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    concurseiro_mor
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por concurseiro_mor em Ter 15 Maio 2018, 8:50 pm

    RicardoMII escreveu:
    concurseiro_mor escreveu:
    RicardoMII escreveu:Investimentos da União em 2019 podem ficar perto de zero; equipe econômica deve propor congelar reajuste de servidores

    G1     -     14/05/2018




    A equipe econômica do presidente Michel Temer já discute a elaboração do Orçamento da União de 2019, o primeiro do próximo comandante do Palácio do Planalto. Em reunião nos últimos dias, os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e do Planejamento, Esteves Colnago, mostraram ao da Casa Civil, Eliseu Padilha, os dados de um orçamento muito apertado no próximo ano por causa da falta de redução dos gastos obrigatórios da União.

    As primeiras análises indicam que o novo presidente terá uma margem muito estreita para gastar, porque as despesas em 2019 estão superando o teto dos gastos públicos. Sem reforma da Previdência, os investimentos estão caindo nos últimos anos. Em 2016, foram de R$ 80 bilhões. Em 2017, de R$ 50 bilhões. Em 2018, devem fechar o ano abaixo de R$ 20 bilhões.

    E, em 2019, os investimentos da União vão ficar perto de zero na avaliação atual do Palácio do Planalto. Enquanto isso, o rombo da Previdência deve fechar este ano em R$ 310 bilhões e no ano que vem na casa de R$ 350 bilhões. Com isso, o próximo presidente já vai assumir, pelas contas da equipe atual, sendo obrigado a fazer um corte de R$ 20 bilhões no Orçamento.

    Para ajudar o próximo ocupante do Planalto a fechar suas contas, a equipe atual vai enviar a proposta de Orçamento de 2019, que tem de ser encaminhada ao Congresso até o dia 31 de agosto deste ano, com a sugestão de congelar por um ano o reajuste do funcionalismo público, o que pode gerar uma economia de R$ 12 bilhões caso a medida seja aprovada e inclua servidores civis e militares. Neste ano, o governo tentou aprovar a medida, mas ela foi barrada provisoriamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na avaliação da equipe atual, o novo governo, no ano que vem, precisa assumir aprovando uma reforma da Previdência para reduzir os gastos obrigatórios da União e voltar a abrir espaço para investimentos. Por enquanto, o risco, segundo técnicos, é o próximo presidente assumir com possibilidade apenas para pagar o que já foi contratado até este ano.

    E não será por falta de recursos, porque a tendência é a arrecadação melhorar neste e no próximo ano. Mas o mecanismo do teto dos gastos públicos impede que as despesas de um ano superem a inflação do anterior. Isso devido ao elevado déficit primário da União, que precisa ser reduzido para que o país reequilibre as suas contas públicas. Neste ano, ele pode ficar em R$ 139 bilhões.

    Por Valdo Cruz

    Ricardão, mudou a frase para "A felicidade está na ignorância." pois desistiu de estudar?
    kkkkkkkk


    Pois é, a preguiça venceu Laughing
    E a frase atual parece cada dia mais adequada ao nosso contexto.

    Estudar é pra poucos mesmo!... Aquela preguiça que converte em incômodo e estresse com o passar do tempo.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fhighlander em Qua 16 Maio 2018, 9:54 pm

    Como diria o fantasma no Retorno do Rei, "the way is shut!".

    Interessante é como alguém irá justificar a fonte que irá custear tal aumento se não há aumento nem criação de tributo pra isso.

    Jubilando escreveu:
    VN escreveu:Finanças e Tributação rejeita aumento para servidores do MPU

    Agência Câmara Notícias     -     11/05/2018




    A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou proposta (PL 2199/11) que reestrutura a carreira e reajusta o salário dos servidores do Ministério Público da União (MPU). Em substituição à atual estrutura remuneratória, o projeto

    pretende que os servidores integrantes das carreiras de Analista, de nível superior, e de Técnico, de nível médio, do Ministério Público da União passem a ser remunerados exclusivamente por subsídio, fixado em parcela única.

    Pela proposta, o subsídio de um analista (cargo que exige formação em nível superior) em final de carreira chegará a R$ 19,8 mil. Já o subsídio de um técnico (cargo de nível médio) alcançará R$ 12,5 mil.

    Relator, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) recomendou a rejeição do projeto de autoria do MPU que, em sua avaliação, desrespeita as leis orçamentárias. Ele observou que a despesa com o aumento da remuneração desses servidores não está prevista na Lei Orçamentária de 2018, bem como a retroatividade dos efeitos financeiros da remuneração, a partir de 2012.

    Além disso, o parlamentar ressaltou que projeto não traz a estimativa de seu impacto orçamentário nos cofres públicos, além de não indicar fonte de compensação financeira para essa despesa.

    "Cabe mencionar que a Lei 11.415/2006, objeto dessa proposição, foi revogada pelo artigo 35 da Lei 13.316/2016, que dispôs sobre as carreiras dos servidores do Ministério Público da União e as carreiras dos servidores do Conselho Nacional do Ministério Público e fixou novos valores de sua remuneração. Dessa forma, parte do aumento pretendido pelo Projeto de Lei já foi contemplado com a promulgação dessa nova Lei", acrescenta o relator.

    Tramitação

    O projeto tinha caráter conclusivo mas, como recebeu pareceres divergentes nas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (aprovação) e de Finanças e Tributação (rejeição), precisa ser votado também no Plenário da Câmara, depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

    As portas estão fechadas

    Ele observou que a despesa com o aumento da remuneração desses servidores não está prevista na Lei Orçamentária de 2018, bem como a retroatividade dos efeitos financeiros da remuneração, a partir de 2012.

    Além disso, o parlamentar ressaltou que projeto não traz a estimativa de seu impacto orçamentário nos cofres públicos, além de não indicar fonte de compensação financeira para essa despesa.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Qui 17 Maio 2018, 4:17 pm

    Fhighlander escreveu:Como diria o fantasma no Retorno do Rei, "the way is shut!".

    Interessante é como alguém irá justificar a fonte que irá custear tal aumento se não há aumento nem criação de tributo pra isso.

    Jubilando escreveu:
    VN escreveu:Finanças e Tributação rejeita aumento para servidores do MPU

    Agência Câmara Notícias     -     11/05/2018




    A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou proposta (PL 2199/11) que reestrutura a carreira e reajusta o salário dos servidores do Ministério Público da União (MPU). Em substituição à atual estrutura remuneratória, o projeto

    pretende que os servidores integrantes das carreiras de Analista, de nível superior, e de Técnico, de nível médio, do Ministério Público da União passem a ser remunerados exclusivamente por subsídio, fixado em parcela única.

    Pela proposta, o subsídio de um analista (cargo que exige formação em nível superior) em final de carreira chegará a R$ 19,8 mil. Já o subsídio de um técnico (cargo de nível médio) alcançará R$ 12,5 mil.

    Relator, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) recomendou a rejeição do projeto de autoria do MPU que, em sua avaliação, desrespeita as leis orçamentárias. Ele observou que a despesa com o aumento da remuneração desses servidores não está prevista na Lei Orçamentária de 2018, bem como a retroatividade dos efeitos financeiros da remuneração, a partir de 2012.

    Além disso, o parlamentar ressaltou que projeto não traz a estimativa de seu impacto orçamentário nos cofres públicos, além de não indicar fonte de compensação financeira para essa despesa.

