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    Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Sex 08 Fev 2019, 10:26 am

    Rodrigo Maia na GloboNews, defendendo a reforma da Previdência:

    "Hoje em dia, todo mundo consegue trabalhar até os OITENTA ANOS"
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por sprg4 em Sex 08 Fev 2019, 11:25 am

    pernalonga escreveu:Rodrigo Maia na GloboNews, defendendo a reforma da Previdência:

    "Hoje em dia, todo mundo consegue trabalhar até os OITENTA ANOS"

    lol!
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Korgano Masaka em Sex 08 Fev 2019, 11:38 am

    sprg4 escreveu:
    pernalonga escreveu:Rodrigo Maia na GloboNews, defendendo a reforma da Previdência:

    "Hoje em dia, todo mundo consegue trabalhar até os OITENTA ANOS"

    lol!

    O Senador José Maranhão, de 85 anos, que o diga....
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por pernalonga em Sex 08 Fev 2019, 11:41 am

    Nessa questão da idade pra aposentar, até o Bolsonaro é contra, inclusive usando argumentos corretos, como a baixa expectyativa de vida de muitos trabalhadores em regiões como o Nordeste (citou o Sergipe, 69 anos)
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 08 Fev 2019, 12:20 pm

    pernalonga escreveu:Nessa questão da idade pra aposentar, até o Bolsonaro é contra, inclusive usando argumentos corretos, como a baixa expectyativa de vida de muitos trabalhadores em regiões como o Nordeste (citou o Sergipe, 69 anos)

    Ontem na Globo News já relativizaram a expectativa de vida do brasileiro, ao invés de "ao nascer" seria "aos 65 anos". Canalhas, Canalhas, Canalhas... como disse nosso ex-deputado.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Sex 08 Fev 2019, 12:37 pm

    Hummm, sei não... Essa reforma do "posto ipiranga" vai fazer água no Senado.

    São 27 Senadores do Nordeste e 18 do Norte que se embarcarem nessa "onda liberal" vão ferrar seus eleitoras. Os velhinhos são bom de contas...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 08 Fev 2019, 2:29 pm

    ale1969 escreveu:
    pernalonga escreveu:Nessa questão da idade pra aposentar, até o Bolsonaro é contra, inclusive usando argumentos corretos, como a baixa expectyativa de vida de muitos trabalhadores em regiões como o Nordeste (citou o Sergipe, 69 anos)

    Ontem na Globo News já relativizaram a expectativa de vida do brasileiro, ao invés de "ao nascer" seria "aos 65 anos". Canalhas, Canalhas, Canalhas... como disse nosso ex-deputado.

    Essa questão da expectativa de vida ao nascer (ou de sobrevida, se considerado um ponto de partida posterior) é importantíssima para a discussão séria sobre o sistema previdenciário. O problema é que a discussão, sobretudo no parlamento, se dá em baixíssimo nível, devido a a) proselitismo político, escolhendo apenas os "fatos" favoráveis ao seu ponto de vista para fortalecer o convencimento; b) análises meramente superficiais, focadas em poucos pontos e não no cenário geral; c) baixo nível intelectual dos políticos e boa parte dos assessores.

    Em um regime de capitalização, com contas individuais, é praticamente indiscutível que o ponto de referência deve ser a idade de concessão do benefício (momento da aposentadoria ou do início do recebimento de pensão). Assim, se utiliza a expectativa de sobrevida no cálculo do valor do benefício. Afinal de contas, a intenção é que o saldo acumulado seja suficiente para o pagamento do benefício até determinada idade. Se a pessoa falecer antes da idade esperada, o saldo remanescente gera benefício para seus dependentes; se falecer depois, o pagamento é coberto por um fundo coletivo de cobertura.

    Já no regime de repartição, a discussão fica um pouco mais complicada, mas ainda assim a referência correta a se tomar nos cálculos é o tempo médio de contribuição (para cálculo do "saldo credor") e o tempo médio de recebimento do benefício (para cálculo do "saldo devedor"). No caso de aposentadorias, o tempo médio de recebimento do benefício é justamente a expectativa de sobrevida na idade mínima para aposentadoria. Para pensões o cálculo seria diferente, já que boa parte dos benefícios agora têm prazo determinado.

    De todo modo, é inegável que a "expectativa de vida ao nascer" é uma estatística que serve para muitas coisas, mas nunca para um cálculo previdenciário. Isso porque o seu cálculo inclui os falecidos jovens, inclusive crianças, o que puxa a média muito para baixo.

    Vou dar um exemplo absurdo, mas que ajuda a entender a lógica estatística do argumento:

    Suponha que, em determinado país, estejam projetando seu regime de aposentadoria. A ideia é que, após atingida a idade laboral (aos 18 anos de idade) a pessoa passe metade da vida contribuindo e a outra metade recebendo proventos de aposentadoria. Agora suponha que, por circunstâncias específicas deste país, 50% da população morra exatamente aos 17 anos de idade (portanto, sem contribuir um dia) e a outra metade viva exatamente até os 103 anos de idade. A expectativa de vida ao nascer, neste país, é de 60 anos de idade (média entre 17 e 103, sem necessidade de ponderação no cálculo pois os conjuntos têm o mesmo número de indivíduos). Se for utilizar esse número como parâmetro, a idade ideal de aposentadoria (50% laborando, 50% recebendo) seria aos 39 anos de idade, o que resultaria em 21 anos de contribuição e outros 21 anos até a expectativa de vida. Acontece que todos os aposentados viverão dos 39 anos até os 103 recebendo seus benefícios. Dá pra perceber que a conta não fecha.

