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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    josebarbos
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Seg 12 Nov 2018, 10:50 pm

    VadeMekum escreveu:Tudo bonito, mas tirado de internet e sem ser supedaneado por dados concretos.

    O que eu quero é precisão. Quanto está essa tal dívida? Quanto dela foi efetivamente paga? E a maneira como está sendo paga? Qual saldo efetivamente credor?

    Quanto efetivamente entra a título de recursos de previdência? E quanto efetivamente está desfalcado - se é que está?

    Tudo com números e pareceres de auditoria independente.

    O que quero dizer é: fala-se que a dívida é grande e o rombo da previdência é um canyon, como se apenas a mera declaração fosse atributo de idoneidade dessas assertivas. Tipo aquela máxima de Mussolini: uma mentira contada 1.000 vezes se torna verdade.

    Dívida pública federal em poder do público ao final de setembro de 2018 (em bilhões de R$): 3.779,48
    Fontes: STN - Relatório Mensal Dívida Pública Federal Setembro 2018
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    Quanto efetivamente entra a título de recursos de previdência? E quanto efetivamente está desfalcado - se é que está?
    São um monte de fontes, e aí você vai ter que me definir uma interpretação. Vou te dar um atalho, que é o famoso Regime Geral Urbano, que foi o único superavitário de caixa, por pouco tempo, na história de Banânia.
    Arrecadação líquida até setembro de 2018 (em milhões de reais): 270.682,1 - crescimento de 1,1% em relação a 2017
    Despesas com benefícios previdenciários urbano (em milhões de reais) 343.133,6 - crescimento de 3,4% em relação a 2017
    Déficit acumulado (em milhões de reais): 72.451,5 - crescimento de 15,3% em relação a 2017.
    Fonte: site da Secretaria de Previdência, vinculada ao Ministério da Fazenda:
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    Detalhes: todos estes dados possuem histórico, é fácil para um servidor bem qualificado como nós lê-los e compreender o quanto são preocupantes. Basta tirar a teimosia do privilégio de lado.

    Lembrando que o sistema de previdência geral tem como indivíduo médio um beneficiário que recebe R$ 1.367,27. Bora agradecer ser da elite privilegiada deste país e fazê-lo crescer para esta gente.

    PS: Não vou fazer citação no formato ABNT e não me venha com esta desculpa.

    PS2: obviamente, aguardo outros dados que considere relevantes para o enriquecimento da discussão.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 5:57 am

    androsvilazza escreveu:Ué, de onde entrou a Funpresp nessa conversa? Ou só pode dar pitaco na previdência quem está 100% dentro da barca furada? Já falei várias vezes, pra mim tanto faz quem decide aderir à Funpresp ou não. Por outro lado, é de meu total interesse que a previdência regular esteja saneada, primeiramente porque parte da minha aposentadoria ainda virá dessa fonte, e em segundo lugar porque qualquer rombo será coberto com aumento de contribuição/idade mínima ou impostos em geral, de todo modo me afetando diretamente.

    Só faltava essa agora, qualquer discussão a respeito da previdência se tornar um embate pró ou contra Funpresp.

    O bonde da Funpresp tá passando, embarca nele quem quer. Como eu disse mais de uma vez, por mim já tinham até fechado esse prazo pra adesão, até pra evitar esse desvio de foco nas discussões que realmente importam.


    Contraditório! Se realmente houvesse preocupação das pessoas pela parte que oriunda do RGPS, condenariam a DRU. Portanto, a intenção de boa parte da galera aqui é arregimentar mais adeptos para a seita funpresp e também atacar o pessoal da paridade. A elite é aquela que contribui para a previdência mensalmente mais do que o valor da aposentadoria do povão. É simples assim, passar uma borracha no sofrimento alheio.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 8:54 am

    Migrei e vou fazer de tudo pra provar que estava certo, senão, meu brio já era...


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Ter 13 Nov 2018, 8:56 am

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:Ué, de onde entrou a Funpresp nessa conversa? Ou só pode dar pitaco na previdência quem está 100% dentro da barca furada? Já falei várias vezes, pra mim tanto faz quem decide aderir à Funpresp ou não. Por outro lado, é de meu total interesse que a previdência regular esteja saneada, primeiramente porque parte da minha aposentadoria ainda virá dessa fonte, e em segundo lugar porque qualquer rombo será coberto com aumento de contribuição/idade mínima ou impostos em geral, de todo modo me afetando diretamente.

    Só faltava essa agora, qualquer discussão a respeito da previdência se tornar um embate pró ou contra Funpresp.

    O bonde da Funpresp tá passando, embarca nele quem quer. Como eu disse mais de uma vez, por mim já tinham até fechado esse prazo pra adesão, até pra evitar esse desvio de foco nas discussões que realmente importam.


    Contraditório! Se realmente houvesse preocupação das pessoas pela parte que oriunda do RGPS, condenariam a DRU. Portanto, a intenção de boa parte da galera aqui é arregimentar mais adeptos para a seita funpresp e também atacar o pessoal da paridade. A elite é aquela que contribui para a previdência mensalmente mais do que o valor da aposentadoria do povão. É simples assim, passar uma borracha no sofrimento alheio.  
    Depois de ricos e pobres, negros e brancos, gays e heteros, analistas e técnicos, eis que surge a divisão funpresp e RPPS. E isto antes de sabermos a proposta de reforma da previdência e qual a votação do projeto. Aproveitando a ocasião, repasso um zap que recebi a respeito do tema, só pra aquecer (ou não) a discussão:
    10 Propostas passadas à Bolsonaro quanto à previdência dos trabalhadores:

    1°- Ninguém poderá mais fazer greves, manifestações, associar a sindicatos (ou associações representantes de classe) e a partidos políticos.

    2°- É proibido falar do governo. Entrevista só se for autorizado.

    3°- Não há mais FGTS para ninguém;

    4°- Não será mais pago hora-extra, em hipótese alguma;

    5°- Não existe adicional noturno à ninguém;

    6°- Não será pago periculosidade à ninguém;

    7°- Insalubridade somente será pago em alguns casos raríssimos, muito específico;

    8°- Caso o empregador necessite, o empregado estará disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem custo
    algum para o empregador;

    9°- Férias será a cargo do patrão. Podendo ser interrompidas por necessidade do serviço. Não adianta se planejar.

    10°- O trabalhador pode ser mandado à qualquer lugar do país, com ou sem família. Com ou sem tempo determinado. E para outros países também. Tudo a cargo do padrão e a qualquer momento.

    Com estas 10 medidas o trabalhador poderá se aposentar com 30 anos de contribuição, porém, seguirá contribuindo para a previdência até o seu falecimento, nem que viva mais de 100 anos, continuará pagando;

    - Quando se aposentar o trabalhador receberá um bônus 4 salários em vez do FGTS (lembrando que ninguém tem direito a FGTS)

    ACHOU ABSURDO?????????
    Pois é assim o sistema previdenciário dos militares. E mesmo assim as missões constitucionais e os interesses da nação continuam sendo cumpridos desde o Império.
    Pense bem antes de criticar os militares e achar que eles só tem privilégios. ????????????????????????
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 9:20 am

    Fala sério jornalista. Porque vc acha que concursos para as forças armadas continuam bastante disputados? Via de regra, militar brasileiro não faz nada no quartel. Faz sim, muitas flexões.
    Qual servidor civil estável recebe fgts? Nosso direito à greve foi regulamentado? Sobre a remoção para outro lugar, funciona igual servidor civil: se a esposa for servidora, vai junto.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Ter 13 Nov 2018, 9:21 am

    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:Ué, de onde entrou a Funpresp nessa conversa? Ou só pode dar pitaco na previdência quem está 100% dentro da barca furada? Já falei várias vezes, pra mim tanto faz quem decide aderir à Funpresp ou não. Por outro lado, é de meu total interesse que a previdência regular esteja saneada, primeiramente porque parte da minha aposentadoria ainda virá dessa fonte, e em segundo lugar porque qualquer rombo será coberto com aumento de contribuição/idade mínima ou impostos em geral, de todo modo me afetando diretamente.

