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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

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    Mensagem por Lula Molusco Sab 10 Out 2015, 8:12 pm

    A Região Norte já se declarou a lutar por outra alternativa. Agora temos a oposição no RS.

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    Mensagem por PCS-JA Dom 11 Out 2015, 11:35 am

    Lula Molusco escreveu:
    cmgbtrt9 escreveu:
    Não podemos confundir negociar o Pl titica, com aceitar completamente o Pl, negociar é para transforma em algo aceitável, obvio que 8 parcelas para jul/2019 é terrível, tirando os 13,23 uma vergonha, agora em 3x última jan de 2018 e mantendo os 13, passa a ter uma possibilidade de aceitação. Agora se não for possível melhorar de verdade manda para pqp e voltamos ao veto.

    A grande questão é que o lado de lá não negocia...

    Se fosse 10% em julho de 2016, 10% em julho de 2017 e 20% em julho de 2018, no VB, teríamos um reajuste 45,2%. Se as perdas são de quase 50%, esse parcelamento quase recomporia o passado. Aí faltaria recompor as perdas de 2016 a 2019.

    Mas a dilmadiôca é intransigente.

    ______________

    Realmente, uma lastima que a Dilma não negocia, pois poderia ter vetado parte do PLC 28 e estaria resolvido.

    Enquanto o tal PL LIXOSO ou Pl Leitinho ou PL Titica tem muitas crueldades:
    a) o prazo de 04 anos é muitooo longo - o máximo seria 02 ou 03 anos;
    b) o índice de reajuste - concordo o Molusco somente poderia ser negociado se fosse:
    1) fosse 10% em julho de 2016, 10% em julho de 2017 e 20% em julho de 2018, no VB, teríamos um reajuste 45,2%. Se as perdas são de quase 50%, esse parcelamento quase recomporia o passado. Aí faltaria recompor as perdas de 2016 a 2019;
    2) Uma parcela única de 25% igual ao CJS em janeiro de 2016 e depois entrariamos em nova negociação;
    c) Por óbvio que não pode ser incorporado os 13,23% - é inconstitucional e ilegal salário negativo e são parcelas de natureza salarial distinta.

    Enfim, o PL Lixoso é muitooo ruim, pelo prazo, índices e redução dos 13,23%.
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    Mensagem por ASJ_PE Dom 11 Out 2015, 6:56 pm

    Insistir no Mamute e não tentar melhorar o PL leitinho estamos cometendo o mesmo erro tão criticado de 2010. O zero continuará e a reposição jamais será corrigida.
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    Mensagem por Protocol Dom 11 Out 2015, 7:43 pm

    ASJ_PE escreveu:Insistir no Mamute e não tentar melhorar o PL leitinho estamos cometendo o mesmo erro tão criticado de 2010. O zero continuará e a reposição jamais será corrigida.

    Acho válido analisar-se e discutir-se as várias emendas parlamentares propostas ao PLzinho e como se poderia torná-lo menos ruim respeitando-se a previsão orçamentária para sua implementação, tudo isso como um exercício para a hipótese de ser necessário continuar a luta por recomposição através deste projeto.

    Só não concordo em abandonarmos o PL28, pois é a única recomposição justa para nossa carreira e ainda há esperança na derrubada do veto.

    Na minha opinião lutar pelo PL não significa necessariamente que não possamos discutir internamente este projeto, e este é um espaço de discussão legítimo.

    Externar que a categoria está dividida é ruim, pois fortalece o governo e dá aos deputados e senadores vendidos, mas que ostentam a marca "amigos do judiciário" a desculpa para a manutenção do veto, sob o pretexto de que os servidores do judiciário preferem negociar uma alternativa.

    Ao menos é isto o que penso.

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    Mensagem por ASJ_PE Dom 11 Out 2015, 8:18 pm

    Na minha opinião não existem "amigos do judiciário", estamos tão somente sendo objeto de barganha e de parte da oposição instrumento de quanto pior melhor. Esse PL 28 está num patamar nunca antes alcançado de visibilidade por uma categoria do funcionalismo público no Brasil. Não por mérito nosso e sim, por um acaso do momento de um desgoverno inábil e atolado em corrupção. Nem governo, nem oposição, nem a sociedade querem esse aumento aprovado. Nem ao menos nosso chefe maior quer, poucos magistrados querem, sem falar na categoria mais desmobilizada que conheci, trabalhei 10 anos no Tribunal de Justiça e lá a gente fechava tudo, sendo que a primeira medida do TJ era suspender os prazos. Aqui na JFPE teve vara que apresentou produtividade de 125% no período de greve. Nenhum prazo suspenso, fizemos uma greve fictícia e os advogados riam da nossa greve. Sei que em vários recantos a pressão foi bem maior, mas sei também que foi uma minoria. A JF virou um carreirão e nem se deram conta disso ficando muito difícil avançar mais do que conseguimos, chegamos ao limite. Na última sessão do congresso já eram gatos pingados, não podemos perder esse pouco poder que conseguimos insistindo no zero. A categoria não merece isso pelo movimento que foi visto em Brasília, mas alguns cegaram e vão trocar o PL28 pelo 0% por uma questão pessoal de honra. Enfim, o governo faz as vezes do patrão, mas a categoria tem que reconhecer que também errou ao deixar passar esse tempo todo sem reajuste e essa culpa não é minha, pois entrei na JF em 2012 e ainda não fiquei um ano sequer sem reajuste. A herança maldita é desses cutistas, peleguistas, sindicalistas, etc. Não quero pagar esse pato e ficar sem nada em 2016.
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    Mensagem por Lula Molusco Dom 11 Out 2015, 8:27 pm

    A grande questão é: quem são os negociadores?

    1) Dilmandiôca não quer saber da gente.
    2) Papito levandolero já disse que o leitinho está no PL ti-ti-ca.
    3) O edis no CN nos usam como moeda para galgar mais poder.

    Com a crise, vários edis não querem derrubar o veto.

    Estamos lascados.
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    Mensagem por Denovo?? Dom 11 Out 2015, 9:28 pm

    Mais uma vez a categoria joga fora uma chance de ter aumento diferenciado.
    Muita gente nova em greve, e isso é bom.
    Eu também acredite que dava pra derrubar.
    Mas, hoje, está claro, que o veto não será derrubado.
    Só que algumas pessoas entraram numa vibe de vingança que tornou isso pessoal. Não se tornou uma luta por aumento. Se tornou uma luta para mostrar que conseguem.
    Só que não vão conseguir.
    E, pior. Não virão aqui depois, pedir perdão aos milhares de iludidos que, sem aumento, e com mais e mais contas, não terão como lidar com a inflação.
    Virão com baboseiras como "cai atirando", como o poetinha nerd da nova geração, o tal mestre dos magos.
    Caiu atirando em quem cara pálida? Quem???
    Algum deputado sentirá a IRA DOS SERVIDORES?
    Renan Calheiros, sem dormir, com medo do PJU?
    Dilma? Dilma sofrerá impeachment por nossa causa?

    Agora é a hora de recuar e aceitar essa porcaria. Tentar que sejam só dois anos. 11 % sobre a folha em dois anos.
    Do contrário, nada sobrará.

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    Mensagem por Lula Molusco Seg 12 Out 2015, 12:20 pm

    Ficou comprovada a máxima: "projeto aprovado no CN sem acordo com o Executivo será vetado".

    Falta a outra máxima: "Projeto vetado não é derrubado pelo CN".

    Eu sempre achei que derrubar veto é trabalho hercúleo, tarefa apenas para deuses e semideuses. A categoria topou a briga. E não me arrependo, mesmo que a notícia que foi passada para o coordenador Adilson, da Fenajufe, tivesse sido divulgada por ele.

    Temos que continuar a luta pela derrubada do veto 26 pois ainda existem poucas "janelas".

    Mas que a categoria tem que debater o PL ti-ti-ca, já passou da hora.


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    Mensagem por Ilhense Seg 12 Out 2015, 1:07 pm

    O único meio de termos alguma coisa para 2016 é brigarmos conjuntamente pela derubada do veto e pela melhoria/aprovação do rechaçado PL Leitinho.

    Sem a ameaça da derrubada do veto, é bem provável que ele acabe esquecido em alguma comissão da câmara.

    Estamos muito próximos do mesmo caminho de 2009. A sandice tomou conta...
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    Mensagem por Convidado Seg 12 Out 2015, 5:04 pm

    enquanto fhc aprovou 2 pcs's em 8 anos, o pt só aprovou 1 em 13 anos.
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    Mensagem por Morena Qua 14 Out 2015, 6:03 pm

    "Proposta do STF não repõe nem metade da perda salarial

    O PL 2648/2015, aprovado pelo STF, reajusta a remuneração da carreira efetiva para as parcelas da remuneração relativas ao Vencimento Básico – VB e Gratificação de Atividade Judiciária - GAJ dos servidores do Poder Judiciário da União entre 40,84% e 38,46%, em 8 parcelas, sempre nos meses janeiro de julho de 2016, 2017, 2018 e 2019.

    O PL estipula para o VB reajustes de 1,5%, 3%, 4.5%, 6,0%, 7,5%, 9,0%, 10,5% e 12%, sobre o VB atual, em cada uma das parcelas.

    A Gratificação de Atividade Judiciária, a GAJ, calculada sobre o VB, passará dos atuais 90%, para 96,25%, 102,50%, 108,75%, 115%, 121,25%, 133,75% e 140%, também para cada uma das parcelas.

    A aplicação desses percentuais representa um aumento de 41,47%.No entanto, o PL prevê a absorção da VPI (Vantagem Pecuniária Individual) de R$ 59,87, ou seja, a mesma não será mais paga aos servidores.

    Assim, ao se retirar essa verba da remuneração o aumento na carreira efetiva fica entre 40,84% para o Analista C13, e 38,46% para o Auxiliar A1.

    Além de retirar a VPI, o PL também absorve a diferença de 13,23%, paga atualmente para os servidores da Justiça do Trabalho, que tem ação sobre o índice, o que significa que para esses servidores, o aumento será menor ainda, entre 37,45% e 35,77%, podendo inclusive haver muitas situações onde resultado da aplicação do PL termine por reduzir a remuneração atual, pelo menos na primeira parcela.

    Razão pela qual, o próprio PL, prevê que em havendo redução, será pago uma parcela complementar, para não se diminuir a remuneração.

    Se essa perda será sentida principalmente pelos servidores da JT, na verdade toda a categoria será prejudicada, pois, como em outros passivos, seria uma questão de tempo para que esse percentual também fosse estendido para os servidores dos outros ramos do Judiciário Federal.

    O PL também aumenta os Cargos em Comissão – CJ 4, 3, e 2 em 25% e a CJ 1 em 16%, sem parcelamento, de uma única vez, em janeiro de 2016.

