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    Empréstimo Consignado - formas de sustação

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Sab 03 Jun 2017, 9:36 am

    Existe algo chamado boa fé.

    Existe também sorte.

    Mas sorte somente para quem se prepara. Foi o que fiz.

    Na verdade, o aperto não foi tão grande devido a alguns eventos "sorte". Eles ocorrem.

    Heráclito, fiz algo bastante semelhante. Na verdade, quando percebi que teria que optar pela saúde de minha filha e lidar com a separação, liguei para os bancos e solicitei o cancelamento de todos os créditos. Se eu tivesse agido de má-fé teria levantado o valor integral de uma casa e depois diria: é meu único imóvel. Isso sim, é picaretagem.

    E é até engraçado. Num dos eventos "sorte" liguei para o banco, fiz acordo, paguei integralmente o valor acordado. Dias depois um crédito meu foi totalmente bloqueado: o banco havia entrado com uma ação e eu não sabia. Aí foi só ligar para o banco, informar que o processo já tinha pedido a razão de ser. O banco concordou, solicitou a extinção do processo e desbloqueou meus créditos. Se não tivesse feito isso meu prejuízo seria enorme.

    Existiram outras situações em que minha vontade de pagar e jogar de forma clara foram decisivas, ainda que eu não soubesse.

    Por exemplo, foquei somente em alimentação e moradia. Plano de saúde nem pensar. Transporte foi artigo de luxo, supérfluo.

    Mas cada um é cada um. Hoje meus planos estão em investimento.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Sab 03 Jun 2017, 6:54 pm

    cicero_pb escreveu:Existe algo chamado boa fé.

    Existe também sorte.

    Mas sorte somente para quem se prepara. Foi o que fiz.

    Na verdade, o aperto não foi tão grande devido a alguns eventos "sorte". Eles ocorrem.

    Heráclito, fiz algo bastante semelhante. Na verdade, quando percebi que teria que optar pela saúde de minha filha e lidar com a separação, liguei para os bancos e solicitei o cancelamento de todos os créditos. Se eu tivesse agido de má-fé teria levantado o valor integral de uma casa e depois diria: é meu único imóvel. Isso sim, é picaretagem.

    E é até engraçado. Num dos eventos "sorte" liguei para o banco, fiz acordo, paguei integralmente o valor acordado. Dias depois um crédito meu foi totalmente bloqueado: o banco havia entrado com uma ação e eu não sabia. Aí foi só ligar para o banco, informar que o processo já tinha pedido a razão de ser. O banco concordou, solicitou a extinção do processo e desbloqueou meus créditos. Se não tivesse feito isso meu prejuízo seria enorme.

    Existiram outras situações em que minha vontade de pagar e jogar de forma clara foram decisivas, ainda que eu não soubesse.

    Por exemplo, foquei somente em alimentação e moradia. Plano de saúde nem pensar. Transporte foi artigo de luxo, supérfluo.

    Mas cada um é cada um. Hoje meus planos estão em investimento.


    Cicero, eles bloquearam seu salário ou poupanca?  Qual foi o banco? Fazia qto tempo q vc devia?

    Eu tenho debito em um.único banco com varias operacoes. Minha ideia é ate o final do ano quitar todas as menores com o dinheiro q estou juntando e depois lutar contra os 2 dinossauros..as duas maiores que tenho.

    Espero aue nao executem ate o ano q vem . o vencimento da divida foi fevereiro
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Sab 03 Jun 2017, 9:04 pm

    diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.

    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
    ponderações:

    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Seg 05 Jun 2017, 12:01 am

    po, eu realmente quero pagar, mas preciso de tempo para negociar mais dignamente, digamos..Acho que até o começo do ano que vem seria suficiente. Eu só não queria que executassem até lá... Porque por mais que eu nao tenha bens, nao queria ter que ir na justiça pedir desbloqueio da minha conta salário e da poupança. Ainda mais na estadual Sad

    Vou ficar em observação de tudo isso.. pq também sacar todo o dinheiro até lá é dificil, ainda mais em tempos de risco como hj
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Seg 05 Jun 2017, 12:08 am

    cicero_pb escreveu:diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.

    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
    ponderações:

    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.


    Cara, quanto a questão da penhorabilidade da margem, acho que o novo CPC colocou uma pá de cal, quando disse que são impenhoráveis salários até o limite de 50 salários mínimos..

    A controvérsia ainda gira em relação aos empréstimos consignados (ou não consignados, neste caso), porque essa foi a garantia dada, mas, mesmo neste caso, o cara tem que ter margem disponível.. Se não tiver, creio que a decisão deva cair...

    As poucas decisões que vi nesse sentido eram em casos de empréstimos que por alguma razão não foram consignados e o cara tinha MARGEM DISPONÍVEL. Se não tiver, o como vc vai penhorar 30%, se os outros 30 já estão comprometidos?Acho difícil vingar nesses casos..

    No caso da poupança, igualmente ela é impenhorável. A exceção é se ficar comprovado que o cara tá ocultando uma conta corrente, como uso em conta poupança, por exemplo, fazendo vultuosas movimentações de várias vontes distinntas e sem o animus de poupar..


