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    Assuntos gerais: economia & política

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    jornalista
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Qua 21 Mar 2018, 9:05 am

    Bastião escreveu:
    jornalista escreveu:
    Bastião escreveu:Se tem uma coisa que o Bolsonaro fez certo foi de se abster de comentar o episódio. Até que tem o mínimo de bom senso.

    Não teria sentido, pois ele deixa bem claro que é o líder anti esquerda e anti direitos humanos.
    Concordo mas por outro motivo. O mito fez bem em não falar pq se falasse com tom de solidariedade, seria criticado. Se falasse detonando o real aproveitamento eleitoral, também seria. Não havia saída. Mas vc está correto quando afirma que ele é anti esquerda e anti direitos humanos (de esquerda), que é a teoria que prevalece no direito internacional. Eu adotaria um tom amistoso, mesmo ciente das críticas. Por outro lado, se a parlamentar fosse branca, rica, hetero e de direita, não haveria essa repercussão - se é que haveria alguma.

    Repetindo, a repercussão em demasia foi em conta também do que ela representava como ativista contra violência policial e miliciana. E por ser no RJ. Lá é a vitrine do país.


    E morre uma pá de líder comunitário Brasil afora assassinados, mas que tem menos repercussão e importância do que morte de cachorro de madame.
    Engano seu. Essa prendia Pm bandido e não teve a mesma repercussão e foi no RJ: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    A repercussão é pq era mulher, negra, homo, pobre e de esquerda. Ponto.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 9:07 am

    jornalista escreveu:
    Bastião escreveu:
    jornalista escreveu:
    Bastião escreveu:Se tem uma coisa que o Bolsonaro fez certo foi de se abster de comentar o episódio. Até que tem o mínimo de bom senso.

    Não teria sentido, pois ele deixa bem claro que é o líder anti esquerda e anti direitos humanos.
    Concordo mas por outro motivo. O mito fez bem em não falar pq se falasse com tom de solidariedade, seria criticado. Se falasse detonando o real aproveitamento eleitoral, também seria. Não havia saída. Mas vc está correto quando afirma que ele é anti esquerda e anti direitos humanos (de esquerda), que é a teoria que prevalece no direito internacional. Eu adotaria um tom amistoso, mesmo ciente das críticas. Por outro lado, se a parlamentar fosse branca, rica, hetero e de direita, não haveria essa repercussão - se é que haveria alguma.

    Repetindo, a repercussão em demasia foi em conta também do que ela representava como ativista contra violência policial e miliciana. E por ser no RJ. Lá é a vitrine do país.


    E morre uma pá de líder comunitário Brasil afora assassinados, mas que tem menos repercussão e importância do que morte de cachorro de madame.
    Engano seu. Essa prendia Pm bandido e não teve a mesma repercussão e foi no RJ: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    A repercussão é pq era mulher, negra, homo, pobre e de esquerda. Ponto.

    Tá bom, desisto. Kkkk
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 9:15 am

    Independentemente do que é certo ou não (até porque já tenho idade para saber que 'certo' ou 'errado' é extremamente relativizado), Marielle é igual àquele cantor sertanejo que só ouvi falar quando morreu - que, aliás, já esqueci o nome, mas ainda lembro que tinha um motorista, um carro grande, uma bolinação na traseira e umas rodas 'da hora' que estavam mal colocadas.

    É que nem minha morte: um acontecimento insignificante na natureza. Igual a todos.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 21 Mar 2018, 9:32 am

    cicero_pb escreveu:Independentemente do que é certo ou não (até porque já tenho idade para saber que 'certo' ou 'errado' é extremamente relativizado), Marielle é igual àquele cantor sertanejo que só ouvi falar quando morreu - que, aliás, já esqueci o nome, mas ainda lembro que tinha um motorista, um carro grande, uma bolinação na traseira e umas rodas 'da hora' que estavam mal colocadas.

    É que nem minha morte: um acontecimento insignificante na natureza. Igual a todos.

    É. Passou o sétimo dia, os vivos que continuem vivendo até chegar sua vez.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 9:45 am

    Da minha parte vou dar muita relevância e torcer para que entre para a História, justamente pelo que vcs mais repudiam: negra, de esquerda, homossexual e favelada.

    Chola mais

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Qua 21 Mar 2018, 9:54 am

    Bastião escreveu:Da minha parte vou dar muita relevância e torcer para que entre para a História, justamente pelo que vcs mais repudiam: negra, de esquerda, homossexual e favelada.

    Chola mais
    É possível que ela entre. Dizem que Che matava gays e entrou.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 10:01 am

    Tinha eu 17 anos e andava querendo pegar uma guria evangélica.

    Então passei a frequentar o culto. Aguentei uma sessão. Cheguei a conclusão que o produto não valia o preço.

    E sabe por quê? Era um tal de "aceite Jesus", "coloque Jesus no seu coração", "declare seus pecados frente ao Senhor", etc.

    Quem foi que deu poderes àquelas pessoas para que falassem que eu "não tenho Jesus no coração"?

    Da mesma forma, me inclua fora dessa de ter repúdio por "negra, de esquerda, homossexual e favelada".

    Pois, de fato, meu pai era negro (eu sou amarelo) e minha família sempre foi favelada, até eu conseguir esse excelente emprego no serviço público... Homossexual não era (meu pai), mas tenho parentes que são e que pessoas fantásticas. Agora, infelizmente, há alguns esquerdistas. Mas lá em casa, esquerda, somente para segurar o garfo. No mais, somos destros.

    -----
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 21 Mar 2018, 10:36 am

    cicero_pb escreveu:Tinha eu 17 anos e andava querendo pegar uma guria evangélica.

    Então passei a frequentar o culto. Aguentei uma sessão. Cheguei a conclusão que o produto não valia o preço.

    E sabe por quê? Era um tal de "aceite Jesus", "coloque Jesus no seu coração", "declare seus pecados frente ao Senhor", etc.

    Quem foi que deu poderes àquelas pessoas para que falassem que eu "não tenho Jesus no coração"?

    Da mesma forma, me inclua fora dessa de ter repúdio por "negra, de esquerda, homossexual e favelada".

    Pois, de fato, meu pai era negro (eu sou amarelo) e minha família sempre foi favelada, até eu conseguir esse excelente emprego no serviço público... Homossexual não era (meu pai), mas tenho parentes que são e que pessoas fantásticas. Agora, infelizmente, há alguns esquerdistas. Mas lá em casa, esquerda, somente para segurar o garfo. No mais, somos destros.

    -----

    Como falou Tim Maia(sem os palavrões): O Brasil nunca vai dar certo, aqui o cafetão se apaixona pela prostituta, o traficante cheira e o pobre vota na direita.

    Respeito todos os posicionamentos dentro da democracia, mas falta visão de classe social aos trabalhadores. A ausência e a deficiência educacional, particularmente das ciências sociais, provocou o acesso aos bens de consumo sem a respectiva visão solidária de alteridade política.

