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    Mensagem por Galizezin em Qua 26 Jun 2013, 12:27 pm

    Alguém sabe informar no que deu a manifestação de ontem na PGR em prol do reenquadramento!?


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    Mensagem por Ricardo2301 em Qua 26 Jun 2013, 1:12 pm

    PAUTA INTERESSANTE...


    Sindicatos unidos, todos numa greve histórica em defesa do fortalecimento da Justiça Eleitoral



    Os servidores da Justiça Eleitoral estão no limite. Sem perspectiva na carreira ainda sofrem ataques contra a profissionalização do segmento. A quem interessa uma Justiça Eleitoral com servidores desprofissionalizados e desvalorizados? A sociedade brasileira precisa saber disso. Sem temor, e havendo a realização do Plebiscito, teremos que ir às ruas cobrar aprovação dos projetos de interesse da Justiça Eleitoral, que é do interesse do conjunto da sociedade, isso porque o combate à corrupção eleitoral passa pelos servidores da Justiça Eleitoral.

    Os servidores da Justiça Eleitoral do Brasil têm sua pauta específica, com itens em comum com os demais Servidores da Justiça Federal e do Trabalho.

    1.   Valorização remuneratória dos servidores do Poder Judiciário da União, reposição das perdas inflacionárias.                                                 Carreira valorizada, Poder Judiciário fortalecido;

    2.   Desengavetar os projetos no CNJ e aprovar imediatamente a criação de mais cargos para a Justiça Eleitoral;

    3.   Isonomia entre as funções das chefias da capital e interior.

    Os servidores têm que reivindicar a importância de seu trabalho para consolidação democrática.

    No Plebiscito, preparame-se, todos à greve até que nossas reivindicações sejam atendidas. Que seja uma greve de todos para todos!

    --

    Sinjufego – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Goiás[/quote]
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    Mensagem por Kowalski em Qua 26 Jun 2013, 7:41 pm

    ‘FT’ corneta pactos de Dilma e sugere outra lista de reformas

    25 de junho de 2013 | 19h40

    Gustavo Santos Ferreira

    Os pactos anunciados na segunda-feira, 24, pela presidente Dilma Rousseff para conter os protestos no Brasil foram recebidos com pleno descrédito pelo Financial Times.

    Nesta terça-feira, 25, o jornal inglês demonstrou não apenas não crer na eficácia dos cinco planos. Além de criticá-los, propôs outros cinco que julga mais adequados.


    Primeiro, vamos às propostas do Planalto e à opinião do veículo sobre cada uma delas:

    1. Manter a responsabilidade fiscal. “Isso já está deteriorado e é difícil entender como os governos vão manter a linha agora, com maior pressão por melhores serviços.”

    2. Plebiscito sobre uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política. “Desnecessário. O Congresso poderia fazer a reforma política se realmente quisesse. A medida pode se perder no sistema político labiríntico do Brasil.”

    3. Classificar a corrupção como crime hediondo: “É um começo, mas fará pouca diferença sem um bom sistema de funcionamento. No Brasil não faltam boas leis, é apenas uma questão de cumpri-las.”

    4. Acelerar investimentos em hospitais e clínicas e importar médicos estrangeiros. “Num governo, não é isso o que chamamos de ‘apenas fazendo seu trabalho’? Ainda assim, melhor do que nada.”

    5. Investir R$ 5o bilhões em transporte público. “Não temos já estabelecida no Brasil a questão de que não é a quantidade de dinheiro que importa para resolver um problema, mas, sim, o modo?”

    Agora vai a “lista de desejos” oferecida pelo FT à presidente Dilma para melhorar o bem-estar social no Brasil:

    1.Reduzir o gabinete de 39 ministros para somente 15. “Probabilidade de acontecer? Zero. Na política brasileira ninguém quer estar na oposição.”

    2. Reformular a equipe econômica para ter planos ortodoxos. “Probabilidade de acontecer? Quase zero. Seria muito ruim para alguns interesses escusos. Poderia resultar numa rápida recessão às vésperas de um ano eleitoral.”

    3. Forçar a saída do Congresso de políticos do PT condenados pelo Supremo no julgamento da ação penal 470. “Probabilidade de acontecer? Nas proximidades de zero. Dilma não pode se dar ao luxo de enfrentar o cerne do seu partido.”

    4.Reformar a Justiça para acelerar julgamentos. “Probabilidade de acontecer? Perto de zero. O Congresso nunca aceitaria isso, muitos legisladores enfrentam processos.”

    5. Reduzir a burocracia. “Probabilidade? Não vai acontecer – o Brasil está preso num labirinto.”

    Como o leitor deve ter notado, se o pessimismo do FT é enorme, a probabilidade de suas sugestões serem levadas a serio por Dilma são ínfimas – ou “próximas de zero”, conforme repetiu e repetiu e repetiu e repetiu e repetiu cinco vezes o próprio jornal.

    Mas deveriam mesmo ser consideradas essas sugestões? Qual lista é melhor para a população?
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    Mensagem por Lord Sith em Qua 26 Jun 2013, 8:27 pm

    Um cara ainda querer 6697/6613 pra mim só revela um desejo: aumentar a receita dos sindicatos por conta do aumento no VB, ganharão muito mais para roubar, principalmente a turma do SINDJUS, que salvo engano doou dinheiro até para escolas de samba do DF.

    Najla escreveu:Ricardo 2301,

    A Fenajufe irá se reunir nos dias 29 e 30/06 (próximo FDS).
    A pauta está imensa e há nela a proposta de encaminhamento de um PL até o dia 31/08. Existem diretores que querem o 6613/6697 de volta, outros querem que seja enviado um PL repondo a inflação como foi sugerido aqui no fórum por um colega de MG. 

    Sobre as mobilizações, espero, desejo e almejo que o que está acontecendo nas ruas nos inspire a ir buscar os nossos direitos - nas ruas, em frente ao STF, nos tribunais, nas procuradorias, no legislativo. Somos 25 mil em BSB. Imagine a pressão se 20 mil acamparem em frente ao STF e mais outros milhares em nos seus respectivos órgãos. Nossos chefes - PGR  e STF - terão que se mexer. Já temos a lição das ruas. 

    Agora, resta a cada um se envolver pessoalmente nessa questão. Não dá para delegar seus centímetros na calçada e sua voz para outro. 

    Um calendário de mobilização também deverá ser decidido nessa reunião da Fenajufe. Lembrando que nos dias 24 e 25/08 teremos Plenária em BSB.
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    Mensagem por Lord Sith em Qua 26 Jun 2013, 8:31 pm

    Esse FT e o The Economist começaram a bombardear o Brasil principalmente depois de termos passado o Reino Unido no PIB, depois voltamos a cair no ranking.Qualquer coisa que façamos aqui será criticado por eles.


    Kowalski escreveu:‘FT’ corneta pactos de Dilma e sugere outra lista de reformas

    25 de junho de 2013 | 19h40

    Gustavo Santos Ferreira

    Os pactos anunciados na segunda-feira, 24, pela presidente Dilma Rousseff para conter os protestos no Brasil foram recebidos com pleno descrédito pelo Financial Times.

    Nesta terça-feira, 25, o jornal inglês demonstrou não apenas não crer na eficácia dos cinco planos. Além de criticá-los, propôs outros cinco que julga mais adequados.


    Primeiro, vamos às propostas do Planalto e à opinião do veículo sobre cada uma delas:

    1. Manter a responsabilidade fiscal. “Isso já está deteriorado e é difícil entender como os governos vão manter a linha agora, com maior pressão por melhores serviços.”

    2. Plebiscito sobre uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política. “Desnecessário. O Congresso poderia fazer a reforma política se realmente quisesse. A medida pode se perder no sistema político labiríntico do Brasil.”

    3. Classificar a corrupção como crime hediondo: “É um começo, mas fará pouca diferença sem um bom sistema de funcionamento. No Brasil não faltam boas leis, é apenas uma questão de cumpri-las.”

    4. Acelerar investimentos em hospitais e clínicas e importar médicos estrangeiros. “Num governo, não é isso o que chamamos de ‘apenas fazendo seu trabalho’? Ainda assim, melhor do que nada.”

    5. Investir R$ 5o bilhões em transporte público. “Não temos já estabelecida no Brasil a questão de que não é a quantidade de dinheiro que importa para resolver um problema, mas, sim, o modo?”

    Agora vai a “lista de desejos” oferecida pelo FT à presidente Dilma para melhorar o bem-estar social no Brasil:

    1.Reduzir o gabinete de 39 ministros para somente 15. “Probabilidade de acontecer? Zero. Na política brasileira ninguém quer estar na oposição.”

    2. Reformular a equipe econômica para ter planos ortodoxos. “Probabilidade de acontecer? Quase zero. Seria muito ruim para alguns interesses escusos. Poderia resultar numa rápida recessão às vésperas de um ano eleitoral.”

    3. Forçar a saída do Congresso de políticos do PT condenados pelo Supremo no julgamento da ação penal 470. “Probabilidade de acontecer? Nas proximidades de zero. Dilma não pode se dar ao luxo de enfrentar o cerne do seu partido.”

    4.Reformar a Justiça para acelerar julgamentos. “Probabilidade de acontecer? Perto de zero. O Congresso nunca aceitaria isso, muitos legisladores enfrentam processos.”

    5. Reduzir a burocracia. “Probabilidade? Não vai acontecer – o Brasil está preso num labirinto.”

    Como o leitor deve ter notado, se o pessimismo do FT é enorme, a probabilidade de suas sugestões serem levadas a serio por Dilma são ínfimas – ou “próximas de zero”, conforme repetiu e repetiu e repetiu e repetiu e repetiu cinco vezes o próprio jornal.

    Mas deveriam mesmo ser consideradas essas sugestões? Qual lista é melhor para a população?
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    Mensagem por Convidado em Qua 26 Jun 2013, 8:42 pm

    Lord Sith escreveu:Esse FT e o The Economist começaram a bombardear o Brasil principalmente depois de termos passado o Reino Unido no PIB, depois voltamos a cair no ranking.Qualquer coisa que façamos aqui será criticado por eles.


    Kowalski escreveu:‘FT’ corneta pactos de Dilma e sugere outra lista de reformas

    25 de junho de 2013 | 19h40

    Gustavo Santos Ferreira

    Os pactos anunciados na segunda-feira, 24, pela presidente Dilma Rousseff para conter os protestos no Brasil foram recebidos com pleno descrédito pelo Financial Times.

    Nesta terça-feira, 25, o jornal inglês demonstrou não apenas não crer na eficácia dos cinco planos. Além de criticá-los, propôs outros cinco que julga mais adequados.


    Primeiro, vamos às propostas do Planalto e à opinião do veículo sobre cada uma delas:

    1. Manter a responsabilidade fiscal. “Isso já está deteriorado e é difícil entender como os governos vão manter a linha agora, com maior pressão por melhores serviços.”

    2. Plebiscito sobre uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política. “Desnecessário. O Congresso poderia fazer a reforma política se realmente quisesse. A medida pode se perder no sistema político labiríntico do Brasil.”

    3. Classificar a corrupção como crime hediondo: “É um começo, mas fará pouca diferença sem um bom sistema de funcionamento. No Brasil não faltam boas leis, é apenas uma questão de cumpri-las.”

    4. Acelerar investimentos em hospitais e clínicas e importar médicos estrangeiros. “Num governo, não é isso o que chamamos de ‘apenas fazendo seu trabalho’? Ainda assim, melhor do que nada.”

    5. Investir R$ 5o bilhões em transporte público. “Não temos já estabelecida no Brasil a questão de que não é a quantidade de dinheiro que importa para resolver um problema, mas, sim, o modo?”

    Agora vai a “lista de desejos” oferecida pelo FT à presidente Dilma para melhorar o bem-estar social no Brasil:

    1.Reduzir o gabinete de 39 ministros para somente 15. “Probabilidade de acontecer? Zero. Na política brasileira ninguém quer estar na oposição.”

    2. Reformular a equipe econômica para ter planos ortodoxos. “Probabilidade de acontecer? Quase zero. Seria muito ruim para alguns interesses escusos. Poderia resultar numa rápida recessão às vésperas de um ano eleitoral.”

    3. Forçar a saída do Congresso de políticos do PT condenados pelo Supremo no julgamento da ação penal 470. “Probabilidade de acontecer? Nas proximidades de zero. Dilma não pode se dar ao luxo de enfrentar o cerne do seu partido.”

    4.Reformar a Justiça para acelerar julgamentos. “Probabilidade de acontecer? Perto de zero. O Congresso nunca aceitaria isso, muitos legisladores enfrentam processos.”

    5. Reduzir a burocracia. “Probabilidade? Não vai acontecer – o Brasil está preso num labirinto.”

    Como o leitor deve ter notado, se o pessimismo do FT é enorme, a probabilidade de suas sugestões serem levadas a serio por Dilma são ínfimas – ou “próximas de zero”, conforme repetiu e repetiu e repetiu e repetiu e repetiu cinco vezes o próprio jornal.

    Mas deveriam mesmo ser consideradas essas sugestões? Qual lista é melhor para a população?

    Será? Só fizeram uma análise técnica, como a de que o PIB brasileiro nem tinha passado o do Reino Unido (isto só ocorreu numa metodologia, noutra o PIB brasileiro jamais passou o inglês).
    Obviamente, PIB é uma métrica muito menos importante que o IDH.

