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    Mensagem por cicero_pb Ter 03 Nov 2015, 5:55 pm

    Ah, o excel não é solução pronta.

    Só que se gasta menos neuronios para fazer melhor, mais rápido e com maior confiabilidade.
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    Mensagem por josebarbos Ter 03 Nov 2015, 7:18 pm

    cicero_pb escreveu:Ah, o excel não é solução pronta.

    Só que se gasta menos neuronios para fazer melhor, mais rápido e com maior confiabilidade.

    Se algum dia escrever um livro de informática, em algum lugar, na orelha, dedicatória ou parte com algum destaque, estará meu primeiro mandamento:

    TODA PLANILHA É UM BANCO DE DADOS MAL FEITO.
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    Mensagem por cicero_pb Ter 03 Nov 2015, 7:48 pm

    Ah, mas isso eu já sabia!!

    Mas soluções pontuais são necessárias.

    às vezes só precisamos de uma calculadora.

    Já falei que sou capitalista? Lei do menor esforço? (às vezes burro, reconheço).

    Posso acessar várias rádios online. Algumas até com certa qualidade.

    Enche o saco.

    Melhor pagar 60 dolares e ter acesso a uma fm de qualidade, sem dor de cabeça.

    Depois que fiz isso, gastei bem menos tempo com problemas para ouvir uma boa música.

    O custo-benefício é extremamente satisfatório. Não me vejo mais ouvindo o que se toca por aí. E lá se vão cinco anos...

    Assim são alguns softwares livres.

    Não quero mais aprender o be-a-bá de uma nova planilha.

    Migrar trocentos códigos que funcionam perfeitamente para bater no peito e dizer: "economizei 200 dilmas..."

    Ou fazer uma de governo brasileiro que proibia taxativamente (via impostos) o DOS/Windows porque a Unicamp iria desenvolver um sistema brasileiro e nao dependeríamos dos ianques opressores...

    Quanta babaquice!!!

    Quantos bilhoes deixamos de ganhar desenvolvendo aplicativos no sistema do opressor....

    Ainda bem que chegou o Collor....



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    Mensagem por corujito Ter 03 Nov 2015, 9:45 pm

    Fui empregado do Serpro durante o auge da seita do software livre.

    Não compensa, muito por conta do software livre, para sistema operacional de usuários e suíte de aplicativos de escritório. Ponto.
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    Mensagem por josebarbos Ter 03 Nov 2015, 10:03 pm

    corujito escreveu:Fui empregado do Serpro durante o auge da seita do software livre.

    Não compensa, muito por conta do software livre, para sistema operacional de usuários e suíte de aplicativos de escritório. Ponto.

    Acho engraçado falar em "seita", sendo que o mundo depende de software livre, e não de sistemas proprietários. Soft e até hardware "livre" são a base de toda a internet.
    Seu roteador, que custou cento e poucos reais, talvez menos, tem software livre. Os servidores rodam software livre. A camada TCP/IP do windows roda sobre software livre. O melhor sistema operacional para usuários, MAC OS X, é baseado em software livre.

    O mais engraçado é que sistemas Unix ou Unix-like estão para o usuário como o francês para um latino: como ninguém nunca viu, não é influenciado pela ideologia norte-americana, não sabe o que é muito mais fácil e intuitivo de se usar.
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    Mensagem por corujito Ter 03 Nov 2015, 10:05 pm

    É disso wue estou falando.
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    Mensagem por corujito Ter 03 Nov 2015, 10:19 pm

    admito, não fui específico.

    a seita do software livre a que me referia era no governo federal no início do governo Lula.

    na área técnica conseguíamos manter a fé na seita. Um remendo aqui, outro ali No fim das contas tudo dava certo. Ajudou muito que as migrações não foram tecnicamente difíceis. Migrar Notes e Arserve para qualquer outra coisa não é lá grande coisa. E outros serviços não foram afetados porque sempre houve MF, unix aix/linux/hp, windows etc

    Agora, o povo que mexeu com estação de trabalho... mas que belíssima ----- e gasto astronômico de dinheiro. Sorte do Serpro é que tinha o cargo de técnico de redes. Salário de 900 reais fazendo filas e filas de jovens garotos idealistas que davam a alma nesse trabalho.
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    Mensagem por opracilop Qua 04 Nov 2015, 12:26 am

    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Fui empregado do Serpro durante o auge da seita do software livre.

    Não compensa, muito por conta do software livre, para sistema operacional de usuários e suíte de aplicativos de escritório. Ponto.

    Acho engraçado falar em "seita", sendo que o mundo depende de software livre, e não de sistemas proprietários. Soft e até hardware "livre" são a base de toda a internet.
    Seu roteador, que custou cento e poucos reais, talvez menos, tem software livre. Os servidores rodam software livre. A camada TCP/IP do windows roda sobre software livre. O melhor sistema operacional para usuários, MAC OS X, é baseado em software livre.

    O mais engraçado é que sistemas Unix ou Unix-like estão para o usuário como o francês para um latino: como ninguém nunca viu, não é influenciado pela ideologia norte-americana, não sabe o que é muito mais fácil e intuitivo de se usar.

    OS X melhor sistema para usuários? uHASUhaushaushushSUHashAUSHushUSHUHSUHSUHSUAUSHUausu. DirectX manda lembranças e nem precisa ser o 12.
    [É necessário estar registrado e conectado para poderes ver esta hiperligação]
    Dentre outros.

    Eu pensei em fazer um post enorme replicando o seu, mas essa sua afirmação é tão néscia que não vale nem a pena.
    Mas vou resumir o que eu iria dizer. Só dois tipos de pessoas compram/gostam de produtos Apple e afins:
    - ricos (5%);
    - classe média falida-iletrada-alienada-endividada que vive de aparências (95%).





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    Mensagem por josebarbos Qua 04 Nov 2015, 6:55 am

    corujito escreveu:admito, não fui específico.

    a seita do software livre a que me referia era no governo federal no início do governo Lula.

    na área técnica conseguíamos manter a fé na seita. Um remendo aqui, outro ali No fim das contas tudo dava certo. Ajudou muito que as migrações não foram tecnicamente difíceis. Migrar Notes e Arserve para qualquer outra coisa não é lá grande coisa. E outros serviços não foram afetados porque sempre houve MF, unix aix/linux/hp, windows etc

    Agora, o povo que mexeu com estação de trabalho... mas que belíssima ----- e gasto astronômico de dinheiro. Sorte do Serpro é que tinha o cargo de técnico de redes. Salário de 900 reais fazendo filas e filas de jovens garotos idealistas que davam a alma nesse trabalho.

