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    FIM DAS ZONAS ELEITORAIS COM MENOS DE 17.000 ELEITORES

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    Mensagem por paulosl em Sex 12 Maio 2017, 11:04 am

    Prezados Colegas,

    Recebi uma informação que a partir do ano de 2018 o TSE passará a extinguir Zonas Eleitorais com menos de 17.000 eleitores.

    Aos Colegas que possuem informações. Postar aqui!
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    Mensagem por eder.lima em Sex 12 Maio 2017, 1:27 pm

    paulosl escreveu:Prezados Colegas,

    Recebi uma informação que a partir do ano de 2018 o TSE passará a extinguir Zonas Eleitorais com menos de 17.000 eleitores.

    Aos Colegas que possuem informações. Postar aqui!

    Boa tarde colega,

    Na verdade já foi publicada uma resolução (a 23512/17 que atualizou a 23422/11) que estabelece critérios mais rigidos para criação de zonas eleitorais. Os critérios variam de acordo com a região do país (mais rigorosos nas regiões mais povoadas e menos nas regiões mais despovoadas) e a intenção é mesmo diminiur o numero de zonas pra economizar recursos.

    No TRE/RN o pessoal está muito preocupado com a possibilidade de extinguir dezenas de zonas que possuem menos de 20 mil eleitores e estão se articulando pra minimizar o impacto.

    Veja a noticia no link [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
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    FIM DAS ZONAS ELEITORAIS COM MENOS DE 17.000 ELEITORES Empty Re: FIM DAS ZONAS ELEITORAIS COM MENOS DE 17.000 ELEITORES

    Mensagem por servidor.tre em Seg 15 Maio 2017, 3:15 pm

    Alguma novidade sobre o "rezoneamento do interior" ???
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    FIM DAS ZONAS ELEITORAIS COM MENOS DE 17.000 ELEITORES Empty Re: FIM DAS ZONAS ELEITORAIS COM MENOS DE 17.000 ELEITORES

