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    Empréstimo Consignado - formas de sustação

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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por pernalonga em Ter 02 Abr 2019, 2:29 pm

    Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

    Se fosse tão simples de dar drible nos consignados, certamente o juro oferecido seria bem maior
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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por androsvilazza em Ter 02 Abr 2019, 2:40 pm

    pernalonga escreveu:Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

    Se fosse tão simples de dar drible nos consignados, certamente o juro oferecido seria bem maior

    Tudo verdade. A tentativa de calote não deixa de ser uma aposta de risco. Alguns bancos são mais eficazes na hora de cobrar, outros menos. Algumas pessoas dão "sorte" no calote, outras dão azar. É uma aposta que, a meu ver, compensa apenas quando a pessoa está no "desespero", sem saber a quem recorrer. Ainda assim, é bom vir acompanhada de medidas drásticas de reorganização financeira, pra ter algum efeito benéfico.

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    Mensagem por Chuck Coleman em Ter 02 Abr 2019, 4:01 pm

    androsvilazza escreveu:
    pernalonga escreveu:Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

    Se fosse tão simples de dar drible nos consignados, certamente o juro oferecido seria bem maior

    Tudo verdade. A tentativa de calote não deixa de ser uma aposta de risco. Alguns bancos são mais eficazes na hora de cobrar, outros menos. Algumas pessoas dão "sorte" no calote, outras dão azar. É uma aposta que, a meu ver, compensa apenas quando a pessoa está no "desespero", sem saber a quem recorrer. Ainda assim, é bom vir acompanhada de medidas drásticas de reorganização financeira, pra ter algum efeito benéfico.


    Ah, mas aí é só averbar novamente os consignados no limite de 30%.

    Até lá dá pra juntar uma graninha boa com o que deixou de ser descontado na folha!

    Mais de 30% é proibido mesmo com o tal BacenJud, certo?

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    Mensagem por pernalonga em Ter 02 Abr 2019, 5:58 pm

    Chuck Coleman escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    pernalonga escreveu:Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

    Se fosse tão simples de dar drible nos consignados, certamente o juro oferecido seria bem maior

    Tudo verdade. A tentativa de calote não deixa de ser uma aposta de risco. Alguns bancos são mais eficazes na hora de cobrar, outros menos. Algumas pessoas dão "sorte" no calote, outras dão azar. É uma aposta que, a meu ver, compensa apenas quando a pessoa está no "desespero", sem saber a quem recorrer. Ainda assim, é bom vir acompanhada de medidas drásticas de reorganização financeira, pra ter algum efeito benéfico.


    Ah, mas aí é só averbar novamente os consignados no limite de 30%.

    Até lá dá pra juntar uma graninha boa com o que deixou de ser descontado na folha!

    Mais de 30% é proibido mesmo com o tal BacenJud, certo?

    Não, o limite do Bacenjud é o quanto de dinheiro vc tem na conta. Como disse o colega, deixar de pagar dívida garantida por desconto em folha de pagamento autoriza a cobrar tudo de uma vez só.

    Recomendo cautela para os interessados nesse procedimento.

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    Mensagem por Convidado em Ter 02 Abr 2019, 6:06 pm

    pernalonga escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    pernalonga escreveu:Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

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    Tudo verdade. A tentativa de calote não deixa de ser uma aposta de risco. Alguns bancos são mais eficazes na hora de cobrar, outros menos. Algumas pessoas dão "sorte" no calote, outras dão azar. É uma aposta que, a meu ver, compensa apenas quando a pessoa está no "desespero", sem saber a quem recorrer. Ainda assim, é bom vir acompanhada de medidas drásticas de reorganização financeira, pra ter algum efeito benéfico.


    Ah, mas aí é só averbar novamente os consignados no limite de 30%.

    Até lá dá pra juntar uma graninha boa com o que deixou de ser descontado na folha!

    Mais de 30% é proibido mesmo com o tal BacenJud, certo?

    Não, o limite do Bacenjud é o quanto de dinheiro vc tem na conta. Como disse o colega, deixar de pagar dívida garantida por desconto em folha de pagamento autoriza a cobrar tudo de uma vez só.

    Recomendo cautela para os interessados nesse procedimento.

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    O fundamento pra se obter uma decisão judicial favorável à limitação dos descontos em 30% do líquido, smj, impede penhora de qualquer quantia na conta de quem já está com os 30% comprometidos.
    Então, não é pacífico o direito do banco credor de penhorar qualquer valor, mesmo sendo a título de consignados não pagos. Claro, cada caso é um caso e cabe atentar a esses limites.
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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por JABS2015 em Qui 04 Abr 2019, 5:48 pm

    Estou em situação parecida, precisando reorganizar a vida financeira e tb forçar uma negociação na CEF. Sabem me informar no ambito do TRF1, ao se remover de Seção Judiciaria por meio do PSPR, há a possibilidade de sustar os descontos do consignado?
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    Mensagem por Chuck Coleman em Qui 04 Abr 2019, 6:10 pm

    A propósito, algum colega da JF em BH ou Divinópolis a fim de redistribuir pra JT em BH pra dar aquela limpada total no contracheque??
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    Mensagem por C.S.A em Sex 05 Abr 2019, 10:01 am

    JABS2015 escreveu:Estou em situação parecida, precisando reorganizar a vida financeira e tb forçar uma negociação na CEF. Sabem me informar no ambito do TRF1, ao se remover de Seção Judiciaria por meio do PSPR, há a possibilidade de sustar os descontos do consignado?

