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    Re: Novo PCS

    Mensagem por joaonetocear em Qui 29 Nov 2018, 11:31 am

    Paulo Guedes disse que daria o que "tem na lei"...
    Se der a inflação tá ótimo cheers
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Decisum em Qui 29 Nov 2018, 11:41 am

    joaonetocear escreveu:Paulo Guedes disse que daria o que "tem na lei"...
    Se der a inflação tá ótimo cheers

    O problema é quando a Lei Maior diz que não dá pra dar nem a inflação, por conta do teto dos gastos públicos. Ou, então, por conta da política fiscal. Acho que desculpas não vão faltar.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Qui 29 Nov 2018, 11:56 am

    Decisum escreveu:
    joaonetocear escreveu:Paulo Guedes disse que daria o que "tem na lei"...
    Se der a inflação tá ótimo cheers

    O problema é quando a Lei Maior diz que não dá pra dar nem a inflação, por conta do teto dos gastos públicos. Ou, então, por conta da política fiscal. Acho que desculpas não vão faltar.  

    Fora que o gasto com pessoal é único no Judiciário/MPU. Qualquer reajuste é para Vossas Majestades que irão manter o auxilio moradia de alguma forma. Se sobrar um troco (não irá), vai para o servidores do carreirão (nós)....
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por tre-rj em Sex 30 Nov 2018, 9:32 am

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    Guedes quer desindexar gastos do Orçamento
    Segundo futuro ministro, mecanismo seria adotado quando gastos baterem no teto
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    Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

    30 Novembro 2018 | 04h00

    BRASÍLIA - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, prepara o terreno para aperfeiçoar o teto de gastos (mecanismo que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação) com auxílio de uma cláusula que permite a desindexação e desvinculação do Orçamento do governo federal até que o crescimento das despesas seja controlado. Em conversa com jornalistas – a primeira desde a sua indicação para o cargo –, Guedes informou que a estratégia em estudo prevê que, quando o teto “bater no seu limite”, seria acionada uma cláusula para desindexar o Orçamento.

    Na prática, o “gatilho” da desindexação desobriga o governo a corrigir gastos, como salários e benefícios da Previdência, à inflação e desvincula despesas de saúde e educação. A mudança exigirá alteração constitucional com apoio de 308 deputados e 49 senadores.

    Guedes classificou que o acionamento dessa cláusula é um “ato extremo” para colocar as despesas do governo em queda. Segundo ele, o excesso de gastos é o maior problema da economia e coloca o País na “armadilha do baixo crescimento”.

    “Está tudo desindexado até que o teto seja novamente respeitado. Aí o PIB volta a crescer”, explicou. No período de “dois anos” citado por ele, seriam adotadas as medidas de desindexação, inclusive dos salários, até que os desvios do teto sejam corrigidos. “Aí, pode indexar de novo. Depois de dois anos fica indexado de novo.”

    Aprovada em 2016 e em funcionamento desde 2017, a emenda do teto é uma regra fiscal que fixa um limite de gastos por ano com base na correção do IPCA. Apesar do pouco tempo de sua criação, o teto está fadado a estourar já em 2021 de acordo com as projeções mais recentes da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, devido ao excesso de despesas obrigatórias “carimbadas”.
    Reforma

    Com a sinalização dada na quinta-feira, 29, o novo ministro tenta mostrar que, ao contrário das propostas de flexibilização do teto sugeridas pelos candidatos à Presidência durante a campanha eleitoral, sua equipe vai buscar o caminho oposto: na hora em que as despesas estiverem em colisão com o limite do teto, se aciona a desindexação e desvinculação. “Vocês viram desde o começo que eu disse que o responsável pela inflação, pela vulnerabilidade cambial, pelos juros altos, pelos impostos elevados, pela corrupção na política é o excesso de gastos públicos. É evidente que eu só posso ser um ardoroso defensor do teto de gastos”, afirmou.

    O ministro reconheceu que a manutenção do teto de gastos sem a reforma da Previdência é insustentável e vai levar ao seu estouro em breve, exigindo acionar as cláusulas de correção. A emenda já prevê gatilhos de ajuste, como a suspensão do reajuste dos salários dos servidores e impedimento para concessão de novos subsídios.

    Depois da reforma da Previdência, que deve ser apresentada no primeiro trimestre de 2019, as mudanças no teto de gasto apontam para a prioridade de Guedes de abater o excesso de despesas e dar maior eficiência ao gasto público.

