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    Assuntos gerais: economia & política

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    Galizezin
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Sab 01 Set 2018, 11:23 am

    jornalista escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Pipoca escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:

    Com certeza. E os juízes e procuradores do trabalho serão os primeiros a contratar terceirizados para trabalhar no lugar de servidores concursados. Alguém acha que a "indignação" de alguns magistrados e procuradores é séria? Eles odeiam servidores concursados...


    Pessoal, essa decisão do STF não abrange o serviço público, é apenas para as Empresas privadas. Ela é decorrente da Lei № 13.467 de 2017, que alterou a CLT (Reforma Trabalhista).


    Claro que não abrange. Mas, deu uma boa ideia às Carreiras Típicas de Estado do que fazer com o Carreirão (nós)....
    Só que existe uma corrente de pensamento liberal segundo a qual não deveria existir qualquer carreira típica. Tudo seria privado, incluindo magistratura, polícia. Não me aprofundei no estudo e não vi nada a respeito do governo e forças armadas. É uma ideia curiosa, mas parece utópica.

    EUA é exemplo típico disso. Lá, os xerifes e juízes são colocados e retirados pelo povo. Se fizer um bom trabalho, é mantido, mas se fizer um mal trabalho é retirado. Por incrível que pareça, funciona melhor que aqui.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Ter 04 Set 2018, 5:04 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O governo Temer é só apertar que ele peida.

    E quem diria a Lei Ruanê. Que ninguém sabe com funciona, mas sabe demonizar.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Protocol em Qua 05 Set 2018, 12:26 am

    Bastião escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O governo Temer é só apertar que ele peida.

    E quem diria a Lei Ruanê. Que ninguém sabe com funciona, mas sabe demonizar.

    É o que governos reativos fazem. As soluções só aparecem depois que a ----- está feita, embora todo mundo saiba que o problema vai estourar a qualquer minuto.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Sab 08 Set 2018, 1:01 pm

    O cubano é feliz! O cubano é feliz? O cubano é feliz...



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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Sab 08 Set 2018, 4:57 pm

    Galizezin escreveu:O cubano é feliz! O cubano é feliz? O cubano é feliz...

    É a matemática socialista. Um dia a conta chega. O milagre brasileiro, o petróleo venezuelano, a cortina de ferro os subsídios soviético, chinês e brasileiro-venezuelano à Cuba, os contrabandos norte-coreanos, a marolinha do Lula etc. A conta não fecha. Os recursos são limitados: primeira aula de economia. Dizem que toda criança cubana está na escola. Aprendendo o quê? Comendo o quê? Bebendo o quê? Políticas sociais custam caro. Ainda mais quando são 200 milhões de pessoas.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Seg 10 Set 2018, 1:42 pm

    ATÉ NA SUÉCIA? “EXTREMA-DIREITA” AVANÇA ENQUANTO ESQUERDA PERDE ESPAÇO

    Por Rodrigo Constantino

    A extrema direita dos Democratas Suecos avançou menos do que o previsto pelas pesquisas nas eleições deste domingo na Suécia, mas se consolidou como terceira força no Parlamento e tirou votos dos blocos de centro-esquerda e centro-direita, tornando mais difícil a formação de um novo governo. O partido anti-imigrantes e anti-Europa, que segundo as previsões chegaria a 20% dos votos, ficou com 17,6%, quase cinco pontos a mais do que na eleição de 2014, quando teve 12,9%.

    Embora a social-democracia tenha saído das urnas ainda como a maior força política da Suécia, ela perdeu votos neste domingo, com 28,4%, o pior resultado desde 1911, quando ficou com 28,5%. O partido, que domina a cena política desde o início do século XX, ficou acima dos 25% previstos nas pesquisas, mas com três pontos percentuais a menos que nas eleições de 2014.

    Em que pese a mídia chamar de “extrema-direita” qualquer coisa à direita da social-democracia, o fato é que esse movimento mais nacionalista tem crescido no mundo todo. Enquanto os liberais democratas não compreenderem direito o fenômeno, vão ficar culpando bodes expiatórios, falando em “alienação das massas”, dos “perdedores com a globalização” ou de “racismo e preconceito”. Balela!

    O fenômeno já foi tema de inúmeros textos aqui no blog, e é o foco principal do meu novo livro Confissões de um ex-libertário: Salvando o liberalismo dos liberais modernos. A tese central é a de que o pêndulo liberal extrapolou para o lado “progressista” e, alimentado pelo politicamente correto, tem produzido uma resposta na mesma magnitude à direita, com cores às vezes excessivamente nacionalistas.

    PUBLICIDADE

    Esse foi o tema da coluna do professor João Carlos Espada no Observador, antes de saber do resultado da eleição sueca. O professor mostra que o fenômeno vem se alastrando, que não estamos mais falando de Grécia, Espanha, Hungria ou Polônia, mas sim da Suécia, “paraíso social-democrata”, ícone do “liberalismo” moderno. O que explica isso? Diz Espada:

    Não pretendo saber a resposta. Mas sustento que os factos estão a refutar as respostas politicamente correctas que até aqui têm inundado a comunicação social e os meios ‘bem pensantes’. Dizem eles que está a ocorrer uma onda ‘nacionalista’, ‘soberanista’ e ‘extremista’ contra os ideais ‘trans-nacionais’ ou ‘supra-nacionais’ ou ‘multiculturais’  da democracia liberal.

    A primeira e fundamental questão que tem de ser colocada (e que venho colocando suavemente desde pelo menos um artigo que publiquei em 2012 no Journal of Democracy)  é muito simples: por que motivo deveria o sistema de regras gerais, que constitui a democracia liberal, ser identificado com um programa substantivo particular, (como é o caso do ‘multiculturalismo’, ou ‘governação supra-nacional’ ou ‘abertura total à imigração’)?

    A identificação da democracia com um programa substantivo particular é um erro grosseiro que remonta pelo menos à funesta revolução francesa de 1789 e à versão continental do Iluminismo que a inspirou. Nesta interpretação, a democracia não deveria ser apenas um sistema de regras gerais, imparciais e iguais para todos, que pudesse garantir a concorrência pacífica e a alternância parlamentar entre propostas e partidos rivais. Na interpretação de 1789, a democracia devia ser uma ‘correcta libertação’ do povo contra preconceitos e tradições que até aí o tinham oprimido (ainda que, curiosamente, como recordou Isaiah Berlin, por sua própria vontade).

    O resultado é conhecido. Em vez da tranquila e civilizada concorrência e alternância de propostas e partidos rivais no Parlamento (como acontece em Westminster há pelo menos 329 anos), tivemos no continente europeu guerras tribais entre seitas rivais, revoluções e contra-revoluções. E tivemos pobríssimas guerras ideológicas entre primitivos extremismos rivais — usando comuns linguagens rudimentares, de gosto pelo menos duvidoso. Por outras palavras, os extremos alimentaram os extremos.

    É isto que está a voltar a acontecer. Como escreveu o norte-americano William Galston na mais recente edição da britânica The Spectator,  ‘um internacionalismo desenfreado alimentará a sua antítese: um nacionalismo desenfreado’. Este foi também o argumento que ele apresentou — sob o título, ‘Em defesa de um patriotismo razoável’ — na Palestra Memorial Ralf Dahrendorf, na mais recente edição do Estoril Political Forum. Sintomaticamente (para quem reparou) o título global deste Estoril Political Forum precisamente recusava a dicotomia infeliz entre nacionalismo e internacionalismo. Por isso se chamou ‘Patriotismo, Cosmopolitismo e Democracia’.

    Por outras palavras, se os partidos clássicos aceitarem a errónea identificação da democracia liberal com a utopia supra-nacional e a imigração ilimitada, alguém vai aparecer no mercado eleitoral para oferecer o que os partidos clássicos não oferecem: a defesa do legítimo sentimento nacional. Só que esse ‘alguém’ vão ser partidos e/ou candidatos marginais, muitas vezes extremistas — que vão demagogicamente ocupar o espaço deixado vazio pelos partidos clássicos e pela sua incapacidade de defenderem um ‘patriotismo razoável’.