    Lógico que no mundo real a distorção não é tão acentuada, mas já dá pra se descartar a expectativa de vida como parâmetro de cálculo. Dá pra se discutir entre a utilização da expectativa de sobrevida após a idade laboral (começando a contagem, por exemplo, aos 18 anos), pra balancear o tempo de vida ativa e aposentado em uma proporção aceitável; ou após a aposentadoria (que seria a expectativa de sobrevida após os 60/65 anos).

    Qualquer destes parâmetros também levaria à necessidade de se incluir a análise estatística das pensões: média de tempo laborado até o falecimento x média de tempo de benefício concedido.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Sab 09 Fev 2019, 2:43 pm

    ale1969 escreveu:

    Tudo bem, são visões de mundo democraticamente diferentes, prefiro países europeus, onde o Estado promove o chamado "bem estar social". Tem pessoas pobres nos EUA que suplicam para não serem levadas ao hospital, mesmo quando sofrem acidentes, pois não podem pagar a conta. Isso no país mais rico do mundo. A desigualdade é pior que pobreza, gera injustiças e violência. Em 2017 fui com a família para a Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, constatei chocado que há pobreza, porém o nível de violência urbana é muito inferior ao Brasil, o país mais rico da região. Há uma ligação direta entre desigualdade e violência, concorda?

    Quanto à previdência e à assistência social devem promover a distribuição da renda, garantindo um nível básico de existência na velhice, retirando dos mais ricos - Banqueiros, Capitalistas, Latifundiários, Rentistas etc -  aliviando o trabalhador menos favorecido economicamente. Certo?  

    Se formos manter um discurso egoísta e elitista não vamos resolver as sérias distorções sociais históricas do Brasil.

    O que você fala é baseado em dados ou achismo? Porque do ponto de vista liberal, por óbvio, defendo que se uma pessoa não deve ser obrigada a passar por um tratamento que não queira.

    Só para deixar bem claro, quando foi à Bolívia, por onde passou? Presumo que foi a turismo, no qual certamente é impossível a comparação. Nesta adorável mania de fundamentar argumentos em evidências anedóticas, o meu resultado para o mesmo país seria diferente, mesmo sem nunca ter ido lá. E, por fim, trata-se de um país que legaliza carro furtado do Brasil, que já nos tomou uma refinaria sem sequer pagar indenização justa pela desapropriação.

    A comparação entre desigualdade e pobreza também deve ser observada. A Bolívia é mais pobre, e não mais desigual do que o Brasil. O Gini boliviano é 0,47; o brasileiro 0,49 (quanto maior pior). Mas o exemplo crasso do próprio Brasil é que mesmo numa época de ampla oferta de emprego, melhoria de renda na base da pirâmide social e inúmeros programas de assistência social, não houve redução da criminalidade, muito pelo contrário. Ou seja, não há correlação, ou ao menos não há correlação relevante. Pobreza raramente é motivo para alguém honesto cometer crime.

    A correlação que existe é aquela que ignoramos completamente. A desigualdade social nos permite um grau de proteção significativamente maior que o da sociedade carente. Salvo alguma exceção pontual, nosso salário e situação privilegiada no país nos permite morar em bons bairros, com boa infraestrutura, rondas policiais. Nalguns casos, estamos falando de condomínios horizontais ou verticais que contam com um próprio conceito de segurança e exclusão que afasta da realidade "das ruas", pagamos por vigilância, podemos contratar seguros, de forma que o nosso dano é sensivelmente melhorado.

    A previdência não tem que dar conta do trabalhador menos favorecido. Este é papel da assistência social. Previdência tem que ser um conceito de garantir um padrão mínimo de velhice adequado a todos, no qual, acredito, que o valor do benefício não seja mais importante do que outras questões que não são colocadas na balança, como um eficiente sistema de saúde. A riqueza e qualidade da velhice passa por uma conscientização do indivíduo que ele deve reservar parte da capacidade de trabalho na ativa para a velhice. E este comportamento de não poupar não é privilégio nosso: no mundo inteiro, é um padrão adiar o esforço presente vendendo a ideia que no futuro será capaz de fazer mais. A única diferença cultural nossa é que o instituto da previdência, para nosso azar, nasceu numa época em que era possível conceder ótimos benefícios e isto ficou incorporado ao nosso consciente coletivo como um direito de todos.

    Aliás, esta é uma questão bastante simples. Hoje quem, efetivamente, banca o sistema previdenciário? Qual o resultado que ele produz? Quantos trabalhadores de salário mínimo ou informais são necessários, via tributos diretos ou aquela incidente sobre o consumo, para bancar um benefício legal, mas moralmente questionável, dos quais exemplos temos aos borbotões? Previdência é um instituto que poderia/deveria pagar um benefício atuarialmente deficitário apenas nos casos de imprevisibilidade, à carga dos demais contribuintes. E no âmbito da assistência social, aí sim, os benefícios daqueles cuja possibilidade de geração de renda não permite um padrão de vida digno, até porque senão em todas, na maioria absoluta do caso estamos falando alguma falha do Estado em cumprir seu míster.

