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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    euvoltei
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 19 Fev 2018, 2:20 pm

    Imagino uma redução de pena pro Beira-mar ou pro Marcola, que já pegaram centenas de anos de condenação...
    Vai resolver sim amiguinho... Como diz o Insta de humor dicas dollynho [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Seg 19 Fev 2018, 3:10 pm

    euvoltei escreveu:Imagino uma redução de pena pro Beira-mar ou pro Marcola, que já pegaram centenas de anos de condenação...
    Vai resolver sim amiguinho... Como diz o Insta de humor dicas dollynho  https://www.instagram.com/dicas_dollynho/

    É lógico que há casos e casos... A redução de pena, no caso de quem optasse pelo trabalho durante o cumprimento da pena, só seria cabível para os crimes de menor potencial ofensivo, e atendidos os critérios de bom comportamento etc etc.

    Não faz nem sentido imaginar a aplicação de quaisquer critérios de redução e/ou ressocialização para detentos que, obviamente, escolheram o caminho do crime pesado.

    Aliás, essa é uma crítica recorrente sobre o sistema penal atual, no Brasil. Não dá pra levar a sério o sistema criminal de um país em que dois criminosos conhecidos, da cúpula do PCC (Gegê do Mangue e Paca, mortos recentemente no Ceará) obtêm o "direito" de aguardar o julgamento em liberdade (Gegê), e saidinha de Páscoa (Paca). Até entendo que essa é a lei, mas não faz sentido a lei tratar pessoas dessa estirpe como "iguais", e detentores de todos os mesmos direitos que os demais cidadãos.

    Quando proponho a possibilidade de ofertar trabalho aos detentos, e benefício de redução de pena, obviamente estou me referindo aos "pequenos criminosos", e que poderiam ser definidos objetivamente em lei (por exemplo, só os condenados pelos crimes X e Y, ou a até Z anos de reclusão). Senão continuaremos, eternamente, tendo aberrações como a Richtoffen tendo direito a saidinha nos Dias dos Pais e das Mães, ou a Adriana Ancelmo em prisão domiciliar "para cuidar dos filhos" (sendo que passava quase o ano todo no exterior, em viagens de luxo, enquanto uma babá - paga com dinheiro desviado - fazia as vezes de mãe).
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 19 Fev 2018, 8:59 pm

    Pois é, tratar o ladrão de galinha é fácil...
    Mas, urgente mesmo são os piores casos, até pra servir de exemplo..
    Nesse ponto, tô Bolsonaro: não trabalhou?? Vai comer só um arroz ralinho!
    trabalhou? Já manda um feijão e uma outra coisinha
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Seg 19 Fev 2018, 10:25 pm

    Bueno, o governo finalmente reconheceu o que todos já sabiam: é quase impossível aprovar medida impopular em ano eleitoral, ainda mais com o alto nível de rejeição que possui. A questão é saber se irá tentar votar antes do dia 31 de dezembro ou deixará para o próximo governo. Se ficar para 2019, a depender dos eleitos, a reforma poderá ser bem mais drástica.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 20 Fev 2018, 7:36 am

    euvoltei escreveu:Pois é, tratar o ladrão de galinha é fácil...
    Mas, urgente mesmo são os piores casos, até pra servir de exemplo..
    Nesse ponto, tô Bolsonaro: não trabalhou?? Vai comer só um arroz ralinho!
    trabalhou? Já manda um feijão e uma outra coisinha

    Bolsonaro tá pegando muito leve. Melhor o tempo que se não trabalhar vai para o "tronco" leva umas boas chibatadas e cura as feridas no sal grosso.


    Incrível como as pessoas perderam a humanidade, principalmente atrás do teclado, grupos antes envergonhados da ditadura querem eleger uma figura deletéria dessa. A sorte é que não vão conseguir e o ídolo neofascista vai ficar sem foro privilegiado.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 20 Fev 2018, 7:49 am

    Protocol escreveu:Bueno, o governo finalmente reconheceu o que todos já sabiam: é quase impossível aprovar medida impopular em ano eleitoral, ainda mais com o alto nível de rejeição que possui. A questão é saber se irá tentar votar antes do dia 31 de dezembro ou deixará para o próximo governo. Se ficar para 2019, a depender dos eleitos, a reforma poderá ser bem mais drástica.


    Exatamente, como já dito anteriormente, há uma janela factível e bastante provável depois das eleições, a depender do resultado.
    Se conseguirmos derrotar o chamado "Centrâo", eliminando boa parte da bancada BBB, elegendo um congresso que represente a sociedade e principalmente os mais pobres, eles não terão coragem de vender nossas aposentadorias para os "banqueiros de plantão".
    Quem sabe um novo modelo?
    Passando pela adequação tributária progressiva, onerando os mais ricos e transferindo, via impostos, recursos para os mais necessitados.
    Um modelo que garanta uma renda mínima, digamos R$3.000,00 e o resto "capitalizado"?
    Vale a pena o debate público e até mesmo um plebiscito.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Ter 20 Fev 2018, 8:00 am

    E onde arranjaríamos tantas árvores produtoras de dinheiro???
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 20 Fev 2018, 9:07 am

    cicero_pb escreveu:E onde arranjaríamos tantas árvores produtoras de dinheiro???

