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    Empréstimo Consignado - formas de sustação

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    Jaspion_ma
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Jaspion_ma em Qua Abr 04, 2018 6:23 pm

    Boa noite pessoal, eu era servidor do TRT e agora estou no TRE, tenho um consignado com a Caixa cujo saldo devedor está em 110k e era descontado em folha de pagamento a prestação mensal de 2375 reais.
    Passei para o TRE e a divida não migrou para a folha do TRE, está sendo descontada através de transferência que faço da minha conta do Banco do Brasil para uma da Caixa. Assim, deixei de pagar 3 prestações e a CEF desaverbou os contratos e está querendo que eu faça outro consignado em outro banco para poder pagar essa dívida, algo inviável, porque na época que fiz o consignado as taxas estavam baixas e agora viraria uma divida maior.
    Estou pensando em parar de pagar e deixar rolar pra ver se no futuro se eles apresentam um desconto e parcelamento pra pagamento. Ontem a gerente me ligou pressionando, dizendo que a o jurídico solicitou os contratos para cobrança, não sei se isso é blefe.
    Minhas dúvidas: alguém está passando por essa situação com a Caixa e que esteja respondendo Ação de Cobrança, e se nessa ação as chances de acordo são melhores?tipo, bom desconto e parcelamento. Obs.Não tenho nada em meu nome e o meu carro é alienado para pagamento nos próximos 5 anos.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Qui Abr 05, 2018 8:43 am

    Tem chegado para implementação em folha valores relativos a divida civil, diferente de pensões alimentícias.

    É uma possibilidade real.

    Uma vez ocorreu isso comigo, mas não deixei de pagar os consignados. Sempre tive em mente que dificilmente conseguiria algo melhor. Renegociei dívidas, sim. Mas nunca de consignados.

    Sei que é uma loucura, mas talvez você consiga taxas mais atrativas. A caixa não é o banco que tem as melhores taxas (para o esfolado, é claro). Nem banco do brasil.

    É engraçado como as pessoas se enforcam - às vezes até com justo motivo - e não se dão o trabalho de gastar duas horas para ir em outro banco e negociar taxas melhores.

    Tenho colegas que fazem no bb porque é "prático", porque é um banco "sólido" - que mer.da. é essa? Banco tem que ser sólido para você DEVER para ele?

    Enfim...

    Cada um é cada um, mas eu só mudaria de tribunal para ganhar mais. Seja em salário seja em benefícios indiretos que gerem melhor renda.

    Pagaria as três prestações em atraso e deixaria uma conta na cef somente para desconto em conta, se não encontrasse melhores taxas.

    Mas procure. Talvez você encontrem.

    E siga a regra de ouro: se você gastar UM REAL que seja além do que ganha, diminua seu padrão de vida.

    Ainda que tenha que trocar o arroz branco pelo parbolizado (quem me conhece sabe que esse é o alçapão no fundo do poço).
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por androsvilazza em Qui Abr 05, 2018 2:40 pm

    cicero_pb escreveu:Tem chegado para implementação em folha valores relativos a divida civil, diferente de pensões alimentícias.

    É uma possibilidade real.

    Uma vez ocorreu isso comigo, mas não deixei de pagar os consignados. Sempre tive em mente que dificilmente conseguiria algo melhor. Renegociei dívidas, sim. Mas nunca de consignados.

    Sei que é uma loucura, mas talvez você consiga taxas mais atrativas. A caixa não é o banco que tem as melhores taxas (para o esfolado, é claro). Nem banco do brasil.

    É engraçado como as pessoas se enforcam - às vezes até com justo motivo - e não se dão o trabalho de gastar duas horas para ir em outro banco e negociar taxas melhores.

    Tenho colegas que fazem no bb porque é "prático", porque é um banco "sólido" - que mer.da. é essa? Banco tem que ser sólido para você DEVER para ele?

    Enfim...

    Cada um é cada um, mas eu só mudaria de tribunal para ganhar mais. Seja em salário seja em benefícios indiretos que gerem melhor renda.

    Pagaria as três prestações em atraso e deixaria uma conta na cef somente para desconto em conta, se não encontrasse melhores taxas.

