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    tec.tre
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tec.tre em Dom 22 Abr 2018, 2:58 am

    Voltou novamente à pauta a redução do salário inicial das carreiras do executivo para 5 mil.

    Nesse diapasão acho que essa proposta do JUD ganhará força. Para evitar reduções drásticas, além do aumento de níveis, deveriam instituir uma GD com redução de vencimentos básicos, de modo a dar uma ideia de redução de salários. Além disso, melhorar percentuais dos AQs.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi o governo reclamando que os reajustes pactuados foram maiores que a inflação do período. Mas é óbvio, enquanto não se instituir a database, vão ter que aguentar isso. Parece-me óbvio que a database é uma solução boa para ambas as partes.
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    Redução só quando ganha?

    Mensagem por cavalo em Seg 23 Abr 2018, 11:25 am

    O Governo alega que os reajustes de 2018/19 serão maiores que a inflação referente ao ano anterior. Mas o próprio Estadão mostrou que em 2017 o reajuste foi de 5% e a inflação (de 2016) de 10,74%.
    Ou seja, quando o funcionalismo perde, que se dane! Quando ganha um pouco (para recuperar a perda) , ai não dá!
    Aliás, viram com que desprezo foi tratado o projeto de Lei que criava comissões permanentes de negociação Governo x funcionalismo? Foi vetado e não teve um só voto para derrubar o veto! Também, com o corpo mole dos sindicatos, não poderia dar outra coisa...
    Quanto à data base, esqueçam! Categorias poderosas não aceitam, no espírito "farinha pouca meu pirão primeiro".
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Seg 23 Abr 2018, 12:22 pm

    cavalo escreveu:O Governo alega que os reajustes de 2018/19 serão maiores que a inflação referente ao ano anterior. Mas o próprio Estadão mostrou que em 2017   o reajuste foi de 5% e a inflação (de 2016) de 10,74%.
    Ou seja, quando o funcionalismo perde, que se dane! Quando ganha um pouco (para recuperar a perda) , ai não dá!
    Aliás, viram com que desprezo foi tratado o projeto de Lei que criava comissões permanentes de negociação Governo x funcionalismo? Foi vetado e não teve um só voto para derrubar o veto! Também, com o corpo mole dos sindicatos, não poderia dar outra coisa...
    Quanto à data base, esqueçam! Categorias poderosas não aceitam, no espírito "farinha pouca meu pirão primeiro".

    Será que vão melar nosso reajuste deste ano e a parcela de janeiro/19?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por MConcursos em Seg 23 Abr 2018, 12:25 pm

    Mudando de assunto: alguem saber se é possível fazer triangulação sendo 2 da JT e um da JF.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Sniper em Seg 23 Abr 2018, 1:41 pm

    servidor.tre escreveu:
    cavalo escreveu:O Governo alega que os reajustes de 2018/19 serão maiores que a inflação referente ao ano anterior. Mas o próprio Estadão mostrou que em 2017   o reajuste foi de 5% e a inflação (de 2016) de 10,74%.
    Ou seja, quando o funcionalismo perde, que se dane! Quando ganha um pouco (para recuperar a perda) , ai não dá!
    Aliás, viram com que desprezo foi tratado o projeto de Lei que criava comissões permanentes de negociação Governo x funcionalismo? Foi vetado e não teve um só voto para derrubar o veto! Também, com o corpo mole dos sindicatos, não poderia dar outra coisa...
    Quanto à data base, esqueçam! Categorias poderosas não aceitam, no espírito "farinha pouca meu pirão primeiro".

    Será que vão melar nosso reajuste deste ano e a parcela de janeiro/19?

    Sinceramente, isso não vingará.
    Noutro cenário, os servidores do Judiciário não serão afetados, pois é preciso a concordância do STF, que não se indisporá com a categoria depois de tanto desgaste, sobretudo porque a ideia do Executivo é editar a MP ou apresentar o PL depois das eleições, momento em que os servidores do Judiciário estarão prestes a receber a última parcela do aumento (jan/19).
    Creio também que o novo Presidente da República não assumirá de início esse desgaste.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fireball em Seg 23 Abr 2018, 1:58 pm

    cavalo escreveu:O Governo alega que os reajustes de 2018/19 serão maiores que a inflação referente ao ano anterior. Mas o próprio Estadão mostrou que em 2017   o reajuste foi de 5% e a inflação (de 2016) de 10,74%.
    Ou seja, quando o funcionalismo perde, que se dane! Quando ganha um pouco (para recuperar a perda) , ai não dá!
    Aliás, viram com que desprezo foi tratado o projeto de Lei que criava comissões permanentes de negociação Governo x funcionalismo? Foi vetado e não teve um só voto para derrubar o veto! Também, com o corpo mole dos sindicatos, não poderia dar outra coisa...
    Quanto à data base, esqueçam! Categorias poderosas não aceitam, no espírito "farinha pouca meu pirão primeiro".

