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    Reforma da Previdência (versão 2019)

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    Mensagem por Bastião em Dom 21 Abr 2019, 8:51 am

    Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida
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    Mensagem por Galizezin em Dom 21 Abr 2019, 1:02 pm

    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida

    com a palavra, os...

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    Mensagem por tre-rj em Seg 22 Abr 2019, 8:03 am

    Realmente é indefensável, quem tem argumentos e números, não tem o que esconder.

    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

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    Mensagem por sprg4 em Seg 22 Abr 2019, 8:08 am

    tre-rj escreveu:Realmente é indefensável, quem tem argumentos e números, não tem o que esconder.

    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida

    Exato! Se há o rombo, então pq esconder? Tá cada vez mais difícil defender essa reforma.
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    Mensagem por jornalista em Seg 22 Abr 2019, 9:35 am

    sprg4 escreveu:
    tre-rj escreveu:Realmente é indefensável, quem tem argumentos e números, não tem o que esconder.

    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida

    Exato! Se há o rombo, então pq esconder? Tá cada vez mais difícil defender essa reforma.
    Sinistro. Não há o que defender. Há esquerdistas e de direita que defendem a qualquer preço o erro. Eu não.
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    Mensagem por sprg4 em Seg 22 Abr 2019, 9:59 am

    jornalista escreveu:
    sprg4 escreveu:
    tre-rj escreveu:Realmente é indefensável, quem tem argumentos e números, não tem o que esconder.

    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida

    Exato! Se há o rombo, então pq esconder? Tá cada vez mais difícil defender essa reforma.
    Sinistro. Não há o que defender. Há esquerdistas e de direita que defendem a qualquer preço o erro. Eu não.

    Não tem que se defender o que está errado, só pq votou nele ou defende a ideologia! O que está errado está errado e pronto. A critica é bastante pertinente nesse caso, não é ataque histérico e sem fundamento da esquerda.
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    Mensagem por androsvilazza em Seg 22 Abr 2019, 10:20 am

    sprg4 escreveu:
    jornalista escreveu:
    sprg4 escreveu:
    tre-rj escreveu:Realmente é indefensável, quem tem argumentos e números, não tem o que esconder.



    Exato! Se há o rombo, então pq esconder? Tá cada vez mais difícil defender essa reforma.
    Sinistro. Não há o que defender. Há esquerdistas e de direita que defendem a qualquer preço o erro. Eu não.

    Não tem que se defender o que está errado, só pq votou nele ou defende a ideologia! O que está errado está errado e pronto. A critica é bastante pertinente nesse caso, não é ataque histérico e sem fundamento da esquerda.

    É lógico que não existe defesa, mas existe explicação, e bem plausível: inabilidade política do governo e fraqueza da (reduzidíssima) base aliada.

    Devem ter medo que a oposição distorça os números e explore os cálculos para atacar o texto da reforma já na CCJ, ainda antes da discussão de mérito que deveria se dar apenas na comissão especial. Até aí "tudo bem", nada de novo em relação ao que já se esperava da oposição. O problema real é que a pseudo base aliada do governo é despreparada e não tem convicção para defender a reforma (qualquer reforma, diga-se de passagem). Os únicos defensores convictos e capacitados para defender o texto 1) são de partidos menores (do Novo, por exemplo) ou não tem relevância/peso de articulação individual no Congresso (deputados ligados ao MBL, por exemplo); 2) estão em partidos maiores e possuem relevância pessoal nas discussões do Congresso, mas fazem parte da banda fisiológica do "Centrão".

    "Explicações" à parte, é óbvio que o governo deveria primar pela transparência, ainda que se saiba que os cálculos já feitos "não servirão para nada", dada a prevista desfiguração que o projeto ainda vai sofrer. De todo modo, deveria deixar tais cálculos à disposição de todos e já começar a trabalhar nos novos cálculos, considerando as mudanças que já são dadas como "favas contadas".

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    Mensagem por euvoltei em Seg 22 Abr 2019, 10:22 am

    Histeria por pouco... há rombo sim, basta ver o histórico, FHC, Lula, Dilma, Temer todos sempre defendendo reformas atrás de reformas...

    Ou o estudo não aponta rombo, e todos inclusive Bolsonaro estão errados...
    Ou o estudo aponta rombo, e todos inclusive Bolsonaro estão certos...

    Há uma indignação seletiva contra Bolsonaro, o que estão exigindo dele não é nem 30% do que exigiam de FHC-Lula-Dilma-Temer....... O que não é ruim, mas também não é justificativa para tentar paralisar todo o governo...
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    Mensagem por Galizezin em Seg 22 Abr 2019, 10:33 am

    não interessa! a reforma precisa ser aprovada, senão ela vai entrar em colapso!

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    Mensagem por Korgano Masaka em Seg 22 Abr 2019, 11:21 am

    Governo já teria concordado em ceder nestes quatro pontos da reforma da previdência

    A fim de viabilizar a admissibilidade da PEC da Previdência na sessão de amanhã da CCJ da Câmara, o governo já teria aceitado revisar estes quatro pontos, segundo informa o jornalista Valdo Cruz, Globonews:

    — o que retira a obrigatoriedade de recolhimento do FGTS de aposentados e do pagamento da multa de 40% da rescisão contratual deles;
    — o que define o foro de Brasília para qualquer tipo de ação judicial sobre questões previdenciárias da reforma;
    — a retirada da definição de aposentadoria compulsória da Constituição, transferindo mudanças para lei complementar;
    — o que deixa apenas nas mãos do Executivo federal qualquer proposta de alteração nas regras da Previdência.

    A avaliação da equipe de Paulo Guedes é que os pontos cedidos pelo governo não alteram o impacto fiscal da reforma.
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    Mensagem por androsvilazza em Seg 22 Abr 2019, 11:41 am

    Governo aceita alterar quatro pontos da reforma da Previdência para aprovar a PEC na CCJ

    Retirada prematura de quatro "bodes":

    - O que retira a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS de aposentados e do pagamento da multa de 40% da rescisão contratual deles;
    Essa proposta é até defensável, mas trata de tema que não tem relação com a Previdência, podendo ser tratado em outro momento, se permanecer a intenção do governo em promover tal mudança;

    - O que define o foro de Brasília para qualquer tipo de ação judicial sobre questões previdenciárias da reforma;
    Interessante para o governo, do ponto de vista processual, mas de constitucionalidade discutível;

    - Retirada da definição de aposentadoria compulsória da Constituição, transferindo mudanças para lei complementar;
    Também é defensável, se envolver a desconstitucionalização apenas dos parâmetros numéricos, dinamizando a adequação dos parâmetros previdenciários às alterações no quadro populacional brasileiro. De todo modo, talvez seja um vespeiro desnecessário de ser mexido no momento;

    - O que deixa apenas nas mãos do Executivo federal qualquer proposta de alteração nas regras da Previdência.
    Interessante principalmente para os Estados, que no entanto não parecem muito empenhados em defender a reforma publicamente. Para o governo federal também é uma boa proposta, mas apenas indiretamente, ao passo que facilita/força a adequação fiscal de entes federados que, em dificuldades financeiras, vão bater à porta da União pedindo recursos.