    Mas procure. Talvez você encontrem.

    E siga a regra de ouro: se você gastar UM REAL que seja além do que ganha, diminua seu padrão de vida.

    Ainda que tenha que trocar o arroz branco pelo parbolizado (quem me conhece sabe que esse é o alçapão no fundo do poço).

    Cara, arroz parboilizado é muito melhor que o branco!! affraid Ou será que eu tenho espírito de pobre naturalmente? scratch
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por PCS-TRE em Qui Abr 05, 2018 2:46 pm

    androsvilazza escreveu:
    cicero_pb escreveu:Tem chegado para implementação em folha valores relativos a divida civil, diferente de pensões alimentícias.

    É uma possibilidade real.

    Uma vez ocorreu isso comigo, mas não deixei de pagar os consignados. Sempre tive em mente que dificilmente conseguiria algo melhor. Renegociei dívidas, sim. Mas nunca de consignados.

    Sei que é uma loucura, mas talvez você consiga taxas mais atrativas. A caixa não é o banco que tem as melhores taxas (para o esfolado, é claro). Nem banco do brasil.

    É engraçado como as pessoas se enforcam - às vezes até com justo motivo - e não se dão o trabalho de gastar duas horas para ir em outro banco e negociar taxas melhores.

    Tenho colegas que fazem no bb porque é "prático", porque é um banco "sólido" - que mer.da. é essa? Banco tem que ser sólido para você DEVER para ele?

    Enfim...

    Cada um é cada um, mas eu só mudaria de tribunal para ganhar mais. Seja em salário seja em benefícios indiretos que gerem melhor renda.

    Pagaria as três prestações em atraso e deixaria uma conta na cef somente para desconto em conta, se não encontrasse melhores taxas.

    Mas procure. Talvez você encontrem.

    E siga a regra de ouro: se você gastar UM REAL que seja além do que ganha, diminua seu padrão de vida.

    Ainda que tenha que trocar o arroz branco pelo parbolizado (quem me conhece sabe que esse é o alçapão no fundo do poço).

    Cara, arroz parboilizado é muito melhor que o branco!! affraid Ou será que eu tenho espírito de pobre naturalmente? scratch

    hahaha
    Não sei dizer se o parboilizado é de pobre ou de rico, só sei que até um cara ruim de cozinha consegue fazer. Para cozinhar o arroz branco é mais complicado...
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por cicero_pb em Qui Abr 05, 2018 8:01 pm

    arroz parboilizado parece que é mais saudável.

    mas meu paladar e ele não se batem.

    E, para mim, o principal ingrediente em qualquer refeição é o arroz, fora o café da manhã.


    ps: já falei que sou amarelo? kkkkkkk
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Morena em Qui Abr 05, 2018 8:36 pm

    cicero_pb escreveu:arroz parboilizado parece que é mais saudável.

    mas meu paladar e ele não se batem.

    E, para mim, o principal ingrediente em qualquer refeição é o arroz, fora o café da manhã.


    ps: já falei que sou amarelo? kkkkkkk

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sex Abr 06, 2018 10:16 pm

    cicero_pb escreveu:Tem chegado para implementação em folha valores relativos a divida civil, diferente de pensões alimentícias.

    É uma possibilidade real.

    Uma vez ocorreu isso comigo, mas não deixei de pagar os consignados. Sempre tive em mente que dificilmente conseguiria algo melhor. Renegociei dívidas, sim. Mas nunca de consignados.

    Sei que é uma loucura, mas talvez você consiga taxas mais atrativas. A caixa não é o banco que tem as melhores taxas (para o esfolado, é claro). Nem banco do brasil.

    É engraçado como as pessoas se enforcam - às vezes até com justo motivo - e não se dão o trabalho de gastar duas horas para ir em outro banco e negociar taxas melhores.

    Tenho colegas que fazem no bb porque é "prático", porque é um banco "sólido" - que mer.da. é essa? Banco tem que ser sólido para você DEVER para ele?

    Enfim...

    Cada um é cada um, mas eu só mudaria de tribunal para ganhar mais. Seja em salário seja em benefícios indiretos que gerem melhor renda.

