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    TÉCNICO COM NÍVEL SUPERIOR

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    Mensagem por Cientista em Ter 04 Nov 2014, 11:45 am

    Apresentado relatório do PL 7920/14 com emenda do técnico de nível superior

    Na tarde de ontem (03/11), o deputado federal Roberto Policarpo (PT-DF) apresentou na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) o relatório do PL 7920/14, projeto que trata da revisão salarial dos servidores do Poder Judiciário da União. O relator defendeu a aprovação do projeto para fazer estancar a constante evasão de funcionários que vêm preferindo outras carreiras mais valorizadas, essa situação, ressalta o relator, vem preocupando os gestores dos Tribunais, uma vez que é alta a rotatividade de servidores cujas perdas inflacionárias superam em mais de 40%.

    Durante sua tramitação, o PL 7920/14 recebeu 15 emendas, as emendas de 4 à 15 foram rejeitadas pelo relator, propondo o relator que fossem aglutinadas as emendas de 1 à 3. Uma das emendas mais importantes, e que foi acatada pelo relator, é a mudança do grau de escolaridade do técnico judiciário cujo ingresso passa a ser de nível superior. Nessa questão, o deputado frisou no seu relatório o que se pretende é apenas a alteração da exigência de escolaridade do cargo de técnico judiciário, não implicando, portanto, em alteração de atribuições ou outros aspectos do cargo.

    O projeto de lei consta na pauta da sessão da CTASP que ocorre nesta quarta-feira, dia 5, a partir das 10h. O Sinjufego estará presente acompanhando a sessão.

    Veja aqui o teor completo do relatório:
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    Mensagem por SJA em Qua 05 Nov 2014, 9:30 am

    GAME OVER
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    Mensagem por Convidado em Qua 05 Nov 2014, 9:43 am

    zeirao escreveu:Analista e Magistrado são cargos de nível superior.
    A diferença entre os dois cargos deve ser mínima mesmo.
    Técnico é cargo de nível médio,  com atribuições básicas,  operacionais, portanto não há o q se espernear.
    Se olhar carreiras semelhantes no executivo, o cargo de Técnico tá no lucro com a diferença atual.
    Na verdade o justo seria uma diferença ainda maior, não atrapalhando assim a possibilidade de equivalência do Analista daqui com os cargos análogos em outras instituições.
    E nível superior pra Técnico? Isso é zoeira,  não vou comentar a tentativa de golpe via trem da alegria.



    montercay escreveu:A B S U R D O no JUDICIÁRIO FEDERAL: PL 7920/14 adota diferença de 7,75% entre Analistas e Juízes versus ABISMO SALARIAL de 64,07% entre Analistas e Técnicos

    Criado em Quinta, 30 Outubro 2014 18:08. | Imprimir | E-mail | Acessos: 2176





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    Por James Magalhães Gonçalves, Técnico Judiciário, servidor do TRE-MG, observador de aves, doador voluntário de sangue.

    Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta, necessariamente, a opinião da diretoria da Fenajufe.

    1 – EXPLORAÇÃO DOS TÉCNICOS JUDICIÁRIOS VAI AUMENTAR

    1.1 - DIFERENÇA ABSURDA DE R$8.074,90 entre Técnicos e Analistas: o C13 do Técnico Judiciário será R$12.602,93. O C13 do Analista Judiciário será R$20.677,83.

    1.2 - 11 (ONZE) SALÁRIOS MÍNIMOS será a diferença mensal entre o salário dos Analistas para os Técnicos, sendo que ambos exercem, na prática, exatamente o mesmo trabalho. Hoje, os Técnicos novatos recebem um pouco mais que MÍSEROS 5 (cinco) salários mínimos.

    1.3 - MAIS DE R$100.000,00 (CEM MIL REAIS) será a diferença salarial anual entre Analistas e Técnicos, sendo que ambos trabalham lado a lado, no exercício de atividades de alta complexidade e lidam com o PJE (Processo Judicial Eletrônico).

    2 – DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - Diferença de 7,75% entre Analista C13 e Juiz Federal Titular versus ABISMO SALARIAL de 64,07% entre Analista e Técnico

    O final de carreira do Analista terá apenas 7,75% de diferença para o Juiz Federal Titular. De forma contraditória e ABSURDA, a diferença entre o Analista C13 e o Técnico C13 será de 64,07%, ou seja, ABISMO SALARIAL para os Técnicos e SUPERVALORIZAÇÃO para os Analistas.




    JUIZ FEDERAL TITULAR

    ANALISTA JUDICIÁRIO C13 (com 3% de ações de treinamento e doutorado)

    DIFERENÇA PERCENTUAL ENTRE OS CARGOS


    R$25.260,20





    Total = R$23.443,15

    Vencimento básico = R$10.883,07

    GAJ = R$9.794,76

    Adicional de Qualificação (Doutorado) = R$1.360,38

    Ações de Treinamento (3%) = R$652,98

    Auxílio-alimentação = R$751,96

    7,75%









    ANALISTA JUDICIÁRIO (C13)

    TÉCNICO JUDICIÁRIO (C13)

    DIFERENÇA PERCENTUAL ENTRE OS CARGOS


    R$20.677,83

    R$12.602,93

    64,07%


    3 – SOLUÇÃO

    Seguem duas propostas para solucionar esse injusto aumento do abismo salarial:

    1)      Aprovação da EMENDA 03 ao PL 7920/14, que passa o cargo do Técnico para nível superior. Embora o abismo salarial permaneça nesse PL, haveria maiores chances de valorização dos Técnicos em futuras campanhas salariais. Além disso, não haveria impacto orçamentário e seria um forma de reconhecer o que já ocorre, na prática, ou seja, os Técnicos exercem atividades de alta complexidade desde a posse;

    2)      Apresentação de um substitutivo ao PL 7920/14, pelo STF, adotando a Sobreposição na Carreira, IMEDIATAMENTE, com o final de carreira do Técnico atingindo, no mínimo, o B8 do Analista.

    Participem do Movimento Nacional pela Valorização dos Técnicos Judiciários – MOVATEC.

    Acessem e divulguem o artigo que defende a EMENDA 03 do PL 7920/2014:

    http://www.fenajufe.org.br/index.php/imprensa/artigos/2402-camara-dos-deputados-propoe-passar-cargo-de-tecnico-para-nivel-superior

    Sem querer ser desmancha prazer, mas já sendo, deem uma lida na matéria publicada do site da Sintrajufe:

    fonte: http://site39603.hospedagemdesites.ws/site/noticias.php?id=10999#.VFonYfnF-So


    "CSJT adia votação do processo que cria varas e cargos no TRT4

    O processo CSJT-AL 2804-28.2014.5.90.0000, que cria varas trabalhistas, cargos de juiz do Trabalho, cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no TRT4, teve sua apreciação adiada. A matéria era o sétimo item da pauta da última sexta-feira, 31, no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). De acordo com informações do Conselho, a deliberação foi adiada para a próxima sessão.


    O relator é o conselheiro David Alves de Mello Júnior. A proposta foi aprovada pelo Órgão Especial do TRT no dia 14 de fevereiro e prevê a criação de 7 varas do Trabalho, 7 cargos de juiz titular, 16 cargos de juiz substituto, 233 cargos de analista judiciário (área judiciária), 37 cargos de oficial de justiça, 24 cargos em comissão e 165 funções comissionadas. Apesar de a proposta caminhar ao encontro da necessidade de ampliação da estrutura no Judiciário, não prevê a criação de cargos de técnico judiciário
    "

    Pra quem não entendeu, toda essa movimentação dos técnicos querendo que seu cargo seja de nível superior vai levar a extinção do mesmo. Os argumentos que os mesmos deram que desempenham funções iguais a de analista devem ter sido vistos por alguém do CSJT, que não vai mais criar cargos de técnico. Eu já havia cantado essa pedra, mas ninguém acreditou. Daqui há alguns anos, o cargo de técnico vai ser extinto, da mesma forma que foi o de auxiliar. Só haverá analistas e juízes. Estão satisfeitos agora?
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    Mensagem por Convidado em Qua 05 Nov 2014, 10:20 am

    PaladinoRS escreveu:
    zeirao escreveu:Analista e Magistrado são cargos de nível superior.
    A diferença entre os dois cargos deve ser mínima mesmo.
    Técnico é cargo de nível médio,  com atribuições básicas,  operacionais, portanto não há o q se espernear.
    Se olhar carreiras semelhantes no executivo, o cargo de Técnico tá no lucro com a diferença atual.
    Na verdade o justo seria uma diferença ainda maior, não atrapalhando assim a possibilidade de equivalência do Analista daqui com os cargos análogos em outras instituições.
    E nível superior pra Técnico? Isso é zoeira,  não vou comentar a tentativa de golpe via trem da alegria.



    montercay escreveu:A B S U R D O no JUDICIÁRIO FEDERAL: PL 7920/14 adota diferença de 7,75% entre Analistas e Juízes versus ABISMO SALARIAL de 64,07% entre Analistas e Técnicos

    Criado em Quinta, 30 Outubro 2014 18:08. | Imprimir | E-mail | Acessos: 2176





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    Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta, necessariamente, a opinião da diretoria da Fenajufe.

