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    Assuntos gerais: economia & política

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    Bastião
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Ter 03 Abr 2018, 3:32 pm

    O presidencialismo de coalizão continuará. Sendo um ou outro, cada um do seu jeito.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Ter 03 Abr 2018, 7:58 pm

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Desde a primeira vitória de Lula se fala sobre essa tal Venezuelização. Me lembro da Regina Duarte com medo.

    Também me lembro disso. E realmente, não aconteceu nada disso.

    Daí vieram os casos de corrupção, crise econômica, etc, etc.

    E então, o PT decidiu imitar:

    “Quando a gente dá um passo para frente na vida, precisa saber preservar o que conquistou. Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos com tanto esforço. Nosso emprego de hoje não pode voltar a ser o desemprego de ontem. Não podemos dar ouvido a falsas promessas. O Brasil não quer voltar atrás” - Propaganda eleitoral da Dilma, em 2014.

    O caso é o seguinte: não são poucos os discursos da esquerda em que eles dizem que o maior erro do PT foi não radicalizar. Lindbergh, Gleisi, Boulos, entre outros, já disseram que não há mais espaço para conciliação, e que um novo governo de esquerda precisa ir além do que foi feito, implementar de fato o socialismo.

    Eu não arriscaria.
    Sigma não aconteceu. Mas ia. Dilma só pedalou pq torrou o dinheiro público. A marolinha foi o início além da saída de Meireles. Empréstimos a países amigos e a corrupção desenfreada. Elevação de programas sociais etc. A conta não fecha. Produtos já estavam faltando nas prateleiras (foi assim que começou na Venezuela. Vc sabia que em 2014/2015 a Venezuela se tornou o maior comprador de boi vivo do Brasil? É pq começou a faltar carne lá). Aí veio o impeachment. Lula e Ciro já anunciaram que vão gastar recursos públicos, então o risco existe. O nome não importa mas gastar mais do que se arrecada vai venezuelizar sim. Qualquer país. Por isso a China abriu e Cuba e Coreia querem seguir o mesmo caminho pq está difícil sugar dos otários, como o Brasil.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 04 Abr 2018, 3:25 pm

    Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qua 04 Abr 2018, 5:03 pm

    Bastião escreveu:Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.

    Discordo do "coerente", e concordo com o "não é de graça".

    O que ocorre é que o Gilmar é um amante do sistema político atual.

    Ele gosta dos conchavos entre partidos, ele gosta do foro privilegiado, ele gosta dos holofotes.

    Dar o HC pro Lula dará a ele mais "propriedade" para dar HC para o restante do povo que ele gosta.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 04 Abr 2018, 5:15 pm

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.

    Discordo do "coerente", e concordo com o "não é de graça".

    O que ocorre é que o Gilmar é um amante do sistema político atual.

    Ele gosta dos conchavos entre partidos, ele gosta do foro privilegiado, ele gosta dos holofotes.

    Dar o HC pro Lula dará a ele mais "propriedade" para dar HC para o restante do povo que ele gosta.

    A questão não é certo ou errado. Mas, o que é de acordo com a Constituição vigente. De fato, muita gente graúda deixou de ser presa por essa enrolação do nosso sistema atual.

    Diante da surpresa do posicionamento de hoje, creio que GM trata tudo como um grande jogo, em que ele sempre tem que estar por cima, independente de Constituição ou qualquer outra coisa.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qua 04 Abr 2018, 5:34 pm

    Bastião escreveu:
    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.

    Discordo do "coerente", e concordo com o "não é de graça".

    O que ocorre é que o Gilmar é um amante do sistema político atual.

    Ele gosta dos conchavos entre partidos, ele gosta do foro privilegiado, ele gosta dos holofotes.

    Dar o HC pro Lula dará a ele mais "propriedade" para dar HC para o restante do povo que ele gosta.

    A questão não é certo ou errado. Mas, o que é de acordo com a Constituição vigente. De fato, muita gente graúda deixou de ser presa por essa enrolação do nosso sistema atual.

    Diante da surpresa do posicionamento de hoje, creio que GM trata tudo como um grande jogo, em que ele sempre tem que estar por cima, independente de Constituição ou qualquer outra coisa.

    Entre 1988 e 2009 (na verdade, desde 1941), as execuções provisórias começavam a partir da condenação na 2ª Instância. Porque o entendimento era que a "presunção da inocência" era relativa, por conta da imutabilidade da sentença por parte das instâncias superiores, salvo em caso de falha na técnica jurídica, ou abuso de autoridade. Isso até 2009.

    Isso mudou quando um cara, em 1991, com grana pra ------, meteu 2 balaços na cara de um moleque que cantou a mulher dele. Após a mudança do entendimento por parte do STF, o processo ficou parado tanto tempo no STJ, travado por tantos recursos, que o crime prescreveu.

    É isso que vai acontecer: quem tem grana e/ou poder pra contratar um excelente advogado, nunca irá preso. Os que continuarão sendo presos serão os "aviãozinhos" do tráfico, a mulher que furtou pacote de bolacha dentro de um supermercado... Enfim, as cadeias continuarão sendo alimentadas de pobres, e somente de pobres.

    O STF pode mudar isso.

    Mas não vai.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qua 04 Abr 2018, 6:00 pm

    Ahhh, sim, a propósito:

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    "LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;"

    "LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;"

    Ser preso ou ser considerado culpado são coisas distintas, segundo a própria CF.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 04 Abr 2018, 6:07 pm

    Ok, faz todo o sentido, conforme está votando o Barroso.

    De fato, só para quem pode (quem tem grana) tem essas benesses de "prisão só na última instância".
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Morena em Qua 04 Abr 2018, 7:42 pm

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:
    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.

    Discordo do "coerente", e concordo com o "não é de graça".

    O que ocorre é que o Gilmar é um amante do sistema político atual.

    Ele gosta dos conchavos entre partidos, ele gosta do foro privilegiado, ele gosta dos holofotes.

    Dar o HC pro Lula dará a ele mais "propriedade" para dar HC para o restante do povo que ele gosta.

    A questão não é certo ou errado. Mas, o que é de acordo com a Constituição vigente. De fato, muita gente graúda deixou de ser presa por essa enrolação do nosso sistema atual.

    Diante da surpresa do posicionamento de hoje, creio que GM trata tudo como um grande jogo, em que ele sempre tem que estar por cima, independente de Constituição ou qualquer outra coisa.

    Entre 1988 e 2009 (na verdade, desde 1941), as execuções provisórias começavam a partir da condenação na 2ª Instância. Porque o entendimento era que a "presunção da inocência" era relativa, por conta da imutabilidade da sentença por parte das instâncias superiores, salvo em caso de falha na técnica jurídica, ou abuso de autoridade. Isso até 2009.

    Isso mudou quando um cara, em 1991, com grana pra ------, meteu 2 balaços na cara de um moleque que cantou a mulher dele. Após a mudança do entendimento por parte do STF, o processo ficou parado tanto tempo no STJ, travado por tantos recursos, que o crime prescreveu.

    É isso que vai acontecer: quem tem grana e/ou poder pra contratar um excelente advogado, nunca irá preso. Os que continuarão sendo presos serão os "aviãozinhos" do tráfico, a mulher que furtou pacote de bolacha dentro de um supermercado... Enfim, as cadeias continuarão sendo alimentadas de pobres, e somente de pobres.

    O STF pode mudar isso.

    Mas não vai.
    e quem disse que o crime não compensa? no país, compensa e muito, desde que vc tenha $$$$
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qua 04 Abr 2018, 10:16 pm

    Sigma escreveu:Ahhh, sim, a propósito:

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    "LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;"

    "LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;"

    Ser preso ou ser considerado culpado são coisas distintas, segundo a própria CF.