    Pelo que eu vi, STJ tá derrubando tudo, Os juízes que trabalhei, nenhum penhorava qualquer limite de margem.

    Pra ser sincero, esse nem é o problema.. É o problema é vc ter que sair correndo atrás disso sem poder movimentar seu dinheiro.. Esse é o meu medo.. Por isso peço a Deus para resolver isso antes de qualquer execução.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Seg 05 Jun 2017, 1:08 am

    Você está falando de teoria e eu de pratica...

    detalhe: não é só onde trabalho.

    detalhe2: em ordem judicial só não cumprimos quando passa dos 100% do salário. E isso depois de tirar associaçoes, plano de saude, emprestimos... Só se respeita IR, previdencia e outra(s) ordens judiciais.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Seg 05 Jun 2017, 1:09 am

    E vc pode até demonstrar que focinho de porco não é tomada, mas aí já são um, dois ou até três meses sem salário...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Seg 05 Jun 2017, 1:16 am

    detalhe 3: trabalho com pagamento de pessoal;

    detalhe 4: na época do aperreio, deixei, sem querer, coisa de 300,00 numa poupança. Devidamente penhorada, claro.

    O processo já foi arquivado e não tiraram o bloqueio nem repassaram... Vai morrer lá. Eu é que não vou atrás de adevogado por causa de 300,00...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 05 Jun 2017, 10:16 am

    Uma experiência minha.

    Na época de transição, de sair do fundo do poço, judicializei todos os pepinos referentes a contratos.

    Não vou me lembrar dos números das peças, mas lembro que saíram sentenças praticamente na mesma data contra a mesma empresa pela mesma razão, com a mesma juíza do JEF, a respeito de taxas cobradas no financiamento do carro.

    Enquanto a minha, que era um valor um pouco mais alto (~2000), fui para a turma recursal e perdi (mesmo o banco não tendo UM documento de ciência sobre as referidas taxas, pelo contrário, estava em branco onde eu deveria expressamente ter assinado); outro de menor valor foi pago integralmente e sem recurso.

    Não é nem a cabeça de juiz que é uma sentença, mas a do servidor/estagiário que a redigiu. Portanto, ao judicializar, mesmo tendo todo o direito do mundo, ou não tendo nenhum (ou quase) nenhum, saiba que pode sair qualquer coisa.

    E aí entra a questão prática que o colega coloca muito bem. Quem vai passar aperto em caso de algum transtorno? Não são os bancos, com certeza.

    E outra coisa: para o banco rapar sua conta num débito não autorizado para você nunca mais ver, não custa.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Seg 05 Jun 2017, 10:16 am

    cicero_pb escreveu:detalhe 3: trabalho com pagamento de pessoal;

    detalhe 4: na época do aperreio, deixei, sem querer, coisa de 300,00 numa poupança. Devidamente penhorada, claro.

    O processo já foi arquivado e não tiraram o bloqueio nem repassaram... Vai morrer lá. Eu é que não vou atrás de adevogado por causa de 300,00...


    Pois é cara..me preocupo também. Vou acabar fechando um acordo aloprado pra nao correr esse risco, infrlzmente
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Seg 05 Jun 2017, 10:20 am

    diegowfcp escreveu:
    cicero_pb escreveu:detalhe 3: trabalho com pagamento de pessoal;

    detalhe 4: na época do aperreio, deixei, sem querer, coisa de 300,00 numa poupança. Devidamente penhorada, claro.

    O processo já foi arquivado e não tiraram o bloqueio nem repassaram... Vai morrer lá. Eu é que não vou atrás de adevogado por causa de 300,00...


    Pois é cara..me preocupo também.  Vou acabar fechando um acordo aloprado pra nao correr esse risco, infrlzmente

    Se o acordo não for bom, a depender do preço, vale a pena tentar renegociar na justiça, baseado na sua nova situação financeira.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Seg 05 Jun 2017, 3:46 pm

    josebarbos escreveu:
    diegowfcp escreveu:
    cicero_pb escreveu:detalhe 3: trabalho com pagamento de pessoal;

    detalhe 4: na época do aperreio, deixei, sem querer, coisa de 300,00 numa poupança. Devidamente penhorada, claro.

    O processo já foi arquivado e não tiraram o bloqueio nem repassaram... Vai morrer lá. Eu é que não vou atrás de adevogado por causa de 300,00...


    Pois é cara..me preocupo também.  Vou acabar fechando um acordo aloprado pra nao correr esse risco, infrlzmente

    Se o acordo não for bom, a depender do preço, vale a pena tentar renegociar na justiça, baseado na sua nova situação financeira.


    Amigos, devo dividir com vcs que consegui fechar um bastante razoável com o banco e devo limpar o meu nome.

    Obrigado a todos pelo apoio. Estarei sempre acompanhando. Abraços especialmente ao cicero e ao jose qur sempre estão aqui para dar uma forca mesmo nao ganhando nada em troca.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por fairbanks em Qua 07 Jun 2017, 3:16 pm

    Alguém já entrou com Ação, relativa a revisional de juros de empréstimos consignados? vale a pena? existe jurisprudência com relação à metodologia de cálculos de juros que deve ser utilizada nesses contratos de empréstimos? simples, com postos?? mercury mercury mercury
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Qua 07 Jun 2017, 3:39 pm

    Já vi ação assim. E o sujeito perdeu.