    "Cabe mencionar que a Lei 11.415/2006, objeto dessa proposição, foi revogada pelo artigo 35 da Lei 13.316/2016, que dispôs sobre as carreiras dos servidores do Ministério Público da União e as carreiras dos servidores do Conselho Nacional do Ministério Público e fixou novos valores de sua remuneração. Dessa forma, parte do aumento pretendido pelo Projeto de Lei já foi contemplado com a promulgação dessa nova Lei", acrescenta o relator.

    Tramitação

    O projeto tinha caráter conclusivo mas, como recebeu pareceres divergentes nas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (aprovação) e de Finanças e Tributação (rejeição), precisa ser votado também no Plenário da Câmara, depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

    As portas estão fechadas

    Ele observou que a despesa com o aumento da remuneração desses servidores não está prevista na Lei Orçamentária de 2018, bem como a retroatividade dos efeitos financeiros da remuneração, a partir de 2012.

    Além disso, o parlamentar ressaltou que projeto não traz a estimativa de seu impacto orçamentário nos cofres públicos, além de não indicar fonte de compensação financeira para essa despesa.
    Depois da última parcela em jan/2019, preparem-se para ficarmos muito tempo sem reajuste algum....

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por RELATOR em Qui 17 Maio 2018, 4:25 pm

    Verdade depois de janeiro de 2019, vai demorar muito para ter outro reajuste. Se sair só com uma mega greve nacional, coisa que ainda nunca ocorreu! Apertem os cintos, quando a inflação decolar e sem reajustes ai alguns vão se mexer! é sempre assim!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por cangaceiro em Qui 17 Maio 2018, 4:32 pm

    Enquanto isso, na Sala de Justiça:

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Sniper em Qui 17 Maio 2018, 4:56 pm

    Pois é, após 2019, não há grandes expectativas com relação a aumentos.
    É torcer para o projeto encabeçado pelo Amarildo dar certo.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por concurseiro_mor em Qui 17 Maio 2018, 6:22 pm

    RicardoMII escreveu:Investimentos da União em 2019 podem ficar perto de zero; equipe econômica deve propor congelar reajuste de servidores

    G1     -     14/05/2018




    A equipe econômica do presidente Michel Temer já discute a elaboração do Orçamento da União de 2019, o primeiro do próximo comandante do Palácio do Planalto. Em reunião nos últimos dias, os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e do Planejamento, Esteves Colnago, mostraram ao da Casa Civil, Eliseu Padilha, os dados de um orçamento muito apertado no próximo ano por causa da falta de redução dos gastos obrigatórios da União.

    As primeiras análises indicam que o novo presidente terá uma margem muito estreita para gastar, porque as despesas em 2019 estão superando o teto dos gastos públicos. Sem reforma da Previdência, os investimentos estão caindo nos últimos anos. Em 2016, foram de R$ 80 bilhões. Em 2017, de R$ 50 bilhões. Em 2018, devem fechar o ano abaixo de R$ 20 bilhões.

    E, em 2019, os investimentos da União vão ficar perto de zero na avaliação atual do Palácio do Planalto. Enquanto isso, o rombo da Previdência deve fechar este ano em R$ 310 bilhões e no ano que vem na casa de R$ 350 bilhões. Com isso, o próximo presidente já vai assumir, pelas contas da equipe atual, sendo obrigado a fazer um corte de R$ 20 bilhões no Orçamento.

    Para ajudar o próximo ocupante do Planalto a fechar suas contas, a equipe atual vai enviar a proposta de Orçamento de 2019, que tem de ser encaminhada ao Congresso até o dia 31 de agosto deste ano, com a sugestão de congelar por um ano o reajuste do funcionalismo público, o que pode gerar uma economia de R$ 12 bilhões caso a medida seja aprovada e inclua servidores civis e militares. Neste ano, o governo tentou aprovar a medida, mas ela foi barrada provisoriamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na avaliação da equipe atual, o novo governo, no ano que vem, precisa assumir aprovando uma reforma da Previdência para reduzir os gastos obrigatórios da União e voltar a abrir espaço para investimentos. Por enquanto, o risco, segundo técnicos, é o próximo presidente assumir com possibilidade apenas para pagar o que já foi contratado até este ano.

    E não será por falta de recursos, porque a tendência é a arrecadação melhorar neste e no próximo ano. Mas o mecanismo do teto dos gastos públicos impede que as despesas de um ano superem a inflação do anterior. Isso devido ao elevado déficit primário da União, que precisa ser reduzido para que o país reequilibre as suas contas públicas. Neste ano, ele pode ficar em R$ 139 bilhões.

    Por Valdo Cruz

    Ricardão,
    se divertindo com a nova catraca da SETIC?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Qui 17 Maio 2018, 7:32 pm

    Sniper escreveu:Pois é, após 2019, não há grandes expectativas com relação a aumentos.
    É torcer para o projeto encabeçado pelo Amarildo dar certo.

    Colega, pode ser que eu seja pessimista, mas fico na dúvida se irão pagar o reajuste de janeiro/19.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Sniper em Qui 17 Maio 2018, 7:49 pm

    servidor.tre escreveu:
    Sniper escreveu:Pois é, após 2019, não há grandes expectativas com relação a aumentos.
    É torcer para o projeto encabeçado pelo Amarildo dar certo.

    Colega, pode ser que eu seja pessimista, mas fico na dúvida se irão pagar o reajuste de janeiro/19.

    Quanto a isso, creio que não haverá problemas.
    O maior imbróglio é após janeiro de 2019, onde existirpa verdadeira guerra por aumentos num cenário de pouco dinheiro: membros de um lado, servidores de outro.
    Por isso, a união com os SPFs será fundamental para obter algum êxito.
    Além disso, ter o Amarildo à frente de um projeto de "aumento" é uma vitória, haja vista o trânsito que ele tem junto à Administração.
    Talvez o alongamento da carreira para 25 níveis seja a única saída.
    Aguardemos.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por pernalonga em Qui 17 Maio 2018, 8:08 pm

    aposto que o Amarildo vai virar (de novo) o novo DG do STF na gestão Toffoli
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por juliorjr em Qui 17 Maio 2018, 8:28 pm

    Pensa numa pessoa curiosa de como será próxima leva de aumentos na adm pública no geral hahaha....

    se o brasil fizer um voo de galinha ai de 2 anos já daria para conseguir algum trocado de aumento...3% por ano...ou 4-5% máximo....

    esperemos pois!

    ps. alguém tem o histórico de aumentos do teto do funcionalismo público ai? tipo desde a nova constituição. Salvo engano o último aumento para 33k foi em janeiro de 2015. em janeiro de 2019 completaria 4 anos sem aumento direto (ok, tem auxílios ai por fora para os togados).

    Acho que vão ter que abrir a porteira desse teto ai em 2019, 2 sem, para aplicar em 2020.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VN em Qui 17 Maio 2018, 8:46 pm

    pernalonga escreveu:aposto que o Amarildo vai virar (de novo) o novo DG do STF  na gestão Toffoli

    Será?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Qui 17 Maio 2018, 9:28 pm

    Sniper escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    Sniper escreveu:Pois é, após 2019, não há grandes expectativas com relação a aumentos.
    É torcer para o projeto encabeçado pelo Amarildo dar certo.

    Colega, pode ser que eu seja pessimista, mas fico na dúvida se irão pagar o reajuste de janeiro/19.