    Mas o reajuste é de perdas passadas e não de aumento futuro Sad
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por analista_sp em Seg 23 Abr 2018, 4:01 pm

    Sobre o PCS de aumento de níveis:

    1) Quem ainda está em progressão fica no ZERO. Mas recebe a promessa de receber mais no futuro.

    2) Os aposentados são rifados.

    3) Quem está hoje no final de carreira, se apropriaria do pouco que aparecer pra reajustar a remuneração de todos e dividiria só entre eles?

    É esta a proposta que esperam aprovar? Ou entendi errado...

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tec.tre em Seg 23 Abr 2018, 10:45 pm

    analista_sp escreveu:Sobre o PCS de aumento de níveis:

    1) Quem ainda está em progressão fica no ZERO. Mas recebe a promessa de receber mais no futuro.

    2) Os aposentados são rifados.

    3) Quem está hoje no final de carreira, se apropriaria do pouco que aparecer pra reajustar a remuneração de todos e dividiria só entre eles?

    É esta a proposta que esperam aprovar? Ou entendi errado...

    Concordo que a proposta é uma porcaria, mas, na minha visão, o único cenário factível.

    Aliás, vai ser algum lucro tendo em vista a tendência de redução dos salários no serviço púbico.

    Querendo ou não, o governo está em pandarecos. E os primeiros a pagar o pato somos nós, servidores.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Ter 24 Abr 2018, 7:54 am

    analista_sp escreveu:Sobre o PCS de aumento de níveis:

    1) Quem ainda está em progressão fica no ZERO. Mas recebe a promessa de receber mais no futuro.

    2) Os aposentados são rifados.

    3) Quem está hoje no final de carreira, se apropriaria do pouco que aparecer pra reajustar a remuneração de todos e dividiria só entre eles?

    É esta a proposta que esperam aprovar? Ou entendi errado...

    Não sei se isso existe no governo.....

    Mas, a banca sempre ganha... o governo sempre terá alternativa, e sempre irá vencer, seja quem ou qual "classe" de servidores ele queira rifar...

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por GDJ em Ter 24 Abr 2018, 8:07 am

    tec.tre escreveu:
    analista_sp escreveu:Sobre o PCS de aumento de níveis:

    1) Quem ainda está em progressão fica no ZERO. Mas recebe a promessa de receber mais no futuro.

    2) Os aposentados são rifados.

    3) Quem está hoje no final de carreira, se apropriaria do pouco que aparecer pra reajustar a remuneração de todos e dividiria só entre eles?

    É esta a proposta que esperam aprovar? Ou entendi errado...

    Concordo que a proposta é uma porcaria, mas, na minha visão, o único cenário factível.

    Aliás, vai ser algum lucro tendo em vista a tendência de redução dos salários no serviço púbico.

    Querendo ou não, o governo está em pandarecos. E os primeiros a pagar o pato somos nós, servidores.

    Faltou incluir na lista a redução do salário inicial. Saiu uma notícia no site do Estratégia dizendo que o governo tinha desistido da medida no Executivo, porém segundo uma outra notícia mais recente, estão apenas esperando a eleição passar para tentar aprová-la.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Oziris em Ter 24 Abr 2018, 1:11 pm

    MConcursos escreveu:Mudando de assunto: alguem saber se é possível fazer triangulação sendo 2 da JT e um da JF.

    Tudo pode e nada pode, depende de quem você conhece dentro do órgão...mas redistribuição normalmente a JT libera.

    A permuta, que pelo que sei, só dá pra fazer dentro da JT.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Ter 24 Abr 2018, 2:48 pm

    Creio que todos, indistintamente, serão beneficiados pela proposta que estende as progressões nas carreiras.

    Redução do salário inicial? Só prejudicará os novos ingressos, ninguém mais.

    Concluo que com 25 progressões é possível arquitetar uma carreira atrativa e benéfica tanto para os servidores quanto para a administração. Com 13 progressões, em 12 anos o servidor chega ao final da carreira e tira o pé do acelerador.

    Acho, inclusive, que o novo projeto de carreira poderia admitir evoluções não somente verticais, mas horizontais.

    Entendendo o contexto:

    no atual momento restritivo, imposto pela EC 95, tanto o pju quanto o mpu aproveitariam a brecha para reengenharia das carreiras, nada impedindo que, num futuro breve, reposições e aumentos fossem postulados.

