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    Assuntos gerais: economia & política

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    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 10 Set 2019, 1:38 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Bastião escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Guedes prevê arrecadação de R$ 150 bilhões por ano com 'nova CPMF'
    Em entrevista ao jornal 'Valor', ministro diz que proposta para Imposto sobre Transações Financeiras prevê 'escadinha' de alíquotas


    RIO - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, em entrevista ao jornal "Valor Econômico" , que a " nova CPMF ", batizada  de Imposto sobre Transações Financeiras, poderá arrecadar até R$ 150 bilhões por ano. Na entrevista, Guedes defendeu a criação deste imposto como alternativa para reduzir outros tributos .





    Fake news jocolor


    Como assim? Houve a entrevista e falou ou não?

    É tudo verdade. Houve a entrevista e o ministro da economia disse o que estava escrito lá. Se a proposta do governo vai mesmo vir com esse imposto, ou se vão desistir e recuar, não se sabe.

    O meu post era só uma isca pra quem ainda acredita em promessa de campanha Laughing

    Falar nisso, já tem gente "influente" flertando abertamente com o autoritarismo, dizendo que a democracia não resolve. Quando digo que o bolsonarismo e o petismo não são tão diferentes, apenas faces de uma mesma moeda podre, há quem divirja, mas está cada vez mais difícil manter a máscara no lugar.

    No fim das contas o discurso é o mesmo: a ditadura dos outros é ruim, a minha é necessária e um mal menor. Aos inimigos, investigação e cadeia; aos amigos, privilégios e acobertamento. E assim segue a roda no Brasil.

    Caro androsvilazza, a CPMF não irá voltar por dois motivos: o Congresso não irá aprová-la e o Bolsonaro vetará se for aprovada.
    Os estudos existem, mas para criar imposto em tempos de recessão, você tem que extinguir outros.
    Mas o Bolsonaro já negou diversas vezes a volta da mesma.
    Quanto ao resto, o Bolsonaro é um democrata. Até agora não houve nenhum movimento de autoritarismo por parte dele ou de seu governo.

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    Mensagem por Bastião em Ter 10 Set 2019, 1:41 pm

    Acho que o Kogano é um petista troll, só pode.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 10 Set 2019, 1:44 pm

    Bastião escreveu:Acho que o Kogano é um petista troll, só pode.

    hehehehehehehe....o Esquerdão imputa aos outros aquilo que ele é..... mmundo
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    Mensagem por Bastião em Ter 10 Set 2019, 1:48 pm

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    Nova CPMF é estelionato eleitoral


    Paulo Guedes inventou uma nova sigla para ressuscitar a velha CPMF. Em entrevista ao “Valor Econômico”, o ministro admitiu que o imposto, agora rebatizado de ITF, é “feio” e “chato”. Faltou dizer que seu retorno seria um estelionato eleitoral.

    Como deputado, Jair Bolsonaro passou duas décadas atacando a CPMF. No governo FH, chamou a contribuição de “desgraça” e “maldita”. No governo Lula, disse que um deputado favorável à cobrança merecia o “troféu cara de pau”.

    Como presidenciável, ele declarou diversas vezes que não recriaria o imposto. “Não admitiremos a volta da CPMF. É um imposto ingrato, que incide em cascata e não é justo. Não existirá a CPMF”, garantiu, às vésperas do primeiro turno.

    Ao assumir o poder, Bolsonaro mudou o tom. Com o caixa apertado, ele permitiu que a equipe econômica defendesse a recriação do imposto. Na semana passada, passou a dizer que topa a “nova CPMF” se houver “uma compensação para as pessoas”. Não explicou se ela viria na forma de abraço ou de tapinha nas costas.

    LEIA MAIS: Para zerar contribuição sobre salários, nova CPMF terá de arrecadar pelo menos R$ 200 bi

    Guedes tem apetite. Ele calcula que o imposto “feio” e “chato” pode render até R$ 150 bilhões por ano ao Tesouro. Seria dinheiro suficiente para suspender julgamentos estéticos e empurrar a cobrança goela abaixo da população.

    O ministro também já começou a mudar o discurso. Para exaltar a “nova era”, ele costumava desprezar todas as iniciativas dos antecessores. Agora diz que a CPMF, criada por tucanos e mantida por petistas, “arrecadou bem e por isso durou 13 anos”.

    Ao defender a recriação do imposto, Guedes se filia a um tipo conhecido dos brasileiros: o economista que abandona a cartilha liberal na primeira chance de morder o bolso do contribuinte.

    Na entrevista ao “Valor”, ele disse que a ressurreição do tributo poderá ser trocada por uma nova desoneração da folha de pagamentos. Mais uma vez, os empresários levarão o refresco enquanto os pobres e a classe média pagam a conta.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 10 Set 2019, 2:01 pm

    'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Mensagem por Bastião em Ter 10 Set 2019, 2:11 pm

    Korgano Masaka escreveu:'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Essa é do início de agosto, soldado.. não aprende que o que o Bizonho fala, não se escreve?

    Mas, de fato, só saberemos as suas reais intenções quando ele der a canetada da sanção ou do veto.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Ter 10 Set 2019, 2:15 pm

    Bastião escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Essa é do início de agosto, soldado.. não aprende que o que o Bizonho fala, não se escreve?

    Mas, de fato, só saberemos as suas reais intenções quando ele der a canetada da sanção ou do veto.

    hehehehehehe......Para o Esquerdão vale mais os que os outros falam, ou fake news mesmo, do que a palavra do Presidente Bolsonaro.
    As reais intenções dele já sabemos, quem não as aceita são vocês com todo esse mimimi eterno.....
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    Mensagem por androsvilazza em Ter 10 Set 2019, 2:18 pm

    Bastião escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Essa é do início de agosto, soldado.. não aprende que o que o Bizonho fala, não se escreve?

    Mas, de fato, só saberemos as suas reais intenções quando ele der a canetada da sanção ou do veto.

    Pelo contrário, saberemos suas intenções quando a proposta for apresentada. Só faz sentido sancionar ou vetar alguma coisa que tenha sido inserida ou modificada pelo Parlamento.

    Nunca é demais lembrar que Ministro não tem prerrogativa de apresentar emendas constitucionais ou projetos de lei: quem o faz, em nome do Executivo, é o Presidente da República.

    Se o Presidente não concorda com determinada medida, o óbvio é que sequer envie a proposta em primeiro lugar.

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    Mensagem por ale1969 em Ter 10 Set 2019, 4:26 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Bastião escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Guedes prevê arrecadação de R$ 150 bilhões por ano com 'nova CPMF'
    Em entrevista ao jornal 'Valor', ministro diz que proposta para Imposto sobre Transações Financeiras prevê 'escadinha' de alíquotas


    RIO - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, em entrevista ao jornal "Valor Econômico" , que a " nova CPMF ", batizada  de Imposto sobre Transações Financeiras, poderá arrecadar até R$ 150 bilhões por ano. Na entrevista, Guedes defendeu a criação deste imposto como alternativa para reduzir outros tributos .





