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    Empréstimo Consignado - formas de sustação

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Sab 11 Jul - 8:47

    Palavras do Cícero:

    "Não sou formado em direito, mas cuidado com essa história de "prescrição". Os entendidos na area sabem que tem forma do credor tomar as cautelas em que a dívida nunca prescreve. Sair do SPC/SERASA é uma coisa, anular a dívida é outra. Não sei se utilizei os termos corretos. Como disse, não sou formado em direito."

    Dias atrás estava pesquisando a respeito disso e, para minha surpresa, encontrei várias reclamações, inclusive com uma pessoa dizendo que ganhou ação judicial contra o Banco do Brasil por ter repassado (vendido) dívidas para a Ativos S/A - securitizadora de créditos, que por sua vez REINSERIU o nome do devedor no SPC/SERASA.
    Então, pelo que entendi, a maracutaia dos credores está funcionando assim: quando se aproxima o prazo prescricional de 5 anos para retirada do nome do devedor eles "vendem" o crédito para determinada empresa que reintroduz o nome no cadastro de inadimplentes.

    Pode isso, Arnaldo? Que eu saiba não pode, já que determinada dívida só pode ter UMA origem, UM contrato etc.


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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Sab 11 Jul - 8:51

    Chuck Coleman escreveu:
    DJANGO escreveu:
    Franzkafka escreveu:

    Boa! Mas essa ainda tem muito a aprender, kkk.

    Django, pelo que entendi as suas dicas só se aplicam a quem ultrapassou a margem de 30% do consignado, certo?

    Caraca, eu nem sabia que podia pegar mais que isso. Achei que estava na mais completa ----- por estar quase chegando neste limite.

    Mas enfim, alguma manha ou dica pra quem tem muitos consignados, porém não ultrapassou o valor permitido no contracheque?

    Grato!

    Esse tem sido o entendimento, mas já vi decisão absurda de juiz alegando que, se a pessoa fez a dívida, vai ter que assumir até o fim, pouco importando se ultrapassou 30% da renda. Um caso clássico de ultrapassagem da margem ocorre quando o servidor perde a função comissionada.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Sab 11 Jul - 8:58

    Franzkafka escreveu:Palavras do Cícero:

    "Não sou formado em direito, mas cuidado com essa história de "prescrição". Os entendidos na area sabem que tem forma do credor tomar as cautelas em que a dívida nunca prescreve. Sair do SPC/SERASA é uma coisa, anular a dívida é outra. Não sei se utilizei os termos corretos. Como disse, não sou formado em direito."

    Dias atrás estava pesquisando a respeito disso e, para minha surpresa, encontrei várias reclamações, inclusive com uma pessoa dizendo que ganhou ação judicial contra o Banco do Brasil por ter repassado (vendido) dívidas para a Ativos S/A - securitizadora de créditos, que por sua vez REINSERIU o nome do devedor no SPC/SERASA.
    Então, pelo que entendi, a maracutaia dos credores está funcionando assim: quando se aproxima o prazo prescricional de 5 anos para retirada do nome do devedor eles "vendem" o crédito para determinada empresa que reintroduz o nome no cadastro de inadimplentes.

    Pode isso, Arnaldo? Que eu saiba não pode, já que determinada dívida só pode ter UMA origem, UM contrato etc.



    Apesar da minha formação ser matemática, essa sei responder:

    Nâo pode!

    Inclusive pode resultar em danos morais favoráveis ao devedor.

    A dívida pode ser vendida sim, mas não é possível nova negativação no SPC/SERASA. Isso vem ocorrendo e é ilegal.

    A maneira da dívida nunca prescrever é de outra forma. A cobrança passa a existir somente na esfera judicial, cartorária.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Sab 11 Jul - 9:03

    Franzkafka escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    DJANGO escreveu:
    Franzkafka escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

    Boa! Mas essa ainda tem muito a aprender, kkk.

    Django, pelo que entendi as suas dicas só se aplicam a quem ultrapassou a margem de 30% do consignado, certo?

    Caraca, eu nem sabia que podia pegar mais que isso. Achei que estava na mais completa ----- por estar quase chegando neste limite.

    Mas enfim, alguma manha ou dica pra quem tem muitos consignados, porém não ultrapassou o valor permitido no contracheque?

    Grato!

    Esse tem sido o entendimento, mas já vi decisão absurda de juiz alegando que, se a pessoa fez a dívida, vai ter que assumir até o fim, pouco importando se ultrapassou 30% da renda. Um caso clássico de ultrapassagem da margem ocorre quando o servidor perde a função comissionada.



    Há decisões judiciais determinando o desconto em folha de pagamento (da mesma forma que pensao alimenticia) para pagamento de empréstimos.

    Banânia não é para amadores!

    Inclusive já vi decisões determinando o desconto até o limite de restar somente 30% para o servidor.

    Veja, não é o desconto com limite de 30% do salario para o desconto.

    É até 70% do salario comprometido com os diversos pagamentos, restando somente 30% para o infeliz.