    Mensagem por eNag em Seg 15 Maio 2017, 9:46 pm

    DJE de 16.05

    Ajustes necessários. TREs. Disposto Resolução TSE nº 23.422/2014
    Portaria TSE nº 372, de 12 de maio de 2017.
    Dispõe sobre os ajustes necessários, aos Tribunais Regionais Eleitorais, para atender ao disposto na Resolução TSE nº 23.422, de
    6 de maio de 2014, alterada pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de março de 2017, no tocante às zonas eleitorais do interior
    dos Estados.
    O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
    CONSIDERANDO o disposto na Resolução TSE nº 23.422, de 6 de maio de 2014, alterada pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de
    março de 2017, em que se estabelecem novos procedimentos e limites para a criação de zonas eleitorais;
    CONSIDERANDO o disposto no art. 9º da Resolução TSE nº 23.422, de 2014, com a redação dada pelo art. 2º da Resolução TSE
    nº 23.512, de 2017, estabelecendo que a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral expedirá norma com as diretrizes para a
    adequação das zonas eleitorais existentes;
    CONSIDERANDO a determinação contida na Portaria da Presidência do TSE nº 207, de 21 de março de 2017, relativamente à
    adequação das zonas eleitorais das Capitais aos parâmetros estabelecidos pela nova regulamentação;
    CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer, neste momento, critérios e parâmetros para a adequação das demais zonas
    eleitorais do País à nova regulamentação, observando-se os princípios da economicidade, eficiência e efetividade,
    R E S O L V E:
    Art. 1º Os tribunais regionais eleitorais deverão extinguir as zonas eleitorais localizadas no interior dos Estados sob sua
    jurisdição que não atendam a todos os parâmetros estabelecidos no art. 3º da Resolução TSE nº 23.422, de 6 de maio de 2014,
    com a redação dada pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de março de 2017.
    § 1º Para efeito do disposto no caput deste artigo, deverão ser também observados os requisitos e informações especificados
    no art. 4º da Resolução TSE nº 23. 422, de 2014.
    § 2º Em município em que houver zona eleitoral, para a criação ou manutenção de demais zonas, deverá ser observado o
    limite médio de 100.000 eleitores, previsto no art. 3°, inciso I, alínea a), da Resolução TSE n° 23.422/2014, com a redação dada
    pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de março de 2017.
    Art. 2º Os eleitores das zonas eleitorais extintas deverão ser redistribuídos para as zonas eleitorais cuja localização privilegie o
    acesso dos eleitores redistribuídos, preferencialmente sem que haja alterações em seus locais de votação.
    Art. 3º As zonas eleitorais extintas poderão ser transformadas temporariamente em postos de atendimento vinculados às zonas
    eleitorais às quais serão integradas, com vigência máxima até 19 de dezembro de 2018, destinados ao atendimento ao eleitor
    incluído o recadastramento biométrico e ao apoio logístico às eleições de 2018.
    § 1º Os postos de atendimento poderão manter o quadro atual de servidores até a data limite prevista no caput deste artigo.
    § 2º Os postos de atendimento poderão ser substituídos, após sua extinção, por ações de atendimento itinerante nos núcleos
    populacionais abrangidos pelas zonas eleitorais extintas, observada a necessidade e frequência, a critério das zonas eleitorais por eles responsáveis.
    § 3º O Tribunal Regional Eleitoral poderá utilizar-se de função comissionada FC-01 da zona eleitoral extinta para a coordenação
    dos trabalhos dos postos de atendimento.
    § 4º Fica vedada a lotação, nos postos de atendimento temporários, de servidores oriundos de remoção, redistribuição ou
    permuta.
    Art. 4º Os servidores efetivos das zonas eleitorais extintas serão remanejados temporariamente para as zonas eleitorais às quais
    serão integradas, até que o Tribunal Regional Eleitoral execute os ajustes necessários em seu Quadro de Pessoal.
    Parágrafo único. Servidores requisitados lotados em zonas eleitorais extintas serão remanejados de acordo com definições de
    cada Regional, respeitados os limites estabelecidos na Lei nº 6.999, de 7 de junho de 1982.
    Art. 5º As funções comissionadas de zonas eleitorais extintas a qualquer tempo não poderão compor o Quadro de Pessoal da
    Secretaria do respectivo Tribunal e deverão permanecer reservadas para eventual criação de zona eleitoral, tendo em vista os
    ajustes decorrentes do disposto nesta portaria.
    Art. 6º Documentos, processos e urnas eletrônicas armazenados nas zonas eleitorais extintas serão transferidos à zona eleitoral
    de destino de acordo com planejamento do Tribunal Regional Eleitoral respectivo, em prazo que não extrapole a data limite de
    19 de dezembro de 2018, caso sejam transformadas em postos de atendimento.
    Art. 7º Nos meses de setembro e outubro das eleições de 2018, os Juizes de zonas eleitorais que abrangerem zonas extintas
    poderão contar com o auxílio de Juiz colaborador, formalmente designado pelo Tribunal Regional Eleitoral respectivo, sem
    direito a gratificação eleitoral.
    Parágrafo único. O Juiz colaborador poderá fazer jus, tendo em vista deslocamentos realizados em função de seu trabalho na
    Justiça Eleitoral e no período para o qual for designado, à concessão de 8 (oito) diárias durante o período previsto no caput
    deste artigo, observado o disposto na Resolução TSE nº 23.323, de 19 de agosto de 2010.
    Art. 8º Os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de até 30 (trinta) dias contados da data de publicação desta portaria para
    encaminhar à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral o planejamento da extinção e remanejamento de zonas eleitorais em
    suas circunscrições, nos termos previstos neste ato normativo.
    § 1º O planejamento enviado pelos tribunais regionais eleitorais será analisado à luz de estudo feito pelo Tribunal Superior
    Eleitoral, tendo em vista o mesmo objetivo.
    § 2º Após o prazo estabelecido no caput deste artigo, os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de até 60 (sessenta) dias
    para proceder à efetiva extinção e remanejamento das zonas eleitorais do interior dos Estados sob sua jurisdição, devendo
    providenciar todos os procedimentos decorrentes das modificações implementadas e os necessários "de-para" de eleitores no
    Cadastro de Eleitores, conforme estabelecido em norma vigente, e observar a preferência pela manutenção do eleitor em seu
    local de votação anterior.
    § 3º Nos casos em que municípios pertencentes a zonas extintas estejam em procedimento de revisão, o Tribunal Regional
    Eleitoral respectivo deverá agendar junto ao Tribunal Superior Eleitoral a paralisação necessária do Cadastro de Eleitores para a
    efetivação do "de-para" a que se refere o § 2º deste artigo".
    Art. 9º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
    GILMAR FERREIRA MENDES
    PRESIDENTE
    Documento assinado eletronicamente em 12/05/2017, às 21:35, conforme art. 1º, §2º, III, b, da Lei 11.419/2006.
    A autenticidade do documento pode ser conferida em
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    E869E490, informando, caso não preenchido, o código verificador 0443584 e o código CRC E869E490.
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    Mensagem por Savissimo em Ter 16 Maio 2017, 2:50 pm