    Enfim, nada de muito relevante, a não ser o fato de que estão "abrindo mão" de pontos que poderiam ser negociados posteriormente, na comissão especial. Não havendo "bodes" a sacrificar na comissão especial, aumentam-se as chances de se ver aprovado um texto mais desidratado que o esperado.
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    Mensagem por sprg4 em Seg 22 Abr 2019, 11:44 am

    Galizezin escreveu:não interessa! a reforma precisa ser aprovada, senão ela vai entrar em colapso!

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    Os dados estão restritos, não quer dizer que não haja o rombo. O governo está errado em fazê-lo, a transparência tem de ser total, não importando se estão utilizando isso como estratégia de não alteração da PEC já na CCJ.

    Se a base governista é incompetente e não sabe refutar os argumentos rasos e diversionistas da oposição, o problema é deles.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Seg 22 Abr 2019, 12:11 pm

    androsvilazza escreveu:Governo aceita alterar quatro pontos da reforma da Previdência para aprovar a PEC na CCJ

    Retirada prematura de quatro "bodes":

    - O que retira a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS de aposentados e do pagamento da multa de 40% da rescisão contratual deles;
    Essa proposta é até defensável, mas trata de tema que não tem relação com a Previdência, podendo ser tratado em outro momento, se permanecer a intenção do governo em promover tal mudança;

    - O que define o foro de Brasília para qualquer tipo de ação judicial sobre questões previdenciárias da reforma;
    Interessante para o governo, do ponto de vista processual, mas de constitucionalidade discutível;

    - Retirada da definição de aposentadoria compulsória da Constituição, transferindo mudanças para lei complementar;
    Também é defensável, se envolver a desconstitucionalização apenas dos parâmetros numéricos, dinamizando a adequação dos parâmetros previdenciários às alterações no quadro populacional brasileiro. De todo modo, talvez seja um vespeiro desnecessário de ser mexido no momento;

    - O que deixa apenas nas mãos do Executivo federal qualquer proposta de alteração nas regras da Previdência.
    Interessante principalmente para os Estados, que no entanto não parecem muito empenhados em defender a reforma publicamente. Para o governo federal também é uma boa proposta, mas apenas indiretamente, ao passo que facilita/força a adequação fiscal de entes federados que, em dificuldades financeiras, vão bater à porta da União pedindo recursos.

    Enfim, nada de muito relevante, a não ser o fato de que estão "abrindo mão" de pontos que poderiam ser negociados posteriormente, na comissão especial. Não havendo "bodes" a sacrificar na comissão especial, aumentam-se as chances de se ver aprovado um texto mais desidratado que o esperado.

    Com certeza. Reforma desidratada significa que outra terá que ser feita daqui há alguns anos.
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    Mensagem por Convidado em Seg 22 Abr 2019, 12:14 pm

    Galizezin escreveu:não interessa! a reforma precisa ser aprovada, senão ela vai entrar em colapso!

    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 20 7354-75


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    Hahahahaha!!!! Sem mais. Att., saudações. kkk
    (até sumiu o dito post, kkk)
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    Mensagem por jornalista em Seg 22 Abr 2019, 7:00 pm

    Galizezin escreveu:
    Bastião escreveu:Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência Folha - Uol 6 horas atrás

    Aguardando a tchutchucagem defender a medida

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    Mensagem por Galizezin em Seg 22 Abr 2019, 8:28 pm

    engraçado de tudo isso é que não podemos suscitar sigilo de nossos contracheques em função do princípio da transparência, que deve reger a administração pública, e por que? porque o quanto ganhamos é do "interesse" da nação. já as informações sobre a reforma da previdência, essas não são do interesse da nação...
    defender o que não tem defesa chega a ser patético.


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    Mensagem por jornalista em Ter 23 Abr 2019, 8:17 am

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    Mensagem por MConcursos em Ter 23 Abr 2019, 10:20 am

    Ouvi dizer que o ganho com a reforma seria 1,5 trilhao e nao 1 trilhao como aventando. O governo quer esconder pq mesmo desidratada ficaria ainda no 1 tri.
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    Mensagem por jornalista em Ter 23 Abr 2019, 6:42 pm

    MConcursos escreveu:Ouvi dizer que o ganho com a reforma seria 1,5 trilhao e nao 1 trilhao como aventando. O governo quer esconder pq mesmo desidratada ficaria ainda no 1 tri.
    Fantástico! Passa a régua no 1,5 tri.
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    Mensagem por euvoltei em Qua 24 Abr 2019, 9:00 am

    Galizezin escreveu:
    com a palavra, os...

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    Me sinto pato nesse país mesmo....

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    Pagamento de mais de 6% de IOF em compras no cartão no exterior;
    País banca motorista de vice-reitor de universidade até vereador de interior.
    Aposentadorias para ex-governadores somadas com aposentadorias parlamentares.
    .....(e poderia elencar ainda dezenas de motivos pelos quais me sinto PATO nesse país)

    Claro, votei no Bolsonaro clamando mudança, e a mudança tem que começar por algum lugar..... quanto a reforma, pouco ou nada me atinge...



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    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Abr 2019, 10:24 am

    voltem alguns posts atrás e verão a turma dos ceguetas conscientes defendendo com unhas e dentes os números apresentados pelo governo. nada como o tempo, e olha que foi pouco, para provar que governo, seja ele esquerda, centro ou direita, todos mentem para a população. fazem o que querem com números, sempre fizeram. agora, a reforma da previdência vai salvar o país de uma vez por todas. lá nos eua a dívida pública bate 22 trilhões de dólares e a previdência não tem mais o que ser achacada. atacar aposentados e pensionistas é a solução né? agora, toda vez que alguém trazer número do governo vai ser piada aqui.
    gostaria de frisar que aqui não é um ringue, onde um tem que superar o outro. estamos tratando de assuntos que nos dizem respeito, à categoria, judiciário e mpu. precisamos debater de forma séria, com os pés no chão, com responsabilidade e maturidade. aos poucos, estamos sendo cozidos como sapo na panela. pena que demora para cair a ficha dos girinos.