    Trânsito em julgado é coisa de país corrupto. Quem tem dinheiro contrata advogados caros para produzir inúmeros recursos e levar o processo à prescrição. O jogador bebum Edmundo fez isso no processo que sofreu por ter matado três pessoas num acidente de carro.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qua 04 Abr 2018, 10:17 pm

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Quem diria Gilmar Mendes sendo coerente com a Constituição. Claro que não é de graça.

    Discordo do "coerente", e concordo com o "não é de graça".

    O que ocorre é que o Gilmar é um amante do sistema político atual.

    Ele gosta dos conchavos entre partidos, ele gosta do foro privilegiado, ele gosta dos holofotes.

    Dar o HC pro Lula dará a ele mais "propriedade" para dar HC para o restante do povo que ele gosta.

    Aécio, por exemplo.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por cicero_pb em Qui 05 Abr 2018, 9:31 am

    Ia vomitar meu pitaco sobre essa palhaçada.

    Mas o Sigma já falou tudo.

    Não vou dizer que estou surpreso. Sequer, triste.

    Só uma constatação que não há futuro aqui para pessoas decentes.

    Mas que a galera estava pensando nos militares... foi engraçado.

    Ah, e com essa bandidagem, prefiro mil vezes a ditadura militar. Já não temos democracia ou justiça,que tenhamos pelo menos um pouco de pudor.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qui 05 Abr 2018, 11:09 am

    Não pensem que acabou. O retrocesso voltará, com a mudança de entendimento do STF.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Sex 06 Abr 2018, 8:39 am

    Por que o alvoroço? Reclamam do que? Desde 2003 o STF entendia cabível prisão após condenação em 2ª instância. Fico admirado com as regalias que nine fingers terá na sede da pf em ctba.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Sex 06 Abr 2018, 11:00 am

    Normal um presidente corrupto pagar pelo que fez...


    Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada a 24 anos de prisão por corrupção
    Park Geun-hye foi condenada por envolvimento no caso de corrupção da 'Rasputina', que culminou com sua cassação em janeiro de 2017.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Sex 06 Abr 2018, 11:20 am

    Sinceramente, não ando tão otimista com o Brasil e suas instituições. Claro que fico satisfeito que o Lula (ou qualquer outro corrupto) seja condenado e preso, já que é melhor um bandido preso (ainda que seja só um), do que todos os bandidos soltos. Mas a impressão que fica é que o Lula é um bandido baleado e manco, que a quadrilha deixa pra trás quando a polícia está chegando perto demais. Tipo aquele velho código das máfias: "Você deu muito na vista, agora carrega tua cruz sozinho. Mas fica em paz, que você e sua família não ficarão desassistidos". Acho que o Dirceu/Maluf de hoje, são o reflexo do Lula amanhã. A sensação de impunidade, e de que o crime compensa, vai permanecer.

    Essa história, mesmo, de prisão após segunda instância, ou o trânsito em julgado após uma infinidade de recursos protelatórios, era pra ser resolvida facilmente, sem precisar de emenda constitucional nem nada. Uma mera reforma do Código de Processo Penal já resolvia tudo. O CPC, que é bem mais complexo, foi reformulado completamente, se quisessem alterar o CPP o fariam rapidamente, até porque já existe quase um consenso doutrinário formado, sobre o que precisa ser mudado. Mas pedir a um Congresso podre que altere as regras do jogo em que eles estão ganhando, é o mesmo que entregar cimento e tijolo pro traficante, e pedir que ele construa a própria cela em que ficará preso. Não tem como sair algo de bom nisso.

    Até porque uma reforma correta do CPP afetaria vários outros interesses fortes: um sistema complexo, cheio de falhas, favorece os criminosos ricos, que podem protelar seus processos ad eternum; favorece bancas de advogados, que têm nisso uma fonte milionária de recursos; e favorece alguns juízes que, por meio da subjetividade do código, detêm o poder de decidir quem vai (ou não vai) preso, e quanto tempo o processo vai levar.

    Eu até entendo a euforia de alguns com a possibilidade de prisão do Lula, realmente é um marco na luta contra a corrupção, que ninguém pensava que fosse alcançado. Mas, pessoalmente, não consigo me empolgar ainda. Não até ver uma boa parte do resto da quadrilha tendo o mesmo destino.

    Pra falar a verdade, num país sério estaríamos todos discutindo políticas públicas, e outras ideologias, assuntos importantes para um ano de eleições. Não estaríamos preocupados, e ocupando boa parte dos noticiários, com bandido A ou B.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por PCS-TRE em Sex 06 Abr 2018, 12:22 pm

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    E agora, Luiz Inácio?
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Morena em Sex 06 Abr 2018, 1:12 pm

    Galizezin escreveu:Por que o alvoroço? Reclamam do que? Desde 2003 o STF entendia cabível prisão após condenação em 2ª instância. Fico admirado com as regalias que nine fingers terá na sede da pf em ctba.
    até 2009, STF sempre entendeu assim. com o processo do fazendeiro é que passou entender de forma diversa, voltando a readmitir a prisão em 2ª instância em 2016.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por rogcampinas em Sab 07 Abr 2018, 8:35 am

    Lembram do "combo"??? Encerrou sua história como um rato... escondendo-se em tocas com outros ratos! Acho é pouco ainda. Falta o resto da "famiglia". Bom, um churrasquinho de sábado pra comemorar...
    lol2 cool lol! lol2 lol2 lol2
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Sab 07 Abr 2018, 10:21 am

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Daenerys em Seg 16 Abr 2018, 8:23 pm

    Não sei se este é o tópico adequado, mas alguém está sabendo sobre possível extinção de varas federais no âmbito do TRF4? Com a criação de varas polo?

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por OJAF RJ em Dom 06 Maio 2018, 1:36 pm

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    Estado: Qual o principal problema a ser enfrentado no curto prazo?

    Mauro Benevides Filho: A situação fiscal. Ajuste não pode ter ideologia. Não é um fim em si mesmo. Isso é uma falácia que precisa ser demolida, sobretudo entre o pessoal mais à esquerda. Ajuste fiscal é para que o Estado possa atender demandas da população, ter capacidade de investimento. O governo cometeu erro grave ao, na PEC do teto de gastos, controlar despesa primária. Investimento induz atividade econômica, emprego, renda e tributo lá na frente. É preciso avaliar alteração no teto.

    Mas o teto de gastos do governo seria mantido?

    Para pessoal, custeio e Previdência. A ideia é retirar o investimento e dar flexibilidade para educação e saúde, que podem ter gasto a mais em conformidade com redução de outros gastos, inclusive o previdenciário. Mexer na PEC dos gastos soa como fraqueza em relação ao controle do gasto. Mas é o inverso. Ciro tem compromisso inigualável com o rigor fiscal. De 1991 a 2017, o maior superávit primário do governo federal foi o feito por Ciro Gomes em 1994 (quando foi ministro da Fazenda).

    Marcio Pochmann, do PT, defende que problema fiscal se combate com crescimento.

    Discordo. O Estado precisa ter condições de fazer investimento e política pública. O primeiro passo é fazer o ajuste. Disso não abrimos mão.




    Até o economista do Ciro Gomes defendendo ajuste na previdência e no funcionalismo....Não era uma pauta dos "neoliberais" malvadões???? scratch
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Dom 06 Maio 2018, 8:59 pm

    Esse é o frequente discurso superficial proposto pelos políticos e encampado pela mídia: o problema do Brasil são os servidores públicos...
    Enquanto isso, a desgraça chamada corrupção, que praticamente acabou com o RJ, continua firme e forte!
    Sim, políticos querem mais espaço no orçamento exatamente para desvios. Precisam garantir o futuro da nova leva de ladrões que está por vir. Auditoria na previdência? Ah não! Vamos empurrar tudo o que der nos lombos dos serviçais.