    E sim, dívida não prescreve, dependendo das cautelas que o credor tomar.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Sab 11 Jul - 9:10

    Chuck Coleman ,

    Pelo que vejo você ainda tem salvação relativamente simples.

    Está só no purgatório! hehehe

    A dica para você é bem simples: NÃO RENOVE consignado.

    E equacione suas despesas e receitas.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Sab 11 Jul - 9:29

    cicero_pb escreveu:
    Franzkafka escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    DJANGO escreveu:

    Boa! Mas essa ainda tem muito a aprender, kkk.

    Django, pelo que entendi as suas dicas só se aplicam a quem ultrapassou a margem de 30% do consignado, certo?

    Caraca, eu nem sabia que podia pegar mais que isso. Achei que estava na mais completa ----- por estar quase chegando neste limite.

    Mas enfim, alguma manha ou dica pra quem tem muitos consignados, porém não ultrapassou o valor permitido no contracheque?

    Grato!

    Esse tem sido o entendimento, mas já vi decisão absurda de juiz alegando que, se a pessoa fez a dívida, vai ter que assumir até o fim, pouco importando se ultrapassou 30% da renda. Um caso clássico de ultrapassagem da margem ocorre quando o servidor perde a função comissionada.



    Há decisões judiciais determinando o desconto em folha de pagamento (da mesma forma que pensao alimenticia) para pagamento de empréstimos.

    Banânia não é para amadores!

    Inclusive já vi decisões determinando o desconto até o limite de restar somente 30% para o servidor.

    Veja, não é o desconto com limite de 30% do salario para o desconto.

    É até 70% do salario comprometido com os diversos pagamentos, restando somente 30% para o infeliz.

    E sim, dívida não prescreve, dependendo das cautelas que o credor tomar.

    uma decisão dessas só pode vir de um F-D-P!
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Chuck Coleman em Sab 11 Jul - 12:05

    Obrigado, cicero_pb, e boa sorte aos colegas em situação difícil.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Sab 11 Jul - 12:22

    Chuck Coleman escreveu:Obrigado,  cicero_pb,  e boa sorte aos colegas em situação difícil.

    Cara, muitos conseguem uma margem extra, basta pedir no tribunal. É formado um requerimento específico neste sentido.
    Mas há outros casos, quando se tem FC ou CJ, o consignado é concedido levando em conta essas gratificações (ou mesmo alguma outra, tipo aqueles adicionais de treinamento, de 3% no total). Basta perder algo, e você estará devendo prestação de consignado maior do que 30% da margem atual, do salário agora sem alguma das FC. CJ ou adicional similar..
    A questão do juiz indeferir vai da argumentação.
    O que se deve argumentar, bater forte em cima, na inicial, é que o banco/CEf na ânsia de vender seu produto não levou em conta que poderia haver perda salarial, já que o banco também tem que respeitar o limite. Construir argumentos em cima dessa armadilha financeira.
    E em tempos de crise como a atual, ponto a nosso favor no juízo de competência.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Lula Molusco em Sab 11 Jul - 19:16

    Qual seria o prazo para prescrição de uma dívida?

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Sab 11 Jul - 19:29

    Lula Molusco escreveu:Qual seria o prazo para prescrição de uma dívida?

    5 anos, mas se for executada judicialmente, NUNCA PRESCREVERÁ.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Dom 12 Jul - 22:00

    CAROS COLEGAS,

    AOS QUE ME INFORMARAM UM E-MAIL, ACABEI DE RESPONDER, ANEXANDO A INICIAL DA AÇÃO.

    AOS QUE NÃO RECEBERAM (TENHO UMA LISTA COM 27 SOLICITAÇÕES PENDENTES) É PORQUE NÃO ME INFORMARAM O E-MAIL.

    PEÇO QUE INFORMEM O E-MAIL VIA MP, PARA QUE POSSA RETORNAR COM A INICIAL EM ANEXO.

    ABRAÇOS!

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por galo-bh em Seg 13 Jul - 6:57

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por AnalistaTrabalhista em Seg 13 Jul - 7:12

    Pessoal, também estou com a corda no pescoço, como muitos aqui, por culpa dos malditos consigmalvados... Possuo imóvel com um saldo devedor e já pensei em vendê-lo, pagar todos os consigs, e ainda sobra um bom dinheiro. Em troca, tenho um baita aumento salarial e uma renda para pagar aluguel de um imóvel maior do que eu possuo. No projeto, ainda inclui o fim dos cartões de crédito, adeus aos consignados e possibilidade de guardar uns 15% do salário. Será que é muita loucura ou minha ideia é boa?
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por silmaria em Seg 13 Jul - 7:23

    AnalistaTrabalhista escreveu:Pessoal, também estou com a corda no pescoço, como muitos aqui, por culpa dos malditos consigmalvados... Possuo imóvel com um saldo devedor e já pensei em vendê-lo, pagar todos os consigs, e ainda sobra um bom dinheiro. Em troca, tenho um baita aumento salarial e uma renda para pagar aluguel de um imóvel maior do que eu possuo. No projeto, ainda inclui o fim dos cartões de crédito, adeus aos consignados e possibilidade de guardar uns 15% do salário. Será que é muita loucura ou minha ideia é boa?