    Como inúmeras parcelas da remuneração não terão aumento, como as FC, as VPNI, e as reflexas do VB terão apenas 12% no período, como GAE, GAS, AQ e ATS, o impacto total na folha de pagamento é de 23,50% sobre a folha de 2015, somente em 2019.

    Desde junho de 2006, data da aprovação do PCS 3, até julho de 2015 a inflação medida pelo ICV do DIEESE, foi de 73,53%, e houve apenas 15,76% de reajustes no período, ou seja, em julho seria necessário um reajuste de 49,90%, para recompor a remuneração no mesmo patamar de junho de 2006.

    O reajuste proposto pelo PL, não repõe nem a metade dessas perdas salariais, que houve até julho de 2015, bem como impõe mais uma enorme perda relativa a toda a inflação entre agosto de 2015 e julho de 2019, que deve a chegar em torno de 40%. Assim na primeira parcela, a partir de janeiro de 2016, considerando-se apenas o VB e a GAJ haveria uma perda em relação a inflação desde junho de 2006 de até 51,02%.

    Observe-se que como praticamente todo o impacto de 23,50% na folha de pagamento do PJU até 2019, foi distribuído para o Vencimento Básico (apenas 12%) e GAJ, os servidores que tem outras parcelas remuneratórias, como GAE, GAJ, AQ, VPNI, e, FC, terão reajustes menores que aqueles que só têm a remuneração da Carreira Efetiva – VB E GAJ, por essa razão haverá um contingente significativo que terão nos próximos anos, reajustes totais menores que 23,50%, para que na MÉDIA do impacto seja de 23,50%.

    Ou seja, para aqueles com outras parcelas remuneratórias além do VB e GAJ, as perdas salariais, serão maiores do que aquelas calculadas nas tabelas para a carreira efetiva, incluindo aí o enorme número de servidores da Justiça do Trabalho, que recebem a ação dos 13,23%.

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    Mensagem por Protocol Qua 14 Out 2015, 7:57 pm

    Morena escreveu:"Proposta do STF não repõe nem metade da perda salarial

    O PL 2648/2015, aprovado pelo STF, reajusta a remuneração da carreira efetiva para as parcelas da remuneração relativas ao Vencimento Básico – VB e Gratificação de Atividade Judiciária - GAJ dos servidores do Poder Judiciário da União entre 40,84% e 38,46%, em 8 parcelas, sempre nos meses janeiro de julho de 2016, 2017, 2018 e 2019.

    O PL estipula para o VB reajustes de 1,5%, 3%, 4.5%, 6,0%, 7,5%, 9,0%, 10,5% e 12%, sobre o VB atual, em cada uma das parcelas.

    A Gratificação de Atividade Judiciária, a GAJ, calculada sobre o VB, passará dos atuais 90%, para 96,25%, 102,50%, 108,75%, 115%, 121,25%, 133,75% e 140%, também para cada uma das parcelas.

    A aplicação desses percentuais representa um aumento de 41,47%.No entanto, o PL prevê a absorção da VPI (Vantagem Pecuniária Individual) de R$ 59,87, ou seja, a mesma não será mais paga aos servidores.

    Assim, ao se retirar essa verba da remuneração o aumento na carreira efetiva fica entre 40,84% para o Analista C13, e 38,46% para o Auxiliar A1.

    Além de retirar a VPI, o PL também absorve a diferença de 13,23%, paga atualmente para os servidores da Justiça do Trabalho, que tem ação sobre o índice, o que significa que para esses servidores, o aumento será menor ainda, entre 37,45% e 35,77%, podendo inclusive haver muitas situações onde resultado da aplicação do PL termine por reduzir a remuneração atual, pelo menos na primeira parcela.

    Razão pela qual, o próprio PL, prevê que em havendo redução, será pago uma parcela complementar, para não se diminuir a remuneração.

    Se essa perda será sentida principalmente pelos servidores da JT, na verdade toda a categoria será prejudicada, pois, como em outros passivos, seria uma questão de tempo para que esse percentual também fosse estendido para os servidores dos outros ramos do Judiciário Federal.

    O PL também aumenta os Cargos em Comissão – CJ 4, 3, e 2 em 25% e a CJ 1 em 16%, sem parcelamento, de uma única vez, em janeiro de 2016.

    Como inúmeras parcelas da remuneração não terão aumento, como as FC, as VPNI, e as reflexas do VB terão apenas 12% no período, como GAE, GAS, AQ e ATS, o impacto total na folha de pagamento é de 23,50% sobre a folha de 2015, somente em 2019.

    Desde junho de 2006, data da aprovação do PCS 3, até julho de 2015 a inflação medida pelo ICV do DIEESE, foi de 73,53%, e houve apenas 15,76% de reajustes no período, ou seja, em julho seria necessário um reajuste de 49,90%, para recompor a remuneração no mesmo patamar de junho de 2006.

    O reajuste proposto pelo PL, não repõe nem a metade dessas perdas salariais, que houve até julho de 2015, bem como impõe mais uma enorme perda relativa a toda a inflação entre agosto de 2015 e julho de 2019, que deve a chegar em torno de 40%. Assim na primeira parcela, a partir de janeiro de 2016, considerando-se apenas o VB e a GAJ haveria uma perda em relação a inflação desde junho de 2006 de até 51,02%.

    Observe-se que como praticamente todo o impacto de 23,50% na folha de pagamento do PJU até 2019, foi distribuído para o Vencimento Básico (apenas 12%) e GAJ, os servidores que tem outras parcelas remuneratórias, como GAE, GAJ, AQ, VPNI, e, FC, terão reajustes menores que aqueles que só têm a remuneração da Carreira Efetiva – VB E GAJ, por essa razão haverá um contingente significativo que terão nos próximos anos, reajustes totais menores que 23,50%, para que na MÉDIA do impacto seja de 23,50%.

    Ou seja, para aqueles com outras parcelas remuneratórias além do VB e GAJ, as perdas salariais, serão maiores do que aquelas calculadas nas tabelas para a carreira efetiva, incluindo aí o enorme número de servidores da Justiça do Trabalho, que recebem a ação dos 13,23%.

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    Tudo isto é fato. O PLzinho é ruim para a carreira em vários aspectos e disso todos sabemos. Sou da turma que mais se ferra com o projeto, por conta dos 13,23% e tudo o mais. Eu quero e acredito na possibilidade de derrubada do veto, embora as chances sejam pequenas.

    Mas minha preocupação é como nós ficaremos, como será a recomposição, se o veto não for derrubado.

    Por uma simples questão de estratégia, é que deveríamos pensar coletivamente em como se portar em vários cenários, inclusive o de manutenção do veto.

    A questão da recomposição é séria, envolve o bolso e as finanças de muitas famílias, as quais em muitos casos estão seriamente abaladas. Qualquer que seja a forma, será um compromisso de, no mínimo, dois anos.

    Se a sessão de votação for na terceira semana de novembro e acontecer de o veto não ser derrubado, nós teremos por volta de trinta dias até o recesso parlamentar, tendo em pauta a LDO e a LOA, dentre outros projeto, para garantir algo para janeiro de 2015. Se o veto for derrubado, idem, pois há de se garantir a dotação orçamentária para as parcelas de 2015 e as vindouras.

    Não me entendam mal, minha intenção não é ser pessimista. Só que fico pensando que o final do ano está ai e não temos nenhum plano alternativo, seja ele qual for (PLzinho, PL 6613, o retorno, etc.), e quando falo alternativo quero dizer um caminho a seguir caso outro melhor seja obstruído.
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    Mensagem por Convidado Qua 14 Out 2015, 11:49 pm

    enquanto fhc aprovou 2 pcs's em 8 anos, o pt só aprovou 1 em 13 anos.
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    Mensagem por ASJ_PE Qui 15 Out 2015, 12:16 am

    Protocol escreveu:
    Morena escreveu:"Proposta do STF não repõe nem metade da perda salarial

    O PL 2648/2015, aprovado pelo STF, reajusta a remuneração da carreira efetiva para as parcelas da remuneração relativas ao Vencimento Básico – VB e Gratificação de Atividade Judiciária - GAJ dos servidores do Poder Judiciário da União entre 40,84% e 38,46%, em 8 parcelas, sempre nos meses janeiro de julho de 2016, 2017, 2018 e 2019.

    O PL estipula para o VB reajustes de 1,5%, 3%, 4.5%, 6,0%, 7,5%, 9,0%, 10,5% e 12%, sobre o VB atual, em cada uma das parcelas.

    A Gratificação de Atividade Judiciária, a GAJ, calculada sobre o VB, passará dos atuais 90%, para 96,25%, 102,50%, 108,75%, 115%, 121,25%, 133,75% e 140%, também para cada uma das parcelas.

    A aplicação desses percentuais representa um aumento de 41,47%.No entanto, o PL prevê a absorção da VPI (Vantagem Pecuniária Individual) de R$ 59,87, ou seja, a mesma não será mais paga aos servidores.

    Assim, ao se retirar essa verba da remuneração o aumento na carreira efetiva fica entre 40,84% para o Analista C13, e 38,46% para o Auxiliar A1.

    Além de retirar a VPI, o PL também absorve a diferença de 13,23%, paga atualmente para os servidores da Justiça do Trabalho, que tem ação sobre o índice, o que significa que para esses servidores, o aumento será menor ainda, entre 37,45% e 35,77%, podendo inclusive haver muitas situações onde resultado da aplicação do PL termine por reduzir a remuneração atual, pelo menos na primeira parcela.

    Razão pela qual, o próprio PL, prevê que em havendo redução, será pago uma parcela complementar, para não se diminuir a remuneração.

    Se essa perda será sentida principalmente pelos servidores da JT, na verdade toda a categoria será prejudicada, pois, como em outros passivos, seria uma questão de tempo para que esse percentual também fosse estendido para os servidores dos outros ramos do Judiciário Federal.

    O PL também aumenta os Cargos em Comissão – CJ 4, 3, e 2 em 25% e a CJ 1 em 16%, sem parcelamento, de uma única vez, em janeiro de 2016.

    Como inúmeras parcelas da remuneração não terão aumento, como as FC, as VPNI, e as reflexas do VB terão apenas 12% no período, como GAE, GAS, AQ e ATS, o impacto total na folha de pagamento é de 23,50% sobre a folha de 2015, somente em 2019.

    Desde junho de 2006, data da aprovação do PCS 3, até julho de 2015 a inflação medida pelo ICV do DIEESE, foi de 73,53%, e houve apenas 15,76% de reajustes no período, ou seja, em julho seria necessário um reajuste de 49,90%, para recompor a remuneração no mesmo patamar de junho de 2006.