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    Mensagem por sergio caldas em Qua 26 Jun 2013, 8:56 pm

    continuo achando que o importante disso tudo é enxotar o demônio de volta para o inferno. Não me iludo com falsas promessas, ela já mostrou a que veio há muito, muito, tempo, só idiotas e crédulos acreditam que algo poderá ser feito faltando pouco mais de um ano para o fim do mandato-maldito. até Hitler seria melhor que essa mulher, ops, essa coisa. Aliás, nossa querida Fenajufe poderia acordar e participar maciçamente de uma greve geral do funcionalismo para ajudar a parar o país, quem sabe ela não termina o mandato.
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    Mensagem por RicardoMII em Qui 27 Jun 2013, 7:57 am

    Najla escreveu:
    Ricardo2301 escreveu:
    Najla, muito obrigado pela presteza!

    Fico um pouco feliz com a agenda de pauta.
    Tomara que saia bons frutos da reunião da Fenajufe no final de semana e faça gerência forte nos nossos chefes.

    Os servidores dessa vez tem que acordar de vez...!!!

    Mas também te indago: E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?
    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    Abraço

    Ricardo,

    E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?

    Nada, não estão pensando nada. Talvez, com muita insistência, consigamos os dois padrões do reenquadramento. O STF irá se empenhar por um projeto que cria e aumenta os valores das CJs, mas só para o STF.

    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?
    Não há agenda nem pauta, assim, não há o que enviar ao Congresso.

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    O Sindjus não comunica absolutamente nada com os servidores. Fizeram aquele seminário sobre equiparação com a Câmara dos Deputados. Nem o documento que escrevemos no seminário foi divulgado. Provavelmente, o Sindjus seguirá o que for decidido pela Fenajufe, até porque tem dois diretores deles na Federação.

    Em relação ao Sinasempu, foi criado o GT da Carreira que já começou a trabalhar. O resultado desse GT será apresentado à categoria e se aprovado, será encaminhado para o novo PGR para que encaminhe um novo PL para o legislativo.

    Fala-se muito em se tentar antecipar as outras duas parcelas do plano e tb em que se estabeleça uma data base para os servidores público. 

    Colega, vc é do MPU ou do PJU?


    Prezada Najla,
    Sobre esse tópico do STF aumentar o valor das CJ´s somente para eles, isso é mesmo possível?
    Não é teoria da conspiração, mas isso não é um forte indício que os tribunais superiores querem se "descolar" do 1º e 2º graus?
    Quais as suas impressões sobre isso?
    Segundo informação do colega José Barbosa o orçamento é calculado considerando que todos nós temos doutourado, ou seja, embora eu receba 7,5% de AQ, para efeitos de cálculo orçamentário é como se eu recebesse 12,5%. Em um raciocínio rasteiro, não seria possível o STF melhorar o percentual do AQ de pós aproveitando essa "sobra" e sem pedir esmola ao governo?
    Grato.

    Ricardo.
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    Mensagem por juliorjr em Qui 27 Jun 2013, 12:53 pm

    Faz um bom tempo que não entro nesse Fórum. Esse fórum representa para mim o momento que desisti da carreira. Após ter uma noção melhor do quanto que a carreira é inchada e do quanto ANALISTA é desvalorizado nessa carreira (comparando a qualquer outra carreira de alto nível federal), eu resolvi abandoná-la e estudar.

    Essa sexta saiu resultado do Tesouro Nacional, com meu nome dentro das vagas por enquanto!! bom!? sim, muito bom, mas eu queria mesmo é ter aposentado no judiciário como analista que sou atualmente, pena que a categoria é desunida e o sindicato é dominado tanto pelo viés político quanto pelos de disputas internas (tec x analistas; antigos x novatos etc)...

    Aos que ficam, boa sorte na luta da carreira ou na luta dos estudos. Eu realmente acho que a carreira está enterrada, estamos atualmente numa situação relativamente boa comparada com a situação eminente do Poder Judiciário, se você acha que a situação está ruim? Acredite, a tendência é de piorar. Próximo aumento do PJ será em 2017 +- menor que a inflação. É a triste realidade, se você está incomodado com tua carreira, cara, vá estudar! É a solução mais "fácil" e rápida!

    Boa sorte para todos!

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    Mensagem por VN em Qui 27 Jun 2013, 1:34 pm

    Concordo com vc, parabéns e boa sorte no novo cargo.

    juliorjr escreveu:Faz um bom tempo que não entro nesse Fórum. Esse fórum representa para mim o momento que desisti da carreira. Após ter uma noção melhor do quanto que a carreira é inchada e do quanto ANALISTA é desvalorizado nessa carreira (comparando a qualquer outra carreira de alto nível federal), eu resolvi abandoná-la e estudar.

    Essa sexta saiu resultado do Tesouro Nacional, com meu nome dentro das vagas por enquanto!! bom!? sim, muito bom, mas eu queria mesmo é ter aposentado no judiciário como analista que sou atualmente, pena que a categoria é desunida e o sindicato é dominado tanto pelo viés político quanto pelos de disputas internas (tec x analistas; antigos x novatos etc)...

    Aos que ficam, boa sorte na luta da carreira ou na luta dos estudos. Eu realmente acho que a carreira está enterrada, estamos atualmente numa situação relativamente boa comparada com a situação eminente do Poder Judiciário, se você acha que a situação está ruim? Acredite, a tendência é de piorar. Próximo aumento do PJ será em 2017 +- menor que a inflação. É a triste realidade, se você está incomodado com tua carreira, cara, vá estudar! É a solução mais "fácil" e rápida!

    Boa sorte para todos!

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    Mensagem por TRF1/MG em Qui 27 Jun 2013, 2:02 pm

    juliorjr escreveu:Faz um bom tempo que não entro nesse Fórum. Esse fórum representa para mim o momento que desisti da carreira. Após ter uma noção melhor do quanto que a carreira é inchada e do quanto ANALISTA é desvalorizado nessa carreira (comparando a qualquer outra carreira de alto nível federal), eu resolvi abandoná-la e estudar.

    Essa sexta saiu resultado do Tesouro Nacional, com meu nome dentro das vagas por enquanto!! bom!? sim, muito bom, mas eu queria mesmo é ter aposentado no judiciário como analista que sou atualmente, pena que a categoria é desunida e o sindicato é dominado tanto pelo viés político quanto pelos de disputas internas (tec x analistas; antigos x novatos etc)...

    Aos que ficam, boa sorte na luta da carreira ou na luta dos estudos. Eu realmente acho que a carreira está enterrada, estamos atualmente numa situação relativamente boa comparada com a situação eminente do Poder Judiciário, se você acha que a situação está ruim? Acredite, a tendência é de piorar. Próximo aumento do PJ será em 2017 +- menor que a inflação. É a triste realidade, se você está incomodado com tua carreira, cara, vá estudar! É a solução mais "fácil" e rápida!

    Boa sorte para todos!

    abs

    Primeiro parabéns por atingir o objetivo que era sair do Judiciário. Segundo, se está incomodado com a carreira, o jeito mais rápido e fácil pode ser o de sair estudando, mas não é a solução para todos. Então, acho que a frase correta é, se está incomodado com carreira, vá lutar!!!
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    Mensagem por Galizezin em Qui 27 Jun 2013, 4:19 pm

    Senado aprova Lei geral dos concursos

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    Mensagem por Najla em Qui 27 Jun 2013, 6:43 pm

    RicardoMII escreveu:
    Najla escreveu:
    Ricardo2301 escreveu:
    Najla, muito obrigado pela presteza!

    Fico um pouco feliz com a agenda de pauta.
    Tomara que saia bons frutos da reunião da Fenajufe no final de semana e faça gerência forte nos nossos chefes.

    Os servidores dessa vez tem que acordar de vez...!!!

    Mas também te indago: E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?
    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    Abraço

    Ricardo,

    E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?

    Nada, não estão pensando nada. Talvez, com muita insistência, consigamos os dois padrões do reenquadramento. O STF irá se empenhar por um projeto que cria e aumenta os valores das CJs, mas só para o STF.

    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?
    Não há agenda nem pauta, assim, não há o que enviar ao Congresso.

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    O Sindjus não comunica absolutamente nada com os servidores. Fizeram aquele seminário sobre equiparação com a Câmara dos Deputados. Nem o documento que escrevemos no seminário foi divulgado. Provavelmente, o Sindjus seguirá o que for decidido pela Fenajufe, até porque tem dois diretores deles na Federação.

    Em relação ao Sinasempu, foi criado o GT da Carreira que já começou a trabalhar. O resultado desse GT será apresentado à categoria e se aprovado, será encaminhado para o novo PGR para que encaminhe um novo PL para o legislativo.

    Fala-se muito em se tentar antecipar as outras duas parcelas do plano e tb em que se estabeleça uma data base para os servidores público. 

    Colega, vc é do MPU ou do PJU?


    Prezada Najla,
    Sobre esse tópico do STF aumentar o valor das CJ´s somente para eles, isso é mesmo possível?
    Não é teoria da conspiração, mas isso não é um forte indício que os tribunais superiores querem se "descolar" do 1º e 2º graus?
    Quais as suas impressões sobre isso?
    Segundo informação do colega José Barbosa o orçamento é calculado considerando que todos nós temos doutourado, ou seja, embora eu receba 7,5% de AQ, para efeitos de cálculo orçamentário é como se eu recebesse 12,5%. Em um raciocínio rasteiro, não seria possível o STF melhorar o percentual do AQ de pós aproveitando essa "sobra" e sem pedir esmola ao governo?
    Grato.

    Ricardo.

    Ricardo,

    Sim, é possível eles reajustarem as CJs para eles por projeto de Lei, tb achei estranho, mas é possível.

    Os servidores do STF acreditam que irão descolar... mas o  presidente do STF também é presidente do CNJ e pode não querer comprar essa briga. O Ayres Brito, inclusive, deixou a batata quente para o JB em relação à carreira exclusiva justamente com esse argumento.

    O tempo é propício para as lutas coletivas. Vamos pensar.


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    Mensagem por fbomber em Qui 27 Jun 2013, 7:53 pm

    Najla,

    Qual a posição do JB acerca da carreira separada para o STF? Sei que vários ministros são favoráveis, inclusive foi levantada a questão, em sessão administrativa há poucos meses, acerca da Lei 264/1948.

    Ouvi que há movimentação do sindjus para expandir a equiparação do STF ao Legislativo para os demais Tribunais Superiores. Isso procede?



    Najla escreveu:
    RicardoMII escreveu:
    Najla escreveu:
    Ricardo2301 escreveu:
    Najla, muito obrigado pela presteza!

    Fico um pouco feliz com a agenda de pauta.
    Tomara que saia bons frutos da reunião da Fenajufe no final de semana e faça gerência forte nos nossos chefes.

    Os servidores dessa vez tem que acordar de vez...!!!

    Mas também te indago: E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?
    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    Abraço

    Ricardo,

    E os órgãos de cúpula, o que, efetivamente, estão pensando para os servidores?

    Nada, não estão pensando nada. Talvez, com muita insistência, consigamos os dois padrões do reenquadramento. O STF irá se empenhar por um projeto que cria e aumenta os valores das CJs, mas só para o STF.

    Qual a agenda de pauta deles? O que ele vão enviar ao Congresso?
    Não há agenda nem pauta, assim, não há o que enviar ao Congresso.

    E em relação aos sindicatos de BSB, quando e com quem vão se reunir com os órgãos de cúpula e saber, efetivamente, o que os Presidentes dos Tribunais Superiores e etc vão encaminhar?

    O Sindjus não comunica absolutamente nada com os servidores. Fizeram aquele seminário sobre equiparação com a Câmara dos Deputados. Nem o documento que escrevemos no seminário foi divulgado. Provavelmente, o Sindjus seguirá o que for decidido pela Fenajufe, até porque tem dois diretores deles na Federação.

    Em relação ao Sinasempu, foi criado o GT da Carreira que já começou a trabalhar. O resultado desse GT será apresentado à categoria e se aprovado, será encaminhado para o novo PGR para que encaminhe um novo PL para o legislativo.

    Fala-se muito em se tentar antecipar as outras duas parcelas do plano e tb em que se estabeleça uma data base para os servidores público. 

    Colega, vc é do MPU ou do PJU?


    Prezada Najla,
    Sobre esse tópico do STF aumentar o valor das CJ´s somente para eles, isso é mesmo possível?
    Não é teoria da conspiração, mas isso não é um forte indício que os tribunais superiores querem se "descolar" do 1º e 2º graus?
    Quais as suas impressões sobre isso?
    Segundo informação do colega José Barbosa o orçamento é calculado considerando que todos nós temos doutourado, ou seja, embora eu receba 7,5% de AQ, para efeitos de cálculo orçamentário é como se eu recebesse 12,5%. Em um raciocínio rasteiro, não seria possível o STF melhorar o percentual do AQ de pós aproveitando essa "sobra" e sem pedir esmola ao governo?
    Grato.

    Ricardo.

    Ricardo,

    Sim, é possível eles reajustarem as CJs para eles por projeto de Lei, tb achei estranho, mas é possível.

    Os servidores do STF acreditam que irão descolar... mas o  presidente do STF também é presidente do CNJ e pode não querer comprar essa briga. O Ayres Brito, inclusive, deixou a batata quente para o JB em relação à carreira exclusiva justamente com esse argumento.

    O tempo é propício para as lutas coletivas. Vamos pensar.
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    Mensagem por camirecas em Sex 28 Jun 2013, 2:05 am

    Marilena Chauí: O inferno urbano e a política do favor, tutela e cooptação

    Observações preliminares

    O que segue não são reflexões sobre todas as manifestações ocorridas no país, mas focalizam principalmente as ocorridas na cidade de São Paulo, embora algumas palavras de ordem e algumas atitudes tenham sido comuns às manifestações de outras cidades (a forma da convocação, a questão da tarifa do transporte coletivo como ponto de partida, a desconfiança com relação à institucionalidade política como ponto de chegada) bem como o tratamento dado a elas pelos meios de comunicação (condenação inicial e celebração final, com criminalização dos “vândalos”) permitam algumas considerações mais gerais a título de conclusão.

