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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    AM2015
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por AM2015 em Qui 08 Fev 2018, 9:35 am

    e a minha dúvida? Me ajude aí



    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:REGRAS DE TRANSIÇÃO

    Abrangem todos os servidores que tiverem ingressado até a data da publicação da Emenda, caso aprovada. Logo após a reforma, valem os mesmos requisitos mínimos de hoje: 60/55 anos de idade, e 35/30 anos de contribuição (homem/mulher, respectivamente), acrescido o tempo de contribuição em 30% do que faltaria, na data de publicação da Emenda, para atingir o mínimo.

    Além disto, a partir de 31/12/2019, os limites mínimos de idade passam a ser 61/56; a partir de 31/12/2021, passam a ser 62/57; e assim, de 2 em 2 anos, sobem um ano, até que em 31/12/2027 sejam de 65/60, e em 2031 sejam de 65/62.



    Dúvida: na Emenda, Art. segundo, (pág 15 do pdf) está sendo exigido:


    Art. 2º Ressalvado o disposto no art. 3º e o direito de opção à
    aposentadoria pelas normas estabelecidas no art. 40 da Constituição, o
    servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas
    suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público até a
    data da publicação desta Emenda poderá aposentar-se quando preencher,
    cumulativamente, as seguintes condições:

    I - cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, e sessenta anos de idade, se homem, observado o disposto no § 1º;

    II - trinta anos de contribuição, se mulher, e trinta e cinco anos de contribuição, se homem;

    III - vinte anos de efetivo exercício no serviço público;

    IV - cinco anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria; e

    V - período adicional de contribuição equivalente a 30% (trinta por cento) do tempo que, na data de publicação desta Emenda, faltaria para
    atingir o tempo de contribuição previsto no inciso II

    É isso mesmo, não são mais 10 anos?

    Isso, 20 anos pra se encaixar na regra de transição.. Quem não tiver este tempo de serviço público ficaria fora da regra de transição, e dentro das regras normais (para as quais o tempo mínimo no serviço público permanece em dez anos).
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 08 Fev 2018, 9:42 am

    AM2015 escreveu:e a minha dúvida? Me ajude aí



    Ficou na página anterior, dá uma olhada lá.
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    AM2015
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por AM2015 em Qui 08 Fev 2018, 9:46 am

    Valeu colega!!!



    androsvilazza escreveu:
    AM2015 escreveu:e a minha dúvida? Me ajude aí



    Ficou na página anterior, dá uma olhada lá.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 08 Fev 2018, 9:49 am

    euvoltei escreveu:Eunício diz que, 'se não for agora', reforma da Previdência pode ficar para novembro
    Presidente do Senado recebeu jornalistas para um café da manhã. Governo quer aprovar a reforma ainda em fevereiro, mas senador fala em prazo apertado.

    , 'se não for agora', reforma da Previdência pode ficar para novembro
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    É o mais provável mesmo. Quem tiver sido reeleito poderá votar, sem medo de perder a eleição (até a próxima os críticos da reforma já esqueceram). E quem tiver perdido a eleição estará pouco se lixando para aprovação popular a essa altura. Estarão mais preocupados em garantir a boa vontade dos recém-eleitos, a fim de assegurar um cargo comissionado no próximo mandato.

    Por outro lado, essa declaração do presidente do Senado joga uma pá de cal sobre as chances de votação antes da eleição. Qual deputado vai querer votar agora, "botar o seu na reta", sabendo que provavelmente o presidente do Senado vai engavetar a proposta até depois das eleições? O próprio Eunício é um dos que precisam se reeleger este ano: estão às voltas com processos na justiça, mandato terminando e precisam garantir a manutenção do foro privilegiado.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qui 08 Fev 2018, 10:15 am

    Oziris escreveu:O governo dá calote ao cidadão desde sempre! Nesses últimos meses então! Nem se fale:

    - Calote na gasolina, jogando ela a 5,00 o litro em algumas cidades: não deixa o pobre andar de carro.

    - Calote na energia: aumento expressivo da conta de luz: várias famílias devendo conta de luz pois não conseguem pagar estando desempregados.

    - Calote no IR: a simples não correção da tabela nada mais é do que uma espécie de "apropriação indébita" do nosso dinheiro pelo governo.

    - Calote na justiça: fazendo com que o trabalhador desempregado seja inscrito na dívida ativa por não conseguir pagar custas e sucumbência em processos trabalhistas.

    E por ai vai...

    Por essas e outras injustiças, como a tosca reforma da previdência, o senhor Temeroso irá fazer nova visita ao urologista em breve. Escrevão, quem viver verá!


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Qui 08 Fev 2018, 11:40 am

    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:REGRAS DE TRANSIÇÃO

    (...) poderá aposentar-se quando preencher,
    cumulativamente, as seguintes condições:

    I - cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, e sessenta anos de idade, se homem, observado o disposto no § 1º;

    II - trinta anos de contribuição, se mulher, e trinta e cinco anos de contribuição, se homem;

    III - vinte anos de efetivo exercício no serviço público;

    IV - cinco anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria; e

    V - período adicional de contribuição equivalente a 30% (trinta por cento) do tempo que, na data de publicação desta Emenda, faltaria para
    atingir o tempo de contribuição previsto no inciso II

    É isso mesmo, não são mais 10 anos?[/b]

    Isso, 20 anos pra se encaixar na regra de transição.. Quem não tiver este tempo de serviço público ficaria fora da regra de transição, e dentro das regras normais (para as quais o tempo mínimo no serviço público permanece em dez anos).