    Que tal os 70.000 brasileiros que declaram a RF possuir 21% de toda a renda. Isso sem falar na sonegação, que apesar de escondida pela "mídia capitalista", é cinco vezes maior que todos os desvios originados pela corrupção.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 20 Fev 2018, 9:13 am

    Protocol escreveu:Bueno, o governo finalmente reconheceu o que todos já sabiam: é quase impossível aprovar medida impopular em ano eleitoral, ainda mais com o alto nível de rejeição que possui. A questão é saber se irá tentar votar antes do dia 31 de dezembro ou deixará para o próximo governo. Se ficar para 2019, a depender dos eleitos, a reforma poderá ser bem mais drástica.

    Porque Temer é impopular? Foi colocado pelo empresariado. Ele tem uma dívida a pagar. É por isso que está tentando aprovar seus "rolos" mesmo em ano de eleição. Muito provável paute a reforma após as eleições, já que o congresso funciona na base da trairagem com o povão mesmo. Estou certo de uma coisa. Após essa reforma mal feita vai sobrar para o próximo presidente a quebra da estabilidade no serviço público.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 20 Fev 2018, 9:17 am

    euvoltei escreveu:Pois é, tratar o ladrão de galinha é fácil...
    Mas, urgente mesmo são os piores casos, até pra servir de exemplo..
    Nesse ponto, tô Bolsonaro: não trabalhou?? Vai comer só um arroz ralinho!
    trabalhou? Já manda um feijão e uma outra coisinha

    Rapaz, só pobre come arroz na cadeia. O rico é o caso do Cabral: leite de cabra etc. Perdeu as regalias porque o caso dele é midiático. O caos do sistema carcerário tb é responsabilidade do judiciário.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Ter 20 Fev 2018, 9:18 am

    Só há duas maneiras, de se implantar o socialismo:
    1) À força, estilo Cuba, com mortes e sangue.
    2) Aumentando impostos até sufocar a iniciativa privada e livre iniciativa.


    O segundo modo é mais "sutil", pois para aumentar impostos, o típico mentiroso-socialista, começar a inventar direitos para grupos/grupelos, pensões, indenizações, enchendo o poder estatal de obrigações que ele só será capaz de cumprir aumentando os impostos até sufocar a livre iniciativa e a propriedade privada.
    Por isso também, que todo mentiroso-socialista, tem desdém (e até detesta) o equilíbrio fiscal, pois ele vai contra o objetivo final: Implantação de uma ditadura socialista.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 20 Fev 2018, 9:25 am

    ale1969 escreveu:
    cicero_pb escreveu:E onde arranjaríamos tantas árvores produtoras de dinheiro???

    Que tal os 70.000 brasileiros que declaram a RF possuir 21% de toda a renda. Isso sem falar na sonegação, que apesar de escondida pela "mídia capitalista", é cinco vezes maior que todos os desvios originados pela corrupção.

    hahahahahaha

    Como gosta de dizer o Felipe Moura Brasil, tem gente que tem a cabeça num tempo para trás, que acha que patrimônio hoje fica preso a uma fronteira.

    Apenas para dar um exemplo, bobo e tolo, bastou o Trump fazer a reforma tributária, que a Apple trouxe a maior arrecadação de uma vez só da história. Não vou me dar ao trabalho de pegar as fontes, mas são bastantes.

    Agora, considerando o status quo, em que supostamente banqueiros mandam no país, por que meio, senão a revolução armada (com que armas), e com qual resultado futuro você acha, concretamente, que dá para reformar o país?

    Um dos primeiros passos do Brasil é assumir-se como pobre falido. Arrepender-ser de bancar todo o tipo de besteira e começar a gastar pensando em resultado. Políticas públicas que deram certo devem ser reforçadas. As que não cumprem as expectativas, cortadas.

    Eu mesmo, tempos atrás, quase fui execrado quando fui contrário às festas públicas nacionais, tido até como antipatriota. Hoje, é muito fácil criticar, mas vai ver o tanto de gente comemorando na praia, quando foi anunciada Olimpíada no Rio.

    E aí, trabalhar, fazer hora extra, tentar correr atrás do nosso atraso. Serviço não falta.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 20 Fev 2018, 9:33 am

    De fato as megaempresas transferem seus capitais para outros países "paradisíacos", mas a conta precisa ser apresentada: são todos que fazem isso?
    Ademais, coca-cola, nike, apple, são grandes corporações envolvidas em escândalos trabalhistas (trabalho escravo e infantil). O que se pode esperar de empresários dessa extirpe?


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por KRATOS em Ter 20 Fev 2018, 5:40 pm

    Estou preocupado com aquelas MPS que aumentam a contribuição para 14%, alguém sabe como está o andamentos delas?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cicero_pb em Ter 20 Fev 2018, 5:55 pm

    esqueça isso. Por enquanto.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 21 Fev 2018, 4:28 pm

    cicero_pb escreveu:esqueça isso. Por enquanto.

    O resultado da arrecadação no final do ano passado surpreendeu positivamente. Não fosse por isto, acho que o Meirelles iria dar andamento à pauta. Mas não se deve baixar a guarda.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Sex 23 Fev 2018, 7:12 pm

    Amarildo assumiu o funpresp?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 09 Out 2018, 12:23 pm

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    Vamos falar da reforma da previdência?

    O que dizem os candidatos? Bom, a maioria dos que votaram a favor rodaram. E os novatos, vão fazer o quê?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Ter 09 Out 2018, 12:34 pm

    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Vamos falar da reforma da previdência?