    Meu amigo, uma dica por experiencia própria, não se desfaça de seus patrimônios para pagar dívidas, fiz isso e me arrependo amargamente. Procure outra alternativa e se for tomar essa medida pense antes em situações extremas como pegar crédito online, pague os consignados e depois, infelizmente, dê o calote no banco. Conheço gente com que tava na corda bamba, que abriu conta em uns três bancos privados e quando eles liberaram credito online, cheque especial, ele rapou tudo e pagou o consignado e depois deixou o pau torar.


    Última edição por silmaria em Seg 13 Jul - 7:34, editado 2 vez(es)
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por AnalistaTrabalhista em Seg 13 Jul - 7:30

    silmaria escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:Pessoal, também estou com a corda no pescoço, como muitos aqui, por culpa dos malditos consigmalvados... Possuo imóvel com um saldo devedor e já pensei em vendê-lo, pagar todos os consigs, e ainda sobra um bom dinheiro. Em troca, tenho um baita aumento salarial e uma renda para pagar aluguel de um imóvel maior do que eu possuo. No projeto, ainda inclui o fim dos cartões de crédito, adeus aos consignados e possibilidade de guardar uns 15% do salário. Será que é muita loucura ou minha ideia é boa?

    Meu amigo, uma dica por experiencia própria, não se desfaça de seus patrimônios para pagar dívidas, fiz isso e me arrependo amargamente.

    Obrigado pela dica, silmaria!

    Ainda não estou decidido sobre o que fazer, mas estou considerando todas as possibilidades.
    Na real, se pensarmos de forma racional e contábil, analisando ativos e passivos, não muda muita coisa, mas considero muito a qualidade de vida do que ter um patrimônio mas estar atolado em dívidas.

    Abraço!
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 13 Jul - 7:54

    Franzkafka escreveu:Palavras do Cícero:

    "Não sou formado em direito, mas cuidado com essa história de "prescrição". Os entendidos na area sabem que tem forma do credor tomar as cautelas em que a dívida nunca prescreve. Sair do SPC/SERASA é uma coisa, anular a dívida é outra. Não sei se utilizei os termos corretos. Como disse, não sou formado em direito."

    Dias atrás estava pesquisando a respeito disso e, para minha surpresa, encontrei várias reclamações, inclusive com uma pessoa dizendo que ganhou ação judicial contra o Banco do Brasil por ter repassado (vendido) dívidas para a Ativos S/A - securitizadora de créditos, que por sua vez REINSERIU o nome do devedor no SPC/SERASA.
    Então, pelo que entendi, a maracutaia dos credores está funcionando assim: quando se aproxima o prazo prescricional de 5 anos para retirada do nome do devedor eles "vendem" o crédito para determinada empresa que reintroduz o nome no cadastro de inadimplentes.

    Pode isso, Arnaldo? Que eu saiba não pode, já que determinada dívida só pode ter UMA origem, UM contrato etc.


    Antes de tudo, todo brasileiro deveria ter maior conhecimento dos seus direitos: há verdadeiros abusos, e infelizmente, mesmo quando a coisa chega ao judiciário, há decisões malucas por parte de juízes. Eu mesmo já tive uma frustração imensa na qual o banco não tinha sequer minha assinatura na parte que referia-se aos valores e o juiz deu razão ao banco.

    Passado o prazo de prescrição, não existe esta de que a dívida ainda existe. Só existe se estiver sendo questionada no âmbito adequado, que é uma ação do judiciário.

    Abaixo alguns links interessantes para uma introdução ao tema:
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    Não tenho conhecimento sobre como funciona no caso de revenda da dívida, em relação a se e como a empresa poderia cobrar suas dívidas. Reinserir o cadastro já negativado, de forma alguma, e é cabível o dano moral.

    Sobre a questão do dano moral, há um ponto importante: só existe dano moral indenizável por erro se você estiver com o nome limpo. Se você possuir outra restrição em seu nome, só é cabível a retirada do cadastro, sem indenização.

    A cobrança não pode ser abusiva nem humilhante. Não pode ser colocado "cobrança" no lado de fora do envelope, mas pode correspondência lacrada. Pode ligar em casa, no trabalho etc, mas se entrar em contato com outra pessoa que não você não pode sequer mencionar que se trata de dívida, porque quebra o sigilo bancário. Em SP, não sei se em outros estados, há liimtações no horário que a cobrança pode ser feita.

    Hoje em dia a internet facilita muito a correr atrás dos direitos. Para registrar um boletim de ocorrência, por exemplo, aqui em MG, e certamente em outros estados, é possível fazer diretamente pela internet. Em poucas horas o BO chega para impressão, por e-mail.