    Quanto a isso, creio que não haverá problemas.
    O maior imbróglio é após janeiro de 2019, onde existirpa verdadeira guerra por aumentos num cenário de pouco dinheiro: membros de um lado, servidores de outro.
    Por isso, a união com os SPFs será fundamental para obter algum êxito.
    Além disso, ter o Amarildo à frente de um projeto de "aumento" é uma vitória, haja vista o trânsito que ele tem junto à Administração.
    Talvez o alongamento da carreira para 25 níveis seja a única saída.
    Aguardemos.


    Obrigado pelas palavras de "ânimo" quanto ao reajuste atual!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Qui 17 Maio 2018, 9:50 pm

    juliorjr escreveu:

    ps. alguém tem o histórico de aumentos do teto do funcionalismo público ai? tipo desde a nova constituição. Salvo engano o último aumento para 33k foi em janeiro de 2015. em janeiro de 2019 completaria 4 anos sem aumento direto (ok, tem auxílios ai por fora para os togados).



    O "teto", como conhecemos hoje, num valor claro e indiscutível, só passou a existir em 2005, quando da adoção dos subsídios e escalonamento dos níveis hierárquicos na faixa de 90 a 95% do subsídio do nível imediatamente superior.
    E desde que o número ficou "claro" (discutem-se hoje, ainda, as rubricas), o reajuste nunca foi superior à inflação, salvo, talvez, no primeiro ano, já que aquele "PCS" foi em duas parcelas, a primeira em 2005 e a segunda em 2006.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tec.tre em Qui 17 Maio 2018, 10:03 pm

    Vou tecer minha opinião, espero que alguns entendam meu ponto de vista sem levar para o lado pessoal.

    Temo que o congelamento salarial transcorra por alguns anos. Acho improvável qualquer tipo de reajuste, mesmo decorrente de reestruturação da carreira - embora esse seja o único factível -, porque qualquer tipo de projeto que sinalize  alteração de salários do Judiciário será muito mal visto pela sociedade. Talvez, somente talvez, se algum projeto prever economia de gastos, com pesados cortes na estrutura dos tribunais.

    Nosso Judiciário gasta, e muito; e, por mais que digam que a culpa é apenas dos juízes, eu discordo. Óbvio, não afasto o fato de que muitos extrapolam o teto recorrentemente e que os auxílios são grandes injustiças, mas o desperdício de dinheiro público não é só aí.

    Em primeiro lugar, acho a quantidade de FC e CJ um disparate. Além disso, suas distribuições são completamente injustas. Servem, na maioria das vezes, como instrumento de apadrinhamento e de aumento velado de salários. Raros os tribunais que disciplinam o acesso por mérito, tal qual concurso interno. Enfim, um grande escalabro.

    Querendo ou não, essas funções engordam muito a folha de pagamento. Deveria haver enorme racionalização, deixar apenas o essencial do essencial. No meu Regional, tem setor (com 5 pessoas) que todos têm função, isso é um absurdo. Outra coisa, que pessoalmente acho errado, é, quando da substituição,  a  retribuição ser paga tanto ao substituto quanto ao substituído. Não sei nem qual é o embasamento jurídico para tal.  

    Some-se isso com enormes gastos com passagens, diárias, horas extras, carros oficiais, enfim, coisas supérfluas que incham a despesa e reduzem a margem para reajustes.

    É necessário algum tipo de austeridade e controle nesses gastos. Os próprios magistrados deveriam entender que gastos acessórios em excesso reduzem suas próprias chances de reajuste.

    Para mim é muito vergonhoso fazer parte de um dos judiciários mais caros e ineficientes do mundo. Isso me desestimula muito a continuar fazendo o que faço, inclusive tenho vergonha de dizer onde trabalho. Não são raras as pessoas que dizem que somos inúteis, que devemos acabar com certos ramos do Judiciário, etc. Enfim, a forma como meu trabalho é visto está acabando com qualquer estímulo que tinha de serviço público.

    Essas são algumas ponderações pessoais que penso deveriam ser consideradas em eventual reestruturação da carreira.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por nando_rp em Qui 17 Maio 2018, 10:20 pm

    pernalonga escreveu:aposto que o Amarildo vai virar (de novo) o novo DG do STF  na gestão Toffoli

    E isso seria bom ou ruim, colega?

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VN em Qui 17 Maio 2018, 10:41 pm

    tec.tre escreveu:Vou tecer minha opinião, espero que alguns entendam meu ponto de vista sem levar para o lado pessoal.

    Temo que o congelamento salarial transcorra por alguns anos. Acho improvável qualquer tipo de reajuste, mesmo decorrente de reestruturação da carreira - embora esse seja o único factível -, porque qualquer tipo de projeto que sinalize  alteração de salários do Judiciário será muito mal visto pela sociedade. Talvez, somente talvez, se algum projeto prever economia de gastos, com pesados cortes na estrutura dos tribunais.

    Nosso Judiciário gasta, e muito; e, por mais que digam que a culpa é apenas dos juízes, eu discordo. Óbvio, não afasto o fato de que muitos extrapolam o teto recorrentemente e que os auxílios são grandes injustiças, mas o desperdício de dinheiro público não é só aí.

    Em primeiro lugar, acho a quantidade de FC e CJ um disparate. Além disso, suas distribuições são completamente injustas. Servem, na maioria das vezes, como instrumento de apadrinhamento e de aumento velado de salários. Raros os tribunais que disciplinam o acesso por mérito, tal qual concurso interno. Enfim, um grande escalabro.

    Querendo ou não, essas funções engordam muito a folha de pagamento. Deveria haver enorme racionalização, deixar apenas o essencial do essencial. No meu Regional, tem setor (com 5 pessoas) que todos têm função, isso é um absurdo. Outra coisa, que pessoalmente acho errado, é, quando da substituição,  a  retribuição ser paga tanto ao substituto quanto ao substituído. Não sei nem qual é o embasamento jurídico para tal.  

    Some-se isso com enormes gastos com passagens, diárias, horas extras, carros oficiais, enfim, coisas supérfluas que incham a despesa e reduzem a margem para reajustes.

    É necessário algum tipo de austeridade e controle nesses gastos. Os próprios magistrados deveriam entender que gastos acessórios em excesso reduzem suas próprias chances de reajuste.

    Para mim é muito vergonhoso fazer parte de um dos judiciários mais caros e ineficientes do mundo. Isso me desestimula muito a continuar fazendo o que faço, inclusive tenho vergonha de dizer onde trabalho. Não são raras as pessoas que dizem que somos inúteis, que devemos acabar com certos ramos do Judiciário, etc. Enfim, a forma como meu trabalho é visto está acabando com qualquer estímulo que tinha de serviço público.

    Essas são algumas ponderações pessoais que penso deveriam ser consideradas em eventual reestruturação da carreira.

    Concordo com vc, há um excesso de fc's e cj's, um absurdo. Esse negocio de substituição também é outra coisa fora da realidade. Se você contar isso para um leigo, é capaz do cara de bater. Fora as inúmeras outras coisas.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Mestre dos Magos! em Sex 18 Maio 2018, 4:25 am

    Em que pese eu sempre errar, lá se vão meus 2 centavos.

    (chuvas e trovoadas à vista...) - Meus nobres, segundo a Maju, a previsão do tempo para a nossa "catiguria" no ciclo 2019/2022 é dos piores possíveis. Se a PEC dos gastos públicos tá atrasando a portaria conjunta pra aumentar míseros reais no auxílio alimentação, quiçá Plano de Cargos e Salários. Faz-me rir.