    Só faltava essa agora, qualquer discussão a respeito da previdência se tornar um embate pró ou contra Funpresp.

    O bonde da Funpresp tá passando, embarca nele quem quer. Como eu disse mais de uma vez, por mim já tinham até fechado esse prazo pra adesão, até pra evitar esse desvio de foco nas discussões que realmente importam.


    Contraditório! Se realmente houvesse preocupação das pessoas pela parte que oriunda do RGPS, condenariam a DRU. Portanto, a intenção de boa parte da galera aqui é arregimentar mais adeptos para a seita funpresp e também atacar o pessoal da paridade. A elite é aquela que contribui para a previdência mensalmente mais do que o valor da aposentadoria do povão. É simples assim, passar uma borracha no sofrimento alheio.  

    Cara, toda vez que vejo essa história de DRU não consigo parar de visualizar aquela clássica estória de Dom Quixote e sua insistente luta contra os moinhos de vento, acreditando piamente serem os moinhos ameaçadores dragões. Se a gente insistir nessa de brigar com os moinhos, os reais dragões vão continuar botando fogo no pasto. Não estou dizendo que o moinho não tenha sido importante no começo do incêndio, ventilando as faíscas e tal, mas não foi o moinho que incendiou o pasto, e já há muito tempo que seu ventinho não faz nada pra aumentar o fogo.

    Neste relatório do Tesouro Nacional, na Tabela 9 (página 14), há um histórico das desvinculações de receitas da Seguridade Social nos últimos 10 anos (2007-2016). Ressalta-se que as receitas do RGPS nem sequer são desvinculadas, como se pode perceber ao ler o texto da emenda que institui a DRU: "São desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2023, 30% (trinta por cento) da arrecadação da União relativa às contribuições sociais, sem prejuízo do pagamento das despesas do Regime Geral da Previdência Social, às contribuições de intervenção no domínio econômico e às taxas, já instituídas ou que vierem a ser criadas até a referida data".

    Já disse mais de uma vez que a intenção real da DRU foi dar uma tunga nos recursos destinados aos Fundos de Participação dos Estados e Municípios, concentrando a tributação mais em contribuições e taxas (cujas alíquotas aumentaram muito acima das alíquotas dos impostos), que não são destinadas aos referidos entes.

    Enfim, voltando ao quadro, e imaginando um cenário sem DRU, teríamos o seguinte:

    2007: Receitas totais: 344 bi Despesas totais: 337 bi Resultado: superávit de 7 bi
    2008: Receitas totais: 369 bi Despesas totais: 372 bi Resultado: déficit de 3 bi
    2009: Receitas totais: 389 bi Despesas totais: 428 bi Resultado: déficit de 39 bi
    2010: Receitas totais: 454 bi Despesas totais: 477 bi Resultado: déficit de 23 bi
    2011: Receitas totais: 520 bi Despesas totais: 533 bi Resultado: déficit de 13 bi
    2012: Receitas totais: 579 bi Despesas totais: 600 bi Resultado: déficit de 21 bi
    2013: Receitas totais: 646 bi Despesas totais: 669 bi Resultado: déficit de 23 bi
    2014: Receitas totais: 682 bi Despesas totais: 740 bi Resultado: déficit de 58 bi
    2015: Receitas totais: 706 bi Despesas totais: 796 bi Resultado: déficit de 90 bi
    2016: Receitas totais: 727 bi Despesas totais: 874 bi Resultado: déficit de 147 bi

    Há um documento do Planejamento, que trata da DRU, que traz os dados também para os anos de 2003 a 2014 (com pequenas diferenças nos números, provavelmente por adotar metodologia diferente da adotada pela Secretaria do Tesouro Nacional):

    2003: Receitas totais: 169 bi Despesas totais: 197 bi Resultado: déficit de 28 bi
    2004: Receitas totais: 216 bi Despesas totais: 229 bi Resultado: déficit de 13 bi
    2005: Receitas totais: 277 bi Despesas totais: 265 bi Resultado: superávit de 12 bi
    2006: Receitas totais: 298 bi Despesas totais: 303 bi Resultado: déficit de 5 bi
    *2007 a 2014 são números próximos aos apontados no relatório da STN.

    Ou seja, nesse longo período (2003 a 2016), se desconsiderada a DRU, tivemos 2 anos de pequenos superávits (12 bi em 2005, 7 bi em 2007, totalizando 19 bi) e 12 anos de déficits, que totalizam saldo negativo de 463 bi, o que significa que, durante todo esse tempo, o orçamento da Seguridade Social recebeu mais recursos do Orçamento Geral da União do que o contrário. Agora vem o fato mais intrigante nessa história toda:

    Se a Seguridade Social, esse tempo todo, recebeu mais do que perdeu recursos, e se o Orçamento Geral da União é tão engessado, com pouquíssima margem de manobra, como isso foi possível? Simples: A Seguridade Social vem recebendo recursos desvinculados de outras áreas (principalmente o FAT, mas também o PIS/PASEP e em alguns anos até da Saúde e Educação), o que só foi possível graças à existência da DRU.

    Caramba! Que reviravolta no enredo! Esse tempo todo a DRU vem sendo pintada como o grande vilão da Previdência/Seguridade Social quando, na verdade, era o herói que garantia a existência de recursos! Parece engraçado, mas é a verdade, e é a conclusão óbvia a que chega qualquer pessoa com mais atenção aos dados reais, do que à defesa intransigente do seu ponto de vista.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 9:34 am

    Não há nenhuma reviravolta. O que é da previdência, é da previdência, haja vista sua peculiaridade de nunca ter aplicado os saldos credores existentes. Cadê o cálculo dos juros e correções do montante que foi saqueado dos cofres da previdência, desde 1994? Eu já li de tudo aqui, nada mais me assusta. Cada um vê o que bem quer. A questão primordial é uma só: pensando sempre em si próprio. Migrei e quero estar certo, tenho que estar certo.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Ter 13 Nov 2018, 10:06 am

    Isso mesmo, vamos continuar nessa rota de cego que não quer ver.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por VadeMekum em Ter 13 Nov 2018, 11:03 am

    E tem outra questão que não vejo ninguém apreciar: quem garante que esses relatórios orçamentários e atuariais do Tesouro são idôneos?

    Só pq indicam um determinado número ali, pode-se reputar idoneidade? Quem tem acesso aos dados concretos e reais?

    Legal, traçando um paralelo, eu posso fazer um relatório sobre minhas finanças e dizer que tenho situação uma X visando, digamos, negociar eventuais dívidas. Ae branquinho simplesmente aceita fazer a composição proposta, baseado tão somente no que eu apresentei e falei.

    Quando eu me refiro a auditar tanto essa famigerada dívida pública quanto os recursos da previdência é no sentido de se aferir o montante efetivamente pago e eventual desfalque, respectivamente, por um entidade credenciada e independente para tanto - e não para aplicar nenhum calote.