    A remoção não gera desvinculação na folha de pagamento do órgão anterior, consequentemente vc fica, ainda, com suas averbações travadas.
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    Mensagem por pernalonga em Sex 05 Abr 2019, 11:30 am

    Então, eu trabalho na JF e vejo um monte de execução de título extrajudicial da CEF, e no varejo o o Bacenjud ----- solto, no valor integral da dívida. Depois de bloqueado todo o salário do devedor (as pessoas geralmente descobrem isso fazendo compras no supermercado...), ele vai ter de ir ao processo, informar que é salário, o juiz vai abrir prazo, CEF vai alegar que se trata de consignado autorizado em folha, e então o juiz NÃO vai liberar
    tudo depois de uns dias já de bloqueio. Esse tempo vai depender da agilidade da vara federal em que estiver tramitando o processo de execução, e do advogado que vc provavelmente vai precisar contratar. Depois disso talvez uma remessa pra CEJUsCOn, tentar um acordo, que não costumam ser muito bons pros mutuários. Lembrando que sem um advogado no mínimo razoável, é difícil o juiz da vara atender pedidos como limitar constrições a 30% do salário.
    Repito que os colegas devem ter cautela ao escolher esse caminho, não é tão fácil dar drible em execução de dívidas sendo servidor público
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    Mensagem por Marcos Moura de Souza em Sex 05 Abr 2019, 12:02 pm

    pernalonga escreveu:Então, eu trabalho na JF e vejo um monte de execução de título extrajudicial da CEF, e no varejo o o Bacenjud ----- solto, no valor integral da dívida. Depois de bloqueado todo o salário do devedor (as pessoas geralmente descobrem isso fazendo compras no supermercado...), ele vai ter de ir ao processo, informar que é salário, o juiz vai abrir prazo, CEF vai alegar que se trata de consignado autorizado em folha, e então o juiz NÃO vai liberar
    tudo depois de uns dias já de bloqueio. Esse tempo vai depender da agilidade da vara federal em que estiver tramitando o processo de execução, e do advogado que vc provavelmente vai precisar contratar. Depois disso talvez uma remessa pra CEJUsCOn, tentar um acordo, que não costumam ser muito bons pros mutuários. Lembrando que sem um advogado no mínimo razoável, é difícil o juiz da vara atender pedidos como limitar constrições a 30% do salário.
    Repito que os colegas devem ter cautela ao escolher esse caminho, não é tão fácil dar drible em execução de dívidas sendo servidor público

    Inegável que há riscos nessa estratégia, mas comigo deu certo.

    Estava ferrado com 6 consignados e devendo até os cabelos do ...

    Saí da JT (era técnico) e fui para outra carreira.

    A CEF demorou dois anos para ingressar com a ação e ainda consignaram o endereço errado na inicial.

    A Vara Federal demorou cerca de um ano para fazer essa verificação.

    Nesses três ano arrumei minha vida financeira quitando as demais dívidas e ano passado fiz uma proposta na agência da CEF para reduzir de 160 para 40 à vista.

    Aceitaram a quitação por +- 50.

    Pediram a extinção do processo de execução e fiquei livre da armadilha dos consignados.

    Hoje tenho meu salário de analista (novamente na JT) limpo.

    É uma saída para os mais desesperados, mas certamente envolve riscos.
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 12:32 pm

    Marcos Moura de Souza escreveu:
    pernalonga escreveu:Então, eu trabalho na JF e vejo um monte de execução de título extrajudicial da CEF, e no varejo o o Bacenjud ----- solto, no valor integral da dívida. Depois de bloqueado todo o salário do devedor (as pessoas geralmente descobrem isso fazendo compras no supermercado...), ele vai ter de ir ao processo, informar que é salário, o juiz vai abrir prazo, CEF vai alegar que se trata de consignado autorizado em folha, e então o juiz NÃO vai liberar
    tudo depois de uns dias já de bloqueio. Esse tempo vai depender da agilidade da vara federal em que estiver tramitando o processo de execução, e do advogado que vc provavelmente vai precisar contratar. Depois disso talvez uma remessa pra CEJUsCOn, tentar um acordo, que não costumam ser muito bons pros mutuários. Lembrando que sem um advogado no mínimo razoável, é difícil o juiz da vara atender pedidos como limitar constrições a 30% do salário.
    Repito que os colegas devem ter cautela ao escolher esse caminho, não é tão fácil dar drible em execução de dívidas sendo servidor público

    Inegável que há riscos nessa estratégia, mas comigo deu certo.

    Estava ferrado com 6 consignados e devendo até os cabelos do ...

    Saí da JT (era técnico) e fui para outra carreira.

    A CEF demorou dois anos para ingressar com a ação e ainda consignaram o endereço errado na inicial.

    A Vara Federal demorou cerca de um ano para fazer essa verificação.

    Nesses três ano arrumei minha vida financeira quitando as demais dívidas e ano passado fiz uma proposta na agência da CEF para reduzir de 160 para 40 à vista.

    Aceitaram a quitação por +- 50.

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    É uma saída para os mais desesperados, mas certamente envolve riscos.

    Além do calote puro e simples por ocasião da redistribuição (que pra mim está fora de cogitação, pois vou continuar honrando os compromissos assumidos), há outra possibilidade de conseguir condições mais favoráveis ao servidor numa redistribuição? Alguém já tentou algo diferente de deixar de pagar o empréstimo?

    Explico: o sujeito faz a redistribuição e limpa o contrachuque passando a receber por outro orgão. Daí só há 03 opções: 1- deixar de averbar o empréstimo junto ao novo orgão e dá a banana pro banco (correndo o risco de levar um bloqueio na conta salário, como bem colocado pelo Pernalonga); 2- passar a pagar o empréstimo através de boleto bancário ou débito em conta; 3- fazer a averbação do consignado junto ao novo orgão autorizando o desconto das parcelas no novo contracheque. Daí gostaria de saber se alguém já tentou fazer a terceira opção fazendo uma negociação tentando baixar os juros ou alguma outra estratégia para conserguir condições mais benéficas?
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    Mensagem por hs007 em Ter 16 Abr 2019, 1:35 pm