    Pagaria as três prestações em atraso e deixaria uma conta na cef somente para desconto em conta, se não encontrasse melhores taxas.

    Mas procure. Talvez você encontrem.

    E siga a regra de ouro: se você gastar UM REAL que seja além do que ganha, diminua seu padrão de vida.

    Ainda que tenha que trocar o arroz branco pelo parbolizado (quem me conhece sabe que esse é o alçapão no fundo do poço).

    Espero nunca mais depender de consignados na vida, embora os utilizaria para claros e sólidos bons negócios com perspectiva de lucro imediato ou quase, com retorno garantido em questão de meses.
    Mas uma coisa boa desta vida, a despeito de saber de instituições trabalhosas para pagar, é quando um banco deve. Com taxas iguais, eu certamente iria no com maior chance de quebra.

    Além da regra de ouro, existe a regra de prata: forme, o quanto antes, sua reserva de emergência. Junte algo entre três a seis vezes o valor que você ganha por mês e deixe num investimento fácil de resgatar e líquido. Mas tenha compromisso de somente sacar quando realmente for emergência: IPTU/IPVA, viagem, aniversário, natal, matrícula e material escolar não são emergências, são despesas planejadas.
    No nosso caso, com a remuneração pouco variável, é realmente difícil formar isto quando já não está numa boa situação. Mas aí vale a pena algum sacrifício por um tempo, talvez vender coisas que estão paradas ou subutilizadas. A grande vantagem ao se conseguir este patamar é que o dinheiro trabalha para você, e não você trabalha para o dinheiro.

    E para implementar a regra de ouro não tem jeito. Cada centavo gasto tem que ser anotado. Não, necessariamente, com absurda granularidade, mas é preciso saber destinar o que entra e definir prioridades. Nisto, provavelmente nossa mente é muito pouco confiável e nos prega peças. Melhor deixar para um papel, planilha ou app dizerem o que fizemos e o que podemos fazer.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sex Abr 06, 2018 10:18 pm

    Morena escreveu:
    cicero_pb escreveu:arroz parboilizado parece que é mais saudável.

    mas meu paladar e ele não se batem.

    E, para mim, o principal ingrediente em qualquer refeição é o arroz, fora o café da manhã.


    ps: já falei que sou amarelo? kkkkkkk

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    Eu gosto do integral e até como o branco, mas acho que ele tem "gosto de água".

    É meio como as cervejas: depois que tu experimenta uma IPA/APA com potência extrema, não dá para o seu paladar encarar uma normal da mesma forma.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Sab Abr 07, 2018 9:19 am

    Minha situação é muito semelhante a sua.

    No meu caso, a CEF demorou três anos para ingressar com a ação de cobrança, o que foi feito recentemente.

    Eu vou pedir para marcar uma audiência de conciliação, assim que for citado.

    Administrativamente, já me ofereceram descontos de até +- 45% para pagamento à vista.

    No início, o gerente me ligava todo mês com as mesmas "ameaças", mas não sei se irão demorar tanto assim com você para executar o título.

    Só tome cuidado, há juízes que ignoram a impenhorabilidade do salário e estão determinando a penhora de 30% do salário para dívidas civis.

    Não vou deixar chegar tão longe.

    PS: A CEF dá mais descontos na medida em que a dívida vai ficando mais "velha". Ano passado, chegaram a dar 92% de desconto para dívidas perto da prescrição.

    Boa sorte.


    Jaspion_ma escreveu:Boa noite pessoal, eu era servidor do TRT e agora estou no TRE, tenho um consignado com a Caixa cujo saldo devedor está em 110k e era descontado em folha de pagamento a prestação mensal de 2375 reais.
    Passei para o TRE e a divida não migrou para a folha do TRE, está sendo descontada através de transferência que faço da minha conta do Banco do Brasil para uma da Caixa. Assim, deixei de pagar 3 prestações e a CEF desaverbou os contratos e está querendo que eu faça outro consignado em outro banco para poder pagar essa dívida, algo inviável, porque na época que fiz o consignado as taxas estavam baixas e agora viraria uma divida maior.
    Estou pensando em parar de pagar e deixar rolar pra ver se no futuro se eles apresentam um desconto e parcelamento pra pagamento. Ontem a gerente me ligou pressionando, dizendo que a o jurídico solicitou os contratos para cobrança, não sei se isso é blefe.
    Minhas dúvidas: alguém está passando por essa situação com a Caixa e que esteja respondendo Ação de Cobrança, e se nessa ação as chances de acordo são melhores?tipo, bom desconto e parcelamento. Obs.Não tenho nada em meu nome e o meu carro é alienado para pagamento nos próximos 5 anos.
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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por eder.lima em Sex Abr 13, 2018 1:41 pm