    O que dizem os candidatos? Bom, a maioria dos que votaram a favor rodaram. E os novatos, vão fazer o quê?

    A eleição presidencial vai definir o futuro da previdência.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 09 Out 2018, 12:44 pm

    Machado de Assis, em 1859, disse:

    Reforma, é uma palavra que não se diz diante do empregado público aposentado. Há lá nada mais revoltante do que reformar o que está feito? abolir o método! desmoronar a ordem!
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jotajota em Ter 09 Out 2018, 12:57 pm

    Não importa quem ganhe a eleição, haverá reforma da previdencia. O sistema atual não é viável. Eu queria aposentar logo, mas olha só o que houve no rio de janeiro. Resolveram ignorar o problema e tem até aposentado que virou mendigo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 09 Out 2018, 1:19 pm

    Estou curioso sobre essa proposta...

    Temos um novo e excelente projeto de reforma da Previdência

    A proposta, que incorporará o regime de capitalização, é sofisticada e pode revolucionar a Previdência Social e livrar o país da insolvência fiscal

    Por Maílson da Nóbrega - Publicado em 8 out 2018, 19h53


    Está na praça um novo projeto de reforma da Previdência, muito melhor do que o que se encontra em tramitação na Câmara. Preparado pelo economista Paulo Tafner, do Ipea, e outros especialistas, o projeto aproveita ideias da proposta atual, mas incorpora o regime de capitalização e uma transição do regime de repartição para o novo.

    No regime de repartição, os trabalhadores de hoje financiam a aposentadoria dos trabalhadores de ontem. No regime de capitalização, cada segurado é titular de uma conta de poupança para sua aposentadoria, gerida individualmente.

    O Brasil já gasta com a Previdência 14% do PIB, nível semelhante ao de países ricos com maior participação de idosos. Isso se deve ao rápido envelhecimento da população e a regras generosas de aposentadorias, principalmente de servidores públicos. O sistema é iníquo. Os pobres se aposentam apenas aos 65 anos, pois não comprovam contribuições pelo período mínimo de 35 anos (ocupam postos de trabalho informais por longo tempo).

    Por isso, aposentadorias na faixa de 50 anos ou menos são privilégio dos mais ricos (trabalham o tempo todo no setor formal). Desta forma, a empregada doméstica se aposenta pelo menos 8 anos depois da patroa. O pedreiro, dez anos mais tarde do que o empreiteiro. A desigualdade também se observa a nível regional. Os brasileiros do Sul se aposentam seis anos antes do que os do Norte. No Sudeste, dois anos antes do que no Nordeste. Ironicamente, diz Tafner, os indivíduos se aposentam mais cedo onde a renda é maior.

    A proposta cria uma Nova Previdência para Todos, a ser formalizada em 2020. Pode ser resumida em cinco pontos: (1) desconstitucionaliza a Previdência, permitindo que sua modernização seja feita por lei ordinária, como em todo o mundo; (2) corrige distorções existentes; (3) prepara a equalização das regras díspares atuais; (4) faz uma transição curta, porém palatável e justa; e (5) implanta um sistema que combina as virtudes dos dois regimes (repartição simples e capitalização), garante uma renda mínima para todos os idosos do país, mantém o regime de repartição com equilíbrio financeiro e atuarial e cria o regime de capitalização com possibilidade de uso do FGTS.

    O regime de capitalização se aplicará aos nascidos a partir de 2014, de tal modo que seus participantes começarão a entrar no sistema em 2030. A implantação será progressiva, evitando perda de receita para financiar o velho sistema pela camada de capitalização. A proposta é sofisticada e completa, pois, diferentemente do projeto atual, contemplará todos os segmentos: INSS, servidores civis, forças armadas, polícias militares e bombeiros. A redução de custos será de 885 bilhões de reais em dez anos, maior do que a atual (689 bilhões de reais).

    A proposta será oferecida ao próximo presidente. Se aceita e aprovada, implicará uma mudança revolucionária na Previdência e contribuirá para nos livrar da insolvência fiscal.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 09 Out 2018, 1:49 pm

    Sigma escreveu:Estou curioso sobre essa proposta...

    Temos um novo e excelente projeto de reforma da Previdência

    A proposta, que incorporará o regime de capitalização, é sofisticada e pode revolucionar a Previdência Social e livrar o país da insolvência fiscal

    Por Maílson da Nóbrega - Publicado em 8 out 2018, 19h53


    Está na praça um novo projeto de reforma da Previdência, muito melhor do que o que se encontra em tramitação na Câmara. Preparado pelo economista Paulo Tafner, do Ipea, e outros especialistas, o projeto aproveita ideias da proposta atual, mas incorpora o regime de capitalização e uma transição do regime de repartição para o novo.

    No regime de repartição, os trabalhadores de hoje financiam a aposentadoria dos trabalhadores de ontem. No regime de capitalização, cada segurado é titular de uma conta de poupança para sua aposentadoria, gerida individualmente.

    O Brasil já gasta com a Previdência 14% do PIB, nível semelhante ao de países ricos com maior participação de idosos. Isso se deve ao rápido envelhecimento da população e a regras generosas de aposentadorias, principalmente de servidores públicos. O sistema é iníquo. Os pobres se aposentam apenas aos 65 anos, pois não comprovam contribuições pelo período mínimo de 35 anos (ocupam postos de trabalho informais por longo tempo).