    O reajuste proposto pelo PL, não repõe nem a metade dessas perdas salariais, que houve até julho de 2015, bem como impõe mais uma enorme perda relativa a toda a inflação entre agosto de 2015 e julho de 2019, que deve a chegar em torno de 40%. Assim na primeira parcela, a partir de janeiro de 2016, considerando-se apenas o VB e a GAJ haveria uma perda em relação a inflação desde junho de 2006 de até 51,02%.

    Observe-se que como praticamente todo o impacto de 23,50% na folha de pagamento do PJU até 2019, foi distribuído para o Vencimento Básico (apenas 12%) e GAJ, os servidores que tem outras parcelas remuneratórias, como GAE, GAJ, AQ, VPNI, e, FC, terão reajustes menores que aqueles que só têm a remuneração da Carreira Efetiva – VB E GAJ, por essa razão haverá um contingente significativo que terão nos próximos anos, reajustes totais menores que 23,50%, para que na MÉDIA do impacto seja de 23,50%.

    Ou seja, para aqueles com outras parcelas remuneratórias além do VB e GAJ, as perdas salariais, serão maiores do que aquelas calculadas nas tabelas para a carreira efetiva, incluindo aí o enorme número de servidores da Justiça do Trabalho, que recebem a ação dos 13,23%.

    Washington Luiz Moura Lima
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    Tudo isto é fato. O PLzinho é ruim para a carreira em vários aspectos e disso todos sabemos. Sou da turma que mais se ferra com o projeto, por conta dos 13,23% e tudo o mais. Eu quero e acredito na possibilidade de derrubada do veto, embora as chances sejam pequenas.

    Mas minha preocupação é como nós ficaremos, como será a recomposição, se o veto não for derrubado.

    Por uma simples questão de estratégia, é que deveríamos pensar coletivamente em como se portar em vários cenários, inclusive o de manutenção do veto.

    A questão da recomposição é séria, envolve o bolso e as finanças de muitas famílias, as quais em muitos casos estão seriamente abaladas. Qualquer que seja a forma, será um compromisso de, no mínimo, dois anos.

    Se a sessão de votação for na terceira semana de novembro e acontecer de o veto não ser derrubado, nós teremos por volta de trinta dias até o recesso parlamentar, tendo em pauta a LDO e a LOA, dentre outros projeto, para garantir algo para janeiro de 2015. Se o veto for derrubado, idem, pois há de se garantir a dotação orçamentária para as parcelas de 2015 e as vindouras.

    Não me entendam mal, minha intenção não é ser pessimista. Só que fico pensando que o final do ano está ai e não temos nenhum plano alternativo, seja ele qual for (PLzinho, PL 6613, o retorno, etc.), e quando falo alternativo quero dizer um caminho a seguir caso outro melhor seja obstruído.


    Eu gostaria de saber, qual seria o nosso poder de barganha para melhorar o plzinho numa possível manutenção do veto? Alguém pode responder?
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    Mensagem por Lula Molusco Qui 15 Out 2015, 12:44 am

    ASJ_PE escreveu:
    Protocol escreveu:
    Morena escreveu:Proposta do STF não repõe nem metade da perda salarial

    O PL 2648/2015, aprovado pelo STF, reajusta a remuneração da carreira efetiva para as parcelas da remuneração relativas ao Vencimento Básico – VB e Gratificação de Atividade Judiciária - GAJ dos servidores do Poder Judiciário da União entre 40,84% e 38,46%, em 8 parcelas, sempre nos meses janeiro de julho de 2016, 2017, 2018 e 2019.

    O PL estipula para o VB reajustes de 1,5%, 3%, 4.5%, 6,0%, 7,5%, 9,0%, 10,5% e 12%, sobre o VB atual, em cada uma das parcelas.

    A Gratificação de Atividade Judiciária, a GAJ, calculada sobre o VB, passará dos atuais 90%, para 96,25%, 102,50%, 108,75%, 115%, 121,25%, 133,75% e 140%, também para cada uma das parcelas.

    A aplicação desses percentuais representa um aumento de 41,47%.No entanto, o PL prevê a absorção da VPI (Vantagem Pecuniária Individual) de R$ 59,87, ou seja, a mesma não será mais paga aos servidores.

    Assim, ao se retirar essa verba da remuneração o aumento na carreira efetiva fica entre 40,84% para o Analista C13, e 38,46% para o Auxiliar A1.

    Além de retirar a VPI, o PL também absorve a diferença de 13,23%, paga atualmente para os servidores da Justiça do Trabalho, que tem ação sobre o índice, o que significa que para esses servidores, o aumento será menor ainda, entre 37,45% e 35,77%, podendo inclusive haver muitas situações onde resultado da aplicação do PL termine por reduzir a remuneração atual, pelo menos na primeira parcela.

    Razão pela qual, o próprio PL, prevê que em havendo redução, será pago uma parcela complementar, para não se diminuir a remuneração.

    Se essa perda será sentida principalmente pelos servidores da JT, na verdade toda a categoria será prejudicada, pois, como em outros passivos, seria uma questão de tempo para que esse percentual também fosse estendido para os servidores dos outros ramos do Judiciário Federal.

    O PL também aumenta os Cargos em Comissão – CJ 4, 3, e 2 em 25% e a CJ 1 em 16%, sem parcelamento, de uma única vez, em janeiro de 2016.

    Como inúmeras parcelas da remuneração não terão aumento, como as FC, as VPNI, e as reflexas do VB terão apenas 12% no período, como GAE, GAS, AQ e ATS, o impacto total na folha de pagamento é de 23,50% sobre a folha de 2015, somente em 2019.

    Desde junho de 2006, data da aprovação do PCS 3, até julho de 2015 a inflação medida pelo ICV do DIEESE, foi de 73,53%, e houve apenas 15,76% de reajustes no período, ou seja, em julho seria necessário um reajuste de 49,90%, para recompor a remuneração no mesmo patamar de junho de 2006.

    O reajuste proposto pelo PL, não repõe nem a metade dessas perdas salariais, que houve até julho de 2015, bem como impõe mais uma enorme perda relativa a toda a inflação entre agosto de 2015 e julho de 2019, que deve a chegar em torno de 40%. Assim na primeira parcela, a partir de janeiro de 2016, considerando-se apenas o VB e a GAJ haveria uma perda em relação a inflação desde junho de 2006 de até 51,02%.

    Observe-se que como praticamente todo o impacto de 23,50% na folha de pagamento do PJU até 2019, foi distribuído para o Vencimento Básico (apenas 12%) e GAJ, os servidores que tem outras parcelas remuneratórias, como GAE, GAJ, AQ, VPNI, e, FC, terão reajustes menores que aqueles que só têm a remuneração da Carreira Efetiva – VB E GAJ, por essa razão haverá um contingente significativo que terão nos próximos anos, reajustes totais menores que 23,50%, para que na MÉDIA do impacto seja de 23,50%.

    Ou seja, para aqueles com outras parcelas remuneratórias além do VB e GAJ, as perdas salariais, serão maiores do que aquelas calculadas nas tabelas para a carreira efetiva, incluindo aí o enorme número de servidores da Justiça do Trabalho, que recebem a ação dos 13,23%.

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    Tudo isto é fato. O PLzinho é ruim para a carreira em vários aspectos e disso todos sabemos. Sou da turma que mais se ferra com o projeto, por conta dos 13,23% e tudo o mais. Eu quero e acredito na possibilidade de derrubada do veto, embora as chances sejam pequenas.

    Mas minha preocupação é como nós ficaremos, como será a recomposição, se o veto não for derrubado.

    Por uma simples questão de estratégia, é que deveríamos pensar coletivamente em como se portar em vários cenários, inclusive o de manutenção do veto.

    A questão da recomposição é séria, envolve o bolso e as finanças de muitas famílias, as quais em muitos casos estão seriamente abaladas. Qualquer que seja a forma, será um compromisso de, no mínimo, dois anos.

    Se a sessão de votação for na terceira semana de novembro e acontecer de o veto não ser derrubado, nós teremos por volta de trinta dias até o recesso parlamentar, tendo em pauta a LDO e a LOA, dentre outros projeto, para garantir algo para janeiro de 2015. Se o veto for derrubado, idem, pois há de se garantir a dotação orçamentária para as parcelas de 2015 e as vindouras.

    Não me entendam mal, minha intenção não é ser pessimista. Só que fico pensando que o final do ano está ai e não temos nenhum plano alternativo, seja ele qual for (PLzinho, PL 6613, o retorno, etc.), e quando falo alternativo quero dizer um caminho a seguir caso outro melhor seja obstruído.

    Eu gostaria de saber, qual seria o nosso poder de barganha para melhorar o plzinho numa possível manutenção do veto? Alguém pode responder?

    Acho que nenhum. Mas poderíamos tentar diminuir o prazo para dois anos com fizeram várias carreiras, ficando com 4 parcelas em vez de 8 parcelas. Evidente que diminuiria o percentual, mas garantiria algo em 2016 e 2017. Dessa forma poderíamos negociar com outro presidente do STF porque o atual...
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    Mensagem por molotov Qui 15 Out 2015, 6:46 pm

    Boa noite,

    Esse é o tópico do PL do Leitinho ???

    Sou novo por aqui.
    Mas diz aí pessoal pró esse PL...

    Vcs acreditam mesmo que ainda dá para negociar algo com o governo ???
    Mesmo depois deles mostrarem o quanto nos odeiam ???
    E depois de gastarem tanto com o PMDB.
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    Mensagem por seosdeusesquiseremvai Qui 15 Out 2015, 6:51 pm

    ASJ_PE escreveu:
    Protocol escreveu:
    Morena escreveu:"Proposta do STF não repõe nem metade da perda salarial

    O PL 2648/2015, aprovado pelo STF, reajusta a remuneração da carreira efetiva para as parcelas da remuneração relativas ao Vencimento Básico – VB e Gratificação de Atividade Judiciária - GAJ dos servidores do Poder Judiciário da União entre 40,84% e 38,46%, em 8 parcelas, sempre nos meses janeiro de julho de 2016, 2017, 2018 e 2019.

    O PL estipula para o VB reajustes de 1,5%, 3%, 4.5%, 6,0%, 7,5%, 9,0%, 10,5% e 12%, sobre o VB atual, em cada uma das parcelas.

    A Gratificação de Atividade Judiciária, a GAJ, calculada sobre o VB, passará dos atuais 90%, para 96,25%, 102,50%, 108,75%, 115%, 121,25%, 133,75% e 140%, também para cada uma das parcelas.

    A aplicação desses percentuais representa um aumento de 41,47%.No entanto, o PL prevê a absorção da VPI (Vantagem Pecuniária Individual) de R$ 59,87, ou seja, a mesma não será mais paga aos servidores.