    A saga deste professor para renegociar uma dívida de R$ 628 mil

    Ele é um dos 25 milhões de superendividados no Brasil, em um cenário que combina juros altos, oferta de crédito abusiva e falta de educação financeira
    Por Júlia Lewgoy access_time 13 abr 2018, 10h00 - Publicado em 13 abr 2018, 05h00

    São Paulo – Nos últimos quatro anos, o professor universitário aposentado Rubens Adorno nunca foi ao banco para pedir um empréstimo. No mesmo período, contraiu uma dívida de 628 mil reais, depois de ser assediado com ofertas de crédito de todas as modalidades e com propostas de aumento de limite. Era tratado como um cliente vip.

    Com 120% da renda mensal comprometida com parcelas em quatro bancos, o professor enfraquece o mito de que todo superendividado é de baixa renda e tem pouca instrução. Adorno se tornou um superendividado porque tomou um empréstimo atrás do outro depois de sucessivas ofertas, sem receber orientação sobre os riscos que corria.

    O professor pagava as contas em dia e tentava cobrir o rombo financeiro onde entrou. Passou três anos sustentado por empréstimos. Usava todo o salário para pagar as parcelas e integrava o cadastro positivo, lista de bons pagadores dos bancos.

    Ao tentar renegociar suas dívidas por telefone, era conduzido de um ramal para outro e ouvia que não era possível fazer a renegociação porque suas contas estavam em dia.

    Nas agências, recebia propostas que apenas alongavam o prazo para quitar as parcelas, que o levariam a pagar ainda mais juros. Em uma delas, quatro parcelas se transformariam em 86 prestações.

    Adorno é um dos 25 milhões de superendividados no Brasil, em um cenário que combina juros altos, publicidade abusiva na oferta de crédito e falta de educação financeira.

    Sua saga na busca de acordos com bancos é contada no documentário “No caminho do superendividamento”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e produzido pelo Coletivo Bodoque.

    O curta-metragem foi lançado em um evento realizado na última semana, em São Paulo, pelo Idec e pela Faculdade de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), para debater o superendividamento no Brasil. O documentário estará disponível em breve na internet, mas seu teaser já foi divulgado.

    A inadimplência como saída do superendividamento
    A história de Adorno mostra que renegociar dívidas é um desafio. Mesmo depois de várias tentativas de renegociação, o professor ainda não conseguiu recuperar totalmente sua capacidade de pagamento.

    “Não me sinto uma vítima. Meu problema é coletivo”, diz o professor aposentado. Há um ano, a solução encontrada para começar a sair do superendividamento foi deixar de pagar empréstimos em dia e se tornar um entre os 62 milhões de inadimplentes no país.

    Adorno teve o nome negativado por quatro bancos e, hoje, usa 40% da sua renda para pagar a parcela de um empréstimo com garantia de imóvel, oferecido como alternativa por um das instituições financeiras. O imóvel é o seu único bem.

    As parcelas dos demais empréstimos estão em atraso, para evitar que ele se endivide ainda mais tomando novos financiamentos. “Na Páscoa, me ligaram sete vezes em um dia para cobrar”, conta.

    Atualmente, a renegociação de dívidas é a segunda principal causa de inadimplência no país. A primeira é o rotativo do cartão de crédito.

    “As dívidas são renegociadas em condições que as pessoas não têm capacidade de pagar e os bancos desconhecem o histórico de renegociação dos consumidores”, explica Ione Amorim, economista do Idec e idealizadora do documentário.