    Esse, sem dúvida, foi o maior erro político do PT. Acreditar que mantendo um sistema capitalista baseado nas oligarquias corruptas, transferindo parte dos ganhos para os mais pobres, sem transformar as consciências, esperando que por um milagre o espírito solidário fosse ser desenvolvido.

    Fica a lição.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 11:07 am

    É que meu saco não aguenta mais essa choradeira de "meus direitos" e vitimismo.

    Deixa de chorar e vai à luta.

    Nunca serei um astronauta. E qual o problema? Deixarei de ser feliz por isso?

    Mas pelo menos estudei bastante astronomia e me maravilho olhando para o céu (se esse país mequetrefe tivesse livre mercado, poderia comprar um bom telescópio e ir para um descampado observar as estrelas. Se tivesse justiça, poderia até ir sem medo de ser assassinado).

    O que o DITADOR  vargas fez?

    Sabia que estudei história? De modo não tão profundo, mas aprendi que a esquerda lascou com o mundo.

    Não quero saber se são bonzinhos. Mas sei que o mercado REGULA, inclusive os maus.

    O empresário pratica um preço justo pela concorrência, não porque é bonzinho.

    Mas o que vargas fez? CLT. Estado. Espaço para corrupção. Jogou dinheiro fora...

    E ainda não acabou.

    Hoje mesmo li em algum lugar que o governo vai assinar uma lei OBRIGANDO ter torneiras de fechamento automático em banheiros coletivos!!!!

    Essa bos.ta nunca irá pra frente.

    Mas pelo excesso de estado.


    Última edição por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 11:52 am, editado 1 vez(es)
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 11:47 am

    jornalista escreveu:
    Bastião escreveu:Da minha parte vou dar muita relevância e torcer para que entre para a História, justamente pelo que vcs mais repudiam: negra, de esquerda, homossexual e favelada.

    Chola mais
    É possível que ela entre. Dizem que Che matava gays e entrou.

    Adoro senso comum e frases prontas Wink
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Qua 21 Mar 2018, 11:53 am

    ale1969 escreveu:
    Como falou Tim Maia(sem os palavrões): O Brasil nunca vai dar certo, aqui o cafetão se apaixona pela prostituta, o traficante cheira e o pobre vota na direita.

    Respeito todos os posicionamentos dentro da democracia, mas falta visão de classe social aos trabalhadores. (......)
    Fica a lição.

    "Visão de classe social dos trabalhadores" eu vejo sempre nas empresas... Deve ser aquele lance de um querendo derrubar o outro pra ser promovido...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 11:57 am

    ale1969 escreveu:
    cicero_pb escreveu:Tinha eu 17 anos e andava querendo pegar uma guria evangélica.

    Então passei a frequentar o culto. Aguentei uma sessão. Cheguei a conclusão que o produto não valia o preço.

    E sabe por quê? Era um tal de "aceite Jesus", "coloque Jesus no seu coração", "declare seus pecados frente ao Senhor", etc.

    Quem foi que deu poderes àquelas pessoas para que falassem que eu "não tenho Jesus no coração"?

    Da mesma forma, me inclua fora dessa de ter repúdio por "negra, de esquerda, homossexual e favelada".

    Pois, de fato, meu pai era negro (eu sou amarelo) e minha família sempre foi favelada, até eu conseguir esse excelente emprego no serviço público... Homossexual não era (meu pai), mas tenho parentes que são e que pessoas fantásticas. Agora, infelizmente, há alguns esquerdistas. Mas lá em casa, esquerda, somente para segurar o garfo. No mais, somos destros.

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    Como falou Tim Maia(sem os palavrões): O Brasil nunca vai dar certo, aqui o cafetão se apaixona pela prostituta, o traficante cheira e o pobre vota na direita.

    Respeito todos os posicionamentos dentro da democracia, mas falta visão de classe social aos trabalhadores. A ausência e a deficiência educacional, particularmente das ciências sociais, provocou o acesso aos bens de consumo sem a respectiva visão solidária de alteridade política.

    Esse, sem dúvida, foi o maior erro político do PT. Acreditar que mantendo um sistema capitalista baseado nas oligarquias corruptas, transferindo parte dos ganhos para os mais pobres, sem transformar as consciências, esperando que por um milagre o espírito solidário fosse ser desenvolvido.

    Fica a lição.

    Não há consciência de classe. Muito servidor público faz cara feia para greve dos empregados dos Correios que cada vez estão mais arrombados.

    Por outro lado, aceitam as regras e juros do mercado e a agiotagem dos bancos. E eu também, incluo-me nessa passividade.

    "Você precisa entender que a maior parte das pessoas não está pronta para acordar. E muitos estão tão inertes, tão dependentes do sistema, que vão lutar para protegê-lo."

    Não que eu seja "o ativista contra o sistema". Apenas para reflexão.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 12:03 pm

    cicero_pb escreveu:É que meu saco não aguenta mais essa choradeira de "meus direitos" e vitimismo.

    Deixa de chorar e vai à luta.

    Nunca serei um astronauta. E qual o problema? Deixarei de ser feliz por isso?

    Mas pelo menos estudei bastante astronomia e me maravilho olhando para o céu (se esse país mequetrefe tivesse livre mercado, poderia comprar um bom telescópio e ir para um descampado observar as estrelas. Se tivesse justiça, poderia até ir sem medo de ser assassinado).

    O que o DITADOR  vargas fez?

    Sabia que estudei história? De modo não tão profundo, mas aprendi que a esquerda lascou com o mundo.

    Não quero saber se são bonzinhos. Mas sei que o mercado REGULA, inclusive os maus.

    O empresário pratica um preço justo pela concorrência, não porque é bonzinho.

    Mas o que vargas fez? CLT. Estado. Espaço para corrupção. Jogou dinheiro fora...

    E ainda não acabou.

    Hoje mesmo li em algum lugar que o governo vai assinar uma lei OBRIGANDO ter torneiras de fechamento automático em banheiros coletivos!!!!

    Essa bos.ta nunca irá pra frente.

    Mas pelo excesso de estado.

    Não precisa ser o astronauta. Só ter o mínimo de dignidade e acesso a boa educação, saúde, lazer, segurança, emprego digno, etc.

    Sobre o caso das torneiras tá bem fácil. É certo que foi lobby de empresários do ramo para que essa lei fosse aprovada.

    Então não é excesso de estado do jeito que vc pensa, mas sim excesso de Estado para servir interesses privados.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 12:16 pm

    Aí é que está o erro!!!

    NINGUÉM pode me dizer do que preciso!!!

    Somente EU sei o que é necessário para minha dignidade.

    Não quero tutela do estado. E nem preciso.

    E o lobby é exatamente DECORRÊNCIA da não existência do livre mercado. Colocado pela esquerda, para proteger a "economia nacional".

    Ah, PSDB, pelo que conheço, é esquerda.

    E "capitalismo de compadrio" não é capitalismo.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 12:35 pm

    Nao precisa de tutela estatal? Mas vc ganha salário do Estado e fora outros vários serviços, sejam ineficientes ou não. Talvez viver numa ilha isolada e se alimentando de caça e pesca pode ser coerente com seu pensamento.