    Aí sim, tudo bem, estamos falando das migrações não planejadas que eram apenas uma forma de se gastar dinheiro em nome de uma ideologia, sem metas ou qualquer coisa que o valha, que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm.

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    Mensagem por josebarbos Qua 04 Nov 2015, 6:58 am

    opracilop escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:Fui empregado do Serpro durante o auge da seita do software livre.

    Não compensa, muito por conta do software livre, para sistema operacional de usuários e suíte de aplicativos de escritório. Ponto.

    Acho engraçado falar em "seita", sendo que o mundo depende de software livre, e não de sistemas proprietários. Soft e até hardware "livre" são a base de toda a internet.
    Seu roteador, que custou cento e poucos reais, talvez menos, tem software livre. Os servidores rodam software livre. A camada TCP/IP do windows roda sobre software livre. O melhor sistema operacional para usuários, MAC OS X, é baseado em software livre.

    O mais engraçado é que sistemas Unix ou Unix-like estão para o usuário como o francês para um latino: como ninguém nunca viu, não é influenciado pela ideologia norte-americana, não sabe o que é muito mais fácil e intuitivo de se usar.

    OS X melhor sistema para usuários? uHASUhaushaushushSUHashAUSHushUSHUHSUHSUHSUAUSHUausu. DirectX manda lembranças e nem precisa ser o 12.
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    Dentre outros.

    Eu pensei em fazer um post enorme replicando o seu, mas essa sua afirmação é tão néscia que não vale nem a pena.
    Mas vou resumir o que eu iria dizer. Só dois tipos de pessoas compram/gostam de produtos Apple e afins:
    - ricos (5%);
    - classe média falida-iletrada-alienada-endividada que vive de aparências (95%).







    Directx?

    [É necessário estar registrado e conectado para poderes ver esta hiperligação]

    OpenGL mandou lembranças no Linux, em que o MUNDO sabe que não há drivers maximizados, na primeira vez que Left 4 Dead foi portado.

    Sim, para um usuário leigo o Mac OS X é o melhor sistema operacional, nem preciso discutir.

    Agora, qualquer pessoa em sã consciência que souber o que o Windows 10 faz com sua privacidade (keylogger embutido), não instala. Os artigos estão aí para quem quiser ler.
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    Mensagem por cicero_pb Qua 04 Nov 2015, 9:19 am

    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:admito, não fui específico.

    a seita do software livre a que me referia era no governo federal no início do governo Lula.

    na área técnica conseguíamos manter a fé na seita. Um remendo aqui, outro ali No fim das contas tudo dava certo. Ajudou muito que as migrações não foram tecnicamente difíceis. Migrar Notes e Arserve para qualquer outra coisa não é lá grande coisa. E outros serviços não foram afetados porque sempre houve MF, unix aix/linux/hp, windows etc

    Agora, o povo que mexeu com estação de trabalho... mas que belíssima ----- e gasto astronômico de dinheiro. Sorte do Serpro é que tinha o cargo de técnico de redes. Salário de 900 reais fazendo filas e filas de jovens garotos idealistas que davam a alma nesse trabalho.

    Aí sim, tudo bem, estamos falando das migrações não planejadas que eram apenas uma forma de se gastar dinheiro em nome de uma ideologia, sem metas ou qualquer coisa que o valha, que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm.


    Sou um tanto quanto burro, mas me identifiquei em "que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm".

    O que sei é um trabalho que demorava uns 20 dias, consegui reduzir para dois dias.

    Com muito esforço (quando entrei no tribunal as máquinas de datilografia eram manuais e ninguém sabia o que era ou para que servia computador), comprei com pc, aprendi sozinho lotus123/excel e gastei seis meses para conseguir melecar uns dados.

    Tudo bem, faria isso hoje em uma semana com uma qualidade muito superior e o trabalho seria reduzido para 1 hora.

    Mas não é minha área. Só que o trabalho tinha que sair.

    O que vejo são pessoas discutido mundos ideais, onde a administração quer gastar o mínimo para ter o melhor resultado de forma mais eficiente.

    A realidade é mais cruel.

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Acreditem.

    E não adianta criticar. Eles entraram numa época em que isso não era necessário (na verdade nem existia).

    Mas não é somente isso:

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Dos novatos. Acreditem.

    Vejam a decisão superior de colocar como meta NÚMERO DE PROCESSOS!!!

    Resolver 1500 processos era uma coisa que demandava, anos atrás, X de pessoal e Y de grana. Hoje já é diferente.

    Mas continuam utilizando o número de processos para avaliar metas, necessidades de servidores/magistrados, etc...

    O negócio sempre é mais complicado.

    E não adianta falar em sistemas perfeitos. Eles não existem.
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    Mensagem por corujito Qua 04 Nov 2015, 9:30 am

    não vi sentido algum nessa história de ferramentas inadequadas.

    não.

    quando a seita do software livre tomou conta, o usuário fazia seu trabalho com SO e pacote office. Aí a religião falou mais alto e impôs OpenOffice e tornou regra o uso de seus formatos, então INCOMPATÍVEIS com os formatos do MSOffice.

    Resultado: mesmo com as licenças já adquiridas, migrou-se (isso em praticamente todo o governo federal). O usuário que dependesse de algum recurso exclusivo (VB, integrações) precisava solicitar ao Serpro uma análise técnica para justificar não usar o diabo do OpenOffice. Depois de muita análise, concedia-se ao usuário o DIREITO de rodar algum sistema do Office pelo wine.

    Simplesmente tosco. E com custos astronômicos se comparados ao custo de abrir mão das licenças já adquiridas.

    Há de se admitir: a popularização do SL nesse nível mais baixo fez baixar o preço das licenças. Então, hoje, com os preços atuais, é totalmente descabido falar em migrar usuário comum para SO Linux e afins.
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    Mensagem por cicero_pb Qua 04 Nov 2015, 9:31 am

    O colocado acima se aplica, perfeitamente, na economia.

    Vamos supor que o governo seja realmente o defensor dos frascos e comprimidos.

    E tiveram, num momento orgástico de indicação divina, a magnífica ideia da criação do MCMV para diminuir o número de contaminados pelo Chagas, doenças de pele e diarreias, entre outras boas derivações.

