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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    Solange4
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Ter 04 Dez 2018, 12:10 pm

    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:Se começou assim, os pilares estão bons.

    Uma das grandes injustiças de hoje com o trabalhador comum é o fato de que recebe o mesmo ou quase o mesmo do que aquele que nunca contribuiu com a previdência. Permitir o desconto é quase "burrice", uma vez que o SM já está garantido.

    Não nega os direitos adquiridos, mas também tende a não os manter. E quanto à igualdade de homens e mulheres, é o bode na sala para ser retirado na negociação.
    Mas o bode maior fica pros esquerdistas e feministas. Como defender idades diferentes e isonomia salarial, como exemplo de direitos iguais para todos? “Ah mas são coisas diferentes.” Este é o cérebro canhoto.

    Pra mim a questão da nova idade pra mulher se aposentar é muito impactante pra quem já está no sistema.
    Veja, se um homem de 50 anos entrou no serviço público com a expectativa de se aposentar aos 60, faltam 10 anos - Com a mudança faltam 15 (5 a mais)
    Uma mulher com a mesma idade, esperava se aposentar aos 55, faltam 5 anos - com a mudança, faltam 15 anos (10 a mais)
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 12:15 pm

    Solange4 escreveu:
    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:Se começou assim, os pilares estão bons.

    Uma das grandes injustiças de hoje com o trabalhador comum é o fato de que recebe o mesmo ou quase o mesmo do que aquele que nunca contribuiu com a previdência. Permitir o desconto é quase "burrice", uma vez que o SM já está garantido.

    Não nega os direitos adquiridos, mas também tende a não os manter. E quanto à igualdade de homens e mulheres, é o bode na sala para ser retirado na negociação.
    Mas o bode maior fica pros esquerdistas e feministas. Como defender idades diferentes e isonomia salarial, como exemplo de direitos iguais para todos? “Ah mas são coisas diferentes.” Este é o cérebro canhoto.

    Pra mim a questão da nova idade pra mulher se aposentar é muito impactante pra quem já está no sistema.
    Veja, se um homem de 50 anos entrou no serviço público com a expectativa de se aposentar aos 60, faltam 10 anos - Com a mudança faltam 15 (5 a mais)
    Uma mulher com a mesma idade, esperava se aposentar aos 55, faltam 5 anos - com a mudança, faltam 15 anos (10 a mais)

    Realmente, a questão traz um impacto maior para as mulheres, de maneira geral.

    A proposta de dar 1 ano de bônus para cada filho é interessante, mas eu ainda acho que 1,5 ou 2 anos por filho atenuaria a situação de forma mais justa.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Ter 04 Dez 2018, 12:37 pm

    A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 04 Dez 2018, 12:47 pm

    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

    Agradeça aos governos esquerdistas anteriores que quebraram a previdência. Esses sim são uns filhos de chocadeira....
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Ter 04 Dez 2018, 12:52 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 1:10 pm

    Para mim a mulher que se aposenta com a mesma idade do homem já recebe um bônus pois ela vive, na média, 7 anos a mais que eles.

    Em relação às mulheres que não tem filhos, essas então têm que se aposentar depois dos homens pois trata-se de uma questão atuarial (vivem mais) e coaduna-se com a ideia de igualdade de direitos que elas tanto buscam, pois se querem igualdade de direitos seria injusto receberem um privilégio (aposentarem-se antes) sem um motivo que justifique (a "dupla  jornada").

    Lembre-se que para cada ano a menos que a mulher trabalha, nós homens acabamos trabalhando a mais, pagando essa conta.

    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 1:18 pm

    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço?

    Por isso que eu falei em 1,5 ou 2 anos, ao invés de 1 ano de bônus. Para buscar um pouco mais de justiça nessa questão.

    pernalonga escreveu:E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

    Aí é uma questão de igualdade entre homens (que podem ou não ter filhos, e podem ou não cuidar destes filhos) e mulheres (sem filhos).

    Dependendo da situação, um homem jovem e pai, que cuida sozinho dos filhos por questões de viuvez ou abandono familiar por parte da mãe dos filhos (o que eu já vi acontecendo dentro do TRT9), essa regra poderia ser inclusive colocada para homens - também por questão de justiça.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 1:28 pm

    Eu, por exemplo, compartilhei a guarda de um filho até a maioridade. Aonde está meu direito a me aposentar mais cedo pela minha dupla jornada?

    Enfim, são tantos novos modelos de família - como de homens com homens, mulheres com mulheres (as duas estarão em dupla jornada?), homens que cuidam dos filhos, que fazem comida, lavam louça, arrumam a casa - que um privilégio que outrora era justo (aposentar-se mais cedo), precisa hoje de no mínimo um estudo por parte, talvez do IBGE, para que se faça aferir-se uma conta justa para toda sociedade.

    Sigma escreveu:
    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço?

    Por isso que eu falei em 1,5 ou 2 anos, ao invés de 1 ano de bônus. Para buscar um pouco mais de justiça nessa questão.

    pernalonga escreveu:E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

    Aí é uma questão de igualdade entre homens (que podem ou não ter filhos, e podem ou não cuidar destes filhos) e mulheres (sem filhos).

    Dependendo da situação, um homem jovem e pai, que cuida sozinho dos filhos por questões de viuvez ou abandono familiar por parte da mãe dos filhos (o que eu já vi acontecendo dentro do TRT9), essa regra poderia ser inclusive colocada para homens - também por questão de justiça.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Ter 04 Dez 2018, 1:57 pm

    Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 2:03 pm

    Bastião escreveu:Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.

    Eu me forço a concordar contigo. É muito complicado conseguir algo que abrace a todas as condições.