    Mesmo se ganhar, não vale a pena, smj.

    Explico: os juros, apesar dos altos valores, são o que há de menor no mercado. Impossível conseguir qualquer coisa mais barata. Só o gasto com advogado já come qualquer eventual pequeno "lucro".

    Na verdade, existem pessoas que conseguem tirar o consignado do contracheque E fazer outro consignado. Com clara intenção de não pagar.

    Já teve até PF na história e representação de magistrado em órgão superior.

    Mas, no frigir dos números, o sujeito nunca ganha. Quando muito, o advogado.

    Altamente não recomendado.

    Resumindo: consignado somente via acordo, depois de o banco jogar o crédito em "duvidoso".
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por fairbanks em Qua 07 Jun 2017, 3:46 pm

    cicero_pb escreveu:Já vi ação assim. E o sujeito perdeu.

    Mesmo se ganhar, não vale a pena, smj.

    Explico: os juros, apesar dos altos valores, são o que há de menor no mercado. Impossível conseguir qualquer coisa mais barata. Só o gasto com advogado já come qualquer eventual pequeno "lucro".

    Na verdade, existem pessoas que conseguem tirar o consignado do contracheque E fazer outro consignado. Com clara intenção de não pagar.

    Já teve até PF na história e representação de magistrado em órgão superior.

    Mas, no frigir dos números, o sujeito nunca ganha. Quando muito, o advogado.

    Altamente não recomendado.

    Resumindo: consignado somente via acordo, depois de o banco jogar o crédito em "duvidoso".

    O problema não é a taxa, mas a forma que é capitalizado o valor é capitalizado, entrei no site calculorevisional.com e eles recalculam utilizando juros simples, não sei se tem jurisprudência a respeito, mas a diferença é grande no valor das parcelas.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Qua 07 Jun 2017, 4:44 pm

    É isso mesmo que estou falando.

    Juros simples só nos livros de direito...

    Um ou outro vem falar em anatocismo...

    Só que juros sobre juros ocorrem em qualquer lugar do mundo. É natural, exatamente como assim o é o 2,7182818284...

    Fosse ganho fácil e nas taxas atuais, valeria (e muito) a pena pegar emprestado e investir...

    Mas se fosse assim, os bancos não cobrariam 17% ao ano, mas 30%, 40%, 50%...


    ---------
    ps: juros simples servem somente para estudar matemática. E mesmo assim como preparo para os compostos.... Isso simplesmente chama-se excrescência, dentre tantas outras nessa terra varonil...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Qua 07 Jun 2017, 4:46 pm

    Esqueci: esses processos são canto da sereia. Para encher o bolso dos advogados. Claro que um ou outro leva.

    Mas lembre-se: não é direito, é malandragem. Semelhante a invadir propriedade alheia e depois alegar uso-cá-pião.

    Melhor assumir mesmo a inadimplência e negociar com os bancos. É mais honesto. E não se vitimiza pela "regra abusiva".

    Mesmo em investimentos somente há os juros compostos. O que varia é a unidade de tempo.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Xiola em Qui 08 Jun 2017, 1:12 am

    FALCON.X escreveu:
    josebarbos escreveu:
    FALCON.X escreveu:
    Alguém sabe informar quais os bancos que EFETIVAMENTE estão operando (permitindo saque) com a margem consignável 5% para fins de cartão de crédito ??? E se alguém já fez, COMO FUNCIONA, na prática sem...mi..mimi ?

    Grato

    Há uns seis meses liguei para alguns bancos para saber maiores informações. NENHUM trabalhava com o MPF, nem havia expectativas.

    Valeu pela informação.

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    Tenho observado muita propaganda do BMG  OU - OUTRO BANCO DIGITAL - BANCO PAN e outros bancos menores MAS DE CONCRETO NÃO VEJO NENHUM CONVÊNIO COM PJU OU MPU OU QUALQUER DOS SEUS RAMOS.

    MUITO mimi...propaganda e pouca EFETIVIDADE.




    Já falei com vários gerentes de BMG..mas nada. Mas meu colega aqui no TST, mesmo com nome sujo, fez "cartão de crédito consignado" com BANCO PAN. Cartão de plástico tradicional mesmo, VISA PAN INTERNACIONAL (ele me mostrou), com limite -salvo engano - de 2x seu salário líquido. Com opção de saque de aprox. 80% do limite. Isso foi ano passado, 2016 - e ele fez com a margem "extra de 5%, descontando direto no contracheque...não sei se o PAN ainda faz.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Qui 08 Jun 2017, 11:17 am

    fairbanks escreveu:Alguém já entrou com Ação, relativa a revisional de juros de empréstimos consignados? vale a pena? existe jurisprudência com relação à metodologia de cálculos de juros que deve ser utilizada nesses contratos de empréstimos? simples, com postos??   mercury mercury mercury

    Este tipo de ação não faz o menor sentido, e é fácil ver quem está ganhando por trás, nesta história.