    Assim, ao se retirar essa verba da remuneração o aumento na carreira efetiva fica entre 40,84% para o Analista C13, e 38,46% para o Auxiliar A1.

    Além de retirar a VPI, o PL também absorve a diferença de 13,23%, paga atualmente para os servidores da Justiça do Trabalho, que tem ação sobre o índice, o que significa que para esses servidores, o aumento será menor ainda, entre 37,45% e 35,77%, podendo inclusive haver muitas situações onde resultado da aplicação do PL termine por reduzir a remuneração atual, pelo menos na primeira parcela.

    Razão pela qual, o próprio PL, prevê que em havendo redução, será pago uma parcela complementar, para não se diminuir a remuneração.

    Se essa perda será sentida principalmente pelos servidores da JT, na verdade toda a categoria será prejudicada, pois, como em outros passivos, seria uma questão de tempo para que esse percentual também fosse estendido para os servidores dos outros ramos do Judiciário Federal.

    O PL também aumenta os Cargos em Comissão – CJ 4, 3, e 2 em 25% e a CJ 1 em 16%, sem parcelamento, de uma única vez, em janeiro de 2016.

    Como inúmeras parcelas da remuneração não terão aumento, como as FC, as VPNI, e as reflexas do VB terão apenas 12% no período, como GAE, GAS, AQ e ATS, o impacto total na folha de pagamento é de 23,50% sobre a folha de 2015, somente em 2019.

    Desde junho de 2006, data da aprovação do PCS 3, até julho de 2015 a inflação medida pelo ICV do DIEESE, foi de 73,53%, e houve apenas 15,76% de reajustes no período, ou seja, em julho seria necessário um reajuste de 49,90%, para recompor a remuneração no mesmo patamar de junho de 2006.

    O reajuste proposto pelo PL, não repõe nem a metade dessas perdas salariais, que houve até julho de 2015, bem como impõe mais uma enorme perda relativa a toda a inflação entre agosto de 2015 e julho de 2019, que deve a chegar em torno de 40%. Assim na primeira parcela, a partir de janeiro de 2016, considerando-se apenas o VB e a GAJ haveria uma perda em relação a inflação desde junho de 2006 de até 51,02%.

    Observe-se que como praticamente todo o impacto de 23,50% na folha de pagamento do PJU até 2019, foi distribuído para o Vencimento Básico (apenas 12%) e GAJ, os servidores que tem outras parcelas remuneratórias, como GAE, GAJ, AQ, VPNI, e, FC, terão reajustes menores que aqueles que só têm a remuneração da Carreira Efetiva – VB E GAJ, por essa razão haverá um contingente significativo que terão nos próximos anos, reajustes totais menores que 23,50%, para que na MÉDIA do impacto seja de 23,50%.

    Ou seja, para aqueles com outras parcelas remuneratórias além do VB e GAJ, as perdas salariais, serão maiores do que aquelas calculadas nas tabelas para a carreira efetiva, incluindo aí o enorme número de servidores da Justiça do Trabalho, que recebem a ação dos 13,23%.

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    Tudo isto é fato. O PLzinho é ruim para a carreira em vários aspectos e disso todos sabemos. Sou da turma que mais se ferra com o projeto, por conta dos 13,23% e tudo o mais. Eu quero e acredito na possibilidade de derrubada do veto, embora as chances sejam pequenas.

    Mas minha preocupação é como nós ficaremos, como será a recomposição, se o veto não for derrubado.

    Por uma simples questão de estratégia, é que deveríamos pensar coletivamente em como se portar em vários cenários, inclusive o de manutenção do veto.

    A questão da recomposição é séria, envolve o bolso e as finanças de muitas famílias, as quais em muitos casos estão seriamente abaladas. Qualquer que seja a forma, será um compromisso de, no mínimo, dois anos.

    Se a sessão de votação for na terceira semana de novembro e acontecer de o veto não ser derrubado, nós teremos por volta de trinta dias até o recesso parlamentar, tendo em pauta a LDO e a LOA, dentre outros projeto, para garantir algo para janeiro de 2015. Se o veto for derrubado, idem, pois há de se garantir a dotação orçamentária para as parcelas de 2015 e as vindouras.

    Não me entendam mal, minha intenção não é ser pessimista. Só que fico pensando que o final do ano está ai e não temos nenhum plano alternativo, seja ele qual for (PLzinho, PL 6613, o retorno, etc.), e quando falo alternativo quero dizer um caminho a seguir caso outro melhor seja obstruído.


    Eu gostaria de saber, qual seria o nosso poder de barganha para melhorar o plzinho numa possível manutenção do veto? Alguém pode responder?


    enquanto o veto não for votado, há essa pedra no sapato do governo.. isso poderia ser negociado, é a única coisa que os servidores têm a dar em troca, abrir mão da campanha pró derrubada do veto.. depois que votar e se for mantido, daí não teremos mais nada... é claro que prefiro a derrubada do veto, mas no cenário atual nem levando no colo um por um dos parlamentares e segurando o dedinho deles pra votar certo (pela derrubada) acho que dá certo, pois numa situação hipotética dessas o governo seria capaz de mandar cortar a energia do congresso pra adiar a sessão...
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    Mensagem por Solange4 Qui 15 Out 2015, 7:27 pm

    Na verdade, não acredito na força dos servidores, seja pra derrubar veto, seja pra melhorar o titica, ou até garantir o titica. Quando vieram os 15%, o sindicato foi contra e eu adorei que o Ayres Brito sceitou
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    Mensagem por Solange4 Qui 15 Out 2015, 7:29 pm

     ops, continuando...

    Quando vieram os 15%, o sindicato foi contra e eu adorei que o Ayres Brito aceitou e saímos do zero.
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    Mensagem por VictorAlbuquerque Qui 15 Out 2015, 9:05 pm

    Galera,

    Perdi cerca de 30 minutos para fazer uma análise comparativa. Comparei, primeiramente, o cargo de ANALISTA JUDICIÁRIO com o de ANALISTA ADMINISTRATIVO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS e, por último, o cargo de TÉCNICO JUDICIÁRIO com o de TÉCNICO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. Para que não houvesse diferenças no que diz respeito ao prazo de implementação, trabalhei com a situação das carreiras em 2015, em dezembro de 2017 e em julho de 2019, levando em consideração o reajuste concedido ao Executivo (10,8%) e o previsto no PL 2648.

    Como não há reajuste programado para o Executivo em 2019, parti do pressuposto de que no biênio 2018/2019, eles conseguirão o mesmo índice de reajuste do biênio 2016/2017, ou seja, 10,8%. Utilizei também os seguintes valores de auxílio alimentação: para o Executivo (R$ 373,00 até 2015 e R$ 459,00 a partir de 2016) e para o Judiciário, utilizei o valor atual (R$ 799,00). Como o PL 2648 prevê a absorção dos 13,23%, esta verba não foi considerada e quanto à VPI de R$ 59,87, esta foi suprimida a partir de 2016, no cálculo.

    Nunca é demais lembrar que os Analistas e Técnicos das Agências Reguladoras recebem sua remuneração através de Gratificação de Desempenho (utilizei a pontuação máxima de 100 pontos) e que, por essa, razão sofrem um decréscimo de 50 pontos na GD na inatividade.

    ANÁLISE COMPARATIVA 1: Analistas Judiciários x Analistas Administrativos das Agências Reguladoras:

    INICIAL
    Analista Judiciário: 9.662,57 (HOJE): 75,26% do Analista das Agências Reguladoras (12.837,69)

    Analista Judiciário: 11.051,67 (2017): 77,46% do Analista das Agências Reguladoras (14.266,76)

    Analista Judiciário: 13.255,30 (2019): 84,13% do Analista das Agências Reguladoras (15.754,54)

    FINAL
    Analista Judiciário: 14.078,17 (HOJE): 78,06% do Analista das Agências Reguladoras (18.034,47)

    Analista Judiciário: 16.194,10 (2017): 80,87% do Analista das Agências Reguladoras (20.023,49)

    Analista Judiciário: 19.501,52 (2019): 88,11% do Analista das Agências Reguladoras (22.131,56)


    INICIAL
    Técnico Judiciário: 6.225,79 (2015): 88,4% do Técnico das Agências Reguladoras (7.042,52)

    Técnico Judiciário: 7.049,18 (2017): 89,83% do Técnico das Agências Reguladoras (7.847,16)

    Técnico Judiciário: 8.391,36 (2019): 97,08% do Técnico das Agências Reguladoras (8.643,23)

    FINAL
    Técnico Judiciário: 8.916,76 (2015): 90,46% do Técnico das Agências Reguladoras (9.857,07)

    Técnico Judiciário: 10.182,43 (2017): 92,86% do Técnico das Agências Reguladoras (10.964,97)

    Técnico Judiciário: 12.197,57 (2019): 100,8% do Técnico das Agências Reguladoras (12.096,99)


    Nem precisa mencionar que não levei em consideração os penduricalhos do PJU nessa análise comparativa (FC, CJ, AQ, auxílio saúde, FC e CJ incorporadas).

    Penso ser esse um bom exercício para refletirmos sobre a predileção de alguns pelo ZERO.

    É o futuro da nossa carreira que está em jogo!
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    Mensagem por Lula Molusco Qui 15 Out 2015, 11:17 pm

    Foi como expliquei antes. Se compararmos o índice do PL ti-ti-ca com o de outras categorias, ele é melhor. Mas se compararmos com as perdas inflacionárias, ele não reporá. Ainda temos o fato de que precisaremos recompor as perdas de 2016 a 2020.

    Ainda penso que se negociarmos para 2 anos, com término em dezembro de 2017, não ficaríamos no ZERO. Em 2016/2017, com um presidente novo, aí poderíamos negociar. Ellen surpreendeu. Será que o próximo não nos surpreenderá?
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    Mensagem por Lula Molusco Qui 15 Out 2015, 11:21 pm

    Só aceito incorporar VPI e demais ações se houver um PCS decente, que realmente recomponha as perdas inflacionárias. Essa do PL ti-ti-ca, PL leitinho, merrecão II plus, de incorporar , fará com que vários servidores tenham "decréscimo salarial". Piada de mal gosto.

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    Mensagem por Lula Molusco Qui 15 Out 2015, 11:24 pm

    molotov escreveu:Boa noite,

    Esse é o tópico do PL do Leitinho ???

    Sou novo por aqui.
    Mas diz aí pessoal pró esse PL...

    Vcs acreditam mesmo que ainda dá para negociar algo com o governo ???
    Mesmo depois deles mostrarem o quanto nos odeiam ???
    E depois de gastarem tanto com o PMDB.