    1 – EXPLORAÇÃO DOS TÉCNICOS JUDICIÁRIOS VAI AUMENTAR

    1.1 - DIFERENÇA ABSURDA DE R$8.074,90 entre Técnicos e Analistas: o C13 do Técnico Judiciário será R$12.602,93. O C13 do Analista Judiciário será R$20.677,83.

    1.2 - 11 (ONZE) SALÁRIOS MÍNIMOS será a diferença mensal entre o salário dos Analistas para os Técnicos, sendo que ambos exercem, na prática, exatamente o mesmo trabalho. Hoje, os Técnicos novatos recebem um pouco mais que MÍSEROS 5 (cinco) salários mínimos.

    1.3 - MAIS DE R$100.000,00 (CEM MIL REAIS) será a diferença salarial anual entre Analistas e Técnicos, sendo que ambos trabalham lado a lado, no exercício de atividades de alta complexidade e lidam com o PJE (Processo Judicial Eletrônico).

    2 – DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - Diferença de 7,75% entre Analista C13 e Juiz Federal Titular versus ABISMO SALARIAL de 64,07% entre Analista e Técnico

    O final de carreira do Analista terá apenas 7,75% de diferença para o Juiz Federal Titular. De forma contraditória e ABSURDA, a diferença entre o Analista C13 e o Técnico C13 será de 64,07%, ou seja, ABISMO SALARIAL para os Técnicos e SUPERVALORIZAÇÃO para os Analistas.




    JUIZ FEDERAL TITULAR

    ANALISTA JUDICIÁRIO C13 (com 3% de ações de treinamento e doutorado)

    DIFERENÇA PERCENTUAL ENTRE OS CARGOS


    R$25.260,20





    Total = R$23.443,15

    Vencimento básico = R$10.883,07

    GAJ = R$9.794,76

    Adicional de Qualificação (Doutorado) = R$1.360,38

    Ações de Treinamento (3%) = R$652,98

    Auxílio-alimentação = R$751,96

    7,75%









    ANALISTA JUDICIÁRIO (C13)

    TÉCNICO JUDICIÁRIO (C13)

    DIFERENÇA PERCENTUAL ENTRE OS CARGOS


    R$20.677,83

    R$12.602,93

    64,07%


    3 – SOLUÇÃO

    Seguem duas propostas para solucionar esse injusto aumento do abismo salarial:

    1)      Aprovação da EMENDA 03 ao PL 7920/14, que passa o cargo do Técnico para nível superior. Embora o abismo salarial permaneça nesse PL, haveria maiores chances de valorização dos Técnicos em futuras campanhas salariais. Além disso, não haveria impacto orçamentário e seria um forma de reconhecer o que já ocorre, na prática, ou seja, os Técnicos exercem atividades de alta complexidade desde a posse;

    2)      Apresentação de um substitutivo ao PL 7920/14, pelo STF, adotando a Sobreposição na Carreira, IMEDIATAMENTE, com o final de carreira do Técnico atingindo, no mínimo, o B8 do Analista.

    Participem do Movimento Nacional pela Valorização dos Técnicos Judiciários – MOVATEC.

    Acessem e divulguem o artigo que defende a EMENDA 03 do PL 7920/2014:

    http://www.fenajufe.org.br/index.php/imprensa/artigos/2402-camara-dos-deputados-propoe-passar-cargo-de-tecnico-para-nivel-superior

    Sem querer ser desmancha prazer, mas já sendo, deem uma lida na matéria publicada do site da Sintrajufe:

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    "CSJT adia votação do processo que cria varas e cargos no TRT4

    O processo CSJT-AL 2804-28.2014.5.90.0000, que cria varas trabalhistas, cargos de juiz do Trabalho, cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no TRT4, teve sua apreciação adiada. A matéria era o sétimo item da pauta da última sexta-feira, 31, no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). De acordo com informações do Conselho, a deliberação foi adiada para a próxima sessão.


    O relator é o conselheiro David Alves de Mello Júnior. A proposta foi aprovada pelo Órgão Especial do TRT no dia 14 de fevereiro e prevê a criação de 7 varas do Trabalho, 7 cargos de juiz titular, 16 cargos de juiz substituto, 233 cargos de analista judiciário (área judiciária), 37 cargos de oficial de justiça, 24 cargos em comissão e 165 funções comissionadas. Apesar de a proposta caminhar ao encontro da necessidade de ampliação da estrutura no Judiciário, não prevê a criação de cargos de técnico judiciário
    "

    Pra quem não entendeu, toda essa movimentação dos técnicos querendo que seu cargo seja de nível superior vai levar a extinção do mesmo. Os argumentos que os mesmos deram que desempenham funções iguais a de analista devem ter sido vistos por alguém do CSJT, que não vai mais criar cargos de técnico. Eu já havia cantado essa pedra, mas ninguém acreditou. Daqui há alguns anos, o cargo de técnico vai ser extinto, da mesma forma que foi o de auxiliar. Só haverá analistas e juízes. Estão satisfeitos agora?

    O PL 7920 passou de forma originária, sem as emendas. Não precisa mais se estressar explicando o óbvio, nobre Paladino. Deixa os caras... Wink
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    Mensagem por Convidado em Qua 05 Nov 2014, 10:40 am

    PaladinoRS escreveu:
    "CSJT adia votação do processo que cria varas e cargos no TRT4

    O processo CSJT-AL 2804-28.2014.5.90.0000, que cria varas trabalhistas, cargos de juiz do Trabalho, cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no TRT4, teve sua apreciação adiada. A matéria era o sétimo item da pauta da última sexta-feira, 31, no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). De acordo com informações do Conselho, a deliberação foi adiada para a próxima sessão.


    O relator é o conselheiro David Alves de Mello Júnior. A proposta foi aprovada pelo Órgão Especial do TRT no dia 14 de fevereiro e prevê a criação de 7 varas do Trabalho, 7 cargos de juiz titular, 16 cargos de juiz substituto, 233 cargos de analista judiciário (área judiciária), 37 cargos de oficial de justiça, 24 cargos em comissão e 165 funções comissionadas. Apesar de a proposta caminhar ao encontro da necessidade de ampliação da estrutura no Judiciário, não prevê a criação de cargos de técnico judiciário
    "

    Pra quem não entendeu, toda essa movimentação dos técnicos querendo que seu cargo seja de nível superior vai levar a extinção do mesmo. Os argumentos que os mesmos deram que desempenham funções iguais a de analista devem ter sido vistos por alguém do CSJT, que não vai mais criar cargos de técnico. Eu já havia cantado essa pedra, mas ninguém acreditou. 0]]Daqui há alguns anos, o cargo de técnico vai ser extinto, da mesma forma que foi o de auxiliar. Só haverá analistas e juízes. Estão satisfeitos agora?[/b]


    eu também já disse isso.... um problema pode ser resolvido de várias formas.... nesse caso, vou só só me ater as duas soluções possíveis:
    1) colocar o cargo em extinção e ou
    2)subir o nível, para técnico

    já falei mostrei muitos motivos pelo qual a solução 1 é mais adequada para o PJU.....
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    Mensagem por Cientista em Qua 05 Nov 2014, 12:40 pm

    No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
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    Mensagem por TioPatinhas em Qua 05 Nov 2014, 2:34 pm

    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"
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    Mensagem por Convidado em Qua 05 Nov 2014, 2:49 pm

    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?

    Nada... Cargo só pode ser extinto quando vago, ocupado nunca......