    O princípio por trás dos juros compostos é bastante simples, significa que você também está devendo os juros. Para pagar juros simples num contrato, basta ir todo o mês no banco e amortizar toda a despesa com juros.

    Este é o ponto principal da história.

    Agora, há sim dois casos cabíveis de ação, e ambos, normalmente, estão relacionados. Mas nem nestes há certeza de vitória:

    Um sobre a metodologia de cálculo da liquidação. Existem bancos que querem aplicar um "desconto" baseado numa taxa de juros e variação da SELIC. Esta regra até valeu por um tempo (quando era vantajosa aos bancos), e é preciso ver o contrato. Em tese, sem cláusula expressa, você deve liquidar/amortizar o contrato baseado no valor atualizado do saldo devedor. Por isto, é importante conhecer o desenvolvimento da dívida (salvo financiamento imobiliário, provavelmente será tabela Price), e verificar se o valor cobrado pelo banco é compatível. Se não for, verificar a existência de eventual cláusula contratual que preveja outra maneira.

    Outro ponto clássico são as taxas. Algumas nem podem ser cobradas. Outras só podem ser cobradas na 1a análise do cliente e TODAS, sem exceção, devem estar expressamente incluídas no contrato e deve ter ciência expressa do tomador de crédito, bem como o termo referente à CET (taxa efetiva), com assinatura do tomador de crédito. Senão, é indevida e abusiva.

    Quando digo que as duas estão relacionadas é porque, na maioria das vezes, quando há desacordo entre o valor do crédito e o saldo devedor, muito mais provável ser por inclusão de taxas, que majoram o saldo devedor inicial, do que pela cobrança indevida. Mas vá saber.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por fairbanks em Qui 08 Jun 2017, 11:50 am

    josebarbos escreveu:
    fairbanks escreveu:Alguém já entrou com Ação, relativa a revisional de juros de empréstimos consignados? vale a pena? existe jurisprudência com relação à metodologia de cálculos de juros que deve ser utilizada nesses contratos de empréstimos? simples, com postos??   mercury mercury mercury

    Este tipo de ação não faz o menor sentido, e é fácil ver quem está ganhando por trás, nesta história.

    O princípio por trás dos juros compostos é bastante simples, significa que você também está devendo os juros. Para pagar juros simples num contrato, basta ir todo o mês no banco e amortizar toda a despesa com juros.

    Este é o ponto principal da história.

    Agora, há sim dois casos cabíveis de ação, e ambos, normalmente, estão relacionados. Mas nem nestes há certeza de vitória:

    Um sobre a metodologia de cálculo da liquidação. Existem bancos que querem aplicar um "desconto" baseado numa taxa de juros e variação da SELIC. Esta regra até valeu por um tempo (quando era vantajosa aos bancos), e é preciso ver o contrato. Em tese, sem cláusula expressa, você deve liquidar/amortizar o contrato baseado no valor atualizado do saldo devedor. Por isto, é importante conhecer o desenvolvimento da dívida (salvo financiamento imobiliário, provavelmente será tabela Price), e verificar se o valor cobrado pelo banco é compatível. Se não for, verificar a existência de eventual cláusula contratual que preveja outra maneira.

    Outro ponto clássico são as taxas. Algumas nem podem ser cobradas. Outras só podem ser cobradas na 1a análise do cliente e TODAS, sem exceção, devem estar expressamente incluídas no contrato e deve ter ciência expressa do tomador de crédito, bem como o termo referente à CET (taxa efetiva), com assinatura do tomador de crédito. Senão, é indevida e abusiva.

    Quando digo que as duas estão relacionadas é porque, na maioria das vezes, quando há desacordo entre o valor do crédito e o saldo devedor, muito mais provável ser por inclusão de taxas, que majoram o saldo devedor inicial, do que pela cobrança indevida. Mas vá saber.


    Captei. Obrigado pela atenção dos colegas.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Xiola em Seg 12 Jun 2017, 7:47 pm

    cicero_pb escreveu:diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.




    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
    ponderações:

    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.


    Rapaz, você me assustou com esse seu depoimento.     Eu devo tá devendo uns 400k...  Salário liquido de 14,5k.  Nunca paguei ninguém.  Nunca houve nenhuma ação de execução contra mim - nem de banco, nem de cartão.   A cada 5 anos, fico com nome limpo e recebe novamente crédito fácil e cartões.   Vivo cada dia intensamente, viajei por 30 países e comprei dois terrenos (um é apenas "posse") , o outro tem escritura, mas tudo no nome da minha irmã caçula...
    Quando antevejo que ficarei + 5 anos sem poder comprar nada parcelado, compro logo dois carros novos e me ponho a farrear - mas sempre coloco os veículos no nome de outrem (e no seguro), pra escapar de tentativa de penhora... Agora em janeiro/2017, viajei pelo Uruguai, Chile&Argentina de carro, mas tive que levar meu irmão junto (pois o COROLLA tá no nome dele).         Já troquei de banco 6 vezes, na ordem: SUDAMERIS, CEF, BB, BRADESCO, SANTANDER, ITAU, SICOOB...sempre levando meu salário de um pro outro, objetivando escapar das cobranças e pra poder renovar cheque especial&cartões no próximo...   Mas vivo bem e frequento bons restaurantes.  Tô me lixando pra essas dívidas....  Não sou exemplo de "saúde financeira" pra ninguém: cada um sabe o que faz com a sua vida...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Seg 12 Jun 2017, 7:52 pm

    Xiola escreveu:
    cicero_pb escreveu:diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.