    Quando nascemos já assinamos um contrato com o Estado, na certidão de nascimento. Não tem jeito. (Voz de filme de terror: "Uaaaahaha")
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qua 21 Mar 2018, 1:24 pm

    Declaração do Gal. Villas Bôas sobre a intervenção federal na segurança do RJ. Bingo!

    “Eu estou otimista e preocupado. Confesso que muito preocupado pela incerteza de que nós vamos, realmente, atingir todos os resultados”, disse Villas Bôas.

    “Esse estado de coisas a que nós chegamos é resultado de décadas e décadas de omissões e de necessidades básicas da população não atendidas, que acabam se represando e transbordando sob formas de violência”, apontou o general.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qua 21 Mar 2018, 1:36 pm

    Rio de Janeiro...

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qua 21 Mar 2018, 1:57 pm

    E a fila do emprego é decorrência direta da política do pt.

    E décadas de descaso é fruto de políticas protecionistas.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 21 Mar 2018, 2:35 pm

    Bolsonaro, finalmente, deu uma declaração sobre a morte de Marielle. Adivinha!
    Comparou com a morte de PMs.
    Sinceramente, como tem com boa instrução e até boa cultura que pretendem eleger um ex-milico Presidente?
    O cara não fala de economia, não fala política externa, defende a elite oligárquica. Era melhor ter ficado calado.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 21 Mar 2018, 3:07 pm

    No dia que seria do julgamento do auxílio moradia, os Ministros do STF irão julgar o HC do Lula!
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qua 21 Mar 2018, 3:26 pm

    ale1969 escreveu:Bolsonaro, finalmente, deu uma declaração sobre a morte de Marielle. Adivinha!
    Comparou com a morte de PMs.
    Sinceramente, como tem com boa instrução e até boa cultura que pretendem eleger um ex-milico Presidente?
    O cara não fala de economia, não fala política externa, defende a elite oligárquica. Era melhor ter ficado calado.  

    Até que, nesse ponto específico, não tiro a razão do Bolsonaro. Diga-se de passagem, vale a retificação: ele não comparou a morte de Marielle à morte dos PMs. Comparou a atuação da mídia, especificamente em relação a ele próprio, enquanto candidato.

    Pra quem não leu, e está por fora, a comparação foi: fonte

    “Vou continuar silente”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Broadcast Político no plenário da Câmara. “No ano passado teve enterro de uns 20 PMs (policiais militares), nenhum dos presidenciáveis foi e só eu estou apanhando agora por não falar sobre a morte dela”, acrescentou o parlamentar.


    Ou seja, o que ele quis dizer foi: quando morreram policiais (parte relevante do seu eleitorado), ele foi ao enterro, e demais presidenciáveis ficaram silentes, ninguém cobrou nada. Quando falece alguém, fora do seu espectro político, e ele "prefere não opinar", querem cobrar dele uma posição.

    Acho que ele tem todo o direito de não expor sua opinião, mesmo com toda a relevância dada ao tema. Há temas em que os eventuais candidatos à Presidência têm obrigação em se manifestar. Já este assunto em especial (a morte da Marielle) é aquele tipo de assunto em que determinada opinião (desde que não extremada) não credencia, nem descredencia um candidato. Ele achar X ou Y da morte da Marielle em pouco interfere na decisão do eleitorado.

    Por outro lado, há vários outros temas em que outros presidenciáveis não se manifestam (o próprio Bolsonaro deu como exemplo a morte de policiais), e a cobrança por uma opinião não é tão forte, de parte da imprensa.

    Minha opinião é que ele fez bem em não dar qualquer declaração (até porque provavelmente falaria bobagem). Basta ver o fuzuê que fizeram em cima da mera justificativa que ele deu para não se pronunciar, e da reclamação pela cobrança repetitiva.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 21 Mar 2018, 3:33 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:Bolsonaro, finalmente, deu uma declaração sobre a morte de Marielle. Adivinha!
    Comparou com a morte de PMs.
    Sinceramente, como tem com boa instrução e até boa cultura que pretendem eleger um ex-milico Presidente?
    O cara não fala de economia, não fala política externa, defende a elite oligárquica. Era melhor ter ficado calado.  

    Até que, nesse ponto específico, não tiro a razão do Bolsonaro. Diga-se de passagem, vale a retificação: ele não comparou a morte de Marielle à morte dos PMs. Comparou a atuação da mídia, especificamente em relação a ele próprio, enquanto candidato.

    Pra quem não leu, e está por fora, a comparação foi: fonte

    “Vou continuar silente”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Broadcast Político no plenário da Câmara. “No ano passado teve enterro de uns 20 PMs (policiais militares), nenhum dos presidenciáveis foi e só eu estou apanhando agora por não falar sobre a morte dela”, acrescentou o parlamentar.


    Ou seja, o que ele quis dizer foi: quando morreram policiais (parte relevante do seu eleitorado), ele foi ao enterro, e demais presidenciáveis ficaram silentes, ninguém cobrou nada. Quando falece alguém, fora do seu espectro político, e ele "prefere não opinar", querem cobrar dele uma posição.

    Acho que ele tem todo o direito de não expor sua opinião, mesmo com toda a relevância dada ao tema. Há temas em que os eventuais candidatos à Presidência têm obrigação em se manifestar. Já este assunto em especial (a morte da Marielle) é aquele tipo de assunto em que determinada opinião (desde que não extremada) não credencia, nem descredencia um candidato. Ele achar X ou Y da morte da Marielle em pouco interfere na decisão do eleitorado.

    Por outro lado, há vários outros temas em que outros presidenciáveis não se manifestam (o próprio Bolsonaro deu como exemplo a morte de policiais), e a cobrança por uma opinião não é tão forte, de parte da imprensa.

    Minha opinião é que ele fez bem em não dar qualquer declaração (até porque provavelmente falaria bobagem). Basta ver o fuzuê que fizeram em cima da mera justificativa que ele deu para não se pronunciar, e da reclamação pela cobrança repetitiva.

    Pior foram os esquerdistas usando o cadáver da moça como palanque político para impor suas próprias 'verdades'. Principalmente o tal Freixo, no local do crime já fazendo palanque para sua candidatura ao Senado pelo RJ.
    A questão do Bolsonaro é outra, se tem capacidade política para governar. Como candidato é fortíssimo, e pode até levar a eleição no primeiro turno, a depender de quem serão seus adversários. Lembrando que o Lula NÃO será candidato e colocará um poste qualquer...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 21 Mar 2018, 3:46 pm

    Fux retira discussão sobre auxílio moradia da pauta!
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 21 Mar 2018, 4:10 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:Bolsonaro, finalmente, deu uma declaração sobre a morte de Marielle. Adivinha!
    Comparou com a morte de PMs.
    Sinceramente, como tem com boa instrução e até boa cultura que pretendem eleger um ex-milico Presidente?
    O cara não fala de economia, não fala política externa, defende a elite oligárquica. Era melhor ter ficado calado.  