    eder.lima escreveu:
    Marcos Moura de Souza escreveu:
    pernalonga escreveu:Então, eu trabalho na JF e vejo um monte de execução de título extrajudicial da CEF, e no varejo o o Bacenjud ----- solto, no valor integral da dívida. Depois de bloqueado todo o salário do devedor (as pessoas geralmente descobrem isso fazendo compras no supermercado...), ele vai ter de ir ao processo, informar que é salário, o juiz vai abrir prazo, CEF vai alegar que se trata de consignado autorizado em folha, e então o juiz NÃO vai liberar
    tudo depois de uns dias já de bloqueio. Esse tempo vai depender da agilidade da vara federal em que estiver tramitando o processo de execução, e do advogado que vc provavelmente vai precisar contratar. Depois disso talvez uma remessa pra CEJUsCOn, tentar um acordo, que não costumam ser muito bons pros mutuários. Lembrando que sem um advogado no mínimo razoável, é difícil o juiz da vara atender pedidos como limitar constrições a 30% do salário.
    Repito que os colegas devem ter cautela ao escolher esse caminho, não é tão fácil dar drible em execução de dívidas sendo servidor público

    Inegável que há riscos nessa estratégia, mas comigo deu certo.

    Estava ferrado com 6 consignados e devendo até os cabelos do ...

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    A CEF demorou dois anos para ingressar com a ação e ainda consignaram o endereço errado na inicial.

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    Nesses três ano arrumei minha vida financeira quitando as demais dívidas e ano passado fiz uma proposta na agência da CEF para reduzir de 160 para 40 à vista.

    Aceitaram a quitação por +- 50.

    Pediram a extinção do processo de execução e fiquei livre da armadilha dos consignados.

    Hoje tenho meu salário de analista (novamente na JT) limpo.

    É uma saída para os mais desesperados, mas certamente envolve riscos.

    Além do calote puro e simples por ocasião da redistribuição (que pra mim está fora de cogitação, pois vou continuar honrando os compromissos assumidos), há outra possibilidade de conseguir condições mais favoráveis ao servidor numa redistribuição? Alguém já tentou algo diferente de deixar de pagar o empréstimo?

    Explico: o sujeito faz a redistribuição e limpa o contrachuque passando a receber por outro orgão. Daí só há 03 opções: 1- deixar de averbar o empréstimo junto ao novo orgão e dá a banana pro banco (correndo o risco de levar um bloqueio na conta salário, como bem colocado pelo Pernalonga); 2- passar a pagar o empréstimo através de boleto bancário ou débito em conta; 3- fazer a averbação do consignado junto ao novo orgão autorizando o desconto das parcelas no novo contracheque. Daí gostaria de saber se alguém já tentou fazer a terceira opção fazendo uma negociação tentando baixar os juros ou alguma outra estratégia para conserguir condições mais benéficas?

    Caro colega,

    Eu ouvi de um Diretor Financeiro de um banco (claro que não posso falar o nome) que bancos só te dão condições mais favoráveis se você parar de pagar. Não tem outro jeito, até por que enquanto você está pagando significa, teoricamente, que você tem como continuar pagando nas condições atuais. O que você talvez consiga, na minha opinião, enquanto está adimplente, é um prolongamento da dívida com parcelas menores.
    Porém, é um risco mesmo hoje dar o tal calote. E se der, não é prudente deixar a situação virar um processo judicial, pois você terá que contratar um advogado para, no mínimo, resguardar o seu salário para não ser todo bloqueado. No entanto, mesmo com as recentes decisões do STJ sobre a penhora de até 30% do salário líquido, ainda não acho que essa seja uma alternativa a ser descartada em último caso. Essas decisões tem sido com base no CPC anterior, onde não se tinha qualquer flexibilidade quanto à impenhorabilidade salarial. Nesse novo CPC constam regras bem claras a esse respeito, mas ainda é cedo para saber o que o STJ vai resolver daqui para frente.
    De qualquer forma, na minha opinião, no caso de uma redistribuição vale a pena tentar negociar com banco botando um pouco de pressão enquanto deixa de pagar algumas parcelas e , preferencialmente, ir guardando esses valores para não ter muito prejuízo com os juros decorrentes da inadimplência no caso do banco não aceitar melhorar as condições e vc também não querer correr mais riscos.
    Ai vai de cada um...
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 1:40 pm

    hs007 escreveu:
    eder.lima escreveu:
    Marcos Moura de Souza escreveu:
    pernalonga escreveu:Então, eu trabalho na JF e vejo um monte de execução de título extrajudicial da CEF, e no varejo o o Bacenjud ----- solto, no valor integral da dívida. Depois de bloqueado todo o salário do devedor (as pessoas geralmente descobrem isso fazendo compras no supermercado...), ele vai ter de ir ao processo, informar que é salário, o juiz vai abrir prazo, CEF vai alegar que se trata de consignado autorizado em folha, e então o juiz NÃO vai liberar
    tudo depois de uns dias já de bloqueio. Esse tempo vai depender da agilidade da vara federal em que estiver tramitando o processo de execução, e do advogado que vc provavelmente vai precisar contratar. Depois disso talvez uma remessa pra CEJUsCOn, tentar um acordo, que não costumam ser muito bons pros mutuários. Lembrando que sem um advogado no mínimo razoável, é difícil o juiz da vara atender pedidos como limitar constrições a 30% do salário.
    Repito que os colegas devem ter cautela ao escolher esse caminho, não é tão fácil dar drible em execução de dívidas sendo servidor público

    Inegável que há riscos nessa estratégia, mas comigo deu certo.

    Estava ferrado com 6 consignados e devendo até os cabelos do ...

    Saí da JT (era técnico) e fui para outra carreira.

    A CEF demorou dois anos para ingressar com a ação e ainda consignaram o endereço errado na inicial.

    A Vara Federal demorou cerca de um ano para fazer essa verificação.

    Nesses três ano arrumei minha vida financeira quitando as demais dívidas e ano passado fiz uma proposta na agência da CEF para reduzir de 160 para 40 à vista.