    Bancos em geral não chegam ao judiciário, como disse, por dois motivos: um porque é caro para eles; a duas porque eles correm um sério risco de revisões mais sérias. Se o judiciário começar a observar como são feitos alguns contratos, a chance deles tomarem um prejuízo gigantesco é absurdo. Como fui bancário, sei como a coisa funciona, e já há decisões bastante a este respeito. Basta um juiz atribuir um valor razoável de dano moral numa venda casada que o banco tem grandes chances de sair perdendo.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por transeunte em Seg 13 Jul - 8:04

    Mande para mim também! Agradeço
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 13 Jul - 8:14

    AnalistaTrabalhista escreveu:
    silmaria escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:Pessoal, também estou com a corda no pescoço, como muitos aqui, por culpa dos malditos consigmalvados... Possuo imóvel com um saldo devedor e já pensei em vendê-lo, pagar todos os consigs, e ainda sobra um bom dinheiro. Em troca, tenho um baita aumento salarial e uma renda para pagar aluguel de um imóvel maior do que eu possuo. No projeto, ainda inclui o fim dos cartões de crédito, adeus aos consignados e possibilidade de guardar uns 15% do salário. Será que é muita loucura ou minha ideia é boa?

    Meu amigo, uma dica por experiencia própria, não se desfaça de seus patrimônios para pagar dívidas, fiz isso e me arrependo amargamente.

    Obrigado pela dica, silmaria!

    Ainda não estou decidido sobre o que fazer, mas estou considerando todas as possibilidades.
    Na real, se pensarmos de forma racional e contábil, analisando ativos e passivos, não muda muita coisa, mas considero muito a qualidade de vida do que ter um patrimônio mas estar atolado em dívidas.

    Abraço!

    Prezado Analista, discordo da Silmara e vejo correção no seu projeto.

    Antes de tudo, o fato de você saber quais são os problemas e tentar encontrar soluções é um grande, enorme passo. Mas recomendo que antes de tomar qualquer decisão, especialmente pelo montante envolvido, que invista alguma coisa na sua própria educação financeira. Leia alguns livros, faça alguns cursos, tenha conhecimento das suas possibilidades e quais seriam as boas opções de investimento. e, acredite, este é um conteúdo raro. Eu que fui bancário era um completo ignorante de investimentos há pouco mais de um mês, e ainda estou em fase de aprendizagem, sou ainda bem "noob".

    Perdoe-me, mas desconheço se você é casado, e se tem filhos. Neste caso, tanto conjuge como filhos têm que participar da decisão.

    te digo, "de cara", que tem um erro na sua estratégia: você está falando em alugar algo maior, antes mesmo de colocar no papel sua situação detalhada.
    Num primeiro momento, pense em morar em algo menor e mais funcional. Às vezes, é muito melhor morar num pequeno apartamento com opções de lazer disponíveis na proximidade, bem como tentar ficar próximo do trabalho, de forma a reduzir o uso do automóvel ou até mesmo dispnesá-lo, no dia-a-dia do trabalho.

    Com o devido rigor financeiro, e sabendo investir bem, financiar um imóvel é um péssimo negócio. Exceto por quem teve a sorte de financiar antes do boom imobiliário, via de regra se perde dinheiro.
    Quanto à locação x compra, existe outra regra: na locação você "escolhe" onde vai morar; na compra, a "casa escolhe". O ideal é pagar o aluguel e pegar a diferença do imóvel alugado e aplicar. Em coisa de no máximo 10 anos (contra 25 a 30 de um financiamento), você já tem capital para comprar o imóvel que moraria alugado. O difícil é ter a disciplina.

    Fique à vontade para tentar esclarecer demais dúvidas.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por silmaria em Seg 13 Jul - 8:37

    josebarbos escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:
    silmaria escreveu:
    AnalistaTrabalhista escreveu:Pessoal, também estou com a corda no pescoço, como muitos aqui, por culpa dos malditos consigmalvados... Possuo imóvel com um saldo devedor e já pensei em vendê-lo, pagar todos os consigs, e ainda sobra um bom dinheiro. Em troca, tenho um baita aumento salarial e uma renda para pagar aluguel de um imóvel maior do que eu possuo. No projeto, ainda inclui o fim dos cartões de crédito, adeus aos consignados e possibilidade de guardar uns 15% do salário. Será que é muita loucura ou minha ideia é boa?

    Meu amigo, uma dica por experiencia própria, não se desfaça de seus patrimônios para pagar dívidas, fiz isso e me arrependo amargamente.

    Obrigado pela dica, silmaria!

    Ainda não estou decidido sobre o que fazer, mas estou considerando todas as possibilidades.
    Na real, se pensarmos de forma racional e contábil, analisando ativos e passivos, não muda muita coisa, mas considero muito a qualidade de vida do que ter um patrimônio mas estar atolado em dívidas.

    Abraço!

    Prezado Analista, discordo da Silmara e vejo correção no seu projeto.