    Estamos lidando com a Terceira Lei de Newton: para toda ação há uma reação em sentido contrário com mesma força e intensidade. É o famoso “backlash”. Os “progressistas” exageraram na dose, e claro que haveria uma resposta. O multiculturalismo avacalhou com a Europa, e óbvio que grupos nacionalistas surgiriam. Os movimentos raciais demonizam o legado da civilização ocidental, então era natural que “supremacistas brancos” aparecessem em cena. E por aí vai.

    Como não compreender minimamente o fenômeno, sem preconceito, quando vemos a Suécia em chamas por conta de criminosos imigrantes, e quando avaliamos a reação frouxa das lideranças e a mídia que quase não fala do assunto, mesmo com crimes violentos disparando, para evitar constrangimentos e a acusação de racismo?

    O triste é que a vitória de Trump e companhia, com esse estilo um tanto bufão e uma retórica agressiva, também produz mais “backlash”, e do outro lado vemos uma radicalização maior. Se Obama ajudou a parir Trump, Trump pode ajudar a parir um Bernie Sanders competitivo. No Reino Unido temos um ultra-radical socialista e antissemita como Jeremy Corbyn em ascensão. Os moderados e a própria democracia liberal ficam para trás.

    É o ressurgimento do tribalismo com força total. Estou lendo Suicide of the West, de Jonah Goldberg, que fala exatamente sobre isso. O “Milagre” que a humanidade experimentou nos últimos 300 anos se deveu ao capitalismo e ao liberalismo, lutando justamente contra o velho e natural tribalismo. É preocupante que boa parte do mundo esteja se voltando para tribos fechadas hoje, em parte como resposta aos que quiseram “abrir” demais as coisas, destruindo tradições, quebrando tabus e esgarçando o tecido social. A mente ficou tão “aberta” que o cérebro caiu, pelo visto.

    A resposta ao “globalismo”, ao multiculturalismo, ao “progressismo”, não é um nacionalismo fanático, um autoritarismo reacionário, mas sim um patriotismo saudável dentro da doutrina liberal-conservadora. O problema é que exageros costumam levar a reações exageradas. É como o bêbado que vira abstêmio da noite para o dia, o glutão que vira um faquir ou o marginal drogado que encontra “Deus” e vira um crente dogmático.

    Não há meio-termo, moderação, qualquer gradação. Pula-se de um extremo ao outro sem passar por transição alguma. Poderemos sair de um modelo “progressista” que fecha os olhos para o problema da imigração e cair num sistema autoritário fechado e nacionalista, que trata qualquer imigrante como um problema. Será uma pena se as democracias liberais do Ocidente jogarem o bebê fora junto com a água suja do banho…

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por jornalista em Seg 10 Set 2018, 7:48 pm

    Sigma escreveu:ATÉ NA SUÉCIA? “EXTREMA-DIREITA” AVANÇA ENQUANTO ESQUERDA PERDE ESPAÇO

    Por Rodrigo Constantino

    A extrema direita dos Democratas Suecos avançou menos do que o previsto pelas pesquisas nas eleições deste domingo na Suécia, mas se consolidou como terceira força no Parlamento e tirou votos dos blocos de centro-esquerda e centro-direita, tornando mais difícil a formação de um novo governo. O partido anti-imigrantes e anti-Europa, que segundo as previsões chegaria a 20% dos votos, ficou com 17,6%, quase cinco pontos a mais do que na eleição de 2014, quando teve 12,9%.

    Embora a social-democracia tenha saído das urnas ainda como a maior força política da Suécia, ela perdeu votos neste domingo, com 28,4%, o pior resultado desde 1911, quando ficou com 28,5%. O partido, que domina a cena política desde o início do século XX, ficou acima dos 25% previstos nas pesquisas, mas com três pontos percentuais a menos que nas eleições de 2014.

    Em que pese a mídia chamar de “extrema-direita” qualquer coisa à direita da social-democracia, o fato é que esse movimento mais nacionalista tem crescido no mundo todo. Enquanto os liberais democratas não compreenderem direito o fenômeno, vão ficar culpando bodes expiatórios, falando em “alienação das massas”, dos “perdedores com a globalização” ou de “racismo e preconceito”. Balela!

    O fenômeno já foi tema de inúmeros textos aqui no blog, e é o foco principal do meu novo livro Confissões de um ex-libertário: Salvando o liberalismo dos liberais modernos. A tese central é a de que o pêndulo liberal extrapolou para o lado “progressista” e, alimentado pelo politicamente correto, tem produzido uma resposta na mesma magnitude à direita, com cores às vezes excessivamente nacionalistas.

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    Esse foi o tema da coluna do professor João Carlos Espada no Observador, antes de saber do resultado da eleição sueca. O professor mostra que o fenômeno vem se alastrando, que não estamos mais falando de Grécia, Espanha, Hungria ou Polônia, mas sim da Suécia, “paraíso social-democrata”, ícone do “liberalismo” moderno. O que explica isso? Diz Espada:

    Não pretendo saber a resposta. Mas sustento que os factos estão a refutar as respostas politicamente correctas que até aqui têm inundado a comunicação social e os meios ‘bem pensantes’. Dizem eles que está a ocorrer uma onda ‘nacionalista’, ‘soberanista’ e ‘extremista’ contra os ideais ‘trans-nacionais’ ou ‘supra-nacionais’ ou ‘multiculturais’  da democracia liberal.

    A primeira e fundamental questão que tem de ser colocada (e que venho colocando suavemente desde pelo menos um artigo que publiquei em 2012 no Journal of Democracy)  é muito simples: por que motivo deveria o sistema de regras gerais, que constitui a democracia liberal, ser identificado com um programa substantivo particular, (como é o caso do ‘multiculturalismo’, ou ‘governação supra-nacional’ ou ‘abertura total à imigração’)?

    A identificação da democracia com um programa substantivo particular é um erro grosseiro que remonta pelo menos à funesta revolução francesa de 1789 e à versão continental do Iluminismo que a inspirou. Nesta interpretação, a democracia não deveria ser apenas um sistema de regras gerais, imparciais e iguais para todos, que pudesse garantir a concorrência pacífica e a alternância parlamentar entre propostas e partidos rivais. Na interpretação de 1789, a democracia devia ser uma ‘correcta libertação’ do povo contra preconceitos e tradições que até aí o tinham oprimido (ainda que, curiosamente, como recordou Isaiah Berlin, por sua própria vontade).

    O resultado é conhecido. Em vez da tranquila e civilizada concorrência e alternância de propostas e partidos rivais no Parlamento (como acontece em Westminster há pelo menos 329 anos), tivemos no continente europeu guerras tribais entre seitas rivais, revoluções e contra-revoluções. E tivemos pobríssimas guerras ideológicas entre primitivos extremismos rivais — usando comuns linguagens rudimentares, de gosto pelo menos duvidoso. Por outras palavras, os extremos alimentaram os extremos.

    É isto que está a voltar a acontecer. Como escreveu o norte-americano William Galston na mais recente edição da britânica The Spectator,  ‘um internacionalismo desenfreado alimentará a sua antítese: um nacionalismo desenfreado’. Este foi também o argumento que ele apresentou — sob o título, ‘Em defesa de um patriotismo razoável’ — na Palestra Memorial Ralf Dahrendorf, na mais recente edição do Estoril Political Forum. Sintomaticamente (para quem reparou) o título global deste Estoril Political Forum precisamente recusava a dicotomia infeliz entre nacionalismo e internacionalismo. Por isso se chamou ‘Patriotismo, Cosmopolitismo e Democracia’.

    Por outras palavras, se os partidos clássicos aceitarem a errónea identificação da democracia liberal com a utopia supra-nacional e a imigração ilimitada, alguém vai aparecer no mercado eleitoral para oferecer o que os partidos clássicos não oferecem: a defesa do legítimo sentimento nacional. Só que esse ‘alguém’ vão ser partidos e/ou candidatos marginais, muitas vezes extremistas — que vão demagogicamente ocupar o espaço deixado vazio pelos partidos clássicos e pela sua incapacidade de defenderem um ‘patriotismo razoável’.