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    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Abr 2019, 11:11 am

    MConcursos escreveu:Ouvi dizer que o ganho com a reforma seria 1,5 trilhao e nao 1 trilhao como aventando. O governo quer esconder pq mesmo desidratada ficaria ainda no 1 tri.

    Muito fuzuê por pouca coisa. Reforma aprovada na CCJ, a comissão especial está para ser instaurada, agora o Ministério da Economia deve "abrir" os números, conforme acordo costurado com o Rogério Marinho.
    Lógico que, na minha percepção, o governo deveria ter deixado tais dados e cálculos disponíveis desde logo (embora nenhuma reforma anterior tenha tido o mesmo tratamento, de abrir os cálculos ainda na discussão de admissibilidade na CCJ). E agora, na comissão especial, é ainda mais importante a disponibilização dos cálculos, até para se chegar a um consenso sobre os pontos a serem alterados e o impacto fiscal de tais alterações.

    Acho engraçado que o pessoal que, na CCJ, mais esperneou pelos "números e cálculos" (principalmente a oposição, mas também alguns do Centrão) é justamente aquele pessoal que não tem a menor aptidão com cálculos e que, quando confrontado com números e estatísticas, sai pela tangente. O mesmo se pode dizer em relação aos comentários aqui no fórum.

    Como "relembrar é viver", vamos voltar à discussão do nosso último PCS, em 2015. Foi aprovado na Câmara, tanto nas comissões quanto no plenário; foi ao Senado, também aprovado em sua admissibilidade e só na Comissão de Assuntos Econômicos foram lembrar de cobrar os "cálculos e números" relativos ao PCS. Ainda lembro de muita gente demonizando o então Senador Ricardo Ferraço, por ter exigido a apresentação dos cálculos. Na hora de aprovar nosso leitinho, os números "não eram relevantes". Agora, na discussão de admissibilidade (não mérito, admissibilidade) da reforma na CCJ, o pessoal quer fazer tempestade em copo d'água. Laughing Laughing
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 24 Abr 2019, 11:11 am

    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:
    com a palavra, os...

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    Me sinto pato nesse país mesmo....

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    Aposentadorias para ex-governadores somadas com aposentadorias parlamentares.
    .....(e poderia elencar ainda dezenas de motivos pelos quais me sinto PATO nesse país)

    Claro, votei no Bolsonaro clamando mudança, e a mudança tem que começar por algum lugar..... quanto a reforma, pouco ou nada me atinge...




    Mudar o pensamento de Estado-dependência do brasileiro vai levar tempo. Ainda há girinos aqui que acham que não existe déficit na previdência e/ou apresentam soluções bolivarianas/venezuelanas para o problema fiscal.
    Hoje, nós servidores contribuímos para pagar as aposentadorias de quem já está lá, e não para nossa própria. Quem mais perde com essa reforma são os togadões, auditores fiscais, delegados, políticos...ou seja, os maiores salários do serviço público.
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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 20 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 24 Abr 2019, 11:13 am

    androsvilazza escreveu:
    MConcursos escreveu:Ouvi dizer que o ganho com a reforma seria 1,5 trilhao e nao 1 trilhao como aventando. O governo quer esconder pq mesmo desidratada ficaria ainda no 1 tri.

    Muito fuzuê por pouca coisa. Reforma aprovada na CCJ, a comissão especial está para ser instaurada, agora o Ministério da Economia deve "abrir" os números, conforme acordo costurado com o Rogério Marinho.
    Lógico que, na minha percepção, o governo deveria ter deixado tais dados e cálculos disponíveis desde logo (embora nenhuma reforma anterior tenha tido o mesmo tratamento, de abrir os cálculos ainda na discussão de admissibilidade na CCJ). E agora, na comissão especial, é ainda mais importante a disponibilização dos cálculos, até para se chegar a um consenso sobre os pontos a serem alterados e o impacto fiscal de tais alterações.

    Acho engraçado que o pessoal que, na CCJ, mais esperneou pelos "números e cálculos" (principalmente a oposição, mas também alguns do Centrão) é justamente aquele pessoal que não tem a menor aptidão com cálculos e que, quando confrontado com números e estatísticas, sai pela tangente. O mesmo se pode dizer em relação aos comentários aqui no fórum.

    Como "relembrar é viver", vamos voltar à discussão do nosso último PCS, em 2015. Foi aprovado na Câmara, tanto nas comissões quanto no plenário; foi ao Senado, também aprovado em sua admissibilidade e só na Comissão de Assuntos Econômicos foram lembrar de cobrar os "cálculos e números" relativos ao PCS. Ainda lembro de muita gente demonizando o então Senador Ricardo Ferraço, por ter exigido a apresentação dos cálculos. Na hora de aprovar nosso leitinho, os números "não eram relevantes". Agora, na discussão de admissibilidade (não mérito, admissibilidade) da reforma na CCJ, o pessoal quer fazer tempestade em copo d'água. Laughing Laughing

    Ideologia e casuísmo são tudo. Nós servidores, alguns, não escapamos disso.
    Ainda se insiste na loucura de que não há déficit.
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    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Abr 2019, 11:22 am

    há um ditado que diz que a ignorância não tem dúvidas. é isso. está tudo certo. caio de bico e vendado na piscina seca preparada pelo posto ipiranga. kkk


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    Reforma da Previdência (versão 2019) - Página 20 Empty Re: Reforma da Previdência (versão 2019)

    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Abr 2019, 11:26 am

    Coluna do Hélio Gurovitz:


    Centrão vence na Previdência:

    Centrão vence na Previdência.

    A desarticulação política do governo tornou o Centrão – bloco de partidos integrado por DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade – protagonista na reforma da Previdência. O bloco foi o principal vitorioso na aprovação do parecer favorável à reforma no final da noite de ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), por 48 votos a 18.

    Para obter apoio do bloco, o governo aceitou alterar quatro pontos do texto original. Além disso, de acordo com relatos dos próprios parlamentares publicados na imprensa, o governo ofereceu um aumento no valor das emendas orçamentárias destinadas a cada deputado que votasse pela reforma na CCJ.

    De R$ 15 milhões por ano, as emendas previstas no Orçamento passariam a R$ 25 milhões até 2022, resultando num incremento de R$ 40 milhões para cada deputado. Caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo, a maior parte desse valor teria execução obrigatória. Seria dinheiro controlado pelos parlamentares, destinado a projetos em suas bases – a velha política do “toma lá, dá cá” contra a qual Bolsonaro pregava na campanha eleitoral.

