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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    josebarbos
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qui 01 Fev 2018, 6:34 am

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:O modelo constitucional de seguridade social do Brasil pretende garantir renda e saúde universalmente a todos os cidadãos.
    Quanto à previdência social exclusivamente, o modelo de partição simples estabelece a tríplice responsabilidade, ou seja Estado, trabalhador e empregador. O que se discute hoje é se o Estado deve contribuir para o sistema ou não. Para que isso ocorra somente mudando o regime para capitalização pura, ou seja trabalhador e empregador contribuindo para uma conta individual, sem garantias mínimas do Estado.  

    Sim, esse ponto vai e volta à discussão sobre a previdência. Hoje, o Estado contribui diretamente para o sistema apenas na condição de empregador, ou cobrindo eventuais déficits. Quanto à previdência em especial, via de regra, o que acontece é os atuais trabalhadores e empregadores pagando os atuais aposentados, e o "Estado" complementando eventuais faltas, com recursos de "outras fontes" que não as do regime de seguridade social.

    Honestamente (e essa é uma posição individual), acho essa discussão tão inócua quanto aquela do ovo e da galinha. Não existe recurso "do Estado", para que ele possa, ou não, contribuir. O recurso é sempre originário do trabalhador, e do empregador. O "Estado" não tem recursos próprios, apenas se apropria dos recursos alheios, gerando para estes a expectativa de recebimento de serviços públicos em troca.

    O que quero dizer é que, independentemente do modelo adotado, trabalhadores e empregadores sempre estarão alimentando, sozinhos, o sistema de seguridade social, seja por meio de suas contribuições diretas ao regime, seja por meio do pagamento de outros impostos para que, então, o "Estado" contribua com sua cota (ou seja, estarão trabalhadores e empregadores, mais uma vez, contribuindo sozinhos, só que desta vez indiretamente).

    No fim das contas, pouco importa se estamos sustentando o sistema via contribuições (CSLL, COFINS, contribuições previdenciárias...) ou via demais impostos, que obviamente teriam suas alíquotas majoradas caso se impusesse ao "Estado" a contribuição direta, e paritária.


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    Perfeito, se formos mais profundo, na verdade apenas as Pessoas Físicas pagam os tributos. Empresas apenas repassam, através do preço, os impostos que incidem no produto ou serviço vendido.

    Na verdade, não. Os preços embutem custos, que refletem uma série de fatores, a fim de atingir lucro, mas devem ser pagos mesmo quando houver prejuízo. Além disto, PJ também é consumidor. Mas o ponto fundamental é que PF e PJ agregam valor ao que fazem (chame isto de lucro, salário etc) e é daí que se podem extrair contribuições para o sistema previdenciário. Já o Governo, nesta ótica, não agrega valor, e sim aumenta custos, tornando o preço dos bens mais altos e diminuindo a demanda por eles.

    Só acha que o "governo" tem obrigação além da securitária, de cobrir déficits, quem ainda acredita na impressão de dinheiro como meio de resolver problemas fiscais.

    O governo até poderia gerar valor e destiná-lo ao sistema, mas isto é tão raro que é melhor nem incluí-lo na conta.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 01 Fev 2018, 9:07 am

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:O modelo constitucional de seguridade social do Brasil pretende garantir renda e saúde universalmente a todos os cidadãos.
    Quanto à previdência social exclusivamente, o modelo de partição simples estabelece a tríplice responsabilidade, ou seja Estado, trabalhador e empregador. O que se discute hoje é se o Estado deve contribuir para o sistema ou não. Para que isso ocorra somente mudando o regime para capitalização pura, ou seja trabalhador e empregador contribuindo para uma conta individual, sem garantias mínimas do Estado.  

    Sim, esse ponto vai e volta à discussão sobre a previdência. Hoje, o Estado contribui diretamente para o sistema apenas na condição de empregador, ou cobrindo eventuais déficits. Quanto à previdência em especial, via de regra, o que acontece é os atuais trabalhadores e empregadores pagando os atuais aposentados, e o "Estado" complementando eventuais faltas, com recursos de "outras fontes" que não as do regime de seguridade social.

    Honestamente (e essa é uma posição individual), acho essa discussão tão inócua quanto aquela do ovo e da galinha. Não existe recurso "do Estado", para que ele possa, ou não, contribuir. O recurso é sempre originário do trabalhador, e do empregador. O "Estado" não tem recursos próprios, apenas se apropria dos recursos alheios, gerando para estes a expectativa de recebimento de serviços públicos em troca.

    O que quero dizer é que, independentemente do modelo adotado, trabalhadores e empregadores sempre estarão alimentando, sozinhos, o sistema de seguridade social, seja por meio de suas contribuições diretas ao regime, seja por meio do pagamento de outros impostos para que, então, o "Estado" contribua com sua cota (ou seja, estarão trabalhadores e empregadores, mais uma vez, contribuindo sozinhos, só que desta vez indiretamente).

    No fim das contas, pouco importa se estamos sustentando o sistema via contribuições (CSLL, COFINS, contribuições previdenciárias...) ou via demais impostos, que obviamente teriam suas alíquotas majoradas caso se impusesse ao "Estado" a contribuição direta, e paritária.


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    Perfeito, se formos mais profundo, na verdade apenas as Pessoas Físicas pagam os tributos. Empresas apenas repassam, através do preço, os impostos que incidem no produto ou serviço vendido.

    Na verdade, não. Os preços embutem custos, que refletem uma série de fatores, a fim de atingir lucro, mas devem ser pagos mesmo quando houver prejuízo. Além disto, PJ também é consumidor. Mas o ponto fundamental é que PF e PJ agregam valor ao que fazem (chame isto de lucro, salário etc) e é daí que se podem extrair contribuições para o sistema previdenciário. Já o Governo, nesta ótica, não agrega valor, e sim aumenta custos, tornando o preço dos bens mais altos e diminuindo a demanda por eles.

    Só acha que o "governo" tem obrigação além da securitária, de cobrir déficits, quem ainda acredita na impressão de dinheiro como meio de resolver problemas fiscais.

    O governo até poderia gerar valor e destiná-lo ao sistema, mas isto é tão raro que é melhor nem incluí-lo na conta.


    Voltamos ao modelo de previdência capitalizado, sem a participação do Estado, sendo somente uma relação direta com o Fundo de Previdência privado.

    Isso significa o fim da Previdência Social pública, que o Estado somente participa na contrapartida dos servidores públicos, tipo FUNPRESP. Esse modelo só poderia ser aplicado para os novos trabalhadores e geraria um aumento do "rombo", pela ausência de contribuição dos novatos.

    Não é esse o modelo adotado pela nossa constituição, a contribuição do empregado, do empregador e do Estado(tributos sociais) garantem o sistema. Vamos partir para uma nova Assembleia Constituinte?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 01 Fev 2018, 10:21 am

    Mas ninguém (ninguém mesmo) tá discutindo regime de previdência. O texto da reforma (tanto o original quanto os muitos "remendos" posteriores), aliás, passa muito ao largo disso.

    Regime capitalizado tem como premissa básica a adoção de contas individualizadas, e não há em curso qualquer discussão desse tipo.

    O que se discute no Congresso (muito mal e superficialmente, aliás) é qual o tamanho da participação do "Estado" (continuo achando inadequada essa classificação) no regime, via transferência de recursos do orçamento fiscal e de investimento para o orçamento da seguridade social.

    O regime capitalizado não deve ser adotado no Brasil nos próximos séculos.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Qui 01 Fev 2018, 10:47 am

    Gostei "nos próximos séculos".

    É absolutamente inacreditável que as coisas mais simples, funcionais, que se aplicam em quase o mundo inteiro, de forma positiva, aqui não é viável, pois somos "diferentes".

    "Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate" - Deveria vir em negrito em toda certidão de nascimento dos que aqui nascem.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 01 Fev 2018, 10:55 am

    cicero_pb escreveu:Gostei "nos próximos séculos".

    É absolutamente inacreditável que as coisas mais simples, funcionais, que se aplicam em quase o mundo inteiro, de forma positiva, aqui não é viável, pois somos "diferentes".

    "Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate" - Deveria vir em negrito em toda certidão de nascimento dos que aqui nascem.

    Justamente!
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    Subiu no telhado ?

    Mensagem por magmontal em Qui 01 Fev 2018, 2:12 pm

    E aí colegas , vocês acham que a reforma da previdência para 2018 subiu no telhado ou ainda tem chances de aprovação ???

    Não dá pra acreditar em políticos, ainda mais na turma do Temeroso. Uma hora dizem que faltam 40,50 votos , e em outro momento dizem que já está tudo certo, pronto para aprovação.

    O que vocês acham ?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Qui 01 Fev 2018, 2:43 pm

    Tem um colega que levantou uma hipótese que, acredito, bastante plausível:

    - Depois das eleições, a galera já sabendo quem se deu bem ou não, pode haver a votação.

    a) foi eleito: até as próximas eleições o bananense já esqueceu;

    b) não foi eleito: toca o fod*-se!



    Mas, agora, em fevereiro ou março, acho difícil.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Qui 01 Fev 2018, 2:46 pm

    magmontal escreveu:E aí colegas , vocês acham que a reforma da previdência para 2018 subiu no telhado ou ainda tem chances de aprovação ???

    Não dá pra acreditar em políticos, ainda mais na turma do Temeroso. Uma hora dizem que faltam 40,50 votos , e em outro momento dizem que já está tudo certo, pronto para aprovação.