    Antes de tudo, o fato de você saber quais são os problemas e tentar encontrar soluções é um grande, enorme passo. Mas recomendo que antes de tomar qualquer decisão, especialmente pelo montante envolvido, que invista alguma coisa na sua própria educação financeira. Leia alguns livros, faça alguns cursos, tenha conhecimento das suas possibilidades e quais seriam as boas opções de investimento. e, acredite, este é um conteúdo raro. Eu que fui bancário era um completo ignorante de investimentos há pouco mais de um mês, e ainda estou em fase de aprendizagem, sou ainda bem "noob".

    Perdoe-me, mas desconheço se você é casado, e se tem filhos. Neste caso, tanto conjuge como filhos têm que participar da decisão.

    te digo, "de cara", que tem um erro na sua estratégia: você está falando em alugar algo maior, antes mesmo de colocar no papel sua situação detalhada.
    Num primeiro momento, pense em morar em algo menor e mais funcional. Às vezes, é muito melhor morar num pequeno apartamento com opções de lazer disponíveis na proximidade, bem como tentar ficar próximo do trabalho, de forma a reduzir o uso do automóvel ou até mesmo dispnesá-lo, no dia-a-dia do trabalho.

    Com o devido rigor financeiro, e sabendo investir bem, financiar um imóvel é um péssimo negócio. Exceto por quem teve a sorte de financiar antes do boom imobiliário, via de regra se perde dinheiro.
    Quanto à locação x compra, existe outra regra: na locação você "escolhe" onde vai morar; na compra, a "casa escolhe". O ideal é pagar o aluguel e pegar a diferença do imóvel alugado e aplicar. Em coisa de no máximo 10 anos (contra 25 a 30 de um financiamento), você já tem capital para comprar o imóvel que moraria alugado. O difícil é ter a disciplina.

    Fique à vontade para tentar esclarecer demais dúvidas.

    Amigo não falei pra ele tomar as medidas que citei, somente coloquei a ele exemplos de medias extremas, além de mostrar que eu não faria o que ele tá pensando em fazer. Hj eu preferia tomar as medidas que citei ao invés de colocar a única casa da minha família a venda (como eu fiz).
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Seg 13 Jul - 8:38

    Concordo plenamente com o josebarbos,

    Citando meu caso: fiquei insolvente porque surgiu uma doença em minha filha que me obrigou a gastos superiores a mil reais/mês (sim, plano de saúde não cobre). Juntou a questão da separação (real). Enfim... (e eu não tinha controle dos meus gastos).

    Na época eu ainda tinha quase 40K de crédito. Não tinha imóvel. Na época, um ap. razoável (para minha realidade) custava, estourando, 30K.

    Ou seja, eu podia pegar o crédito, comprar um ap. quitado e tocar o fod...-se.

    O que fiz?

    Liguei para o banco. Contei a história. O banco tirou todo o meu crédito (óbvio), entrei em default e fui cuidar da minha filha.

    Passei a seguir os passos aqui já citados (informei-me no endividado.com.br).

    Quando recebi 40k dos quintos da anajustra, liguei para o banco e perguntei se havia negociação.

    Havia.

    Quitei.

    O engraçado é que depois minha conta foi bloqueada em 17K pela mesma ação!

    Como havia feito acordo e pago, foi só ligar para o banco e livrar a grana (se fosse esperto, teria me ferrado).

    Com o nome limpo, financiei uma casa.

    Tempos depois, percebi o mesmo que vc citou.

    Não vacilei: vendi a casa, peguei um troco e estou quitando TUDO daqui a uns 7-8 meses!

    Resumo: NÃO SEJA ESPERTO!

    O calote sempre deve ser INVOLUNTÁRIO. Na verdade, não deveria existir.

    É claro que há nuances, como os juros cobrados nesse protótipo de país. Os bancos já cobram sabendo que haverá calote.

    Atualmente, acredito, não é um bom momento para comprar imóvel (veja bolhaimobiliariabrasil.com)

    Organize-se e faça a poupança de, no mínimo, 10% da renda.

    É como sugestão. A decisão sempre envolve riscos. O importante é a pessoa conhecer os riscos e avaliar dentro de sua realidade e seus valores.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por silmaria em Seg 13 Jul - 8:45

    Ninguém gosta de dar calote parceiro... Só q não é todo mundo que tem a sorte de pegar 40 K de passivos dos quintos ou de outras ações pra quitar as dívidas. Aí se na época em que vendi minha casa eu tivesse a sorte de receber um passivo desses... No No No

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Seg 13 Jul - 9:18

    silmaria escreveu:Ninguém gosta de dar calote parceiro... Só q não é todo mundo que tem a sorte de pegar 40 K de passivos dos quintos ou de outras ações pra quitar as dívidas. Aí se na época em que vendi minha casa eu tivesse a sorte de receber um passivo desses... No No No