    Como eu disse, a ideia de se vincular um bônus em anos à quantidade de filhos é, a meu ver, bem interessante. Acho pouco a relação 1:1. Mas o caminho é bom.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 2:04 pm

    São 12 anos a mais de usufruto da aposentadoria (vivem 7 anos a mais + se aposentam 5 anos antes). Será que esta conta não está salgada?

    E qual o problema de se permitir na lei  se o homem comprovar que realizou a dupla jornada , como meu caso, ter uma redução de tempo na aposentadoria, já que o motivo de a mulher se aposentar mais cedo se justifica nisso. Se o homem comprova que cuidou dos filhos porque não poderia?

    Esse é o preconceito do bem.

    Bastião escreveu:Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 04 Dez 2018, 2:18 pm

    pernalonga escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

    Agradeça aos governos esquerdistas anteriores que quebraram a previdência. Esses sim são uns filhos de chocadeira....

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 2:42 pm

    Pense numa situação:

    Um homem que não se sente homem (um barbado) vai num cartório e muda de "gênero". Ele nunca cuidou de filhos mas agora vai poder se aposentar 5 anos antes.

    Outro que cuidou dos filhos mas não está de acordo com as regras esquerdistas não pode usufruir da mesma benesse. Pode isso Arnaldo?

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.

    Eu me forço a concordar contigo. É muito complicado conseguir algo que abrace a todas as condições.

    Como eu disse, a ideia de se vincular um bônus em anos à quantidade de filhos é, a meu ver, bem interessante. Acho pouco a relação 1:1. Mas o caminho é bom.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Ter 04 Dez 2018, 3:09 pm

    Coisas a serem discutidas num processo judicial. Como os casos em que mulheres filhas de militares que se declaram homens e perdem o direito à pensão (e que, mais além, deverão se aposentar lá pelos 65 anos também, como homem).

    Acha difícil? O TSE já permite que transgêneros utilizem seu "nome social". Também já se pode fazer a troca de nome e gênero na certidão de nascimento. Não duvide: o Estado tem acesso a esses dados. E serão levados em conta na concessão de benefício.

    Note que a troca de gênero do seu exemplo, nos moldes propostos da reforma vindoura, não muda nada para a pessoa.

    Com a devida documentação comprovatória, num processo judicial para concessão da aposentadoria, nada impede que estes casos específicos possam ser levados em conta.

    O que não dá é se apegar a minúcias para tornar impeditiva a discussão.

    tre-rj escreveu:Pense numa situação:

    Um homem que não se sente homem (um barbado) vai num cartório e muda de "gênero". Ele nunca cuidou de filhos mas agora vai poder se aposentar 5 anos antes.

    Outro que cuidou dos filhos mas não está de acordo com as regras esquerdistas não pode usufruir da mesma benesse. Pode isso Arnaldo?

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.

    Eu me forço a concordar contigo. É muito complicado conseguir algo que abrace a todas as condições.

    Como eu disse, a ideia de se vincular um bônus em anos à quantidade de filhos é, a meu ver, bem interessante. Acho pouco a relação 1:1. Mas o caminho é bom.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Ter 04 Dez 2018, 3:21 pm

    Não estou tornando impeditiva a discussão com minúcias mas observo que o esquerdismo que está inclusive nos tribunais (não me refiro a você) usa de dois pesos e duas medidas. Inclusive em relação ao tempo de trabalho para mulheres, acho que já passou da hora de se discutir isso, pois a conta está sendo paga por nós homens.

    Por outro lado, duvido, sinceramente, que o judiciário iria me conceder aposentadoria mais cedo por ter cuidado de meu filho mas se eu mudasse de gênero, com uma simples declaração em cartório, conseguiria esse benefício, com um simples requerimento em minha repartição.

    Sigma escreveu:Coisas a serem discutidas num processo judicial. Como os casos em que mulheres filhas de militares que se declaram homens e perdem o direito à pensão (e que, mais além, deverão se aposentar lá pelos 65 anos também, como homem).

    Acha difícil? O TSE já permite que transgêneros utilizem seu "nome social". Também já se pode fazer a troca de nome e gênero na certidão de nascimento. Não duvide: o Estado tem acesso a esses dados. E serão levados em conta na concessão de benefício.

    Note que a troca de gênero do seu exemplo, nos moldes propostos da reforma vindoura, não muda nada para a pessoa.

    Com a devida documentação comprovatória, num processo judicial para concessão da aposentadoria, nada impede que estes casos específicos possam ser levados em conta.

    O que não dá é se apegar a minúcias para tornar impeditiva a discussão.

    tre-rj escreveu:Pense numa situação:

    Um homem que não se sente homem (um barbado) vai num cartório e muda de "gênero". Ele nunca cuidou de filhos mas agora vai poder se aposentar 5 anos antes.

    Outro que cuidou dos filhos mas não está de acordo com as regras esquerdistas não pode usufruir da mesma benesse. Pode isso Arnaldo?

    Sigma escreveu:
    Bastião escreveu:Barbados utilizando de exceções para justificarem seus argumentos. A regra é que se utilize a regra. E a regra todo mundo bem sabe sobre a relação homens, mulheres e filhos. A mãe é que leva, desde a concepção, a maior parte do ônus.

    Eu me forço a concordar contigo. É muito complicado conseguir algo que abrace a todas as condições.

