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    Reforma da Previdência (versão 2019)

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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 6 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Mar 2019, 11:13 am

    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.

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    Taí um resuminho bom de fontes que se você ler e compreender, depois te passo um sobre a previdência em países e porque tenho um país como o mais próximo do viável e possível econômica e politicamente.

    Uma dica: coloco alguma coisa de Estados porque acho interessante no sentido de que eles antecipam alguns dos potenciais problemas que teremos nas nossas contas públicas. É quase como viajar no tempo.

    E obviamente, nada de depois de ler tudo isto vir culpar o governo pelo crescimento do déficit por causa da soma regime de previdência complementar + poucas nomeações.

    não adianta postar slides de conferências, constando resuminho superficial com valores genéricos da situação de estados, municípios, df e união em um determinado ano. isso é apenas um resumo de alguém que prega a reforma. o que eu pedi é a prova de que o RPPS da união NUNCA foi superavitário. cadê, estou esperando.

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    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing
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    Mensagem por tre-rj em Sex 01 Mar 2019, 11:31 am

    Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo, que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:

    Agora me animei rsrs
    Achei que esse ponto da idade já estava fechado

    esse ponto era a "cabra" na sala das mulheres. kkk

    kkk
    O fato é que para os homens que previam se aposentar aos 60 anos, terão que contribuir mais 5 anos e para as mulheres essa diferença ficou de 7 anos (em relação a regra atual).
    Eu realmente acredito na necessidade da reforma, mas não tenho como negar que fiquei feliz com a possibilidade de me aposentar aos 60 e não 62.
    Eu leio muito comentário de homens que a mulher vive mais e portanto não deveria se aposentar antes, citam até as feministas e os direitos iguais (rs). Na minha experiência o que ocorre com as mulheres é que quando elas tem filhos pequenos são demitidas e tem dificuldade em arrumar outro emprego. (creio que isso justifica o menor tempo de contribuição exigido).


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.
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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 6 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Sex 01 Mar 2019, 11:32 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.

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    Uma dica: coloco alguma coisa de Estados porque acho interessante no sentido de que eles antecipam alguns dos potenciais problemas que teremos nas nossas contas públicas. É quase como viajar no tempo.

    E obviamente, nada de depois de ler tudo isto vir culpar o governo pelo crescimento do déficit por causa da soma regime de previdência complementar + poucas nomeações.

    não adianta postar slides de conferências, constando resuminho superficial com valores genéricos da situação de estados, municípios, df e união em um determinado ano. isso é apenas um resumo de alguém que prega a reforma. o que eu pedi é a prova de que o RPPS da união NUNCA foi superavitário. cadê, estou esperando.

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    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing

    Estava conversando justamente sobre isso com um colega aqui da VT, que decidiu aderir.

    É praticamente uma discussão religiosa.

    Eu decidi parar de falar sobre o tema com os meus colegas aqui (cerca de 70 no prédio).

    Espero, realmente, que eles não quebrem a cara ficando no regime atual, pois são pessoas muito boas.

    Mas que não querem arriscar indo para o Funpresp.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Sex 01 Mar 2019, 11:33 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:
    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.

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    Uma dica: coloco alguma coisa de Estados porque acho interessante no sentido de que eles antecipam alguns dos potenciais problemas que teremos nas nossas contas públicas. É quase como viajar no tempo.

    E obviamente, nada de depois de ler tudo isto vir culpar o governo pelo crescimento do déficit por causa da soma regime de previdência complementar + poucas nomeações.

    não adianta postar slides de conferências, constando resuminho superficial com valores genéricos da situação de estados, municípios, df e união em um determinado ano. isso é apenas um resumo de alguém que prega a reforma. o que eu pedi é a prova de que o RPPS da união NUNCA foi superavitário. cadê, estou esperando.

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    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing

    Pois é, estranho. Se recusam a ler os dados oficiais, mas acreditam em qualquer texto mentiroso postado por qualquer associação, sindicato ou esquerdista de carteirinha. E ainda replicam a mentira!
    Tenho impressão que o cunho ideológico se sobrepõe sobre a razão e lógica nestas pessoas.
    O fato é: a previdência está quebrada e entrará em colapso se não for reformada. As propostas esquerdistas, TODAS, apresentam soluções venezuelanas bolivarianas que agravarão ainda mais a recessão econômica. O Haddad/Lula queria queimar as reservas, vejam só....
    E olha que a proposta apresentada pelo governo já é insuficiente, pois não zera o déficit.
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    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Sex 01 Mar 2019, 11:39 am

    Penso da mesma forma.

    A sociedade está mudando.

    Conheço vários casais que estão optando por não ter filhos.

    O mais justo seria igualar as idades, diminuindo para as mulheres que resolvessem ser mães.

    tre-rj escreveu:Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo,  que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:

    esse ponto era a "cabra" na sala das mulheres. kkk

    kkk
    O fato é que para os homens que previam se aposentar aos 60 anos, terão que contribuir mais 5 anos e para as mulheres essa diferença ficou de 7 anos (em relação a regra atual).
    Eu realmente acredito na necessidade da reforma, mas não tenho como negar que fiquei feliz com a possibilidade de me aposentar aos 60 e não 62.
    Eu leio muito comentário de homens que a mulher vive mais e portanto não deveria se aposentar antes, citam até as feministas e os direitos iguais (rs). Na minha experiência o que ocorre com as mulheres é que quando elas tem filhos pequenos são demitidas e tem dificuldade em arrumar outro emprego. (creio que isso justifica o menor tempo de contribuição exigido).


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.
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    Mensagem por Convidado em Sex 01 Mar 2019, 11:45 am

    Ultimamente, nos acessos ao fórum, tenho a impressão de dejavu, só que com outros personagens no lugar dos MAVs, mas nem por isso menos fanáticos.
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    Mensagem por Solange4 em Sex 01 Mar 2019, 12:17 pm

    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.


    Até 1993, predominou a interpretação de que o benefício de aposentadoria concedido aos servidores no âmbito da União constituía-se em extensão administrativa do cargo público. O direito ao benefício decorria dos serviços prestados ao Estado, por muitos anos, independentemente de qualquer contribuição, como se fizesse parte do ‘contrato’ de trabalho. De acordo com essa visão a respeito do direito ao benefício de aposentadoria por parte dos servidores, não caberia pensar em ‘regime’ previdenciário, no sentido de um sistema que apresentasse equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas com aposentadoria seriam, com base nesse entendimento pretérito, uma extensão dos encargos da União com pessoal.

    Somou-se a isso, o passivo decorrente do processo de integração de grande quantidade de celetistas aos quadros de servidores permanentes do funcionalismo público federal, sem que houvesse a respectiva compensação entre os regimes. O custeio decorrente das aposentadorias dos trabalhadores celetistas empregados em cargos efetivos foram integrados ao Regime Jurídico Único, efetivação esta possibilitada pelo art. 243 da Lei nº 8.112/1990. Mais de 650 mil celetistas foram, desta forma, transformados em servidores públicos, que à época totalizavam apenas 150 mil. Esse processo de integração em massa gerou grande passivo para União, pois os recursos anteriormente arrecadados pelo RGPS referente às contribuições dos celetistas não foram destinados para o custeio da futura inatividade dos novos servidores (Contas de Governo 2002, TCU, p. 86, 526, 586).



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    Mensagem por VadeMekum em Sex 01 Mar 2019, 12:49 pm

    androsvilazza escreveu:
    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing

    Eu sempre frisei que sou apolítico. Portanto, imparcial.

    Não dou crédito a news publicadas nem por sindicatos, nem por mídia comprada, seja de direita, esquerda, de cima, de baixo etc.