    Estamos lidando com a Terceira Lei de Newton: para toda ação há uma reação em sentido contrário com mesma força e intensidade. É o famoso “backlash”. Os “progressistas” exageraram na dose, e claro que haveria uma resposta. O multiculturalismo avacalhou com a Europa, e óbvio que grupos nacionalistas surgiriam. Os movimentos raciais demonizam o legado da civilização ocidental, então era natural que “supremacistas brancos” aparecessem em cena. E por aí vai.

    Como não compreender minimamente o fenômeno, sem preconceito, quando vemos a Suécia em chamas por conta de criminosos imigrantes, e quando avaliamos a reação frouxa das lideranças e a mídia que quase não fala do assunto, mesmo com crimes violentos disparando, para evitar constrangimentos e a acusação de racismo?

    O triste é que a vitória de Trump e companhia, com esse estilo um tanto bufão e uma retórica agressiva, também produz mais “backlash”, e do outro lado vemos uma radicalização maior. Se Obama ajudou a parir Trump, Trump pode ajudar a parir um Bernie Sanders competitivo. No Reino Unido temos um ultra-radical socialista e antissemita como Jeremy Corbyn em ascensão. Os moderados e a própria democracia liberal ficam para trás.

    É o ressurgimento do tribalismo com força total. Estou lendo Suicide of the West, de Jonah Goldberg, que fala exatamente sobre isso. O “Milagre” que a humanidade experimentou nos últimos 300 anos se deveu ao capitalismo e ao liberalismo, lutando justamente contra o velho e natural tribalismo. É preocupante que boa parte do mundo esteja se voltando para tribos fechadas hoje, em parte como resposta aos que quiseram “abrir” demais as coisas, destruindo tradições, quebrando tabus e esgarçando o tecido social. A mente ficou tão “aberta” que o cérebro caiu, pelo visto.

    A resposta ao “globalismo”, ao multiculturalismo, ao “progressismo”, não é um nacionalismo fanático, um autoritarismo reacionário, mas sim um patriotismo saudável dentro da doutrina liberal-conservadora. O problema é que exageros costumam levar a reações exageradas. É como o bêbado que vira abstêmio da noite para o dia, o glutão que vira um faquir ou o marginal drogado que encontra “Deus” e vira um crente dogmático.

    Não há meio-termo, moderação, qualquer gradação. Pula-se de um extremo ao outro sem passar por transição alguma. Poderemos sair de um modelo “progressista” que fecha os olhos para o problema da imigração e cair num sistema autoritário fechado e nacionalista, que trata qualquer imigrante como um problema. Será uma pena se as democracias liberais do Ocidente jogarem o bebê fora junto com a água suja do banho…
    Pois é. Tem que analisar cada caso. Há alguns anos eu era esquerdista e hoje eu sou de direita. Não me considero de extrema direita pq sou crente e não sou racista, xenófobo etc. E nem poderia. Sou cristão e filho de negro. Mas na Europa é meio complicado pq tem a galera racista como os carecas daqui do Sul/Sudeste. No Brasil a realidade econômica difere da Europa também. Então fica meio complicado generalizar esse avanço da direita. Existe um contexto e realidades distintas. Mesmo na Suécia, não é igual ao restante da Europa pq 60% da população sueca são de ateus, ao contrário também do Brasil. E na Suécia a imigração está diminuindo o padrão de vida local. Então lá é bem peculiar.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Ter 11 Set 2018, 10:20 am

    Essa nova direita brasileira é o conflito ideológico puro. Defender o liberalismo e o conservadorismo ao mesmo tempo é ilógico, para não dizer impossível do ponto de vista filosófico.

    Qualquer tentativa de estabelecer um controle do Estado ao indivíduo, por intermédio de leis restritivas da liberdade de agir, atenta contra a livre iniciativa, parâmetro fundamental do liberalismo filosófico.

    Tenho saudade dos neoliberais do século XX, apesar de discordar, havia uma lógica de pensamento. Tempos difíceis os atuais. Sem o pensamento minimamente coerente não há forma de estabelecer um diálogo democrático. Apelar para a força, não deve ser a solução. O que fazer?
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 1:27 pm

    Eu sei que eu posto uns textões, com links e referências, e que isso é chato, e o alcance é pequeno.

    Mas ainda considero esse o único espaço onde é possível algum debate com o mínimo de bom senso.

    Ciro quer reduzir o salário de todos os brasileiros. Precisamos falar sobre isso

    por Pedro Fernando Nery [ 11/09/2018 ] [ 20:49 ]

    “Redução do nível do salário real (…) que levará os empresários a aumentarem a taxa de acumulação de capital.” A proposta é de economistas de um dos principais candidatos desta campanha. É coisa de Bolsonaro? Alckmin? Meirelles? Amoêdo? Não, são os economistas de Ciro Gomes.

    Do que estamos falando? Da proposta de desvalorização do real, que é enfatizada no programa de governo do candidato do PDT.

    Ela é explicada de forma detalhada em um livro recente escrito pelo coordenador do programa de governo de Ciro, Nelson Marconi, e por outros dois economistas. Um é o ex-ministro Bresser-Pereira, que lançou um manifesto com o plano – subscrito por Ciro Gomes (o único presidenciável a fazê-lo). O terceiro autor é o professor José Oreiro, já entrevistado como conselheiro econômico do candidato.

    Do que trata o livro? De promover a retomada do crescimento por meio da redução dos salários dos trabalhadores. O diagnóstico: o Brasil só se desenvolverá por meio da indústria. Os empresários industriais precisam investir (o “aumentar a taxa de acumulação de capital” lá em cima), mas hoje não têm dinheiro para isso. O dinheiro virá da redução dos salários.

    Como reduzir os salários? Por meio da desvalorização cambial. Reduzir nominalmente os salários é inconstitucional. O ajuste no câmbio, ao tornar o real mais fraco, vai cortar o que os economistas chamam de “salário real”. Nominalmente o salário seria igual, mas as coisas ficariam mais caras. O resultado é o mesmo: o empobrecimento dos trabalhadores.

    Para que não reste dúvida, uma das seções do livro tem o seguinte título: Por que os trabalhadores aceitariam uma redução dos salários? A resposta é que o governo lideraria um debate entre trabalhadores e empresários, mostrando que no fim das contas esse seria o melhor caminho.

    Acompanhe a lógica: o real mais fraco torna mais barato os produtos da indústria brasileira. Assim, elas vão exportar mais e se desenvolver. Como, nesse argumento, a indústria possui os melhores empregos, depois de alguns anos os salários dos trabalhadores serão maiores.

    Perceba que o plano dos economistas de Ciro não é “malvadão”. De fato busca-se a redução dos salários para aumentar o lucro dos empresários em um primeiro momento. Mas esse dinheiro nas mãos dos capitalistas permitiria que o Brasil crescesse e a condição dos trabalhadores melhorasse.

    No exemplo dos autores, os salários dos brasileiros seriam cortados em 6%, mas depois seriam maiores. Depois de quanto tempo? De quatro a cinco anos: “mas esse não é um período longo em vista dos benefícios de longo prazo para a classe trabalhadora”.

    Parece difícil de acreditar? Os próprios conselheiros de Ciro alertam para riscos. A resistência dos trabalhadores poderia resultar “em um processo de aceleração da inflação”.

    O leitor pode achar que é implicância do colunista destacar o livro dos economistas do candidato, ou mesmo o manifesto que Ciro Gomes apoiou. Só que, em agosto, a proposta apareceu no plano oficial do candidato, registrado na Justiça Eleitoral.

    É claro que é menos explícita do que o livro, e não fala abertamente em redução de salários. Mas o protagonismo da desvalorização cambial como solução para nossa crise aparece. O leitor já aprendeu o que querem dizer com câmbio competitivo (aliás, competitivo para quem?).

    O que diz o plano:

    – É preciso (…) propiciar condições para que a taxa de câmbio oscile moderadamente em torno de um patamar competitivo para as empresas do país.

    – A defesa de uma taxa de câmbio competitiva é essencial para (…) recuperar a capacidade das empresas brasileiras, produtoras de bens industrializados e serviços sofisticados, concorrerem no mercado externo.

    – A taxa de câmbio deve oscilar, com reduzida volatilidade, em torno de um patamar competitivo para a indústria nacional.


    Não é só o plano: Ciro repete a proposta em diversas falas.