    Aceitaram a quitação por +- 50.

    Pediram a extinção do processo de execução e fiquei livre da armadilha dos consignados.

    Hoje tenho meu salário de analista (novamente na JT) limpo.

    É uma saída para os mais desesperados, mas certamente envolve riscos.

    Além do calote puro e simples por ocasião da redistribuição (que pra mim está fora de cogitação, pois vou continuar honrando os compromissos assumidos), há outra possibilidade de conseguir condições mais favoráveis ao servidor numa redistribuição? Alguém já tentou algo diferente de deixar de pagar o empréstimo?

    Explico: o sujeito faz a redistribuição e limpa o contrachuque passando a receber por outro orgão. Daí só há 03 opções: 1- deixar de averbar o empréstimo junto ao novo orgão e dá a banana pro banco (correndo o risco de levar um bloqueio na conta salário, como bem colocado pelo Pernalonga); 2- passar a pagar o empréstimo através de boleto bancário ou débito em conta; 3- fazer a averbação do consignado junto ao novo orgão autorizando o desconto das parcelas no novo contracheque. Daí gostaria de saber se alguém já tentou fazer a terceira opção fazendo uma negociação tentando baixar os juros ou alguma outra estratégia para conserguir condições mais benéficas?

    Caro colega,

    Eu ouvi de um Diretor Financeiro de um banco (claro que não posso falar o nome) que bancos só te dão condições mais favoráveis se você parar de pagar. Não tem outro jeito, até por que enquanto você está pagando significa, teoricamente, que você tem como continuar pagando nas condições atuais. O que você talvez consiga, na minha opinião, enquanto está adimplente, é um prolongamento da dívida com parcelas menores.
    Porém, é um risco mesmo hoje dar o tal calote. E se der, não é prudente deixar a situação virar um processo judicial, pois você terá que contratar um advogado para, no mínimo, resguardar o seu salário para não ser todo bloqueado. No entanto, mesmo com as recentes decisões do STJ sobre a penhora de até 30% do salário líquido, ainda não acho que essa seja uma alternativa a ser descartada em último caso. Essas decisões tem sido com base no CPC anterior, onde não se tinha qualquer flexibilidade quanto à impenhorabilidade salarial. Nesse novo CPC constam regras bem claras a esse respeito, mas ainda é cedo para saber o que o STJ vai resolver daqui para frente.
    De qualquer forma, na minha opinião, no caso de uma redistribuição vale a pena tentar negociar com banco botando um pouco de pressão enquanto deixa de pagar algumas parcelas e , preferencialmente, ir guardando esses valores para não ter muito prejuízo com os juros decorrentes da inadimplência no caso do banco não aceitar melhorar as condições e vc também não querer correr mais riscos.
    Ai vai de cada um...

    Obrigado pela informação, colega!

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    Mensagem por Chuck Coleman em Ter 16 Abr 2019, 1:50 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    "Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado mesmo com a lenta recuperação da economia."

    Pra quem tem dó de dar calote nos miguxos banqueiros...

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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 2:49 pm

    Chuck Coleman escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    "Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado mesmo com a lenta recuperação da economia."

    Pra quem tem dó de dar calote nos miguxos banqueiros...

    memelol

    A questão não é ter dó de dar cano nos bancos. São as consequências que isso acarreta: além do nome sujo na praça o risco enorme de ter o salário penhorado numa ação judicial. Sendo essa última consequência a pior de todas.
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    Mensagem por Chuck Coleman em Ter 16 Abr 2019, 3:33 pm

    eder.lima escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    "Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado mesmo com a lenta recuperação da economia."

    Pra quem tem dó de dar calote nos miguxos banqueiros...

    memelol

    A questão não é ter dó de dar cano nos bancos. São as consequências que isso acarreta: além do nome sujo na praça o risco enorme de ter o salário penhorado numa ação judicial. Sendo essa última consequência a pior de todas.

    É só viver sem "precisar" de 30% do salário. Guarda os 30% todo mês, pra quando vier a ação judicial você ter pelo menos algum valor pra negociar antes de ser penhorado o salário.

    Pelo que eu vi, apenas em caso de negativa total de negociação (por parte do servidor) a justiça pode determinar a penhora de 30%, correto?

    Há a possibilidade de acontecer o que aconteceu com o Marcus Moura, dos bancos demorarem pra entrar na justiça, o que facilitaria o acúmulo de dinheiro pra propor pagamento total da dívida com descontão!

    E mesmo que não aconteça de atrasar anos, como no caso do colega citado, pelo menos alguns meses devem transcorrer até os bancos decidirem pela ação judicial...

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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 3:44 pm

    Chuck Coleman escreveu:
    eder.lima escreveu:
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    "Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado mesmo com a lenta recuperação da economia."

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    A questão não é ter dó de dar cano nos bancos. São as consequências que isso acarreta: além do nome sujo na praça o risco enorme de ter o salário penhorado numa ação judicial. Sendo essa última consequência a pior de todas.

    É só viver sem "precisar" de 30% do salário. Guarda os 30% todo mês, pra quando vier a ação judicial você ter pelo menos algum valor pra negociar antes de ser penhorado o salário.

    Pelo que eu vi, apenas em caso de negativa total de negociação (por parte do servidor) a justiça pode determinar a penhora de 30%, correto?

    Há a possibilidade de acontecer o que aconteceu com o Marcus Moura, dos bancos demorarem pra entrar na justiça, o que facilitaria o acúmulo de dinheiro pra propor pagamento total da dívida com descontão!

    E mesmo que não aconteça de atrasar anos, como no caso do colega citado, pelo menos alguns meses devem transcorrer até os bancos decidirem pela ação judicial...


