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    Mensagem por josebarbos Ter 10 Nov 2015, 12:10 pm

    cicero_pb escreveu:Uma das questões que nunca entendi - e que provavelmente não entenderei - é a rotulação.

    Não entendi porque a ex-URSS não podia ter liberdade de locomoção, moradia e religião.

    Sou capitalista e fanático pela liberdade - ainda que seja fantasiosa (não escolhi falar português, p. ex).

    No entanto não acredito que a "família tradicional" deva ser "protegida", como defendem a maioria dos que pensam parecido comigo.

    Assim é a economia.

    Não vejo essa questão como "estado mínimo" ou "estado máximo".

    Vejo como a administração de uma grande casa.

    Não tem dinheiro para isso? Não compra!

    Vamos ver o SUS.

    Defendo sua extinção pelo simples fato que o ser humano não vive de filantropismo. O médico, por mais vocação que tenha, precisa do vil metal. E ele se considera merecedor de muito.

    Então temos inicialmente dois problemas: 1. O SUS não funciona. 2. Os médicos "mandam" no pedaço.

    Nos hospitais (falo somente da cidade onde moro) existem equipamentos que ultrapassam  a centena de milhares de dólares parados. Não existe pessoal preparado para operá-los.

    O estado quer pagar 2.000/mês para esse profissional. Vão continuar parados.

    O médico ganha um absurdo frente aos colegas enfermeiros/técnicos, p. ex. Resultado: ainda que o médico faça sua parte corretamente, o paciente nem sempre tem a atenção necessária. E não é por sacanagem da área de enfermagem. É que esses profissionais precisam trabalhar em mais de um lugar. Às vezes em três hospitais.

    Então a extinção do SUS é uma decorrência lógica.

    Sem o SUS - respeitado os casos consolidados (profissionais concursados, p. ex - ou hospitais referências, geralmente ligados às universidades), a população teria que abrir a carteira para ser atendida.

    O negócio de seguros e planos de saúde bombariam.

    Os hospitais teriam que melhorar o serviço.

    Abre-se o mercado para os profissionais de saúde, com validação do diploma - já existe um programa assim - não com o programa cubano.

    Para melhorar o serviço, os demais profissionais seriam melhor remunerados e o médico - independentemente do salário que receba - seria "convidado" a prestar o serviço para o qual foi contratado.

    O prontuário seria público, para melhor acompanhamento do serviço contratado.

    Então é isso: não é uma questão de "estado mínimo ou máximo". É uma questão gerencial.

    Os juros estão sufocando? Que tal fazer a coisa certa e purgarmos uns 10 anos para resolver essa questão?

    Milhares - talvez milhões - pagariam alto a conta.

    Sinto informar, foi o que nossos pais/avós deixaram para nós.

    Cabe a nós decidirmos o que deixaremos para nossos filhos/netos.

    Tudo indica que é mais miséria.

    Acho o SUS um programa fundamental, apesar de seus problemas. Sem conhecer detalhes técnicos ou operacionais muito a fundo, creio que além do problema óbvio de financiamento é a forma que ele é disponibilizado.
    Creio que uma medida simbólica, mas muito importante, seria a de cobrar dos pacientes, ainda que fossem valores simbólicos, mas que por si só já melhorariam muito o caixa do programa. Salvo engano, o valor pago por consulta é de pouco mais de um real. Se você cobrar R$ 10,00 por paciente, não só aumenta substancialmente a disponibilidade, como traz um outro efeito que é o de evitar a má utilização do sistema em qualquer pequeno e leve mal estar, por isto que qualquer plano de saúde hoje em dia tende a migrar para um modelo de co-participação. A "franquia" é simbólica mas representa o bom uso do sistema.

    Da mesma forma, creio que deveríamos ter na educação um modelo coparticipativo: tira parte dos recursos das universidades e investe na educação de base; recupera isto mediante taxas, de valor simbólico. Caso o aluno desista do curso, sem ter um motivo superveniente, fica obrigado a indenizar ao governo o valor médio referente àquela formação ou impedido de fazer novo curso em nível de graduação. Permite a cobrança nos cursos de especialização, para que estes sejam fonte de renda e subsidiem pesquisas em nível de programas de mestrado e doutorado.
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    Mensagem por cicero_pb Ter 10 Nov 2015, 12:32 pm

    Ou seja, lidar com o problema de forma desapaixonada.

    Na educação sempre defendi isso: que os alunos pagassem um valor simbólico por cada livro, com a opção de, ao final do ano, ser reembolsado com a devolução em bom estado (a definir) ou ficar com ele.

    O fato é que precisamos, de alguma forma, chamar o cidadão a responsabilidade. Para que ele perceba o valor.

    Lembro-me que fiquei uma semana sem poder ir à aula porque mamãe demorou a conseguir a grana para a farda - que era um bolso comprado no colégio (hoje algo em torno de 3 reais) costurado em uma camisa branca. Qualquer camisa. Bem depois o colégio passou a exigir, também, o kichute.

    E fiquei maior orgulhoso com minha farda. E essa semana "perdida" nunca realmente fez a diferença. Se fez, foi para melhor.
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    Mensagem por josebarbos Ter 10 Nov 2015, 12:50 pm

    cicero_pb escreveu:Ou seja, lidar com o problema de forma desapaixonada.

    Na educação sempre defendi isso: que os alunos pagassem um valor simbólico por cada livro, com a opção de, ao final do ano, ser reembolsado com a devolução em bom estado (a definir) ou ficar com ele.

    O fato é que precisamos, de alguma forma, chamar o cidadão a responsabilidade. Para que ele perceba o valor.

    Lembro-me que fiquei uma semana sem poder ir à aula porque mamãe demorou a conseguir a grana para a farda - que era um bolso comprado no colégio (hoje algo em torno de 3 reais) costurado em uma camisa branca. Qualquer camisa. Bem depois o colégio  passou a exigir, também, o kichute.

    E fiquei maior orgulhoso com minha farda. E essa semana "perdida" nunca realmente fez a diferença. Se fez, foi para melhor.

    Não sou tão novo assim, ou você está me fazendo sentir velho, ainda peguei esta moda, inclusive, foi no período de transição para os uniformes.
    Eu vejo muito este tipo de desperdício de recursos públicos, que infelizmente tem piorado. ao iniciar meu mestrado (por enquanto suspenso), recebi um kit com um caderno capa dura, pasta e caneta. Da mesma forma, as prefeituras tem kits de materiais prontos para alunos que, na prática, uma significativa parcela não vai utilizar adequadamente.

    Creio que em razão do problema social, o governo poderia fornecer este kit mediante pagamento, ainda que subsidiado, para quem quisesse, adotando como critério do fornecimento gratuito, ou de patamar mínimo, apenas aqueles que já incluídos no cadastro único.

    Nos livros, é uma questão óbvia, e o valor naturalmente seria simbólico. Um livro didático sai em média a cinco reais para o governo, de forma que exigir um desembolso de R$ 50,00; por exemplo, condicionando a devolução parcial/integral ao fim do ano em função da condição do livro é uma boa medida. Se a família é miserável, fazer o contrário: fornecer no primeiro ano, alertando sobre a importância da conservação. Se não devolver os livros em bom estado, no ano seguinte é obrigado a pagar.


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    Mensagem por androsvilazza Ter 10 Nov 2015, 2:03 pm

    josebarbos escreveu:
    cicero_pb escreveu:Ou seja, lidar com o problema de forma desapaixonada.

    Na educação sempre defendi isso: que os alunos pagassem um valor simbólico por cada livro, com a opção de, ao final do ano, ser reembolsado com a devolução em bom estado (a definir) ou ficar com ele.

    O fato é que precisamos, de alguma forma, chamar o cidadão a responsabilidade. Para que ele perceba o valor.

    Lembro-me que fiquei uma semana sem poder ir à aula porque mamãe demorou a conseguir a grana para a farda - que era um bolso comprado no colégio (hoje algo em torno de 3 reais) costurado em uma camisa branca. Qualquer camisa. Bem depois o colégio  passou a exigir, também, o kichute.

    E fiquei maior orgulhoso com minha farda. E essa semana "perdida" nunca realmente fez a diferença. Se fez, foi para melhor.

    Não sou tão novo assim, ou você está me fazendo sentir velho, ainda peguei esta moda, inclusive, foi no período de transição para os uniformes.
    Eu vejo muito este tipo de desperdício de recursos públicos, que infelizmente tem piorado. ao iniciar meu mestrado (por enquanto suspenso), recebi um kit com um caderno capa dura, pasta e caneta. Da mesma forma, as prefeituras tem kits de materiais prontos para alunos que, na prática, uma significativa parcela não vai utilizar adequadamente.

    Creio que em razão do problema social, o governo poderia fornecer este kit mediante pagamento, ainda que subsidiado, para quem quisesse, adotando como critério do fornecimento gratuito, ou de patamar mínimo, apenas aqueles que já incluídos no cadastro único.

    Nos livros, é uma questão óbvia, e o valor naturalmente seria simbólico. Um livro didático sai em média a cinco reais para o governo, de forma que exigir um desembolso de R$ 50,00; por exemplo, condicionando a devolução parcial/integral ao fim do ano em função da condição do livro é uma boa medida. Se a família é miserável, fazer o contrário: fornecer no primeiro ano, alertando sobre a importância da conservação. Se não devolver os livros em bom estado, no ano seguinte é obrigado a pagar.



    Essa questão de livros didáticos precisa ser revista sob vários aspectos: Os livros normalmente são utilizados por períodos entre 1-4 anos apenas; depois são revistos e "atualizados", mesmo que estejam em ótimas condições de uso. Agora me digam: com exceção das matérias de Ciências Sociais (Geografia e História), que outra matéria precisaria ser "atualizada" num intervalo tão curto? Que eu me lembre, a Matemática ensinada na minha infância é a mesma até hoje, o máximo que se mudaria seria o conteúdo programático.
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    Mensagem por cicero_pb Ter 10 Nov 2015, 2:34 pm

    Perfeito.

    Sou educador, por formação. Pena que o TCU não permita que exerça minha profissão, devolvendo à sociedade aquilo que ela me ofereceu (é, segundo o TCU, muita vantagem para minha pessoa...).