    Outros dois movimentos prioritários são: privatizações para abater a dívida pública, redução dos juros e reforma do Estado. A estratégia política do novo governo para conseguir apoio à reforma da Previdência é usar o “pacto federativo” de repassar mais recursos de Brasília para Estados e municípios para obter apoio no Congresso.
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    Déficit menor

    Mensagem por cavalo em Sex 30 Nov 2018, 10:32 am

    O superavit das contas públicas em outubro levou o mercado a prever que o déficit anual ficará uns 20% abaixo do previsto no orçamento. Essa notícia é boa, na medida em que demonstra que com o aumento de arrecadação e maior controle de despesas, a eliminação do déficit é plenamente possível, e não tão complicado como se propagava quando o País estava em recessão, há uns dois anos. O Guedes pode melhorar bem a situação, na medida que deve privatizar ativos que hoje dão prejuízo aos cofres públicos. Assim, quem sabe temos uma chance de melhoria salarial daqui uns dois anos, na medida que o Bolsonaro não pode atender somente os militares, que nessa época deverão estar fazendo pressão por recuperação salarial.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Vitória em Sex 30 Nov 2018, 11:34 am

    Gente, e aquele negócio das parcelas pagas a título de contribuição previdenciárias sobre o 1/3 de férias e outras rúbricas, que o STF decidiu recentemente serem indevidas? Vai ter reembolso? Teremos que entrar com ação individual ou não?

    Alguém por dentro disso?
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Sex 30 Nov 2018, 3:01 pm

    Nossos reajustes poderiam ter essa celeridade...

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Sab 01 Dez 2018, 2:11 pm

    servidor.tre escreveu:Nossos reajustes poderiam ter essa celeridade...

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    Mas sempre foi assim. Pra autoridade é à vista, para servidor, a perder de vista.
    Agora, calcule a dificuldade deles para manter o auxílio-moradia e estime como se dará nosso próximo reajuste.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por jornalista em Sab 01 Dez 2018, 2:52 pm

    Galizezin escreveu:
    servidor.tre escreveu:Nossos reajustes poderiam ter essa celeridade...

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    Mas sempre foi assim. Pra autoridade é à vista, para servidor, a perder de vista.
    Agora, calcule a dificuldade deles para manter o auxílio-moradia e estime como se dará nosso próximo reajuste.
    Pode haver outra exceção:
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Sab 01 Dez 2018, 4:07 pm

    tre-rj escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Guedes quer desindexar gastos do Orçamento
    Segundo futuro ministro, mecanismo seria adotado quando gastos baterem no teto
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    30 Novembro 2018 | 04h00

    BRASÍLIA - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, prepara o terreno para aperfeiçoar o teto de gastos (mecanismo que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação) com auxílio de uma cláusula que permite a desindexação e desvinculação do Orçamento do governo federal até que o crescimento das despesas seja controlado. Em conversa com jornalistas – a primeira desde a sua indicação para o cargo –, Guedes informou que a estratégia em estudo prevê que, quando o teto “bater no seu limite”, seria acionada uma cláusula para desindexar o Orçamento.

    Na prática, o “gatilho” da desindexação desobriga o governo a corrigir gastos, como salários e benefícios da Previdência, à inflação e desvincula despesas de saúde e educação. A mudança exigirá alteração constitucional com apoio de 308 deputados e 49 senadores.

    Guedes classificou que o acionamento dessa cláusula é um “ato extremo” para colocar as despesas do governo em queda. Segundo ele, o excesso de gastos é o maior problema da economia e coloca o País na “armadilha do baixo crescimento”.

    “Está tudo desindexado até que o teto seja novamente respeitado. Aí o PIB volta a crescer”, explicou. No período de “dois anos” citado por ele, seriam adotadas as medidas de desindexação, inclusive dos salários, até que os desvios do teto sejam corrigidos. “Aí, pode indexar de novo. Depois de dois anos fica indexado de novo.”

    Aprovada em 2016 e em funcionamento desde 2017, a emenda do teto é uma regra fiscal que fixa um limite de gastos por ano com base na correção do IPCA. Apesar do pouco tempo de sua criação, o teto está fadado a estourar já em 2021 de acordo com as projeções mais recentes da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, devido ao excesso de despesas obrigatórias “carimbadas”.
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    Com a sinalização dada na quinta-feira, 29, o novo ministro tenta mostrar que, ao contrário das propostas de flexibilização do teto sugeridas pelos candidatos à Presidência durante a campanha eleitoral, sua equipe vai buscar o caminho oposto: na hora em que as despesas estiverem em colisão com o limite do teto, se aciona a desindexação e desvinculação. “Vocês viram desde o começo que eu disse que o responsável pela inflação, pela vulnerabilidade cambial, pelos juros altos, pelos impostos elevados, pela corrupção na política é o excesso de gastos públicos. É evidente que eu só posso ser um ardoroso defensor do teto de gastos”, afirmou.

    O ministro reconheceu que a manutenção do teto de gastos sem a reforma da Previdência é insustentável e vai levar ao seu estouro em breve, exigindo acionar as cláusulas de correção. A emenda já prevê gatilhos de ajuste, como a suspensão do reajuste dos salários dos servidores e impedimento para concessão de novos subsídios.

    Depois da reforma da Previdência, que deve ser apresentada no primeiro trimestre de 2019, as mudanças no teto de gasto apontam para a prioridade de Guedes de abater o excesso de despesas e dar maior eficiência ao gasto público.

    Outros dois movimentos prioritários são: privatizações para abater a dívida pública, redução dos juros e reforma do Estado. A estratégia política do novo governo para conseguir apoio à reforma da Previdência é usar o “pacto federativo” de repassar mais recursos de Brasília para Estados e municípios para obter apoio no Congresso.