    O estopim das manifestações paulistanas foi o aumento da tarifa do transporte público e a ação contestatória da esquerda com o Movimento Passe Livre (MPL), cuja existência data de 2005 e é composto por militantes de partidos de esquerda. Em sua reivindicação especifica, o movimento foi vitorioso sob dois aspectos: 1. conseguiu a redução da tarifa; 2. definiu a questão do transporte público no plano dos direitos dos cidadãos e, portanto, afirmou o núcleo da prática democrática, qual seja, a criação e defesa de direitos por intermédio da explicitação (e não do ocultamento) dos conflitos sociais e políticos.

    O inferno urbano

    Não foram poucos os que, pelos meios de comunicação, exprimiram sua perplexidade diante das manifestações de junho de 2013: de onde vieram e por que vieram se os grandes problemas que sempre atormentaram o país (desemprego, inflação, violência urbana e no campo) estão com soluções bem encaminhadas e reina a estabilidade política? As perguntas são justas, mas a perplexidade, não, desde que voltemos nosso olhar para um ponto que foi sempre o foco dos movimentos populares: a situação da vida urbana nas grandes metrópoles brasileiras.

    Quais os traços mais marcantes da cidade de São Paulo nos últimos anos e que, sob certos aspectos, podem ser generalizados para as demais? Resumidamente, podemos dizer que são os seguintes:

    – explosão do uso do automóvel individual: a mobilidade urbana se tornou quase impossível, ao mesmo tempo em que a cidade se estrutura com um sistema viário destinado aos carros individuais em detrimento do transporte coletivo, mas nem mesmo esse sistema é capaz de resolver o problema;

    – explosão imobiliária com os grandes condomínios (verticais e horizontais) e shopping centers, que produzem uma densidade demográfica praticamente incontrolável além de não contar com uma redes de água, eletricidade e esgoto, os problemas sendo evidentes, por exemplo, na ocasião de chuvas;

    – aumento da exclusão social e da desigualdade com a expulsão dos moradores das regiões favorecidas pelas grandes especulações imobiliárias e o conseqüente aumento das periferias carentes e de sua crescente distância com relação aos locais de trabalho, educação e serviços de saúde. (No caso de São Paulo, como aponta Hermínia Maricatto, deu-se a ocupação das regiões de mananciais, pondo em risco a saúde de toda a população); em resumo: degradação da vida cotidiana das camadas mais pobres da cidade;

    – o transporte coletivo indecente, indigno e mortífero. No caso de São Paulo, sabe-se que o programa do metrô previa a entrega de 450 k de vias até 1990; de fato, até 2013, o governo estadual apresenta 90 k. Além disso, a frota de trens metroviários não foi ampliada, está envelhecida e mal conservada; além da insuficiência quantitativa para atender a demanda, há atrasos constantes por quebra de trens e dos instrumentos de controle das operações. O mesmo pode ser dito dos trens da CPTU, que também são de responsabilidade do governo estadual.

    No caso do transporte por ônibus, sob responsabilidade municipal, um cartel domina completamente o setor sem prestar contas a ninguém: os ônibus são feitos com carrocerias destinadas a caminhões, portanto, feitos para transportar coisas e não pessoas; as frotas estão envelhecidas e quantitativamente defasadas com relação às necessidades da população, sobretudo as das periferias da cidade; as linhas são extremamente longas porque isso as torna mais lucrativas, de maneira que os passageiros são obrigados a trajetos absurdos, gastando horas para ir ao trabalho, às escolas, aos serviços de saúde e voltar para casa; não há linhas conectando pontos do centro da cidade nem linhas inter-bairros, de maneira que o uso do automóvel individual se torna quase inevitável para trajetos menores.

    Em resumo: definidas e orientadas pelos imperativos dos interesses privados, as montadoras de veículos, empreiteiras da construção civil e empresas de transporte coletivo dominam a cidade sem assumir qualquer responsabilidade pública, impondo o que chamo de inferno urbano.

    2. As manifestações paulistanas

    A tradição de lutas

    Recordando: A cidade de São Paulo (como várias das grandes cidades brasileiras) tem uma tradição histórica de revoltas populares contra as péssimas condições do transporte coletivo, isto é, a tradição do quebra-quebra quando, desesperados e enfurecidos, os cidadãos quebram e incendeiam ônibus e trens (à maneira do que faziam os operários no início da Segunda Revolução Industrial, quando usavam os tamancos de madeira – em francês, os sabots – para quebrar as máquinas – donde a palavra francesa sabotage, sabotagem). Entretanto, não foi este o caminho tomado pelas manifestações atuais e valeria a pena indagar por que. Talvez porque, vindo da esquerda, o MPL politiza explicitamente a contestação, em vez de politiza-la simbolicamente, como faz o quebra-quebra.

    Recordando: Nas décadas de 1970 a 1990, as organizações de classe (sindicatos, associações, entidades) e os movimentos sociais e populares tiveram um papel político decisivo na implantação da democracia no Brasil pelos seguintes motivos:

    1. introdução da idéia de direitos sociais, econômicos e culturais para além dos direitos civis liberais;

    2. afirmação da capacidade auto-organizativa da sociedade;

    3. introdução da prática da democracia participativa como condição da democracia representativa a ser efetivada pelos partidos políticos. Numa palavra: sindicatos, associações, entidades, movimentos sociais e movimentos populares eram políticos, valorizavam a política, propunham mudanças políticas e rumaram para a criação de partidos políticos como mediadores institucionais de suas demandas.

    Isso quase desapareceu da cena histórica como efeito do neoliberalismo, que produziu:

    1. fragmentação, terceirização e precarização do trabalho (tanto industrial como de serviços) dispersando a classe trabalhadora, que se vê diante do risco da perda de seus referenciais de identidade e de luta;

    2. refluxo dos movimentos sociais e populares e sua substituição pelas ONGs, cuja lógica é distinta daquela que rege os movimentos sociais;

    3. surgimento de uma nova classe trabalhadora heterogênea, fragmentada, ainda desorganizada e que por isso ainda não tem suas próprias formas de luta e não se apresenta no espaço público e que por isso mesmo é atraída e devorada por ideologias individualistas como a “teologia da prosperidade” (do pentecostalismo) e a ideologia do “empreendedorismo” (da classe média), que estimulam a competição, o isolamento e o conflito inter-pessoal, quebrando formas anteriores de sociabilidade solidária e de luta coletiva.

    Erguendo-se contra os efeitos do inferno urbano, as manifestações guardaram da tradição dos movimentos sociais e populares a organização horizontal, sem distinção hierárquica entre dirigentes e dirigidos. Mas, diversamente dos movimentos sociais e populares, tiveram uma forma de convocação que as transformou num movimento de massa, com milhares de manifestantes nas ruas.

    O pensamento mágico

    A convocação foi feita por meio das redes sociais. Apesar da celebração desse tipo de convocação, que derruba o monopólio dos meios de comunicação de massa, entretanto é preciso mencionar alguns problemas postos pelo uso dessas redes, que possui algumas características que o aproximam dos procedimentos da midia:

    a. é indiferenciada: poderia ser para um show da Madonna, para uma maratona esportiva, etc. e calhou ser por causa da tarifa do transporte público;

    b. tem a forma de um evento, ou seja, é pontual, sem passado, sem futuro e sem saldo organizativo porque, embora tenha partido de um movimento social (o MPL), à medida que cresceu passou á recusa gradativa da estrutura de um movimento social para se tornar um espetáculo de massa. (Dois exemplos confirmam isso: a ocupação de Wall Street pelos jovens de Nova York e que, antes de se dissolver, se tornou um ponto de atração turística para os que visitavam a cidade; e o caso do Egito, mais triste, pois com o fato das manifestações permanecerem como eventos e não se tornarem uma forma de auto-organização política da sociedade, deram ocasião para que os poderes existentes passassem de uma ditadura para outra);

    c. assume gradativamente uma dimensão mágica, cuja origem se encontra na natureza do próprio instrumento tecnológico empregado, pois este opera magicamente, uma vez que os usuários são, exatamente, usuários e, portanto, não possuem o controle técnico e econômico do instrumento que usam – ou seja, deste ponto de vista, encontram-se na mesma situação que os receptores dos meios de comunicação de massa.

    A dimensão é mágica porque, assim como basta apertar um botão para tudo aparecer, assim também se acredita que basta querer para fazer acontecer. Ora, além da ausência de controle real sobre o instrumento, a magia repõe um dos recursos mais profundos da sociedade de consumo difundida pelos meios de comunicação, qual seja, a idéia de satisfação imediata do desejo, sem qualquer mediação;

    d. a recusa das mediações institucionais indica que estamos diante de uma ação própria da sociedade de massa, portanto, indiferente à determinação de classe social; ou seja, no caso presente, ao se apresentar como uma ação da juventude, o movimento assume a aparência de que o universo dos manifestantes é homogêneo ou de massa, ainda que, efetivamente, seja heterogêneo do ponto de vista econômico, social e político, bastando lembrar que as manifestações das periferias não foram apenas de “juventude” nem de classe média, mas de jovens, adultos, crianças e idosos da classe trabalhadora.

    No ponto de chegada, as manifestações introduziram o tema da corrupção política e a recusa dos partidos políticos. Sabemos que o MPL é constituído por militantes de vários partidos de esquerda e, para assegurar a unidade do movimento, evitou a referência aos partidos de origem.

    Por isso foi às ruas sem definir-se como expressão de partidos políticos e, em São Paulo, quando, na comemoração da vitória, os militantes partidários compareceram às ruas foram execrados, espancados, e expulsos como oportunistas – sofreram repressão violenta por parte da massa. Ou seja, alguns manifestantes praticaram sobre outros a violência que condenaram na polícia.

    A crítica às instituições políticas não é infundada, mas possui base concreta:

    a. no plano conjuntural: o inferno urbano é, efetivamente, responsabilidade dos partidos políticos governantes;

    b. no plano estrutural: no Brasil, sociedade autoritária e excludente, os partidos políticos tendem a ser clubes privados de oligarquias locais, que usam o público para seus interesses privados; a qualidade dos legislativos nos três níveis é a mais baixa possível e a corrupção é estrutural; como consequência, a relação de representação não se concretiza porque vigoram relações de favor, clientela, tutela e cooptação;

    c. a crítica ao PT: de ter abandonado a relação com aquilo que determinou seu nascimento e crescimento, isto é, o campo das lutas sociais auto-organizadas e ter-se transformado numa máquina burocrática e eleitoral (como têm dito e escrito muitos militantes ao longo dos últimos 20 anos).

    Isso, porém, embora explique a recusa, não significa que esta tenha sido motivada pela clara compreensão do problema por parte dos manifestantes. De fato, a maioria deles não exprime em suas falas uma análise das causas desse modo de funcionamento dos partidos políticos, qual seja, a estrutura autoritária da sociedade brasileira, de um lado, e, de outro, o sistema político-partidário montado pelos casuímos da ditadura. Em lugar de lutar por uma reforma política, boa parte dos manifestantes recusa a legitimidade do partido político como instituição republicana e democrática.

    Assim, sob este aspecto, apesar do uso das redes sociais e da crítica aos meios de comunicação, a maioria dos manifestantes aderiu à mensagem ideológica difundida anos a fio pelos meios de comunicação de que os partidos são corruptos por essência.

    Como se sabe, essa posição dos meios de comunicação tem a finalidade de lhes conferir o monopólio das funções do espaço público, como se não fossem empresas capitalistas movidas por interesses privados.

    Dessa maneira, a recusa dos meios de comunicação e as críticas a eles endereçadas pelos manifestantes não impediram que grande parte deles aderisse à perspectiva da classe média conservadora difundida pela mídia a respeito da ética.

    De fato, a maioria dos manifestantes, reproduzindo a linguagem midiática, falou de ética na política (ou seja, a transposição dos valores do espaço privado para o espaço público), quando, na verdade, se trataria de afirmar a ética da política (isto é, valores propriamente públicos), ética que não depende das virtudes morais das pessoas privadas dos políticos e sim da qualidade das instituições públicas enquanto instituições republicanas.

    A ética da política, no nosso caso, depende de uma profunda reforma política que crie instituições democráticas republicanas e destrua de uma vez por todas a estrutura deixada pela ditadura, que força os partidos políticos a coalizões absurdas se quiserem governar, coalizões que comprometem o sentido e a finalidade de seus programas e abrem as comportas para a corrupção.

    Em lugar da ideologia conservadora e midiática de que, por definição e por essência, a política é corrupta, trata-se de promover uma prática inovadora capaz de criar instituições públicas que impeçam a corrupção, garantam a participação, a representação e o controle dos interesses públicos e dos direitos pelos cidadãos. Numa palavra, uma invenção democrática.

    Ora, ao entrar em cena o pensamento mágico, os manifestantes deixam de lado que, até que uma nova forma da política seja criada num futuro distante quando, talvez, a política se realizará sem partidos, por enquanto, numa república democrática (ao contrário de uma ditadura) ninguém governa sem um partido, pois é este que cria e prepara quadros para as funções governamentais para concretização dos objetivos e das metas dos governantes eleitos.

    Bastaria que os manifestantes se informassem sobre o governo Collor para entender isso: Collor partiu das mesmas afirmações feitas por uma parte dos manifestantes (partido político é coisa de “marajá” e é corrupto) e se apresentou como um homem sem partido. Resultado: a) não teve quadros para montar o governo, nem diretrizes e metas coerentes e b) deu feição autocrática ao governo, isto é, “o governo sou eu”. Deu no que deu.

    Além disso, parte dos manifestantes está adotando a posição ideológica típica da classe média, que aspira por governos sem mediações institucionais e, portanto, ditatoriais. Eis porque surge a afirmação de muitos manifestantes, enrolados na bandeira nacional, de que “meu partido é meu país”, ignorando, talvez, que essa foi uma das afirmações fundamentais do nazismo contra os partidos políticos.