    Eu não sou "pró esse PL", mas negociar com o atual governo é tarefa quase impossível.
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    Mensagem por Peleador Sex 16 Out 2015, 7:59 am

    Lula Molusco escreveu:A Região Norte já se declarou a lutar por outra alternativa. Agora temos a oposição no RS.

    [Tens de ter uma conta e sessão iniciada para poderes visualizar esta imagem]


    É claro que vão lutar pelo PL Titica, olha a CUT assinando abaixo! Mais governista que isso, impossível. Essa ala governista é a maior responsável pelos nossos 9 anos no deserto.

    CUT=PT=Fim da carreira do judiciário.
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por mauregas Sex 16 Out 2015, 9:13 am

    VictorAlbuquerque escreveu:Galera,

    Perdi cerca de 30 minutos para fazer uma análise comparativa. Comparei, primeiramente, o cargo de ANALISTA JUDICIÁRIO com o de ANALISTA ADMINISTRATIVO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS e, por último, o cargo de TÉCNICO JUDICIÁRIO com o de TÉCNICO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. Para que não houvesse diferenças no que diz respeito ao prazo de implementação, trabalhei com a situação das carreiras em 2015, em dezembro de 2017 e em julho de 2019, levando em consideração o reajuste concedido ao Executivo (10,8%) e o previsto no PL 2648.

    Como não há reajuste programado para o Executivo em 2019, parti do pressuposto de que no biênio 2018/2019, eles conseguirão o mesmo índice de reajuste do biênio 2016/2017, ou seja, 10,8%. Utilizei também os seguintes valores de auxílio alimentação: para o Executivo (R$ 373,00 até 2015 e R$ 459,00 a partir de 2016) e para o Judiciário, utilizei o valor atual (R$ 799,00). Como o PL 2648 prevê a absorção dos 13,23%, esta verba não foi considerada e quanto à VPI de R$ 59,87, esta foi suprimida a partir de 2016, no cálculo.

    Nunca é demais lembrar que os Analistas e Técnicos das Agências Reguladoras recebem sua remuneração através de Gratificação de Desempenho (utilizei a pontuação máxima de 100 pontos) e que, por essa, razão sofrem um decréscimo de 50 pontos na GD na inatividade.

    ANÁLISE COMPARATIVA 1: Analistas Judiciários x Analistas Administrativos das Agências Reguladoras:

    INICIAL
    Analista Judiciário: 9.662,57 (HOJE): 75,26% do Analista das Agências Reguladoras (12.837,69)

    Analista Judiciário: 11.051,67 (2017): 77,46% do Analista das Agências Reguladoras (14.266,76)

    Analista Judiciário: 13.255,30 (2019): 84,13% do Analista das Agências Reguladoras (15.754,54)

    FINAL
    Analista Judiciário: 14.078,17 (HOJE): 78,06% do Analista das Agências Reguladoras (18.034,47)

    Analista Judiciário: 16.194,10 (2017): 80,87% do Analista das Agências Reguladoras (20.023,49)

    Analista Judiciário: 19.501,52 (2019): 88,11% do Analista das Agências Reguladoras (22.131,56)


    INICIAL
    Técnico Judiciário: 6.225,79 (2015): 88,4% do Técnico das Agências Reguladoras (7.042,52)

    Técnico Judiciário: 7.049,18 (2017): 89,83% do Técnico das Agências Reguladoras (7.847,16)

    Técnico Judiciário: 8.391,36 (2019): 97,08% do Técnico das Agências Reguladoras (8.643,23)

    FINAL
    Técnico Judiciário:  8.916,76 (2015): 90,46% do Técnico das Agências Reguladoras (9.857,07)

    Técnico Judiciário: 10.182,43 (2017): 92,86% do Técnico das Agências Reguladoras (10.964,97)

    Técnico Judiciário: 12.197,57 (2019): 100,8% do Técnico das Agências Reguladoras (12.096,99)


    Nem precisa mencionar que não levei em consideração os penduricalhos do PJU nessa análise comparativa (FC, CJ, AQ, auxílio saúde, FC e  CJ incorporadas).

    Penso ser esse um bom exercício para refletirmos sobre a predileção de alguns pelo ZERO.

    É o futuro da nossa carreira que está em jogo!

    Caro colega,

    EVIDENTE QUE PREFIRO O PLC28/PLC41. Quem não prefere, é um up na carreira muito boa.

    Por outro lado, DESCARTO O ZERO. Essa hipótese será o fim para mim, a ponto de cogitar colocar meus filhos em colégio público porque não conseguirei segurar eles em um privado até 2017.

    O que não entendo é a luta incessante pelo ZERO de alguns colegas, caso percebam que o VETO não caia.

    Temos que ser racionais e frios nessas horas.

    Inclusive, utilizar o veto (como fez o PMDB) à nosso favor e tentar emplacar alterações no PL2468/Substitutivo. Como, por exemplo, alterando a remuneração para o modelo subsídio, ou pegando entre 50% a 100% dos aumentos das CJs e CCs e colocando em um pagamento à vista na GAJ/GAMPU para janeiro.

    Nesses casos, será possível ter algo inclusive melhor, conseguindo, quem sabe, equiparar a falida carreira do PJU/MPU com as carreiras das Agencias Reguladoras.
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por Solange4 Sex 16 Out 2015, 9:49 am

    Lewandowski chegou a dizer que se os servidores quiserem que rejeitem o PL 2648 em Assembleia-Geral e peçam para ele retirá-lo de ofício da Câmara dos Deputados. Afirmou que de nada adiantaria a derrubada do Veto 26, pois não há orçamento para implantá-lo. O Sindjus discordou da posição do ministro, esclarecendo que a partir do momento que virar lei o plano precisa ser pago. Reafirmou também que pautará sua atuação pelo compromisso de defender a vontade soberana da categoria que decidiu lutar pela derrubada do Veto 26 para garantir a justa recomposição das perdas inflacionárias.

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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Massa de manobra

    Mensagem por Buda1975 Sex 16 Out 2015, 10:01 am

    As idéias nascem dos interesses e não ao inverso.
    Eu mesmo acreditei que o veto poderia cair; como fui/sou inocente.
    Vale dizer, o CN nunca teve de fato intenção de derrubar o veto, mas de tão somente fazer pressão na Dilmonia (até o PSDB votou como a "gente"), para obter, para variar um pouco, benesses políticas. Agora, por exemplo, os vetos não estão sendo votados por causa do Dunha.
    Daí que a única saída - a outra é ficar com o ZERO (o que é somente aceitável para abastados ou abestados xiitas), é aceitar o PL 2648, o quanto antes, ele é uma SHIT, mas é o que nos resta, pois se o negócio tá ruim - é claro por imensa responsabilidade da BURROCRATA MOR - mas vai ficar bem pior, infelizmente.
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por VictorAlbuquerque Sex 16 Out 2015, 11:42 am


    Mauregas,

    TB acho essa preferência pelo zero como plano B algo insano.

    Veja que, diante dessa análise comparativa, podemos dizer que chegamos a uma equiparação com as Agências Reguladoras, visto que a nossa carreira, mesmo de Analista, onde a distorção é maior, ainda proporciona ganhos maiores através de FC, AQ e, principalmente, por não termos redução na aposentadoria, já que não recebemos GD. Veja que na aposentadoria, eles sofrem uma redução gigantesca, já que a GD cai de 80% ou 100% (na prática 100%) pra 50%. Há algumas decisões que mandam pagar a GD em 80%, mas ainda é muito instável essa situação.

    Perceba que em 2012, por conta do foco único no PL 6613/09, estávamos há 4 anos no zero. Resultado: os Analistas do Judiciário estavam perdendo pra Agente da PF e Analista Tributário da Receita e ficavam muito perto dos Analistas do INSS. Com o reajuste acima da média de 2013/2015, conseguimos ultrapassar essas carreiras.

    E agora a nossa luta mais realista terá que ser a de encostar nas Agências Reguladoras. Não adianta comparar a nossa situação de carreira com o TCU, Câmara e Senado, pois eles juntos não possuem nem 20% da quantidade de servidores que possuímos (130 mil).

    Nossa briga tem que ser com a elite do Executivo.

    Se ficarmos no Zero, nos aproximaremos ainda mais do Carreirão. E aí, quem sabe, pediremos equiparação com os servidores das universidades federais...


    mauregas escreveu:
    VictorAlbuquerque escreveu:Galera,

    Perdi cerca de 30 minutos para fazer uma análise comparativa. Comparei, primeiramente, o cargo de ANALISTA JUDICIÁRIO com o de ANALISTA ADMINISTRATIVO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS e, por último, o cargo de TÉCNICO JUDICIÁRIO com o de TÉCNICO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS. Para que não houvesse diferenças no que diz respeito ao prazo de implementação, trabalhei com a situação das carreiras em 2015, em dezembro de 2017 e em julho de 2019, levando em consideração o reajuste concedido ao Executivo (10,8%) e o previsto no PL 2648.

    Como não há reajuste programado para o Executivo em 2019, parti do pressuposto de que no biênio 2018/2019, eles conseguirão o mesmo índice de reajuste do biênio 2016/2017, ou seja, 10,8%. Utilizei também os seguintes valores de auxílio alimentação: para o Executivo (R$ 373,00 até 2015 e R$ 459,00 a partir de 2016) e para o Judiciário, utilizei o valor atual (R$ 799,00). Como o PL 2648 prevê a absorção dos 13,23%, esta verba não foi considerada e quanto à VPI de R$ 59,87, esta foi suprimida a partir de 2016, no cálculo.

    Nunca é demais lembrar que os Analistas e Técnicos das Agências Reguladoras recebem sua remuneração através de Gratificação de Desempenho (utilizei a pontuação máxima de 100 pontos) e que, por essa, razão sofrem um decréscimo de 50 pontos na GD na inatividade.

    ANÁLISE COMPARATIVA 1: Analistas Judiciários x Analistas Administrativos das Agências Reguladoras:

    INICIAL
    Analista Judiciário: 9.662,57 (HOJE): 75,26% do Analista das Agências Reguladoras (12.837,69)

    Analista Judiciário: 11.051,67 (2017): 77,46% do Analista das Agências Reguladoras (14.266,76)

    Analista Judiciário: 13.255,30 (2019): 84,13% do Analista das Agências Reguladoras (15.754,54)

    FINAL
    Analista Judiciário: 14.078,17 (HOJE): 78,06% do Analista das Agências Reguladoras (18.034,47)

    Analista Judiciário: 16.194,10 (2017): 80,87% do Analista das Agências Reguladoras (20.023,49)

    Analista Judiciário: 19.501,52 (2019): 88,11% do Analista das Agências Reguladoras (22.131,56)


    INICIAL
    Técnico Judiciário: 6.225,79 (2015): 88,4% do Técnico das Agências Reguladoras (7.042,52)

    Técnico Judiciário: 7.049,18 (2017): 89,83% do Técnico das Agências Reguladoras (7.847,16)

    Técnico Judiciário: 8.391,36 (2019): 97,08% do Técnico das Agências Reguladoras (8.643,23)

    FINAL
    Técnico Judiciário:  8.916,76 (2015): 90,46% do Técnico das Agências Reguladoras (9.857,07)

    Técnico Judiciário: 10.182,43 (2017): 92,86% do Técnico das Agências Reguladoras (10.964,97)

    Técnico Judiciário: 12.197,57 (2019): 100,8% do Técnico das Agências Reguladoras (12.096,99)


    Nem precisa mencionar que não levei em consideração os penduricalhos do PJU nessa análise comparativa (FC, CJ, AQ, auxílio saúde, FC e  CJ incorporadas).