    Como eu disse, a ideia de se vincular um bônus em anos à quantidade de filhos é, a meu ver, bem interessante. Acho pouco a relação 1:1. Mas o caminho é bom.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jotajota em Ter 04 Dez 2018, 3:45 pm

    E os esquerdistas vão ficar com aquele papo furado de "eu avisei"... quando todo mundo sabe que viriam reformas com qualquer um que tivesse ganho a eleição. Ora, quem fez a última reforma que ferrou com os servidores pós-2003 foi justamente o "PT amigo"... E o próprio Poste de Presidiário disse que sua reforma começaria pelo serviço público...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Ter 04 Dez 2018, 4:13 pm

    Após o segundo governo do mito, depois de bastante ferro pra cima de servidor (coisa que os governos anteriores todos fizeram com bastante empenho), as mesmas alegações continuarão do brazilian macarthism "os esquerdistas mimimimi"
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 9:53 pm

    Eu nem discuto mais esta diferenciação, já cansou minha beleza:

    Fato que os homens morrem mais cedo pela violência e fora de tempos de paz é que precisam ir para a guerra.
    Mas o casal tradicional não faz o menor sentido no mundo moderno: e no caso de pessoas solteiras? E quando uma mãe morre ou abandona o filho e o pai que cuida? Como fica no caso de casais homossexuais masculinos e femininos?

    Enfim, só existe uma questão, que é a igualdade. A forma como as tarefas domésticas são dividas em casa não é uma questão que (deveria) afeta(r) a previdência.

    E outra coisa: pagar atuarialmente por benefício. Quer deixar pensão? Pague uma cota extra, ainda que subsidiada. Ao não pagarmos, por causa de mau uso do benefício, hoje temos uma regra esdrúxula.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 9:54 pm

    jotajota escreveu:E os esquerdistas vão ficar com aquele papo furado de "eu avisei"... quando todo mundo sabe que viriam reformas com qualquer um que tivesse ganho a eleição. Ora, quem fez a última reforma que ferrou com os servidores pós-2003 foi justamente o "PT amigo"... E o próprio Poste de Presidiário disse que sua reforma começaria pelo serviço público...

    A reforma do PT em 2003 foi ótima, faltou só a idade mínima e equiparar, em tudo, RGPS e RPPS. O problema depois foi com o mensalão e a pressão a abrandada que foi dada a quem já estava no sistema.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 9:57 pm

    tre-rj escreveu:Pense numa situação:

    Um homem que não se sente homem (um barbado) vai num cartório e muda de "gênero". Ele nunca cuidou de filhos mas agora vai poder se aposentar 5 anos antes.

    Outro que cuidou dos filhos mas não está de acordo com as regras esquerdistas não pode usufruir da mesma benesse. Pode isso Arnaldo?

    Você não está sendo criativo, o Sergio (agora Sergia) já fez isto na Argentina.
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    Um funcionário da receita federal da Argentina mudou sua identidade de gênero para figurar como mulher e se aposentar cinco anos mais cedo, revelou nesta quarta-feira a imprensa local.

    O argentino de 59 anos mudou seu nome de Sergio para Sergia, e segundo seus colegas, a decisão foi tomada apenas para que possa se aposentar aos 60 anos, e não aos 65 anos como se exige dos homens.

    A decisão causou espanto entre os colegas da agora Sergia, na província de Salta, que conhecem seus hábitos masculinos, que incluem uma jovem companheira.

    Sergia trabalha na Administração Federal de Ingressos Públicos (AFIP) de Salta, mas fez os trâmites para a mudança de identidade na vizinha província de Tucumán.

    "Seu caso é bem conhecido aqui, levou bastante tempo e gerou discussões, mas foi autorizado. Inicialmente teve o pedido negado, mas se amparou na Lei de Identidade de Gênero. Foi um longo processo administrativo", explicou o diretor del Registro Civil de Salta, Matías Assennato, ao portal InformateSalta.

    Segundo outro funcionário da AFIP em Salta, que pediu para não ser identificado, Sergio "passou a vida toda de licença em licença para não trabalhar".

    Ao que parece, Sergio se casou e se separou por duas vezes, e agora vive com uma jovem.

    A lei de identidade de gênero, vigente na Argentina desde 2012, estabelece que qualquer pessoa pode mudar seu nome e gênero segundo sua escolha, sem a obrigação de tratamento hormonal ou cirúrgico.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 10:07 pm

    Solange4 escreveu:
    Pra mim a questão da nova idade pra mulher se aposentar é muito impactante pra quem já está no sistema.
    Veja, se um homem de 50 anos entrou no serviço público com a expectativa de se aposentar aos 60, faltam 10 anos - Com a mudança faltam 15 (5 a mais)
    Uma mulher com a mesma idade, esperava se aposentar aos 55, faltam 5 anos - com a mudança, faltam 15 anos (10 a mais)

    Isto é fácil de resolver, basta criar uma regra de transição: a cada 2 anos, a diferença da idade mínima se reduz em um ano, até que empatem.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 10:17 pm

    Existe ainda o exemplo mais absurdo.
    Dos quadrigêmeos (2 homens, 2 mulheres), que cada um seguiu um caminho, todos com o mesmo salário, de R$ 1.500,00 (que é a média salarial per capta do Brasil pela PNAD).
    Todos começaram a trabalhar aos 18 anos.
    Um casal virou empregado celetista, o outro caiu num regime próprio de prefeitura.
    Os celetistas pagam R$ 120,00 por mês; enquanto os da prefeitura (conforme o município) pagam de R$ 165,00 a R$ 210,00.
    Os celetistas se aposentaram, respectivamente, aos 48 e 53 anos (mulher/homem), enquanto os empregados públicos poderão se aposentar aos 55 e 60 anos. Aì se o homem celetista quiser continuar trabalhando, nada impede, e ele ganhará o dobro da renda.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Qua 05 Dez 2018, 6:11 am

    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:A mulher trabalha DE GRAÇA praticamente sozinha (salvo honrosas exceções) criando um filho até uns...20 anos pelo menos, garantindo a sobrevivência da próxima geração de trabalhadores, pra ganhar UM MÍSERO ANO de "bônus" no cálculo do tempo de serviço? E as que não têm filho, trabalham até 15 anos a mais do que hoje pra poder se aposentar? Esse Bolsonaro é um legítimo filho de chocadeira

    Agradeça aos governos esquerdistas anteriores que quebraram a previdência. Esses sim são uns filhos de chocadeira....