    O Centrão sai da votação de ontem também como favorito a controlar os dois principais cargos na Comissão Especial da reforma que deverá ser estabelecida amanhã na Câmara: a presidência e a relatoria. O projeto original do governo continuará a ser desfigurado para garantir os votos do bloco – e as economias de R$ 1,1 trilhão almejadas e proclamadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, podem desde já ser consideradas um delírio.

    Entre as principais alterações já cogitadas estão a exclusão do texto das mudanças no abono salarial, nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a deficientes ou a idosos que não consigam comprovar tempo de contribuição. De acordo com os números do último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, esses três itens somam economias de R$ 228,5 bilhões em dez anos. O máximo que a reforma poderia poupar aos cofres públicos cairia, portanto, a R$ 844 bilhões em uma década.

    As alterações propostas por parlamentares do Centrão não ficariam por aí. Entrou em discussão também a suspensão da obrigatoriedade das mudanças nas previdências de Estados e municípios, que economizariam mais de R$ 500 bilhões no período (o trilhão proclamado por Guedes se refere apenas às economias para o governo federal).

    Deputados ligados ao Centrão falam ainda em retirar do texto a criação do regime de capitalização, em mexer nos critérios para aposentadorias dos professores e em manter as regras para aposentadoria como matéria constitucional, dificultando mudanças futuras.

    Nenhuma dessas mudanças precisará da oposição para ocorrer. Elas representam apenas uma espécie de custo mínimo que o governo deverá pagar para que a reforma prossiga em sua tramitação e obtenha os votos de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos, necessários à aprovação de qualquer emenda à Constituição.

    A estratégia dos oposicionistas para barrar a reforma pôde ser vislumbrada na sessão de quase nove horas ontem na CCJ: tentar obstruir os trabalhos de todas as formas possíveis, usando quando necessário os argumentos mais estapafúrdios. Vale tudo, no limite até bate-boca e gritaria.

    Tal atitude retira da oposição a credibilidade necessária para se fazer ouvir quando tem razão. Era o caso do pedido para que a CCJ aguardasse a divulgação pelo governo dos estudos que embasaram os cálculos das economias da reforma, esperados para amanhã.

    Não era sensato a CCJ ter votado a constitucionalidade sem conhecer tais números, já que avaliar o impacto orçamentário é parte das exigências constitucionais sobre qualquer emenda – e, por definição, não existe reforma da Previdência sem impacto orçamentário.

    Apesar disso, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini, preferiu levar a cabo uma sessão tensa e exaustiva, com a apreciação (e rejeição) de nada menos que sete requerimentos pedindo adiamento da votação do parecer sobre a reforma, a arriscar deixar para outro dia e perder os votos já comprometidos. Ao todo, o texto levou 62 dias para superar a fase da CCJ (foram apenas 10 para o projeto enviado no governo Temer, que contava com uma base parlamentar estável).

    Também é correto discutir o impacto da reforma sobre os diferentes estratos sociais, como quer a oposição. Mas é um absurdo que deputados preparados insistam que a reforma necessariamente prejudica os pobres, apenas porque o custo total é maior para os aposentados pelo INSS (R$ 671 bilhões em dez anos, segundo a IFI).

    Em 2017, os 723 mil aposentados e pensionistas do governo federal ganhavam em média R$ 9.179 por mês, enquanto os 34,4 milhões de beneficiários do INSS recebiam R$ 1.200. No total, é evidente que o governo gastou mais com os mais de 34 milhões que ganham menos (R$ 557 bilhões, ante R$ 82 bilhões) – mas isso não reduz em um centavo o privilégio dos 723 mil.

    O correto, portanto, é estimar o custo individual médio para cada beneficiário, de acordo com sua faixa de renda, para só então comparar as perdas dos mais pobres com as do alto funcionalismo público, pertencente à classe alta. Os números que o governo divulgará amanhã permitirão fazer esse cálculo, além de outras simulações. Contribuirão para dirimir enfim a questão e demonstrarão quem, na verdade, a oposição defende ao tentar barrar a reforma da Previdência: os pobres ou os privilégios do funcionalismo.

    Resumo: o Centrão (capitaneado pelo Rodrigo Maia) começa a ganhar força nessa discussão da Previdência. Provavelmente receba a presidência da comissão especial e, talvez, até a relatoria (há relatos de que talvez o relator seja indicado em combinação com o Ministro Paulo Guedes).

    Há mais pontos que devem entrar em discussão, sendo provavelmente cortados na comissão especial ou para viabilizar a aprovação no plenário:
    - as mudanças no BPC e aposentadoria rural;
    - mudanças no abono salarial;
    - a criação do regime de capitalização;
    - aposentadorias de professores;
    - a desconstitucionalização das regras para aposentadoria.

    Ninguém, até o momento, parece preocupado com as mudanças na aposentadoria de servidores públicos. No entanto, acredito que os grupos de pressão consigam, pelo menos, suavizar as regras de transição.
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Abr 2019, 11:32 am

    Quem tiver tempo e paciência e quiser aprofundar um pouco no estudo sobre previdência e o texto da reforma, sugiro consultar os relatórios da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado. São vários textos, por isso não vou colar os links de um por um aqui. Mas deixo o link para a página onde se encontram tais relatórios:

    Relatórios de Acompanhamento Fiscal da IFI

    Os relatórios de maior interesse para a discussão da reforma da previdência se encontram nos meses de março e abril de 2019. Há, como eu disse, vários documentos: um diagnóstico da Previdência Social, das condições demográficas no Brasil, Análise da PEC 06/2019, análise dos impactos fiscais de algumas medidas como o BPC e abono salarial e dois relatórios específicos de acompanhamento sobre a reforma da Previdência. Ótimas leituras.
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    Mensagem por ale1969 em Qua 24 Abr 2019, 12:59 pm

    androsvilazza escreveu:Coluna do Hélio Gurovitz:


    Centrão vence na Previdência:

    Centrão vence na Previdência.

    A desarticulação política do governo tornou o Centrão – bloco de partidos integrado por DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade – protagonista na reforma da Previdência. O bloco foi o principal vitorioso na aprovação do parecer favorável à reforma no final da noite de ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), por 48 votos a 18.

    Para obter apoio do bloco, o governo aceitou alterar quatro pontos do texto original. Além disso, de acordo com relatos dos próprios parlamentares publicados na imprensa, o governo ofereceu um aumento no valor das emendas orçamentárias destinadas a cada deputado que votasse pela reforma na CCJ.

    De R$ 15 milhões por ano, as emendas previstas no Orçamento passariam a R$ 25 milhões até 2022, resultando num incremento de R$ 40 milhões para cada deputado. Caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo, a maior parte desse valor teria execução obrigatória. Seria dinheiro controlado pelos parlamentares, destinado a projetos em suas bases – a velha política do “toma lá, dá cá” contra a qual Bolsonaro pregava na campanha eleitoral.