    O diagnóstico dos economistas de Ciro é considerado “heterodoxo”, e de fato não é comum no programa de outros candidatos. Para eles, o Brasil sofreria da “doença holandesa”: o real seria artificialmente alto e atrapalharia nossa indústria.

    Economistas ortodoxos duvidam tanto que o governo consiga controlar a taxa de câmbio (um preço) quanto que a indústria deva ser prioridade. Simplificadamente, o debate aqui é: países ricos são ricos porque têm indústria? Ou países têm indústrias porque são ricos?

    Além de discutir os méritos do plano de empobrecer trabalhadores para apostar na indústria, precisamos falar também dos meios com que o real seria desvalorizado.

    No livro dos economistas de Ciro Gomes, as soluções são claras, e igualmente polêmicas. Elas não se limitam às operações tradicionais do Banco Central: “Um país em desenvolvimento precisa ter uma política cambial ativa”. Os assessores de Ciro se identificam como sendo “a favor dos controles de capital” e “principalmente o controle de entrada de capitais”.

    Além da restrição à entrada de dinheiro externo em nossa economia, o plano de empobrecimento dos trabalhadores tem outro mecanismo: impor impostos ao agronegócio.

    Pelo diagnóstico, o real é artificialmente valorizado por conta do dinheiro que entra quando commodities são exportadas pelo Brasil, especialmente as agrícolas. Por isso, é necessário torná-las mais caras por meio de um imposto. Não para por aí: se fala até em “retenção sobre as exportações das commodities”.

    Os economistas de Ciro ressaltam o desafio de impor tais políticas kirschneristas diante do poder político do agro. Assim, a chegada de uma vice ligada ao campo pode frear a pretensão.

    De fato, o plano de governo oficial anuncia que a desvalorização do real será perseguida por meio um amplo ajuste fiscal e pela reforma da Previdência. Ao atacar o endividamento do governo, se reduziriam os juros altos que estimulam a entrada de dólares no país.

    O problema é como conciliar a promessa de ajuste com o histórico de declarações de Ciro Gomes. Ele propõe a capitalização da Previdência – que provoca perda de arrecadação – e fez críticas ferozes à reforma de Temer (“criminosa”, na sua versão mais branda). Sua principal bandeira é uma ideia de usar bancos públicos para refinanciar dívidas privadas, e rotineiramente manipula dados sobre a despesa e a dívida (explicados nessa coluna).

    É difícil confiar na promessa de amplo ajuste fiscal do plano governo como instrumento principal para desvalorizar o câmbio, sendo talvez mais críveis as intervenções diretas preconizadas pelo livro dos seus economistas.

    A pobreza do nosso debate é tal que o plano de redução de salários é sequer questionado pela esquerda. O manifesto de Bresser-Pereira, de linguagem menos clara, foi inclusive assinado acriticamente por uma série de importantes artistas: Chico Buarque, Raduan Nassar, Luis Fernando Veríssimo, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Laerte.

    O destaque aqui fica por conta da professora Laura Carvalho, da USP, economista de Guilherme Boulos (PSOL) e interlocutora de Fernando Haddad (PT), com inegáveis credenciais de esquerda. Laura se recusou a assinar o Manifesto, e vaticinou: “Pra ter indústria tão competitiva no mercado externo a ponto de liderar o crescimento, teríamos que ter salário real de Bangladesh”.

    É o trabalhismo que a Fiesp respeita.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 3:21 pm

    A ideia do cambio artificialmente valorado não é nova, nem inédita. A China durante muito tempo manteve sua moeda desvalorizada frente ao dollar. Tributar os mais ricos, latifundiários detentores hereditários do poder não é absurdo do ponto de vista social.

    Ciro, nem de longe é o presidente ideal para o Brasil, mas é aquele que tem melhores condições hoje de derrotar o Bolsonaro. Não vou me contradizer e defender o "voto útil" no 1º turno, porém há uma ameaça real à democracia brasileira.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Qua 12 Set 2018, 4:08 pm

    ale1969 escreveu:A ideia do cambio artificialmente valorado não é nova, nem inédita. A China durante muito tempo manteve sua moeda desvalorizada frente ao dollar. Tributar os mais ricos, latifundiários detentores hereditários do poder não é absurdo do ponto de vista social.

    Ciro, nem de longe é o presidente ideal para o Brasil, mas é aquele que tem melhores condições hoje de derrotar o Bolsonaro. Não vou me contradizer e defender o "voto útil" no 1º turno, porém há uma ameaça real à democracia brasileira.

    A China é uma ditadura.

    Você defende dinheiro público injetado mercado cambial, porque não lhe falta dinheiro público pra saneamento, saúde, etc....

    Na verdade o real poderia até ser extinto, e substituído pelo dólar ou euro,.. O Equador fez isso... Só que aí, os políticos iriam perder a impressora de imprimir dinheiro, isso nenhum quer, esteja na oposição ou não...

    O peso Argentino chegou a um ponto tão grande de descrédito no mercado, que logo não restará outra alternativa...(mesmo internamente é comum ver imóveis anunciados em dólar).. Claro, não é uma saída obrigatória, o governo pode também impor a algumas gerações o alto custo de recuperar essa confiança... Tudo pra não perder as boquinhas de indicações, sempre sob o argumento de defesa da soberania.. Como se a cor do dinheiro fosse escudo anti-missel ..
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 4:30 pm

    Também não acho o Ciro essa "Brastemp" toda. Acertos e erros econômicos são praticados rotineiramente por todos os agentes. Por isso não é considerada uma ciência exata, possui variáveis empíricas próprias das atividades humanas, influenciadas pela política e pelo comportamento social.

    O que torna o "cearense" competitivo é sua disposição de manter o equilíbrio fiscal, taxando os mais ricos para promover um desenvolvimento social justo.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qua 12 Set 2018, 6:07 pm

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    Uma relação Estado x iniciativa privada que passa longe dos nossos olhos e do senso comum.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Qua 12 Set 2018, 7:41 pm

    ale1969 escreveu:Também não acho o Ciro essa "Brastemp" toda. Acertos e erros econômicos são praticados rotineiramente por todos os agentes. Por isso não é considerada uma ciência exata, possui variáveis empíricas próprias das atividades humanas, influenciadas pela política e pelo comportamento social.

    O que torna o "cearense" competitivo é sua disposição de manter o equilíbrio fiscal, taxando os mais ricos para promover um desenvolvimento social justo.

    Ele está falando tudo pra ganhar o máximo de votos (independente se é mentira ou não) , só isso.. Está te enganando.


    Junte todas as propostas dele de dois anos pra cá e verá que é impossível cumprir, o Lula fez isso em 2002.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qui 13 Set 2018, 9:31 am

    euvoltei escreveu:
    ale1969 escreveu:Também não acho o Ciro essa "Brastemp" toda. Acertos e erros econômicos são praticados rotineiramente por todos os agentes. Por isso não é considerada uma ciência exata, possui variáveis empíricas próprias das atividades humanas, influenciadas pela política e pelo comportamento social.

    O que torna o "cearense" competitivo é sua disposição de manter o equilíbrio fiscal, taxando os mais ricos para promover um desenvolvimento social justo.

    Ele está falando tudo pra ganhar o máximo de votos (independente se é mentira ou não) , só isso.. Está te enganando.


    Junte todas as propostas dele de dois anos pra cá e verá que é impossível cumprir, o Lula fez isso em 2002.


    Não está me enganando, como disse antes é Ciro ou Haddad x Bolsonaro.

    Como não pretendo ter que votar no PT, estou analisando a possibilidade de fazer o "voto útil" no 1º turno.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qui 13 Set 2018, 9:51 am

    Sigma escreveu:Eu sei que eu posto uns textões, com links e referências, e que isso é chato, e o alcance é pequeno.

    Mas ainda considero esse o único espaço onde é possível algum debate com o mínimo de bom senso.

    Ciro quer reduzir o salário de todos os brasileiros. Precisamos falar sobre isso

    por Pedro Fernando Nery [ 11/09/2018 ] [ 20:49 ]

    “Redução do nível do salário real (…) que levará os empresários a aumentarem a taxa de acumulação de capital.” A proposta é de economistas de um dos principais candidatos desta campanha. É coisa de Bolsonaro? Alckmin? Meirelles? Amoêdo? Não, são os economistas de Ciro Gomes.