    Nada de roubo, maracutaia ou troca de favores com as construtoras, por exemplo.

    Mesmo assim, estava fadado ao fracasso, pois o sistema é muito dinâmico e cheio de imperfeições.

    Porque formado por gente.

    No caso específico, bananenses. O que torna o sistema ainda MUITO mais instável.

    O mercado inexoravelmente foi lá e derrubou a utopia do mercado socialista.

    Mas o governo não percebe essa dinâmica. Ou não quer perceber, supondo honesto.

    Não sei se fui claro ou se já estou esclerosando...
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    Mensagem por cicero_pb Qua 04 Nov 2015, 9:33 am

    NMHO leiga, o corujito e o josebarbos estão falando essencialmente a mesma coisa.
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    Mensagem por corujito Qua 04 Nov 2015, 10:14 am

    Sobre os desvios em qualquer programa governamental / política pública, não creio que sejam, a não ser que ocorram em maior escala que a efetividade da ação, impeditivos para sua realização.

    o Bolsa Família é um bom exemplo. Sabemos que há milhares, ou até milhões, de beneficiários que o recebem indevidamente. Mas o programa transformou a realidade brasileiras de forma inquestionável, ou seja, não se pode jamais dizer que não foi alcançada efetividade.

    As consequências negativas do MCMV são maiores. Porque vai de encontro à reforma urbana necessária em quase todas as grandes cidades, e porque causou esperadas especulação e inflação no setor.

    Mas, por outro lado, como combater a especulação imobiliária dos grandes centros? O que se dizer de bairros com 50% de imóveis desocupados quando pobres são pressionados a se afastar cada vez mais dos centros? O primeiro impacto é a mobilidade urbana, outra falha de mercado que faz o Estado que custa bilhões ao Estado.
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    Mensagem por cicero_pb Qua 04 Nov 2015, 11:15 am

    Nenhum sistema é perfeito. Já dito.

    Mas a especulação que vc mencionou é facílima de resolver.

    Aliás, se resolve assim em diversos países.

    O imposto sobre o imóvel deve considerar as melhorias (agua, luz, valorização pela localização, etc).

    O sujeito pode ter 50 terrenos para especulação. Não há problema. É dele. Ponto.

    O poder público, por oferecer serviços a esse proprietário, cobra o devido imposto.

    Ficou X anos sem pagamento? Sem problema, desapropria, para pagamento do imposto devido (não para socializar).

    O estado vende e coloca no caixa, para suas destinações específicas.

    Claro que há n variações. Tipo, a alíquota ser MAIOR para quem mantem o terreno vazio...

    Funciona que é uma beleza. Sem mimimi.

    Outra, quando o governo financia imovel (atraves da cef, no caso) com juros subsidiados, ele na verdade esta PENALIZANDO quem poupa, o que é um enorme equívoco.

    Mas isso é papo de capitalista.
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    Mensagem por cicero_pb Qua 04 Nov 2015, 11:25 am

    Aliás, entrando no mérito.

    A especulação imobiliaria citada ocorre porque no cusil NÃO HÁ CAPITALISMO.

    Quando o poder publico une forças para privilegiar um grupo, isso não é capitalismo. Pelo contrário, é cartel, para dizer o mínimo.

    Capitalismo as regras são claras e aplicadas para todos. Sem exceção.

    Sabia que parlamentares (e juízes, salvo engano) não pagavam imposto de renda?

    Isso é capitalismo?

    E como podemos garantir que todos irão cumprir seus deveres? Simples, via bolso.

    A gasolina está 10 reais o litro? Sem problema.

    O capitalismo deve intervir o mínimo e permitir que QUALQUER poupador abra um posto.

    O preço irá se adequar.

    O que temos?

    Leis que impede que o dono do posto trabalhe de forma automatica, sem frentistas.

    E se a gasolina vem adulterada?

    Capitalismo nele: multa, confisco de bens - para pagar os prejuizos, e cadeia - porque cometeu crime.

    E pode ser o sujeito mais rico da cidade!

    Simples assim.
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    Mensagem por Sigma Qua 04 Nov 2015, 11:42 am

    Dica de noob: estou gostando deveras do aplicativo Guia Bolso. Recomendo.
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    Mensagem por wilhelm Qua 04 Nov 2015, 1:00 pm

    Sigma escreveu:Dica de noob: estou gostando deveras do aplicativo Guia Bolso. Recomendo.

    Cara,

    Você teve coragem de fornecer a sua senha da net do banco para os caras?

    Gostei da proposta do app, mas estou com muito medo!
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    Mensagem por Sigma Qua 04 Nov 2015, 1:18 pm

    wilhelm escreveu:
    Sigma escreveu:Dica de noob: estou gostando deveras do aplicativo Guia Bolso. Recomendo.

    Cara,

    Você teve coragem de fornecer a sua senha da net do banco para os caras?

    Gostei da proposta do app, mas estou com muito medo!

    Cara, é a senha de consulta. Para transações, existe sempre um segundo código. Wink

    Eu e um colega meu do trampo baixamos no mesmo dia (e não tínhamos conversado sobre isso). Tanto eu quanto ele nos surpreendemos positivamente. Larguei a ideia de controlar minhas despesas pelo Excel.

    Acho pouquíssimo provável qualquer tipo de problema com segurança. Não que seja absolutamente 100% seguro, já que há a possibilidade de CONSULTAS sobre suas informações.

    Fica a teu critério. Mas não vejo motivos para preocupação. Wink
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    Mensagem por corujito Qua 04 Nov 2015, 1:31 pm

    o app poderia trabalhar nos sms que o banco manda. menos intrusivo.

    quanto a classificar gastos, o próprio IB do santander/real fazia isso no cartao de credito, mas acabou.

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    Mensagem por josebarbos Qua 04 Nov 2015, 3:57 pm

    cicero_pb escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:admito, não fui específico.

    a seita do software livre a que me referia era no governo federal no início do governo Lula.

    na área técnica conseguíamos manter a fé na seita. Um remendo aqui, outro ali No fim das contas tudo dava certo. Ajudou muito que as migrações não foram tecnicamente difíceis. Migrar Notes e Arserve para qualquer outra coisa não é lá grande coisa. E outros serviços não foram afetados porque sempre houve MF, unix aix/linux/hp, windows etc

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    Aí sim, tudo bem, estamos falando das migrações não planejadas que eram apenas uma forma de se gastar dinheiro em nome de uma ideologia, sem metas ou qualquer coisa que o valha, que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm.