    O que vocês acham ?

    As estimativas, pessimistas ou otimistas, quanto ao resultado de eventual votação podem não se confirmar.

    O principal é que mesmo se a PEC não vingar, o tema continuará muito vivo. Não vamos nos iludir, pelos próximos anos vamos continuar debatendo sobre a previdência.

    E tem aquela ideia atribuída ao Goebbels, sobre a mentira contada muitas vezes. Hoje a rejeição à reforma pode ser expressiva, mas e amanhã?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qui 01 Fev 2018, 8:15 pm

    ale1969 escreveu:


    Voltamos ao modelo de previdência capitalizado, sem a participação do Estado, sendo somente uma relação direta com o  Fundo de Previdência privado.

    Isso significa o fim da Previdência Social pública, que o Estado somente participa na contrapartida dos servidores públicos, tipo FUNPRESP. Esse modelo só poderia ser aplicado para os novos trabalhadores e geraria um aumento do "rombo", pela ausência de contribuição dos novatos.

    Não é esse o modelo adotado pela nossa constituição, a contribuição do empregado, do empregador e do Estado(tributos sociais) garantem o sistema. Vamos partir para uma nova Assembleia Constituinte?

    Nem vou puxar a longuíssima discussão sobre o excelente regime capitalizado, não é o caso, porque ele tem a menor viabilidade de ser implantado numa democracia (nem nas mais avançadas).

    O que digo é que é preciso parar de se iludir e achar que o Estado cria riqueza. Pagando direta, ou indiretamente, a conta é, no melhor caso, a mesma. Mas o dinheiro tem que passar por um caminho mais difícil e tortuoso. E aí depois reclamam de instrumentos como a DRU, que quando foi vantajoso (hoje não o é), só ocorreu porque muito dinheiro atiça este tipo de tentação nos políticos.

    Hoje, não trabalho com nenhuma possibilidade de previdência. Até porque mesmo o texto original tem validade de vinte anos, antes do que já me seria possível (e mais ainda do que pretendo) aposentar. Então, já estou esperando pela próxima, ou quiça, a terceira reforma.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qui 01 Fev 2018, 8:16 pm

    cicero_pb escreveu:Tem um colega que levantou uma hipótese que, acredito, bastante plausível:

    - Depois das eleições, a galera já sabendo quem se deu bem ou não, pode haver a votação.

    a) foi eleito: até as próximas eleições o bananense já esqueceu;

    b) não foi eleito: toca o fod*-se!



    Mas, agora, em fevereiro ou março, acho difícil.

    Não duvido que não só seja aprovada, como vislumbro alguma chance de que seja apoiada por alguém com fortíssima ligação ao governo (Maia, Meireles ou o próprio Temer).

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por OJAF RJ em Qui 01 Fev 2018, 10:29 pm

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 02 Fev 2018, 8:03 am

    Parece muito claro que o governo não tem votos para aprovar essa reforma na previdência social. O nosso dilema é: Tentar votar em fevereiro, correndo o risco de ser aprovada ou deixar para depois das eleições, com possibilidade de Deputados não reeleitos receberem vantagens dos "Agentes do Mercado".

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 02 Fev 2018, 9:48 am

    O governo jogou a toalha:

    Temer diz que governo dele 'aguenta' Previdência sem reforma, mas os próximos não aguentarão ((no G1)
    Presidente deu entrevista a uma rádio do Recife nesta sexta-feira (2). Como tem feito em diversas aparições recentes na mídia, ele disse que reforma é para preservar direitos.

    O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (2), em entrevista à Rádio Jornal do Recife, que o governo atual "aguenta" a Previdência Social sem reforma, mas, segundo ele, o mesmo não vai acontecer com os próximos governos.

    Temer deu a declaração ao ser questionado se as reformas já realizadas pelo governo correm o risco de não produzir efeitos caso a da Previdência não vá adiante. Segundo ele, as reformas "já deram certo", mas é preciso aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria para "fechar" o ciclo reformista.

    "É preciso um certo fechamento dessas reformas, com a da Previdência. Não é para o meu governo. Eu aguento a Previdência [sem reforma]. Houve um déficit de R$ 268 bilhões em 2017", disse o presidente, citando o rombo divulgado na última semana. "A tendência é aumentar neste ano. Mas o meu governo aguenta. O que não vai aguentar são os próximos", completou Temer.

    Entre as principas mudanças propostas pela reforma da Previdência está o aumento da idade mínima para aposentadoria (veja aqui o que muda). O governo argumenta que a reforma é essencial para as contas públicas do país e para a superação da crise fiscal.

    No entanto, o Palácio do Planalto ainda corre atrás dos votos para aprovar o texto na Câmara e no Senado. A votação no plenário da Câmara, onde é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados, está marcada para começar no dia 19 de fevereiro. Com a volta do recesso dos parlamentares, na próxima segunda-feira (5), o governo vai intensificar as negociações em busca dos votos.

    Nos últimos dias, Temer tem cumprido uma agenda de entrevistas em diversos veículos de comunicação. No período de sete dias, ele foi a canais de televisão e emissoras de rádio. Em todas as ocasiões, seguindo a orientação de um publicitário, o presidente aproveitou para defender a reforma da Previdência.

    Nesta sexta, ele voltou a dizer que as mudanças são para preservar os direitos de aposentados, pensionistas e servidores públicos.

    "Nós estamos pensando no aposentado, no servidor, para não acontecer o que está acontecendo em muitos estados brasileiros. Não há pagamento de aposentados, a servidores, há atrasos. Ou o que aconteceu em vários países, que tiveram que cortar pensões, vencimentos dos servidores", argumentou o presidente.

    Impasse sobre Cristiane Brasil

    O presidente foi questionado sobre o impasse em torno da nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho. Ela foi escolhida por Temer para o posto no início de janeiro, mas a posse vem sendo adiada por sucessivas decisões judiciais. Um grupo de advogados, que moveu ação contra a posse, argumenta que a deputada não poderia assumir porque já foi condenada na justiça trabalhista. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Temer disse que vai obedecer a decisão judicial, seja qual for, mas ressaltou que, no entendimento dele, a competência de escolher ministros é exclusiva do presidente da República.

    "Eu estou esperando decisão do Judiciáio. Sou muito atento à separação de funções estatais. Como Executivo, eu não invado a competência de outros poderes. Eu sou muito obediente a decisão judicial. Também sou obediente à competência que a Constituição confereiu ao presidente da República. A Constituição determina competência privativa do presidente de nomear ministro de Estado", disse Temer.

    Bolsa Família

    Temer foi questionado sobre críticas em Pernambuco com relação a um eventual baixo volume de repasses do governo federal para o estado. O presidente argumentou que a União tem aumentado os investimentos na região e citou, como exemplo, o número de pessoas atendidas pelo programa de transferência de renda Bolsa Família em Pernambuco, que segundo ele, no atual governo, aumentou de 1,096 milhão para 1,154 milhão.

    Ao falar do Bolsa Família, o presidente disse que o "ideal" é as pessoas não ficarem "indefinidamente" no programa. Ele disse que espera que os beneficiários consigam empregos para no futuro, ser "perfeitamente possível eliminar esse Bolsa Família".

    "Agora, o nosso ideal não é manter as pessoas indefinidamente no Bolsa Família. Nós lançamos um programa chamado Progredir, que visa exatamente que os filhos dos bolsistas possam ser contratados por supermercados, bancos, nas mais variadas atividades, para que um dia, daqui a algum tempo, seja perfeitamente possível eliminar Esse Bolsa Família", afirmou o presidente.

    O Bolsa Família atende mais de 13,4 milhões de famílias em todo o país, de acordo com o governo. Em 2017, o investimento do programa foi de R$ 29,3 bilhões.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 02 Fev 2018, 9:50 am

    Naufraga a reforma da Previdência (Hélio Gurovitz, no G1)
    O governo jogou a toalha. Não é uma surpresa. Ninguém imaginava que a aprovação fosse provável em ano eleitoral

    Não é uma surpresa. O governo jogou a toalha e praticamente reconheceu que não conseguirá aprovar este ano a reforma da Previdência. É o que se depreende das últimas declarações do presidente Michel Temer e do vice-líder do governo na Câmara, Rogério Rosso, que negociava ainda mais concessões ao funcionalismo público.

    De acordo com Rosso, o governo não tem mais de 240 votos na Câmara, quando precisa de 308. Houve, no ano passado, momentos em que chegou a contar com 280. O apoio à reforma tem caído no Congresso.

    Ninguém imaginava que, em ano eleitoral, os congressistas passassem a apoiar um tema tão impopular. Deram certo o lobby e a pressão do funcionalismo público. Deu certo a campanha baseada nas falácias disseminadas pela Anfip e corroboradas pelo vergonhoso relatório do senador Hélio José, aprovado pela CPI da Previdência. Confirmou-se a previsão pessimista que fiz em outubro passado.

    O movimento contra a reforma culminou ontem com a manifestação ridícula de juízes em Brasília, defendendo privilégios como o absurdo auxílio-moradia a que todos os magistrados e procuradores têm direito graças a uma decisão ainda mais absurda do ministro Luiz Fux em 2014.

