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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qui 24 Jan 2019, 8:38 pm

    Há uma excessiva preocupação com o valor da concessão da aposentadoria, e uma reduzida sobre como o valor é atualizado e as garantias de pagamento.

    É um pequeno número de cenários em que a paridade e integralidade não são financeiramente vantajosos, mas há. Especialmente, no longo prazo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Chuck Coleman em Sex 25 Jan 2019, 10:57 am

    josebarbos escreveu:Há uma excessiva preocupação com o valor da concessão da aposentadoria, e uma reduzida sobre como o valor é atualizado e as garantias de pagamento.

    É um pequeno número de cenários em que a paridade e integralidade não são financeiramente vantajosos, mas há. Especialmente, no longo prazo.  

    Pois é. Será que o percentual de reajuste dos ativos no médio/longo prazo supera a atualização da aposentadoria por qualquer que seja o índice adotado?

    É uma coisa que os antigões parecem não dar a devida atenção... scratch
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 25 Jan 2019, 11:26 am

    Chuck Coleman escreveu:
    josebarbos escreveu:Há uma excessiva preocupação com o valor da concessão da aposentadoria, e uma reduzida sobre como o valor é atualizado e as garantias de pagamento.

    É um pequeno número de cenários em que a paridade e integralidade não são financeiramente vantajosos, mas há. Especialmente, no longo prazo.  

    Pois é. Será que o percentual de reajuste dos ativos no médio/longo prazo supera a atualização da aposentadoria por qualquer que seja o índice adotado?

    É uma coisa que os antigões parecem não dar a devida atenção... scratch


    Exato, de 2008 para cá o INPC foi superior ao reajuste do PJU. Paridade não garante melhor renda no futuro próximo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Chuck Coleman em Sex 25 Jan 2019, 11:32 am

    ale1969 escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    josebarbos escreveu:Há uma excessiva preocupação com o valor da concessão da aposentadoria, e uma reduzida sobre como o valor é atualizado e as garantias de pagamento.

    É um pequeno número de cenários em que a paridade e integralidade não são financeiramente vantajosos, mas há. Especialmente, no longo prazo.  

    Pois é. Será que o percentual de reajuste dos ativos no médio/longo prazo supera a atualização da aposentadoria por qualquer que seja o índice adotado?

    É uma coisa que os antigões parecem não dar a devida atenção... scratch


    Exato, de 2008 para cá o INPC foi superior ao reajuste do PJU. Paridade não garante melhor renda no futuro próximo.

    Inclusive essa é uma coisa interessante da migração de regime: o Benefício Especial corrigido pelo INPC.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 25 Jan 2019, 11:41 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:viu como é inveja? What a Face primeiro, analisou se teria vantagem pessoal, só pra então abandonar o barco.
    Na falta de argumento, vem misturar corrupção com direitos legais. kkk

    Não sei como alguém pode ter inveja do que considera pior.

    E incluí corrupção pra mostrar que, à vista dos argumentadores, também podem ter direito àquela benesse. Mas fiz questão de colocar junto algumas benesses legais, que são amplamente criticadas: auxílio-moradia, férias de 60 dias, auxílio-mudança/paletó etc., aposentadoria precoce e integral de deputados, dentre inúmeras outras. Mas é óbvio que as pessoas só enxergam os privilégios que não são seus.



    viu? só pensa no próprio umbigo: Não sei como alguém pode ter inveja do que considera pior.

    e por que atacar pessoas que escolheram o "pior"? qual é a coerência nisso?

    não tem cabimento comparar paridade salarial na aposentadoria com auxílios absurdos.

    nessa linha absurda, esqueceu os privilegiados da funpresp, que recebem contrapartida do governo pra se aposentar. sim, é óbvio que as pessoas só enxergam os privilégios que não são seus...me poupe kkk

    Embora seja uma prática comum também na iniciativa privada, a contrapartida do patrocinador a qualquer plano de previdência (no setor público ou privado) é, sim, um privilégio. Receber salários acima da média nacional (e estamos muito acima dela) também é um privilégio. Ter nascido em berço de ouro e ter acesso às melhores oportunidades (para quem teve isso, pois eu não tive) também é um privilégio. E não estou aqui discutindo a "justeza" dos privilégios, e sim apontando que eles existem, embora não sejam o foco principal da discussão.

    E, mais uma vez, reitero que, ao defender a necessidade de reforma da previdência, não estou combatendo privilégios alheios específicos (paridade/integralidade/aposentadorias rurais sem contribuição etc). Estou combatendo inclusive o meu privilégio, de me aposentar em idade eventualmente precoce (60 anos), o que jogaria a conta para as futuras gerações.

    Sei que a propaganda de "combate aos privilégios", adotada pelo Governo do Temer, é eficaz porque atrai o apoio da população em geral a uma reforma naturalmente impopular. Mas mesmo o texto anterior da reforma pouco fazia de fato para combater privilégios (até porque alguns são tomados como "direito adquirido). De todo modo, tornava o sistema um pouco mais racional. Quem tem, hoje, o direito à paridade/integralidade continuava com esse direito mantido, desde que obedecesse a regras de transição (que, aliás, eram bem suaves). Eu, que até então teria direito à integralidade e optei pela migração, também teria de me aposentar mais tarde que a expectativa inicial (de 60 para 65 anos). Provavelmente teria um impacto também no valor do benefício, mas ainda assim defendia a reforma por considerá-la importante.

    Também reitero que não sou eu quem está trazendo o assunto paridade/integralidade ao tópico. Na minha opinião esse assunto é mero diversionismo, pois a reforma (qualquer que seja) passa muito além disso e tais institutos (paridade/integralidade) são da menor importância possível. Provavelmente a mera implementação de idade mínima de 65 anos tenha muito mais impacto do que eventual extinção da paridade/integralidade. O mesmo vale para a criação de regras mais sustentáveis quanto às pensões e benefícios para quem contribuiu menos ao regime de previdência. Se puxar todos os meus comentários sobre o assunto que incluam o tema paridade/integralidade, em 90% deles eu estava rebatendo o argumento de outra pessoa, e nos outros 10% esses tópicos são abordados apenas tangencialmente. E isso porque, para mim, esse assunto pouco importa, e faria pouca diferença em uma reforma da previdência que vise o equilíbrio a longo prazo. Não sei por que a insistência em achar que toda a discussão sobre reforma da previdência tem de, necessariamente, girar em torno dos tópicos paridade/integralidade. Talvez seja mera mania de perseguição, mas vale a pena apontar, de novo, que mesmo em uma reforma séria pouca coisa irá mudar nesse aspecto, no máximo a obrigação de atendimento a um regime de transição, se aposentar um pouco depois. Convenhamos que, se ficar estabelecido que (quase) todos terão de se aposentar aos 65 anos, não é nada exagerado um pedágio de 2 ou 3 anos para que quem hoje tem direito à paridade mantenha esse direito. Muita gente já se aposenta na idade máxima por opção própria. Eu, que nem teria direito a pedágio por ainda ser jovem, não estou reclamando de trabalhar até os 65...

    Vamos virar o disco! Até para quem tem direito à paridade não é muito interessante manter esse assunto no foco da reforma.

    Pronto, vamos virar o disco, mantendo o mesmo cantor, Reforma da Previdência.

