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    Eleições presidenciais 2018

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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Ter 11 Set 2018, 4:37 pm

    Colocando um pouquinho o cenário presidencial de lado...

    Beto Richa, do PSDB/PR, ex-governador e candidato ao Senado, foi preso hoje.

    53ª Operação da Lava Jato.

    Tá aberta a temporada de caça aos tucanos.
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    Sigma
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Ter 11 Set 2018, 4:51 pm

    Ciro é perigosamente parecido com Dilma e Trump

    por André Gonçalves [ 11/09/2018 ]

    De tão frequentes, as referências à academia nos últimos discursos de Ciro Gomes (PDT) parecem até fruto de pesquisas qualitativas. Seja qual for o motivo, o candidato quer se vender ao povo brasileiro como professor, pesquisador rigoroso, em contraste com os políticos comuns que nunca estudaram os problemas do país.

    Exatamente o oposto do que aconteceu na carreira de Ciro Gomes. O ex-professor de direito da UVA e UNIFOR abandonou a docência antes da queda do Muro de Berlim, em 1985. Não tem histórico de publicações em periódicos com rigor acadêmico ou pós-graduação. De acordo com um perfil da revista Piauí deste mês, Ciro frequentemente “cai em imprecisões ou erros factuais ao despejar dados em cascata”.

    Nos últimos 33 anos, Ciro fala para obter poder político, não para refletir seriamente sobre qualquer coisa. Quem esquece disso corre alto risco de ser engabelado pelo candidato. Apesar de bem articulado, como Donald Trump, Ciro Gomes não tem medo de mentir, como Trump, se for necessário para adoçar seu discurso.

    Afirmar que metade do orçamento é destinado ao pagamento de juros para bancos, como faz o candidato, é uma mentira grosseira, derivada de um uso nonsense da palavra “orçamento”.

    Ciro conflaciona, propositalmente, gasto público e dinheiro movimentado pelo governo. Mas nunca informa que metade das receitas também vem dos bancos, por operações financeiras do governo. Se o que ele chama de “orçamento” representasse o tamanho do governo federal, a carga tributária necessária para estabilizar a dívida pública brasileira seria maior que a dos países escandinavos, ao redor de 60% do PIB. Só é possível compreender a afirmação através da politicagem, admitindo que o candidato quer vender uma solução fácil para o ajuste fiscal – voluntarismo contra banqueiros.

    Mesmo assim, precisaríamos considerar que boa parte dos juros não vai pros bancos. Fundos de pensão e seguradoras estão entre os maiores detentores da dívida pública. Parte importante dos depósitos na sua conta corrente, por exemplo, podem estar assegurados por títulos públicos. Ao discurso de Ciro, portanto, falta justamente o estudo e as informações que ele alega ter de sobra.

    O paralelo que faço com Trump se dá principalmente pela crônica alergia a fatos. Mas se fosse apenas isso, estaríamos bem.

    Ciro já disse, por exemplo, que as metas de inflação só existem no Brasil, sendo uma picaretagem neoliberal que só nós engolimos – na verdade, é o regime monetário mais adotado no mundo, apoiado por alguns dos principais economistas de esquerda do planeta, cujos defensores originais foram premiados com o Nobel. Se lhe parece uma tecnicalidade, saiba que basta um decreto presidencial – uma canetada, sem discussão parlamentar – para acabar com o regime de metas, o que Ciro já prometeu fazer.

    Leia também: Amoêdo está vencendo

    A acusação genérica de combater a “picaretagem ideológica neoliberal” é um salvo-conduto frequente de Ciro para ignorar economistas acadêmicos e as evidências por eles acumuladas em suas pesquisas. Diversas pesquisas apontam um virtual consenso sobre os danos do protecionismo ao bem-estar econômico – como Trump, Ciro ignora um virtual consenso científico propondo proteção ao empresariado nacional, enquanto acusa os outros de ideologia.

    Críticas à ortodoxia econômica, como as recentemente formuladas por André Lara Resende e John Cochrane, tem sido citadas por Ciro em sentido oposto ao que esses economistas defendem – os próprios já disseram que não se trata de salvo-conduto para baixar juros na canetada. O candidato ignora ainda que o gasto federal cresceu em 2015 e 2016, e culpa a austeridade (qual, se a demanda do governo aumentou?) pela crise.

    Em suma, o presidenciável estudioso trabalha diuturnamente para rebaixar o debate público, como Trump. Para isso, conta com a ignorância da população sobre assuntos técnicos, como Trump, e até defende pautas próximas ao presidente americano – há mais trumpismo na política comercial de Ciro do que na de Bolsonaro.

    Nem tudo são semelhanças. Trump propôs, de modo irresponsável, cortes de impostos para o mais ricos. Ciro defende o contrário, num ponto de sensatez do seu programa econômico. Na relação com o empresariado, entra a semelhança com Dilma Rousseff.

    Em diversos momentos da campanha, como no debate da Band, Ciro citou setores nominalmente, detalhando intervenções com a precisão de um passe do Iniesta. Assim como Dilma, Ciro quer desenhar novos mercados com canetadas. Novamente, tem tudo para dar errado – a quantidade de consequências não-intencionais e imprevistas costuma ser grande demais, levando à destruição de outros setores.

    Há, no candidato, muita disposição para políticas econômicas expansionistas, destinadas a aumentar o emprego no curto prazo. Pouco diz sobre seus custos e as distorções resultantes. Segundo o candidato, o alívio em dívidas do SPC consumiria cerca de R$ 60 bilhões, aproximadamente dois anos de Bolsa Família. Esse tipo de política pública, com estímulos de curto prazo ao emprego formulados com mais vontade do que avaliação, foram uma marca dilmista.

    Foi com ideias assim, que pareciam razoáveis e tinham custos subestimados através do envolvimento de bancos estatais, que o Brasil chegou na atual situação fiscal. O subsídio ao lucro de grandes empresários (no caso, bancos) é outro traço dilmista nas ideias de Ciro para o SPC.

    Afastar-se de Dilma é uma preocupação frequente de Ciro, que se pretende original em seu desenvolvimentismo, mas as semelhanças são grandes demais para serem ignoradas. A proposta de reduzir os juros indo para cima dos bancos, ignorando que apenas 14% do spread bancário correspondem à margem de lucro, segundo cálculos do Banco Central, é mais uma proposta com tudo para dar errado. O uso de reservas do Banco Central para financiar o BNDES, num período em que Argentina e Turquia pagam caro por restrições externas, sugere um comportamento arrojado que não se recomenda a endividados.

    A seu favor, Ciro garante um histórico responsável quando teve orçamentos sob seu comando. Garante, portanto, ser diferente de Dilma, lembrando de críticas à irresponsabilidade fiscal da presidente. Mas Dilma tinha tudo isso: nas eleições de 2010, a própria tinha a seu favor superávits primários nos tempos de Casa Civil, e em 2011 comandou um breve ajuste fiscal enquanto trouxe Antonio Palocci de volta ao governo.