    Como que se pode reputar válidas informações prestadas pelo próprio Governo, anos a fio, sempre repetindo essa ladainha:

    - tem que pagar juros da dívida. AMÉM.

    - a previdência tá com rombo. AMÉM.

    - o montante que se paga/pagou da dívida está correto. AMÉM.

    - tem que elevar alíquotas de previdência pro sistema não entrar em colapso. AMÉM.

    De minha parte, eu me interessaVA (verbo pretérito imperfeito) pelo RPPS pq até então a alíquota de 11% me era suportável e havia a perspectiva de me aposentar com 60 anos, com a integralidade, e curtir um pouco o final da vida (60 anos nos padrões atuais a pessoa nem dá pra ser considerada tão idosa).

    Agora, com esse aumento absurdo, mesmo se fique 14% (concordo com a teoria do bode: jogam a 22% pra abaixar pra 14% e todo o mundo ficar feliz), e com esse constante aumento da idade mínima (daqui a pouco vai ser 70 anos...) na boa mesmo, estou ponderando em ir para o RGPS, mas sem aderir a FUNPRESP.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Ter 13 Nov 2018, 11:23 am

    Acho que você está confundindo a chamada "Auditoria Cidadã" com a auditoria externa, por exemplo, que é feita em empresas com ações ofertadas na Bolsa de Valores. A auditoria externa independente é feita para auxiliar investidores que, normalmente, não têm acesso aos dados financeiros das empresas.
    Já a "auditoria cidadã" não quer acesso aos dados, quer é mudar a forma como os dados são interpretados. Até porque muitos dos defensores da tal "auditoria" (vulgo calote) são funcionários, ou ex-funcionários, que têm acesso aos mesmos dados. Nenhum deles questiona os dados de receitas e despesas. Questionam, como eu já disse, a cobrança de juros compostos, a contratação de dívidas para rolagem de dívidas antigas e custeio da máquina etc. Os dados das finanças públicas são de acesso a todos. Nem todo mundo tem conhecimento, tempo ou recursos suficientes para consolidar e interpretar os dados, mas isso não quer dizer que não se consiga acessá-los.

    Repito o que eu já disse: os números são abertos, acessíveis a qualquer um. Os relatórios consolidados utilizam números que qualquer pessoa (obviamente, atendidos os trâmites legais) pode acessar, e fazer seus próprios relatórios. Difícil é achar alguém com saco pra isso, porque não estamos falando de finanças pessoais, e sim de milhões de transações diárias, entrando e saindo recursos do Tesouro Nacional. Tudo, obviamente, consolidado em sistemas (como o SIAFI e outros), e é a partir desses sistemas que se fazem os relatórios.

    Praticamente todos os órgãos relevantes (TCU, STN, MPOG, RFB, Min. Fazenda, INSS, BCB, parlamentares, ONGs) têm acesso a estes dados. O que muda de um para outro, às vezes, é a interpretação que dão aos dados. O que para um entra na contagem, para outro não entra, etc.

    Ou seja, os números são, sim auditáveis, os sistemas também são auditáveis. Não acho razoável o Governo pagar salários de milhares de servidores, e ainda assim contratar uma "auditoria" externa (a um custo enorme, dada a grandeza da base de dados) para chegar às mesmas conclusões.

    Ou podemos simplesmente continuar aderindo a teorias conspiracionistas sem sentido, e achar que um calote na dívida resolve todos os problemas; ou que cobrar as dívidas de pessoas mortas e empresas falidas vai resolver o problema da previdência; ou qualquer bobagem parecida.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Ter 13 Nov 2018, 11:28 am

    Se o rombo existe porque o sistema é mesmo deficitário ou porque foi mal administrado eu não sei. O que eu sei é quem vai pagar a conta: nós, principalmente aqueles que ainda estao muito longe de se aposentar, como eu, perspecitiva de cerca de 30 anos ainda. Cada vez mais penso que esse sistema atual de RPPS parece mais com uma contribuicao definida: sei quanto vou pagar mais nao sei quanto, quando e se irei receber. Se não fosse pela mordida tao grande do leao, sai fora e iria fazer minha poupança por conta própria. Não confio em funpresp...hoje está tudo bem mas daqui até quando eu vier a me aposentar...Amarildo no comando é piada.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Ter 13 Nov 2018, 11:48 am

    Fico me perguntando por que insisto, pacientemente, em rebater com argumentos as mais diversas teorias conspiracionistas.

    Uma das conclusões possíveis é que os céticos, na verdade não duvidam dos fatos e números propriamente ditos, e sim dos fatos e números que desmentem o que acreditam.

    Não questionaram quando foi vendida a promessa de que era possível a aposentadoria com integralidade/paridade sem idade mínima (antes de ter sido instituída).

    Não questionam nenhuma das teses (minoritárias e obscuras, todas ligadas à mesma corrente ideológica) que apontam não existir déficit, e duvidam de todos os dados oficiais que apontam que ele existe.

    Não questionam a origem dos números apontados como "recursos desviados pela corrupção anualmente", e apontam somente a corrupção (e não as falhas na gestão e excesso de gastos) como causa dos problemas nacionais.

    Não questionam números da previdência quando apontam superávit, mas desacreditam dos números que apontam déficit.

    Não questionam o cálculo que diz ser possível que 66 milhões de contribuintes formais (contribuindo a no máximo 33%, considerada a parcela do empregador, e nem todos contribuindo por todos os meses do ano) gerem fluxo de caixa suficiente para pagar 27 milhões de beneficiários. Mais que isso, acreditam que o aumento da informalidade em pouco interfira nessa conta, e o número de beneficiários possa crescer (devido ao notável aumento na expectativa de vida), e ainda assim a conta permaneça sustentável.

    Aí já passamos do aspecto racional para o aspecto de fé, e fé é difícil de ser questionada e refutada.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por sprg4 em Ter 13 Nov 2018, 12:16 pm

    androsvilazza escreveu:Fico me perguntando por que insisto, pacientemente, em rebater com argumentos as mais diversas teorias conspiracionistas.

    Uma das conclusões possíveis é que os céticos, na verdade não duvidam dos fatos e números propriamente ditos, e sim dos fatos e números que desmentem o que acreditam.

    Não questionaram quando foi vendida a promessa de que era possível a aposentadoria com integralidade/paridade sem idade mínima (antes de ter sido instituída).

    Não questionam nenhuma das teses (minoritárias e obscuras, todas ligadas à mesma corrente ideológica) que apontam não existir déficit, e duvidam de todos os dados oficiais que apontam que ele existe.

    Não questionam a origem dos números apontados como "recursos desviados pela corrupção anualmente", e apontam somente a corrupção (e não as falhas na gestão e excesso de gastos) como causa dos problemas nacionais.

    Não questionam números da previdência quando apontam superávit, mas desacreditam dos números que apontam déficit.

    Não questionam o cálculo que diz ser possível que 66 milhões de contribuintes formais (contribuindo a no máximo 33%, considerada a parcela do empregador, e nem todos contribuindo por todos os meses do ano) gerem fluxo de caixa suficiente para pagar 27 milhões de beneficiários. Mais que isso, acreditam que o aumento da informalidade em pouco interfira nessa conta, e o número de beneficiários possa crescer (devido ao notável aumento na expectativa de vida), e ainda assim a conta permaneça sustentável.