    Assim, em lugar de inventar uma nova política, de ir rumo a uma invenção democrática, o pensamento mágico de grande parte dos manifestantes se ergueu contra a política, reduzida à figura da corrupção. Historicamente, sabemos onde isso foi dar.

    E por isso não nos devem surpreender, ainda que devam nos alarmar, as imagens de jovens militantes de partidos e movimentos sociais de esquerda espancados e ensangüentados durante a manifestação de comemoração da vitória do MPL.

    Já vimos essas imagens na Itália dos anos 1920, na Alemanha dos anos 1930 e no Brasil dos anos 1960-1970.

    Conclusão provisória

    Do ponto de vista simbólico, as manifestações possuem um sentido importante que contrabalança os problemas aqui mencionados.

    Não se trata, como se ouviu dizer nos meios de comunicação, que finalmente os jovens abandonaram a “bolha” do condomínio e do shopping center e decidiram ocupar as ruas (já podemos prever o número de novelas e mini-séries que usarão essa idéia para incrementar o programa High School Brasil, da Rede Globo).

    Simbolicamente, malgrado eles próprios e malgrado suas afirmações explícitas contra a política, os manifestantes realizaram um evento político: disseram não ao que aí está, contestando as ações dos poderes executivos municipais, estaduais e federal, assim como as do poder legislativo nos três níveis.

    Praticando a tradição do humor corrosivo que percorre as ruas, modificaram o sentido corriqueiro das palavras e do discurso conservador por meio da inversão das significações e da irreverência, indicaram uma nova possibilidade de práxis política, uma brecha para repensar o poder, como escreveu um filósofo político sobre os acontecimentos de maio de 1968 na Europa.

    Justamente porque uma nova possibilidade política está aberta, algumas observações merecem ser feitas para que fiquemos alertas aos riscos de apropriação e destruição dessa possibilidade pela direita conservadora e reacionária.

    Comecemos por uma obviedade: como as manifestações são de massa (de juventude, como propala a mídia) e não aparecem em sua determinação de classe social, que, entretanto, é clara na composição social das manifestações das periferias paulistanas, é preciso lembrar que uma parte dos manifestantes não vive nas periferias das cidades, não experimenta a violência do cotidiano experimentada pela outra parte dos manifestantes.

    Com isso, podemos fazer algumas indagações.

    Por exemplo: os jovens manifestantes de classe média que vivem nos condomínios têm idéia de que suas famílias também são responsáveis pelo inferno urbano (o aumento da densidade demográfica dos bairros e a expulsão dos moradores populares para as periferias distantes e carentes)? Os jovens manifestantes de classe média que, no dia em que fizeram 18 anos, ganharam de presente um automóvel (ou estão na expectativa do presente quando completarem essa idade), têm idéia de que também são responsáveis pelo inferno urbano? Não é paradoxal, então, que se ponham a lutar contra aquilo que é resultado de sua própria ação (isto é, de suas famílias), mas atribuindo tudo isso à política corrupta, como é típico da classe média?

    Essas indagações não são gratuitas nem expressão de má-vontade a respeito das manifestações de 2013. Elas têm um motivo político e um lastro histórico.

    Motivo político: assinalamos anteriormente o risco de apropriação das manifestações rumo ao conservadorismo e ao autoritarismo. Só será possível evitar esse risco se os jovens manifestantes levarem em conta algumas perguntas:

    1. estão dispostos a lutar contra as ações que causam o inferno urbano e, portanto, enfrentar pra valer o poder do capital de montadoras, empreiteiras e cartéis de transporte que, como todo sabem não se relacionam pacificamente (para dizer o mínimo) com demandas sociais?

    2. estão dispostos a abandonar a suposição de que a política se faz magicamente sem mediações institucionais?

    3. estão dispostos a se engajar na luta pela reforma política, a fim de inventar uma nova política, libertária, democrática, republicana, participativa?

    4. estão dispostos a não reduzir sua participação a um evento pontual e efêmero e a não se deixar seduzir pela imagem que deles querem produzir os meios de comunicação?

    Lastro histórico: quando Luiza Erundina, partindo das demandas dos movimentos populares e dos compromissos com a justiça social, propôs a Tarifa Zero para o transporte público de São Paulo, ela explicou à sociedade que a tarifa precisava ser subsidiada pela Prefeitura e que ela não faria o subsídio implicar em cortes nos orçamentos de educação, saúde, moradia e assistência social, isto é, dos programas sociais prioritários de seu governo.

    Antes de propor a Tarifa Zero, ela aumentou em 500% a frota da CMTC (explicação para os jovens: CMTC era a antiga empresa municipal de transporte) e forçou os empresários privados a renovar sua frota.

    Depois disso, em inúmeras audiências públicas, ela apresentou todos os dados e planilhas da CMTC e obrigou os empresários das companhias privadas de transporte coletivo a fazer o mesmo, de maneira que a sociedade ficou plenamente informada quanto aos recursos que seriam necessários para o subsídio.

    Ela propôs, então, que o subsídio viesse de uma mudança tributária: o IPTU progressivo, isto é, o imposto predial seria aumentado para os imóveis dos mais ricos, que contribuiriam para o subsídio juntamente com outros recursos da Prefeitura.

    Na medida que os mais ricos, como pessoas privadas, têm serviçais domésticos que usam o transporte público, e, como empresários, têm funcionários usuários desse mesmo transporte, uma forma de realizar a transferência de renda, que é base da justiça social, seria exatamente fazer com que uma parte do subsídio viesse do novo IPTU.

    Os jovens manifestantes de hoje desconhecem o que se passou: comerciantes fecharam ruas inteiras, empresários ameaçaram lockout das empresas, nos “bairros nobres” foram feitas manifestações contra o “totalitarismo comunista” da prefeita e os poderosos da cidade “negociaram” com os vereadores a não aprovação do projeto de lei.

    A Tarifa Zero não foi implantada. Discutida na forma de democracia participativa, apresentada com lisura e ética política, sem qualquer mancha possível de corrupção, a proposta foi rejeitada.

    Esse lastro histórico mostra o limite do pensamento mágico, pois não basta ausência de corrupção, como imaginam os manifestantes, para que tudo aconteça imediatamente da melhor maneira e como se deseja.

    Cabe uma última observação: se não levarem em consideração a divisão social das classes, isto é, os conflitos de interesses e de poderes econômico-sociais na sociedade, os manifestantes não compreenderão o campo econômico-político no qual estão se movendo quando imaginam estar agindo fora da política e contra ela.

    Entre os vários riscos dessa imaginação, convém lembrar aos manifestantes que se situam à esquerda que, se não tiverem autonomia política e se não a defenderem com muita garra, poderão, no Brasil, colocar água no moinho dos mesmos poderes econômicos e políticos que organizaram grandes manifestações de direita na Venezuela, na Bolívia, no Chile, no Peru, no Uruguai e na Argentina. E a mídia, penhorada, agradecerá pelos altos índices de audiência.


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    Mensagem por CesarBsb2012 em Sex 28 Jun 2013, 3:14 am


    Sindicatos de servidores federais vão pedir, nesta terça-feira, antecipação de parcela do aumento de 15,8%

    Djalma Oliveira
    Jornal Extra - 25/06/2013


    Sindicatos de servidores federais vão oficializar, nesta terça-feira, no Ministério do Planejamento, um pedido para que a União antecipe para 2014 o pagamento da terceira e última parcela do aumento de 15,8% concedido a quase 1,7 milhão de funcionários públicos federais. Essa prestação está programada para janeiro de 2015. Se a solicitação for atendida, os trabalhadores receberão duas parcelas no salário referente a janeiro do próximo ano.

    Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), disse que o pedido será feito para a inflação não consumir o reajuste, que, nas palavras dele, “já é uma mixaria”.

    A categoria também quer uma reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para discutir as reivindicações da campanha salarial, como a paridade entre ativos, inativos e pensionistas

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    Mensagem por CesarBsb2012 em Sex 28 Jun 2013, 3:23 am

    Matéria tendenciosa, mas contêm algumas informações interessantes:



    NOVA PRESSÃO POR AUMENTOS

    Blog do Servidor - 24/06/2013


    Servidores tentam ampliar rendimentos em até 43,5% por meio de emendas à Constituição. Governo não consegue mais conter reivindicações.

    O esforço do governo em reduzir os gastos com pessoal pode ir por água abaixo, apesar da aparente vitória da equipe da presidente Dilma Rousseff, no ano passado, quando impôs o aumento de 15,8%, em três parcelas de 5%, inclusive para aqueles a quem apelidou de “sangues-azuis”. À época, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) denunciavam que várias categorias pediam exorbitante reposição salarial de até 151%.

    A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, revelou que, se atendesse todas as demandas, o rombo no orçamento da União seria superior a R$ 92,2 bilhões. Os servidores de elite, porém, não engoliram o acréscimo abaixo da inflação oficial (5,84%, em 2012). Acharam uma forma de driblar o Executivo e auferir aumentos que podem chegar a 43,53%, para mais de 73,9 mil pessoas, com impacto financeiro acima de R$ 626 milhões.

    A estratégia parte da articulação de bastidores com o Legislativo para apresentação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Segundo o advogado Eduardo Arruda Alvim, presidente da Comissão de Estudos de Processo Constitucional do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), existem 1.231 PECs ativas na Câmara dos Deputados e 2.095, no Senado Federal. Se apenas duas delas forem aprovadas (PECs 147/2012 e 443/2009), os salários de final de carreira de auditores-fiscais, analistas tributários, advogados e procuradores, entre outros subiriam 43,53%, até 2015.

    O objetivo das Propostas (do deputado Amauri Teixeira -PT/BA e do deputado Bonifácio de Andrada - PSDB/MG) é elevar o grau máximo das carreiras para 90,25% do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Desde 1° de janeiro, pelo aumento escalonado concedido pela presidente Dilma, os ministros da Suprema Corte passaram a ganhar R$ 28.059,29. O valor será elevado para R$ 29.462,25, em 2014, e chegará a R$ 30.935,36 no início de 2015. Se as Emendas estivessem em vigor, esses mais de 73,9 mil funcionários estariam recebendo, por mês, R$ 25.323,50, R$ 26.589,68 e R$ 27.919,16, respectivamente em 2013, 2014 e 2015. A diferença entre o atual subsídio final da maioria dos possíveis contemplados, de R$ 19,451 - com base no Boletim de Pessoal do MPOG de janeiro de 2013 - e o que defendem as PECs é de R$ 8.468,16 mensais, dinheiro que vai engordar os contracheques de cada um.

    Esse custo não está previsto nas planilhas governamentais. Isso porque, depois da greve de 2012, considerada uma das maiores da história, 97,5% dos servidores, de uma forma ou de outra, acataram os 15,8%, com impacto já estimado de R$ 901,2 milhões, apenas em 2013. Para 2014, o peso sobe a R$ 943,9 milhões. Em 2015, salta para R$ 988,3 milhões - acrescidos dos R$ 626 milhões, em 2015, ultrapassaria R$ 1,6 bilhão. Perigosas, porém, serão as consequências das brechas abertas pelos benefícios para alguns. Os desembolsos do governo entrarão em uma ciranda de proporções imprevisíveis, na medida em que outras categorias partem para a briga por isonomia salarial. O movimento começa a se formar.

    A Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps) já exige participar das novas medidas adotadas e em estudo para outros. O presidente da Anasps, Alexandre Barreto Lisboa, deseja ver seus associados reconhecidos como carreira de estado, com remuneração por subsídios e incorporação de cesta de gratificações por produtividade.

    Lisboa diz que “a proposta de Medida Provisória, que beneficiou 4.755 servidores efetivos analistas e técnicos da área de contabilidade, abre a discussão sobre outras carreiras”. Cita que “uma PEC que tramita no Senado restabelecendo anuências somente para auditores-fiscais, procuradores federais e TCU, delegados das Polícias Federal e Rodoviária vem mobilizando diversas categorias que desejam ser incluídas no benefício”.

    Aponta, também, que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), reconhecendo que ministros e servidores TCU, procuradores e juízes federais, inclusive do trabalho, tem direito a vale transporte, incentiva os que “ainda lutam pelo aumento do vale refeição e ganham mensalmente cerca de 10% do que recebem as categorias agora beneficiadas”. Para Lisboa, a ausência de uma política de pessoal civil que valorize o servidor e tenha mecanismos que possibilitem progresso funcional resulta em disparidades. “Acabamos de levantar a bandeira da gratificação pela qualificação no INSS, mas esta gratificação já existe para as carreiras que se mobilizaram primeiro. A Presidente Dilma poderia determinar um freio de arrumação na política de pessoal do governo federal”, argumenta.


    A PEC 147 fixa parâmetros para remuneração de auditores fiscais da Receita e do Trabalho, analista tributário, analista e procurador do Banco Central, carreiras consideradas essenciais ao funcionamento do Estado, e determina que “o subsídio inicial não será fixado em valor inferior a 75% do máximo”. A PEC 443 fixa semelhantes parâmetros para advogados públicos.

    Recentemente, o deputado José Mentor (PT/SP), presidente da Comissão que analisa o mérito da PEC 443, garantiu à presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Rassy, que será formada uma Comissão Especial para examinar a matéria, o que possibilitará que as duas PECs (147 e 443) possam caminhar “lado a lado”, como forma de contemplar as categorias abrangidas pelas duas propostas.