    João Pessoa - ainda não sei bem o porquê - não valoriza muito essa questão da qualidade educacional. Tanto é que os melhores colégios no enem (tudo bem, é discutível, mas é um índice) da Paraíba ficam depois do 300º ...

    Sabem o que encontrei no sebo daqui sendo DOADOS ("de grátis" mesmo. É pegar e levar)?

    Livros do 1º grau (fundamental, 6º, 7º, 8º e 9º anos) do Gerson Iezzi.

    Perguntei a razão da doação no sebo.

    Descobri que NENHUM colégio particular de João Pessoa adota o Gerson Iezzi.

    Não há retorno econômico, pois ele não muda. Nem a capa, às vezes.

    Para quem não é da área ou não gosta, NMHO, Iezzi é o MELHOR livro de matemática de 1º e 2º graus na banânia.

    E isso já tem mais de 30 anos, que me lembre.

    Engraçado é que existem colégios públicos em João Pessoa que adotam o Iezzi. E os alunos utilizam como objeto de decoração.
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    Mensagem por Sigma Ter 10 Nov 2015, 9:16 pm

    corujito escreveu:
    josebarbos escreveu:
    corujito escreveu:A respeito do Estado na economia, podemos continuar no tópico específico. Mas gostaria de partir do seguinte ponto:

    UM exemplo de país com crise social tremenda comparável ao Brasil, que alcançou a prosperidade econômica com a adoção de cartilha liberal.

    Um único exemplo em que graves distorções de alocação distribuição se resolveram com a saída do Estado da economia. Um exemplo de prosperidade econômica sem uma FORTE COORDENAÇÃO estatal nas décadas passadas ou mesmo na atualidade.

    Sério, só um?

    Escolha entre Chile, Irlanda, Marrocos ou Singapura. Isto porque num país como o Brasil temos exemplos de focos de crise social de problemas de todo o tipo, dos africanos aos europeus.

    Responderei sobre Chile e Cingapura no tópico de economia. Uma caça às lendas.

    Fico no aguardo, corujito. Me interessa deveras essa questão. Don't hurry, take your time.
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    Mensagem por corujito Ter 10 Nov 2015, 9:26 pm

    Sigma, respondi na página anterior.

    Cingapura não tem nada que ver com Brasil.

    E o Chile as mudanças socioeconômicas não ocorreram por "mão invisível" após o choque liberal de Pinochet. E aí entra uma questão política também. Pois as consequências seriam trágicas não fosse a ditadura.

    Muito pelo contrário, foi o intervencionismo estatal que deu início ao largo desenvolvimento chileno, com política cambial, monetária, tributária. Sem falar o que já sabemos no Brasil: a prosperidade econômica setorial não aumenta, por si só, o bem estar global. E as falhas de mercado também não podem ser superadas sem o Eatado.

    Se retificarem a cartilha liberal, aceitando-se PLENAMENTE as funções distributiva, alocativa e estabilizadira, eu adiro na hora.
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    Mensagem por josebarbos Qui 12 Nov 2015, 2:28 am

    corujito escreveu:Sigma, respondi na página anterior.

    Cingapura não tem nada que ver com Brasil.

    E o Chile as mudanças socioeconômicas não ocorreram por "mão invisível" após o choque liberal de Pinochet. E aí entra uma questão política também. Pois as consequências seriam trágicas não fosse a ditadura.

    Muito pelo contrário, foi o intervencionismo estatal que deu início ao largo desenvolvimento chileno, com política cambial, monetária, tributária. Sem falar o que já sabemos no Brasil: a prosperidade econômica setorial não aumenta, por si só, o bem estar global. E as falhas de mercado também não podem ser superadas sem o Eatado.

    Se retificarem a cartilha liberal, aceitando-se PLENAMENTE as funções distributiva, alocativa e estabilizadira, eu adiro na hora.

    uma questão importante do Chile é que houve, sim, uma ditadura, pesada, mas uma ditadura que sabia tomar as medidas difíceis em nome de um futuro melhor, não por um projeto de poder. O modelo privado de previdência é uma coisa que ainda nem mostrou realmente a que veio, porque a crise será grave nos vizinhos, e aí teremos ideia do quão benéfico e avançado foi.

    Particularmente, algum caminho tem que ser apontado, independente da escala. No Brasil, nenhum projeto "menor", de algum estado ou município terá sucesso, seja pela visibilidade, que é restrita; seja pela limitada discricionariedade que o governante terá ao implementar esta política.
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    Mensagem por cicero_pb Seg 16 Nov 2015, 12:01 pm

    Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

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    Mensagem por josebarbos Seg 16 Nov 2015, 2:51 pm

    cicero_pb escreveu:Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

    [Tens de ter uma conta e sessão iniciada para poderes visualizar este link]

    Sou muito fã deste cara. Porque ele não precisa de uma pose, uma empáfia para falar de economia. É a versão equivalente do que o PVC é no futebol e o Fábio Seixas (ainda não tão reconhecido) no automobilismo.

    Eu particularmente só discordo do fato de que temos uma bolha imobiliária no Brasil. Existe um conceito muito interessante dele ou de um japonês, cujo nome me foge, que você está satisfeito com o seu bem quando não se importa em qual o valor de mercado dele. Isto quer dizer que se você eventualmente pagou "mais caro" num imóvel do que seria o valor de mercado, isto pouco importa por causa de uma qualidade, ou que nem pensa em vendê-lo, independentemente do valor atual, que pode ter sofrido uma grande valorização na região que habita.

    Existem algumas variáveis fundamentais que apontariam para uma bolha, que não ocorre no Brasil. A primeira delas, e acho que a mais fundamental, é o déficit habitacional, em que cinco milhões de famílias não têm casa. E atinge todas as faixas de renda, embora com absurdo destaque as de até 3 salários mínimos e de forma relevante (10%) as que têm renda mensal entre 3 a 5 salários mínimos e, em tese, já estariam abrangidas pelos programas sociais. Não bastasse o déficit per si, ainda que quitado, entraríamos na segunda iteração, referente à qualidade dos serviços públicos. Hoje, muitas famílias carentes que estão sendo beneficiadas por casas populares e urbanização passam a lidar com um novo problema: o da distância dos grandes centros e da má qualidade de transportes. A questão da mobilidade urbana é tão grave que ela já é fator determinante na valorização de um bairro ou região, havendo apenas pequenos nichos nos grandes centros que sejam relativamente próximos a locais de trabalho, compra e diversão. E a quem tem acesso, o preço é alto.

    Fator, determinante pelo conjunto, é o de que o mercado de imóveis tem preços muito estáveis, e é cultural. Se quem vende acha que sua propriedade vale, por exemplo, R$ 100.000,00; quando o valor de mercado giraria em torno de R$ 80.000,00; prefere esperar alguns anos pela "valorização" (que é fruto do déficit e é meio que inevitável), e deixa de vender, por exemplo, por R$ 90.000,00 para vender alguns anos depois pelos R$ 100.000,00.

    E por fim existe um valor simbólico do imóvel próprio. Por esta razão, muitas famílias fazem financiamentos e pagam por dois ou três imóveis pelo imediatismo de se garantir um agora. O histórico de inflação e descontrole de preços e falta de acesso ao sistema bancário são chagas ainda presentes em boa parte da nossa população.

    Por isto, economia é também um pouco de chute. Você está sempre preso ao efeito manada. Uma previsão correta pode dar um resultado inesperado.
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    Mensagem por cicero_pb Seg 16 Nov 2015, 3:18 pm

    ôpa, a bolha existe e já está esparramada nos nossos meios de comunicação.

    Se todos acreditam que há uma bolha, então a bolha inexiste!!!

    Os imóveis (de mentirinha - fingi-zap) já admitem a desvalorização.

    A déficit de ferraris é enorme na banânia.

    Particularmente, não tenho casa própria (tinha uma - que era da cef). E não estou procurando!!

    Tenho uma parente que tem apartamento, quitado, "valorizado" de 260K para 220K (na cabeça dela). Quando havia pateta, digo, consumidor, para apartamento igual ao dela, vendas ocorreram a 260K. Até falei para ela: aproveita e vende, nem que seja por 250k. Isso tem 2 anos.

    Hoje há anuncios por 220K e não há interessados!!!

    Tenho um carro (corsa, 1.8, 2005) que estou anunciando por 250K.

    Mas, como o ar-condicionado está com problemas, aceito 245K. Quem quiser, está disponível.

    Então veja, já passamos do ponto em que se discutia a existência ou não da bolha.

    Hoje a pergunta é: quanto tempo vai demorar? Como parecemos mais com a espanha, pode ser que se arraste por anos.

    Com inflação a 10% e "crescimento negativo" nos valores dos imóveis, não me importo de demorar ainda uns 5 a 8 anos para comprar minha casa.

    Até lá, vou de aluguel.
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    Mensagem por Galizezin Seg 16 Nov 2015, 4:21 pm

    Tenho por óbvio a existência de uma bolha imobiliária no Brasil. O brasileiro nunca teve renda para o leque de crédito que recebeu nesses últimos anos, não com uma taxa de juros dessa, impraticável. A diferença para os EUA é que aqui a bomba vai estourar nas mãos dos compradores.


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    Mensagem por androsvilazza Seg 16 Nov 2015, 4:34 pm

    Galizezin escreveu:Tenho por óbvio a existência de uma bolha imobiliária no Brasil. O brasileiro nunca teve renda para o leque de crédito que recebeu nesses últimos anos, não com uma taxa de juros dessa, impraticável. A diferença para os EUA é que aqui a bomba vai estourar nas mãos dos compradores.