    Por que? Alongar as carreiras não pode ser traduzido por aumento salarial.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fireball em Ter 24 Abr 2018, 4:27 pm

    30h semanais seria uma boa, com a redução de gastos e aumento de produtividade, maximizando o ROI.
    Essa de Órgão ficar aberto das 7h até 19h é o fim da picada!


    Última edição por Fireball em Qua 25 Abr 2018, 9:26 am, editado 1 vez(es)
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    Não é o que o Governo vem dizendo, há muito tempo.

    Mensagem por cavalo em Ter 24 Abr 2018, 5:48 pm

    Fireball escreveu:
    cavalo escreveu:O Governo alega que os reajustes de 2018/19 serão maiores que a inflação referente ao ano anterior. Mas o próprio Estadão mostrou que em 2017   o reajuste foi de 5% e a inflação (de 2016) de 10,74%.
    Ou seja, quando o funcionalismo perde, que se dane! Quando ganha um pouco (para recuperar a perda) , ai não dá!
    Aliás, viram com que desprezo foi tratado o projeto de Lei que criava comissões permanentes de negociação Governo x funcionalismo? Foi vetado e não teve um só voto para derrubar o veto! Também, com o corpo mole dos sindicatos, não poderia dar outra coisa...
    Quanto à data base, esqueçam! Categorias poderosas não aceitam, no espírito "farinha pouca meu pirão primeiro".

    Mas o reajuste é de perdas passadas e não de aumento futuro Sad

    É, mas o Governo Dilma distorceu tudo. A partir daí, o aumento é para cobrir a inflação do ano seguinte!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Ter 24 Abr 2018, 6:27 pm

    Esse novo PCS já está pronto?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Ter 24 Abr 2018, 8:18 pm

    servidor.tre escreveu:Esse novo PCS já está pronto?

    Tá na barriga ainda. Talvez, mais um natimorto.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Ter 24 Abr 2018, 11:00 pm

    Galizezin escreveu:
    servidor.tre escreveu:Esse novo PCS já está pronto?

    Tá na barriga ainda. Talvez, mais um natimorto.

    Hehehehehehehe... Entendi!!!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fireball em Qua 25 Abr 2018, 9:28 am

    Fireball escreveu:30h semanais seria uma boa, com a redução de gastos e aumento de produtividade, maximizando o ROI.
    Essa de Órgão ficar aberto das 7h até 19h é o fim da picada!

    Por que o sindicato não briga pela jornada de 6h? Será que eles não tem o que fazer depois do serviço? É muito ineficiente essa estrutura aberta 12h por dia, com servidor fazendo 2h de intervalo Sad

    É um custo muito elevado, ainda mais que audiências só ocorrem em determinados horários, geralmente TQQ
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tre-rj em Qua 25 Abr 2018, 10:00 am

    Na época da discussão desse último "pcs" , parte dos sindicatos se reuniu com o Ministro Ives Gandra que se prontificou a tratar com o Lewandowski da cláusula das 6 horas como compensação a um aumento não maior que o acordado com o Executivo mas o pessoal das "melhorias" fincou o pé nessa questão.

    É claro que o projeto final acordado entre o STF e Executivo tinha chance de não conter a cláusula das 6 horas mas aquele foi o momento mais propício politicamente pois, por pouco, tínhamos derrubado o veto ao PLC 28 e se aceitássemos a sugestão do Ministro Ives Gandra talvez hoje tivéssemos garantido este direito em lei, sem depender de boa vontade de nenhuma administração. Agora é correr atrás do tempo perdido e tentarmos isso como alguma compensação, caso fiquemos com os salários congelados...

    Fireball escreveu:
    Fireball escreveu:30h semanais seria uma boa, com a redução de gastos e aumento de produtividade, maximizando o ROI.
    Essa de Órgão ficar aberto das 7h até 19h é o fim da picada!

    Por que o sindicato não briga pela jornada de 6h? Será que eles não tem o que fazer depois do serviço? É muito ineficiente essa estrutura aberta 12h por dia, com servidor fazendo 2h de intervalo Sad

    É um custo muito elevado, ainda mais que audiências só ocorrem em determinados horários, geralmente TQQ
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Qua 25 Abr 2018, 10:41 am

    Posso estar enganado, mas só acredito na possibilidade de aprovação da carga horária de 6 horas, sem redução dos salários, depois de uns bons anos de congelamento nominal dos salários. No curto prazo, pode até ser que aprovem a redução de jornada, mas é praticamente certo que o fariam com simultânea redução proporcional dos salários. Muito se ilude quem acredita que não usariam esta brecha para obter margem orçamentária frente ao novo regime fiscal e seu teto de gastos.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Victoralb em Sex 27 Abr 2018, 11:06 pm

    Galera,
    Quem quiser fazer uma tabela com base nos parâmetros com os quais o Amarildo está trabalhando, fique à vontade para postar no forum. Aí, eu me comprometo em enviar para ele. Porque ele disse pra mim que está aberto a sugestões, já que ele não fechou a proposta ainda, que será apresentada para o Toffoli ainda esse ano.