    A falta de clareza desta situação é que, equivocadamente, delegou à previdência a responsabilidade por inúmeros problemas que "não são dela".
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Sab 09 Fev 2019, 2:52 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    pernalonga escreveu:Nessa questão da idade pra aposentar, até o Bolsonaro é contra, inclusive usando argumentos corretos, como a baixa expectyativa de vida de muitos trabalhadores em regiões como o Nordeste (citou o Sergipe, 69 anos)

    Ontem na Globo News já relativizaram a expectativa de vida do brasileiro, ao invés de "ao nascer" seria "aos 65 anos". Canalhas, Canalhas, Canalhas... como disse nosso ex-deputado.

    Essa questão da expectativa de vida ao nascer (ou de sobrevida, se considerado um ponto de partida posterior) é importantíssima para a discussão séria sobre o sistema previdenciário. O problema é que a discussão, sobretudo no parlamento, se dá em baixíssimo nível, devido a a) proselitismo político, escolhendo apenas os "fatos" favoráveis ao seu ponto de vista para fortalecer o convencimento; b) análises meramente superficiais, focadas em poucos pontos e não no cenário geral; c) baixo nível intelectual dos políticos e boa parte dos assessores.

    Em um regime de capitalização, com contas individuais, é praticamente indiscutível que o ponto de referência deve ser a idade de concessão do benefício (momento da aposentadoria ou do início do recebimento de pensão). Assim, se utiliza a expectativa de sobrevida no cálculo do valor do benefício. Afinal de contas, a intenção é que o saldo acumulado seja suficiente para o pagamento do benefício até determinada idade. Se a pessoa falecer antes da idade esperada, o saldo remanescente gera benefício para seus dependentes; se falecer depois, o pagamento é coberto por um fundo coletivo de cobertura.

    Já no regime de repartição, a discussão fica um pouco mais complicada, mas ainda assim a referência correta a se tomar nos cálculos é o tempo médio de contribuição (para cálculo do "saldo credor") e o tempo médio de recebimento do benefício (para cálculo do "saldo devedor"). No caso de aposentadorias, o tempo médio de recebimento do benefício é justamente a expectativa de sobrevida na idade mínima para aposentadoria. Para pensões o cálculo seria diferente, já que boa parte dos benefícios agora têm prazo determinado.

    De todo modo, é inegável que a "expectativa de vida ao nascer" é uma estatística que serve para muitas coisas, mas nunca para um cálculo previdenciário. Isso porque o seu cálculo inclui os falecidos jovens, inclusive crianças, o que puxa a média muito para baixo.

    Vou dar um exemplo absurdo, mas que ajuda a entender a lógica estatística do argumento:

    Suponha que, em determinado país, estejam projetando seu regime de aposentadoria. A ideia é que, após atingida a idade laboral (aos 18 anos de idade) a pessoa passe metade da vida contribuindo e a outra metade recebendo proventos de aposentadoria. Agora suponha que, por circunstâncias específicas deste país, 50% da população morra exatamente aos 17 anos de idade (portanto, sem contribuir um dia) e a outra metade viva exatamente até os 103 anos de idade. A expectativa de vida ao nascer, neste país, é de 60 anos de idade (média entre 17 e 103, sem necessidade de ponderação no cálculo pois os conjuntos têm o mesmo número de indivíduos). Se for utilizar esse número como parâmetro, a idade ideal de aposentadoria (50% laborando, 50% recebendo) seria aos 39 anos de idade, o que resultaria em 21 anos de contribuição e outros 21 anos até a expectativa de vida. Acontece que todos os aposentados viverão dos 39 anos até os 103 recebendo seus benefícios. Dá pra perceber que a conta não fecha.

    Lógico que no mundo real a distorção não é tão acentuada, mas já dá pra se descartar a expectativa de vida como parâmetro de cálculo. Dá pra se discutir entre a utilização da expectativa de sobrevida após a idade laboral (começando a contagem, por exemplo, aos 18 anos), pra balancear o tempo de vida ativa e aposentado em uma proporção aceitável; ou após a aposentadoria (que seria a expectativa de sobrevida após os 60/65 anos).

    Qualquer destes parâmetros também levaria à necessidade de se incluir a análise estatística das pensões: média de tempo laborado até o falecimento x média de tempo de benefício concedido.

    Exato. Entender como funcionam as tábuas de mortalidade é requisito básico para um sistema previdenciário.
    Um exemplo crasso é citar as expectativas de vida de homem e mulher. Embora exista diferença, na velhice é bem menor a diferença entre os gêneros.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Sab 09 Fev 2019, 2:53 pm

    ale1969 escreveu:Hummm, sei não... Essa reforma do "posto ipiranga" vai fazer água no Senado.

    São 27 Senadores do Nordeste e 18 do Norte que se embarcarem nessa "onda liberal" vão ferrar seus eleitoras. Os velhinhos são bom de contas...

    Verdade. É bem melhor que eles votem pelo salário mínimo de R$ 50.000,00; como forma de se perpetuar no poder.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Sab 09 Fev 2019, 6:01 pm

    pernalonga escreveu:Rodrigo Maia na GloboNews, defendendo a reforma da Previdência:

    "Hoje em dia, todo mundo consegue trabalhar até os OITENTA ANOS"

    como sempre, antes de toda reforma eles colocam um bode na sala. desta vez me parece uma chibarrada.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Seg 11 Fev 2019, 6:31 am

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:

    Tudo bem, são visões de mundo democraticamente diferentes, prefiro países europeus, onde o Estado promove o chamado "bem estar social". Tem pessoas pobres nos EUA que suplicam para não serem levadas ao hospital, mesmo quando sofrem acidentes, pois não podem pagar a conta. Isso no país mais rico do mundo. A desigualdade é pior que pobreza, gera injustiças e violência. Em 2017 fui com a família para a Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, constatei chocado que há pobreza, porém o nível de violência urbana é muito inferior ao Brasil, o país mais rico da região. Há uma ligação direta entre desigualdade e violência, concorda?