    Não há movimentação alguma que sinalize um estudo da administração visando a elaboração de uma minuta de PCS. Pelo histórico da carruagem, primeiro os servidores se estapeiam em assembleias Brasil a fora, depois encaminham o (sic) resultado à administração, esta, por sua vez, joga o texto no lixo e faz um por conta própria, os servidores se estapeiam de novo, nada (ou quase nada) é mudado, os servidores se estapeiam novamente para que os presidas assinem, estes assinam a bagaça e o texto segue para a gaveta de alguma comissão no CN.

    O ciclo Tóffoli vem logo aí e muito me espantaria se algo fosse enviado na gestão dele. Creio que as chances são pífias. E olha que não tô nem falando em aprovação etc e talz, tô falando em simples envio ao CN mesmo. Até porque pra enviar qualquer coisa, antes é preciso definir "o quê enviar" e, sinceramente, a pouco mais de 6 meses da última parcela do atual reajuste, estamos a anos luz dessa resposta. O fato é que não há telescópio Hubble no mundo que a encontre nesse "universo de incertezas". Se quiser procurar, não se acanhe, fique à vontade e boa sorte!

    Segue o cortejo, pois o defunto tem pressa.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Sex 18 Maio 2018, 5:24 am

    VN escreveu:
    tec.tre escreveu:Vou tecer minha opinião, espero que alguns entendam meu ponto de vista sem levar para o lado pessoal.

    Temo que o congelamento salarial transcorra por alguns anos. Acho improvável qualquer tipo de reajuste, mesmo decorrente de reestruturação da carreira - embora esse seja o único factível -, porque qualquer tipo de projeto que sinalize  alteração de salários do Judiciário será muito mal visto pela sociedade. Talvez, somente talvez, se algum projeto prever economia de gastos, com pesados cortes na estrutura dos tribunais.

    Nosso Judiciário gasta, e muito; e, por mais que digam que a culpa é apenas dos juízes, eu discordo. Óbvio, não afasto o fato de que muitos extrapolam o teto recorrentemente e que os auxílios são grandes injustiças, mas o desperdício de dinheiro público não é só aí.

    Em primeiro lugar, acho a quantidade de FC e CJ um disparate. Além disso, suas distribuições são completamente injustas. Servem, na maioria das vezes, como instrumento de apadrinhamento e de aumento velado de salários. Raros os tribunais que disciplinam o acesso por mérito, tal qual concurso interno. Enfim, um grande escalabro.

    Querendo ou não, essas funções engordam muito a folha de pagamento. Deveria haver enorme racionalização, deixar apenas o essencial do essencial. No meu Regional, tem setor (com 5 pessoas) que todos têm função, isso é um absurdo. Outra coisa, que pessoalmente acho errado, é, quando da substituição,  a  retribuição ser paga tanto ao substituto quanto ao substituído. Não sei nem qual é o embasamento jurídico para tal.  

    Some-se isso com enormes gastos com passagens, diárias, horas extras, carros oficiais, enfim, coisas supérfluas que incham a despesa e reduzem a margem para reajustes.

    É necessário algum tipo de austeridade e controle nesses gastos. Os próprios magistrados deveriam entender que gastos acessórios em excesso reduzem suas próprias chances de reajuste.

    Para mim é muito vergonhoso fazer parte de um dos judiciários mais caros e ineficientes do mundo. Isso me desestimula muito a continuar fazendo o que faço, inclusive tenho vergonha de dizer onde trabalho. Não são raras as pessoas que dizem que somos inúteis, que devemos acabar com certos ramos do Judiciário, etc. Enfim, a forma como meu trabalho é visto está acabando com qualquer estímulo que tinha de serviço público.

    Essas são algumas ponderações pessoais que penso deveriam ser consideradas em eventual reestruturação da carreira.

    Concordo com vc, há um excesso de fc's e cj's, um absurdo. Esse negocio de substituição também é outra coisa fora da realidade. Se você contar isso para um leigo, é capaz do cara de bater. Fora as inúmeras outras coisas.

    O fundamento da sua discussão é interessante, mas acho que o foco deve ser debatido.

    Não entendo o porquê de tanto "ódio" contra FC's e CC/CJ's. Elas em si não custam tanto no orçamento do Judiciário e do MPU, e de certa forma são uma motivação ou recompensa que diferencia quem assume maior responsabilidade, quando bem destinadas.

    Algumas rubricas são muito mais onerosas e não trazem qualquer resultado ou benefício. As incorporações, por exemplo, seriam um "problema ao quadrado", porque padeceriam de todo o mal das funções e cargos comissionados, entretanto não geram qualquer contrapartida. Aliás, não prepresenta qualquer motivação para os servidores, uma vez que, congeladas, têm o poder de compra cada vez menor. No final das contas, se tivesse sido absorvidas com a devida compensação, no tempo possível, talvez ninguém mais lembraria delas (tal como aconteceu com nossas VPNIs de 59,87).

    O fato é que precisamos repensar o modelo de remuneração e trabalho, com foco em produtividade. Se formos adotar o modelo de vencimento básico + gratificações, que a parcela base seja significativamente baixa no total da remuneração, sob pena de termos, como hoje, aposentados que ganham em média muito mais do que os da ativa (porque além de incorporações, contam com adicional por tempo de serviço).

    Neste sentido, seriam muito mais efetivas medidas que visem valorizar os servidores da ativa e, mais do que isto, aplicar um conceito de remuneração variável, relacionado à produtividade. Há sérios problemas de gestão de pessoas devido ao modelo engessado que se adota.

    Quanto às substituições, juro que não entendi o questionamento. Mas se quiser substituir algum comissionado de graça, existem algumas maneiras de fazê-lo sem ganhar um centavo por isto.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por maligna em Sex 18 Maio 2018, 5:27 am

    Posso até concordar com número absurdo de Fcs/Cjs.
    Porém, contudo, todavia, cortá-las, por si só, não iria resolver nadica de nada para a gente, nada se reverteria em nosso favor...
    Com esses valores tirados dos servidores, certamente os Tribunais iriam adquirir mais carros oficiais, ou algo parecido.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Sex 18 Maio 2018, 5:34 am

    Mestre dos Magos! escreveu:Em que pese eu sempre errar, lá se vão meus 2 centavos.

    (chuvas e trovoadas à vista...) - Meus nobres, segundo a Maju, a previsão do tempo para a nossa "catiguria" no ciclo 2019/2022 é dos piores possíveis. Se a PEC dos gastos públicos tá atrasando a portaria conjunta pra aumentar míseros reais no auxílio alimentação, quiçá Plano de Cargos e Salários. Faz-me rir.

    Não há movimentação alguma que sinalize um estudo da administração visando a elaboração de uma minuta de PCS. Pelo histórico da carruagem, primeiro os servidores se estapeiam em assembleias Brasil a fora, depois encaminham o (sic) resultado à administração, esta, por sua vez, joga o texto no lixo e faz um por conta própria, os servidores se estapeiam de novo, nada (ou quase nada) é mudado, os servidores se estapeiam novamente para que os presidas assinem, estes assinam a bagaça e o texto segue para a gaveta de alguma comissão no CN.

    O ciclo Tóffoli vem logo aí e muito me espantaria se algo fosse enviado na gestão dele. Creio que as chances são pífias. E olha que não tô nem falando em aprovação etc e talz, tô falando em simples envio ao CN mesmo. Até porque pra enviar qualquer coisa, antes é preciso definir "o quê enviar" e, sinceramente, a pouco mais de 6 meses da última parcela do atual reajuste, estamos a anos luz dessa resposta. O fato é que não há telescópio Hubble no mundo que a encontre nesse "universo de incertezas". Se quiser procurar, não se acanhe, fique à vontade e boa sorte!