    Por isso, aposentadorias na faixa de 50 anos ou menos são privilégio dos mais ricos (trabalham o tempo todo no setor formal). Desta forma, a empregada doméstica se aposenta pelo menos 8 anos depois da patroa. O pedreiro, dez anos mais tarde do que o empreiteiro. A desigualdade também se observa a nível regional. Os brasileiros do Sul se aposentam seis anos antes do que os do Norte. No Sudeste, dois anos antes do que no Nordeste. Ironicamente, diz Tafner, os indivíduos se aposentam mais cedo onde a renda é maior.

    A proposta cria uma Nova Previdência para Todos, a ser formalizada em 2020. Pode ser resumida em cinco pontos: (1) desconstitucionaliza a Previdência, permitindo que sua modernização seja feita por lei ordinária, como em todo o mundo; (2) corrige distorções existentes; (3) prepara a equalização das regras díspares atuais; (4) faz uma transição curta, porém palatável e justa; e (5) implanta um sistema que combina as virtudes dos dois regimes (repartição simples e capitalização), garante uma renda mínima para todos os idosos do país, mantém o regime de repartição com equilíbrio financeiro e atuarial e cria o regime de capitalização com possibilidade de uso do FGTS.

    O regime de capitalização se aplicará aos nascidos a partir de 2014, de tal modo que seus participantes começarão a entrar no sistema em 2030. A implantação será progressiva, evitando perda de receita para financiar o velho sistema pela camada de capitalização. A proposta é sofisticada e completa, pois, diferentemente do projeto atual, contemplará todos os segmentos: INSS, servidores civis, forças armadas, polícias militares e bombeiros. A redução de custos será de 885 bilhões de reais em dez anos, maior do que a atual (689 bilhões de reais).

    A proposta será oferecida ao próximo presidente. Se aceita e aprovada, implicará uma mudança revolucionária na Previdência e contribuirá para nos livrar da insolvência fiscal.


    Acho que chegamos ao denominador comum. O Ciro já apresentou proposta semelhante nas entrevistas. Só há um pequenino problema: O Estado vai ter que assumir a conta dos atuais e próximos aposentados por pelo menos 50 anos.

    Há o modelo sueco, que já indiquei anteriormente, que pode equacionar bem esse problema, através de contas individuais nocionais.

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    Longe de comparar os dois países, mas para isso há que se optar claramente pelo "Estado do Bem estar social", logo elevar a contribuição dos mais ricos... Acho melhor arrumar outra saída né?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 09 Out 2018, 2:32 pm

    ale1969 escreveu:

    Acho que chegamos ao denominador comum. O Ciro já apresentou proposta semelhante nas entrevistas. Só há um pequenino problema: O Estado vai ter que assumir a conta dos atuais  e próximos aposentados por pelo menos 50 anos.

    Há o modelo sueco, que já indiquei anteriormente, que pode equacionar bem esse problema, através de contas individuais nocionais.

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    Longe de comparar os dois países, mas para isso há que se optar claramente pelo "Estado do Bem estar social", logo elevar a contribuição dos mais ricos... Acho melhor arrumar outra saída né?

    O sistema sueco não funcionaria nunca no Brasil e sua instabilidade monetária.

    Considero muito melhor e mais justo o sistema chileno, algo que comprovadamente daria resultado numa economia como a nossa, agregando um programa de assistência social robusto, dada a nossa realidade econômica e social. Algo híbrido.

    Ou seja, definir contribuições claras, mais altas que as atuais, e devidamente destinadas: uma parcela vai à assistência social, outra para a capitalização própria obrigatória. Nesta, o governo, bancos e instituições financeiras poderiam criar produtos específicos, obrigatórios e cujo saque só pode ocorrer na aposentadoria, em que o trabalhador escolhe onde investir, podendo variar conforme a demanda.

    Estes recursos formariam uma poupança que, entre outros, poderia financiar grandes empresas, obras de infraestrutura, concessões etc.

    Algumas coisas precisam mudar. Você concorda com um sistema que seja atuarialmente injusto para quem é "rico"?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 09 Out 2018, 2:57 pm

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:

    Acho que chegamos ao denominador comum. O Ciro já apresentou proposta semelhante nas entrevistas. Só há um pequenino problema: O Estado vai ter que assumir a conta dos atuais  e próximos aposentados por pelo menos 50 anos.

    Há o modelo sueco, que já indiquei anteriormente, que pode equacionar bem esse problema, através de contas individuais nocionais.

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    Longe de comparar os dois países, mas para isso há que se optar claramente pelo "Estado do Bem estar social", logo elevar a contribuição dos mais ricos... Acho melhor arrumar outra saída né?

    O sistema sueco não funcionaria nunca no Brasil e sua instabilidade monetária.

    Considero muito melhor e mais justo o sistema chileno, algo que comprovadamente daria resultado numa economia como a nossa, agregando um programa de assistência social robusto, dada a nossa realidade econômica e social. Algo híbrido.

    Ou seja, definir contribuições claras, mais altas que as atuais, e devidamente destinadas: uma parcela vai à assistência social, outra para a capitalização própria obrigatória. Nesta, o governo, bancos e instituições financeiras poderiam criar produtos específicos, obrigatórios e cujo saque só pode ocorrer na aposentadoria, em que o trabalhador escolhe onde investir, podendo variar conforme a demanda.

    Estes recursos formariam uma poupança que, entre outros, poderia financiar grandes empresas, obras de infraestrutura, concessões etc.