    E também não dou crédito para dados divulgados por gente do Governo.

    Orçamento e dados todos estão calvos de saber que podem ser manipulados.

    Por que, então, atribuir 100% de idoneidade a determinado relatório só por que é de autoria de determinado setor do Governo?

    Isso que eu gostaria de saber.
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    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Mar 2019, 1:02 pm

    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.


    Até 1993, predominou a interpretação de que o benefício de aposentadoria concedido aos servidores no âmbito da União constituía-se em extensão administrativa do cargo público. O direito ao benefício decorria dos serviços prestados ao Estado, por muitos anos, independentemente de qualquer contribuição, como se fizesse parte do ‘contrato’ de trabalho. De acordo com essa visão a respeito do direito ao benefício de aposentadoria por parte dos servidores, não caberia pensar em ‘regime’ previdenciário, no sentido de um sistema que apresentasse equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas com aposentadoria seriam, com base nesse entendimento pretérito, uma extensão dos encargos da União com pessoal.

    Somou-se a isso, o passivo decorrente do processo de integração de grande quantidade de celetistas aos quadros de servidores permanentes do funcionalismo público federal, sem que houvesse a respectiva compensação entre os regimes.  O custeio decorrente das aposentadorias dos trabalhadores celetistas empregados em cargos efetivos foram integrados ao Regime Jurídico Único, efetivação esta possibilitada pelo art. 243 da Lei nº 8.112/1990. Mais de 650 mil celetistas foram, desta forma, transformados em servidores públicos, que à época totalizavam apenas 150 mil. Esse processo de integração em massa gerou grande passivo para União, pois os recursos anteriormente arrecadados pelo RGPS referente às contribuições dos celetistas não foram destinados para o custeio da futura inatividade dos novos servidores (Contas de Governo 2002, TCU, p. 86, 526, 586).



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    Alguns apontamentos e impropriedades técnicas:

    - Com relação ao regime: Só confirma o que se vem dizendo, que privilégios antigos (merecidos ou não) empurraram o déficit aos níveis que se tem hoje. Regime administrativo (sem contribuição), servidores celetistas incorporados ao RPPS, paridade/integralidade, ninguém contesta a existência desses fatores. Mas, sendo o nosso regime de repartição, a conta tem que ser repartida. O déficit existe, e precisa ser solucionado. Descobrir as causas é importantíssimo, até para evitar novos erros no futuro. Mas apenas apontar as causas, sem criar soluções, não faz o problema desaparecer. Me lembra uma anedota, do "marido óbvio". Alguém reclama do cheiro do bebê, e o marido responde: "É porque as fraldas dele estão cheias". A esposa aponta que a água do chuveiro está fria, e o marido responde, satisfeito: "É porque a resistência está queimada". Tá bom, mas e aí? Achar as causas do problema vai tirar o fedor do bebê, ou esquentar a água do chuveiro, se ninguém trocar as fraldas ou a resistência?

    - Especificamente em relação ao déficit, ele defende que o déficit é decrescente (e de fato o é), mas os próprios números que ele utiliza apontam que o déficit existe e, a viger as mesmas regras atuais, continuará existindo pelo menos até 2060 (data limite das projeções do PLDO). Por outro lado, o RGPS tem déficit crescente, o que prova a necessidade de uma reforma que também afete o regime geral.

    - Na parte em que tenta demonstrar a "mais valia" ao longo da carreira, há uma série de falácias e erros básicos (aparentemente de propósito, porque a argumentação, até este ponto, era mais ou menos consistente):

    a) Mais uma vez, pega um caso individual hipotético, se "esquecendo" que o regime é de repartição, e que algo precisa ser feito para sanar o déficit dos casos que não se encaixem nesse modelo proposto (regime administrativo sem contribuições, integralidade/paridade, celetistas incorporados ao RPPS, aposentadorias por invalidez e pensões etc).

    b) Se utiliza da "expectativa de vida" de 75 anos, sendo que qualquer cálculo previdenciário deve considerar a expectativa de sobrevida após a aposentadoria. De outro modo, estaríamos considerando, na previsão de "quanto tempo o servidor receberá a aposentadoria", fatores como mortalidade infantil, mortes precoces por assassinatos/acidentes etc., que obviamente puxam a expectativa de vida para baixo, e distorcem a estatística. Os dados corretos estão aqui, no site do IBGE. Essas tábuas de mortalidade indicam que, ao nascer, um cidadão brasileiro de fato tem expectativa de vida de 75 anos, mas não é esse número que importa. O que importa (já que se está utilizando o exemplo do servidor que sobreviveu à mortalidade infantil, à criminalidade, ao trânsito infernal, à falta de saneamento básico e tratamentos adequados de saúde, trabalhou até os 60 anos e, então, se aposentou). Esse servidor que chega aos 60 anos e se aposenta tem uma expectativa de sobrevida - portanto, de receber o benefício - por mais 22,1 anos. Se for feito o corte por sexo, temos o seguinte: o homem se aposenta aos 60 anos e tem expectativa de sobrevida de 20,2 anos. A mulher, se aposentando aos 55, tem expectativa de sobrevida de 28 anos. Em qualquer caso, diferente dos 15 anos que ele utiliza no cálculo.

    c) O erro mais grave, no entanto, está na forma de cálculo da contribuição e posterior benefício. Mesmo se abstraindo do fato de que a contribuição não é individualizada (portanto, não há depósito/correção, já que os depósitos atuais são utilizados para pagamento de benefícios), ele se utiliza de parâmetros diferentes, distorcendo todo o cálculo. Corrige a contribuição pela taxa da caderneta de poupança (ok, está incorreto mas vamos admitir isso), e não corrige a remuneração do servidor, antes ou depois da aposentadoria. A contribuição seria maior (já que aumentos salariais levam a aumentos de contribuição), mas o salário de aposentadoria também seria maior, e continuaria sendo corrigido após a aposentadoria. Além disso, tem o erro no tempo de recebimento dos proventos (que, como demonstrei acima, teria de ser 20/22/28 anos, e não apenas 15). E já que se está utilizando um servidor com direito à paridade, desconsidera, também, os (não poucos) casos de servidores que assumem cargos muito superiores à sua média histórica de contribuição e se aposentam tendo direito a seu último salário.
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    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Mar 2019, 1:12 pm

    VadeMekum escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing

    Eu sempre frisei que sou apolítico. Portanto, imparcial.

    Não dou crédito a news publicadas nem por sindicatos, nem por mídia comprada, seja de direita, esquerda, de cima, de baixo etc.

    E também não dou crédito para dados divulgados por gente do Governo.

    Orçamento e dados todos estão calvos de saber que podem ser manipulados.

    Por que, então, atribuir 100% de idoneidade a determinado relatório só por que é de autoria de determinado setor do Governo?

    Isso que eu gostaria de saber.

    Meu amigo, 100% de credibilidade, só se o próprio Deus descesse dos céus para elaborar um relatório sobre as finanças públicas e regime de aposentadoria no Brasil. Como Ele não parece disposto a isso, temos de trabalhar com os dados (e suas interpretações) que nos estão disponíveis. A partir disso, considerar - dentre as inúmeras interpretações disponíveis - qual merece maior credibilidade.

    E é óbvio que ninguém está defendendo confiança cega. Os dados estão aí, as interpretações estão apresentadas, cabe a cada um estudar o que foi apresentado, observar os argumentos, as premissas utilizadas, e a metodologia de cálculo e, a partir daí, inferir com base em seus conhecimentos (e crenças/ideologias, por que não?) qual "versão" merece maior credibilidade.
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    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Mar 2019, 1:18 pm

    androsvilazza escreveu:
    VadeMekum escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

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    Eu sempre frisei que sou apolítico. Portanto, imparcial.