    Aí já passamos do aspecto racional para o aspecto de fé, e fé é difícil de ser questionada e refutada.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tecnico_judiciarioti em Ter 13 Nov 2018, 2:35 pm

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por VadeMekum em Ter 13 Nov 2018, 2:49 pm

    androsvilazza escreveu:
    Praticamente todos os órgãos relevantes (TCU, STN, MPOG, RFB, Min. Fazenda, INSS, BCB, parlamentares, ONGs) têm acesso a estes dados. O que muda de um para outro, às vezes, é a interpretação que dão aos dados. O que para um entra na contagem, para outro não entra, etc.

    Ou seja, os números são, sim auditáveis, os sistemas também são auditáveis. Não acho razoável o Governo pagar salários de milhares de servidores, e ainda assim contratar uma "auditoria" externa (a um custo enorme, dada a grandeza da base de dados) para chegar às mesmas conclusões.

    Ou podemos simplesmente continuar aderindo a teorias conspiracionistas sem sentido, e achar que um calote na dívida resolve todos os problemas; ou que cobrar as dívidas de pessoas mortas e empresas falidas vai resolver o problema da previdência; ou qualquer bobagem parecida.

    Há, o Governo gastar com auditoria externa vc acha desperdício, como se ele não desperdiçasse de outras formas muitíssimo menos úteis: arenas de jogos olímpicos, copa, só pra ficar no mínimo. Me poupe.

    Governo ano após ano administrando mal os recursos, praticando pedalada fiscal, e o cidadão de bem duvidar da ladainha que é divulgada é teoria conspiratória?

    Posso então aduzir que quem diz "amém" pra tudo é adepto do que? Teoria da leniência?

    Em nenhum momento escrevi que não há deficit. O que eu quero saber é a dimensão REAL desse déficit. Porém, supedaneado com dados contábeis e atuariais precisos e realizados com imparcialidade. Se fica caro fazer isso? Leiloa estádios pra Copa feitos em Manaus, por exemplo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 6:01 pm

    VadeMekum escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Praticamente todos os órgãos relevantes (TCU, STN, MPOG, RFB, Min. Fazenda, INSS, BCB, parlamentares, ONGs) têm acesso a estes dados. O que muda de um para outro, às vezes, é a interpretação que dão aos dados. O que para um entra na contagem, para outro não entra, etc.

    Ou seja, os números são, sim auditáveis, os sistemas também são auditáveis. Não acho razoável o Governo pagar salários de milhares de servidores, e ainda assim contratar uma "auditoria" externa (a um custo enorme, dada a grandeza da base de dados) para chegar às mesmas conclusões.

    Ou podemos simplesmente continuar aderindo a teorias conspiracionistas sem sentido, e achar que um calote na dívida resolve todos os problemas; ou que cobrar as dívidas de pessoas mortas e empresas falidas vai resolver o problema da previdência; ou qualquer bobagem parecida.

    Há, o Governo gastar com auditoria externa vc acha desperdício, como se ele não desperdiçasse de outras formas muitíssimo menos úteis: arenas de jogos olímpicos, copa, só pra ficar no mínimo. Me poupe.

    Governo ano após ano administrando mal os recursos, praticando pedalada fiscal, e o cidadão de bem duvidar da ladainha que é divulgada é teoria conspiratória?

    Posso então aduzir que quem diz "amém" pra tudo é adepto do que? Teoria da leniência?

    Em nenhum momento escrevi que não há deficit. O que eu quero saber é a dimensão REAL desse déficit. Porém, supedaneado com dados contábeis e atuariais precisos e realizados com imparcialidade. Se fica caro fazer isso? Leiloa estádios pra Copa feitos em Manaus, por exemplo.

    kkkk
    Vou levantar só um pontinho que contesta os ditos números oficiais do governo:
    não informou 1 centavo de desvio por corrupção da previdência, e todo mundo sabe que tem.
    Por que temos que confiar nas contas apresentadas pelo governo? O mesmo Temer, pirata dos portos, que disse que a reforma trabalhista seria boa para os empregados, que iria criar 2 milhões de empregos. Mal criou 300 mil no pau brabo.
    No meu tempo de empresa privada, quem temia auditoria externa é porque devia. Pergunta se o governo aceita auditoria nas contas públicas? Não aceita. Aliás, a "incorruptível" Dilma não aceitou que ela fosse feita.

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    “Para receber 500 milhões de reais no curto prazo, o Governo Michel Temer (PMDB) pode abrir mão de arrecadar até 543,3 bilhões de reais em um período de três anos.”


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 13 Nov 2018, 6:04 pm

    androsvilazza escreveu:Se a Seguridade Social, esse tempo todo, recebeu mais do que perdeu recursos, e se o Orçamento Geral da União é tão engessado, com pouquíssima margem de manobra, como isso foi possível? Simples: A Seguridade Social vem recebendo recursos desvinculados de outras áreas (principalmente o FAT, mas também o PIS/PASEP e em alguns anos até da Saúde e Educação), o que só foi possível graças à existência da DRU.

    Caramba! Que reviravolta no enredo! Esse tempo todo a DRU vem sendo pintada como o grande vilão da Previdência/Seguridade Social quando, na verdade, era o herói que garantia a existência de recursos! Parece engraçado, mas é a verdade, e é a conclusão óbvia a que chega qualquer pessoa com mais atenção aos dados reais, do que à defesa intransigente do seu ponto de vista.

    Pra mim, não tem nada mais claro.

    Boa parte do dinheiro que deveria ir para a saúde e educação são destinados pra pagar aposentadoria.

    É por isso que a gente bate nesta tecla, independente de ter aderido ou não à migração do regime previdenciário: se não aumentar a contribuição previdenciária, se não fixar uma idade mínima para a aposentadoria, não haverá uma melhoria nas obrigações mais básicas à população em geral.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 6:12 pm

    “GOVERNO TIRA DINHEIRO DA PREVIDÊNCIA PARA PAGAR JUROS DA DÍVIDA”

    Durante seminário realizado pelo Dieese e nove centrais sindicais, nesta terça-feira, 7, especialistas desmascaram o argumento do "déficit" da Previdência, utilizado pelo governo Michel Temer para a reforma no setor; segundo o presidente da Associação Nacional dos Fiscais Previdenciários (Anfip), Vilson Antonio Romero, consideradas todas as fontes de financiamento, o sistema não tem déficit; segundo ele, o governo utiliza a Desvinculação de Receitas da União (DRU) para retirar dinheiro que deveria ser destinado à seguridade e destiná-lo para pagamento de juros e amortização da dívida pública; "Só tem teto para os programas sociais", critica.



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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 6:15 pm

    MConcursos escreveu:Se o rombo existe porque o sistema é mesmo deficitário ou porque foi mal administrado eu não sei. O que eu sei é quem vai pagar a conta: nós, principalmente aqueles que ainda estao muito longe de se aposentar, como eu, perspecitiva de cerca de 30 anos ainda. Cada vez mais penso que esse sistema atual de RPPS parece mais com uma contribuicao definida: sei quanto vou pagar mais nao sei quanto, quando e se irei receber. Se não fosse pela mordida tao grande do leao, sai fora e iria fazer minha poupança por conta própria. Não confio em funpresp...hoje está tudo bem mas daqui até quando eu vier a me aposentar...Amarildo no comando é piada.

    Mas e se o funpresp começar a sortear 1 bicicleta 21 marchas por mês para os aderentes, mesmo assim não vale a pena pra vc? Very Happy


    Última edição por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 6:38 pm, editado 1 vez(es)


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Ter 13 Nov 2018, 6:22 pm

    Galizezin escreveu:
    VadeMekum escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Praticamente todos os órgãos relevantes (TCU, STN, MPOG, RFB, Min. Fazenda, INSS, BCB, parlamentares, ONGs) têm acesso a estes dados. O que muda de um para outro, às vezes, é a interpretação que dão aos dados. O que para um entra na contagem, para outro não entra, etc.