    Quanto à previdência e à assistência social devem promover a distribuição da renda, garantindo um nível básico de existência na velhice, retirando dos mais ricos - Banqueiros, Capitalistas, Latifundiários, Rentistas etc -  aliviando o trabalhador menos favorecido economicamente. Certo?  

    Se formos manter um discurso egoísta e elitista não vamos resolver as sérias distorções sociais históricas do Brasil.

    O que você fala é baseado em dados ou achismo? Porque do ponto de vista liberal, por óbvio, defendo que se uma pessoa não deve ser obrigada a passar por um tratamento que não queira.

    Só para deixar bem claro, quando foi à Bolívia, por onde passou? Presumo que foi a turismo, no qual certamente é impossível a comparação. Nesta adorável mania de fundamentar argumentos em evidências anedóticas, o meu resultado para o mesmo país seria diferente, mesmo sem nunca ter ido lá. E, por fim, trata-se de um país que legaliza carro furtado do Brasil, que já nos tomou uma refinaria sem sequer pagar indenização justa pela desapropriação.

    A comparação entre desigualdade e pobreza também deve ser observada. A Bolívia é mais pobre, e não mais desigual do que o Brasil. O Gini boliviano é 0,47; o brasileiro 0,49 (quanto maior pior). Mas o exemplo crasso do próprio Brasil é que mesmo numa época de ampla oferta de emprego, melhoria de renda na base da pirâmide social e inúmeros programas de assistência social, não houve redução da criminalidade, muito pelo contrário. Ou seja, não há correlação, ou ao menos não há correlação relevante. Pobreza raramente é motivo para alguém honesto cometer crime.

    A correlação que existe é aquela que ignoramos completamente. A desigualdade social nos permite um grau de proteção significativamente maior que o da sociedade carente. Salvo alguma exceção pontual, nosso salário e situação privilegiada no país nos permite morar em bons bairros, com boa infraestrutura, rondas policiais. Nalguns casos, estamos falando de condomínios horizontais ou verticais que contam com um próprio conceito de segurança e exclusão que afasta da realidade "das ruas", pagamos por vigilância, podemos contratar seguros, de forma que o nosso dano é sensivelmente melhorado.

    A previdência não tem que dar conta do trabalhador menos favorecido. Este é papel da assistência social. Previdência tem que ser um conceito de garantir um padrão mínimo de velhice adequado a todos, no qual, acredito, que o valor do benefício não seja mais importante do que outras questões que não são colocadas na balança, como um eficiente sistema de saúde. A riqueza e qualidade da velhice passa por uma conscientização do indivíduo que ele deve reservar parte da capacidade de trabalho na ativa para a velhice. E este comportamento de não poupar não é privilégio nosso: no mundo inteiro, é um padrão adiar o esforço presente vendendo a ideia que no futuro será capaz de fazer mais. A única diferença cultural nossa é que o instituto da previdência, para nosso azar, nasceu numa época em que era possível conceder ótimos benefícios e isto ficou incorporado ao nosso consciente coletivo como um direito de todos.

    Aliás, esta é uma questão bastante simples. Hoje quem, efetivamente, banca o sistema previdenciário? Qual o resultado que ele produz? Quantos trabalhadores de salário mínimo ou informais são necessários, via tributos diretos ou aquela incidente sobre o consumo, para bancar um benefício legal, mas moralmente questionável, dos quais exemplos temos aos borbotões? Previdência é um instituto que poderia/deveria pagar um benefício atuarialmente deficitário apenas nos casos de imprevisibilidade, à carga dos demais contribuintes. E no âmbito da assistência social, aí sim, os benefícios daqueles cuja possibilidade de geração de renda não permite um padrão de vida digno, até porque senão em todas, na maioria absoluta do caso estamos falando alguma falha do Estado em cumprir seu míster.

    A falta de clareza desta situação é que, equivocadamente, delegou à previdência a responsabilidade por inúmeros problemas que "não são dela".

    Quando jovem sonhava com a viagem no "trem da morte". Quando tinha tempo, não tinha dinheiro, eterno dilema da idade. Hoje, pude proporcionar aos meus filhos de 16 e 12 anos a experiência vivencial que no conforto do nosso "ar-condicionado" jamais compreenderíamos.

    O que fez de Ernesto "Che" Guevara o maior revolucionário latino-americano foi sua capacidade de se indignar com as injustiças sociais, combinada com a audácia vivencial, abrindo mão do conforto que a vida de médico, numa cidade próspera como Córdoba, poderia lhe proporcionar.

    Procuro evitar viajar de avião, um pouco de medo, mas fundamentalmente para evitar os lugares comuns e poder penetrar no cotidiano do lugar, por isso vou de carro. Há uma frase que desconheço a autoria que diz: "números, quando torturados, provam o que se quiser". Desculpe se pareci arrogante ao colocar minha experiência pessoal acima dos dados, muito pertinentes, apontados no seu comentário. Temos visões de mundo diferentes e por isso há luz no debate das ideias.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Zorro em Seg 11 Fev 2019, 6:56 am

    euvoltei escreveu:A afirmação "Desigualdade gera violência" é uma das maiores mentiras e incentivadores de crimes.