    Algumas coisas precisam mudar. Você concorda com um sistema que seja atuarialmente injusto para quem é "rico"?

    Claro que não, como disse chegamos ao denominador comum, o sistema capitalizado, com garantias mínimas do Estado(2 salários mínimos).
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por PCS-TRE em Ter 09 Out 2018, 4:56 pm

    Galizezin escreveu:
    Protocol escreveu:Bueno, o governo finalmente reconheceu o que todos já sabiam: é quase impossível aprovar medida impopular em ano eleitoral, ainda mais com o alto nível de rejeição que possui. A questão é saber se irá tentar votar antes do dia 31 de dezembro ou deixará para o próximo governo. Se ficar para 2019, a depender dos eleitos, a reforma poderá ser bem mais drástica.

    Porque Temer é impopular? Foi colocado pelo empresariado. Ele tem uma dívida a pagar. É por isso que está tentando aprovar seus "rolos" mesmo em ano de eleição. Muito provável paute a reforma após as eleições, já que o congresso funciona na base da trairagem com o povão mesmo. Estou certo de uma coisa. Após essa reforma mal feita vai sobrar para o próximo presidente a quebra da estabilidade no serviço público.


    Se...

    as gravações do Joesley não tivessem vindo a público...

    A reforma da Previdência estaria aprovada desde 2017 e...

    o Aécio seria eleito presidente.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 09 Out 2018, 8:10 pm

    Bolsonaro já se manifestou contrário a essa reforma. Ele pretende fazer uma reforma de verdade, que será formulada pelo PG.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Pipoca em Ter 09 Out 2018, 8:48 pm

    Reforma da Previdência de Temer não passa no Congresso, diz Bolsonaro

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    Ninguém quer reforma da Previdência em 2018, diz coordenador de Bolsonaro

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 09 Out 2018, 10:42 pm

    Galizezin escreveu:Bolsonaro já se manifestou contrário a essa reforma. Ele pretende fazer uma reforma de verdade, que será formulada pelo PG.

    Já há algumas diretrizes, inclusive, pressupondo o fim de folha de pagamento como base de cálculo, para desonerá-la e gerar emprego.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 09 Out 2018, 10:59 pm

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    RIO — O candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro , retomou, nesta terça-feira, o mote de Fernando Collor na campanha pela disputa pelo Planalto em 1989 e prometeu “acabar com a farra dos marajás.” A declaração do capitão do Exército refere-se a sua proposta de eliminar a incorporação de salários de cargos comissionados para o funcionalismo público. Essa seria uma das medidas para uma reforma da Previdência a ser apresentada por um eventual governo.

    — Tem muitos locais no Brasil que o servidor público tem um salário x e tem um cargo em comissão. Depois de oito a dez anos, ele incorpora o salário. E depois de oito ou dez, ele incorpora de novo. Vamos acabar com essa farra de marajás — disse o presidenciável, sem detalhar a proposta.
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    Bolsonaro afirmou que, se for eleito, vai procurar a equipe do governo Michel Temer responsável pela Reforma da Previdência para apresentar a sua proposta. Segundo ele, o ato seria “um grande passo.”

    — Não podemos é passar para o ano que vem sem fazer a reforma da Previdência — disse Bolsonaro, afirmando que vai apresentar uma proposta que tenha aceitação do parlamento. — A proposta do Temer como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente será aprovada — disse.
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    Bolsonaro conversou com a imprensa por cerca de dez minutos no final da tarde desta terça-feira, após passar o dia gravando programas para o horário eleitoral que se inicia na próxima sexta-feira.

    O capitão do Exército comentou também sobre atos de violência que estão sendo cometidos por apoiadores de sua candidatura e disse que “não tem como controlar” a sua militância. Na segunda-feira, um mestre de capoeira baiano, após declarar voto no PT, foi atacado com 12 facadas em Salvador, na Bahia, por um homem que vestia uma camiseta de Bolsonaro. Questionado sobre como vê esses atos, o candidato respondeu: “o que tenho com isso?”

    — Essa pergunta não tem que ser invertida? Quem levou a facada fui eu. Agora um cara com uma camisa minha comete lá um excesso, o que eu tenho com isso? Peço ao pessoal que não pratique isso, mas não tenho controle. São milhões e milhões de pessoas que me apoiam. A violência vem do outro lado, a intolerância vem do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso daí — disse o candidato. P

    Para ele, esses são episódios isolados.

    — (O clima) não está tão bélico assim não. Está um clima acirrado, está havendo uma disputa, mas são casos isolados.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Ter 09 Out 2018, 11:59 pm

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    Reforma da Previdência de Temer não passa, diz Bolsonaro

    Rio de Janeiro - O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (9) que pretende fazer sua própria reforma da Previdência e que não usará a proposta apresentada pela gestão de Michel Temer, já em tramitação na Câmara.

    "Eu acredito que a proposta do Temer como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente ela será aprovada", disse.

    Sem apresentar muitos detalhes, disse que vai fazer uma proposta mais consensual.

    "Não adianta uma proposta que aos olhos apenas de economistas e de alguns políticos é maravilhosa, mas que não passa no parlamento."

    A posição do presidenciável referenda declaração do coordenador de sua campanha, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).Em Brasília, o parlamentar afirmou que se o capitão reformado for eleito, não deve se movimentar para aprovação da reforma apresentada pelo governo de Michel Temer.

    O presidente disse em setembro que entrará em contato com seu sucessor para tentar aprovar a reforma ainda durante seu governo.

