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por jornalista em Qui 06 Abr 2017, 2:11 pm

    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    darkshi escreveu:Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Gestão por competência é justamente esquecer como o funcionário entrou, o cargo e afins e pagar ele pelo serviço que ele realiza (ou seja, a competência REAL dele) .

    É o que basicamente o BB e Caixa fazem. Todo mundo é o mesmo cargo e tem o mesmo salário. E o resto do salário são gratificações de acordo com a lotação e o serviço realizado.
    É verdade, por isso o BB está desesperado atrás de engenheiro dentro da instituição pq não tem concursado em número suficiente.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por euvoltei em Qui 06 Abr 2017, 3:15 pm

    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    darkshi escreveu:Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Gestão por competência é justamente esquecer como o funcionário entrou, o cargo e afins e pagar ele pelo serviço que ele realiza (ou seja, a competência REAL dele) .

    É o que basicamente o BB e Caixa fazem. Todo mundo é o mesmo cargo e tem o mesmo salário. E o resto do salário são gratificações de acordo com a lotação e o serviço realizado.

    BB , Caixa, fazem isso pq dependem de lucro.... fazer isso com um órgão publico que não depende de lucro...

    Vai ser tudo na base da bajulação..... do puxa-saco, do lambe-botas...
    Pq medir resultado de servidor de protocolo, de audiência, de atendimento, etc etc... é quase impossível... IMPOSSÍVEL.....
    Como medir o desempenho do servidor da ouvidoria??? da auditoria interna???

    Na teoria, os discursos são lindos... igual o discurso comunista-socialista, mas a realidade é pior do que o modelo que pretende substituir...


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por corujito em Qui 06 Abr 2017, 3:37 pm

    Nesse caso só confirma que o modelo é mais flexível. O banco estatal pode achar um engenheiro e atribuir-lhe funções de engenheiro.

    No modelo engessado do Judiciário, grosso modo isso só poderia ser feito abrindo concurso para analista área engenharia.

    De toda forma os bancos públicos fazem concurso com especialidade, ou seja, já se entra ganhando a função correspondente. Isso foi uma adaptação porque o modelo original, de todos serem escriturários e adquirirem formação ao longo da carreira, também se mostrou inadequado.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qui 06 Abr 2017, 10:56 pm

    euvoltei escreveu:
    BB , Caixa,  fazem isso pq dependem de lucro.... fazer isso com um órgão publico que não depende de lucro...

    Vai ser tudo na base da bajulação..... do puxa-saco, do lambe-botas...
    Pq medir resultado de servidor de protocolo, de audiência, de atendimento, etc etc... é quase impossível... IMPOSSÍVEL.....
    Como medir o desempenho do servidor da ouvidoria??? da auditoria interna???

    Na teoria, os discursos são lindos... igual o discurso comunista-socialista, mas a realidade é pior do que o modelo que pretende substituir...

    1 - Quem falou em medir desempenho?
    2 - Quem disse que não existe cargos parecidos nos bancos?
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por euvoltei em Qui 06 Abr 2017, 11:15 pm

    darkshi escreveu:
    euvoltei escreveu:
    BB , Caixa,  fazem isso pq dependem de lucro.... fazer isso com um órgão publico que não depende de lucro...

    Vai ser tudo na base da bajulação..... do puxa-saco, do lambe-botas...
    Pq medir resultado de servidor de protocolo, de audiência, de atendimento, etc etc... é quase impossível... IMPOSSÍVEL.....
    Como medir o desempenho do servidor da ouvidoria??? da auditoria interna???

    Na teoria, os discursos são lindos... igual o discurso comunista-socialista, mas a realidade é pior do que o modelo que pretende substituir...

    1 - Quem falou em medir desempenho?
    2 - Quem disse que não existe cargos parecidos nos bancos?

    gestão por competências sem medir produtividade..Ah ram, fale mais sobre isso..

    Banco igual judiciário?? Sei... Lá no banco tem uma figura parecido com um magistrado que obriga o cidadão a tomar dinheiro emprestado.. outro que toma o carro do outro a força... Outro Que conduz coercitivamente outro para depor...



