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    DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Ter 16 Out 2018, 10:03 am

    Se o PG estava falando em recriar a CPMF...


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por androsvilazza em Ter 16 Out 2018, 10:25 am

    Galizezin escreveu:Se o PG estava falando em recriar a CPMF...

    Pois é, talvez aí as propostas se encaixem: Reduzir o Imposto de Renda, tendo como contrapartida a instituição de um Imposto sobre Movimentação Financeira.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 16 Out 2018, 11:18 am

    PCS-TRE escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Galizezin escreveu:Bolsonaro diz que irá propor ao congresso o fim da progressão de pena, além das "saidinhas".

    Mais um esquerdista incoerente: Roger Waters. Filho de comunistas, porém, desfruta do luxo dos capitalistas. Mora em mansão, anda de jatinho etc.

    Fim da progressão e dessas "saidinhas" seria ótimo!
    Quanto ao Waters, quis lacrar e se ferrou...

    Seria mais eficaz o criminoso receber uma sentença de 4 anos de cana dura ficar na cana dura mesmo esses 4 anos. Do que receber a sentença de 20 anos e não ficar preso nem 4.

    Ao Roger Waters, eu só digo umas coisinhas, a primeira: que ele não é cidadão brasileiro, portanto não votará; a segunda: o pessoal não pagou o ingresso para saber o que ele pensa do Bolsonaro, pagou para ouvir suas músicas e, por último: que a vaia recebida foi mais que merecida, pois ele desrespeitou os espectadores que votam em Bolsonaro , que  eram muitos, a considerar o volume da vaia.

    Teria de haver uma ampla reforma no código penal e no código de processo penal. Acabar com a progressão de pena seria benéfico para o país.
    Quanto ao Waters, é um ótimo músico é péssimo politico. É um defensor do socialismo que é milionário e só anda de jatinho....
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Ter 16 Out 2018, 9:31 pm

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Se o PG estava falando em recriar a CPMF...

    Pois é, talvez aí as propostas se encaixem: Reduzir o Imposto de Renda, tendo como contrapartida a instituição de um Imposto sobre Movimentação Financeira.

    O que eu quis dizer é que a teoria é uma coisa e a prática é outra. O PG andou conversando com o pessoal do orçamento. Deve estar bem por dentro das contas. Creio que ele soltou essa da CPMF depois que viu os números. Só que o Bolsonaro o desautorizou categoricamente dizendo que não haveria aumento de impostos. A grande verdade é que o povão está sem poder de compra. Quem sabe essa ideia de reduzir a arrecadação transferindo diretamente para o povo não resulte em aquecimento da economia? Acho até que ele foi inteligente, pois toda vez que o governo tentou desonerar foi em favor dos empresários, que embolsaram o dinheiro e nada repassaram aos funcionários.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Protocol em Qua 17 Out 2018, 2:01 am

    Li hoje na Folha algumas das propostas de um eventual governo Bolsonaro, anunciadas pelo deputado Onyx. Acredito que não haja similar no plano do Haddad, ao menos por ora.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas sobre a implementação de orçamento base zero para 2020.

    Em termos práticos é possível? Os benefícios compensam as dificuldades de elaboração?
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 17 Out 2018, 7:09 am

    Protocol escreveu:Li hoje na Folha algumas das propostas de um eventual governo Bolsonaro, anunciadas pelo deputado Onyx. Acredito que não haja similar no plano do Haddad, ao menos por ora.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas sobre a implementação de orçamento base zero para 2020.

    Em termos práticos é possível? Os benefícios compensam as dificuldades de elaboração?


    Complicado.

    Teria que revogar os Fundos Constitucionais e as vinculações da educação e saúde, fora os programas atrelados ao salário mínimo.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Qua 17 Out 2018, 8:32 am

    Em se tratando do executivo, acho bastante válida a proposta de orçamento base zero, já que é nesse poder que está concentrado o mau uso do dinheiro público.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Bastião em Qua 17 Out 2018, 9:46 am

    Mas o nosso poder não é nenhum exemplo. Quer ver as mordomias dos deuses...

    Ao menos o Executivo em tese tem um controle externo mais efetivo, pelo menos em tese...um dia quem sabe cheguemos lá.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Qua 17 Out 2018, 10:14 am

    Mordomia não é corrupção. Pode ser imoral, mas não ilegal. Quando o executivo der exemplo, quem sabe ele se replique. Michel Temer compra, com dinheiro público, sorvete haagen dazs. Dilma insistiu para que os contracheques dos servidores fossem publicados, no entanto vedou a publicação de seus gastos no cartão corporativo.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por androsvilazza em Qua 17 Out 2018, 11:17 am

    PCS-TRE escreveu:
    Protocol escreveu:Li hoje na Folha algumas das propostas de um eventual governo Bolsonaro, anunciadas pelo deputado Onyx. Acredito que não haja similar no plano do Haddad, ao menos por ora.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas sobre a implementação de orçamento base zero para 2020.

    Em termos práticos é possível? Os benefícios compensam as dificuldades de elaboração?


    Complicado.

    Teria que revogar os Fundos Constitucionais e as vinculações da educação e saúde, fora os programas atrelados ao salário mínimo.


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    Os benefícios compensariam, sim, qualquer esforço. O problema é a viabilidade política.