    A questão da idade mínima afetaria mais quem trabalha desde novo(15 anos). Caso não seja adotado um fator idade/tempo de serviço como hoje 85/95, vai promover a desigualdade no sistema, pois os mais pobres, normalmente, iniciam as suas atividades laborais mais cedo.

    Quanto à integralidade, o governo não pode retirar de quem se encontra no sistema, pois como o servidor recolhe 11% do total da remuneração, teria direito à restituição da diferença. O valor indenizável é muito elevado.

    A paridade não, pois caso seja retirada pode e deve ser mais vantajosa ao trabalhador.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 25 Jan 2019, 11:52 am

    Chuck Coleman escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    josebarbos escreveu:Há uma excessiva preocupação com o valor da concessão da aposentadoria, e uma reduzida sobre como o valor é atualizado e as garantias de pagamento.

    É um pequeno número de cenários em que a paridade e integralidade não são financeiramente vantajosos, mas há. Especialmente, no longo prazo.  

    Pois é. Será que o percentual de reajuste dos ativos no médio/longo prazo supera a atualização da aposentadoria por qualquer que seja o índice adotado?

    É uma coisa que os antigões parecem não dar a devida atenção... scratch


    Exato, de 2008 para cá o INPC foi superior ao reajuste do PJU. Paridade não garante melhor renda no futuro próximo.

    Inclusive essa é uma coisa interessante da migração de regime: o Benefício Especial corrigido pelo INPC.

    Pros ativos é pegar o melhor dos dois mundos.

    Sim e não, depende. Aos que ingressaram antes de dez/98 e que trabalham desde novos(15anos, no meu caso) pode não valer a pena, pois podem aposentar antes dos 60 anos de idade, pela regra 85/95.

    Aos que ingressaram entre 1999 e 2002 devem estabelecer uma relação risco/benefício com relação a integralidade e a idade mínima, que hoje é 55/60 anos, mas vai aumentar na nova reforma.

    Aos demais devem migrar para o FUNPRESP-JUD, aproveitando o benefício especial e a contrapartida de 100% dada pelo governo. Bem é apenas minha opinião.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 25 Jan 2019, 12:49 pm

    ale1969 escreveu:

    Pronto, vamos virar o disco, mantendo o mesmo cantor, Reforma da Previdência.

    A questão da idade mínima afetaria mais quem trabalha desde novo(15 anos). Caso não seja adotado um fator idade/tempo de serviço como hoje 85/95, vai promover a desigualdade no sistema, pois os mais pobres, normalmente, iniciam as suas atividades laborais mais cedo.

    Quanto à integralidade, o governo não pode retirar de quem se encontra no sistema, pois como o servidor recolhe 11% do total da remuneração, teria direito à restituição da diferença. O valor indenizável é muito elevado.

    A paridade não, pois caso seja retirada pode e deve ser mais vantajosa ao trabalhador.  

    Ainda não me debrucei sobre os dados estatísticos da Previdência sobre essa parte (um trabalho hercúleo, por sinal), mas acredito que, no caso dos mais pobres, a entrada na vida laboral mais jovem (de fato ocorre) seja contrabalançada pela alta taxa de informalidade ao longo da vida. Lógico que há casos extremos: gente que entrou cedo e contribuiu formalmente a maior parte da vida (parece ser o seu caso); e muitos outros que passam o tempo todo na informalidade, custando a alcançar o tempo mínimo para a aposentadoria por idade. Acho que a melhor forma seria encontrar um método de cálculo que faça justiça também aos casos extremos, mas sem esquecer do caráter social da previdência.

    A ideia contida em uma das propostas do governo Temer era razoável: um patamar mínimo para quem contribuiu muito pouco, e um percentual adicional para cada ano de serviço. Os números eram discutíveis (em uma das versões, 49 anos para a aposentadoria integral), mas a ideia em si era boa. Se eu estivesse na equipe elaborando a nova proposta, sugeriria um cálculo para a verificação do impacto mantendo a ideia de idade mínima (65 anos, por exemplo); e permitindo um adicional para quem ultrapassasse determinado tempo de contribuição (por exemplo, 35 ou 40 anos). Assim, quem iniciou a vida laboral muito jovem e passou a maior parte contribuindo para o sistema, teria uma espécie de "contrapartida" por estar estendendo seu tempo de contribuição além do mínimo necessário à sustentabilidade do sistema.

    Em relação à retirada da integralidade/paridade, acho pouco provável que mexam nisso, talvez mantenham apenas uma regra de transição, postergando a aposentadoria em alguns meses pra quem está próximo. Talvez estender o prazo de opção pela migração, investir em campanhas de convencimento, mas duvido que tentem algo impositivo. O custo político não valeria a pena.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sex 25 Jan 2019, 12:58 pm

    A paridade é ruim e os aposentados estão nadando no dinheiro do INPC! :trollface: :trollface: memelol


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Seg 28 Jan 2019, 8:17 am

    Galizezin escreveu:A paridade é ruim e os aposentados estão nadando no dinheiro do INPC! :trollface: :trollface: memelol


    Quanto à paridade ativo/inativo, nos últimos 10 anos de PJU foi pior que o reajuste geral pelo INPC.

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    Entre nov/08 a nov/18 o acumulado foi de 75,58%. Neste período foram dois reajustes do PJU que somados não passam de 50%.

    O debate deve ser restrito ao futuro da categoria. Há no médio prazo expectativa de reajustes acima do INPC? A "PEC da Morte" será revogada pelo Bozo e seu Posto Ipiranga?

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Sigma em Seg 28 Jan 2019, 8:53 am

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:A paridade é ruim e os aposentados estão nadando no dinheiro do INPC! :trollface: :trollface: memelol

    Quanto à paridade ativo/inativo, nos últimos 10 anos de PJU foi pior que o reajuste geral pelo INPC.

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    Entre nov/08 a nov/18 o acumulado foi de 75,58%. Neste período foram dois reajustes do PJU que somados não passam de 50%.

    O debate deve ser restrito ao futuro da categoria. Há no médio prazo expectativa de reajustes acima do INPC? A "PEC da Morte" será revogada pelo Bozo e seu Posto Ipiranga?


    Eu ia mostrar essa conta, mas deu uma preguiça...

    Enfim: paridade já foi interessante. Não sei se ainda será interessante daqui 10 ou 15 anos.

    E, no meu ponto de vista, manter a paridade também dificultará reajustes aos ativos.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Seg 28 Jan 2019, 9:59 am

    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:A paridade é ruim e os aposentados estão nadando no dinheiro do INPC! :trollface: :trollface: memelol

    Quanto à paridade ativo/inativo, nos últimos 10 anos de PJU foi pior que o reajuste geral pelo INPC.

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    Entre nov/08 a nov/18 o acumulado foi de 75,58%. Neste período foram dois reajustes do PJU que somados não passam de 50%.

    O debate deve ser restrito ao futuro da categoria. Há no médio prazo expectativa de reajustes acima do INPC? A "PEC da Morte" será revogada pelo Bozo e seu Posto Ipiranga?


    Eu ia mostrar essa conta, mas deu uma preguiça...

    Enfim: paridade já foi interessante. Não sei se ainda será interessante daqui 10 ou 15 anos.