    Do que estamos falando? Da proposta de desvalorização do real, que é enfatizada no programa de governo do candidato do PDT.

    Ela é explicada de forma detalhada em um livro recente escrito pelo coordenador do programa de governo de Ciro, Nelson Marconi, e por outros dois economistas. Um é o ex-ministro Bresser-Pereira, que lançou um manifesto com o plano – subscrito por Ciro Gomes (o único presidenciável a fazê-lo). O terceiro autor é o professor José Oreiro, já entrevistado como conselheiro econômico do candidato.

    Do que trata o livro? De promover a retomada do crescimento por meio da redução dos salários dos trabalhadores. O diagnóstico: o Brasil só se desenvolverá por meio da indústria. Os empresários industriais precisam investir (o “aumentar a taxa de acumulação de capital” lá em cima), mas hoje não têm dinheiro para isso. O dinheiro virá da redução dos salários.

    Como reduzir os salários? Por meio da desvalorização cambial. Reduzir nominalmente os salários é inconstitucional. O ajuste no câmbio, ao tornar o real mais fraco, vai cortar o que os economistas chamam de “salário real”. Nominalmente o salário seria igual, mas as coisas ficariam mais caras. O resultado é o mesmo: o empobrecimento dos trabalhadores.

    Para que não reste dúvida, uma das seções do livro tem o seguinte título: Por que os trabalhadores aceitariam uma redução dos salários? A resposta é que o governo lideraria um debate entre trabalhadores e empresários, mostrando que no fim das contas esse seria o melhor caminho.

    Acompanhe a lógica: o real mais fraco torna mais barato os produtos da indústria brasileira. Assim, elas vão exportar mais e se desenvolver. Como, nesse argumento, a indústria possui os melhores empregos, depois de alguns anos os salários dos trabalhadores serão maiores.

    Perceba que o plano dos economistas de Ciro não é “malvadão”. De fato busca-se a redução dos salários para aumentar o lucro dos empresários em um primeiro momento. Mas esse dinheiro nas mãos dos capitalistas permitiria que o Brasil crescesse e a condição dos trabalhadores melhorasse.

    No exemplo dos autores, os salários dos brasileiros seriam cortados em 6%, mas depois seriam maiores. Depois de quanto tempo? De quatro a cinco anos: “mas esse não é um período longo em vista dos benefícios de longo prazo para a classe trabalhadora”.

    Parece difícil de acreditar? Os próprios conselheiros de Ciro alertam para riscos. A resistência dos trabalhadores poderia resultar “em um processo de aceleração da inflação”.

    O leitor pode achar que é implicância do colunista destacar o livro dos economistas do candidato, ou mesmo o manifesto que Ciro Gomes apoiou. Só que, em agosto, a proposta apareceu no plano oficial do candidato, registrado na Justiça Eleitoral.

    É claro que é menos explícita do que o livro, e não fala abertamente em redução de salários. Mas o protagonismo da desvalorização cambial como solução para nossa crise aparece. O leitor já aprendeu o que querem dizer com câmbio competitivo (aliás, competitivo para quem?).

    O que diz o plano:

    – É preciso (…) propiciar condições para que a taxa de câmbio oscile moderadamente em torno de um patamar competitivo para as empresas do país.

    – A defesa de uma taxa de câmbio competitiva é essencial para (…) recuperar a capacidade das empresas brasileiras, produtoras de bens industrializados e serviços sofisticados, concorrerem no mercado externo.

    – A taxa de câmbio deve oscilar, com reduzida volatilidade, em torno de um patamar competitivo para a indústria nacional.


    Não é só o plano: Ciro repete a proposta em diversas falas.

    O diagnóstico dos economistas de Ciro é considerado “heterodoxo”, e de fato não é comum no programa de outros candidatos. Para eles, o Brasil sofreria da “doença holandesa”: o real seria artificialmente alto e atrapalharia nossa indústria.

    Economistas ortodoxos duvidam tanto que o governo consiga controlar a taxa de câmbio (um preço) quanto que a indústria deva ser prioridade. Simplificadamente, o debate aqui é: países ricos são ricos porque têm indústria? Ou países têm indústrias porque são ricos?

    Além de discutir os méritos do plano de empobrecer trabalhadores para apostar na indústria, precisamos falar também dos meios com que o real seria desvalorizado.

    No livro dos economistas de Ciro Gomes, as soluções são claras, e igualmente polêmicas. Elas não se limitam às operações tradicionais do Banco Central: “Um país em desenvolvimento precisa ter uma política cambial ativa”. Os assessores de Ciro se identificam como sendo “a favor dos controles de capital” e “principalmente o controle de entrada de capitais”.

    Além da restrição à entrada de dinheiro externo em nossa economia, o plano de empobrecimento dos trabalhadores tem outro mecanismo: impor impostos ao agronegócio.

    Pelo diagnóstico, o real é artificialmente valorizado por conta do dinheiro que entra quando commodities são exportadas pelo Brasil, especialmente as agrícolas. Por isso, é necessário torná-las mais caras por meio de um imposto. Não para por aí: se fala até em “retenção sobre as exportações das commodities”.

    Os economistas de Ciro ressaltam o desafio de impor tais políticas kirschneristas diante do poder político do agro. Assim, a chegada de uma vice ligada ao campo pode frear a pretensão.

    De fato, o plano de governo oficial anuncia que a desvalorização do real será perseguida por meio um amplo ajuste fiscal e pela reforma da Previdência. Ao atacar o endividamento do governo, se reduziriam os juros altos que estimulam a entrada de dólares no país.

    O problema é como conciliar a promessa de ajuste com o histórico de declarações de Ciro Gomes. Ele propõe a capitalização da Previdência – que provoca perda de arrecadação – e fez críticas ferozes à reforma de Temer (“criminosa”, na sua versão mais branda). Sua principal bandeira é uma ideia de usar bancos públicos para refinanciar dívidas privadas, e rotineiramente manipula dados sobre a despesa e a dívida (explicados nessa coluna).

    É difícil confiar na promessa de amplo ajuste fiscal do plano governo como instrumento principal para desvalorizar o câmbio, sendo talvez mais críveis as intervenções diretas preconizadas pelo livro dos seus economistas.

    A pobreza do nosso debate é tal que o plano de redução de salários é sequer questionado pela esquerda. O manifesto de Bresser-Pereira, de linguagem menos clara, foi inclusive assinado acriticamente por uma série de importantes artistas: Chico Buarque, Raduan Nassar, Luis Fernando Veríssimo, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Laerte.

    O destaque aqui fica por conta da professora Laura Carvalho, da USP, economista de Guilherme Boulos (PSOL) e interlocutora de Fernando Haddad (PT), com inegáveis credenciais de esquerda. Laura se recusou a assinar o Manifesto, e vaticinou: “Pra ter indústria tão competitiva no mercado externo a ponto de liderar o crescimento, teríamos que ter salário real de Bangladesh”.

    É o trabalhismo que a Fiesp respeita.

    Ciro Gomes tem ideias boas, mas ele é muito mentiroso. Isso, pra mim, o iguala aos demais candidatos da "velha política".


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por josebarbos em Qui 13 Set 2018, 11:43 am

    euvoltei escreveu:
    ale1969 escreveu:A ideia do cambio artificialmente valorado não é nova, nem inédita. A China durante muito tempo manteve sua moeda desvalorizada frente ao dollar. Tributar os mais ricos, latifundiários detentores hereditários do poder não é absurdo do ponto de vista social.

    Ciro, nem de longe é o presidente ideal para o Brasil, mas é aquele que tem melhores condições hoje de derrotar o Bolsonaro. Não vou me contradizer e defender o "voto útil" no 1º turno, porém há uma ameaça real à democracia brasileira.

    A China é uma ditadura.

    Você defende dinheiro público injetado mercado cambial, porque não lhe falta dinheiro público pra saneamento, saúde, etc....

    Na verdade o real poderia até ser extinto, e substituído pelo dólar ou euro,.. O Equador fez isso... Só que aí, os políticos iriam perder a impressora de imprimir dinheiro, isso nenhum quer, esteja na oposição ou não...