    Não tenho tanta certeza. Acho que vai estourar pra cima das instituições financeiras também - leia-se CEF.
    Logicamente, há algumas diferenças, que ajudam a pender para um lado ou para o outro essa "batata quente":

    • Nos EUA, o crédito ofertado em excesso, residia na possibilidade de haver múltiplas hipotecas sobre um mesmo bem - em alguns casos, o valor da dívida ultrapassava o valor do bem tomado por garantia.
    • No Brasil, já sabemos o motivo (ou o culpado) pela oferta excessiva de crédito. Aqui, por outro lado, as pessoas não tem muito medo de "perder a casa". Se um dia vocês tiverem a oportunidade de ver um relatório de inadimplentes de qualquer agência da CEF, vão entender o que estou falando. As pessoas simplesmente não pagam. O processo de recuperação é muito demorado e ineficaz. Muitas das vezes o imóvel é ofertado em leilão com um "bônus" (o devedor ainda dentro). A Justiça não autoriza a retirada forçada das pessoas do imóvel, principalmente se houver idosos ou crianças no meio. Mesmo nos casos em que o devedor resolve regularizar o débito, o contrato habitacional é a última das prioridades - só vai negociar de forma que não atrapalhe os demais gastos, e em caso de novo aperto o primeiro pagamento a "rodar" é o do empréstimo habitacional, mais uma vez.
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    Mensagem por josebarbos Seg 16 Nov 2015, 4:50 pm

    androsvilazza escreveu:
    Galizezin escreveu:Tenho por óbvio a existência de uma bolha imobiliária no Brasil. O brasileiro nunca teve renda para o leque de crédito que recebeu nesses últimos anos, não com uma taxa de juros dessa, impraticável. A diferença para os EUA é que aqui a bomba vai estourar nas mãos dos compradores.

    Não tenho tanta certeza. Acho que vai estourar pra cima das instituições financeiras também - leia-se CEF.
    Logicamente, há algumas diferenças, que ajudam a pender para um lado ou para o outro essa "batata quente":

    • Nos EUA, o crédito ofertado em excesso, residia na possibilidade de haver múltiplas hipotecas sobre um mesmo bem - em alguns casos, o valor da dívida ultrapassava o valor do bem tomado por garantia.
    • No Brasil, já sabemos o motivo (ou o culpado) pela oferta excessiva de crédito. Aqui, por outro lado, as pessoas não tem muito medo de "perder a casa". Se um dia vocês tiverem a oportunidade de ver um relatório de inadimplentes de qualquer agência da CEF, vão entender o que estou falando. As pessoas simplesmente não pagam. O processo de recuperação é muito demorado e ineficaz. Muitas das vezes o imóvel é ofertado em leilão com um "bônus" (o devedor ainda dentro). A Justiça não autoriza a retirada forçada das pessoas do imóvel, principalmente se houver idosos ou crianças no meio. Mesmo nos casos em que o devedor resolve regularizar o débito, o contrato habitacional é a última das prioridades - só vai negociar de forma que não atrapalhe os demais gastos, e em caso de novo aperto o primeiro pagamento a "rodar" é o do empréstimo habitacional, mais uma vez.


    Existe uma diferença entre "bolha" e "ajuste de mercado". A bolha é global e, notadamente, rápida. Lembra, por exemplo, o episódio dos Simpsons sobre quando o Homer adquire abóboras, onde uma característica essencial é que há queda vertiginosa dos preços, afinal, tudo é muito célere.

    Mês passado curti férias numa praia em que era notável a quantidade de anúncios de venda. Quando morei em BH, antes de vir aqui para a roça, também notei um brutal aumento em anúncios de venda. A questão é que ali eram pessoas que, não tendo necessidade de vender seus imóveis, a maioria quitados, topariam, por um motivo ou outro, transformar aquilo em dinheiro, sabendo de outra possibilidade melhor de moradia por preço menor. No caso dos da praia, certamente são pessoas que compraram pensando numa forma de investimento e depois viram que o retorno de locações não é o imaginado, especialmente em tempos de crise.

    Haverá, sim, um ajuste localizado de preços. Notadamente imóveis de mais alto padrão e em bairros de classe média/alta, cujo preço está muito maior do que o real. E um bom parâmetro para isto é a relação valor do aluguel x preço do imóvel. Num mercado saudável e equilibrado, esta conta tende para 0,007. Não é coincidência, é uma média razoável de rendimento da poupança. Atualmente, dependendo da cidade, está entre 0,002 e 0,003; ou seja, os donos cobrando muito mais do que o imóvel vale em termos de benefício e renda da população. Neste cenário, o que o colega cicero_pb faz é perfeito: junta dinheiro e espera um bom momento para comprar. E, quando tiver, PENSA se vale a pena comprar.
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    Mensagem por HDTJ Qui 19 Nov 2015, 8:16 pm

    cicero_pb escreveu:Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

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    Mensagem por josebarbos Qui 19 Nov 2015, 10:29 pm

    HDTJ escreveu:
    cicero_pb escreveu:Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

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    "

    Quinta-feira, 19/11/2015, às 07:00, por Samy Dana
    O aluguel pode ser um jeito mais fácil de você conquistar um imóvel próprio

    O velho conceito de que a compra de um imóvel é um bom investimento é algo que passa de geração em geração. Na hora de fazer o planejamento de longo prazo, você certamente já deve ter ouvido conselhos de familiares ou pessoas próximas atentando para a compra de um apartamento. "Aluguel é jogar dinheiro fora; no financiamento você pelo menos está comprando algo que será seu", defendem alguns.

    Mas será que este senso comum é realmente verdadeiro? O fato é que um imóvel não pode ser considerado seu enquanto não estiver 100% quitado. Ou seja, ao longo de todos os anos arcando com as parcelas do financiamento, juros da operação e outras despesas incluídas na compra de um imóvel (como taxa de corretagem e o imposto de transmissão de bens imóveis), o bem ainda é uma posse do banco ou financiadora, tendo em vista que a inadimplência pode acarretar em alienação do imóvel.

    O ponto é que, diferente do que prega o senso comum, o aluguel pode ser uma opção bem mais vantajosa, tendo em vista que permite um planejamento melhor para a futura compra de um imóvel. Se isso parece difícil de acreditar, vamos aos fatos.

    Imagine que você tem intenção de comprar um imóvel avaliado em R$ 600 mil, com intenção de dar 20% do valor como entrada, ou seja, R$ 120 mil. O prazo para pagamento do saldo devedor, de R$ 480 mil, é de 30 anos. Vamos considerar um financiamento com custo efetivo total (CET) e TR de 11,1% ao ano. Sendo assim, a primeira parcela começa em R$ 5.562,27, com a amortização ao longo dos anos, a última prestação fica em R$ 1.363,82. Ao fim dos 30 anos, o valor total pago pelo imóvel é de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

    Em outro cenário, imaginemos que você more de aluguel em um imóvel também avaliado em R$ 600 mil e invista os R$ 120 mil que daria de entrada no financiamento em um investimento de baixo risco, com rentabilidade líquida de 10,58% ao ano. Vamos considerar o aluguel com taxa de 0,40% ao mês e o valor do primeiro mês de R$ 2.408. Nesta conjuntura, imaginemos que a diferença do valor pago no aluguel da prestação que seria paga no financiamento também seja investida na mesma aplicação citada acima.

    Diferente do que acontece com o financiamento, em 15 anos e sete meses é possível ter os mesmos R$ 1,3 milhão para a compra de um imóvel, considerando o dinheiro aplicado no investimento. Ou seja, é possível obter o dinheiro na metade do tempo previsto para o fim do financiamento.

    Por mais que o imóvel financiado esteja mais valorizado ao fim da compra, é preciso considerar também as despesas geradas ao longo dos anos com manutenção. A garantia de um imóvel próprio pode fazer parte do seu planejamento de longo prazo, mas é melhor questionar o senso comum na hora de pensar nessa compra. O imediatismo de um financiamento pode gerar um prejuízo muito maior do que a compra planejada através do aluguel aliado a um investimento.
    "
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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 1:09 am

    Mantenho minha opinião que é um enorme erro a transposição do São Francisco.

    O tempo irá mostrar quem tem razão.

    É um grande equívoco também na área econômica.

    De qualquer forma, podemos esperar um novo adiamento.

    Sempre adiam...

    (não era para 2013?)
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    Mensagem por Lula Molusco Sex 20 Nov 2015, 1:33 am

    cicero_pb escreveu:Mantenho minha opinião que é um enorme erro a transposição do São Francisco.

    O tempo irá mostrar quem tem razão.

    É um grande equívoco também na área econômica.

    De qualquer forma, podemos esperar um novo adiamento.

    Sempre adiam...

    (não era para 2013?)

    Nunca acreditei em prazos com obras de grande envergadura e de tempo longo. O que se pode ter é metas, pois a obra na verdade é um monte de licitações e empresas.

    Segundo esta fonte, a conclusão, prevista inicialmente para 2012, foi remarcada para dezembro de 2015.

    Esperemos o tempo para saber se a transposição era melhor ou não. Mas que vai acabar os carros-pipas oferecidos pelos edis, isso vai. A prática diminuiu bastante com a questão das "cisternas caseiras".
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    Mensagem por Lula Molusco Sex 20 Nov 2015, 1:37 am

    Algum crédulo?

    Inflação está começando a ceder, afirma Levy

    19/11/2015 às 16h24

    Por Juliana Ennes | Para o Valor

    DE NOVA YORK - Em tom otimista, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o país passa por um momento de transição, para enfrentar uma nova realidade global, com preços mais baixos de commodities. Ele acredita também que a inflação está começando a ceder, mas que se o Orçamento de 2016 já estivesse votado, seria mais rápido.

    Para Levy, a principal fonte de inflação no Brasil tem a ver com a área de serviços, setor em que demora mais para ceder, de acordo com o ministro. “Mas eu acho que está cedendo, a gente tem que continuar perseverando, mas a gente tem que tomar as medidas para ter estabilidade do câmbio, a volta da confiança de que a questão fiscal vai estar resolvida. E aí eu acho que a gente vai ver resultados importantes na área da inflação também. O Banco Central está trabalhando forte para a gente alcançar isso”, disse.

    Para o ministro, se o Orçamento já tivesse sido votado, seria “mais rápido” o impacto sobre a inflação. “O Orçamento está avançando, aí a gente vai ter mais uns ‘mesezinhos’ até, vamos dizer assim, a gente poder tirar todos os andaimes e tapumes. A gente vê como pode ser este novo Brasil, mais competitivo, com mais concorrência, com empresas mais produtivas,” acredita.

    Levy defendeu uma mudança de rumo para que o país possa enfrentar a nova realidade global, de preços baixos de commodities. “Como disse a presidente no início do ano, algumas medidas feitas em anos anteriores se esgotaram,” disse. Portanto, não tinha como continuar na mesma direção, na opinião do ministro. “Toda vez que você faz um movimento, que você conserta as coisas, durante um certo período você está em obras e as coisas parecem bastante difíceis,” explicou.