    De acordo com Lorenzoni, se Bolsonaro vencer, o assunto só será discutido depois da posse, e não na transição.

    "Se ele ganhar a eleição no dia 28, que nós acreditamos que vai, nós vamos tratar desse assunto dia 1º de janeiro de 2019, nem um dia antes", disse, na Câmara. (Talita Fernandes e Alexa Salomão)
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 10 Out 2018, 7:55 am

    Pipoca escreveu:Reforma da Previdência de Temer não passa no Congresso, diz Bolsonaro

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    Ninguém quer reforma da Previdência em 2018, diz coordenador de Bolsonaro

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    A Reforma poposta pelo Temer é só um conjunto de emendas na previdência atual, como foram as reformas de 1998 e 2003.
    Se o Posto Ipiranga estiver querendo discutir a mudança de regime, essa reforma do Temer realmente não serve.

    E também seria estranho um Congresso em final de mandato e que tem uma boa parte de membros que não voltarão em fevereiro aprovar uma proposta tão complexa agora.


    Não seria o caso de adotar agora mesmo o regime de capitalização e pedir um empréstimo internacional, talvez do FMI, para ter o caixa para pagar as atuais aposentadorias do regime atual, pelo menos no primeiro momento?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qua 10 Out 2018, 9:16 am

    O Regime Capitalizado é a solução para o futuro, logicamente com garantias mínimas, 2 ou 3 salários mínimos.

    A questão que fica é a transição do regime, que vai durar uns 50 anos. Quem vai migrar? Qual a idade/tempo de contribuição de corte? Haverá restituição/compensação dos valores já recolhidos?

    Sem responder essas perguntas não há como fazer a reforma definitiva, apenas remendos paliativos, como 1998, 2003 e 2013.

    Só mais um detalhe, avisem ao "Voldemort" que os servidores públicos federais(8.112) não incorporam gratificações desde a reforma administrativa do FHC de 1997/1998. E ainda vão votar no "Coiso", esse sim uma "anta armada".
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Qua 10 Out 2018, 9:57 am

    ale1969 escreveu:O Regime Capitalizado é a solução para o futuro, logicamente com garantias mínimas, 2 ou 3 salários mínimos.

    (...)

    Só mais um detalhe, avisem ao "Voldemort" que os servidores públicos federais(8.112) não incorporam gratificações desde a reforma administrativa do FHC de 1997/1998. E ainda vão votar no "Coiso", esse sim uma "anta armada".  

    Ele já sabe, ou não teria dito — Tem muitos locais no Brasil que o servidor público tem um salário x e tem um cargo em comissão. Depois de oito a dez anos, ele incorpora o salário. E depois de oito ou dez, ele incorpora de novo. Vamos acabar com essa farra de marajás — disse o presidenciável, sem detalhar a proposta.
    Se fosse no funcionalismo federal, seria no Brasil inteiro.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Qua 10 Out 2018, 11:47 am

    Bolsonaro fala aqui em aumentar em apenas um ano a idade mínima, por mim, passa a régua. Lembrando que o herói de boa parte de nossos colegas aqui, propôs um aumento no tempo de serviço em média de 7 anos: servidor que podia se aposentar com 35 nos de serviço e 53 de idade, se iniciasse aos 18, na reforma lulista deveria contribuir até os 60

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 10 Out 2018, 7:59 pm

    ale1969 escreveu:O Regime Capitalizado é a solução para o futuro, logicamente com garantias mínimas, 2 ou 3 salários mínimos.

    A questão que fica é a transição do regime, que vai durar uns 50 anos. Quem vai migrar? Qual a idade/tempo de contribuição de corte? Haverá restituição/compensação dos valores já recolhidos?

    Sem responder essas perguntas não há como fazer a reforma definitiva, apenas remendos paliativos, como 1998, 2003 e 2013.

    Só mais um detalhe, avisem ao "Voldemort" que os servidores públicos federais(8.112) não incorporam gratificações desde a reforma administrativa do FHC de 1997/1998. E ainda vão votar no "Coiso", esse sim uma "anta armada".  

    Só para te avisar:
    Existem 2.123 entes com regime próprio no Brasil. A União possui 2. O militar nem tenho ideia, já o civil possui no mínimo três grandes subdivisões, além das regras anteriores.

    A despeito do direito adquirido, existe o privilégio adquirido e isto deve ser combatido. Qual o sentido de um servidor ter exercido uma única função na vida, nunca ter pago contribuição sobre isto, incorporá-la como quinto e receber, novamente, por um exercício que não existe? E, a partir daí, graças ao princípio da paridade, incorporar novas vantagens que criam distorções absurdas. Exemplo clássico da nossa carreira (existem mais de 200 com suas peculiaridades): havia um VB baixo para alto percentual de gratificações, posteriormente foram migrando para o VB, e agora, até por ser inviável, voltaram às gratificações, mas ainda muito diferentes do que era nos anos 90.