    Só para lembrar, os parâmetros são os seguintes:
    - pequena redução da tabela para níveis iniciais em relação aos servidores novos
    - step de 1,5% a 3%, considerando a progressão anual, ou de 3,5% a 4%, considerando a progressão a cada 18 meses, de acordo com os cenários
    - Analista E25: 24mil (aproximadamente). No caso de um step variavva a cada 18 meses, o final do Analista será maior, provavelmente
    Técnico E25 equivalente ao A5 (aproximadamente). Ele disse que o ideal seria chegar no B8/B10, pelo menos.
    - Possibilidade de criar um novo AQ para mais de uma pós-graduação, com percentual de 10% a 12% sobre o VB

    Vamos ajudar o Amarildo, galera!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Sex 27 Abr 2018, 11:22 pm

    Depois do que o Toffoli disse a respeito dos servidores (ganham muito, trabalham pouco e se aposentam cedo), sei não dessa proposta...


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Sex 27 Abr 2018, 11:30 pm

    Galizezin escreveu:Depois do que o Toffoli disse a respeito dos servidores (ganham muito, trabalham pouco e se aposentam cedo), sei não dessa proposta...

    Se perdurar essa visão, só resta TORCER pra inflação ficar muito baixa, e o poder de compra já conquistado não declinar...
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por araponga em Sab 28 Abr 2018, 11:00 am

    De boa notícia, só a de que o temer pretende reajustar o bolsa família em cerca de 5%. Com isso fica mais fácil defender as últimas parcelas do PCS, especialmente se colocarmos a falta de reajuste do auxílio alimentação.

    Rezar para que o próximo presidente venha numa pegada "paz e amor" e que a inflação continue devagar, porque se dependermos do amarildo e do tofoli teremos aumento de níveis (de 30 a infinito), aumento de trabalho e congelamento da remuneração.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Dom 29 Abr 2018, 12:58 pm

    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:Depois do que o Toffoli disse a respeito dos servidores (ganham muito, trabalham pouco e se aposentam cedo), sei não dessa proposta...

    Se perdurar essa visão, só resta TORCER pra inflação ficar muito baixa, e o poder de compra já conquistado não declinar...

    O próprio Amarildo vem dizendo que a tendência é de congelamento salarial. Aliás, creio que só conseguimos o atual pcs em razão do trânsito entre a derrubada da Dilma e ascensão de Temer. Em 2018 o déficit público está em 160 bilhões. Seria o mesmo que dizer: quem está no cheque especial não vai a restaurante.
    Entendo que eventual projeto modificativo teria que ser aprovado este ano, pois dificilmente conseguiremos algo nos primeiros 2 anos do próximo presidente, que terá a grande responsabilidade de equilibrar as contas públicas e fazer o ajuste fiscal devido. Espero que seja um presidente honesto, que faça as reformas onde realmente elas são necessárias, provocando auditorias e expondo tudo à sociedade.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por akfgfan em Seg 30 Abr 2018, 2:09 pm

    24k no final de carreira pra Analista depois de ficar 25 a 30 anos no orgão? DEZOITO meses para ocorrer uma progressão? Que proposta maravilhosa hein... Enquanto isso, TCU foi na direção oposta e reduziu a progressão pra 6 meses.. Quer uma proposta razoável? Aumenta esses 10 níveis da carreira, mas reduz o tempo de progressão pra 6 meses, que nem o TCU. Assim, quem está no fim da carreira vai ser beneficiado com os níveis adicionais, e quem ainda não estiver no topo, vai ser beneficiado com uma progressão mais rápida.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por seu Mamute de Estimação em Ter 01 Maio 2018, 4:41 pm

    akfgfan escreveu:24k no final de carreira pra Analista depois de ficar 25 a 30 anos no orgão? DEZOITO meses para ocorrer uma progressão? Que proposta maravilhosa hein... Enquanto isso, TCU foi na direção oposta e reduziu a progressão pra 6 meses.. Quer uma proposta razoável? Aumenta esses 10 níveis da carreira, mas reduz o tempo de progressão pra 6 meses, que nem o TCU. Assim, quem está no fim da carreira vai ser beneficiado com os níveis adicionais, e quem ainda não estiver no topo, vai ser beneficiado com uma progressão mais rápida.