    Em ambas as PECs não consta o impacto financeiro desses ajustes. O deputado Bonifácio Andrada explica que, do ponto de vista jurídico, não é preciso dar essas especificações quando a matéria é apresentada. Os cálculos serão feitos ao final das discussões. “Quando a PEC for transformada em lei, os números virão à tona. Mas isso demora muito tempo”, afirma. O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, Antônio Queiroz, ao contrário, ressalta que, “é possível, para não levantar polêmica antes da hora, que os responsáveis não queiram divulgar os números, mas certamente eles existem”. O deputado Amauri Teixeira, por outro lado, assinala as análises foram feitas com muito cuidado, embora, no momento, seja desnecessário tocar nesse assunto.

    “Quem pode falar de simulações e previsões orçamentárias é o Álvaro Sólon, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip). Ele tem estudos detalhados. É importante destacar que ainda existem várias etapas. Nada muda para quem está na ativa agora”, aponta Teixeira. Procurada, a Anfip não retornou e, até a hora do fechamento, o presidente Álvaro Solon não apresentou suas planilhas. O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal/RJ), Sérgio Belsito, assume que as PECs vão cumprir o que manda a Constituição brasileira e corrigir injustiças. “Na verdade, as PECs apenas incorporam os 30% reivindicados em 2012. É a justa reposição do poder de compra. Nada mais”, admite.

    Ao perder a batalha para o governo, nem de longe os servidores da elite do funcionalismo aceitaram a derrota. Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e coordenador da União das Carreiras Típicas de Estado (UCE, que reúne 22 categorias, com 50 mil servidores da ativa e 30 mil aposentados), ao criticar a postura da presidente Dilma, no ano passado, contou que a categoria reivindicava reajuste de 30,18%, porque a última recomposição salarial tinha ocorrido em 2008, e os vencimentos da classe estavam, então, congelados.


    O argumento foi prontamente rebatido pela ministra Miriam Belchior, para quem todos, sem exceção, tiveram ganhos reais (acima da inflação), entre 2002 e 2012, a exemplo dos analistas da Receita (55%); militares (de 11% a 83%); e a massa do funcionalismo (o carreirão, de 55% e 114%). Segundo fontes ligadas ao governo, o Ministério do Planejamento acompanha de perto a tramitação das PECs no Congresso Nacional. “De forma silenciosa e discreta, olha com lupa e usa seu poder de persuasão. Diante da crise internacional e dos problemas que o Brasil vem enfrentando, não creio, sinceramente, que o Legislativo concorde em aumentar privilégios”, disse a fonte que preferiu o anonimato

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    Mensagem por sergio caldas em Sex 28 Jun 2013, 8:15 am

    CesarBsb2012 escreveu:Matéria tendenciosa, mas contêm algumas informações interessantes:



    NOVA PRESSÃO POR AUMENTOS

    Blog do Servidor     -     24/06/2013


    Servidores tentam ampliar rendimentos em até 43,5% por meio de emendas à Constituição. Governo não consegue mais conter reivindicações.

    O esforço do governo em reduzir os gastos com pessoal pode ir por água abaixo, apesar da aparente vitória da equipe da presidente Dilma Rousseff, no ano passado, quando impôs o aumento de 15,8%, em três parcelas de 5%, inclusive para aqueles a quem apelidou de “sangues-azuis”. À época, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) denunciavam que várias categorias pediam exorbitante reposição salarial de até 151%.

    A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, revelou que, se atendesse todas as demandas, o rombo no orçamento da União seria superior a R$ 92,2 bilhões. Os servidores de elite, porém, não engoliram o acréscimo abaixo da inflação oficial (5,84%, em 2012). Acharam uma forma de driblar o Executivo e auferir aumentos que podem chegar a 43,53%, para mais de 73,9 mil pessoas, com impacto financeiro acima de R$ 626 milhões.

    A estratégia parte da articulação de bastidores com o Legislativo para apresentação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Segundo o advogado Eduardo Arruda Alvim, presidente da Comissão de Estudos de Processo Constitucional do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), existem 1.231 PECs ativas na Câmara dos Deputados e 2.095, no Senado Federal. Se apenas duas delas forem aprovadas (PECs 147/2012 e 443/2009), os salários de final de carreira de auditores-fiscais, analistas tributários, advogados e procuradores, entre outros subiriam 43,53%, até 2015.

    O objetivo das Propostas (do deputado Amauri Teixeira -PT/BA e do deputado Bonifácio de Andrada - PSDB/MG) é elevar o grau máximo das carreiras para 90,25% do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Desde 1° de janeiro, pelo aumento escalonado concedido pela presidente Dilma, os ministros da Suprema Corte passaram a ganhar R$ 28.059,29. O valor será elevado para R$ 29.462,25, em 2014, e chegará a R$ 30.935,36 no início de 2015. Se as Emendas estivessem em vigor, esses mais de 73,9 mil funcionários estariam recebendo, por mês, R$ 25.323,50, R$ 26.589,68 e R$ 27.919,16, respectivamente em 2013, 2014 e 2015. A diferença entre o atual subsídio final da maioria dos possíveis contemplados, de R$ 19,451 - com base no Boletim de Pessoal do MPOG de janeiro de 2013 - e o que defendem as PECs é de R$ 8.468,16 mensais, dinheiro que vai engordar os contracheques de cada um.

    Esse custo não está previsto nas planilhas governamentais. Isso porque, depois da greve de 2012, considerada uma das maiores da história, 97,5% dos servidores, de uma forma ou de outra, acataram os 15,8%, com impacto já estimado de R$ 901,2 milhões, apenas em 2013. Para 2014, o peso sobe a R$ 943,9 milhões. Em 2015, salta para R$ 988,3 milhões - acrescidos dos R$ 626 milhões, em 2015, ultrapassaria R$ 1,6 bilhão. Perigosas, porém, serão as consequências das brechas abertas pelos benefícios para alguns. Os desembolsos do governo entrarão em uma ciranda de proporções imprevisíveis, na medida em que outras categorias partem para a briga por isonomia salarial. O movimento começa a se formar.

    A Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps) já exige participar das novas medidas adotadas e em estudo para outros. O presidente da Anasps, Alexandre Barreto Lisboa, deseja ver seus associados reconhecidos como carreira de estado, com remuneração por subsídios e incorporação de cesta de gratificações por produtividade.

    Lisboa diz que “a proposta de Medida Provisória, que beneficiou 4.755 servidores efetivos analistas e técnicos da área de contabilidade, abre a discussão sobre outras carreiras”. Cita que “uma PEC que tramita no Senado restabelecendo anuências somente para auditores-fiscais, procuradores federais e TCU, delegados das Polícias Federal e Rodoviária vem mobilizando diversas categorias que desejam ser incluídas no benefício”.

    Aponta, também, que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), reconhecendo que ministros e servidores TCU, procuradores e juízes federais, inclusive do trabalho, tem direito a vale transporte, incentiva os que “ainda lutam pelo aumento do vale refeição e ganham mensalmente cerca de 10% do que recebem as categorias agora beneficiadas”. Para Lisboa, a ausência de uma política de pessoal civil que valorize o servidor e tenha mecanismos que possibilitem progresso funcional resulta em disparidades. “Acabamos de levantar a bandeira da gratificação pela qualificação no INSS, mas esta gratificação já existe para as carreiras que se mobilizaram primeiro. A Presidente Dilma poderia determinar um freio de arrumação na política de pessoal do governo federal”, argumenta.


    A PEC 147 fixa parâmetros para remuneração de auditores fiscais da Receita e do Trabalho, analista tributário, analista e procurador do Banco Central, carreiras consideradas essenciais ao funcionamento do Estado, e determina que “o subsídio inicial não será fixado em valor inferior a 75% do máximo”. A PEC 443 fixa semelhantes parâmetros para advogados públicos.

    Recentemente, o deputado José Mentor (PT/SP), presidente da Comissão que analisa o mérito da PEC 443, garantiu à presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Rassy, que será formada uma Comissão Especial para examinar a matéria, o que possibilitará que as duas PECs (147 e 443) possam caminhar “lado a lado”, como forma de contemplar as categorias abrangidas pelas duas propostas.

    Em ambas as PECs não consta o impacto financeiro desses ajustes. O deputado Bonifácio Andrada explica que, do ponto de vista jurídico, não é preciso dar essas especificações quando a matéria é apresentada. Os cálculos serão feitos ao final das discussões. “Quando a PEC for transformada em lei, os números virão à tona. Mas isso demora muito tempo”, afirma. O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, Antônio Queiroz, ao contrário, ressalta que, “é possível, para não levantar polêmica antes da hora, que os responsáveis não queiram divulgar os números, mas certamente eles existem”. O deputado Amauri Teixeira, por outro lado, assinala as análises foram feitas com muito cuidado, embora, no momento, seja desnecessário tocar nesse assunto.

    “Quem pode falar de simulações e previsões orçamentárias é o Álvaro Sólon, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip). Ele tem estudos detalhados. É importante destacar que ainda existem várias etapas. Nada muda para quem está na ativa agora”, aponta Teixeira. Procurada, a Anfip não retornou e, até a hora do fechamento, o presidente Álvaro Solon não apresentou suas planilhas. O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal/RJ), Sérgio Belsito, assume que as PECs vão cumprir o que manda a Constituição brasileira e corrigir injustiças. “Na verdade, as PECs apenas incorporam os 30% reivindicados em 2012. É a justa reposição do poder de compra. Nada mais”, admite.

    Ao perder a batalha para o governo, nem de longe os servidores da elite do funcionalismo aceitaram a derrota. Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e coordenador da União das Carreiras Típicas de Estado (UCE, que reúne 22 categorias, com 50 mil servidores da ativa e 30 mil aposentados), ao criticar a postura da presidente Dilma, no ano passado, contou que a categoria reivindicava reajuste de 30,18%, porque a última recomposição salarial tinha ocorrido em 2008, e os vencimentos da classe estavam, então, congelados.


    O argumento foi prontamente rebatido pela ministra Miriam Belchior, para quem todos, sem exceção, tiveram ganhos reais (acima da inflação), entre 2002 e 2012, a exemplo dos analistas da Receita (55%); militares (de 11% a 83%); e a massa do funcionalismo (o carreirão, de 55% e 114%). Segundo fontes ligadas ao governo, o Ministério do Planejamento acompanha de perto a tramitação das PECs no Congresso Nacional. “De forma silenciosa e discreta, olha com lupa e usa seu poder de persuasão. Diante da crise internacional e dos problemas que o Brasil vem enfrentando, não creio, sinceramente, que o Legislativo concorde em aumentar privilégios”, disse a fonte que preferiu o anonimato

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    Mensagem por sergio caldas em Sex 28 Jun 2013, 8:18 am

    E PARA OS OFICIAIS, NADA?????

    Nesta quinta-feira (27/06), o coordenador da Fenajufe, Edmilton Gomes, acompanhou a 172ª sessão ordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e presenciou a aprovação da regulamentação conjunta com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) do porte de arma para os agentes de segurança do Poder Judiciário e do Ministério Público da União.
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    Mensagem por Flurj em Sex 28 Jun 2013, 10:02 am

    sindicado dos professores federais universitarios do rio de janeiro
    ... i nois aki...

    Assembleia da ADUR-RJ aprova paralisação de 48 horas Retorno das aulas somente na segunda-feira (1/7)

    Dia 26 de junho, no Quiosque da ADUR-RJ, os professores estiveram reunidos para apreciar dois pontos de pauta: 1) Paralisação de 48 horas; 2) Comitê de mobilização para participação nos manifestos populares. A Assembleia foi presidida pela Profa. Ana Cristina S. dos Santos e secretariada pela Profa. Eliane Mendonça dos Santos.
    Após debaterem o primeiro ponto de pauta, os professores aprovaram a paralisação das atividades por um período de 48 horas, a partir da noite de hoje (26). As aulas retornarão normalmente na próxima segunda-feira, dia 1/7.

    Participação no grande ato do dia 27/6
    Os docentes também decidiram intensificar a participação nas manifestações populares que eclodem em todo o país. Amanhã (27), os professores, estudantes e técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro participarão de ato no Centro do Rio de Janeiro, às 16horas. A Direção da ADUR-RJ disponibilizará seis ônibus, fretados para transportar estudantes e professores para a Candelária. Quem desejar integrar o grupo deverá comparecer à Sede da Seção Sindical, a partir das 13horas deste dia 27. A passeata seguirá da Candelária, percorrendo a Avenida Rio Branco até a Fetranspor - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.
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    Mensagem por GCC em Sex 28 Jun 2013, 10:06 am

    sergio caldas escreveu:
    CesarBsb2012 escreveu:Matéria tendenciosa, mas contêm algumas informações interessantes:



    NOVA PRESSÃO POR AUMENTOS

    Blog do Servidor     -     24/06/2013


    Servidores tentam ampliar rendimentos em até 43,5% por meio de emendas à Constituição. Governo não consegue mais conter reivindicações.

    O esforço do governo em reduzir os gastos com pessoal pode ir por água abaixo, apesar da aparente vitória da equipe da presidente Dilma Rousseff, no ano passado, quando impôs o aumento de 15,8%, em três parcelas de 5%, inclusive para aqueles a quem apelidou de “sangues-azuis”. À época, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) denunciavam que várias categorias pediam exorbitante reposição salarial de até 151%.

    A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, revelou que, se atendesse todas as demandas, o rombo no orçamento da União seria superior a R$ 92,2 bilhões. Os servidores de elite, porém, não engoliram o acréscimo abaixo da inflação oficial (5,84%, em 2012). Acharam uma forma de driblar o Executivo e auferir aumentos que podem chegar a 43,53%, para mais de 73,9 mil pessoas, com impacto financeiro acima de R$ 626 milhões.

    A estratégia parte da articulação de bastidores com o Legislativo para apresentação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Segundo o advogado Eduardo Arruda Alvim, presidente da Comissão de Estudos de Processo Constitucional do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), existem 1.231 PECs ativas na Câmara dos Deputados e 2.095, no Senado Federal. Se apenas duas delas forem aprovadas (PECs 147/2012 e 443/2009), os salários de final de carreira de auditores-fiscais, analistas tributários, advogados e procuradores, entre outros subiriam 43,53%, até 2015.