    Segue o cortejo, pois o defunto tem pressa.

    Minha aposta é neste sentido.
    O próximo governo vai montar na emenda da PEC dos gastos, mesmo que na propaganda diga que não. Quem ganhar em 2018, tem enormes possibilidades de ser reeleito, e não vai mexer na PEC (alguém acredita que conseguirá não ser reeleito, após a Dilma?).

    E o ponto mais simples, mais fácil, mais direto, que causa menos impopularidade, será o "congelamento" dos servidores públicos. Entenda que algum reajuste pode haver, mas sequer o suficiente para cobrir índices oficiais de inflação.

    Minha aposta é chegar em 2026 com 20~25% menos poder de compra do que tenho hoje.

    Lá na frente, com a casa em ordem, com as devidas reformas, talvez haja alguma capacidade de crescer e bancar alguma recuperação, ainda que parcial.
    Em 2018 o déficit projetado ultrapassou os R$ 300 bilhões. Em 2020, se nada for feito, a previdência vai bater em 400 bilhões.

    E tudo isto num cenário econômico mais arisco, a tal ponto que muito provavelmente nem o atual governo vai conseguir inflar resultados. Dólar em disparada (e não deve baixar tão cedo); SELIC subindo ainda antes das eleições e contas em frangalhos... Aquele cenário "caótico" de 2014 parece fichinha perto do que o próximo governo vai encarar.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por GDJ em Sex 18 Maio 2018, 11:53 am

    josebarbos escreveu:
    O fundamento da sua discussão é interessante, mas acho que o foco deve ser debatido.

    Não entendo o porquê de tanto "ódio" contra FC's e CC/CJ's. Elas em si não custam tanto no orçamento do Judiciário e do MPU, e de certa forma são uma motivação ou recompensa que diferencia quem assume maior responsabilidade, quando bem destinadas.

    Algumas rubricas são muito mais onerosas e não trazem qualquer resultado ou benefício. As incorporações, por exemplo, seriam um "problema ao quadrado", porque padeceriam de todo o mal das funções e cargos comissionados, entretanto não geram qualquer contrapartida. Aliás, não prepresenta qualquer motivação para os servidores, uma vez que, congeladas, têm o poder de compra cada vez menor. No final das contas, se tivesse sido absorvidas com a devida compensação, no tempo possível, talvez ninguém mais lembraria delas (tal como aconteceu com nossas VPNIs de 59,87).

    O fato é que precisamos repensar o modelo de remuneração e trabalho, com foco em produtividade. Se formos adotar o modelo de vencimento básico + gratificações, que a parcela base seja significativamente baixa no total da remuneração, sob pena de termos, como hoje, aposentados que ganham em média muito mais do que os da ativa (porque além de incorporações, contam com adicional por tempo de serviço).

    Neste sentido, seriam muito mais efetivas medidas que visem valorizar os servidores da ativa e, mais do que isto, aplicar um conceito de remuneração variável, relacionado à produtividade. Há sérios problemas de gestão de pessoas devido ao modelo engessado que se adota.

    Quanto às substituições, juro que não entendi o questionamento. Mas se quiser substituir algum comissionado de graça, existem algumas maneiras de fazê-lo sem ganhar um centavo por isto.
    Concordo plenamente, só que já tentaram implantar a GD em 2009, e foi bombardeada pelos sindicatos. Hoje, há ainda a EC do teto e a falta de verba. E os sindicatos fazem de tudo para aplicar qualquer reajuste sobre o VB.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tec.tre em Sex 18 Maio 2018, 1:53 pm

    josebarbos escreveu:
    VN escreveu:
    tec.tre escreveu:Vou tecer minha opinião, espero que alguns entendam meu ponto de vista sem levar para o lado pessoal.

    Temo que o congelamento salarial transcorra por alguns anos. Acho improvável qualquer tipo de reajuste, mesmo decorrente de reestruturação da carreira - embora esse seja o único factível -, porque qualquer tipo de projeto que sinalize  alteração de salários do Judiciário será muito mal visto pela sociedade. Talvez, somente talvez, se algum projeto prever economia de gastos, com pesados cortes na estrutura dos tribunais.

    Nosso Judiciário gasta, e muito; e, por mais que digam que a culpa é apenas dos juízes, eu discordo. Óbvio, não afasto o fato de que muitos extrapolam o teto recorrentemente e que os auxílios são grandes injustiças, mas o desperdício de dinheiro público não é só aí.

    Em primeiro lugar, acho a quantidade de FC e CJ um disparate. Além disso, suas distribuições são completamente injustas. Servem, na maioria das vezes, como instrumento de apadrinhamento e de aumento velado de salários. Raros os tribunais que disciplinam o acesso por mérito, tal qual concurso interno. Enfim, um grande escalabro.

    Querendo ou não, essas funções engordam muito a folha de pagamento. Deveria haver enorme racionalização, deixar apenas o essencial do essencial. No meu Regional, tem setor (com 5 pessoas) que todos têm função, isso é um absurdo. Outra coisa, que pessoalmente acho errado, é, quando da substituição,  a  retribuição ser paga tanto ao substituto quanto ao substituído. Não sei nem qual é o embasamento jurídico para tal.  

    Some-se isso com enormes gastos com passagens, diárias, horas extras, carros oficiais, enfim, coisas supérfluas que incham a despesa e reduzem a margem para reajustes.

    É necessário algum tipo de austeridade e controle nesses gastos. Os próprios magistrados deveriam entender que gastos acessórios em excesso reduzem suas próprias chances de reajuste.

    Para mim é muito vergonhoso fazer parte de um dos judiciários mais caros e ineficientes do mundo. Isso me desestimula muito a continuar fazendo o que faço, inclusive tenho vergonha de dizer onde trabalho. Não são raras as pessoas que dizem que somos inúteis, que devemos acabar com certos ramos do Judiciário, etc. Enfim, a forma como meu trabalho é visto está acabando com qualquer estímulo que tinha de serviço público.

    Essas são algumas ponderações pessoais que penso deveriam ser consideradas em eventual reestruturação da carreira.

    Concordo com vc, há um excesso de fc's e cj's, um absurdo. Esse negocio de substituição também é outra coisa fora da realidade. Se você contar isso para um leigo, é capaz do cara de bater. Fora as inúmeras outras coisas.

    O fundamento da sua discussão é interessante, mas acho que o foco deve ser debatido.

    Não entendo o porquê de tanto "ódio" contra FC's e CC/CJ's. Elas em si não custam tanto no orçamento do Judiciário e do MPU, e de certa forma são uma motivação ou recompensa que diferencia quem assume maior responsabilidade, quando bem destinadas.

    Algumas rubricas são muito mais onerosas e não trazem qualquer resultado ou benefício. As incorporações, por exemplo, seriam um "problema ao quadrado", porque padeceriam de todo o mal das funções e cargos comissionados, entretanto não geram qualquer contrapartida. Aliás, não prepresenta qualquer motivação para os servidores, uma vez que, congeladas, têm o poder de compra cada vez menor. No final das contas, se tivesse sido absorvidas com a devida compensação, no tempo possível, talvez ninguém mais lembraria delas (tal como aconteceu com nossas VPNIs de 59,87).