    Nem os aclamados herois da Lava Jato, paladinos da moralidade na gestão pública, escapam. O juiz Marcelo Bretas foi à Justiça para garantir que a mulher, também juíza, pudesse receber o benefício, apesar de ambos morarem em apartamento próprio no Rio. O juiz Sérgio Moro acumula os R$ 4.378 no contracheque, mesmo sendo proprietário de imóvel em Curitiba desde 2002, noticia hoje o jornal Folha de S.Paulo.

    O Judiciário é sem dúvida o setor do funcionalismo cujos privilégios mais custam ao setor público. Pelo menos 70% dos juízes recebem vencimentos acima do teto salarial estabelecido pela Constituição, graças a penduricalhos e verbas indenizatórias. Na aposentadoria, juízes e procuradores mantêm um sem-número de regalias.

    São raríssimas as manifestações favoráveis à reforma previdenciária entre integrantes da Justiça e do Ministério Público. Quando o então procurador-geral Rodrigo Janot denunciou o presidente Michel Temer no ano passado, não foram poucas as especulações de que se tratava, na verdade, de um movimento político para deter a reforma.

    As evidências contra Temer não foram suficientes para a Câmara aceitar as duas denúncias contra ele. Apesar de ter recebido o empresário Joesley Batista tarde da noite no Palácio Jaburu e de ter-lhe indicado um intermediário flagrado dias depois arrastando uma mala recheada com R$ 500 mil em propina, os deputados julgaram que os fatos não eram suficientes nem mesmo para abrir investigação.

    Mas foram suficientes para que Temer gastasse todo seu capital político na tentativa de se safar. Na hora de aprovar a reforma da Previdência, não tinha sobrado mais nada. Mais perto da eleição, sem muita margem de manobra orçamentária, o jeito foi fazer concessão sobre concessão.

    Deixaram-se de lado as mudanças nos programas de assistência social disfarçados de Previdência. Mudou-se a idade mínima de homens e mulheres. Criou-se uma escala de transição. Militares e professores foram agraciados com situações especiais. Tudo para facilitar a aprovação.

    Como resultado, as economias previstas numa década caíram pela metade, de R$ 800 bilhões para R$ 400 bilhões – quase nada diante de gastos anuais que chegam perto do trilhão de reais. Mas pelo menos foi mantida a alma da reforma: unificar os regimes para servidores públicos e funcionários da iniciativa privada.

    Pois, sem a aprovação, nem isso teremos. Continuaremos a ter duas classes de brasileiros. Embora a Constituição garanta que todos são iguais, há uma lei para o funcionalismo, outra para os demais.

    Aqueles dependurados nas mamatas e os ideólogos que – por ignorância, má-fé ou simplesmente burrice – negam as leis mais básicas da economia não deixarão de celebrar. Mas a gravidade ainda está em vigor na natureza. Os corpos caem. Um dia a ficha cairá também.

    A reforma se tornará inevitável no próximo governo. O economista Paulo Tafner diz que, em três anos, já será impossível fazê-la sem reduzir benefícios concedidos. Será então necessário o algum tipo de autorização legal para retirar os famigerados “direitos adquiridos” em nome da emergência nacional nas contas públicas.

    Foi o que aconteceu em Portugal e na Grécia, onde o valor de pensões e aposentadorias teve de ser reduzido. A alternativa, como demonstra o caso grego, é o governo simplesmente deixar de pagar. Será então hora de se voltar àqueles que hoje lutam com tanta energia contra a reforma e pela manutenção das regalias e dizer: bem feito!

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Jubilando em Sex 02 Fev 2018, 10:00 am

    androsvilazza escreveu:Naufraga a reforma da Previdência (Hélio Gurovitz, no G1)
    O governo jogou a toalha. Não é uma surpresa. Ninguém imaginava que a aprovação fosse provável em ano eleitoral

    Não é uma surpresa. O governo jogou a toalha e praticamente reconheceu que não conseguirá aprovar este ano a reforma da Previdência. É o que se depreende das últimas declarações do presidente Michel Temer e do vice-líder do governo na Câmara, Rogério Rosso, que negociava ainda mais concessões ao funcionalismo público.

    De acordo com Rosso, o governo não tem mais de 240 votos na Câmara, quando precisa de 308. Houve, no ano passado, momentos em que chegou a contar com 280. O apoio à reforma tem caído no Congresso.

    Ninguém imaginava que, em ano eleitoral, os congressistas passassem a apoiar um tema tão impopular. Deram certo o lobby e a pressão do funcionalismo público. Deu certo a campanha baseada nas falácias disseminadas pela Anfip e corroboradas pelo vergonhoso relatório do senador Hélio José, aprovado pela CPI da Previdência. Confirmou-se a previsão pessimista que fiz em outubro passado.

    O movimento contra a reforma culminou ontem com a manifestação ridícula de juízes em Brasília, defendendo privilégios como o absurdo auxílio-moradia a que todos os magistrados e procuradores têm direito graças a uma decisão ainda mais absurda do ministro Luiz Fux em 2014.

    Nem os aclamados herois da Lava Jato, paladinos da moralidade na gestão pública, escapam. O juiz Marcelo Bretas foi à Justiça para garantir que a mulher, também juíza, pudesse receber o benefício, apesar de ambos morarem em apartamento próprio no Rio. O juiz Sérgio Moro acumula os R$ 4.378 no contracheque, mesmo sendo proprietário de imóvel em Curitiba desde 2002, noticia hoje o jornal Folha de S.Paulo.

    O Judiciário é sem dúvida o setor do funcionalismo cujos privilégios mais custam ao setor público. Pelo menos 70% dos juízes recebem vencimentos acima do teto salarial estabelecido pela Constituição, graças a penduricalhos e verbas indenizatórias. Na aposentadoria, juízes e procuradores mantêm um sem-número de regalias.

    São raríssimas as manifestações favoráveis à reforma previdenciária entre integrantes da Justiça e do Ministério Público. Quando o então procurador-geral Rodrigo Janot denunciou o presidente Michel Temer no ano passado, não foram poucas as especulações de que se tratava, na verdade, de um movimento político para deter a reforma.

    As evidências contra Temer não foram suficientes para a Câmara aceitar as duas denúncias contra ele. Apesar de ter recebido o empresário Joesley Batista tarde da noite no Palácio Jaburu e de ter-lhe indicado um intermediário flagrado dias depois arrastando uma mala recheada com R$ 500 mil em propina, os deputados julgaram que os fatos não eram suficientes nem mesmo para abrir investigação.

    Mas foram suficientes para que Temer gastasse todo seu capital político na tentativa de se safar. Na hora de aprovar a reforma da Previdência, não tinha sobrado mais nada. Mais perto da eleição, sem muita margem de manobra orçamentária, o jeito foi fazer concessão sobre concessão.

    Deixaram-se de lado as mudanças nos programas de assistência social disfarçados de Previdência. Mudou-se a idade mínima de homens e mulheres. Criou-se uma escala de transição. Militares e professores foram agraciados com situações especiais. Tudo para facilitar a aprovação.

    Como resultado, as economias previstas numa década caíram pela metade, de R$ 800 bilhões para R$ 400 bilhões – quase nada diante de gastos anuais que chegam perto do trilhão de reais. Mas pelo menos foi mantida a alma da reforma: unificar os regimes para servidores públicos e funcionários da iniciativa privada.

    Pois, sem a aprovação, nem isso teremos. Continuaremos a ter duas classes de brasileiros. Embora a Constituição garanta que todos são iguais, há uma lei para o funcionalismo, outra para os demais.

    Aqueles dependurados nas mamatas e os ideólogos que – por ignorância, má-fé ou simplesmente burrice – negam as leis mais básicas da economia não deixarão de celebrar. Mas a gravidade ainda está em vigor na natureza. Os corpos caem. Um dia a ficha cairá também.

    A reforma se tornará inevitável no próximo governo. O economista Paulo Tafner diz que, em três anos, já será impossível fazê-la sem reduzir benefícios concedidos. Será então necessário o algum tipo de autorização legal para retirar os famigerados “direitos adquiridos” em nome da emergência nacional nas contas públicas.

    Foi o que aconteceu em Portugal e na Grécia, onde o valor de pensões e aposentadorias teve de ser reduzido. A alternativa, como demonstra o caso grego, é o governo simplesmente deixar de pagar. Será então hora de se voltar àqueles que hoje lutam com tanta energia contra a reforma e pela manutenção das regalias e dizer: bem feito!



    Tiro no pé dos servidores "antigões" (eu sou parte desses, ok?).
    Nunca fui a favor da reforma nos termos pretendidos, mas também pensei que deveria haver um abrandamento das regras para quem está há décadas fazendo a sua contribuição com planejamento voltado à aposentadoria integral e com paridade salarial.
    Não quiseram sequer negociar (governo engrossou desde sempre, e sindicatos no sentido inverso, também).
    Aguentemos as consequências.
    Serão as piores possíveis por causa da radicalização bilateral que sempre foi fácil de identificar em todo esse processo.
    O trem poderá atropelar a todos sem dó ou piedade já antes mesmo de 2019. Anotem e me cobrem depois.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 02 Fev 2018, 10:08 am

    Jubilando escreveu:
    androsvilazza escreveu:Naufraga a reforma da Previdência (Hélio Gurovitz, no G1)
    O governo jogou a toalha. Não é uma surpresa. Ninguém imaginava que a aprovação fosse provável em ano eleitoral

    Não é uma surpresa. O governo jogou a toalha e praticamente reconheceu que não conseguirá aprovar este ano a reforma da Previdência. É o que se depreende das últimas declarações do presidente Michel Temer e do vice-líder do governo na Câmara, Rogério Rosso, que negociava ainda mais concessões ao funcionalismo público.