    Bem notado! O orçamento base zero é recomendado justamente para momentos como o atual, em que as despesas crescentes começam a comprimir a capacidade de investimento. Mas é óbvio que a oposição viria com o discurso de que "estão acabando com a saúde, segurança e educação", "a educação sempre teve garantido um percentual X do orçamento, mas esse governo zerou as verbas da educação para o próximo ano", ou qualquer bobagem do tipo.

    Isso sem falar nas próprias corporações de servidores públicos, que não fazem ideia de como lidar com esse tipo de orçamento. Basta ver a gritaria que houve (e ainda há) quando a PEC do teto foi aprovada. Disseram (e ainda dizem) que inviabilizaria a saúde e educação para os próximos 20 anos, etc. Ninguém sequer cogitou repensar prioridades, reformular planos de investimento, rever gastos e desperdícios, "fazer mais com menos", pressupostos básicos para o orçamento base zero.

    Não estou dizendo que seja impossível, a implementação seria até fácil. Todo mundo aqui tem um exemplo, na ponta da língua, de desperdício ou erro de prioridades (dinheiro mal gasto) no seu setor ou órgão. Basta ver, por exemplo, que a UFRJ priorizou captar verbas para a implementação da sua rádio FM, em vez de destinar para a reforma e manutenção do finado Museu Nacional.

    O problema com a ideia de um orçamento base zero é a disposição em comprar essa briga, a vontade de implementar, e as várias resistências que uma mudança desse porte teria de enfrentar. Mas definitivamente é uma ótima ideia.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 17 Out 2018, 12:40 pm

    androsvilazza escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Protocol escreveu:Li hoje na Folha algumas das propostas de um eventual governo Bolsonaro, anunciadas pelo deputado Onyx. Acredito que não haja similar no plano do Haddad, ao menos por ora.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas sobre a implementação de orçamento base zero para 2020.

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    Bem notado! O orçamento base zero é recomendado justamente para momentos como o atual, em que as despesas crescentes começam a comprimir a capacidade de investimento. Mas é óbvio que a oposição viria com o discurso de que "estão acabando com a saúde, segurança e educação", "a educação sempre teve garantido um percentual X do orçamento, mas esse governo zerou as verbas da educação para o próximo ano", ou qualquer bobagem do tipo.

    Isso sem falar nas próprias corporações de servidores públicos, que não fazem ideia de como lidar com esse tipo de orçamento. Basta ver a gritaria que houve (e ainda há) quando a PEC do teto foi aprovada. Disseram (e ainda dizem) que inviabilizaria a saúde e educação para os próximos 20 anos, etc. Ninguém sequer cogitou repensar prioridades, reformular planos de investimento, rever gastos e desperdícios, "fazer mais com menos", pressupostos básicos para o orçamento base zero.

    Não estou dizendo que seja impossível, a implementação seria até fácil. Todo mundo aqui tem um exemplo, na ponta da língua, de desperdício ou erro de prioridades (dinheiro mal gasto) no seu setor ou órgão. Basta ver, por exemplo, que a UFRJ priorizou captar verbas para a implementação da sua rádio FM, em vez de destinar para a reforma e manutenção do finado Museu Nacional.

    O problema com a ideia de um orçamento base zero é a disposição em comprar essa briga, a vontade de implementar, e as várias resistências que uma mudança desse porte teria de enfrentar. Mas definitivamente é uma ótima ideia.

    A promessa de rever o pacto federativo, reorganizar as competências e alocar os recursos de forma mais descentralizada só seria possível a partir da adoção dessa técnica orçamentária.

    Dar um reset no orçamento, como o próprio nome diz.

    A Constituição deveria ter feito isso em 88, pois era a inauguração de um novo ordenamento jurídico, hora de repensar as bases do Estado.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por androsvilazza em Qua 17 Out 2018, 1:04 pm

    PCS-TRE escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Protocol escreveu:Li hoje na Folha algumas das propostas de um eventual governo Bolsonaro, anunciadas pelo deputado Onyx. Acredito que não haja similar no plano do Haddad, ao menos por ora.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas sobre a implementação de orçamento base zero para 2020.

    Em termos práticos é possível? Os benefícios compensam as dificuldades de elaboração?


    Complicado.

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    Bem notado! O orçamento base zero é recomendado justamente para momentos como o atual, em que as despesas crescentes começam a comprimir a capacidade de investimento. Mas é óbvio que a oposição viria com o discurso de que "estão acabando com a saúde, segurança e educação", "a educação sempre teve garantido um percentual X do orçamento, mas esse governo zerou as verbas da educação para o próximo ano", ou qualquer bobagem do tipo.

    Isso sem falar nas próprias corporações de servidores públicos, que não fazem ideia de como lidar com esse tipo de orçamento. Basta ver a gritaria que houve (e ainda há) quando a PEC do teto foi aprovada. Disseram (e ainda dizem) que inviabilizaria a saúde e educação para os próximos 20 anos, etc. Ninguém sequer cogitou repensar prioridades, reformular planos de investimento, rever gastos e desperdícios, "fazer mais com menos", pressupostos básicos para o orçamento base zero.

    Não estou dizendo que seja impossível, a implementação seria até fácil. Todo mundo aqui tem um exemplo, na ponta da língua, de desperdício ou erro de prioridades (dinheiro mal gasto) no seu setor ou órgão. Basta ver, por exemplo, que a UFRJ priorizou captar verbas para a implementação da sua rádio FM, em vez de destinar para a reforma e manutenção do finado Museu Nacional.