    Fake news jocolor


    Como assim? Houve a entrevista e falou ou não?

    É tudo verdade. Houve a entrevista e o ministro da economia disse o que estava escrito lá. Se a proposta do governo vai mesmo vir com esse imposto, ou se vão desistir e recuar, não se sabe.

    O meu post era só uma isca pra quem ainda acredita em promessa de campanha Laughing

    Falar nisso, já tem gente "influente" flertando abertamente com o autoritarismo, dizendo que a democracia não resolve. Quando digo que o bolsonarismo e o petismo não são tão diferentes, apenas faces de uma mesma moeda podre, há quem divirja, mas está cada vez mais difícil manter a máscara no lugar.

    No fim das contas o discurso é o mesmo: a ditadura dos outros é ruim, a minha é necessária e um mal menor. Aos inimigos, investigação e cadeia; aos amigos, privilégios e acobertamento. E assim segue a roda no Brasil.

    É isso, foi esse o resultado da ruptura democrática de 2016. Uma criatura sem um pingo de vergonha na cara.
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    Mensagem por ale1969 em Ter 10 Set 2019, 4:29 pm

    androsvilazza escreveu:
    Bastião escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Mas, de fato, só saberemos as suas reais intenções quando ele der a canetada da sanção ou do veto.

    Pelo contrário, saberemos suas intenções quando a proposta for apresentada. Só faz sentido sancionar ou vetar alguma coisa que tenha sido inserida ou modificada pelo Parlamento.

    Nunca é demais lembrar que Ministro não tem prerrogativa de apresentar emendas constitucionais ou projetos de lei: quem o faz, em nome do Executivo, é o Presidente da República.

    Se o Presidente não concorda com determinada medida, o óbvio é que sequer envie a proposta em primeiro lugar.



    Esqueceu do fato que o Bozo é um fantoche, um verdadeiro "bobo da corte", não sabe nada de nada, só fala besteira...
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    Mensagem por anuvenzinha em Ter 10 Set 2019, 4:47 pm

    "Acredito" no guru, pois o "mito", falou q era no "mínimo, uma falta de humanidade" a reforminha do Temer; q mudaria a embaixada para Jerusalém; q não ampliaria a alíquota de de 11% p/ 14% dos servidores; etc.clown
    Qto a ruptura democrática em 2016: troll2 troll2 troll2
    Hummm...esqueceram que a Dilmanta posta por um larápio pinguçu, semianalfabeto fez de tudo pra afundar os servidores inclusive legitimando a reforma de 2003 obtida via mensalão sendo q este  nos comparando e fazendo confusão possivelmente a certos sindicalistas, a políticos corruptos!  Ah...se não fosse a Ellen Gracie e o Temer estaríamos comendo o pão q essa escória roubou com seus "cumpanheiros" justiceiros!
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    Mensagem por ale1969 em Ter 10 Set 2019, 4:55 pm

    anuvenzinha escreveu:"Acredito" no guru, pois o "mito", falou q era no "mínimo, uma falta de humanidade" a reforminha do Temer; q mudaria a embaixada para Jerusalém; q não ampliaria a alíquota de de 11% p/ 14% dos servidores; etc.clown
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    Tudo bem. Só não houve CRIME de responsabilidade.
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    Mensagem por ale1969 em Ter 10 Set 2019, 4:58 pm

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    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...
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    Mensagem por Bastião em Ter 10 Set 2019, 5:12 pm

    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...

    Que nada.. isso vai cair na conta de classe média e os mais pobres. Paulo Guedes não decepcionaria seus amiguinhos assim.
    Os ricos? Vão montar fundos exclusivos, trusts e varias estruturas para não pagar a contribuição.
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    Mensagem por androsvilazza em Ter 10 Set 2019, 5:23 pm

    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...

    Há um consenso quase universal de que o nazismo era nefasto, e o fato de um desafeto meu concordar com esta afirmação não me faz acreditar no contrário. Nem toda (quase) unanimidade é burra.

    Concordo que há sonegadores preocupados com a criação desse imposto, mas - pensando individualmente - eu não sonego imposto e também sou contrário, porque minha carga tributária pessoal vai aumentar. Não posso mais transferir dinheiro pra esposa fazer alguma compra pra casa. Sequer poderei movimentar meu dinheiro entre as minhas contas bancárias livremente, o que provavelmente vai me levar a encerrar algumas contas (que eu tinha aberto, sem pagar tarifas, diversificando investimentos, me favorecendo da concorrência no mercado etc.). Multiplique isto por milhões de clientes, que optarão por fazer o mesmo, e lá se vão embora anos de esforço para a redução da concentração e aumento da abertura do mercado bancário.

    Mesmo o argumento de se criar o imposto para possibilitar a redução da carga tributária sobre a folha de pagamentos é duvidoso. Embora a tributação sobre a folha seja realmente ruim, não se conserta um erro com outro maior. A política de desoneração criada pelo governo Dilma (que era pior, ao ser setorial e não universal) prova que o impacto para a geração de empregos não é tão significativo, quando a economia está em recessão/baixo crescimento, com altos níveis de desemprego e baixa produtividade. Muitas empresas hoje têm capacidade produtiva ociosa. Algumas não demitem porque não querem arcar com os custos da demissão, ou confiam na retomada da economia e sabem do custo para a recontratação funcionários, para além da carga tributária (seleção, treinamento, capacitação). Se forem retirados os encargos sobre a folha, ótimo, aumenta-se a margem de lucro da empresa, mas isso não significa que ela vá contratar novos funcionários - porque muitas vezes os funcionários atuais já estão operando abaixo da capacidade máxima. A desoneração só tem efeito direto, e forte, sobre os níveis de emprego, quando as empresas estão operando na sua capacidade máxima (em termos de mão de obra) e não contratam mais porque a carga tributária impede. Ou seja, em um ambiente completamente diferente do atual na economia brasileira.

    A origem da recessão brasileira não é de oferta, e sim de demanda. Nenhum empresário vai encher seu estabelecimento de funcionários sem a perspectiva de que as vendas aumentem. Duvido muito que um lojista, com dez empregados relativamente ociosos - por falta de demanda - vá contratar mais um ou dois, pra ficarem à toa, só porque o governo reduziu a contribuição sobre a folha.
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    Mensagem por Galizezin em Ter 10 Set 2019, 11:04 pm

    ledo engano do pessoal achar que a sonegação vai reduzir com a volta da cpmf. vamos voltar à era do pagamento em cash.


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    Mensagem por Galizezin em Ter 10 Set 2019, 11:42 pm

    Um mês depois, no entanto, recuou e afirmou que aceitaria a volta do imposto, desde que houvesse uma "compensação para as pessoas".

    "pessoas jurídicas", que fique bem claro!