    Planos duram até a primeira intempérie. Caso eleito, Ciro enfrentará crises e será obrigado a mudar de ideia. Quando um imprevisto acontecer, os conselheiros econômicos do presidente provavelmente serão economistas desenvolvimentistas da FGV paulista. Nos últimos anos, o candidato vem se aproximando desse grupo, através de economistas como Nelson Marconi e Bresser-Pereira. Com essa informação, será que o leitor que consegue adivinhar as filiações acadêmicas de Guido Mantega, Nelson Barbosa e Márcio Holland?
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 11 Set 2018, 4:56 pm

    Sigma escreveu:Ciro é perigosamente parecido com Dilma e Trump

    por André Gonçalves  [ 11/09/2018 ]

    De tão frequentes, as referências à academia nos últimos discursos de Ciro Gomes (PDT) parecem até fruto de pesquisas qualitativas. Seja qual for o motivo, o candidato quer se vender ao povo brasileiro como professor, pesquisador rigoroso, em contraste com os políticos comuns que nunca estudaram os problemas do país.

    Exatamente o oposto do que aconteceu na carreira de Ciro Gomes. O ex-professor de direito da UVA e UNIFOR abandonou a docência antes da queda do Muro de Berlim, em 1985. Não tem histórico de publicações em periódicos com rigor acadêmico ou pós-graduação. De acordo com um perfil da revista Piauí deste mês, Ciro frequentemente “cai em imprecisões ou erros factuais ao despejar dados em cascata”.

    Nos últimos 33 anos, Ciro fala para obter poder político, não para refletir seriamente sobre qualquer coisa. Quem esquece disso corre alto risco de ser engabelado pelo candidato. Apesar de bem articulado, como Donald Trump, Ciro Gomes não tem medo de mentir, como Trump, se for necessário para adoçar seu discurso.

    Afirmar que metade do orçamento é destinado ao pagamento de juros para bancos, como faz o candidato, é uma mentira grosseira, derivada de um uso nonsense da palavra “orçamento”.

    Ciro conflaciona, propositalmente, gasto público e dinheiro movimentado pelo governo. Mas nunca informa que metade das receitas também vem dos bancos, por operações financeiras do governo. Se o que ele chama de “orçamento” representasse o tamanho do governo federal, a carga tributária necessária para estabilizar a dívida pública brasileira seria maior que a dos países escandinavos, ao redor de 60% do PIB. Só é possível compreender a afirmação através da politicagem, admitindo que o candidato quer vender uma solução fácil para o ajuste fiscal – voluntarismo contra banqueiros.

    Mesmo assim, precisaríamos considerar que boa parte dos juros não vai pros bancos. Fundos de pensão e seguradoras estão entre os maiores detentores da dívida pública. Parte importante dos depósitos na sua conta corrente, por exemplo, podem estar assegurados por títulos públicos. Ao discurso de Ciro, portanto, falta justamente o estudo e as informações que ele alega ter de sobra.

    O paralelo que faço com Trump se dá principalmente pela crônica alergia a fatos. Mas se fosse apenas isso, estaríamos bem.

    Ciro já disse, por exemplo, que as metas de inflação só existem no Brasil, sendo uma picaretagem neoliberal que só nós engolimos – na verdade, é o regime monetário mais adotado no mundo, apoiado por alguns dos principais economistas de esquerda do planeta, cujos defensores originais foram premiados com o Nobel. Se lhe parece uma tecnicalidade, saiba que basta um decreto presidencial – uma canetada, sem discussão parlamentar – para acabar com o regime de metas, o que Ciro já prometeu fazer.

    Leia também: Amoêdo está vencendo

    A acusação genérica de combater a “picaretagem ideológica neoliberal” é um salvo-conduto frequente de Ciro para ignorar economistas acadêmicos e as evidências por eles acumuladas em suas pesquisas. Diversas pesquisas apontam um virtual consenso sobre os danos do protecionismo ao bem-estar econômico – como Trump, Ciro ignora um virtual consenso científico propondo proteção ao empresariado nacional, enquanto acusa os outros de ideologia.

    Críticas à ortodoxia econômica, como as recentemente formuladas por André Lara Resende e John Cochrane, tem sido citadas por Ciro em sentido oposto ao que esses economistas defendem – os próprios já disseram que não se trata de salvo-conduto para baixar juros na canetada. O candidato ignora ainda que o gasto federal cresceu em 2015 e 2016, e culpa a austeridade (qual, se a demanda do governo aumentou?) pela crise.

    Em suma, o presidenciável estudioso trabalha diuturnamente para rebaixar o debate público, como Trump. Para isso, conta com a ignorância da população sobre assuntos técnicos, como Trump, e até defende pautas próximas ao presidente americano – há mais trumpismo na política comercial de Ciro do que na de Bolsonaro.

    Nem tudo são semelhanças. Trump propôs, de modo irresponsável, cortes de impostos para o mais ricos. Ciro defende o contrário, num ponto de sensatez do seu programa econômico. Na relação com o empresariado, entra a semelhança com Dilma Rousseff.

    Em diversos momentos da campanha, como no debate da Band, Ciro citou setores nominalmente, detalhando intervenções com a precisão de um passe do Iniesta. Assim como Dilma, Ciro quer desenhar novos mercados com canetadas. Novamente, tem tudo para dar errado – a quantidade de consequências não-intencionais e imprevistas costuma ser grande demais, levando à destruição de outros setores.

    Há, no candidato, muita disposição para políticas econômicas expansionistas, destinadas a aumentar o emprego no curto prazo. Pouco diz sobre seus custos e as distorções resultantes. Segundo o candidato, o alívio em dívidas do SPC consumiria cerca de R$ 60 bilhões, aproximadamente dois anos de Bolsa Família. Esse tipo de política pública, com estímulos de curto prazo ao emprego formulados com mais vontade do que avaliação, foram uma marca dilmista.

    Foi com ideias assim, que pareciam razoáveis e tinham custos subestimados através do envolvimento de bancos estatais, que o Brasil chegou na atual situação fiscal. O subsídio ao lucro de grandes empresários (no caso, bancos) é outro traço dilmista nas ideias de Ciro para o SPC.

    Afastar-se de Dilma é uma preocupação frequente de Ciro, que se pretende original em seu desenvolvimentismo, mas as semelhanças são grandes demais para serem ignoradas. A proposta de reduzir os juros indo para cima dos bancos, ignorando que apenas 14% do spread bancário correspondem à margem de lucro, segundo cálculos do Banco Central, é mais uma proposta com tudo para dar errado. O uso de reservas do Banco Central para financiar o BNDES, num período em que Argentina e Turquia pagam caro por restrições externas, sugere um comportamento arrojado que não se recomenda a endividados.

    A seu favor, Ciro garante um histórico responsável quando teve orçamentos sob seu comando. Garante, portanto, ser diferente de Dilma, lembrando de críticas à irresponsabilidade fiscal da presidente. Mas Dilma tinha tudo isso: nas eleições de 2010, a própria tinha a seu favor superávits primários nos tempos de Casa Civil, e em 2011 comandou um breve ajuste fiscal enquanto trouxe Antonio Palocci de volta ao governo.