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    E quando a mulher não tivesse filho? E quando a mulher fosse solteira a vida inteira? E quando o homem cuidasse do filho sozinho? E quando o homem cuidasse da mulher inválida? E quando o homem adotasse sozinho? Exceções não faltam mas o cérebro esquerdista é feminista, por isso são contraditórios.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 05 Dez 2018, 6:47 am

    jornalista escreveu:
    E quando a mulher não tivesse filho? E quando a mulher fosse solteira a vida inteira? E quando o homem cuidasse do filho sozinho? E quando o homem cuidasse da mulher inválida? E quando o homem adotasse sozinho? Exceções não faltam mas o cérebro esquerdista é feminista, por isso são contraditórios.

    Um dos institutos que precisa ser repensado e regulamentado, de maneira clara e objetiva, é o da união estável.
    O que é, quando começa, e a partir de quais momentos equivale ao casamento civil. Se é ou não cumulável a outra forma de matrimônio. Em sendo, se é ou não bigamia (que para mim, o único sentido de ser crime é de evitar uma conduta que poderia ser onerosa ao Estado). Que a condição possa retroagir em prejuízo (muitos que vivem em união estável declaram-se solteiros quando isto é vantajoso). Como formalizar o desfazimento e, igualmente, determinar os motivos que caracterizam o fim.
    Isto tudo porque hoje, quando convém, diz-se ter união estável. E quando não, omite-se o fato.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qua 05 Dez 2018, 9:14 am

    josebarbos escreveu:Existe ainda o exemplo mais absurdo.
    Dos quadrigêmeos (2 homens, 2 mulheres), que cada um seguiu um caminho, todos com o mesmo salário, de R$ 1.500,00 (que é a média salarial per capta do Brasil pela PNAD).
    Todos começaram a trabalhar aos 18 anos.
    Um casal virou empregado celetista, o outro caiu num regime próprio de prefeitura.
    Os celetistas pagam R$ 120,00 por mês; enquanto os da prefeitura (conforme o município) pagam de R$ 165,00 a R$ 210,00.
    Os celetistas se aposentaram, respectivamente, aos 48 e 53 anos (mulher/homem), enquanto os empregados públicos poderão se aposentar aos 55 e 60 anos. Aì se o homem celetista quiser continuar trabalhando, nada impede, e ele ganhará o dobro da renda.


    Não sei se seu caso é hipotético, mas sei de um real: Dois irmãos, ambos servidores públicos, nascidos em 1968 e 1970 respectivamente. O mais velho pode estudar e se formar Engenheiro, ingressando no serviço público aos 25 anos de idade(1993). O segundo não teve a mesma opção começou a trabalhar aos 15 anos(1985), ingressando em 1994 no serviço público federal, por motivo de separação dos pais e perda da renda familiar. Ambos teriam direito a integralidade e paridade, mantidas as regras atuais (85/95), o mais velho iria se aposentar em 2028 e o mais novo em 2025. Realidade que já embute uma injustiça, pois quem não teve oportunidade de estudar(realidade social do Brasil) e começou a trabalhar mais cedo, terá que contribuir 5 anos a mais.

    Mas ainda é pouco, pois os ilustres economistas, a serviço dos banqueiros internacionais, que só pensam nos números e esquecem do contexto social, vão obrigar a ambos trabalhar até os 65 anos de idade.

    Não se trata aqui de ser esquerdista, socialista, ou outra "lista" que quiserem nomear. Há uma questão social real do Brasil. Os mais pobres trabalham mais cedo e não têm as mesmas oportunidades dos mais ricos. A previdência social tem caráter redistributivo e solidário, não se trata apenas de conta matemática atuarial. Há seres humanos com realidades distintas que necessitam tratamentos equitativos.

    Desculpem se me alonguei na postagem, mas tenho profundo respeito pelas pessoas socialmente desfavorecidas e detesto as injustiças das elites econômicas. Em tempo, quem elabora as políticas econômicas, via de regra, não depende da previdência pública, pois são banqueiros, empresários, de família rica etc.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 05 Dez 2018, 9:15 am

    jornalista escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:

    Agradeça aos governos esquerdistas anteriores que quebraram a previdência. Esses sim são uns filhos de chocadeira....

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    Esquerdista corrupto sempre culpa os outros pelas burradas que fazem....patético!
    E quando a mulher não tivesse filho? E quando a mulher fosse solteira a vida inteira? E quando o homem cuidasse do filho sozinho? E quando o homem cuidasse da mulher inválida? E quando o homem adotasse sozinho? Exceções não faltam mas o cérebro esquerdista é feminista, por isso são contraditórios.

    O cérebro de esquerdista só defende quem comunga das ideias (de jerico) deles. Se a mulher é "de direita", tem que ser fuzilada, segundo eles....
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jotajota em Qua 05 Dez 2018, 10:10 am

    Entrei no serviço público em 1993, e também serei prejudicado pela reforma, mas tenho consciencia de que o sistema é insustentável do jeito que se encontra. Não tem como manter estes pagamentos durante muito tempo. Se meter mais imposto vai destruir de vez a economia. Mesmo se parasse a roubalheira só iria adiar o problema em 2 ou 3 anos. O maior problema que vejo na reforma é que ela não é para todos. Se o pessoal da cúpula desse o exemplo, seria mais fácil aceitar.


    ale1969 escreveu:
    josebarbos escreveu:Existe ainda o exemplo mais absurdo.
    Dos quadrigêmeos (2 homens, 2 mulheres), que cada um seguiu um caminho, todos com o mesmo salário, de R$ 1.500,00 (que é a média salarial per capta do Brasil pela PNAD).
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    Um casal virou empregado celetista, o outro caiu num regime próprio de prefeitura.
    Os celetistas pagam R$ 120,00 por mês; enquanto os da prefeitura (conforme o município) pagam de R$ 165,00 a R$ 210,00.
    Os celetistas se aposentaram, respectivamente, aos 48 e 53 anos (mulher/homem), enquanto os empregados públicos poderão se aposentar aos 55 e 60 anos. Aì se o homem celetista quiser continuar trabalhando, nada impede, e ele ganhará o dobro da renda.