    Suspender a nossa última parcela acho quase impossível, por conta do tempo...
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Sab 01 Dez 2018, 7:44 pm

    Essa ideia precisa ser aprovada no congresso. Então, não dará tempo de garfar nosso último quinhão.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Sab 01 Dez 2018, 10:38 pm

    Galizezin escreveu:
    servidor.tre escreveu:Nossos reajustes poderiam ter essa celeridade...

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    Mas sempre foi assim. Pra autoridade é à vista, para servidor, a perder de vista.
    Agora, calcule a dificuldade deles para manter o auxílio-moradia e estime como se dará nosso próximo reajuste.

    E não é só isto, desrespeita princípios legais mínimos, como a previsão orçamentária para o reajuste(contida no Anexo V).
    E até o final do ano pode esperar que muito provavelmente o congresso também se concederá igual reajuste.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Sab 01 Dez 2018, 10:40 pm

    jornalista escreveu:
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    E se isto acontecer, a EC virará uma imensa colcha de retalhos inefetiva, que só nos prejudica.

    Vai ficar como o subsídio, que era para ser parcela única e identificável e já se fala até em ATS, só que pior: indenizatório, não recolheria tributos e daria caráter regressivo a quem possui maior capacidade contributiva.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Pipoca em Dom 02 Dez 2018, 6:37 am

    Enquanto isso....

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    Farinha pouca, meu pirão primeiro....

    Bolsonaro defende não estabelecer teto de gastos para Forças Armadas,

    O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado (1º) considerar a possibilidade de não estabelecer um teto de gastos para as Forças Armadas em seu governo. Para Bolsonaro, os aumentos salariais para militares, assim como os investimentos em infraestrutura, devem ser tratados como "prioridade".

    Essa questão tem sido muito conversada com o (economista e futuro ministro da Fazenda) Paulo Guedes. Nós temos um orçamento diminuto, mas precisamos entender que aportes para as Forças Armadas são investimento e não despesa.

    O futuro presidente reiterou a vontade colocar em votação, o quanto antes, a revogação uma medida provisória para que os militares possam ter os seus reajustes salariais garantidos. "Precisamos colocar em votação a revogação da medida provisória para que os militares possam ter os seus reajustes salariais garantidos...

    "Precisamos colocar em votação a revogação da medida provisória 2215 (do ano de 2001, que nunca foi votada pelo Senado ou pelo Congresso), para que possamos ter um salário compatível com as nossas atribuições...
    Entre outras medidas, a PEC 2215/2001 acabou com a promoção automática dos militares que passam para reserva, o auxílio-moradia e o adicional de inatividade dos militares. Em 2015, exercendo o mandato de deputado federal pelo Rio, Bolsonaro chegou a liderar um grupo de parlamentares que encaminhou pedido formal ao então ministro da Defesa Aldo Rebelo para que a votação fosse acelerada.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Dom 02 Dez 2018, 8:52 am

    Pipoca escreveu:Enquanto isso....

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    Farinha pouca, meu pirão primeiro....

    Bolsonaro defende não estabelecer teto de gastos para Forças Armadas,

    O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado (1º) considerar a possibilidade de não estabelecer um teto de gastos para as Forças Armadas em seu governo. Para Bolsonaro, os aumentos salariais para militares, assim como os investimentos em infraestrutura, devem ser tratados como "prioridade".

    Essa questão tem sido muito conversada com o (economista e futuro ministro da Fazenda) Paulo Guedes. Nós temos um orçamento diminuto, mas precisamos entender que aportes para as Forças Armadas são investimento e não despesa.

    O futuro presidente reiterou a vontade colocar em votação, o quanto antes, a revogação uma medida provisória para que os militares possam ter os seus reajustes salariais garantidos. "Precisamos colocar em votação a revogação da medida provisória para que os militares possam ter os seus reajustes salariais garantidos...

    "Precisamos colocar em votação a revogação da medida provisória 2215 (do ano de 2001, que nunca foi votada pelo Senado ou pelo Congresso), para que possamos ter um salário compatível com as nossas atribuições...
    Entre outras medidas, a PEC 2215/2001 acabou com a promoção automática dos militares que passam para reserva, o auxílio-moradia e o adicional de inatividade dos militares. Em 2015, exercendo o mandato de deputado federal pelo Rio, Bolsonaro chegou a liderar um grupo de parlamentares que encaminhou pedido formal ao então ministro da Defesa Aldo Rebelo para que a votação fosse acelerada.

    Sobre salário compatível com as atribuições, vamos considerar qual foi a última grande guerra que o Brasil participou? Na segunda guerra mundial, o Brasil chegou apenas para chutar o cachorro que já estava morto. Na primeira guerra mundial, quando a esquadra brasileira chegou, foi avisada que a "festa" já havia acabado.