    Quem comete crime tem um álibi, e lança a mentira: "A culpa não é minha, é da desigualdade, sou pobre e quero ter as coisas"

    Quem quer cometer crime tem um incentivo, e lança a mentira: "Não queria ser violento, ou criminoso, mas a desigualdade só me dá essa opção"

    No fim, essa estupidez de afirmação acaba incentivando a violência.
    d


    A realidade empírica diz outra coisa. A sociedades mais igualitárias são menos violentas, mas deve-se comparar os iguais. Dentre os países desenvolvidos os EUA são mto mais violentos que a União Europeia. Igualdade deve ser entendida como ponto de partida, ou seja, as pessoas devem, por exemplo, ter uma educação semelhante e a partir dai o merito determina até onde a pessoa chega. A educação pública americana é mto desigual, atingindo os negros e latinos, que começam a corrida em desigualdade. Isso não ocorre no Canadá, onde a educação é boa e para todos. O índice de comícios no Canadá é 1/5 da americana. Entre os países em desenvolvimento, o mais desigual é o Brasil, que também é o mais violento. Obviamente a ideia de igualdade para todos é impossível, o máximo que se pode almejar é uma posição de largada igual, como ocorre no atletismo. Quem vai ganhar vai depender do talento e do esforço individuais...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por euvoltei em Seg 11 Fev 2019, 7:14 am

    Zorro escreveu:
    euvoltei escreveu:A afirmação "Desigualdade gera violência" é uma das maiores mentiras e incentivadores de crimes.

    Quem comete crime tem um álibi, e lança a mentira: "A culpa não é minha, é da desigualdade, sou pobre e quero ter as coisas"

    Quem quer cometer crime tem um incentivo, e lança a mentira: "Não queria ser violento, ou criminoso, mas a desigualdade só me dá essa opção"

    No fim, essa estupidez de afirmação acaba incentivando a violência.
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    A realidade empírica diz outra coisa. A sociedades mais igualitárias são menos violentas, mas deve-se comparar os iguais. Dentre os países desenvolvidos os EUA são mto mais violentos que a União Europeia. Igualdade deve ser entendida como ponto de partida, ou seja, as pessoas devem, por exemplo, ter uma educação semelhante e a partir dai o merito determina até onde a pessoa chega.  A educação pública americana é mto desigual, atingindo os negros e latinos, que começam a corrida em desigualdade. Isso não ocorre no Canadá, onde a educação é boa e para todos. O índice de comícios no Canadá é 1/5 da americana. Entre os países em desenvolvimento, o mais desigual é o Brasil, que também é o mais violento. Obviamente a ideia de igualdade para todos é impossível, o máximo que se pode almejar é uma posição de largada igual, como ocorre no atletismo. Quem vai ganhar vai depender do talento e do esforço individuais...

    Nam não... há lugares tão ou mais desiguais que o Brasil e muito menos violentos...

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    Somos só 10º em desigualdade, mas o campeão absoluto em assassinatos..!!
    O Chile está a 5 posições de diferença em termos de desigualdade e nem de longe tem a violência que temos...

    Basta olhar pro nosso umbigo, na história recente, qual região do Brasil mais cresceu e melhorou de vida nos últimos 15 anos?? Nordeste!
    Qual aumentou mais a violência, nesse período?? Nordeste!

    Esse afirmação "Desigualdade gera violência" é torta, completamente,
    Além de um grande preconceito, pois já passa a colocar o pobre como um criminoso em potencial....


    É difícil entender, mesmo, pois é uma mentira tão repetida, há anos e anos, que a pessoa passa mesmo a entender como verdadeira....

    Mas é uma mentira que ajuda o espectro ideológico da esquerda, por isso a mídia tradicional não contesta...
    A esquerda se beneficia porque pode alí apontar o dedo pra os que progrediram um pouco mais, montar o cenário falso de " NÓS contra ELES" pra extorquir um pouco mais a classe média-burguesa , e distribuir mais bolsa-votos, a fim de consertar todos os problemas do país...
    O problema central é a pobreza, não a desigualdade! Ela que deve acabar, e só se acaba pobreza com mérito, incentivo ao trabalho e ao estudo, o caminho é longo, mas certeiro.... mas a esquerda não gosta nem de uma coisa, nem de outra.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Seg 11 Fev 2019, 8:10 am

    infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Seg 11 Fev 2019, 8:36 am

    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por cavalo em Seg 11 Fev 2019, 4:32 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

    Nem para Colômbia, Jamaica ou Filipinas. Melhor transformar o Brasil em uma democracia socialmente justa. Não acha?
    Só teremos justiça social na medida em que a honestidade nos negócios seja elevada a uma categoria de virtude. A corrupção desvia o ser humano de objetivos progressistas, na medida em que os mais espertos, e não os mais preparados, levam vantagem. Lembrem-se da Nova Zelândia, que ao combater a corrupção não só no governo, mas também nas empresas e negócios, está se tornado um país de primeiro mundo. E pensar que tudo começou quando um primeiro ministro teimoso enfrentou os americanos e não deixou a Sexta Frota aportar no país...gerando uma espécie de sentimento nacionalista de combate à esperteza e ao desprestígio moral do povo.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Seg 11 Fev 2019, 6:14 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por hammer_inn em Seg 11 Fev 2019, 8:30 pm