    De acordo com Rosso, o governo não tem mais de 240 votos na Câmara, quando precisa de 308. Houve, no ano passado, momentos em que chegou a contar com 280. O apoio à reforma tem caído no Congresso.

    Ninguém imaginava que, em ano eleitoral, os congressistas passassem a apoiar um tema tão impopular. Deram certo o lobby e a pressão do funcionalismo público. Deu certo a campanha baseada nas falácias disseminadas pela Anfip e corroboradas pelo vergonhoso relatório do senador Hélio José, aprovado pela CPI da Previdência. Confirmou-se a previsão pessimista que fiz em outubro passado.

    O movimento contra a reforma culminou ontem com a manifestação ridícula de juízes em Brasília, defendendo privilégios como o absurdo auxílio-moradia a que todos os magistrados e procuradores têm direito graças a uma decisão ainda mais absurda do ministro Luiz Fux em 2014.

    Nem os aclamados herois da Lava Jato, paladinos da moralidade na gestão pública, escapam. O juiz Marcelo Bretas foi à Justiça para garantir que a mulher, também juíza, pudesse receber o benefício, apesar de ambos morarem em apartamento próprio no Rio. O juiz Sérgio Moro acumula os R$ 4.378 no contracheque, mesmo sendo proprietário de imóvel em Curitiba desde 2002, noticia hoje o jornal Folha de S.Paulo.

    O Judiciário é sem dúvida o setor do funcionalismo cujos privilégios mais custam ao setor público. Pelo menos 70% dos juízes recebem vencimentos acima do teto salarial estabelecido pela Constituição, graças a penduricalhos e verbas indenizatórias. Na aposentadoria, juízes e procuradores mantêm um sem-número de regalias.

    São raríssimas as manifestações favoráveis à reforma previdenciária entre integrantes da Justiça e do Ministério Público. Quando o então procurador-geral Rodrigo Janot denunciou o presidente Michel Temer no ano passado, não foram poucas as especulações de que se tratava, na verdade, de um movimento político para deter a reforma.

    As evidências contra Temer não foram suficientes para a Câmara aceitar as duas denúncias contra ele. Apesar de ter recebido o empresário Joesley Batista tarde da noite no Palácio Jaburu e de ter-lhe indicado um intermediário flagrado dias depois arrastando uma mala recheada com R$ 500 mil em propina, os deputados julgaram que os fatos não eram suficientes nem mesmo para abrir investigação.

    Mas foram suficientes para que Temer gastasse todo seu capital político na tentativa de se safar. Na hora de aprovar a reforma da Previdência, não tinha sobrado mais nada. Mais perto da eleição, sem muita margem de manobra orçamentária, o jeito foi fazer concessão sobre concessão.

    Deixaram-se de lado as mudanças nos programas de assistência social disfarçados de Previdência. Mudou-se a idade mínima de homens e mulheres. Criou-se uma escala de transição. Militares e professores foram agraciados com situações especiais. Tudo para facilitar a aprovação.

    Como resultado, as economias previstas numa década caíram pela metade, de R$ 800 bilhões para R$ 400 bilhões – quase nada diante de gastos anuais que chegam perto do trilhão de reais. Mas pelo menos foi mantida a alma da reforma: unificar os regimes para servidores públicos e funcionários da iniciativa privada.

    Pois, sem a aprovação, nem isso teremos. Continuaremos a ter duas classes de brasileiros. Embora a Constituição garanta que todos são iguais, há uma lei para o funcionalismo, outra para os demais.

    Aqueles dependurados nas mamatas e os ideólogos que – por ignorância, má-fé ou simplesmente burrice – negam as leis mais básicas da economia não deixarão de celebrar. Mas a gravidade ainda está em vigor na natureza. Os corpos caem. Um dia a ficha cairá também.

    A reforma se tornará inevitável no próximo governo. O economista Paulo Tafner diz que, em três anos, já será impossível fazê-la sem reduzir benefícios concedidos. Será então necessário o algum tipo de autorização legal para retirar os famigerados “direitos adquiridos” em nome da emergência nacional nas contas públicas.

    Foi o que aconteceu em Portugal e na Grécia, onde o valor de pensões e aposentadorias teve de ser reduzido. A alternativa, como demonstra o caso grego, é o governo simplesmente deixar de pagar. Será então hora de se voltar àqueles que hoje lutam com tanta energia contra a reforma e pela manutenção das regalias e dizer: bem feito!



    Tiro no pé dos servidores "antigões" (eu sou parte desses, ok?).
    Nunca fui a favor da reforma nos termos pretendidos, mas também pensei que deveria haver um abrandamento das regras para quem está há décadas fazendo a sua contribuição com planejamento voltado à aposentadoria integral e com paridade salarial.
    Não quiseram sequer negociar (governo engrossou desde sempre, e sindicatos no sentido inverso, também).
    Aguentemos as consequências.
    Serão as piores possíveis por causa da radicalização bilateral que sempre foi fácil de identificar em todo esse processo.
    O trem poderá atropelar a todos sem dó ou piedade já antes mesmo de 2019. Anotem e me cobrem depois.

    Perfeito! Faltou negociação mesmo. Faz lembrar a campanha pelo "derruba veto", que se não tivessem atropelado e aprovado o leitinho sem a concordância dos sindicatos e da "categoria", estaríamos no zero até 2021. É só perceber que nenhum aumento foi concedido, a nenhuma categoria, desde então, e mesmo o que foi aprovado queriam suspender, este ano. Essa intransigência, de ficar dizendo "não", "não negocio com governo ilegítimo", "a reforma é desnecessária", "esse governo não tem legitimidade pra aprovar reforma", "reforma da previdência tem que ser proposta em campanha eleitoral (como se alguma tivesse sido)", etc... isso não leva a lugar nenhum. Pelo menos, nenhum lugar "bom".

    Ofereceram o "cuspe", pessoal ficou fazendo doce, não quis aceitar; quando vier a jeba, vai vir com areia e vidro.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 02 Fev 2018, 10:28 am

    Eu não tenho dúvida alguma que boa parcela da população brasileira é idiotizada. O homem da mala de 52 milhões já provou reiteradas vezes que é mau caráter, mesmo assim vemos um público que, apesar de dizer que não o aceita (70% de desaprovação do atual governo), acata e incentiva seus atos de governo, desnorteados e sem um mínimo de embasamento. O congresso concluiu que não há déficit. Vários sindicatos dizem o mesmo. Especialistas em cálculo atuarial tb. O governo foge de auditoria na previdência como o diabo da cruz. Ele vomita suas propagandas no ratinho e silvio santos e o povão absorve como verdade irrefutável. Lembrei de Goebbels, ministro de propaganda de Hitler, que disse o seguinte: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade."

    Pouco importa se as regras da previdência foram alteradas para os ingressos desde 2013. Aliás, acho que a turma que apoia essas sandices faz parte do novo grupo. Se eu não tenho paridade, ninguém merece.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 02 Fev 2018, 10:57 am

    Ainda que isso tudo fosse verdade, que o déficit fosse inexistente, que a Previdência, nos moldes atuais, fosse um exemplo mundial de sustentabilidade, que todos os países do mundo estivessem pensando em copiar o modelo brasileiro, sem idade mínima...
    Ainda que todos nós tivéssemos absoluta certeza que o governo, e todos os defensores da reforma da previdência, estivessem mentindo...
    Ainda que...
    Ainda que...

    Restaria a verdade absoluta de que o caixa é um só, e a previdência disputa recursos com as demais áreas (que têm mais potencial de voto).
    Restaria a história irrefutável de que todo mundo, quando na oposição, critica qualquer reforma da previdência, e quando no governo diz que ela é imprescindível. O PT atacava o governo FHC de todas as formas, em especial suas propostas de reforma. O Lula mal foi eleito e tascou a reforma mais "dura" até hoje; a Dilma em 2010 negava a necessidade de reforma na Previdência, logo após eleita apresentou o projeto de lei que instituiu o Funpresp e acabou com a integralidade para os novos ingressos. Durante a eleição todo mundo dirá que a reforma talvez não seja necessária, que é preciso discutir, fazer estudos etc. mas definitivamente o eleito proporá outro (ou o mesmo) texto de reforma.
    Restaria o imaginário popular de que "servidor público é privilegiado"; sendo verdade (em vários casos é) ou não (em muitos casos não é), isso facilita a aprovação de uma reforma que nos prejudique.
    Restaria o fato de que a União vai continuar precisando de cada vez mais recursos, e a Previdência é, incontestavelmente, a área que mais demanda gastos e, portanto, a área de onde mais se tem "o que tirar". Vai continuar sendo a galinha dos ovos de ouro, para aqueles que quiserem obter para recursos escassos para áreas mais "visíveis" à população.

    A estratégia adotada pelos opositores da reforma foi a mesma adotada em relação à reforma trabalhista. Em vez de apontar os erros e exageros, o que poderia ser mudado, negociar alterações mais "suaves e paulatinas", ficaram negando, negando, até que o governo conseguiu os votos de que precisava e pronto, passou praticamente tudo.