    O ministro acredita que agora, com um importante auxílio do Congresso, “que, nesta semana, deu uma sinalização extraordinária, votando coisas muito importantes”, haverá solução para o Orçamento. Uma vez que o Orçamento seja votado, o país deverá se recuperar, acredita.

    Ele defendeu uma solução “ambiciosa” para o Orçamento. “Não adianta só voltar com os mesmos remédios”, disse. Entre ações que não funcionariam, o ministro listou a concessão de mais crédito, ou a facilitação para um setor específico, como soluções de longo prazo. “Tem setores que estão com um certo estresse, tem que ter atenção, mas a gente tem que pensar além disso. Se não, é muita falta de imaginação só repetir sempre as mesmas coisas. Eu acho que esse é o nosso desafio, o desafio que o governo está preparado para fazer. E o Ministério da Fazenda tem trabalhado muito nisso, fazendo propostas,” disse.

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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 1:48 am

    Os carros pipas continuarão, não se engane.

    E continuarão a ser ex-tanques de combustível... (sabe como é, "de graça...")

    O leviatã está fazendo propaganda. Está no seu papel.
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    Mensagem por PCS-TRE Sex 20 Nov 2015, 2:23 am

    Lula Molusco escreveu:Enquanto em alguns lugares há crise hídrica, o "projeto de integração do Rio São Francisco está com 81% de execução física" e terminará em 2017. Me lembra a eleição 2002, no debate, Ciro Gomes e Lula.

    Agora teremos a migração de paulistas para o Nordeste.

    Transposição do São Francisco será concluída até 2017, diz Ministério




    19/11/2015 14h52 - Atualizado em 19/11/2015 15h39

    Até outubro projeto registrava 81% de execução física.

    Mais de 10 mil profissionais trabalham nos 477 Km de extensão da obra.

    Do G1 RN

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    Obras do Rio São Francisco devem ser concluídas no início de 2017, segundo Ministério da Integração (Foto: Divulgação/Ministério da Integração)

    O projeto de integração do Rio São Francisco está com 81% de execução física. Os dados são de outubro deste ano e foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Integração. “Já foram entregues as primeiras estações de bombeamento de cada eixo e está prevista para este ano a entrega da segunda estação do Eixo Leste”, explica o secretario de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional (MI), Osvaldo Garcia. A expectativa do Ministério é concluir a obra no início de 2017.

    Atualmente, 10,1 mil profissionais trabalham ao longo dos 477 quilômetros de extensão das obras, que beneficiará mais de 12 milhões de brasileiros em 390 cidades dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

    Com 4.133 equipamentos em operação, os dois eixos (Norte e Leste) do projeto apresentam execução de 82,2 % (Norte) e 79,2 % (Leste). A obra é construída por etapas e os cronogramas de execução do empreendimento priorizam a sequência construtiva do “caminho das águas” do projeto, ou seja, das captações até os estados que serão beneficiados.

    Além dos 477 quilômetros de obras lineares projetadas, o empreendimento engloba a construção de quatro túneis (um dos quais de 15 km de extensão), 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

    Em setembro o G1 percorreu 19 cidades do interior do Rio Grande do Norte e constatou os efeitos da pior estiagem dos últimos 100 anos no estado. À época, o Ministério da Integração Nacional não confirmava a data para a chegada das obras da transposição do Rio São Francisco ao Rio Grande do Norte.

    O MI explicou que as águas do Velho Chico virão até o RN de duas maneiras. Uma delas é com a perenização do rio Piranhas/Açu. Significa que as águas do rio, que nasce na Serra do Piancó, na Paraíba, devem ser represadas pela barragem de Oiticica antes que elas desemboquem na barragem Armando Ribeiro Gonçalves.

    A outra forma de a água chegar ao estado será com a construção um sistema denominado Ramal Apodi, uma etapa da obra que faz parte do chamado Eixo Norte da transposição. Por este ramal, as águas deverão correr por canais, túneis, aquedutos e barragens, totalizando 115,5 quilômetros de extensão. Para isso, ainda de acordo com o Ministério, estima-se que 857 propriedades terão que ser relocadas ou os donos indenizados em treze municípios da Paraíba, Ceará e no próprio Rio Grande do Norte.

    Em solo potiguar, a transposição afetará famílias em Luís Gomes, Major Sales e José da Penha, por onde o ramal passará até chegar ao açude público de Pau dos Ferros, de onde as águas partirão até Angicos, já na região Central do estado. Ao final do percurso, 44 municípios devem ser beneficiados.

    Ações de convívio com a seca

    Devido aos longos períodos de seca e estiagem no país, principalmente no semiárido do Nordeste, o governo federal intensificou a gestão e a aplicação de políticas públicas para amenizar o impacto das perdas econômicas e sociais nas áreas atingidas. Por essa razão, o MI investe em outras obras hídricas estruturantes e em ações emergenciais.

    Entre as obras hídricas estruturantes estão o Cinturão das Águas (CE), a Vertente Litorânea Paraibana (PB), o Canal do Sertão Alagoano (AL), a Adutora Pajeú (PE e PB), a Adutora do Agreste (PE), a Barragem de Ingazeiras (PE) e a Barragem de Oiticica (RN).

    Considerado uma ação estruturante, o Programa Água para Todos já beneficiou mais de cinco milhões de brasileiros. O programa consiste na implantação de tecnologias de uso da água para o consumo próprio ou para a produção de alimentos e a criação de animais.

    O Água Para Todos implementou, por exemplo, 876,5 mil cisternas e 2,1 mil sistemas simplificados de abastecimento. O programa recebeu R$ 5,2 bilhões em investimentos e já atendeu 17 estados - nove do Nordeste.

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    Obra beneficiará mais de 12 milhões de brasileiros em 390 cidades dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte (Foto: Divulgação/Ministério da Integração)

    Fonte

    Eu vi recentemente uma notícia sobre a seca no rio São Francisco.
    Mostrava as cidades que desapareceram após a construção da barragem de Sobradinho - que agora reaparecem devido ao esvaziamento do lago ocasionado pela falta de chuvas - e moradores antigos mostrando nos escombros onde se localizavam escolas, mercados, praça....

    Ou seja, corre-se o risco de gastar muitos bilhões em nao sei quantos anos e no final, se o rio São Francisco perder a vazão, não ter água para passar por esses canais....
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    Mensagem por Lula Molusco Sex 20 Nov 2015, 7:37 am

    PCS-TRE escreveu:
    Lula Molusco escreveu:Enquanto em alguns lugares há crise hídrica, o "projeto de integração do Rio São Francisco está com 81% de execução física" e terminará em 2017. Me lembra a eleição 2002, no debate, Ciro Gomes e Lula.

    Agora teremos a migração de paulistas para o Nordeste.

    Transposição do São Francisco será concluída até 2017, diz Ministério

    19/11/2015 14h52 - Atualizado em 19/11/2015 15h39

    Até outubro projeto registrava 81% de execução física.

    Mais de 10 mil profissionais trabalham nos 477 Km de extensão da obra.

    Fonte

    Eu vi recentemente uma notícia sobre a seca no rio São Francisco.
    Mostrava as cidades que desapareceram após a construção da barragem de Sobradinho - que agora reaparecem devido ao esvaziamento do lago ocasionado pela falta de chuvas - e moradores antigos mostrando nos escombros onde se localizavam escolas, mercados, praça....

    Ou seja, corre-se o risco de gastar muitos bilhões em nao sei quantos anos e no final, se o rio São Francisco perder a vazão, não ter água para passar por esses canais....

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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 11:38 am

    Lula Molusco escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Lula Molusco escreveu:Enquanto em alguns lugares há crise hídrica, o "projeto de integração do Rio São Francisco está com 81% de execução física" e terminará em 2017. Me lembra a eleição 2002, no debate, Ciro Gomes e Lula.

    Agora teremos a migração de paulistas para o Nordeste.

    Transposição do São Francisco será concluída até 2017, diz Ministério


    19/11/2015 14h52 - Atualizado em 19/11/2015 15h39

    Até outubro projeto registrava 81% de execução física.

    Mais de 10 mil profissionais trabalham nos 477 Km de extensão da obra.

    Fonte

    Eu vi recentemente uma notícia sobre a seca no rio São Francisco.
    Mostrava as cidades que desapareceram após a construção da barragem de Sobradinho - que agora reaparecem devido ao esvaziamento do lago ocasionado pela falta de chuvas - e moradores antigos mostrando nos escombros onde se localizavam escolas, mercados, praça....

    Ou seja, corre-se o risco de gastar muitos bilhões em nao sei quantos anos e no final, se o rio São Francisco perder a vazão, não ter água para passar por esses canais....

    Esperemos o tempo para saber se a transposição era melhor ou não.


    Não é necessário esperar tanto tempo.

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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 12:26 pm

    josebarbos escreveu:
    HDTJ escreveu:
    cicero_pb escreveu:Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

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    Seria ele o Peter Schiff brasileiro?

    Texto simples e brilhante sobre casa própria: vou utilizá-lo até de exemplo:

    "

       Quinta-feira, 19/11/2015, às 07:00, por Samy Dana
       O aluguel pode ser um jeito mais fácil de você conquistar um imóvel próprio

       O velho conceito de que a compra de um imóvel é um bom investimento é algo que passa de geração em geração. Na hora de fazer o planejamento de longo prazo, você certamente já deve ter ouvido conselhos de familiares ou pessoas próximas atentando para a compra de um apartamento. "Aluguel é jogar dinheiro fora; no financiamento você pelo menos está comprando algo que será seu", defendem alguns.

       Mas será que este senso comum é realmente verdadeiro? O fato é que um imóvel não pode ser considerado seu enquanto não estiver 100% quitado. Ou seja, ao longo de todos os anos arcando com as parcelas do financiamento, juros da operação e outras despesas incluídas na compra de um imóvel (como taxa de corretagem e o imposto de transmissão de bens imóveis), o bem ainda é uma posse do banco ou financiadora, tendo em vista que a inadimplência pode acarretar em alienação do imóvel.

       O ponto é que, diferente do que prega o senso comum, o aluguel pode ser uma opção bem mais vantajosa, tendo em vista que permite um planejamento melhor para a futura compra de um imóvel. Se isso parece difícil de acreditar, vamos aos fatos.