    Não sei se seu caso é hipotético, mas sei de um real: Dois irmãos, ambos servidores públicos, nascidos em 1968 e 1970 respectivamente. O mais velho pode estudar e se formar Engenheiro, ingressando no serviço público aos 25 anos de idade(1993). O segundo não teve a mesma opção começou a trabalhar aos 15 anos(1985), ingressando em 1994 no serviço público federal, por motivo de separação dos pais e perda da renda familiar. Ambos teriam direito a integralidade e paridade, mantidas as regras atuais (85/95), o mais velho iria se aposentar em 2028 e o mais novo em 2025. Realidade que já embute uma injustiça, pois quem não teve oportunidade de estudar(realidade social do Brasil) e começou a trabalhar mais cedo, terá que contribuir 5 anos a mais.

    Mas ainda é pouco, pois os ilustres economistas, a serviço dos banqueiros internacionais, que só pensam nos números e esquecem do contexto social, vão obrigar a ambos trabalhar até os 65 anos de idade.

    Não se trata aqui de ser esquerdista, socialista, ou outra "lista" que quiserem nomear. Há uma questão social real do Brasil. Os mais pobres trabalham mais cedo e não têm as mesmas oportunidades dos mais ricos. A previdência social tem caráter redistributivo e solidário, não se trata apenas de conta matemática atuarial. Há seres humanos com realidades distintas que necessitam tratamentos equitativos.

    Desculpem se me alonguei na postagem, mas tenho profundo respeito pelas pessoas socialmente desfavorecidas e detesto as injustiças das elites econômicas. Em tempo, quem elabora as políticas econômicas, via de regra, não depende da previdência pública, pois são banqueiros, empresários, de família rica etc.  

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qua 05 Dez 2018, 10:29 am

    como assim "o pessoal da cúpula"? Os militares, os empresários, os rentistas, quem?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Qua 05 Dez 2018, 11:07 am

    Korgano Masaka escreveu:
    jornalista escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    pernalonga escreveu:

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    Esquerdista corrupto sempre culpa os outros pelas burradas que fazem....patético!
    E quando a mulher não tivesse filho? E quando a mulher fosse solteira a vida inteira? E quando o homem cuidasse do filho sozinho? E quando o homem cuidasse da mulher inválida? E quando o homem adotasse sozinho? Exceções não faltam mas o cérebro esquerdista é feminista, por isso são contraditórios.

    O cérebro de esquerdista só defende quem comunga das ideias (de jerico) deles. Se a mulher é "de direita", tem que ser fuzilada, segundo eles....

    "segundo eles"... haha.. de onde tirou essa? Algum dos guias politicamente incorretos de bobagens?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 05 Dez 2018, 12:43 pm

    ale1969 escreveu:
    Não sei se seu caso é hipotético, mas sei de um real: Dois irmãos, ambos servidores públicos, nascidos em 1968 e 1970 respectivamente. O mais velho pode estudar e se formar Engenheiro, ingressando no serviço público aos 25 anos de idade(1993). O segundo não teve a mesma opção começou a trabalhar aos 15 anos(1985), ingressando em 1994 no serviço público federal, por motivo de separação dos pais e perda da renda familiar. Ambos teriam direito a integralidade e paridade, mantidas as regras atuais (85/95), o mais velho iria se aposentar em 2028 e o mais novo em 2025. Realidade que já embute uma injustiça, pois quem não teve oportunidade de estudar(realidade social do Brasil) e começou a trabalhar mais cedo, terá que contribuir 5 anos a mais.

    Mas ainda é pouco, pois os ilustres economistas, a serviço dos banqueiros internacionais, que só pensam nos números e esquecem do contexto social, vão obrigar a ambos trabalhar até os 65 anos de idade.

    Não se trata aqui de ser esquerdista, socialista, ou outra "lista" que quiserem nomear. Há uma questão social real do Brasil. Os mais pobres trabalham mais cedo e não têm as mesmas oportunidades dos mais ricos. A previdência social tem caráter redistributivo e solidário, não se trata apenas de conta matemática atuarial. Há seres humanos com realidades distintas que necessitam tratamentos equitativos.

    Desculpem se me alonguei na postagem, mas tenho profundo respeito pelas pessoas socialmente desfavorecidas e detesto as injustiças das elites econômicas. Em tempo, quem elabora as políticas econômicas, via de regra, não depende da previdência pública, pois são banqueiros, empresários, de família rica etc.  


    Os números são muito claros quanto a isto.
    Para quem é pobre, vive de subemprego e informalidade etc, já se aposenta por idade.

    Aposentadoria por tempo de contribuição é algo de uma elite em empregos estáveis.
    Mudar a idade mínima de 60 para 65 anos vai ser muito menos danoso a quem é pobre do que à elite privilegiada. E aí estamos falando de garantia e subsistência do sistema, da sociedade assumir os custos da mudança que nela estão ocorrendo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Qua 05 Dez 2018, 2:12 pm

    E agora o Bolsonaro fala em "fatiar" a reforma da Previdência.

    Por mais que possa parecer "mais simples", traz a impressão de que o Governo é fraco e sem convicção.

    É possível que seja "jantado" pelo Congresso e consiga, no máximo, um band-aid.

    E agora eu vi que eu coloquei um monte de "aspas". Laughing
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Protocol em Qua 05 Dez 2018, 8:21 pm

    Sigma escreveu:E agora o Bolsonaro fala em "fatiar" a reforma da Previdência.