    Não critico, pois essa realidade me assolou e além de medidas drásticas para economizar (pesquisar, pechinchar, abolir/adiar o máximo possível aquisição de vestuário (moda)), cortar vida social - saídas em barzinhos, etc... - também aprendi que uma conta que você não pagou (o fez porque não conseguiu pagar, evidentemente) poderá ser tida como "perdida" pelo credor, e no caso especial de bancos, em fins de semestre e em finais de anos (por ocasião dos balanços), necessitam DESOVAR O ESTOQUE DE DÍVIDAS (ESTOQUE VERMELHO). E são essas épocas as propícias para fechar excelentes acordos, com descontos que poder chegar a 70%, 80% do montante ORIGINAL da dívida.
    Fato por mim experimentado, não tenho vergonha de dizer, mas não tive outra saída que não a de deixar de pagar juros de cheque especial, há uns 4 anos, e estou na iminência de quitar a dívida pagando somente 1/3 do CAPITAL do cheque especial, e nada dos juros.
    Não estou sugerindo dar calote, deliberadamente, essa medida é extrema e cada um deve relutar o máximo até adotá-la, somente quando inviável outra solução.
    Claro que isso dá consequências desagradáveis no decorrer do "processo", temos que ser fortes e dobrar a depressão, porque estar devendo, negativado, fazendo economia de forma radical, dizer "NÃO!" ao deus-consumo pode ser difícil para muitos. Eu me adaptei, mas não nego que causa um sofrimento danado. E me aproximando do fim do tormento...
    Sorte a todos!
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 13 Jul - 10:54

    DJANGO escreveu:
    silmaria escreveu:Ninguém gosta de dar calote parceiro... Só q não é todo mundo que tem a sorte de pegar 40 K de passivos dos quintos ou de outras ações pra quitar as dívidas. Aí se na época em que vendi minha casa eu tivesse a sorte de receber um passivo desses... No No No

    Não critico, pois essa realidade me assolou e além de medidas drásticas para economizar (pesquisar, pechinchar, abolir/adiar o máximo possível aquisição de vestuário (moda)), cortar vida social - saídas em barzinhos, etc... - também aprendi que uma conta que você não pagou (o fez porque não conseguiu pagar, evidentemente) poderá ser tida como "perdida" pelo credor, e no caso especial de bancos, em fins de semestre e em finais de anos (por ocasião dos balanços), necessitam DESOVAR O ESTOQUE DE DÍVIDAS (ESTOQUE VERMELHO). E são essas épocas as propícias para fechar excelentes acordos, com descontos que poder chegar a 70%, 80% do montante ORIGINAL da dívida.
    Fato por mim experimentado, não tenho vergonha de dizer, mas não tive outra saída que não a de deixar de pagar juros de cheque especial, há uns 4 anos, e estou na iminência de quitar a dívida pagando somente 1/3 do CAPITAL do cheque especial, e nada dos juros.
    Não estou sugerindo dar calote, deliberadamente, essa medida é extrema e cada um deve relutar o máximo até adotá-la, somente quando inviável outra solução.
    Claro que isso dá consequências desagradáveis no decorrer do "processo", temos que ser fortes e dobrar a depressão, porque estar devendo, negativado, fazendo economia de forma radical, dizer "NÃO!" ao deus-consumo pode ser difícil para muitos. Eu me adaptei, mas não nego que causa um sofrimento danado. E me aproximando do fim do tormento...
    Sorte a todos!

    A questão é que cada caso é um caso, e por isto deve ser ponderado.

    Desfazer de patrimônio pode ser uma excelente alternativa, em especial em momentos que sabemos que os preços de imóveis estão supervalorizados. Hoje em dia, até uma pessoa mais "ousada" em termos de investimentos financeiros poderia/deveria vender o próprio imóvel, aplicar o dinheiro e posteriormente comprar o mesmo bem, ou algo equivalente, e ainda ter um lucro suficiente, por exemplo, para ter um carro zero.

    Outro caso é quando o bem acaba se tornando antieconômico. Pegando a nossa realidade mesmo, vários e vários colegas moram em casas gigantescas, com lote grande, pomar, garagem para vários carros etc. E aí, por conta da dívida e alto custo de se manter uma casa deste tamanho, você acaba tendo uma qualidade de vida bem pior do que a vendesse, comprasse algo compatível com o (novo e rebaixado) orçamento e tivesse uma folga tanto para cuidar bem do patrimônio, usufruí-lo e ter acesso a lazer.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Edyrio2010 em Seg 13 Jul - 12:14

    DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Seg 13 Jul - 13:52

    Edyrio2010 escreveu:DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

    Excelente dica!
    Adoto essa fórmula e realmente é assim que funciona.
    Abraço!
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 13 Jul - 14:21

    DJANGO escreveu:
    Edyrio2010 escreveu:DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

    Excelente dica!
    Adoto essa fórmula e realmente é assim que funciona.
    Abraço!

    Na verdade, MESMO nas declarações altíssimas ainda há um ganho, embora menor, porque a alíquota "efetiva" apenas tende, mas jamais chega a 27,5%.