    E, no meu ponto de vista, manter a paridade também dificultará reajustes aos ativos.

    Como disse, não há como saber se a paridade será benéfica aos inativos nos próximos anos. Quanto aos reajustes dos ativos, com a PEC do congelamento de gastos não há nenhuma possibilidade de ganho real(aumento) e duvido muito que haja reposição das perdas inflacionárias com o atual governo. O tópico de discussão do "novo PCS" é uma grande fábrica de ilusões.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Seg 28 Jan 2019, 6:00 pm

    vou repetir: aqui há excesso de preocupação de quem não tem com quem tem paridade. se a paridade fosse ruim o governo não iria acabar com ela. da minha parte, sou justo. não quero nem mais nem menos do que sempre mereci.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 29 Jan 2019, 8:43 am

    Galizezin escreveu:vou repetir: aqui há excesso de preocupação de quem não tem com quem tem paridade. se a paridade fosse ruim o governo não iria acabar com ela. da minha parte, sou justo. não quero nem mais nem menos do que sempre mereci.


    Definitivamente este não é o meu caso. Sou servidor público desde 1989, mantenho a paridade e a integralidade pela regra 85/95, pois, ainda, não fiz a opção pelo FUNPRESP-JUD.

    O que afirmo é que a paridade não tem sido boa e pode não ser vantajosa no médio prazo(20 anos), devido ao congelamento de gastos impostos pela "PEC DA MORTE".

    Pensando na categoria, acredito que a principal batalha será a regra de transição, que deve considerar o tempo de serviço e não apenas a idade como marco de aposentadoria. A integralidade será mantida, não por vontade do governo, mas por impossibilidade financeira de ressarcimento dos valores recolhidos ao longo do tempo.

    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Ter 29 Jan 2019, 1:38 pm

    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cavalo em Ter 29 Jan 2019, 3:51 pm

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    Acho um absurdo que a reforma do Governo Bolsonaro nem sequer foi ainda proposta e já tem esquerdista frustrado tentando denegrí-la. Para eles: não se esqueçam que a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas foi uma obra do corrupto condenado (uma vez, por enquanto) preso em Curitiba! E que o principal articulador da reforma do demiurgo chamava-se Prof. Luisinho, um traste que nem sequer tem agora votos para eleger-se vereador em São Paulo, já que traiu sua própria categoria. Isso lembra alguém? O Mamutão já tá aprovado.....
    Na verdade, acho que as propostas do tal Guedes ainda não vieram a público porque o Bolsonaro não as aprovou, por considerá-las injustas e exageradas. Mas, seja como for, depois do PT as reformas não têm lá muito com que atingir o funcionalismo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Ter 29 Jan 2019, 3:56 pm

    Mantendo em 11% a contribuição já me dou por satisfeito.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 29 Jan 2019, 5:14 pm

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    mas que loucura...acaso quem recebe acima do teto paga 11% sobre o teto?


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Ter 29 Jan 2019, 6:45 pm

    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    mas que loucura...acaso quem recebe acima do teto paga 11% sobre o teto?

    E há regra de transição:

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qua 30 Jan 2019, 6:25 am

    cavalo escreveu:
    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    Acho um absurdo que a reforma do Governo Bolsonaro nem sequer foi ainda proposta e já tem esquerdista frustrado tentando denegrí-la. Para eles: não se esqueçam que a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas foi uma obra do corrupto condenado (uma vez, por enquanto) preso em Curitiba! E que o principal articulador da reforma do demiurgo chamava-se Prof. Luisinho, um traste que nem sequer tem agora votos para eleger-se vereador em São Paulo, já que traiu sua própria categoria. Isso lembra alguém? O Mamutão já tá aprovado.....
    Na verdade, acho que as propostas do tal Guedes ainda não vieram a público porque o Bolsonaro não as aprovou, por considerá-las injustas e exageradas. Mas, seja como for, depois do PT as reformas não têm lá muito com que atingir o funcionalismo.



    Pessoal, na boa, isso não tem nada de esquerdista x direitista, coxinha x mortadela etc. Esse pensamento binário impede o aprofundamento dos debates.

    Já escrevi antes que todo, repito, todo governo eleito faria uma reforma da previdência. O que pretendo pautar é a necessidade de compatibilizar o econômico com a justiça social.

    Concordo que o projeto do novo governo ainda não foi apresentado formalmente, por isso fiz o comentário sobre a PEC do anterior. Denegrir é tornar negro, se for para defender os historicamente oprimidos, negros, indígenas, mestiços etc. Vou denegrir sempre, com orgulho de ter consciência social.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Qua 30 Jan 2019, 11:30 am

    ale1969 escreveu:
    cavalo escreveu:
    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    A maldade que está na "PEC DO VAMPIRO" e que pode ser aproveitada pelo "CAPETÃO" é que não prevê transição, impondo 65 e 63 anos de idade, independentemente do tempo de contribuição. Caso seja mantida esta regra, quem trabalha desde de novo, antes mesmo da CR/88, poderá ter que trabalhar 51 anos para a aposentadoria. Outros com maior amparo financeiro familiar 35 anos.

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    Acho um absurdo que a reforma do Governo Bolsonaro nem sequer foi ainda proposta e já tem esquerdista frustrado tentando denegrí-la.  Para eles: não se esqueçam que a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas foi uma obra do corrupto condenado (uma vez, por enquanto) preso em Curitiba! E que o principal articulador da reforma do demiurgo chamava-se Prof. Luisinho, um traste que nem sequer tem agora votos para eleger-se vereador em São Paulo, já que traiu sua própria categoria. Isso lembra alguém? O Mamutão já tá aprovado.....
    Na verdade, acho que as propostas do tal Guedes ainda não vieram a público porque o Bolsonaro não as aprovou, por considerá-las injustas e exageradas. Mas, seja como for, depois do PT as reformas não têm lá muito com que atingir o funcionalismo.  



    Pessoal, na boa, isso não tem nada de esquerdista x direitista, coxinha x mortadela etc. Esse pensamento binário impede o aprofundamento dos debates.

    Já escrevi antes que todo, repito, todo governo eleito faria uma reforma da previdência. O que pretendo pautar é a necessidade de compatibilizar o econômico com a justiça social.

    Concordo que o projeto do novo governo ainda não foi apresentado formalmente, por isso fiz o comentário sobre a PEC do anterior. Denegrir é tornar negro, se for para defender os historicamente oprimidos, negros, indígenas, mestiços etc.  Vou denegrir sempre, com orgulho de ter consciência social.
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Qua 30 Jan 2019, 11:46 am

    Pessoal, tem alguma coisa concreta sobre essa reforma?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qua 30 Jan 2019, 11:59 am

    servidor.tre escreveu:Pessoal, tem alguma coisa concreta sobre essa reforma?

    Até agora, só declarações de que o texto da reforma será apresentado ao Congresso na segunda ou terceira semana de fevereiro. Além disso, só boatos, mesmo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qua 30 Jan 2019, 12:15 pm

    jornalista escreveu:
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Abrindo um parêntese, em torno do termo denegrir:

    Acho engraçada essa onda do 'politicamente correto' que visa atingir palavras que nunca tiveram qualquer conotação racial - até o momento em que os supostos "defensores da causa" começaram a lhe incutir tal interpretação.