    A lei do PCS do TCU antigamente mencionava que a progressão era com intervalo de um ano, como nosso PCS atual, porém no ultimo PCS o TCU alterou isso para que o intervalo seja fixado por norma interna, e, posteriormente, na regulamentação do PCS deles, foi então  fixado em 6 meses, já que a lei deles não fixa mais prazo e agora é o TCU quem decide internamente o prazo da progressão.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Ter 01 Maio 2018, 9:09 pm

    Concordo que o prazo de um ano e meio é terrível, ainda mais se prolongarem a carreira para 25 níveis.
    Agora, sonhar que, com ou sem prolongamento da carreira, poderiam passar a progressão para 6 meses, é surreal demais! Vamos lembrar do momento atual - crise, crescimento baixo, PEC do teto, magistrados e procuradores brigando por aumento etc - e manter nossos pés no chão... Sonhar é bom, mas no caso de PCS só faz deixar o pessoal frustrado, e perdendo oportunidades razoáveis por acreditar no impossível.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por eder.lima em Ter 01 Maio 2018, 9:50 pm

    androsvilazza escreveu:Concordo que o prazo de um ano e meio é terrível, ainda mais se prolongarem a carreira para 25 níveis.
    Agora, sonhar que, com ou sem prolongamento da carreira, poderiam passar a progressão para 6 meses, é surreal demais! Vamos lembrar do momento atual - crise, crescimento baixo, PEC do teto, magistrados e procuradores brigando por aumento etc - e manter nossos pés no chão... Sonhar é bom, mas no caso de PCS só faz deixar o pessoal frustrado, e perdendo oportunidades razoáveis por acreditar no impossível.

    Faço minhas as suas palavras. E acrescento que o cenário que se desenha para nós, pelos motivos que você elencou, é de nos fazer sonhar e torcer pela proposta que tem sido mencionada nas últimas páginas desse tópico como o que de melhor pode acontecer no atual contexto.

    Merecemos mais? Sem dúvida. Mas planos de cargos e salário com propostas de aumento surreais (digo surreal diante do atual momento econômico e não por não acreditar que mereçamos reajustes decentes) só irão trazer frustração e mais defasagem salarial para nossa categoria.

    Na verdade, a única possibilidade real que temos de ter algo decente em termos de recomposição salarial é havendo uma reformulação profunda na carreira. Mas tal possibilidade é praticamente impossível de ocorrer por diversos fatores: tamanho da categoria, desavenças e picuinhas internas, sindicatos ineficazes, etc.

    Em síntese aceitemos que a atual conjuntura é nossa condição não nos permitem sonhar com algo melhor do que a proposta que se desenha. Assim seremos mais felizes posto que menos frustrados.

    P.S.: Não morro de amores pela proposta que tem sido discutida ultimamente, mas reconheço que é ela ou nada. E entre o pouco e o nada prefiro o pouco.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Qua 02 Maio 2018, 9:15 am

    Depois da tragédia que foi o "PCS" de 2012, não quero mais ficar pensando em planos de carreira mirabolantes... Há uma diferença muito grande entre o merecer e o poder. Eu prefiro uma proposta como essa do que ficar esperando um mamute versão 3.0 que nunca será aprovado.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 02 Maio 2018, 11:15 am

    Marcos Moura de Souza escreveu:Depois da tragédia que foi o "PCS" de 2012, não quero mais ficar pensando em planos de carreira mirabolantes... Há uma diferença muito grande entre o merecer e o poder. Eu prefiro uma proposta como essa do que ficar esperando um mamute versão 3.0 que nunca será aprovado.

    Pior que a de 2012, foi a do "PCCR está definido" do Sindjus-DF em 2010 para eleger a Dilma, ali foi o golpe fatal nas remunerações dos servidores do Judiciário/MPU. Como o atual tem a última parcela em jan/2019, vamos ter que esperar para ver qual será o prognóstico para a nossa carreira. O resto é só devaneios.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por roberto.barrao em Qua 02 Maio 2018, 7:22 pm

    Por onde anda a FENAJUFE que não procura saber sobre o reajuste dos auxilios na JT, nas outras, já ocorreu o esperado reajuste, mesmo que seja pouco, a portaria conjunta é desnecessária, devendo o CSJT baixar ato ou resolução, só não vejo mobilização da entidade representativa dos sindicatos, parece que estão com medo ou seus lideres estão pensado em se elegerem e depois seguirem suas vidas, vejam o caso de Policarpo.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Peres em Qua 02 Maio 2018, 8:11 pm

    drhoff escreveu:nós q somos c13, vamos sonhando com esse proposta, antes q acordemos e vivenciemos a realidade, sonhar não se gasta nada, não pode é contar com isso, ai ficaremos na depre.