    O fato é que precisamos repensar o modelo de remuneração e trabalho, com foco em produtividade. Se formos adotar o modelo de vencimento básico + gratificações, que a parcela base seja significativamente baixa no total da remuneração, sob pena de termos, como hoje, aposentados que ganham em média muito mais do que os da ativa (porque além de incorporações, contam com adicional por tempo de serviço).

    Neste sentido, seriam muito mais efetivas medidas que visem valorizar os servidores da ativa e, mais do que isto, aplicar um conceito de remuneração variável, relacionado à produtividade. Há sérios problemas de gestão de pessoas devido ao modelo engessado que se adota.

    Quanto às substituições, juro que não entendi o questionamento. Mas se quiser substituir algum comissionado de graça, existem algumas maneiras de fazê-lo sem ganhar um centavo por isto.


    Concordo inteiramente com você no que tange ao modelo remuneratório. Não toquei nesse assunto em face da inocuidade de fazê-lo. Infelizmente, anos e anos debatendo isso não nos levou a lugar algum. Como a maioria aqui, sou completamente a favor de uma mudança no modelo da carreira, exatamente da forma como você comentou. Todavia, grande parte da carreira possui incorporações, e não vejo como uma mudança nesse modelo pode ter sucesso quando grande parte dos servidores luta contra isso. Penso, contudo, que o futuro nos reserva um momento de mudança; talvez, em face de congelamentos, esses mesmo servidores vislumbrem uma mudança na carreira como única saída ao reajuste, mesmo que isso signifique absorção das incorporações (que também concordo ser um dos motivos de tanta desigualdade e inchaço da folha).

    Por mim, era GD com absorção. Parcela variável atribuída por produtividade e metas.  

    Já com relação às FCs/CJs, não falei em abolir, mas em racionalizar. Penso que elas são em demasiada quantidade, não possuem critérios de distribuição, tampouco servem a sua finalidade. E não é ódio, colega, é apenas uma opinião. Se bem utilizadas, tem grande valor para o planejamento estratégico/institucional, porém foram banalizadas, sendo disputadas por influência política.

    Sobre a substituição, eu só não acho correto o titular do cargo/função ser remunerado nos seus afastamentos legais, a exemplo de férias e licenças. Essa retribuição deveria ser paga somente nos dias de exercício, e na impossibilidade do titular, apenas ao substituto. Mas aí é o entendimento da 8.112/90 (investidura, efetivo exercício). Enfim, é tão somente uma posição pessoal sobre o tema.

    Acho que criar um senso de austeridade e racionalização, assim como faríamos se tivéssemos uma empresa, é uma das vertentes que devemos tomar. Não só como forma de reduzir despesas, mas também como parcela de contribuição ao que o país vem passando. Talvez se cada poder dessa incipiente república fizesse o mesmo, tivéssemos um país com alguma qualidade de vida.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Sex 18 Maio 2018, 4:30 pm

    Até entendo o argumento por trás da crítica à "duplicidade" de pagamento das funções durante as férias do titular. Mas este é uma discussão que acho que não iria pra frente, pelos seguintes motivos:

    1) Na CLT a função de confiança se integra à remuneração para todos os efeitos (FGTS, INSS, férias, 13º, horas extras, DSR etc). O regime estatutário já é pior que o celetista em inúmeros aspectos. Não acho muito proveitoso da nossa parte defender mais uma precarização do nosso regime em comparação à CLT, em um dos poucos aspectos em que temos certa "igualdade de direitos".

    2) Há servidores cuja remuneração é, em grande parte, composta pela função ou cargo em comissão. Alguns dos ocupantes de cargos em comissão, inclusive, não têm sequer outro tipo de vencimentos. Sei que é uma crítica recorrente a questão dos comissionados não efetivos, dos apadrinhados etc., mas essa é a realidade, e sabemos que não vão acabar com os cargos comissionados. Essas pessoas ficariam sem remuneração nas férias? Obviamente que não. Então não vejo por que defendermos a possibilidade de condições melhores (receber pelo cargo em comissão nas férias) para os apadrinhados, e deixarmos os servidores efetivos "de fora".

    3) Uma outra forma de evitar essa "duplicidade" seria deixar o substituto sem receber. Por ser extremamente prejudicial e injusta, essa hipótese nem merece comento.

    4) Retirar um "benefício" é muito fácil, principalmente se defendido pelos próprios beneficiários em potencial. Por outro lado, reavê-lo posteriormente seria praticamente impossível. Portanto, há grande chance de fazermos tal "sacrifício" no presente, liberando margem orçamentária, só para vermos os magistrados e procuradores ocuparem essa margem com algum novo benefício. É bom lembrar que, mesmo hoje, em momento de aperto orçamentário, eles têm o "argumento" de estarem há mais tempo sem reajuste do que nós. Muito provavelmente qualquer margem orçamentária livre irá para reajuste dos magistrados e procuradores, antes de ser revertida para benefícios aos servidores. Mesmo que tal margem tenha tido origem em cortes de "benefícios" de servidores.

    Acho louvável a preocupação com os gastos desnecessários no Judiciário e MPU, mas temos de lembrar que a cúpula não tem essa mesma preocupação. Se tivessem, não estariam recebendo auxílio-moradia indiscriminadamente, mesmo contra a letra da lei, que determina seu recebimento apenas em casos específicos.

    Por outro lado, concordo que há excesso de funções e cargos em comissão, que há "mais cacique que índio" em vários lugares. Acho que seria uma opção mais viável, para garantir futuros reajustes, que a questão seja abordada por este lado. Num mesmo projeto de lei, a extinção de cargos e funções "desnecessários", e reversão deste valor para tabelas salariais.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Fhighlander em Sex 18 Maio 2018, 8:15 pm

    Como dizia um colega do fórum "Amarildo, possua o Vander!!!"

    pernalonga escreveu:aposto que o Amarildo vai virar (de novo) o novo DG do STF  na gestão Toffoli
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Sex 18 Maio 2018, 9:42 pm

    RELATOR escreveu:Verdade depois de janeiro de 2019, vai demorar muito para ter outro reajuste. Se sair só com uma mega greve nacional, coisa que ainda nunca ocorreu! Apertem os cintos, quando a inflação decolar e sem reajustes ai alguns vão se mexer! é sempre assim!

    Quanto otimismo! No Judiciário/MPU a desunião entre servidores é total. Ficamos 8 anos sem reajuste e nem assim o povo se uniu.
    Juízes e Procuradores são os primeiros a receber algum reajuste, se vier. Para eles é mais fácil subir o auxílio moradia para ter reajuste.
    Já o servidores ficarão a ver navios, de novo.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VN em Sex 18 Maio 2018, 9:55 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    RELATOR escreveu:Verdade depois de janeiro de 2019, vai demorar muito para ter outro reajuste. Se sair só com uma mega greve nacional, coisa que ainda nunca ocorreu! Apertem os cintos, quando a inflação decolar e sem reajustes ai alguns vão se mexer! é sempre assim!

    Quanto otimismo! No Judiciário/MPU a desunião entre servidores é total. Ficamos 8 anos sem reajuste e nem assim o povo se uniu.
    Juízes e Procuradores são os primeiros a receber algum reajuste, se vier. Para eles é mais fácil subir o auxílio moradia para ter reajuste.
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    Vocês acham que ficaremos quanto tempo sem reajuste? Caso seja 8 anos novamente, por volta de 2027 estaria sendo implementado outro plano.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Protocol em Sex 18 Maio 2018, 10:28 pm

    GDJ escreveu:
    josebarbos escreveu:
    O fundamento da sua discussão é interessante, mas acho que o foco deve ser debatido.