    Pelo que eu entendi das postagens anteriores, os bancos tem ingressado com ação pedindo a penhora on line via bacenjud do salario do servidor e aí é bloqueado o que tiver na conta do sujeito. Após isso, o cara vai poder embargar a penhora e tudo, mas aí tem que contratar advogado e ademais o estrago já foi feito...
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    Mensagem por Chuck Coleman em Ter 16 Abr 2019, 3:46 pm

    eder.lima escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    eder.lima escreveu:
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    "Os bancos brasileiros lucraram R$ 98,5 bilhões no ano passado, um aumento de 17,4% em relação a 2017. É o maior lucro dos bancos desde o Plano Real, em 1994, segundo o Banco Central. O resultado mostra que os ganhos dos bancos continuaram crescendo em ritmo acelerado mesmo com a lenta recuperação da economia."

    Pra quem tem dó de dar calote nos miguxos banqueiros...

    memelol

    A questão não é ter dó de dar cano nos bancos. São as consequências que isso acarreta: além do nome sujo na praça o risco enorme de ter o salário penhorado numa ação judicial. Sendo essa última consequência a pior de todas.

    É só viver sem "precisar" de 30% do salário. Guarda os 30% todo mês, pra quando vier a ação judicial você ter pelo menos algum valor pra negociar antes de ser penhorado o salário.

    Pelo que eu vi, apenas em caso de negativa total de negociação (por parte do servidor) a justiça pode determinar a penhora de 30%, correto?

    Há a possibilidade de acontecer o que aconteceu com o Marcus Moura, dos bancos demorarem pra entrar na justiça, o que facilitaria o acúmulo de dinheiro pra propor pagamento total da dívida com descontão!

    E mesmo que não aconteça de atrasar anos, como no caso do colega citado, pelo menos alguns meses devem transcorrer até os bancos decidirem pela ação judicial...


    Pelo que eu entendi das postagens anteriores, os bancos tem ingressado com ação pedindo a penhora on line via bacenjud do salario do servidor e aí é bloqueado o que tiver na conta do sujeito. Após isso, o cara vai poder embargar a penhora e tudo, mas aí tem que contratar advogado e ademais o estrago já foi feito...

    Ok, mas sem ao menos chamarem pra negociar?

    A ideia é aproveitar o tempo entre o calote e a chamada pra negociação pra acumular algum dinheiro e poder negociar de cabeça erguida, exigindo descontão!

    Não creio que já role o BacenJud direto assim não.
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 4:12 pm

    Chuck Coleman escreveu:
    eder.lima escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:
    eder.lima escreveu:

    A questão não é ter dó de dar cano nos bancos. São as consequências que isso acarreta: além do nome sujo na praça o risco enorme de ter o salário penhorado numa ação judicial. Sendo essa última consequência a pior de todas.

    É só viver sem "precisar" de 30% do salário. Guarda os 30% todo mês, pra quando vier a ação judicial você ter pelo menos algum valor pra negociar antes de ser penhorado o salário.

    Pelo que eu vi, apenas em caso de negativa total de negociação (por parte do servidor) a justiça pode determinar a penhora de 30%, correto?

    Há a possibilidade de acontecer o que aconteceu com o Marcus Moura, dos bancos demorarem pra entrar na justiça, o que facilitaria o acúmulo de dinheiro pra propor pagamento total da dívida com descontão!

    E mesmo que não aconteça de atrasar anos, como no caso do colega citado, pelo menos alguns meses devem transcorrer até os bancos decidirem pela ação judicial...


    Pelo que eu entendi das postagens anteriores, os bancos tem ingressado com ação pedindo a penhora on line via bacenjud do salario do servidor e aí é bloqueado o que tiver na conta do sujeito. Após isso, o cara vai poder embargar a penhora e tudo, mas aí tem que contratar advogado e ademais o estrago já foi feito...

    Ok, mas sem ao menos chamarem pra negociar?

    A ideia é aproveitar o tempo entre o calote e a chamada pra negociação pra acumular algum dinheiro e poder negociar de cabeça erguida, exigindo descontão!

    Não creio que já role o BacenJud direto assim não.

    Se vc estiver certo e não rolar a penhora on line sem uma prévia negociação, aí é um caso a se considerar... Além do Marcos Moura, sabe de alguém que tenha conseguido exito com essa estrategia? Qualquer coisa manda uma MP.
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    Mensagem por intrigado em Ter 16 Abr 2019, 4:42 pm

    Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados. A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.
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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por william hassler em Ter 16 Abr 2019, 4:56 pm


    Prezados, olá


    Uma dúvida, o MPF não renovou com a CAIXA a respeito dos consignados. Alguma informação a respeito?
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    Mensagem por hs007 em Ter 16 Abr 2019, 5:43 pm

    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Exato!

    Mas infelizmente essa questão do STJ ficar mudando o CPC, sem consultar o Legislativo, é bem complicada.
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    Mensagem por eder.lima em Ter 16 Abr 2019, 6:36 pm

    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Obrigado pelo esclarecimento colega.
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    Mensagem por Galizezin em Ter 16 Abr 2019, 8:07 pm

    william hassler escreveu:
        Prezados, olá


              Uma dúvida, o MPF não renovou com a CAIXA a respeito dos consignados. Alguma informação a respeito?

    Não é o MPF que não quis renovar o contrato de consignados, mas a CAIXA.


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    Mensagem por intrigado em Ter 16 Abr 2019, 10:05 pm

    eder.lima escreveu:
    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Obrigado pelo esclarecimento colega.

    Por nada.
    Se eu puder ajudar, estou às ordens.
    Boa sorte na solução do seu problema.
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    Mensagem por eder.lima em Qua 17 Abr 2019, 12:29 pm

    intrigado escreveu:
    eder.lima escreveu:
    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Obrigado pelo esclarecimento colega.

    Por nada.
    Se eu puder ajudar, estou às ordens.
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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Caso concreto...