    Rezemos então para nosso "Guardião" . Laughing ..
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fireball em Qui 03 Maio 2018, 11:31 am

    Jornada de 6h gerará economia, em mais de 40%, que poderia ser utilizado para o aumento dos vencimentos, considerando o orçamento do PJU?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Sniper em Qui 03 Maio 2018, 12:08 pm

    Essa proposta se não estivesse sendo costurada pelo Dr. Amarildo, seria apenas mais 1 devaneio.
    Aguardemos!!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Qui 03 Maio 2018, 2:01 pm

    Fireball escreveu:Jornada de 6h gerará economia, em mais de 40%, que poderia ser utilizado para o aumento dos vencimentos, considerando o orçamento do PJU?

    Os pagamentos vêm das verbas consignadas em orçamento como "despesa de pessoal", enquanto a economia gerada pela redução de jornada (sem redução proporcional dos vencimentos) se daria nas verbas destinadas ao custeio em geral. Como a PEC do teto trata apenas do total do orçamento, em tese, seria possível esse remanejamento livre de verbas. No entanto, há alguns problemas, neste raciocínio:

    1) Não seria possível o remanejamento integral, equivalente ao percentual de economia em custeio. O problema aqui é que a despesa de pessoal está limitada ao percentual da Receita Corrente Líquida (6% para o PJU, rateado por unidade), e alguns órgãos já estão muito próximos ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (por exemplo, no parecer do Senado ao Projeto de Lei que reajustaria os vencimentos dos Ministros do STF, há a menção ao TJDFT, que extrapolaria o limite permitido já em 2019 caso o reajuste fosse implementado). Como eventuais reajustes impactam todos os órgãos, indistintamente, há um limite para o percentual de reajuste, de forma que não extrapole os limites da LRF.

    2) Despesas de pessoal são despesas obrigatórias. Portanto, a partir do momento em que o órgão assuma um aumento de despesa de pessoal, por meio de nomeações ou reajustes, é difícil reduzi-la posteriormente. As despesas de custeio, por outro lado, são mais facilmente manejáveis, permitem contingenciamento etc. Não é uma decisão fácil para o gestor, abrir mão de certa "margem de manobra" no orçamento, e comprometê-la com gastos fixos. Imagine o problema que seria caso se utilizasse toda a "sobra" orçamentária para reajustes e, no ano seguinte, as receitas não crescessem conforme esperado. De onde vai remanejar recursos, onde vai poupar, pra adequar à nova realidade?

    3) A expectativa de economia com redução de jornada talvez esteja superdimensionada. A redução de jornada não reflete de maneira linear na redução de gastos, ou seja, uma redução de 25% na jornada não necessariamente corresponde a uma redução de 25% nos custos. E isso é fácil de entender: o consumo de energia varia ao longo do dia (um ar condicionado consome mais nas horas mais quentes, mais luzes são acesas à noite, se ninguém almoçar no órgão não haverá consumo de energia por causa do microondas etc.). Por outro lado, a redução de jornada não significa necessariamente que o consumo sequer reduza. Por exemplo, considere que um órgão funcione das 7-19, hoje, e a jornada de trabalho seja de 8h. Se reduzir para 6h diárias, alguns servidores precisarão trabalhar no turno da manhã (por exemplo, os que façam faculdade à noite), e outros precisarão trabalhar no turno da tarde (por exemplo, os que estudam no turno da manhã). Em alguns casos, há previsão legal para essa diferenciação, sendo impossível asseverar que o órgão pudesse funcionar exclusivamente das 8-14. No fim das contas, considerando que ambos os tipos de servidores (diurnos e noturnos) trabalhem no mesmo ambiente, o aparelho de ar condicionado, as lâmpadas etc. permanecerão ligados o dia todo, e talvez haja pouca redução no consumo. Os próprios servidores reclamariam, caso fosse estipulada uma jornada fixa e universal, em que todos os servidores devessem estar presentes no órgão durante as mesmas 6h. Mesmo que todo mundo resolvesse se sacrificar para o bem comum, e fazer um horário homogêneo, com "engarrafamentos" na chegada e saída, os demais interessados (OAB, MP, partes nos processos) reclamariam, já que, por lei, os órgãos têm um horário estipulado de funcionamento. Se não reduzir, concomitantemente, o horário de funcionamento do órgão, a simples redução de jornada dos servidores, por si só, dá muito pouca economia (só a economia dos computadores desligados, se todo mundo lembrar de desligar ao sair).