    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
    ponderações:

    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.


    Rapaz, você me assustou com esse seu depoimento.     Eu devo tá devendo uns 400k...  Salário liquido de 14,5k.  Nunca paguei ninguém.  Nunca houve nenhuma ação de execução contra mim - nem de banco, nem de cartão.   A cada 5 anos, fico com nome limpo e recebe novamente crédito fácil e cartões.   Vivo cada dia intensamente, viajei por 30 países e comprei dois terrenos (um é apenas "posse") , o outro tem escritura, mas tudo no nome da minha irmã caçula...
    Quando antevejo que ficarei + 5 anos sem poder comprar nada parcelado, compro logo dois carros novos e me ponho a farrear - mas sempre coloco os veículos no nome de outrem (e no seguro), pra escapar de tentativa de penhora... Agora em janeiro/2017, viajei pelo Uruguai, Chile&Argentina de carro, mas tive que levar meu irmão junto (pois o COROLLA tá no nome dele).         Já troquei de banco 6 vezes, na ordem: SUDAMERIS, CEF, BB, BRADESCO, SANTANDER, ITAU, SICOOB...sempre levando meu salário de um pro outro, objetivando escapar das cobranças e pra poder renovar cheque especial&cartões no próximo...   Mas vivo bem e frequento bons restaurantes.  Tô me lixando pra essas dívidas....  Não sou exemplo de "saúde financeira" pra ninguém: cada um sabe o que faz com a sua vida...



    Resta a dúvida: será que o xiola fala sério ou está so tirando onda? Rsr
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Xiola em Seg 12 Jun 2017, 7:59 pm

    diegowfcp escreveu:
    Xiola escreveu:
    cicero_pb escreveu:diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.




    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
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    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.


    Rapaz, você me assustou com esse seu depoimento.     Eu devo tá devendo uns 400k...  Salário liquido de 14,5k.  Nunca paguei ninguém.  Nunca houve nenhuma ação de execução contra mim - nem de banco, nem de cartão.   A cada 5 anos, fico com nome limpo e recebe novamente crédito fácil e cartões.   Vivo cada dia intensamente, viajei por 30 países e comprei dois terrenos (um é apenas "posse") , o outro tem escritura, mas tudo no nome da minha irmã caçula...
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    Resta a dúvida:  será que o xiola fala sério ou está so tirando onda? Rsr

    Estava só tirando onda.   Sigo todos os conselhos financeiros do José Barbosa aqui do FORUM, "ad litteram"...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Ter 13 Jun 2017, 2:51 pm

    Prezados, notícia potencialmente bombástica para alguns sortudos. A princípio, informação válida só para o MPF, mas podem haver outros casos!

    Ontem recebi o contracheque e não houve o desconto do Cacique. Hoje fiz algumas diligências e descobri que, no caso do MPF, o próprio banco pediu a exclusão por um documento de 30/05/2017.

    Liguei no atendimento, e me falaram que estão analisando o perdão desta dívida. Que haverá um posicionamento no final do mês.
    O Cacique quebrou em 2014, e provavelmente não conseguiram repassar a carteira destes servidores, portanto, há alguma possibilidade de terem uma das melhores notícias do ano.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Ter 13 Jun 2017, 4:11 pm

    Resposta do MPF:

    Em relação ao empréstimo do Banco Cacique informo que a referida instituição financeira resolveu, em decorrência do encerramento de suas atividades, perdoar as dívidas das operações de empréstimos consignados do MPF.

    Na oportunidade, esclarecemos que a exclusão dos empréstimos da folha de pagamento foi realizada mediante carregamento arquivo eletrônico, não existindo carta de quitação individual.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por PCS-TRE em Ter 13 Jun 2017, 4:17 pm

    josebarbos escreveu:Resposta do MPF:

    Em relação ao empréstimo do Banco Cacique informo que a referida instituição financeira resolveu, em decorrência do encerramento de suas atividades, perdoar as dívidas das operações de empréstimos consignados do MPF.

    Na oportunidade, esclarecemos que a exclusão dos empréstimos da folha de pagamento foi realizada mediante carregamento arquivo eletrônico, não existindo carta de quitação individual.

    Faz isso, CEF!!!!
    kkkkkk
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Ter 13 Jun 2017, 5:01 pm

    PCS-TRE escreveu:
    josebarbos escreveu:Resposta do MPF:

    Em relação ao empréstimo do Banco Cacique informo que a referida instituição financeira resolveu, em decorrência do encerramento de suas atividades, perdoar as dívidas das operações de empréstimos consignados do MPF.