    Penso ser esse um bom exercício para refletirmos sobre a predileção de alguns pelo ZERO.

    É o futuro da nossa carreira que está em jogo!

    Caro colega,

    EVIDENTE QUE PREFIRO O PLC28/PLC41. Quem não prefere, é um up na carreira muito boa.

    Por outro lado, DESCARTO O ZERO. Essa hipótese será o fim para mim, a ponto de cogitar colocar meus filhos em colégio público porque não conseguirei segurar eles em um privado até 2017.

    O que não entendo é a luta incessante pelo ZERO de alguns colegas, caso percebam que o VETO não caia.

    Temos que ser racionais e frios nessas horas.

    Inclusive, utilizar o veto (como fez o PMDB) à nosso favor e tentar emplacar alterações no PL2468/Substitutivo. Como, por exemplo, alterando a remuneração para o modelo subsídio, ou pegando entre 50% a 100% dos aumentos das CJs e CCs e colocando em um pagamento à vista na GAJ/GAMPU para janeiro.

     Nesses casos, será possível ter algo inclusive melhor, conseguindo, quem sabe, equiparar a falida carreira do PJU/MPU com as carreiras das Agencias Reguladoras.
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por VadeMekum Sex 16 Out 2015, 1:24 pm

    O problema que eu vejo é que "os bons números" do PLC 28/2015, conjugados com a situação financeira ruim de muitos, deixa a maioria desnorteada, sem analisar direito as coisas.

    O PLC 28/2015 financeiramente é bom, daria um up razoável no contracheque, dá mesmo um desgosto saber que desde julho eu poderia estar mais folgado economicamente falando. Mas por conta da politicagem e tantos outros motivos que estamos calvos de saber, a sua aprovação, ou melhor,a derrubada do ato que o vetou, depende de políticos...nem vou entrar nessa discussão, quem tem 02 ou 01 neurônio pelo menos sabe da furada que é confiar nesse povo, que está nitidamente usando o pleito da categoria para obtenção de benesses, a tal "bucha de canhão" que tanto se fala aqui.

    O outro PL, ou "leitinho", é uma tosba, seja pelo percentual menor, seja pelo prazo de "implementação" por demais extenso, seja por cercear o pleito de reinvindicar reajuste durante o prazo de sua integralização, causa indignação e raiva a nós peões tendo em vista que nossos "primos de terceiro grau" ricos (MM´s) receberão/recebem aumentos bem supereiores, etc etc etc.... mas na atual conjuntura, será que o bom senso recomenda rejeitá-lo mesmo de plano?

    Olha, em 2009, pelo q eu saiba, o povo (sei lá eu se servidores, se sindicatos, se ambos) rejeitaram algumas propostas alternativas que o Exec ou o próprio STF formularam, tal qual subsídio, GD. Disseram que não rolava, que era prejudicial à carreira, que isso, que aquilo, que era melhor ficar sem nada em 2009 (ZERO) pois no ano eleitoral seguinte (2010) a categoria teria força de barganha (?????) para pressionar (????) por algo melhor já que seria ano político, etc etc etc.


    No final das contas, a categoria levou um 171 daqueles no traseiro, o PL 6613 não foi aprovado poxxa nenhuma, as perdas salariais pretéritas não foram repostas e tiveram que engolir ânus adentro, sem vaselina, os 15,8 em 2012.

    Vcs não sentiram um dejavu? Pois agora o discurso não é o mesmo?

    - insistência no PL 28/2015 - ou ele ou ZERO (novamente);
    - argumentação de que o zero é melhor (?) pois 2016 será ano político e poderemos ter algo mais decente (?)

    Aí o que acontece?

    A menos que haja algum fator superveniente, de novo a gente toma um balão em 2016, fica insistindo no manute e ae em 2018 pega os restos que caem da mesa de novo, ou seja, os mesmos percentuais que derem aos colegas SPF´s quando terminar o prazo de vigência do acordo que eles firmaram com o Exec.

    A defasagem, que já está alta, ficará ainda mais abissal.

    Não sou contra lutar pelo PL 28/2015, já disse que gostaria muito de ver aquelas cifras no meu holerite, mas eu tenho cérebro tb...se os proprios SPF´s, que tem muito mais poder de pressão que nós, abriram mão dos 20 e tantos e se contentaram com os 10, pq viram que não adianta dar murro em ponta de faca, pq tb não podemos ser mais coerentes?

    Ainda mais agora que vemos que está praticamente se repetindo o que ocorreu em 2009?

    Se naquele ano (2009), o subsídio ou a GD tivessem sido aceitos, somado com o reajuste de 2012, que seria agora upado pelo "leitinho", tenho certeza que a situação estaria bem mais confortável para nós.

    Só esclareço q não sou MAV, nem simpatizante com qq partido político,até acreditava na derrubada do veto em meados de agosto, agora já tenho uma visão mais racional do que está por vir. Só isso.


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    Mensagem por WFONTANE Sab 17 Out 2015, 4:01 pm

    Desculpem minha ignorância. Parei de acompanhar nossa tragédia pra não infartar. Mas, esse PL do leitinho tá andando?
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    Mensagem por Lula Molusco Dom 18 Out 2015, 9:09 am

    Solange4 escreveu:Lewandowski chegou a dizer que se os servidores quiserem que rejeitem o PL 2648 em Assembleia-Geral e peçam para ele retirá-lo de ofício da Câmara dos Deputados. Afirmou que de nada adiantaria a derrubada do Veto 26, pois não há orçamento para implantá-lo. O Sindjus discordou da posição do ministro, esclarecendo que a partir do momento que virar lei o plano precisa ser pago. Reafirmou também que pautará sua atuação pelo compromisso de defender a vontade soberana da categoria que decidiu lutar pela derrubada do Veto 26 para garantir a justa recomposição das perdas inflacionárias.

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    Tem gente defendendo o pedido de retirada do PL2648 da pauta - SOU CONTRA!

    Também sou contra. É o nosso plano C. Quem é a favor de retirar o PL ti-ti-ca só pode estar apostando no ZERO. Ou é petista ou é tucano.
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    Mensagem por Lula Molusco Dom 18 Out 2015, 9:12 am

    Buda1975 escreveu:As idéias nascem dos interesses e não ao inverso.
    Eu mesmo acreditei que o veto poderia cair; como fui/sou inocente.
    Vale dizer, o CN nunca teve de fato intenção de derrubar o veto, mas de tão somente fazer pressão na Dilmonia (até o PSDB votou como a "gente"), para obter, para variar um pouco, benesses políticas. Agora, por exemplo, os vetos não estão sendo votados por causa do Dunha.
    Daí que a única saída - a outra é ficar com o ZERO (o que é somente aceitável para abastados ou abestados xiitas), é aceitar o PL 2648, o quanto antes, ele é uma SHIT, mas é o que nos resta, pois se o negócio tá ruim - é claro por imensa responsabilidade da BURROCRATA MOR - mas vai ficar bem pior, infelizmente.

    Abestados xiitas defendem o ZERO? lol! lol! lol!
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    Mensagem por Inquietude Dom 18 Out 2015, 9:32 am

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    Mensagem por Inquietude Dom 18 Out 2015, 9:37 am

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    Mensagem por Inquietude Dom 18 Out 2015, 9:47 am

    ABRE, só vim trazer leitinho

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    Mensagem por Convidado Dom 18 Out 2015, 10:17 am

    Peleador escreveu:
    Lula Molusco escreveu:A Região Norte já se declarou a lutar por outra alternativa. Agora temos a oposição no RS.

    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 15o6k1z


    É claro que vão lutar pelo PL Titica, olha a CUT assinando abaixo! Mais governista que isso, impossível. Essa ala governista é a maior responsável pelos nossos 9 anos no deserto.

    CUT=PT=Fim da carreira do judiciário.

    Corretíssimo, Peleador.
    Sou do RS, já fui por anos delegado sindical (nunca fui filiado a partido político algum, odeio esse tipo de mistura com carreira).
    Quando percebi que esse grupo visava manobrar a categoria com tentativas de lavagem cerebral a favor do governo larguei fora.
    Assino embaixo: esse grupo que assina a oposição ao atual Sintrajufe foi o mesmo que se macomunou com o governo e causou o maior estrago na categoria e no Sintrajufe, pois quando suas manobras pró-governo não puderam mais ser escondidas, houve recorde de desfiliações do sindicato.
    Hoje, a atual diretoria do Sintrajufe retomou a luta PELOS SERVIDORES e está trazendo associados de volta ao sindicato.
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    Mensagem por Morena Dom 18 Out 2015, 11:05 pm

    DJANGO escreveu:
    Peleador escreveu:
    Lula Molusco escreveu:A Região Norte já se declarou a lutar por outra alternativa. Agora temos a oposição no RS.

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    É claro que vão lutar pelo PL Titica, olha a CUT assinando abaixo! Mais governista que isso, impossível. Essa ala governista é a maior responsável pelos nossos 9 anos no deserto.

    CUT=PT=Fim da carreira do judiciário.

    Corretíssimo, Peleador.
    Sou do RS, já fui por anos delegado sindical (nunca fui filiado a partido político algum, odeio esse tipo de mistura com carreira).
    Quando percebi que esse grupo visava manobrar a categoria com tentativas de lavagem cerebral a favor do governo larguei fora.
    Assino embaixo: esse grupo que assina a oposição ao atual Sintrajufe foi o mesmo que se macomunou com o governo e causou o maior estrago na categoria e no Sintrajufe, pois quando suas manobras pró-governo não puderam mais ser escondidas, houve recorde de desfiliações do sindicato.
    Hoje, a atual diretoria do Sintrajufe retomou a luta PELOS SERVIDORES e está trazendo associados de volta ao sindicato.

    vamos torcer para os próximos a se livrarem dessa turma sejam os nossos colegas de Pernambuco.
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por servidor.tre Seg 19 Out 2015, 11:59 am

    19/10/2015

    Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público ( CTASP )

    - Designado Relator, Dep. Aureo (SD-RJ)
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    2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA! - Página 4 Empty Re: 2648/2015 - OS NÚMEROS DA VERGONHA!