    P.S.: Tenho como exemplo um caso real e recente, que comprova que às vezes a redução de gastos não funciona exatamente como esperado. O teletrabalho foi regulamentado no MPU e, desde a metade do ano passado, 1/3% dos servidores da minha unidade aderiram ao regime de teletrabalho, comparecendo presencialmente apenas um dia na semana. Com essa redução de pessoal na Unidade, seria razoável de se esperar uma boa redução na conta de energia. No entanto, a redução no consumo foi quase imperceptível, sendo impossível até mesmo de determinar se a pequena redução que houve se deu realmente em função do regime de teletrabalho, ou decorrente de outras variáveis. Explico: apesar da adesão ao teletrabalho, as salas onde tais servidores trabalhavam continuam em pleno funcionamento, com os demais servidores que não puderam aderir. Assim, as luzes e aparelhos de ar condicionado permanecem em funcionamento pelo mesmo período que antes. A reunião de servidores em um mesmo ambiente (medida adotada aqui a partir de 2016) se provou mais eficaz na redução de gastos do que a liberação de servidores para o teletrabalho.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por jornalista em Qui 03 Maio 2018, 7:50 pm

    androsvilazza escreveu:
    Fireball escreveu:Jornada de 6h gerará economia, em mais de 40%, que poderia ser utilizado para o aumento dos vencimentos, considerando o orçamento do PJU?

    Os pagamentos vêm das verbas consignadas em orçamento como "despesa de pessoal", enquanto a economia gerada pela redução de jornada (sem redução proporcional dos vencimentos) se daria nas verbas destinadas ao custeio em geral. Como a PEC do teto trata apenas do total do orçamento, em tese, seria possível esse remanejamento livre de verbas. No entanto, há alguns problemas, neste raciocínio:

    1) Não seria possível o remanejamento integral, equivalente ao percentual de economia em custeio. O problema aqui é que a despesa de pessoal está limitada ao percentual da Receita Corrente Líquida (6% para o PJU, rateado por unidade), e alguns órgãos já estão muito próximos ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (por exemplo, no parecer do Senado ao Projeto de Lei que reajustaria os vencimentos dos Ministros do STF, há a menção ao TJDFT, que extrapolaria o limite permitido já em 2019 caso o reajuste fosse implementado). Como eventuais reajustes impactam todos os órgãos, indistintamente, há um limite para o percentual de reajuste, de forma que não extrapole os limites da LRF.

    2) Despesas de pessoal são despesas obrigatórias. Portanto, a partir do momento em que o órgão assuma um aumento de despesa de pessoal, por meio de nomeações ou reajustes, é difícil reduzi-la posteriormente. As despesas de custeio, por outro lado, são mais facilmente manejáveis, permitem contingenciamento etc. Não é uma decisão fácil para o gestor, abrir mão de certa "margem de manobra" no orçamento, e comprometê-la com gastos fixos. Imagine o problema que seria caso se utilizasse toda a "sobra" orçamentária para reajustes e, no ano seguinte, as receitas não crescessem conforme esperado. De onde vai remanejar recursos, onde vai poupar, pra adequar à nova realidade?

    3) A expectativa de economia com redução de jornada talvez esteja superdimensionada. A redução de jornada não reflete de maneira linear na redução de gastos, ou seja, uma redução de 25% na jornada não necessariamente corresponde a uma redução de 25% nos custos. E isso é fácil de entender: o consumo de energia varia ao longo do dia (um ar condicionado consome mais nas horas mais quentes, mais luzes são acesas à noite, se ninguém almoçar no órgão não haverá consumo de energia por causa do microondas etc.). Por outro lado, a redução de jornada não significa necessariamente que o consumo sequer reduza. Por exemplo, considere que um órgão funcione das 7-19, hoje, e a jornada de trabalho seja de 8h. Se reduzir para 6h diárias, alguns servidores precisarão trabalhar no turno da manhã (por exemplo, os que façam faculdade à noite), e outros precisarão trabalhar no turno da tarde (por exemplo, os que estudam no turno da manhã). Em alguns casos, há previsão legal para essa diferenciação, sendo impossível asseverar que o órgão pudesse funcionar exclusivamente das 8-14. No fim das contas, considerando que ambos os tipos de servidores (diurnos e noturnos) trabalhem no mesmo ambiente, o aparelho de ar condicionado, as lâmpadas etc. permanecerão ligados o dia todo, e talvez haja pouca redução no consumo. Os próprios servidores reclamariam, caso fosse estipulada uma jornada fixa e universal, em que todos os servidores devessem estar presentes no órgão durante as mesmas 6h. Mesmo que todo mundo resolvesse se sacrificar para o bem comum, e fazer um horário homogêneo, com "engarrafamentos" na chegada e saída, os demais interessados (OAB, MP, partes nos processos) reclamariam, já que, por lei, os órgãos têm um horário estipulado de funcionamento. Se não reduzir, concomitantemente, o horário de funcionamento do órgão, a simples redução de jornada dos servidores, por si só, dá muito pouca economia (só a economia dos computadores desligados, se todo mundo lembrar de desligar ao sair).