    Por mais que possa parecer "mais simples", traz a impressão de que o Governo é fraco e sem convicção.

    É possível que seja "jantado" pelo Congresso e consiga, no máximo, um band-aid.

    E agora eu vi que eu coloquei um monte de "aspas". Laughing

    Isso ainda teremos de ver.

    A narrativa em torno da reforma da previdência é tão consistente que já não se fala mais em mudar ou não as normas previdenciárias, mas sobre como.

    Fora que antes a justificativa para os deputados resistirem à reforma é a de que não podiam onerar mais o trabalhador, e para isso já há uma resposta pronta: sem reforma o país quebra. Sem alterar regras para os servidores pré 2003 a reforma será ineficiente, dentre outras.

    Além disso, há precedente em favor do Bolsonaro, que é a reforma da previdência do Lula, feita no início do primeiro governo, bastante significativa em termos de mudanças.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Qui 06 Dez 2018, 6:59 am


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    Regra de transição emperra reforma da Previdência
    Velocidade de como se dará a transferência para novo modelo dos trabalhadores que já estão no sistema previdenciário está em aberto






    Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

    06 Dezembro 2018 | 05h00

    BRASÍLIA - O desenho da proposta de reforma da Previdência do futuro governo Jair Bolsonaro ainda está em aberto e um dos principais pontos ainda sem definição é a velocidade da transição para quem já está contribuindo para a aposentadoria. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a equipe de transição ainda analisa quais medidas são conciliáveis com a viabilidade política de aprovação. Diante das indefinições, o grupo que conduz as discussões ainda não fez nenhuma apresentação técnica ao presidente eleito ou ao futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    Há o consenso de que a proposta trará a fixação de uma idade mínima, mas seu patamar ainda não está totalmente definido. O mais provável, no entanto, é que a idade mínima final (após a transição) fique próxima das que já constam na proposta em tramitação no Congresso, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

    O mecanismo da transição também pode ser semelhante à proposta de Temer, com um “pedágio” sobre o tempo que falta hoje para a aposentadoria e idades mínimas progressivas, mas a velocidade desse processo e os pontos de partida para a idade ainda estão em discussão.

    Para que a proposta seja viável politicamente, existe um entendimento no grupo de que é preciso evitar entrar em rota de colisão com os servidores, um dos grupos que mais pressionaram pela derrota da reforma da Previdência no governo Temer. O consenso até agora é que, embora a igualdade de regras entre os regimes próprios de servidores e o do INSS seja um pilar importante, dificilmente será exigida desde já a idade mínima final dos funcionários públicos que ingressaram até 2003 para que mantenham o direito às chamadas integralidade (aposentadoria com o último salário da carreira) e paridade (reajustes iguais aos dos servidores ativos).

    Esse foi o ponto central dos embates entre as categorias e o Congresso Nacional desde o início das discussões da reforma, e as lideranças já alertaram que a proposta não passa se o novo governo insistir nesse ponto.

    Para fechar o desenho final, estão em análise três propostas: uma coordenada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e pelo economista Paulo Tafner, outra do economista Fabio Giambiagi e uma terceira elaborada pelos irmãos Arthur e Abraham Weintraub, professores da Unifesp que integram a transição. Existe a possibilidade de um novo texto ser construído com os elementos dessas três alternativas.

    Bolsonaro fala em fatiamento da reforma

    Nos últimos dias, Bolsonaro afirmou que a reforma da Previdência deve ser “fatiada”. Segundo apurou a reportagem, embora haja defensores de uma proposta única dentro da equipe, a reforma pode ser feita em partes e de forma “suave” para o trabalhador. Outra possibilidade de fatiamento é o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para estabelecer idade mínima e transição, seguida de leis infraconstitucionais para dispor sobre outros pontos, como regra de cálculo de benefícios. Há a avaliação de que não há necessidade de constitucionalizar todos os temas. Ainda ontem, o presidente eleito disse que quer votar a reforma no primeiro semestre de 2019.

    O momento do envio da proposta para criar no Brasil um regime de Previdência por capitalização, pelo qual os trabalhadores contribuem para contas individuais, tampouco está decidido e há na equipe de transição quem seja contra essa medida, apresentada como um dos pilares pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

    A capitalização é uma medida que depende de PEC, assim como a revisão das regras do abono salarial que também está em estudo pela transição. O benefício é pago a trabalhadores de qualquer idade que ganhem até dois salários mínimos. Como antecipou o Estadão/Broadcast, entre as possibilidades estão a restrição do abono a quem ganha até um salário mínimo ou o fim do benefício.

    Em meio às discussões sobre a proposta de reforma da Previdência, Bolsonaro passou a dar ênfase também a uma defesa do aprofundamento da reforma trabalhista. As avaliações causaram preocupação na área econômica do atual governo. A avaliação é que não se pode agora tirar o foco da Previdência, medida considerada essencial para garantir a sustentabilidade das contas públicas.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Qui 06 Dez 2018, 7:55 am

    Não gosto dos posicionamentos exagerados contra a esquerda por parte do Constantino, e por isso acabo pouco considerando suas opiniões. É mais ou menos a mesma birra que eu tenho com o Olavo de Carvalho: acerta em algumas coisas, mas passa a ser bizarro em outras (e não por conta da forma de expor suas opiniões).

    Mas desta vez, concordo com o cara.

    ----------------------------------

    O “MERCADO” NÃO VAI ESPERAR PACIENTE PELA REFORMA PREVIDENCIÁRIA

    5 de dezembro de 2018

    Bolsonaro e seus assessores próximos têm dado declarações preocupantes sobre a urgente e necessária reforma da Previdência. Onyx Lorenzoni disse que tem quatro anos para fazer a reforma, Eduardo Bolsonaro teria dito nos Estados Unidos que não tem como garantir sua aprovação, e agora se fala em fatiar a reforma. Só há um problema: o Brasil não tem tempo a perder.