    Mensagem por The Mentalist em Dom 21 Abr 2019, 6:31 pm

    No órgão em que trabalho, uma prestação do meu consignado estava em 61 de 120 parcelas de R$1.372,79. Aconteceu, porém, que reiniciaram a contagem em 01 de 120 sem que eu tenha feito nenhum refinanciamento. O setor financeiro alegou que se baseou em uma listagem que a Caixa envia mensalmente. Argumentei que eles não poderiam confiar em listagens, mas em contratos assinados, o que no meu caso não existe. Em resumo, eu tinha uma dívida restante de R$80.994,61 e de repente passei a ter uma dívida de 163.362,01. O que fazer nesse caso?
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    Mensagem por Galizezin em Dom 21 Abr 2019, 7:18 pm

    The Mentalist escreveu:No órgão em que trabalho, uma prestação do meu consignado estava em 61 de 120 parcelas de R$1.372,79. Aconteceu, porém, que reiniciaram a contagem em 01 de 120 sem que eu tenha feito nenhum refinanciamento. O setor financeiro alegou que se baseou em uma listagem que a Caixa envia mensalmente. Argumentei que eles não poderiam confiar em listagens, mas em contratos assinados, o que no meu caso não existe. Em resumo, eu tinha uma dívida restante de R$80.994,61 e de repente passei a ter uma dívida de 163.362,01. O que fazer nesse caso?

    Qualquer contrato, inclusive o de refinanciamento, PRECISA ser registrado na área específica de folha de pagamento. Creio que vc consiga suspender a cobrança espúria via Procon. Quem é do direito talvez possa te instruir sobre a possibilidade de um dano moral.


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    Mensagem por Chuck Coleman em Dom 21 Abr 2019, 9:03 pm

    Calote nesses vagabundos!!!!!
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    Mensagem por eder.lima em Seg 22 Abr 2019, 8:28 am

    The Mentalist escreveu:No órgão em que trabalho, uma prestação do meu consignado estava em 61 de 120 parcelas de R$1.372,79. Aconteceu, porém, que reiniciaram a contagem em 01 de 120 sem que eu tenha feito nenhum refinanciamento. O setor financeiro alegou que se baseou em uma listagem que a Caixa envia mensalmente. Argumentei que eles não poderiam confiar em listagens, mas em contratos assinados, o que no meu caso não existe. Em resumo, eu tinha uma dívida restante de R$80.994,61 e de repente passei a ter uma dívida de 163.362,01. O que fazer nesse caso?

    Colega, é a primeira vez que ouço um relato dessa natureza. Porém, eu no seu lugar, faria o seguinte em relação a esta situação: 1- formalizava um requerimento ao seu orgão e à agência da Caixa solicitando a regularização da contagem das parcelas e os ajustes devidos no saldo devedor. 2- paralelo a isto, ingressaria com uma ação no JEC por danos morais. Mesmo que tal ação não venha a dar em nada, pelo menos demonstria sua insastisfação.
    Em 2011, passei por uma situação curiosa: tinha um consignado no antigo banco real e quando ele foi comprado pelo santader, na hora de migrarem um consignado que eu tinha, não registraram o pagamento de uma parcela mesmo o meu orgão tendo feito o repasse. Por conta disso incluiram meu nome no Serasa (por pouco tempo mas incluíram). Entrei com a ação no JEC e ganhei 5 mil de danos morais.

    Boa sorte pra você.
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    Mensagem por The Mentalist em Ter 23 Abr 2019, 5:05 am

    Galizezin escreveu:
    The Mentalist escreveu:No órgão em que trabalho, uma prestação do meu consignado estava em 61 de 120 parcelas de R$1.372,79. Aconteceu, porém, que reiniciaram a contagem em 01 de 120 sem que eu tenha feito nenhum refinanciamento. O setor financeiro alegou que se baseou em uma listagem que a Caixa envia mensalmente. Argumentei que eles não poderiam confiar em listagens, mas em contratos assinados, o que no meu caso não existe. Em resumo, eu tinha uma dívida restante de R$80.994,61 e de repente passei a ter uma dívida de 163.362,01. O que fazer nesse caso?

    Qualquer contrato, inclusive o de refinanciamento, PRECISA ser registrado na área específica de folha de pagamento. Creio que vc consiga suspender a cobrança espúria via Procon. Quem é do direito talvez possa te instruir sobre a possibilidade de um dano moral.

    Valeu, obrigado!
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    Mensagem por The Mentalist em Ter 23 Abr 2019, 5:09 am

    eder.lima escreveu:
    The Mentalist escreveu:No órgão em que trabalho, uma prestação do meu consignado estava em 61 de 120 parcelas de R$1.372,79. Aconteceu, porém, que reiniciaram a contagem em 01 de 120 sem que eu tenha feito nenhum refinanciamento. O setor financeiro alegou que se baseou em uma listagem que a Caixa envia mensalmente. Argumentei que eles não poderiam confiar em listagens, mas em contratos assinados, o que no meu caso não existe. Em resumo, eu tinha uma dívida restante de R$80.994,61 e de repente passei a ter uma dívida de 163.362,01. O que fazer nesse caso?

    Colega, é a primeira vez que ouço um relato dessa natureza. Porém, eu no seu lugar, faria o seguinte em relação a esta situação: 1- formalizava um requerimento ao seu orgão  e à agência da Caixa solicitando a regularização da contagem das parcelas e os ajustes devidos no saldo devedor. 2- paralelo a isto, ingressaria com uma ação no JEC por danos morais. Mesmo que tal ação não venha a dar em nada, pelo menos demonstria sua insastisfação.
    Em 2011, passei por uma situação curiosa: tinha um consignado no antigo banco real e quando ele foi comprado pelo santader, na hora de migrarem um consignado que eu tinha, não registraram o pagamento de uma parcela mesmo o meu orgão tendo feito o repasse. Por conta disso incluiram meu nome no Serasa (por pouco tempo mas incluíram). Entrei com a ação no JEC e ganhei 5 mil de danos morais.

    Boa sorte pra você.