    Apenas durante o processo de extinção , não terá mais concurso/ novas nomeações....
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    Mensagem por Convidado em Qua 05 Nov 2014, 5:53 pm

    TioPatinhas escreveu:
    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro, pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.
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    Mensagem por Salarinho em Qua 05 Nov 2014, 7:59 pm

    Amigos(as)

    Hoje, os Técnicos precisam do apoio dos colegas Analistas. Amanhã, pode ser que os Analistas precisem do apoio dos Técnicos. Juntos, independentemente de sermos Analistas ou Técnicos ou Auxiliares, formamos uma força maior, e nossas mãos juntas ajudarão um a um a subir. A nossa desunião só interessa a quem quer nos derrubar. Vamos dizer não aos interesses ocultos que trabalham de forma sorrateira e persistente para nos isolar. Nossas consciências e nossos corações nos farão pensar de formar serena e digna para alcançarmos a solidariedade e a concórdia.
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    Mensagem por PJHUUUUuuuuu em Qua 05 Nov 2014, 8:03 pm

    Salarinho escreveu:Amigos(as)

    Hoje, os Técnicos precisam do apoio dos colegas Analistas. Amanhã, pode ser que os Analistas precisem do apoio dos Técnicos. Juntos, independentemente de sermos Analistas ou Técnicos ou Auxiliares, formamos uma força maior, e nossas mãos juntas ajudarão um a um a subir. A nossa desunião só interessa a quem quer nos derrubar. Vamos dizer não aos interesses ocultos que trabalham de forma sorrateira e persistente para nos isolar. Nossas consciências e nossos corações nos farão pensar de formar serena e digna para alcançarmos a solidariedade e a concórdia.  

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    Mensagem por zeirao em Qui 06 Nov 2014, 10:48 am

    Extingue os cargos e coloca todos os atuais ocupantes em disponibilidade com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
    Isso é previsto na 8112.

    "Art. 37 (...)
    § 3o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)"



    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
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    Mensagem por Convidado em Qui 06 Nov 2014, 11:17 am

    O cargo entra em processo de extinção...

    É óbvio que a lei não vai contemplar todas as situações do mundo real, além do mais, vc se escolhe uma das opções da lei e ignora a outra, que é uma eventual redistribuição......

    O cargo de auxiliar- dentre outros - já foram extintos e ninguém entrou em disponibilidade...

    Tornar a discussão mais rasteira e pueril, não fortalece um argumento contrário....

    zeirao escreveu:Extingue os cargos e coloca todos os atuais ocupantes em disponibilidade com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
    Isso é previsto na 8112.

    "Art. 37 (...)
    § 3o  Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. (Parágrafo renumerado e alterado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)"



    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
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    Mensagem por Convidado em Qui 06 Nov 2014, 2:32 pm

    Gente, pelo amor de Deus, não vão extinguir o cargo de técnico.

    O que vão extinguir é o cargo de analista administrativo. Que, aliás, alguns Tribunais nem abrem mais concurso, os que vagam vão convertendo em AJAJ.

    Ademais, se o cargo de TJAA fosse extinto, não seria uma emenda pra colocá-lo em nível superior que iria mudar isso.

    E outra, não sei cria mais cargos de TJAA, por lei, pq o CNJ mandou priorizar a área-fim, qual seja, os AJAJ.


    Última edição por Del Piero em Qui 06 Nov 2014, 9:10 pm, editado 1 vez(es)
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    Mensagem por PJHUUUUuuuuu em Qui 06 Nov 2014, 6:53 pm

    Nota do Sinjufego sobre a retirada da emenda do Técnico


    Da forma como ocorreu em 2012, o Supremo enviou à Câmara Federal neste ano de 2014 anteprojeto de lei prevendo reajuste na tabela de vencimentos dos servidores, não havendo reestruturação de cargos nessa proposta;

    Durante sua tramitação, o projeto 7920/14 recebeu ao todo 15 emendas, sendo que apenas 3 emendas foram acatadas pelo relator, entre essas a que exigia o reposicionamento da exigência de escolaridade do cargo de Técnico Judiciário para nível superior;

    No democrático processo sindical, essa emenda foi fruto da articulação dos Técnicos que pressionaram suas entidades sindicais que, por sua vez, instaram os parlamentares a apresentar a referida emenda, portanto, essa emenda somente foi inserida no PL 7920/14 porque teve o empenho dos sindicatos;

    O que de fato ocorreu ontem (05/11) durante a votação do projeto na Comissão de Trabalho e Serviço Público da Câmara (CTASP) foi a imprevista e surpreendente articulação da ANAJUS (Associação Nacional dos Analistas Judiciários) que se mobilizou no Plenário da Comissão contra a aprovação da emenda, como havia deputados que apoiavam o pleito dessa associação, criou-se um impasse entre requerimentos protelatórios de realização de audiência pública/ pedido de vista e a aprovação do relatório considerando apenas o projeto original do STF, isto é, sem as emendas parlamentares, nesse sentido foi feito acordo de votação entre os integrantes da Comissão para que fosse votado o projeto sem as emendas, não prejudicando assim a tramitação do PL quanto ao reajuste salarial;

    Para que não haja distorção nas informações, é preciso deixar claro que essa decisão de votar o PL, sem a emenda, foi dos membros da Comissão, não havendo participação dos sindicatos, muitos técnicos que lá estavam presentes fizeram manifestação pela aprovação da emenda, portanto, não houve articulação de sindicatos trabalhando contra a emenda, foi o próprio relator das próprias emendas que as retirou para viabilizar a aprovação na CTASP do projeto do reajuste salarial, para que assim não houvesse travamento no seguimento do projeto;

    A discussão do nível superior para Técnico se arrasta desde 2008 e, conforme informação da Fenajufe obtida ontem (05/11) junto ao DG Amarildo Vieira, o Supremo não se opunha à aprovação da emenda ao PL 7920/14, o que é uma sinalização positiva para que o STF possa elaborar específico anteprojeto para cuidar exclusivamente da reestruturação de cargos, sem envolver tabela salarial;

    Qualquer sindicato pauta sua atuação pelo direcionamento tomado em reuniões, assembleias, encontros e grupos de discussão, e a questão do técnico é um ponto que constantemente vem ocupando a pauta dos sindicatos, falta, no entanto, que haja também participação das partes interessadas nos debates, nesse sentido o Sinjufego chama os servidores interessados a participarem do GTN de Carreira (Grupo de Trabalho Nacional) que tem a próxima reunião agendada para o dia 29/11, em Brasília-DF, na sede da Fenajufe, e a fim de que os servidores sejam incentivados a participar, o Sinjufego custeia os gastos de locomoção.

    ---
    Sinjufego – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Goiás
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    Mensagem por Cientista em Qui 06 Nov 2014, 10:15 pm

    PaladinoRS escreveu:
    TioPatinhas escreveu:
    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status



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    Mensagem por Convidado em Sex 07 Nov 2014, 4:34 am

    Cientista escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    TioPatinhas escreveu:
    Cientista escreveu:No caso de extinção, o que acontece com os técnicos da ativa ?
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço
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    Mensagem por quemosabe em Sex 07 Nov 2014, 6:59 am

    PaladinoRS escreveu:
    Cientista escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    TioPatinhas escreveu:
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Coerente crítica à comodidade de ambas as partes quanto aos afazeres e/ou inerências de cargo; e também é justa sua crítica à 'vaidade' dos que defendem e dos que rejeitam; demonstrar para os amigos e familiares a importância de um cargo de nível superior pra técnico tanto quanto entender que Analista é parte de área fim, dito por outros, é que devem ser peças de outro jogo mais infantil, talvez o 'resta um'.
    O fato é que qualquer poder de barganha para melhor remunerar os técnicos, os verdadeiros, aqueles que trabalham e não somente por estarem com FC's e CC's, passa por essa elevação, até para justificar perante a opinião pública e o próprio legislativo, e menos aos amigos e familiares. Também é fato que a Administração tendencia os próximos concursos ao preenchimento de vagas para Analistas, o que é bom e valoriza a instituição.
    Em meio à tanta incoerência, preenchimento/valorização(analista) x valorização/extinção (técnico), percebemos uma grave crise de identidade e de representatividade que tanto interessa ao poder.
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    Mensagem por Convidado em Sex 07 Nov 2014, 8:08 am

    quemosabe escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    Cientista escreveu:
    PaladinoRS escreveu:

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Coerente crítica à comodidade de ambas as partes quanto aos afazeres e/ou inerências de cargo; e também é justa sua crítica à 'vaidade' dos que defendem e dos que rejeitam; demonstrar para os amigos e familiares a importância de um cargo de nível superior pra técnico tanto quanto entender que Analista é parte de área fim, dito por outros, é que devem ser peças de outro jogo mais infantil, talvez o 'resta um'.
    O fato é que qualquer poder de barganha para melhor remunerar os técnicos, os verdadeiros, aqueles que trabalham e não somente por estarem com FC's e CC's, passa por essa elevação, até para justificar perante a opinião pública e o próprio legislativo, e menos aos amigos e familiares. Também é fato que a Administração tendencia os próximos concursos ao preenchimento de vagas para Analistas, o que é bom e valoriza a instituição.  
    Em meio à tanta incoerência, preenchimento/valorização(analista) x valorização/extinção (técnico), percebemos uma grave crise de identidade e de representatividade que tanto interessa ao poder.