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    Mensagem por anuvenzinha em Qua 11 Set 2019, 3:09 am

    ale1969 escreveu:
    anuvenzinha escreveu:"Acredito" no guru, pois o "mito", falou q era no "mínimo, uma falta de humanidade" a reforminha do Temer; q mudaria a embaixada para Jerusalém; q não ampliaria a alíquota de de 11% p/ 14% dos servidores; etc.clown
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    Tudo bem. Só não houve CRIME de responsabilidade.

    troll2 troll2 troll2
    Há realmente uma dúvida qto a tal "presidenta" estocadora de vento não ter incorrido num CRIME de responsabilidade pra ti e "cumpanheirada" haja vista a atual corte que engavetou, na época, dezenas de denúncias contra essa "ex-terrorista" desde "incompetência na gestão”(exemplos: Pasadena e financiamentos a ditaduras de esquerda) a nomeação do ex-presidente Lula para Ministro-Chefe da Casa Civil, etc.   V - A probidade na administração;  VII - A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos; no manual da esquerda não é crime se for pra financiamento da corja e pros membros do Foro de SP como os "médicos" cubanos e de ditaduras como Angola.
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    Mensagem por Galizezin em Qua 11 Set 2019, 9:47 am

    mais uma despromessa

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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 10:09 am

    Galizezin escreveu:mais uma despromessa

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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 11:25 am

    Galizezin escreveu:Um mês depois, no entanto, recuou e afirmou que aceitaria a volta do imposto, desde que houvesse uma "compensação para as pessoas".

    "pessoas jurídicas", que fique bem claro!


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    NÃO HAVERÁ NOVA CPMF

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    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 11:27 am

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:mais uma despromessa

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    Não sairá. Não existe briga entre o Bolsonaro e o Moro.
    Quem torce pela saída e planta essas notícias são os mesmos que querem o "Lula Livre" (talvez virá) e o fim da Lava Jato (que não virá).
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    Mensagem por Demileto em Qua 11 Set 2019, 1:08 pm

    Korgano Masaka escreveu:Não sairá. Não existe briga entre o Bolsonaro e o Moro.
    Quem torce pela saída e planta essas notícias são os mesmos que querem o "Lula Livre" (talvez virá) e o fim da Lava Jato (que não virá).[/b]

    Até gente de direita como o MBL, que não apóia nenhuma das duas opções listadas, avalia que a relação entre os dois não é tão flores assim (fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Estado de São Paulo escreveu:Como o senhor analisa essa relação entre o Bolsonaro e essa tropa de choque bolsonarista?
    No final das contas, o próprio bolsonarismo virou refém dessa postura, porque há um atrito bastante claro entre o Bolsonaro e o (Sergio) Moro (ministro da Justiça). O Bolsonaro diz: “O pacote anti-crime não é prioridade”, “com todo o respeito, o presidente sou eu”, “o Moro não estava na minha campanha” e começou a fritá-lo publicamente. Aí, esse militante bolsonarista, que tem uma visão binária do mundo – bem e mal, esquerda e direita – fica perdido. Quem está certo, Bolsonaro, o mito, ou Sergio Moro, o herói da Lava Jato? Atualmente, você já vê o Eduardo Bolsonaro lançando no Twitter um vídeo mostrando relações do Deltan Dallagnol (coordenador da Lava Jato) com a esquerda, tentando jogá-lo e por consequência o Moro para o lado da esquerda. Não acredito que ele vai conseguir, porque a imagem do Moro já está muito consolidada como o homem que prendeu o Lula. Como é que o homem que prendeu o Lula pode ser de esquerda? De repente, isso pode abrir uma brecha para o próprio Bolsonaro fazer uma autocrítica do tipo “eu alimentei isso aí, agora os xiitas estão se voltando contra mim”. Acho muito difícil isso acontecer. É mais um voto de esperança da minha parte. Agora, seria bom se acontecesse.

    Lembrando que memes do MBL foram muito usados por aqui durante a campanha passada por foristas pró-Bolsonaro.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 1:34 pm

    Demileto escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:Não sairá. Não existe briga entre o Bolsonaro e o Moro.
    Quem torce pela saída e planta essas notícias são os mesmos que querem o "Lula Livre" (talvez virá) e o fim da Lava Jato (que não virá).[/b]

    Até gente de direita como o MBL, que não apóia nenhuma das duas opções listadas, avalia que a relação entre os dois não é tão flores assim (fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Estado de São Paulo escreveu:Como o senhor analisa essa relação entre o Bolsonaro e essa tropa de choque bolsonarista?
    No final das contas, o próprio bolsonarismo virou refém dessa postura, porque há um atrito bastante claro entre o Bolsonaro e o (Sergio) Moro (ministro da Justiça). O Bolsonaro diz: “O pacote anti-crime não é prioridade”, “com todo o respeito, o presidente sou eu”, “o Moro não estava na minha campanha” e começou a fritá-lo publicamente. Aí, esse militante bolsonarista, que tem uma visão binária do mundo – bem e mal, esquerda e direita – fica perdido. Quem está certo, Bolsonaro, o mito, ou Sergio Moro, o herói da Lava Jato? Atualmente, você já vê o Eduardo Bolsonaro lançando no Twitter um vídeo mostrando relações do Deltan Dallagnol (coordenador da Lava Jato) com a esquerda, tentando jogá-lo e por consequência o Moro para o lado da esquerda. Não acredito que ele vai conseguir, porque a imagem do Moro já está muito consolidada como o homem que prendeu o Lula. Como é que o homem que prendeu o Lula pode ser de esquerda? De repente, isso pode abrir uma brecha para o próprio Bolsonaro fazer uma autocrítica do tipo “eu alimentei isso aí, agora os xiitas estão se voltando contra mim”. Acho muito difícil isso acontecer. É mais um voto de esperança da minha parte. Agora, seria bom se acontecesse.

    Lembrando que memes do MBL foram muito usados por aqui durante a campanha passada por foristas pró-Bolsonaro.

    O MBL tinha como candidato o Alckimin e seus políticos eleitos são do DEM do Rodrigo Maia (Botafogo na planilha da Odebretch). Ou seja, não são isentões e nem base de apoio ao governo Bolsonaro. Por isso interesse em fomentar a falsa "treta" entre Moro e Bolsonaro.
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    Mensagem por Bastião em Qua 11 Set 2019, 1:42 pm

    Hum... lembro de compartilhamentos em massa aqui até pouco tempo "Kim humilha fulano" ...

    Nós sabemos o que vc fez no verão passado... cheers Basketball
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 2:03 pm

    Bastião escreveu:Hum... lembro de compartilhamentos em massa aqui até pouco tempo "Kim humilha fulano" ...

    Nós sabemos o que vc fez no verão passado... cheers Basketball

    hehehehehehe....nós também sabemos o que você fez no verão passado (e ainda faz), amigo Esquerdão.... :trollface:
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    Mensagem por ale1969 em Qua 11 Set 2019, 2:48 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...

    Há um consenso quase universal de que o nazismo era nefasto, e o fato de um desafeto meu concordar com esta afirmação não me faz acreditar no contrário. Nem toda (quase) unanimidade é burra.