    Até que, nesse ponto específico, não tiro a razão do Bolsonaro. Diga-se de passagem, vale a retificação: ele não comparou a morte de Marielle à morte dos PMs. Comparou a atuação da mídia, especificamente em relação a ele próprio, enquanto candidato.

    Pra quem não leu, e está por fora, a comparação foi: fonte

    “Vou continuar silente”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Broadcast Político no plenário da Câmara. “No ano passado teve enterro de uns 20 PMs (policiais militares), nenhum dos presidenciáveis foi e só eu estou apanhando agora por não falar sobre a morte dela”, acrescentou o parlamentar.


    Ou seja, o que ele quis dizer foi: quando morreram policiais (parte relevante do seu eleitorado), ele foi ao enterro, e demais presidenciáveis ficaram silentes, ninguém cobrou nada. Quando falece alguém, fora do seu espectro político, e ele "prefere não opinar", querem cobrar dele uma posição.

    Acho que ele tem todo o direito de não expor sua opinião, mesmo com toda a relevância dada ao tema. Há temas em que os eventuais candidatos à Presidência têm obrigação em se manifestar. Já este assunto em especial (a morte da Marielle) é aquele tipo de assunto em que determinada opinião (desde que não extremada) não credencia, nem descredencia um candidato. Ele achar X ou Y da morte da Marielle em pouco interfere na decisão do eleitorado.

    Por outro lado, há vários outros temas em que outros presidenciáveis não se manifestam (o próprio Bolsonaro deu como exemplo a morte de policiais), e a cobrança por uma opinião não é tão forte, de parte da imprensa.

    Minha opinião é que ele fez bem em não dar qualquer declaração (até porque provavelmente falaria bobagem). Basta ver o fuzuê que fizeram em cima da mera justificativa que ele deu para não se pronunciar, e da reclamação pela cobrança repetitiva.

    Pior foram os esquerdistas usando o cadáver da moça como palanque político para impor suas próprias 'verdades'. Principalmente o tal Freixo, no local do crime já fazendo palanque para sua candidatura ao Senado pelo RJ.
    A questão do Bolsonaro é outra, se tem capacidade política para governar. Como candidato é fortíssimo, e pode até levar a eleição no primeiro turno, a depender de quem serão seus adversários. Lembrando que o Lula NÃO será candidato e colocará um poste qualquer...

    Acho que você não é do Rio. O Marcelo Freixo é Deputado Estadual pelo PSOL, foi candidato a Prefeito chegando ao 2º turno e quebrando uma hegemonia do PMDB do Cabral e do Paes. Ainda não há definição do Partido, mas o que tudo indica é o Chico Alencar para Senador e o Freixo para D. Federal. Hoje há um boato que os partidos de esquerda apoiariam o Marcelo para Governador, porém não acredito muito nessa possibilidade, já que tem uma eleição tranquila para Federal e ainda vai fortalecer o PSOL na Câmara, que é o fator preponderante para o funcionamento e distribuição do fundo partidário.

    Lembrando, as eleições proporcionais, Câmara e Senado, são mais importantes que as majoritárias, Presidente e Governador.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 21 Mar 2018, 4:34 pm

    ale1969 escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:Bolsonaro, finalmente, deu uma declaração sobre a morte de Marielle. Adivinha!
    Comparou com a morte de PMs.
    Sinceramente, como tem com boa instrução e até boa cultura que pretendem eleger um ex-milico Presidente?
    O cara não fala de economia, não fala política externa, defende a elite oligárquica. Era melhor ter ficado calado.  

    Até que, nesse ponto específico, não tiro a razão do Bolsonaro. Diga-se de passagem, vale a retificação: ele não comparou a morte de Marielle à morte dos PMs. Comparou a atuação da mídia, especificamente em relação a ele próprio, enquanto candidato.

    Pra quem não leu, e está por fora, a comparação foi: fonte

    “Vou continuar silente”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Broadcast Político no plenário da Câmara. “No ano passado teve enterro de uns 20 PMs (policiais militares), nenhum dos presidenciáveis foi e só eu estou apanhando agora por não falar sobre a morte dela”, acrescentou o parlamentar.


    Ou seja, o que ele quis dizer foi: quando morreram policiais (parte relevante do seu eleitorado), ele foi ao enterro, e demais presidenciáveis ficaram silentes, ninguém cobrou nada. Quando falece alguém, fora do seu espectro político, e ele "prefere não opinar", querem cobrar dele uma posição.

    Acho que ele tem todo o direito de não expor sua opinião, mesmo com toda a relevância dada ao tema. Há temas em que os eventuais candidatos à Presidência têm obrigação em se manifestar. Já este assunto em especial (a morte da Marielle) é aquele tipo de assunto em que determinada opinião (desde que não extremada) não credencia, nem descredencia um candidato. Ele achar X ou Y da morte da Marielle em pouco interfere na decisão do eleitorado.

    Por outro lado, há vários outros temas em que outros presidenciáveis não se manifestam (o próprio Bolsonaro deu como exemplo a morte de policiais), e a cobrança por uma opinião não é tão forte, de parte da imprensa.

    Minha opinião é que ele fez bem em não dar qualquer declaração (até porque provavelmente falaria bobagem). Basta ver o fuzuê que fizeram em cima da mera justificativa que ele deu para não se pronunciar, e da reclamação pela cobrança repetitiva.

    Pior foram os esquerdistas usando o cadáver da moça como palanque político para impor suas próprias 'verdades'. Principalmente o tal Freixo, no local do crime já fazendo palanque para sua candidatura ao Senado pelo RJ.
    A questão do Bolsonaro é outra, se tem capacidade política para governar. Como candidato é fortíssimo, e pode até levar a eleição no primeiro turno, a depender de quem serão seus adversários. Lembrando que o Lula NÃO será candidato e colocará um poste qualquer...

    Acho que você não é do Rio. O Marcelo Freixo é Deputado Estadual pelo PSOL, foi candidato a Prefeito chegando ao 2º turno e quebrando uma hegemonia do PMDB do Cabral e do Paes. Ainda não há definição do Partido, mas o que tudo indica é o Chico Alencar para Senador e o Freixo para D. Federal. Hoje há um boato que os partidos de esquerda apoiariam o Marcelo para Governador, porém não acredito muito nessa possibilidade, já que tem uma eleição tranquila para Federal e ainda vai fortalecer o PSOL na Câmara, que é o fator preponderante para o funcionamento e distribuição do fundo partidário.

    Lembrando, as eleições proporcionais, Câmara e Senado, são mais importantes que as majoritárias, Presidente e Governador.

    Pois é, tudo isso com o palanque montado em cima de um cadáver...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 21 Mar 2018, 4:42 pm

    "Palanque montado em cima de um cadáver" --> má fé da direitinha.

    Há como fugir do ocorrido? Não.