    Denegrir, etimologicamente, significa "tornar negro", "obscurecer"; por extensão, "manchar de negro". Na conotação depreciativa, faz referência à dificuldade em se enxergar a verdade, a real natureza de algo, por baixo de uma mancha negra. É óbvio que ao escolherem a cor negra para o termo, não se fazia referência a pessoas/raças, e sim à cor (no caso, ausência de cor) em si, que dificulta a percepção do que há por baixo, sendo a mais eficaz para "manchar" algo. Se a escravidão e o racismo fossem "ao contrário", ainda assim a cor negra permaneceria como referência de escuridão/obscuridade. Se (Deus nos livre) não existissem humanos negros, ainda assim o termo "denegrir" manteria seu sentido. É diferente, por exemplo, do termo "judiar", que faz referência direta à forma com que foram tratados os judeus (e que, mesmo assim, não costuma causar tanta polêmica).

    O mesmo raciocínio vale, por exemplo, para a expressão "a coisa/situação está preta". É óbvio que se faz referência à dificuldade em se enxergar uma solução "no escuro", mas os polemizadores preferem aferir conotação racista.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Qua 30 Jan 2019, 1:43 pm

    androsvilazza escreveu:
    servidor.tre escreveu:Pessoal, tem alguma coisa concreta sobre essa reforma?

    Até agora, só declarações de que o texto da reforma será apresentado ao Congresso na segunda ou terceira semana de fevereiro. Além disso, só boatos, mesmo.

    Obrigado, colega.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Qui 31 Jan 2019, 7:09 am

    Pessoal, vi no jornal que essa reforma virá como forma de EC e também por um PL.
    Por que isso?

    Também vi que vão colocar os estados e municípios no bolo, e que os militares também vão entrar nessa reforma.

    Algum ponto positivo nisso?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Bastião em Qui 31 Jan 2019, 8:22 am

    Até a hora que houver algum recuo, ou recuo do recuou e assim sucessivamente.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Qui 31 Jan 2019, 11:10 am

    servidor.tre escreveu:Pessoal, vi no jornal que essa reforma virá como forma de EC e também por um PL.
    Por que isso?

    Também vi que vão colocar os estados e municípios no bolo, e que os militares também vão entrar nessa reforma.

    Algum ponto positivo nisso?

    Militares tem prêvidencia regulada por lei, assim como o cálculo do valor dos benefícios para os servidores públicos, e das contribuições previdenciárias.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 31 Jan 2019, 12:25 pm

    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Abrindo um parêntese, em torno do termo denegrir:

    Acho engraçada essa onda do 'politicamente correto' que visa atingir palavras que nunca tiveram qualquer conotação racial - até o momento em que os supostos "defensores da causa" começaram a lhe incutir tal interpretação.

    Denegrir, etimologicamente, significa "tornar negro", "obscurecer"; por extensão, "manchar de negro". Na conotação depreciativa, faz referência à dificuldade em se enxergar a verdade, a real natureza de algo, por baixo de uma mancha negra. É óbvio que ao escolherem a cor negra para o termo, não se fazia referência a pessoas/raças, e sim à cor (no caso, ausência de cor) em si, que dificulta a percepção do que há por baixo, sendo a mais eficaz para "manchar" algo. Se a escravidão e o racismo fossem "ao contrário", ainda assim a cor negra permaneceria como referência de escuridão/obscuridade. Se (Deus nos livre) não existissem humanos negros, ainda assim o termo "denegrir" manteria seu sentido. É diferente, por exemplo, do termo "judiar", que faz referência direta à forma com que foram tratados os judeus (e que, mesmo assim, não costuma causar tanta polêmica).

    O mesmo raciocínio vale, por exemplo, para a expressão "a coisa/situação está preta". É óbvio que se faz referência à dificuldade em se enxergar uma solução "no escuro", mas os polemizadores preferem aferir conotação racista.

    Tudo bem, há sim um componente político e ideológico no tema. Ocorre que no Brasil o racismo é estrutural, ou seja independe da posição individual do agente. Termos como "ovelha negra da família", "neguinho tá fazendo M...", "vai para a lista negra" etc, devem ser usados com consciência do significado social, evitados na língua escrita e contextualizados na oralidade.

    O "politicamente correto" representa a necessária adequação social do tema. O que era aceito como "normal" antes pode e deve ser corrigido, sob pena de perpetuação da barbárie. Por exemplo: "A mulher deve obedecer as ordens de seu marido", "Os fins justificam os meios", "ladrão que rouba ladrão deve ser perdoado" etc.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 31 Jan 2019, 12:30 pm

    jornalista escreveu:
    ale1969 escreveu:
    cavalo escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Que tal criarmos uma contribuição cujo fato gerador seja a percepção de proventos de aposentadoria superior ao teto do regime geral, cujo destino seja anular, ou ao menos reduzir, o valor de contribuição previdenciária dos trabalhadores menores de 25 anos.

    Assim, não há desculpa para "situações discrepantes".

    Acho um absurdo que a reforma do Governo Bolsonaro nem sequer foi ainda proposta e já tem esquerdista frustrado tentando denegrí-la.  Para eles: não se esqueçam que a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas foi uma obra do corrupto condenado (uma vez, por enquanto) preso em Curitiba! E que o principal articulador da reforma do demiurgo chamava-se Prof. Luisinho, um traste que nem sequer tem agora votos para eleger-se vereador em São Paulo, já que traiu sua própria categoria. Isso lembra alguém? O Mamutão já tá aprovado.....
    Na verdade, acho que as propostas do tal Guedes ainda não vieram a público porque o Bolsonaro não as aprovou, por considerá-las injustas e exageradas. Mas, seja como for, depois do PT as reformas não têm lá muito com que atingir o funcionalismo.  



    Pessoal, na boa, isso não tem nada de esquerdista x direitista, coxinha x mortadela etc. Esse pensamento binário impede o aprofundamento dos debates.

    Já escrevi antes que todo, repito, todo governo eleito faria uma reforma da previdência. O que pretendo pautar é a necessidade de compatibilizar o econômico com a justiça social.

    Concordo que o projeto do novo governo ainda não foi apresentado formalmente, por isso fiz o comentário sobre a PEC do anterior. Denegrir é tornar negro, se for para defender os historicamente oprimidos, negros, indígenas, mestiços etc.  Vou denegrir sempre, com orgulho de ter consciência social.
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Por favor, aponte no texto a falta de ética e verdade para que possa modificar meus conceitos. Desde logo desculpe se feri algum sentimento pessoal seu, não foi essa minha vontade.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por jornalista em Qui 31 Jan 2019, 1:35 pm

    ale1969 escreveu:
    jornalista escreveu:
    ale1969 escreveu:
    cavalo escreveu:

    Acho um absurdo que a reforma do Governo Bolsonaro nem sequer foi ainda proposta e já tem esquerdista frustrado tentando denegrí-la.  Para eles: não se esqueçam que a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas foi uma obra do corrupto condenado (uma vez, por enquanto) preso em Curitiba! E que o principal articulador da reforma do demiurgo chamava-se Prof. Luisinho, um traste que nem sequer tem agora votos para eleger-se vereador em São Paulo, já que traiu sua própria categoria. Isso lembra alguém? O Mamutão já tá aprovado.....
    Na verdade, acho que as propostas do tal Guedes ainda não vieram a público porque o Bolsonaro não as aprovou, por considerá-las injustas e exageradas. Mas, seja como for, depois do PT as reformas não têm lá muito com que atingir o funcionalismo.  