    O problema com a ideia de um orçamento base zero é a disposição em comprar essa briga, a vontade de implementar, e as várias resistências que uma mudança desse porte teria de enfrentar. Mas definitivamente é uma ótima ideia.

    A promessa de rever o pacto federativo, reorganizar as competências e alocar os recursos de forma mais descentralizada só seria possível a partir da adoção dessa técnica orçamentária.

    Dar um reset no orçamento, como o próprio nome diz.

    A Constituição deveria ter feito isso em 88, pois era a inauguração de um novo ordenamento jurídico, hora de repensar as bases do Estado.

    Sim, a CF foi redigida ao modo "colcha de retalhos", muita matéria foi inserida sem necessidade em seu texto, solidificando ideias que ainda não tinham sido muito bem discutidas ou testadas e dificultando sobremaneira as alterações e modernizações posteriores.

    O "problema" agora é que, compreensivelmente, o povo não se interessa muito por política, economia ou gestão pública; só quer que o Governo entregue soluções. Ao mesmo tempo, "compra" narrativas com muita facilidade e aceita de bom grado promessas inviáveis, fomentando um campo fértil para o crescimento de políticos irresponsáveis e populistas. Uma reforma de Estado muito ampla dificilmente será levada adiante por políticos que estejam apenas preocupados com as próximas eleições. Nesse ponto, não sei até onde vai o ânimo do Bolsonaro, assim como dos parlamentares, em realizar reformas amplas e modernizantes que talvez tragam frutos apenas no longo prazo.

    Há dois tipos de políticos que são ideais para realizar grandes reformas: um é o político que tenha muito respaldo popular, que consiga convencer a população de que o caminho que está traçando é o mais adequado. O FHC teve uma fase assim, o Lula também. Talvez o Bolsonaro consiga se enquadrar nesse perfil, ainda é cedo pra saber. O outro tipo é o político kamikaze, que está prestes a se aposentar da política ou não se importa muito se vai ser reeleito ou não. O Temer se enquadrava nesse perfil e teria conseguido realizar mais se não tivesse se enfraquecido tanto com os escândalos de corrupção.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 17 Out 2018, 3:07 pm

    Eu acho que um bom caminho para as tão prometidas reformas seria primeiro desconstitucionalizar muita coisa e depois modificar tudo o que for necessário na legislação ordinária.

    Por exemplo, na previdência, poderia ter um dispositivo assim: "A lei definirá a idade mínima, o tempo de contribuição, as alíquotas incidentes sobre a remuneração base e os valores máximos e mínimos da aposentadoria, levando-se em conta a sustentabilidade atuarial do sistema."


    E o mesmo se daria nas reformas política, tributária e da Administração Pública. Colocar o máximo possível no âmbito da lei.

    E propor o máximo de projetos possível logo após a promulgação dessas ECs.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por josebarbos em Qua 17 Out 2018, 6:38 pm

    PCS-TRE escreveu:Eu acho que um bom caminho para as tão prometidas reformas seria primeiro desconstitucionalizar muita coisa e depois modificar tudo o que for necessário na legislação ordinária.

    Por exemplo, na previdência, poderia ter um dispositivo assim: "A lei definirá a idade mínima, o tempo de contribuição, as alíquotas incidentes sobre a remuneração base e os valores máximos e mínimos da aposentadoria, levando-se em conta a sustentabilidade atuarial do sistema."


    E o mesmo se daria nas reformas política, tributária e da Administração Pública. Colocar o máximo possível no âmbito da lei.

    E propor o máximo de projetos possível logo após a promulgação dessas ECs.

    Para ficar perfeito, tal como nos tributos, lei complementar. Algo difícil de aprovar, mas não quase impossível.
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    FENAJUFE OU FENAJUPT

    Mensagem por cavalo em Qui 18 Out 2018, 6:41 pm

    Afinal a FENAJUFE (ou FENAJUPT?) pronunciou-se sobre as considerações dos dois candidatos à presidência. Achei estranhas a colocações sobre o funcionalismo atribuídas ao Bolsonaro, que é militar e sabidamente pró-estatismo. Mas o pior é que perdem tempo com essas políticas e distorcem idéias, que não nos interessam profissionalmente, pois tudo só será detalhado quando algum deles for eleito. Lembram-se que o PT sempre teve nosso apoio, e depois Lula + Dilma nos fizeram de palhaços? Esse PCS de longuiiissimo prazo é arte do PT.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por jornalista em Qui 18 Out 2018, 7:11 pm

    cavalo escreveu:Afinal a FENAJUFE (ou FENAJUPT?) pronunciou-se sobre as considerações dos dois candidatos à presidência. Achei estranhas a colocações sobre o funcionalismo atribuídas ao Bolsonaro, que é militar e sabidamente pró-estatismo. Mas o pior é que perdem tempo com essas políticas e distorcem idéias, que não nos interessam profissionalmente, pois tudo só será detalhado quando algum deles for eleito. Lembram-se que o PT sempre teve nosso apoio, e depois Lula + Dilma nos fizeram de palhaços? Esse PCS de longuiiissimo prazo é arte do PT.
    Só se for indiretamente pq Dilma vetou. Quem sancionou foi Temer.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por jotajota em Sex 19 Out 2018, 8:53 am

    a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por euvoltei em Sex 19 Out 2018, 9:02 am

    jotajota escreveu:a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.