    Ou seja, os números são, sim auditáveis, os sistemas também são auditáveis. Não acho razoável o Governo pagar salários de milhares de servidores, e ainda assim contratar uma "auditoria" externa (a um custo enorme, dada a grandeza da base de dados) para chegar às mesmas conclusões.

    Ou podemos simplesmente continuar aderindo a teorias conspiracionistas sem sentido, e achar que um calote na dívida resolve todos os problemas; ou que cobrar as dívidas de pessoas mortas e empresas falidas vai resolver o problema da previdência; ou qualquer bobagem parecida.

    Há, o Governo gastar com auditoria externa vc acha desperdício, como se ele não desperdiçasse de outras formas muitíssimo menos úteis: arenas de jogos olímpicos, copa, só pra ficar no mínimo. Me poupe.

    Governo ano após ano administrando mal os recursos, praticando pedalada fiscal, e o cidadão de bem duvidar da ladainha que é divulgada é teoria conspiratória?

    Posso então aduzir que quem diz "amém" pra tudo é adepto do que? Teoria da leniência?

    Em nenhum momento escrevi que não há deficit. O que eu quero saber é a dimensão REAL desse déficit. Porém, supedaneado com dados contábeis e atuariais precisos e realizados com imparcialidade. Se fica caro fazer isso? Leiloa estádios pra Copa feitos em Manaus, por exemplo.

    kkkk
    Vou levantar só um pontinho que contesta os ditos números oficiais do governo:
    não informou 1 centavo de desvio por corrupção da previdência, e todo mundo sabe que tem.
    Por que temos que confiar nas contas apresentadas pelo governo? O mesmo Temer, pirata dos portos, que disse que a reforma trabalhista seria boa para os empregados, que iria criar 2 milhões de empregos. Mal criou 300 mil no pau brabo.
    No meu tempo de empresa privada, quem temia auditoria externa é porque devia. Pergunta se o governo aceita auditoria nas contas públicas? Não aceita. Aliás, a "incorruptível" Dilma não aceitou que ela fosse feita.

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    Vê agora quem tem fé? Quem tem confiança cega?

    “Para receber 500 milhões de reais no curto prazo, o Governo Michel Temer (PMDB) pode abrir mão de arrecadar até 543,3 bilhões de reais em um período de três anos.”
    Essa questão da auditoria da dívida é complexa. Será que a esquerda aceitaria uma auditoria feita pelo mito e vice versa? Outra: a unafisco não parece ser favorável a opiniões contrárias na hora do debate, haja vista a composição da mesa...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 6:31 pm

    a questão não é aceitar ou não, é fazê-la e pronto. auditoria nas contas públicas = abertura da caixa-preta.

    a unafisco não tem nada de diferente daqueles que pensam o contrário dela. igualzinho aqui. se a minha posição não prevalecer, dou piti.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Ter 13 Nov 2018, 7:48 pm

    Unafisco é entidade privada, que traduz os interesses de quem a compõe.....no caso só fiscais da rfb..

    Lógico que vão querer tudo dentro da fiscalização direta do fiscal, grande poderes para fiscal, etc...

    Por isso  lá no próprio site se encontra:

    "06/11/2018 Internamente, Receita Federal resiste à ideia de Coaf passar para ministério de Moro


    Unafisco estuda medidas contra eventual aplicação do ponto eletrônico para Auditores Fiscais

    Unafisco Nacional propõe ação coletiva para pagamento do bônus aos associados oriundos do INSS e Ministério da Previdência


    Então, Unafisco?, Unafisco é para que mesmo??
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 13 Nov 2018, 9:31 pm

    Então, é sobre isso que estou falando. A gente vai ficar nessa discussão sem fim. Porque a Unafisco defende interesses de A. Sindjus defende interesses de B. Aderentes ao funpresp defendem a reforma para receberem as migrações. Não acredito em imparcialidade. É tudo umbigudo.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 13 Nov 2018, 11:02 pm

    Eu começo a achar graça dos papos de doido: fica claro que ou é leitor de manchete, ou vai na onda do sindicalista, ou não quer perder a boquinha cujo alicerce é cada vez mais falho.

    Vamos ver o perfil de quem migrou no Executivo:

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    A própria Funpresp-EXE detalha o perfil deste servidor:
    A Funpresp fez uma análise dos migrantes do Executivo Federal e identificou um perfil no qual 66% têm entre 35 e 44 anos e 87% deles recebem mais de R$ 14 mil. [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Além das carreiras de auditoria, e Secretarias, vou dar uma dica das autarquias vinculadas:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

    BACEN não está na conta, mas parece bem com o perfil.

    Curiosamente, quem é especialista em finanças migrou. Em segundo lugar, advogados da União, que conhecem o sistema, julgam causas e ganham bem. Só de professores universitários, que em tese estão todos acima do teto, há quase o triplo de servidores que os vinculados ao MF. Por que será que ninguém migrou? Ideologia supera os especialistas em finanças?

    Chega a ser uma piada falar que não dá para acreditar em dados do governo. Conhece a burocracia e o tanto de travas? Qual a lógica do governo declarar que arrecada menos do que de fato entra? Já parou para pensar que papo de doido é este? Tudo o que um político gostaria é ter mais recurso, para fazer mais benesses e se perpetuar no poder. A tendência é de arrecadação artificialmente inflada, não o contrário!

    De resto, há sim uma enorme complexidade. Há que se definir uma conta, com critérios claros. A que mais gosto é separar os regimes por perfis e, quando há déficit, decidir de maneira clara quem paga a conta.

    Os sindicalistas estão inventando teses cada vez mais ilógicas para tentar explicar o superávit.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 13 Nov 2018, 11:07 pm

    VadeMekum escreveu:na boa mesmo, estou ponderando em ir para o RGPS, mas sem aderir a FUNPRESP.

    Vai pedir exoneração?
    Porque você continua no RPPS, o que muda é apenas o regime de contribuição e benefícios.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qua 14 Nov 2018, 6:52 am

    de fato aqui impera os rábulas da economia.

    o principal perfil daqueles que migraram: entre 35 a 44 anos. são jovens demais e, conhecendo as artimanhas do governo, de saquear a previdência e a cada 5 ou 10 anos fazer reformas, não querem pagar para ver, tipo aposentadoria após os 100 anos.
    no mais, ser especialista não diz respeito ao cargo ou órgão de lotação, mas à formação universitária e profissional. na receita federal, por exemplo, para ser auditor fiscal o camarada pode ter concluído qualquer curso superior. graduados em direito, especialistas em finanças? no judiciário e mpu, praticamente todos graduados, formados em que mesmo? nas diversas áreas. todos muito bons pitaqueiros. por outro lado, nas universidades federais, temos professores de graduação de economia, com doutorado, pós-doutorado, que não migraram. não migraram e tampouco alertaram os colegas? deve rolar um papinho docente na hora do café.
    então fica claro que os especialistas não são especialistas, mas possuem vivência do que é governo: prodigiosidade nos gastos e depois manda a conta para o povão.
    basta um pouquinho só de inteligência para entender que com o dinheiro pago a título de juros poderíamos reconstruir uma europa por ano. é óbvio que quem vive da especulação financeira torce para que essa situação se perpetue. produzir e gerar riqueza dá preguiça.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Qua 14 Nov 2018, 8:13 am

    Galizezin escreveu:de fato aqui impera os rábulas da economia.