    Sou um tanto quanto burro, mas me identifiquei em "que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm".

    O que sei é um trabalho que demorava uns 20 dias, consegui reduzir para dois dias.

    Com muito esforço (quando entrei no tribunal as máquinas de datilografia eram manuais e ninguém sabia o que era ou para que servia computador), comprei com pc, aprendi sozinho lotus123/excel e gastei seis meses para conseguir melecar uns dados.

    Tudo bem, faria isso hoje em uma semana com uma qualidade muito superior e o trabalho seria reduzido para 1 hora.

    Mas não é minha área. Só que o trabalho tinha que sair.

    O que vejo são pessoas discutido mundos ideais, onde a administração quer gastar o mínimo para ter o melhor resultado de forma mais eficiente.

    A realidade é mais cruel.

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Acreditem.

    E não adianta criticar. Eles entraram numa época em que isso não era necessário (na verdade nem existia).

    Mas não é somente isso:

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Dos novatos. Acreditem.

    Vejam a decisão superior de colocar como meta NÚMERO DE PROCESSOS!!!

    Resolver 1500 processos era uma coisa que demandava, anos atrás, X de pessoal e Y de grana. Hoje já é diferente.

    Mas continuam utilizando o número de processos para avaliar metas, necessidades de servidores/magistrados, etc...

    O negócio sempre é mais complicado.

    E não adianta falar em sistemas perfeitos. Eles não existem.

    Quanto a digitalizar processos, inclusive existem dois níveis. Os que não sabem, e os que não sabem mesmo.
    Aqui no MPF, com nossa rede "rapidíssima", tem documento escaneado em cores e sem leitor de texto.

    Aqui em Viçosa, ao instituir a PRM e por ter a sorte de ter vindo um bom scanner, instituí que tudo o que entrasse deveria ser no mínimo parcialmente digitalizado. Raramente tenho que procurar alguma coisa fisicamente, cadastro o documento mais rapidamente e com maiores informações e, em último caso, se perder, no mínimo sei a "cara" do que procurar. Depois de um tempo, um dos colegas comentou que inclusive melhora a pesquisa de outro sistema, porque ele faz pesquisa e indexa íntegras.

    Ainda é um estágio primitivo, na verdade boa parte da informação poderia tramitar toda exclusivamente por meios eletrônicos, mas já é um grande avanço. A TI só vai dizer a que veio no ambiente de trabalho na próxima geração, e olhe lá.
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    Mensagem por josebarbos Qua 04 Nov 2015, 4:00 pm

    cicero_pb escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:admito, não fui específico.

    a seita do software livre a que me referia era no governo federal no início do governo Lula.

    na área técnica conseguíamos manter a fé na seita. Um remendo aqui, outro ali No fim das contas tudo dava certo. Ajudou muito que as migrações não foram tecnicamente difíceis. Migrar Notes e Arserve para qualquer outra coisa não é lá grande coisa. E outros serviços não foram afetados porque sempre houve MF, unix aix/linux/hp, windows etc

    Agora, o povo que mexeu com estação de trabalho... mas que belíssima ----- e gasto astronômico de dinheiro. Sorte do Serpro é que tinha o cargo de técnico de redes. Salário de 900 reais fazendo filas e filas de jovens garotos idealistas que davam a alma nesse trabalho.

    Aí sim, tudo bem, estamos falando das migrações não planejadas que eram apenas uma forma de se gastar dinheiro em nome de uma ideologia, sem metas ou qualquer coisa que o valha, que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm.


    Sou um tanto quanto burro, mas me identifiquei em "que resulta em pessoas insatisfeitas porque utilizam a ferramenta errada para a demanda que têm".

    O que sei é um trabalho que demorava uns 20 dias, consegui reduzir para dois dias.

    Com muito esforço (quando entrei no tribunal as máquinas de datilografia eram manuais e ninguém sabia o que era ou para que servia computador), comprei com pc, aprendi sozinho lotus123/excel e gastei seis meses para conseguir melecar uns dados.

    Tudo bem, faria isso hoje em uma semana com uma qualidade muito superior e o trabalho seria reduzido para 1 hora.

    Mas não é minha área. Só que o trabalho tinha que sair.

    O que vejo são pessoas discutido mundos ideais, onde a administração quer gastar o mínimo para ter o melhor resultado de forma mais eficiente.

    A realidade é mais cruel.

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Acreditem.

    E não adianta criticar. Eles entraram numa época em que isso não era necessário (na verdade nem existia).

    Mas não é somente isso:

    Existem colegas (analistas e técnicos) que não sabem digitalizar um documento. Dos novatos. Acreditem.

    Vejam a decisão superior de colocar como meta NÚMERO DE PROCESSOS!!!

    Resolver 1500 processos era uma coisa que demandava, anos atrás, X de pessoal e Y de grana. Hoje já é diferente.

    Mas continuam utilizando o número de processos para avaliar metas, necessidades de servidores/magistrados, etc...

    O negócio sempre é mais complicado.

    E não adianta falar em sistemas perfeitos. Eles não existem.

    Quanto a digitalizar processos, inclusive existem dois níveis. Os que não sabem, e os que não sabem mesmo.
    Aqui no MPF, com nossa rede "rapidíssima", tem documento escaneado  em cores e sem leitor de texto.

    Aqui em Viçosa, ao instituir a PRM e por ter a sorte de ter vindo um bom scanner, instituí que tudo o que entrasse deveria ser no mínimo parcialmente digitalizado. Raramente tenho que procurar alguma coisa fisicamente, cadastro o documento mais rapidamente e com maiores informações e, em último caso, se perder, no mínimo sei a "cara" do que procurar. Depois de um tempo, um dos colegas comentou que inclusive melhora a pesquisa de outro sistema, porque ele faz pesquisa e indexa íntegras.

    Ainda é um estágio primitivo, na verdade boa parte da informação poderia tramitar toda exclusivamente por meios eletrônicos, mas já é um grande avanço. A TI só vai dizer a que veio no ambiente de trabalho na próxima geração, e olhe lá.
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    Mensagem por josebarbos Qua 04 Nov 2015, 4:13 pm

    cicero_pb escreveu:Nenhum sistema é perfeito. Já dito.