    Não dou crédito a news publicadas nem por sindicatos, nem por mídia comprada, seja de direita, esquerda, de cima, de baixo etc.

    E também não dou crédito para dados divulgados por gente do Governo.

    Orçamento e dados todos estão calvos de saber que podem ser manipulados.

    Por que, então, atribuir 100% de idoneidade a determinado relatório só por que é de autoria de determinado setor do Governo?

    Isso que eu gostaria de saber.

    Meu amigo, 100% de credibilidade, só se o próprio Deus descesse dos céus para elaborar um relatório sobre as finanças públicas e regime de aposentadoria no Brasil. Como Ele não parece disposto a isso, temos de trabalhar com os dados (e suas interpretações) que nos estão disponíveis. A partir disso, considerar - dentre as inúmeras interpretações disponíveis - qual merece maior credibilidade.

    E é óbvio que ninguém está defendendo confiança cega. Os dados estão aí, as interpretações estão apresentadas, cabe a cada um estudar o que foi apresentado, observar os argumentos, as premissas utilizadas, e a metodologia de cálculo e, a partir daí, inferir com base em seus conhecimentos (e crenças/ideologias, por que não?) qual "versão" merece maior credibilidade.

    Ou podemos dar uma de Pedro Pedreira e exigir cópia do carimbo no passaporte de Pedro Álvares Cabral, de quando ele entrou no Brasil pela primeira vez, para provar que foi ele mesmo quem "descobriu" o país.
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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 6 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por Korgano Masaka em Sex 01 Mar 2019, 1:19 pm

    androsvilazza escreveu:
    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.


    Até 1993, predominou a interpretação de que o benefício de aposentadoria concedido aos servidores no âmbito da União constituía-se em extensão administrativa do cargo público. O direito ao benefício decorria dos serviços prestados ao Estado, por muitos anos, independentemente de qualquer contribuição, como se fizesse parte do ‘contrato’ de trabalho. De acordo com essa visão a respeito do direito ao benefício de aposentadoria por parte dos servidores, não caberia pensar em ‘regime’ previdenciário, no sentido de um sistema que apresentasse equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas com aposentadoria seriam, com base nesse entendimento pretérito, uma extensão dos encargos da União com pessoal.

    Somou-se a isso, o passivo decorrente do processo de integração de grande quantidade de celetistas aos quadros de servidores permanentes do funcionalismo público federal, sem que houvesse a respectiva compensação entre os regimes.  O custeio decorrente das aposentadorias dos trabalhadores celetistas empregados em cargos efetivos foram integrados ao Regime Jurídico Único, efetivação esta possibilitada pelo art. 243 da Lei nº 8.112/1990. Mais de 650 mil celetistas foram, desta forma, transformados em servidores públicos, que à época totalizavam apenas 150 mil. Esse processo de integração em massa gerou grande passivo para União, pois os recursos anteriormente arrecadados pelo RGPS referente às contribuições dos celetistas não foram destinados para o custeio da futura inatividade dos novos servidores (Contas de Governo 2002, TCU, p. 86, 526, 586).



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    Alguns apontamentos e impropriedades técnicas:

    - Com relação ao regime: Só confirma o que se vem dizendo, que privilégios antigos (merecidos ou não) empurraram o déficit aos níveis que se tem hoje. Regime administrativo (sem contribuição), servidores celetistas incorporados ao RPPS, paridade/integralidade, ninguém contesta a existência desses fatores. Mas, sendo o nosso regime de repartição, a conta tem que ser repartida. O déficit existe, e precisa ser solucionado. Descobrir as causas é importantíssimo, até para evitar novos erros no futuro. Mas apenas apontar as causas, sem criar soluções, não faz o problema desaparecer. Me lembra uma anedota, do "marido óbvio". Alguém reclama do cheiro do bebê, e o marido responde: "É porque as fraldas dele estão cheias". A esposa aponta que a água do chuveiro está fria, e o marido responde, satisfeito: "É porque a resistência está queimada". Tá bom, mas e aí? Achar as causas do problema vai tirar o fedor do bebê, ou esquentar a água do chuveiro, se ninguém trocar as fraldas ou a resistência?

    - Especificamente em relação ao déficit, ele defende que o déficit é decrescente (e de fato o é), mas os próprios números que ele utiliza apontam que o déficit existe e, a viger as mesmas regras atuais, continuará existindo pelo menos até 2060 (data limite das projeções do PLDO). Por outro lado, o RGPS tem déficit crescente, o que prova a necessidade de uma reforma que também afete o regime geral.

    - Na parte em que tenta demonstrar a "mais valia" ao longo da carreira, há uma série de falácias e erros básicos (aparentemente de propósito, porque a argumentação, até este ponto, era mais ou menos consistente):

    a) Mais uma vez, pega um caso individual hipotético, se "esquecendo" que o regime é de repartição, e que algo precisa ser feito para sanar o déficit dos casos que não se encaixem nesse modelo proposto (regime administrativo sem contribuições, integralidade/paridade, celetistas incorporados ao RPPS, aposentadorias por invalidez e pensões etc).

    b) Se utiliza da "expectativa de vida" de 75 anos, sendo que qualquer cálculo previdenciário deve considerar a expectativa de sobrevida após a aposentadoria. De outro modo, estaríamos considerando, na previsão de "quanto tempo o servidor receberá a aposentadoria", fatores como mortalidade infantil, mortes precoces por assassinatos/acidentes etc., que obviamente puxam a expectativa de vida para baixo, e distorcem a estatística. Os dados corretos estão aqui, no site do IBGE. Essas tábuas de mortalidade indicam que, ao nascer, um cidadão brasileiro de fato tem expectativa de vida de 75 anos, mas não é esse número que importa. O que importa (já que se está utilizando o exemplo do servidor que sobreviveu à mortalidade infantil, à criminalidade, ao trânsito infernal, à falta de saneamento básico e tratamentos adequados de saúde, trabalhou até os 60 anos e, então, se aposentou). Esse servidor que chega aos 60 anos e se aposenta tem uma expectativa de sobrevida - portanto, de receber o benefício - por mais 22,1 anos. Se for feito o corte por sexo, temos o seguinte: o homem se aposenta aos 60 anos e tem expectativa de sobrevida de 20,2 anos. A mulher, se aposentando aos 55, tem expectativa de sobrevida de 28 anos. Em qualquer caso, diferente dos 15 anos que ele utiliza no cálculo.

    c) O erro mais grave, no entanto, está na forma de cálculo da contribuição e posterior benefício. Mesmo se abstraindo do fato de que a contribuição não é individualizada (portanto, não há depósito/correção, já que os depósitos atuais são utilizados para pagamento de benefícios), ele se utiliza de parâmetros diferentes, distorcendo todo o cálculo. Corrige a contribuição pela taxa da caderneta de poupança (ok, está incorreto mas vamos admitir isso), e não corrige a remuneração do servidor, antes ou depois da aposentadoria. A contribuição seria maior (já que aumentos salariais levam a aumentos de contribuição), mas o salário de aposentadoria também seria maior, e continuaria sendo corrigido após a aposentadoria. Além disso, tem o erro no tempo de recebimento dos proventos (que, como demonstrei acima, teria de ser 20/22/28 anos, e não apenas 15). E já que se está utilizando um servidor com direito à paridade, desconsidera, também, os (não poucos) casos de servidores que assumem cargos muito superiores à sua média histórica de contribuição e se aposentam tendo direito a seu último salário.