    Em caso de apenas o servidor trabalhar, uma alternativa pouco ortodoxa de melhorar a renda é fazer a separação no papel e dividir a renda através de pensões. Teria o mesmo efeito do citado acima. Entretanto, pouca gente ousa isto... Trata-se, de certa forma, de uma injustiça tributária.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Edyrio2010 em Seg 13 Jul - 14:34

    josebarbos escreveu:
    DJANGO escreveu:
    Edyrio2010 escreveu:DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

    Excelente dica!
    Adoto essa fórmula e realmente é assim que funciona.
    Abraço!

    Na verdade, MESMO nas declarações altíssimas ainda há um ganho, embora menor, porque a alíquota "efetiva" apenas tende, mas jamais chega a 27,5%.

    Em caso de apenas o servidor trabalhar, uma alternativa pouco ortodoxa de melhorar a renda é fazer a separação no papel e dividir a renda através de pensões. Teria o mesmo efeito do citado acima. Entretanto, pouca gente ousa isto... Trata-se, de certa forma, de uma injustiça tributária.

    Ze, mas o exemplo acima não é exatamente o que vc falou agora? não pesquei a diferença..
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 13 Jul - 14:41

    Edyrio2010 escreveu:
    josebarbos escreveu:
    DJANGO escreveu:
    Edyrio2010 escreveu:DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

    Excelente dica!
    Adoto essa fórmula e realmente é assim que funciona.
    Abraço!

    Na verdade, MESMO nas declarações altíssimas ainda há um ganho, embora menor, porque a alíquota "efetiva" apenas tende, mas jamais chega a 27,5%.

    Em caso de apenas o servidor trabalhar, uma alternativa pouco ortodoxa de melhorar a renda é fazer a separação no papel e dividir a renda através de pensões. Teria o mesmo efeito do citado acima. Entretanto, pouca gente ousa isto... Trata-se, de certa forma, de uma injustiça tributária.

    Ze, mas o exemplo acima não é exatamente o que vc falou agora? não pesquei a diferença..

    Digo no cara que é casado e mantém-se casado, enquanto união estável, mas nos registros cíveis conste como separado/divorciado...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Lula Molusco em Seg 13 Jul - 17:22

    DJANGO escreveu:
    Edyrio2010 escreveu:DICA IR

    10) Divida a pensão alimentícia em diferentes formulários

    Se um homem se separar da mulher e tiver que pagar 1.000 reais para ela e para cada um dos dois filhos do casal, o gasto total com pensão alimentícia será de 3.000 reais. Para quem paga a pensão, o gasto é dedutível na íntegra. Para quem recebe, o dinheiro é tributado da mesma forma que um salário. Por isso, caso a mãe receba toda essa quantia em seu nome, seu ganho extra será de 36.000 reais ao final do ano, quantia que, sozinha, está sujeita à alíquota de IR de 15%.

    Mas, calculando a renda recebida por cada beneficiário separadamente, ao final do ano, eles terão embolsado 12.000 reais individualmente. Como rendas tributáveis inferiores a 19.645,32 reais estão isentas de IR, os 36.000 reais extras recebidos pela família não estariam sujeitos à cobrança de imposto. Logo, valerá a pena para a mãe apresentar uma declaração para cada um dos filhos, ao invés de declará-los como seus dependentes em um só formulário.

    Na maioria dos casos é vantajoso separar o dinheiro em diferentes declarações, seja para não pagar IR, seja para ser enquadrado em uma alíquota mais baixa. A estratégia só não valerá se a pensão for muito alta: se cada um dos filhos receber 10.000 reais ao mês, por exemplo, a alíquota será de 27,5% de qualquer forma. Neste caso, seria mais interessante para mãe tê-los como dependentes, para conseguir abater suas despesas dedutíveis.

    Excelente dica!
    Adoto essa fórmula e realmente é assim que funciona.
    Abraço!

    Não sou separado mas considero essa uma excelente dica.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Seg 13 Jul - 18:30

    transeunte escreveu:Mande para mim também! Agradeço

    Ok, pode me passar e-mail que repasso. (pode ser em MP ou para email que criei: maldito.consignado@gmail.com
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    Inicial da consignação

    Mensagem por ANDERSONTRT em Seg 13 Jul - 19:54

    DJANGO vc pode passar a inicial para o meu email [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Lula Molusco em Seg 13 Jul - 20:17

    Franzkafka escreveu:
    Lula Molusco escreveu:Qual seria o prazo para prescrição de uma dívida?

    5 anos, mas se for executada judicialmente, NUNCA PRESCREVERÁ.

    ok

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Seg 13 Jul - 23:51

    ANDERSONTRT escreveu:DJANGO vc pode passar a inicial para o meu email andersonoficial2@yahoo.com.br

    Encaminhado.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Ter 14 Jul - 8:55

    Dica importante:

    Para quem mora em cidade com Banco Central, ou usa internet banking, ou tem certificado digital, há um ótimo sistema do Banco Central, o Registrato, que emite relatórios de até cinco anos atrás contendo todos os empréstimos e contas que estão vinculados a seu nome.
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Por que isto é útil?
    Basicamente, eu de cara percebi duas grandes vantagens:
    - Os relatórios são emitidos com o saldo devedor atualizado. Servem até como base para você saber o valor atualizado (real) da sua dívida, descontando os juros, bem como já ajudam a tentar negociar uma portabilidade com outros bancos;
    - Do ponto de vista da educação financeira, é uma ótima ferramenta para controlar como andam suas dívidas, já que ele coloca numa única tela quanto você tem de empréstimos, financiamentos, uso de cheque especial e compras com cartão de crédito.