    Mas a especulação que vc mencionou é facílima de resolver.

    Aliás, se resolve assim em diversos países.

    O imposto sobre o imóvel deve considerar as melhorias (agua, luz, valorização pela localização, etc).

    O sujeito pode ter 50 terrenos para especulação. Não há problema. É dele. Ponto.

    O poder público, por oferecer serviços a esse proprietário, cobra o devido imposto.

    Ficou X anos sem pagamento? Sem problema, desapropria, para pagamento do imposto devido (não para socializar).

    O estado vende e coloca no caixa, para suas destinações específicas.

    Claro que há n variações. Tipo, a alíquota ser MAIOR para quem mantem o terreno vazio...

    Funciona que é uma beleza. Sem mimimi.

    Outra, quando o governo financia imovel (atraves da cef, no caso) com juros subsidiados, ele na verdade esta PENALIZANDO quem poupa, o que é um enorme equívoco.

    Mas isso é papo de capitalista.

    Existe um grande problema urbanístico no Brasil: temos uma concentração absurda de gente em grandes cidades, o que geralmente não ocorre na Europa. Nos EUA, até existem cidades tão grandes quanto, mas em geral você tem acesso a subúrbios interligados por boa infraestrutura.

    Uma cidade como Viçosa, que é no meio do nada, com morros que só ela, tem um gigantesco atrativo que é a Universidade. Não bastasse a federal, ainda temos uma grande particular, que atrai alunos dos interiores próximos. A cidade chegou a 100.000 habitantes, e não daria conta de ter nem 50.000. Falta água, e embora ponham a culpa na seca, no final do ano passado o jornal noticiou (não sei se é verdade) que haviam aumentado a capacidade da represa em 12% e ela já estava no topo da capacidade, após chuvas.

    Aí, empiricamente, por mera coincidência, vou pegar a cidade da minha avó, de 18.000 habitantes. Fica entre duas das principais rodovias de MG (BRs 262 e 040), é banhada pelo Rio São Francisco e tem terrenos planos. Em 30 anos, vi a cidade avançar meia dúzia de quarteirões: a maioria dos jovens vai embora, em busca de estudo, e em geral, tirando os que vivem da "subsistência" que a cidade oferece, a maioria só volta quando já velho. Até por isto, a dinâmica econômica lá é péssima.

    O curioso é que a UFV, lá nos idos dos anos 30, quando foi criada, era para ser a federal de Belo Horizonte, mas o presidente, Arthur Bernardes, fez uma escolha política e privilegiou o local. É um simples e ótimo retrato do Brasil, sem planejamento.

    O minha casa minha vida tem um problema seriíssimo. Para as pessoas continuarem morando em grandes centros, têm que ir para terrenos muito afastados. Apesar dos problemas óbvios das moradias precárias, resolvem um gargalo, mas entram noutro que é a mobilidade urbana. Passam a gastar um absurdo com transporte e tem um serviço precário. Parece-me clara a necessidade de pensar em interiorizar o país, com várias ferramentas de desenvolvimento que o Estado tem à mão. Por exemplo, abrindo novos cursos de medicina apenas em cidades cujo idh e expectativa de vida sejam mais baixos. Modificando este perfil excessivamente centralizador de que a capital tem "tudo", e as demais cidades não tem nada. Algumas cidades já estão ficando desnecessariamente inviáveis.
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    Mensagem por cicero_pb Sab 07 Nov 2015, 5:52 am

    Cada vez melhor...

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    O que impressiona é que antes pioravam as coisas mensalmente, depois semanalmente...

    Agora o bicho tá ficando feio. Veja um trecho:

    "Mas economistas ouvidos pela pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central
    acreditam que o índice de preços só vai voltar ao centro da meta após 2018".

    Mal tem uma semana que o governo admitiu que 2016 já foi pro saco.

    Agora já estão confessando que 2017 também dificilmente sairá do buraco.

    Talvez DEPOIS de 2018...

    Nesse ritmo, será a volta da hiperinflação.

    E o 9F definitivamente estava certo: "O Plano Real tem cheiro de estelionato eleitoral” (O Estado de S. Paulo, 6.7.1994).
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    Mensagem por josebarbos Sab 07 Nov 2015, 9:49 am

    cicero_pb escreveu:Cada vez melhor...

    [É necessário estar registrado e conectado para poderes ver esta hiperligação]

    O que impressiona é que antes pioravam as coisas mensalmente, depois semanalmente...

    Agora o bicho tá ficando feio.  Veja um trecho:

    "Mas economistas ouvidos pela pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central
    acreditam que o índice de preços só vai voltar ao centro da meta após 2018".

    Mal tem uma semana que o governo admitiu que 2016 já foi pro saco.

    Agora já estão confessando que 2017 também dificilmente sairá do buraco.

    Talvez DEPOIS de 2018...

    Nesse ritmo, será a volta da hiperinflação.

    E o 9F definitivamente estava certo: "O Plano Real tem cheiro de estelionato eleitoral” (O Estado de S. Paulo, 6.7.1994).

    O grande problema é que desde 2012 a economia já vinha patinando e adiaram o problema, tornando a bola de neve muito maior. Basicamente, quando estamos falando de energia, seja elétrica ou combustíveis, não há muito como fugir de reajustes que são insumos básicos e afetam QUALQUER operação.

    No caso específico da eletricidade, o governo teria um instrumento e tanto para reverter pelo menos parte da tendência de alta das tarifas. A microgeração elétrica, hoje tremendamente burocrática e cujos créditos só podem ser usados pelo próprio gerador em residências em seu nome, num prazo máximo de três anos, ou seja, não pode ser negociada, deveria ser revista: um processo simplificado, diminuindo custos e temo de implantação, e a possibilidade de revenda, gerando expectativas de médio prazo, já que as concessionárias poderiam comprar energia a preços baixos e ter relativamente baixos custos de transmissão, reduzindo a demanda por hidrelétricas e, especialmente, termelétricas nos horários de pico.

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    Mensagem por cicero_pb Sab 07 Nov 2015, 10:26 am

    Hei, Josebarbos,

    Assim você melindra os petistas.

    Como uma solução tão simples essa cambada de incompetentes não pensa?

    E com livre opção para vender, enviar para a vizinha ou enterrar no quintal...
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    Mensagem por cicero_pb Dom 08 Nov 2015, 11:42 am

    O colega Diney colocou no tópico principal.