    O objetivo das Propostas (do deputado Amauri Teixeira -PT/BA e do deputado Bonifácio de Andrada - PSDB/MG) é elevar o grau máximo das carreiras para 90,25% do que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Desde 1° de janeiro, pelo aumento escalonado concedido pela presidente Dilma, os ministros da Suprema Corte passaram a ganhar R$ 28.059,29. O valor será elevado para R$ 29.462,25, em 2014, e chegará a R$ 30.935,36 no início de 2015. Se as Emendas estivessem em vigor, esses mais de 73,9 mil funcionários estariam recebendo, por mês, R$ 25.323,50, R$ 26.589,68 e R$ 27.919,16, respectivamente em 2013, 2014 e 2015. A diferença entre o atual subsídio final da maioria dos possíveis contemplados, de R$ 19,451 - com base no Boletim de Pessoal do MPOG de janeiro de 2013 - e o que defendem as PECs é de R$ 8.468,16 mensais, dinheiro que vai engordar os contracheques de cada um.

    Esse custo não está previsto nas planilhas governamentais. Isso porque, depois da greve de 2012, considerada uma das maiores da história, 97,5% dos servidores, de uma forma ou de outra, acataram os 15,8%, com impacto já estimado de R$ 901,2 milhões, apenas em 2013. Para 2014, o peso sobe a R$ 943,9 milhões. Em 2015, salta para R$ 988,3 milhões - acrescidos dos R$ 626 milhões, em 2015, ultrapassaria R$ 1,6 bilhão. Perigosas, porém, serão as consequências das brechas abertas pelos benefícios para alguns. Os desembolsos do governo entrarão em uma ciranda de proporções imprevisíveis, na medida em que outras categorias partem para a briga por isonomia salarial. O movimento começa a se formar.

    A Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps) já exige participar das novas medidas adotadas e em estudo para outros. O presidente da Anasps, Alexandre Barreto Lisboa, deseja ver seus associados reconhecidos como carreira de estado, com remuneração por subsídios e incorporação de cesta de gratificações por produtividade.

    Lisboa diz que “a proposta de Medida Provisória, que beneficiou 4.755 servidores efetivos analistas e técnicos da área de contabilidade, abre a discussão sobre outras carreiras”. Cita que “uma PEC que tramita no Senado restabelecendo anuências somente para auditores-fiscais, procuradores federais e TCU, delegados das Polícias Federal e Rodoviária vem mobilizando diversas categorias que desejam ser incluídas no benefício”.

    Aponta, também, que a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), reconhecendo que ministros e servidores TCU, procuradores e juízes federais, inclusive do trabalho, tem direito a vale transporte, incentiva os que “ainda lutam pelo aumento do vale refeição e ganham mensalmente cerca de 10% do que recebem as categorias agora beneficiadas”. Para Lisboa, a ausência de uma política de pessoal civil que valorize o servidor e tenha mecanismos que possibilitem progresso funcional resulta em disparidades. “Acabamos de levantar a bandeira da gratificação pela qualificação no INSS, mas esta gratificação já existe para as carreiras que se mobilizaram primeiro. A Presidente Dilma poderia determinar um freio de arrumação na política de pessoal do governo federal”, argumenta.


    A PEC 147 fixa parâmetros para remuneração de auditores fiscais da Receita e do Trabalho, analista tributário, analista e procurador do Banco Central, carreiras consideradas essenciais ao funcionamento do Estado, e determina que “o subsídio inicial não será fixado em valor inferior a 75% do máximo”. A PEC 443 fixa semelhantes parâmetros para advogados públicos.

    Recentemente, o deputado José Mentor (PT/SP), presidente da Comissão que analisa o mérito da PEC 443, garantiu à presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosângela Rassy, que será formada uma Comissão Especial para examinar a matéria, o que possibilitará que as duas PECs (147 e 443) possam caminhar “lado a lado”, como forma de contemplar as categorias abrangidas pelas duas propostas.

    Em ambas as PECs não consta o impacto financeiro desses ajustes. O deputado Bonifácio Andrada explica que, do ponto de vista jurídico, não é preciso dar essas especificações quando a matéria é apresentada. Os cálculos serão feitos ao final das discussões. “Quando a PEC for transformada em lei, os números virão à tona. Mas isso demora muito tempo”, afirma. O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, Antônio Queiroz, ao contrário, ressalta que, “é possível, para não levantar polêmica antes da hora, que os responsáveis não queiram divulgar os números, mas certamente eles existem”. O deputado Amauri Teixeira, por outro lado, assinala as análises foram feitas com muito cuidado, embora, no momento, seja desnecessário tocar nesse assunto.

    “Quem pode falar de simulações e previsões orçamentárias é o Álvaro Sólon, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip). Ele tem estudos detalhados. É importante destacar que ainda existem várias etapas. Nada muda para quem está na ativa agora”, aponta Teixeira. Procurada, a Anfip não retornou e, até a hora do fechamento, o presidente Álvaro Solon não apresentou suas planilhas. O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal/RJ), Sérgio Belsito, assume que as PECs vão cumprir o que manda a Constituição brasileira e corrigir injustiças. “Na verdade, as PECs apenas incorporam os 30% reivindicados em 2012. É a justa reposição do poder de compra. Nada mais”, admite.

    Ao perder a batalha para o governo, nem de longe os servidores da elite do funcionalismo aceitaram a derrota. Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e coordenador da União das Carreiras Típicas de Estado (UCE, que reúne 22 categorias, com 50 mil servidores da ativa e 30 mil aposentados), ao criticar a postura da presidente Dilma, no ano passado, contou que a categoria reivindicava reajuste de 30,18%, porque a última recomposição salarial tinha ocorrido em 2008, e os vencimentos da classe estavam, então, congelados.


    O argumento foi prontamente rebatido pela ministra Miriam Belchior, para quem todos, sem exceção, tiveram ganhos reais (acima da inflação), entre 2002 e 2012, a exemplo dos analistas da Receita (55%); militares (de 11% a 83%); e a massa do funcionalismo (o carreirão, de 55% e 114%). Segundo fontes ligadas ao governo, o Ministério do Planejamento acompanha de perto a tramitação das PECs no Congresso Nacional. “De forma silenciosa e discreta, olha com lupa e usa seu poder de persuasão. Diante da crise internacional e dos problemas que o Brasil vem enfrentando, não creio, sinceramente, que o Legislativo concorde em aumentar privilégios”, disse a fonte que preferiu o anonimato

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    temos que atacar o monstro agora que ele está sangrando.

    O problema é que nosso sindicato (DF) e fanajufe sumiram. Estão fingindo que nada está acontecendo. E pelo que vi nos últimos anos, se eles forem fazer alguma coisa é um curativo nas feridas no governo.

    A única chance que temos de alguma coisa, é fazermos uma mobilização independente do sindicato (mesmo que seja para pressioná-los a se mexerem), pois já está certo, o sindicato não vai fazer nada, e não estão fazendo nada. Nem pelo reenquadramento ou adiantamento dos 15% eles estão fazendo qualquer coisa. Imagine aumento, reposição inflacionária ou algo do tipo.

    Topam? Será que a Anata não encabeçaria um movimento? E aí Nadja? Anata também está escondida dos movimentos, ou vai se posicionar?
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    Mensagem por Intel em Sex 28 Jun 2013, 11:49 am

    "O problema é que nosso sindicato (DF) e fanajufe sumiram. Estão fingindo que nada está acontecendo. E pelo que vi nos últimos anos, se eles forem fazer alguma coisa é um curativo nas feridas no governo.

    A única chance que temos de alguma coisa, é fazermos uma mobilização independente do sindicato (mesmo que seja para pressioná-los a se mexerem), pois já está certo, o sindicato não vai fazer nada, e não estão fazendo nada. Nem pelo reenquadramento ou adiantamento dos 15% eles estão fazendo qualquer coisa. Imagine aumento, reposição inflacionária ou algo do tipo.

    Topam? Será que a Anata não encabeçaria um movimento? E aí Nadja? Anata também está escondida dos movimentos, ou vai se posicionar?
    "


    Concordo plenamente,

    Inclusive as bandeiras e os gritos dos servidores deveriam anunciar em alto e bom som "SEM SINDICATOS, SEM SINDICATOS!"

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    Mensagem por Galizezin em Sex 28 Jun 2013, 12:01 pm

    Contribuição Previdenciária por aposentados: Aberração jurídica

    28/06/2013 11:03:56 - Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal
    Deputado defende fim da cobrança previdenciária de servidores inativos


    O apoio dos parlamentares à causa dos aposentados e pensionistas resulta da articulação cotidiana de entidades favoráveis ao texto apresentado pelo ex-deputado Carlos Mota (PSB-MG). O Fórum vem trabalhando conjuntamente com o Movimento dos Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap) pela aprovação da PEC.

    Durante o discurso, Agostini lembrou que a matéria já foi aprovada em comissão especial e cobrou a inclusão do tema na ordem do dia. Ele destacou que muitos parlamentares já apresentaram requerimento para tratar do tema. “Parece que há um burro atolado, uma caveira atolada, porque não colocam essa matéria em votação, não a colocam na Ordem do Dia!”, reclamou.

    Agostini classificou como “absurdo” o fato de um trabalhador contribuir por mais de 35 anos com o sistema previdenciário, com taxa de 11% sobre a remuneração. “Em função dessa injustiça, muitos servidores acabam protelando a aposentadoria. É um absurdo, mas muitos continuam trabalhando, porque não podem, por exemplo, deixar de receber o vale-alimentação, os 30% de férias e o abono de permanência”,destacou.

    A cobrança previdenciária de aposentados e pensionistas foi instituída por meio da emenda constitucional 41/2003, que alterou o parágrafo 18 do artigo 40 da Carta Magna. Ela estabeleceu como referência para a contribuição o valor que exceder ao teto do Regime Geral de Previdência Social, hoje em R$ 4.159.

    A PEC 555 está pronta para votação no plenário da Câmara, e vários requerimentos pedem que a matéria seja apreciada em regime de urgência. As entidades de servidores públicos, entre elas as integrantes do Fórum, trabalham cotidianamente na Câmara em busca do apoio de parlamentares.

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    Mensagem por Najla em Sex 28 Jun 2013, 1:57 pm

    Intel escreveu:"O problema é que nosso sindicato (DF) e fanajufe sumiram. Estão fingindo que nada está acontecendo. E pelo que vi nos últimos anos, se eles forem fazer alguma coisa é um curativo nas feridas no governo.

    A única chance que temos de alguma coisa, é fazermos uma mobilização independente do sindicato (mesmo que seja para pressioná-los a se mexerem), pois já está certo, o sindicato não vai fazer nada, e não estão fazendo nada. Nem pelo reenquadramento ou adiantamento dos 15% eles estão fazendo qualquer coisa. Imagine aumento, reposição inflacionária ou algo do tipo.

    Topam? Será que a Anata não encabeçaria um movimento? E aí Nadja? Anata também está escondida dos movimentos, ou vai se posicionar?
    "


    Concordo plenamente,

    Inclusive as bandeiras e os gritos dos servidores deveriam anunciar em alto e bom som "SEM SINDICATOS, SEM SINDICATOS!"


    Vcs estão falando sério em ir sem os sindicatos? Olha, a gente não pode perder o senso de realidade. As instituições têm os seus milhares de defeitos, mas são com elas que fazemos as lutas. Quem convoca a greve é o sindicato, associação não tem legitimidade para isso. Quando for negociar o corte de ponto, a legitimidade cabe ao sindicato. Assim diz a lei.

    E eu fico muito pensativa quando leio propostas de a Anata fazer uma luta desse tamanho sozinha e por fora. Ainda me lembro como foi o PCS passado e em como muitos aqui simplesmente mudaram de lado. A associação qualifica a luta, leva propostas, busca estar nas chapas dos sindicatos e é isso o que temos feito.

    A Eugênia, nossa direitora na Fenajufe, passará o final de semana inteiro em reunião na Federação e está defedendo várias propostas, entre elas a isonomia dos chefes de cartório, reposição das perdas da inflação e discussão imediata de um novo PCS.

    No MPU estamos compondo o GT do plano de carreira.
    Dia 11 tem greve nacional chamada pelas Centrais sindicais.

    Resta saber se nós servidores estamos mesmo decididos a participar das mobilizações que certamente ocorrerão ou se a nossa opção será a participação digital que não tem resultados no mundo real se não for para as ruas.

    Eu também faço essa pergunta a cada um aqui.


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    Mensagem por Galizezin em Sex 28 Jun 2013, 2:20 pm

    Também discordo do ponto de vista do colega INTEL. Penso que hoje temos representantes sindicais de melhor qualidade, mais confiáveis e atuantes pelo COLETIVO. Antes, a gente sabe como a coisa andava: o direito de um grupinho, e só! Ao resto cabiam as sobras.
    Najla está correta! Nós, servidores ditos INSTRUÍDOS, perdemos para o povão, pois saíram às ruas, muitos nem sabendo o significado daquilo que ostentavam nas cartolinas (NÃO À PEC 37).
    Apenas sinto que a contribuição sindical mensal ainda padece de um padrão popular. Creio que uma tarifa de R$ 20,00 poderia colher melhores resultados ao considerarmos o fator QUANTIDADE de registros.


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    Mensagem por GCC em Sex 28 Jun 2013, 4:03 pm

    Najla escreveu:
    Intel escreveu:"O problema é que nosso sindicato (DF) e fanajufe sumiram. Estão fingindo que nada está acontecendo. E pelo que vi nos últimos anos, se eles forem fazer alguma coisa é um curativo nas feridas no governo.