    Então, a lógica é votar em quem dá a perspectiva de menor inflação, pois, inflação zero, significa manutenção do poder compra, e Inflação alta, significa derretimento do valor da moeda.


    Qual dos dois candidatos aponta mais confiança do mercado(que é ao fim e ao cabo, quem dita os rumos econômicos do país e do mundo)?
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Sex 19 Out 2018, 9:03 am

    jotajota escreveu:a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.

    Se a EC 95 não cair, com certeza isso já estava líquido e certo.
    Não vi Bolsonaro dizer que irá revogá-la. Pelo contrário, ele votou favorável a ela.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por euvoltei em Sex 19 Out 2018, 11:21 am

    Galizezin escreveu:
    jotajota escreveu:a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.

    Se a EC 95 não cair, com certeza isso já estava líquido e certo.
    Não vi Bolsonaro dizer que irá revogá-la. Pelo contrário, ele votou favorável a ela.

    Fora o Paulo Guedes, né, que reza na cartilha do liberalismo econômico que é: Controlar a despesa, passar credibilidade, derrubar juros (tirando dinheiro do mercado financeiro em direção aos investimentos), pagar passivo das dívidas....

    Enfim, o Bolsonaro aparenta racionalmente a ser o melhor pra quem já é servidor público..... pois segurando a inflação, segura o poder de compra, dispensa em partes a necessidade de outros PCS...

    O Haddad, o contrário, proposta clara é revogar a EC 95, o gasto aumenta (provavelmente não será com nós), a inflação derrete o nosso poder compra, e ficamos na necessidade de um PCS para pelo manter o poder de compra, viveremos novamente a novela: "Não é reajuste, é recomposição!!!!"...
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Solange4 em Sex 19 Out 2018, 2:41 pm

    Notícias :: Bolsonaro e Haddad têm propostas antagônicas para direitos humanos
    Candidato do PSL quer liberar armas; petista defende o controle
    Publicado em 19/10/2018 - 08:36 Por Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil Brasília

    Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) que disputam, no próximo dia 28, o segundo turno das eleições presidenciais deste ano, defendem diferentes pontos de vista sobre direitos humanos. Apesar de os dois citarem a garantia de direitos e igualdade, as propostas que tratam do tema segurança são distintas.

    Bolsonaro quer acabar com a progressão de pena e as saídas temporárias de detentos, reduzir a maioridade penal para 16 anos e reformular o Estatuto do Desarmamento “para garantir o direito do cidadão à legítima defesa”.Haddad propõe um maior controle de armas e munições e a redução da população carcerária reservando presídios apenas para crimes violentos. Ele também defende uma revisão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

    O capitão da reserva afirma que todos os direitos serão respeitados e ninguém será perseguido e promete “enxugar” a estrutura administrativa em Brasília. Enquanto Haddad, que exalta a necessidade de garantir os avanços sociais, aposta na recriação, com status de ministério, de pastas direcionadas a mulheres e à população negra.

    Bolsonaro
    Conclamando um país de todos “brasileiros natos ou de coração”, Bolsonaro destaca em seu programa de governo a diversidade de opiniões, cores e orientações que caracterizam o Brasil e defende a liberdade de escolhas “desde que não interfiram em aspectos essenciais da vida do próximo”. Segundo ele, essa liberdade deve alcançar escolhas afetivas, políticas, econômicas ou espirituais e acrescenta que uma nação mais fraterna e com menos excluídos é mais forte.

    “Qualquer forma de diferenciação entre os brasileiros não será admitida. Todo cidadão terá seus direitos preservados”, afirma, lembrando que para gozar dos plenos direitos é preciso obedecer leis e cumprir deveres. Para Bolsonaro, qualquer pessoa no território nacional, mesmo não sendo cidadã brasileira, tem direitos inalienáveis como ser humano.

    “Somos defensores da liberdade de opinião, informação, imprensa, internet, política e religiosa”, destaca, acrescentando o repúdio a qualquer regulação ou controle social da mídia e exaltando a liberdade como “o caminho da prosperidade". "Ninguém será perseguido, todos terão seus direitos respeitados”.

    Bolsonaro afirma que, se eleito, a política de direitos humanos será redirecionada com prioridade para a defesa das vítimas da violência. É neste aspecto que defende a reforma do Estatuto do Desarmamento e o direito de as pessoas terem armas para usar em “legítima defesa”. Segundo ele, em países onde há liberação desse recurso, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha e Canadá, o índice de homicídios por armas de fogo é menor que no Brasil, enquanto a Venezuela, “que aumentou a restrição às armas da população civil, está com o dobro de homicídios do Brasil: quase 60 por 100 mil”.

    O candidato mantém o posicionamento defendido desde que ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados com relação à maioridade penal. Ele acredita que, a partir dos 16 anos, a pessoa tem plena consciência do que faz e a redução da idade mínima protege a sociedade. Diferentemente do adversário, o capitão da reserva também é contrário à progressão de penas que reduz o tempo de prisão de criminosos com bom comportamento e as saídas temporárias concedidas a alguns presos do regime semi-aberto em datas especiais.