    Se fosse com o Bolsonaro o ocorrido por exemplo, se o seu eventual substituto usasse o fato para reforçar sua proposta da segurança pública, eu acharia normal. Sei que a oposição usaria esse mesmo discursinho do "palanque", que acho bem fraco e óbvio.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por pernalonga em Qua 21 Mar 2018, 5:27 pm

    Mas que reaça dos infernos

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Qua 21 Mar 2018, 9:00 pm

    Korgano Masaka escreveu:Fux retira discussão sobre auxílio moradia da pauta!
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qui 22 Mar 2018, 10:01 am

    se isso de fato se concretizar, uma intervenção militar seria muito boa para o BR...


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qui 22 Mar 2018, 10:47 am

    Galizezin escreveu:se isso de fato se concretizar, uma intervenção militar seria muito boa para o BR...

    Não sei a sua idade, nem cometeria a indelicadeza de perguntar, mas procure informações sobre o período ditatorial civil-militar de 64 a 89. Veja a destruição da malha social que hoje repercute na violência pública descontrolada. Lembrando que não estaríamos tendo essa conversa, seria censurada por milicos ignorantes.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Korgano Masaka em Qui 22 Mar 2018, 11:30 am

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:se isso de fato se concretizar, uma intervenção militar seria muito boa para o BR...

    Não sei a sua idade, nem cometeria a indelicadeza de perguntar, mas procure informações sobre o período ditatorial civil-militar de 64 a 89. Veja a destruição da malha social que hoje repercute na violência pública descontrolada. Lembrando que não estaríamos tendo essa conversa, seria censurada por milicos ignorantes.

    O que derrubou o regime militar foi a recessão econômica. Censura era meia boca, tanto que os esquerdistas tomaram as universidades públicas, as redações de jornais e os sindicatos. Sem falar das pornochanchadas, mulher pelada em abertura de novela, capa de disco, resvistas, etc.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qui 22 Mar 2018, 11:32 am

    a malha social está sendo destruída HOJE (últimos governos, do FHC para cá).

    E se não fossem os militares estaríamos piores do que cuba.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qui 22 Mar 2018, 1:38 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    "O problema não era apenas a falta de eficiência da CGI, mas também sua seletividade. Aos amigos, o silêncio. Foram arquivadas sem investigação denúncias contra os então governadores José Sarney (MA) e Antônio Carlos Magalhães (BA). Já aos inimigos, a lei. No processo contra Brizola, a CGI escrutinou suas declarações de bens desde 1959, quebrou seu sigilo bancário, verificou seus imóveis – e não encontrou nada de errado. Ou seja, quanto menos democrático um regime, mais o combate à corrupção se confunde com perseguição."


    "Em 1969, o presidente Costa e Silva barrou empresas estrangeiras de participar das obras públicas no País. Com essa reserva de mercado e as obras faraônicas da ditadura – como Transamazônica, Itaipu, Tucuruí, Angra, Ferrovia do Aço e Ponte Rio-Niterói -, as construtoras se tornaram grandes grupos monopolistas ligados intimamente com o Estado e com poucos mecanismos de controle."


    "Impunidade
    Não havia legislação específica que permitisse ao Congresso e aos Tribunais de Contas fiscalizar os gastos dos superfuncionários. Abusos podiam ser encobertos sob o manto da “segurança nacional”.


    Seríamos servidores públicos da elite? Olha como era legal aquela época, não era de todo ruim:

    "Cine proibidão
    Funcionários promoviam sessões privadas de cinema disputadíssimas, que traziam ao País filmes proibidos pela censura, como O Último Tango em Paris, Decameron e Laranja Mecânica."


    Bem.. o tópico "12" já esclarece, o mínimo que seja, como a ditadura foi uma época "limpa" no nosso país.

    Matéria da Editora Abril.

    Sérgio Moro, por exemplo, não se criaria nesse meio, seria morto e torturado exemplarmente.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qui 22 Mar 2018, 2:03 pm

    Não acho que compense perder tempo defendendo o regime militar, já que qualquer ditadura é sempre prejudicial. Acho plenamente válidas as palavras de Churchill, que definiu a democracia como o pior regime, à exceção de todos os outros.

    Por outro lado, tampouco vale a pena perder tempo criticando, de maneira genérica, o regime militar. Abrindo um pouco o leque da análise, percebe-se que a alternativa, à época, era a implementação de outra ditadura (aliás, foi o que aconteceu em praticamente todos os países latinoamericanos àquela época: ditaduras militares ou revolucionárias). Então, ditadura por ditadura, nem compensa abrir a boca pra defender esta ou aquela: ambas eram péssimas opções.

    Pessoalmente, prefiro analisar medidas pontuais do regime militar (como o faço com qualquer outro governo): por exemplo, defendo grande parte das medidas com relação à organização do Estado (nem tudo: erraram um pouco na dose de descentralização, e deixaram a administração direta meio que descoberta, além da óbvia abertura a casos de corrupção, sem tanto controle); e repudio boa parte das medidas econômicas (o "milagre econômico", sem sustentação, veio às custas da explosão do endividamento público, hiperinflação e comprometimento do desenvolvimento futuro: estamos, literalmente, pagando a conta até hoje). Quanto às medidas tomadas em decorrência da ditadura em si (censura, controle, perseguição, tortura), repudio totalmente, mas sei que é indiferente a crítica: caso os militares não houvessem tomado o poder, e a "outra parte" o tivesse feito, o resultado neste campo seria praticamente o mesmo, apenas perpetrado pela "ditadura do proletariado".

    Sei que pros militantes, de um lado e do outro, é difícil reconhecer isto, mas na minha opinião é indiferente (igualmente sofrível) levar uma bica de coturno militar, ou de botina comunista.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qui 22 Mar 2018, 2:36 pm

    As leituras, todas, apresentam boa coerência.

    Mas deixa lembrar: de fato, democracia é o menos ruim. A questão é que ainda não somos uma democracia.

    Sempre tem aquela conversa: "não estamos preparados".

    Isso sim, que considero complexo de vira-latas.

    Na questão econômica tem um texto curto de Gustavo Franco.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qui 22 Mar 2018, 2:49 pm

    O atalho acima, do texto de Gustavo Franco, é bloqueado para não assinantes.

    Como o texto é de 2015, acreditei que estava disponível em outros lugares. Então coloquei no google 'Gustavo Franco' e 'abertura já', para colocar aqui um acesso mais tranquilo.

    Pois bem, não é que apareceu no 'vermelho.org'?

    Fui visitar.

    Um resumo: "adjetivos raivosos de Franco"; "virulência"; "atos de quadrilha"; "capitalismo de quadrilhas"; "estilo arrogante"; "o governo brasileiro adote um caminho menos destrutivo".

    Pessoal, leia o artigo do Gustavo Franco. Vejam se há realmente o que o vermelho colocou.

    E, ainda, que o 'vermelho.org'  tivesse pelo menos a decência de publicar o texto original, completo, do Gustavo Franco, ficaria calado. Os leitores daquele 'órgão de comunicação' poderiam formar suas próprias ideias.