    1864. A efetiva participação do Brasil numa guerra.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Dom 02 Dez 2018, 10:06 pm

    Não sei se essa diferenciação para os salários dos militares passa tão fácil assim....
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    Corporativismo

    Mensagem por cavalo em Seg 03 Dez 2018, 9:04 am

    Era de se esperar que o corporativismo falasse mais alto que a fundamentação econômica. Dizer que os militares foram sacrificados pelos governos do PT seria mentira. Lembram que a Dilma, enquanto nos negava o PL 6613, deu aos militares três aumentos anuais de 10%? Êles, salvo engano, também pegaram os 15%.
    Mas o que mais os beneficiaria na ativa é que enquanto o Lula nos fez contribuir na inatividade para a previdência, eles escaparam. Assim, se voltar a promoção deles para o nível seguinte quando da passagem para a reserva remunerada, com sorte podem voltar prá nós os 20% de aumento quando da aposentadoria. Ou ao menos a incorporação do Abono de Permanência, como já aventado anteriormente. Proporcional ao tempo de permanência, é claro, quando da aposentadoria.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por hs007 em Seg 03 Dez 2018, 11:50 am

    Eu penso que se passar um bom reajuste para os militares a pressão vai ser muito grande para nós conseguirmos algo também, já que a nossa bancada está reforçada.

    Aliás, até agora não vi (posso até estar equivocado e peço que me corrijam se estiver) qualquer menção direta a nós servidores federais do judiciário/MPU sobre não dar a nossa recomposição devida, apesar de a equipe do 17 falar muito em ajustar as contas públicas.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Seg 03 Dez 2018, 11:52 am

    Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Sigma em Seg 03 Dez 2018, 12:24 pm

    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!

    No meu ponto de vista, isso PODE ser uma boa oportunidade pro novo governo: vincular o refinanciamento das dívidas dos Estados e Municípios à reestruturação dos mesmos e reorganização dos gastos, seja na previdência, seja na privatização das estatais.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Seg 03 Dez 2018, 12:29 pm

    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Decisum em Seg 03 Dez 2018, 12:36 pm

    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!

    A União, diferentemente dos Estados, tem muita facilidade de captar recursos, ainda que com o aumento da dívida pública.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Decisum em Seg 03 Dez 2018, 12:44 pm

    hs007 escreveu:Eu penso que se passar um bom reajuste para os militares a pressão vai ser muito grande para nós conseguirmos algo também, já que a nossa bancada está reforçada.

    Aliás, até agora não vi (posso até estar equivocado e peço que me corrijam se estiver) qualquer menção direta a nós servidores federais do judiciário/MPU sobre não dar a nossa recomposição devida, apesar de a equipe do 17 falar muito em ajustar as contas públicas.

    Falam de dar apenas o que está na lei. Ou seja, não esclarece muito. Eu entendo como não criar qualquer outro direito ou benefício, inclusive uma recomposição, que necessita de lei. Para os militares, entretanto, ele foi enfático no que tange ao aumento da remuneração.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Korgano Masaka em Seg 03 Dez 2018, 2:54 pm

    euvoltei escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!


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    Aqui o pessoal vive no mundo da imaginação planejando reajustes que nunca virão para nós....
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VadeMekum em Seg 03 Dez 2018, 5:09 pm

    Aumento pra militares...faz-me rir.

    Já viram quanto ganham os milicos?

    Tem capitão da PM aqui de SP com quase 20 anos de casa que ganha menos q eu nem 10 anos de PJU tenho.

    Lembrando ainda que no nosso âmbito os 15% foram sobre a FOLHA, e pra eles foi apenas 15% sobre o que ganham, ex.: o milico ganhava 1.000, passou a ganhar 1.150,00
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Seg 03 Dez 2018, 8:20 pm

    Efetivo militar é muito grande, qualquer percentual de aumento é um rombo no orçamento, mas aguardemos os próximos capítulos.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin em Seg 03 Dez 2018, 8:55 pm

    Na minha visão, o problema da polícia é o formato militar. Não deveria existir PM, mas apenas civil. Quem se destacasse, trabalharia na investigação, os demais, na rua, trabalho ostensivo/preventivo.
    Infelizmente, nas PMs, os que mais ganham são os que menos fazem.


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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Seg 03 Dez 2018, 9:14 pm

    Galizezin escreveu:Na minha visão, o problema da polícia é o formato militar. Não deveria existir PM, mas apenas civil. Quem se destacasse, trabalharia na investigação, os demais, na rua, trabalho ostensivo/preventivo.
    Infelizmente, nas PMs, os que mais ganham são os que menos fazem.

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre em Ter 04 Dez 2018, 5:53 am

    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:Na minha visão, o problema da polícia é o formato militar. Não deveria existir PM, mas apenas civil. Quem se destacasse, trabalharia na investigação, os demais, na rua, trabalho ostensivo/preventivo.
    Infelizmente, nas PMs, os que mais ganham são os que menos fazem.

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
    E terceirizado no trabalho pesado, as vezes na rua...
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    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 6:34 am

    euvoltei escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!