    Planos duram até a primeira intempérie. Caso eleito, Ciro enfrentará crises e será obrigado a mudar de ideia. Quando um imprevisto acontecer, os conselheiros econômicos do presidente provavelmente serão economistas desenvolvimentistas da FGV paulista. Nos últimos anos, o candidato vem se aproximando desse grupo, através de economistas como Nelson Marconi e Bresser-Pereira. Com essa informação, será que o leitor que consegue adivinhar as filiações acadêmicas de Guido Mantega, Nelson Barbosa e Márcio Holland?

    Ciro é comunista, então está para o jeitão stalinista da Dilmá. Trump é conservador e liberal, nada a ver com o coroné Ciro.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Ter 11 Set 2018, 5:25 pm

    É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Tromba em Ter 11 Set 2018, 8:41 pm

    Bom posto pouco por aqui.. mas acompanho sempre q posso..parabéns a todos pelos argumentos prós e contras a todos os candidatos.. por ora, vou de Ciro. Sua proposta de taxar os lucros e dividendos das empresas e passar uma lupa nos bilhões de incentivos fiscais à empresas que usurpam riqueza da nação...é claramente contra a reforma trabalhista e à emenda 95. E ainda o Ceará no último IDEB tem 82 escolas das 100 primeiras escolas do país... Enfim... como disse por ora... não q me anime muito com o Ciro, mas na minha avaliação é o menos pior..A propósito gostaria de saber se tem algum colega cearense aqui para saber como é o mundo real do clã dos Gomes... porque, por experiência própria de uma cidade no interior do RJ q já forneceu 2 governadores de estado q já frequentaram prisão recentemente, às vezes aos olhos de outros sua cidade é maravilhosa (propaganda é alma do negócio) mas no dia a dia é uma -----..
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por josebarbos em Ter 11 Set 2018, 9:34 pm

    Tromba escreveu:Bom posto pouco por aqui.. mas acompanho sempre q posso..parabéns a todos pelos argumentos prós e contras a todos os candidatos.. por ora, vou de Ciro. Sua proposta de taxar os lucros e dividendos das empresas e passar uma lupa nos bilhões de incentivos fiscais à empresas que usurpam riqueza da nação...é claramente contra a reforma trabalhista e à emenda 95. E ainda o Ceará no último IDEB tem 82 escolas das 100 primeiras escolas do país... Enfim... como disse por ora... não q me anime muito com o Ciro, mas na minha avaliação é o menos pior..A propósito gostaria de saber se tem algum colega cearense aqui para saber como é o mundo real do clã dos Gomes... porque, por experiência própria de uma cidade no interior do RJ q já forneceu 2 governadores de estado q já frequentaram prisão recentemente, às vezes aos olhos de outros sua  cidade é  maravilhosa (propaganda é alma do negócio) mas no dia a dia é uma -----..

    É uma maravilha, tanto que falam até em fechar as divisas porque o povo do sul e paulistas estão todos querendo ir morar lá.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por SADACA em Ter 11 Set 2018, 11:18 pm

    Sigma escreveu:
    SADACA escreveu:Respeito sua opinião, Sigma, mas também não consigo entender como uma pessoa esclarecida - e que não faça parte do grupo de empresários/investidores - defenda um economista, cujas propostas nitidamente só favorecem os mais ricos, e ainda mais propor ao atual Governo - ilegítimo e corrupto - aprovar ao apagar das luzes uma reforma da previdência imoral e contrária aos interesses da população, inclusive contrária a nós, servidores públicos.

    Oi, Sadaca, tudo bom?

    Então, vamos por partes...

    Na verdade, as propostas não favorecem só os mais ricos. Favorecem a todos. Corrija-me se eu estiver errado, mas a questão levantada não diz respeito à pobreza, mas à desigualdade. Creio que mais do que combater a desigualdade, devemos combater a pobreza.

    Infelizmente, boa parte da população parte da premissa que a diminuição da pobreza é atribuição exclusiva do Estado. Não é, ao contrário: o único papel do Estado é não atrapalhar o empreendedor, com burocracia em excesso e a cobrança de impostos a cada vez que ele respira. A abertura econômica, a livre iniciativa e o mercado é quem criará empregos e irá gerar renda em todas as classes sociais, não o Estado. E isso ataca diretamente o problema maior, que é a pobreza.

    Outro ponto é a questão da inflação: quem nasceu até o início da década de 80 lembra bem o período inflacionário, que afeta de forma mais acentuada a camada mais pobre da sociedade (o que é um fato, visto que a classe média tem condições de fazer investimentos diversos de modo a se proteger da mesma).

    E aí temos Ciro Gomes: incapaz de fazer a separação entre Governo e Estado, acha um absurdo a autonomia do Banco Central, faz uma proposta populista de retirar o nome dos brasileiros do SPC (proposta abraçada também pelo PT) a um custo mínimo (segundo os cálculos dele mesmo) de R$ 88 bilhões numa única tacada, propõe o fim do teto de gastos (tal qual Marina e o PT)... Meu, não tem como olhar esse pacote todo e não afirmar categoricamente: Ciro trará de volta o dragão da inflação.

    Enfim, o meu posicionamento é esse: a diminuição das amarras da economia diminuirá a pobreza, e não a desigualdade. E isso é o mais importante, neste momento.

    Não que a desigualdade não tenha que ser combatida. E, neste ponto, o Estado é um dos maiores concentradores de renda, sendo responsável por um terço da desigualdade de renda. E quando nós, servidores públicos, nos declaramos a favor da diminuição da desigualdade sociais, precisamos levar em conta que nossos salários e aposentadorias são fatores que, sozinhos, contribuem em 10% da desigualdade de renda no país, segundo o mesmo estudo feito pelo IPEA.

    É por isso que meu voto é no Amoêdo. Porque eu sei que ele é, realmente, um liberal. Não tenho a mesma certeza sobre o Bolsonaro.

    No mais, eu diria que está "tudo bem" não ser liberal. Posso aceitar, digamos, uma Marina Silva como presidente (ainda que eu não concorde com suas ideias). Mas Haddad e Ciro? Não tem condição alguma. E não é uma simples questão de "bater o pezinho" ou fazer birra. Os argumentos estão ali, descritos, fortemente embasados.

    Ciro Gomes ou Haddad, estaremos na m.erda por décadas.

    (E isso que eu só falei da parte econômica. Institucionalmente falando, qualquer um dos dois irá se dedicar a destruir o PJU, o MPU e a PF).