    P.S.: Tenho como exemplo um caso real e recente, que comprova que às vezes a redução de gastos não funciona exatamente como esperado. O teletrabalho foi regulamentado no MPU e, desde a metade do ano passado, 1/3% dos servidores da minha unidade aderiram ao regime de teletrabalho, comparecendo presencialmente apenas um dia na semana. Com essa redução de pessoal na Unidade, seria razoável de se esperar uma boa redução na conta de energia. No entanto, a redução no consumo foi quase imperceptível, sendo impossível até mesmo de determinar se a pequena redução que houve se deu realmente em função do regime de teletrabalho, ou decorrente de outras variáveis. Explico: apesar da adesão ao teletrabalho, as salas onde tais servidores trabalhavam continuam em pleno funcionamento, com os demais servidores que não puderam aderir. Assim, as luzes e aparelhos de ar condicionado permanecem em funcionamento pelo mesmo período que antes. A reunião de servidores em um mesmo ambiente (medida adotada aqui a partir de 2016) se provou mais eficaz na redução de gastos do que a liberação de servidores para o teletrabalho.
    Sim e não. Sim, a economia no mesmo ambiente é quase a mesma. Não. A economia nos outros ambientes não é (banheiros, portões eletrônicos, elevadores etc.), água (potável ou não), café, toner, depreciação dos equipamentos, papel (de serviço, higiênico ou lenços), produtividade é obrigatoriamente maior, vagas no estacionamento etc. Fora o que não é mensurável: qualidade no serviço, flexibilidade de horário, satisfação etc.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Qui 03 Maio 2018, 9:19 pm

    Concordo. O meu comentário foi no sentido de que há, sim, uma redução efetiva nos gastos, mas não na mesma proporção que a redução de jornada (redução de jornada em 25% não resultará em economia de 25% nos gastos). Repito minha aposta, de que uma eventual redução de jornada virá obrigatoriamente acompanhada de redução salarial (esta, sim, gera economia na mesma proporção que a redução de jornada). Obviamente, devem tratar isso como uma opção do próprio servidor, e talvez flexibilizem algumas das restrições hoje existentes, possibilitando a percepção de renda extra.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Sex 04 Maio 2018, 12:44 am

    Fireball escreveu:Jornada de 6h gerará economia, em mais de 40%, que poderia ser utilizado para o aumento dos vencimentos, considerando o orçamento do PJU?

    Isto não faz o menor sentido, a correlação é completamente diferente da proposta.

    Judiciário e MPU, com algumas variações, gastam, em média, 3/4 do orçamento com pessoal, despesa de natureza fixa.
    Isto quer dizer que qualquer corte nas demais verbas representaria, no máximo, 25% de economia.

    Suponha um cenário em que você consegue um milagre de reduzir as despesas continuadas e investimentos em 20%. Significa que, para cada 100 reais, 75 eram destinados à folha, e os 25 para estas despesas foram minorados a 20. Quer dizer que, hipoteticamente, você poderia conceder um reajuste de 6,5%, e só.

    Na verdade, MPU e Judiciário já estão tendo que cortar despesas, e muitas, para respeitar o teto e pagar o nosso reajuste. Mas não o futuro, e sim o passado. No MPU, em 2020, se nada mudar, a regra determina que tenha que se cortar aproximadamente 1/3 do custeio que se tem, nominalmente, hoje.

    A tendência é contrária: aumenta-se custeio acima da inflação, e pressiona-se o congelamento de salários. Há um monte de despesas fixas (nossa própria folha), contratos continuados, bem como aqueles que são variáveis, em que há alguma possibilidade de economia/discricionariedade, o efeito é bem menor do que o esperado. E aí vem a lição prática de educação financeira: o único corte que é 100% "eficaz", integral, que não representa despesa momentânea e/ou futura, é o de desperdício. "Supérfluo" em geral vai ter uma perda imediata ou futura: se você não atualiza a frota de carros, vê o custo de manutenção subir, o veículo fica cada vez menos tempo disponível, o consumo aumenta, o risco de acidentes também etc. Não atualiza computadores? Em breve eles ficam mais lentos, há trabalhos perdidos por falhas de memória, sistemas deixam de ser compatíveis etc.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Sex 04 Maio 2018, 1:31 am

    Não há sentido algum em promover corte salarial em razão da redução de jornada para 6h diárias, isso porque a 8.112 prevê interstício entre 8h e 6h.


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