    Passando ao caso concreto:

    Servidora em 2023 com 55 anos de idade e 30 de contribuição (sendo 13 de serviço público) - aposentaria pelas regras atuais

    Com a emenda, poderia se aposentar:

    Aos 62 anos (dez/2029)
    Aos 58 anos (dez/2025) quando encontra a tabela
    2019 55
    2020 56
    2021 56
    2022 57
    2023 57
    2024 58
    2025 58

    Com + 30% do que falta - 2025
    20 anos de Serviço Público - 2030

    ?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Qui 08 Fev 2018, 11:41 am

    Em novembro não aprovam nada. Clima de fim de feira, além do que, dependo de quem seja eleito, tará a desaprovação do novo chefe.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 08 Fev 2018, 12:50 pm

    MConcursos escreveu:Em novembro não aprovam nada. Clima de fim de feira, além do que, dependo de quem seja eleito, tará a desaprovação do novo chefe.


    Depende de quem for no novo chefe, FHC aprovou em dezembro de 1998, após reeleição em 1º turno e a maior crise cambial/fiscal da história recente do Brasil.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 08 Fev 2018, 12:51 pm

    Solange4 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:REGRAS DE TRANSIÇÃO

    (...) poderá aposentar-se quando preencher,
    cumulativamente, as seguintes condições:

    I - cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, e sessenta anos de idade, se homem, observado o disposto no § 1º;

    II - trinta anos de contribuição, se mulher, e trinta e cinco anos de contribuição, se homem;

    III - vinte anos de efetivo exercício no serviço público;

    IV - cinco anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria; e

    V - período adicional de contribuição equivalente a 30% (trinta por cento) do tempo que, na data de publicação desta Emenda, faltaria para
    atingir o tempo de contribuição previsto no inciso II

    É isso mesmo, não são mais 10 anos?[/b]

    Isso, 20 anos pra se encaixar na regra de transição.. Quem não tiver este tempo de serviço público ficaria fora da regra de transição, e dentro das regras normais (para as quais o tempo mínimo no serviço público permanece em dez anos).

    Passando ao caso concreto:

    Servidora em 2023 com 55 anos de idade e 30 de contribuição (sendo 13 de serviço público) - aposentaria pelas regras atuais

    Com a emenda, poderia se aposentar:

    Aos 62 anos (dez/2029)
    Aos 58 anos (dez/2025) quando encontra a tabela
    2019 55
    2020 56
    2021 56
    2022 57
    2023 57
    2024 58
    2025 58

    Com + 30% do que falta  - 2025
    20 anos de Serviço Público - 2030

    ?

    Acho que os cálculos são esses, sim.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 08 Fev 2018, 1:01 pm

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:Eunício diz que, 'se não for agora', reforma da Previdência pode ficar para novembro
    Presidente do Senado recebeu jornalistas para um café da manhã. Governo quer aprovar a reforma ainda em fevereiro, mas senador fala em prazo apertado.

    , 'se não for agora', reforma da Previdência pode ficar para novembro
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    É o mais provável mesmo. Quem tiver sido reeleito poderá votar, sem medo de perder a eleição (até a próxima os críticos da reforma já esqueceram). E quem tiver perdido a eleição estará pouco se lixando para aprovação popular a essa altura. Estarão mais preocupados em garantir a boa vontade dos recém-eleitos, a fim de assegurar um cargo comissionado no próximo mandato.

    Por outro lado, essa declaração do presidente do Senado joga uma pá de cal sobre as chances de votação antes da eleição. Qual deputado vai querer votar agora, "botar o seu na reta", sabendo que provavelmente o presidente do Senado vai engavetar a proposta até depois das eleições? O próprio Eunício é um dos que precisam se reeleger este ano: estão às voltas com processos na justiça, mandato terminando e precisam garantir a manutenção do foro privilegiado.

    like like like

    Também acho isso, os analistas falam em baixa renovação na Câmara, 40% no máximo. No Senado é pior, serão votados 2/3 e acho que poucos voltarão, sendo facilmente cooptados pelos "Tubarões do Mercado".

    Essa eleição de outubro será a mais importante desde 1989, o foco deve ser o Legislativo Federal, pois já foi demonstrado que a chantagem e a canalhice dos parlamentares podem impedir o segmento democrático.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Qui 08 Fev 2018, 1:56 pm

    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:

    Passando ao caso concreto:

    Servidora em 2023 com 55 anos de idade e 30 de contribuição (sendo 13 de serviço público) - aposentaria pelas regras atuais

    Com a emenda, poderia se aposentar:

    Aos 62 anos (dez/2029)
    Aos 58 anos (dez/2025) quando encontra a tabela
    2019 55
    2020 56
    2021 56
    2022 57
    2023 57
    2024 58
    2025 58

    Com + 30% do que falta  - 2025
    20 anos de Serviço Público - 2030

    ?

    Acho que os cálculos são esses, sim.

    Mas qual das opções vale? 2025 ou 2029?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 08 Fev 2018, 2:06 pm

    Solange4 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:

    Passando ao caso concreto:

    Servidora em 2023 com 55 anos de idade e 30 de contribuição (sendo 13 de serviço público) - aposentaria pelas regras atuais

    Com a emenda, poderia se aposentar:

    Aos 62 anos (dez/2029)
    Aos 58 anos (dez/2025) quando encontra a tabela
    2019 55
    2020 56
    2021 56
    2022 57
    2023 57
    2024 58
    2025 58

    Com + 30% do que falta  - 2025
    20 anos de Serviço Público - 2030

    ?

    Acho que os cálculos são esses, sim.

    Mas qual das opções vale? 2025 ou 2029?