    Galizezin escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Todo esquerdista adora falar de republica socialista mas ninguem quer ir pra Cuba ou Venezuela kkk.
    Olha o Jean Wulian, kkk foi parar na espanha. Ok governo socialista. Mas o povo lá assim como na França tá começando a se mecher.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por darkshi em Ter 12 Fev 2019, 7:44 am

    pernalonga escreveu:Rodrigo Maia na GloboNews, defendendo a reforma da Previdência:

    "Hoje em dia, todo mundo consegue trabalhar até os OITENTA ANOS"

    Uma coisa que me irrita profundamente em jornalistas hj em dia. Nenhum mais confronta entrevistador. Quase todas as entrevistas viraram relações publicas.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por darkshi em Ter 12 Fev 2019, 7:49 am

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 12 Fev 2019, 8:00 am

    Galizezin escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Ter 12 Fev 2019, 8:10 am

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 12 Fev 2019, 8:11 am

    darkshi escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:infelizmente a esquerda latinoamericana é baderneira, gosta de implementar ditadura sob os argumentos de justiça social. de início ela vai bem, engana bem, mas ao cabo, seu intento é o cabresto nos imbecis. tanta defesa à esquerda e ninguém ousa comentar o êxodo de cubanos que está passando pelo Brasil em direção ao Uruguai. os motivos? economia cada vez pior e saúde péssima, dizem os cubanos refugiados. igualmente, nenhum esquerdista aqui ousa dizer que o sonho é enviar seus filhos para estudar e viver na Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

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    O problema é que historicamente as esquerdas não foram capazes de implantar nenhuma democracia socialmente justa.

    Há divergências. Foram as lutas sociais que promoveram as conquistas igualitárias em países do norte europeu. A França, Espanha, Portugal, Itália, Grécia etc, na Europa, são democracias que elegeram governos de esquerda. Não se deixe levar pelo dualismo, bipolar das mídias sociais.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 12 Fev 2019, 8:14 am

    Desculpem, o tema desviou da Reforma da Previdência...
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Ter 12 Fev 2019, 9:53 am

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    Fica clara a intenção de jogar a previdência social para a legislação ordinária. Pelo jeito não será a última.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Ter 12 Fev 2019, 1:10 pm

    Colegas, com a reforma quase para ser proposta não há nada de concreto sobre os pontos que nos afetarão?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Ter 12 Fev 2019, 2:47 pm

    Secretário especial da Previdência e Trabalhou não falou como ficou o texto final da reforma, mas adiantou que 'é bem diferente' do que vazou para a imprensa na semana passada


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Zorro em Ter 12 Fev 2019, 4:44 pm

    euvoltei escreveu:
    Zorro escreveu:
    euvoltei escreveu:A afirmação "Desigualdade gera violência" é uma das maiores mentiras e incentivadores de crimes.

    Quem comete crime tem um álibi, e lança a mentira: "A culpa não é minha, é da desigualdade, sou pobre e quero ter as coisas"

    Quem quer cometer crime tem um incentivo, e lança a mentira: "Não queria ser violento, ou criminoso, mas a desigualdade só me dá essa opção"

    No fim, essa estupidez de afirmação acaba incentivando a violência.
    d


    A realidade empírica diz outra coisa. A sociedades mais igualitárias são menos violentas, mas deve-se comparar os iguais. Dentre os países desenvolvidos os EUA são mto mais violentos que a União Europeia. Igualdade deve ser entendida como ponto de partida, ou seja, as pessoas devem, por exemplo, ter uma educação semelhante e a partir dai o merito determina até onde a pessoa chega.  A educação pública americana é mto desigual, atingindo os negros e latinos, que começam a corrida em desigualdade. Isso não ocorre no Canadá, onde a educação é boa e para todos. O índice de comícios no Canadá é 1/5 da americana. Entre os países em desenvolvimento, o mais desigual é o Brasil, que também é o mais violento. Obviamente a ideia de igualdade para todos é impossível, o máximo que se pode almejar é uma posição de largada igual, como ocorre no atletismo. Quem vai ganhar vai depender do talento e do esforço individuais...

    Nam não... há lugares tão ou mais desiguais que o Brasil e muito menos violentos...

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    Somos só 10º em desigualdade, mas o campeão absoluto em assassinatos..!!
    O Chile está a 5 posições de diferença em termos de desigualdade e nem de longe tem a violência que temos...

    Basta olhar pro nosso umbigo, na história recente, qual região do Brasil mais cresceu e melhorou de vida nos últimos 15 anos?? Nordeste!
    Qual aumentou mais a violência, nesse período?? Nordeste!

    Esse afirmação  "Desigualdade gera violência"  é torta, completamente,
    Além de um grande preconceito, pois já passa a colocar o pobre como um criminoso em potencial....


    É difícil entender, mesmo, pois é uma mentira tão repetida, há anos e anos, que a pessoa passa mesmo a entender como verdadeira....

    Mas é uma mentira que ajuda o espectro ideológico da esquerda, por isso a mídia tradicional não contesta...
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    O problema central é a pobreza, não a desigualdade! Ela que deve acabar, e só se acaba pobreza com mérito, incentivo ao trabalho e ao estudo, o caminho é longo, mas certeiro.... mas a esquerda não gosta nem de uma coisa, nem de outra.