    Boa noite, caro Sigma. Você defende liberdade de iniciativa, abertura econômica e a consequente criação de empregos. Nisso, concordo com você, mas não consigo imaginar como seria essa sua tese de Governo separado do Estado. Penso que entre ambos deve haver uma relação harmônica e interrelacionada, pois se de um lado deve haver a promoção e incentivo à livre iniciativa, de outro não se pode perder de vista a obrigação de o Governo/Estado garantir o mínimo de proteção a todos os cidadãos, com atenção especial aos mais necessitados, com estímulo à implementação de políticas públicas sustentadas em ações afirmativas, buscando a inclusão social dos milhares que vivem nas periferias das grandes cidades ou nos cantões miseráveis de nosso país, passado sede, fome e frio.

    Mas no discurso dos liberais, infelizmente, não há espaço para esses miseráveis, pois Governo e Estado devem promover a riqueza do país, com estímulo aos empresários, através de isenção de impostos, refinanciamento - imoral - de dívidas (leia-se Refis), garantia de lucros exorbitantes para o sistema financeiro, e umas tantas outras ações em prol da pujança do mercado. Pronto, resolvido o problema. Pois é, resolvido o problema do mercado. E os pobres? Ah, você falou que a vitória do mercado, do empreendedor, atacaria "o problema maior, que é a pobreza". Será mesmo, Sigma? Simples, assim?

    Agora, Sigma, o que não dá para entender mesmo é você concordar com a mídia, afirmando que nós, funcionários públicos, somos responsáveis por grande parte da desigualdade de renda no país. De que lado você está, colega?
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por jotajota em Qua 12 Set 2018, 12:28 am

    Não sou o sigma, mas acredito que nestes aspecto ele pense um pouco como eu. Estou ciente de que um governo mais liberal talvez me prejudique como servidor... Por outro lado, de que adianta pensar só no meu lado se o país estiver indo pro buraco? De que adianta eu pensar apenas no meu salário enquanto as pessoas ao meu lado passam fome e as vezes tem que apelar até a violencia pra poder sobreviver? Com relação a políticas públicas do Estado para com os mais pobres, note que nos países onde se vive melhor, as pessoas vivem bem não por causa de políticas públicas, mas porque há uma economia forte, com geração de empregos. O que o povo precisa não é de esmolas. O povo precisa de oportunidades de trabalho. Desta forma, o governo só precisaria intervir nos casos em que a pessoa estivesse realmente incapacitada de trabalhar. A reforma da previdencia é necessária. Um dos maiores problemas do brasileiro é escolher os governantes pensando apenas nos benefícios pessoais que possa auferir. Particularmente prefiro pensar naquilo que poderia ser melhor para o país do que naquilo que poderia ser melhor para mim. Eu sei que os políticos roubam, e deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Talvez se fizessem isto fosse muito mais fácil as pessoas aceitarem as reformas... Mas os malditos são, além de corruptos, egoístas. O estado brasileiro atual inviabiliza a atividade empresarial. Muitas obrigações acessórias, muitos tributos. Inviabilizam a contratação de pessoal. Só uma mudança drástica pode fazer o país sair desta crise. A crise começou porque o governo gastou além do que era possível. Não é endividando mais o país que teremos uma solução. Muitos esquerdistas acham que o dinheiro do governo é infinito, mas na verdade quando o governo aumenta suas despesas , quem paga é a população, seja mediante impostos, seja mediante inflação. Em resumo, se o Estado parar de atrapalhar, já está ajudando muito...

    SADACA escreveu:
    Sigma escreveu:
    SADACA escreveu:Respeito sua opinião, Sigma, mas também não consigo entender como uma pessoa esclarecida - e que não faça parte do grupo de empresários/investidores - defenda um economista, cujas propostas nitidamente só favorecem os mais ricos, e ainda mais propor ao atual Governo - ilegítimo e corrupto - aprovar ao apagar das luzes uma reforma da previdência imoral e contrária aos interesses da população, inclusive contrária a nós, servidores públicos.

    Oi, Sadaca, tudo bom?

    Então, vamos por partes...

    Na verdade, as propostas não favorecem só os mais ricos. Favorecem a todos. Corrija-me se eu estiver errado, mas a questão levantada não diz respeito à pobreza, mas à desigualdade. Creio que mais do que combater a desigualdade, devemos combater a pobreza.

    Infelizmente, boa parte da população parte da premissa que a diminuição da pobreza é atribuição exclusiva do Estado. Não é, ao contrário: o único papel do Estado é não atrapalhar o empreendedor, com burocracia em excesso e a cobrança de impostos a cada vez que ele respira. A abertura econômica, a livre iniciativa e o mercado é quem criará empregos e irá gerar renda em todas as classes sociais, não o Estado. E isso ataca diretamente o problema maior, que é a pobreza.

    Outro ponto é a questão da inflação: quem nasceu até o início da década de 80 lembra bem o período inflacionário, que afeta de forma mais acentuada a camada mais pobre da sociedade (o que é um fato, visto que a classe média tem condições de fazer investimentos diversos de modo a se proteger da mesma).

    E aí temos Ciro Gomes: incapaz de fazer a separação entre Governo e Estado, acha um absurdo a autonomia do Banco Central, faz uma proposta populista de retirar o nome dos brasileiros do SPC (proposta abraçada também pelo PT) a um custo mínimo (segundo os cálculos dele mesmo) de R$ 88 bilhões numa única tacada, propõe o fim do teto de gastos (tal qual Marina e o PT)... Meu, não tem como olhar esse pacote todo e não afirmar categoricamente: Ciro trará de volta o dragão da inflação.

    Enfim, o meu posicionamento é esse: a diminuição das amarras da economia diminuirá a pobreza, e não a desigualdade. E isso é o mais importante, neste momento.

    Não que a desigualdade não tenha que ser combatida. E, neste ponto, o Estado é um dos maiores concentradores de renda, sendo responsável por um terço da desigualdade de renda. E quando nós, servidores públicos, nos declaramos a favor da diminuição da desigualdade sociais, precisamos levar em conta que nossos salários e aposentadorias são fatores que, sozinhos, contribuem em 10% da desigualdade de renda no país, segundo o mesmo estudo feito pelo IPEA.

    É por isso que meu voto é no Amoêdo. Porque eu sei que ele é, realmente, um liberal. Não tenho a mesma certeza sobre o Bolsonaro.

    No mais, eu diria que está "tudo bem" não ser liberal. Posso aceitar, digamos, uma Marina Silva como presidente (ainda que eu não concorde com suas ideias). Mas Haddad e Ciro? Não tem condição alguma. E não é uma simples questão de "bater o pezinho" ou fazer birra. Os argumentos estão ali, descritos, fortemente embasados.

    Ciro Gomes ou Haddad, estaremos na m.erda por décadas.

    (E isso que eu só falei da parte econômica. Institucionalmente falando, qualquer um dos dois irá se dedicar a destruir o PJU, o MPU e a PF).