    2025, porque aí já cumpriu os requisitos da transição. Obviamente, pode optar por se aposentar mais tarde, aumentando o valor dos proventos. No caso, em 2033 teria direito a 100% da média.
    Acredito que, após a reforma (caso seja este mesmo o texto aprovado), o órgão (ou o governo) disponibilize algum sistema para que cada um tenha acesso a seus cálculos, tanto de idade mínima para aposentadoria, quanto de tempo mínimo de contribuição, incluído o pedágio.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 16 Fev 2018, 8:02 am

    INTERVENÇÃO FEDERAL no Estado do Rio de Janeiro pode interromper a tramitação de PEC(Art. 60, parágrafo 1º, CR/88)?

    Há uma dúvida sobre a interpretação do texto constitucional, segundo os governistas pode tramitar, sem ser promulgada. De qualquer modo vale a interpelação ao STF, o que paralisa parcialmente a votação.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Sex 16 Fev 2018, 8:44 am

    ale1969 escreveu:INTERVENÇÃO FEDERAL no Estado do Rio de Janeiro pode interromper a tramitação de PEC(Art. 60, parágrafo 1º, CR/88)?

    Há uma dúvida sobre a interpretação do texto constitucional, segundo os governistas pode tramitar, sem ser promulgada. De qualquer modo vale a interpelação ao STF, o que paralisa parcialmente a votação.

    Regra tostines...

    Em tese, o governo vai lançar mão da intervenção como um argumento para alegar impossibilidade de aprovar a reforma da previdência.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 9:19 am

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:INTERVENÇÃO FEDERAL no Estado do Rio de Janeiro pode interromper a tramitação de PEC(Art. 60, parágrafo 1º, CR/88)?

    Há uma dúvida sobre a interpretação do texto constitucional, segundo os governistas pode tramitar, sem ser promulgada. De qualquer modo vale a interpelação ao STF, o que paralisa parcialmente a votação.

    Regra tostines...

    Em tese, o governo vai lançar mão da intervenção como um argumento  para alegar impossibilidade de aprovar a reforma da previdência.

    Pois é... Melhor que assumir a derrota. A discussão da reforma, em tese, deve continuar. Mas duvido que continue. Não faz sentido, para os deputados governistas, assumir a tribuna da Câmara para defender uma reforma (impopular) que nem mesmo poderá ser aprovada. E não faz sentido, para o presidente da Câmara (que apoia a reforma), colocá-la em debate só pra levar paulada da oposição.

    De todo modo, acredito que, para o governo, essa possibilidade (de jogar a "culpa" sobre a intervenção federal) seja um bônus, não o objetivo principal.
    Intervenção federal é um assunto muito sério, e a situação da segurança pública no RJ é sabidamente precária.
    Acredito que o governo esteja apostando no sucesso da intervenção até o final do ano, e aí, quem sabe, consiga aprovar a reforma após o final da intervenção.

    Ou simplesmente jogaram a toalha.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 16 Fev 2018, 9:54 am

    Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 10:52 am

    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 16 Fev 2018, 11:43 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Sex 16 Fev 2018, 12:00 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?  

    Exatamente. Bem onde os maiores consumidores estão. Pois quem leva bala nas costas não tem grana pra sustentar o "hábito".

    Quem sabe daqui uns 200 anos o Brasil aprenda com o Uruguai, Portugal, alguns estados dos Estados Unidos (sim o EUA, o sonho de consumo do neoliberal-conservador).

    Só paíszinho com mentalidade atrasada pra ficar mordendo o próprio rabo nessa guerra ao tráfico (leia-se, guerra ao pobretinho que passa umas gramas pra "sociedade", enquanto o grande financiador fica em paz. Só lembrar do Gustavo Fring do Breaking Bad, um grande espelho da realidade).
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 12:11 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?  

    Cara, muita viagem mesmo! Quem apareceu em vídeo dando tiro a esmo foi traficante fantasiado de "bate-bolas", não militar fardado do Exército. Aliás, a maior parte dos "tiros a esmo" ocorre nas trocas de tiros entre traficantes, já que a polícia sequer tem condições de intervir. Duvido muito que os moradores das "comunidades" acreditem que a situação vá piorar com a intervenção federal.
    Mania essa da esquerda caviar , de achar que sabe o que é melhor pros "pobres", enquanto passa longe deles... É fácil dizer que a polícia e o Exército não resolvem, que vão "matar inocentes", propor soluções cor-de-rosa do alto de seus apartamentos seguros, em condomínios de luxo, enquanto a população morre de medo de sair nas ruas.

    E a intervenção não passa, necessariamente, pela invasão de favelas, ou utilização do Exército no policiamento ostensivo. Se fosse essa a intenção, bastava manter as operações de GLO, como vinham fazendo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 12:14 pm

    Quanto à reforma da Previdência, o governo decidiu assumir o teatrinho de que "quando tiverem os votos necessários, e a critério da Câmara e do Senado, resolverem colocar pra votação, a intervenção federal no RJ será suspensa"... Discurso pra "acalmar os mercados", e fingir que não jogaram a toalha.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Sex 16 Fev 2018, 12:30 pm

    De onde vem o poder do tráfico? Do dinheiro.
    O dinheiro vem da onde? Do comércio.
    Que comércio é esse que um traficante desempenha melhor que qualquer empresa? O comércio de substância ilícitas
    Quem torna essa substância ilícita? O estado.
    Porque? Porque diz que tais substância fazem mal.

    Então o estado, proíbe substâncias porque fazem mal, e ao fim, essa proibição dá dinheiro ao tráfico que faz mal, através da violência à toda sociedade.

    Ou seja, qual mal mais danoso? Das substâncias ditas ilícitas ou do poder do tráfico?


    Por ora, a sociedade está entendendo que as substâncias ilícitas é mais danoso, vamos ver até quando..... segue o jogo
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Sex 16 Fev 2018, 12:40 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?  

    A preocupação é legítima. Mas a missão do Estado, dentre várias, é garantir a ordem e a segurança, no que o governo do Rio de Janeiro está claramente falhando.