    A oportunidade de negociar já passou. Conseguiram suavizar, em muito, a reforma em relação à proposta original do governo. Não quiseram aprovar assim mesmo. A reforma vai ficar para o próximo governo (não se iludam, qualquer que seja o eleito(a), ele/ela certamente irá propor uma reforma também). Esse governo virá recém-empossado, "legitimado" pelas urnas, com todos os cargos e verbas à disposição para negociar, ainda sem suspeitas de corrupção, cercado de vários partidos recém-derrotados nas eleições, precisando apoiar o governo para não perder a "boquinha"... Esse governo sim, terá todas as condições de aprovar a reforma que quiser, nos termos que quiser. Por estes motivos o PT conseguiu aprovar reformas fortes em 2003 e 2012 (sempre no primeiro mandato, e no início do mandato). Depois o Presidente vai perdendo forças, as críticas vão surgindo, e medidas "impopulares" ficam mais difíceis. É só ver a dificuldade que o Temer vem tendo, mesmo havendo iniciado seu mandato com mais de 2/3 de apoio no Congresso (a base que aprovou o impeachment da Dilma).

    Sinceramente, até eu, que apoiava a reforma da Previdência, tenho medo da reforma que o próximo governo irá aprovar.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Jubilando em Sex 02 Fev 2018, 11:02 am

    androsvilazza escreveu:Ainda que isso tudo fosse verdade, que o déficit fosse inexistente, que a Previdência, nos moldes atuais, fosse um exemplo mundial de sustentabilidade, que todos os países do mundo estivessem pensando em copiar o modelo brasileiro, sem idade mínima...
    Ainda que todos nós tivéssemos absoluta certeza que o governo, e todos os defensores da reforma da previdência, estivessem mentindo...
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    Restaria a verdade absoluta de que o caixa é um só, e a previdência disputa recursos com as demais áreas (que têm mais potencial de voto).
    Restaria a história irrefutável de que todo mundo, quando na oposição, critica qualquer reforma da previdência, e quando no governo diz que ela é imprescindível. O PT atacava o governo FHC de todas as formas, em especial suas propostas de reforma. O Lula mal foi eleito e tascou a reforma mais "dura" até hoje; a Dilma em 2010 negava a necessidade de reforma na Previdência, logo após eleita apresentou o projeto de lei que instituiu o Funpresp e acabou com a integralidade para os novos ingressos. Durante a eleição todo mundo dirá que a reforma talvez não seja necessária, que é preciso discutir, fazer estudos etc. mas definitivamente o eleito proporá outro (ou o mesmo) texto de reforma.
    Restaria o imaginário popular de que "servidor público é privilegiado"; sendo verdade (em vários casos é) ou não (em muitos casos não é), isso facilita a aprovação de uma reforma que nos prejudique.
    Restaria o fato de que a União vai continuar precisando de cada vez mais recursos, e a Previdência é, incontestavelmente, a área que mais demanda gastos e, portanto, a área de onde mais se tem "o que tirar". Vai continuar sendo a galinha dos ovos de ouro, para aqueles que quiserem obter para recursos escassos para áreas mais "visíveis" à população.

    A estratégia adotada pelos opositores da reforma foi a mesma adotada em relação à reforma trabalhista. Em vez de apontar os erros e exageros, o que poderia ser mudado, negociar alterações mais "suaves e paulatinas", ficaram negando, negando, até que o governo conseguiu os votos de que precisava e pronto, passou praticamente tudo.

    A oportunidade de negociar já passou. Conseguiram suavizar, em muito, a reforma em relação à proposta original do governo. Não quiseram aprovar assim mesmo. A reforma vai ficar para o próximo governo (não se iludam, qualquer que seja o eleito(a), ele/ela certamente irá propor uma reforma também). Esse governo virá recém-empossado, "legitimado" pelas urnas, com todos os cargos e verbas à disposição para negociar, ainda sem suspeitas de corrupção, cercado de vários partidos recém-derrotados nas eleições, precisando apoiar o governo para não perder a "boquinha"... Esse governo sim, terá todas as condições de aprovar a reforma que quiser, nos termos que quiser. Por estes motivos o PT conseguiu aprovar reformas fortes em 2003 e 2012 (sempre no primeiro mandato, e no início do mandato). Depois o Presidente vai perdendo forças, as críticas vão surgindo, e medidas "impopulares" ficam mais difíceis. É só ver a dificuldade que o Temer vem tendo, mesmo havendo iniciado seu mandato com mais de 2/3 de apoio no Congresso (a base que aprovou o impeachment da Dilma).

    Sinceramente, até eu, que apoiava a reforma da Previdência, tenho medo da reforma que o próximo governo irá aprovar.

    Eu não apoiava, mas acreditava que se poderia negociar e chegar a algo melhor do que foi aprovado naquela comissão da Câmara.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 02 Fev 2018, 12:07 pm

    A reforma atual não irá proporcionar aos segurados sossego definitivo. Em breve será necessária outra, e depois mais outra e assim sucessivamente. Isso porque o governo não ataca os reais motivos da deficiência do sistema.
    Temos pessoas que contribuem com valores acentuados, e que o governo insiste em chamar de privilegiados.
    Temos uma gama de pessoas que nunca contribuíram e irão ganhar um mínimo da previdência. LOAS não deveria existir, nem aposentadoria rural via testemunho, pois não existe almoço grátis.
    A DRU precisa ser extinta, pois não se sangra uma múmia. Quem quer achar sangue em múmia é louco desvairado.


    Última edição por Galizezin em Sex 02 Fev 2018, 12:09 pm, editado 1 vez(es)


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 02 Fev 2018, 12:08 pm

    Se o Bolsonaro for eleito temos a esperança de que a caixa preta chamada previdência seja aberta à população.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por OJAF RJ em Sex 02 Fev 2018, 1:42 pm

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 02 Fev 2018, 3:29 pm

    A regra de ouro é acabar com a corrupção, o câncer que corrói o erário.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por seu Mamute de Estimação em Sex 02 Fev 2018, 6:43 pm

    Pronunciamento do novo presida








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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Sex 02 Fev 2018, 7:19 pm

    Jubilando escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Sinceramente, até eu, que apoiava a reforma da Previdência, tenho medo da reforma que o próximo governo irá aprovar.

    Eu não apoiava, mas acreditava que se poderia negociar e chegar a algo melhor do que foi aprovado naquela comissão da Câmara.
    Agora...

    Como alguém que TALVEZ vai aposentar só no meio do século, consciente de que mesmo o texto original não teria validade até lá, não temo.

    Mas aquilo que foi proposto em 2017 será a base do próximo texto, com juros e correções monetárias, nos seguintes aspectos:
    1) de vislumbrar um cenário de déficit cada vez maior;
    2) custo político. O texto anterior foi feito para ser aprovado "rápido", por um governo "ilegítimo". O próximo terá pelo menos dois exercícios e contará com o apoio das urnas e, muito provavelmente, com algum tipo de outsider reloteando os cargos.

    Se o próximo governo quiser, tenho medidas pontuais e muito justas e uma futura reforma. Very Happy
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por marco trt8 em Seg 05 Fev 2018, 7:09 am


    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

    O Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região realizaram na segunda-feira, 29 de janeiro, apresentações do modelo de previdência
    complementar oferecido pela Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud). O Diretor de Seguridade
    da Fundação, Edmilson Enedino das Chagas, tentou explicar aos servidores o que seriam os benefícios da adesão ao plano, que até o momento conta com menos
    de 10% dos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União. O que levou a uma maior agressividade dos poderes gestores para que as pessoas
    migrem ao Fundo.

    O Funpresp foi criado ainda na gestão da presidenta Dilma Rousseff para gerir a previdência complementar dos servidores do Judiciário e MPU cujas contribuições
    e benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) estão submetidos ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS),
    R$ 5.645,80 atualmente. Estão sob esta regra todos os servidores que ingressaram a partir de 14/10/2013.

    A adesão ao Fundo não é obrigatória. Mas todos que ingressaram no serviço público depois de 5/11/2015 são obrigados a manifestar expressamente recusa em
    aderir ou a inclusão será feita automaticamente quando da posse.

    Servidores que ingressaram em cargo efetivo entre 1º/01/2004 e 14/10/2013 (cuja aposentadoria atualmente é calculada pela média de 80% das maiores remunerações
    no setor público ou privado) também podem aderir ao Fundo. Assim como quem tomou posse até 31/12/2003, antes da reforma feita no primeiro governo Lula,
    e que ainda tem direito à integralidade e à paridade. O prazo hoje estabelecido para adesão, irrevogável e irretratável, é dia 28 de julho deste ano, após
    a última prorrogação legal.

    Em quaisquer dos casos em que a migração é opcional a diretoria do Sintrajud alerta aos servidores a importância de analisar detalhadamente os riscos e
    consultar especialistas não vinculados ao Fundo, que não tenham interesse em “vender o produto”.

    Entre os maiores riscos do Funpresp-Jud está o fato do regime de contratação ser baseado no modelo de contribuição definida e benefício presumido (ou seja,
    o contratante não tem segurança jurídica de quanto vai receber no futuro).

    “A opção pela migração não é apenas uma questão matemática. Há muitas diferenças entre cada situação individual, e os regimes são absolutamente distintos
    em suas lógicas, sendo que no Funpresp-Jud, em todos os casos, o modelo é o da contribuição definida com benefício futuro dependente da rentabilidade das
    aplicações e possíveis mudanças na legislação. Há portanto uma infinidade de variáveis relacionadas a política, economia, decisões de governo, que são
    tanto mais incertas quanto maior o tempo considerado”, aponta o diretor do Sintrajud e servidor da Justiça do Trabalho Tarcísio Ferreira.