    Ficamos assim. Num bate boca sem um pingo de leitura ou raciocínio. Não se consegue debater ideias.

    Triste país.


    Última edição por cicero_pb em Qui 22 Mar 2018, 2:54 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qui 22 Mar 2018, 2:53 pm

    cicero_pb escreveu:Pessoal, leia o artigo do Gustavo Franco. Vejam se há realmente o que o vermelho colocou.

    Abertura já

    No início dos anos 1980, Brasil e Coreia tinham níveis semelhantes de renda per capita e de produtividade do trabalho.

    Na época, havia muitas dúvidas sobre os modelos de desenvolvimento econômico mais apropriados ao que vinha pela frente, e entre os países hoje conhecidos como emergentes destacavam-se duas “escolas”:

    De um lado estavam os chamados “tigres asiáticos” (Coreia, Taiwan, Hong Kong e Cingapura), que buscavam maior integração na economia global através da “promoção de exportações” (e importações), e de outro, os latino-americanos com seus modelos de “substituição de importações”, ênfase no mercado interno e autossuficiência.

    Eu dava meus primeiros passos como pesquisador, e, em conferências internacionais, os encontros com os colegas asiáticos ocorriam em clima de certa rivalidade, muitas vezes sadia e bem-humorada, mas com alguns estranhamentos patrióticos inevitáveis. Todos eram acadêmicos em busca de verdade, mas com certa torcida.

    Nós defendíamos nossas cores argumentando que o modelo não era importante se o país fosse competitivo e que, como o mercado interno dava escala ao produtor nacional, o protecionismo devia ser utilizado de forma pragmática. Ademais, era justo que o Brasil procurasse reduzir sua vulnerabilidade externa em razão dos estragos causados pelos preços do petróleo.

    Como éramos ingênuos...

    Eles diziam que não estávamos entendendo nada sobre globalização e que era bom nos adaptarmos a isso em vez de nos esconder, e que a proteção redundava em deprimir a competitividade, pois as “economias da preguiça” dominavam as de escala. Diziam também que o mercado interno não era nada comparado com o mercado mundial, que estávamos olhando o problema da vulnerabilidade externa de cabeça para baixo, e que a maneira mais barata de arrumar petróleo era produzir alguma coisa em que fôssemos competitivos para trocar com os árabes.

    E ficamos assim, cada qual defendendo o seu quadrado.

    Trinta e cinco anos depois, está mais do que claro que nós levamos uma surra, que eles tinham razão e que nós embarcamos em uma canoa furada.

    A renda per capita da Coreia hoje está perto de 75% da renda per capita dos EUA, ou seja, mais que triplicou, ao passo que o Brasil, que estava perto de 25% da renda americana nos anos 1980, desceu para 18% na avaliação mais recente.

    Nos 50 anos anteriores a 1982, o Brasil estava entre os melhores desempenhos do mundo em matéria de crescimento. Mas a mágica que funcionou até aí se perdeu, ou as circunstâncias mudaram, ou ambas. Talvez o segredo do sucesso esteja em adaptar-se a circunstâncias incomuns, como fizemos nos anos 1930, mas fracassamos redondamente depois de 1982. Permanecemos insistindo nas mesmas receitas, e já faz 35 anos de desempenho medíocre.

    Será que não está na hora de repensar radicalmente a nossa estratégia de inserção externa? E de rever nossas crenças sobre o conteúdo nacional, “adensamento das cadeias produtivas” e acordos internacionais?

    Eles estavam certos em outras coisas, como a suprema importância da exposição à competição internacional para conduzir as empresas à competitividade. Isso se dava, segundo diziam, porque não existiam mais “indústrias nascentes”, apenas multinacionais mudando de lugar e fazendo escolhas tecnológicas determinadas pelo ambiente.

    Se é para abastecer um mercado interno protegido e com obrigações de conteúdo local, elas adotam o “kit nacionalista”, mas, se é para participar da globalização, a chave é outra e a filial se organiza para fazer parte de uma cadeia internacional de valor.

    Uma estatística para a filiais americanas funcionando no Brasil em 1977 indicava que apenas 8,7% das vendas eram para o exterior, enquanto na Ásia a razão exportações sobre vendas totais era de 81,2%. As proporções foram para 25% e 52% em 2010, e a média mundial é de 45%.

    Eram estilos diferentes de inserção externa e que traziam vastas implicações para o tema da vulnerabilidade externa. A descoberta sobre esse assunto nada tinha de intuitiva para nós: em assuntos de balanço de pagamentos, o rabo balança o cachorro.

    Explica-se. Um país com importações iguais a exportações na faixa de 35% do PIB, como a Coreia, podia gerar um superávit comercial de 7% do PIB com uma desvalorização cambial de meros 10%. Mas para um país como o Brasil, com importações iguais a exportações na faixa de 7% do PIB, o mesmo superávit precisaria de uma desvalorização cinco vezes maior, de 50%, uma encrenca1. Portanto, e surpreendentemente, quanto mais fechado, mais “vulnerável”!

    Descobrimos essa triste matemática em 1982, quando começou uma “década perdida” que está durando 35 anos.

    Uma conclusão tentativa é que, como coletividade, o Brasil é de uma teimosia exasperante no terreno das relações internacionais, mais até que nos assuntos ligados à inflação, onde insistimos com “teorias” heterodoxas até esgotar a paciência do brasileiro. Ressalvada a escorregada recente, aprendemos a lição sobre inflação.

    O demônio do protecionismo, todavia, parece bem mais resistente, talvez por que os interesses que vivem sob a sua sombra possam se enrolar na bandeira nacional, e exibir uma falsa respeitabilidade beirando a canalhice. Na verdade, a proteção tarifária, as reservas de mercado, desonerações e facilidades para “campeões” parecem se amontoar em tempos recentes, no contexto do “capitalismo de quadrilhas” que aqui se quis implantar, e que a Operação Lava-Jato se empenha em combater.

    Num livro de 1988, o professor Robert Klitgaard, de Harvard, definiu o grande problema nacional em uma simples equação:

    Corrupção = Monopólio + Arbitrariedade – Transparência.

    Ou seja, quanto mais distantes do mercado estiverem as relações entre o público e o privado, quanto mais discricionárias as decisões e quanto menor a transparência, maior será a corrupção.

    Tendo em mente a equação acima, apenas uma observação sobre “política industrial ativa”, uma das prioridades do petismo.

    Dois economistas (Alberto Ades e Rafael Di Tella) procuraram especificamente uma relação entre corrupção e o que eles denominaram “campeões nacionais”. Usando dados para 1989-92, de alguns milhares de depoimentos de executivos atuando em dezenas de países, concluem que valores entre 16% e 44% dos investimentos viabilizados por “políticas industriais ativas” se transformam em propina: 30%, em média!2

    Pois é.

    Seria maravilhoso se, junto aos desdobramentos da Lava-Jato, pudéssemos rever a vasta constelação de políticas públicas discricionárias e seletivas que tanto favorecem mercados cativos, desvios éticos e prejuízos a nosso crescimento.