    Dias atrás a Joice Asselmann recebeu informação quente de que o exército já estaria decidido a intervir, principalmente pelas palhaçadas do STF.

    Ao que me parece, se Bolsonaro não ganhar as eleições, esse será o destino do BR. Agora com um detalhe: amplo apoio da população...


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por tec.tre em Ter 08 Maio 2018, 12:30 am

    OJAF RJ escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Estado: Qual o principal problema a ser enfrentado no curto prazo?

    Mauro Benevides Filho: A situação fiscal. Ajuste não pode ter ideologia. Não é um fim em si mesmo. Isso é uma falácia que precisa ser demolida, sobretudo entre o pessoal mais à esquerda. Ajuste fiscal é para que o Estado possa atender demandas da população, ter capacidade de investimento. O governo cometeu erro grave ao, na PEC do teto de gastos, controlar despesa primária. Investimento induz atividade econômica, emprego, renda e tributo lá na frente. É preciso avaliar alteração no teto.

    Mas o teto de gastos do governo seria mantido?

    Para pessoal, custeio e Previdência. A ideia é retirar o investimento e dar flexibilidade para educação e saúde, que podem ter gasto a mais em conformidade com redução de outros gastos, inclusive o previdenciário. Mexer na PEC dos gastos soa como fraqueza em relação ao controle do gasto. Mas é o inverso. Ciro tem compromisso inigualável com o rigor fiscal. De 1991 a 2017, o maior superávit primário do governo federal foi o feito por Ciro Gomes em 1994 (quando foi ministro da Fazenda).

    Marcio Pochmann, do PT, defende que problema fiscal se combate com crescimento.

    Discordo. O Estado precisa ter condições de fazer investimento e política pública. O primeiro passo é fazer o ajuste. Disso não abrimos mão.




    Até o economista do Ciro Gomes defendendo ajuste na previdência e no funcionalismo....Não era uma pauta dos "neoliberais" malvadões???? scratch


    Eu particularmente não vi nada de errado na afirmação dele. Na situação de déficit que o Brasil se encontra, as reformas irão atingir em cheio o serviço público.

    Considerando o orçamento da União, as maiores despesas obrigatórias são:
    1 - Dívida pública
    2-  Previdência
    3 - Servidores

    Nos ítens 1 e 2 não tem muito o que ser feito. No primeiro, a rolagem da dívida. No segundo, qualquer que seja o presidente, a reforma entrará em pauta. Não tem mais saída. Nossa janela demográfica está fechando, e esse modelo previdenciário já quebrou há muito tempo.

    Quanto ao último item.

    É aí que nós temos que ter atenção. Se quiserem mexer apenas em salário de servidor orelha seca e deixar um monte de regalias para os grandões (vide cotas parlamentares, auxílios moradia, renúncias fiscais, etc..), deve ser formado um grande movimento de grevista, congregando todas as categorias, contra esses tipos de medidas polarizadoras.

    Enquanto o Governo prega que não tem dinheiro para o custeio, já são mais de 600 bi em renúncia fiscal até 2020:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O que não dá para aceitar é isso: virar bode expiatório enquanto a nata está se esbaldando com regalias às custas da ralé.

    Sobre o discurso neoliberal, é que eles acham que os servidores públicos são descartáveis, que somos vagabundos, e que a economia da nação depende apenas do espontaneísmo do mercado privado. Bem, eu adoraria ver um exemplo desses no mundo. Se até países como Suíça, Noruega, Austrália mantém um modelo de desenvolvimento misto, vai ser aqui no Brasil, numa sociedade com mais de 40 milhões de miseráveis, que esse tipo de ortodoxia vai dar certo? Precisamos é de um projeto nacional de desenvolvimento, que envolva os dois entes, e termos cuidado com esses discursos extremistas.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por OJAF RJ em Ter 08 Maio 2018, 10:23 am

    tec.tre escreveu:
    OJAF RJ escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Estado: Qual o principal problema a ser enfrentado no curto prazo?

    Mauro Benevides Filho: A situação fiscal. Ajuste não pode ter ideologia. Não é um fim em si mesmo. Isso é uma falácia que precisa ser demolida, sobretudo entre o pessoal mais à esquerda. Ajuste fiscal é para que o Estado possa atender demandas da população, ter capacidade de investimento. O governo cometeu erro grave ao, na PEC do teto de gastos, controlar despesa primária. Investimento induz atividade econômica, emprego, renda e tributo lá na frente. É preciso avaliar alteração no teto.

    Mas o teto de gastos do governo seria mantido?

    Para pessoal, custeio e Previdência. A ideia é retirar o investimento e dar flexibilidade para educação e saúde, que podem ter gasto a mais em conformidade com redução de outros gastos, inclusive o previdenciário. Mexer na PEC dos gastos soa como fraqueza em relação ao controle do gasto. Mas é o inverso. Ciro tem compromisso inigualável com o rigor fiscal. De 1991 a 2017, o maior superávit primário do governo federal foi o feito por Ciro Gomes em 1994 (quando foi ministro da Fazenda).

    Marcio Pochmann, do PT, defende que problema fiscal se combate com crescimento.

    Discordo. O Estado precisa ter condições de fazer investimento e política pública. O primeiro passo é fazer o ajuste. Disso não abrimos mão.





    Até o economista do Ciro Gomes defendendo ajuste na previdência e no funcionalismo....Não era uma pauta dos "neoliberais" malvadões???? scratch


    Eu particularmente não vi nada de errado na afirmação dele. Na situação de déficit que o Brasil se encontra, as reformas irão atingir em cheio o serviço público.

    Considerando o orçamento da União, as maiores despesas obrigatórias são:
    1 - Dívida pública
    2-  Previdência
    3 - Servidores

    Nos ítens 1 e 2 não tem muito o que ser feito. No primeiro, a rolagem da dívida. No segundo, qualquer que seja o presidente, a reforma entrará em pauta. Não tem mais saída. Nossa janela demográfica está fechando, e esse modelo previdenciário já quebrou há muito tempo.

    Quanto ao último item.

    É aí que nós temos que ter atenção. Se quiserem mexer apenas em salário de servidor orelha seca e deixar um monte de regalias para os grandões (vide cotas parlamentares, auxílios moradia, renúncias fiscais, etc..), deve ser formado um grande movimento de grevista, congregando todas as categorias, contra esses tipos de medidas polarizadoras.

    Enquanto o Governo prega que não tem dinheiro para o custeio, já são mais de 600 bi em renúncia fiscal até 2020:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O que não dá para aceitar é isso: virar bode expiatório enquanto a nata está se esbaldando com regalias às custas da ralé.

    Sobre o discurso neoliberal, é que eles acham que os servidores públicos são descartáveis, que somos vagabundos, e que a economia da nação depende apenas do espontaneísmo do mercado privado. Bem, eu adoraria ver um exemplo desses no mundo. Se até países como Suíça, Noruega, Austrália mantém um modelo de desenvolvimento misto, vai ser aqui no Brasil, numa sociedade com mais de 40 milhões de miseráveis, que esse tipo de ortodoxia vai dar certo? Precisamos é de um projeto nacional de desenvolvimento, que envolva os dois entes, e termos cuidado com esses discursos extremistas.