    Haddad
    Fernando Haddad promete que “não deixará ninguém para trás”. No programa de governo, ele afirma que, se eleito, seu governo implementará políticas voltadas para todos os segmentos sociais. Destacando negros, mulheres, povos indígenas e quilombolas como a parcela da população mais marginalizada, o petista quer recriar, com status de ministério, as pastas de Direitos Humanos (hoje existente), políticas para as mulheres e promoção da igualdade racial. Haddad defende que a busca da igualdade balize todas as políticas econômicas, sociais e culturais.

    Haddad detalha medidas focadas nas mulheres e na população LGTBI+. Para as mulheres, ele defende igualdade de oportunidades de trabalho e isonomia salarial e garante que, se escolhido pelos brasileiros, vai aumentar a presença das mulheres e de negras e negros em todas as instâncias governamentais.

    Para pessoas com deficiência, ele propõe a retomada do Plano Viver Sem Limites, com atendimento integral para essas pessoas. Em relação ao público LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo), o presidenciável concentra as promessas em ações de combate à violência e criminalização da LGBTfobia. O candidato promete instituir uma Rede de Enfrentamento à Violência contra LGBTI+, investir na saúde integral dessa população e implementar programas e ações de educação para a diversidade, enfrentamento ao bullying e reversão da evasão escolar. Haddad afirma que, se eleito, vai criar o Programa Transcidadania, a fim de garantir bolsa de estudo a travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade para que possam concluir o ensino fundamental e médio.

    Na direção oposta a Bolsonaro, Fernando Haddad reforça que o controle de armas e munições, aliado ao investimento em inteligência, pode ajudar a reduzir o número de homicídios no país, que aumenta ano a ano, vitimando principalmente jovens, negros e moradores de periferias. A prioridade da política de segurança em sua proposta é a redução de mortes violentas por meio de ações que fariam parte de uma reformulação do Plano Nacional de Redução de Homicídios.

    Se eleito, ele pretende buscar uma reforma da legislação criminal e penitenciária para enfrentar “o encarceramento em massa, sobretudo o da juventude negra e da periferia, diminuindo a pressão sobre o sistema carcerário, trazendo ganhos globais de economia de recursos”. Com isso, segundo Haddad, as polícias Civil e Militar se concentrarão na repressão a crimes violentos e no combate às organizações criminosas.

    Edição: Lílian Beraldo e Carolina Pimentel

    Fonte: Agência Brasil em 19/10/2018
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por josebarbos em Sex 19 Out 2018, 5:59 pm

    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:
    jotajota escreveu:a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.

    Se a EC 95 não cair, com certeza isso já estava líquido e certo.
    Não vi Bolsonaro dizer que irá revogá-la. Pelo contrário, ele votou favorável a ela.

    Fora o Paulo Guedes, né, que reza na cartilha do liberalismo econômico que é: Controlar a despesa, passar credibilidade, derrubar juros (tirando dinheiro do mercado financeiro em direção aos investimentos), pagar passivo das dívidas....

    Enfim, o Bolsonaro aparenta racionalmente a ser o melhor pra quem já é servidor público..... pois segurando a inflação, segura o poder de compra, dispensa em partes a necessidade de outros PCS...

    O Haddad, o contrário, proposta clara é revogar a EC 95, o gasto aumenta (provavelmente não será com nós), a inflação derrete o nosso poder compra, e ficamos na necessidade de um PCS para pelo manter o poder de compra, viveremos novamente a novela: "Não é reajuste, é recomposição!!!!"...

    Como é em qualquer país.

    Um dos maiores defeitos do país é esta maldita indexação e revisão constante de preços e contratos, que resulta numa inflação constante.

    Não é uma economia saudável algo onde tantos ganhem o mínimo e que já esperem que "seu PCS" seja o aumento de janeiro. Não existe incentivo à produtividade, à capacitação, ao merecimento. Paga-se o piso, e ponto final.
    Da mesma forma, a nossa economia é teimosa em indexar os valores aos salários, onerando o patrão que paga mais. É um freio danado à geração de emprego E aumento de renda.

    Sem estes, que são igualmente importantes (nas últimas duas décadas focou-se muito em geração de emprego, quando já havia sinais de que havia fechamento de postos mais caros, principalmente na indústria), não há crescimento econômico real.

    Se pudesse, abriria mão de inflação e PCS's seriam uma luta de anos, quiçá décadas. Não por coincidência, é assim que funciona em muitos dos países europeus mais ricos. Para mudar uma tabela, tem que se haver um grande acordo de competências. Qualquer coisa diferente disto, no final das contas, é nivelar por baixo.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por jornalista em Sex 19 Out 2018, 6:54 pm

    josebarbos escreveu:
    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:
    jotajota escreveu:a situação do país está tão crítica que me faz acreditar que nossos salários ficarão congelados por um longo período, independente de quem ganhe.

    Se a EC 95 não cair, com certeza isso já estava líquido e certo.
    Não vi Bolsonaro dizer que irá revogá-la. Pelo contrário, ele votou favorável a ela.

    Fora o Paulo Guedes, né, que reza na cartilha do liberalismo econômico que é: Controlar a despesa, passar credibilidade, derrubar juros (tirando dinheiro do mercado financeiro em direção aos investimentos), pagar passivo das dívidas....

    Enfim, o Bolsonaro aparenta racionalmente a ser o melhor pra quem já é servidor público..... pois segurando a inflação, segura o poder de compra, dispensa em partes a necessidade de outros PCS...