    Mas considerei melhor aqui.

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    Mensagem por cicero_pb Seg 09 Nov 2015, 6:56 am

    Mais do mesmo.

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    Por 0,01 não estamos nos dois dígitos...

    hehehehehe (Schadenfreude)

    Ainda temos algumas semanas até o final de 2015...
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    Mensagem por josebarbos Seg 09 Nov 2015, 8:16 am

    cicero_pb escreveu:Mais do mesmo.

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    Por 0,01 não estamos nos dois dígitos...

    hehehehehe (Schadenfreude)

    Ainda temos algumas semanas até o final de 2015...

    Mas que coincidência, não? Em dezembro/2014 a inflação não bateu o teto da meta por exatos 0,01%.
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    Mensagem por cicero_pb Seg 09 Nov 2015, 9:51 am

    Verdade, mas nesse ano está difícil escapar.

    Só se estivéssemos na última semana do ano...

    Se bem que a criatividade desse povo é ilimitada. Vai que dezembro registra DEFLAÇÃO!!!
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    Mensagem por PCS-TRE Seg 09 Nov 2015, 5:08 pm

    josebarbos escreveu:
    cicero_pb escreveu:Mais do mesmo.

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    Por 0,01 não estamos nos dois dígitos...

    hehehehehe (Schadenfreude)

    Ainda temos algumas semanas até o final de 2015...

    Mas que coincidência, não? Em dezembro/2014 a inflação não bateu o teto da meta por exatos 0,01%.

    Engraçado é que ninguém fala mais na inflação, falam na expectativa de inflação.

    O noticiário econômico antes falava na inflação dos últimos 12 meses para mostrar que ela já estava alta ou baixa.
    Também para mostrar que a inflação estava em um certo nivel, mostravam a inflação do mês em questão comparada com o mesmo mês do ano anterior.
    E para demonstrar alguma sazonalidade comparavam a inflação do mês em questão com a do mês anterior.

    Agora não se preocupam mais se o diabo está entre nos e fazendo maldades, mas nas maldades que ele vai fazer até o fim do ano.

    Nos tempos de hiperinflação, tinha a inflação de uma semana, de dez dias, de quinze dias, para assim se chegar na mensal, agora a moda é a tal expectativa....
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    Mensagem por corujito Seg 09 Nov 2015, 9:47 pm

    Respondendo ao Zé Barbosa do tópico das tretas entre técnicos e analistas.

    O esquerdista de país pobre quer acabar com a pobreza por meio de ações que geram mais pobreza. E o liberal direitista de país pobre quer a prosperidade de países ricos sem fazer o que os países ricos fizeram.

    Disse a ele que citasse um único país em situação similar à do Brasil, com uma tremenda crise social,  que alcançou a prosperidade por meio de cartilha liberal. Ele disse que a missão seria fácil. Chile, Irlanda, Cingapura e Marrocos.

    Não me atrevo a escrever duas palavras sobre Irlanda e Marrocos porque não conheçomo bastante.

    Mas logo percebo que a noção de prosperidade, e de bem estar por consequência, não é a mesma entre nós. E eu sou um liberal. Quero o Estado apenas em certos lugares. Mas, no caso do Brasil, o quero na economia.

    Minha premissa é que do liberalismo de cartilha sempre tem uma imagem oculta atrás: a do Estado!

    Prosperidade e bem estar não são índices econômicos positivos, apenas. Agora, analisando Chile e Cingapura, vejamos se são casos comparáveis ao nosso.

    O choque liberal chileno, como é de se esperar, só causou crise interna, desemprego e inflação altíssimos, o início de uma crise social que só é possível frear com... Estado. Com uma ditadura (dura mesmo, e não mole como a nossa) controlando a sociedade pela força.

    A recuperação veio nos anos 80. Segundo os cartilheiros, por consequência do choque liberal de Pinochet. E é verdade. Inquestionável. O problema é o seguinte: se a cartilha funcionou, como explicar

    1) depreciação cambial artificial para impulsionar exportações.
    2) sobretaxa nas importações.
    3) demanda agregada caindo num momento de explosão do crescimento? Como faz?
    4) concentração de renda não é problema para mim, pois sou um liberal, mas como o modelo da cartilha pode servir ao Brasil se a pobreza no Chile só realmente começou a cair nos últimos anos? Ah, e co o caiu? Com o Estado -- de novo ele -- entrando em cena. E eu ainda comsidero alta a pobreza lá.

    Isso sem contar, gente, que o Chile é um ovo com 60% da população vivendo em uma só área metropolitana. 

    Quanto à Cingapura eu fico até sem graça de comentar porque não há qualquer base de comparação com o Brasil. Pois pra quem não tem nada, sai do nada, realmente o capitalismo só faz bem. Vide Nevada. Não há conflitos. Nem comprar índio é preciso.

    Como comparar com o Brasil, uma sociedade cheia de vieses, conflitos, diferenças, TAMANHO. Como disse Darcy Ribeiro uma vez, o Brasil é uma sociedade complexa. a Austrália, brincava Darcy, é si ples: pega-se uma ilha, joga-se uns inglesses lá, eles dominam os nativos e pronto.

    Não há wualquer possibilidade de cartilha liberal derrubar as barreiras que as falhas de mercado causaram aqui. Não no tempo que a sociedade demanda. Eu não quero esperar se concretizar a lenda de Castello de que o Estado deve permitir aos ricos serem mais ricos para que, por meio deles, os pobres tenham a chance de ficarem menos pobres.


    O funcionamento da máquina é OUTRA COISA. A Máquina DEVE SER REDUZIDA. Mas jamais a participação do Estado. Não por enquanto.
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    Mensagem por corujito Seg 09 Nov 2015, 9:55 pm

    Fale mais sobre Irlanda e Marrocos. O que possuíam de Brasil e como o liberalismo ajudou na resolução dos problemas.

    Ah, outra coisa que esqueci de mencionar o Chile: a renda per capita lá, mesmo nos anos pré Pinochet, já era o dobro da renda per capita brasileira.
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    Mensagem por josebarbos Seg 09 Nov 2015, 10:03 pm

    corujito escreveu:Respondendo ao Zé Barbosa do tópico das tretas entre técnicos e analistas.

    O esquerdista de país pobre quer acabar com a pobreza por meio de ações que geram mais pobreza. E o liberal direitista de país pobre quer a prosperidade de países ricos sem fazer o que os países ricos fizeram.