    “E há ainda o fato de que eventual migração, cujo prazo em vigor já é uma prorrogação feita em razão da baixa adesão inicial, tem caráter irrevogável e
    irretratável. Ainda mais com a tentativa do governo Temer de abrir aos bancos privados a previdência complementar dos servidores, por meio da reforma que
    lutamos para barrar neste momento”, completa.

    O Sindicato defende a previdência pública e universal com garantia de integralidade e paridade, e atua para barrar a atual proposta de mudança das regras
    previdenciárias impostas na PEC 287/2016, bem como pela revogação das alterações para pior feitas na legislação da seguridade social desde 1998, durante
    o governo Fernando Henrique Cardoso.
    A direção do sindicato defende a realização de uma nova greve geral
    para impedir a aprovação das novas regras draconianas de aposentadoria – que vão exigir idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de
    25 anos de contribuição no mínimo, chegando a 40 anos para atingir a possibilidade de benefício máximo, e regras iguais às do INSS com taxação de 11% ou
    14% no que exceder o teto, após a aposentadoria.

    O próprio gestor do Funpresp-Jud, que ainda não migrou para a chamada ‘adesão vinculada’ ao fundo complementar e promete só fazê-lo no último dia, admitiu
    em sua fala no TRE que “o governo fez a reforma perfeita para eles, e vem piorando as regras do RPPS e oferecendo a migração”.

    Entre os elementos de incerteza está o fato de que para ter a chance de obter os melhores cenários apresentados pelo gestor seria necessário investir por
    pelo menos dez anos no Fundo, tendo a perspectiva de receber os proventos por pelo menos mais dez anos. No entanto, nenhum servidor tem a garantia de que
    terá condições de assegurar essa combinação de fatores, mais estabilidade econômica, mais segurança jurídica frente à possibilidade de novas reformas previdenciárias,
    mais garantia de boa gestão do Funpresp-Jud por todo esse período.

    Por mais incerto que seja o cenário pintado pelos defensores dos fundos complementares em relação ao endurecimento que os governos vêm fazendo sobre a
    remuneração do funcionalismo, o fato é que o direito à revisão anual das remunerações hoje está efetivamente preservado na legislação – ainda que os governos
    não a efetive.

    “Não tem garantia”, admite gestor

    Questionado sobre que garantias seria possível oferecer aos servidores, do ponto de vista contratual, de que o benefício projetado hoje seria efetivamente
    recebido quando da aposentadoria, considerando o prazo mínimo de dez anos, Edmilson admitiu que essa é também uma incerteza. “Três coisas interferem no
    valor do benefício – o imposto de renda regressivo de 10%, que pode ser que sobreviva ou não, a gente não sabe o que vai acontecer com a legislação; a
    própria rentabilidade, que a gente projetou em 4,5% e hoje está em 5,5% mas pode cair. Nosso cenário pessimista é de 3,5%, e nesse caso a gente põe o investimento
    em CDI ou em qualquer lugar; e o tempo de investimento e usufruto. Mas não tem garantia, porque na previdência complementar o que a gente tem é um trabalho
    para alcançar um objetivo, uma meta estabelecida. Mas a gente não tem como garantir. Até porque na própria simulação a gente coloca que rentabilidade passada
    não é garantia de rentabilidade futura, como em qualquer fundo ou investimento que você faz”.

    Em relação aos servidores que teriam direito ao chamado ‘benefício especial’ ao aderir ao plano (uma parcela extra de proventos calculada sobre o tempo
    em que o trabalhador contribuiu acima do teto do Regime Geral), Edmilson defende que a Lei do Funpresp asseguraria a preservação do poder de compra desta
    parcela. Mas o coordenador do Departamento Jurídico do Sintrajud, César Lignelli, discorda.

    “Não dá para oferecer essa garantia em cima da legislação. Podem ser criadas novas regras de transição como vem acontecendo sistematicamente nas últimas
    reformas da Previdência, em 1998, em 2003, em 2012 e que está prevista agora com a PEC 287. Mas, pior que isso, se o servidor faz a migração para o fundo
    complementar tendo direito à integralidade e paridade, conquistas de quem ingressou no serviço público até 31/12/2003, vai perder esses direitos”, frisa
    o advogado do Sindicato.

    Riscos são muitos, destaca economista

    O assessor econômico do Sintrajud analisa ainda outros três elementos de risco importantes a serem considerados. “A alta rentabilidade obtida provavelmente
    tem a ver com investimentos em fundos públicos na época em que os juros estavam muito altos, o que não há nenhuma certeza de manutenção no futuro”. O portal
    da transparência do site não permite avaliar esse nível de detalhamento dos investimentos feitos pelo Fundo. “Além disso, eles ainda não chegaram ao ponto
    de equilíbrio, estão com baixa adesão e têm despesas fixas que têm que honrar, o que estão conseguindo antecipando receitas, dentro das regras legais,
    mas é um tema a se avaliar cuidadosamente porque com a abertura ao mercado privado que por exemplo a PEC 287 coloca para a previdência complementar dos
    servidores eles provavelmente não vão perder a carteira de cliente, mas dificilmente terão a mesma capacidade expansiva que os grandes bancos. Ou seja,
    a saúde financeira do Fundo não está 100% assegurada no futuro”, ressalta.

    Em outubro do ano passado o jornal ‘O Estado de S.Paulo’ divulgou que cerca de 8 mil trabalhadores ativos e aposentados da Caixa Econômica Federal, da
    Petrobras e dos Correios no Espírito Santo estão tendo que pagar do próprio bolso por rombos que totalizam R$ 41 bilhões gerados por investimentos errados
    ou sob suspeita feitos pelos fundos de pensão vinculados a estas empresas.

    Essa possibilidade está relacionada ao terceiro elemento de risco apontado por Washington Moura. “Se hoje temos uma administração que está fazendo uma
    boa gestão, pensando no interesse dos servidores, ninguém garante que amanhã será assim porque pelo menos metade dos gestores do fundo são nomeados pelos
    governantes de plantão”, aponta.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Jubilando em Seg 05 Fev 2018, 9:11 am

    marco trt8 escreveu:
    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

    O Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região realizaram na segunda-feira, 29 de janeiro, apresentações do modelo de previdência
    complementar oferecido pela Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud). O Diretor de Seguridade
    da Fundação, Edmilson Enedino das Chagas, tentou explicar aos servidores o que seriam os benefícios da adesão ao plano, que até o momento conta com menos
    de 10% dos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União. O que levou a uma maior agressividade dos poderes gestores para que as pessoas
    migrem ao Fundo.

    O Funpresp foi criado ainda na gestão da presidenta Dilma Rousseff para gerir a previdência complementar dos servidores do Judiciário e MPU cujas contribuições
    e benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) estão submetidos ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS),
    R$ 5.645,80 atualmente. Estão sob esta regra todos os servidores que ingressaram a partir de 14/10/2013.

    A adesão ao Fundo não é obrigatória. Mas todos que ingressaram no serviço público depois de 5/11/2015 são obrigados a manifestar expressamente recusa em
    aderir ou a inclusão será feita automaticamente quando da posse.

    Servidores que ingressaram em cargo efetivo entre 1º/01/2004 e 14/10/2013 (cuja aposentadoria atualmente é calculada pela média de 80% das maiores remunerações
    no setor público ou privado) também podem aderir ao Fundo. Assim como quem tomou posse até 31/12/2003, antes da reforma feita no primeiro governo Lula,
    e que ainda tem direito à integralidade e à paridade. O prazo hoje estabelecido para adesão, irrevogável e irretratável, é dia 28 de julho deste ano, após
    a última prorrogação legal.

    Em quaisquer dos casos em que a migração é opcional a diretoria do Sintrajud alerta aos servidores a importância de analisar detalhadamente os riscos e
    consultar especialistas não vinculados ao Fundo, que não tenham interesse em “vender o produto”.

    Entre os maiores riscos do Funpresp-Jud está o fato do regime de contratação ser baseado no modelo de contribuição definida e benefício presumido (ou seja,
    o contratante não tem segurança jurídica de quanto vai receber no futuro).

    “A opção pela migração não é apenas uma questão matemática. Há muitas diferenças entre cada situação individual, e os regimes são absolutamente distintos
    em suas lógicas, sendo que no Funpresp-Jud, em todos os casos, o modelo é o da contribuição definida com benefício futuro dependente da rentabilidade das
    aplicações e possíveis mudanças na legislação. Há portanto uma infinidade de variáveis relacionadas a política, economia, decisões de governo, que são
    tanto mais incertas quanto maior o tempo considerado”, aponta o diretor do Sintrajud e servidor da Justiça do Trabalho Tarcísio Ferreira.

    “E há ainda o fato de que eventual migração, cujo prazo em vigor já é uma prorrogação feita em razão da baixa adesão inicial, tem caráter irrevogável e
    irretratável. Ainda mais com a tentativa do governo Temer de abrir aos bancos privados a previdência complementar dos servidores, por meio da reforma que
    lutamos para barrar neste momento”, completa.