    o principal perfil daqueles que migraram: entre 35 a 44 anos. são jovens demais e, conhecendo as artimanhas do governo, de saquear a previdência e a cada 5 ou 10 anos fazer reformas, não querem pagar para ver, tipo aposentadoria após os 100 anos.
    no mais, ser especialista não diz respeito ao cargo ou órgão de lotação, mas à formação universitária e profissional. na receita federal, por exemplo, para ser auditor fiscal o camarada pode ter concluído qualquer curso superior. graduados em direito, especialistas em finanças? no judiciário e mpu, praticamente todos graduados, formados em que mesmo? nas diversas áreas. todos muito bons pitaqueiros. por outro lado, nas universidades federais, temos professores de graduação de economia, com doutorado, pós-doutorado, que não migraram. não migraram e tampouco alertaram os colegas? deve rolar um papinho docente na hora do café.
    então fica claro que os especialistas não são especialistas, mas possuem vivência do que é governo: prodigiosidade nos gastos e depois manda a conta para o povão.
    basta um pouquinho só de inteligência para entender que com o dinheiro pago a título de juros poderíamos reconstruir uma europa por ano. é óbvio que quem vive da especulação financeira torce para que essa situação se perpetue. produzir e gerar riqueza dá preguiça.

    Poxa, aí você se enganou...

    -Quem entende mais das contas públicas brasileiras, na média?

    1) O corpo técnico do MF, que está trabalhando nisso todo dia?
    2) O corpo técnico das Universidades, que possuem professores em quase todas áreas (saúde, biologia, agronomia), e alguns poucos doutores em economia (os quais que podem ainda ter o foco de estudos em Normas da ABNT, relações econômicas internacionais, história econômica das civilizações, etc)?




    Não estou dizendo que o dinheiro não é desviado, ou que não daria para construir uma nova europa.... Isso é outro problema.
    Mas, quem tem força para fazer o governo cumprir o básico????
    1- não desviar;
    2- gastar só que arrecada, e só depois de arrecadar.
    3- Gastar no que funciona e dá resultado efetivamente (nada em embaixada no Gabão, ou de carro oficial com motorista pras 12.457 autoridades da república)


    Se nem a cúpula que tá em BSB (e migrou em peso) e está perto da cúpula tá conseguindo resolver esse basicão de 3 tópicos aí, não serão os professores entre uma uma prova de segunda chamada e uma greve anual que irão....



    MAS, cada um acredita no que quer.... livre arbítrio...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qua 14 Nov 2018, 8:34 am

    é, não dá...

    Bolsonaro confiou a economia do país a um auditor do MF, o Paulo Guedes.

    Como assim alguns poucos doutores? Doutorado é exigência para ser professor de universidade federal.

    Principal perfil daqueles que migraram: tenra idade. Ministros do STF, quantos migraram?

    Já chega a ser fanatismo religioso essa tal seita funprespiana. Very Happy

    Nas palavras de Joseph Goebbels: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade."

    "Vamo ponderá né gente?" Tá feliz com a aposta no fundinho? Siga em frente. Tomara que dê certo. Só respeitem a decisão dos outros, que pensam diferente, de serem felizes também por suas escolhas.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qua 14 Nov 2018, 8:45 am

    complementando: da minha parte, admiro quem migrou para o teto do RPPS e não aderiu ao fundinho, pois atualmente nenhum fundo do país passou ileso a desvios e falcatruas, vide Postale, em que o pessoal considerado pobre (carteiros) está arcando com o custo da corrupção (28%). Quem puder, fuja das mãos do governo e da administração pródiga de terceiros neófitos. Pague o mínimo possível e invista/poupe por conta própria.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qua 14 Nov 2018, 9:11 am

    Detesto essa personificação de argumentos, atacar as pessoas em vez dos fatos, achar que qualquer argumentação contrária às suas crenças tem subjacente uma intenção escusa. Típico, por exemplo, do PT e seus satélites: "Não concorda comigo (em qualquer assunto) porque é das elites, odeia pobre e quer a exploração do trabalhador". Vamos experimentar como seria essa personificação adotada no sentido oposto:

    Grande "estratégia" para "ganhar" um argumento:

    1. "Qualquer argumento a favor da reforma da previdência é de gente que aderiu à Funpresp, ou porque quer que os outros façam sua adesão à Funpresp". Os números não importam.

    2. Como a única intenção é influenciar a adesão à Funpresp, obviamente quem hoje defende a reforma da Previdência passará a ser frontalmente contrário no dia seguinte ao fechamento do prazo para migração; afinal, não há déficit.

    3. A maior parte dos professores de Universidades Federais são doutores em Economia, inclusive os professores de Medicina, Direito, Filosofia, Biologia etc. etc...

    4. Não há ideologia nas universidades federais, e nenhum professor de universidade está interessado em manter qualquer tipo de privilégios.

    5. Concurso para o Ministério da Fazenda e RFB aceita qualquer área de formação e, por isso, não exige qualquer conhecimento de cálculos ou economia, nem para o concurso, nem para o trabalho depois de aprovado.

    6. Cálculos da área técnica dos ministérios ligados à área econômica e previdenciária não têm qualquer validade. "Cálculos" apresentados por sindicalistas corporativistas, sim.

    7. Aliás, todos os economistas que defendam a reforma da Previdência têm interesses escusos. Os únicos economistas sérios são aqueles ligados à esquerda (que defende aumento de impostos e gastos do Governo para tudo), ou ligados às entidades sindicais. E sim, isso é mera coincidência, nada a ver com estarem defendendo seus interesses e privilégios a qualquer custo.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qua 14 Nov 2018, 9:23 am

    então vc se detesta? basta ler alguns posts atrás.
    No geral, se não concorda comigo é peteba, egoísta, que não pensa no país, só porque pagou/pagará 11% por 35 anos de serviço!

    precisam combinar melhor as postagens, pois um diz que a unafisco é um fiasco, pessoal tendencioso, não sabe de nada, outro diz que o pessoal da receita é especialistíssimo.

    Eu fico estupefato com esse pessoal aqui, que considero tudo QI acima de 200, vilazza, josebarbosa, eu voltei, etc, se perderem em questiúnculas.

    (.) ponto final da discussão pra mim.




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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Qua 14 Nov 2018, 9:32 am

    Galizezin escreveu:é, não dá...

    Bolsonaro confiou a economia do país a um auditor do MF, o Paulo Guedes.

    Como assim alguns poucos doutores? Doutorado é exigência para ser professor de universidade federal.

    Principal perfil daqueles que migraram: tenra idade. Ministros do STF, quantos migraram?

    Já chega a ser fanatismo religioso essa tal seita funprespiana. Very Happy

    Nas palavras de Joseph Goebbels: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade."

    "Vamo ponderá né gente?" Tá feliz com a aposta no fundinho? Siga em frente. Tomara que dê certo. Só respeitem a decisão dos outros, que pensam diferente, de serem felizes também por suas escolhas.

    Pós-Doutorado em microbiologia não capacita para decisões financeiras.

    Se fosse exigência, ministros do STF até pagariam para estar lá... não seja juvenil

    Funpresp? quem falou disso?

    Minha decisão está tomada, mas essa nada vale pra ninguém.
    A decisão do governo é a que vale mesmo, também foi tomada: a previdência será reformada para pior (para o cidadão), não tem piquete/protesto/estudo de pós-doutor cátedra de universidade federal/constituição federal/PT/etc que mude isso...

    Ainda que não mude nada na lei, a previdência mudará de adimplente, para caloteira.