    Pode ser que a intervenção federal não seja exitosa, mas alguma medida tinha de ser tomada.

    Aos críticos, acho que seria melhor esperar o interventor federal traçar o planejamento operacional e dar inicio à execução, para no curso da ação apontar os erros e sugerir alterações, porque a oposição pura e simples a uma iniciativa cujo objetivo é a preservação de direitos fundamentais me parece um desrespeito aos cidadãos cariocas e fluminenses.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 12:41 pm

    euvoltei escreveu:De onde vem o poder do tráfico? Do dinheiro.
    O dinheiro vem da onde? Do comércio.
    Que comércio é esse que um traficante desempenha melhor que qualquer empresa? O comércio de substância ilícitas
    Quem torna essa substância ilícita? O estado.
    Porque? Porque diz que tais substância fazem mal.

    Então o estado, proíbe substâncias porque fazem mal, e ao fim, essa proibição dá dinheiro ao tráfico que faz mal, através da violência à toda sociedade.

    Ou seja, qual mal mais danoso? Das substâncias ditas ilícitas ou do poder do tráfico?


    Por ora, a sociedade está entendendo que as substâncias ilícitas é mais danoso, vamos ver até quando..... segue o jogo

    Cara, essa discussão de tráfico já está, há muito tempo, ultrapassada. O crime organizado, especialmente no RJ, já não depende do tráfico pra sua subsistência. Muito se ilude quem acha que, acabando com o tráfico (por meio da legalização ou repressão), se acabaria com o crime organizado.

    O tráfico de entorpecentes é só um dos braços do polvo que se tornou o crime organizado. Os tentáculos já se espalharam para assaltos, extorsão a comerciantes e moradores (venda de "proteção"), venda de unidades "confiscadas" do Minha Casa Minha Vida, falsificação de documentos, roubo de cargas, explosão de caixas eletrônicos, roubo e desmanche de carros, assassinatos a mando etc etc...

    Se liberarem as drogas (ou se conseguissem o "milagre" de fechar as fronteiras) e acabarem com o tráfico, só sairá prejudicado o pequeno traficante, cuja única atividade seja o tráfico. E mesmo este logo logo se voltará a outra atividade, igualmente ilícita. Já os que hoje são chefões do tráfico (e do crime organizado), continuarão explorando, normalmente, seus outros "ramos de atividade". Perde-se uma atividade, aumenta-se a exploração em outras áreas.

    Repito: só o combate ao tráfico de drogas não resolve. Nem proibindo, nem liberando de vez.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 12:43 pm

    Protocol escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?  

    A preocupação é legítima. Mas a missão do Estado, dentre várias, é garantir a ordem e a segurança, no que o governo do Rio de Janeiro está claramente falhando.

    Pode ser que a intervenção federal não seja exitosa, mas alguma medida tinha de ser tomada.

    Aos críticos, acho que seria melhor esperar o interventor federal traçar o planejamento operacional e dar inicio à execução, para no curso da ação apontar os erros e sugerir alterações, porque a oposição pura e simples a uma iniciativa cujo objetivo é a preservação de direitos fundamentais me parece um desrespeito aos cidadãos cariocas e fluminenses.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Sex 16 Fev 2018, 12:55 pm

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:De onde vem o poder do tráfico? Do dinheiro.
    O dinheiro vem da onde? Do comércio.
    Que comércio é esse que um traficante desempenha melhor que qualquer empresa? O comércio de substância ilícitas
    Quem torna essa substância ilícita? O estado.
    Porque? Porque diz que tais substância fazem mal.

    Então o estado, proíbe substâncias porque fazem mal, e ao fim, essa proibição dá dinheiro ao tráfico que faz mal, através da violência à toda sociedade.

    Ou seja, qual mal mais danoso? Das substâncias ditas ilícitas ou do poder do tráfico?


    Por ora, a sociedade está entendendo que as substâncias ilícitas é mais danoso, vamos ver até quando..... segue o jogo

    Cara, essa discussão de tráfico já está, há muito tempo, ultrapassada. O crime organizado, especialmente no RJ, já não depende do tráfico pra sua subsistência. Muito se ilude quem acha que, acabando com o tráfico (por meio da legalização ou repressão), se acabaria com o crime organizado.

    O tráfico de entorpecentes é só um dos braços do polvo que se tornou o crime organizado. Os tentáculos já se espalharam para assaltos, extorsão a comerciantes e moradores (venda de "proteção"), venda de unidades "confiscadas" do Minha Casa Minha Vida, falsificação de documentos, roubo de cargas, explosão de caixas eletrônicos, roubo e desmanche de carros, assassinatos a mando etc etc...

    Se liberarem as drogas (ou se conseguissem o "milagre" de fechar as fronteiras) e acabarem com o tráfico, só sairá prejudicado o pequeno traficante, cuja única atividade seja o tráfico. E mesmo este logo logo se voltará a outra atividade, igualmente ilícita. Já os que hoje são chefões do tráfico (e do crime organizado), continuarão explorando, normalmente, seus outros "ramos de atividade". Perde-se uma atividade, aumenta-se a exploração em outras áreas.

    Repito: só o combate ao tráfico de drogas não resolve. Nem proibindo, nem liberando de vez.

    No RJ o tráfico é um grande lado do crime...

    Mas o caos, que há no RJ e não há em praticamente lugar nenhum do Brasil vem da ocupação inadequada, irregular, desordenada, inacessível, ilegal do solo(morros)
    ...
    Inadequado: morro não é lugar de morar, deveria ser sim local de preservação ambiental.
    Desordenada: Não há, planejamento, limites, ordem alguma na ocupação do solo.
    Inacessível: no local, não entra carro, moto, transporte público
    Ilegal: nada se paga lá, nem luz, nem agua, nem nada
    ...
    Ou seja, é um território fértil demais para o crime....