    1 Os números são exemplificativos e supõem elasticidades unitárias para a oferta de exportações e demanda de importações.

    2 “National champions and corruption: some unpleasant interventionist arithmetic”. Economic Journal, 1997.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qui 22 Mar 2018, 3:09 pm

    O texto do 'vermelho'

    6 de janeiro de 2016 - 14h32

    Não à ‘Abertura Já’ da economia brasileira
    O Estado de S. Paulo publicou, em 29/11/15, artigo de Gustavo Franco intitulado “Abertura Já!”. Gustavo Franco é professor de Economia da PUC do RJ. No governo de FHC, foi secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central. É um dos membros que discutiu e elaborou o Plano Real. Portanto, Franco faz parte dos economistas alinhados com os principais partidos de oposição aos governos petistas, especialmente o PSDB.

    Por Jefferson José da Conceição e Roberto Vital Anav*

    No artigo, Franco defende “a revisão da estratégia de inserção externa, de nossas crenças sobre o conteúdo local, adensamento das cadeias produtivas e acordos internacionais (...)”. E parte para o ataque contra o PT e suas políticas. Diz Franco: “Na verdade, a proteção tarifária, as reservas de mercado, as desonerações (...) parecem se amontoar em tempos recentes no contexto do ‘capitalismo de quadrilhas’ que aqui se quis implantar, e que a Operação Lava Jato se empenha em combater”.

    Quanto aos adjetivos raivosos de Franco, vamos deixá-los de lado. Faremos apenas dois breves registros. O primeiro é que Franco não tem a mesma virulência crítica com relação ao período neoliberal no qual compartilhou a gestão econômica do país. Assim, ele não consegue avistar qualquer tipo de atos de quadrilha em relação à forma como se deu o processo de privatização no Brasil da segunda metade dos anos 1990. Isto, em que pese o fato de que a privatização permitiu verdadeira liquidação, fatiamento e apropriação privada do patrimônio público, da ordem de mais de R$ 100 bilhões, como noticiaram vários órgãos e especialistas à época e pelo menos dois livros importantes: O Brasil Privatizado, de Aloysio Biondi, e A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.

    O segundo registro é que, de acordo com o relatório final da CPI do Banestado, apresentado no final de 2004, o próprio Gustavo Franco foi responsável pela evasão de mais de R$ 30 bilhões entre os anos de 1996 e 2002, pois foi o criador dos mecanismos que legalizaram as contas CC5. O relator da CPI mista chegou a sugerir o indiciamento de 91 pessoas, entre elas o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. Pergunta: não seria, isto sim, um típico “capitalismo de quadrilhas”?

    Mais importante aqui, porém, é destacar que o artigo de Franco nos revela qual tende a ser a linha de política econômica desenvolvida pela oposição, caso se efetive a tentativa de deposição do governo da presidenta Dilma. Trata-se de um retorno aos princípios que nortearam as políticas dos anos 1990, de Estado Mínimo, abertura indiscriminada às importações, desnacionalização, privatizações, livre entrada e saída de capitais (especialmente os especulativos, que fizeram uma festança nos tempos de Franco no Banco Central).

    Em outros artigos já publicados aqui no ABCDMaior, mostramos nossa posição contrária ao retorno destas políticas neoliberais. Defendemos a intensificação do diálogo social por meio de fóruns como o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, as Câmaras Setoriais, os Arranjos Produtivos Locais-APLs. Somos favoráveis à elaboração e a execução de políticas industriais gerais e setoriais indutoras do processo de crescimento. Vemos sentido sim em medidas como conteúdo local, adensamento das cadeias produtivas, acordos internacionais, incentivos fiscais. A questão é como fazê-los de forma a melhor beneficiar o nosso desenvolvimento, e não apenas grupos individuais. Apostamos em políticas ativas de inclusão social, incorporando a população de baixa renda ao mercado interno, como a Política de Valorização do Salário Mínimo e o Bolsa Família, entre outras. Portanto, uma linha diametralmente oposta à defendida por economistas como Gustavo Franco.

    Vale apontar também para o estilo arrogante do texto de Franco. Lembremo-nos que ele escreveu um livreto nos anos 1990 que se tornou o "texto de cabeceira" do então presidente FHC. Nele, Franco pretendeu desconstruir a racionalidade e o legado dos mais de 50 anos de Políticas de Substituição de Importações (PSI), experimentadas pelo país entre 1930 e 1980, e que se constituíram na força motriz de nossa industrialização. Para Franco, as políticas protecionistas nada mais eram do que um lixo de que o Brasil precisava se libertar para avançar. O mesmo tom de escracho reaparece no artigo de novembro passado.

    Para um economista de viés liberal, há várias maneiras de combater uma linha de pensamento como a que embasou a PSI. A pior das maneiras, porém, é a que fez Franco em seu referido artigo. Ele buscou, ardilosamente, distorcer os argumentos e ações e montar debates irreais no passado para, então, saltar até o presente e mostrar como "os dados provam" a verdade de um dos lados daquele debate distorcido. Para dar mais credibilidade, Franco coloca-se a si mesmo no passado no que chama de "lado errado", isto é, o dos defensores da PSI. Assim o artigo contém uma espécie de "mea culpa". A intenção do artigo é mostrar que o próprio Franco já teria flertado com o “pecado” no passado, isto é, com o protecionismo, mas que há anos mudou de lado. Para Franco, é hora agora de o país mudar de lado também e avançar para estar em consonância com o mundo moderno, especialmente dos países avançados.

    Franco faz referência à Coreia, que teria aplicado a bíblia neoliberal, cujo ensinamento original reside na fiel crença à Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo (economista do início do séc. 19). É notável, neste sentido, a extraordinária omissão por parte de Gustavo Franco do papel da reforma agrária e do investimento pesado na educação desde os anos 1950 na Coreia, conforme, entre outros, apontam Chris Freeman e Luc Soete, no livro A Economia da Inovação Industrial. Para o evangelho de Franco, tudo se resume a “Abertura ou Fechadura”. Sobre a experiência da Coreia, vale a pena recuperar os trabalhos de Ha-Joon Chang, que apontam para uma interpretação muito distinta da visão superficial apontada por Gustavo Franco.

    Suponhamos que de fato algum dia em sua vida Franco tenha defendido o modelo econômico que depois se esmerou tanto em demolir textualmente. Nesta hipótese implausível, teríamos o que o professor Paulo Nogueira Batista Junior, em brilhante artigo na Folha de S. Paulo, em que faz resgate histórico, chamou de “piruetas ideológicas de parte da intelectualidade”. Paulo Nogueira diz que “o pior tipo de liberal é o ex-socialista”. Estas palavras poderiam servir a FHC e muitos de seus apoiadores, como seu líder no Congresso, Roberto Freire, do PPS (ex-líder comunista). Assim, seriam a atual arrogância e o apego quase religioso ao dogmatismo neoliberal espécie de exorcização de juvenis arroubos nacional-desenvolvimentistas de Gustavo Franco?