    em noventa dias, assim como na capital fluminense que ficará sem 48 cartórios em agora sessenta dias, calculo entre 15 a 20 cartórios sendo fechados no interior

    Engraçado foi a figura do juiz colaborador, sem gratificação em ano eleitoral kkkkkk

    O que não é engraçado é a porteira aberta para todo tipo de corrupção eleitoral, entrei na JE há 10 anos, e nesse período vivenciei grandes avanços na fiscalização eleitoral do Estado do Rio, apesar de todos os percalços.

    Agora retirar a fiscalização do interior -pq na prática será isso que vai ocorrer, é retroceder uns 30 anos
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Maio 2017, 3:23 pm

    Fujam para as montanhas! Ah, esqueci que as montanhas não se enquadram nos critérios do Gilmar Mendes e serão extintas também.
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    Mensagem por LUX em Ter 16 Maio 2017, 3:31 pm

    Começou a Reforma Eleitoral!!!

    A ZE de meu cadastro foi extinta e agora vou para a cidade vizinha.

    Uma sagacidade!!!!! diria Ministro Maurício Godinho: eleições sem fiscalização.

    Vem aí a privatização da Zona Eleitoral: o juiz colaborador deve ser o amigo do caixa 3.
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Maio 2017, 5:08 pm

    O ataque ilegal de Gilmar Mendes contra a Justiça Eleitoral de primeiro grau
    Marcio Oliveira Márcio Oliveira 16 Maio 2017 505

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    Na contramão da valorização que tem sido dada à Justiça Eleitoral nos últimos anos, em especial pelo sucesso do sistema eletrônico de votação, a coleta biométrica de dados dos eleitores, a evolução da integração dos sistemas de controle das prestações de contas e a responsabilidade pelo armazenamento e gestão das informações da Identificação Civil Nacional (ICN), o Tribunal Superior Eleitoral trabalha para extinguir unidades da Justiça Eleitoral no primeiro grau de jurisdição, as Zonas Eleitorais.

    Capitaneado maquiavelicamente pelo atual presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, instituiu-se a maior trama de desmonte da Justiça Eleitoral de toda a história, que pode culminar com a desativação de metade das zonas eleitorais do País, inclusive, deixando de existir um sem número de cargos de juízes e promotores eleitorais, além de extinguir postos de atedimento da Justiça Eleitoral.

    O processo iniciou-se com a aprovação pelo TSE da Res. TSE nº 23.422/2014, que estabelece normas para criação e instalação de zonas eleitorais, e tomou rumos assombrosos recentemente com a aprovação da Res. TSE nº 23.512/2017, da relatoria da Ministra Luciana Lóssio, que alterou o número mínimo de eleitores para zonas das capitais de estado e municípios com mais de 200 mil eleitores e impediu que as funções comissionadas e gratificações eleitorais de zonas extintas possam ser utilizadas pela Secretaria.