    O Haddad, o contrário, proposta clara é revogar a EC 95, o gasto aumenta (provavelmente não será com nós), a inflação derrete o nosso poder compra, e ficamos na necessidade de um PCS para pelo manter o poder de compra, viveremos novamente a novela: "Não é reajuste, é recomposição!!!!"...

    Como é em qualquer país.

    Um dos maiores defeitos do país é esta maldita indexação e revisão constante de preços e contratos, que resulta numa inflação constante.

    Não é uma economia saudável algo onde tantos ganhem o mínimo e que já esperem que "seu PCS" seja o aumento de janeiro. Não existe incentivo à produtividade, à capacitação, ao merecimento. Paga-se o piso, e ponto final.
    Da mesma forma, a nossa economia é teimosa em indexar os valores aos salários, onerando o patrão que paga mais. É um freio danado à geração de emprego E aumento de renda.

    Sem estes, que são igualmente importantes (nas últimas duas décadas focou-se muito em geração de emprego, quando já havia sinais de que havia fechamento de postos mais caros, principalmente na indústria), não há crescimento econômico real.

    Se pudesse, abriria mão de inflação e PCS's seriam uma luta de anos, quiçá décadas. Não por coincidência, é assim que funciona em muitos dos países europeus mais ricos. Para mudar uma tabela, tem que se haver um grande acordo de competências. Qualquer coisa diferente disto, no final das contas, é nivelar por baixo.
    Interessante isso José Barbosa. Eu que tenho pesquisado sobre países para imigração, vi que no Paraguai o salário mínimo de 2000 reais é digno para uma pessoa. E é um país que tem como foco a liberdade de iniciativa, tanto que várias empresas brasileiras estão fugindo pra lá, gerando muito emprego.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por josebarbos em Sex 19 Out 2018, 7:11 pm

    jornalista escreveu:
    Interessante isso José Barbosa. Eu que tenho pesquisado sobre países para imigração, vi que no Paraguai o salário mínimo de 2000 reais é digno para uma pessoa. E é um país que tem como foco a liberdade de iniciativa, tanto que várias empresas brasileiras estão fugindo pra lá, gerando muito emprego.

    Paraguai é um caso interessantíssimo que mudou radicalmente minha vida rumo ao modelo liberal. Já gostava, mas depois de lá, virou um outro patamar, exatamente porque os problemas são semelhantes a uma boa parcela do país, mais pobre.

    Há dez anos, quando dizia isto, era uma piada.
    Hoje, alguém já faz uma pesquisa.
    Daqui a uma década, ou duas, no máximo, muito provavelmente já tratarão o comércio com o Brasil de outra forma do que há hoje.

    Uma coisa muito curiosa é que o salário mínimo é muito mais alto que o do Brasil, mas não funciona. Não sei como está hoje: na época que morei na fronteira, era comum ganhar entre 1/3 e a metade como salário fixo, e o restante vinha de comissões, horas extras etc. Lá a negociação é bastante livre.
    Muito diferente do que acontece no Brasil, você vai a uma loja e é muito bem tratado. Não há CDC, mas as lojas boas e sérias, que vendem muito, não te dão a menor dor de cabeça para realizar uma troca.

    Mas lá o custo dos produtos é absurdamente mais baixo. Até hoje tenho saudades dos meus packs de Tecate que comprava 12 cervejas e ganhava um copo por 15 reais. Os produtos lá são tributados pelo IVA, você faz a compra por um valor e ele é acrescido à nota, no final da compra. Aqui, no Brasil, não por acaso colocaram só um valor estimado, e em letras bem miúdas. Se fosse esta metodologia, o que ia ter de gente devolvendo compras não é brincadeira.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Sex 19 Out 2018, 10:31 pm

    josebarbos escreveu: Como é em qualquer país.

    Um dos maiores defeitos do país é esta maldita indexação e revisão constante de preços e contratos, que resulta numa inflação constante.

    Não é uma economia saudável algo onde tantos ganhem o mínimo e que já esperem que "seu PCS" seja o aumento de janeiro. Não existe incentivo à produtividade, à capacitação, ao merecimento. Paga-se o piso, e ponto final.
    Da mesma forma, a nossa economia é teimosa em indexar os valores aos salários, onerando o patrão que paga mais. É um freio danado à geração de emprego E aumento de renda.

    Sem estes, que são igualmente importantes (nas últimas duas décadas focou-se muito em geração de emprego, quando já havia sinais de que havia fechamento de postos mais caros, principalmente na indústria), não há crescimento econômico real.

    Se pudesse, abriria mão de inflação e PCS's seriam uma luta de anos, quiçá décadas. Não por coincidência, é assim que funciona em muitos dos países europeus mais ricos. Para mudar uma tabela, tem que se haver um grande acordo de competências. Qualquer coisa diferente disto, no final das contas, é nivelar por baixo.

    O que percebo é que os primeiros a indexarem seus preços são as instituições públicas. Todo início de ano é sagrado aumento de IPTU, IPVA, colega de lixo, água, luz, e a gasolina é todo santo dia.
    O exemplo tem que vir de cima. Governo não gosta de repor inflação para seus servidores, contudo adora indexar seus preços.


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por josebarbos em Sex 19 Out 2018, 10:57 pm

    Galizezin escreveu:

    O que percebo é que os primeiros a indexarem seus preços são as instituições públicas. Todo início de ano é sagrado aumento de IPTU, IPVA, colega de lixo, água, luz, e a gasolina é todo santo dia.
    O exemplo tem que vir de cima. Governo não gosta de repor inflação para seus servidores, contudo adora indexar seus preços.