    Tem mais, eu vi uma tabela, oriunda daquele rapaz mal intencionado do TRE-MG, que ele queria DIMINUIR a remuneração de analista pra aumentar a remuneração de técnico.

    Se ele quer valorizar a carreira de técnico, precisa desvalorizar a carreira de analista?


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    Mensagem por corujito em Sex 07 Nov 2014, 9:22 am

    Del Piero escreveu:
    quemosabe escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    Cientista escreveu:

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Coerente crítica à comodidade de ambas as partes quanto aos afazeres e/ou inerências de cargo; e também é justa sua crítica à 'vaidade' dos que defendem e dos que rejeitam; demonstrar para os amigos e familiares a importância de um cargo de nível superior pra técnico tanto quanto entender que Analista é parte de área fim, dito por outros, é que devem ser peças de outro jogo mais infantil, talvez o 'resta um'.
    O fato é que qualquer poder de barganha para melhor remunerar os técnicos, os verdadeiros, aqueles que trabalham e não somente por estarem com FC's e CC's, passa por essa elevação, até para justificar perante a opinião pública e o próprio legislativo, e menos aos amigos e familiares. Também é fato que a Administração tendencia os próximos concursos ao preenchimento de vagas para Analistas, o que é bom e valoriza a instituição.  
    Em meio à tanta incoerência, preenchimento/valorização(analista) x valorização/extinção (técnico), percebemos uma grave crise de identidade e de representatividade que tanto interessa ao poder.

    Tem mais, eu vi uma tabela, oriunda daquele rapaz mal intencionado do TRE-MG, que ele queria DIMINUIR a remuneração de analista pra aumentar a remuneração de técnico.

    Se ele quer valorizar a carreira de técnico, precisa desvalorizar a carreira de analista?



    Del Piero

    posta essa tabela aqui
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    Mensagem por Convidado em Sex 07 Nov 2014, 12:06 pm

    corujito escreveu:
    Del Piero escreveu:
    quemosabe escreveu:
    PaladinoRS escreveu:

    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Coerente crítica à comodidade de ambas as partes quanto aos afazeres e/ou inerências de cargo; e também é justa sua crítica à 'vaidade' dos que defendem e dos que rejeitam; demonstrar para os amigos e familiares a importância de um cargo de nível superior pra técnico tanto quanto entender que Analista é parte de área fim, dito por outros, é que devem ser peças de outro jogo mais infantil, talvez o 'resta um'.
    O fato é que qualquer poder de barganha para melhor remunerar os técnicos, os verdadeiros, aqueles que trabalham e não somente por estarem com FC's e CC's, passa por essa elevação, até para justificar perante a opinião pública e o próprio legislativo, e menos aos amigos e familiares. Também é fato que a Administração tendencia os próximos concursos ao preenchimento de vagas para Analistas, o que é bom e valoriza a instituição.  
    Em meio à tanta incoerência, preenchimento/valorização(analista) x valorização/extinção (técnico), percebemos uma grave crise de identidade e de representatividade que tanto interessa ao poder.

    Tem mais, eu vi uma tabela, oriunda daquele rapaz mal intencionado do TRE-MG, que ele queria DIMINUIR a remuneração de analista pra aumentar a remuneração de técnico.

    Se ele quer valorizar a carreira de técnico, precisa desvalorizar a carreira de analista?



    Del Piero

    posta essa tabela aqui

    Vou procurar, mas fui banido do grupo no facebook. hehehe
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    Mensagem por Cientista em Sex 07 Nov 2014, 10:41 pm

    Falou tudo !

    Técnicos e Analistas, deixemos a “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo

    Por Cledo Vieira coordenador-geral do Sindjus e da Fenajufe

    Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria da Fenajufe.

    Recentemente, durante uma assembleia-geral promovida pelo Sindjus-DF, ecoou o seguinte grito vindo de um colega analista do TRT-10: “Nós não temos reajustes por causa dessa divisão tosca da categoria”. A divisão a qual ele se referiu se dá entre técnicos e analistas, tanto que nessa mesma assembleia os dois lados se confrontaram de forma bastante agressiva.

    Eu sou analista judiciário e coordenador-geral de um sindicato que congrega auxiliares, agentes de segurança, técnicos, oficiais de justiça e analistas. Como deve ser de conhecimento de todos, 65% da nossa categoria é formada por técnicos. Por serem maioria e estarem em todos os locais, findam ocupando cargos de direção e assessoramento que no passado eram restritos a analistas.

    Diante dessa mudança de realidade, os técnicos reivindicam o ingresso de nível superior para o cargo de modo a fazer jus às atribuições que desenvolvem hoje e diminuir a distância salarial existente em relação aos analistas. Esse debate está nas assembleias de todo o país, não sendo uma discussão restrita ao Sindjus-DF. Na minha visão, o ingresso de nível superior para técnico não compromete em absolutamente nada a carreira do analista, pelo contrário, ajuda, pois vai fortalecer a categoria na busca por seus pleitos.

    Acredito que podemos ter duas carreiras de nível superior, englobando auxiliares, técnicos, agentes de segurança, oficiais de justiça e analistas, com distinções salariais. Sim, não defendo a paridade de salários entre técnicos e analistas, mas a valorização de todos com uma categoria formada em sua totalidade por cargos que tenham com exigência cargos de ingresso de nível superior.

    Não se trata de um devaneio, pois isso funciona perfeitamente na carreira de auditor da receita, formada por duas carreiras de nível superior (analistas e auditores) com atribuições e salários diferentes. Como se pode observar a partir desse exemplo, o sonho é possível desde que deixemos as brigas de lado e nos unamos em torno de uma discussão que levará à modernização e, consequentemente, à valorização da nossa categoria.

    Hoje em dia pouco resta das atividades originais de um servidor de nível médio. Não existe mais distinção entre as atribuições realizadas cotidianamente por técnicos e analistas, de modo que ambos fazem o mesmo serviço. Até mesmo os concursos já trazem temas de nível superior, principalmente relacionado às várias áreas do Direito, para os candidatos ao cargo de técnico. E 95% dos técnicos já possuem terceiro grau completo.

    Queiram ou não, a realidade mudou. Ou nos adaptamos a ela ou ficaremos cada vez mais para trás em relação a carreiras que já se atualizaram e hoje são muito mais valorizadas que a nossa.

    Entendo que essa discussão precisa avançar. Eu não tenho a solução, tampouco existe uma solução pronta, mas não podemos nos furtar desse debate que construirá, sem dúvida alguma, o caminho que devemos percorrer rumo à atualização da nossa categoria. O que não podemos é perder tempo nos digladiando. Isso não levará a lugar algum.

    Nossa luta é contra a política de arrocho do governo, contra a falta de vontade política dos parlamentares e contra o descaso da cúpula do Poder Judiciário para com nossos pleitos. Nossa luta jamais deve ser contra os nossos colegas. Temos de ter consciência de que só temos chance de conquistar a tão desejada valorização se caminharmos juntos.

    Dessa maneira, convido o conjunto de servidores do Poder Judiciário a se despir de qualquer preconceito contra as reivindicações de seus colegas e participar das assembleias de forma construtiva. Portanto, deixemos essa “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo.

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    Mensagem por macfly em Sab 08 Nov 2014, 1:05 am

    [quote="Cientista"]Falou tudo !