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 16 Fev 2018, 1:01 pm

    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:De onde vem o poder do tráfico? Do dinheiro.
    O dinheiro vem da onde? Do comércio.
    Que comércio é esse que um traficante desempenha melhor que qualquer empresa? O comércio de substância ilícitas
    Quem torna essa substância ilícita? O estado.
    Porque? Porque diz que tais substância fazem mal.

    Então o estado, proíbe substâncias porque fazem mal, e ao fim, essa proibição dá dinheiro ao tráfico que faz mal, através da violência à toda sociedade.

    Ou seja, qual mal mais danoso? Das substâncias ditas ilícitas ou do poder do tráfico?


    Por ora, a sociedade está entendendo que as substâncias ilícitas é mais danoso, vamos ver até quando..... segue o jogo

    Cara, essa discussão de tráfico já está, há muito tempo, ultrapassada. O crime organizado, especialmente no RJ, já não depende do tráfico pra sua subsistência. Muito se ilude quem acha que, acabando com o tráfico (por meio da legalização ou repressão), se acabaria com o crime organizado.

    O tráfico de entorpecentes é só um dos braços do polvo que se tornou o crime organizado. Os tentáculos já se espalharam para assaltos, extorsão a comerciantes e moradores (venda de "proteção"), venda de unidades "confiscadas" do Minha Casa Minha Vida, falsificação de documentos, roubo de cargas, explosão de caixas eletrônicos, roubo e desmanche de carros, assassinatos a mando etc etc...

    Se liberarem as drogas (ou se conseguissem o "milagre" de fechar as fronteiras) e acabarem com o tráfico, só sairá prejudicado o pequeno traficante, cuja única atividade seja o tráfico. E mesmo este logo logo se voltará a outra atividade, igualmente ilícita. Já os que hoje são chefões do tráfico (e do crime organizado), continuarão explorando, normalmente, seus outros "ramos de atividade". Perde-se uma atividade, aumenta-se a exploração em outras áreas.

    Repito: só o combate ao tráfico de drogas não resolve. Nem proibindo, nem liberando de vez.

    No RJ o tráfico é um grande lado do crime...

    Mas o caos, que há no RJ e não há em praticamente lugar nenhum do Brasil vem da ocupação inadequada, irregular, desordenada, inacessível, ilegal do solo(morros)
    ...
    Inadequado: morro não é lugar de morar, deveria ser sim local de preservação ambiental.
    Desordenada: Não há, planejamento, limites, ordem alguma na ocupação do solo.
    Inacessível: no local, não entra carro, moto, transporte público
    Ilegal: nada se paga lá, nem luz, nem agua, nem nada
    ...
    Ou seja, é um território fértil demais para o crime....


    like bem colocado! Isso fora os motivos culturais e históricos: falta de um plano social após a abolição da escravatura; marginalização de determinados nichos da sociedade; decadência social da cidade após a mudança da capital federal para o DF etc...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 16 Fev 2018, 1:39 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Certo é que o RJ está um caos. Acredito na possibilidade das altas autoridades estarem envolvidas na criminalidade do estado. Ficaram alvoroçados com a declaração do Torquato Jardim, sobre a vista grossa de coronéis. E o Rodrigo Maia, porque está achando ruim?

    Parece que o Rodrigo Maia postou algo afirmando que apoia, e sempre apoiou, a intervenção federal na área de segurança do RJ. Parece que é proselitismo, mas vai saber.

    Ridículo mesmo é ver discurso agora de Jean Willys, Reginaldo Lopes e outros satélites do petismo, dizendo que a intervenção federal "não vai resolver o problema"; "o Exército não pode combater a 'população'" etc... A contraproposta (deles) é qual? Fazer nada? Entregar de vez na mão dos bandidos? Combater fuzis com flores e marchinhas de carnaval? É de cair o *& da bu%$ mesmo! Agora que não têm mais a reforma da Previdência pra criticar, têm que continuar sendo "do contra", mesmo que seja contra o povo...

    Por outro lado, faz sentido uma "análise" que vi no Antagonista: O Temer ganha muito com essa intervenção: tem uma desculpa pra não aprovar a reforma da Previdência (e abandonando a reforma a oposição perde uma de suas bandeiras); abraça uma causa que todo mundo é favorável (o combate à criminalidade no RJ) e ainda por cima muda um pouco o assunto (denúncias de corrupção/Segovia/fim do foro privilegiado/fim dos salários extra-teto; tudo agora fica em segundo plano).


    Sim, todos são a favor da "Guerra ao Tráfico", menos os moradores das comunidades vítimas das ações bélicas nas favelas. Que tal invadir o Leblon ou Copacabana dando tiro de fuzil a esmo?  

    Cara, muita viagem mesmo! Quem apareceu em vídeo dando tiro a esmo foi traficante fantasiado de "bate-bolas", não militar fardado do Exército. Aliás, a maior parte dos "tiros a esmo" ocorre nas trocas de tiros entre traficantes, já que a polícia sequer tem condições de intervir. Duvido muito que os moradores das "comunidades" acreditem que a situação vá piorar com a intervenção federal.
    Mania essa da esquerda caviar , de achar que sabe o que é melhor pros "pobres", enquanto passa longe deles... É fácil dizer que a polícia e o Exército não resolvem, que vão "matar inocentes", propor soluções cor-de-rosa do alto de seus apartamentos seguros, em condomínios de luxo, enquanto a população morre de medo de sair nas ruas.

    E a intervenção não passa, necessariamente, pela invasão de favelas, ou utilização do Exército no policiamento ostensivo. Se fosse essa a intenção, bastava manter as operações de GLO, como vinham fazendo.