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    Palestra recente de um alto escalão da SOF, de uma semana atrás, informando, basicamente, quando vai faltar, e como o orçamento foi "engolido"....


    Bem didático....e serve para sair do mundo da nossa imaginação para o mundo dos dados orçamentários e financeiros reais...


    Estive na semana orçamentária, peguei esta palestra, participei de algumas oficinas com servidores da SOF.
    O fato é que o dinheiro acabou. Se você pegar o percentual "ridículo" destinado ao que é discricionário, como eles observam, é basicamente contrato continuado: luz, telefone, terceirizados de limpeza e segurança etc.

    Resumidamente, não há caminho para a Administração Pública que não ficar menor. Sim, porque é praticamente inequívoco que não há mais espaço para aumento de arrecadação via majoração de carga.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 6:38 am

    servidor.tre escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:Na minha visão, o problema da polícia é o formato militar. Não deveria existir PM, mas apenas civil. Quem se destacasse, trabalharia na investigação, os demais, na rua, trabalho ostensivo/preventivo.
    Infelizmente, nas PMs, os que mais ganham são os que menos fazem.

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
    E terceirizado no trabalho pesado, as vezes na rua...
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    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Ter 04 Dez 2018, 7:01 am

    josebarbos escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:Quero ver de onde irão tirar dinheiro para dar tanto reajuste.
    Quando assumir, o governo Bolsonaro irá constatar que mal terá dinheiro para fechar a folha de pagamento, igual a maioria dos Estados...e olha que já estão indo governadores com o chapéu na mão!


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    Palestra recente de um alto escalão da SOF, de uma semana atrás, informando, basicamente, quando vai faltar, e como o orçamento foi "engolido"....


    Bem didático....e serve para sair do mundo da nossa imaginação para o mundo dos dados orçamentários e financeiros reais...


    Estive na semana orçamentária, peguei esta palestra, participei de algumas oficinas com servidores da SOF.
    O fato é que o dinheiro acabou. Se você pegar o percentual "ridículo" destinado ao que é discricionário, como eles observam, é basicamente contrato continuado: luz, telefone, terceirizados de limpeza e segurança etc.

    Resumidamente, não há caminho para a Administração Pública que não ficar menor. Sim, porque é praticamente inequívoco que não há mais espaço para aumento de arrecadação via majoração de carga.

    Pô eu estava lá, gostaria de tê-lo conhecido pessoalmente

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por jornalista em Ter 04 Dez 2018, 8:02 am

    josebarbos escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:Na minha visão, o problema da polícia é o formato militar. Não deveria existir PM, mas apenas civil. Quem se destacasse, trabalharia na investigação, os demais, na rua, trabalho ostensivo/preventivo.
    Infelizmente, nas PMs, os que mais ganham são os que menos fazem.

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
    E terceirizado no trabalho pesado, as vezes na rua...
    "Infelizmente, no PJU, os que mais ganham são os que menos fazem."

    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
    Existem alguns problemas aí. Se vc pegar Varas com dez mil processos tem que comparar com Varas de igual volume. Outra: mesmo em Varas de igual volume, há diferenças. Por exemplo, uma Vara cível ou criminal terá mais complexidade que uma previdenciário ou fiscal, em regra. Outra questão: na mesma Vara vc terá servidor com processos repetitivos e outro com uma ação de 60 volumes. Então a existência de um sistema que meça a produtividade terá que enfrentar todas as discrepâncias existentes entre Ramos, graus de jurisdição, Varas, especialidades, Secretarias. Gabinetes etc. Se não, vai acontecer como no caso das metas, em que se comparam realidades distintas (e ainda se premia por um diferente ganhar de outro). E como se pretende acabar com a estabilidade (nem vou citar eventuais perseguições), será o caos.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza em Ter 04 Dez 2018, 8:37 am

    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    euvoltei escreveu:

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
    E terceirizado no trabalho pesado, as vezes na rua...
    "Infelizmente, no PJU, os que mais ganham são os que menos fazem."

    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
    Existem alguns problemas aí. Se vc pegar Varas com dez mil processos tem que comparar com Varas de igual volume. Outra: mesmo em Varas de igual volume, há diferenças. Por exemplo, uma Vara cível ou criminal terá mais complexidade que uma previdenciário ou fiscal, em regra. Outra questão: na mesma Vara vc terá servidor com processos repetitivos e outro com uma ação de 60 volumes. Então a existência de um sistema que meça a produtividade terá que enfrentar todas as discrepâncias existentes entre Ramos, graus de jurisdição, Varas, especialidades, Secretarias. Gabinetes etc. Se não, vai acontecer como no caso das metas, em que se comparam realidades distintas (e ainda se premia por um diferente ganhar de outro). E como se pretende acabar com a estabilidade (nem vou citar eventuais perseguições), será o caos.

    Não é tão difícil mensurar. Você, mesmo sem ter estudado profundamente o tema, já apontou diversos pontos a serem considerados em eventual medição de produtividade. Basta incluir tais pontos num sistema que receba essa incumbência. E há outros pontos muito fáceis de serem avaliados como, por exemplo, o tempo que determinado computador fica ativo; proporção de tempo de acesso aos sistemas e sites corporativos, comparado ao tempo utilizado para acessar outros sites; produção de servidores em um mesmo setor etc.