    Incrível como os togadões (juízes/procuradores) fazem de tudo para barrar qualquer reforma que mexa com suas aposentadorias integrais de R$ 40 mil mensais. Com certeza irão apresentar uma emenda que os deixa de fora, como foi em 2017, e jogar os servidores aos leões.
    Mais incrível ainda é servidor comprar a mentira dos togadões.
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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 6 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por androsvilazza em Sex 01 Mar 2019, 3:12 pm

    Com relação às renúncias/desonerações, deixo aqui uma Nota Técnica da IFI (Instituição Fiscal Independente), vinculada ao Senado, que é muito interessante para quem se interessa sobre o tema. É curtinha, 10 páginas apenas, mas serve de introdução ao conhecimento sobre as desonerações e renúncias. É uma discussão necessária, mas essa Nota Técnica demonstra bem a complexidade que envolve o assunto, em um país no qual as pessoas se acostumaram a tomar nacos do orçamento como seus "direitos adquiridos". Pra ficar em um só exemplo, o maior responsável pelas desonerações é o SIMPLES - sem dúvida, uma iniciativa super válida, mas que foi superdimensionada, enquadrando empresas com faturamento muito alto. Acho que é um bom lugar para se começar a discussão. O segundo responsável (desoneração da folha) é uma aberração desde o começo. Não faz qualquer sentido a tributação sobre a folha de pagamentos no Brasil, pois atrapalha/encarece a geração de empregos em um país com taxas altíssimas de desemprego e informalidade. A desoneração seria interessante se, e somente se, abrangesse todos os setores, ou seja, fosse uniforme. Da forma como foi feita, não estimulou a geração de empregos, e prejudicou alguns setores em detrimento dos outros. Enfim, é uma discussão super complicada, já que acabar com subsídios/desonerações/renúncias/isenções tem o mesmo efeito (embora indireto) que o aumento de impostos - medida deletéria num país saindo de recessão, com crescimento ainda muito baixo, e no qual a carga tributária já é uma das maiores do mundo.

    Lista dos principais gastos tributários (subsídios/desonerações/renúncias/isenções):

    - Simples Nacional 69,20 bi - 25,63% do total
    - Desoneração da Folha de Salários 25,1 bi - 9,33% do total
    - Rendimentos Isentos e Não Tributáveis - IRPF 23,8 bi - 8,83% do total
    - Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio - 23,2 bi- 8,60% do total
    - Agricultura e Agroindústria-Desoneração Cesta Básica - 21,7 bi - 8,04% do total
    - Entidades Sem Fins Lucrativos Imunes e Isentas - 19,5 bi - 7,22% do total
    - Deduções do Rendimento Tributável - IRPF - 15.353,4 5,69 73,3
    - Benefícios do Trabalhador - 9,9 bi - 3,69% do total
    - Poupança e Letra Imobiliária Garantida - 7,5 bi - 2,78% do total
    - Medicamentos, Farmacêuticos e Equipamentos Médicos - 6,6 bi - 2,45% do total
    - Desenvolvimento Regional - 5,8bi - 2,18% do total
    - Informática e Automação - 5 bi - 1,86% do total
    - Programa de Inclusão Digital - 5 bi - 1,85% do total
    - Setor Automotivo - 4,1 bi - 1,55% do total
    - Pesquisas Científicas e Inovação Tecnológica - 3,3 bi - 1,26% do total
    - REIDI (Regime Especial de Incentivos para Desenvolvimento da Infraestrutura) - 2,4 bi - 0,92% do total
    - Embarcações e Aeronaves - 2,1 bi - 0,78% do total
    - Financiamentos Habitacionais - 1,9 bi - 0,70% do total
    - Prouni - 1,7 bi - 0,64% do total
    - Transporte Coletivo - 1,5 bi - 0,57% do total
    - Cultura e Áudio Visual - 1,4 bi - 0,55% do total
    - Álcool - 1,4 bi - 0,54% do total
    - MEI - Microempreendedor Individual - 1,4 bi - 0,52% do total
    - Outros - 10,3 bi - 3,81% do total


    No lugar do Governo/Congresso, por onde vocês começariam os cortes, e como justificariam a uma área de lobby que o benefício fiscal dele deve ser cortado, em detrimento das demais áreas? Aparentemente todos os gastos tributários acima têm um ou dois argumentos fortíssimos pela sua manutenção. Como eu disse, não é uma discussão simples.
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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 6 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por josebarbos em Sex 01 Mar 2019, 6:40 pm

    Galizezin escreveu:

    não adianta postar slides de conferências, constando resuminho superficial com valores genéricos da situação de estados, municípios, df e união em um determinado ano. isso é apenas um resumo de alguém que prega a reforma. o que eu pedi é a prova de que o RPPS da união NUNCA foi superavitário. cadê, estou esperando.

    Ficou feio para ti, hem? Nem clicou em todos os links. Porque citei 10 fontes, das quais 3 são slides de apresentação, 3 notas técnicas do IPEA, um diagnóstico do RPPS elaborado pelo DIEESE, uma entidade intersindical, e artigos de entidades público e privadas sobre a realidade dos sistemas próprios federais e estaduais.

    Além disto, citei dois livros de renomados autores de finanças públicas. Um tenho aqui em casa. O outro, não tenho, mas recomendo, e teria comprado se o tivesse visto na época certa. Hoje, não preciso dos argumentos lá apresentados.

    Um total de doze fontes, das mais diferentes matizes.

    Para alguém iniciante, recomendo sim a leitura dos slides, até mesmo para parar de ter ideias mirabolantes e pensar em propostas reais e factíveis. Engraçado que faz um tempo que já não vejo ninguém falando que o RGPS urbano é superavitário.

    Sobre o RPPS, é conta de criança. Nunca se exigiu contribuição até 1998. Naquele ano, já começou deficitário. As contribuições representam 0,3% do PIB, as despesas 2,3%, numa série histórica que o Giambiangi apresenta a partir de 2002. A não ser que tenha ocorrido uma hecatombe que dizimou o funcionalismo público e que eu não saiba, não houve qualquer fato que obrigou, repentinamente, a uma relação equilibrada virar de um para dez em quatro anos. Alunos do primário concluiriam isto.

    Logo, fique com sua teimosia, é ruim só para você. Aos colegas de mente mais aberta, que querem resolver seus problemas e encontrar caminhos, são 10 ótimas leituras. Aos que quiserem expandir e, um dia, discutir o sistema econômica e politicamente viável, passo dois artigos que vão acelerar enormemente as suas conclusões.

    Ou então, vire um papagaio manipulado por meia dúzia de privilegiados. Cada vez vão inventar um argumento, muitas vezes até razoável, noutras completamente besta, e muito provavelmente serão idosos com uma situação de vida mais difícil do que poderia ter. No século XXI, tendo acesso à informação, concluo que merecidamente, diferentemente de muitos que não tiveram oportunidades.
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    Mensagem por josebarbos em Sex 01 Mar 2019, 7:02 pm

    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.


    Até 1993, predominou a interpretação de que o benefício de aposentadoria concedido aos servidores no âmbito da União constituía-se em extensão administrativa do cargo público. O direito ao benefício decorria dos serviços prestados ao Estado, por muitos anos, independentemente de qualquer contribuição, como se fizesse parte do ‘contrato’ de trabalho. De acordo com essa visão a respeito do direito ao benefício de aposentadoria por parte dos servidores, não caberia pensar em ‘regime’ previdenciário, no sentido de um sistema que apresentasse equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas com aposentadoria seriam, com base nesse entendimento pretérito, uma extensão dos encargos da União com pessoal.