    Boa noite, caro Sigma. Você defende liberdade de iniciativa, abertura econômica e a consequente criação  de empregos. Nisso, concordo com você, mas não consigo imaginar como seria essa sua tese de Governo separado do Estado. Penso que entre ambos  deve haver uma relação harmônica e interrelacionada, pois se de um lado deve haver a promoção e incentivo à livre iniciativa, de outro não se pode perder de vista a obrigação de o Governo/Estado garantir o mínimo de proteção a todos os cidadãos, com atenção especial aos mais necessitados, com estímulo à  implementação de políticas públicas sustentadas em ações  afirmativas, buscando a inclusão social dos milhares que vivem nas periferias das grandes cidades ou nos cantões miseráveis de nosso país, passado sede, fome e frio.

    Mas no discurso dos liberais, infelizmente, não há espaço para esses miseráveis, pois Governo e Estado devem promover a riqueza do país, com estímulo aos empresários, através de isenção de impostos, refinanciamento - imoral - de dívidas (leia-se Refis), garantia de lucros exorbitantes para o sistema financeiro, e umas tantas outras ações em prol da pujança do mercado. Pronto, resolvido o problema. Pois é, resolvido o problema do mercado. E os pobres? Ah, você falou que a vitória do mercado, do empreendedor, atacaria "o problema maior, que é a pobreza". Será mesmo, Sigma? Simples, assim?

    Agora, Sigma, o que não dá para entender mesmo é você concordar com a mídia, afirmando que nós, funcionários públicos, somos responsáveis por grande parte da desigualdade de renda no país. De que lado você está, colega?
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por jotajota em Qua 12 Set 2018, 12:36 am

    É preciso compreender que intervenção estatal em excesso não gera riqueza. O que gera riqueza é a atividade empresarial. É só olhar os resultados da forte intervenção estatal na Venezuela para se comprovar. A atividade empresarial lá é quase zero. O fim dos "capitalistas malvados" trouxe riqueza? A fabricação de dinheiro trouxe riqueza? Tudo isto comprova que dinheiro não traz riqueza. o que traz riqueza para um país é a produção de bens e serviços.... E isto o Estado nunca terá competencia para gerar.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Tromba em Qua 12 Set 2018, 6:48 am

    A discussão é interessante.. Até concordo com a assertiva de que estado não gera riqueza.. mas na prática é outra. Na hora comprar seu jatinho Luciano Huck foi no BNDES. JBS e grandes conglomerados econômicos idem. Grandes empreiteiras se fartaram nas grandes obras (superfarturadas) de copa, olimpíadas e afins.. Helicópteros e iates não pagam IPVA (perdoem se tiver errado)..  Bancos, Agronegocio também tem seus interesses..No RJ até joalheria teve isenção fiscal... Enfim, dificil....  vejo Estado com muitos recursos e todos o segmentos, inclusive o nosso,  organizando-se a fim de explorar mais esses recursos...
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Pipoca em Qua 12 Set 2018, 9:53 am

    Tromba escreveu:A discussão é interessante.. Até concordo com a assertiva de que estado não gera riqueza.. mas na prática é outra. Na hora comprar seu jatinho Luciano Huck foi no BNDES. JBS e grandes conglomerados econômicos idem. Grandes empreiteiras se fartaram nas grandes obras (superfarturadas) de copa, olimpíadas e afins.. Helicópteros e iates não pagam IPVA (perdoem se tiver errado)..  Bancos, Agronegocio também tem seus interesses..No RJ até joalheria teve isenção fiscal... Enfim, dificil....  vejo Estado com muitos recursos e todos o segmentos, inclusive o nosso,  organizando-se a fim de explorar mais esses recursos...

    Outro dia vi entrevista do Secretário da Receita Federal reclamando que temos isenção fiscal até para Salmão e Filé. Veja entrevista dele, muito interessante:

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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por euvoltei em Qua 12 Set 2018, 10:12 am

    Todo caos e bagunça, serve pra desvio....

    Porque não temos um sistema tributário mais simples?

    Exemplo: CPMF + ICMS só sobre energia, água e veículos  + IPTU e ITR progressivo + IR + Imposto de Importação

    E só.

    Tirando o IR todos são de fácil apuração e recolhimento.
    Todos sairiam ganhado, poucos fugiriam de pagar o que é devido.
    A bagunça e caos só favorece os malandros.


    Mas Brasil é isso... daqui a pouco alguém vai dizer que tem tributar diferente o cigarro por isso e aquilo, dai precisa do fiscal da fábrica do cigarro, cigarro fica caro demais, dai vai muambeiro comprar cigarro no Paraguai e bagunçar a fronteira, e dai precisa de fiscal da fronteira pra olhar o cigarro que atravessa a fronteira....
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 11:06 am

    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 11:32 am

    Bom dia, Sadaca!

    SADACA escreveu:Boa noite, caro Sigma. Você defende liberdade de iniciativa, abertura econômica e a consequente criação  de empregos. Nisso, concordo com você, mas não consigo imaginar como seria essa sua tese de Governo separado do Estado. Penso que entre ambos  deve haver uma relação harmônica e interrelacionada, pois se de um lado deve haver a promoção e incentivo à livre iniciativa, de outro não se pode perder de vista a obrigação de o Governo/Estado garantir o mínimo de proteção a todos os cidadãos, com atenção especial aos mais necessitados, com estímulo à  implementação de políticas públicas sustentadas em ações  afirmativas, buscando a inclusão social dos milhares que vivem nas periferias das grandes cidades ou nos cantões miseráveis de nosso país, passado sede, fome e frio.

    O Poder Judiciário é um exemplo de separação entre Governo e Estado. Agências reguladoras, também. Até onde eu entenda, IPEA e IBGE também são. Por quê? Para que não haja interferência de poder no trabalho destas instituições.

    HOJE, o Banco Central também é. E deve continuar sendo. Senão iremos recomeçar aquela história de "entra um governante, muda tudo o que estava sendo feito pelo governante anterior", o que é um absurdo. O Governo tem OUTRAS ferramentas para proteger os cidadãos.

    SADACA escreveu:Mas no discurso dos liberais, infelizmente, não há espaço para esses miseráveis, pois Governo e Estado devem promover a riqueza do país, com estímulo aos empresários, através de isenção de impostos, refinanciamento - imoral - de dívidas (leia-se Refis), garantia de lucros exorbitantes para o sistema financeiro, e umas tantas outras ações em prol da pujança do mercado. Pronto, resolvido o problema. Pois é, resolvido o problema do mercado. E os pobres? Ah, você falou que a vitória do mercado, do empreendedor, atacaria "o problema maior, que é a pobreza". Será mesmo, Sigma? Simples, assim?

    Primeiro, o liberal sugere a diminuição de impostos para todo mundo, em especial aos mais pobres.

    Nada é simples. Absolutamente nada é simples. Mas é o caminho a ser adotado. Pegue por comparação: os menores índices de pobreza estão com os países com maior abertura da economia - e isso SIM é simples de ser notado e confirmado.

    E a inflação, que eu vou continuar lembrando a todo mundo, todo dia, é mais danosa ao pobre que ao rico. Votar no Ciro é votar contra toda a população, especialmente contra os mais pobres.