    Nada é permanente, exceto a mudança.
    Heráclito
    (540 a.C. - 470 a.C.) foi um importante filósofo pré-socrático,

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jotajota em Qui 15 Nov 2018, 11:53 pm

    O nobre colega se equivoca ao imaginar que os "migrantes" tem o desejo de que outros venham se juntar a eles... Particularmente, acredito que quanto menos migrantes houver, melhor para mim. É melhor fazer parte de um grupo reduzido cujo impacto orçamentário não será tão relevante. Por outro lado, se formos centenas de milhares, o impacto já fica maior... A questão é que a evolução dos problemas de nossa previdencia está aí para todos verem. O negócio vai para o buraco, e não tem passeata, sindicato ou partido que possa resolver isto. Não tem como brigar com a matemática. O sistema é um golpe de piramide. Um tipo de amway ou herbalife.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 5:17 am

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    BRASÍLIA - A proposta de reforma da Previdência elaborada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que servidores públicos que ingressaram na carreira antes de 2003 só poderão se aposentar com integralidade (recebendo o último salário) e paridade (tendo direito ao mesmo reajuste salarial que os ativos) se atingirem idade mínima de 65 anos. Ainda não se sabe se haverá diferença de idade para homens e mulheres. Essa regra já fazia parte da reforma que foi apresentada pelo presidente Michel Temer ao Congresso e sofreu forte resistência do lobby do funcionalismo. No entanto, a nova equipe econômica avalia que é preciso manter o discurso de combate aos privilégios para ganhar apoio à reforma.

    A exigência da idade mínima tornaria mais igualitários os regimes dos servidores e dos trabalhadores do setor privado. Isso, no entanto, não impactaria quem está na ativa e já atingiu os requisitos mínimos para aposentadoria. Essas pessoas já têm direitos adquiridos.

    Ao mesmo tempo, a proposta prevê a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo e a antecipação do benefício para idosos e deficientes da baixa renda que não contribuem para o regime previdenciário e são enquadrados na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). Hoje, esse grupo tem direito a um salário mínimo quando atinge 65 anos de idade.

    A ideia é que a partir de 55 anos esses beneficiários já possam ter alguma renda. Uma possibilidade é receber R$ 150 com 55 anos, R$ 200 com 57 anos e R$ 250 com 60 anos. Os valores vão crescendo gradualmente até que a pessoa chegue aos 65 anos. O valor cheio, no entanto, pode acabar ficando abaixo do salário mínimo, pois também seria desvinculado. Essa modalidade, chamada de assistência fásica (por etapa), seria opcional e só valeria para os benefícios assistenciais.

    Não tem açodamento’

    A desvinculação do salário mínimo está dentro do plano geral de desindexação da economia que a equipe de Bolsonaro pretende implementar. A avaliação é que isso ajuda a derrubar o argumento de que a aposentadoria não pode ser inferior ao piso nacional por ser considerada cláusula pétrea da Constituição.
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    Segundo fonte a par das discussões, o presidente já deu as linhas gerais: não quer mudanças abruptas nem deixar alguns segmentos em “grande desconforto” para votar a matéria. Será a reforma possível, disse a fonte, acrescentando que a proposta precisa ter consistência técnica para dar uma resposta ao mercado.

    O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ontem que a ideia do novo presidente é fazer a reforma da Previdência sem correria. Segundo ele, o governo não quer um remendo, mas um modelo que dure 30 anos.

    - O governo não tem açodamento - disse o ministro, durante entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, onde a equipe de transição se reúne.

    Ele disse que a meta é aprovar a reforma em 2019, mas admitiu que será preciso convencer tanto o novo Congresso quanto a sociedade, e que isso leva tempo:

    - A tramitação congressual vai estar pari passu com o convencimento dos parlamentares e da sociedade. Para conseguir isso, não dá para ser no afogadilho. Queremos aprovar no primeiro ano, mas temos que reconhecer que nossa dificuldade passa por um Congresso que vem bastante renovado.

    Os técnicos que estão trabalhando no desenho da reforma pretendem fechar o texto ainda em janeiro para apresentá-lo ao Congresso na abertura do ano legislativo. Nesse momento, explicou uma fonte, “estamos pinçando pontos comuns em várias propostas”. A reforma de Temer não seria aproveitada integralmente porque estaria contaminada e “dificilmente, seria aprovada”.

    Segundo um interlocutor do governo de transição, a nova proposta “não será a de A, B, C ou D”, mas uma nova proposta, com pontos positivos de todas elas. O que muda é a dosagem e a duração da fase de transição para a entrada em vigência das regras mais duras.

    Isso significa que será definida uma idade mínima progressiva até 65 anos, mas que ela poderá subir ainda mais de acordo com o aumento da expectativa de vida. Há possibilidade ainda de ser fixada uma idade diferenciada para mulheres com filhos. Além disso, mudanças no valor da pensão e no cálculo da aposentadoria farão parte da proposta.

    Custos da capitalização

    Para novos trabalhadores, a ideia é criar um regime de capitalização em que cada um contribuirá para uma conta individual de aposentadoria. No regime atual, de repartição, os trabalhadores na ativa financiam a aposentadoria dos mais velhos. A capitalização será acompanhada de mudança no regime de contribuição previdenciária, baseado atualmente na folha de pagamento, considerada deteriorada por causa da informalidade e das novas modalidades no mercado de trabalho. A ideia é arrumar uma fonte de recursos segura para arcar com o custo do regime atual, que perderá receitas com a capitalização.

    O diretor executivo da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Rafael Guedes, disse que o país tem poucas condições de arcar com os custos de eventual adoção do regime de capitalização na Previdência. Segundo ele, o sistema é caro porque seca a fonte de financiamento do regime de repartição. Ao separar recursos captados hoje para aposentadorias do futuro, reduz-se as verbas que financiam os benefícios do presente. Em sua opinião, a transição só seria possível se a reforma do atual regime for mais agressiva:

    - A capitalização tem custo alto. As contas fiscais do país não permitem esse gasto inicial.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 6:23 am

    Se começou assim, os pilares estão bons.

    Uma das grandes injustiças de hoje com o trabalhador comum é o fato de que recebe o mesmo ou quase o mesmo do que aquele que nunca contribuiu com a previdência. Permitir o desconto é quase "burrice", uma vez que o SM já está garantido.

    Não nega os direitos adquiridos, mas também tende a não os manter. E quanto à igualdade de homens e mulheres, é o bode na sala para ser retirado na negociação.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Ter 04 Dez 2018, 6:33 am

    josebarbos escreveu:Se começou assim, os pilares estão bons.

    Uma das grandes injustiças de hoje com o trabalhador comum é o fato de que recebe o mesmo ou quase o mesmo do que aquele que nunca contribuiu com a previdência. Permitir o desconto é quase "burrice", uma vez que o SM já está garantido.

    Não nega os direitos adquiridos, mas também tende a não os manter. E quanto à igualdade de homens e mulheres, é o bode na sala para ser retirado na negociação.
    Mas o bode maior fica pros esquerdistas e feministas. Como defender idades diferentes e isonomia salarial, como exemplo de direitos iguais para todos? “Ah mas são coisas diferentes.” Este é o cérebro canhoto.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 9:29 am

    Time de Bolsonaro estuda proibir aposentadoria integral de servidor antes dos 65 anos

    Equipe de Jair Bolsonaro planeja reeditar uma das regras da reforma de Michel Temer, que não foi para a frente

    Da Redação [04/12/2018] [09h36]

    A equipe de Jair Bolsonaro estuda impedir a concessão de aposentadoria integral – com valor equivalente ao último salário – a servidores públicos que se aposentarem antes dos 65 anos. Outra vantagem que o funcionalismo pode perder é a paridade, isto é, o direito a receber, como aposentado, reajustes idênticos aos do pessoal da ativa. Também nesse caso, o funcionário público só garantiria o benefício caso esperasse até os 65 anos para se aposentar.