    Concordo em muitos pontos, mas projeto nacional de desenvolvimento me lembra intervencionismo exagerado do Estado, "nova matriz econômica", governos militares, subsídios direcionados do BNDES para as campeãs nacionais, estatização ou manutenção das estatais obsoletas, inflação alta e juros altos, incentivo ao consumo e não ao investimento. Isso cheira muito mal...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Ter 08 Maio 2018, 11:33 am

    Não intervencionismo é balela de quem não conhece nada de economia. Ou é o Estado que dita as regras, ou são os empresários. Prefiro que o Estado dite, porque na essência (deveria ser) ele busca o bem comum. Empresário busca o bem oligárquico.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Ter 08 Maio 2018, 12:09 pm

    OJAF RJ escreveu:

    Concordo em muitos pontos, mas projeto nacional de desenvolvimento me lembra intervencionismo exagerado do Estado, "nova matriz econômica", governos militares, subsídios direcionados do BNDES para as campeãs nacionais, estatização ou manutenção das estatais obsoletas, inflação alta e juros altos, incentivo ao consumo e não ao investimento. Isso cheira muito mal...

    Intervencionismo, e intervencionismo errado. Basta ver que, enquanto o Brasil perdia tempo nas suas políticas de substituição de importações, tentando proteger o mercado interno de bens de consumo, outros países (como a China, Coreia do Sul entre outros) direcionavam suas políticas de substituição de importações para estimular a exportação.

    Em outras palavras, o intervencionismo brasileiro sempre tentou proteger os incompetentes e reduzir a competitividade no mercado interno; ao passo que os poucos exemplos de intervencionismo que deram certo sempre tiveram foco no estímulo ao aumento da competitividade nacional perante o mercado externo.

    Se os governos brasileiros se preocupassem menos em proteger empresas nacionais, e direcionassem os recursos desperdiçados para o estímulo aos investimentos em pesquisas, tecnologia e aumento da produtividade e competitividade - ainda que de empresas estrangeiras que investissem no país -, os resultados seriam muito melhores para a economia (e a Nação) como um todo, e praticamente os mesmos em termos de geração de emprego e renda (que são a desculpa para a proteção aos incompetentes nacionais).

    Ouvi no rádio uma notícia de que a Petrobras pretende contratar novas plataformas, em vez de alugar. Alguns estaleiros "nacionais" (que passam por grave crise) já anunciaram que têm capacidade de produzir as plataformas, mas que não têm condições de concorrer com estaleiros estrangeiros (em especial da China). Resumo da obra:

    1) o país não oferece aos estaleiros nacionais as condições ideais para que obtenham o mesmo nível de competitividade que as empresas estrangeiras - culpa da legislação e burocracia, carga tributária, custo do investimento, investimento precário em inovação e tecnologia, falta de mão-de-obra especializada, falta de infraestrutura adequada, baixo nível de poupança nacional (o que aumenta os custos de captação de recursos) etc. etc. etc.

    2) A Petrobras provavelmente dará preferência aos estaleiros "nacionais", mesmo que a maior preço (ou o governo brasileiro, direta ou indiretamente, subsidiará os preços, o que dá no mesmo). Obviamente, isso encarecerá o processo produtivo, resultando em menor competitividade da própria Petrobras no mercado de petróleo internacional. Como sabemos que a empresa não conseguirá vender a preços mais altos no exterior, todo o sobrepreço decorrente da contratação de plataformas menos competitivas será redirecionado para o mercado consumidor interno, onde a Petrobras detém o monopólio no refino, e de boa parte da distribuição.

    3) mega distribuição de renda às avessas: a pretexto de proteger o "produtor nacional", todo o mercado consumidor interno sai pagando a conta. É bom lembrar que:
    a) donos de estaleiros (empresas ou pessoas físicas investidores) obviamente não são pobres;
    b) mesmo quem não tem carro paga, indiretamente, pelos preços mais altos nos combustíveis (passagem de ônibus, custos embutidos em mercadorias etc.)
    c) o consumidor médio, com ou sem automóvel, é definitivamente mais pobre que os donos de estaleiros. Pior, os consumidores, que pagarão a conta, são em número infinitamente maior.

    4) mesmo se levados em consideração os empregos gerados pelos estaleiros, é intuitiva a constatação de que o prejuízo social advindo do intervencionismo é maior do que os lucros potenciais:
    a) a maior parte dos empregos gerados são empregos genéricos (auxiliares administrativos, metalúrgicos, mecânicos, auxiliares de serviços gerais), que podem trabalhar em virtualmente qualquer setor. Estes seriam beneficiados por um ambiente empresarial mais livre e menos intervencionista: menos intervenção > menor necessidade por impostos > maior competitividade > melhor ambiente para novos investidores > maior geração de empregos. Portanto, mesmo que o setor de estaleiros fosse extirpado do ambiente nacional (e não necessariamente o seria), tais trabalhadores provavelmente teriam seus empregos mantidos no médio prazo (com perspectiva de saldo positivo na geração de empregos, em comparação a um ambiente sob intervenção).
    b) os empregos altamente especializados, que seriam de fato perdidos em caso de perda de competitividade, são geralmente ocupados por pessoas de renda mais alta, com maior qualificação profissional no geral, e em menor número. Portanto, mesmo estes teriam boa possibilidade de realocação em outros setores produtivos, caso isso fosse necessário.

    5) ao fim e ao cabo, todos (inclusive os que hoje estão empregados em estaleiros) acabam pagando pela manutenção dos lucros de um negócio ineficiente e pouco competitivo, ou seja, prejudicando toda uma sociedade para gerar benefícios a uns poucos "privilegiados".


    Este é só um exemplo de como o intervencionismo brasileiro pode parecer bom à primeira vista, mas é altamente cancerígeno para a economia nacional. Igual análise poderia ser feita sobre a política do Trump, de sobretaxar o aço e alumínio importados, e o efeito que tal medida tem sobre os preços pagos por todos os consumidores americanos, a perda de competitividade internacional das empresas americanas de ponta (inclusive as automotivas), em comparação aos pequenos efeitos positivos sobre um setor reduzido e ineficiente da economia americana (empresas siderúrgicas).

    Outro exemplo definitivo seria o favorecimento da JBS pela política de "campeões nacionais", o enriquecimento extremo que ela gerou a uns poucos investidores, às custas de vários outros pequenos e médios empreendedores. Pior, o efeito deletério dessa política sobre os empregos gerados no setor.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Ter 08 Maio 2018, 1:19 pm

    Galizezin escreveu:Não intervencionismo é balela de quem não conhece nada de economia. Ou é o Estado que dita as regras, ou são os empresários. Prefiro que o Estado dite, porque na essência (deveria ser) ele busca o bem comum. Empresário busca o bem oligárquico.  

    O liberalismo integral, assim definido como a total ausência de intervenção do Estado, é um cenário utópico e meramente teórico, exatamente como o socialismo utópico idealizado por Marx. Ambas as teorias servem de ponto de partida para o estudo da teoria econômica, mas obviamente devem ser adaptados à realidade.

    No liberalismo utópico, o "Mercado" pode ser enxergado como a soma de decisões individuais de inúmeros consumidores e vendedores, cada um buscando seu melhor interesse. A conjunção dos fatores oferta x demanda, derivados dessa soma de interesses, levaria ao inevitável equilíbrio do mercado de consumo, em torno de um preço ideal, que maximizasse a satisfação dos agentes. A intervenção estatal, nessa teoria, tende a desequilibrar a relação das curvas oferta x demanda, levando a um novo ponto de equilíbrio, em que um agente ganha em satisfação, enquanto o outro perde (comparado ao ponto de equilíbrio "ideal"). A soma das satisfações individuais, no entanto, é menor em um cenário de intervenção estatal, do que no cenário sem ela.