    Disse a ele que citasse um único país em situação similar à do Brasil, com uma tremenda crise social,  que alcançou a prosperidade por meio de cartilha liberal. Ele disse que a missão seria fácil. Chile, Irlanda, Cingapura e Marrocos.

    Não me atrevo a escrever duas palavras sobre Irlanda e Marrocos porque não conheçomo bastante.

    Mas logo percebo que a noção de prosperidade, e de bem estar por consequência, não é a mesma entre nós. E eu sou um liberal. Quero o Estado apenas em certos lugares. Mas, no caso do Brasil, o quero na economia.

    Minha premissa é que do liberalismo de cartilha sempre tem uma imagem oculta atrás: a do Estado!

    Prosperidade e bem estar não são índices econômicos positivos, apenas. Agora, analisando Chile e Cingapura, vejamos se são casos comparáveis ao nosso.

    O choque liberal chileno, como é de se esperar, só causou crise interna, desemprego e inflação altíssimos, o início de uma crise social que só é possível frear com... Estado. Com uma ditadura (dura mesmo, e não mole como a nossa) controlando a sociedade pela força.

    A recuperação veio nos anos 80. Segundo os cartilheiros, por consequência do choque liberal de Pinochet. E é verdade. Inquestionável. O problema é o seguinte: se a cartilha funcionou, como explicar

    1) depreciação cambial artificial para impulsionar exportações.
    2) sobretaxa nas importações.
    3) demanda agregada caindo num momento de explosão do crescimento? Como faz?
    4) concentração de renda não é problema para mim, pois sou um liberal, mas como o modelo da cartilha pode servir ao Brasil se a pobreza no Chile só realmente começou a cair nos últimos anos? Ah, e co o caiu? Com o Estado -- de novo ele -- entrando em cena. E eu ainda comsidero alta a pobreza lá.

    Isso sem contar, gente, que o Chile é um ovo com 60% da população vivendo em uma só área metropolitana. 

    Quanto à Cingapura eu fico até sem graça de comentar porque não há qualquer base de comparação com o Brasil. Pois pra quem não tem nada, sai do nada, realmente o capitalismo só faz bem. Vide Nevada. Não há conflitos. Nem comprar índio é preciso.

    Como comparar com o Brasil, uma sociedade cheia de vieses, conflitos, diferenças, TAMANHO. Como disse Darcy Ribeiro uma vez, o Brasil é uma sociedade complexa. a Austrália, brincava Darcy, é si ples: pega-se uma ilha, joga-se uns inglesses lá, eles dominam os nativos e pronto.

    Não há wualquer possibilidade de cartilha liberal derrubar as barreiras que as falhas de mercado causaram aqui. Não no tempo que a sociedade demanda. Eu não quero esperar se concretizar a lenda de Castello de que o Estado deve permitir aos ricos serem mais ricos para que, por meio deles, os pobres tenham a chance de ficarem menos pobres.


    O funcionamento da máquina é OUTRA COISA. A Máquina DEVE SER REDUZIDA. Mas jamais a participação do Estado. Não por enquanto.

    Apelar para o tamanho é simples: aí não temos nenhum caso comparável, e o resultado seria mero acaso: os únicos países tamanho/população parecidos são EUA, Rússia e talvez Indonésia. Incluir China e Índia já seria apelação.

    Você pediu um, está lá a resposta. O mesmo vale para vários dos tigres asiáticos, e mesmo as nossas melhores fases econômicas: são um reflexo de quando a economia procurou a abertura e reformas para se adaptar ao mercado.

    O Brasil é um país tremendamente problemático: falamos um idioma que ninguém usa (principalmente do ponto de vista de relevância econômica), estamos isolados e ilhados até mesmo dos nossos vizinhos do lado. Somos tão burros que mesmo tendo potencial hidrelétrico e solar gigantesco adotamos um padrão de frequência de energia, enquanto o resto da américa latina adota outro, justamente para "garantir mercado". Mas, mesmo assim, tem um mercado consumidor gigantesco e uma demanda maior ainda. Se formos só dotar o país de uma infraestrutura rodoviária decente, são necessários 300 bilhões de reais e alguns milhões de empregos em construção civil. Mas para isto não deveriam ser torrados tantos bilhões em estádios e outras estruturas que ainda não são necessárias num país como o nosso, ou investimentos que não foram proporcionais ao benefício.

    O dia que não quiserem atrapalhar, e derem um olhar mais liberal, o Brasil deslancha. Em nome da igualdade, estamos colocando uma classe média alta que é pobre para padrões norte-americanos, por exemplo, à míngua em nome de um nivelamento por baixo.

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    Mensagem por josebarbos Seg 09 Nov 2015, 10:24 pm

    corujito escreveu:Fale mais sobre Irlanda e Marrocos. O que possuíam de Brasil e como o liberalismo ajudou na resolução dos problemas.

    Ah, outra coisa que esqueci de mencionar o Chile: a renda per capita lá, mesmo nos anos pré Pinochet, já era o dobro da renda per capita brasileira.

    A Irlanda dos anos 80 era um país agrário e relativamente pobre e atrasado para os padrões europeus. A abertura de capital e a liberdade econômica propiciaram enorme crescimento econômico nos anos 90. Em termos brasileiros, seria um modelo impensável, porque foi uma radical mudança para o liberalismo que não estaríamos prontos, nem teria um efeito tão positivo.

    Marrocos é um caso bem interessante, trata-se de uma economia extrativista que apresentou enorme crescimento desde meados dos anos 90, através da cartilha liberal, de privatização e redução do estado na economia, e não sofreu com a crise de 2009, mesmo vivendo basicamente de commodities. Foi um caso de desenvolvimento econômico e social e diminuição do tamanho do Estado e abertura de mercado, pois eles possuem tratado com a União Europeia, e acho que tem alguma coisa também relacionada à América do Norte.
    O que é mais interessante no Marrocos é exatamente o desenvolvimento contínuo e sustentável, ou seja, não há grandes saltos, mas a partir de uma economia pobre eles tem conseguido manter alguma estabilidade no desenvolvimento econômico, IDH e redução da miséria e favelização. Se comparar com a Argélia, que basicamente vive de petróleo (e por isto é mais rica), mas tem a economia instável.
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    Mensagem por corujito Seg 09 Nov 2015, 10:37 pm

    Não, meu caro, não é só tamanho. São as várias realidades dentro de um enorme Brasil. É nesse contexto que omtamanho entra. Não é "apelar" e muito menos "simples".