    O peso Argentino chegou a um ponto tão grande de descrédito no mercado, que logo não restará outra alternativa...(mesmo internamente é comum ver imóveis anunciados em dólar).. Claro, não é uma saída obrigatória, o governo pode também impor a algumas gerações o alto custo de recuperar essa confiança... Tudo pra não perder as boquinhas de indicações, sempre sob o argumento de defesa da soberania.. Como se a cor do dinheiro fosse escudo anti-missel ..

    A valorização cambial forçada é uma das ideias mais idiotas que já surgiu na economia.
    E outra, ainda seria algo atrasado, porque quando era para dar certo, já ocorreu.

    Basta ler um pouquinho de introdução as noções cambiais de taxa de câmbio fixo, bandas e a valor de mercado, os prós e contras de cada um.

    Mas resumindo: você torra dinheiro para manter um câmbio caro, perde poder de compra e acha que lá na frente, "por mágica", vai ocorrer um resultado.

    O que o Brasil precisa é de algo muito diferente, o oposto, é de se abrir ao mercado. Formar acordos bilaterais, permitir que o capital circule na nossa economia, gerando emprego e renda. A grande questão é que isto desinteressa ao "empresário amigo".
    Um caso clássico é o da Petrobrás. Embora sejamos um dos maiores mercados de combustíveis do mundo (já fomos o segundo), nenhuma grande multinacional investiu aqui: o mercado é excessivamente regulado, os tributos são altíssimos e para bater o prego, o governo monopolizou o domínio da Petrobrás via dumping.

    Até hoje somos a escória da TI para o mundo graças à maldita reserva de mercado, lá nos anos 80. Aí lá vai um outro exemplo, com o lançamento do Iphone: mesmo tendo um mercado consumidor potencialmente gigante, não estaremos nem na segunda onda de lançamentos:
    Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Arábia Saudita, Espanha, Suécia, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Austrália, China, Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Singapura , Taiwan, Canadá, México, Porto Rico, EUA e Ilhas Virgens Americanas

    Andorra, Armênia, Bahrein, Bulgária, Croácia, Chipre, República Tcheca, Estônia, Geórgia, Grécia, Gronelândia, Hungria, Islândia, Índia, Cazaquistão, Kuwait, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Malta, Mônaco, Omã, Polônia, Catar, Romênia , Rússia, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul
    (em negrito mercados que, um dia, o Brasil foi comparado, e está ficando para trás).


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Qui 13 Set 2018, 2:05 pm

    ale1969 escreveu:
    euvoltei escreveu:
    ale1969 escreveu:Também não acho o Ciro essa "Brastemp" toda. Acertos e erros econômicos são praticados rotineiramente por todos os agentes. Por isso não é considerada uma ciência exata, possui variáveis empíricas próprias das atividades humanas, influenciadas pela política e pelo comportamento social.

    O que torna o "cearense" competitivo é sua disposição de manter o equilíbrio fiscal, taxando os mais ricos para promover um desenvolvimento social justo.

    Ele está falando tudo pra ganhar o máximo de votos (independente se é mentira ou não) , só isso.. Está te enganando.


    Junte todas as propostas dele de dois anos pra cá e verá que é impossível cumprir, o Lula fez isso em 2002.


    Não está me enganando, como disse antes é Ciro ou Haddad x Bolsonaro.

    Como não pretendo ter que votar no PT, estou analisando a possibilidade de fazer o "voto útil" no 1º turno.

    Sim ele está te enganando, você parece que está acreditando...
    Mas ele está mentindo e mesmo assim você vai votar nele, então ele está te enganando....

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qui 13 Set 2018, 2:31 pm

    Não falei que vou votar nele, disse que estudo a possibilidade de, ao contrário do que desejo, fazer "voto útil" no primeiro turno, para evitar o confronto Haddad X Bolsonaro no 2º turno.

    Quanto ao fato de ser corno... é melhor deixar passar. Dói menos.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por PCS-TRE em Qui 13 Set 2018, 3:08 pm

    Mas o cara que é candidato tem que dizer que vence, mesmo contra todas as evidencias. Essa do Alckmin pregar abertamente o voto útil quase um mês antes da eleição dá a impressão de que ele já está querendo jogar a toalha. Se fosse o caso do candidato está mirando essa situação, seria tarefa para os marqueteiros elaborarem propagandas sugerindo isso de forma indireta e não o candidato a presidente falar isso com todas as letras.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Qui 13 Set 2018, 3:24 pm

    Uruguay é uma democracia consolidada pelo grau de maturidade, educação e cultura do povo. Já o Brasil...

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qui 13 Set 2018, 4:02 pm

    ale1969 escreveu:Uruguay é uma democracia consolidada pelo grau de maturidade, educação e cultura do povo. Já o Brasil...

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    Se a intenção é contemporizar pela declaração recente, do Ciro, de que mandaria prender o comandante do Exército brasileiro, é bom apontar que há cores beeeem diferentes em cada cenário:

    1. No Uruguai, segundo a notícia, há previsão constitucional de que "os militares não podem interferir com opiniões sobre projetos de lei", ou seja, agir politicamente contra projetos em discussão no parlamento. No caso do Brasil, não há tal previsão e, ainda que houvesse:

    2. Lá, a crítica era sobre um projeto de reforma da previdência (como dito antes, um projeto de lei impulsionado pelo governo). A manifestação era, portanto, contrária à legalidade.
    Aqui, a crítica do comandante do exército foi a um eventual desrespeito à lei, com a permissão de candidatura de um candidato condenado por corrupção, ante proibição expressa da Lei da Ficha Limpa.

    Querer fingir que são duas coisas iguais é (quase) o mesmo que fazem ao comparar Mandela (preso político por lutar contra o Apartheid) com Lula (político preso por corrupção e lavagem de dinheiro).
    Menos, beem menos.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Sigma em Qui 13 Set 2018, 4:08 pm

    PCS-TRE escreveu:Mas o cara que é candidato tem que dizer que vence, mesmo contra todas as evidencias. Essa do Alckmin pregar abertamente o voto útil quase um mês antes da eleição dá a impressão de que ele já está querendo jogar a toalha. Se fosse o caso do candidato está mirando essa situação, seria tarefa  para os marqueteiros elaborarem propagandas sugerindo isso de forma indireta e não o candidato a presidente falar isso com todas as letras.

    Alckmin e o PSDB meteu os pés pelas mãos ao partir pra cima do Bolsonaro ao invés de Haddad e Ciro. Aí continuar falando m.erda...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por androsvilazza em Qui 13 Set 2018, 4:18 pm

    Sigma escreveu:
    PCS-TRE escreveu:Mas o cara que é candidato tem que dizer que vence, mesmo contra todas as evidencias. Essa do Alckmin pregar abertamente o voto útil quase um mês antes da eleição dá a impressão de que ele já está querendo jogar a toalha. Se fosse o caso do candidato está mirando essa situação, seria tarefa  para os marqueteiros elaborarem propagandas sugerindo isso de forma indireta e não o candidato a presidente falar isso com todas as letras.

    Alckmin e o PSDB meteu os pés pelas mãos ao partir pra cima do Bolsonaro ao invés de Haddad e Ciro. Aí continuar falando m.erda...

    A estratégia dele é a seguinte: hoje, as pesquisas dão Bolsonaro e mais um no segundo turno. A ideia, ao atacar o Bolsonaro, seria roubar alguns dos votos menos seguros no candidato do PSL e alguns dos votos anti-Bolsonaro dos demais candidatos, a ponto de tomar o segundo lugar nas pesquisas e, ao mesmo tempo, não afastar os eleitores do Ciro e Haddad para um eventual segundo turno contra o Bolsonaro.

    Acredito que a avaliação do marketing dele foi a de que, atacando Ciro e o PT, não conseguiria atrair o voto dos antipetistas mais radicais, porque estes são, muitas vezes, também anti-PSDB, preferindo votar em candidatos menos alinhados com o espectro político da esquerda. Além disso, para o PSDB, hoje, é difícil atacar o PT e o PDT: atacar propostas populistas, inflacionárias ou impraticáveis não traz o voto dos "desinformados", que preferem votar justamente em quem defende (não ataca) tais pautas. E, para atrair os votos dos "informados", seria necessário atacar, para além das propostas, também a corrupção - discurso que o PSDB não tem como praticar.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Qui 13 Set 2018, 4:29 pm

    A direita está quase toda com Bolsonaro,menos os anti-bolsonaro, que estão com Amoedo..
    Então, para o Alckmin, não sobrou quase nada de votos..