    Em seu editorial de hoje, O GLOBO condena essa estratégia de fazer a reforma em doses homeopáticas e cita o caso da Argentina, em que o presidente Macri, vitorioso com um discurso reformista liberal, acabou esperando tanto que a crise chegou antes. Diz o jornal:

    No ano passado, o rombo chegou a R$ 268,8 bilhões, divididos entre R$ 182,4 bilhões das aposentadorias e pensões dos trabalhadores urbanos e rurais, e R$ 86,4 bilhões provenientes dos servidores da União, sem incluir os militares.

    Destaque-se que, enquanto o déficit originado nas cidades e no campo deve-se ao pagamento de benefícios a 30 milhões de pessoas, o saldo negativo do funcionalismo é causado por apenas 1,1 milhão. Quando se comparam as médias de benefícios recebidos nestes dois mundos, o público e o privado, também aparecem inaceitáveis disparidades: enquanto se paga no INSS R$ 1.200, o servidor público do Executivo recebe R$ 7.580, e o funcionário do Legislativo, R$ 28.500. Eis por que entre os 2% mais ricos da população estão castas de servidores públicos aposentados, dos três poderes.

    Pode ser que Bolsonaro procure usar o apelo da máquina de fabricar injustiças que é a Previdência para começar a reforma. Porém, o grande perigo está em que o presidente pode gastar parte ponderável do seu capital político na tentativa de viabilizar uma fatia da reforma, e não ter condições de seguir adiante.


    Míriam Leitão, jornalista do mesmo jornal e por quem não nutro exatamente muita simpatia, de vez em quando acerta, e também criticou essa postura da equipe de Bolsonaro em sua coluna de hoje:

    Em menos de uma semana o governo eleito deu seguidos sinais de que a reforma da Previdência terá que esperar. Ontem, Bolsonaro disse que ela deve ser fatiada. Isso seria um erro. Segundo o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “temos quatro anos para fazer a reforma, porque não dá para chegar aterrorizando.” No último dia 30, Bolsonaro falou que a proposta não poderia ser dura porque não se pode “querer salvar o Brasil matando idoso”. E por fim o deputado Eduardo Bolsonaro disse a investidores que talvez ela não seja aprovada.

    […]

    Todos esses sinais de ambiguidade do futuro governo estão sendo somados pelos analistas e podem, em determinado momento, virar pessimismo em relação ao Brasil. É no início, quando tem força parlamentar, que uma administração deve fazer suas propostas mais difíceis, porque depois os obstáculos serão maiores.

    A convicção no mercado financeiro, aqui e no exterior, de que o governo Bolsonaro buscará o reequilíbrio das contas — tarefa na qual a reforma é indispensável — vem apenas da reputação do economista Paulo Guedes. E essa confiança pode desmoronar caso se confirme a falta de pressa, empenho ou até entendimento do que é necessário numa reforma.


    Paulo Guedes e sua excelente equipe econômica são, de fato, o selo de qualidade, a garantia de que Bolsonaro pretende mesmo seguir na toada liberal reformista. Mas a turma política tem jogado ducha de água fria no clima de mudanças, e essas declarações soam como alerta para investidores. Eles sabem da importância da reforma previdenciária para sanar as contas públicas.

    O “mercado” não perdoa, não tem ideologia, é pragmático e foca em resultados. Sem reforma logo no começo do mandato, a paciência vai diminuir, e a lua de mel com Bolsonaro poderá ser interrompida logo na noite de núpcias. É fundamental o presidente eleito e seu time político entenderem a língua falada pela equipe econômica e pelo mercado: ou faz uma reforma previdenciária decente, ou bye-bye sentimento otimista com seu governo.

    Rodrigo Constantino
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Qui 06 Dez 2018, 9:10 am

    Bastião escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    jornalista escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:

    Esquerdista corrupto sempre culpa os outros pelas burradas que fazem....patético!
    E quando a mulher não tivesse filho? E quando a mulher fosse solteira a vida inteira? E quando o homem cuidasse do filho sozinho? E quando o homem cuidasse da mulher inválida? E quando o homem adotasse sozinho? Exceções não faltam mas o cérebro esquerdista é feminista, por isso são contraditórios.

    O cérebro de esquerdista só defende quem comunga das ideias (de jerico) deles. Se a mulher é "de direita", tem que ser fuzilada, segundo eles....

    "segundo eles"... haha.. de onde tirou essa? Algum dos guias politicamente incorretos de bobagens?

    Para todo esquerdista, o bandido comum é melhor que o adversário ideológico, pois aquele é vítima da "sociedade". Sempre foi assim nos países comunistas...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Qui 06 Dez 2018, 9:13 am

    Infelizmente, Sigma, neste caso ele tem razão.
    Com uma economia destruída, estamos a mercê do mercado. Se o mercado quer a reforma da previdência (e ela é necessaria mesmo), o Bolsonaro terá de fazê-la sob o risco de volta da recessão caso contrário.


    Sigma escreveu:Não gosto dos posicionamentos exagerados contra a esquerda por parte do Constantino, e por isso acabo pouco considerando suas opiniões. É mais ou menos a mesma birra que eu tenho com o Olavo de Carvalho: acerta em algumas coisas, mas passa a ser bizarro em outras (e não por conta da forma de expor suas opiniões).

    Mas desta vez, concordo com o cara.

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    O “MERCADO” NÃO VAI ESPERAR PACIENTE PELA REFORMA PREVIDENCIÁRIA

    5 de dezembro de 2018

    Bolsonaro e seus assessores próximos têm dado declarações preocupantes sobre a urgente e necessária reforma da Previdência. Onyx Lorenzoni disse que tem quatro anos para fazer a reforma, Eduardo Bolsonaro teria dito nos Estados Unidos que não tem como garantir sua aprovação, e agora se fala em fatiar a reforma. Só há um problema: o Brasil não tem tempo a perder.