       Imagine que você tem intenção de comprar um imóvel avaliado em R$ 600 mil, com intenção de dar 20% do valor como entrada, ou seja, R$ 120 mil. O prazo para pagamento do saldo devedor, de R$ 480 mil, é de 30 anos. Vamos considerar um financiamento com custo efetivo total (CET) e TR de 11,1% ao ano. Sendo assim, a primeira parcela começa em R$ 5.562,27, com a amortização ao longo dos anos, a última prestação fica em R$ 1.363,82. Ao fim dos 30 anos, o valor total pago pelo imóvel é de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

       Em outro cenário, imaginemos que você more de aluguel em um imóvel também avaliado em R$ 600 mil e invista os R$ 120 mil que daria de entrada no financiamento em um investimento de baixo risco, com rentabilidade líquida de 10,58% ao ano. Vamos considerar o aluguel com taxa de 0,40% ao mês e o valor do primeiro mês de R$ 2.408. Nesta conjuntura, imaginemos que a diferença do valor pago no aluguel da prestação que seria paga no financiamento também seja investida na mesma aplicação citada acima.

       Diferente do que acontece com o financiamento, em 15 anos e sete meses é possível ter os mesmos R$ 1,3 milhão para a compra de um imóvel, considerando o dinheiro aplicado no investimento. Ou seja, é possível obter o dinheiro na metade do tempo previsto para o fim do financiamento.

       Por mais que o imóvel financiado esteja mais valorizado ao fim da compra, é preciso considerar também as despesas geradas ao longo dos anos com manutenção. A garantia de um imóvel próprio pode fazer parte do seu planejamento de longo prazo, mas é melhor questionar o senso comum na hora de pensar nessa compra. O imediatismo de um financiamento pode gerar um prejuízo muito maior do que a compra planejada através do aluguel aliado a um investimento.
    "

    Bom dia colegas!

    Sempre que vejo uma discussão sobre compra ou não de um imóvel, ouço justificativas que nunca me convenceram.
    O intuito aqui é justamente entender. Não sei nada de economia, e por isso gostaria de explicações pra tentar entender o porquê de nunca ter me convencido de que fiz um mau negócio, por exemplo. Vejam meu caso:

    Sem um real no bolso, adquiri em 2010 um apartamento por 108.000,00 em uma cidade, totalmente financiado em 30 anos. (apartamento a 100 mts do forum onde trabalho) Prestação (decrescente) inicial de 1.200,00 mais ou menos.

    Hoje ele está alugado R$ 950,00. (tenho de repor uns 60 reais pra cobrir a prestação). (Já moro em outro apartamento, também financiado).

    Hoje o apartamento vale por volta de 170.000,00.

    Como não tinha um real sequer, quer dizer, desembolsei uns 5.000,00 em gastos, documentação etc. Como o aluguel, ao invés da compra, no meu caso, seria mais interessante? Sempre quis entender, talvez agora vai...Rs...

    Com a palavra, os senhores...
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    Mensagem por josebarbos Sex 20 Nov 2015, 12:31 pm

    cicero_pb escreveu:
    Lula Molusco escreveu:
    PCS-TRE escreveu:
    Lula Molusco escreveu:Enquanto em alguns lugares há crise hídrica, o "projeto de integração do Rio São Francisco está com 81% de execução física" e terminará em 2017. Me lembra a eleição 2002, no debate, Ciro Gomes e Lula.

    Agora teremos a migração de paulistas para o Nordeste.

    Transposição do São Francisco será concluída até 2017, diz Ministério



    19/11/2015 14h52 - Atualizado em 19/11/2015 15h39

    Até outubro projeto registrava 81% de execução física.

    Mais de 10 mil profissionais trabalham nos 477 Km de extensão da obra.

    Fonte

    Eu vi recentemente uma notícia sobre a seca no rio São Francisco.
    Mostrava as cidades que desapareceram após a construção da barragem de Sobradinho - que agora reaparecem devido ao esvaziamento do lago ocasionado pela falta de chuvas - e moradores antigos mostrando nos escombros onde se localizavam escolas, mercados, praça....

    Ou seja, corre-se o risco de gastar muitos bilhões em nao sei quantos anos e no final, se o rio São Francisco perder a vazão, não ter água para passar por esses canais....

    Esperemos o tempo para saber se a transposição era melhor ou não.


    Não é necessário esperar tanto tempo.

    Basta estudar.

    Pera....

    Estudar não combina com petismo!

    A transposição deveria encerrar ainda no primeiro mandato do Lula. Ele contava que seria o grande trunfo para eleger seu poste. Coincidência ou não, com a crise internacional ela deixou de ser "necessária" e passou a ser constantemente adiada. E 2017 uma ova, vão por óbvio deixar isto para o ano seguinte para ser muito utilizado pelo marketing eleitoral, ainda que nem concluída esteja. É a mania do PT de antecipar as coisas. Já chegou num nível que Dilma está inaugurando projetos: é o caso de Mariana, que já sabe que vai ter uma recuperação do Rio Doce. Só não sabe quando começa, quanto custa e quem paga. Questões irrelevantes, não é mesmo?

    Em engenharia não tem esta história de errar custos e cronograma. Não estamos falando de uma obra complexa como o túnel São Gotardo, na Suíça, que vira e mexe eles tem que lidar com um tipo de rocha inesperado no caminho, e só dá para saber enquanto se está cavando, mesmo. Basta botar concreto barragem e bomba nos lugares planejados.

    Como mineiro, tenho sérias preocupações com o que vai acontecer com o velho Chico. Em MG, não houve audiẽncia pública: ela foi propositalmente atabalhoada apenas para constar que foi agendado. Os problemas não foram discutidos. Mas agora o mal já está feito. Espero que, pelo menos, a promessa seja cumprida, ainda que parcialmente. O que alguns jornais mais oposicionistas disseram à época, e espero que não seja verdade, é que o grande beneficiado seria o agronegócio, que comprou terras barato sabendo que posteriormente seriam irrigáveis.
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    Mensagem por josebarbos Sex 20 Nov 2015, 12:37 pm

    Raixoo escreveu:
    josebarbos escreveu:
    HDTJ escreveu:
    cicero_pb escreveu:Começo de semana....

    Um café entre amigos no trabalho....

    Só coisa boa.

    ------------------------

    Então nada de iniciar a segunda com notícias que todos já sabemos: previsão oficial de 2 dígitos para a inflação de 2015, previsão de PIB pior em 2016, aumento generalizado de alimentos...

    Quero chamar a atenção para um novo bloguista no g1: Samy Dana.

    É comum no mercado economistas adeptos da "engenharia de obra feita". Não é o caso do Samy.

    Muito pelo contrário: tem opiniões e defende-as. Quando praticamente ninguém falava de bolha imobiliária e da irracionalidade na economia, ele já estava lá, colocando o dedo na ferida.

    Parabéns, Samy. Espero que possa levar alguns brasileiros a repensar suas vidas e a melhorá-las.

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    Seria ele o Peter Schiff brasileiro?

    Texto simples e brilhante sobre casa própria: vou utilizá-lo até de exemplo:

    "

       Quinta-feira, 19/11/2015, às 07:00, por Samy Dana
       O aluguel pode ser um jeito mais fácil de você conquistar um imóvel próprio

       O velho conceito de que a compra de um imóvel é um bom investimento é algo que passa de geração em geração. Na hora de fazer o planejamento de longo prazo, você certamente já deve ter ouvido conselhos de familiares ou pessoas próximas atentando para a compra de um apartamento. "Aluguel é jogar dinheiro fora; no financiamento você pelo menos está comprando algo que será seu", defendem alguns.

       Mas será que este senso comum é realmente verdadeiro? O fato é que um imóvel não pode ser considerado seu enquanto não estiver 100% quitado. Ou seja, ao longo de todos os anos arcando com as parcelas do financiamento, juros da operação e outras despesas incluídas na compra de um imóvel (como taxa de corretagem e o imposto de transmissão de bens imóveis), o bem ainda é uma posse do banco ou financiadora, tendo em vista que a inadimplência pode acarretar em alienação do imóvel.

       O ponto é que, diferente do que prega o senso comum, o aluguel pode ser uma opção bem mais vantajosa, tendo em vista que permite um planejamento melhor para a futura compra de um imóvel. Se isso parece difícil de acreditar, vamos aos fatos.

       Imagine que você tem intenção de comprar um imóvel avaliado em R$ 600 mil, com intenção de dar 20% do valor como entrada, ou seja, R$ 120 mil. O prazo para pagamento do saldo devedor, de R$ 480 mil, é de 30 anos. Vamos considerar um financiamento com custo efetivo total (CET) e TR de 11,1% ao ano. Sendo assim, a primeira parcela começa em R$ 5.562,27, com a amortização ao longo dos anos, a última prestação fica em R$ 1.363,82. Ao fim dos 30 anos, o valor total pago pelo imóvel é de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

       Em outro cenário, imaginemos que você more de aluguel em um imóvel também avaliado em R$ 600 mil e invista os R$ 120 mil que daria de entrada no financiamento em um investimento de baixo risco, com rentabilidade líquida de 10,58% ao ano. Vamos considerar o aluguel com taxa de 0,40% ao mês e o valor do primeiro mês de R$ 2.408. Nesta conjuntura, imaginemos que a diferença do valor pago no aluguel da prestação que seria paga no financiamento também seja investida na mesma aplicação citada acima.

       Diferente do que acontece com o financiamento, em 15 anos e sete meses é possível ter os mesmos R$ 1,3 milhão para a compra de um imóvel, considerando o dinheiro aplicado no investimento. Ou seja, é possível obter o dinheiro na metade do tempo previsto para o fim do financiamento.

       Por mais que o imóvel financiado esteja mais valorizado ao fim da compra, é preciso considerar também as despesas geradas ao longo dos anos com manutenção. A garantia de um imóvel próprio pode fazer parte do seu planejamento de longo prazo, mas é melhor questionar o senso comum na hora de pensar nessa compra. O imediatismo de um financiamento pode gerar um prejuízo muito maior do que a compra planejada através do aluguel aliado a um investimento.
    "

    Bom dia colegas!

    Sempre que vejo uma discussão sobre compra ou não de um imóvel, ouço justificativas que nunca me convenceram.
    O intuito aqui é justamente entender. Não sei nada de economia, e por isso gostaria de explicações pra tentar entender o porquê de nunca ter me convencido de que fiz um mau negócio, por exemplo. Vejam meu caso:

    Sem um real no bolso, adquiri em 2010 um apartamento por 108.000,00 em uma cidade, totalmente financiado em 30 anos. (apartamento a 100 mts do forum onde trabalho) Prestação (decrescente) inicial de 1.200,00 mais ou menos.