    Entretanto, a mais grave de todas as alterações trazidas pela Res. TSE nº 23.512/2017, foi a determinação para que a Presidência do TSE expedisse normas com as diretrizes necessárias à adequação das zonas eleitorais existentes (art. 9º, Res. TSE nº 23.422/2014 alterado), em contraposição ao texto anterior, que deixava a cargo dos tribunais regionais eleitorais a redistribuição de eleitores vinculados a zonas com menos de 10.000 (dez mil) eleitores, o que já havia sido feito anteriormente em todos os estados.

    Ora, deixar a cargo que uma única pessoa, no caso o Presidente do TSE, emanar determinações para a adequação das zonas elitorais, ao arrepio de qualquer outra previsão normativa nesse sentido, indica um viés de autoritarismo dos membros da Corte naquele momento, o que está trazendo imenso impacto na organização da Justiça Eleitoral no primeiro grau de jurisdição.

    Como se diz em nosso interiorzão: me pergunte como!

    No Diário de Justiça Eletrônico do TSE de ontem, 15/05/2017, foi publicada a Portaria TSE nº 372/2017, da Presidência do Órgão, determinando que os Tribunais Regionais Eleitorais deverão extinguir as zonas eleitorais localizadas no interior dos Estados, sob sua jurisdição, que não atendam a todos os parâmetros estabelecidos no art. 3º da Resolução TSE nº 23.422, de 6 de maio de 2014, com a redação dada pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de março de 2017.

    Aqui já se vê o primeiro absurdo decorrente do conjunto da obra que se iniciou com a aprovação da Res. TSE nº 23.512/2017. Ora, o art. 3º, da Res. TSE nº 23.422/2014 prevê critérios para a criação de novas zonas eleitorais e, em nenhum momento, menciona que as zonas existentes deverão estar adequadas a tais critérios. Ao determinar tal adequação, o ilustre Presidente não somente violou a autorização que lhe foi dada pela norma maior, como terminará por causar um imenso desserviço à Justiça Eleitoral em seu conjunto, já que grande número de órgãos eleitorais de primeira instância deixarão de existir.

    Veja, não é razoável admitir que uma única autoridade possa ter o poder de determinar que os Tribunais Regionais Eleitorais, também autônomos em sua organização, sejam submetidos à reorganização de sua jurisdição de primeiro grau, sem que haja previsão legal para tanto.

    Não resta dúvidas da ilegalidade material e formal de tal determinação, cabendo a “nosoutros” lutar para que o disparate não venha a se consumar.

    A repercussão da medida implantada por sua Excelência, trará prejuízos incalculáveis à jurisdição eleitoral, já combalida pela falta de estrutura, além de reduzir a cobertura de atendimento a quem mais necessita dos serviços da Justiça Eleitoral, o eleitor.

    De forma a remediar o impacto das medidas, Sua Excelência fez incluir a manutenção de postos de atendimento nas zonas que serão extintas, vinculados às zonas eleitorais às quais serão integradas, destinados ao atendimento ao eleitor e ao apoio logístico das eleições 2018. Detalhe: os postos somente funcionarão até 31 de dezembro de 2018, devendo ser desativados em seguida.

    Por óbvio que, com a extinção de metade das zonas em um estado, o acesso do eleitor aos serviços da Justiça Eleitoral será deveras comprometido, já que o mesmo terá que se deslocar muito para encontrar uma unidade de atendimento em alguns casos.

    E, ressalte-se, a Justiça Eleitoral estará responsável pela gestão do cadastro da Identificação Civil Nacional!