    Pessoal, na boa, isso não tem nada de esquerdista x direitista, coxinha x mortadela etc. Esse pensamento binário impede o aprofundamento dos debates.

    Já escrevi antes que todo, repito, todo governo eleito faria uma reforma da previdência. O que pretendo pautar é a necessidade de compatibilizar o econômico com a justiça social.

    Concordo que o projeto do novo governo ainda não foi apresentado formalmente, por isso fiz o comentário sobre a PEC do anterior. Denegrir é tornar negro, se for para defender os historicamente oprimidos, negros, indígenas, mestiços etc.  Vou denegrir sempre, com orgulho de ter consciência social.
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Por favor, aponte no texto a falta de ética e verdade para que possa modificar meus conceitos. Desde logo desculpe se feri algum sentimento pessoal seu, não foi essa minha vontade.
    Não vi, foi só dúvida mesmo. Tranquilo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Qui 31 Jan 2019, 1:39 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Abrindo um parêntese, em torno do termo denegrir:

    Acho engraçada essa onda do 'politicamente correto' que visa atingir palavras que nunca tiveram qualquer conotação racial - até o momento em que os supostos "defensores da causa" começaram a lhe incutir tal interpretação.

    Denegrir, etimologicamente, significa "tornar negro", "obscurecer"; por extensão, "manchar de negro". Na conotação depreciativa, faz referência à dificuldade em se enxergar a verdade, a real natureza de algo, por baixo de uma mancha negra. É óbvio que ao escolherem a cor negra para o termo, não se fazia referência a pessoas/raças, e sim à cor (no caso, ausência de cor) em si, que dificulta a percepção do que há por baixo, sendo a mais eficaz para "manchar" algo. Se a escravidão e o racismo fossem "ao contrário", ainda assim a cor negra permaneceria como referência de escuridão/obscuridade. Se (Deus nos livre) não existissem humanos negros, ainda assim o termo "denegrir" manteria seu sentido. É diferente, por exemplo, do termo "judiar", que faz referência direta à forma com que foram tratados os judeus (e que, mesmo assim, não costuma causar tanta polêmica).

    O mesmo raciocínio vale, por exemplo, para a expressão "a coisa/situação está preta". É óbvio que se faz referência à dificuldade em se enxergar uma solução "no escuro", mas os polemizadores preferem aferir conotação racista.

    Tudo bem, há sim um componente político e ideológico no tema. Ocorre que no Brasil o racismo é estrutural, ou seja independe da posição individual do agente. Termos como "ovelha negra da família", "neguinho tá fazendo M...", "vai para a lista negra" etc, devem ser usados com consciência do significado social, evitados na língua escrita e contextualizados na oralidade.

    O "politicamente correto" representa a necessária adequação social do tema. O que era aceito como "normal" antes pode e deve ser corrigido, sob pena de perpetuação da barbárie. Por exemplo: "A mulher deve obedecer as ordens de seu marido", "Os fins justificam os meios", "ladrão que rouba ladrão deve ser perdoado" etc.

    Continuo não vendo nada de mais nas expressões-exemplo. Se o critério para definição de racismo for esse, talvez eu tenha sido racista minha vida toda e continue sendo racista. Talvez todos os negros que conheço também sejam racistas, pois utilizaram e continuam utilizando essas expressões. "Ovelha negra" faz todo o sentido, basta uma pesquisa de imagens no Google e vai ver que 99% ou mais das ovelhas são brancas, então a ovelha negra seria a exceção, aquele que foge do padrão estabelecido. "Neguinho" como referência a "pessoa", pra mim, é muito comum, sendo inclusive usado não pejorativamente: "neguinho se deu bem", "esse neguinho é esperto mesmo!". Já o termo "lista negra" tem origem no inglês, e (surpresa!) e foi popularizado na década de 1950/60 para as listas que o governo americano fazia, de suspeitos de comunismo (negros ou não). Dizem que a origem da expressão vem de uma forma de votação utilizada nos séculos 15 e 16 (antes, portanto, da popularização da escravidão de africanos), em que se colocava uma bola branca na urna, simbolizando um voto positivo (sim), e uma bola preta caso o seu voto fosse negativo (não).

    Há inúmeras origens para a cor negra ser utilizada como símbolo negativo, e a grande maioria passa longe do racismo:

    - o ser humano, desde a época das cavernas, tende a ter medo da escuridão, que se contrapunha à luz/claridade;
    - a "peste negra", que dizimou boa parte da população europeia, tinha esse nome devido às manchas negras que apareciam na pele;
    - o principal uniforme nazista era negro;
    - a crença cristã majoritária na Idade Média era de que o inferno seria o ápice da escuridão, e as mensageiras do diabo no mundo (as bruxas) sempre se vestiam de preto (embora os padres também o fizessem, mas a isso não davam importãncia);
    - dentre vários outros motivos, racionais ou não, mas sempre desconectados da cor de pele de um ser humano.

    Também temos expressões "negativas" que poderiam ser interpretadas como depreciativas a outras raças, e nem por isso causam todo esse frisson: "elefante branco", "fulano ficou branco de susto", "sicrano amarelou", etc.

    Ainda continuo achando que utilizar-se de termos e expressões corriqueiros (obviamente, sem a intenção de agredir) é menos racista que enxergar qualquer menção à cor "preto" como um ataque às pessoas negras. Aliás, diga-se de passagem, é uma baita bobagem em pleno século 21 ainda ser necessário (ou, mesmo desnecessário, que pessoas o façam) ficar "reparando" a cor das pessoas antes de falar ou fazer algo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Chuck Coleman em Qui 31 Jan 2019, 2:03 pm

    Nem o fórum PCS JÁ tá escapando da lacração...

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por TJ/TREMG em Qui 31 Jan 2019, 7:31 pm

    androsvilazza escreveu:
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    androsvilazza escreveu:
    jornalista escreveu:
    Uma pergunta: denegrir também significa faltar com a ética e a verdade, em prol do social?

    Abrindo um parêntese, em torno do termo denegrir:

    Acho engraçada essa onda do 'politicamente correto' que visa atingir palavras que nunca tiveram qualquer conotação racial - até o momento em que os supostos "defensores da causa" começaram a lhe incutir tal interpretação.

    Denegrir, etimologicamente, significa "tornar negro", "obscurecer"; por extensão, "manchar de negro". Na conotação depreciativa, faz referência à dificuldade em se enxergar a verdade, a real natureza de algo, por baixo de uma mancha negra. É óbvio que ao escolherem a cor negra para o termo, não se fazia referência a pessoas/raças, e sim à cor (no caso, ausência de cor) em si, que dificulta a percepção do que há por baixo, sendo a mais eficaz para "manchar" algo. Se a escravidão e o racismo fossem "ao contrário", ainda assim a cor negra permaneceria como referência de escuridão/obscuridade. Se (Deus nos livre) não existissem humanos negros, ainda assim o termo "denegrir" manteria seu sentido. É diferente, por exemplo, do termo "judiar", que faz referência direta à forma com que foram tratados os judeus (e que, mesmo assim, não costuma causar tanta polêmica).