    Hoje ele está alugado R$ 950,00. (tenho de repor uns 60 reais pra cobrir a prestação). (Já moro em outro apartamento, também financiado).

    Hoje o apartamento vale por volta de 170.000,00.

    Como não tinha um real sequer, quer dizer, desembolsei uns 5.000,00 em gastos, documentação etc. Como o aluguel, ao invés da compra, no meu caso, seria mais interessante? Sempre quis entender, talvez agora vai...Rs...

    Com a palavra, os senhores...


    Seu caso é muito simples, e digo até que você deu sorte:
    para você, provavelmente foi um excelente negócio. Porque você comprou antes da valorização.

    Outra coisa, até por curiosidade, em qual estado você mora? Porque só do patamar ser abaixo de R$ 300.000,00, você já é uma exceção em relação aos grandes centros. Para você ter ideia, para morar num conjunto habitacional bem localizado em Belo Horizonte, que é onde posso falar de preço, você não paga menos de R$ 200.000,00. E quando digo bem localizado é o frequentado por classe média/média alta, e que fica a aproximadamente 40 minutos a uma hora de transporte público em dia que o trânsito está bom.

    Agora, se ele vale R$ 170.000,00 e você pode transformá-lo em dinheiro, não sei quanto é o saldo devedor, mas você poderia e deveria vendê-lo e liquidar seu outro financiamento.
    Poderá haver épocas em que ele não estará alugado, e vai dar muita despesa, ao passo que os R$ 170.000,00, hoje, poderiam estar retornando facilmente algo em torno de 115% do CDI num bom investimento seguro, de longo prazo, ou o dobro do que você recebe de aluguel.
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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 12:49 pm

    Há um erro de interpretação clássico em sua colocação.

    Veja, ninguém está dizendo que comprar imóvel é ruim.

    O que algumas pessoas colocam - eu incluso - que tijolo é igual a carro, liquidificador, tv...

    É um bem.

    Bem durável (ou deveria ser).

    Mas que os vendedores colocam algumas máximas que são FALSAS.

    Dentre elas: imóvel sempre se valoriza (está desvalorizando), aluguel é dinheiro jogado fora, etc.

    Para você ter uma idéia, quem tem imóvel próprio, PAGA ALUGUEL.

    É difícil, em uma sociedade massificada e sem educação financeira, entender o que coloquei acima.

    Então imóvel tem seu tempo certo para compra e para venda.

    Eu vendi minha casa. Com a grana aplicada poderia comprar uma igual e sobrar um bom troco - mais do que paguei nesse período de aluguel. Mas os imóveis ainda vão cair muito...

    Acredito que lá para 2019/2020 estará uma boa época para comprar.

    Agora, comprar, hoje, é uma furada.

    Você mesmo disse que comprou em 2010 (eu, em 2009). Parece, pelo que vc colocou, que fez um bom negócio.

    Então é isso: comprar imóvel não necessariamente é bom ou ruim. Depende de vários fatores.

    Agora, acreditar em papo de vendedor que imovel sempre valoriza, que os juros que você paga não é aluguel, que quem mora em imóvel próprio não paga aluguel...

    É bom pensar.
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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 12:56 pm

    josebarbos escreveu:
    Raixoo escreveu:
    josebarbos escreveu:
    HDTJ escreveu:


    Seria ele o Peter Schiff brasileiro?

    Texto simples e brilhante sobre casa própria: vou utilizá-lo até de exemplo:

    "

       Quinta-feira, 19/11/2015, às 07:00, por Samy Dana
       O aluguel pode ser um jeito mais fácil de você conquistar um imóvel próprio

       O velho conceito de que a compra de um imóvel é um bom investimento é algo que passa de geração em geração. Na hora de fazer o planejamento de longo prazo, você certamente já deve ter ouvido conselhos de familiares ou pessoas próximas atentando para a compra de um apartamento. "Aluguel é jogar dinheiro fora; no financiamento você pelo menos está comprando algo que será seu", defendem alguns.

       Mas será que este senso comum é realmente verdadeiro? O fato é que um imóvel não pode ser considerado seu enquanto não estiver 100% quitado. Ou seja, ao longo de todos os anos arcando com as parcelas do financiamento, juros da operação e outras despesas incluídas na compra de um imóvel (como taxa de corretagem e o imposto de transmissão de bens imóveis), o bem ainda é uma posse do banco ou financiadora, tendo em vista que a inadimplência pode acarretar em alienação do imóvel.

       O ponto é que, diferente do que prega o senso comum, o aluguel pode ser uma opção bem mais vantajosa, tendo em vista que permite um planejamento melhor para a futura compra de um imóvel. Se isso parece difícil de acreditar, vamos aos fatos.

       Imagine que você tem intenção de comprar um imóvel avaliado em R$ 600 mil, com intenção de dar 20% do valor como entrada, ou seja, R$ 120 mil. O prazo para pagamento do saldo devedor, de R$ 480 mil, é de 30 anos. Vamos considerar um financiamento com custo efetivo total (CET) e TR de 11,1% ao ano. Sendo assim, a primeira parcela começa em R$ 5.562,27, com a amortização ao longo dos anos, a última prestação fica em R$ 1.363,82. Ao fim dos 30 anos, o valor total pago pelo imóvel é de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

       Em outro cenário, imaginemos que você more de aluguel em um imóvel também avaliado em R$ 600 mil e invista os R$ 120 mil que daria de entrada no financiamento em um investimento de baixo risco, com rentabilidade líquida de 10,58% ao ano. Vamos considerar o aluguel com taxa de 0,40% ao mês e o valor do primeiro mês de R$ 2.408. Nesta conjuntura, imaginemos que a diferença do valor pago no aluguel da prestação que seria paga no financiamento também seja investida na mesma aplicação citada acima.

       Diferente do que acontece com o financiamento, em 15 anos e sete meses é possível ter os mesmos R$ 1,3 milhão para a compra de um imóvel, considerando o dinheiro aplicado no investimento. Ou seja, é possível obter o dinheiro na metade do tempo previsto para o fim do financiamento.

       Por mais que o imóvel financiado esteja mais valorizado ao fim da compra, é preciso considerar também as despesas geradas ao longo dos anos com manutenção. A garantia de um imóvel próprio pode fazer parte do seu planejamento de longo prazo, mas é melhor questionar o senso comum na hora de pensar nessa compra. O imediatismo de um financiamento pode gerar um prejuízo muito maior do que a compra planejada através do aluguel aliado a um investimento.
    "

    Bom dia colegas!

    Sempre que vejo uma discussão sobre compra ou não de um imóvel, ouço justificativas que nunca me convenceram.
    O intuito aqui é justamente entender. Não sei nada de economia, e por isso gostaria de explicações pra tentar entender o porquê de nunca ter me convencido de que fiz um mau negócio, por exemplo. Vejam meu caso:

    Sem um real no bolso, adquiri em 2010 um apartamento por 108.000,00 em uma cidade, totalmente financiado em 30 anos. (apartamento a 100 mts do forum onde trabalho) Prestação (decrescente) inicial de 1.200,00 mais ou menos.

    Hoje ele está alugado R$ 950,00. (tenho de repor uns 60 reais pra cobrir a prestação). (Já moro em outro apartamento, também financiado).

    Hoje o apartamento vale por volta de 170.000,00.

    Como não tinha um real sequer, quer dizer, desembolsei uns 5.000,00 em gastos, documentação etc. Como o aluguel, ao invés da compra, no meu caso, seria mais interessante? Sempre quis entender, talvez agora vai...Rs...

    Com a palavra, os senhores...


    Seu caso é muito simples, e digo até que você deu sorte:
    para você, provavelmente foi um excelente negócio. Porque você comprou antes da valorização.

    Outra coisa, até por curiosidade, em qual estado você mora? Porque só do patamar ser abaixo de R$ 300.000,00, você já é uma exceção em relação aos grandes centros. Para você ter ideia, para morar num conjunto habitacional bem localizado em Belo Horizonte, que é onde posso falar de preço, você não paga menos de R$ 200.000,00. E quando digo bem localizado é o frequentado por classe média/média alta, e que fica a aproximadamente 40 minutos a uma hora de transporte público em dia que o trânsito está bom.

    Agora, se ele vale R$ 170.000,00 e você pode transformá-lo em dinheiro, não sei quanto é o saldo devedor, mas você poderia e deveria vendê-lo e liquidar seu outro financiamento.
    Poderá haver épocas em que ele não estará alugado, e vai dar muita despesa, ao passo que os R$ 170.000,00, hoje, poderiam estar retornando facilmente algo em torno de 115% do CDI num bom investimento seguro, de longo prazo, ou o dobro do que você recebe de aluguel.

    Hum...Entendi.

    Eu moro numa cidade satélite do Distrito Federal. (periferia. Mas qualquer apartamento de 2 quartos com 45mt quadrado aqui vale uns 200k. Coloquei 170k diminuindo bastante) Fica a 30 km de Brasília (Plano Piloto). Aqui, nunca vi um imóvel desvalorizar. Mas percebo que de uns 40 prédios quase acabados ou já prontos aqui na minha quadra, muitas unidades estão vazias. E mesmo assim, não pára de surgir novos prédios. (a cidade que moro é Samambaia-DF).

    O saldo devedor do apto ainda é alto, uns 85k (ou mais). E aluguei por esse valor porque o locatário é mto bom. Mas conseguiria alugar por até 1100 com facilidade.

    Mas olha, essa realidade que vivo é a de muitos que conheço. Por isso que quando sempre achei estranho a sustentação da tese do aluguel em detrimento da compra. Mas entendi o que você quis dizer. Embora acredite que se eu estivesse pagando aluguel, até hoje não teria amortizado nada da dívida e iria sofrer bem mais pra financiar outro imóvel (com prestação mais alta do que o valor do aluguel, bem mais.) Pelo que vejo, o aluguel seria mais interessante pra quem tem algum dinheiro guardado.

    Valeu!
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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 1:01 pm

    cicero_pb escreveu:Há um erro de interpretação clássico em sua colocação.