    A única chance que temos de alguma coisa, é fazermos uma mobilização independente do sindicato (mesmo que seja para pressioná-los a se mexerem), pois já está certo, o sindicato não vai fazer nada, e não estão fazendo nada. Nem pelo reenquadramento ou adiantamento dos 15% eles estão fazendo qualquer coisa. Imagine aumento, reposição inflacionária ou algo do tipo.

    Topam? Será que a Anata não encabeçaria um movimento? E aí Nadja? Anata também está escondida dos movimentos, ou vai se posicionar?
    "


    Concordo plenamente,

    Inclusive as bandeiras e os gritos dos servidores deveriam anunciar em alto e bom som "SEM SINDICATOS, SEM SINDICATOS!"


    Vcs estão falando sério em ir sem os sindicatos? Olha, a gente não pode perder o senso de realidade. As instituições têm os seus milhares de defeitos, mas são com elas que fazemos as lutas. Quem convoca a greve é o sindicato, associação não tem legitimidade para isso. Quando for negociar o corte de ponto, a legitimidade cabe ao sindicato. Assim diz a lei.

    E eu fico muito pensativa quando leio propostas de a Anata fazer uma luta desse tamanho sozinha e por fora. Ainda me lembro como foi o PCS passado e em como muitos aqui simplesmente mudaram de lado. A associação qualifica a luta, leva propostas, busca estar nas chapas dos sindicatos e é isso o que temos feito.

    A Eugênia, nossa direitora na Fenajufe, passará o final de semana inteiro em reunião na Federação e está defedendo várias propostas, entre elas a isonomia dos chefes de cartório, reposição das perdas da inflação e discussão imediata de um novo PCS.

    No MPU estamos compondo o GT do plano de carreira.
    Dia 11 tem greve nacional chamada pelas Centrais sindicais.

    Resta saber se nós servidores estamos mesmo decididos a participar das mobilizações que certamente ocorrerão ou se a nossa opção será a participação digital que não tem resultados no mundo real se não for para as ruas.

    Eu também faço essa pergunta a cada um aqui.

    De fato Nadja, não dá para fazer greve sem o sindicato. Mas ficar assistido sem fazer nada é que não dá. E ai fazer o que? Reclamar com o sindicato não adianta, nem e-mail eles respondem, e é impossível falar com alguém por telefone, que não seja apenas uma atendente que não sabe de nada que está acontecendo.

    Na sua opinião reclamar na internet não adianta. Quem sabe se fosse em massa? Resolveria? Imagina milhares de e-mail abarrotando as ouvidorias do STJ, CNJ e outros tribunais. Mas as reclamação morrem aqui no fórum, e não chegam no ouvido da administração.

    Eu encho o saco do STF, mando uma mensagem a cada oportunidade. A última foi "parabenizando" pela capacidade de gestão de pessoal deles, diante do fato de estar vendo analistas judiciários de gabinete de desembargador fazendo inscrição no concurso para escrivão de polícia do DF (a carreira deles além de pagar mais, tem melhores benefícios, acredite!)

    É a única coisa que nossas lideranças me permitem fazer. E se mais pessoas reclamassem? Quem sabe adiantaria. Sabe quem respondeu minha última reclamação ao STF? O assessor principal da presidência. Não respondeu nada demais, mas agradeceu o contato, afirmando que as informações foram úteis.

    Mas de fato, se só uma meia dúzia reclamar não adianta, como não adianta ir eu e o Intel sozinhos bater panela no STF. A Anata não pode convocar greve, mas pode convocar atos, manifestações, notas de repúdio, etc. O que não pode é embarcar no sono profundo do Sindjus.

    Espero que saia alguma coisa positiva na reunião da Fenajufe! E não só enrolação pra cima da categoria.
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    Mensagem por Convidado em Sex 28 Jun 2013, 4:53 pm

    Galizezin escreveu:Contribuição Previdenciária por aposentados: Aberração jurídica

    28/06/2013 11:03:56 - Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal
    Deputado defende fim da cobrança previdenciária de servidores inativos


    O apoio dos parlamentares à causa dos aposentados e pensionistas resulta da articulação cotidiana de entidades favoráveis ao texto apresentado pelo ex-deputado Carlos Mota (PSB-MG). O Fórum vem trabalhando conjuntamente com o Movimento dos Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap) pela aprovação da PEC.

    Durante o discurso, Agostini lembrou que a matéria já foi aprovada em comissão especial e cobrou a inclusão do tema na ordem do dia. Ele destacou que muitos parlamentares já apresentaram requerimento para tratar do tema. “Parece que há um burro atolado, uma caveira atolada, porque não colocam essa matéria em votação, não a colocam na Ordem do Dia!”, reclamou.

    Agostini classificou como “absurdo” o fato de um trabalhador contribuir por mais de 35 anos com o sistema previdenciário, com taxa de 11% sobre a remuneração. “Em função dessa injustiça, muitos servidores acabam protelando a aposentadoria. É um absurdo, mas muitos continuam trabalhando, porque não podem, por exemplo, deixar de receber o vale-alimentação, os 30% de férias e o abono de permanência”,destacou.

    A cobrança previdenciária de aposentados e pensionistas foi instituída por meio da emenda constitucional 41/2003, que alterou o parágrafo 18 do artigo 40 da Carta Magna. Ela estabeleceu como referência para a contribuição o valor que exceder ao teto do Regime Geral de Previdência Social, hoje em R$ 4.159.

    A PEC 555 está pronta para votação no plenário da Câmara, e vários requerimentos pedem que a matéria seja apreciada em regime de urgência. As entidades de servidores públicos, entre elas as integrantes do Fórum, trabalham cotidianamente na Câmara em busca do apoio de parlamentares.

    Fonte: http://www.asmpf.org.br/ler_noticia.php?noticia=2940

    Sou favorável ao fim da cobrança, desde que o cara comprove que bancou-se atuarialmente.

    35 anos de conbribuição? O que teve aí foi uma festa de aposentadorias. Até a regra de 98, a não ser que esteja enganado, não havia nenhum prazo para aposentar com integralidade.


    Desta forma, tal exemplo seria plenamente viável:
    Tício foi servidor por 34 anos ganhando 2 salários mínimos mensais. às vésperas de aposentar, Tício chutou o balde do trabalho, gastou suas licenças prêmio e estudou para um cargo top da administração federal. Tício então tomou posse no novo cargo e requereu aposentadoria, passando então a receber pelo novo salário.

    E ainda Tício agora reclama de contribuir com uma parcela insignificante da aposentadoria?

    Fala sério, né?

    Vergonhoso é o INSS exigir contribuição de aposentado, que já não vai ter NENHUM benefício, e só trabalha pelo fato de que sua aposentadoria não é o bastante para manter um padrão digno de vida. Só que este, infelizmente, por não ter o mesmo peso político, nunca é lembrado por ninguém.
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    Mensagem por Convidado em Sex 28 Jun 2013, 4:54 pm

    GCC escreveu:
    Najla escreveu:
    Intel escreveu:"O problema é que nosso sindicato (DF) e fanajufe sumiram. Estão fingindo que nada está acontecendo. E pelo que vi nos últimos anos, se eles forem fazer alguma coisa é um curativo nas feridas no governo.

    A única chance que temos de alguma coisa, é fazermos uma mobilização independente do sindicato (mesmo que seja para pressioná-los a se mexerem), pois já está certo, o sindicato não vai fazer nada, e não estão fazendo nada. Nem pelo reenquadramento ou adiantamento dos 15% eles estão fazendo qualquer coisa. Imagine aumento, reposição inflacionária ou algo do tipo.

    Topam? Será que a Anata não encabeçaria um movimento? E aí Nadja? Anata também está escondida dos movimentos, ou vai se posicionar?
    "


    Concordo plenamente,

    Inclusive as bandeiras e os gritos dos servidores deveriam anunciar em alto e bom som "SEM SINDICATOS, SEM SINDICATOS!"


    Vcs estão falando sério em ir sem os sindicatos? Olha, a gente não pode perder o senso de realidade. As instituições têm os seus milhares de defeitos, mas são com elas que fazemos as lutas. Quem convoca a greve é o sindicato, associação não tem legitimidade para isso. Quando for negociar o corte de ponto, a legitimidade cabe ao sindicato. Assim diz a lei.

    E eu fico muito pensativa quando leio propostas de a Anata fazer uma luta desse tamanho sozinha e por fora. Ainda me lembro como foi o PCS passado e em como muitos aqui simplesmente mudaram de lado. A associação qualifica a luta, leva propostas, busca estar nas chapas dos sindicatos e é isso o que temos feito.

    A Eugênia, nossa direitora na Fenajufe, passará o final de semana inteiro em reunião na Federação e está defedendo várias propostas, entre elas a isonomia dos chefes de cartório, reposição das perdas da inflação e discussão imediata de um novo PCS.

    No MPU estamos compondo o GT do plano de carreira.
    Dia 11 tem greve nacional chamada pelas Centrais sindicais.

    Resta saber se nós servidores estamos mesmo decididos a participar das mobilizações que certamente ocorrerão ou se a nossa opção será a participação digital que não tem resultados no mundo real se não for para as ruas.

    Eu também faço essa pergunta a cada um aqui.

    De fato Nadja, não dá para fazer greve sem o sindicato. Mas ficar assistido sem fazer nada é que não dá. E ai fazer o que? Reclamar com o sindicato não adianta, nem e-mail eles respondem, e é impossível falar com alguém por telefone, que não seja apenas uma atendente que não  sabe de nada que está acontecendo.

    Na sua opinião reclamar na internet não adianta. Quem sabe se fosse em massa? Resolveria? Imagina milhares de e-mail abarrotando as ouvidorias do STJ, CNJ e outros tribunais. Mas as reclamação morrem aqui no fórum, e não chegam no ouvido da administração.

    Eu encho o saco do STF, mando uma mensagem a cada oportunidade. A última foi "parabenizando" pela capacidade de gestão de pessoal deles, diante do fato de estar vendo analistas judiciários de gabinete de desembargador fazendo inscrição no concurso para escrivão de polícia do DF (a carreira deles além de pagar mais, tem melhores benefícios, acredite!)

    É a única coisa que nossas lideranças me permitem fazer. E se mais pessoas reclamassem? Quem sabe adiantaria. Sabe quem respondeu minha última reclamação ao STF? O assessor principal da presidência. Não respondeu nada demais, mas agradeceu o contato, afirmando que as informações foram úteis.

    Mas de fato, se só uma meia dúzia reclamar não adianta, como não adianta ir eu e o Intel sozinhos bater panela no STF. A Anata não pode convocar greve, mas pode convocar atos, manifestações, notas de repúdio, etc. O que não pode é embarcar no sono profundo do Sindjus.

    Espero que saia alguma coisa positiva na reunião da Fenajufe! E não só enrolação pra cima da categoria.

    Greve sem estar amparado pelo sindicato é suicídio.
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    Mensagem por Mestre dos Magos! em Sex 28 Jun 2013, 6:22 pm

    Frase do dia

    "A Copa do Mundo no Brasil não é cara"

    Roberto Ponciano, salvo engano é diretor da fenajufe.

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    Mensagem por Convidado em Sex 28 Jun 2013, 8:22 pm

    ZE COMEIA escreveu:Frase do dia

    "A Copa do Mundo no Brasil não é cara"

    Roberto Ponciano, salvo engano é diretor da fenajufe.

    Fonte: http://www.fenajufe.org.br/index.php/imprensa/artigos/1186-a-copa-das-falacias

    Só para começar, o Ponciano pensa de maneira estanque: se uma verba é para "mobilidade urbana", não pode ser utilizada em saneamento, mesmo que seja mais necessária.
    Outra coisa, acha lindo o teleférico, quando na verdade as pessoas deveriam ter uma condição decente de moradia.

    Não dá nem para discutir com alguém que, além de petista, tem um pensamento tão raso como o dele. Não dá. Nem desenhando.
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    Mensagem por Galizezin em Sex 28 Jun 2013, 8:58 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:Contribuição Previdenciária por aposentados: Aberração jurídica

    28/06/2013 11:03:56 - Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal
    Deputado defende fim da cobrança previdenciária de servidores inativos


    O apoio dos parlamentares à causa dos aposentados e pensionistas resulta da articulação cotidiana de entidades favoráveis ao texto apresentado pelo ex-deputado Carlos Mota (PSB-MG). O Fórum vem trabalhando conjuntamente com o Movimento dos Servidores Aposentados e Pensionistas (Mosap) pela aprovação da PEC.

    Durante o discurso, Agostini lembrou que a matéria já foi aprovada em comissão especial e cobrou a inclusão do tema na ordem do dia. Ele destacou que muitos parlamentares já apresentaram requerimento para tratar do tema. “Parece que há um burro atolado, uma caveira atolada, porque não colocam essa matéria em votação, não a colocam na Ordem do Dia!”, reclamou.

    Agostini classificou como “absurdo” o fato de um trabalhador contribuir por mais de 35 anos com o sistema previdenciário, com taxa de 11% sobre a remuneração. “Em função dessa injustiça, muitos servidores acabam protelando a aposentadoria. É um absurdo, mas muitos continuam trabalhando, porque não podem, por exemplo, deixar de receber o vale-alimentação, os 30% de férias e o abono de permanência”,destacou.

    A cobrança previdenciária de aposentados e pensionistas foi instituída por meio da emenda constitucional 41/2003, que alterou o parágrafo 18 do artigo 40 da Carta Magna. Ela estabeleceu como referência para a contribuição o valor que exceder ao teto do Regime Geral de Previdência Social, hoje em R$ 4.159.