    Os votos da esquerda sim, estão pulverizados entre Ciro, Haddad e Marina..

    Acho que por isso que ele decidiu atacar Bolsonaro... Pq se atacasse a esquerda os votos poderiam migrar pra Bolsonaro

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Qui 13 Set 2018, 6:12 pm

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    Já estou vendo falta de produtos nos supermercados, dólar nas alturas, shows grátis do Chico Buarque, marxismo para as criancinhas indefesas nas escolas suecas...

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Qui 13 Set 2018, 9:24 pm

    androsvilazza escreveu:
    Sigma escreveu:
    PCS-TRE escreveu:Mas o cara que é candidato tem que dizer que vence, mesmo contra todas as evidencias. Essa do Alckmin pregar abertamente o voto útil quase um mês antes da eleição dá a impressão de que ele já está querendo jogar a toalha. Se fosse o caso do candidato está mirando essa situação, seria tarefa  para os marqueteiros elaborarem propagandas sugerindo isso de forma indireta e não o candidato a presidente falar isso com todas as letras.

    Alckmin e o PSDB meteu os pés pelas mãos ao partir pra cima do Bolsonaro ao invés de Haddad e Ciro. Aí continuar falando m.erda...

    A estratégia dele é a seguinte: hoje, as pesquisas dão Bolsonaro e mais um no segundo turno. A ideia, ao atacar o Bolsonaro, seria roubar alguns dos votos menos seguros no candidato do PSL e alguns dos votos anti-Bolsonaro dos demais candidatos, a ponto de tomar o segundo lugar nas pesquisas e, ao mesmo tempo, não afastar os eleitores do Ciro e Haddad para um eventual segundo turno contra o Bolsonaro.

    Acredito que a avaliação do marketing dele foi a de que, atacando Ciro e o PT, não conseguiria atrair o voto dos antipetistas mais radicais, porque estes são, muitas vezes, também anti-PSDB, preferindo votar em candidatos menos alinhados com o espectro político da esquerda. Além disso, para o PSDB, hoje, é difícil atacar o PT e o PDT: atacar propostas populistas, inflacionárias ou impraticáveis não traz o voto dos "desinformados", que preferem votar justamente em quem defende (não ataca) tais pautas. E, para atrair os votos dos "informados", seria necessário atacar, para além das propostas, também a corrupção - discurso que o PSDB não tem como praticar.

    Correto. Alckmin é peso morto na corrida eleitoral, ele sabe disso. Porque motivos iria bater em alguém da esquerda? Nenhum eleitor da esquerda votaria em candidato da direita, além do mais sendo do psdb.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por josebarbos em Qui 13 Set 2018, 10:33 pm

    Bastião escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Já estou vendo falta de produtos nos supermercados, dólar nas alturas, shows grátis do Chico Buarque, marxismo para as criancinhas indefesas nas escolas suecas...

    God bless Sweden

    HAHAHAHAHAHAHA

    No "condomínio fechado do mundo", de 10 milhões de habitantes, bastou chegar 1,5% (~150 mil imigrantes) para os suecos já começarem a repensar politicamente.

    O Estado de bem estar social em breve não vai aguentar a última mítica fronteira.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Sex 14 Set 2018, 9:02 am

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Sigma escreveu:
    PCS-TRE escreveu:Mas o cara que é candidato tem que dizer que vence, mesmo contra todas as evidencias. Essa do Alckmin pregar abertamente o voto útil quase um mês antes da eleição dá a impressão de que ele já está querendo jogar a toalha. Se fosse o caso do candidato está mirando essa situação, seria tarefa  para os marqueteiros elaborarem propagandas sugerindo isso de forma indireta e não o candidato a presidente falar isso com todas as letras.

    Alckmin e o PSDB meteu os pés pelas mãos ao partir pra cima do Bolsonaro ao invés de Haddad e Ciro. Aí continuar falando m.erda...

    A estratégia dele é a seguinte: hoje, as pesquisas dão Bolsonaro e mais um no segundo turno. A ideia, ao atacar o Bolsonaro, seria roubar alguns dos votos menos seguros no candidato do PSL e alguns dos votos anti-Bolsonaro dos demais candidatos, a ponto de tomar o segundo lugar nas pesquisas e, ao mesmo tempo, não afastar os eleitores do Ciro e Haddad para um eventual segundo turno contra o Bolsonaro.

    Acredito que a avaliação do marketing dele foi a de que, atacando Ciro e o PT, não conseguiria atrair o voto dos antipetistas mais radicais, porque estes são, muitas vezes, também anti-PSDB, preferindo votar em candidatos menos alinhados com o espectro político da esquerda. Além disso, para o PSDB, hoje, é difícil atacar o PT e o PDT: atacar propostas populistas, inflacionárias ou impraticáveis não traz o voto dos "desinformados", que preferem votar justamente em quem defende (não ataca) tais pautas. E, para atrair os votos dos "informados", seria necessário atacar, para além das propostas, também a corrupção - discurso que o PSDB não tem como praticar.

    Correto. Alckmin é peso morto na corrida eleitoral, ele sabe disso. Porque motivos iria bater em alguém da esquerda? Nenhum eleitor da esquerda votaria em candidato da direita, além do mais sendo do psdb.

    O Alckmin simplesmente não tem opção, ou tira votos do Bolsonaro no Sudeste e do Alvaro Dias no Sul, ou é carta fora do baralho. Vai morrer abraçado com o Temer e Meirelles.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Sex 14 Set 2018, 3:42 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Sigma escreveu:

    Alckmin e o PSDB meteu os pés pelas mãos ao partir pra cima do Bolsonaro ao invés de Haddad e Ciro. Aí continuar falando m.erda...

    A estratégia dele é a seguinte: hoje, as pesquisas dão Bolsonaro e mais um no segundo turno. A ideia, ao atacar o Bolsonaro, seria roubar alguns dos votos menos seguros no candidato do PSL e alguns dos votos anti-Bolsonaro dos demais candidatos, a ponto de tomar o segundo lugar nas pesquisas e, ao mesmo tempo, não afastar os eleitores do Ciro e Haddad para um eventual segundo turno contra o Bolsonaro.

    Acredito que a avaliação do marketing dele foi a de que, atacando Ciro e o PT, não conseguiria atrair o voto dos antipetistas mais radicais, porque estes são, muitas vezes, também anti-PSDB, preferindo votar em candidatos menos alinhados com o espectro político da esquerda. Além disso, para o PSDB, hoje, é difícil atacar o PT e o PDT: atacar propostas populistas, inflacionárias ou impraticáveis não traz o voto dos "desinformados", que preferem votar justamente em quem defende (não ataca) tais pautas. E, para atrair os votos dos "informados", seria necessário atacar, para além das propostas, também a corrupção - discurso que o PSDB não tem como praticar.

    Correto. Alckmin é peso morto na corrida eleitoral, ele sabe disso. Porque motivos iria bater em alguém da esquerda? Nenhum eleitor da esquerda votaria em candidato da direita, além do mais sendo do psdb.

    O Alckmin simplesmente não tem opção, ou tira votos do Bolsonaro no Sudeste e do Alvaro Dias no Sul, ou é carta fora do baralho. Vai morrer abraçado com o Temer e Meirelles.

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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por euvoltei em Sex 14 Set 2018, 6:15 pm

    Alckmin perdeu o timing eleitoral....
    No seu melhor momento, foi o Serra(super antipático) o candidato ...
    Depois, no melhor momento do Lula, aí que o Alckmin disputou...
    Agora, quando todo mundo quer mudança, ele aparece empoeirado fazendo política igual se faz há 40 anos, com aliança fisiológica, sem conseguir explicar pq os corruptos não são expulsos do seu partido...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Protocol em Sab 15 Set 2018, 11:45 pm

    euvoltei escreveu:Alckmin perdeu o timing eleitoral....
    No seu melhor momento, foi o Serra(super antipático) o candidato ...
    Depois, no melhor momento do Lula, aí que o Alckmin disputou...
    Agora, quando todo mundo quer mudança, ele aparece empoeirado fazendo política igual se faz há 40 anos, com aliança fisiológica, sem conseguir explicar pq os corruptos não são expulsos do seu partido...