    Na oportunidade, esclarecemos que a exclusão dos empréstimos da folha de pagamento foi realizada mediante carregamento arquivo eletrônico, não existindo carta de quitação individual.

    Faz isso, CEF!!!!
    kkkkkk


    Bastava o bb.. Laughing
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Ter 13 Jun 2017, 5:04 pm

    Qual a maracutaia por trás desse perdao? Nao sei qual é, mas sei que tem. Rsrsrs
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Ter 13 Jun 2017, 9:17 pm

    diegowfcp escreveu:Qual a maracutaia por trás desse perdao? Nao sei qual é,  mas sei que tem. Rsrsrs

    provavelmente os tributos por jogar em prejuízo seriam maiores que a venda da carteira, ou algo que o valha.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por SENATUS em Qua 14 Jun 2017, 8:09 am

    josebarbos escreveu:Resposta do MPF:

    Em relação ao empréstimo do Banco Cacique informo que a referida instituição financeira resolveu, em decorrência do encerramento de suas atividades, perdoar as dívidas das operações de empréstimos consignados do MPF.

    Na oportunidade, esclarecemos que a exclusão dos empréstimos da folha de pagamento foi realizada mediante carregamento arquivo eletrônico, não existindo carta de quitação individual.


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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Qua 14 Jun 2017, 10:01 am

    Fui dar uma olhada nas informações contábeis, o banco tinha um resto de empréstimos de apenas 13 milhões de reais, dos quais esperava receber 12, e olhe lá.

    Enfim, só para manter funcionando a coisa seria muito cara, não dava para ganhar. Como já não concedem empréstimos há alguns anos, é muito provável que foram perdendo em renovações até que ficou inviável. Capaz de não haver sequer mil contratos.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por mauriciokpv em Sex 16 Jun 2017, 11:22 am

    Xiola escreveu:
    diegowfcp escreveu:
    Xiola escreveu:
    cicero_pb escreveu:diegowfcp,

    Primeiramente vou falar o que fiz.

    Tinha um débito em torno de 100k. Salário líquido: 2.800,00.

    Dos 100 mil, uns 70 eram consignados. Deixei de pagar tudo: cheque, cartão, cdc (sim, eu era master ultra hiper desorganizado, para usar um termo de auto-elogio).

    Plano: mudei de banco para receber salário. Usei um que tinha convênio com o tribunal e que não tinha dívidas. Sacava toda a grana e guardava em casa.

    As pensões alimentícias pagava "de boca": colégio e plano de saúde. Depois de um ano foi oficializado e isso acarretou saída de parte dos consignados do contracheque e diminuição do imposto de renda.

    Tudo que não era consignado ou que tinha saído do contracheque (após 1 ano) eu simplesmente não pagava. O banco demorou uns seis meses para perceber que eu realmente estava insolvente. Em quase 08 anos de relacionamento nunca tinha dado problemas. Hoje consigo ver que fui escravo (por opção, que fique claro) e que continuaria assim até morrer, se não tivesse sofrido tantos tombos (o que foi melhor para mim. Vejo hoje).

    Como a dívida era somente com dois bancos, os acordos foram com todas as dívidas. Ou seja, fiz dois acordos.




    O primeiro foi com o banco que tinha a menor dívida. A questão é que o banco demora pelo menos três anos para fazer um acordo razoável. Dos 100 mil, paguei uns 60 mil.

    O banco que processou foi o segundo, o de maior dívida. E consegui, na verdade, pagar o acordo fazendo um novo consignado com meu irmão.

    Durante o período em que sacava tudo e guardava em casa é que economizei o que podia e não podia. Na verdade perdi por não poder aplicar. Quando juntei um montante que foi possível o primeiro acordo, paguei.

    O segundo acordo saiu pela sorte da ação dos quintos da anajustra. Foi com esse valor e mais um pouco do meu irmão que consegui fechar o segundo acordo. O valor bloqueado foi um restinho da ação da anajustra e que equivaleu, à época, a quase 4 salários meus.

    ------------
    ponderações:

    Hoje já é possível consignar dívida civil em contracheque. Igualzinho à pensão alimentícia. Já recebemos ofícios nesse sentido, na folha de pagamento.

    Não tinha qualquer bem, à exceção de um carro velho que valia 2k. Ou seja, se tiver algum bem, a primeira opção é vendê-lo, pois efetivamente não é seu. O banco irá tomar. E por um valor muito inferior do que conseguiria vendendo.

    A ação judicial chegou ao meu conhecimento quase cinco anos após o início do não pagamento. Hoje esse prazo diminuiu bastante. Diria que em 3-4 meses já é possível.

    Não confie que não há bloqueio de salário. Isso ocorre. Existe o direito e a vida real.

    Para chegar nesse limite, tenha mínimas garantias. Ou seja, ficar sem crédito obriga você a pagar somente em dinheiro. E o salário deve cobrir todas as suas despesas e ainda sobrar, senão fica difícil.

    Qualquer dúvida, pode postar. Aqui mesmo. Pode servir para colegas que estejam em situações análogas.