    Somou-se a isso, o passivo decorrente do processo de integração de grande quantidade de celetistas aos quadros de servidores permanentes do funcionalismo público federal, sem que houvesse a respectiva compensação entre os regimes.  O custeio decorrente das aposentadorias dos trabalhadores celetistas empregados em cargos efetivos foram integrados ao Regime Jurídico Único, efetivação esta possibilitada pelo art. 243 da Lei nº 8.112/1990. Mais de 650 mil celetistas foram, desta forma, transformados em servidores públicos, que à época totalizavam apenas 150 mil. Esse processo de integração em massa gerou grande passivo para União, pois os recursos anteriormente arrecadados pelo RGPS referente às contribuições dos celetistas não foram destinados para o custeio da futura inatividade dos novos servidores (Contas de Governo 2002, TCU, p. 86, 526, 586).



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    Este tipo de pensamento só teve vez durante uma economia hiperinflacionária e que não havia menor noção de estabilidade de preços, movida a "imposto inflacionário". Não é coincidência que tenha acabado no momento em que se lançou uma moeda forte.

    Apenas a título de exemplo, meus colegas de Caixa mais antigos eram unânimes: para eles havia um "fundão" (o nome era este mesmo), no qual o salário caía mas as rentabilidades eram tão altas que viviam só das correções. Eram uma minoria privilegiada por uma situação muito específica, que não duraria para sempre.

    Tal situação era tão bizarra que, hipoteticamente (pode até ter havido), uma autarquia celetista tenha se convertido em estatutária e aí alguém que contribuiu a vida toda não teria que ter vertido um centavo. A União teria que devolver os recursos?

    Só uma observação que foi isto que ocorreu com o BACEN e a declaração de inconstitucionalidade do art. 251 da 8.112. Apenas o momento foi diferente.
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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 7:53 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:

    não adianta postar slides de conferências, constando resuminho superficial com valores genéricos da situação de estados, municípios, df e união em um determinado ano. isso é apenas um resumo de alguém que prega a reforma. o que eu pedi é a prova de que o RPPS da união NUNCA foi superavitário. cadê, estou esperando.

    Ficou feio para ti, hem? Nem clicou em todos os links. Porque citei 10 fontes, das quais 3 são slides de apresentação, 3 notas técnicas do IPEA, um diagnóstico do RPPS elaborado pelo DIEESE, uma entidade intersindical, e artigos de entidades público e privadas sobre a realidade dos sistemas próprios federais e estaduais.

    Além disto, citei dois livros de renomados autores de finanças públicas. Um tenho aqui em casa. O outro, não tenho, mas recomendo, e teria comprado se o tivesse visto na época certa. Hoje, não preciso dos argumentos lá apresentados.  

    Um total de doze fontes, das mais diferentes matizes.

    Para alguém iniciante, recomendo sim a leitura dos slides, até mesmo para parar de ter ideias mirabolantes e pensar em propostas reais e factíveis. Engraçado que faz um tempo que já não vejo ninguém falando que o RGPS urbano é superavitário.

    Sobre o RPPS, é conta de criança. Nunca se exigiu contribuição até 1998. Naquele ano, já começou deficitário. As contribuições representam 0,3% do PIB, as despesas 2,3%, numa série histórica que o Giambiangi apresenta a partir de 2002. A não ser que tenha ocorrido uma hecatombe que dizimou o funcionalismo público e que eu não saiba, não houve qualquer fato que obrigou, repentinamente, a uma relação equilibrada virar de um para dez em quatro anos. Alunos do primário concluiriam isto.

    Logo, fique com sua teimosia, é ruim só para você. Aos colegas de mente mais aberta, que querem resolver seus problemas e encontrar caminhos, são 10 ótimas leituras. Aos que quiserem expandir e, um dia, discutir o sistema econômica e politicamente viável, passo dois artigos que vão acelerar enormemente as suas conclusões.

    Ou então, vire um papagaio manipulado por meia dúzia de privilegiados. Cada vez vão inventar um argumento, muitas vezes até razoável, noutras completamente besta, e muito provavelmente serão idosos com uma situação de vida mais difícil do que poderia ter. No século XXI, tendo acesso à informação, concluo que merecidamente, diferentemente de muitos que não tiveram oportunidades.  

    não, ficou muito feio é pra ti, colega.
    eu só pedi comprovação do SEMPRE deficitário saldo da previdência da união, por culpa dos servidores, mas você veio com N slides e artigos do lado defensor da reforma.


    Última edição por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 8:12 pm, editado 1 vez(es)


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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 8:11 pm

    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:contestação sem fonte fidedigna é palavra ao vento.


    Até 1993, predominou a interpretação de que o benefício de aposentadoria concedido aos servidores no âmbito da União constituía-se em extensão administrativa do cargo público. O direito ao benefício decorria dos serviços prestados ao Estado, por muitos anos, independentemente de qualquer contribuição, como se fizesse parte do ‘contrato’ de trabalho. De acordo com essa visão a respeito do direito ao benefício de aposentadoria por parte dos servidores, não caberia pensar em ‘regime’ previdenciário, no sentido de um sistema que apresentasse equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas com aposentadoria seriam, com base nesse entendimento pretérito, uma extensão dos encargos da União com pessoal.

    Somou-se a isso, o passivo decorrente do processo de integração de grande quantidade de celetistas aos quadros de servidores permanentes do funcionalismo público federal, sem que houvesse a respectiva compensação entre os regimes.  O custeio decorrente das aposentadorias dos trabalhadores celetistas empregados em cargos efetivos foram integrados ao Regime Jurídico Único, efetivação esta possibilitada pelo art. 243 da Lei nº 8.112/1990. Mais de 650 mil celetistas foram, desta forma, transformados em servidores públicos, que à época totalizavam apenas 150 mil. Esse processo de integração em massa gerou grande passivo para União, pois os recursos anteriormente arrecadados pelo RGPS referente às contribuições dos celetistas não foram destinados para o custeio da futura inatividade dos novos servidores (Contas de Governo 2002, TCU, p. 86, 526, 586).



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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 8:35 pm

    tre-rj escreveu:Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo,  que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:
    Galizezin escreveu:

    esse ponto era a "cabra" na sala das mulheres. kkk

    kkk
    O fato é que para os homens que previam se aposentar aos 60 anos, terão que contribuir mais 5 anos e para as mulheres essa diferença ficou de 7 anos (em relação a regra atual).
    Eu realmente acredito na necessidade da reforma, mas não tenho como negar que fiquei feliz com a possibilidade de me aposentar aos 60 e não 62.
    Eu leio muito comentário de homens que a mulher vive mais e portanto não deveria se aposentar antes, citam até as feministas e os direitos iguais (rs). Na minha experiência o que ocorre com as mulheres é que quando elas tem filhos pequenos são demitidas e tem dificuldade em arrumar outro emprego. (creio que isso justifica o menor tempo de contribuição exigido).


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.

    velhão solteirão detected! kkk
    vamos lá. essa galera famigerada que faz propaganda da funpresp não tem escrúpulos mesmo. servidor que tem paridade e mulher são o câncer da sociedade. só eles podem ser "patrocinados" com 8,5% da sociedade né?
    engraçado que não pegam pesado contra a corrupção. calculem o quanto foi desviado de dinheiro público e comparem com qualquer déficit. o que for maior deveria ser o mais cobrado, mas o de sempre se repete: quem paga a conta é sempre o povão. alô marionetes do governo


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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 8:41 pm

    VadeMekum escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    É engraçado que quando é para contestar a necessidade de reforma, valem os "pareceres" elaborados por entidades sindicais, Anfip, Unafisco (que sequer têm acesso privilegiado aos dados oficiais), vídeo de economista super contestada em (quase) toda a comunidade acadêmica, vale até relatório de parlamentar (confirmando a velha teoria conspiratória de que as CPIs são criadas para discursas, fingir debates, e ao final dar aparência de legitimidade a algo que está muito irregular).