    E isso pode ser feito sem necessariamente envolver "cobrança" ou "perseguição" individual. Uma falha que todo mundo percebe é que há muitos setores/unidades com excesso de pessoal (muitas vezes porque seus processos foram automatizados ou perderam importância), enquanto outros setores/unidades estão sobrecarregados de trabalho. Em 90% dos casos a situação permanece assim, e nos outros 10% a "solução" adotada é a nomeação de novos servidores para os setores/unidades sobrecarregados. Quando o problema se refere a setores, pouco se pratica o remanejamento de servidores (remoção interna). Em se tratando de unidades, sequer se cogita a remoção de ofício, indiscutivelmente mais barata que a contratação de novos servidores.

    Ou seja, a manutenção do status quo é sempre mais valorizada que a busca por mais eficiência/efetividade.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei em Ter 04 Dez 2018, 8:45 am

    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:
    servidor.tre escreveu:
    euvoltei escreveu:

    Tem servidor no PJU que passa 6 horas do dia sentando olhando pra telas de computador, digitando e mexendo no mouse...
    E terceirizado no trabalho pesado, as vezes na rua...
    "Infelizmente, no PJU, os que mais ganham são os que menos fazem."

    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
    Existem alguns problemas aí. Se vc pegar Varas com dez mil processos tem que comparar com Varas de igual volume. Outra: mesmo em Varas de igual volume, há diferenças. Por exemplo, uma Vara cível ou criminal terá mais complexidade que uma previdenciário ou fiscal, em regra. Outra questão: na mesma Vara vc terá servidor com processos repetitivos e outro com uma ação de 60 volumes. Então a existência de um sistema que meça a produtividade terá que enfrentar todas as discrepâncias existentes entre Ramos, graus de jurisdição, Varas, especialidades, Secretarias. Gabinetes etc. Se não, vai acontecer como no caso das metas, em que se comparam realidades distintas (e ainda se premia por um diferente ganhar de outro). E como se pretende acabar com a estabilidade (nem vou citar eventuais perseguições), será o caos.

    Não é bem assim...
    Há movimentos interessante aí, como secretarias unificadas..
    Contadoria pode estar um setor específico (como já acontece em muitos tribunais),
    Execução de mandados já estão na maioria em setor específico.
    Notificações/intimações podem estar em setor específico.
    Execução (bloqueios Bacen, Renajud, etc) podem estar em setor específico..

    ENFIM, basicamente só o assistente direto do juiz precisa estar subordinado diretamente ao juiz, os demais servidores, podem estar em setores específicos e executar somente aquele serviço....



    Agora, o modelo antigo, em que cada unidade tem que ter um pessoa específica subordinada ao togado, para fazer cada etapa do processo... aí não vai pra frente nunca não...
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por Solange4 em Ter 04 Dez 2018, 10:21 am

    Imoralidade
    O Senado vai aplicar a seus servidores já neste mês, inclusive para o 13.º salário, o novo teto remuneratório do funcionalismo público, estabelecido após vergonhoso arranjo entre Executivo e Judiciário

    O Estado de S.Paulo

    04 Dezembro 2018 | 03h00

    Como não há insulto ao qual não se possa adicionar a injúria, o Senado decidiu aplicar a seus servidores já neste mês, inclusive para o 13.º salário, o novo teto remuneratório do funcionalismo público. Estabelecido depois de vergonhoso arranjo entre os Poderes Executivo e Judiciário, o novo teto deveria valer somente a partir do ano que vem, mas a Mesa do Senado resolveu favorecer desde já os servidores que hoje acumulam vencimentos que superam o limite atual, de R$ 33,7 mil, e portanto estão sujeitos ao desconto do chamado “abate teto” – mecanismo que corta do salário tudo o que supera aquele limite.

    Com o novo teto, de R$ 39,2 mil, esses servidores receberão agora o que os ministros do Supremo Tribunal Federal, para os quais o aumento salarial se aplicava originalmente, só ganharão em 2019. Nem é o caso de discutir aqui se o impacto disso no Orçamento será grande ou pequeno; o que chama a atenção é que, ao comportamento deplorável dos sindicalistas de toga e à leniência do Executivo, soma-se o oportunismo do Legislativo, cuja ânsia de aumentar os contracheques criou um inusitado “efeito cascata invertido” – em que a consequência do aumento do teto do funcionalismo acontece antes mesmo de seu próprio fator gerador.

    Tal desfecho é condizente com todo o processo que resultou no aumento para os ministros do Supremo. O País testemunhou, impotente, a nata do Judiciário desfigurar a Constituição para obter o reajuste salarial que reivindicavam.