    Rapaz, você me assustou com esse seu depoimento.     Eu devo tá devendo uns 400k...  Salário liquido de 14,5k.  Nunca paguei ninguém.  Nunca houve nenhuma ação de execução contra mim - nem de banco, nem de cartão.   A cada 5 anos, fico com nome limpo e recebe novamente crédito fácil e cartões.   Vivo cada dia intensamente, viajei por 30 países e comprei dois terrenos (um é apenas "posse") , o outro tem escritura, mas tudo no nome da minha irmã caçula...
    Quando antevejo que ficarei + 5 anos sem poder comprar nada parcelado, compro logo dois carros novos e me ponho a farrear - mas sempre coloco os veículos no nome de outrem (e no seguro), pra escapar de tentativa de penhora... Agora em janeiro/2017, viajei pelo Uruguai, Chile&Argentina de carro, mas tive que levar meu irmão junto (pois o COROLLA tá no nome dele).         Já troquei de banco 6 vezes, na ordem: SUDAMERIS, CEF, BB, BRADESCO, SANTANDER, ITAU, SICOOB...sempre levando meu salário de um pro outro, objetivando escapar das cobranças e pra poder renovar cheque especial&cartões no próximo...   Mas vivo bem e frequento bons restaurantes.  Tô me lixando pra essas dívidas....  Não sou exemplo de "saúde financeira" pra ninguém: cada um sabe o que faz com a sua vida...



    Resta a dúvida:  será que o xiola fala sério ou está so tirando onda? Rsr

    Estava só tirando onda.   Sigo todos os conselhos financeiros do José Barbosa aqui do FORUM, "ad litteram"...

    Olá,
    Eu também estava no limite do desespero.
    Recentemente, reparcelei o Cheque Especial da CEF, e como tinha um consignado sendo descontado direto na conta, troquei de Banco (SICOOB), minha pergunta:

    Em quanto tempo acreditam que a CEF me executará (o reparcelamento e o consignado debitado)?
    O, eventual, bloqueio de salário/bens, só pode ocorrer após o transito em julgado, certo?
    Qual prazo médio de tramitação?
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sex 16 Jun 2017, 11:31 am

    mauriciokpv escreveu:
    Olá,
    Eu também estava no limite do desespero.
    Recentemente, reparcelei o Cheque Especial da CEF, e como tinha um consignado sendo descontado direto na conta, troquei de Banco (SICOOB), minha pergunta:

    Em quanto tempo acreditam que a CEF me executará (o reparcelamento e o consignado debitado)?
    O, eventual, bloqueio de salário/bens, só pode ocorrer após o transito em julgado, certo?
    Qual prazo médio de tramitação?

    Se o valor não for alto (para padrões bancários, não os nossos) é provável que a ação da CEF se limite a negativar o seu nome, sem correr atrás de uma execução.

    Se parar para pensar, a CEF deve ter um mundo de execuções para tocar sobre crédito habitacional, de endereço certo, sabido e garantia, e parece que não move uma palha a este respeito.

    No final das contas, o prejuízo é coberto pelos juros que os demais pagam.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por mauriciokpv em Sex 16 Jun 2017, 11:39 am

    josebarbos escreveu:
    mauriciokpv escreveu:
    Olá,
    Eu também estava no limite do desespero.
    Recentemente, reparcelei o Cheque Especial da CEF, e como tinha um consignado sendo descontado direto na conta, troquei de Banco (SICOOB), minha pergunta:

    Em quanto tempo acreditam que a CEF me executará (o reparcelamento e o consignado debitado)?
    O, eventual, bloqueio de salário/bens, só pode ocorrer após o transito em julgado, certo?
    Qual prazo médio de tramitação?

    Se o valor não for alto (para padrões bancários, não os nossos) é provável que a ação da CEF se limite a negativar o seu nome, sem correr atrás de uma execução.

    Se parar para pensar, a CEF deve ter um mundo de execuções para tocar sobre crédito habitacional, de endereço certo, sabido e garantia, e parece que não move uma palha a este respeito.

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    O que seria "alto"? meu caso, em torno de 40k
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por diegowfcp em Sex 16 Jun 2017, 1:23 pm

    mauriciokpv escreveu:
    josebarbos escreveu:
    mauriciokpv escreveu:
    Olá,
    Eu também estava no limite do desespero.
    Recentemente, reparcelei o Cheque Especial da CEF, e como tinha um consignado sendo descontado direto na conta, troquei de Banco (SICOOB), minha pergunta:

    Em quanto tempo acreditam que a CEF me executará (o reparcelamento e o consignado debitado)?
    O, eventual, bloqueio de salário/bens, só pode ocorrer após o transito em julgado, certo?
    Qual prazo médio de tramitação?

    Se o valor não for alto (para padrões bancários, não os nossos) é provável que a ação da CEF se limite a negativar o seu nome, sem correr atrás de uma execução.

    Se parar para pensar, a CEF deve ter um mundo de execuções para tocar sobre crédito habitacional, de endereço certo, sabido e garantia, e parece que não move uma palha a este respeito.

    No final das contas, o prejuízo é coberto pelos juros que os demais pagam.