    E para minha tristeza, ainda que eu faça questão de levantar essa questão, que a inflação voltará, dificilmente farei com que um cidadão da esquerda entenda isso. Não dá pra depois sair bradando "o brasileiro tem memória curta", especialmente pra quem tem mais de 40 anos. Aí eu vou jogar na cara, de verdade.

    SADACA escreveu:Agora, Sigma, o que não dá para entender mesmo é você concordar com a mídia, afirmando que nós, funcionários públicos, somos responsáveis por grande parte da desigualdade de renda no país. De que lado você está, colega?

    Sadaca, antes de ser servidor público, sou cidadão brasileiro. A esquerda me acusa de, como liberal, ser um egoísta, pensar somente no meu próprio umbigo, não pensar nos demais, nos mais pobres. Não poderia estar mais equivocado.

    Eu sou servidor público. Minha filha, não. Outros milhões de brasileiros, não. Eu não vivo numa bolha. Eu vivo atualmente numa sociedade onde o pobre APESAR de ter acesso a educação e saúde (com qualidade mínima, diga-se de passagem), não tem acesso a emprego. Alguns destes*, por conta dessa situação**, se voltam para a criminalidade. É isso que eu quero evitar para a minha filha. O que eu quero, não somente para mim ou pra minha filha mas para TODO brasileiro, é uma sociedade menos violenta, com mais condições de emprego e, assim, com acesso a educação e saúde com mais qualidade.

    (*Alguns, não todos)
    (**Não estou dizendo que todo criminoso é pobre)

    Essa questão de ser servidor público mostra uma fina ironia, não? Quem está sendo abnegado sou eu, não a esquerda.

    Talvez o discurso sobre "diminuição da desigualdade" tenha suas ressalvas na prática, não é mesmo?


    Última edição por Sigma em Qua 12 Set 2018, 11:43 am, editado 1 vez(es)
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 11:35 am

    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É porque o "Novo" de novo não tem nada. São as velhas oligarquias empresariais que tentam enganar os trabalhadores. Podem chamar de UDN, UDR, CNI, FIESP, FIRJAN etc.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 11:39 am

    Pipoca escreveu:
    Tromba escreveu:A discussão é interessante.. Até concordo com a assertiva de que estado não gera riqueza.. mas na prática é outra. Na hora comprar seu jatinho Luciano Huck foi no BNDES. JBS e grandes conglomerados econômicos idem. Grandes empreiteiras se fartaram nas grandes obras (superfarturadas) de copa, olimpíadas e afins.. Helicópteros e iates não pagam IPVA (perdoem se tiver errado)..  Bancos, Agronegocio também tem seus interesses..No RJ até joalheria teve isenção fiscal... Enfim, dificil....  vejo Estado com muitos recursos e todos o segmentos, inclusive o nosso,  organizando-se a fim de explorar mais esses recursos...

    Outro dia vi entrevista do Secretário da Receita Federal reclamando que temos isenção fiscal até para Salmão e Filé. Veja entrevista dele, muito interessante:

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    Exatamente, gente.

    Olha os exemplos absurdos que estão sendo mostrados aqui.

    É isso que todo liberal procura: diminuir impostos, bem como diminuir os subsídios. BNDES financiando esse tipo de coisa?

    O discurso do Amoêdo é acabar com esse tipo de situação. O do Paulo Guedes, também. Já o discurso do Ciro é inverso!

    Ciro diz: "Ah, nós vamos acabar com essa boquinha dos bancos". Como? Distribuindo cerca de R$ 90 bilhões numa tacada só para os BANCOS PRIVADOS!
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 11:42 am

    ale1969 escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É porque o "Novo" de novo não tem nada. São as velhas oligarquias empresariais que tentam enganar os trabalhadores. Podem chamar de UDN, UDR, CNI, FIESP, FIRJAN etc.

    É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 11:47 am

    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    O pior é que provavelmente não serão tão poucos. Mas o fato de não ter nenhum puxador de voto e não fazer coligações exigirá cerca de 200 a 300 mil votos para cada candidato do NOVO ser eleito.

    Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Bastião em Qua 12 Set 2018, 11:49 am

    Arram. O liberal importador de salmão quer o máximo de benefícios pra si.

    Empreendedorismo é farinha pouca, meu pirão primeiro.

    Esse negócio de pagar tributos de acordo com o que serial o ideal é só para os consumidores. Fora nôs servidores.

    Naquelas reuniões do CONFAZ o que deve de rolar de isenção no toma lá dá cá, não deve tá escrito.

    E cabe uma ressalva bem significative que uma grande parte dos políticos que definem isso são empresários e representantes deles. É o "mercado bonzinho e virtuoso" definindo quem deve ser agraciado ou não.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Bastião em Qua 12 Set 2018, 11:53 am

    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É verdade. Votam em quem ficou 30 anos mamando nas tetas sem nem ter presidido uma comissão sequer é ainda arranjou espaço para os filhotes. Eficiência em pessoa.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por euvoltei em Qua 12 Set 2018, 12:40 pm

    Sigma escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    O pior é que provavelmente não serão tão poucos. Mas o fato de não ter nenhum puxador de voto e não fazer coligações exigirá cerca de 200 a 300 mil votos para cada candidato do NOVO ser eleito.

    Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.

    "eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO," (já tinha pensado sobre isso e farei isso)

    O partido novo precisa aparecer, participar dos debates...nos últimos 30 anos, só há debate de ideias num esprectro entre extrema-esquerda e social democracia, com exceção do Bolsonaro agora trás ideias de direita... mas isso graça às redes sociais num trabalho de formiginha, pq as TVs nada mostram...
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Bastião em Qua 12 Set 2018, 12:56 pm

    euvoltei escreveu:
    Sigma escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    O pior é que provavelmente não serão tão poucos. Mas o fato de não ter nenhum puxador de voto e não fazer coligações exigirá cerca de 200 a 300 mil votos para cada candidato do NOVO ser eleito.

    Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.

    "eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO," (já tinha pensado sobre isso e farei isso)

    O partido novo precisa aparecer, participar dos debates...nos últimos 30 anos, só há debate de ideias num esprectro entre extrema-esquerda e social democracia, com exceção do Bolsonaro agora trás ideias de direita... mas isso graça às redes sociais num trabalho de formiginha, pq as TVs nada mostram...

    É verdade. Concordando ou não com ele, esse candidato teria algo a acrescentar sim. A legislação deve ser alterada.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 1:35 pm

    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É porque o "Novo" de novo não tem nada. São as velhas oligarquias empresariais que tentam enganar os trabalhadores. Podem chamar de UDN, UDR, CNI, FIESP, FIRJAN etc.

    É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.

    Sigma, para esquerdista/petista/lulista o que não faz parte do grupo deles deve ser das 'velhas oligarquias empresariais'...
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 1:37 pm

    Sigma escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    O pior é que provavelmente não serão tão poucos. Mas o fato de não ter nenhum puxador de voto e não fazer coligações exigirá cerca de 200 a 300 mil votos para cada candidato do NOVO ser eleito.

    Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.

    Esse é um grande problema. Geralmente quem vota num candidato a presidência, vota misturado para os outros cargos. Por um lado pode ser bom, por outro é muito ruim, pois quem tem poder é o Legislativo.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 2:00 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.

    Esse é um grande problema. Geralmente quem vota num candidato a presidência, vota misturado para os outros cargos. Por um lado pode ser bom, por outro é muito ruim, pois quem tem poder é o Legislativo.

    Mas aí é uma questão de acerto entre as ideologias.

    Há, inclusive, uma falta de opções para se adequar a isso. Por exemplo: candidatos ao senado pelo Paraná:

    - Requião (MDB): sem chances.
    - Beto Richa (PSDB): foi preso ontem. Mesmo que não tivesse, não votaria nele.
    - Flávio Arns (REDE): iniciou no PT, foi pro PSDB. Irmão da falecida Zilda Arns. Me parece ser honesto. Ideologicamente, de esquerda.
    - Prof. Oriovisto (PODEMOS): ex-presidente do Grupo Positivo. Único que vale meu voto, de verdade.

    Sobrou 1. E aí? Faço o quê?

    Já quanto à CD, Bolsonaro precisará de gente a favor das reformas. E o NOVO, ideologicamente, irá apoiá-las.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 2:09 pm

    Sigma escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:Por isso continuo batendo na tecla: eleitor do Bolsonaro deveria votar nos deputados do NOVO, de modo a dar sustentação a um possível governo do Bolsonaro, OU diminuir o poder de fogo de outro presidente.

    Esse é um grande problema. Geralmente quem vota num candidato a presidência, vota misturado para os outros cargos. Por um lado pode ser bom, por outro é muito ruim, pois quem tem poder é o Legislativo.

    Mas aí é uma questão de acerto entre as ideologias.

    Há, inclusive, uma falta de opções para se adequar a isso. Por exemplo: candidatos ao senado pelo Paraná:

    - Requião (MDB): sem chances.
    - Beto Richa (PSDB): foi preso ontem. Mesmo que não tivesse, não votaria nele.
    - Flávio Arns (REDE): iniciou no PT, foi pro PSDB. Irmão da falecida Zilda Arns. Me parece ser honesto. Ideologicamente, de esquerda.
    - Prof. Oriovisto (PODEMOS): ex-presidente do Grupo Positivo. Único que vale meu voto, de verdade.

    Sobrou 1. E aí? Faço o quê?

    Já quanto à CD, Bolsonaro precisará de gente a favor das reformas. E o NOVO, ideologicamente, irá apoiá-las.

    Pois é, aqui no MS e nos outros Estados não está muito diferente. SP com Suplicy e MG com Dilma. Temo muito o Congresso Nacional que será eleito....
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sem Frescura em Qua 12 Set 2018, 2:22 pm

    Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 2:27 pm

    Sem Frescura escreveu:Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.

    Tem sim...servidor que ficou quase 10 anos sem reajuste salarial (maior arrocho da história da categoria) sob a tutela petista/lulista/esquerdista apoiar e votar em candidato de esquerda....
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sem Frescura em Qua 12 Set 2018, 2:46 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    Sem Frescura escreveu:Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.

    Tem sim...servidor que ficou quase 10 anos sem reajuste salarial (maior arrocho da história da categoria) sob a tutela petista/lulista/esquerdista apoiar e votar em candidato de esquerda....

    Vindo de um alienado que acha que um fascista vai resolver os problemas do país, até compreendo essa limitação intelectual (ignorância) de  generalizar de "petista/lulista/esquerdista" qualquer pessoa que discorde que o Estado Mínimo é a solução.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 2:48 pm

    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sigma escreveu:É por isso que é tão importante eleger deputados federais do NOVO: pra acabar com essa esculhambação.

    Filha de Cunha ganha R$ 2 milhões de fundo público e lidera doações do MDB

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É porque o "Novo" de novo não tem nada. São as velhas oligarquias empresariais que tentam enganar os trabalhadores. Podem chamar de UDN, UDR, CNI, FIESP, FIRJAN etc.

    É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.

    Não o conheço pessoalmente para achar seu pensamento raso.

    No Brasil, desde o processo de colonização, há elites oligárquicas que controlam os meios de produção e exploram os trabalhadores nos mais diversos seguimentos. O discurso "liberal na economia e conservador nos costumes" é sim contraditório. Sinto muito discordar do seu ponto de vista.

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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 2:49 pm

    Sem Frescura escreveu:Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.

    Bem, eu expliquei acima. Aceite, ou argumente. Simples assim.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 2:50 pm

    Sem Frescura escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sem Frescura escreveu:Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.

    Tem sim...servidor que ficou quase 10 anos sem reajuste salarial (maior arrocho da história da categoria) sob a tutela petista/lulista/esquerdista apoiar e votar em candidato de esquerda....

    Vindo de um alienado que acha que um fascista vai resolver os problemas do país, até compreendo essa limitação intelectual (ignorância) de  generalizar de "petista/lulista/esquerdista" qualquer pessoa que discorde que o Estado Mínimo é a solução.


    hehehehe...não precisa partir para ofensas, "Esquerdura". Alienado é quem defende governo esquerdista (e a volta deste) que proporcionou a nossa categoria o maior arrocho salarial da história.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 12 Set 2018, 2:53 pm

    ale1969 escreveu:
    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:

    Infelizmente, o NOVO terá pouquíssimos votos (achismo puro). O brasileiro é um povo curioso: quer o fim da corrupção mas vota nos mesmos políticos de sempre....

    É porque o "Novo" de novo não tem nada. São as velhas oligarquias empresariais que tentam enganar os trabalhadores. Podem chamar de UDN, UDR, CNI, FIESP, FIRJAN etc.

    É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.

    Não o conheço pessoalmente para achar seu pensamento raso.

    No Brasil, desde o processo de colonização, há elites oligárquicas que controlam os meios de produção e exploram os trabalhadores nos mais diversos seguimentos. O discurso "liberal na economia e conservador nos costumes" é sim contraditório. Sinto muito discordar do seu ponto de vista.

     

    Elite oligárquica é governo esquerdista que gerou déficit em tudo qualquer órgão estatal (o governo mais corrupto da história do Brasil), inflação e mais de 13 milhões de desempregados!
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 2:59 pm

    ale1969 escreveu:
    Sigma escreveu:É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.

    Não o conheço pessoalmente para achar seu pensamento raso.

    No Brasil, desde o processo de colonização, há elites oligárquicas que controlam os meios de produção e exploram os trabalhadores nos mais diversos seguimentos. O discurso "liberal na economia e conservador nos costumes" é sim contraditório. Sinto muito discordar do seu ponto de vista.

    Eu disse que o discurso é raso. E que esse discurso é fruto da cegueira causada pela ideologia.

    Eu sei que são palavras fortes. Reconheço. E, confesso, não gosto de fazer isso.