    Mas não vale apresentar relatórios do TCU, notas técnicas do IPEA, relatórios do DIEESE ou do Ministério da Economia. Como eu disse, é tentar pregar pra convertidos de religião oposta. Laughing Laughing

    Eu sempre frisei que sou apolítico. Portanto, imparcial.

    Não dou crédito a news publicadas nem por sindicatos, nem por mídia comprada, seja de direita, esquerda, de cima, de baixo etc.

    E também não dou crédito para dados divulgados por gente do Governo.

    Orçamento e dados todos estão calvos de saber que podem ser manipulados.

    Por que, então, atribuir 100% de idoneidade a determinado relatório só por que é de autoria de determinado setor do Governo?

    Isso que eu gostaria de saber.

    a dru é um caso evidente de legalização do rombo. só que não adianta falar contra os religiosos da igreja funprespiana. é porque é, porque é mesmo.



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    Mensagem por tre-rj em Sex 01 Mar 2019, 10:12 pm

    Meu desejo sincero é que nenhuma reforma seja aprovada e que aconteça com a Uniao o que está acontecendo nos estados: falta de dinheiro para pagar servidores e você venha falar aqui de corrupção.

    O fato é o seguinte: é justo a sociedade pagar a aposentadoria dos servidores, ou será que você acredita que a arrecadação com os descontos previdenciarios dos servidores paga as aposentadorias e pensôes? Claro que não, então o governo tem que entrar com recursos, tirando da saúde e educação, tirando desse mesmo povão que você mencionou mas no fundo não está preocupado.

    Por último não aderi ao Funpresp (ainda) , não gostaria de trabalhar mais ou contribuir com uma alíquota maior, mas não posso ser desonesto intelectualmente e ignorar os milhões de desempregados deste país e a carga tributária elevada (nós incluídos) que impede o setor produtivo de investir e gerar empregos para essa multidão.



    Galizezin escreveu:
    tre-rj escreveu:Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo,  que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:

    kkk
    O fato é que para os homens que previam se aposentar aos 60 anos, terão que contribuir mais 5 anos e para as mulheres essa diferença ficou de 7 anos (em relação a regra atual).
    Eu realmente acredito na necessidade da reforma, mas não tenho como negar que fiquei feliz com a possibilidade de me aposentar aos 60 e não 62.
    Eu leio muito comentário de homens que a mulher vive mais e portanto não deveria se aposentar antes, citam até as feministas e os direitos iguais (rs). Na minha experiência o que ocorre com as mulheres é que quando elas tem filhos pequenos são demitidas e tem dificuldade em arrumar outro emprego. (creio que isso justifica o menor tempo de contribuição exigido).


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.

    velhão solteirão detected! kkk
    vamos lá. essa galera famigerada que faz propaganda da funpresp não tem escrúpulos mesmo. servidor que tem paridade e mulher são o câncer da sociedade. só eles podem ser "patrocinados" com 8,5% da sociedade né?
    engraçado que não pegam pesado contra a corrupção. calculem o quanto foi desviado de dinheiro público e comparem com qualquer déficit. o que for maior deveria ser o mais cobrado, mas o de sempre se repete: quem paga a conta é sempre o povão. alô marionetes do governo
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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 10:48 pm

    então, vc tem que se perguntar se é justo a sociedade pagar 8,5% para quem adere à funpresp. justo justo mesmo é o sistema chileno. trabalhador que se vire, e ao final da vida, vai se aposentar com menos de 1 salário mínimo.


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    Mensagem por josebarbos em Sex 01 Mar 2019, 11:04 pm

    Galizezin escreveu:então, vc tem que se perguntar se é justo a sociedade pagar 8,5% para quem adere à funpresp. justo justo mesmo é o sistema chileno. trabalhador que se vire, e ao final da vida, vai se aposentar com menos de 1 salário mínimo.

    A única falha do sistema chileno é permitir aposentadoria com muito pouco tempo de contribuição (20 anos), e exigir apenas 10% do salário do empregado, embora possa ser mais.

    Sinceramente, ainda não fui atrás dos supostos 10% de chilenos que tem a renda mais alta. Muito provavelmente, não há interesse midiático em quem teve uma vida controlada e planejada.
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    Mensagem por Galizezin em Sex 01 Mar 2019, 11:53 pm

    o que precisa parar é esse papo de que vai para a funpresp porque "ama" o Brasil, e quem resolve ficar quer o pior para ele. ama nada. todo mundo é igual, no fundo no fundo só pensa no próprio bolso.


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    Mensagem por jornalista em Sab 02 Mar 2019, 11:31 am

    Galizezin escreveu:o que precisa parar é esse papo de que vai para a funpresp porque "ama" o Brasil, e quem resolve ficar quer o pior para ele. ama nada. todo mundo é igual, no fundo no fundo só pensa no próprio bolso.
    Há casos e casos. Eu penso no meu bolso e só não migro por causa da minha idade e não daria tempo de formar um bom fundo, a não ser que eu quisesse sair na expulsória, o que não é o caso. Mas faz sentido o que os funprespianos dizem que talvez não haja recursos no RPPS para as aposentadorias dos que ficarem.
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    Mensagem por Galizezin em Sab 02 Mar 2019, 12:29 pm

    jornalista escreveu:
    Galizezin escreveu:o que precisa parar é esse papo de que vai para a funpresp porque "ama" o Brasil, e quem resolve ficar quer o pior para ele. ama nada. todo mundo é igual, no fundo no fundo só pensa no próprio bolso.
    Há casos e casos. Eu penso no meu bolso e só não migro por causa da minha idade e não daria tempo de formar um bom fundo, a não ser que eu quisesse sair na expulsória, o que não é o caso. Mas faz sentido o que os funprespianos dizem que talvez não haja recursos no RPPS para as aposentadorias dos que ficarem.

    segundo eles, a falta de recursos é vivenciada hoje. lógico que se esquecem do conceito de seguridade social. o triângulo (saúde, previdência e assistência social) é indissociável. previdência social é política pública, e como política pública que é, cabe ao governo suprir eventuais déficits. nesse universo que é a seguridade social, praticamente todos atacam tão somente a previdência social, se esquecendo das concessões desenfreadas de benefícios previdenciários para quem jamais contribuiu à previdência, as falhas gritantes nas aposentadorias rurais, a sonegação fiscal e a não cobrança dos devedores de tributos que a sustentam, e o pior de tudo, a corrupção. mais adiante seremos um país predominantemente de velhos, e com esse olhar e pensar de previdência, teremos então velhos pobres, miseráveis? será que 1 salário mínimo fomenta a economia? na minha modesta opinião, com o governo apertando o cerco, é bastante provável que mais adiante a expulsória suba para 80 anos e a grande soma do pessoal decida por trabalhar até a morte. não adianta tb vir com esse papo de economizar hoje para garantir futuro amanhã. isso não vale para quem tem filhos e é arrimo de família, não vale para quem quer aproveitar um pouco da vida enquanto tem saúde (viagens). o ser humano precisa de escapes, ninguém é robô. além disso, o mercado financeiro é bastante volátil. hoje vc tem 1 milhão em aplicações num banquinho com contabilidade maquiada, amanhã isso poderá virar pó. corremos também o sério risco de enfrentarmos nos próximos anos uma terceira guerra mundial. alguém acredita que não? basta olhar o cenário internacional, deveras intolerante.