    Mensagem por Lula Molusco Seg 19 Out 2015, 5:49 pm

    Sem adentrar no mérito da questão colocada pelos articulistas, existe um equívoco e alguns poréns.

    "Para isso, consideram que nos últimos nove anos a inflação acumulada gira em torno de 73 % (ICV do DIEESE) e que tivemos somente 15,8 % de reajuste nesse período (Lei nº 12.774/2012). Por isso, essa diferença (57%) não seria atingida pelos 41% propostos pelo PL 2648/2015, considerando, ainda, que o percentual final do reajuste seria na verdade de cerca de 38 %, já que há a previsão da absorção dos 13,23 %."

    1) O PL ti-ti-ca não é 41%. Varia de 36,3% a 40,4%, pois a VPI de 2003 será incorporada. E se considerar a incorporação das ações de 14,23% (13,23%) aí diminui mais um pouco, variando de 31,2% a 34,4%.

    [Tens de ter uma conta e sessão iniciada para poderes visualizar este link]

    2) Há um erro crasso. Se a inflação do período 2006-2015 será de 73% (acho que seria um pouco menos, mas deixa de lado essa questão), e a reposição foi de 15,8%, faltaria 49,4% e não 57%.

    3) É fato que o PCS 2012 incidiu numa rubrica e permitiu recomposição de 26,67%, considerando VB+GAJ. E se considerarmos o reenquadramento, teremos uma reposição de 39,9% para alguns casos. Mas o número correto a ser trabalhado é 15,8% pois as "outras rubricas ficaram congeladas".

    4) A inflação teria que ser contada a partir do mês de implementação do PCS 2006, junho, e não janeiro de 2006.

    5) Com muita boa vontade, mas muita boa vontade mesmo, se eu considerar a recomposição do PCS 2012 em 26,67%, aí faltaria recompor 36,58%.

    Não há dúvidas de que se retirar a questão da VPI e das ações de 14,23% (13,23%), teríamos uma "reposição" de 41,47% considerando VB+GAJ. Nesta premissa, os 26,67% do PCS 2012, com os 41,47% do PL ti-ti-ca chegaríamos a uma recomposição de 79,2%. Mas a conclusão é com muita boa vontade, pois as outras "rubricas foram congeladas".

    Agora, se considerarmos o impacto na folha do PJU, 15,8% (PCS 2012) e 23% (PL ti-ti-ca), teríamos a recomposição da folha em 42,4%, restando para 73%, 21,5%.

    Judiciário escreveu:
    PORQUE DEVEMOS BUSCAR A APROVAÇÃO DO PL Nº 2648/2015

    Por Relton Pereira dos Reis e Renata da Mota Fernandes, servidores do TRE-GO

    A campanha salarial dos servidores do Poder Judiciário da União chegou num momento de definição, mas definição de nossa parte, servidores, já que estamos pressionados pelo tempo e o cenário atual da luta, que não é animador.

    Façamos uma análise racional da situação para poder adotar uma postura que garanta algum ganho, já que a possibilidade do zero em 2016 é mais real a cada dia.

    Vivemos a euforia da aprovação do PLC 28/2015 no Senado em 30/06/2015, passamos pela revolta com o veto total da Presidente ao mesmo projeto e, lamentavelmente, agora travamos uma luta extremamente desgastante no Congresso Nacional para derrubar o mencionado veto.

    A greve perdeu força; os servidores não aguentam mais se deslocar para Brasília na esperança de que o veto seja apreciado e ter de voltar para casa sem nenhum resultado; o Governo molda a situação no Congresso de modo que esta fique cada dia mais favorável aos seus interesses, com liberação de emendas parlamentares, oferecimento de cargos e ministérios...

    Foi bonita a nossa mobilização pela aprovação do PLC 28/2015 e depois pela derrubada do veto, mas, convenhamos, não está sendo suficiente e continuará não sendo.

    Colegas, é uma luta desigual, pois nós não temos nenhuma vantagem à altura dos interesses dos parlamentares para oferecer em troca do apoio à nossa causa.

    Aliás, o que nunca tivemos por parte dos parlamentares foi o apoio real a nossa causa. Fotos e manifestações de apoio são postadas nas redes sociais, mas no momento das votações, não cumprem a palavra empenhada.

    Já ficou claro que estamos sendo usados para toda forma de barganha, servindo de moeda de troca para atender a interesses que não são os nossos.

    Definitivamente, é hora de buscar uma alternativa para a nossa recomposição salarial, pois de outra forma ficaremos sem nada, acumulando perdas que se tornarão irrecuperáveis.

    Muitos dizem que não temos opção e que o caminho é a derrubada do veto ou ficar sem nada.

    Mas existe sim outra opção, que é o PL 2648/2015, enviado pelo Supremo Tribunal Federal.

    Não se trata aqui de defender esse plano alternativo como se fosse bom. Não é o plano dos sonhos. Não!

    O PL 2648/2015 tem parcelamento muito longo, um percentual menor que o do PLC 28/2015 e absorve vantagens já conquistadas por alguns servidores (ação dos 13,23%) etc. Mas, diante do cenário político-econômico atual, essa alternativa passou a ser a única chance de termos algo a partir do ano que vem e não ficarmos amargando mais e mais anos no zero.

    Além disso, o que geralmente é comentado entre os servidores é que o PL 2648/2015 não repõe nem as perdas já acumuladas de 2006 até hoje.

    Para isso, consideram que nos últimos nove anos a inflação acumulada gira em torno de 73 % (ICV do DIEESE) e que tivemos somente 15,8 % de reajuste nesse período (Lei nº 12.774/2012). Por isso, essa diferença (57%) não seria atingida pelos 41% propostos pelo PL 2648/2015, considerando, ainda, que o percentual final do reajuste seria na verdade de cerca de 38 %, já que há a previsão da absorção dos 13,23 %.

    Todavia, analisando detidamente as informações da nossa tabela de remuneração dos últimos anos, chega-se a uma conclusão diferente. Para começar, o reajuste de 15,8% concedido em 2012 foi sobre a folha de pagamento e não sobre a remuneração. O referido percentual sobre a folha se traduziu em um reajuste de 26,67 % sobre a remuneração, considerando, frise-se, somente VB+GAJ.

    Ademais, muitos se esquecem do reenquadramento, que foi um reajuste concedido por via administrativa, em razão de equívoco na redação da mesma Lei nº 12.774/2012, que fez com que o A1 passasse a ganhar a remuneração de A3, e assim por diante, sendo que somente o C15 não foi beneficiado e o C14 subiu apenas um nível.

    Assim, o reajuste total, iniciado em janeiro de 2012 e integralizado em janeiro de 2015, foi na verdade de 34,38 % ou 37,90 % para quem se enquadrava do A1 ao C13 (em 2012), de 30,47 % para quem se enquadrava no C14 (em 2012) e de 26,67 % para quem se enquadrava no C15 (em 2012). Repito, considerando somente VB+GAJ.

    A maioria, portanto, ficou com um percentual acima dos 34 %.

    Para se chegar a esses números, basta comparar a tabela de 2012 com a atual. Vejam ao final do texto.

    A partir dos números das tabelas, conclui-se que, mesmo a recomposição do PL 2648/2015 não sendo tão vantajosa quanto a do PLC 28/2015 (56 % em média), o percentual de 38% somado ao que já tivemos de reajuste entre 2012 e 2015, recupera sim – ou chega bem próximo disso – a corrosão dos 73 % inflação acumulada nos últimos 9 anos para a maioria dos servidores, pois o percentual total seria entre 64% e 65% para o antigo C15, entre 68 % e 69% para o antigo C14, e de 72,38 % ou 75,9 % para os servidores que se encontravam do A1 ao C13 no ano de 2012.

    Mas e as perdas futuras, considerando um plano que será integralizado somente em 2019?

    Aí já é outra história. Infelizmente, por não termos data base, ficamos sempre correndo atrás de algo já perdido e dessa vez não tem como ser diferente.

    O fato é que se não nos dispusermos a lutar pela aprovação do PL alternativo, corremos o risco real de ficarmos sem nada. Nesse caso, em 2019, em vez de brigarmos por 3 ou 4 anos de recomposição, lamentaremos 12, 13 anos sem recomposição total das nossas remunerações. E, nesse caso, pediremos quanto de reajuste? Seriam 70 %, 80 %, 90 %? Se para 56 % já estamos lutando há 6 anos (vide PL 6613/2009) …

    E não se sustenta o argumento de que não é necessário lutar por este PL alternativo porque já foi acordado entre STF e Executivo ou porque sua previsão orçamentária já foi enviada ao Congresso Nacional e que é certa a sua aprovação.

    Esse cenário ocorreu antes da apresentação do primeiro orçamento deficitário da história e do ajuste fiscal consequente. Além disso, o orçamento pode ser alterado pelo Congresso e o próprio Presidente do STF pode requerer o arquivamento do PL, lembrando que ele sequer conta com pedido de tramitação em regime de urgência, em razão da atitude insana de vários servidores, muitos agindo por conta própria, mas dizendo estar em nome da categoria, que articularam a retirada de assinaturas do requerimento apresentado pelo Líder do Governo na Câmara, que acabou por ser indeferido.

    Em suma, diante de tudo que foi explanado, propõe-se a concentração dos esforços de servidores, sindicatos e Federação, no sentido de trabalhar junto ao Congresso Nacional para tentar, primeiramente mudar essa impressão de que não queremos o PL 2648/2015, e, consequentemente, buscar assegurar a sua previsão orçamentária e aprovação ainda este ano, bem como, a partir do ano que vem, intensificarmos a luta pela data base, que solucionará de vez nossa situação remuneratória."

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    Mensagem por VictorAlbuquerque Ter 20 Out 2015, 1:19 am


    Lula Molusco,

    Discordo totalmente da tua visão!

    Sua tese é calcada nas excepcionalidades que ocorrem no PJU, cuja carreira, ressalto, é a mais heterogênea do serviço público federal, já que, enquanto um técnico pode ganhar 5.365,00 brutos, o outro pode ganhar 26.000,00 (conheço uma técnica com essa remuneração).