    O saco de Maldades do Presidente do TSE inclui ainda a determinação para que as zonas que permanecerem, deverão ter um limite médio de 100.000 eleitores (art. 1º, §2º, da Portaria), sem que haja determinação para que o número de servidores efetivos seja alterado, já que os cargos permaneceriam sendo um de técnico judiciário e um de analista judiciário em cada unidade.

    Por fim, a crueldade da medida autoritária determinada pelo Presidente do TSE, está estampada, de forma mais contundente, no prazo que foi dado aos regionais para as adequações, que é de trinta dias (art. 8º, da Portaria) para elaborar o planejamento e sessenta dias posteriores para executar a extinção e remanejamento das zonas, não permitindo sequer aos regionais discutir a norma e a determinação.

    Art. 8º Os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de até 30 (trinta) dias  contados da data de publicação desta portaria para encaminhar à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral o planejamento da extinção e remanejamento de zonas eleitorais em suas circunscrições, nos termos previstos neste ato normativo.
    §1º O planejamento enviado pelos tribunais regionais eleitorais será analisado à luz de estudo feito pelo Tribunal Superior Eleitoral, tendo em vista o mesmo objetivo.
    §2º Após o prazo estabelecido no caput deste artigo, os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de até 60 (sessenta) dias para proceder à efetiva extinção e remanejamento das zonas eleitorais do interior dos Estados sob sua jurisdição, devendo providenciar todos os procedimentos decorrentes das modificações implementadas e os necessários "de-para" de eleitores no Cadastro de Eleitores, conforme estabelecido em norma vigente, e observar a preferência pela manutenção do eleitor em seu local de votação anterior.
    §3º Nos casos em que municípios pertencentes a zonas extintas estejam em procedimento de revisão, o Tribunal Regional Eleitoral respectivo deverá agendar junto ao Tribunal Superior Eleitoral a paralisação necessária do Cadastro de Eleitores para a efetivação do "de-para" a que se refere o § 2º deste artigo.

    A primeira etapa das adequações das zonas eleitorais já foi realizada este ano junto às capitais de estado, tendo havido a extinção de 72 zonas eleitorais em todo o País, sendo o estado do Rio de Janeiro o que perdeu maior número de zonas.

    O principal argumento do TSE para a extinção de zonas eleitorais é a redução de custos, tendo divulgado que a primeira etapa do rezoneamento, que inclui somente as capitais de estado, renderá economia de R$ 13 milhões por ano à Justiça Eleitoral (VEJA MATÉRIA AQUI: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    A Ministra Luciana Lóssio, relatora do processo de alteração da Res. TSE nº 23.422/2014, destacou logo após a aprovação, que as alterações seriam necessárias para que fossem corrigidas algumas distorções, tais como a situação do Rio de Janeiro (capital) que tinha a metade do eleitorado de São Paulo (capital) e possuía o dobro de zonas eleitorais (VEJA A MATÉRIA AQUI: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Fico imaginando se a eminente Jurista Luciana Lóssio, ponderada em suas decisões, teria sido capaz de prever o escarcéu que Sua Excelência, Gilmar Mendes, faria com as suas bem intencionadas modificações, que culminará com a extinção de quase a metade das zonas do País, extinguindo-se, com elas, o acesso dos eleitores à Justiça Eleitoral, e a redução de órgãos jurisdicionais de primeira instância.

    Não se sustenta a tese de redução de custos por si só, sem que haja previsão legal a amparar a medida tomada pelo Presidente do TSE, devendo ser rechaçada a precarização da Justiça Eleitoral ao argumento puro e simples de redução de custos.