    Concordo que há sonegadores preocupados com a criação desse imposto, mas - pensando individualmente - eu não sonego imposto e também sou contrário, porque minha carga tributária pessoal vai aumentar. Não posso mais transferir dinheiro pra esposa fazer alguma compra pra casa. Sequer poderei movimentar meu dinheiro entre as minhas contas bancárias livremente, o que provavelmente vai me levar a encerrar algumas contas (que eu tinha aberto, sem pagar tarifas, diversificando investimentos, me favorecendo da concorrência no mercado etc.). Multiplique isto por milhões de clientes, que optarão por fazer o mesmo, e lá se vão embora anos de esforço para a redução da concentração e aumento da abertura do mercado bancário.

    Mesmo o argumento de se criar o imposto para possibilitar a redução da carga tributária sobre a folha de pagamentos é duvidoso. Embora a tributação sobre a folha seja realmente ruim, não se conserta um erro com outro maior. A política de desoneração criada pelo governo Dilma (que era pior, ao ser setorial e não universal) prova que o impacto para a geração de empregos não é tão significativo, quando a economia está em recessão/baixo crescimento, com altos níveis de desemprego e baixa produtividade. Muitas empresas hoje têm capacidade produtiva ociosa. Algumas não demitem porque não querem arcar com os custos da demissão, ou confiam na retomada da economia e sabem do custo para a recontratação funcionários, para além da carga tributária (seleção, treinamento, capacitação). Se forem retirados os encargos sobre a folha, ótimo, aumenta-se a margem de lucro da empresa, mas isso não significa que ela vá contratar novos funcionários - porque muitas vezes os funcionários atuais já estão operando abaixo da capacidade máxima. A desoneração só tem efeito direto, e forte, sobre os níveis de emprego, quando as empresas estão operando na sua capacidade máxima (em termos de mão de obra) e não contratam mais porque a carga tributária impede. Ou seja, em um ambiente completamente diferente do atual na economia brasileira.

    A origem da recessão brasileira não é de oferta, e sim de demanda. Nenhum empresário vai encher seu estabelecimento de funcionários sem a perspectiva de que as vendas aumentem. Duvido muito que um lojista, com dez empregados relativamente ociosos - por falta de demanda - vá contratar mais um ou dois, pra ficarem à toa, só porque o governo reduziu a contribuição sobre a folha.

    Obrigado pela resposta, continuo questionando a capacidade de tributação dos verdadeiros privilegiados da nação. Entendo que nem a CPMF pode atingi-los, mas há um consenso contrário ao tributo. Sabes que sou oposição extrema ao governo atual, ocorre que há que se tentar frear o processo especulativo, responsável pela grande crise fiscal existente hoje. Quem sabe surge outra forma de tributação tão ampla quanto o "imposto do cheque". Qual seria?
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 2:55 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    Galizezin escreveu:Um mês depois, no entanto, recuou e afirmou que aceitaria a volta do imposto, desde que houvesse uma "compensação para as pessoas".

    "pessoas jurídicas", que fique bem claro!


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    NÃO HAVERÁ NOVA CPMF

    'Já falei que não existe CPMF', diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

    "Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia"


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    Marcos Cintra reagiu às manifestações contrárias de líderes do Congresso e afirmou que não haverá reforma tributária sem a adoção da “nova CPMF”, informa Igor Gadelha na Crusoé.

    “Sem CP, não haverá reforma”, afirmou o secretário da Receita, que prefere chamar o tributo apenas de “Contribuição sobre Pagamentos”.
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    Mensagem por ale1969 em Qua 11 Set 2019, 2:57 pm

    Galizezin escreveu:ledo engano do pessoal achar que a sonegação vai reduzir com a volta da cpmf. vamos voltar à era do pagamento em cash.


    A CPMF já vigorou por vários anos no Brasil, isso não ocorreu. Ao contrário, hoje as transações bancárias são mais eletrônicas, não há forma de modificação da cultura e facilidade do sistema atual. Por exemplo, deixaria de usar cartão de crédito? O comércio deixaria de aceitar o pagamento eletrônico? Quem pode abrir mão de vender? Quanto pagam de tarifa aos cartões os comerciantes e consumidores?

    Se as respostas forem positivas, mesmo assim vale a pena um imposto baixo para "pescar" os sonegadores?


    Não sou especialista em tributação, apenas um curioso professor de geografia interessado no debate.
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    Mensagem por ale1969 em Qua 11 Set 2019, 3:01 pm

    androsvilazza escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    Galizezin escreveu:Um mês depois, no entanto, recuou e afirmou que aceitaria a volta do imposto, desde que houvesse uma "compensação para as pessoas".

    "pessoas jurídicas", que fique bem claro!


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    Marcos Cintra reagiu às manifestações contrárias de líderes do Congresso e afirmou que não haverá reforma tributária sem a adoção da “nova CPMF”, informa Igor Gadelha na Crusoé.

    “Sem CP, não haverá reforma”, afirmou o secretário da Receita, que prefere chamar o tributo apenas de “Contribuição sobre Pagamentos”.


    Esse vê e ouve, mas não enxerga nem escuta nada que não seja dentro de sua "bolha".
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 3:49 pm

    COMO ESCREVI, NÃO HÁ NOVA CPMF, TUDO FAKE NEWS:

    EXCLUSIVO: ‘NOVA CPMF’ DERRUBA SECRETÁRIO DA RECEITA



    O Antagonista apurou que o ministro Paulo Guedes acaba de demitir o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    O motivo foi a apresentação, num seminário ontem em Brasília, pelo adjunto de Cintra, de estudos não autorizados por Guedes, que defende uma proposta mais ampla que a simples criação de um imposto.

    Na avaliação do ministro, a divulgação de informações não oficiais prejudica o entendimento público de seu projeto, que prevê, por exemplo, a substituição de nove impostos por três.

    Cintra será substituído interinamente por José de Assis Ferraz Neto.
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 4:00 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...

    Há um consenso quase universal de que o nazismo era nefasto, e o fato de um desafeto meu concordar com esta afirmação não me faz acreditar no contrário. Nem toda (quase) unanimidade é burra.

    Concordo que há sonegadores preocupados com a criação desse imposto, mas - pensando individualmente - eu não sonego imposto e também sou contrário, porque minha carga tributária pessoal vai aumentar. Não posso mais transferir dinheiro pra esposa fazer alguma compra pra casa. Sequer poderei movimentar meu dinheiro entre as minhas contas bancárias livremente, o que provavelmente vai me levar a encerrar algumas contas (que eu tinha aberto, sem pagar tarifas, diversificando investimentos, me favorecendo da concorrência no mercado etc.). Multiplique isto por milhões de clientes, que optarão por fazer o mesmo, e lá se vão embora anos de esforço para a redução da concentração e aumento da abertura do mercado bancário.