    Olha o link abaixo. Compare os países no mesmo nível de desenvolvimento e a desigualdade. Há uma relação clara. Para de atacar isso precisa-se investir pesado em educação integral pros mais pobres, incluindo a profissional.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Digoturbinado em Qua 13 Fev 2019, 7:43 am

    Galera,

    Com o decreto 9.699, o Governo Bolsonaro deslocou 600 bilhões de reais da Previdência Social para dividas das Unidades Federativas, então a previdenciária é deficitária?

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por sprg4 em Qua 13 Fev 2019, 8:22 am

    Digoturbinado escreveu:Galera,

    Com o decreto 9.699, o Governo Bolsonaro deslocou 600 bilhões de reais da Previdência Social para dividas das Unidades Federativas, então a previdenciária é deficitária?


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qua 13 Fev 2019, 8:35 am

    servidor.tre escreveu:Colegas, com a reforma quase para ser proposta não há nada de concreto sobre os pontos que nos afetarão?

    Tem uma análise muito boa do Antonio Queiroz no site da FENAJUFE, baseada na minuta vazada pelo Estadão. Haverá mudanças no texto base, mas os pilares são esses.

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    A pancada é dura, principalmente para quem trabalha desde novo(14 a 18 anos de idade) e encontra-se na faixa 48 a 53 anos. Integralidade só com 65, quer dizer que branquinho vai trabalhar 50 anos para se aposentar.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Galizezin em Qua 13 Fev 2019, 9:05 am

    Digoturbinado escreveu:Galera,

    Com o decreto 9.699, o Governo Bolsonaro deslocou 600 bilhões de reais da Previdência Social para dividas das Unidades Federativas, então a previdenciária é deficitária?


    É o que sempre digo. Este país não vai mudar. Nossos pródigos governadores afundam seus estados com obras faraônicas e desvios sem fim, e como sempre quem paga a conta é o povão. Já não bastasse a DRU, agora mais essa. Rolling Eyes


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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por servidor.tre em Qua 13 Fev 2019, 10:19 am

    ale1969 escreveu:
    servidor.tre escreveu:Colegas, com a reforma quase para ser proposta não há nada de concreto sobre os pontos que nos afetarão?

    Tem uma análise muito boa do Antonio Queiroz no site da FENAJUFE, baseada na minuta vazada pelo Estadão. Haverá mudanças no texto base, mas os pilares são esses.

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    A pancada é dura, principalmente para quem trabalha desde novo(14 a 18 anos de idade) e encontra-se na faixa 48 a 53 anos. Integralidade só com 65, quer dizer que branquinho vai trabalhar 50 anos para se aposentar.

    GREVE GERAL, JÁ!

    Obrigado, Ale.

    Vamos aguardar o texto final!

    Apenas um comentário sobre o que ouvi outro dia...

    Os militares já enviaram propostas para entrarem na Reforma... estranho isso, não?! Será um reajuste como moeda de troca?
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 13 Fev 2019, 7:12 pm

    Galizezin escreveu:
    Digoturbinado escreveu:Galera,

    Com o decreto 9.699, o Governo Bolsonaro deslocou 600 bilhões de reais da Previdência Social para dividas das Unidades Federativas, então a previdenciária é deficitária?


    É o que sempre digo. Este país não vai mudar. Nossos pródigos governadores afundam seus estados com obras faraônicas e desvios sem fim, e como sempre quem paga a conta é o povão. Já não bastasse a DRU, agora mais essa. Rolling Eyes

    Trata-se de mera reclassificação orçamentária, dada a reestruturação administrativa.
    Os recursos são exatamente os mesmos, mudando apenas a pasta que está responsável.
    Quem discordar, tem um textinho bem longo para ler:
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    Até apresentar alguma justificativa fundamentada com base nos anexos do decreto, é PIOR que dizer que o Lula foi condenado sem prova, e não ler a sentença. Pois aqui é um caso básico de comparação, não exige nada do intelecto, podendo ser facilmente verificável e compreensível por script.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 13 Fev 2019, 7:14 pm

    servidor.tre escreveu:
    ale1969 escreveu:
    servidor.tre escreveu:Colegas, com a reforma quase para ser proposta não há nada de concreto sobre os pontos que nos afetarão?

    Tem uma análise muito boa do Antonio Queiroz no site da FENAJUFE, baseada na minuta vazada pelo Estadão. Haverá mudanças no texto base, mas os pilares são esses.

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    A pancada é dura, principalmente para quem trabalha desde novo(14 a 18 anos de idade) e encontra-se na faixa 48 a 53 anos. Integralidade só com 65, quer dizer que branquinho vai trabalhar 50 anos para se aposentar.

    GREVE GERAL, JÁ!

    Obrigado, Ale.

    Vamos aguardar o texto final!

    Apenas um comentário sobre o que ouvi outro dia...

    Os militares já enviaram propostas para entrarem na Reforma... estranho isso, não?! Será um reajuste como moeda de troca?

    Greve geral? Não, obrigado.

    Pilares que me agradam. Os principais pontos polêmicos estão resolvidos.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por josebarbos em Qua 13 Fev 2019, 7:18 pm

    Digoturbinado escreveu:Galera,

    Com o decreto 9.699, o Governo Bolsonaro deslocou 600 bilhões de reais da Previdência Social para dividas das Unidades Federativas, então a previdenciária é deficitária?


    Aponte, por gentileza, R$ 1,00 que saiu da previdência social rumo a dívidas de Estados.