    Novamente, dentre milhares de legislações com inúmeras possibilidades, repito um caso que me reporta absurdo: há menos de dois anos, o quebrado sistema previdenciário de Goiânia, que tem sugado toda a arrecadação de IPTU do município apenas para cobrir o seu déficit, criou a aposentadoria especial do auditor fiscal: 25 anos no cargo e 30 anos de serviço. Nem de longe, me parece alguém que, como policiais ou militares, possui efetivamente risco de vida e desgaste na profissão. E aí vão vários exemplos, dos mais diversos...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 10 Out 2018, 8:01 pm

    tre-rj escreveu:Bolsonaro fala aqui em aumentar em apenas um ano a idade mínima, por mim, passa a régua. Lembrando que o herói de boa parte de nossos colegas aqui, propôs um aumento no tempo de serviço em média de 7 anos: servidor que podia se aposentar com 35 nos de serviço e 53 de idade, se iniciasse aos 18, na reforma lulista deveria contribuir até os 60

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    O ideal seria copiar o resto do mundo e desconstitucionalizar a previdência.
    A partir daí, e estipulando uma idade mínima, discutir aos poucos cada um dos pontos, democraticamente.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por anuvenzinha em Qui 11 Out 2018, 1:36 am

    A outra reforma petista além da de 2003 em q foi expulsa a Heloisa Helena e outros "cumpanheiros" q já não foram expulsos mas "tucanaram" como o Chico Alencar não era 60 anos e, sim, 65 anos : "Governo vai insistir na proposta que faz mulher trabalhar mais. Reforma da Previdência será debatida em 2016. Objetivo é criar idade mínima de 65 anos para aposentar"  
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    Quanto aos q falam "Coiso", um dia falaram: "A presidenta" Esses, sim, umas "antas comunistas".
    Marmita de presidiário, não!
    #Bolsonaro2018.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por PCS-TRE em Qui 11 Out 2018, 8:29 am

    josebarbos escreveu:
    tre-rj escreveu:Bolsonaro fala aqui em aumentar em apenas um ano a idade mínima, por mim, passa a régua. Lembrando que o herói de boa parte de nossos colegas aqui, propôs um aumento no tempo de serviço em média de 7 anos: servidor que podia se aposentar com 35 nos de serviço e 53 de idade, se iniciasse aos 18, na reforma lulista deveria contribuir até os 60

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    O ideal seria copiar o resto do mundo e desconstitucionalizar a previdência.
    A partir daí, e estipulando uma idade mínima, discutir aos poucos cada um dos pontos, democraticamente.

    Desconstitucionalizar tudo, menos organização do Estado e dos Poderes e Direitos Fundamentais.

    O Executivo ficaria mais tranquilo para mudar os outros pontos da legislação à medida que as necessidades do momento assim o exigissem.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Qui 25 Out 2018, 11:38 am

    Nova Câmara defende reforma da Previdência, mas rejeita a de Temer

    Levantamento feito pelo ‘Estado’ mostra que 227 dos deputados eleitos – ou 44% do total – votariam a favor de mudanças nas regras de aposentadoria no País; eles não aceitam, no entanto, a proposta que o atual governo enviou ao Congresso



    BRASÍLIA - Os deputados eleitos que vão tomar posse no ano que vem são mais favoráveis a discutir uma reforma da Previdência do que os atuais parlamentares. A nova Câmara, no entanto, aceita mudar as regras de aposentadoria, desde que não seja a proposta enviada pelo presidente Michel Temer. Levantamento feito pelo Estado com os deputados eleitos aponta que 227 votariam a favor do endurecimento nas regras para se aposentar no Brasil – 44% do total.

    Seriam precisos mais 81 votos para chegar aos 308 necessários para se aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara. Esse apoio, porém, é o maior já registrado em todas as edições do Placar da Previdência já feitas pelo Estado.

    A reportagem questionou 510 dos 513 deputados que vão compor a nova Câmara a partir de fevereiro de 2019. Além dos 227 que dizem ser favoráveis a uma nova reforma, 59 se declaram contrários a qualquer proposta.

    Câmara
    Levantamento com deputados eleitos aponta que 227 votariam a favor de uma reforma da Previdência.
    Mesmo os que apoiariam uma mudança na Previdência resistem a dois pontos que são considerados por especialistas como pilares básicos de qualquer proposta: a fixação de uma idade mínima para se aposentar no Brasil e a equiparação das regras de aposentadoria do funcionalismo às do INSS.

    “Eu não vejo como fazer algo muito distinto do que está na proposta atual, porque a Previdência brasileira precisa de uma idade mínima e regras que equalizem as regras de servidores e não servidores”, defende o secretário de Previdência, Marcelo Caetano.

    A reforma da Previdência é considerada a principal medida que o próximo governo tem que tomar para dar sustentabilidade às contas públicas. Os brasileiros estão vivendo mais e devem passar uma parte cada vez maior de suas vidas na aposentadoria. Mas o que é visto como vantagem para o trabalhador pode ser um pesadelo para o próximo presidente.

    Só no INSS, o rombo chegará a R$ 218 bilhões em 2019. No regime previdenciário dos servidores da União, em que as regras são ainda mais benevolentes, o déficit será de outros R$ 87,5 bilhões. A conta não inclui o buraco nas contas de Estados e municípios.

    Resistências
    Apesar de querer discutir mudanças na área, a deputada eleita Bia Kicis (PRP-DF) afirma ser contrária ao texto enviado pelo governo Temer. “O projeto dele manteve uma série de privilégios e penduricalhos. Acredito muito no projeto do Paulo Guedes (eventual ministro da Fazenda de um governo Jair Bolsonaro (PSL)), que é completamente diferente”, afirmou. “A gente aposenta muito cedo. Eu mesma sou um exemplo. Me aposentei com 54 anos.”