    Primeiro, por meio de uma liminar, o Supremo estendeu a concessão do auxílio-moradia para todos os magistrados e procuradores do País, mesmo para aqueles que possuem imóvel na cidade em que trabalham. Não faltaram ministros que se dispuseram a insultar a inteligência do contribuinte ao tentar justificar tamanha desfaçatez, quando já estava claro que o auxílio-moradia estava sendo de fato incorporado ao salário.

    A manobra ficou ainda mais explícita quando o Supremo, na negociação com os demais Poderes, ofereceu barganhar o fim do auxílio-moradia pela incorporação desse valor ao salário. Um verdadeiro quid pro quo, expressão latina para o famoso toma lá dá cá. Ou seja, o Supremo criou um problema para vender uma solução.

    E nada impede que isso possa voltar a ser feito no futuro, já que, como salientou o ministro Luiz Fux, autor da liminar que havia presenteado todos os magistrados do País com o auxílio-moradia, “a Constituição é um documento vivo, em constante processo de significação e ressignificação”. Ou seja, sempre que houver necessidade, o Supremo encontrará justificativas hermenêuticas para impor seus interesses corporativos, fazendo para isso a leitura constitucional que lhe aprouver.

    A decisão do Senado de aplicar desde já um aumento salarial que só deveria ser pago no ano que vem é a consequência lógica do pensamento segundo o qual o interesse do corpo de funcionários públicos estará sempre acima dos interesses dos contribuintes que o sustentam – sempre sob o argumento de que esses servidores estão a desempenhar papel crucial para o bom funcionamento do País e, por isso, merecem tratamento diferenciado em relação ao resto dos trabalhadores. Como a ilustrar esse ponto, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, argumentou que o reajuste serviria para “resgatar a dignidade da magistratura” e que, sem o aumento, “a magistratura para”. E o ministro perguntou: “Quem é que vai pôr as pessoas na cadeia? Eles vão se ‘auto-pôr’ na cadeia?”.

    Nem é preciso lembrar que os servidores públicos, com destaque para os do Judiciário, já são, na média, os trabalhadores mais bem pagos do País; tampouco é preciso recordar que tanto os juízes como os legisladores brasileiros estão entre os mais bem remunerados do mundo, com benefícios que não se encontram em nenhum outro lugar. O mais importante a salientar em tudo isso é a total incapacidade dessas corporações de entender a dura situação do País, com alto desemprego e contas públicas em frangalhos. O fato de que podem, numa canetada, atender a seus interesses trabalhistas não significa que devam fazê-lo.

    Fonte: O Estado de S. Paulo em 04/12/2018
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VadeMekum em Ter 04 Dez 2018, 10:33 am

    josebarbos escreveu:

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.

    Ocorre que os servidores "Horácios" (braços curtos) via de regra são apaniguados por seus chefes e/ou tem costas quentes. Por isso, para eles, o conceito de "eficiência" vai ser sempre 10. Se a tal Lei complementar for aprovada, vai dançar mesmo gente que rala, mas com cuja cara os "superiores" não vão. Fato.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por VadeMekum em Ter 04 Dez 2018, 11:23 am

    androsvilazza escreveu:

    E isso pode ser feito sem necessariamente envolver "cobrança" ou "perseguição" individual. Uma falha que todo mundo percebe é que há muitos setores/unidades com excesso de pessoal (muitas vezes porque seus processos foram automatizados ou perderam importância), enquanto outros setores/unidades estão sobrecarregados de trabalho. Em 90% dos casos a situação permanece assim, e nos outros 10% a "solução" adotada é a nomeação de novos servidores para os setores/unidades sobrecarregados. Quando o problema se refere a setores, pouco se pratica o remanejamento de servidores (remoção interna). Em se tratando de unidades, sequer se cogita a remoção de ofício, indiscutivelmente mais barata que a contratação de novos servidores.

    Ou seja, a manutenção do status quo é sempre mais valorizada que a busca por mais eficiência/efetividade.


    Meu caro, analiso que o buraco é bem mais embaixo.

    Para alterar esse cenário, é preciso mudar também a postura da Administração.

    Todo o mundo tá careca de saber que lugar sobrecarregado de trabalho e com pouco servidor tem o estigma de "castigo"e para lá mandam servidores que fizeram defecada, que brigaram com o chefe, que respodem PA, que são novatos e  "não podem escolher" etc.

    Diametralmente opostos, os lugares com bastante servidor e pouco trabalho são destinados aos peixinhos, aos que alegam que "já deram sua contribuição pra Justiça/Administração", fora outros "casos" não é conveniente comentar he he.

    Duvido muito que tal perspectiva mude a médio e longo prazo. Pra mim, vai continuar como está, e se a tal lei complementar for aprovada, quem estiver lotado em setor sobrecarregado de trampo sifu...tricou.

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    Re: Novo PCS

    Mensagem por jornalista em Ter 04 Dez 2018, 6:08 pm

    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:
    servidor.tre escreveu:

    Creio que todos os ramos têm seus "espertos".

    Fui militar e trabalhava como burro de carga (finais de semana, feriados,...) e tinha gente que não fazia nada mesmo, e o salário era o mesmo.