    Segundo reportagem do jornal “O Globo”, as duas medidas, que afetam os funcionários públicos contratados até 2003, podem constar da reforma da Previdência que o novo governo vai apresentar no ano que vem. O senador eleito Flávio Bolsonaro avisou que a ideia é aprovar a reforma ainda em 2019, mas que ela não será enviada ao Congresso em janeiro, como primeiro ato da gestão.

    Regra muito parecida foi sugerida pelo governo de Michel Temer em sua tentativa de mudar as regras de aposentadoria. Mas, sem apoio do Congresso, a reforma de Temer não chegou a ser analisada em Plenário. E, de todo modo, a negociação com os parlamentares já apontava para uma retirada dessas exigências quando o tema fosse à votação, com a definição de uma regra para tornar a transição mais suave.

    De acordo com “O Globo”, mesmo reconhecendo que tais restrições vão enfrentar forte resistência de categorias organizadas, que em várias ocasiões mostraram poder de influência sobre os parlamentares, a equipe de Bolsonaro pretende manter o discurso de que vai combater privilégios. Trata-se de uma tentativa de conquistar apoio para a reforma. Um dos fatores que fragilizaram as pretensões de Temer foi justamente a impressão, na opinião pública, de que alguns setores eram intocáveis na reforma.

    Pelo menos uma das propostas independentes de reforma sugeridas à equipe de Bolsonaro busca evitar que os servidores consigam integralidade e paridade. O projeto capitaneado pelos economistas Armínio Fraga e Paulo Tafner menciona “uma regra de transição mais dura para garantia de integralidade e paridade, mediante preenchimento de requisitos de tempo de contribuição e idade”. Pela regra de transição “convencional” do texto de Armínio e Tafner, a idade mínima de aposentadoria dos servidores será elevada gradualmente ao longo de uma década, até chegar a 65 anos. Para quem quiser manter as duas vantagens, portanto, o prazo de transição deve ser ainda mais curto.

    “Segundo diversos estudos, os regimes de previdência dos servidores seriam sozinhos responsáveis por não menos do que 7% de toda a desigualdade de renda do país. Enquanto na iniciativa privada os trabalhadores se aposentam com a média de suas contribuições, os servidores que ingressam até 2003, que são os que se aposentarão nas próximas décadas, recebem o último salário da carreira (‘integralidade’). Não é aceitável concordar e proteger este tipo de iniquidade”, afirma a proposta dos dois economistas. Entre outras coisas, o projeto deles também sugere que a contribuição dos servidores à Previdência – hoje de 11% na União e na maioria dos estados e municípios – possa chegar a 22% para equilibrar as finanças dos regimes próprios.

    Regras atuais para servidores

    Pelas regras atuais, servidores podem se aposentar aos 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens), desde que tenham contribuído pelo mínimo de 30 e 35 anos de contribuição, respectivamente. Quem ingressou no serviço público até 2003 tem direito a integralidade e paridade quando se aposentar. Esses benefícios, que inflam o valor da aposentadoria e ajudam a explicar o déficit bilionário da Previdência do setor público, não existem para os servidores que foram contratados de 2004 em diante, muito menos para os trabalhadores do setor privado, que se aposentam pelo INSS.

    Quem ingressou no serviço público de 2004 em diante tem direito a receber como aposentadoria a média dos 80% maiores salários, sem paridade. Para contratados a partir de 2013, a regra é ainda mais restrita: o benefício será limitado pelo teto do INSS (hoje em R$ 5.645), e quem quiser ganhar mais terá de contribuir ao Funpresp, um fundo de previdência complementar do serviço público federal.

    Desvinculação do salário mínimo. E benefício assistencial antecipado

    Outro ponto polêmico que pode ser apresentado na reforma da Previdência de Bolsonaro é a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo. O mínimo, hoje em R$ 954, é o menor valor possível para uma aposentadoria ou pensão. Com a desvinculação, os valores pagos pela Previdência não precisariam mais obedecer a esse piso, sendo, portanto, menores.

    Por outro lado, a equipe do novo governo estuda antecipar a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), um benefício assistencial que equivale a um salário mínimo e é pago a pessoas de baixa renda que tenham alguma deficiência ou tenham completado 65 anos.

    Segundo “O Globo”, a ideia é permitir que os brasileiros de baixa renda tenham direito ao BPC a partir dos 55 anos, mas recebendo valores mais baixos. Algo como receber R$ 150 com 55 anos, R$ 200 com 57 e assim por diante. Mas o benefício de quem chegasse aos 65 não seria mais equivalente ao salário mínimo, caso seja aprovada a desvinculação.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Chuck Coleman em Ter 04 Dez 2018, 10:59 am

    [quote="Sigma"]Time de Bolsonaro estuda proibir aposentadoria integral de servidor antes dos 65 anos

    Equipe de Jair Bolsonaro planeja reeditar uma das regras da reforma de Michel Temer, que não foi para a frente

    Da Redação  [04/12/2018]  [09h36]

    A equipe de Jair Bolsonaro estuda impedir a concessão de aposentadoria integral – com valor equivalente ao último salário – a servidores públicos que se aposentarem antes dos 65 anos. Outra vantagem que o funcionalismo pode perder é a paridade, isto é, o direito a receber, como aposentado, reajustes idênticos aos do pessoal da ativa. Também nesse caso, o funcionário público só garantiria o benefício caso esperasse até os 65 anos para se aposentar.]

    lol2 lol2 lol2 lol2 lol2 lol2

    CHORA, ANTIGÕES!!!

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 04 Dez 2018, 11:55 am

    [quote="Chuck Coleman"]
    Sigma escreveu:Time de Bolsonaro estuda proibir aposentadoria integral de servidor antes dos 65 anos

    Equipe de Jair Bolsonaro planeja reeditar uma das regras da reforma de Michel Temer, que não foi para a frente

    Da Redação  [04/12/2018]  [09h36]

    A equipe de Jair Bolsonaro estuda impedir a concessão de aposentadoria integral – com valor equivalente ao último salário – a servidores públicos que se aposentarem antes dos 65 anos. Outra vantagem que o funcionalismo pode perder é a paridade, isto é, o direito a receber, como aposentado, reajustes idênticos aos do pessoal da ativa. Também nesse caso, o funcionário público só garantiria o benefício caso esperasse até os 65 anos para se aposentar.]

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    CHORA, ANTIGÕES!!!

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    Viva o maravilhoso "PLANETA BOLSOMILLION", ainda vou fazer dinheiro com essa expressão.

    O que ocorre é a eterna ilusão dos "ANTIGÕES" com integralidades e paridades inatingíveis, ou que se afastam quanto mais se aproximam delas.

    Contrapondo os "CHUPETINHAS" que já nasceram sem elas, relutam em migrar para o FUNPRESP porque não acreditam na capacidade administrativa do Estado.

    Na verdade estão todos à deriva, numa verdadeira canoa furada, e o pior comandada por um ignorante.


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    Sigma
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 12:02 pm

    Bem, ninguém pode dizer que não esperava alguma espécie de proposta que atingisse a galera pré-2003. Tava mais do que escrito.

    E, a meu ver, o que vier ão vai pegar só os da ativa.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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