    Técnicos e Analistas, deixemos a “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo

    Por Cledo Vieira coordenador-geral do Sindjus e da Fenajufe

    Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria da Fenajufe.

    Recentemente, durante uma assembleia-geral promovida pelo Sindjus-DF, ecoou o seguinte grito vindo de um colega analista do TRT-10: “Nós não temos reajustes por causa dessa divisão tosca da categoria”. A divisão a qual ele se referiu se dá entre técnicos e analistas, tanto que nessa mesma assembleia os dois lados se confrontaram de forma bastante agressiva.

    Eu sou analista judiciário e coordenador-geral de um sindicato que congrega auxiliares, agentes de segurança, técnicos, oficiais de justiça e analistas. Como deve ser de conhecimento de todos, 65% da nossa categoria é formada por técnicos. Por serem maioria e estarem em todos os locais, findam ocupando cargos de direção e assessoramento que no passado eram restritos a analistas.

    Diante dessa mudança de realidade, os técnicos reivindicam o ingresso de nível superior para o cargo de modo a fazer jus às atribuições que desenvolvem hoje e diminuir a distância salarial existente em relação aos analistas. Esse debate está nas assembleias de todo o país, não sendo uma discussão restrita ao Sindjus-DF. Na minha visão, o ingresso de nível superior para técnico não compromete em absolutamente nada a carreira do analista, pelo contrário, ajuda, pois vai fortalecer a categoria na busca por seus pleitos.

    Acredito que podemos ter duas carreiras de nível superior, englobando auxiliares, técnicos, agentes de segurança, oficiais de justiça e analistas, com distinções salariais. Sim, não defendo a paridade de salários entre técnicos e analistas, mas a valorização de todos com uma categoria formada em sua totalidade por cargos que tenham com exigência cargos de ingresso de nível superior.

    Não se trata de um devaneio, pois isso funciona perfeitamente na carreira de auditor da receita, formada por duas carreiras de nível superior (analistas e auditores) com atribuições e salários diferentes. Como se pode observar a partir desse exemplo, o sonho é possível desde que deixemos as brigas de lado e nos unamos em torno de uma discussão que levará à modernização e, consequentemente, à valorização da nossa categoria.

    Hoje em dia pouco resta das atividades originais de um servidor de nível médio. Não existe mais distinção entre as atribuições realizadas cotidianamente por técnicos e analistas, de modo que ambos fazem o mesmo serviço. Até mesmo os concursos já trazem temas de nível superior, principalmente relacionado às várias áreas do Direito, para os candidatos ao cargo de técnico. E 95% dos técnicos já possuem terceiro grau completo.

    Queiram ou não, a realidade mudou. Ou nos adaptamos a ela ou ficaremos cada vez mais para trás em relação a carreiras que já se atualizaram e hoje são muito mais valorizadas que a nossa.

    Entendo que essa discussão precisa avançar. Eu não tenho a solução, tampouco existe uma solução pronta, mas não podemos nos furtar desse debate que construirá, sem dúvida alguma, o caminho que devemos percorrer rumo à atualização da nossa categoria. O que não podemos é perder tempo nos digladiando. Isso não levará a lugar algum.

    Nossa luta é contra a política de arrocho do governo, contra a falta de vontade política dos parlamentares e contra o descaso da cúpula do Poder Judiciário para com nossos pleitos. Nossa luta jamais deve ser contra os nossos colegas. Temos de ter consciência de que só temos chance de conquistar a tão desejada valorização se caminharmos juntos.

    Dessa maneira, convido o conjunto de servidores do Poder Judiciário a se despir de qualquer preconceito contra as reivindicações de seus colegas e participar das assembleias de forma construtiva. Portanto, deixemos essa “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo.

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    Concordo  que a carreira de tecnico seja de nível superior CONDICIONADO à mudança da nomenclatura dos cargos de Analista para Consultor Judiciário ( AJAJ) e Gestor Judiciário Administrativo.  (AJAA). E o cargo Tecnico continue como Tecnico Judiciario.

    Nós Analistas devemos nos unir por essa causa.


    Abraços.
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    Mensagem por sonhador em Sab 08 Nov 2014, 10:26 am

    Essa categoria é tão ridícula e decadente que merecemos estar onde estamos. Uns caras "batendo pênalti" aqui no fórum é engraçado e trágico demais. Eu realmente cheguei à conclusão que merecemos tudo isso que recebemos da Dilma e Cia, nada mais. Só lamento estar ainda entre vocês. Ainda.
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    Mensagem por Cientista em Sab 08 Nov 2014, 12:07 pm

    macfly escreveu:
    Cientista escreveu:Falou tudo !

    Técnicos e Analistas, deixemos a “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo

    Por Cledo Vieira coordenador-geral do Sindjus e da Fenajufe

    Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria da Fenajufe.

    Recentemente, durante uma assembleia-geral promovida pelo Sindjus-DF, ecoou o seguinte grito vindo de um colega analista do TRT-10: “Nós não temos reajustes por causa dessa divisão tosca da categoria”. A divisão a qual ele se referiu se dá entre técnicos e analistas, tanto que nessa mesma assembleia os dois lados se confrontaram de forma bastante agressiva.

    Eu sou analista judiciário e coordenador-geral de um sindicato que congrega auxiliares, agentes de segurança, técnicos, oficiais de justiça e analistas. Como deve ser de conhecimento de todos, 65% da nossa categoria é formada por técnicos. Por serem maioria e estarem em todos os locais, findam ocupando cargos de direção e assessoramento que no passado eram restritos a analistas.

    Diante dessa mudança de realidade, os técnicos reivindicam o ingresso de nível superior para o cargo de modo a fazer jus às atribuições que desenvolvem hoje e diminuir a distância salarial existente em relação aos analistas. Esse debate está nas assembleias de todo o país, não sendo uma discussão restrita ao Sindjus-DF. Na minha visão, o ingresso de nível superior para técnico não compromete em absolutamente nada a carreira do analista, pelo contrário, ajuda, pois vai fortalecer a categoria na busca por seus pleitos.

    Acredito que podemos ter duas carreiras de nível superior, englobando auxiliares, técnicos, agentes de segurança, oficiais de justiça e analistas, com distinções salariais. Sim, não defendo a paridade de salários entre técnicos e analistas, mas a valorização de todos com uma categoria formada em sua totalidade por cargos que tenham com exigência cargos de ingresso de nível superior.

    Não se trata de um devaneio, pois isso funciona perfeitamente na carreira de auditor da receita, formada por duas carreiras de nível superior (analistas e auditores) com atribuições e salários diferentes. Como se pode observar a partir desse exemplo, o sonho é possível desde que deixemos as brigas de lado e nos unamos em torno de uma discussão que levará à modernização e, consequentemente, à valorização da nossa categoria.

    Hoje em dia pouco resta das atividades originais de um servidor de nível médio. Não existe mais distinção entre as atribuições realizadas cotidianamente por técnicos e analistas, de modo que ambos fazem o mesmo serviço. Até mesmo os concursos já trazem temas de nível superior, principalmente relacionado às várias áreas do Direito, para os candidatos ao cargo de técnico. E 95% dos técnicos já possuem terceiro grau completo.

    Queiram ou não, a realidade mudou. Ou nos adaptamos a ela ou ficaremos cada vez mais para trás em relação a carreiras que já se atualizaram e hoje são muito mais valorizadas que a nossa.

    Entendo que essa discussão precisa avançar. Eu não tenho a solução, tampouco existe uma solução pronta, mas não podemos nos furtar desse debate que construirá, sem dúvida alguma, o caminho que devemos percorrer rumo à atualização da nossa categoria. O que não podemos é perder tempo nos digladiando. Isso não levará a lugar algum.

    Nossa luta é contra a política de arrocho do governo, contra a falta de vontade política dos parlamentares e contra o descaso da cúpula do Poder Judiciário para com nossos pleitos. Nossa luta jamais deve ser contra os nossos colegas. Temos de ter consciência de que só temos chance de conquistar a tão desejada valorização se caminharmos juntos.

    Dessa maneira, convido o conjunto de servidores do Poder Judiciário a se despir de qualquer preconceito contra as reivindicações de seus colegas e participar das assembleias de forma construtiva. Portanto, deixemos essa “guerra” interna de lado e vamos ao diálogo.