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    Mensagem por Morena em Sab 02 Mar 2019, 12:46 pm

    Galizezin escreveu:
    tre-rj escreveu:Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo,  que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:
    Solange4 escreveu:

    kkk
    O fato é que para os homens que previam se aposentar aos 60 anos, terão que contribuir mais 5 anos e para as mulheres essa diferença ficou de 7 anos (em relação a regra atual).
    Eu realmente acredito na necessidade da reforma, mas não tenho como negar que fiquei feliz com a possibilidade de me aposentar aos 60 e não 62.
    Eu leio muito comentário de homens que a mulher vive mais e portanto não deveria se aposentar antes, citam até as feministas e os direitos iguais (rs). Na minha experiência o que ocorre com as mulheres é que quando elas tem filhos pequenos são demitidas e tem dificuldade em arrumar outro emprego. (creio que isso justifica o menor tempo de contribuição exigido).


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.

    velhão solteirão detected! kkk
    vamos lá. essa galera famigerada que faz propaganda da funpresp não tem escrúpulos mesmo. servidor que tem paridade e mulher são o câncer da sociedade. só eles podem ser "patrocinados" com 8,5% da sociedade né?
    engraçado que não pegam pesado contra a corrupção. calculem o quanto foi desviado de dinheiro público e comparem com qualquer déficit. o que for maior deveria ser o mais cobrado, mas o de sempre se repete: quem paga a conta é sempre o povão. alô marionetes do governo

    e agem de igual forma que o restante da população age em relação aos servidores, escolhem os "vilôes" dentro da classe
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    Mensagem por tre-rj em Sab 02 Mar 2019, 4:56 pm

    Sou antigão e nao sou funprespiano, apenas deixei de ser corporativista e pensar só no meu umbigo.
    fora que no caso das mulheres não é escolher vilao, é saber que alguém que se aposenta antes (mulher) tem que ter alguém que pague esse tempo a mais ( homens). É justo? depende. Para mulheres que cuidaram dos filhos (e homens também) faz sentido diminuir-se o tempo de contribuição. Mas mulheres levarem 12 anos de vantagem em relação aos homens, só em raras situações isso se justificaria nos tempos atuais.

    Morena escreveu:
    Galizezin escreveu:
    tre-rj escreveu:Homens vivem 7 anos a mais que as mulheres e se aposentam 5 anos depois. Ou seja, elas gozam 12 anos de aposentadoria, em média, a mais que os homens.

    Se somos financiadores das aposentadorias, nós homens estamos pagando essa conta. Até concordo que as mulheres que tiveram filhos e somente elas, se aposentem mais cedo que os homens. O que passar disso é privilégio para as mullheres em detrimento dos homens.
    Claro que para uma pessoa que acredita que deficit é uma conspiração dos banqueiros e governo,  que acha que é a sociedade que tem que pagar a conta das aposentadorias dos servidores, a solução simples é emitir moeda e tudo está resolvido.

    Galizezin escreveu:


    só reclama da aposentadoria mais cedo das mulheres quem é solteirão velhão.

    velhão solteirão detected! kkk
    vamos lá. essa galera famigerada que faz propaganda da funpresp não tem escrúpulos mesmo. servidor que tem paridade e mulher são o câncer da sociedade. só eles podem ser "patrocinados" com 8,5% da sociedade né?
    engraçado que não pegam pesado contra a corrupção. calculem o quanto foi desviado de dinheiro público e comparem com qualquer déficit. o que for maior deveria ser o mais cobrado, mas o de sempre se repete: quem paga a conta é sempre o povão. alô marionetes do governo

    e agem de igual forma que o restante da população age em relação aos servidores, escolhem os "vilôes" dentro da classe
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    Mensagem por Galizezin em Sab 02 Mar 2019, 6:11 pm

    é que vc fala como se houvesse um universo de solteironas sem filhos. engraçado é que praticamente ninguém contabiliza as mortes prematuras e aquelas que acontecem antes da tal expectativa de vida. dias atrás fui olhar o obituário da minha cidade. a maioria das pessoas que falecem é de causas naturais e com idade entre 50 e 70 anos de idade. apertando o cerco do jeito que está é um desincentivo à aposentadoria. traduzindo: governo não deseja que ninguém se aposente, pelo menos os servidores é isso que dá a entender.


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    Mensagem por Galizezin em Dom 03 Mar 2019, 7:32 pm

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    Mensagem por josebarbos em Dom 03 Mar 2019, 10:30 pm

    Galizezin escreveu:é que vc fala como se houvesse um universo de solteironas sem filhos. engraçado é que praticamente ninguém contabiliza as mortes prematuras e aquelas que acontecem antes da tal expectativa de vida. dias atrás fui olhar o obituário da minha cidade. a maioria das pessoas que falecem é de causas naturais e com idade entre 50 e 70 anos de idade. apertando o cerco do jeito que está é um desincentivo à aposentadoria. traduzindo: governo não deseja que ninguém se aposente, pelo menos os servidores é isso que dá a entender.

    Não te respondendo, porque você ignora, mas para dar uma luz aos demais.
    Clássica evidência anedótica.

    Quem é o público alvo do obtuário? aqueles que lêem jornais (algo muito reduzido em quem tem menos de 40 ou 50 anos), que ainda tem "vida social" e/ou amigos, e mesmo, que queiram noticiar a morte porque ela foi um tanto "repentina" e, portanto, não deu para avisar a todo o mundo.

    Evidência anedótica serve, no máximo, como indício, quando se tem muito conhecimento e controle de como ela intervém.

    Uma fonte muito mais interessante são as projeções do IBGE, os cartórios de registro e o boletim estatístico do INSS que, segundo o raciocínio dos obituários, provavelmente estaria concedendo benefício previdenciário a defunto.
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    Mensagem por josebarbos em Dom 03 Mar 2019, 10:35 pm

    tre-rj escreveu:Sou antigão e nao sou funprespiano, apenas deixei de ser corporativista e pensar só no meu umbigo.
    fora que no caso das mulheres não é escolher vilao, é saber que alguém que se aposenta antes (mulher) tem que ter alguém que  pague esse tempo a mais ( homens).  É justo? depende. Para mulheres que cuidaram dos filhos (e homens também) faz sentido diminuir-se o tempo de contribuição. Mas mulheres levarem 12 anos de vantagem em relação aos homens, só em raras situações isso se justificaria nos tempos atuais.


    A questão é o bom senso.
    A única coisa que gosto nisto é como se vê cair por terra o discurso feminista.

    Quais seriam os supostos problemas, cuja natureza é previdenciária? Se a resposta é: a mulher, ao ter filhos, fica afastada do mercado de trabalho, tudo bem. Isto não deveria fazer diferença na idade mínima de aposentadoria (62, 63, ou 65 para ambos), especialmente porque as condições de pensão, normalmente pagas a mulheres, foram drasticamente reduzidas e ou pioradas. Entretanto, para as mulheres, dada a situação, seria exigido menor tempo mínimo e cláusulas mais benéficas de cálculo da média, se e somente se comprovada que sua situação individual a levou a algum prejuízo. Definitivamente, não é o caso de regimes próprios de previdência, mas algo a ser tratado, exclusivamente, no regime geral, salvo no caso de averbação.
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    Mensagem por Galizezin em Seg 04 Mar 2019, 12:31 am

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:é que vc fala como se houvesse um universo de solteironas sem filhos. engraçado é que praticamente ninguém contabiliza as mortes prematuras e aquelas que acontecem antes da tal expectativa de vida. dias atrás fui olhar o obituário da minha cidade. a maioria das pessoas que falecem é de causas naturais e com idade entre 50 e 70 anos de idade. apertando o cerco do jeito que está é um desincentivo à aposentadoria. traduzindo: governo não deseja que ninguém se aposente, pelo menos os servidores é isso que dá a entender.

    Não te respondendo, porque você ignora, mas para dar uma luz aos demais.
    Clássica evidência anedótica.