    Obrigado! Hoje, conversando com o responsável no Tribunal pelo lançamento, ele admitiu que o erro foi dele, de interpretação da listagem enviada pela Caixa e que eu verificasse no próximo contracheque se a contagem das parcelas voltaria ao normal. Contudo, no contracheque deste mês está lá a recontagem a partir do 01. Há umas 15 pessoas nessa mesma situação. Penso em verificar junto à ANAJUSTRA se ela se interessará por esse caso e se há alguma possibilidade de dano moral.
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    Mensagem por eder.lima em Qui 25 Abr 2019, 9:12 am

    Chuck Coleman escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    pernalonga escreveu:Isso certamente dá direito a um Bacenjud na conta salário em eventual processo de execução, com chances significativas de não ser deferido desbloqueio sob o argumento de que é salario, verba alimentar, blablabla, uma vez que a dívida em execução já era autorizada o desconto no contracheque. Lembrem-se que somos servidores públicos, a coisa mais fácil do mundo é nos achar, basta buscar o nome do devedor na internet e ver em qual vara está lotado.

    Se fosse tão simples de dar drible nos consignados, certamente o juro oferecido seria bem maior

    Tudo verdade. A tentativa de calote não deixa de ser uma aposta de risco. Alguns bancos são mais eficazes na hora de cobrar, outros menos. Algumas pessoas dão "sorte" no calote, outras dão azar. É uma aposta que, a meu ver, compensa apenas quando a pessoa está no "desespero", sem saber a quem recorrer. Ainda assim, é bom vir acompanhada de medidas drásticas de reorganização financeira, pra ter algum efeito benéfico.


    Ah, mas aí é só averbar novamente os consignados no limite de 30%.

    Até lá dá pra juntar uma graninha boa com o que deixou de ser descontado na folha!

    Mais de 30% é proibido mesmo com o tal BacenJud, certo?

    why

    MP pra você, colega.
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    Empréstimo Consignado - formas de sustação - Página 20 Empty Re: Empréstimo Consignado - formas de sustação

    Mensagem por Carloscnj em Qui 09 Maio 2019, 9:23 am

    Bom dia colegas, referente a um consignado no  Banco Pan de 2013 , onde foi protestada e saiu do Serasa agora em 2019. A divida foi vendida para uma empresa terceirizada que está me cobrando. Minha dúvida é , ainda podem me cobrar judicialmente? Pois já se passaram os 05 anos.
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    Mensagem por intrigado em Qui 09 Maio 2019, 10:04 am

    Carloscnj escreveu:Bom dia colegas, referente a um consignado no  Banco Pan de 2013 , onde foi protestada e saiu do Serasa agora em 2019. A divida foi vendida para uma empresa terceirizada que está me cobrando. Minha dúvida é , ainda podem me cobrar judicialmente? Pois já se passaram os 05 anos.

    Colega, se já passaram cinco anos, a dívida está prescrita, e não podem cobrar judicialmente. Ainda ficam enchendo a paciência para ver se conseguem levar alguma coisa. O negócio é reunir todas as evidências possíveis de cobrança abusiva e ajuizar ação de indenização por dano moral. Sempre que ligarem, anote dia, horário, número que ligou e nome da pessoa que conversou com você. Guarde correspondência e, se possível, leve testemunhas, em especial colegas de trabalho que tenham atendido telefonemas intimidantes ou sarcásticos. Boa sorte.
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    Mensagem por Convidado em Qui 09 Maio 2019, 12:17 pm

    Carloscnj escreveu:Bom dia colegas, referente a um consignado no  Banco Pan de 2013 , onde foi protestada e saiu do Serasa agora em 2019. A divida foi vendida para uma empresa terceirizada que está me cobrando. Minha dúvida é , ainda podem me cobrar judicialmente? Pois já se passaram os 05 anos.

    O quanto sei, se você nunca renegociou, o marco prescricional não se alterou, então 5 anos depois de 2013 deu prescrição.
    Não podem te cobrar judicialmente não, e se o fizerem você deve evidentemente arguir a prescrição e, a meu ver, até mesmo cobrar uma penalidade por litigarem de ma-fé, por exemplo.

    Contudo, podem ficar te cobrando pra tentar te vencer na insistência, te ligando e mandando mensagens o tempo todo etc.

    Outro aspecto que fica são as permanências das restrições internas lá no Banco Pan ou no seu sucessor (desconheço a realidade dese banco), e acho que o próprio score de positivação recentemente criado pode ficar prejudicado com essa dívida, que na verdade existe, embora prescrita (nada a ver com SPC/Serasa).
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    Mensagem por fairbanks em Sex 14 Jun 2019, 2:36 pm

    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Olá, colega. Hoje fui citado para pagamento em 15 dias, através de OF, em uma Ação Monitória, referente a um consignado meu que deixou de ser débitado em jul/2018, por conta de acordo de pensão alimentícia(homologado em juizo) que entrou em meu contra-cheque. Hoje eu já estou no limite dos 30%, 70% do meu salário está comprometido com outros consignados e a pensão. Nesse caso o Juiz determina bloqueio desse valor, ou parte dele? Outra coisa, 13º e férias entra no bloqueio? Peço sugestões dos colegas que já passaram por isso ou tem conhecimento de causa?
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    Mensagem por intrigado em Sex 14 Jun 2019, 4:46 pm

    fairbanks escreveu:
    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Olá, colega. Hoje fui citado para pagamento em 15 dias, através de OF, em uma Ação Monitória, referente a um consignado meu que deixou de ser débitado em jul/2018, por conta de acordo de pensão alimentícia(homologado em juizo) que entrou em meu contra-cheque. Hoje eu já estou no limite dos 30%, 70% do meu salário está comprometido com outros consignados e a pensão. Nesse caso o Juiz determina bloqueio desse valor, ou parte dele? Outra coisa, 13º e férias entra no bloqueio? Peço sugestões dos colegas que já passaram por isso ou tem conhecimento de causa?