    Na teoria, é bonito e lógico esse raciocínio. Observando o mundo real, percebem-se várias "falhas". Uma das mais facilmente detectáveis é a impossibilidade fática de um cenário com infinitos fornecedores. Por exemplo, no mercado de telefonia, não é qualquer investidor que "entra". Há um altíssimo custo de entrada, demanda investimentos altos e frequentes, etc. Esse, portanto, é um mercado que tende, naturalmente, ao oligopólio. No mercado oligopólico, a igualdade entre fornecedor e consumidor fica comprometida, favorecendo a formação de carteis, e estipulação de preços mais altos do que o "justo". Essa distorção advém, naturalmente, da natureza humana, que é a de buscar para si o melhor benefício possível, ainda que em detrimento dos interesses alheios.

    Por outro lado, no socialismo utópico, o "Estado" é um ente impessoal, onisciente, que visa o bem comum. Suas decisões têm como o alvo a maximização do bem oferecido à coletividade. Assim, lhe cabe a apropriação dos excedentes obtidos em determinados setores, e sua redistribuição a outros setores mais necessitados.

    Na teoria, também é bonito e lógico esse raciocínio. Mas ele também tem inúmeras "falhas" quando comparado ao mundo real. O Estado não é, de forma alguma, um ente impessoal. Ele é formado por um grupo de pessoas, as quais têm interesses e convicções próprias. Tampouco esse grupo de pessoas é onisciente. Assim, as decisões tomadas em nome do "bem comum" são, frequentemente, originadas de pressupostos equivocados, falhas no diagnóstico, planejamento ou implementação das soluções. Ainda mais frequentemente, tais decisões são oriundas de má-fé, corrupção e defesa de interesses próprios. Como disse, a natureza humana é de buscar para si o melhor benefício possível, ainda que em detrimento dos interesses alheios.


    Aqui eu volto ao argumento inicial. Ambas as teorias são bonitas e lógicas, mas na prática devem ser sopesadas e combinadas, na medida do possível. Hoje, não há um teórico liberal sequer, que defenda a completa ausência de Estado. Quase todos defendem a concentração do Estado nos setores de justiça, segurança, regulação e fiscalização (estas últimas na medida estritamente necessária para evitar distorções de mercado). Do mesmo modo, poucos lunáticos defendem a total concentração dos bens e da produção nas mãos do Estado (até porque já viram que essa ideia dá errado).

    Depois de anos de Lava-Jato e operações policiais congêneres, onde ficou claramente demonstrada o conluio de interesses entre governo (aqui compreendido como grupo de pessoas, e não a entidade "Estado") e certos grupos de empresários, com interesses diversos, mas sempre contrários ao "bem comum", não dá mais pra enxergar como má ideia a diminuição dos poderes de intervenção do Estado onde esta não é estritamente necessária (como dito anteriormente, segurança, justiça, regulação e fiscalização).

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por OJAF RJ em Ter 08 Maio 2018, 2:00 pm

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Não intervencionismo é balela de quem não conhece nada de economia. Ou é o Estado que dita as regras, ou são os empresários. Prefiro que o Estado dite, porque na essência (deveria ser) ele busca o bem comum. Empresário busca o bem oligárquico.  

    O liberalismo integral, assim definido como a total ausência de intervenção do Estado, é um cenário utópico e meramente teórico, exatamente como o socialismo utópico idealizado por Marx. Ambas as teorias servem de ponto de partida para o estudo da teoria econômica, mas obviamente devem ser adaptados à realidade.

    No liberalismo utópico, o "Mercado" pode ser enxergado como a soma de decisões individuais de inúmeros consumidores e vendedores, cada um buscando seu melhor interesse. A conjunção dos fatores oferta x demanda, derivados dessa soma de interesses, levaria ao inevitável equilíbrio do mercado de consumo, em torno de um preço ideal, que maximizasse a satisfação dos agentes. A intervenção estatal, nessa teoria, tende a desequilibrar a relação das curvas oferta x demanda, levando a um novo ponto de equilíbrio, em que um agente ganha em satisfação, enquanto o outro perde (comparado ao ponto de equilíbrio "ideal"). A soma das satisfações individuais, no entanto, é menor em um cenário de intervenção estatal, do que no cenário sem ela.

    Na teoria, é bonito e lógico esse raciocínio. Observando o mundo real, percebem-se várias "falhas". Uma das mais facilmente detectáveis é a impossibilidade fática de um cenário com infinitos fornecedores. Por exemplo, no mercado de telefonia, não é qualquer investidor que "entra". Há um altíssimo custo de entrada, demanda investimentos altos e frequentes, etc. Esse, portanto, é um mercado que tende, naturalmente, ao oligopólio. No mercado oligopólico, a igualdade entre fornecedor e consumidor fica comprometida, favorecendo a formação de carteis, e estipulação de preços mais altos do que o "justo". Essa distorção advém, naturalmente, da natureza humana, que é a de buscar para si o melhor benefício possível, ainda que em detrimento dos interesses alheios.

    Por outro lado, no socialismo utópico, o "Estado" é um ente impessoal, onisciente, que visa o bem comum. Suas decisões têm como o alvo a maximização do bem oferecido à coletividade. Assim, lhe cabe a apropriação dos excedentes obtidos em determinados setores, e sua redistribuição a outros setores mais necessitados.

    Na teoria, também é bonito e lógico esse raciocínio. Mas ele também tem inúmeras "falhas" quando comparado ao mundo real. O Estado não é, de forma alguma, um ente impessoal. Ele é formado por um grupo de pessoas, as quais têm interesses e convicções próprias. Tampouco esse grupo de pessoas é onisciente. Assim, as decisões tomadas em nome do "bem comum" são, frequentemente, originadas de pressupostos equivocados, falhas no diagnóstico, planejamento ou implementação das soluções. Ainda mais frequentemente, tais decisões são oriundas de má-fé, corrupção e defesa de interesses próprios. Como disse, a natureza humana é de buscar para si o melhor benefício possível, ainda que em detrimento dos interesses alheios.


    Aqui eu volto ao argumento inicial. Ambas as teorias são bonitas e lógicas, mas na prática devem ser sopesadas e combinadas, na medida do possível. Hoje, não há um teórico liberal sequer, que defenda a completa ausência de Estado. Quase todos defendem a concentração do Estado nos setores de justiça, segurança, regulação e fiscalização (estas últimas na medida estritamente necessária para evitar distorções de mercado). Do mesmo modo, poucos lunáticos defendem a total concentração dos bens e da produção nas mãos do Estado (até porque já viram que essa ideia dá errado).

    Depois de anos de Lava-Jato e operações policiais congêneres, onde ficou claramente demonstrada o conluio de interesses entre governo (aqui compreendido como grupo de pessoas, e não a entidade "Estado") e certos grupos de empresários, com interesses diversos, mas sempre contrários ao "bem comum", não dá mais pra enxergar como má ideia a diminuição dos poderes de intervenção do Estado onde esta não é estritamente necessária (como dito anteriormente, segurança, justiça, regulação e fiscalização).

    Assino embaixo a análise. Se apenas um terço dos brasileiros tivesse essa consciência, nós teríamos outro país. Gosto muito de analisar os países mais bem colocados no ranking de liberdade econômica, como Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Chile, e comparar com o bananil...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Ter 08 Maio 2018, 2:06 pm

    O Estado serve em boa parte aos interesses privados, até porque todos sabem que quem financia as campanhas de políticos, recebe o seu quinhão de volta, seja a forma que for.

    Com o intuito de deturpar a real função estatal brasileira (que atende a interesses privados), cujos cidadãos acreditam nessas premissas por ingenuidade ou má fé, os detentores do capital tentam convencer que o Estado é assistencialista, com programas que "não ensinam a pescar" como o bolsa família, prouni, médicos cubanos, etc.