    O neoliberalismo possui grande poder de persuasão, mas deve parte disso à distorção sistemática de argumentos e fatos do passado. Infelizmente, os economistas heterodoxos têm sido menos agressivos no desmascaramento desses mecanismos, muitas vezes sinuosos e escorregadios (3). Uma das tentativas nesse sentido pode ser lida no artigo de Roberto Anau, “Estado e mercado: uma resenha histórica” (disponível em [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O neoliberalismo é uma ideologia, muito mais que uma teoria. Teorias, por suposição, devem ser expostas ao teste empírico (da prática) e sofrer alterações ou refutações em face desse teste. Todas as grandes crises e mudanças econômicas ensejaram mudanças de paradigmas teóricos. Da Grande Depressão emergiu a Revolução Keynesiana; da estagflação do final dos anos 1970 surgiram os novos clássicos e sua Teoria das Expectativas Racionais, a matriz neoliberal. Agora, estamos em uma época crítica para economistas e historiadores econômicos. Vivenciamos a maior crise mundial desde a Depressão de 1929. Sua relação com o paradigma neoliberal, de desregulamentação geral, foi testemunhada pelo próprio Alan Greenspan, ex-presidente do Banco Central dos EUA durante a era neoliberal, que afirmou no Senado daquele país, assim que a crise financeira eclodiu: “Estamos incrédulos, em estado de choque” (BBC Brasil, 23/10/2008).

    Entretanto, para nosso horror, os defensores do neoliberalismo, tão entrelaçado com as causas da crise, nada alteraram em suas análises e suas recomendações. Ao contrário, parecem estar ainda mais convencidos de que o mundo necessita “mais do mesmo”. Fazem-nos relembrar Talleyrand, famoso diplomata da França pós-napoleônica do séc. 19, quando se referiu aos Bourbons (dinastia destronada pela revolução e restaurada após a derrota de Napoleão): “Nada apreenderam, nada esqueceram”. De fato, as receitas emanadas pelos centros de poder econômico e político (especialmente a chamada “troika” - FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu) para todos os países continuam exatamente as mesmas desde sempre defendidas estridentemente pelo neoliberalismo.

    Em entrevista à Revista Carta Maior, Maria da Conceição Tavares, uma das maiores economistas do Brasil, clama: “Vivemos um colapso neoliberal sob o tacão dos ultra-neoliberais. Não estamos falando de gente normal, é preciso entender isso. Não são neoliberais comuns. (...) É a treva! Vivemos um colapso do neoliberalismo sob o tacão dos ultra-neoliberais: isso é a treva! E ela se espalha desagregando, corroendo”. Essas palavras de Maria da Conceição nos alertam para os riscos do retorno das ideias de Gustavo Franco, o impenitente re-escrevedor da história sob o ponto de vista do dogma neoliberal.

    Não custa lembrar que foi sob o comando da equipe da qual fazia parte Gustavo Franco que o Brasil teve uma segunda “década perdida” em termos de crescimento econômico e geração de empregos. Também foi ele que manteve por longo período a valorização cambial (1994-1998) que asfixiou e matou centenas de empresas, eliminou cerca de 50% dos empregos industriais, e nos manteve reféns do capital especulativo, agora necessário para fechar o balanço de pagamentos, inchado pelo excesso de importações. Acabamos voltando à UTI do FMI no final de 1998, momento em que Gustavo Franco se retirou do governo e voltou à universidade para pregar “mais do mesmo” e, não por acaso, montar, em 2000, empresa (a Rio Bravo Investimentos) para prestar serviços na área de investimentos financeiros, aquisições, fusões, securitizações. O credo ao neoliberalismo ele mantém irrestritamente até o presente, como demonstra o artigo citado.

    Esperemos que, após o interregno neoliberal do ex-ministro Joaquim Levy, o governo brasileiro adote um caminho menos destrutivo para a recuperação de nossa economia.

    *Jefferson José da Conceição é professor doutor na USCS e diretor superintendente do SBCPrev; Roberto Vital Anav é professor na USCS, doutorando na UFABC e assessor da Secretaria de Orçamento e Planejamento Participativo da Prefeitura de São Bernardo
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qui 22 Mar 2018, 3:45 pm

    Por falar em Gustavo Franco: "Real - O Plano por Trás da História", um filme sensacional.

    E que texto xarope esse do "Vermelho", hein?
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qui 22 Mar 2018, 4:38 pm

    androsvilazza escreveu:Não acho que compense perder tempo defendendo o regime militar, já que qualquer ditadura é sempre prejudicial. Acho plenamente válidas as palavras de Churchill, que definiu a democracia como o pior regime, à exceção de todos os outros.

    Por outro lado, tampouco vale a pena perder tempo criticando, de maneira genérica, o regime militar. Abrindo um pouco o leque da análise, percebe-se que a alternativa, à época, era a implementação de outra ditadura (aliás, foi o que aconteceu em praticamente todos os países latinoamericanos àquela época: ditaduras militares ou revolucionárias). Então, ditadura por ditadura, nem compensa abrir a boca pra defender esta ou aquela: ambas eram péssimas opções.

    Pessoalmente, prefiro analisar medidas pontuais do regime militar (como o faço com qualquer outro governo): por exemplo, defendo grande parte das medidas com relação à organização do Estado (nem tudo: erraram um pouco na dose de descentralização, e deixaram a administração direta meio que descoberta, além da óbvia abertura a casos de corrupção, sem tanto controle); e repudio boa parte das medidas econômicas (o "milagre econômico", sem sustentação, veio às custas da explosão do endividamento público, hiperinflação e comprometimento do desenvolvimento futuro: estamos, literalmente, pagando a conta até hoje). Quanto às medidas tomadas em decorrência da ditadura em si (censura, controle, perseguição, tortura), repudio totalmente, mas sei que é indiferente a crítica: caso os militares não houvessem tomado o poder, e a "outra parte" o tivesse feito, o resultado neste campo seria praticamente o mesmo, apenas perpetrado pela "ditadura do proletariado".

    Sei que pros militantes, de um lado e do outro, é difícil reconhecer isto, mas na minha opinião é indiferente (igualmente sofrível) levar uma bica de coturno militar, ou de botina comunista.

    Concordo com tudo. Só que a experiência socialista se deu em uma ilha próxima dos EUA, que foi isolada comercialmente por um bloqueio desumano. Não se pode concluir que o Presidente Jango fosse implantar uma ditadura socialista, uma vez que não defendia tal tese. O "Perigo Comunista" só existiu na cabeça tosca da classe média egoísta e ignorante que, manipulada pelas oligarquias capitalistas, apoiaram um absurdo e covarde golpe de estado, implantando uma ditadura civil-militar que impediu o acesso democrático da população mais pobre aos bens de consumo e educação.

    Admiro muito seus comentários, sempre embasados e fundamentados, apesar de contrários filosoficamente aos meus. Saudações Trabalhistas.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

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