    E a mão invisível não vai levar prosperidade econômica de São Paulo para os interiores. Só o Estado pode fazer isso. Se os comandantes do Estado só fazem -----, aí é outra coisa. Mas a figura do Estado esteve 100% presente no choque liberal chileno, e na renovação pós Pinochet. A figura do Estado foi e é presente nos EUA, Inglaterra, Alemanha, Japão.

    Essa de que "o Estado deve se preocupar em Tributar e policiar" é besteira. Papo firado de cartilha.

    Aliás, energia e imfraestrutura de transporte são exemplos típicos de falha de mercado que só o Estado pode corrigir, não apenas pelo poder de Tributar, mas de se endividar como ninguém mais. Que olhar liberal há no Estado construir malha rodoviária?
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    Mensagem por Chuck Coleman Seg 09 Nov 2015, 10:40 pm

    ESTADO MINIMO JÁ!!!
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    Mensagem por josebarbos Seg 09 Nov 2015, 11:18 pm

    corujito escreveu:Não, meu caro, não é só tamanho. São as várias realidades dentro de um enorme Brasil. É nesse contexto que omtamanho entra. Não é "apelar" e muito menos "simples".

    E a mão invisível não vai levar prosperidade econômica de São Paulo para os interiores. Só o Estado pode fazer isso. Se os comandantes do Estado só fazem -----, aí é outra coisa. Mas a figura do Estado esteve 100% presente no choque liberal chileno, e na renovação pós Pinochet. A figura do Estado foi e é presente nos EUA, Inglaterra, Alemanha, Japão.

    Essa de que "o Estado deve se preocupar em Tributar e policiar" é besteira. Papo firado de cartilha.

    Aliás, energia e imfraestrutura de transporte são exemplos típicos de falha de mercado que só o Estado pode corrigir, não apenas pelo poder de Tributar, mas de se endividar como ninguém mais. Que olhar liberal há no Estado construir malha rodoviária?

    Ter um monte de realidades faz parte do jogo. MG, que nem é um Estado tão pujante, e se isolado territorialmente seria um país médio, tem inúmeras realidades.

    O Estado tem que estar presente onde a iniciativa privada, por si só, não atuaria, ou em grandes obras de infraestrutura, por ser o único capaz de capitalizar recursos de grande monta. O túnel de são gotardo, na suíça, deve ser inaugurado no ano que vem e é um exemplo disto. Quase nenhuma empresa no mundo conseguiria alavancar dezenas de bilhões de dólares num projeto.

    Não quer dizer que no Brasil não poderíamos ter rodovias privadas, mas a burocracia é gigantesca. Aqui em MG mesmo a Vale tinha interesse em ter uma rodovia própria, visando reduzir custos operacionais, mas a questão de licenças e desapropriação colocou a coisa por terra.
    Telecomunicações é um outro setor em que é bastante claro que o Estado deveria ter apenas um poder regulador, que no Brasil particularmente é feito de maneira precária. Ontem li que a Oi teve que arcar com uma multa absurda por causa de orelhões, e não que não fosse cabível, mas creio que o Estado, ao invés do viés arrecadador, deveria fazer com que aquele custo fosse revertido em melhorias no serviço, aos usuários, e não no "lucro" próprio. Mas quem tiver alguma dúvida, existe ainda um bizarro caso de estatal de telecomunicações: a Sercomtel, com operação na área de Londrina e região. Não por acaso, ano passado, foi um lote deserto na licitação de 4G de 700MHz.



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    Mensagem por cicero_pb Ter 10 Nov 2015, 6:41 am

    Uma das questões que nunca entendi - e que provavelmente não entenderei - é a rotulação.

    Não entendi porque a ex-URSS não podia ter liberdade de locomoção, moradia e religião.

    Sou capitalista e fanático pela liberdade - ainda que seja fantasiosa (não escolhi falar português, p. ex).

    No entanto não acredito que a "família tradicional" deva ser "protegida", como defendem a maioria dos que pensam parecido comigo.

    Assim é a economia.

    Não vejo essa questão como "estado mínimo" ou "estado máximo".

    Vejo como a administração de uma grande casa.

    Não tem dinheiro para isso? Não compra!

    Vamos ver o SUS.

    Defendo sua extinção pelo simples fato que o ser humano não vive de filantropismo. O médico, por mais vocação que tenha, precisa do vil metal. E ele se considera merecedor de muito.

    Então temos inicialmente dois problemas: 1. O SUS não funciona. 2. Os médicos "mandam" no pedaço.

    Nos hospitais (falo somente da cidade onde moro) existem equipamentos que ultrapassam  a centena de milhares de dólares parados. Não existe pessoal preparado para operá-los.

    O estado quer pagar 2.000/mês para esse profissional. Vão continuar parados.

    O médico ganha um absurdo frente aos colegas enfermeiros/técnicos, p. ex. Resultado: ainda que o médico faça sua parte corretamente, o paciente nem sempre tem a atenção necessária. E não é por sacanagem da área de enfermagem. É que esses profissionais precisam trabalhar em mais de um lugar. Às vezes em três hospitais.

    Então a extinção do SUS é uma decorrência lógica.

    Sem o SUS - respeitado os casos consolidados (profissionais concursados, p. ex - ou hospitais referências, geralmente ligados às universidades), a população teria que abrir a carteira para ser atendida.

    O negócio de seguros e planos de saúde bombariam.

    Os hospitais teriam que melhorar o serviço.

    Abre-se o mercado para os profissionais de saúde, com validação do diploma - já existe um programa assim - não com o programa cubano.

    Para melhorar o serviço, os demais profissionais seriam melhor remunerados e o médico - independentemente do salário que receba - seria "convidado" a prestar o serviço para o qual foi contratado.

    O prontuário seria público, para melhor acompanhamento do serviço contratado.

    Então é isso: não é uma questão de "estado mínimo ou máximo". É uma questão gerencial.

    Os juros estão sufocando? Que tal fazer a coisa certa e purgarmos uns 10 anos para resolver essa questão?

    Milhares - talvez milhões - pagariam alto a conta.

    Sinto informar, foi o que nossos pais/avós deixaram para nós.

    Cabe a nós decidirmos o que deixaremos para nossos filhos/netos.

    Tudo indica que é mais miséria.

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