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
    Existem alguns problemas aí. Se vc pegar Varas com dez mil processos tem que comparar com Varas de igual volume. Outra: mesmo em Varas de igual volume, há diferenças. Por exemplo, uma Vara cível ou criminal terá mais complexidade que uma previdenciário ou fiscal, em regra. Outra questão: na mesma Vara vc terá servidor com processos repetitivos e outro com uma ação de 60 volumes. Então a existência de um sistema que meça a produtividade terá que enfrentar todas as discrepâncias existentes entre Ramos, graus de jurisdição, Varas, especialidades, Secretarias. Gabinetes etc. Se não, vai acontecer como no caso das metas, em que se comparam realidades distintas (e ainda se premia por um diferente ganhar de outro). E como se pretende acabar com a estabilidade (nem vou citar eventuais perseguições), será o caos.

    Não é bem assim...
    Há movimentos interessante aí, como secretarias unificadas..
    Contadoria pode estar um setor específico (como já acontece em muitos tribunais),
    Execução de mandados já estão na maioria em setor específico.
    Notificações/intimações podem estar em setor específico.
    Execução (bloqueios Bacen, Renajud, etc) podem estar em setor específico..

    ENFIM, basicamente só o assistente direto do juiz precisa estar subordinado diretamente ao juiz, os demais servidores, podem estar em setores específicos e executar somente aquele serviço....



    Agora, o modelo antigo, em que cada unidade tem que ter um pessoa específica subordinada ao togado, para fazer cada etapa do processo... aí não vai pra frente nunca não...
    Isso vale pra trabalho repetitivo e é bem fácil de resolver. O problema é quando o repetitivo não é. Vou dar um exemplo que ocorreu hoje. Processo fininho e pedido de extinção por litispendência. Sentença prontinha. Quando fui examinar, não era caso de litispendência. Aí o trabalho repetitivo deixa de existir. Vc tem que examinar o processo com calma, se não, sai bobagem. No automático é beleza mas quando as exceções ocorrem, é aí que o problema aparece. Agora imagine os processos complexos feitos em Secretaria. Sai da rotina. Não posso falar dos outros ramos. Na JF é assim.
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    Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos em Ter 04 Dez 2018, 9:40 pm

    euvoltei escreveu:
    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:

    Eu tenho a esperança de que nalgum dia os sistemas serão suficientemente eficientes para fornecer informações razoavelmente precisas sobre gestão de pessoas, e que permitirá identificar servidores com baixa produtividade, bem como comparar taxas de afastamentos normais e identificar eventuais fraudes.
    Existem alguns problemas aí. Se vc pegar Varas com dez mil processos tem que comparar com Varas de igual volume. Outra: mesmo em Varas de igual volume, há diferenças. Por exemplo, uma Vara cível ou criminal terá mais complexidade que uma previdenciário ou fiscal, em regra. Outra questão: na mesma Vara vc terá servidor com processos repetitivos e outro com uma ação de 60 volumes. Então a existência de um sistema que meça a produtividade terá que enfrentar todas as discrepâncias existentes entre Ramos, graus de jurisdição, Varas, especialidades, Secretarias. Gabinetes etc. Se não, vai acontecer como no caso das metas, em que se comparam realidades distintas (e ainda se premia por um diferente ganhar de outro). E como se pretende acabar com a estabilidade (nem vou citar eventuais perseguições), será o caos.

    Não é bem assim...
    Há movimentos interessante aí, como secretarias unificadas..
    Contadoria pode estar um setor específico (como já acontece em muitos tribunais),
    Execução de mandados já estão na maioria em setor específico.
    Notificações/intimações podem estar em setor específico.
    Execução (bloqueios Bacen, Renajud, etc) podem estar em setor específico..

    ENFIM, basicamente só o assistente direto do juiz precisa estar subordinado diretamente ao juiz, os demais servidores, podem estar em setores específicos e executar somente aquele serviço....

    Agora, o modelo antigo, em que cada unidade tem que ter um pessoa específica subordinada ao togado, para fazer cada etapa do processo... aí não vai pra frente nunca não...

    Não mesmo.
    Você pode separar o grosso do que é média/alta e baixa complexidade. Só esta racionalização já simplificaria muito.
    No que é baixa complexidade, a análise é número bruto.

    Nos demais, devidamente justificados, poderia ser criado um mecanismo semelhante aos pontos de função da TI. Racionalizar alguns atributos a partir da experiência passada: quanto tempo um caso semelhante, ou um conjunto de casos semelhantes demoraram para tramitar; quais são os principais gargalos e como eliminá-los; nível de especialização requerida e experiência do magistrado e analista; qualidade da instrução processual etc.

    Tem quase uma década que o TRF4 utiliza processo eletrônico com enorme sucesso, e muita instrução ainda nasce física. Tem muitos processos que são extremamente demorados e burocráticos, quando já poderiam ser simplificados. Qual o sentido de hoje pedir para expedir um alvará e não indicar uma conta para depósito?


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    Re: Novo PCS

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      Data/hora atual: Seg 17 Dez 2018, 10:00 am