    “Não é uma questão de ser favorável ou não. É uma necessidade”, afirmou a deputada reeleita Magda Mofatto (PR-GO).

    O deputado reeleito, Lincoln Portela (PR-MG), afirmou que o Brasil “não comporta a Previdência como ela está”. “O Brasil se tornou um País longevo. É preciso que haja essa reforma”, disse. O parlamentar, no entanto, destacou que é contrário à reforma de Temer.” Ele fez três textos: cada um pior que o outro. Aquele texto jamais”, disse.

    A reforma de Temer foi engavetada após ausência de apoio no Congresso e intervenção federal na segurança do Rio – que impede mudança na Constituição. A proposta previa idades mínimas iniciais de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, com aumento gradual ao longo de duas décadas até chegar a 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Hoje, quem se aposenta por tempo de contribuição não precisa cumprir nenhuma idade mínima.

    Idade mínima
    Deputados eleitos que dizem ser favoráveis a uma nova reforma da Previdência ainda resistem a dois pontos considerados, por especialistas, pilares de qualquer que seja a nova proposta: a fixação de uma idade mínima para se aposentar e a equiparação das regras de aposentadoria do funcionalismo às do INSS.

    No levantamento feito pelo Estado, 179 deputados afirmaram que votariam a favor da fixação da idade mínima e 79 contra. Os deputados que votariam pela equiparação da aposentadoria do funcionalismo com a iniciativa privada são 154, enquanto 74 não concordam.

    O País é um dos poucos no mundo que ainda não exige uma idade mínima para aposentadoria, permitindo a chamada aposentadoria por tempo de contribuição. Hoje, só os que não conseguem se aposentar por tempo de contribuição acabam seguindo a exigência da idade (60 anos para mulheres e 65 para homens, além de contribuição ao INSS por 15 anos). O governo Temer propôs a idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) para todos os tipos de aposentadoria.

    Enquanto os trabalhadores privados se aposentam ganhando no máximo R$ 5.645,80 (teto do INSS), um grupo de funcionários públicos que ingressaram até 2003 ainda pode levar para a aposentadoria o último salário da carreira (até o teto de R$ 33,7 mil)e aumentos iguais aos dos servidores ativos.

    Temer queria acabar com os dois privilégios. Depois, propôs uma regra que exigia as idades mínimas finais de 62 e 65 anos para conceder o benefício. Os servidores não aceitaram e se uniram para barrar a reforma.

    “Eu não vejo como fazer algo muito distinto do que está na proposta atual”, diz o secretário de Previdência, Marcelo Caetano. Para ele, esses dois pontos são pilares básicos para qualquer reforma com o intuito de dar sustentabilidade ao sistema. A vantagem de aproveitar a proposta do governo atual, segundo o secretário, é a economia de tempo. “Se for outra proposta, a equipe técnica que estiver chegando vai ter que dialogar com o novo núcleo político e vai ter um tramite que levará algum tempo”, diz.

    No entanto, para o relator da reforma da Previdência do governo Temer, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), colocar o texto que está na Câmara em votação depende apenas da vontade do presidente eleito.

    O consultor legislativo do Senado, Pedro Fernando Nery, afirma que a reforma de Temer ficou estigmatizada. Segundo ele, é necessário que uma nova proposta mantenha alguns parâmetros, como a fixação de idade mínima, redução dos benefícios por pensão por morte e restrições à integralidade do benefício do servidor público. Nery compara a situação atual com o que aconteceu em 2003, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs e conseguiu aprovar uma reforma muito parecida com a apresentada pelo seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, e que não tinha sido apoiada pelo PT.

    Na época, o próprio deputado Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, criticava a mudança de postura do PT por aprovar uma reforma que era muito parecida com os temas propostos por FHC. “É difícil a gente não escapar de um processo muito parecido no ano que vem”, avalia Nery.

    Embora seja aconselhado por sua equipe técnica a dar apoio à reforma da Previdência que já está no Congresso, Bolsonaro já disse ser contrário ao texto enviado por Temer. Para que a proposta seja colocada em votação ainda neste ano, seria preciso suspender a intervenção do Rio. No programa de Bolsonaro é defendida a introdução paulatina do sistema de capitalização – em que as contribuições do trabalhador são colocadas em um fundo para ser sacado no futuro, com correção.

    A proposta de Bolsonaro de introduzir a capitalização não exclui mudanças nas regras de idade mínima. Ele já falou numa idade de 61 anos e, em outra ocasião, num plano 62-57 anos.

    O candidato do PSL já defendeu uma diferenciação para militares, o que deve dificultar a aprovação da proposta já que se começa com exclusões que diminuem o alcance e criam categorias “privilegiadas”. Os policiais militares serão uma força contrária importante à reforma. Mas é difícil deixar as regras como estão por causa do peso das aposentadorias dos servidores inativos para as contas dos novos governadores.

    O candidato do PT, Fernando Haddad, acenou ao modelo de capitalização, mas disse que a prioridade seria a aposentadoria de servidores estaduais e de prefeituras.

    ADRIANA FERNANDES, ALEXANDRE FACCIOLLA*, CARLA BRIDI, CARLOS HENRIQUE COSTA*, GEOVANNA GRAVIA*, JOÃO KER*, MARIANNA HOLANDA, MARIANA HAUBERT, PEDRO PANNUNZIO* E VINÍCIUS PASSARELLI*. *ESPECIAIS PARA O ESTADO

    Fonte: O Estado de S. Paulo em 25/10/2018

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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