    Veja, ninguém está dizendo que comprar imóvel é ruim.

    O que algumas pessoas colocam - eu incluso - que tijolo é igual a carro, liquidificador, tv...

    É um bem.

    Bem durável (ou deveria ser).

    Mas que os vendedores colocam algumas máximas que são FALSAS.

    Dentre elas: imóvel sempre se valoriza (está desvalorizando), aluguel é dinheiro jogado fora, etc.

    Para você ter uma idéia, quem tem imóvel próprio, PAGA ALUGUEL.

    É difícil, em uma sociedade massificada e sem educação financeira, entender o que coloquei acima.

    Então imóvel tem seu tempo certo para compra e para venda.

    Eu vendi minha casa. Com a grana aplicada poderia comprar uma igual e sobrar um bom troco - mais do que paguei nesse período de aluguel. Mas os imóveis ainda vão cair muito...

    Acredito que lá para 2019/2020 estará uma boa época para comprar.

    Agora, comprar, hoje, é uma furada.

    Você mesmo disse que comprou em 2010 (eu, em 2009). Parece, pelo que vc colocou, que fez um bom negócio.

    Então é isso: comprar imóvel não necessariamente é bom ou ruim. Depende de vários fatores.

    Agora, acreditar em papo de vendedor que imovel sempre valoriza, que os juros que você paga não é aluguel, que quem mora em imóvel próprio não paga aluguel...

    É bom pensar.

    Olha, eu não quis dizer que a compra é algo ruim. Provavelmente não tenha me expressado bem. Apenas indaguei justamente por não entender de verdade.

    Mas das conversas a respeito, estou chegando a conclusão que o aluguel é interessante quando se tem algum dinheiro aplicado (seu caso).

    Aí, sim... Agora pra quem não tem dinheiro "guardado", pagar aluguel e juntar dinheiro pra adquiri um imóvel, não me parece ser a melhor opção. Ao menos levando em consideração o meu caso. E cada caso... Como você disse.


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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 1:28 pm

    "Aí, sim... Agora pra quem não tem dinheiro "guardado", pagar aluguel e juntar dinheiro pra adquiri um imóvel, não me parece ser a melhor opção".


    Incrível que pareça, atualmente é o contrário.

    Veja, se o sujeito não tem dinheiro, então aí é que ele jogará dinheiro fora com a compra.

    Para inicio de conversa , ele terá que ter pelo menos 20%. Mas digamos que o governo aceite financiar 100%.

    Pelo simulador da CEF, na melhor opção possível (servidor optante pelo pacote de serviços, etc) a prestação inicial é de 3.334,35.

    Onde moro (não sei sua realidade), um imovel de 300K você consegue alugar por 900,00 (sem chorar. Procurando encontra até por 700 - afinal o que não falta é imóvel vazio onde moro procurando inquilino).

    Então, entre o que vc tem que pagar - 3.334,35 e o aluguel - 900, existe uma diferença de 2.434,35.

    Agora é fazer contas: entre alugar por 900 e guardar 2.434,35 ou pagar 3.334,35 pelo seu imóvel próprio...

    Veja também quanto ganharia com a aplicação da sobra.

    Considere desvalorização do imovel (é o atual momento).

    Considere a TR (não foi incluída nas contas. E ela está voltando com a inflação...)

    Enfim.

    esqueci: a prestação é em módicos 360 meses...
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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 1:43 pm

    Li que voce mora no DF.

    Veja o caso do chaparral.

    Chegou a ser vendido a 15k o metro quadrado.

    hoje é anunciado por menos de 8K e não vende!!!

    Um excelente negócio... para o vendedor.
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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 1:52 pm

    cicero_pb escreveu:"Aí, sim... Agora pra quem não tem dinheiro "guardado", pagar aluguel e juntar dinheiro pra adquiri um imóvel, não me parece ser a melhor opção".


    Incrível que pareça, atualmente é o contrário.

    Veja, se o sujeito não tem dinheiro, então aí é que ele jogará dinheiro fora com a compra.

    Para inicio de conversa , ele terá que ter pelo menos 20%. Mas digamos que o governo aceite financiar 100%.

    Pelo simulador da CEF, na melhor opção possível (servidor optante pelo pacote de serviços, etc) a prestação inicial é de 3.334,35.

    Onde moro (não sei sua realidade), um imovel de 300K você consegue alugar por 900,00 (sem chorar. Procurando encontra até por 700 - afinal o que não falta é imóvel vazio onde moro procurando inquilino).

    Então, entre o que vc tem que pagar - 3.334,35 e o aluguel - 900, existe uma diferença de 2.434,35.

    Agora é fazer contas: entre alugar por 900 e guardar 2.434,35 ou pagar 3.334,35 pelo seu imóvel próprio...

    Veja também quanto ganharia com a aplicação da sobra.

    Considere desvalorização do imovel (é o atual momento).

    Considere a TR (não foi incluída nas contas. E ela está voltando com a inflação...)

    Enfim.

    esqueci: a prestação é em módicos 360 meses...

    Hum...

    Realmente é um pouco diferente daqui onde moro. Aqui, por exemplo com essa prestação paga-se uma cobertura de 130mts quadrados, com piscina e churrasqueira (se fosse 100% financiado). E o aluguel não seria esse valor, nem de perto!
    No outro post eu disse que o meu apto (é "grande, comparado aos de preços semelhantes" (65mts) mas num condomínio simples), está por 950, mas alugaria facilmente por 1100,00. Ele vale hoje em média 200k (joguei 170 pra baixo mesmo). Os apartamentos de 300k por aqui são mais caros (e ainda tem o condomínio).

    Se aqui eu conseguisse achar um apartamento de ao menos uns 40mt quadrado (cubículo), mais taxa de condomínio por 900,00, jamais eu compraria um apartamento. Isso é raro! Falar a verdade, nunca vi! (já vi quitinetes de 25mts, sem garagem e fora o valor de condomínio).

    Há um ano (cotei por curiosidade) um apto de 200k aqui ficaria com prestação por volta de 1700,00 (que é, somados aluguel e condomínio, quase o valor da prestação. Por isso, a economia seria pequena e se tornaria mais dificil juntar grana pra compra do imóvel.

    A realidade que vejo aqui é mais ou menos assim:
    Se eu viver 10 anos pagando aluguel: não terei nada a negociar (ágio) e economizarei muito pouco, talvez nem 200/mês.
    Se eu viver 10 anos pagando financiamento de imóvel: terei um bom valor (ágio) pra negociar.

    Aqui, qualquer condomínio (apto de 45mts) em prédio simples, ultrapassa 250,00 mensais.

    Então alugar um imóvel de 300k por 900,00 (sem contar a taxa condominial) aqui é um sonho bem distante. E estou falando de cidade satélite (considerada periferia).

    Começo a entender então, a realidade muda bastante fora daqui. E na verdade, apesar de eu perceber que as vendas de imóveis cairam, aqui os preços estão se variando pouco. Outro dia conversando com um colega que trabalha numa construtora e ele me disse que os preços estão se mantendo, mas as unidades estão diminuindo muito de tamanho. E realmente está. Antes era comum ver apartamentos de 75 mts de dois quartos. Hoje a maioria que vejo anunciada é de 40 a 45 mts.

    Se eu morasse em um local onde pudesse pagar 900,00 pra viver em imóvel grande e bem localizado, provavelmente não iria entrar em um financiamento, pois ficaria muito pior. Mas aqui é bem diferente.
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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 1:57 pm

    cicero_pb escreveu:Li que voce mora no DF.

    Veja o caso do chaparral.

    Chegou a ser vendido a 15k o metro quadrado.

    hoje é anunciado por menos de 8K e não vende!!!

    Um excelente negócio...  para o vendedor.

    Moro sim.

    Olha fui nesse setor duas vezes, uma a pé, porque me perdi e foi uma experiência aterrorizante. Vi crime sendo cometido na minha frente...

    E a outra, foi de carro, pra deixar um amigo, e com várias recomendações sobre horário, movimentação na rua e etc...

    Tenho medo de falar pois não conheço bem, a não ser por essas duas experiências. Daí poderei ser injusto: mas é um lugar que eu não moraria de forma alguma. Mas como digo, não conheço bem lá, e violência tem em todos os lugares. Rs...

    E aqui a tendência é condomínio. Tá tudo muito perigoso. (eu, por exemplo, trabalho a uns 500 mtos de distancia, e vou de carro, por segurança).
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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 2:10 pm

    Não entrei no mérito do tamanho do imovel. Só de valor.

    Imovel de 300K paga-se o que foi colocado (financiado 100%). Para conseguir essa simulação, coloque um valor acima de 300k (400k, por exemplo) e simule que dará 100k de entrada. Fica, então, o valor financiado de 300k.

    O que vc disse é que um imovel de 65 metros custa 200k e um de 130 metros custa 300k... Melhor comprar a cobertura. Valoriza mais!

    Não entrei no mérito do condomínio. Ele é a parte. Veja, se você, proprietário, tem seu imovel quitado, ainda assim tem que pagar condomínio. Então se você financia, além do financiamento, terá que pagar o condomínio. Então ele nao conta. Nem para um lado, nem para outro.

    Ou seja, no exemplo, o comprador pagaria a prestação colocada + condomínio. Aluguel: valor do aluguel + condomínio. A diferença permaneceria.

    Financiando 200K pela cef, nas melhores condições, em 360 meses, a prestação fica 2.229,07 ou 1.971,64, para quem é adepto da "parcelinha que cabe no bolso", em 385 meses.

    Agora é procurar um imóvel para alugar, cujo similar foi vendido, efetivamente (não pedido) por 200k, para fazer a comparação.

    Você vai se supreender.
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    Mensagem por cicero_pb Sex 20 Nov 2015, 2:18 pm

    Detalhando:

    O ITBI deve entrar no calculo. Quando falo em imovel de 300k, estou falando de (imóvel + ITBI + despesas cartorárias + arrumação mínima para ficar igual a um que irá ser alugado). Lembre-se que inquilino não paga itbi, cartório e piso, por exemplo. Aqui não se aplica a lógica do condomínio. Aliás, se aplica em parte, porque taxas extras é do proprietário, só para ficar esperto....
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    Mensagem por Raixoo Sex 20 Nov 2015, 2:30 pm

    cicero_pb escreveu:Não entrei no mérito do tamanho do imovel. Só de valor.