    Trata-se do Orçamento de Seguridade Social (gênero do qual a previdência é espécie), e que apenas foi revinculado às pastas devidas após a reorganização administrativa. Apenas a título de exemplo (já postei o link com todos os anexos), verba do Ministério do antigo Ministério da Cidadania para combate às Drogas foi destinado ao Ministério da Justiça, no mesmo valor, para atender ao mesmo programa. Mudou apenas o responsável.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 14 Fev 2019, 7:25 am

    josebarbos escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    ale1969 escreveu:
    servidor.tre escreveu:Colegas, com a reforma quase para ser proposta não há nada de concreto sobre os pontos que nos afetarão?

    Tem uma análise muito boa do Antonio Queiroz no site da FENAJUFE, baseada na minuta vazada pelo Estadão. Haverá mudanças no texto base, mas os pilares são esses.

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    A pancada é dura, principalmente para quem trabalha desde novo(14 a 18 anos de idade) e encontra-se na faixa 48 a 53 anos. Integralidade só com 65, quer dizer que branquinho vai trabalhar 50 anos para se aposentar.

    GREVE GERAL, JÁ!

    Obrigado, Ale.

    Vamos aguardar o texto final!

    Apenas um comentário sobre o que ouvi outro dia...

    Os militares já enviaram propostas para entrarem na Reforma... estranho isso, não?! Será um reajuste como moeda de troca?

    Greve geral? Não, obrigado.

    Pilares que me agradam. Os principais pontos polêmicos estão resolvidos.


    Vamos esperar o texto inicial do governo. Há pontos obscuros e de profunda injustiça com os servidores que iniciaram o labor novos. Como já disse, se tivesse na faixa dos 30 anos de idade migraria para o FUNPRESP-JUD e seria feliz. Foi justamente o pensamento individual e egoísta dos "incorporados" que impediu o subsídio em 2009, suscitando inclusive a criação deste fórum de debatas. Recordar é viver.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por Solange4 em Qui 14 Fev 2019, 1:00 pm

    2. Regras de transição

    O servidor poderá optar pela regra de transição, conforme segue:

    2.1 – Exigência para a concessão da aposentadoria.

    O servidor que tenha ingresso em cargo efetivo no serviço público até a data da publicação desta Emenda poderá aposentar-se voluntariamente quando preencher, cumulativamente, as seguintes condições:

    a) 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem, sendo aumentada, a partir de 2022, respectivamente para 57 e 62 anos;

    b) 30 anos de contribuição, se mulher, e 35 anos de contribuição, se homem;

    c) 20 anos de efetivo exercício no serviço público;

    d) 5 anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria; e

    e) Somatório de idade e do tempo de contribuição (calculados em dias), incluídas as frações, equivalente a 86 pontos, se mulher, e 96 pontos, se homem, sendo, a partir de 2020, acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 105 pontos para ambos os sexos e, partir de 2039, já majorada, passará a ser acrescida de um ponto sempre que houver aumento de seis meses na expectativa de sobrevida da população brasileira aos 65 anos, para ambos os sexos, em comparação com ano de publicação desta Emenda, observado, para incremento da elevação da expectativa de vida acumulada apurada até dezembro de 2038, o limite anula de um ponto.


    Cada um vê o seu caso.

    Eu (e todos que entraram depois de 2003) não me preocupo com a integralidade, porque nunca tive.

    O problema pra mim é o item c) 20 anos no serviço público. Quando entrei, a regra era de 10 anos. Agora, vou até 2030, com 37 anos de contribuição e 62 de idade.
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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

    Mensagem por ale1969 em Qui 14 Fev 2019, 1:47 pm

    Solange4 escreveu:2. Regras de transição

    O servidor poderá optar pela regra de transição, conforme segue:

    2.1 – Exigência para a concessão da aposentadoria.

    O servidor que tenha ingresso em cargo efetivo no serviço público até a data da publicação desta Emenda poderá aposentar-se voluntariamente quando preencher, cumulativamente, as seguintes condições:

    a) 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem, sendo aumentada, a partir de 2022, respectivamente para 57 e 62 anos;

    b) 30 anos de contribuição, se mulher, e 35 anos de contribuição, se homem;

    c) 20 anos de efetivo exercício no serviço público;

    d) 5 anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria; e

    e) Somatório de idade e do tempo de contribuição (calculados em dias), incluídas as frações, equivalente a 86 pontos, se mulher, e 96 pontos, se homem, sendo, a partir de 2020, acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 105 pontos para ambos os sexos e, partir de 2039, já majorada, passará a ser acrescida de um ponto sempre que houver aumento de seis meses na expectativa de sobrevida da população brasileira aos 65 anos, para ambos os sexos, em comparação com ano de publicação desta Emenda, observado, para incremento da elevação da expectativa de vida acumulada apurada até dezembro de 2038, o limite anula de um ponto.


    Cada um vê o seu caso.

    Eu (e todos que entraram depois de 2003) não me preocupo com a integralidade, porque nunca tive.

    O problema pra mim é o item c) 20 anos no serviço público. Quando entrei, a regra era de 10 anos. Agora, vou até 2030, com 37 anos de contribuição e 62 de idade.


    Exatamente o que temia. Alguns trabalharão 30 outros 40, outros 50 anos, conforme a idade de início do labor. Ou seja, quem começou a trabalhar depois dos 25 anos vão na boa. Quem trabalha desde 14/15 tá no saco. Desculpem a revolta.

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    Re: Reforma da Previdência (versão 2016.2)

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