    Mas se você joga palavras ao vento, sem ter o mínimo de conhecimento sobre a história do Partido Novo, sem o mínimo de argumentação para ligá-lo às tais oligarquias, o que eu posso fazer?

    Preciso ir atrás e trazer todo tipo de argumentação para desfazer o mal-entendido? Por quê, se não há uma peça inicial de acusação com argumentação que defenda tal posicionamento?

    Ou a gente traz alguma espécie de argumentação bem fundamentada pra discussão, ou a gente fica aqui nessa acusação rasa.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 3:03 pm

    Sem Frescura escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Sem Frescura escreveu:Não sei o que é mais contraditório, um servidor público defendendo o voto em candidatos do partido Novo ou uma pessoa negra defendendo a atuação Ku Klux Klan.

    Tem sim...servidor que ficou quase 10 anos sem reajuste salarial (maior arrocho da história da categoria) sob a tutela petista/lulista/esquerdista apoiar e votar em candidato de esquerda....

    Vindo de um alienado que acha que um fascista vai resolver os problemas do país, até compreendo essa limitação intelectual (ignorância) de  generalizar de "petista/lulista/esquerdista" qualquer pessoa que discorde que o Estado Mínimo é a solução.

    São os "novos" tempos de redes sociais. Não vale a discussão, muito menos o confronto no debate, com pessoas que não sabem respeitar a opinião dos outros. Quer impor sua vontade escrevendo em negrito, como se isto aumentasse a credibilidade. Só há o que lamentar a falta de educação e despreparo para o convívio democrático.

    Ainda querem acabar com as disciplinas de Filosofia e Sociologia!
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 3:09 pm

    ale1969 escreveu:Ainda querem acabar com as disciplinas de Filosofia e Sociologia!

    Isso não coisa da "direita ou do Temer". É discurso do PT e da Dilma.



    A César o que é de César, e ao PT o que é do PT.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sem Frescura em Qua 12 Set 2018, 3:39 pm

    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:Ainda querem acabar com as disciplinas de Filosofia e Sociologia!

    Isso não coisa da "direita ou do Temer". É discurso do PT e da Dilma.



    A César o que é de César, e ao PT o que é do PT.

    A questão é que o governo do PT não foi de esquerda, pois focou no favorecimento dos grandes capitalistas nacionais e internacionais. A mera instituição de medidas assistencialistas como o bolsa família não mudam a natureza direitista do Governo do PT, que se propunha a fazer o chamado Governo de Conciliação Nacional - que nunca deu certo em nenhum país, vale lembrar, como por ex. o Governo de François Mitterrand.
    E isso não é por acaso. Todos sabem que o PT é formado por várias correntes, sendo que a tendência do Lula e da Dilma, que controla o PT desde o início, chamada atualmente de Construindo um Novo Brasil, sucessora do Campo Majoritário, é composta por oportunistas e burocratas, cujo projeto de poder sempre foi o de mamar nas tetas do Estado e dos Sindicatos, como ocorre com próprio Lula.
    Tecnicamente, segundo o termo cunhado por Karl Marx, o PT é um partido "oportunista", pois usa o discurso do socialismo para conquistar o apoio da classe trabalhadora, mas mantém a exploração do homem pelo homem, com meras reformas que nunca alcançarão o socialismo. Ocorre que nem essas "reformas" o Governo do PT tentou fazer, sendo que os banqueiros tiveram lucros recordes no período, o que revela a natureza de direita desse partido.
    Não é o discurso que torna um partido de esquerda (lembrando da clássica divisão da França entre jacobinos, girondinos e planície, que originou o termo), mas sim a prática de atuar em favor da classe social dominada. Como o governo do PT sempre beneficiou a classe dominante, não vejo como classificá-lo de esquerda.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sigma em Qua 12 Set 2018, 3:49 pm

    Isso. O PT é de direita, como o fascismo e o nazismo. Logo, o PT é um partido nazi-fascista, lançando Haddad como candidato a presidente, junto com a Manuela D'ávila, do PCdB, como candidata a vice.

    Uma chapa nazi-fascista-comunista.

    Tá serto.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por Sem Frescura em Qua 12 Set 2018, 3:58 pm

    Sigma escreveu:Isso. O PT é de direita, como o fascismo e o nazismo. Logo, o PT é um partido nazi-fascista, lançando Haddad como candidato a presidente, junto com a Manuela D'ávila, do PCdB, como candidata a vice.

    Uma chapa nazi-fascista-comunista.

    Tá serto.

    Essa ironia não faz sentido.

    Eu expliquei o motivo do PT ser de direita. Essa sua afirmação que é de esquerda é um "discurso raso". Favor, apresente argumentos que ele foi de esquerda.

    Sobre o fascismo e nazismo situarem-se no campo da extrema direita, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento político sabe disso. Se duvida, recomendo um curso de ciências políticas, que creio que não fez parte da sua base curricular de TI. Contudo, como a alienação não tem limites nos dias de hoje, com a internet ajudando a difundir os revisionismos falaciosos da direita, não me espantam esses absurdos.
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    Re: Eleições presidenciais 2018

    Mensagem por ale1969 em Qua 12 Set 2018, 4:03 pm

    Sigma escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Sigma escreveu:É uma pena que a ideologia cegue uma pessoa que se propõe a fazer um discurso tão raso sem o mínimo de conhecimento para sustentá-lo.

    Não o conheço pessoalmente para achar seu pensamento raso.

    No Brasil, desde o processo de colonização, há elites oligárquicas que controlam os meios de produção e exploram os trabalhadores nos mais diversos seguimentos. O discurso "liberal na economia e conservador nos costumes" é sim contraditório. Sinto muito discordar do seu ponto de vista.

    Eu disse que o discurso é raso. E que esse discurso é fruto da cegueira causada pela ideologia.

    Eu sei que são palavras fortes. Reconheço. E, confesso, não gosto de fazer isso.

    Mas se você joga palavras ao vento, sem ter o mínimo de conhecimento sobre a história do Partido Novo, sem o mínimo de argumentação para ligá-lo às tais oligarquias, o que eu posso fazer?

    Preciso ir atrás e trazer todo tipo de argumentação para desfazer o mal-entendido? Por quê, se não há uma peça inicial de acusação com argumentação que defenda tal posicionamento?

    Ou a gente traz alguma espécie de argumentação bem fundamentada pra discussão, ou a gente fica aqui nessa acusação rasa.

    Não fiz acusação, apenas a mera constatação de perceber os caminhos da velha política. Seus fundadores são oriundos do mercado financeiro, especuladores que exploram os trabalhadores e não pagam impostos proporcionais aos seus ganhos. Se queres defender os banqueiros, tudo bem é um direito democrático teu e que respeito, mas oponho-me ferrenhamente.

    Fiz uma rápida busca no google para corroborar meu pensamento e encontrei algumas postagens interessantes. A que apresento abaixo é um pouco antiga, do ano passado, mas serve de base para uma discussão mais "aprofundada", se é que me entendes.
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