    O que seria "alto"? meu caso, em torno de 40k


    Pelo meu caso, posso dizer q jaja eles negociam

    Eu devia 91k. Baixaram para p valor originário (prox de 70) e parcelaram em 60 meses. Preferi limpar meu nome.

    Mas fiz exactamente isso..quando vi q estava num ciclo vicioso em que recebia salário para pagar empréstimo, cheque especial e cartao, parei de pagar tudo

    Gracas a Deus deu certo.

    Agora estou fazendo reservas para, aos poucos, quitar os consignados
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por darkshi em Sex 16 Jun 2017, 7:35 pm

    Eu fiz o "erro" de ter pego 25k ano passado com o banco alfa, parcelado em 2 anos, 1,3 mil golpinhos por mês. Já paguei a metade.
    Mas se arrependimento matasse....

    1,3 mil por mês indo embora no contra-cheque doí. Só pego consignado agora se for caso de saúde. (fora cartão de crédito. Que graças a Deus. 90% das coisas que comprei parcelado acabam mês que vem)
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Jubilando em Sex 16 Jun 2017, 9:06 pm

    Quais seriam as taxas de consignado para servidores PJU/MPU mais baixas atualmente?
    Além da Caixa, quero dizer.
    Alguém em conhecimento?
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sab 17 Jun 2017, 8:15 pm

    diegowfcp escreveu:
    mauriciokpv escreveu:

    O que seria "alto"? meu caso, em torno de 40k

    Pelo meu caso, posso dizer q jaja eles negociam

    Eu devia 91k. Baixaram para p valor originário (prox de 70) e parcelaram em 60 meses. Preferi limpar meu nome.

    Mas fiz exactamente isso..quando vi q estava num ciclo vicioso em que recebia salário para pagar empréstimo,  cheque especial e cartao, parei de pagar tudo

    Gracas a Deus deu certo.

    Agora estou fazendo reservas para, aos poucos, quitar os consignados

    40k é um valor que diria que tem uma pequena para média chance de ser executado. Digo isto pela forma que está se dando o desconto da prestação. É mais provável correr atrás do gerente que autorizou um consignado com desconto em conta, ou foi um risco que o próprio banco assumiu. O valor é alto para a gente, mas não tanto para o banco, mas entre executar 40 mil a 2% a.m. ou um minha casa minha vida de 100k e sem renda comprovada, é mais provável que a preferência seria o seu.

    Se não tiver problema em ter o nome sujo (ou, principalmente, SE JÁ ESTIVER), o ideal é não pagar, aguentar segurar um tempo e aí partir para a renegociação. Salvo, claro, se a primeira proposta já for o bastante para você, considerando o benefício de se ter o nome limpo assim que formalizar o acordo.


    Jubilando escreveu:Quais seriam as taxas de consignado para servidores PJU/MPU mais baixas atualmente?
    Além da Caixa, quero dizer.
    Alguém em conhecimento?

    Quem tem a "fama" de ter a menor taxa, normalmente, é o Banco Alfa.
    Posso te dizer, por um spam, que o BRB está em 1,75% a.m. Quanto a CEF está te oferecendo?
    Lembro que a CEF foi vantajosa apenas numa época em que dava um desconto para quem optasse por creditar o salário nela.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sab 17 Jun 2017, 8:17 pm

    darkshi escreveu:Eu fiz o "erro" de ter pego 25k ano passado com o banco alfa, parcelado em 2 anos, 1,3 mil golpinhos por mês. Já paguei a metade.
    Mas se arrependimento matasse....

    1,3 mil por mês indo embora no contra-cheque doí. Só pego consignado agora se for caso de saúde. (fora cartão de crédito. Que graças a Deus. 90% das coisas que comprei parcelado acabam mês que vem)

    A psicologia trata como "a dor do pagamento", inclusive é uma teoria muito interessante para justificar porque a nossa preferência pelo Estado. Preferimos imaginar que algo é "grátis" do que pagar pelo que efetivamente utilizamos.

    Creio que uma certa parcela dos servidores, NUNCA MAIS, irá pegar empréstimos após passar pelo trauma. Mas acho que os próprios bancos já sabem de um promissor mercado futuro, formado pelos servidores que ainda não passaram por uma crise.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Jubilando em Dom 18 Jun 2017, 9:34 am

    josebarbos escreveu:

    Jubilando escreveu:Quais seriam as taxas de consignado para servidores PJU/MPU mais baixas atualmente?
    Além da Caixa, quero dizer.
    Alguém em conhecimento?

    Quem tem a "fama" de ter a menor taxa, normalmente, é o Banco Alfa.
    Posso te dizer, por um spam, que o BRB está em 1,75% a.m. Quanto a CEF está te oferecendo?
    Lembro que a CEF foi vantajosa apenas numa época em que dava um desconto para quem optasse por creditar o salário nela.

    Pois é, mas o Alfa diz que está em 1,74 a longo prazo e menos que isso em prazo mais curto, mas na ponta do lápis chega a 2,02...
    CEF não está muito diferente.
    Deve ser o momento da economia que leva a essas taxas absurdas.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

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