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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qui 06 Abr 2017, 11:16 pm

    jornalista escreveu:
    É verdade, por isso o BB está desesperado atrás de engenheiro dentro da instituição pq não tem concursado em número suficiente.

    Sei que para TI eles já solucionaram isto. Existe concurso direto da TI, mas o servidor entra do mesmo modo, como escriturário. Mas o concursado tem lotação e as gratificações garantidas da área de TI. A vantagem deste modelo é que não desperdiça o funcionário que tem a qualificação mas não está lotado na área que ele se qualificou. Também dá liberdade para o funcionário que entrou em um cargo (TI por ex) possa sair para outra e ser devidamente e legalmente lotado (sem o migué de dizer que um servidor com FC já está devidamente pago pelo seu desvio)

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qui 06 Abr 2017, 11:32 pm

    euvoltei escreveu:
    gestão por competências sem medir produtividade..Ah ram, fale mais sobre isso..

    Ué. Onde na teoria da gestão por competência tem que medir a produtividade?



    Banco igual judiciário?? Sei... Lá no banco tem uma figura parecido com um magistrado que obriga o cidadão a tomar dinheiro emprestado.. outro que toma o carro do outro a força... Outro Que conduz coercitivamente outro para depor...


    Banco igual? Onde falei que é igual?
    Disse que no banco e no judiciário tem cargos semelhantes. Principalmente estes que vc disse que não tem como medir.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por darkshi em Qui 06 Abr 2017, 11:41 pm

    Mas não mantenho ilusões sobre a implantação de gestão por competência no serviço público.
    Existe forças conservadoras que jamais iriam permitir (por N razões) a sua implantação.

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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por jornalista em Sex 07 Abr 2017, 3:25 am

    darkshi escreveu:
    jornalista escreveu:
    É verdade, por isso o BB está desesperado atrás de engenheiro dentro da instituição pq não tem concursado em número suficiente.

    Sei que para TI eles já solucionaram isto. Existe concurso direto da TI, mas o servidor entra do mesmo modo, como escriturário. Mas o concursado tem lotação e as gratificações garantidas da área de TI. A vantagem deste modelo é que não desperdiça o funcionário que tem a qualificação mas não está lotado na área que ele se qualificou. Também dá liberdade para o funcionário que entrou em um cargo (TI por ex) possa sair para outra e ser devidamente e legalmente lotado (sem o migué de dizer que um servidor com FC já está devidamente pago pelo seu desvio)

    Não entendi. Faz concurso pra TI e entra como escriturário?
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por Galizezin em Sex 07 Abr 2017, 5:23 am

    darkshi escreveu:Mas não mantenho ilusões sobre a implantação de gestão por competência no serviço público.
    Existe forças conservadoras que jamais iriam permitir (por N razões) a sua implantação.

    Essa força é o Sinajus? kkk


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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por euvoltei em Sex 07 Abr 2017, 1:06 pm

    As proposições são tão confusas que não conseguem nem mesmo se auto explicar
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por josebarbos em Sex 07 Abr 2017, 1:47 pm

    euvoltei escreveu:
    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:
    darkshi escreveu:Mas aí vc não estaria praticando gestão por competência e sim apenas implantando progressão horizontal.

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Gestão por competência é justamente esquecer como o funcionário entrou, o cargo e afins e pagar ele pelo serviço que ele realiza (ou seja, a competência REAL dele) .

    É o que basicamente o BB e Caixa fazem. Todo mundo é o mesmo cargo e tem o mesmo salário. E o resto do salário são gratificações de acordo com a lotação e o serviço realizado.

    BB , Caixa,  fazem isso pq dependem de lucro.... fazer isso com um órgão publico que não depende de lucro...

    Vai ser tudo na base da bajulação..... do puxa-saco, do lambe-botas...
    Pq medir resultado de servidor de protocolo, de audiência, de atendimento, etc etc... é quase impossível... IMPOSSÍVEL.....
    Como medir o desempenho do servidor da ouvidoria??? da auditoria interna???