    Quem é o público alvo do obtuário? aqueles que lêem jornais (algo muito reduzido em quem tem menos de 40 ou 50 anos), que ainda tem "vida social" e/ou amigos, e mesmo, que queiram noticiar a morte porque ela foi um tanto "repentina" e, portanto, não deu para avisar a todo o mundo.

    Evidência anedótica serve, no máximo, como indício, quando se tem muito conhecimento e controle de como ela intervém.

    Uma fonte muito mais interessante são as projeções do IBGE, os cartórios de registro e o boletim estatístico do INSS que, segundo o raciocínio dos obituários, provavelmente estaria concedendo benefício previdenciário a defunto.

    não respondeu pq não tem os números, simples assim. pq a colega solange já demonstrou o que é o débito e crédito do rpps dos servidores da união. o que nunca iremos ver é roberto carlos de bermuda e funprespiano arrependido: ambos tem vergonha.
    vc não sabe o que significa obituário da cidade tb?


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    Mensagem por jornalista em Seg 04 Mar 2019, 12:29 pm

    josebarbos escreveu:
    tre-rj escreveu:Sou antigão e nao sou funprespiano, apenas deixei de ser corporativista e pensar só no meu umbigo.
    fora que no caso das mulheres não é escolher vilao, é saber que alguém que se aposenta antes (mulher) tem que ter alguém que  pague esse tempo a mais ( homens).  É justo? depende. Para mulheres que cuidaram dos filhos (e homens também) faz sentido diminuir-se o tempo de contribuição. Mas mulheres levarem 12 anos de vantagem em relação aos homens, só em raras situações isso se justificaria nos tempos atuais.


    A questão é o bom senso.
    A única coisa que gosto nisto é como se vê cair por terra o discurso feminista.

    Quais seriam os supostos problemas, cuja natureza é previdenciária? Se a resposta é: a mulher, ao ter filhos, fica afastada do mercado de trabalho, tudo bem. Isto não deveria fazer diferença na idade mínima de aposentadoria (62, 63, ou 65 para ambos), especialmente porque as condições de pensão, normalmente pagas a mulheres, foram drasticamente reduzidas e ou pioradas. Entretanto, para as mulheres, dada a situação, seria exigido menor tempo mínimo e cláusulas mais benéficas de cálculo da média, se e somente se comprovada que sua situação individual a levou a algum prejuízo. Definitivamente, não é o caso de regimes próprios de previdência, mas algo a ser tratado, exclusivamente, no regime geral, salvo no caso de averbação.
    Um dado importante: se for verdade que a mulher fica afastada do mercado de trabalho, em primeiro lugar, deveria ser verificado esse percentual. E se for a maioria, haveria mais uma distinção com o serviço público, onde isso não existe, caindo por terra aquele discurso que todos são iguais, em relação à iniciativa privada.
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    Mensagem por josebarbos em Seg 04 Mar 2019, 5:42 pm

    Galizezin escreveu:
    não respondeu pq não tem os números, simples assim. pq a colega solange já demonstrou o que é o débito e crédito do rpps dos servidores da união. o que nunca iremos ver é roberto carlos de bermuda e funprespiano arrependido: ambos tem vergonha.
    vc não sabe o que significa obituário da cidade tb?

    Segue um resumo:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
    A fonte é um estudo do TCU que comprova a natureza deficitária da seguridade social como um todo, com ou sem DRU, e que os déficits previdenciários são os maiores.
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Os dados desde 1995 estão disponíveis no Finanças Públicas - Teoria e Prática no Brasil, de Fábio Giambiagi e Ana Cláudia Além. E anteriormente a 1995, sequer faria sentido, porque não competia aos servidores contribuir (a não ser que prove que alguma constituição exigiu isto e a de 88 ou outra retirou).
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    Mensagem por Galizezin em Seg 04 Mar 2019, 8:26 pm

    prometo que irei ler com calma. depois dou minha opinião sobre os dados. grato


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    Mensagem por Galizezin em Ter 05 Mar 2019, 11:03 am

    como já foi dito aqui, o governo e interessados na reforma publicam aquilo que desejam, ou seja, nessa de totalizar valores de forma genérica, podem esconder valores e dados importantes. por exemplo, ninguém sabe o que eles querem dizer com arrecadação líquida, a composição dessa arrecadação.
    outro ponto: na evolução partem do ano de 2007, porque motivos escondem os anos anteriores?
    ainda que esse quadro estivesse correto, vejam nos dados do RGPS, em percentuais, que o déficit oscila bastante, sendo acentuado em 2016, obviamente quando o pib teve recuo de 3,6%, e foi exatamente nesse ano que ocorreu a pior recessão da história do BR.

    2007 = 24,23%
    2008 = 18,14%
    2009 = 19,07%
    2010 = 16,83%
    2011 = 12,64%
    2012 = 12,90%
    2013 = 13,97%
    2014 = 14,39%
    2015 = 19,68%
    2016 = 29,49%

    agora vamos pegar a seguridade como um todo e classificá-la como saco furado, já que os recursos são limitados, mas as necessidades em termos de saúde não são. vamos considerar ainda a concessão de benefícios sem nenhum limite financeiro/orçamentário, as regras brandas para aposentadorias rurais e as desvinculações de receitas. não vejo como o governo querer que o trabalhador pague essa conta sozinho, que o RGPS e RPPS tenham superávit, quando não existe tecnicamente nenhuma preparação para isso ocorra. não é preciso nem mencionar como se formou a bola de neve da previdência.


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    Mensagem por josebarbos em Ter 05 Mar 2019, 4:18 pm

    Se quer a série histórica anterior, todos os dados são públicos. Não é a falta de alguns anos que altera a análise.

    Negar o déficit previdenciário (e disparado o mais relevante do OSS) é a mesma coisa que acreditar que o Lula foi preso sem provas, e não ter lido aS sentençaS.
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    Mensagem por jornalista em Ter 05 Mar 2019, 5:51 pm

    josebarbos escreveu:Se quer a série histórica anterior, todos os dados são públicos. Não é a falta de alguns anos que altera a análise.

    Negar o déficit previdenciário (e disparado o mais relevante do OSS) é a mesma coisa que acreditar que o Lula foi preso sem provas, e não ter lido aS sentençaS.
    É até desnecessária a série anterior porque abrange o período em que a economia estava a pleno vapor e o excesso do gasto público ainda não era tão relevante, como se verificou a partir de 2014.
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    Mensagem por Galizezin em Ter 05 Mar 2019, 6:42 pm

    josebarbos escreveu:Se quer a série histórica anterior, todos os dados são públicos. Não é a falta de alguns anos que altera a análise.

    Negar o déficit previdenciário (e disparado o mais relevante do OSS) é a mesma coisa que acreditar que o Lula foi preso sem provas, e não ter lido aS sentençaS.

    a questão não é negar déficit, mas explicar de que forma a previdência, sob o modelo participativo, poderia se manter superavitária considerando apenas contribuições. obviamente que o tripé da seguridade social é indissociável.


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    Mensagem por josebarbos em Ter 05 Mar 2019, 11:37 pm

    jornalista escreveu:
    josebarbos escreveu:Se quer a série histórica anterior, todos os dados são públicos. Não é a falta de alguns anos que altera a análise.

    Negar o déficit previdenciário (e disparado o mais relevante do OSS) é a mesma coisa que acreditar que o Lula foi preso sem provas, e não ter lido aS sentençaS.
    É até desnecessária a série anterior porque abrange o período em que a economia estava a pleno vapor e o excesso do gasto público ainda não era tão relevante, como se verificou a partir de 2014.

    Na verdade, sempre foi relevante.
    Em algum momento analisarão as últimas duas/três décadas como um grande erro, em não saber escolher as prioridades para o desenvolvimento.

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