    A necessária reação da sociedade

    Faz-se necessário, neste momento, a reação de toda a sociedade em contraposição à Portaria TSE nº 372/2017, já que a mesma possui vícios que a tornam ilegítima:

    a) exorbita a competência do Presidente do TSE, já que os dispositivos invocados da Res. TSE nº 23.422/2014 tratam exclusivamente da criação de novas zonas, não da reorganização da Justiça Eleitoral de Primeiro Grau ou mesmo das zonas já existentes;

    b) viola o princípio da hierarquia administrativa entre os tribunais eleitorais, uma vez que não há subordinação entre eles já que, na hipótese de não haver previsão genérica em resolução,  não poderia o Presidente do TSE determinar a realização de reorganização da jurisdição de primeiro grau, sem que os regionais tivessem participado das discussões;

    c) prevê prazos inexequíveis de adequação dos regionais à nova realidade;

    d) deteriora a Justiça Eleitoral de primeiro grau, responsável pelo atendimento ao eleitor e pela organização e execução das eleições em cada município, causando um desserviço à nação, ao argumento de redução de custos.

    A reação da sociedade deve-se dar por parte das mais variadas instituições, associações de Magistrados, de membros do Ministério Público, servidores, da Ordem dos Advogados do Brasil, mas, principalmente, das organizações sociais em cada município, que deixará de ter atendimento próximo e o órgão judiciário.

    É preciso que medidas judiciais junto ao Supremo Tribunal Federal sejam tomadas, além do acionamento do Conselho Nacional de Justiça, na esfera administrativa, para que as intenções do Presidente Gilmar Mendes sejam barradas.

    Permitir que tal cenário se consolide, por ato de uma única autoridade, sem legitimação legal para tanto, é abrir espaço para que medidas amargas de todos os tipos venham a ser implantadas Brasil afora no futuro, o que deve ser combatido por todos os que acreditam no estado democrático de direito.

    Como dizia Berthold Brecht, "que tempos são esses em que precisamos defender o óbvio".



    RESOLUÇÃO Nº 23.422, DE 6 DE MAIO DE 2014 - Estabelece normas para criação e instalação de zonas eleitorais e dá outras providências.
    RESOLUÇÃO Nº 23.512, DE 16 DE MARÇO DE 2017 - Altera a redação de dispositivos da Resolução-TSE nº 23.422, de 6 de maio de 2014.
    PORTARIA Nº 372/2017 GP TSE - Dispõe sobre os ajustes necessários, aos Tribunais Regionais Eleitorais, para atender ao disposto na Resolução TSE nº 23.422, de 6 de maio de 2014, alterada pela Resolução TSE nº 23.512, de 16 de março de 2017, no tocante às zonas eleitorais do interior dos Estados
    Plenário aprova mudanças para aprimorar rezoneamento eleitoral (http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2017/Marco/tse-aprova-mudancas-para-aprimorar-rezoneamento-eleitoral)
    Extinção de 72 zonas vai gerar economia de R$ 13 milhões por ano à Justiça Eleitoral (http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2017/Marco/extincao-de-72-zonas-vai-gerar-economia-de-r-13-milhoes-por-ano-a-justica-eleitoral)

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    Mensagem por Sete Vidas em Ter 16 Maio 2017, 6:03 pm


    Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar, diminuição ou aos poucos sendo extintas?
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    Mensagem por LUX em Ter 16 Maio 2017, 6:13 pm

    Sete Vidas escreveu:
    Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar, diminuição ou aos poucos sendo extintas?


    Vem aí o Estado Mínimo e a Ponte para o Futuro....de Miséria.

    Após a Reforma da Previdência e a Reforma Eleitoral, vem aí a Reforma do Servidor Público.

    Inspirada no Terror de Collor e o MARE (Ministério da Reforma)... lá nos anos 90.

    De volta para o passado.

    O que esperar de um presidente da Justiça do Trabalho que pensa em Epidemia das Mutilações:

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    Mensagem por Sete Vidas em Ter 16 Maio 2017, 6:23 pm

    [quote="LUX"]
    Sete Vidas escreveu:
    Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar, diminuição ou aos poucos sendo extintas?


    Vem aí o Estado Mínimo e a Ponte para o Futuro....de Miséria.

    Após a Reforma da Previdência e a Reforma Eleitoral, vem aí a Reforma do Servidor Público.