    Mesmo o argumento de se criar o imposto para possibilitar a redução da carga tributária sobre a folha de pagamentos é duvidoso. Embora a tributação sobre a folha seja realmente ruim, não se conserta um erro com outro maior. A política de desoneração criada pelo governo Dilma (que era pior, ao ser setorial e não universal) prova que o impacto para a geração de empregos não é tão significativo, quando a economia está em recessão/baixo crescimento, com altos níveis de desemprego e baixa produtividade. Muitas empresas hoje têm capacidade produtiva ociosa. Algumas não demitem porque não querem arcar com os custos da demissão, ou confiam na retomada da economia e sabem do custo para a recontratação funcionários, para além da carga tributária (seleção, treinamento, capacitação). Se forem retirados os encargos sobre a folha, ótimo, aumenta-se a margem de lucro da empresa, mas isso não significa que ela vá contratar novos funcionários - porque muitas vezes os funcionários atuais já estão operando abaixo da capacidade máxima. A desoneração só tem efeito direto, e forte, sobre os níveis de emprego, quando as empresas estão operando na sua capacidade máxima (em termos de mão de obra) e não contratam mais porque a carga tributária impede. Ou seja, em um ambiente completamente diferente do atual na economia brasileira.

    A origem da recessão brasileira não é de oferta, e sim de demanda. Nenhum empresário vai encher seu estabelecimento de funcionários sem a perspectiva de que as vendas aumentem. Duvido muito que um lojista, com dez empregados relativamente ociosos - por falta de demanda - vá contratar mais um ou dois, pra ficarem à toa, só porque o governo reduziu a contribuição sobre a folha.

    Obrigado pela resposta, continuo questionando a capacidade de tributação dos verdadeiros privilegiados da nação. Entendo que nem a CPMF pode atingi-los, mas há um consenso contrário ao tributo. Sabes que sou oposição extrema ao governo atual, ocorre que há que se tentar frear o processo especulativo, responsável pela grande crise fiscal existente hoje. Quem sabe surge outra forma de tributação tão ampla quanto o "imposto do cheque". Qual seria?

    Quanto ao "processo especulativo" ser o "responsável pela grande crise fiscal", divergimos. Em minha opinião, as causas (mais de uma) são outras.

    Independente disso, ainda que concordássemos, a CPMF em nada afeta o processo especulativo, em especial a especulação levada a cabo nos mercados de valores. A antiga CPMF já isentava os investimentos financeiros (aí inclusas a compra e venda de ações). O mesmo vale para operações com títulos do tesouro. A esse respeito, o próprio Secretário da Receita, Marcos Cintra (maior defensor da "nova CPMF") já deixou claro que o mercado de ações não será afetado. As grandes empresas também serão afetadas, na prática, em menor grau. Primeiro porque possuem assessorias especializadas no "planejamento fiscal"; em segundo lugar, porque podem escolher outras formas de transferência de recursos. Podem, por exemplo, transacionar com títulos e direitos (notas promissórias, compromissos de compra e venda etc), em vez de recursos, ou mesmo se utilizando de transferências por meio de subsidiárias no exterior. O que restar de imposto será, obviamente, repassado aos preços de seus produtos ou serviços. A propósito, para os empresários em geral a proposta pode ser interessante, já que deixarão de pagar parte da (nefasta, friso) tributação sobre a folha de pagamentos sem, necessariamente, contratar novos empregados. Ao mesmo tempo, parte da CPMF será paga pelos próprios empregados (metade para quem paga, metade para quem recebe). O primeiro impacto imediato, portanto, é de se engordar a lucratividade das empresas e reduzir o salário líquido do funcionário (já que pagará CPMF pelo crédito em sua conta e também depois, quando decidir gastar). A alegada geração de empregos (impacto mediato) ainda carece de comprovação empírica, como defendi antes.

    Mesmo o argumento de que "a CPMF é um imposto impossível - ou pelo menos mais difícil - de sonegar" é frágil, uma vez que sonegadores e criminosos já tendem a evitar a formalização bancária. Para quem pretende sonegar (excetuados aqueles poucos que sonegam por desconhecimento), não é tão difícil encontrar formas de contornar a cobrança da CPMF. Só vai pagar 100% o trabalhador formalizado e a classe média.

    O único argumento realmente indiscutível "a favor" da CPMF é a facilidade de arrecadação para o governo, que "terceiriza" para os bancos o ônus da fiscalização e cobrança.
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    Mensagem por ale1969 em Qua 11 Set 2019, 4:05 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    0,4% de CPMF. Tem muito sonegador tremendo de medo!

    Há um louco consenso entre os defensores do Mercado, sejam de direita ou de esquerda, todos contra o tributo.

    Tem angu nesse caroço...

    Há um consenso quase universal de que o nazismo era nefasto, e o fato de um desafeto meu concordar com esta afirmação não me faz acreditar no contrário. Nem toda (quase) unanimidade é burra.

    Concordo que há sonegadores preocupados com a criação desse imposto, mas - pensando individualmente - eu não sonego imposto e também sou contrário, porque minha carga tributária pessoal vai aumentar. Não posso mais transferir dinheiro pra esposa fazer alguma compra pra casa. Sequer poderei movimentar meu dinheiro entre as minhas contas bancárias livremente, o que provavelmente vai me levar a encerrar algumas contas (que eu tinha aberto, sem pagar tarifas, diversificando investimentos, me favorecendo da concorrência no mercado etc.). Multiplique isto por milhões de clientes, que optarão por fazer o mesmo, e lá se vão embora anos de esforço para a redução da concentração e aumento da abertura do mercado bancário.

    Mesmo o argumento de se criar o imposto para possibilitar a redução da carga tributária sobre a folha de pagamentos é duvidoso. Embora a tributação sobre a folha seja realmente ruim, não se conserta um erro com outro maior. A política de desoneração criada pelo governo Dilma (que era pior, ao ser setorial e não universal) prova que o impacto para a geração de empregos não é tão significativo, quando a economia está em recessão/baixo crescimento, com altos níveis de desemprego e baixa produtividade. Muitas empresas hoje têm capacidade produtiva ociosa. Algumas não demitem porque não querem arcar com os custos da demissão, ou confiam na retomada da economia e sabem do custo para a recontratação funcionários, para além da carga tributária (seleção, treinamento, capacitação). Se forem retirados os encargos sobre a folha, ótimo, aumenta-se a margem de lucro da empresa, mas isso não significa que ela vá contratar novos funcionários - porque muitas vezes os funcionários atuais já estão operando abaixo da capacidade máxima. A desoneração só tem efeito direto, e forte, sobre os níveis de emprego, quando as empresas estão operando na sua capacidade máxima (em termos de mão de obra) e não contratam mais porque a carga tributária impede. Ou seja, em um ambiente completamente diferente do atual na economia brasileira.

    A origem da recessão brasileira não é de oferta, e sim de demanda. Nenhum empresário vai encher seu estabelecimento de funcionários sem a perspectiva de que as vendas aumentem. Duvido muito que um lojista, com dez empregados relativamente ociosos - por falta de demanda - vá contratar mais um ou dois, pra ficarem à toa, só porque o governo reduziu a contribuição sobre a folha.

    Obrigado pela resposta, continuo questionando a capacidade de tributação dos verdadeiros privilegiados da nação. Entendo que nem a CPMF pode atingi-los, mas há um consenso contrário ao tributo. Sabes que sou oposição extrema ao governo atual, ocorre que há que se tentar frear o processo especulativo, responsável pela grande crise fiscal existente hoje. Quem sabe surge outra forma de tributação tão ampla quanto o "imposto do cheque". Qual seria?