    Fui criado em comunidade(Morro do Cairu) no Méier, minha mãe foi Professora no Visconde de Cairu, tudo que o morador quer é paz. O militarismo é bom para a guerra. Não sei qual sua experiência como militar, a minha foi fora, como estudante secundarista de escola pública, lutando pela passagem de ônibus livre nos anos 1980(Brizola). Depois fiz Escola de Oficiais e posso garantir que não é um ambiente democrático. Minha irmã mora na comunidade São Jose(Eng. Novo) que tem UPP, há um clima de apreensão e medo da reação desmedida das Forças Armadas. A lembrança da "Operação Rio" de 1994 no governo Itamar foi um desastre total, sem atingir o centro do problema que é o dinheiro gerado pelo comércio ilícito de entorpecentes.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Sex 16 Fev 2018, 1:41 pm

    Fui ler a constituição. Aquela lei que está levando (ou ajudando a levar) esse protótipo de país ao seu devido lugar: à mer.da!

    Pois bem, na intervenção federal (art 84, X) não está prevista a excepcionalidade prevista para o caso do mesmo artigo, inciso XIX.

    A pena capital.

    Se não pode mandar bala, não vai resolver.

    Simples assim.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 16 Fev 2018, 1:49 pm

    cicero_pb escreveu:Fui ler a constituição. Aquela lei que está levando (ou ajudando a levar) esse protótipo de país ao seu devido lugar: à mer.da!

    Pois bem, na intervenção federal (art 84, X) não está prevista a excepcionalidade prevista para o caso do mesmo artigo, inciso XIX.

    A pena capital.

    Se não pode mandar bala, não vai resolver.

    Simples assim.

    Ainda bem que não pode mandar bala!!!

    A guerra ao tráfico é uma política intervencionista dos EUA para a América Latina desde os anos 1990, que só provocou morte dos mais pobres.

    Olhe o retrato social do Brasil, veja quem morre nessa guerra.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Sex 16 Fev 2018, 1:56 pm

    Mas não vejo uma guerra ao tráfico.

    Sabe-se muito bem quem rouba cargas, quem mata (não existe essa história de 'bala perdida'), quem MANDA!

    A solução é pegar essa turminha e metralhar.

    Por que a sociedade tem que pagar segurança, passagem aérea, diárias... tudo para transportar um preso de uma unidade da federação para outra?

    Não é melhor pegar esse sujeito e meter uma bala na cabeça?

    É disso que estou falando.

    A polícia não prende os traficantes porque NÃO QUER. Até porque tem gente grande envolvida.

    Vamos ver se as FFAA terão peito para fazer a coisa certa.

    ps: lembra do filme 'intocáveis' que retrata a época da lei seca? Todo mundo sabia onde funcionava o tráfico, era só querer.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Sab 17 Fev 2018, 8:51 am

    Quem metralha também faz parte da turminha, muitas vezes. Inclusive quem deixa lavar dinheiro de tráfico no seu negócio. É uma rede de negócios, não só o Zé Ninguém que passa umas trouxinhas de pó.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Sab 17 Fev 2018, 9:16 am

    Mas foi o que falei.

    Bandido não tem classe social.

    Ah, também não tem partido!!!!
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Sab 17 Fev 2018, 3:49 pm

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    E agora quem vai metralhar quem..
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin Ontem à(s) 1:56 pm

    cicero_pb escreveu:Fui ler a constituição. Aquela lei que está levando (ou ajudando a levar) esse protótipo de país ao seu devido lugar: à mer.da!

    Pois bem, na intervenção federal (art 84, X) não está prevista a excepcionalidade prevista para o caso do mesmo artigo, inciso XIX.

    A pena capital.

    Se não pode mandar bala, não vai resolver.

    Simples assim.

    Não vai resolver porque esse não é o caminho para a solução. A polícia brasileira é a que mais mata no mundo. Resolveu?
    Perfil dos presidiários: 56% com idade até 29 anos. 67% são negros. Escola boa pra todos. Investimentos sociais, porque senão o ciclo vicioso continuará pela eternidade: mata-se um bandido hoje, amanhã outro tomará seu lugar. A maioria das pessoas que apoiam matança não teriam coragem de pegar numa arma para fazer o "serviço". Lógico, querem que outros carrascos façam o serviço "sujo". Aí é fácil.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza Ontem à(s) 3:22 pm

    Concordo que a educação é o melhor caminho. No geral, a disponibilização de direitos básicos às pessoas em situação de risco é o melhor caminho. Mas esse é um caminho de longo prazo, que deve ser adotado concomitantemente a medidas mais drásticas, e de curto prazo. Não se põe um Marcola na escola, e sai de lá um papa Francisco.

    Por outro lado, não consigo defender medidas tão extremas quanto o "extermínio dos infiéis". Afinal de contas, quem vigia o vigia? Se você dá ao Estado, ainda que em nome da sociedade, de um "bem maior", a prerrogativa de decidir sobre a vida e a morte dos cidadãos, é aberto um caminho muito perigoso para o descaminho e mau uso desse poder.