    O que nos falta: consciência de classe. Talvez muita gente ache que um dia será nobre. Mas, nunca passará de um plebeu.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Ter 08 Maio 2018, 4:02 pm

    Bastião escreveu:O Estado serve em boa parte aos interesses privados, até porque todos sabem que quem financia as campanhas de políticos, recebe o seu quinhão de volta, seja a forma que for.

    Com o intuito de deturpar a real função estatal brasileira (que atende a interesses privados), cujos cidadãos acreditam nessas premissas por ingenuidade ou má fé, os detentores do capital tentam convencer que o Estado é assistencialista, com programas que "não ensinam a pescar" como o bolsa família, prouni, médicos cubanos, etc.

    O que nos falta: consciência de classe. Talvez muita gente ache que um dia será nobre. Mas, nunca passará de um plebeu.


    Pois é, essa característica do Estado brasileiro que me desanima! Ver que muita gente ainda acredita que o Estado provê (ou poderia prover) muita coisa, enquanto tudo o que se vê é o sequestro da res publica para fins privados, e distribuição de migalhas ao povo!
    A meu ver, infelizmente, a sociedade brasileira (da forma como ela é hoje) não está pronta para ter um Estado minimamente provedor. Diante da atual crise moral e de representatividade, acho imperativo que os esforços estatais se concentrassem nas atividades de segurança, justiça e controle. Obviamente, considerada a situação de penúria que infelizmente ainda aflige grande parte da população, os programas sociais deveriam ser mantidos. Mas sinceramente não consigo concordar com a manutenção de um percentual cada vez maior da renda nacional nas mãos de um grupo de políticos como os que temos hoje, para que definam como tais recursos devem ser melhor utilizados.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Ter 08 Maio 2018, 5:51 pm

    A essência do Estado é prover o bem comum, regulando as forças antagônicas em favor da maioria e não de uma casta de privilegiados que manipulam as informações e mantém a população refém.

    O mais incrível é assistir a alienação da "classe média egoísta" que se acha pertencente ao grupo privilegiado de rentistas patrimonialistas, que por eles luta sem receber nada além das migalhas que caem das nobres mesas das oligarquias.

    "Alienação política, a gente vê por aqui" parafraseando o slogan da Globo. Engolem o discurso fácil, para manter as "regalias" de andar de carro, morar em condomínio privado e pagar caro por saúde e educação. Se sentem acima de suas empregadas, mas quando estas vão ao aeroporto acham um absurdo....

    Nós que rompemos o processo de ignorância educacional, temos o dever de lutar pelo papel social do Estado, promover o bem de todos, privilegiando a maioria explorada pelos séculos de dominação imperialista.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Ter 08 Maio 2018, 6:54 pm

    ale1969 escreveu:A essência do Estado é prover o bem comum, regulando as forças antagônicas em favor da maioria e não de uma casta de privilegiados que manipulam as informações e mantém a população refém.

    O mais incrível é assistir a alienação da "classe média egoísta" que se acha pertencente ao grupo privilegiado de rentistas patrimonialistas, que por eles luta sem receber nada além das migalhas que caem das nobres mesas das oligarquias.

    "Alienação política, a gente vê por aqui" parafraseando o slogan da Globo. Engolem o discurso fácil, para manter as "regalias" de andar de carro, morar em condomínio privado e pagar caro por saúde e educação. Se sentem acima de suas empregadas, mas quando estas vão ao aeroporto acham um absurdo....

    Nós que rompemos o processo de ignorância educacional, temos o dever de lutar pelo papel social do Estado, promover o bem de todos, privilegiando a maioria explorada pelos séculos de dominação imperialista.

    Não sei se está implícita uma indireta aos que, como eu, defendem o planejamento de uma redução no Estado brasileiro, mas me acho na necessidade de argumentar de qualquer modo.

    Não me considero parte da "elite", aliás, nunca me considerei. Sei que o padrão de vida alcançado pela classe média brasileira deveria ser, apenas, o padrão mínimo de qualidade de vida em uma sociedade que se preze. Portanto, me considero pobre. Àqueles que têm ainda menos riqueza do que eu, considero "abaixo da linha da pobreza", pelo menos na definição de "pobreza" que considero razoável.

    Tampouco vejo problema em "pobre frequentando aeroporto", e mesmo não conhecendo "todo mundo no Brasil", duvido muito que esse tipo de preconceito seja o pensamento de uma boa parcela da população. Aliás, essa é uma das maiores besteiras já saídas da boca de um político brasileiro, e infelizmente replicada por um punhado de alienados. Quem é rico o suficiente pra se achar no direito de "ter nojo de pobre", normalmente tem jatinho particular. Quem é da classe média e tem nojo de pobre, ao contrário do que faz supor o discurso da Marilena Chauí, é uma insignificante minoria. A maior parte da classe média torce pra que cada vez mais gente frequente os aeroportos, porque o aumento de demanda leva ao aumento de oferta que, por sua vez, leva à economia de escala, e reduz os preços dos voos. Mesmo para um leigo em economia, é óbvio que voos lotados serão mais baratos que voos vazios.

    Isto posto, cabe apontar outro ponto óbvio: não defendo a redução do Estado porque discordo das medidas sociais. Não defendo a redução do Estado para que seja possível aumentar os lucros dos ricos (entre os quais, já disse, não me incluo). Defendo porque, além de pobre, sou expropriado. Acho engraçado o pessoal falando do "capitalista explorador", com taxas de retorno entre 5 e 10%, enquanto a taxa de propina verificada em muitos contratos públicos é maior que isso. Ou seja, sob tal raciocínio é ilegítimo o lucro obtido por meio do investimento particular, mas é super legítimo o enriquecimento dos políticos decorrente, entre outras coisas, de votos mal informados e desinteressados, e alíquotas tributárias acima dos 35%.

    Já disse no meu comentário anterior: O pessoal defende muito "o Estado", ente despersonalizado, mas esquece que esse ente é composto de pessoas, muitas das quais ávidas pela chance de obter uma vantagem indevida, seja pela corrupção simples, seja pela exploração de uma "boquinha" estatal, muitas vezes legal, mas imoral.

    Concordo plenamente com as políticas sociais, e poucas pessoas de bom senso discordariam. Mas é óbvio que essa não é a função principal do "Estado" brasileiro. Basta perceber que as desonerações fiscais seletivas, por exemplo, são 10x maiores, anualmente, que o Bolsa família; se considerarmos a amplitude dos subsídios do BNDES a mega empresários ou "países amigos"; se considerarmos os desperdícios de recursos nas licitações fraudadas, etc... Dá pra cravar, com toda a certeza: no Brasil, defensor do Estado é defensor dos grandes empresários. Pior, dos grandes empresários amigos do rei e dos políticos sanguessugas.

    Entre ser explorado pelo "capitalista malvadāo", ou pela quadrilha de sanguessugas do "Estado" aliados ao capitalista malvadāo amigo do governo, acho que a primeira opção, com menos Estado, trará menor exploração.

    Repito: aos teóricos utópicos, quando for pensar no "Estado" brasileiro, não dá pra desconsiderar de quem é a mão que move o Estado no mundo real, e a quem essa mão serve, de fato. A quem é servidor público e acha que faz parte do "Estado", fica o alerta: somos meras engrenagens, que movem a máquina cuja finalidade prioritária não é trazer benefícios ao povo, e sim gerar regalias, propinas e poder aos reais comandantes do "Estado".