    Quanto ao "processo especulativo" ser o "responsável pela grande crise fiscal", divergimos. Em minha opinião, as causas (mais de uma) são outras.

    Independente disso, ainda que concordássemos, a CPMF em nada afeta o processo especulativo, em especial a especulação levada a cabo nos mercados de valores. A antiga CPMF já isentava os investimentos financeiros (aí inclusas a compra e venda de ações). O mesmo vale para operações com títulos do tesouro. A esse respeito, o próprio Secretário da Receita, Marcos Cintra (maior defensor da "nova CPMF") já deixou claro que o mercado de ações não será afetado. As grandes empresas também serão afetadas, na prática, em menor grau. Primeiro porque possuem assessorias especializadas no "planejamento fiscal"; em segundo lugar, porque podem escolher outras formas de transferência de recursos. Podem, por exemplo, transacionar com títulos e direitos (notas promissórias, compromissos de compra e venda etc), em vez de recursos, ou mesmo se utilizando de transferências por meio de subsidiárias no exterior. O que restar de imposto será, obviamente, repassado aos preços de seus produtos ou serviços. A propósito, para os empresários em geral a proposta pode ser interessante, já que deixarão de pagar parte da (nefasta, friso) tributação sobre a folha de pagamentos sem, necessariamente, contratar novos empregados. Ao mesmo tempo, parte da CPMF será paga pelos próprios empregados (metade para quem paga, metade para quem recebe). O primeiro impacto imediato, portanto, é de se engordar a lucratividade das empresas e reduzir o salário líquido do funcionário (já que pagará CPMF pelo crédito em sua conta e também depois, quando decidir gastar). A alegada geração de empregos (impacto mediato) ainda carece de comprovação empírica, como defendi antes.

    Mesmo o argumento de que "a CPMF é um imposto impossível - ou pelo menos mais difícil - de sonegar" é frágil, uma vez que sonegadores e criminosos já tendem a evitar a formalização bancária. Para quem pretende sonegar (excetuados aqueles poucos que sonegam por desconhecimento), não é tão difícil encontrar formas de contornar a cobrança da CPMF. Só vai pagar 100% o trabalhador formalizado e a classe média.

    O único argumento realmente indiscutível "a favor" da CPMF é a facilidade de arrecadação para o governo, que "terceiriza" para os bancos o ônus da fiscalização e cobrança.

    Entendi, ou seja não há meios formais de tributar os "fantasmas" que especulam e enriquecem, em detrimento dos trabalhadores brasileiros?
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 4:14 pm

    Korgano Masaka escreveu:COMO ESCREVI, NÃO HÁ NOVA CPMF, TUDO FAKE NEWS:

    EXCLUSIVO: ‘NOVA CPMF’ DERRUBA SECRETÁRIO DA RECEITA



    O Antagonista apurou que o ministro Paulo Guedes acaba de demitir o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    O motivo foi a apresentação, num seminário ontem em Brasília, pelo adjunto de Cintra, de estudos não autorizados por Guedes, que defende uma proposta mais ampla que a simples criação de um imposto.

    Na avaliação do ministro, a divulgação de informações não oficiais prejudica o entendimento público de seu projeto, que prevê, por exemplo, a substituição de nove impostos por três.

    Cintra será substituído interinamente por José de Assis Ferraz Neto.
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    Tá difícil interpretar o texto, né não?

    Em lugar nenhum o Paulo Guedes ou Bolsonaro desmentiram o Marcos Cintra, dizendo que a CPMF não está em estudo, ou que esteja descartada. Aí diz que o Cintra foi demitido por ter apresentado "informações não oficiais". E que as "informações oficiais" são, a princípio, a substituição de nove impostos por três (provavelmente CPMF - frequentemente defendida pelo Paulo Guedes, IVA e mais um).

    Como eu disse várias vezes, o Bolsonaro ainda está fazendo o jogo de ser contra a recriação da CPMF. Se resolverem mandar o projeto incluindo esse imposto, já é certo que os argumentos contorcionistas serão algo na linha de 1) "não é igual a CPMF, é outro imposto"; 2) "pelo menos estamos extinguindo/reduzindo o imposto X em contrapartida"; 3) o principal da reforma tributária é a desburocratização", e não os impostos em si; 4) "a alíquota é pequena, não dói"; 5) "a ideia é pegar os sonegadores e reduzir a carga pros demais pagadores de impostos"; 6) "mandei pra Câmara, fiz minha parte, eles que decidam o que fazer, se não concordar não aprova"; 7) "confia em mim, pô!"
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 4:19 pm

    androsvilazza escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:COMO ESCREVI, NÃO HÁ NOVA CPMF, TUDO FAKE NEWS:

    EXCLUSIVO: ‘NOVA CPMF’ DERRUBA SECRETÁRIO DA RECEITA



    O Antagonista apurou que o ministro Paulo Guedes acaba de demitir o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    O motivo foi a apresentação, num seminário ontem em Brasília, pelo adjunto de Cintra, de estudos não autorizados por Guedes, que defende uma proposta mais ampla que a simples criação de um imposto.

    Na avaliação do ministro, a divulgação de informações não oficiais prejudica o entendimento público de seu projeto, que prevê, por exemplo, a substituição de nove impostos por três.

    Cintra será substituído interinamente por José de Assis Ferraz Neto.
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    Tá difícil interpretar o texto, né não?

    Em lugar nenhum o Paulo Guedes ou Bolsonaro desmentiram o Marcos Cintra, dizendo que a CPMF não está em estudo, ou que esteja descartada. Aí diz que o Cintra foi demitido por ter apresentado "informações não oficiais". E que as "informações oficiais" são, a princípio, a substituição de nove impostos por três (provavelmente CPMF - frequentemente defendida pelo Paulo Guedes, IVA e mais um).

    Como eu disse várias vezes, o Bolsonaro ainda está fazendo o jogo de ser contra a recriação da CPMF. Se resolverem mandar o projeto incluindo esse imposto, já é certo que os argumentos contorcionistas serão algo na linha de 1) "não é igual a CPMF, é outro imposto"; 2) "pelo menos estamos extinguindo/reduzindo o imposto X em contrapartida"; 3) o principal da reforma tributária é a desburocratização", e não os impostos em si; 4) "a alíquota é pequena, não dói"; 5) "a ideia é pegar os sonegadores e reduzir a carga pros demais pagadores de impostos"; 6) "mandei pra Câmara, fiz minha parte, eles que decidam o que fazer, se não concordar não aprova"; 7) "confia em mim, pô!"

    Paulo Guedes demitiu o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, que defendia uma proposta de imposto análogo à CPMF. A mídia marrom e os isentões vão pedir desculpas por atribuir a falácia da CPMF ao Bolsonaro?

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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 4:33 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:

    Há um consenso quase universal de que o nazismo era nefasto, e o fato de um desafeto meu concordar com esta afirmação não me faz acreditar no contrário. Nem toda (quase) unanimidade é burra.