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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Edyrio2010 em Ter 14 Jul - 9:11

    josebarbos escreveu:Dica importante:

    Para quem mora em cidade com Banco Central, ou usa internet banking, ou tem certificado digital, há um ótimo sistema do Banco Central, o Registrato, que emite relatórios de até cinco anos atrás contendo todos os empréstimos e contas que estão vinculados a seu nome.
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Por que isto é útil?
    Basicamente, eu de cara percebi duas grandes vantagens:
    - Os relatórios são emitidos com o saldo devedor atualizado. Servem até como base para você saber o valor atualizado (real) da sua dívida, descontando os juros, bem como já ajudam a tentar negociar uma portabilidade com outros bancos;
    - Do ponto de vista da educação financeira, é uma ótima ferramenta para controlar como andam suas dívidas, já que ele coloca numa única tela quanto você tem de empréstimos, financiamentos, uso de cheque especial e compras com cartão de crédito.



    SHOW...MUITO TOP MESMO.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por AnalistaTrabalhista em Ter 14 Jul - 10:21

    josebarbos escreveu:Dica importante:

    Para quem mora em cidade com Banco Central, ou usa internet banking, ou tem certificado digital, há um ótimo sistema do Banco Central, o Registrato, que emite relatórios de até cinco anos atrás contendo todos os empréstimos e contas que estão vinculados a seu nome.
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Por que isto é útil?
    Basicamente, eu de cara percebi duas grandes vantagens:
    - Os relatórios são emitidos com o saldo devedor atualizado. Servem até como base para você saber o valor atualizado (real) da sua dívida, descontando os juros, bem como já ajudam a tentar negociar uma portabilidade com outros bancos;
    - Do ponto de vista da educação financeira, é uma ótima ferramenta para controlar como andam suas dívidas, já que ele coloca numa única tela quanto você tem de empréstimos, financiamentos, uso de cheque especial e compras com cartão de crédito.



    Não conhecia a ferramenta. Valeu pela dica!

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Ter 14 Jul - 10:39

    josebarbos escreveu:Dica importante:

    Para quem mora em cidade com Banco Central, ou usa internet banking, ou tem certificado digital, há um ótimo sistema do Banco Central, o Registrato, que emite relatórios de até cinco anos atrás contendo todos os empréstimos e contas que estão vinculados a seu nome.
    http://www.bcb.gov.br/pt-br/sfn/registrato/Paginas/default.aspx

    Por que isto é útil?
    Basicamente, eu de cara percebi duas grandes vantagens:
    - Os relatórios são emitidos com o saldo devedor atualizado. Servem até como base para você saber o valor atualizado (real) da sua dívida, descontando os juros, bem como já ajudam a tentar negociar uma portabilidade com outros bancos;
    - Do ponto de vista da educação financeira, é uma ótima ferramenta para controlar como andam suas dívidas, já que ele coloca numa única tela quanto você tem de empréstimos, financiamentos, uso de cheque especial e compras com cartão de crédito.



    Também achei extremamente útil e não conhecia.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por euquerodignidade em Ter 14 Jul - 11:15

    Me ocorreu uma dúvida aqui, porque não manjo muito de direito de família: Na hipótese se realizarmos a separação judicial (apenas pra diminuir a prestação dos consignados), em caso de morte (do servidor), a esposa deixa de receber a pensão alimentícia?
    Se for assim, creio ser uma medida pouco recomendável.
    Alguem pode me esclarecer isso?

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Convidado em Ter 14 Jul - 11:36

    euquerodignidade escreveu:Me ocorreu uma dúvida aqui, porque não manjo muito de direito de família: Na hipótese se realizarmos a separação judicial (apenas pra diminuir a prestação dos consignados), em caso de morte (do servidor), a esposa deixa de receber a pensão alimentícia?
    Se for assim, creio ser uma medida pouco recomendável.
    Alguem pode me esclarecer isso?

    Boa pergunta, colega.
    Perde, sim.
    A não ser que você tenha a cara de pau de informar no tribunal (ou MP) que reataram, etc., e que agora vivem em união estável.
    Pode haver exigência de declarar previamente a união estável em cartório.
    Mas, dúvidas sobre pensionista que convive em união estável você consegue esclarecer no RH, sempre tem alguma resolução ou portaria referente ao assunto.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Flurj em Ter 14 Jul - 11:54

    nossa ...que ferramenta otima e eu nao sabia....!!!

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

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