    Vamos parar de basear nossas convicções em conceitos abstratos ("Estado", "capitalista explorador" etc). E começar a raciocinar sobre o que tais conceitos, de fato, representam no mundo real. Não sei como alguém pode desconhecer capitalistas, em um país com tanto empreendedor (mesmo que por falta de opção), mas você pode ficar surpreso de ver que muito capitalista é trabalhador, também, muitos deles trabalhando além das 44h semanais para fechar as contas mensais (incluindo os salários dos funcionários "explorados"). Com certeza alguns de seus vizinhos e amigos são "capitalistas", e pretendem crescer na vida de empresário. Talvez você (blasfêmia!) um dia decida se aventurar como empresário,  se juntando ao time dos "exploradores explorados" (pela gangue estatal).

    Por outro lado, na vida real, o "Estado" é personificado, em sua cúpula , por... bem, acho até desnecessário apontar, novamente, quem faz parte da "face real" da cúpula do "Estado" brasileiro.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 09 Maio 2018, 4:01 pm

    Sempre que coloco minha posição, faço "em tese" e nunca de forma individualizada. Defendo a regulação e a função distributiva do Estado, pelo simples fato que o "Mercado" não fará a inversão das prioridades de investimento. Ou seja, não se pode esperar que os "Capitalistas" hajam como Robin Hood.
    Jamais farei afirmações individualizadas neste fórum, pelo simples fato de não conhecê-los pessoalmente e principalmente por respeitar ideias antagônicas, apesar de lamentar profundamente o caráter excludente delas. Sinceramente, esperar que a ausência de regulação estatal faça o país reverter o processo de concentração de renda e oportunidade é tão utópico quanto uma ditadura socialista se transformar em comunismo, sem criar uma casta dirigente com regalias públicas.
    A utopia é um sonho que nunca devemos deixar de acalentar. Claro que a realidade do Estado brasileiro é caótica, mas é o reflexo da nossa sociedade escravocrata, egoísta, excludente, preconceituosa, patrimonialista, etc.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qua 09 Maio 2018, 4:58 pm

    ale1969 escreveu:Sempre que coloco minha posição, faço "em tese" e nunca de forma individualizada. Defendo a regulação e a função distributiva do Estado, pelo simples fato que o "Mercado" não fará a inversão das prioridades de investimento. Ou seja, não se pode esperar que os "Capitalistas" hajam como Robin Hood.
    Jamais farei afirmações individualizadas neste fórum, pelo simples fato de não conhecê-los pessoalmente e principalmente por respeitar ideias antagônicas, apesar de lamentar profundamente o caráter excludente delas. Sinceramente, esperar que a ausência de regulação estatal faça o país reverter o processo de concentração de renda e oportunidade é tão utópico quanto uma ditadura socialista se transformar em comunismo, sem criar uma casta dirigente com regalias públicas.
    A utopia é um sonho que nunca devemos deixar de acalentar. Claro que a realidade do Estado brasileiro é caótica, mas é o reflexo da nossa sociedade escravocrata, egoísta, excludente, preconceituosa, patrimonialista, etc.  

    Então, como eu disse, nenhum liberal que se preze fala em "ausência de regulação estatal". Pelo contrário, esta é uma das atividades básicas (e principais) do Estado, que deveria ser seu foco. Como eu disse antes, o Estado deveria se concentrar nos serviços privativos de Estado: segurança pública, Justiça, regulação, controle e fiscalização. No caso de regulação, esta deve se restringir aos pontos necessários. Alguns defendem que as regulações estatais deveriam ser apenas as negativas: "não faça isto ou aquilo", a fim de inibir atividades potencialmente nocivas aos demais cidadãos, e à coletividade. Regulações positivas ("faça isto", ou "faça-o desta ou daquela forma"), via de regra, atentam contra a liberdade, e tendem a ser, em si, prejudiciais aos cidadãos (que deveriam ser o foco das atividades de Estado, inclusive a própria criação de regras legais).

    Obviamente, em um país desigual como o nosso, esse cenário "ideal" ainda estaria distante. Por exemplo, vários serviços estatais não privativos (saúde, educação, assistência social etc). ainda precisam ser prestados, já que a maior parte dos cidadãos não teria acesso a tais serviços de outra forma.

    Se o Estado mantivesse seus esforços prioritariamente nas áreas privativas (obviamente, como eu disse, sem necessariamente abrir mão de algumas áreas em que a população ainda é Estado-dependente), já desafogaria em boa parte o orçamento público, melhorando a qualidade dos serviços efetivamente prestados pelo Estado, e possibilitando a redução de carga tributária. Isto, por sua vez, abriria margem para a prestação de serviços de melhor qualidade, e menor custo, pela iniciativa privada.

    Mas não, o Estado brasileiro quer regular tudo (aqui no Espírito Santo, por exemplo, proibiram os restaurantes de colocar saleiros sobre as mesas), e se meter em áreas (principalmente produtivas) nas quais não detém a menor competência, e nem tem recursos para prestar serviços de boa qualidade. Em vez de se concentrar na prestação do essencial, com qualidade, quer fazer tudo e acaba fazendo apenas um pouco de cada coisa, e muitas vezes com péssima qualidade.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Protocol em Qui 10 Maio 2018, 1:50 am

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:Sempre que coloco minha posição, faço "em tese" e nunca de forma individualizada. Defendo a regulação e a função distributiva do Estado, pelo simples fato que o "Mercado" não fará a inversão das prioridades de investimento. Ou seja, não se pode esperar que os "Capitalistas" hajam como Robin Hood.
    Jamais farei afirmações individualizadas neste fórum, pelo simples fato de não conhecê-los pessoalmente e principalmente por respeitar ideias antagônicas, apesar de lamentar profundamente o caráter excludente delas. Sinceramente, esperar que a ausência de regulação estatal faça o país reverter o processo de concentração de renda e oportunidade é tão utópico quanto uma ditadura socialista se transformar em comunismo, sem criar uma casta dirigente com regalias públicas.
    A utopia é um sonho que nunca devemos deixar de acalentar. Claro que a realidade do Estado brasileiro é caótica, mas é o reflexo da nossa sociedade escravocrata, egoísta, excludente, preconceituosa, patrimonialista, etc.  

    Então, como eu disse, nenhum liberal que se preze fala em "ausência de regulação estatal". Pelo contrário, esta é uma das atividades básicas (e principais) do Estado, que deveria ser seu foco. Como eu disse antes, o Estado deveria se concentrar nos serviços privativos de Estado: segurança pública, Justiça, regulação, controle e fiscalização. No caso de regulação, esta deve se restringir aos pontos necessários. Alguns defendem que as regulações estatais deveriam ser apenas as negativas: "não faça isto ou aquilo", a fim de inibir atividades potencialmente nocivas aos demais cidadãos, e à coletividade. Regulações positivas ("faça isto", ou "faça-o desta ou daquela forma"), via de regra, atentam contra a liberdade, e tendem a ser, em si, prejudiciais aos cidadãos (que deveriam ser o foco das atividades de Estado, inclusive a própria criação de regras legais).

    Obviamente, em um país desigual como o nosso, esse cenário "ideal" ainda estaria distante. Por exemplo, vários serviços estatais não privativos (saúde, educação, assistência social etc). ainda precisam ser prestados, já que a maior parte dos cidadãos não teria acesso a tais serviços de outra forma.

    Se o Estado mantivesse seus esforços prioritariamente nas áreas privativas (obviamente, como eu disse, sem necessariamente abrir mão de algumas áreas em que a população ainda é Estado-dependente), já desafogaria em boa parte o orçamento público, melhorando a qualidade dos serviços efetivamente prestados pelo Estado, e possibilitando a redução de carga tributária. Isto, por sua vez, abriria margem para a prestação de serviços de melhor qualidade, e menor custo, pela iniciativa privada.