    Concordo que há sonegadores preocupados com a criação desse imposto, mas - pensando individualmente - eu não sonego imposto e também sou contrário, porque minha carga tributária pessoal vai aumentar. Não posso mais transferir dinheiro pra esposa fazer alguma compra pra casa. Sequer poderei movimentar meu dinheiro entre as minhas contas bancárias livremente, o que provavelmente vai me levar a encerrar algumas contas (que eu tinha aberto, sem pagar tarifas, diversificando investimentos, me favorecendo da concorrência no mercado etc.). Multiplique isto por milhões de clientes, que optarão por fazer o mesmo, e lá se vão embora anos de esforço para a redução da concentração e aumento da abertura do mercado bancário.

    Mesmo o argumento de se criar o imposto para possibilitar a redução da carga tributária sobre a folha de pagamentos é duvidoso. Embora a tributação sobre a folha seja realmente ruim, não se conserta um erro com outro maior. A política de desoneração criada pelo governo Dilma (que era pior, ao ser setorial e não universal) prova que o impacto para a geração de empregos não é tão significativo, quando a economia está em recessão/baixo crescimento, com altos níveis de desemprego e baixa produtividade. Muitas empresas hoje têm capacidade produtiva ociosa. Algumas não demitem porque não querem arcar com os custos da demissão, ou confiam na retomada da economia e sabem do custo para a recontratação funcionários, para além da carga tributária (seleção, treinamento, capacitação). Se forem retirados os encargos sobre a folha, ótimo, aumenta-se a margem de lucro da empresa, mas isso não significa que ela vá contratar novos funcionários - porque muitas vezes os funcionários atuais já estão operando abaixo da capacidade máxima. A desoneração só tem efeito direto, e forte, sobre os níveis de emprego, quando as empresas estão operando na sua capacidade máxima (em termos de mão de obra) e não contratam mais porque a carga tributária impede. Ou seja, em um ambiente completamente diferente do atual na economia brasileira.

    A origem da recessão brasileira não é de oferta, e sim de demanda. Nenhum empresário vai encher seu estabelecimento de funcionários sem a perspectiva de que as vendas aumentem. Duvido muito que um lojista, com dez empregados relativamente ociosos - por falta de demanda - vá contratar mais um ou dois, pra ficarem à toa, só porque o governo reduziu a contribuição sobre a folha.

    Obrigado pela resposta, continuo questionando a capacidade de tributação dos verdadeiros privilegiados da nação. Entendo que nem a CPMF pode atingi-los, mas há um consenso contrário ao tributo. Sabes que sou oposição extrema ao governo atual, ocorre que há que se tentar frear o processo especulativo, responsável pela grande crise fiscal existente hoje. Quem sabe surge outra forma de tributação tão ampla quanto o "imposto do cheque". Qual seria?

    Quanto ao "processo especulativo" ser o "responsável pela grande crise fiscal", divergimos. Em minha opinião, as causas (mais de uma) são outras.

    Independente disso, ainda que concordássemos, a CPMF em nada afeta o processo especulativo, em especial a especulação levada a cabo nos mercados de valores. A antiga CPMF já isentava os investimentos financeiros (aí inclusas a compra e venda de ações). O mesmo vale para operações com títulos do tesouro. A esse respeito, o próprio Secretário da Receita, Marcos Cintra (maior defensor da "nova CPMF") já deixou claro que o mercado de ações não será afetado. As grandes empresas também serão afetadas, na prática, em menor grau. Primeiro porque possuem assessorias especializadas no "planejamento fiscal"; em segundo lugar, porque podem escolher outras formas de transferência de recursos. Podem, por exemplo, transacionar com títulos e direitos (notas promissórias, compromissos de compra e venda etc), em vez de recursos, ou mesmo se utilizando de transferências por meio de subsidiárias no exterior. O que restar de imposto será, obviamente, repassado aos preços de seus produtos ou serviços. A propósito, para os empresários em geral a proposta pode ser interessante, já que deixarão de pagar parte da (nefasta, friso) tributação sobre a folha de pagamentos sem, necessariamente, contratar novos empregados. Ao mesmo tempo, parte da CPMF será paga pelos próprios empregados (metade para quem paga, metade para quem recebe). O primeiro impacto imediato, portanto, é de se engordar a lucratividade das empresas e reduzir o salário líquido do funcionário (já que pagará CPMF pelo crédito em sua conta e também depois, quando decidir gastar). A alegada geração de empregos (impacto mediato) ainda carece de comprovação empírica, como defendi antes.

    Mesmo o argumento de que "a CPMF é um imposto impossível - ou pelo menos mais difícil - de sonegar" é frágil, uma vez que sonegadores e criminosos já tendem a evitar a formalização bancária. Para quem pretende sonegar (excetuados aqueles poucos que sonegam por desconhecimento), não é tão difícil encontrar formas de contornar a cobrança da CPMF. Só vai pagar 100% o trabalhador formalizado e a classe média.

    O único argumento realmente indiscutível "a favor" da CPMF é a facilidade de arrecadação para o governo, que "terceiriza" para os bancos o ônus da fiscalização e cobrança.

    Entendi, ou seja não há meios formais de tributar os "fantasmas" que especulam e enriquecem, em detrimento dos trabalhadores brasileiros?

    Mesmo que se optasse por atingir os especuladores, a CPMF não se justificaria. Especulador (não produtivo) é sempre formalizado, realiza suas operações em Bolsa de Valores etc. O mais próximo que se tem de um "especulador informal" seriam os agiotas e participantes de pirâmides financeiras, e mesmo estes guardam algum grau de formalidade. De toda forma, o método de tributação deve ser algum dos "tradicionais": sobre a renda, patrimônio ou consumo, no máximo modulando as alíquotas de forma a incentivar ou desincentivar determinado comportamento. Não existe fórmula mágica. Ao instituir um imposto que incida sobre movimentações financeiras, há um estímulo à desbancarização e, por conseguinte, à informalidade.

    O que surpreende é o governo defender o argumento (correto) de que a tributação sobre a folha é um desincentivo à contratação de pessoas e não aceitar que a tributação sobre movimentações financeiras formais sejam um desestímulo à formalidade. A premissa é a mesma: qualquer tributação se converte em desestímulo à base tributada.
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 4:40 pm

    Korgano Masaka escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:COMO ESCREVI, NÃO HÁ NOVA CPMF, TUDO FAKE NEWS:

    EXCLUSIVO: ‘NOVA CPMF’ DERRUBA SECRETÁRIO DA RECEITA



    O Antagonista apurou que o ministro Paulo Guedes acaba de demitir o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    O motivo foi a apresentação, num seminário ontem em Brasília, pelo adjunto de Cintra, de estudos não autorizados por Guedes, que defende uma proposta mais ampla que a simples criação de um imposto.

    Na avaliação do ministro, a divulgação de informações não oficiais prejudica o entendimento público de seu projeto, que prevê, por exemplo, a substituição de nove impostos por três.

    Cintra será substituído interinamente por José de Assis Ferraz Neto.
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    Tá difícil interpretar o texto, né não?