    A PEC 555 está pronta para votação no plenário da Câmara, e vários requerimentos pedem que a matéria seja apreciada em regime de urgência. As entidades de servidores públicos, entre elas as integrantes do Fórum, trabalham cotidianamente na Câmara em busca do apoio de parlamentares.

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    Sou favorável ao fim da cobrança, desde que o cara comprove que bancou-se atuarialmente.

    35 anos de conbribuição? O que teve aí foi uma festa de aposentadorias. Até a regra de 98, a não ser que esteja enganado, não havia nenhum prazo para aposentar com integralidade.


    Desta forma, tal exemplo seria plenamente viável:
    Tício foi servidor por 34 anos ganhando 2 salários mínimos mensais. às vésperas de aposentar, Tício chutou o balde do trabalho, gastou suas licenças prêmio e estudou para um cargo top da administração federal. Tício então tomou posse no novo cargo e requereu aposentadoria, passando então a receber pelo novo salário.

    E ainda Tício agora reclama de contribuir com uma parcela insignificante da aposentadoria?

    Fala sério, né?

    Vergonhoso é o INSS exigir contribuição de aposentado, que já não vai ter NENHUM benefício, e só trabalha pelo fato de que sua aposentadoria não é o bastante para manter um padrão digno de vida. Só que este, infelizmente, por não ter o mesmo peso  político, nunca é lembrado por ninguém.

    Mas a questão do "bancar-se atuarialmente" vai depender do tempo de vida do camarada. Dificilmente alguém contribui 35 anos, se aposenta e consegue perceber o valor paritário por mais 35 anos.
    Já está provado que se a previdência não fosse obrigatória os aposentados estariam nadando no dinheiro.
    A do governo é sempre FERRAR.


    Última edição por Galizezin em Sex 28 Jun 2013, 8:58 pm, editado 1 vez(es) (Razão : erro)
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    Mensagem por Sr. Omar em Sex 28 Jun 2013, 11:03 pm

    Pessoal existe uma maneira de os servidores do judiciário acabarem com esse arrocho salarial de quase 8 anos! Existe uma maneira de saímos do "Carreirão" e vou lhes dizer:

    A única maneira de sermos lembrados pela Gerentona Dilma e seus bando de capachos do judiciário (ministros do STF,STJ,TSE etc) é um BOICOTE Geral dos Servidores da Justiça eleitoral ao Plebiscito que o Governo quer fazer. Seria uma vergonha nacional e até a população que está revoltada com os políticos iriam saber o motivo: 8 anos de arrocho salarial! O maior arrocho salarial do Brasil e de todas as categorias! O salário de um analista judiciário em 2006 permaneceu o mesmo até 2012... iriamos divulgar pra toda a imprensa que o analista judiciário ganha menos da metade de cargos semelhantes no executivo (Ciclo, RF, Agências etc) e menos de 1/3 de um analista do Senado, Câmara ou TCU... Iriam saber que um Técnico Legislativo do Senado Vale dois Analistas Judiciário e ainda volta 1.000 reais de troco! O Boicote Funcionaria Assim:

    1 - Os dirigentes de Oposição aos sindicatos (SINDJUS, FENAJUFE, SINTRATUD etc) comprariam essa ideia e fariam uma campanha pesada perante os servidores da justiça eleitoral (Sim! a bola está com eles dessa vez e somente eles, com o apoio de todos os demais servidores do judiciário, em uma campanha inédita de apoio irrestrito)
    2 - Tal como as manifestações que tomaram conta do Brasil, os servidores do judiciário federal iriam se unir aos da justiça eleitoral e PARAR TUDO RELACIONADO AO PLEBISCITO DO GOVERNO!
    3 - Poderíamos fazer manifestações perante o STF, TSE etc convocadas pelas redes sociais e pelos sindicalistas independentes do Policarpo e da CUT.
    4 - - Diante de tal situação talvez até contaríamos com apoio de parte da magistratura e poderíamos negociar com o governo o fim do sucateamento do judiciário, impondo ao governo essa derrota e minorando nosso sofrimento após 8 anos sem praticamente nada!

    A hora é agora... o Governo está desesperado e poderia ficar mais desesperado ainda com a revolta da categoria mais arrochada do serviço público dos últimos tempos! Congresso e Governo veriam que os servidores da justiça não são baratas que se pode pisar a vontade... Temos que colocar essa ideia pra frente, seja pelas redes sociais, seja pelos sindicalistas sensatos de que a hora é agora!
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    Mensagem por magmontal em Sab 29 Jun 2013, 3:03 am

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    29/06/2013 - 02h00

    Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos

    DE SÃO PAULO

    Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

    A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.

    Proposta de plebiscito tem apoio de 68%

    Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

    A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

    Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

    Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

    Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

    O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.

    Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.

    A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.

    A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%.

    Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.
    Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.

    Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos (RICARDO MENDONÇA)
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    Mensagem por andre3107 em Sab 29 Jun 2013, 8:51 am

    Aprovação a governo Dilma cai e fica em 30%, aponta Datafolha

    Há três semanas, antes do início dos protestos, aprovação era de 57%.
    Pesquisa, que ouviu 4.717 pessoas, foi divulgada pela 'Folha de S.Paulo'.


    A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para 30%, segundo resultado da pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29) pelo jornal "Folha de S.Paulo". O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu 27 pontos percentuais desde o início dos protestos no país. Há três semanas, a aprovação era de 57%. De acordo com o instituto, é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.

    A pesquisa foi realizada na quinta (27) e sexta (28) com 4.717 pessoas, em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. É a segunda vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa. Em março, o índice de aprovação do governo atingiu 65%.

    O percentual de pessoas que consideram a gestão Dilma ruim ou péssima passou de 9% para 25%, segundo a pesquisa. A nota média da presidente, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8.

    Os entrevistados pelo Instituto Datafolha também avaliaram o desempenho da presidente em relação aos protestos. O levantamento apontou que, para 32%, a postura de Dilma foi ótima ou boa. Outros 38% julgaram como regular e 26% avaliaram como ruim ou péssima.

    Diante das manifestações em centenas de cidades brasileiras, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento na TV no dia 21 de junho e propôs aos 27 governadores e aos 26 prefeitos de capitais convidados por ela para reunião no Palácio do Planalto, no dia 24, a adoção de cinco pactos nacionais: por responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte, e educação.

    Prebiscito
    A pesquisa Datafolha mostra ainda que 68% dos entrevistados apoiam a ideia de um plebiscito para consultar a população sobre questões ligadas à reforma política. Outros 19% disseram que Dilma agiu mal ao propor a ideia, e 14% não souberam responder.

    O instituto diz ainda que 73% dos pesquisados são favoráveis à criação de uma constituinte para elaborar uma reforma política. Sobre esse tema, 15% mostraram-se contrários à proposta.

    Economia
    O Datafolha também avaliou a expectativa dos entrevistados em relação à inflação: 54% acham que o índice vá aumentar. No último levantamento, 51% afirmaram acreditar no aumento. Para 44% o desemprego vai crescer, enquanto na pesquisa anterior o índice era de 36%. Segundo o instituto, 38% acreditam que o poder de compra do salário vai cair, aumento de 11 pontos percentuais em relação ao último levantamento.

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    Tópico Geral - Página 3 Empty Re: Tópico Geral

    Mensagem por SHREK_SIDIO em Sab 29 Jun 2013, 9:34 am

    E a eleição do Sintrajufe-RS, como que foi a apuração ontem?
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    Tópico Geral - Página 3 Empty Novidade: Sintrajufe não quer greve

    Mensagem por SHREK_SIDIO em Sab 29 Jun 2013, 9:40 am

    28/06/2013 12:01

    Sintrajufe/RS não participa de greve geral convocada anonimamente para 1º de julho e discute participação na mobilização das centrais dia 11

    O Sintrajufe/RS esclarece que não participará da greve geral que está sendo convocada, de maneira anônima, pelas redes sociais para o dia 1º de julho. O sindicato entende que quem convoca greve são as entidades representativas de trabalhadores.

    O sindicato está discutindo a participação na mobilização convocada pela CUT, pelas demais centrais sindicais (CTB, Força, UGT, CSP/Conlutas, CGTB, CSB e NCST) e pelo MST, que decidiram organizar atos conjuntos no dia 11 de julho, em todo o país.

    Conforme nota divulgada pela CUT, “As paralisações, as greves e as manifestações terão como objetivo destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos gabinetes dos ministérios e também impulsionar a pauta que veio das ruas nas manifestações realizadas em todo o país dos últimos dias”.

    Pontos da pauta:
    • Investimentos em saúde, educação e transporte público de qualidade
    • Fim dos leilões do petróleo
    • Fim do fator previdenciário
    • Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução do salário
    • Reforma agrária
    • Fim do projeto de lei 4.330, que acaba com as relações de trabalho no Brasil e é uma reforma trabalhista escondida atrás de uma proposta de regulamentação da terceirização



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    Mensagem por pernalonga em Sab 29 Jun 2013, 9:52 am

    SHREK_SIDIO escreveu:E a eleição do Sintrajufe-RS, como que foi a apuração ontem?
    A categoria venceu! Demos um basta ao governismo e, nossa entidade, e em breve daremos um basta na CUT! Chapa 2 vencedora do pleito, tanto na direção quanto no conselho fiscal! Por um monte de votos em cima da situação (166 votos num total de 2800)!
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    Mensagem por SHREK_SIDIO em Sab 29 Jun 2013, 10:00 am

    pernalonga escreveu:
    SHREK_SIDIO escreveu:E a eleição do Sintrajufe-RS, como que foi a apuração ontem?
    A categoria venceu! Demos um basta ao governismo e, nossa entidade, e em breve daremos um basta na CUT! Chapa 2 vencedora do pleito, tanto na direção quanto no conselho fiscal! Por um monte de votos em cima da situação (166 votos num total de 2800)!


    Parabéns, Pernalonga! Menos um (e muito influente) sindicato dominado pelo Governo do PT. Que os sindicalistas aprendam a lição, não tem meio termo, ficar em cima do muro: ou defendem os interesses da categoria ou RUA!
    Parabéns mesmo!
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    Mensagem por camirecas em Sab 29 Jun 2013, 10:42 am

    pernalonga escreveu:
    SHREK_SIDIO escreveu:E a eleição do Sintrajufe-RS, como que foi a apuração ontem?
    A categoria venceu! Demos um basta ao governismo e, nossa entidade, e em breve daremos um basta na CUT! Chapa 2 vencedora do pleito, tanto na direção quanto no conselho fiscal! Por um monte de votos em cima da situação (166 votos num total de 2800)!




    Parabéns!!!!
    É isso aí, a luta continua. Chega de peleguice!!!
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    Mensagem por camirecas em Sab 29 Jun 2013, 10:52 am

    Sr. Omar escreveu:Pessoal existe uma maneira de os servidores do judiciário acabarem com esse arrocho salarial de quase 8 anos! Existe uma maneira de saímos do "Carreirão" e vou lhes dizer:

    A única maneira de sermos lembrados pela Gerentona Dilma e seus bando de capachos do judiciário (ministros do STF,STJ,TSE etc) é um BOICOTE Geral dos Servidores da Justiça eleitoral ao Plebiscito que o Governo quer fazer. Seria uma vergonha nacional e até a população que está revoltada com os políticos iriam saber o motivo: 8 anos de arrocho salarial! O maior arrocho salarial do Brasil e de todas as categorias! O salário de um analista judiciário em 2006 permaneceu o mesmo até 2012... iriamos divulgar pra toda a imprensa que o analista judiciário ganha menos da metade de cargos semelhantes no executivo (Ciclo, RF, Agências etc) e menos de 1/3 de um analista do Senado, Câmara ou TCU... Iriam saber que um Técnico Legislativo do Senado Vale dois Analistas Judiciário e ainda volta 1.000 reais de troco! O Boicote Funcionaria Assim:

    1 - Os dirigentes de Oposição aos sindicatos (SINDJUS, FENAJUFE, SINTRATUD etc) comprariam essa ideia e fariam uma campanha pesada perante os servidores da justiça eleitoral (Sim! a bola está com eles dessa vez e somente eles, com o apoio de todos os demais servidores do judiciário, em uma campanha inédita de apoio irrestrito)
    2 - Tal como as manifestações que tomaram conta do Brasil, os servidores do judiciário federal iriam se unir aos da justiça eleitoral e PARAR TUDO RELACIONADO AO PLEBISCITO DO GOVERNO!
    3 - Poderíamos fazer manifestações perante o STF, TSE etc convocadas pelas redes sociais e pelos sindicalistas independentes do Policarpo e da CUT.
    4 -  - Diante de tal situação talvez até contaríamos com apoio de parte da magistratura e poderíamos negociar com o governo o fim do sucateamento do judiciário, impondo ao governo essa derrota e minorando nosso sofrimento após 8 anos sem praticamente nada!

    A hora é agora... o Governo está desesperado e poderia ficar mais desesperado ainda com a revolta da categoria mais arrochada do serviço público dos últimos tempos! Congresso e Governo veriam que os servidores da justiça não são baratas que se pode pisar a vontade... Temos que colocar essa ideia pra frente, seja pelas redes sociais, seja pelos sindicalistas sensatos de que a hora é agora!


    Discordo!
    A luta é de todos, o judiciário deve parar em sua totalidade.
    Agora, se tem um grupo de servidores que se parar o bicho pega é o grupo da casa-grande!!
    Enquanto o STF não parar, os ministros não estão nem aí para greve nenhuma!!!
    Para JT, JEF e JE, a senzala, mas não para o STF, não vale nada. Os ministros nem sentem, seus serviços estão normais.
    Mas eles vão parar quando? Bem, com tanta função, fica a incógnita!

    Precisamos tomar cuidado com as nossas novas campanhas. Compararmos nossos salários com o executivo é uma coisa, o problema é quando a maioria dos eleitores compara o dela com os nossos....

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