    Exato.
    O empresário, até porque depende do mercado, só repassa em último caso, especialmente em momentos de crise como o atual.

    A simples "reposição inflacionária" é exceção para uma série de reajustes de preços públicos e até de tributos. Ainda que mero ato formal, não poderia ser assim. O legislativo, para conceder este tipo de reajuste, que onera o contribuinte, deveria se pronunciar.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por jotajota em Sab 20 Out 2018, 6:12 pm

    Olha, acho que só dá pra discutir aqui o plano de governo do Bolsonaro... O Lula, digo, Haddad, muda o plano de governo todo dia! Se bobear daqui a pouco copia o plano do Bolsonaro e diz que é dele!
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Out 2018, 9:10 am

    Falar é fácil, cumprir é outra história. Parece que a tal redução do IR ficará só no papel, considerando que pretendem extinguir as deduções PF.

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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 24 Out 2018, 9:20 am

    Galizezin escreveu:Falar é fácil, cumprir é outra história. Parece que a tal redução do IR ficará só no papel, considerando que pretendem extinguir as deduções PF.

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    A realização de um debate realmente sério serviria para explicar melhor essas coisas.
    Pelo menos era o que todos desejavam.
    Mas a realidade era que o debate ia se resumir a homofobia, negros, mulheres, homossexuais, 1964, nazismo e fascismo, de um lado e Lula, Dirceu, mensalão e petrolão do outro e acusação de fake news de ambos os lados.
    Seria dito muito pouco que se aproveitasse sobre as propostas e a viabilidade de realizá-las. Por dois motivos: 1 - é que as propostas são poucas; 2 - que seriam apresentadas de forma muito evasiva para não comprometer muito os candidatos.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Out 2018, 11:15 am

    Propostas de Bolsonaro e Haddad para o serviço público. Bolsonaro, adoção do OBZ?

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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Solange4 em Qua 24 Out 2018, 11:37 am

    De forma breve, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trataram de questões que envolvem o serviço público e seus funcionários nos planos de governo que servem como base para uma futura gestão pelos próximos quatro anos.

    No caso de Bolsonaro, críticas são feitas à “multiplicação de cargos, benefícios e transferências”, o que, segundo o candidato, resultou em um “setor público lento, aparelhado, ineficiente e repleto de desperdícios”. Haddad, por sua vez, ao citar o serviço público, critica a “terceirização irrestrita” e o “acúmulo de privilégios” por parte do Judiciário, e reforça a necessidade de qualificar a política de “recursos humanos” da administração.



    Jair Bolsonaro (PSL)

    O candidato promete adotar uma "gestão pública moderna, baseado em técnicas como o 'Orçamento Base Zero'", além do corte de privilégios — sem citar quais e a quem eles são concedidos. O Orçamento Base Zero (OBZ) é comumente utilizado por empresas que, ao elaborarem previsões orçamentárias, retiram do estudo os exercícios anteriores.


    Fernando Haddad (PT)

    Haddad destaca a necessidade de “profissionalização e valorização do serviço público”. De início, ele propõe a adoção de uma “política de recursos humanos” que considere as etapas de seleção, capacitação, alocação, remuneração, progressão e aposentadoria. O resultado da política será a oferta de um serviço público mais ágil e correto.

    Haddad cita, também, a necessidade de “qualificar” os concursos públicos — sem destrinchar seu sentido —, além de conter a privatização e a precarização na oferta do serviço público. O candidato ataca a política de “terceirização irrestrita”.

    Em outro trecho de seu plano, Haddad cita especificamente o “acúmulo de privilégios inadequados”, em especial por parte do Poder Judiciário. Ele prega, entre outras medidas, o fim do auxílio-moradia para os agentes públicos e a redução do período de férias de 60 para 30 dias para todas as carreiras que têm o privilégio. Haddad lembra, também, da necessidade de regular a aplicação do teto salarial no funcionalismo público.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por josebarbos em Qua 24 Out 2018, 7:06 pm

    PCS-TRE escreveu:
    Galizezin escreveu:Falar é fácil, cumprir é outra história. Parece que a tal redução do IR ficará só no papel, considerando que pretendem extinguir as deduções PF.

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    A realização de um debate realmente sério serviria para explicar melhor essas coisas.
    Pelo menos era o que todos desejavam.
    Mas a realidade era que o debate ia se resumir a homofobia, negros, mulheres, homossexuais, 1964, nazismo e fascismo, de um lado e Lula, Dirceu, mensalão e petrolão do outro e acusação de fake news de ambos os lados.
    Seria dito muito pouco que se aproveitasse sobre as propostas e a viabilidade de realizá-las. Por dois motivos: 1 - é que as propostas são poucas; 2 - que seriam apresentadas de forma muito evasiva para não comprometer muito os candidatos.

    É bem isto: vamos passar a discutir temas que importam.
    Prefiro um IR simplificado, que dá um resultado imediato, a ficar no atual modelo, complexo, e que todo ano pago a mais do que deveria para buscar uma restituição que vem com uma correção pífia e, junto a ela, todo o trabalho de se comprovar despesas e, principalmente, saber que muita gente frauda na cara dura.