    Prezado, você tem quinze dias para pagar ou defender-se por meio de embargos, sob pena de a ação monitória converter-se em título executivo. Por intermédio desses embargos, pode ser discutida qualquer matéria passível de ser apreciada em ação comum, inclusive juros abusivos. A monitória transforma-se em ação revisional, o que leva a instituição financeira a negociar. Você só não pode esquecer de indicar, nos embargos, o valor que considera devido (indique alguma coisa que você possa pagar) e ir depositando mensalmente, até decisão final, o que pode levar alguns anos. As possibilidade de resolver por acordo são muito grandes.
    De outro lado, ainda que o STJ tenha decidido pela possibilidade de penhorar parte do salário, tal não pode afetar a dignidade humana do devedor, ou seja, a penhora não pode passar de 30% do valor líquido recebido. Como você já compromete mais do que isso com outras obrigações, dificilmente haverá nova constrição. Não sei de que Estado você é (se for do RS, posso indicar um advogado que é fera nessa área, e não cobra muito de colegas do Judiciário), mas, talvez, o sindicato posse te indicar um bom profissional, afinal, há muitos colegas em situação difícil.
    Se eu puder ajudar, estou às ordens.
    Muito boa sorte nessa empreitada.
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    Mensagem por fairbanks em Sex 14 Jun 2019, 7:00 pm

    intrigado escreveu:
    fairbanks escreveu:
    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Olá, colega. Hoje fui citado para pagamento em 15 dias, através de OF, em uma Ação Monitória, referente a um consignado meu que deixou de ser débitado em jul/2018, por conta de acordo de pensão alimentícia(homologado em juizo) que entrou em meu contra-cheque. Hoje eu já estou no limite dos 30%, 70% do meu salário está comprometido com outros consignados e a pensão. Nesse caso o Juiz determina bloqueio desse valor, ou parte dele? Outra coisa, 13º e férias entra no bloqueio? Peço sugestões dos colegas que já passaram por isso ou tem conhecimento de causa?

    Prezado, você tem quinze dias para pagar ou defender-se por meio de embargos, sob pena de a ação monitória converter-se em título executivo. Por intermédio desses embargos, pode ser discutida qualquer matéria passível de ser apreciada em ação comum, inclusive juros abusivos. A monitória transforma-se em ação revisional, o que leva a instituição financeira a negociar. Você só não pode esquecer de indicar, nos embargos, o valor que considera devido (indique alguma coisa que você possa pagar) e ir depositando mensalmente, até decisão final, o que pode levar alguns anos. As possibilidade de resolver por acordo são muito grandes.
    De outro lado, ainda que o STJ tenha decidido pela possibilidade de penhorar parte do salário, tal não pode afetar a dignidade humana do devedor, ou seja, a penhora não pode passar de 30% do valor líquido recebido. Como você já compromete mais do que isso com outras obrigações, dificilmente haverá nova constrição. Não sei de que Estado você é (se for do RS, posso indicar um advogado que é fera nessa área, e não cobra muito de colegas do Judiciário), mas, talvez, o sindicato posse te indicar um bom profissional, afinal, há muitos colegas em situação difícil.
    Se eu puder ajudar, estou às ordens.
    Muito boa sorte nessa empreitada.


    Colega, muito obrigado pelas orientações. Vou ver com o sindicato alguma indicação. Sou de Salvador/Ba. Abraço.
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    Mensagem por intrigado em Sex 14 Jun 2019, 10:46 pm

    fairbanks escreveu:
    intrigado escreveu:
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    intrigado escreveu:Colega, o banco não pode executar direto a dívida, tem que ajuizar uma ação monitória, permitida a ampla defesa, inclusive com relação aos juros e acréscimos cobrados.  A defesa, por meio de embargos, na prática, transforma-se em uma ação revisional. Claro que não tem muitas chances de ser bem sucedida, mas, como envolve possibilidade de recurso ao Tribunal, serve para ganhar um bom tempo. É isso que leva as instituições financeiras a negociar. O que não pode é deixar transitar em julgado uma decisão contrária. Aí, eles vão direto no bacenjud, e o STJ já reconheceu a possibilidade de penhora de 30% do salário.

    Olá, colega. Hoje fui citado para pagamento em 15 dias, através de OF, em uma Ação Monitória, referente a um consignado meu que deixou de ser débitado em jul/2018, por conta de acordo de pensão alimentícia(homologado em juizo) que entrou em meu contra-cheque. Hoje eu já estou no limite dos 30%, 70% do meu salário está comprometido com outros consignados e a pensão. Nesse caso o Juiz determina bloqueio desse valor, ou parte dele? Outra coisa, 13º e férias entra no bloqueio? Peço sugestões dos colegas que já passaram por isso ou tem conhecimento de causa?

    Prezado, você tem quinze dias para pagar ou defender-se por meio de embargos, sob pena de a ação monitória converter-se em título executivo. Por intermédio desses embargos, pode ser discutida qualquer matéria passível de ser apreciada em ação comum, inclusive juros abusivos. A monitória transforma-se em ação revisional, o que leva a instituição financeira a negociar. Você só não pode esquecer de indicar, nos embargos, o valor que considera devido (indique alguma coisa que você possa pagar) e ir depositando mensalmente, até decisão final, o que pode levar alguns anos. As possibilidade de resolver por acordo são muito grandes.
    De outro lado, ainda que o STJ tenha decidido pela possibilidade de penhorar parte do salário, tal não pode afetar a dignidade humana do devedor, ou seja, a penhora não pode passar de 30% do valor líquido recebido. Como você já compromete mais do que isso com outras obrigações, dificilmente haverá nova constrição. Não sei de que Estado você é (se for do RS, posso indicar um advogado que é fera nessa área, e não cobra muito de colegas do Judiciário), mas, talvez, o sindicato posse te indicar um bom profissional, afinal, há muitos colegas em situação difícil.
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