    Em seu editorial de hoje, O GLOBO condena essa estratégia de fazer a reforma em doses homeopáticas e cita o caso da Argentina, em que o presidente Macri, vitorioso com um discurso reformista liberal, acabou esperando tanto que a crise chegou antes. Diz o jornal:

    No ano passado, o rombo chegou a R$ 268,8 bilhões, divididos entre R$ 182,4 bilhões das aposentadorias e pensões dos trabalhadores urbanos e rurais, e R$ 86,4 bilhões provenientes dos servidores da União, sem incluir os militares.

    Destaque-se que, enquanto o déficit originado nas cidades e no campo deve-se ao pagamento de benefícios a 30 milhões de pessoas, o saldo negativo do funcionalismo é causado por apenas 1,1 milhão. Quando se comparam as médias de benefícios recebidos nestes dois mundos, o público e o privado, também aparecem inaceitáveis disparidades: enquanto se paga no INSS R$ 1.200, o servidor público do Executivo recebe R$ 7.580, e o funcionário do Legislativo, R$ 28.500. Eis por que entre os 2% mais ricos da população estão castas de servidores públicos aposentados, dos três poderes.

    Pode ser que Bolsonaro procure usar o apelo da máquina de fabricar injustiças que é a Previdência para começar a reforma. Porém, o grande perigo está em que o presidente pode gastar parte ponderável do seu capital político na tentativa de viabilizar uma fatia da reforma, e não ter condições de seguir adiante.


    Míriam Leitão, jornalista do mesmo jornal e por quem não nutro exatamente muita simpatia, de vez em quando acerta, e também criticou essa postura da equipe de Bolsonaro em sua coluna de hoje:

    Em menos de uma semana o governo eleito deu seguidos sinais de que a reforma da Previdência terá que esperar. Ontem, Bolsonaro disse que ela deve ser fatiada. Isso seria um erro. Segundo o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “temos quatro anos para fazer a reforma, porque não dá para chegar aterrorizando.” No último dia 30, Bolsonaro falou que a proposta não poderia ser dura porque não se pode “querer salvar o Brasil matando idoso”. E por fim o deputado Eduardo Bolsonaro disse a investidores que talvez ela não seja aprovada.

    […]

    Todos esses sinais de ambiguidade do futuro governo estão sendo somados pelos analistas e podem, em determinado momento, virar pessimismo em relação ao Brasil. É no início, quando tem força parlamentar, que uma administração deve fazer suas propostas mais difíceis, porque depois os obstáculos serão maiores.

    A convicção no mercado financeiro, aqui e no exterior, de que o governo Bolsonaro buscará o reequilíbrio das contas — tarefa na qual a reforma é indispensável — vem apenas da reputação do economista Paulo Guedes. E essa confiança pode desmoronar caso se confirme a falta de pressa, empenho ou até entendimento do que é necessário numa reforma.


    Paulo Guedes e sua excelente equipe econômica são, de fato, o selo de qualidade, a garantia de que Bolsonaro pretende mesmo seguir na toada liberal reformista. Mas a turma política tem jogado ducha de água fria no clima de mudanças, e essas declarações soam como alerta para investidores. Eles sabem da importância da reforma previdenciária para sanar as contas públicas.

    O “mercado” não perdoa, não tem ideologia, é pragmático e foca em resultados. Sem reforma logo no começo do mandato, a paciência vai diminuir, e a lua de mel com Bolsonaro poderá ser interrompida logo na noite de núpcias. É fundamental o presidente eleito e seu time político entenderem a língua falada pela equipe econômica e pelo mercado: ou faz uma reforma previdenciária decente, ou bye-bye sentimento otimista com seu governo.

    Rodrigo Constantino
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Qui 06 Dez 2018, 10:30 am

    Acho que o Macri, foi um grande engodo...

    Nada mais que Dilma mais polida, pois ambos se elegeram, e ao sentar na cadeira, acharam que teriam poder suficiente para contornar problemas grandes e graves só no discurso de embromation e com medidas heterodoxas...

    Depois, quem paga o pato é povo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Qui 06 Dez 2018, 10:39 am

    euvoltei escreveu:Acho que o Macri, foi um grande engodo...

    Nada mais que Dilma mais polida, pois ambos se elegeram, e ao sentar na cadeira, acharam que teriam poder suficiente para contornar problemas grandes e graves só no discurso de embromation e com medidas heterodoxas...

    Depois, quem paga o pato é povo.

    A pergunta é: Bolsonaro vai ser igual? Espero que não. Mas também não duvido. Não falta embromation e trapalhadas nos discursos do novo Governo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Qui 06 Dez 2018, 11:51 am

    Bolsonaro não vai fazer reforma nenhuma. Está muito claro. No máximo, idade. Ele demonstra estar convicto de que não existe rombo nenhum, ou melhor, o rombo foi oriundo de fraudes e se resolve com gestão.
    Sinceramente não sei se é bom ou ruim.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Qui 06 Dez 2018, 12:07 pm

    MConcursos escreveu:Bolsonaro não vai fazer reforma nenhuma. Está muito claro. No máximo, idade. Ele demonstra estar convicto de que não existe rombo nenhum, ou melhor, o rombo foi oriundo de fraudes e se resolve com gestão.
    Sinceramente não sei se é bom ou ruim.

    Não foram poucas as vezes que o "mercado" bateu no Governo FHC quando havia algum período de incerteza, alguma bola dividida entre os ministros, algumas posições conflitantes.

    Mas em todos os casos, a equipe econômica tinha a última palavra.

    Se o Governo não der carta branca pro PG fazer o que for necessário, vai dar BO. E não vai ser pequeno.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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