    O mesmo raciocínio vale, por exemplo, para a expressão "a coisa/situação está preta". É óbvio que se faz referência à dificuldade em se enxergar uma solução "no escuro", mas os polemizadores preferem aferir conotação racista.

    Tudo bem, há sim um componente político e ideológico no tema. Ocorre que no Brasil o racismo é estrutural, ou seja independe da posição individual do agente. Termos como "ovelha negra da família", "neguinho tá fazendo M...", "vai para a lista negra" etc, devem ser usados com consciência do significado social, evitados na língua escrita e contextualizados na oralidade.

    O "politicamente correto" representa a necessária adequação social do tema. O que era aceito como "normal" antes pode e deve ser corrigido, sob pena de perpetuação da barbárie. Por exemplo: "A mulher deve obedecer as ordens de seu marido", "Os fins justificam os meios", "ladrão que rouba ladrão deve ser perdoado" etc.

    Continuo não vendo nada de mais nas expressões-exemplo. Se o critério para definição de racismo for esse, talvez eu tenha sido racista minha vida toda e continue sendo racista. Talvez todos os negros que conheço também sejam racistas, pois utilizaram e continuam utilizando essas expressões. "Ovelha negra" faz todo o sentido, basta uma pesquisa de imagens no Google e vai ver que 99% ou mais das ovelhas são brancas, então a ovelha negra seria a exceção, aquele que foge do padrão estabelecido. "Neguinho" como referência a "pessoa", pra mim, é muito comum, sendo inclusive usado não pejorativamente: "neguinho se deu bem", "esse neguinho é esperto mesmo!". Já o termo "lista negra" tem origem no inglês, e (surpresa!) e foi popularizado na década de 1950/60 para as listas que o governo americano fazia, de suspeitos de comunismo (negros ou não). Dizem que a origem da expressão vem de uma forma de votação utilizada nos séculos 15 e 16 (antes, portanto, da popularização da escravidão de africanos), em que se colocava uma bola branca na urna, simbolizando um voto positivo (sim), e uma bola preta caso o seu voto fosse negativo (não).

    Há inúmeras origens para a cor negra ser utilizada como símbolo negativo, e a grande maioria passa longe do racismo:

    - o ser humano, desde a época das cavernas, tende a ter medo da escuridão, que se contrapunha à luz/claridade;
    - a "peste negra", que dizimou boa parte da população europeia, tinha esse nome devido às manchas negras que apareciam na pele;
    - o principal uniforme nazista era negro;
    - a crença cristã majoritária na Idade Média era de que o inferno seria o ápice da escuridão, e as mensageiras do diabo no mundo (as bruxas) sempre se vestiam de preto (embora os padres também o fizessem, mas a isso não davam importãncia);
    - dentre vários outros motivos, racionais ou não, mas sempre desconectados da cor de pele de um ser humano.

    Também temos expressões "negativas" que poderiam ser interpretadas como depreciativas a outras raças, e nem por isso causam todo esse frisson: "elefante branco", "fulano ficou branco de susto", "sicrano amarelou", etc.

    Ainda continuo achando que utilizar-se de termos e expressões corriqueiros (obviamente, sem a intenção de agredir) é menos racista que enxergar qualquer menção à cor "preto" como um ataque às pessoas negras. Aliás, diga-se de passagem, é uma baita bobagem em pleno século 21 ainda ser necessário (ou, mesmo desnecessário, que pessoas o façam) ficar "reparando" a cor das pessoas antes de falar ou fazer algo.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 01 Fev 2019, 9:10 am

    TJ/TREMG escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    Abrindo um parêntese, em torno do termo denegrir:

    Acho engraçada essa onda do 'politicamente correto' que visa atingir palavras que nunca tiveram qualquer conotação racial - até o momento em que os supostos "defensores da causa" começaram a lhe incutir tal interpretação.

    Denegrir, etimologicamente, significa "tornar negro", "obscurecer"; por extensão, "manchar de negro". Na conotação depreciativa, faz referência à dificuldade em se enxergar a verdade, a real natureza de algo, por baixo de uma mancha negra. É óbvio que ao escolherem a cor negra para o termo, não se fazia referência a pessoas/raças, e sim à cor (no caso, ausência de cor) em si, que dificulta a percepção do que há por baixo, sendo a mais eficaz para "manchar" algo. Se a escravidão e o racismo fossem "ao contrário", ainda assim a cor negra permaneceria como referência de escuridão/obscuridade. Se (Deus nos livre) não existissem humanos negros, ainda assim o termo "denegrir" manteria seu sentido. É diferente, por exemplo, do termo "judiar", que faz referência direta à forma com que foram tratados os judeus (e que, mesmo assim, não costuma causar tanta polêmica).

    O mesmo raciocínio vale, por exemplo, para a expressão "a coisa/situação está preta". É óbvio que se faz referência à dificuldade em se enxergar uma solução "no escuro", mas os polemizadores preferem aferir conotação racista.

    Tudo bem, há sim um componente político e ideológico no tema. Ocorre que no Brasil o racismo é estrutural, ou seja independe da posição individual do agente. Termos como "ovelha negra da família", "neguinho tá fazendo M...", "vai para a lista negra" etc, devem ser usados com consciência do significado social, evitados na língua escrita e contextualizados na oralidade.

    O "politicamente correto" representa a necessária adequação social do tema. O que era aceito como "normal" antes pode e deve ser corrigido, sob pena de perpetuação da barbárie. Por exemplo: "A mulher deve obedecer as ordens de seu marido", "Os fins justificam os meios", "ladrão que rouba ladrão deve ser perdoado" etc.

    Continuo não vendo nada de mais nas expressões-exemplo. Se o critério para definição de racismo for esse, talvez eu tenha sido racista minha vida toda e continue sendo racista. Talvez todos os negros que conheço também sejam racistas, pois utilizaram e continuam utilizando essas expressões. "Ovelha negra" faz todo o sentido, basta uma pesquisa de imagens no Google e vai ver que 99% ou mais das ovelhas são brancas, então a ovelha negra seria a exceção, aquele que foge do padrão estabelecido. "Neguinho" como referência a "pessoa", pra mim, é muito comum, sendo inclusive usado não pejorativamente: "neguinho se deu bem", "esse neguinho é esperto mesmo!". Já o termo "lista negra" tem origem no inglês, e (surpresa!) e foi popularizado na década de 1950/60 para as listas que o governo americano fazia, de suspeitos de comunismo (negros ou não). Dizem que a origem da expressão vem de uma forma de votação utilizada nos séculos 15 e 16 (antes, portanto, da popularização da escravidão de africanos), em que se colocava uma bola branca na urna, simbolizando um voto positivo (sim), e uma bola preta caso o seu voto fosse negativo (não).