    O Centrão sai da votação de ontem também como favorito a controlar os dois principais cargos na Comissão Especial da reforma que deverá ser estabelecida amanhã na Câmara: a presidência e a relatoria. O projeto original do governo continuará a ser desfigurado para garantir os votos do bloco – e as economias de R$ 1,1 trilhão almejadas e proclamadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, podem desde já ser consideradas um delírio.

    Entre as principais alterações já cogitadas estão a exclusão do texto das mudanças no abono salarial, nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a deficientes ou a idosos que não consigam comprovar tempo de contribuição. De acordo com os números do último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, esses três itens somam economias de R$ 228,5 bilhões em dez anos. O máximo que a reforma poderia poupar aos cofres públicos cairia, portanto, a R$ 844 bilhões em uma década.

    As alterações propostas por parlamentares do Centrão não ficariam por aí. Entrou em discussão também a suspensão da obrigatoriedade das mudanças nas previdências de Estados e municípios, que economizariam mais de R$ 500 bilhões no período (o trilhão proclamado por Guedes se refere apenas às economias para o governo federal).

    Deputados ligados ao Centrão falam ainda em retirar do texto a criação do regime de capitalização, em mexer nos critérios para aposentadorias dos professores e em manter as regras para aposentadoria como matéria constitucional, dificultando mudanças futuras.

    Nenhuma dessas mudanças precisará da oposição para ocorrer. Elas representam apenas uma espécie de custo mínimo que o governo deverá pagar para que a reforma prossiga em sua tramitação e obtenha os votos de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos, necessários à aprovação de qualquer emenda à Constituição.

    A estratégia dos oposicionistas para barrar a reforma pôde ser vislumbrada na sessão de quase nove horas ontem na CCJ: tentar obstruir os trabalhos de todas as formas possíveis, usando quando necessário os argumentos mais estapafúrdios. Vale tudo, no limite até bate-boca e gritaria.

    Tal atitude retira da oposição a credibilidade necessária para se fazer ouvir quando tem razão. Era o caso do pedido para que a CCJ aguardasse a divulgação pelo governo dos estudos que embasaram os cálculos das economias da reforma, esperados para amanhã.

    Não era sensato a CCJ ter votado a constitucionalidade sem conhecer tais números, já que avaliar o impacto orçamentário é parte das exigências constitucionais sobre qualquer emenda – e, por definição, não existe reforma da Previdência sem impacto orçamentário.

    Apesar disso, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini, preferiu levar a cabo uma sessão tensa e exaustiva, com a apreciação (e rejeição) de nada menos que sete requerimentos pedindo adiamento da votação do parecer sobre a reforma, a arriscar deixar para outro dia e perder os votos já comprometidos. Ao todo, o texto levou 62 dias para superar a fase da CCJ (foram apenas 10 para o projeto enviado no governo Temer, que contava com uma base parlamentar estável).

    Também é correto discutir o impacto da reforma sobre os diferentes estratos sociais, como quer a oposição. Mas é um absurdo que deputados preparados insistam que a reforma necessariamente prejudica os pobres, apenas porque o custo total é maior para os aposentados pelo INSS (R$ 671 bilhões em dez anos, segundo a IFI).

    Em 2017, os 723 mil aposentados e pensionistas do governo federal ganhavam em média R$ 9.179 por mês, enquanto os 34,4 milhões de beneficiários do INSS recebiam R$ 1.200. No total, é evidente que o governo gastou mais com os mais de 34 milhões que ganham menos (R$ 557 bilhões, ante R$ 82 bilhões) – mas isso não reduz em um centavo o privilégio dos 723 mil.

    O correto, portanto, é estimar o custo individual médio para cada beneficiário, de acordo com sua faixa de renda, para só então comparar as perdas dos mais pobres com as do alto funcionalismo público, pertencente à classe alta. Os números que o governo divulgará amanhã permitirão fazer esse cálculo, além de outras simulações. Contribuirão para dirimir enfim a questão e demonstrarão quem, na verdade, a oposição defende ao tentar barrar a reforma da Previdência: os pobres ou os privilégios do funcionalismo.

    Resumo: o Centrão (capitaneado pelo Rodrigo Maia) começa a ganhar força nessa discussão da Previdência. Provavelmente receba a presidência da comissão especial e, talvez, até a relatoria (há relatos de que talvez o relator seja indicado em combinação com o Ministro Paulo Guedes).

    Há mais pontos que devem entrar em discussão, sendo provavelmente cortados na comissão especial ou para viabilizar a aprovação no plenário:
    - as mudanças no BPC e aposentadoria rural;
    - mudanças no abono salarial;
    - a criação do regime de capitalização;
    - aposentadorias de professores;
    - a desconstitucionalização das regras para aposentadoria.

    Ninguém, até o momento, parece preocupado com as mudanças na aposentadoria de servidores públicos. No entanto, acredito que os grupos de pressão consigam, pelo menos, suavizar as regras de transição.

    O problema é exatamente esse. Já há duas regras de transição em vigor, a da EC 20/98 e da 41/05. Não há uma nova regra de transição para esses servidores, que terão que trabalhar até 51 anos para aposentar.

    O Min. Paulo Guedes confirmou na Globo News que foram colocadas "pegadinhas" na proposta para enganar os Deputados e que serão retiradas, como algumas já foram, nas comissões.

    Ficou muito claro o motivo do sigilo das contas, estas quando abertas pela CPI do Senado mostraram superávit até 2015 e tendência decrescente com relação ao PIB para os servidores públicos até 2017(último ano consolidado). Acredito que tenha havido piora significativa com o agravamento da crise político-econômica de 2015 a 2018, principalmente após a reforma trabalhista.

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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 24 Abr 2019, 1:36 pm

    androsvilazza escreveu:Coluna do Hélio Gurovitz:


    Centrão vence na Previdência:

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    A desarticulação política do governo tornou o Centrão – bloco de partidos integrado por DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade – protagonista na reforma da Previdência. O bloco foi o principal vitorioso na aprovação do parecer favorável à reforma no final da noite de ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), por 48 votos a 18.

    Para obter apoio do bloco, o governo aceitou alterar quatro pontos do texto original. Além disso, de acordo com relatos dos próprios parlamentares publicados na imprensa, o governo ofereceu um aumento no valor das emendas orçamentárias destinadas a cada deputado que votasse pela reforma na CCJ.