    Não entendo o porquê de tanto "ódio" contra FC's e CC/CJ's. Elas em si não custam tanto no orçamento do Judiciário e do MPU, e de certa forma são uma motivação ou recompensa que diferencia quem assume maior responsabilidade, quando bem destinadas.

    Algumas rubricas são muito mais onerosas e não trazem qualquer resultado ou benefício. As incorporações, por exemplo, seriam um "problema ao quadrado", porque padeceriam de todo o mal das funções e cargos comissionados, entretanto não geram qualquer contrapartida. Aliás, não prepresenta qualquer motivação para os servidores, uma vez que, congeladas, têm o poder de compra cada vez menor. No final das contas, se tivesse sido absorvidas com a devida compensação, no tempo possível, talvez ninguém mais lembraria delas (tal como aconteceu com nossas VPNIs de 59,87).

    O fato é que precisamos repensar o modelo de remuneração e trabalho, com foco em produtividade. Se formos adotar o modelo de vencimento básico + gratificações, que a parcela base seja significativamente baixa no total da remuneração, sob pena de termos, como hoje, aposentados que ganham em média muito mais do que os da ativa (porque além de incorporações, contam com adicional por tempo de serviço).

    Neste sentido, seriam muito mais efetivas medidas que visem valorizar os servidores da ativa e, mais do que isto, aplicar um conceito de remuneração variável, relacionado à produtividade. Há sérios problemas de gestão de pessoas devido ao modelo engessado que se adota.

    Quanto às substituições, juro que não entendi o questionamento. Mas se quiser substituir algum comissionado de graça, existem algumas maneiras de fazê-lo sem ganhar um centavo por isto.
    Concordo plenamente, só que já tentaram implantar a GD em 2009, e foi bombardeada pelos sindicatos. Hoje, há ainda a EC do teto e a falta de verba. E os sindicatos fazem de tudo para aplicar qualquer reajuste sobre o VB.

    Outros tempos e outro cenário. De 2009 para cá muita coisa mudou. Depois de algum tempo sem recomposições remuneratórias (algum tempo = anos), uma proposta de restruturação de carreira que garanta algum "ganho", seja via subsídio ou VB+GD, viria como um copo d'água no deserto. Acho que os sindicatos não aguentariam a pressão da própria categoria (ativos).

    Até acredito que haveria um ensaio de recusar a proposta, principalmente por pressão dos inativos, mas a realidade é que os Poderes e órgãos vão ter de aprender a empregar melhor os recursos, e nós que a realidade é de racionalização (redução) de despesas, enquanto vigorar a EC do teto de gastos e nada for feito para estancar o déficit público.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Sab 19 Maio 2018, 1:25 am

    VN escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    RELATOR escreveu:Verdade depois de janeiro de 2019, vai demorar muito para ter outro reajuste. Se sair só com uma mega greve nacional, coisa que ainda nunca ocorreu! Apertem os cintos, quando a inflação decolar e sem reajustes ai alguns vão se mexer! é sempre assim!

    Quanto otimismo! No Judiciário/MPU a desunião entre servidores é total. Ficamos 8 anos sem reajuste e nem assim o povo se uniu.
    Juízes e Procuradores são os primeiros a receber algum reajuste, se vier. Para eles é mais fácil subir o auxílio moradia para ter reajuste.
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    Vocês acham que ficaremos quanto tempo sem reajuste? Caso seja 8 anos novamente, por volta de 2027 estaria sendo implementado outro plano.


    Tudo que Temer faz é coerente, mas uma coerência negativa. A reforma trabalhista, segundo ele, iria gerar mais emprego e renda. Pelo contrário! A reforma da previdência, segundo ele, é correta. Mentiroso! Só que tem uma gama de bocó que apoia esse larápio ladrão.


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    Mensagem por The Punisher em Sab 19 Maio 2018, 2:32 am

    Quem votou dilma, votou temer. Parabéns a todos os envolvidos.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Bastião em Dom 20 Maio 2018, 4:45 pm

    Ou no Aécio, um gangster que está de escanteio, aparecendo na mídia quando tira selfies com magistrado salvador dos males do mundo.

    Adaptando Sartre, o inferno são os votos dos outros. lol2
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Dom 20 Maio 2018, 6:05 pm

    tec.tre escreveu:
    Concordo inteiramente com você no que tange ao modelo remuneratório. Não toquei nesse assunto em face da inocuidade de fazê-lo. Infelizmente, anos e anos debatendo isso não nos levou a lugar algum. Como a maioria aqui, sou completamente a favor de uma mudança no modelo da carreira, exatamente da forma como você comentou. Todavia, grande parte da carreira possui incorporações, e não vejo como uma mudança nesse modelo pode ter sucesso quando grande parte dos servidores luta contra isso. Penso, contudo, que o futuro nos reserva um momento de mudança; talvez, em face de congelamentos, esses mesmo servidores vislumbrem uma mudança na carreira como única saída ao reajuste, mesmo que isso signifique absorção das incorporações (que também concordo ser um dos motivos de tanta desigualdade e inchaço da folha).
    Ou seja, paga-se função a quem não exerce, por "pressão", mas não se paga a quem trabalha? A primeira racionalização, por assim dizer, é acabar com funções incorporadas, que não fazem sentido na atual carreira, e sequer são tão vantajosas assim para os servidores que as tem, salvo raras exceções.

    tec.tre escreveu:
    Por mim, era GD com absorção. Parcela variável atribuída por produtividade e metas.  
    Seria, sem dúvidas, o modelo mais interessante. Mas dada a realidade do Judiciário e MPU, acho que subsídio, bem divulgado, também seria uma ótima.
    tec.tre escreveu:
    Já com relação às FCs/CJs, não falei em abolir, mas em racionalizar. Penso que elas são em demasiada quantidade, não possuem critérios de distribuição, tampouco servem a sua finalidade. E não é ódio, colega, é apenas uma opinião. Se bem utilizadas, tem grande valor para o planejamento estratégico/institucional, porém foram banalizadas, sendo disputadas por influência política.
    Eu não sei exatamente qual a realidade que você vive, mas há mundos completamente diferentes. No MPU, a despeito da propalada "isonomia", há uma racionalização gigantesca de funções, até demais.

    No MPF, que é o "primo rico", aproximadamente 40% do cargo tem FC/CC. A maioria, especialmente na área meio, é retribuída por um valor pouco significativo. Apenas para citar dois exemplos, na última reestruturação, ocorrida há 3 ou 4 anos, o chefe do protocolo teve a FC-2 reduzida para FC-1, num cenário em que aumentava trabalho, graças a expansão de PRM's.
    Um coordenador de PRM classe 2 ou 3 (a maioria), recebe apenas uma FC-3, para ter que dar com todo o tipo de problema, mormente administrativo, mas também alguma coisa na área jurídica.

    tec.tre escreveu:
    Sobre a substituição, eu só não acho correto o titular do cargo/função ser remunerado nos seus afastamentos legais, a exemplo de férias e licenças. Essa retribuição deveria ser paga somente nos dias de exercício, e na impossibilidade do titular, apenas ao substituto. Mas aí é o entendimento da 8.112/90 (investidura, efetivo exercício). Enfim, é tão somente uma posição pessoal sobre o tema.

    A 8.112 é tão clara neste tema que, inclusive, dedica um capítulo específico à substituição.