    Imovel de 300K paga-se o que foi colocado (financiado 100%). Para conseguir essa simulação, coloque um valor acima de 300k (400k, por exemplo) e simule que dará 100k de entrada. Fica, então, o valor financiado de 300k.

    O que vc disse é que um imovel de 65 metros custa 200k e um de 130 metros custa 300k... Melhor comprar a cobertura. Valoriza mais!

    Não entrei no mérito do condomínio. Ele é a parte. Veja, se você, proprietário, tem seu imovel quitado, ainda assim tem que pagar condomínio. Então se você financia, além do financiamento, terá que pagar o condomínio. Então ele nao conta. Nem para um lado, nem para outro.

    Ou seja, no exemplo, o comprador pagaria a prestação colocada + condomínio. Aluguel: valor do aluguel + condomínio. A diferença permaneceria.

    Financiando 200K pela cef, nas melhores condições, em 360 meses, a prestação fica 2.229,07 ou 1.971,64, para quem é adepto da "parcelinha que cabe no bolso", em 385 meses.

    Agora é procurar um imóvel para alugar, cujo similar foi vendido, efetivamente (não pedido) por 200k, para fazer a comparação.

    Você vai se supreender.

    Verdade.

    Dá pra usar o meu como parâmetro. Poderia alugar por até 1100,00, mas optei por 950,00 por camaradagem. E hoje ele vale uns 200k. Se você disse que uma prest. sairia hoje por mais de 2k, a economia seria maior mesmo, como você sugeriu acima.

    Tenho outro apto q financiei com prest. inicial de 1710,00 valor total de 211000,00. Dois anos atrás. Ele aqui eu alugaria mais caro, se decidisse alugar (moro nele). Aqui ficaria em uns 1300,00 a 1500,00. (condomínio melhor).

    E essa cobertura, (ficou pronta depois de um ano que eu mudei, é aqui perto)... Quando conheci, desejei comprar, mas como ja tinha financiado o outro, ja era...Rs...


    Mas valeu pelas informações. Smile
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    Mensagem por androsvilazza Sex 20 Nov 2015, 4:22 pm

    Pra dar um outro exemplo de como as coisas mudam, dependendo da região onde se mora:

    Eu estou em Cachoeiro de Itapemirim/ES, cidade forte no setor de rochas ornamentais, de médio porte em termos de população, mas pequena em termos de espaço e infraestrutura. Resultado? Mercado imobiliário muuuito fora da realidade. Você não encontra apartamentos de 40 a 60 m² por menos de R$ 240k. Aluguel? A partir de R$1100 para estes mesmos apartamentos.
    Optei pelo aluguel. O pulo do gato pra mim, porém, ficou na localização. Aluguei uma casa (uma senhora casa), murada, com quintal, gramado, e espaço pros meus cachorros em uma cidade vizinha (30 km de distância), com climão de interior. Pago $800 no aluguel, mais uns $250 por mês gastos com transporte (alguns dias carro, outros ônibus). Ganhei em qualidade de moradia, e qualidade de vida, perco um pouco (50 minutos/dia) em transporte, comparando ao que gastaria morando mais perto.

    Pra financiar um apartamento em Cachoeiro de Itapemirim, teria que dar, hoje, cerca de 50k de entrada. 50k é o valor aproximado de um terreno de 3 ha, distante da sede 15km, e com a diferença (190k) dá pra construir um baita sítio. Provavelmente essa seria minha opção.

    Todos aqui já chegaram a essa conclusão: cada caso é um caso. Não há fórmula pronta para essa questão compra x aluguel. O que há é, hoje, uma tendência de que o aluguel seja mais vantajoso para a maioria dos casos. O importante mesmo é a pessoa saber fazer essa análise, e descobrir se no seu caso específico, qual é a melhor opção.
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    Mensagem por Lula Molusco Sex 20 Nov 2015, 5:15 pm

    Claro que engenheiros erram custos e cronogramas. Ainda mais de uma obra de 700 quilômetros com profundidade e largura consideráveis em vários trechos.

    Contando o tempo da obra, o impacto em disponibilidade financeira pode ser afetado por qualquer crise, não sendo possível ser mitigado.

    Nem vou citar a questão de licenciamentos ambientais federal, estadual e municipal que podem demorar séculos.
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    Mensagem por Lula Molusco Sex 20 Nov 2015, 5:18 pm

    Diminuiu mas a concentração ainda é alta.

    Sudeste e São Paulo perdem espaço no PIB brasileiro

    por Redação RBA publicado 19/11/2015 15:08, última modificação 19/11/2015 16:19

    Mas o estado mais rico do país ainda é responsável por 32% do total. Rio, Minas, Paraná e Rio Grande do Sul concentram 33%. Entre as regiões, de 2010 a 2013 Norte e Centro-Oeste tiveram as maiores altas

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    Consumo das famílias foi responsável por 60,2% do crescimento do PIB em 2013

    São Paulo – O estado de São Paulo segue concentrando quase um terço da riqueza nacional, mas, assim como o Sudeste, vem perdendo participação no Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados hoje (19) pelo IBGE. De 2010 a 2013, São Paulo passou de 33,3% para 32,1% do PIB (perda de 1,2 ponto percentual), enquanto a região foi de 56,1% para 55,3%, indicando ligeira queda da histórica concentração brasileira.

    O Sul foi o que mais cresceu em participação, de 16% para 16,5%. O Nordeste passou de 13,5% para 13,6%, e o Norte, de 5,3% para 5,5%, enquanto a região Centro-Oeste permaneceu em 9,1%.

    O Brasil cresceu 9,1% de 2010 a 2013. Dezoito unidades da federação cresceram acima da média nacional. Todos os estados do Sudeste ficaram abaixo, com o Rio de Janeiro registrando o pior resultado nesse período (5,7%) – São Paulo cresceu 8,3%. O estado com maior alta acumulada foi Mato Grosso, com 21,9%, seguido do Amapá (18,3%) e do Amazonas (17,3%). A participação de Mato Grosso no PIB é de 1,7%.

    Com 7,4% acumulados, a região Sudeste foi a única com crescimento abaixo da média nacional de 2010 a 2013. O Norte subiu 13,6%, mesma taxa do Centro-Oeste, enquanto Nordeste e Sul tiveram expansão próxima: 10,3% e 10,1%, respectivamente.

    Apenas em 2013, quando o PIB brasileiro cresceu 3%, 13 estados ficaram acima da média nacional, com destaque para o Rio Grande do Sul (8,2%), com influência do desempenho positivo da agricultura. O pior resultado foi do Espírito Santo, praticamente estável (0,1%).

    Cinco concentram 65,6%

    As informações do IBGE apontam ainda que a concentração continua elevada no Brasil: mesmo perdendo espaço, São Paulo concentra 32,1% do PIB, outros quatro estados (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul) somam 33,5% e as demais 22 unidades da federação, 34,4%. Os cinco primeiros respondiam por 65,6% do total em 2013, ante 65,9% em 2010.

    Entre os estados, o Paraná (6,3%) ultrapassou o Rio Grande do Sul (6,2%) no quarto lugar entre os de maior participação no PIB. Em segundo fica o Rio de Janeiro (11,8%) e em terceiro, Minas Gerais (9,2%). Acre, Amapá e Roraima têm as menores taxas (0,2%).

    Em valores, o PIB de São Paulo somou R$ 1,71 trilhão, seguido pelo Rio (R$ 626,32 bilhões) e por Minas (R$ 486,96 bilhões). O do Paraná foi a R$ 332,84 bilhões, superando o Rio Grande do Sul (R$ 331,10 bilhões) pela primeira vez na série histórica do IBGE, iniciada em 1995. Os menores valores são dos mesmos estados da região Norte: Amapá (R$ 12,76 bilhões), Acre (R$ 11,44 bilhões) e Roraima (R$ 9,03 bilhões).

    O consumo das famílias foi responsável por 60,2% do PIB em 2013. A indústria teve sua menor participação (24,9%), enquanto serviços e comércio tiveram recordes positivos (69,8% e 13,5%, respectivamente).

    No ano passado, o PIB brasileiro ficou praticamente estável (0,1%).

    Indústria

    Também de 2010 a 2013, São Paulo perdeu 3,1 pontos de participação na indústria de transformação, de 41,7% para 38,6%. Minas Gerais caiu de 10,6% para 10,3%, o Rio Grande do Sul cresceu de 8,3% para 9%, o Paraná de 6,8% para 8,4%, e Santa Catarina, de 5,9% para 7,1%. Os oito maiores estados concentram 85,5%.

    A própria indústria perdeu espaço na economia brasileira. O setor passou de 27,4% do PIB, em 2010, para 24,9%. Os serviços aumentaram sua presença de 67,8% para 69,8%. A agropecuária também cresceu, de 4,8% para 5,3%.

    Em 2015

    A Fundação Seade informou hoje que o PIB paulista cresceu 0,2% de agosto para setembro, mas acumula retração de 3,8% em 12 meses, "mantendo a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2014". De acordo com o Seade, também em 12 meses a indústria cai 7,7% e os serviços, 2,1%, enquanto a agropecuária sobe 2,9%.

    De janeiro a setembro, a economia paulista cai 4,2%, em comparação com igual período do ano passado. A indústria tem queda de 8,3%, e os serviços, de 2,4%. A agropecuária registra ampliação de 5,3%.

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    Mensagem por josebarbos Sex 20 Nov 2015, 5:59 pm

    Sobre o PIB, é óbvio: SP perde metade dos bilhões de impostos arrecadados para outros estados. E MG infelizmente não sai do lugar e não investe.

    A questão do imóvel é realmente muito interessante. Vai depender do lugar e das condições. Eu costumo definir que o fator determinante é sempre a relação aluguel x venda. E sempre tentar pegar por amostra imóveis que estão nas duas situações.

    Aqui no Brasil, salvo raras exceções, pontuais, preços estarão estáveis ou em queda. Portanto, é uma questão de planejamento e saber o que se deseja.

    Não dá mais para acreditar em mitos como "imóvel sempre valoriza", é um bom negócio, é solido etc.
    Ninguém nunca vai chegar com um bom negócio para você. É preciso que você o encontre. Salvo, claro, que você tenha tanto dinheiro que corretores vão procurá-lo, também para ganhar dinheiro.

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