    De R$ 15 milhões por ano, as emendas previstas no Orçamento passariam a R$ 25 milhões até 2022, resultando num incremento de R$ 40 milhões para cada deputado. Caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo, a maior parte desse valor teria execução obrigatória. Seria dinheiro controlado pelos parlamentares, destinado a projetos em suas bases – a velha política do “toma lá, dá cá” contra a qual Bolsonaro pregava na campanha eleitoral.

    O Centrão sai da votação de ontem também como favorito a controlar os dois principais cargos na Comissão Especial da reforma que deverá ser estabelecida amanhã na Câmara: a presidência e a relatoria. O projeto original do governo continuará a ser desfigurado para garantir os votos do bloco – e as economias de R$ 1,1 trilhão almejadas e proclamadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, podem desde já ser consideradas um delírio.

    Entre as principais alterações já cogitadas estão a exclusão do texto das mudanças no abono salarial, nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a deficientes ou a idosos que não consigam comprovar tempo de contribuição. De acordo com os números do último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, esses três itens somam economias de R$ 228,5 bilhões em dez anos. O máximo que a reforma poderia poupar aos cofres públicos cairia, portanto, a R$ 844 bilhões em uma década.

    As alterações propostas por parlamentares do Centrão não ficariam por aí. Entrou em discussão também a suspensão da obrigatoriedade das mudanças nas previdências de Estados e municípios, que economizariam mais de R$ 500 bilhões no período (o trilhão proclamado por Guedes se refere apenas às economias para o governo federal).

    Deputados ligados ao Centrão falam ainda em retirar do texto a criação do regime de capitalização, em mexer nos critérios para aposentadorias dos professores e em manter as regras para aposentadoria como matéria constitucional, dificultando mudanças futuras.

    Nenhuma dessas mudanças precisará da oposição para ocorrer. Elas representam apenas uma espécie de custo mínimo que o governo deverá pagar para que a reforma prossiga em sua tramitação e obtenha os votos de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos, necessários à aprovação de qualquer emenda à Constituição.

    A estratégia dos oposicionistas para barrar a reforma pôde ser vislumbrada na sessão de quase nove horas ontem na CCJ: tentar obstruir os trabalhos de todas as formas possíveis, usando quando necessário os argumentos mais estapafúrdios. Vale tudo, no limite até bate-boca e gritaria.

    Tal atitude retira da oposição a credibilidade necessária para se fazer ouvir quando tem razão. Era o caso do pedido para que a CCJ aguardasse a divulgação pelo governo dos estudos que embasaram os cálculos das economias da reforma, esperados para amanhã.

    Não era sensato a CCJ ter votado a constitucionalidade sem conhecer tais números, já que avaliar o impacto orçamentário é parte das exigências constitucionais sobre qualquer emenda – e, por definição, não existe reforma da Previdência sem impacto orçamentário.

    Apesar disso, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini, preferiu levar a cabo uma sessão tensa e exaustiva, com a apreciação (e rejeição) de nada menos que sete requerimentos pedindo adiamento da votação do parecer sobre a reforma, a arriscar deixar para outro dia e perder os votos já comprometidos. Ao todo, o texto levou 62 dias para superar a fase da CCJ (foram apenas 10 para o projeto enviado no governo Temer, que contava com uma base parlamentar estável).

    Também é correto discutir o impacto da reforma sobre os diferentes estratos sociais, como quer a oposição. Mas é um absurdo que deputados preparados insistam que a reforma necessariamente prejudica os pobres, apenas porque o custo total é maior para os aposentados pelo INSS (R$ 671 bilhões em dez anos, segundo a IFI).

    Em 2017, os 723 mil aposentados e pensionistas do governo federal ganhavam em média R$ 9.179 por mês, enquanto os 34,4 milhões de beneficiários do INSS recebiam R$ 1.200. No total, é evidente que o governo gastou mais com os mais de 34 milhões que ganham menos (R$ 557 bilhões, ante R$ 82 bilhões) – mas isso não reduz em um centavo o privilégio dos 723 mil.

    O correto, portanto, é estimar o custo individual médio para cada beneficiário, de acordo com sua faixa de renda, para só então comparar as perdas dos mais pobres com as do alto funcionalismo público, pertencente à classe alta. Os números que o governo divulgará amanhã permitirão fazer esse cálculo, além de outras simulações. Contribuirão para dirimir enfim a questão e demonstrarão quem, na verdade, a oposição defende ao tentar barrar a reforma da Previdência: os pobres ou os privilégios do funcionalismo.

    Resumo: o Centrão (capitaneado pelo Rodrigo Maia) começa a ganhar força nessa discussão da Previdência. Provavelmente receba a presidência da comissão especial e, talvez, até a relatoria (há relatos de que talvez o relator seja indicado em combinação com o Ministro Paulo Guedes).

    Há mais pontos que devem entrar em discussão, sendo provavelmente cortados na comissão especial ou para viabilizar a aprovação no plenário:
    - as mudanças no BPC e aposentadoria rural;
    - mudanças no abono salarial;
    - a criação do regime de capitalização;
    - aposentadorias de professores;
    - a desconstitucionalização das regras para aposentadoria.

    Ninguém, até o momento, parece preocupado com as mudanças na aposentadoria de servidores públicos. No entanto, acredito que os grupos de pressão consigam, pelo menos, suavizar as regras de transição.

    O que muito servidor "esquece" é que contribuíamos com apena 6% até 1997, fora que aposentar integral contribuindo até 10 anos no mesmo cargo é uma aberração.
    Com isso, nosso sistema previdenciário entrará em colapso em breve se não for reformado.
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    Mensagem por wktm em Qua 24 Abr 2019, 1:50 pm

    São 40 milhões para aprovar a volta da escravidão
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    Mensagem por tecnico_judiciarioti em Qua 24 Abr 2019, 1:54 pm

    androsvilazza escreveu:Coluna do Hélio Gurovitz:


    Centrão vence na Previdência:

    Centrão vence na Previdência.

    A desarticulação política do governo tornou o Centrão – bloco de partidos integrado por DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade – protagonista na reforma da Previdência. O bloco foi o principal vitorioso na aprovação do parecer favorável à reforma no final da noite de ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), por 48 votos a 18.

    Para obter apoio do bloco, o governo aceitou alterar quatro pontos do texto original. Além disso, de acordo com relatos dos próprios parlamentares publicados na imprensa, o governo ofereceu um aumento no valor das emendas orçamentárias destinadas a cada deputado que votasse pela reforma na CCJ.

    De R$ 15 milhões por ano, as emendas previstas no Orçamento passariam a R$ 25 milhões até 2022, resultando num incremento de R$ 40 milhões para cada deputado. Caso seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo, a maior parte desse valor teria execução obrigatória. Seria dinheiro controlado pelos parlamentares, destinado a projetos em suas bases – a velha política do “toma lá, dá cá” contra a qual Bolsonaro pregava na campanha eleitoral.