    No final das contas, se eu pagar um pouco a mais, mas ter um sistema muito mais simples e justo, acho muito melhor do que o que temos agora. Até porque graças à efetiva progressividade da medida, vai pagar mais quem receber mais.

    Outra coisa: mesmo fora do aspecto legal, há muita dedução que é questionável. O exemplo clássico são as cirurgias plásticas.

    Se for para simplificar, haverá uma discussão na sociedade e, do meu ponto de vista, apenas despesas previdenciárias (previdência obrigatória ou fechada) devem ser dedutíveis. Mas, SE for para manter outros tipos de deduções, que elas sejam proporcionais ao que efetivamente se gasta.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qua 24 Out 2018, 7:16 pm

    Sendo feito dessa maneira: renda até certa quantia, não se paga nada e a partir daí paga-se tantos por cento no que ultrapassar essa renda, sem deduções outras, seria ótimo. Para os cidadãos que tem retenção na fonte, não precisaria do tal ajuste. No contracheque já estaria o valor definitivo da mordida.
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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Out 2018, 10:11 pm

    josebarbos escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Galizezin escreveu:Falar é fácil, cumprir é outra história. Parece que a tal redução do IR ficará só no papel, considerando que pretendem extinguir as deduções PF.

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    A realização de um debate realmente sério serviria para explicar melhor essas coisas.
    Pelo menos era o que todos desejavam.
    Mas a realidade era que o debate ia se resumir a homofobia, negros, mulheres, homossexuais, 1964, nazismo e fascismo, de um lado e Lula, Dirceu, mensalão e petrolão do outro e acusação de fake news de ambos os lados.
    Seria dito muito pouco que se aproveitasse sobre as propostas e a viabilidade de realizá-las. Por dois motivos: 1 - é que as propostas são poucas; 2 - que seriam apresentadas de forma muito evasiva para não comprometer muito os candidatos.

    É bem isto: vamos passar a discutir temas que importam.
    Prefiro um IR simplificado, que dá um resultado imediato, a ficar no atual modelo, complexo, e que todo ano pago a mais do que deveria para buscar uma restituição que vem com uma correção pífia e, junto a ela, todo o trabalho de se comprovar despesas e, principalmente, saber que muita gente frauda na cara dura.

    No final das contas, se eu pagar um pouco a mais, mas ter um sistema muito mais simples e justo, acho muito melhor do que o que temos agora. Até porque graças à efetiva progressividade da medida, vai pagar mais quem receber mais.

    Outra coisa: mesmo fora do aspecto legal, há muita dedução que é questionável. O exemplo clássico são as cirurgias plásticas.

    Se for para simplificar, haverá uma discussão na sociedade e, do meu ponto de vista, apenas despesas previdenciárias (previdência obrigatória ou fechada) devem ser dedutíveis. Mas, SE for para manter outros tipos de deduções, que elas sejam proporcionais ao que efetivamente se gasta.

    Zé, como é que existe progressividade na proposta do Bolsonaro com uma alíquota apenas (20%)?


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    Re: DISCUSSÃO DE PROSPOSTAS - Haddad vs Bolsonaro

    Mensagem por PCS-TRE em Qui 25 Out 2018, 7:48 am

    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Galizezin escreveu:Falar é fácil, cumprir é outra história. Parece que a tal redução do IR ficará só no papel, considerando que pretendem extinguir as deduções PF.

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    A realização de um debate realmente sério serviria para explicar melhor essas coisas.
    Pelo menos era o que todos desejavam.
    Mas a realidade era que o debate ia se resumir a homofobia, negros, mulheres, homossexuais, 1964, nazismo e fascismo, de um lado e Lula, Dirceu, mensalão e petrolão do outro e acusação de fake news de ambos os lados.
    Seria dito muito pouco que se aproveitasse sobre as propostas e a viabilidade de realizá-las. Por dois motivos: 1 - é que as propostas são poucas; 2 - que seriam apresentadas de forma muito evasiva para não comprometer muito os candidatos.

    É bem isto: vamos passar a discutir temas que importam.
    Prefiro um IR simplificado, que dá um resultado imediato, a ficar no atual modelo, complexo, e que todo ano pago a mais do que deveria para buscar uma restituição que vem com uma correção pífia e, junto a ela, todo o trabalho de se comprovar despesas e, principalmente, saber que muita gente frauda na cara dura.

    No final das contas, se eu pagar um pouco a mais, mas ter um sistema muito mais simples e justo, acho muito melhor do que o que temos agora. Até porque graças à efetiva progressividade da medida, vai pagar mais quem receber mais.

    Outra coisa: mesmo fora do aspecto legal, há muita dedução que é questionável. O exemplo clássico são as cirurgias plásticas.

    Se for para simplificar, haverá uma discussão na sociedade e, do meu ponto de vista, apenas despesas previdenciárias (previdência obrigatória ou fechada) devem ser dedutíveis. Mas, SE for para manter outros tipos de deduções, que elas sejam proporcionais ao que efetivamente se gasta.

    Zé, como é que existe progressividade na proposta do Bolsonaro com uma alíquota apenas (20%)?

    Penso que não existe a progressividade nessa proposta, porém existe a exclusão de uma boa parcela da base contributiva.
    Isso seria fácil resolver.
    Era só colocar 20% até 10.000, 25% até 20.000 e 30% mais de 20.000. Pouca gente, quase ninguém, pagaria nas duas últimas faixas.

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