    Na teoria, os discursos são lindos... igual o discurso comunista-socialista, mas a realidade é pior do que o modelo que pretende substituir...



    E você acha que no BB e Caixa não existe bajulação e que tudo funciona às mil maravilhas?

    Vou te dar só um exemplo tolo: para alçarem determinada pessoa à gerência, todo o setor que ela trabalhava lançava numa planilha (por óbvio que não era pelo sistema, porque daria rolo com as comissões) as vendas de todos os produtos como se fossem dela. Não faziam nem algo ponderado, do tipo metade, o que já seria, de fato, excepcional, mas tudo, na cara dura.

    A questão de gênero também era outro ponto latente. Se o coordenador regional (tem um nome especiico, mas agora não me lembro) fosse homem, a maioria absurda dos gerentes gerais seria homem, E mulher, a mesma coisa.
    Para os bem relacionados são dadas as agências filé, em áreas nobres e que batem as metas por inércia. Para os "competentes" e esforçados, que se virem em muitas agências que não tem condição de atender sequer à demanda operacional de serviços da população, que o diga fazer negócios.

    Não vou detalhar muito mais, mas esta história de lucro em serviço público era piada. TALVEZ nos privados seja verdade.
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    Re: TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

    Mensagem por euvoltei em Sex 07 Abr 2017, 2:57 pm

    josebarbos escreveu:
    euvoltei escreveu:
    darkshi escreveu:
    Galizezin escreveu:

    É que a gestão por competências é plenamente aplicável ao setor privado. No setor público ela carece de ajustes. Quando eu digo ajustes significa o seguinte: há certas graduações e aptidões impossíveis de aproveitamento. Por exemplo, como aproveitar servidores graduados em turismo ou gastronomia? Talvez o correto seria eles explicarem o que os fizeram chegar à administração pública, se não gostam da área.

    Gestão por competência é justamente esquecer como o funcionário entrou, o cargo e afins e pagar ele pelo serviço que ele realiza (ou seja, a competência REAL dele) .

    É o que basicamente o BB e Caixa fazem. Todo mundo é o mesmo cargo e tem o mesmo salário. E o resto do salário são gratificações de acordo com a lotação e o serviço realizado.

    BB , Caixa,  fazem isso pq dependem de lucro.... fazer isso com um órgão publico que não depende de lucro...

    Vai ser tudo na base da bajulação..... do puxa-saco, do lambe-botas...
    Pq medir resultado de servidor de protocolo, de audiência, de atendimento, etc etc... é quase impossível... IMPOSSÍVEL.....
    Como medir o desempenho do servidor da ouvidoria??? da auditoria interna???

    Na teoria, os discursos são lindos... igual o discurso comunista-socialista, mas a realidade é pior do que o modelo que pretende substituir...



    E você acha que no BB e Caixa não existe bajulação e que tudo funciona às mil maravilhas?

    Vou te dar só um exemplo tolo: para alçarem determinada pessoa à gerência, todo o setor que ela trabalhava lançava numa planilha (por óbvio que não era pelo sistema, porque daria rolo com as comissões) as vendas de todos os produtos como se fossem dela. Não faziam nem algo ponderado, do tipo metade, o que já seria, de fato, excepcional, mas tudo, na cara dura.

    A questão de gênero também era outro ponto latente. Se o coordenador regional (tem um nome especiico, mas agora não me lembro) fosse homem, a maioria absurda dos gerentes gerais seria homem, E mulher, a mesma coisa.
    Para os bem relacionados são dadas as agências filé, em áreas nobres e que batem as metas por inércia. Para os "competentes" e esforçados, que se virem em muitas agências que não tem condição de atender sequer à demanda operacional de serviços da população, que o diga fazer negócios.

    Não vou detalhar muito mais, mas esta história de lucro em serviço público era piada. TALVEZ nos privados seja verdade.

    Sei como funciona... da questão de gênero também... mas... comparar o PJU com o banco na questão meritocrática... hmmmmmm é forçar muito a barra....

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