    O Centrão sai da votação de ontem também como favorito a controlar os dois principais cargos na Comissão Especial da reforma que deverá ser estabelecida amanhã na Câmara: a presidência e a relatoria. O projeto original do governo continuará a ser desfigurado para garantir os votos do bloco – e as economias de R$ 1,1 trilhão almejadas e proclamadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, podem desde já ser consideradas um delírio.

    Entre as principais alterações já cogitadas estão a exclusão do texto das mudanças no abono salarial, nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a deficientes ou a idosos que não consigam comprovar tempo de contribuição. De acordo com os números do último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, esses três itens somam economias de R$ 228,5 bilhões em dez anos. O máximo que a reforma poderia poupar aos cofres públicos cairia, portanto, a R$ 844 bilhões em uma década.

    As alterações propostas por parlamentares do Centrão não ficariam por aí. Entrou em discussão também a suspensão da obrigatoriedade das mudanças nas previdências de Estados e municípios, que economizariam mais de R$ 500 bilhões no período (o trilhão proclamado por Guedes se refere apenas às economias para o governo federal).

    Deputados ligados ao Centrão falam ainda em retirar do texto a criação do regime de capitalização, em mexer nos critérios para aposentadorias dos professores e em manter as regras para aposentadoria como matéria constitucional, dificultando mudanças futuras.

    Nenhuma dessas mudanças precisará da oposição para ocorrer. Elas representam apenas uma espécie de custo mínimo que o governo deverá pagar para que a reforma prossiga em sua tramitação e obtenha os votos de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos, necessários à aprovação de qualquer emenda à Constituição.

    A estratégia dos oposicionistas para barrar a reforma pôde ser vislumbrada na sessão de quase nove horas ontem na CCJ: tentar obstruir os trabalhos de todas as formas possíveis, usando quando necessário os argumentos mais estapafúrdios. Vale tudo, no limite até bate-boca e gritaria.

    Tal atitude retira da oposição a credibilidade necessária para se fazer ouvir quando tem razão. Era o caso do pedido para que a CCJ aguardasse a divulgação pelo governo dos estudos que embasaram os cálculos das economias da reforma, esperados para amanhã.

    Não era sensato a CCJ ter votado a constitucionalidade sem conhecer tais números, já que avaliar o impacto orçamentário é parte das exigências constitucionais sobre qualquer emenda – e, por definição, não existe reforma da Previdência sem impacto orçamentário.

    Apesar disso, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini, preferiu levar a cabo uma sessão tensa e exaustiva, com a apreciação (e rejeição) de nada menos que sete requerimentos pedindo adiamento da votação do parecer sobre a reforma, a arriscar deixar para outro dia e perder os votos já comprometidos. Ao todo, o texto levou 62 dias para superar a fase da CCJ (foram apenas 10 para o projeto enviado no governo Temer, que contava com uma base parlamentar estável).

    Também é correto discutir o impacto da reforma sobre os diferentes estratos sociais, como quer a oposição. Mas é um absurdo que deputados preparados insistam que a reforma necessariamente prejudica os pobres, apenas porque o custo total é maior para os aposentados pelo INSS (R$ 671 bilhões em dez anos, segundo a IFI).

    Em 2017, os 723 mil aposentados e pensionistas do governo federal ganhavam em média R$ 9.179 por mês, enquanto os 34,4 milhões de beneficiários do INSS recebiam R$ 1.200. No total, é evidente que o governo gastou mais com os mais de 34 milhões que ganham menos (R$ 557 bilhões, ante R$ 82 bilhões) – mas isso não reduz em um centavo o privilégio dos 723 mil.

    O correto, portanto, é estimar o custo individual médio para cada beneficiário, de acordo com sua faixa de renda, para só então comparar as perdas dos mais pobres com as do alto funcionalismo público, pertencente à classe alta. Os números que o governo divulgará amanhã permitirão fazer esse cálculo, além de outras simulações. Contribuirão para dirimir enfim a questão e demonstrarão quem, na verdade, a oposição defende ao tentar barrar a reforma da Previdência: os pobres ou os privilégios do funcionalismo.

    Resumo: o Centrão (capitaneado pelo Rodrigo Maia) começa a ganhar força nessa discussão da Previdência. Provavelmente receba a presidência da comissão especial e, talvez, até a relatoria (há relatos de que talvez o relator seja indicado em combinação com o Ministro Paulo Guedes).

    Há mais pontos que devem entrar em discussão, sendo provavelmente cortados na comissão especial ou para viabilizar a aprovação no plenário:
    - as mudanças no BPC e aposentadoria rural;
    - mudanças no abono salarial;
    - a criação do regime de capitalização;
    - aposentadorias de professores;
    - a desconstitucionalização das regras para aposentadoria.

    Ninguém, até o momento, parece preocupado com as mudanças na aposentadoria de servidores públicos. No entanto, acredito que os grupos de pressão consigam, pelo menos, suavizar as regras de transição.

    capitalização e desconstitucionalização são fundamentais, o governo vai comprar briga por isso
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    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Abr 2019, 7:20 pm

    quem desejar saber os números reais do rombo, ou TOMBO (no povão), da previdência, volte alguns posts atrás e vejam os números do "sacrifício" que os militares darão à nação, e também policiais e assemelhados, com o retorno da integralidade/paridade. tempos difíceis - para aqueles que não são amigos do rei.


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    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Abr 2019, 7:42 pm

    Galizezin escreveu:quem desejar saber os números reais do rombo, ou TOMBO (no povão), da previdência, volte alguns posts atrás e vejam os números do "sacrifício" que os militares darão à nação, e também policiais e assemelhados, com o retorno da integralidade/paridade. tempos difíceis - para aqueles que não são amigos do rei.

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.
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    Mensagem por jornalista em Qua 24 Abr 2019, 10:08 pm

    wktm escreveu:São 40 milhões para aprovar a volta da escravidão
    Eu li a reportagem (mal escrita). Só não sei de onde o governo vai tirar esse valor, se a partir do ano que vem, as emendas serão vinculadas.
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    Mensagem por anuvenzinha em Qua 24 Abr 2019, 10:25 pm

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:quem desejar saber os números reais do rombo, ou TOMBO (no povão), da previdência, volte alguns posts atrás e vejam os números do "sacrifício" que os militares darão à nação, e também policiais e assemelhados, com o retorno da integralidade/paridade. tempos difíceis - para aqueles que não são amigos do rei.

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.