    Veja a seguinte situação de um Analista em dezembro de 2012:

    VB: 6957,00
    GAJ: 50%
    Anuênios: 10% (695,70)
    AQ: 10% (695,70)
    AQ Capacitação: 1% (69,57)
    CJ3 incorporada: 6.729,00
    CJ 3 Ativa: 6.729,00

    Total: 25.354,47 (excluindo auxílios alimentação e saúde)

    Esse mesmo Analista em jan/15 (última parcela do reajuste que previa 15,8% sobre a folha):

    VB: 6957,00
    GAJ: 90%
    Anuênios: 10% (695,70)
    AQ: 10% (695,70)
    AQ Capacitação: 1% (69,57)
    CJ3 incorporada: 6.729,00
    CJ 3 Ativa: 6.729,00

    Total (2015): 28,137,27

    Reajuste entre 2013/2015: 10,97%

    Veja que enquanto um servidor em início de carreira teve 34% de reposição, esse servidor do exemplo dado teve menos de 11%.

    A prevalecer seu entendimento, podemos dizer que os 56% de reajuste previstos no PLC 28/15 não representarão na prática esse índice, já que existirão parcelas que ficarão congeladas e não serão impactadas pelo reajuste.

    Logo, a forma mais justa é trabalhar com a junção VB+Gaj, pois essas parcelas são comuns a todos os servidores.

    Por isso, o reajuste de 15,8% sobre a folha concedido no período 2013/2015 representou um reajuste entre 26,67% e 34%, dependendo do padrão em que se encontrava o servidor.

    Lula Molusco escreveu:Sem adentrar no mérito da questão colocada pelos articulistas, existe um equívoco e alguns poréns.

    "Para isso, consideram que nos últimos nove anos a inflação acumulada gira em torno de 73 % (ICV do DIEESE) e que tivemos somente 15,8 % de reajuste nesse período (Lei nº 12.774/2012). Por isso, essa diferença (57%) não seria atingida pelos 41% propostos pelo PL 2648/2015, considerando, ainda, que o percentual final do reajuste seria na verdade de cerca de 38 %, já que há a previsão da absorção dos 13,23 %."

    1) O PL ti-ti-ca não é 41%. Varia de 36,3% a 40,4%, pois a VPI de 2003 será incorporada. E se considerar a incorporação das ações de 14,23% (13,23%) aí diminui mais um pouco, variando de 31,2% a 34,4%.

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    2) Há um erro crasso. Se a inflação do período 2006-2015 será de 73% (acho que seria um pouco menos, mas deixa de lado essa questão), e a reposição foi de 15,8%, faltaria 49,4% e não 57%.

    3) É fato que o PCS 2012 incidiu numa rubrica e permitiu recomposição de 26,67%, considerando VB+GAJ. E se considerarmos o reenquadramento, teremos uma reposição de 39,9% para alguns casos. Mas o número correto a ser trabalhado é 15,8% pois as "outras rubricas ficaram congeladas".

    4) A inflação teria que ser contada a partir do mês de implementação do PCS 2006, junho, e não janeiro de 2006.

    5) Com muita boa vontade, mas muita boa vontade mesmo, se eu considerar a recomposição do PCS 2012 em 26,67%, aí faltaria recompor 36,58%.

    Não há dúvidas de que se retirar a questão da VPI e das ações de 14,23% (13,23%), teríamos uma "reposição" de 41,47% considerando VB+GAJ. Nesta premissa, os 26,67% do PCS 2012, com os 41,47% do PL ti-ti-ca chegaríamos a uma recomposição de 79,2%. Mas a conclusão é com muita boa vontade, pois as outras "rubricas foram congeladas".

    Agora, se considerarmos o impacto na folha do PJU, 15,8% (PCS 2012) e 23% (PL ti-ti-ca), teríamos a recomposição da folha em 42,4%, restando para 73%, 21,5%.

    Judiciário escreveu:
    PORQUE DEVEMOS BUSCAR A APROVAÇÃO DO PL Nº 2648/2015

    Por Relton Pereira dos Reis e Renata da Mota Fernandes, servidores do TRE-GO

    A campanha salarial dos servidores do Poder Judiciário da União chegou num momento de definição, mas definição de nossa parte, servidores, já que estamos pressionados pelo tempo e o cenário atual da luta, que não é animador.

    Façamos uma análise racional da situação para poder adotar uma postura que garanta algum ganho, já que a possibilidade do zero em 2016 é mais real a cada dia.

    Vivemos a euforia da aprovação do PLC 28/2015 no Senado em 30/06/2015, passamos pela revolta com o veto total da Presidente ao mesmo projeto e, lamentavelmente, agora travamos uma luta extremamente desgastante no Congresso Nacional para derrubar o mencionado veto.

    A greve perdeu força; os servidores não aguentam mais se deslocar para Brasília na esperança de que o veto seja apreciado e ter de voltar para casa sem nenhum resultado; o Governo molda a situação no Congresso de modo que esta fique cada dia mais favorável aos seus interesses, com liberação de emendas parlamentares, oferecimento de cargos e ministérios...

    Foi bonita a nossa mobilização pela aprovação do PLC 28/2015 e depois pela derrubada do veto, mas, convenhamos, não está sendo suficiente e continuará não sendo.

    Colegas, é uma luta desigual, pois nós não temos nenhuma vantagem à altura dos interesses dos parlamentares para oferecer em troca do apoio à nossa causa.

    Aliás, o que nunca tivemos por parte dos parlamentares foi o apoio real a nossa causa. Fotos e manifestações de apoio são postadas nas redes sociais, mas no momento das votações, não cumprem a palavra empenhada.

    Já ficou claro que estamos sendo usados para toda forma de barganha, servindo de moeda de troca para atender a interesses que não são os nossos.

    Definitivamente, é hora de buscar uma alternativa para a nossa recomposição salarial, pois de outra forma ficaremos sem nada, acumulando perdas que se tornarão irrecuperáveis.

    Muitos dizem que não temos opção e que o caminho é a derrubada do veto ou ficar sem nada.

    Mas existe sim outra opção, que é o PL 2648/2015, enviado pelo Supremo Tribunal Federal.

    Não se trata aqui de defender esse plano alternativo como se fosse bom. Não é o plano dos sonhos. Não!

    O PL 2648/2015 tem parcelamento muito longo, um percentual menor que o do PLC 28/2015 e absorve vantagens já conquistadas por alguns servidores (ação dos 13,23%) etc. Mas, diante do cenário político-econômico atual, essa alternativa passou a ser a única chance de termos algo a partir do ano que vem e não ficarmos amargando mais e mais anos no zero.

    Além disso, o que geralmente é comentado entre os servidores é que o PL 2648/2015 não repõe nem as perdas já acumuladas de 2006 até hoje.

    Para isso, consideram que nos últimos nove anos a inflação acumulada gira em torno de 73 % (ICV do DIEESE) e que tivemos somente 15,8 % de reajuste nesse período (Lei nº 12.774/2012). Por isso, essa diferença (57%) não seria atingida pelos 41% propostos pelo PL 2648/2015, considerando, ainda, que o percentual final do reajuste seria na verdade de cerca de 38 %, já que há a previsão da absorção dos 13,23 %.

    Todavia, analisando detidamente as informações da nossa tabela de remuneração dos últimos anos, chega-se a uma conclusão diferente. Para começar, o reajuste de 15,8% concedido em 2012 foi sobre a folha de pagamento e não sobre a remuneração. O referido percentual sobre a folha se traduziu em um reajuste de 26,67 % sobre a remuneração, considerando, frise-se, somente VB+GAJ.

    Ademais, muitos se esquecem do reenquadramento, que foi um reajuste concedido por via administrativa, em razão de equívoco na redação da mesma Lei nº 12.774/2012, que fez com que o A1 passasse a ganhar a remuneração de A3, e assim por diante, sendo que somente o C15 não foi beneficiado e o C14 subiu apenas um nível.

    Assim, o reajuste total, iniciado em janeiro de 2012 e integralizado em janeiro de 2015, foi na verdade de 34,38 % ou 37,90 % para quem se enquadrava do A1 ao C13 (em 2012), de 30,47 % para quem se enquadrava no C14 (em 2012) e de 26,67 % para quem se enquadrava no C15 (em 2012). Repito, considerando somente VB+GAJ.

    A maioria, portanto, ficou com um percentual acima dos 34 %.

    Para se chegar a esses números, basta comparar a tabela de 2012 com a atual. Vejam ao final do texto.

    A partir dos números das tabelas, conclui-se que, mesmo a recomposição do PL 2648/2015 não sendo tão vantajosa quanto a do PLC 28/2015 (56 % em média), o percentual de 38% somado ao que já tivemos de reajuste entre 2012 e 2015, recupera sim – ou chega bem próximo disso – a corrosão dos 73 % inflação acumulada nos últimos 9 anos para a maioria dos servidores, pois o percentual total seria entre 64% e 65% para o antigo C15, entre 68 % e 69% para o antigo C14, e de 72,38 % ou 75,9 % para os servidores que se encontravam do A1 ao C13 no ano de 2012.

    Mas e as perdas futuras, considerando um plano que será integralizado somente em 2019?

    Aí já é outra história. Infelizmente, por não termos data base, ficamos sempre correndo atrás de algo já perdido e dessa vez não tem como ser diferente.

    O fato é que se não nos dispusermos a lutar pela aprovação do PL alternativo, corremos o risco real de ficarmos sem nada. Nesse caso, em 2019, em vez de brigarmos por 3 ou 4 anos de recomposição, lamentaremos 12, 13 anos sem recomposição total das nossas remunerações. E, nesse caso, pediremos quanto de reajuste? Seriam 70 %, 80 %, 90 %? Se para 56 % já estamos lutando há 6 anos (vide PL 6613/2009) …

    E não se sustenta o argumento de que não é necessário lutar por este PL alternativo porque já foi acordado entre STF e Executivo ou porque sua previsão orçamentária já foi enviada ao Congresso Nacional e que é certa a sua aprovação.

    Esse cenário ocorreu antes da apresentação do primeiro orçamento deficitário da história e do ajuste fiscal consequente. Além disso, o orçamento pode ser alterado pelo Congresso e o próprio Presidente do STF pode requerer o arquivamento do PL, lembrando que ele sequer conta com pedido de tramitação em regime de urgência, em razão da atitude insana de vários servidores, muitos agindo por conta própria, mas dizendo estar em nome da categoria, que articularam a retirada de assinaturas do requerimento apresentado pelo Líder do Governo na Câmara, que acabou por ser indeferido.

    Em suma, diante de tudo que foi explanado, propõe-se a concentração dos esforços de servidores, sindicatos e Federação, no sentido de trabalhar junto ao Congresso Nacional para tentar, primeiramente mudar essa impressão de que não queremos o PL 2648/2015, e, consequentemente, buscar assegurar a sua previsão orçamentária e aprovação ainda este ano, bem como, a partir do ano que vem, intensificarmos a luta pela data base, que solucionará de vez nossa situação remuneratória."

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