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    Concordo  que a carreira de tecnico seja de nível superior CONDICIONADO à mudança da nomenclatura dos cargos de Analista para Consultor Judiciário ( AJAJ) e Gestor Judiciário Administrativo.  (AJAA). E o cargo Tecnico continue como Tecnico Judiciario.

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    Abraços.

    O que considero justo qto a valorização é a progressão p Técnico p q tenha a devida remuneração (20-25% de diferença p Analista). Quanto a nomenclatura, pode chamar de Ministro, Gestor, Ninja, Supremo Comandante, Maximus Jurídico, o q seja ... rsrsrs
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    Mensagem por corujito em Sab 08 Nov 2014, 6:06 pm

    Del Piero,

    É isso?

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    Mensagem por REGYSRAY em Sab 08 Nov 2014, 6:43 pm

    Movatec não é nome de remédio???

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    Mensagem por Convidado em Sab 08 Nov 2014, 7:22 pm

    corujito escreveu:Del Piero,

    É isso?

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    Se essa tabela fosse um filme o nome seria "Um sonho impossível". Fala sério. Daqui há pouco vão dizer que fazem o mesmo trabalho dos Juízes e querer ganhar mais do que eles. Foi bom pra descontrair.
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    Mensagem por MPF SP em Sab 08 Nov 2014, 7:42 pm

    PaladinoRS escreveu:
    corujito escreveu:Del Piero,

    É isso?

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    Se essa tabela fosse um filme o nome seria "Um sonho impossível". Fala sério. Daqui há pouco vão dizer que fazem o mesmo trabalho dos Juízes e querer ganhar mais do que eles. Foi bom pra descontrair.

    Ainda bem que Deus não dá asa a cobra, isso é coisa de incorporado analfabeto
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    Mensagem por AnalistaJE em Sab 08 Nov 2014, 7:58 pm

    PaladinoRS escreveu:
    Cientista escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    TioPatinhas escreveu:
    De acordo com os nobres analistas, nos tempos de Pje, devemos todos ficar jogando jogos online. Porque, se fizermos o serviço de analista, é desvio de função. E não somos mais necessários.

    "Você não precisa apagar a estrela do próximo, para fazer a sua própria estrela brilhar"

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Colega, passei por algo semelhante (para não dizer mais ultrajante, mais deprimente, mais melancólico)...Quando tomei posse em 1996, cheio de orgulho por adentrar num cargo de "Nível Superior" do PJU(na época a nomenclatura era de Técnico Judiciário, para NS, Auxiliar Judiciário, para NM e Atendente Judiciário para NF)...Fui designado para trabalhar numa mer... de depósito de almoxarifado de eleição onde fiquei encarregado de preparar os malotes  de requisições das zonas eleitorais do interior...

    Resultado, passei num concurso concorridíssimo (11 mil inscritos para 14 vagas) que, em teoria, seria para um cargo NS, que, no fim, transformou-me num mero carregador de caixas de material de almoxarifado...Fiquei em depressão por quase dois anos, quando, finalmente, consegui alforria e fui trabalhar num setor que tinha algo a ver com minha formação acadêmica e que precisava usar cérebro em vez de músculos...Coisa semelhante ocorreu com colegas meus analistas, um deles, inclusive, ex-engenheiro do Exército que trocou a carreira de oficial militar para ser lotado numa porra de setor de xerox....Um cara com enorme capacidade responsável por bater xerox de processo...Faltou pouco para entregarem uma vassoura e um balde para nós e mandarem limpar o chão...

    Chega a ser hilário, para não parecer trágico...Outro colega meu analista AJAJ tomou posse e caiu na besteira de dizer que gostava de trabalhar com o eleitor. Resultado, lotaram-no no balcão de atendimento de uma zona eleitoral.

    Gestão de RH do PJU é um verdadeiro vaso sanitário repleto de coisas interessantes....

    Desculpem-me o desabafo....
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    Mensagem por Convidado em Sab 08 Nov 2014, 8:06 pm

    corujito escreveu:Del Piero,

    É isso?

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    Era essa acompanhada do "estudo teórico" em que a diferença da remuneração entre analista e juiz seria de 7%. No dia que eu, como analista, ganhar menos 7% que um juiz, paro de estudar.
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    Mensagem por MPF SP em Sab 08 Nov 2014, 8:14 pm

    AnalistaJE escreveu:
    PaladinoRS escreveu:
    Cientista escreveu:
    PaladinoRS escreveu:

    Tenho uma sugestão melhor. Vocês podem ajudar os analistas e levar o cafezinho quando a gente pedir. Estou sendo irônico é claro,  pois não são todos os técnicos que são arrogantes como vc. O que não posso concordar é que alguém queira subir de cargo no grito.

    Olá PaladinoRS, boa noite
    Sou novo aqui no fórum, apesar de acompanhá-lo há algumas semanas.
    Não sei se vc está apenas trolando ou realmente tem esse pensamento, mas vou falar sobre meu caso específico: Estou há 2 anos no judiciário e nesse tempo venho realizando todo tipo de função, desde numerar páginas de processos à digitar despachos, sentenças, covocação de mesários e coisas afins.
    Hoje, por exemplo, eu fiz mais de 30 cartas de intimação e alguns despacho p juíza assinar; se eu não fizer, simplesmente eu sobrecarrego meu amigo aqui. Se eu me recusar a fazer o serviço, simplesmente o cartório não dará o devido andamento nas atividades.
    Para te falar a verdade, se eu estivesse aqui como analista, eu simplesmente estaria fazendo exatamente o mesmo serviço q faço como TJAA; no entando, estaria sendo melhor remunerado.
    Li q membros da Anajus foram contra a emenda. Se me perguntar o que eu acho disso, vou te responder q estamos diante de uma disputa pelo orçamento, talvez ainda podemos acrescentar um receio dos analistas em ver os tecnicos serem valorizados, ou pela questão do orçamento, ou por pura motivaçao de status




    Vou te dizer qual a realidade que todos conhecem mas poucos tem a coragem de admitir.

    Quando fiz concurso para analista pensei que fosse trabalhar diretamente com o Direito. afinal, é isso que a lei diz quando tece as atribuições do cargo. Porém, quando cheguei na Vara a primeira coisa que ouvir do diretor, que era técnico, sem eu ter falado nada, era que no tribunal não havia diferença entre técnico e analista. Aí eu vi onde estava me metendo.

    Conheço gente que é analista e que não liga de ficar numerando folhas ou fazendo ofícios ou notificações. Uns o fazem por mera comodidade pois estão satisfeitos do jeito que estão, outros para que sobre mais tempo para estudar e passar em outro concurso. No caso dos técnicos, por ganharem um pouco menos, os que se destacam conseguem ser assistente de juiz ou trabalhar em gabinete, pois a FC corresponde a 1/3 do salário e representa um ganho a mais do que para os analistas. A questão toda é que somos peças de um grande jogo de xadrez em que o tribunal não sabe posicioná-las no local onde deveria. O cargo ocupado é decorrente do concurso prestado, mas o que se faz depois que entra é objeto da própria sorte.

    Quanto a valorização que você perguntou e mesmo pontuou, em nada vai mudar o fato de colocar o técnico como nível superior se ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Que valorização é essa? É pra dizer pra mãe ou pros amigos que o cargo é de nível superior? Pura vaidade.

    Não. A briga é por dinheiro. O primeiro passo seria colocar a carreira como de nível superior e depois pedir equiparação ou sobreposição de tabela com os analistas.

    Pergunte a qualquer técnico se ele prefere continuar sendo de nível médio mas recebendo um gratificação de 30% ou 35% ou se prefere que o cargo seja de nível superior recebendo o mesmo que ganha hoje, sem que houvesse qualquer possibilidade de pleitear futura equiparação ou sobreposição.

    Essa é a nossa realidade meu amigo.

    Grande abraço

    Colega, passei por algo semelhante (para não dizer mais ultrajante, mais deprimente, mais melancólico)...Quando tomei posse em 1996, cheio de orgulho por adentrar num cargo de "Nível Superior" do PJU(na época a nomenclatura era de Técnico Judiciário, para NS, Auxiliar Judiciário, para NM e Atendente Judiciário para NF)...Fui designado para trabalhar numa mer... de depósito de almoxarifado de eleição onde fiquei encarregado de preparar os malotes  de requisições das zonas eleitorais do interior...