    Há inúmeras origens para a cor negra ser utilizada como símbolo negativo, e a grande maioria passa longe do racismo:

    - o ser humano, desde a época das cavernas, tende a ter medo da escuridão, que se contrapunha à luz/claridade;
    - a "peste negra", que dizimou boa parte da população europeia, tinha esse nome devido às manchas negras que apareciam na pele;
    - o principal uniforme nazista era negro;
    - a crença cristã majoritária na Idade Média era de que o inferno seria o ápice da escuridão, e as mensageiras do diabo no mundo (as bruxas) sempre se vestiam de preto (embora os padres também o fizessem, mas a isso não davam importãncia);
    - dentre vários outros motivos, racionais ou não, mas sempre desconectados da cor de pele de um ser humano.

    Também temos expressões "negativas" que poderiam ser interpretadas como depreciativas a outras raças, e nem por isso causam todo esse frisson: "elefante branco", "fulano ficou branco de susto", "sicrano amarelou", etc.

    Ainda continuo achando que utilizar-se de termos e expressões corriqueiros (obviamente, sem a intenção de agredir) é menos racista que enxergar qualquer menção à cor "preto" como um ataque às pessoas negras. Aliás, diga-se de passagem, é uma baita bobagem em pleno século 21 ainda ser necessário (ou, mesmo desnecessário, que pessoas o façam) ficar "reparando" a cor das pessoas antes de falar ou fazer algo.


    like like like


    Como disse, o racismo no Brasil é estrutural e independe da ação individual. Também uso as expressões destacadas na oralidade, porém sempre com a devida ênfase na repercussão social do negro na coletividade.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Fev 2019, 10:55 am

    A proposta de reforma começa a ser delineada:

    Capitalização na Previdência pode ter contribuição de 8,5%

    BRASÍLIA - O sistema de capitalização na Previdência Social – modelo no qual o trabalhador poupa numa conta individual para a sua aposentadoria e que deve constar da proposta de reforma em elaboração no governo – deve contar também com a participação dos empregadores. Mas a equipe econômica estuda uma forma de que a contribuição das empresas seja menor que a feita hoje, no atual sistema, para não onerar muito o caixa.

    Uma das possibilidades em estudo é que, na capitalização, os empregadoras contribuam com o equivalente a 8,5% do salário do empregado – no regime atual, essa contribuição do empregador é de 20%. Os segurados, por sua vez, também pagariam 8,5%, garantindo uma contribuição total de 17%, que, na avaliação da área econômica, garante uma poupança suficiente para manter a renda do trabalhador na sua aposentadoria. Hoje, o trabalhador paga ao INSS entre 8% e 11% do salário. A participação dos empregadores no sistema foi informada na quarta-feira, 30, pela Coluna do Estadão.

    Já está certo que a criação do sistema de capitalização, uma bandeira do ministro da Economia, Paulo Guedes, estará prevista na Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que será enviada ao Congresso. O seu funcionamento, no entanto, será regulamentado numa segunda etapa da reforma. O modelo de contribuição de 8,5% para empresas e empregados atende à orientação dada por Guedes de desonerar o setor produtivo e garantir mais emprego, desestimulando a chamada “pejotização” dos trabalhadores.

    A “pejotização” é o fenômeno em que trabalhadores mais qualificados deixam de ser contratados como pessoa física e passam a prestar serviço como pessoa jurídica. Dessa forma, os empregadores pagam menos contribuição sobre a folha de salários e os trabalhadores, menos Imposto de Renda. Se o governo bater o martelo nessa contribuição conjunta será diferente do praticado no Chile, onde só os trabalhadores contribuíam e os benefícios acabaram ficando abaixo do necessário para garantir uma renda mínima.

    Varredura

    A proposta de reforma está sendo finalizada pela equipe econômica e entra agora na fase de “varredura” para dar blindagem jurídica ao texto, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Uma reunião para analisar os principais pontos da proposta está marcada para esta quinta-feira na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

    Além da capitalização, que só valerá para os novos trabalhadores que ganham a partir de uma determinada renda, há uma preocupação com o risco de judicialização de outros itens da reforma, principalmente aqueles que desvinculam os benefícios assistenciais do salário mínimo. A desvinculação, o fim do pagamento integral de pensão por morte, a possibilidade de pagar a pensão menor do que o salário mínimo e o tempo da transição da reforma são pontos que encontram resistências até mesmo no presidente Jair Bolsonaro.

    Até agora a discussão sobre as idades mínimas finais para a aposentadoria tem ficado no mesmo patamar da proposta que está no Congresso – 62 anos para mulheres e 65 anos para homens – mas também há na equipe quem defenda a fixação de uma mesma idade para ambos, de 65 anos.



    A quem se "preocupava" com a proposta de capitalização, achando que seguiria o mesmo modelo do Chile, parece que o modelo a ser proposto deve estar mais aproximado do adotado no Funpresp.

    Ainda com relação ao regime de capitalização, resta ver quais parâmetros serão adotados: por exemplo, até qual renda se enquadraria no regime de repartição, até qual renda a empresa teria de patrocinar no regime de capitalização, ficando o restante por conta da poupança individual do empregado; qual o "ponto de corte" para enquadramento no novo regime, se haverá direito à opção para os trabalhadores da ativa (como houve no Funpresp), se será aplicado o novo regime apenas aos novos entrantes no mercado de trabalho, ou uma implementação ainda mais demorada, para diminuir o custo de transição, como por exemplo inserir no novo regime apenas os nascidos a partir de determinado ano (por exemplo, 2010 ou mesmo 2019).

    Outros pontos de interesse seriam as mudanças em relação aos benefícios assistenciais e à pensão por morte, assim como a transição a ser exigida. Os dois últimos (pensão por morte e transição) nos afetariam diretamente, enquanto servidores públicos.
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    QUANTA BOBAGEM

    Mensagem por cavalo em Sex 01 Fev 2019, 12:37 pm

    de·ne·grir - Conjugar
    (latim denigro, -are)
    verbo transitivo e pronominal

    1. Pôr ou ficar negro ou escuro. = ESCURECER ≠ BRANQUEAR, CLAREAR

    2. [Figurado] Deixar ou ficar com o nome ou a fama comprometidos, desacreditados ou malvistos. = DESLUSTRAR, DESPRESTIGIAR, DIFAMAR, MACULAR, MANCHAR ≠ PRESTIGIAR


    "denegri", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] [consultado em 01-02-2019].

    Não vejo nenhuma evidência ou motivo para levar minhas palavras para o lado do racismo. Também não sou tão mal informado (ou intencionado) para ficar me fiscalizando sobre o que falo ou escrevo. Não sou adepto e nem tenho medo de racismo, embora já tenha sido objeto de bulling por um cara doido no passado.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por tre-rj em Seg 04 Fev 2019, 2:24 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Reforma da Previdência: veja propostas do governo Bolsonaro
    O texto preliminar da PEC da reforma da Previdência foi obtido pelo 'Estadão' com exclusividade; governo vai propor idade mínima de 65 anos para homens e mulheres
    0






    Redação, O Estado de S.Paulo

    04 Fevereiro 2019 | 15h51
    Atualizado 04 Fevereiro 2019 | 16h15

    O governo Jair Bolsonaro pretende alterar as regras de aposentadoria no Brasil por meio de uma minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto preliminar foi obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

    Confira abaixo as medidas contidas no documento:
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    TRANSIÇÃO DO INSS
    Atualmente, há duas formas de se aposentar: por idade ou por tempo de contribuição. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

    - Prevê regras transitórias até aprovação de leis complementares.