    Inspirada no Terror de Collor e o MARE (Ministério da Reforma)... lá nos anos 90.

    De volta para o passado.

    O que esperar de um presidente da Justiça do Trabalho que pensa em Epidemia das Mutilações:

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    @@@@@@@@@@@@@@@@@@@

    Qual das Justiças será extinta antes?

    TRT?
    JUSTIÇA ELEITORAL?
    JUSTIÇA MILITAR?
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    Mensagem por Truta do Policarpo em Dom 21 Maio 2017, 7:11 pm

    Não é o fim de nada.
    Teremos apenas um rezoneamento para adequar o quadro geral à realidade orçamentária.
    Vamos com calma, pessoal!
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    Mensagem por darkshi em Seg 22 Maio 2017, 10:20 am

    Para quem está reclamando só digo o seguinte.

    Carreira exclusiva da JE.
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    Mensagem por vinasbauer em Seg 22 Maio 2017, 7:33 pm

    darkshi escreveu:Para quem está reclamando só digo o seguinte.

    Carreira exclusiva da JE.

    Fale mais sobre isso.
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    Mensagem por concurseironomeado em Seg 22 Maio 2017, 8:46 pm

    vinasbauer escreveu:
    darkshi escreveu:Para quem está reclamando só digo o seguinte.

    Carreira exclusiva da JE.

    Fale mais sobre isso.

    Shocked
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    Mensagem por androsvilazza em Seg 22 Maio 2017, 9:01 pm

    Digo mais: em caso de carreira exclusiva da JE, quem hoje reclama do rezoneamento, vai passar a dar graças... Muita ingenuidade acreditar que cabem, em uma só carreira, capilaridade "universal", e valorização de servidor...
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    Mensagem por passos2 em Ter 23 Maio 2017, 9:13 am

    Deveria ter apenas uma Justiça e assim acabaria com essas diferenças de colegas de "outras justiças" trabalhando muito enquanto outros não trabalham nem 02 horas por dia. Qualquer país civilizado tem apenas uma justiça com duas instâncias...
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    Mensagem por darkshi em Ter 23 Maio 2017, 1:43 pm

    androsvilazza escreveu:Digo mais: em caso de carreira exclusiva da JE, quem hoje reclama do rezoneamento, vai passar a dar graças... Muita ingenuidade acreditar que cabem, em uma só carreira, capilaridade "universal", e valorização de servidor...

    Exatamente.

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    Mensagem por GDJ em Ter 23 Maio 2017, 5:07 pm

    androsvilazza escreveu:Digo mais: em caso de carreira exclusiva da JE, quem hoje reclama do rezoneamento, vai passar a dar graças... Muita ingenuidade acreditar que cabem, em uma só carreira, capilaridade "universal", e valorização de servidor...

    Para mim, essa história de carreira exclusiva é conversa para boi dormir (vide GRAEL, qeu deu em nada).
    O verdadeiro motivo do rezoneamento parece ser a emenda do teto dos gastos públicos.
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    Mensagem por darkshi em Ter 23 Maio 2017, 5:27 pm

    GDJ escreveu:
    androsvilazza escreveu:Digo mais: em caso de carreira exclusiva da JE, quem hoje reclama do rezoneamento, vai passar a dar graças... Muita ingenuidade acreditar que cabem, em uma só carreira, capilaridade "universal", e valorização de servidor...

    Para mim, essa história de carreira exclusiva é conversa para boi dormir (vide GRAEL, qeu deu em nada).
    O verdadeiro motivo do rezoneamento parece ser a emenda do teto dos gastos públicos.

    Quem foi que te falou que o motivo do rezoneamento é a carreira exclusiva?
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    Mensagem por Brandfield em Ter 23 Maio 2017, 5:32 pm

    Vai ter rezoneamento e uma trolha bem grande para os servidores do eleitoral. Esqueçam qualquer benesse. Imagina a essa altura do campeonato dar arrego para a ralé. Já aproveitam para justificar em nome da crise.

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