    Resultado, passei num concurso concorridíssimo (11 mil inscritos para 14 vagas) que, em teoria, seria para um cargo NS, que, no fim, transformou-me num mero carregador de caixas de material de almoxarifado...Fiquei em depressão por quase dois anos, quando, finalmente, consegui alforria e fui trabalhar num setor que tinha algo a ver com minha formação acadêmica e que precisava usar cérebro em vez de músculos...Coisa semelhante ocorreu com colegas meus analistas, um deles, inclusive, ex-engenheiro do Exército que trocou a carreira de oficial militar para ser lotado numa porra de setor de xerox....Um cara com enorme capacidade responsável por bater xerox de processo...Faltou pouco para entregarem uma vassoura e um balde para nós e mandarem limpar o chão...

    Chega a ser hilário, para não parecer trágico...Outro colega meu analista AJAJ tomou posse e caiu na besteira de dizer que gostava de trabalhar com o eleitor. Resultado, lotaram-no no balcão de atendimento de uma zona eleitoral.

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    Desculpem-me o desabafo....


    Só um comentário sobre o caso em questão.

    Técnico que deseja nível superior costuma ser incorporado que ganha QUASE igual a analista e normalmente ocupa cargo de chefia e se acha QUASE um analista, mas infelizmente não é de fato e quicá de direito.

    Técnico que deseja em primeiro lugar reajuste é o maluco c13 que não é incorporado e acha um absurdo um incoprporado ganhar QUASE como um analista e ele não.

    E por último o técnico pé rapado que começou a pouco tempo e viu que entrou em um barco furado e prefere reajuste do que uma mer... de título que não dá porra nenhuma.


    Ahhhh, sobre o colega que falou que um diretor, técnico, falou que não existia diferença entre técnico e analista fique tranquilo, pois isso é apenas recalque de quem não tem capacidade de passar para analista.
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    Mensagem por zeirao em Seg 10 Nov 2014, 10:35 am

    Esse remédio tá mais pra placebo.
    Parafraseando o grande Capitão Nascimento: nunca serão nível superior! Nunca! Nunca!


    REGYSRAY escreveu:Movatec não é nome de remédio???

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    Mensagem por Convidado em Seg 10 Nov 2014, 10:56 am

    zeirao escreveu:Esse remédio tá mais pra placebo.
    Parafraseando o grande Capitão Nascimento: nunca serão nível superior! Nunca! Nunca!


    REGYSRAY escreveu:Movatec não é nome de remédio???

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    kkkkkkkkkkkkkkkkk existe mesmo....
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    Mensagem por milhocolin em Seg 10 Nov 2014, 11:46 am

    Fórum devagar, cadê os boatos, tabelas, reuniões, previsões, orações?
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    Mensagem por TioPatinhas em Qui 13 Nov 2014, 9:53 pm

    Agência Câmara de Notícias

    SEGURANÇA
    13/11/2014 - 14h59
    Executivo envia projeto que exige nível superior para Polícia Civil do DF
    Sindicato comemora proposta, apesar de considerar que chega à Câmara com atraso, e deputado reclama que o governo deveria ter editado uma medida provisória com a mudança para garantir a rápida aprovação.

    Luís Macedo
    João Campos
    Para João Campos, governo privilegiou a Polícia Federal ao estabelecer a exigência de nível superior por MP.
    O Executivo enviou à Câmara dos Deputados no último dia 6 projeto que assegura, em lei, a exigência de nível superior para os seis cargos da carreira de Polícia Civil do Distrito Federal: perito criminal, perito médico-legista, agente de polícia, escrivão de polícia, papiloscopista policial e agente penitenciário. Trata-se do Projeto de Lei 8078/14.

    Desde 1996, já é exigido nível superior para o ingresso nas carreiras, mas elas continuaram legalmente como carreiras de nível médio. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Rodrigo Franco, disse que a proposta vem com atraso. “Há 18 anos, todos os policiais civis precisam de diploma de nível superior para ingressar na carreira, mas não têm isso reconhecido”, analisou.

    O que muda na prática é que, com a mudança no nível, as carreiras poderão reivindicar melhorias nas suas atribuições, equiparação com salários de cargos equivalentes e a ocupação de cargos de comando da Polícia Civil do DF.

    Franco antecipou que os policiais querem rediscutir suas atribuições – permitindo delegar a outros tarefas menos complexas que atualmente são obrigações dos próprios policiais. “Hoje, em lei, uma das nossas atribuições é dirigir viatura. Mas isso nós fazemos como um meio da nossa atividade de investigação. Portanto, dirigir viatura não é atribuição-fim. A atribuição do policial civil é a atividade de investigação, de checar a autoria do crime”, disse.

    Os policiais do DF passaram a cobrar com mais intensidade o reconhecimento do nível superior para as categorias durante a tramitação da Medida Provisória 650/14, que garantiu o curso superior para determinados cargos da Polícia Federal. PMDB e PR chegaram a apoiar uma emenda para garantir o nível superior a policiais civis do DF durante a votação da MP, mas a proposta foi rejeitada por 134 votos contrários contra 114 favoráveis.

    O deputado João Campos (PSDB-GO) criticou o fato de o governo ter enviado um projeto de lei, em vez de editar uma medida provisória. Para ele, um projeto que chega ao Congresso já no final da legislatura tem poucas chances de ser aprovado. “Vindo na forma de projeto de lei, ainda terá de passar por várias comissões, e a possibilidade de ser aprovado na Câmara ainda neste final de ano é muito, muito difícil”, disse.

    Para Campos, o governo tratou as polícias de maneira diferente – a Polícia Federal teve mudança rápida via MP, e a Civil do Distrito Federal vai depender de um projeto de lei.

    Para tentar contornar os prazos, o deputado Izalci (PSDB-DF) apresentou um requerimento de urgência que pode levar o projeto direto ao Plenário.

    Tramitação
    O projeto foi enviado para análise em caráter conclusivo às comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Íntegra da proposta:

    PL-8078/2014
    Reportagem – Carol Siqueira
    Edição – Marcos Rossi

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    Mensagem por corujito em Qui 13 Nov 2014, 9:57 pm

    Lógico, cabaços.

    PCDF e PF são irmãs. Só conhecer a história das 2.

    O que ocorre na PF imediatamente se espelha na PCDF.

    E vou falar: isso parece bom para a PCDF, mas não é. No DF agente de transito (hoje bizarramente Auditor De Trânsito) ganha quase o dobro do que ganha um Agente da PC.
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    Mensagem por Ilhense em Sex 14 Nov 2014, 7:02 am

    O pleito dos técnicos devia ter se restringido ao nível superior.

    Essa emenda constando a equiparação só podia ser coisa de Policarpo....
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    Mensagem por Cientista em Qua 19 Nov 2014, 9:32 pm

    OWNED !!!

    Por Joseane Karine Pina servidora do TRE-BA, Técnica Judiciária – Programação de Sistemas. Graduada em Ciência da Computação e Pós-Graduada em Engenharia de Software.

    Técnico Judiciário – À medida que o Movimento Nacional pela Valorização dos Técnicos Judiciários (MOVATEC) se multiplica em todos os Estados e em todos os Tribunais Federais, as entidades sindicais recuam em seus ataques à categoria, e a verdade vem à tona

    1 - Breve retrospectiva das conquistas do MOVATEC:

    Publicação de mais de 30 (trinta) artigos sobre o tema;
    Dois grandes sindicatos (Bahia e Minas Gerais) foram exigidos por sua categoria, a defenderem, publicamente, o Nível Superior para o cargo de Técnico Judiciário.
    Na Bahia, houve uma Assembleia Geral Extraordinária, convocada pela categoria, através de abaixo assinado com mais de 50% de assinaturas dos sindicalizados para deliberar sobre esta questão. A referida assembleia culminou na aprovação, por ampla maioria de votos, vide foto da capa deste artigo (foi lindo!);

    O relator do PL 7920/2014, Deputado Policarpo, apresentou relatório favorável às emendas 02 e 03 ao PL 7920 à CTASP. Embora as emendas não tenham seguido junto com o PL para a próxima comissão (CFT), o posicionamento do relator a respeito do tema é de grande importância para a causa;
    O Diretor Geral do TRE-BA (Analista Judiciário, concursado), através de ofício circular com carta anexa redigida por representantes do MOVATEC na Bahia, destinado aos Diretores Gerais dos TREs, mostrou-se simpático ao Movimento;
    O Diretor Geral do TRE-MT, também se manifestou favorável à causa, após receber o ofício do TRE-BA;
    Enfim, essa é uma realidade com a qual a FENAJUFE e os seus Sindicatos Afiliados terão que lidar!
    2 – Cenário Atual: com a aprovação do PL 7920/14 na CTASP, sem as emendas, ficou claro que existe um pequeno grupo, cujo único objetivo é “atacar” a valorização da carreira dos Técnicos Judiciários. Amparados pela Associação Nacional dos Analistas do Poder Judiciário e MPU – ANAJUS, esse pequeno contingente de servidores tem feito grandes estragos nas negociações salariais do PJU.