    É necessária maior eficácia na punição, na aplicação das penas. Um bom caminho, na minha opinião, seria endurecer a execução das penas, dificultar a progressão de regime, e impossibilitar a liberdade provisória, aos criminosos mais atrozes. Ao mesmo tempo, melhorar as condições judiciais dos criminosos de menor potencial, para diminuir a escola do crime dentro dos presídios, e possibilitar a recuperação efetiva de quem tenha chance real de recuperação. Lógico que isso demandaria alterações na legislação, e altos investimentos iniciais (que se pagariam no médio prazo, com a menor sobrecarga sobre os sistemas de saúde e segurança). A questão é que os responsáveis pela solução (políticos em geral) também são parte do problema, e lhes falta o interesse pelo bem da população. Afinal, o sistema atual lhes favorece. É o velho esquema da "panela de pressão"; quando está prestes a explodir, ficar insustentável, se libera uma válvula, a pressão reduz, e se mantém o sistema - nefasto, mas vantajoso a eles.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin Ontem à(s) 8:15 pm

    androsvilazza escreveu:Concordo que a educação é o melhor caminho. No geral, a disponibilização de direitos básicos às pessoas em situação de risco é o melhor caminho. Mas esse é um caminho de longo prazo, que deve ser adotado concomitantemente a medidas mais drásticas, e de curto prazo. Não se põe um Marcola na escola, e sai de lá um papa Francisco.

    Por outro lado, não consigo defender medidas tão extremas quanto o "extermínio dos infiéis". Afinal de contas, quem vigia o vigia? Se você dá ao Estado, ainda que em nome da sociedade, de um "bem maior", a prerrogativa de decidir sobre a vida e a morte dos cidadãos, é aberto um caminho muito perigoso para o descaminho e mau uso desse poder.

    É necessária maior eficácia na punição, na aplicação das penas. Um bom caminho, na minha opinião, seria endurecer a execução das penas, dificultar a progressão de regime, e impossibilitar a liberdade provisória, aos criminosos mais atrozes. Ao mesmo tempo, melhorar as condições judiciais dos criminosos de menor potencial, para diminuir a escola do crime dentro dos presídios, e possibilitar a recuperação efetiva de quem tenha chance real de recuperação. Lógico que isso demandaria alterações na legislação, e altos investimentos iniciais (que se pagariam no médio prazo, com a menor sobrecarga sobre os sistemas de saúde e segurança). A questão é que os responsáveis pela solução (políticos em geral) também são parte do problema, e lhes falta o interesse pelo bem da população. Afinal, o sistema atual lhes favorece. É o velho esquema da "panela de pressão"; quando está prestes a explodir, ficar insustentável, se libera uma válvula, a pressão reduz, e se mantém o sistema - nefasto, mas vantajoso a eles.

    Há um ditado que diz que mente vazia é oficina do capeta. O trabalho nos presídios não deveria ser opção, mas obrigação de todo preso. O estado também deveria oferecer cursos profissionalizantes e estudo para todos os presos. O auxílio reclusão deveria ser dividido com a família da vítima, para amenização/compensação dos males causados.
    Enquanto presídio não recuperar, continuaremos a ver o que aí está. Enquanto o estado não olhar para as favelas, continuaremos a ver o que aí está.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza Ontem à(s) 8:52 pm

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:Concordo que a educação é o melhor caminho. No geral, a disponibilização de direitos básicos às pessoas em situação de risco é o melhor caminho. Mas esse é um caminho de longo prazo, que deve ser adotado concomitantemente a medidas mais drásticas, e de curto prazo. Não se põe um Marcola na escola, e sai de lá um papa Francisco.

    Por outro lado, não consigo defender medidas tão extremas quanto o "extermínio dos infiéis". Afinal de contas, quem vigia o vigia? Se você dá ao Estado, ainda que em nome da sociedade, de um "bem maior", a prerrogativa de decidir sobre a vida e a morte dos cidadãos, é aberto um caminho muito perigoso para o descaminho e mau uso desse poder.

    É necessária maior eficácia na punição, na aplicação das penas. Um bom caminho, na minha opinião, seria endurecer a execução das penas, dificultar a progressão de regime, e impossibilitar a liberdade provisória, aos criminosos mais atrozes. Ao mesmo tempo, melhorar as condições judiciais dos criminosos de menor potencial, para diminuir a escola do crime dentro dos presídios, e possibilitar a recuperação efetiva de quem tenha chance real de recuperação. Lógico que isso demandaria alterações na legislação, e altos investimentos iniciais (que se pagariam no médio prazo, com a menor sobrecarga sobre os sistemas de saúde e segurança). A questão é que os responsáveis pela solução (políticos em geral) também são parte do problema, e lhes falta o interesse pelo bem da população. Afinal, o sistema atual lhes favorece. É o velho esquema da "panela de pressão"; quando está prestes a explodir, ficar insustentável, se libera uma válvula, a pressão reduz, e se mantém o sistema - nefasto, mas vantajoso a eles.

    Há um ditado que diz que mente vazia é oficina do capeta. O trabalho nos presídios não deveria ser opção, mas obrigação de todo preso. O estado também deveria oferecer cursos profissionalizantes e estudo para todos os presos. O auxílio reclusão deveria ser dividido com a família da vítima, para amenização/compensação dos males causados.
    Enquanto presídio não recuperar, continuaremos a ver o que aí está. Enquanto o estado não olhar para as favelas, continuaremos a ver o que aí está.

    perfeito! É como eu disse, muitas das soluções estão aí, na ponta da língua, mas falta o interesse pra implementar... Os problemas sociais, as dificuldades pelas quais a população passa, servem aos interesses dos "vendedores de facilidades", que precisam prometer soluções a fim de ser eleitos.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião Hoje à(s) 12:46 pm

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:Concordo que a educação é o melhor caminho. No geral, a disponibilização de direitos básicos às pessoas em situação de risco é o melhor caminho. Mas esse é um caminho de longo prazo, que deve ser adotado concomitantemente a medidas mais drásticas, e de curto prazo. Não se põe um Marcola na escola, e sai de lá um papa Francisco.

    Por outro lado, não consigo defender medidas tão extremas quanto o "extermínio dos infiéis". Afinal de contas, quem vigia o vigia? Se você dá ao Estado, ainda que em nome da sociedade, de um "bem maior", a prerrogativa de decidir sobre a vida e a morte dos cidadãos, é aberto um caminho muito perigoso para o descaminho e mau uso desse poder.