    O Sindicato defende a previdência pública e universal com garantia de integralidade e paridade, e atua para barrar a atual proposta de mudança das regras
    previdenciárias impostas na PEC 287/2016, bem como pela revogação das alterações para pior feitas na legislação da seguridade social desde 1998, durante
    o governo Fernando Henrique Cardoso.
    A direção do sindicato defende a realização de uma nova greve geral
    para impedir a aprovação das novas regras draconianas de aposentadoria – que vão exigir idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de
    25 anos de contribuição no mínimo, chegando a 40 anos para atingir a possibilidade de benefício máximo, e regras iguais às do INSS com taxação de 11% ou
    14% no que exceder o teto, após a aposentadoria.

    O próprio gestor do Funpresp-Jud, que ainda não migrou para a chamada ‘adesão vinculada’ ao fundo complementar e promete só fazê-lo no último dia, admitiu
    em sua fala no TRE que “o governo fez a reforma perfeita para eles, e vem piorando as regras do RPPS e oferecendo a migração”.

    Entre os elementos de incerteza está o fato de que para ter a chance de obter os melhores cenários apresentados pelo gestor seria necessário investir por
    pelo menos dez anos no Fundo, tendo a perspectiva de receber os proventos por pelo menos mais dez anos. No entanto, nenhum servidor tem a garantia de que
    terá condições de assegurar essa combinação de fatores, mais estabilidade econômica, mais segurança jurídica frente à possibilidade de novas reformas previdenciárias,
    mais garantia de boa gestão do Funpresp-Jud por todo esse período.

    Por mais incerto que seja o cenário pintado pelos defensores dos fundos complementares em relação ao endurecimento que os governos vêm fazendo sobre a
    remuneração do funcionalismo, o fato é que o direito à revisão anual das remunerações hoje está efetivamente preservado na legislação – ainda que os governos
    não a efetive.

    “Não tem garantia”, admite gestor

    Questionado sobre que garantias seria possível oferecer aos servidores, do ponto de vista contratual, de que o benefício projetado hoje seria efetivamente
    recebido quando da aposentadoria, considerando o prazo mínimo de dez anos, Edmilson admitiu que essa é também uma incerteza. “Três coisas interferem no
    valor do benefício – o imposto de renda regressivo de 10%, que pode ser que sobreviva ou não, a gente não sabe o que vai acontecer com a legislação; a
    própria rentabilidade, que a gente projetou em 4,5% e hoje está em 5,5% mas pode cair. Nosso cenário pessimista é de 3,5%, e nesse caso a gente põe o investimento
    em CDI ou em qualquer lugar; e o tempo de investimento e usufruto. Mas não tem garantia, porque na previdência complementar o que a gente tem é um trabalho
    para alcançar um objetivo, uma meta estabelecida. Mas a gente não tem como garantir. Até porque na própria simulação a gente coloca que rentabilidade passada
    não é garantia de rentabilidade futura, como em qualquer fundo ou investimento que você faz”.

    Em relação aos servidores que teriam direito ao chamado ‘benefício especial’ ao aderir ao plano (uma parcela extra de proventos calculada sobre o tempo
    em que o trabalhador contribuiu acima do teto do Regime Geral), Edmilson defende que a Lei do Funpresp asseguraria a preservação do poder de compra desta
    parcela. Mas o coordenador do Departamento Jurídico do Sintrajud, César Lignelli, discorda.

    “Não dá para oferecer essa garantia em cima da legislação. Podem ser criadas novas regras de transição como vem acontecendo sistematicamente nas últimas
    reformas da Previdência, em 1998, em 2003, em 2012 e que está prevista agora com a PEC 287. Mas, pior que isso, se o servidor faz a migração para o fundo
    complementar tendo direito à integralidade e paridade, conquistas de quem ingressou no serviço público até 31/12/2003, vai perder esses direitos”, frisa
    o advogado do Sindicato.

    Riscos são muitos, destaca economista

    O assessor econômico do Sintrajud analisa ainda outros três elementos de risco importantes a serem considerados. “A alta rentabilidade obtida provavelmente
    tem a ver com investimentos em fundos públicos na época em que os juros estavam muito altos, o que não há nenhuma certeza de manutenção no futuro”. O portal
    da transparência do site não permite avaliar esse nível de detalhamento dos investimentos feitos pelo Fundo. “Além disso, eles ainda não chegaram ao ponto
    de equilíbrio, estão com baixa adesão e têm despesas fixas que têm que honrar, o que estão conseguindo antecipando receitas, dentro das regras legais,
    mas é um tema a se avaliar cuidadosamente porque com a abertura ao mercado privado que por exemplo a PEC 287 coloca para a previdência complementar dos
    servidores eles provavelmente não vão perder a carteira de cliente, mas dificilmente terão a mesma capacidade expansiva que os grandes bancos. Ou seja,
    a saúde financeira do Fundo não está 100% assegurada no futuro”, ressalta.

    Em outubro do ano passado o jornal ‘O Estado de S.Paulo’ divulgou que cerca de 8 mil trabalhadores ativos e aposentados da Caixa Econômica Federal, da
    Petrobras e dos Correios no Espírito Santo estão tendo que pagar do próprio bolso por rombos que totalizam R$ 41 bilhões gerados por investimentos errados
    ou sob suspeita feitos pelos fundos de pensão vinculados a estas empresas.

    Essa possibilidade está relacionada ao terceiro elemento de risco apontado por Washington Moura. “Se hoje temos uma administração que está fazendo uma
    boa gestão, pensando no interesse dos servidores, ninguém garante que amanhã será assim porque pelo menos metade dos gestores do fundo são nomeados pelos
    governantes de plantão”, aponta.

    É o que já falei algumas vezes: sem garantias.
    Capemi, GBOEX, Correios, etc etc...
    Se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come?
    Infelizmente isso aqui não é um país de verdade.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 05 Fev 2018, 10:01 am

    marco trt8 escreveu:
    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

    (....) a diretoria do Sintrajud alerta aos servidores a importância de(...)


    Pena que contaminação ideológica esquerdista ainda não saiu dos sindicatos/associações...

    Vemos um longo texto, para simplesmente dizer que melhor seria ter deixar tudo como estava.
    Mas a realidade é:
    1) A mudança já ocorreu.
    2) O regime antigo (anterior a 2013) está em extinção, pois não há novos entrantes.
    3) Quem ficou no regime antigo vai pagar mais e ganhar mais que todos, e isso vai ser constantemente exposto, e, nem sempre com o mesmo destaque para cada fato.
    4) Há incertezas no Funpresp, mas infelizmente o texto não destacou que no modelo anterior há sim "baixa segurança", pois o governo por ir lá e mudar as leis e regras.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Seg 05 Fev 2018, 10:32 am

    euvoltei escreveu:
    marco trt8 escreveu:
    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

    (....) a diretoria do Sintrajud alerta aos servidores a importância de(...)


    Pena que contaminação ideológica esquerdista ainda não saiu dos sindicatos/associações...

    Vemos um longo texto, para simplesmente dizer que melhor seria ter deixar tudo como estava.
    Mas a realidade é:
    1) A mudança já ocorreu.
    2) O regime antigo (anterior a 2013) está em extinção, pois não há novos entrantes.
    3) Quem ficou no regime antigo vai pagar mais e ganhar mais que todos, e isso vai ser constantemente exposto, e, nem sempre com o mesmo destaque para cada fato.
    4) Há incertezas no Funpresp, mas infelizmente o texto não destacou que no modelo anterior há sim "baixa segurança", pois o governo por ir lá e mudar as leis e regras.

    Então vai lá e se filia ao Funpresp, campeão. Boa sorte Very Happy
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 05 Fev 2018, 10:45 am

    pernalonga escreveu:
    euvoltei escreveu:
    marco trt8 escreveu:
    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

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    Pena que contaminação ideológica esquerdista ainda não saiu dos sindicatos/associações...

    Vemos um longo texto, para simplesmente dizer que melhor seria ter deixar tudo como estava.
    Mas a realidade é:
    1) A mudança já ocorreu.
    2) O regime antigo (anterior a 2013) está em extinção, pois não há novos entrantes.
    3) Quem ficou no regime antigo vai pagar mais e ganhar mais que todos, e isso vai ser constantemente exposto, e, nem sempre com o mesmo destaque para cada fato.
    4) Há incertezas no Funpresp, mas infelizmente o texto não destacou que no modelo anterior há sim "baixa segurança", pois o governo por ir lá e mudar as leis e regras.

    Então vai lá e se filia ao Funpresp, campeão. Boa sorte Very Happy

    Já migrei e já me filiei, não por crença absoluta nos fundamentos do do Funpresp-JUD, mas, principalmente, por descrença total com o modelo em extinção...

    Minha opinião vai ao sentido desse artigo:
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Seg 05 Fev 2018, 1:19 pm

    euvoltei escreveu:
    pernalonga escreveu:
    euvoltei escreveu:
    marco trt8 escreveu:
    Regras do Funpresp-Jud oferecem baixa segurança
    Sindicato orienta análise cautelosa, especializada e desinteressada dos riscos para evitar perdas aos trabalhadores no futuro; Apresentações realizadas
    no TRT e TRE não afastaram dúvidas de servidores.
    Luciana Araujo

    (....) a diretoria do Sintrajud alerta aos servidores a importância de(...)


    Pena que contaminação ideológica esquerdista ainda não saiu dos sindicatos/associações...