    Se é pra corrigir... , se me permite, também, parece olhando assim "de prima" p/ teus comentários q o colega só se referiu a militares o q não foi o caso: policiais e assemelhados e é bom lembrar q no caso desses não se encaixa tua afirmativa q "NUNCA deixaram de ter paridade e ntegralidade".
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    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Abr 2019, 11:12 pm

    anuvenzinha escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:quem desejar saber os números reais do rombo, ou TOMBO (no povão), da previdência, volte alguns posts atrás e vejam os números do "sacrifício" que os militares darão à nação, e também policiais e assemelhados, com o retorno da integralidade/paridade. tempos difíceis - para aqueles que não são amigos do rei.

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.

    Se é pra corrigir... , se me permite, também, parece olhando assim "de prima" p/ teus comentários q o colega só se referiu a militares o q não foi o caso: policiais e assemelhados e é bom lembrar q no caso desses não se encaixa tua afirmativa q "NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade".

    quando mencionei sobre os números do sacrifício dos militares, me referi ao fato de que receberão reajuste salarial. já policiais e assemelhados terão o retorno da paridade/integralidade, exaustivamente atacada pelo governo.


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    Mensagem por Protocol em Qua 24 Abr 2019, 11:18 pm

    Galizezin escreveu:
    anuvenzinha escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:quem desejar saber os números reais do rombo, ou TOMBO (no povão), da previdência, volte alguns posts atrás e vejam os números do "sacrifício" que os militares darão à nação, e também policiais e assemelhados, com o retorno da integralidade/paridade. tempos difíceis - para aqueles que não são amigos do rei.

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.

    Se é pra corrigir... , se me permite, também, parece olhando assim "de prima" p/ teus comentários q o colega só se referiu a militares o q não foi o caso: policiais e assemelhados e é bom lembrar q no caso desses não se encaixa tua afirmativa q "NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade".

    quando mencionei sobre os números do sacrifício dos militares, me referi ao fato de que receberão reajuste salarial. já policiais e assemelhados terão o retorno da paridade/integralidade, exaustivamente atacada pelo governo.

    Para ser sincero achei bem coerentes ambas as medidas por parte do governo, considerando quem está no poder.

    O agrado evita dois inimigos poderosos para a reforma e com alta taxa de aprovação na sociedade.
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    Mensagem por Galizezin em Qua 24 Abr 2019, 11:29 pm

    Protocol escreveu:
    Galizezin escreveu:
    anuvenzinha escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.

    Se é pra corrigir... , se me permite, também, parece olhando assim "de prima" p/ teus comentários q o colega só se referiu a militares o q não foi o caso: policiais e assemelhados e é bom lembrar q no caso desses não se encaixa tua afirmativa q "NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade".

    quando mencionei sobre os números do sacrifício dos militares, me referi ao fato de que receberão reajuste salarial. já policiais e assemelhados terão o retorno da paridade/integralidade, exaustivamente atacada pelo governo.

    Para ser sincero achei bem coerentes ambas as medidas por parte do governo, considerando quem está no poder.

    O agrado evita dois inimigos poderosos para a reforma e com alta taxa de aprovação na sociedade.

    bate com o tal "novo jeito de fazer política" do bolsonaro. Very Happy


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    Mensagem por androsvilazza em Qua 24 Abr 2019, 11:43 pm

    Protocol escreveu:
    Galizezin escreveu:
    anuvenzinha escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    Uma pequena correção, se me permite: não retorna o que não se foi. Os militares, diferentemente dos servidores civis, NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade, então hoje (antes da reforma) eles já estão mantendo esse "direito". Pode-se defender que seria justo que eles perdessem tal direito na atual proposta de reforma, mas é bom lembrar que com ou sem reforma (da forma como está posta hoje) os militares têm "direito" à paridade e integralidade.

    Se é pra corrigir... , se me permite, também, parece olhando assim "de prima" p/ teus comentários q o colega só se referiu a militares o q não foi o caso: policiais e assemelhados e é bom lembrar q no caso desses não se encaixa tua afirmativa q "NUNCA deixaram de ter paridade e integralidade".

    quando mencionei sobre os números do sacrifício dos militares, me referi ao fato de que receberão reajuste salarial. já policiais e assemelhados terão o retorno da paridade/integralidade, exaustivamente atacada pelo governo.

    Para ser sincero achei bem coerentes ambas as medidas por parte do governo, considerando quem está no poder.

    O agrado evita dois inimigos poderosos para a reforma e com alta taxa de aprovação na sociedade.

    Sinceramente, por enquanto não estou considerando as categorias "policiais e assemelhados" como parte da reforma. Até existem menções a eles no texto, mas creio (posso estar enganado) que qualquer tipo de mudança em relação aos Estados e Municípios será retirada do texto até a aprovação em plenário. Devem sobrar apenas as mudanças no RGPS, RPPS e regime militar em nível Federal.

    Primeiramente porque, como dito, as carreiras policiais (e de professores, é bom lembrar) têm bom poder de mobilização e boa imagem perante a sociedade, passando longe de serem considerados "privilegiados". Têm forte defesa inclusive (e principalmente) na "base de apoio" ao governo, especialmente no próprio partido do presidente.

    Em segundo lugar, porque os maiores interessados na mudança (governadores) não têm movido uma palha para auxiliar na aprovação da reforma. A maioria sequer dá declarações públicas defendendo a importância do tema. Alguns, inclusive, chegam a criticar a reforma abertamente (embora torçam, em seu íntimo, por mudanças que favoreçam as finanças estaduais). Para o governo federal (e para o congresso), portanto, é mais fácil não levar o ônus sozinho e deixar que cada Estado "se vire" com o próprio dever de casa depois, cuidando de aprovar suas próprias reformas. Mal e mal deve passar alguma coisa relacionada à idade e tempo de serviço necessários à aposentadoria (porque esses são pontos intocáveis por reformas em nível estadual).

    Em resumo, as aposentadorias ditas "especiais" (policiais e professores) são pontos em que o governo federal pouco tem a ganhar, diretamente; além disso, quem deveria defender as mudanças não o faz (caso dos governadores) ou tem fortes motivos para votar contra (boa parte dos deputados ligados ao governo).

    Acho que esses pontos vão ficar como mais um "bode" a ser retirado na negociação para aprovação, promovendo apenas as mudanças que governadores e prefeitos não possuam competência constitucional para promover por si sós futuramente.
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    Mensagem por Galizezin em Qui 25 Abr 2019, 12:13 am

    se ressuscitar a paridade não é nada então tá. continua tudo do mesmo jeito. faturo o que acho que é bom e escondo o que acho que é ruim.


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