    A questão beira a humanidade, mas os princípios são simples: imagine um servidor cuja FC/CC seja importante parcela dos proventos, num cenário em que receberia apenas pela "atividade". Vai trabalhar mesmo estando doente ou com algum parente nesta situação. Vai ter "cabeça" para tomar decisões justas e corretas? Ou, simplesmente, para não caracterizar uma falta, bate ponto, fica algumas horas na repartição e adota uma forma de compensação que não caracteriza a ausência ao serviço. É a própria repartição a maior prejudicada, ao não ter alguém apto a tomar as decisões.

    E aí, da mesma forma que a chefia não deveria ser paga, outras parcelas então seria ainda mais descabidas: desde um óbvio auxílio alimentação a até mesmo um adicional de qualificação, uma vez que a Administração não estará utilizando da capacitação realizada pelo servidor.

    Enfim, é criar complexidade onde não é necessária. Vale lembrar que a figura do substituto, muitas vezes, é um braço direito, nas ausências ou situações mais simples a serem resolvidas.

    tec.tre escreveu:
    Acho que criar um senso de austeridade e racionalização, assim como faríamos se tivéssemos uma empresa, é uma das vertentes que devemos tomar. Não só como forma de reduzir despesas, mas também como parcela de contribuição ao que o país vem passando. Talvez se cada poder dessa incipiente república fizesse o mesmo, tivéssemos um país com alguma qualidade de vida.

    Embora profissionalização e racionalização sejam necessárias, é preciso ter consciência que serviço público e iniciativa privada são radicalmente diferentes, a partir do princípio mais básico: a busca do lucro.

    O Estado tem que ser eficiente e simplificar processos (especialmente o nosso, que cria dificuldades a todo o instante), mas qualquer mudança, até mesmo pelo formalismo, é muito mais lenta e tem barreiras que, na iniciativa privada, são impensáveis.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Patriot em Dom 20 Maio 2018, 9:31 pm

    Essa história de alongar a carreira está parecendo um engodo. Funcionando assim, todos c13, c12, c11 compram a ideia, divide-se a categoria como na época do subsidio, daí longos anos carreira brigando por algo inaplicável daí vem a notícia. "Governo alega que não tem dinheiro e a partir de hoje quem tiver em final de carreira é E25 COM SALARIO ATUAL E QUEM TIVER INICIANDO É A1 COM SALÁRIO UM POUCO MENOR E DEMORARÁ 25 ANOS RECEBER O QUE ANTES RECEBERIA EM 13.

    DATA-BASE É ÚNICA SOLUÇÃO EM QUE OPINIÃO PÚBLICA NÃO SERIA CONTRA.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Seg 21 Maio 2018, 4:10 am

    Patriot escreveu:Essa história de alongar a carreira está parecendo um engodo. Funcionando assim, todos c13, c12, c11 compram a ideia, divide-se a categoria como na época do subsidio, daí longos anos carreira brigando por algo inaplicável daí vem a notícia. "Governo alega que não tem dinheiro e a partir de hoje quem tiver em final de carreira é E25 COM SALARIO ATUAL E QUEM TIVER INICIANDO É A1 COM SALÁRIO UM POUCO MENOR E DEMORARÁ 25 ANOS RECEBER O QUE ANTES RECEBERIA EM 13.

    DATA-BASE É ÚNICA SOLUÇÃO EM QUE OPINIÃO PÚBLICA NÃO SERIA CONTRA.

    Pelo contrário, todo mundo sabe que carreira achatada não é carreira de verdade, mas paliativo. Pode perguntar para qualquer especialista de rh se é benéfico para a instituição uma carreira com poucos níveis. Não, não é. O camarada chega no topo em pouco tempo e, logo em seguida, tira o pé do acelerador. Então, o que percebo é que sempre haverá essa briguinha inócua entre os que estão no início e final de carreira. E até onde sei, a data-base nunca será implantada pelo STF, que não aceita de jeito nenhum indexar salários. Felizmente, ao contrário do que muita gente acha, o PJU tem força sim para conseguir bons reajustes considerando a situação do país.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Seg 21 Maio 2018, 4:30 am

    Nunca vi ninguém acelerando/freando só por estar no início/meio/fim da carreira...

    Vejo acelerando por lotação (fugir de cidades ruins), por FC/CJ...

    Os que fream, fream porque querem mesmo... canso de ver novato com o freio-de-mão puxado, e veteranos ainda no gás.....


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por MConcursos em Seg 21 Maio 2018, 4:31 am

    Eu estou no modo freio de mão puxado desde que fique estável, ou seja, A4.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Patriot em Seg 21 Maio 2018, 3:33 pm

    Galizezin escreveu:
    Patriot escreveu:Essa história de alongar a carreira está parecendo um engodo. Funcionando assim, todos c13, c12, c11 compram a ideia, divide-se a categoria como na época do subsidio, daí longos anos carreira brigando por algo inaplicável daí vem a notícia. "Governo alega que não tem dinheiro e a partir de hoje quem tiver em final de carreira é E25 COM SALARIO ATUAL E QUEM TIVER INICIANDO É A1 COM SALÁRIO UM POUCO MENOR E DEMORARÁ 25 ANOS RECEBER O QUE ANTES RECEBERIA EM 13.

    DATA-BASE É ÚNICA SOLUÇÃO EM QUE OPINIÃO PÚBLICA NÃO SERIA CONTRA.

    Pelo contrário, todo mundo sabe que carreira achatada não é carreira de verdade, mas paliativo. Pode perguntar para qualquer especialista de rh se é benéfico para a instituição uma carreira com poucos níveis. Não, não é. O camarada chega no topo em pouco tempo e, logo em seguida, tira o pé do acelerador. Então, o que percebo é que sempre haverá essa briguinha inócua entre os que estão no início e final de carreira. E até onde sei, a data-base nunca será implantada pelo STF, que não aceita de jeito nenhum indexar salários. Felizmente, ao contrário do que muita gente acha, o PJU tem força sim para conseguir bons reajustes considerando a situação do país.  

    Concordo que alongar a carreira é excelente para a administração pelos mesmos motivos que falou.
    O que quis dizer é vão implantar isso sem o reajuste financeiro, que é o que nos interessa.
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    Novo PCS absorveria o aumento de janeiro/2019?

    Mensagem por cavalo em Seg 21 Maio 2018, 4:36 pm

    Colegas,

    Não sei se estou certo, mas alguém especulou que a criação do PCS 25 níveis absorveria o aumento de janeiro/2019?
    Acho que aí é pura sacanagem, já que esse aumento é o melhor de todas as parcelas. Esse ano, inclusive, o orçamento deve sair mais cedo, e se não mexerem nessa parcela uhfff, já será um grande alívio!














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    Re: Novo PCS

    Mensagem por pernalonga em Seg 21 Maio 2018, 5:29 pm

    cavalo escreveu:Colegas,

    Não sei se estou certo, mas alguém especulou que a criação do PCS 25 níveis absorveria o aumento de janeiro/2019?
    Acho que aí é pura sacanagem, já que esse aumento é o melhor de todas as parcelas. Esse ano, inclusive, o orçamento deve sair mais cedo, e se não mexerem nessa parcela  uhfff, já será um grande alívio!

    Isso é uma afirmação ou uma pergunta? Ouviu algo sobre essa suposta absorção?














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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Seg 21 Maio 2018, 5:42 pm

    euvoltei escreveu:Nunca vi ninguém acelerando/freando só por estar no início/meio/fim da carreira...

    Vejo acelerando por lotação (fugir de cidades ruins), por FC/CJ...

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