    Quais os propósitos desta Associação? A lista abaixo foi retirada do site da ANAJUS:

    a.      Pelo fim do desvio de função no PJU e MPU;
    b.      Pelo respeito às atribuições dos cargos no âmbito do PJU e MPU;
    c.       Pela equiparação salarial com os cargos similares de nível superior dos outros poderes;
    Pela criação da gratificação de desempenho no âmbito do PJU e MPU;
    Pela gestão administrativa das varas, turmas e câmara desvinculada da autoridade Judiciária;
    Pelo fim do nepotismo cruzado;
    Pelo fim do apadrinhamento no Poder Judiciário da União e MPU;
    Pelo fim das mordomias das autoridades do PJU e MPU;
    Pelo fim das requisições de servidores de outros poderes;
    Pelo fim da indicação política dos desembargadores, ministros e procuradores;
    Pela eleição direta dos pares na escolha dos desembargadores, ministros e procuradores.
    Cada tópico acima listado merece uma análise crítica e aprofundada, já que, entre o propor e o agir há um longo caminho a ser percorrido, no momento, porém, é fundamental deter-se, aos itens a, b, e c.

    Algumas questões importantes precisam ser esclarecidas a respeito dos referidos tópicos:

    Sobre os itens A e B - Sobre o vício criado pela Administração Pública, e perpetuado ao longo de décadas, no âmbito do PJU – Desvio de função no PJU e MPU:
                      I.            Haverá indenização para todos os Técnicos Judiciários (TJ) que, por décadas, desempenharam e, continuam desempenhando, funções de alta complexidade, tal como qualquer Analista Judiciário, sem distinção?
                   II.            Será reconhecido formalmente, através da exigência de diploma de graduação, para o ingresso ao cargo de TJ, que as atividades desenvolvidas pelo TJ exigem conhecimentos apenas vistos nos cursos de Graduação? - As provas de concursos estão aí para corroborar e comprovar este fato.
                III.            As atividades exercidas, hoje, pelos TJ portadores de diploma de graduação serão passarão a ser desenvolvidas, apenas, por AJ, a fim de solucionar o desvio de função?
                IV.            Qual opção é mais vantajosa para os cofres públicos, a indenização de uma massa de quase 80.000 TJ, com o devido ajuste monetário, ou o reconhecimento de que estes já desempenham atividades que demandam conhecimentos de cursos de graduaçãoe, ajustar as tabelas remuneratórias de ambos os cargos de forma a haver, como antes, a sobreposição das tabelas?
                                  I.            Equiparar os salários de Analistas e Técnicos Judiciários?
                               II.            Quais cargos de nível superior de outros poderes são similares ao cargo de Analista Judiciário? Os Auditores? Os Delegados da PF? Ou mesmo os Juízes?
                            III.            Quais cargos de nível médio de outros poderes são similares ao cargo de Técnico Judiciário? Os Técnicos do Senado? Os Técnicos do Banco Central?
    O item c é bastante intrigante - “Pela equiparação salarial com os cargos similares de nível superior dos outros poderes”.  
    Diante das questões levantadas, é possível perceber que no caso do PJU, ou corrige-se a escolaridade exigida para ingresso ao cargo de TJ, ou os aumentos estarão sempre atrelados ao valor do salário do TJ. A menos que os AJs tenham o objetivo de separa-se do “bolo” e criar uma carreira exclusiva.

    E por falar em “bolo”, durante a greve que ocorreu no primeiro semestre do ano corrente, foram os TJ utilizados como “massa de manobra”, a fim de “emperrar” a “famigerada” PEC nº 059/2013, para depois, ficarem os TJs estagnados juntamente com os colegas de nível médio dos governos estaduais?

    A transformação da carreira do Técnico Judiciário, através da exigência do nível superior para ingresso ao cargo, poderá “enterrar” de vez a referida proposta de emenda à Constituição Federal (PEC nº 059/2013). Basta analisar o fato de que, se no PJU os técnicos judiciários, quase em sua totalidade, possuem diploma de graduação, no Judiciário Estadual essa, ainda, não é uma realidade.

    E quanto à Justiça, ao Direito, à Moral e à Ética? Estará o Judiciário balizado por esses pilares, caso mantenha-se omisso a todas estas questões?



    3 – A exigência de graduação para ingresso ao cargo de Técnico Judiciário é a formalização de uma realidade que ninguém ousa contestar!

    Por equívoco, vaidade ou até por má fé, alguns colegas preferem acreditar que é possível combater o desvio de função e até mesmo extinguí-lo com uma simples “canetada”. A realidade, no entanto, é que os Técnicos Judiciários sempre desempenharam atividades de alta complexidade, e continuarão a fazê-lo, pelo simples fato de que não existe um botão de liga/desliga no cérebro humano, através do qual é possível alternar entre os modos Experiente/Capacitado/Graduado => Ligado/Desligado.

    Por favor, colegas, é inconcebível que funcionários do Poder Judiciário Federal, Graduados, Letrados, Bacharéis em Direito, insistam em algo altamente imoral, e injusto. Deveríamos ser o pilar da Justiça, defensores da ética e não a casa onde reina a exploração de mão de obra, qualificada e capacitada, onde funcionários que dividem a mesma sala e executam as mesmas tarefas percebem salários tão díspares.

    É possível imaginar o clima de indignação, insatisfação e revolta que tem se instaurado ao longo dos últimos PCSs e que a todos beneficiaram – Analistas Judiciários, Oficiais de Justiça e Agente de Segurança, exceto os Técnicos Judiciários?

    4 – Para Refletir

    Qual a diferença entre o pleiteado através do PL 7027/2013, que trata da isonomia entre chefes de cartório das capitais e do interior, no âmbito da Justiça Eleitoral, e a transformação da escolaridade para o cargo de técnico judiciário?

    Não teria o PL 7027/2013 à intenção de sanar a injustiça de servidores que exercem a mesma função e, por certo, mesmas atividades, perceberem FCs distintos, importando em perceberem remunerações diferentes?
    É incontestável que ambas as causas possuem razões conexas!

    É preciso que cada Sindicato e a própria Federação defina qual o real posicionamento em relação a este assunto. E, caso afirme apoio, trabalhe em prol da causa como fez no caso do justo PL 7027/2013!

    5 – Conclusão

    É preciso que TODOS os Técnicos Judiciários unam-se no intuito do justo pleito de transformação da carreira para nível superior. É preciso que as entidades que, a rigor, deveriam representar os interesses da categoria, comecem a trabalhar nesse sentido.

    É urgente que os TJs comecem a participar das Assembleias em seus Tribunais, e exigir que essas entidades esclareçam o assunto de forma reta, representando o interesse da coletividade.

    Nesta luta do Movimento Nacional de Valorização do Técnico Judiciário - MOVATEC, a cisão da carreira, de fato, pode acontecer, mas depois de tudo que foi dito até aqui, será difícil creditar o racha, no reconhecimento justo e necessário do trabalho dos Técnicos Judiciários.

    Certa de ter contribuído com a causa.

    À disposição, na luta por um Judiciário Justo!

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    Mensagem por darkshi em Qui 20 Nov 2014, 12:52 am

    Ilhense escreveu:O pleito dos técnicos devia ter se restringido ao nível superior.

    Essa emenda constando a equiparação só podia ser coisa de Policarpo....

    Não sei se faz sentido debater algo que já morreu.
    Mas se vc ler direito a emenda, Policarpo para sobre a equiparação entre os antigos técnicos de nível médios e os novos técnicos de nível superior e não entre técnicos e analistas.

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