    Em lugar nenhum o Paulo Guedes ou Bolsonaro desmentiram o Marcos Cintra, dizendo que a CPMF não está em estudo, ou que esteja descartada. Aí diz que o Cintra foi demitido por ter apresentado "informações não oficiais". E que as "informações oficiais" são, a princípio, a substituição de nove impostos por três (provavelmente CPMF - frequentemente defendida pelo Paulo Guedes, IVA e mais um).

    Como eu disse várias vezes, o Bolsonaro ainda está fazendo o jogo de ser contra a recriação da CPMF. Se resolverem mandar o projeto incluindo esse imposto, já é certo que os argumentos contorcionistas serão algo na linha de 1) "não é igual a CPMF, é outro imposto"; 2) "pelo menos estamos extinguindo/reduzindo o imposto X em contrapartida"; 3) o principal da reforma tributária é a desburocratização", e não os impostos em si; 4) "a alíquota é pequena, não dói"; 5) "a ideia é pegar os sonegadores e reduzir a carga pros demais pagadores de impostos"; 6) "mandei pra Câmara, fiz minha parte, eles que decidam o que fazer, se não concordar não aprova"; 7) "confia em mim, pô!"

    Paulo Guedes demitiu o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, que defendia uma proposta de imposto análogo à CPMF. A mídia marrom e os isentões vão pedir desculpas por atribuir a falácia da CPMF ao Bolsonaro?

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    Não respondo pelos outros, mas não entro em personalismos e não cultivo falsas deidades.

    Quando falo de intenção de criar CPMF, sempre digo "o governo". Nunca disse que "Bolsonaro quer recriar a CPMF", porque seria inverdade. Ele sequer entende de economia para propor ou "despropor" alguma coisa. É óbvio que quem realiza estudos e inicia as propostas é a área técnica. O termo "governo" inclui (para quem não sabe), não apenas o Presidente mas também os seus assessores e Ministros, os quais, dentro das respectivas áreas, falam em nome do governo.

    O mesmo vale, por exemplo, para a reforma da previdência. O Presidente sempre tentou se manter distante dela, criticou enquanto a proposta era do Temer, e quando a proposta era "sua" disse que se fosse por ele não mandava, mas não teve jeito etc.

    Enfim, quero ver qual vai ser a "desculpa" dos passadores de pano quando o texto oficial da reforma for apresentado. Com certeza vai ter gente defendendo que "quem mandou a reforma foi o Paulo Guedes, não o Bolsonaro".
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    Mensagem por androsvilazza em Qua 11 Set 2019, 4:46 pm

    A expectativa agora é o governo (ou "os responsáveis pela área técnica do governo", para aqueles com deficiências cognitivas) recue nessa de propor uma "nova CPMF", seja sob qual pretexto for. Aliás, o governo nem deveria mandar proposta própria de reforma tributária. Já que existem duas propostas tramitando no Congresso, será mais útil se o governo apenas propuser emendas, participar da discussão e trabalhar junto ao relator na confecção do texto a ser aprovado. Não é necessário mais um texto disputando o protagonismo no tema.
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    Mensagem por Korgano Masaka em Qua 11 Set 2019, 4:55 pm

    androsvilazza escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    Korgano Masaka escreveu:COMO ESCREVI, NÃO HÁ NOVA CPMF, TUDO FAKE NEWS:

    EXCLUSIVO: ‘NOVA CPMF’ DERRUBA SECRETÁRIO DA RECEITA



    O Antagonista apurou que o ministro Paulo Guedes acaba de demitir o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

    O motivo foi a apresentação, num seminário ontem em Brasília, pelo adjunto de Cintra, de estudos não autorizados por Guedes, que defende uma proposta mais ampla que a simples criação de um imposto.

    Na avaliação do ministro, a divulgação de informações não oficiais prejudica o entendimento público de seu projeto, que prevê, por exemplo, a substituição de nove impostos por três.

    Cintra será substituído interinamente por José de Assis Ferraz Neto.
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    Em lugar nenhum o Paulo Guedes ou Bolsonaro desmentiram o Marcos Cintra, dizendo que a CPMF não está em estudo, ou que esteja descartada. Aí diz que o Cintra foi demitido por ter apresentado "informações não oficiais". E que as "informações oficiais" são, a princípio, a substituição de nove impostos por três (provavelmente CPMF - frequentemente defendida pelo Paulo Guedes, IVA e mais um).

    Como eu disse várias vezes, o Bolsonaro ainda está fazendo o jogo de ser contra a recriação da CPMF. Se resolverem mandar o projeto incluindo esse imposto, já é certo que os argumentos contorcionistas serão algo na linha de 1) "não é igual a CPMF, é outro imposto"; 2) "pelo menos estamos extinguindo/reduzindo o imposto X em contrapartida"; 3) o principal da reforma tributária é a desburocratização", e não os impostos em si; 4) "a alíquota é pequena, não dói"; 5) "a ideia é pegar os sonegadores e reduzir a carga pros demais pagadores de impostos"; 6) "mandei pra Câmara, fiz minha parte, eles que decidam o que fazer, se não concordar não aprova"; 7) "confia em mim, pô!"

    Paulo Guedes demitiu o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, que defendia uma proposta de imposto análogo à CPMF. A mídia marrom e os isentões vão pedir desculpas por atribuir a falácia da CPMF ao Bolsonaro?

    Chiliquentos e irresponsáveis!

    Não respondo pelos outros, mas não entro em personalismos e não cultivo falsas deidades.

    Quando falo de intenção de criar CPMF, sempre digo "o governo". Nunca disse que "Bolsonaro quer recriar a CPMF", porque seria inverdade. Ele sequer entende de economia para propor ou "despropor" alguma coisa. É óbvio que quem realiza estudos e inicia as propostas é a área técnica. O termo "governo" inclui (para quem não sabe), não apenas o Presidente mas também os seus assessores e Ministros, os quais, dentro das respectivas áreas, falam em nome do governo.

    O mesmo vale, por exemplo, para a reforma da previdência. O Presidente sempre tentou se manter distante dela, criticou enquanto a proposta era do Temer, e quando a proposta era "sua" disse que se fosse por ele não mandava, mas não teve jeito etc.

    Enfim, quero ver qual vai ser a "desculpa" dos passadores de pano quando o texto oficial da reforma for apresentado. Com certeza vai ter gente defendendo que "quem mandou a reforma foi o Paulo Guedes, não o Bolsonaro".

    Vale tudo para derrubar o governo, inclusive inventar essa história de "nova CPMF" e ficar repetindo na mídia e em Fóruns como este. O Bolsonaro, o Paulo Guedes e todo mundo sabe que qualquer imposto neste sentido não terá apoio algum popular. Reformar é preciso, mas sem criar novos impostos.
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    Mensagem por Bastião em Qua 11 Set 2019, 5:02 pm

    Nem adianta insistir, é caso perdido, é um soldado fiel.

    Acho que o grande entrave seria o Congresso (não vai deixar passar), mesmo sendo apresentada a proposta. Já já o assunto morre.

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