    Vemos um longo texto, para simplesmente dizer que melhor seria ter deixar tudo como estava.
    Mas a realidade é:
    1) A mudança já ocorreu.
    2) O regime antigo (anterior a 2013) está em extinção, pois não há novos entrantes.
    3) Quem ficou no regime antigo vai pagar mais e ganhar mais que todos, e isso vai ser constantemente exposto, e, nem sempre com o mesmo destaque para cada fato.
    4) Há incertezas no Funpresp, mas infelizmente o texto não destacou que no modelo anterior há sim "baixa segurança", pois o governo por ir lá e mudar as leis e regras.

    Então vai lá e se filia ao Funpresp, campeão. Boa sorte Very Happy

    Já migrei e já me filiei, não por crença absoluta nos fundamentos do do Funpresp-JUD, mas, principalmente, por descrença total com o modelo em extinção...

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    Quem me dera, se há 30 anos pudesse optar pelo FUNPRESP, não pensaria duas vezes. Hoje, com cálculos aproximados, teria mais de 7 milhas na minha conta. Compraria meu motorhome e sumiria do mapa.

    Como não tenho essa opção vou morrer abraçado ao RPPS, já passei pela CR de 1988, a reforma do FHC 1998, do Lula 2003, da Dilma 2012, a do Temer 2018 não vai rolar, mas em 2019, seja quem for, vai ferrar todo mundo. Seja feliz no FUNPRESP, não dê ouvidos aos pessimistas.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por The Punisher em Seg 05 Fev 2018, 1:54 pm

    Tem que ser muito, MUITO inocente pra achar que o governo não meterá a mão na cumbuca do funpresp ...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Seg 05 Fev 2018, 2:34 pm

    The Punisher escreveu:Tem que ser muito, MUITO inocente pra achar que o governo não meterá a mão na cumbuca do funpresp ...

    No Brasil o governo pode meter a mão em tudo. Já meteu a mão até na poupança do povo, no governo do Collor. A questão é ponderar os riscos e benefícios.

    No caso específico, da possibilidade de "meter a mão", o RPPS (que já faz parte do orçamento da seguridade social, e com a DRU pode inclusive fazer parte do orçamento fiscal numa eventualidade rara de superávit) corre muito mais risco do que o Funpresp (que no nosso caso nem tem indicação política por parte do Executivo/Legislativo).
    De todo modo, já defendi aqui que não me sinto "seguro" com o Funpresp. Mas tampouco me sinto seguro confiando em aposentadoria "integral" do RPPS. Aliás, nem mesmo fora do serviço público você pode se sentir "seguro". Tudo envolve riscos, e cabe a cada um ponderar, no seu caso particular, qual a alternativa mais vantajosa e menos "insegura".
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Seg 05 Fev 2018, 3:05 pm

    Eu só não me filiei ao Funpresp por conta das regras imanentes a um possível invalidez permanente devido a acidente de trabalho. Nesse aspecto o RPPS é melhor e igualmente, nesse particular, quanto mais tempo falta para se aposentar pior é está no funpresp, pois maiores os riscos de voce se acidentar e ficar ver navios. Para mim que sou OJ esse risco é considerável.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 05 Fev 2018, 3:17 pm

    androsvilazza escreveu:(...) Tudo envolve riscos, e cabe a cada um ponderar, no seu caso particular, qual a alternativa mais vantajosa e menos "insegura".

    Afirmo que tremi e tive sudorese em cada passo, pegar o fórmulario, preencher, assinar, digitalizar e por fim enviar,... Não é coisa que se decide todo dia...

    Passado uns dias, fiquei imensamente confortável, assisti na TV as confusões sobre déficit da previdência bem mais sossegado, vi que ao cidadão comum é reservado o teto e olhe lá (quase inatingível para iniciativa privada). Serei visto não como um privilegiado em extinção, mas sim como um qualquer... Ainda assim terei vantagens, pois terei teto + benefício especial + Funpresp...

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Seg 05 Fev 2018, 3:31 pm

    MConcursos escreveu:Eu só não me filiei ao Funpresp por conta das regras imanentes a um possível invalidez permanente devido a acidente de trabalho. Nesse aspecto o RPPS é melhor e igualmente, nesse particular, quanto mais tempo falta para se aposentar pior é está no funpresp, pois maiores os riscos de voce se acidentar e ficar ver navios. Para mim que sou OJ esse risco é considerável.

    Concordo! Para o seu caso (risco decorrente das atividades normais do trabalho), as regras do RPPS cobrem melhor, em relação à parcela que excede o teto.
    Pra quem está na mesma situação e, ainda assim, resolver optar pelo RPC/Funpresp (e pra quem não tem outra opção, por ter entrado após 2013), é bom considerar a contratação de um seguro de vida, pelo menos até a composição de uma boa reserva pessoal, para cobrir essa eventualidade.

    Já em relação à aposentadoria por invalidez "comum" (não decorrente de acidente de trabalho), vale lembrar que ambos os regimes são pouco benéficos.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Seg 05 Fev 2018, 7:46 pm

    The Punisher escreveu:Tem que ser muito, MUITO inocente pra achar que o governo não meterá a mão na cumbuca do funpresp ...

    Lá na frente o povo vai dizer: déjà vu!

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Seg 05 Fev 2018, 8:25 pm

    Galizezin escreveu:
    The Punisher escreveu:Tem que ser muito, MUITO inocente pra achar que o governo não meterá a mão na cumbuca do funpresp ...

    Lá na frente o povo vai dizer: déjà vu!

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    A questão ainda é muito interessante, para quem não entendeu como a coisa funciona.

    Fundos privados antigos funcionavam com benefício definido, ao passo que os novos funcionam com contribuição definida.

    De maneira bem grosseira, mas nem tanto, podemos dizer que os que estão no regime e entraram até 2003 são benefício definido, os que entraram pós-2013 são contribuição definida e os de média aritmética seriam um tipo "misto".

    Pegando a FUNCEF, que é um belíssimo exemplo, não são todos os funcionários que terão que realizar aportes, apenas aqueles que estão fundamentados em benefício definido. Sim, os demais, empregados novos, têm o reflexo na aposentadoria por meio da menor rentabilidade dos fundos, mas sabem que estão nesta situação. No pior caso, pelo menos tem alguma ferramenta para saber a situação em que estão.
    Por outro lado, os funcionários antigos "socializam" o prejuízo com todos os empregados (posto que afeta o resultado), e até mesmo com o Brasil, já que a CEF é patrimônio público e menores lucros representam menos dividendos, e até mesmo necessidade de aportes do tesouro.

    O grande problema do Funpresp, para uma preocupação sincera, é a questão da cobertura dos custos, especialmente com uma forte redução de ingressos nos próximos anos e a perspectiva de reajustes abaixo da inflação. Com isto, quase ninguém entra, e os que estão pagam cada vez menos, tornando o plano proporcionalmente mais oneroso e necessitando de uma boa gestão. É isto, simples assim.

    Existem problemas no Brasil bem mais sérios do que a corrupção. Vários e vários casos de Estado caro e pouco eficiente não significa necessariamente corrupto, mas simplesmente, aquele que não segue princípios de bom senso.

    Fora isto, dentre alguns cenários, o Funpresp pode ser um pássaro na mão. Ninguém garante que lá na frente a União aplicará uma correção justa, ou mesmo que não fará cortes nos benefícios. Neste caso, a previdência complementar é pelo menos uma forma de diversificação: dividir os ovos entre cestas para garantir que pelo menos nalguma tenha o que se comer.
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    euvoltei
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 05 Fev 2018, 9:42 pm

    Galizezin escreveu:
    The Punisher escreveu:Tem que ser muito, MUITO inocente pra achar que o governo não meterá a mão na cumbuca do funpresp ...

    Lá na frente o povo vai dizer: déjà vu!

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    Tentar ele até pode...
    Mas, e o dinheiro do RPPS que é seu, que o governo desconta de você e em troca ele apenas promete lhe devolverá?!? .
    Além disso, você hoje sabe que ele está gastando todo esse dinheiro e não está guardando nada, mas você acredita na palavra do governo de hoje, e acredita que terá um governo no futuro que vai cumprir essa promessa cegamente e vai tirar dinheiro de outros lugares para lhe pagar..
    Olha,nem estou imaginando um Deja Vu, não... Só estou falando o que acontece hoje...

    Na minha opinião, só não deve migrar quem já está próximo de aposentar (+ou- uns 10 anos)...
    Agora, quem entrou por último no RPPS sem limites, tem que pensar bem, porque quando chegar a hora de se aposentar, talvez o ja esteja pesado demais para carregar todos...

    Fico mesmo imaginando a situação de quem era muito novo(por volta de 20 anos) e tomou posse nos últimos dias da regra em extinção (antes de. 2013)... E, que vai ser o último a pedir aposentadoria com esse direito (sem limite de teto).. Isso daqui uns 40 anos... Olha, a vida desse cidadão talvez não seja fácil.. Todos os olhos contra ele.. Ele sendo o Antigão sem limites, em extinção, "privilegiado "... E as contas públicas nessa época?!? Isso com a pirâmide etária já invertida, muitos idosos e poucos jovens ... Fico imaginando...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Seg 05 Fev 2018, 10:59 pm

    Não chegará até lá.

    Mas ouço vozes, defendendo justiça, a bradar: "privilégios adquiridos, incorporadão, miserável, improdutivo, merece morrer (se não o fizerem), etc"

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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