    - Prevê idade mínima de 65 anos para homem e mulher ao fim da transição.

    - Vincula aposentadorias de militares estaduais às das Forças Armadas.

    - Cria capitalização a ser regulamentada por lei complementar.

    - Prevê possibilidade de utilizar parte do FGTS na capitalização.

    - Prevê renda de R$ 1 mil para PCDs sem condição de sustento.

    - Prevê renda de R$ 500 para baixa renda aos 55 anos.

    - Prevê renda de R$ 750 para baixa renda aos 65 anos.

    - Regra transitória prevê 40 anos para atingir 100% de salário.

    - Cria gatilho para elevar idade mínima a cada 4 anos.

    - Regimes próprios de servidores terão contribuições complementares.

    - Alíquota complementar de servidor não poderá ser inferior à do INSS.

    - Restringe pagamento do abono a quem recebe até um salário mínimo.

    - Prevê contribuição individual de produtores rurais para Previdência.

    - Acionistas e administradores respondem por dívida com INSS se houver dolo.

    - Idade mínima para trabalhador rural e professor será de 60 anos.

    - Tempo mínimo de contribuição no INSS passa a ser de 20 anos.

    - Prevê idades menores para quem trabalha em condições prejudiciais à saúde.

    - Limita acúmulo de pensão e aposentadoria com desconto progressivo.

    - Maior benefício será integral e os demais podem ter desconto de até 80%.

    - Tempo mínimo de contribuição para servidor passa a ser de 25 anos.

    - Pensão por morte prevê cota familiar de 50% mais 10% por dependente.

    - Políticos terão que dizer em 180 dias se querem ficar em regime atual.

    - Políticos terão que cumprir idade mínima de 65 anos e pedágio de 30%.

    - Veda novas adesões de políticos ao regime específico da categoria.

    - União, Estados e municípios terão 2 anos para plano contra déficit de servidores.

    - Estados terão dois anos para adequar regras de militares às das Forças Armadas.

    - Prevê regra de transição por pontos, iniciando em 86, para mulheres, e 96, para homens.

    - Pontos da transição serão elevados a partir de 2020 até limite de 105.

    - Para professor, transição começa em 81 pontos, para mulheres, e 91, para homens.

    - Pontos para professores serão elevados a partir de 2020 até limite de 100.

    - Nos primeiros cinco anos, é possível aposentar por tempo com fator previdenciário.

    - Em aposentadoria por idade, idade mínima sobe 6 meses a cada ano até 65 anos.

    - Em aposentadoria por idade, tempo mínimo sobe 6 meses a cada ano até 20 anos.

    - Na transição de servidor, idade mínima sobe a 57, para mulheres, e 62, para homens, em 1.º de janeiro de 2022.

    - Servidores também seguirão transição por pontos além da idade mínima.

    - Integralidade e paridade de servidor valem para aposentadoria aos 65 anos.

    - Prevê idade mínima de 55 anos para policiais na transição.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Chuck Coleman em Seg 04 Fev 2019, 3:00 pm

    tre-rj escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Reforma da Previdência: veja propostas do governo Bolsonaro
    O texto preliminar da PEC da reforma da Previdência foi obtido pelo 'Estadão' com exclusividade; governo vai propor idade mínima de 65 anos para homens e mulheres
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    Redação, O Estado de S.Paulo

    04 Fevereiro 2019 | 15h51
    Atualizado 04 Fevereiro 2019 | 16h15

    O governo Jair Bolsonaro pretende alterar as regras de aposentadoria no Brasil por meio de uma minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto preliminar foi obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

    Confira abaixo as medidas contidas no documento:
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    TRANSIÇÃO DO INSS
    Atualmente, há duas formas de se aposentar: por idade ou por tempo de contribuição. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

    - Prevê regras transitórias até aprovação de leis complementares.

    - Prevê idade mínima de 65 anos para homem e mulher ao fim da transição.

    - Vincula aposentadorias de militares estaduais às das Forças Armadas.

    - Cria capitalização a ser regulamentada por lei complementar.

    - Prevê possibilidade de utilizar parte do FGTS na capitalização.

    - Prevê renda de R$ 1 mil para PCDs sem condição de sustento.

    - Prevê renda de R$ 500 para baixa renda aos 55 anos.

    - Prevê renda de R$ 750 para baixa renda aos 65 anos.

    - Regra transitória prevê 40 anos para atingir 100% de salário.

    - Cria gatilho para elevar idade mínima a cada 4 anos.

    - Regimes próprios de servidores terão contribuições complementares.

    - Alíquota complementar de servidor não poderá ser inferior à do INSS.

    - Restringe pagamento do abono a quem recebe até um salário mínimo.

    - Prevê contribuição individual de produtores rurais para Previdência.

    - Acionistas e administradores respondem por dívida com INSS se houver dolo.

    - Idade mínima para trabalhador rural e professor será de 60 anos.

    - Tempo mínimo de contribuição no INSS passa a ser de 20 anos.

    - Prevê idades menores para quem trabalha em condições prejudiciais à saúde.

    - Limita acúmulo de pensão e aposentadoria com desconto progressivo.

    - Maior benefício será integral e os demais podem ter desconto de até 80%.

    - Tempo mínimo de contribuição para servidor passa a ser de 25 anos.

    - Pensão por morte prevê cota familiar de 50% mais 10% por dependente.

    - Políticos terão que dizer em 180 dias se querem ficar em regime atual.

    - Políticos terão que cumprir idade mínima de 65 anos e pedágio de 30%.

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    - União, Estados e municípios terão 2 anos para plano contra déficit de servidores.

    - Estados terão dois anos para adequar regras de militares às das Forças Armadas.

    - Prevê regra de transição por pontos, iniciando em 86, para mulheres, e 96, para homens.

    - Pontos da transição serão elevados a partir de 2020 até limite de 105.

    - Para professor, transição começa em 81 pontos, para mulheres, e 91, para homens.

    - Pontos para professores serão elevados a partir de 2020 até limite de 100.

    - Nos primeiros cinco anos, é possível aposentar por tempo com fator previdenciário.

    - Em aposentadoria por idade, idade mínima sobe 6 meses a cada ano até 65 anos.

    - Em aposentadoria por idade, tempo mínimo sobe 6 meses a cada ano até 20 anos.

    - Na transição de servidor, idade mínima sobe a 57, para mulheres, e 62, para homens, em 1.º de janeiro de 2022.

    - Servidores também seguirão transição por pontos além da idade mínima.

    - Integralidade e paridade de servidor valem para aposentadoria aos 65 anos.

    - Prevê idade mínima de 55 anos para policiais na transição.

    Antigão vai ranger dente!!!
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por MConcursos em Seg 04 Fev 2019, 3:22 pm

    Se for isso aí para mim esta bom. Aos 65 anos terei exatamente 40 de contribuição.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Seg 04 Fev 2019, 5:19 pm

    A analisar o texto definitivo, quando aparecer.

    Creio que o ponto mais sensível para os servidores será o tal plano do déficit. É ficar atento e tentar se mobilizar para que a conta seja paga, com maior peso, para os benefícios que os causaram, e não universalizar o prejuízo para todos.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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