    Assim como Adorno, muitos brasileiros tomam crédito além do que deveriam para pagar as contas em dia e se tornam inadimplentes quando decidem sair do superendividamento.

    “Recebemos quatro novos Rubens todos os dias. A sociedade não pode dar as costas para essas pessoas”, diz a defensora pública Patrícia Tavares, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

    O problema da oferta de crédito
    Mais do que fruto de um descontrole financeiro pessoal, o superendividamento é resultado de um sistema que oferece crédito de forma irresponsável, segundo especialistas.

    “O problema central está na oferta de crédito, não no tomador de empréstimos”, explica o economista Ladislau Dowbor, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e autor do livro “A era do capital improdutivo”.

    Para o professor de direito da FGV André Corrêa, é preciso discutir o processo que torna as pessoas superendividadas. “Estamos tratando o superendividado como um alcoólatra que não pode ir à festa porque vai beber. Só que crédito é positivo quando usado com moderação. Mas o que é moderação?”, questiona.

    Uma das maiores estudiosas sobre o tema no país, a jurista Cláudia Lima Marques, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), defende que falta uma lei para tratar e prevenir o superendividamento de forma eficaz. “As normas de autorregulamentação dos bancos não funcionam. Enquanto o superendividamento for lucrativo, vai continuar”, diz.

    Um projeto de lei de 2015, nº 3.515, já foi aprovado por unanimidade no Senado, mas está empacado na Câmara. Para a professora, o projeto não incentiva a renegociação de dívidas. No entanto, mesmo com falhas, deve ser aprovado com urgência.

    “O superendividamento é tratado como um problema individual e o superendividado, como um excluído da sociedade”, afirma.

    O que dizem os bancos
    O ouvidor do banco Santander Valdemir Lima, integrante da Comissão de Ouvidoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), diz que o superendividamento é um problema de todos e que uma lei reguladora seria bem-vinda pelo mercado financeiro.

    O diretor de autorregulação da Febraban, Amaury Oliva, concorda. “A situação não interessa a ninguém: nem aos bancos, nem ao governo, nem ao consumidor”, afirma.

    Oliva destaca que uma nova regra de autorregulação da Febraban que entrou em vigor em março pode facilitar a renegociação de dívidas. Dezoito bancos aderiram a essa norma, incluindo os cinco principais: Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco.

    A regra estabelece que os bancos devem renegociar com consumidores que ainda não estão inadimplentes, mas que estão superendividados. Também determina que as instituições financeiras devem dar atendimento especial para casos em que o cliente tiver a capacidade de pagamento reduzida devido a situações como desemprego, morte, doença grave ou divórcio.

    O diretor da Febraban também defende que, se aprovado na Câmara, o novo cadastro positivo vai contribuir para que os bancos ofereçam taxas de juros mais baixas para consumidores com bom histórico de pagamento.

    O cadastro positivo é uma lista de bons pagadores consultada por bancos e financeiras para conceder crédito. Hoje, o consumidor precisa autorizar que seu nome faça parte do cadastro positivo. Se o novo projeto passar na Câmara, todos os clientes de bancos com contas em dia serão automaticamente incluídos na lista de bons pagadores.

    No entanto, o projeto é criticado por entidades de defesa do consumidor. O Idec diz que ele não é claro sobre a utilização de dados de consumidores.

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    Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por josebarbos em Sex Abr 13, 2018 6:17 pm

    eder.lima escreveu:

    O cadastro positivo é uma lista de bons pagadores consultada por bancos e financeiras para conceder crédito. Hoje, o consumidor precisa autorizar que seu nome faça parte do cadastro positivo. Se o novo projeto passar na Câmara, todos os clientes de bancos com contas em dia serão automaticamente incluídos na lista de bons pagadores.

    No entanto, o projeto é criticado por entidades de defesa do consumidor. O Idec diz que ele não é claro sobre a utilização de dados de consumidores.

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    Cadastro positivo obrigatório é ridículo, sem exigir qualquer contrapartida dos bancos com critérios objetivos de vantagens em redução de taxas e condições, ou mesmo, acesso a linhas específicas.

    Vai servir para tudo quanto é banco e loja te importunar o dia inteiro oferecendo produtos e serviços.


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