    É necessária maior eficácia na punição, na aplicação das penas. Um bom caminho, na minha opinião, seria endurecer a execução das penas, dificultar a progressão de regime, e impossibilitar a liberdade provisória, aos criminosos mais atrozes. Ao mesmo tempo, melhorar as condições judiciais dos criminosos de menor potencial, para diminuir a escola do crime dentro dos presídios, e possibilitar a recuperação efetiva de quem tenha chance real de recuperação. Lógico que isso demandaria alterações na legislação, e altos investimentos iniciais (que se pagariam no médio prazo, com a menor sobrecarga sobre os sistemas de saúde e segurança). A questão é que os responsáveis pela solução (políticos em geral) também são parte do problema, e lhes falta o interesse pelo bem da população. Afinal, o sistema atual lhes favorece. É o velho esquema da "panela de pressão"; quando está prestes a explodir, ficar insustentável, se libera uma válvula, a pressão reduz, e se mantém o sistema - nefasto, mas vantajoso a eles.

    Há um ditado que diz que mente vazia é oficina do capeta. O trabalho nos presídios não deveria ser opção, mas obrigação de todo preso. O estado também deveria oferecer cursos profissionalizantes e estudo para todos os presos. O auxílio reclusão deveria ser dividido com a família da vítima, para amenização/compensação dos males causados.
    Enquanto presídio não recuperar, continuaremos a ver o que aí está. Enquanto o estado não olhar para as favelas, continuaremos a ver o que aí está.

    Pra isso precisamos de investimento estatal em presos e presídios (quanto a trabalho e cursos). Sou muito a favor. Se mal conseguem dar um banheiro decente, imagina curso profissionalizante...

    - Ah mas é vagabundo, roubou porque quis bla bla bla

    Fica difícil implementar qualquer medida num país de ignorantes.

    Quanto a auxílio reclusão, imagino que boa parte da bandidagem não recebe, pois não devem estar com o Previdência em dia, nem carteira assinada.. não é ?

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza Hoje à(s) 2:15 pm

    Bastião escreveu:
    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:Concordo que a educação é o melhor caminho. No geral, a disponibilização de direitos básicos às pessoas em situação de risco é o melhor caminho. Mas esse é um caminho de longo prazo, que deve ser adotado concomitantemente a medidas mais drásticas, e de curto prazo. Não se põe um Marcola na escola, e sai de lá um papa Francisco.

    Por outro lado, não consigo defender medidas tão extremas quanto o "extermínio dos infiéis". Afinal de contas, quem vigia o vigia? Se você dá ao Estado, ainda que em nome da sociedade, de um "bem maior", a prerrogativa de decidir sobre a vida e a morte dos cidadãos, é aberto um caminho muito perigoso para o descaminho e mau uso desse poder.

    É necessária maior eficácia na punição, na aplicação das penas. Um bom caminho, na minha opinião, seria endurecer a execução das penas, dificultar a progressão de regime, e impossibilitar a liberdade provisória, aos criminosos mais atrozes. Ao mesmo tempo, melhorar as condições judiciais dos criminosos de menor potencial, para diminuir a escola do crime dentro dos presídios, e possibilitar a recuperação efetiva de quem tenha chance real de recuperação. Lógico que isso demandaria alterações na legislação, e altos investimentos iniciais (que se pagariam no médio prazo, com a menor sobrecarga sobre os sistemas de saúde e segurança). A questão é que os responsáveis pela solução (políticos em geral) também são parte do problema, e lhes falta o interesse pelo bem da população. Afinal, o sistema atual lhes favorece. É o velho esquema da "panela de pressão"; quando está prestes a explodir, ficar insustentável, se libera uma válvula, a pressão reduz, e se mantém o sistema - nefasto, mas vantajoso a eles.

    Há um ditado que diz que mente vazia é oficina do capeta. O trabalho nos presídios não deveria ser opção, mas obrigação de todo preso. O estado também deveria oferecer cursos profissionalizantes e estudo para todos os presos. O auxílio reclusão deveria ser dividido com a família da vítima, para amenização/compensação dos males causados.
    Enquanto presídio não recuperar, continuaremos a ver o que aí está. Enquanto o estado não olhar para as favelas, continuaremos a ver o que aí está.

    Pra isso precisamos de investimento estatal em presos e presídios (quanto a trabalho e cursos). Sou muito a favor. Se mal conseguem dar um banheiro decente, imagina curso profissionalizante...

    - Ah mas é vagabundo, roubou porque quis bla bla bla

    Fica difícil implementar qualquer medida num país de ignorantes.

    Quanto a auxílio reclusão, imagino que boa parte da bandidagem não recebe, pois não devem estar com o Previdência em dia, nem carteira assinada.. não é ?


    Quanto ao investimento estatal, num país "quebrado" como o nosso, em que muitos recursos são dispendidos de forma errada, creio que seria interessante um modelo em parceria com a iniciativa privada. O Estado entraria com a parte típica de Estado (a segurança do presídio, execução penal etc). e a iniciativa privada ficaria responsável pela parte restante: alimentação, estudo e trabalho. O fruto do trabalho dos reeducandos serviria para cobrir parte dos gastos do concessionário, e a outra parte viria como contrapartida do Estado (por meio de incentivos fiscais/renúncia de receitas, por exemplo, ou por subsídio direto). De sua parte, os detentos que optassem (já que trabalho "forçado" é proibido) por trabalhar teriam como benefício determinada redução em suas penas. De resto, a concessão funcionaria mais ou menos como funcionam as concessões de rodovias, com o Estado concedendo e regulando, mas não oferecendo de forma direta.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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