    Mas não, o Estado brasileiro quer regular tudo (aqui no Espírito Santo, por exemplo, proibiram os restaurantes de colocar saleiros sobre as mesas), e se meter em áreas (principalmente produtivas) nas quais não detém a menor competência, e nem tem recursos para prestar serviços de boa qualidade. Em vez de se concentrar na prestação do essencial, com qualidade, quer fazer tudo e acaba fazendo apenas um pouco de cada coisa, e muitas vezes com péssima qualidade.

    Um país sem pessoas que se proponham a empreender, gerar conhecimento, técnicas de produção, produtos novos, inovação, não é nada.

    A missão do estado, me parece, é criar regras claras de convivência, atuar na fiscalização do cumprimento destas regras, e promover o bem-estar e a segurança de todos.

    A República do Brasil têm por fundamentos a valorização do trabalho e da livre iniciativa, mas falha em promover adequadamente os dois.

    Falha com o trabalho porque tem regras anacrônicas, resiste à autorregulação, e não fiscaliza efetivamente o respeito às normas que regem as relações de trabalho.

    Falha com a livre iniciativa, pois ela não é livre; qualquer empreendimento para ter inicio aqui depende de infinitos requisitos, esbarra na morosidade das estruturas do estado, é expropriado e não tributado (aliás, justiça tributária não existe no Brasil), além de parece ser um crime empreender.

    E ale1969, também acho que na sociedade ainda está arraigada uma visão "escravocrata, egoísta, excludente, preconceituosa, patrimonialista, etc". Nos falta muita empatia. E vontade de potência.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qui 10 Maio 2018, 10:25 am

    Isso é ideal utópico para o Brasil. Aqui, não existe esse negócio de não interferência. Basta ver quem manda nesta joça: megaempresários. Bancos lucrando bilhões na crise, arrancando o pelo do povo, e sempre sob a proteção do banco central. Aliás, em qualquer setor, as agências reguladoras prestam serviço aos empresários, e não ao povo. Sim, eles financiam, na cara dura ou por debaixo dos panos, a campanha política de deputados e senadores, para depois o CN criar leis que lhes favoreçam. O sistema brasileiro foi feito pra não funcionar, pra lascar o pequeno e favorecer sempre o grandão. Pequenas e micro empresas ficaram de fora do refis, né temer?


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qui 10 Maio 2018, 1:57 pm

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    Notícia de 2013, quando o socialista PT arregava para os grandes empresários. Não só o PT, claro, mas todos os Poderes. Desde sempre. Aqui se faz de tudo para ferrar com os pequenos e colocar em berço esplêndido os grandes. Um país ímpar.

    A realidade se mantém, enquanto o "cidadão médio" gasta sua energia protestando contra o Estado, mas não pelo que deveria protestar, mas por clichês, senso comum e por ideias distorcidas.

    Aí vem alguém com uma ideia alternativa sobre a questão, como o Boulos e Ciro Gomes, contudo, são escrachados pela "família de bem pagadora de impostos".

    Continuemos a pastar.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qui 10 Maio 2018, 2:57 pm

    Não é porque é "alternativo" que deva ser aceito sem pestanejar.

    Energia solar, energia eólica, são energias alternativas, com boas chances de evoluírem a opções viáveis no Brasil. Devem ser levadas a sério.

    Também dá pra gerar "energia" com uma batata e algumas placas de cobre e zinco. É uma proposta alternativa, mas que utiliza grandes quantidades de alimentos (escassos em várias partes do mundo) para uma pequena geração de energia (não tão escassa quanto alimentos). Não deixa de ser uma alternativa, mas é uma alternativa estúpida.

    O Ciro Gomes está anos-luz à frente do Boulos, no que se refere à proposição de medidas socialmente válidas, responsáveis (a certo modo) do ponto de vista fiscal e adequadas à realidade brasileira. Ele é um candidato cujas propostas, a despeito das várias diferenças ideológicas, merecerão minha atenção no curso da campanha presidencial deste ano. Até porque já estamos acostumados a decidir pelo "menos pior", especialmente no segundo turno. Nessas condições, pode até ter o meu voto.

    Já o Boulos, até agora, não disse nada diferente do que o Hugo Chávez ou o Maduro diriam (à exceção do discurso vir traduzido para o português). É a mesma esquerda do início do século XIX, rascunhada por Karl Marx num guardanapo, e que todo mundo já sabe onde vai dar. Por isso está estacionado no traço de intenções de voto. Mesmo um eleitor extremamente alienado como o brasileiro, sem mínimas noções de matemática e economia, percebe que "tem algo errado" em discursos como o do Boulos, do PCO, PSTU e afins, cujos planos para tirar dos ricos e dar aos pobres não passam da segunda linha. Envolvem ideais de "igualdade social", "justiça cidadã" etc., mas não desenvolvem o planejamento de como as medidas seriam efetivadas, ou como lidar com as óbvias consequências práticas (e reais) de tais medidas.

    Sinceramente, Boulos não estimula o mínimo de confiança. Não pra quem tenta manter a cabeça nos problemas e particularidades do mundo real.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qui 10 Maio 2018, 3:13 pm

    androsvilazza escreveu:Não é porque é "alternativo" que deva ser aceito sem pestanejar.

    Energia solar, energia eólica, são energias alternativas, com boas chances de evoluírem a opções viáveis no Brasil. Devem ser levadas a sério.

    Também dá pra gerar "energia" com uma batata e algumas placas de cobre e zinco. É uma proposta alternativa, mas que utiliza grandes quantidades de alimentos (escassos em várias partes do mundo) para uma pequena geração de energia (não tão escassa quanto alimentos). Não deixa de ser uma alternativa, mas é uma alternativa estúpida.

    O Ciro Gomes está anos-luz à frente do Boulos, no que se refere à proposição de medidas socialmente válidas, responsáveis (a certo modo) do ponto de vista fiscal e adequadas à realidade brasileira. Ele é um candidato cujas propostas, a despeito das várias diferenças ideológicas, merecerão minha atenção no curso da campanha presidencial deste ano. Até porque já estamos acostumados a decidir pelo "menos pior", especialmente no segundo turno. Nessas condições, pode até ter o meu voto.

    Já o Boulos, até agora, não disse nada diferente do que o Hugo Chávez ou o Maduro diriam (à exceção do discurso vir traduzido para o português). É a mesma esquerda do início do século XIX, rascunhada por Karl Marx num guardanapo, e que todo mundo já sabe onde vai dar. Por isso está estacionado no traço de intenções de voto. Mesmo um eleitor extremamente alienado como o brasileiro, sem mínimas noções de matemática e economia, percebe que "tem algo errado" em discursos como o do Boulos, do PCO, PSTU e afins, cujos planos para tirar dos ricos e dar aos pobres não passam da segunda linha. Envolvem ideais de "igualdade social", "justiça cidadã" etc., mas não desenvolvem o planejamento de como as medidas seriam efetivadas, ou como lidar com as óbvias consequências práticas (e reais) de tais medidas.

    Sinceramente, Boulos não estimula o mínimo de confiança. Não pra quem tenta manter a cabeça nos problemas e particularidades do mundo real.

    O papel do Boulos é de alternativa de ideias. Essa que é a sua relevância atual. Talvez daqui uns 20 anos, mais experiente e mais maduro, poderá ter alguma chance como real candidato.

    Até acho que ele deveria tentar candidato deputado estadual ou federal, poderia levar.

    Estamos tão acostumados a aceitar tudo "do jeito que é", principalmente na área econômica, que visões alternativas são tratadas como devaneios.

    E fazer parte de movimento social não é sinônimo de extremismo ou de ser bandido. Somos manipulados a criminalizar movimento sociais. Não estou dizendo que não existam aproveitadores.

    E no mais, gostei do que ouvi no Roda Viva do Boulos, em boa parte.


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