    Honestamente, não acho que o problema do Alckmin seja só esse. Para mim, ele não inspira liderança, nem confiança.

    O Haddad, se fores ver, sofre do mesmo mal, velha política, alianças fisiológicas, não explica satisfatoriamente porque os corruptos continuam no PT, e ainda assim está empatado em segundo lugar. Só posso atribuir à sombra do Lula, que inspira em algumas pessoas liderança.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Dom 16 Set 2018, 11:18 am

    Se um candidato corrupto e preso consegue transferir tantos votos significativos assim, então a gente pode concluir que o povo, de certa forma, é conivente/complacente com a corrupção. Para a galera do PT, quem não pode roubar é o PSDB, e vice-versa.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por darkshi em Dom 16 Set 2018, 7:59 pm

    Protocol escreveu:
    euvoltei escreveu:Alckmin perdeu o timing eleitoral....
    No seu melhor momento, foi o Serra(super antipático) o candidato ...
    Depois, no melhor momento do Lula, aí que o Alckmin disputou...
    Agora, quando todo mundo quer mudança, ele aparece empoeirado fazendo política igual se faz há 40 anos, com aliança fisiológica, sem conseguir explicar pq os corruptos não são expulsos do seu partido...

    Honestamente, não acho que o problema do Alckmin seja só esse. Para mim, ele não inspira liderança, nem confiança.

    O Haddad, se fores ver, sofre do mesmo mal, velha política, alianças fisiológicas, não explica satisfatoriamente porque os corruptos continuam no PT, e ainda assim está empatado em segundo lugar. Só posso atribuir à sombra do Lula, que inspira em algumas pessoas liderança.

    Existe uma pequena diferença entre PSDB e PT

    PT substituiu os velhos coronéis, principalmente no nordeste. Aqueles que conquistavam seus votos na base de esmolas. Já o PSDB nunca teve eleitorado de fato. O que o PSDB tinha era mero voto útil por não ser o PT. E no momento que apareceu uma opção a direita o PSDB perdeu boa parte de seus votos.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Solange4 em Seg 17 Set 2018, 8:02 am

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    Última edição por Solange4 em Seg 17 Set 2018, 9:20 am, editado 2 vez(es)
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Seg 17 Set 2018, 9:06 am

    darkshi escreveu:
    Protocol escreveu:
    euvoltei escreveu:Alckmin perdeu o timing eleitoral....
    No seu melhor momento, foi o Serra(super antipático) o candidato ...
    Depois, no melhor momento do Lula, aí que o Alckmin disputou...
    Agora, quando todo mundo quer mudança, ele aparece empoeirado fazendo política igual se faz há 40 anos, com aliança fisiológica, sem conseguir explicar pq os corruptos não são expulsos do seu partido...

    Honestamente, não acho que o problema do Alckmin seja só esse. Para mim, ele não inspira liderança, nem confiança.

    O Haddad, se fores ver, sofre do mesmo mal, velha política, alianças fisiológicas, não explica satisfatoriamente porque os corruptos continuam no PT, e ainda assim está empatado em segundo lugar. Só posso atribuir à sombra do Lula, que inspira em algumas pessoas liderança.

    Existe uma pequena diferença entre PSDB e PT

    PT substituiu os velhos coronéis, principalmente no nordeste. Aqueles que conquistavam seus votos na base de esmolas. Já o PSDB nunca teve eleitorado de fato. O que o PSDB tinha era mero voto útil por não ser o PT. E no momento que apareceu uma opção a direita o PSDB perdeu boa parte de seus votos.

    Exato. O problema é que essa opção é um "milico", homofóbico, racista, misógino e principalmente intelectualmente limitado.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin em Seg 17 Set 2018, 9:29 am

    ale1969 escreveu: Exato. O problema é que essa opção é um "milico", homofóbico, racista, misógino e principalmente intelectualmente limitado.

    Existe muita desinformação a respeito do milico. Vamos lá!

    Homofobia significa aversão, ódio irreprimível, repugnância.
    Quando o que ele quis atacar foi a tal cartilha LGBT para ensino, nas escolas, da homossexualidade às crianças. Tá cheio de homossexual que vai votar nele.

    Misoginia: Ele ficou indignado com a atitude da deputada Maria do Rosário, que defendia o assassino psicopata Champinha, que matou e estuprou um casal de namorados em SP. Engraçado a jornalista do JN colocá-lo na parede: o que o senhor vai fazer para reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres? Ele disse: nada. já está na CLT. se alguém tem que fazer alguma coisa é o MPT.

    Racismo: acredito que ele não seja racista, mas foi bastante infeliz nas declarações contra os quilombolas.


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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por ale1969 em Seg 17 Set 2018, 12:38 pm

    Galizezin escreveu:
    ale1969 escreveu: Exato. O problema é que essa opção é um "milico", homofóbico, racista, misógino e principalmente intelectualmente limitado.

    Existe muita desinformação a respeito do milico. Vamos lá!

    Homofobia significa aversão, ódio irreprimível, repugnância.
    Quando o que ele quis atacar foi a tal cartilha LGBT para ensino, nas escolas, da homossexualidade às crianças. Tá cheio de homossexual que vai votar nele.

    Misoginia: Ele ficou indignado com a atitude da deputada Maria do Rosário, que defendia o assassino psicopata Champinha, que matou e estuprou um casal de namorados em SP. Engraçado a jornalista do JN colocá-lo na parede: o que o senhor vai fazer para reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres? Ele disse: nada. já está na CLT. se alguém tem que fazer alguma coisa é o MPT.

    Racismo: acredito que ele não seja racista, mas foi bastante infeliz nas declarações contra os quilombolas.

    Pelo jeito há sim muita desinformação...
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por tre-rj em Seg 17 Set 2018, 12:43 pm

    Essa é a tática da esquerda rotular todos que vão contra a sua narrativa.
    Aproveito para perguntar: Lula ao falar nas mulheres do grelo duro, não foi machista/misógino? Ciro é um gentleman?

    ale1969 escreveu:
    darkshi escreveu:
    Protocol escreveu:
    euvoltei escreveu:Alckmin perdeu o timing eleitoral....
    No seu melhor momento, foi o Serra(super antipático) o candidato ...
    Depois, no melhor momento do Lula, aí que o Alckmin disputou...
    Agora, quando todo mundo quer mudança, ele aparece empoeirado fazendo política igual se faz há 40 anos, com aliança fisiológica, sem conseguir explicar pq os corruptos não são expulsos do seu partido...

    Honestamente, não acho que o problema do Alckmin seja só esse. Para mim, ele não inspira liderança, nem confiança.

    O Haddad, se fores ver, sofre do mesmo mal, velha política, alianças fisiológicas, não explica satisfatoriamente porque os corruptos continuam no PT, e ainda assim está empatado em segundo lugar. Só posso atribuir à sombra do Lula, que inspira em algumas pessoas liderança.

    Existe uma pequena diferença entre PSDB e PT

    PT substituiu os velhos coronéis, principalmente no nordeste. Aqueles que conquistavam seus votos na base de esmolas. Já o PSDB nunca teve eleitorado de fato. O que o PSDB tinha era mero voto útil por não ser o PT. E no momento que apareceu uma opção a direita o PSDB perdeu boa parte de seus votos.

    Exato. O problema é que essa opção é um "milico", homofóbico, racista, misógino e principalmente intelectualmente limitado.
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    Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Bastião em Seg 17 Set 2018, 12:59 pm

    Sobre grelo duro, foi mais grosseria que machismo, numa conversa íntima grampeada. Mas, fim das contas, expressão machista sim.

    Os santinhos aqui do fórum nunca se referiram a alguma mulher de forma pejorativa em conversa entre amigos, né?

    Homem é machista.

    Agora, expressamente, sem nenhum pudor, o Bolsomito tem uma coleção de frases machistas e misóginas. Ah, mas daí é mitoooo...

    Uma boa tarde aos puros deste fórum.



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    Re: Assuntos gerais: economia & política

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