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    TELETRABALHO

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    Mensagem por aumentosp Qui 23 Jun 2016, 2:24 pm

    Gostaria de entender dos técnicos que estão no Teletrabalho, qual tipo de trabalho que realizam? Pois com a implementação do processo eletrônico, parece que seria inutil o trabalho do técnico.

    Permitam-me a pergunta. É com todo respeito, até para que eu possa entender. O que os técnicos do MPU e do JUD fazem em casa na área fim?
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    Mensagem por androsvilazza Qui 23 Jun 2016, 2:35 pm

    aumentosp escreveu:Gostaria de entender dos técnicos que estão no Teletrabalho, qual tipo de trabalho que realizam? Pois com a implementação do processo eletrônico, parece que seria inutil o trabalho do técnico.

    Permitam-me a pergunta. É com todo respeito, até para que eu possa entender. O que os técnicos do MPU e do JUD fazem em casa na área fim?

    Eu não estou no teletrabalho, mas posso responder a título de conhecimento das rotinas do MPT.
    Na área fim, um técnico no MPT basicamente cumpre despachos. No teletrabalho, considerando que nossos processos são todos eletrônicos, um técnico (de área fim) fará o mesmo que presencialmente, mas em casa:
    Autuação de denúncias recebidas;
    Acompanhamento de prazos;
    Conclusão de autos que tenham recebido peticionamentos eletrônicos;
    Elaboração e expedição de ofícios, nos casos em que o próprio servidor assine;
    Minuta de ofícios, nos casos em que o Procurador assine;
    Publicação de portarias em boletim eletrônico;
    Cumprimento de despachos em geral (diligências no Google rsrs, talvez diligências por telefone...);
    Tramitação de processos no sistema...

    Enfim, tudo que um técnico faz, hoje, relacionado à área fim poderia estar sendo feito via teletrabalho. Acho que algumas áreas-meio (principalmente administrativas) é que terão mais dificuldade em adequação ao teletrabalho.
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    Mensagem por Admin Qui 23 Jun 2016, 2:38 pm

    Para enriquecer o tópico:

    14/06/2016 - 17h08 - Aprovada resolução que regulamenta o teletrabalho no Poder Judiciário

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    22/06/2016 - 10h00 - Servidores em teletrabalho superam metas de produtividade nos tribunais

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


    Resolução 227/16
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    Mensagem por aumentosp Qui 23 Jun 2016, 2:41 pm

    androsvilazza escreveu:
    aumentosp escreveu:Gostaria de entender dos técnicos que estão no Teletrabalho, qual tipo de trabalho que realizam? Pois com a implementação do processo eletrônico, parece que seria inutil o trabalho do técnico.

    Permitam-me a pergunta. É com todo respeito, até para que eu possa entender. O que os técnicos do MPU e do JUD fazem em casa na área fim?

    Eu não estou no teletrabalho, mas posso responder a título de conhecimento das rotinas do MPT.
    Na área fim, um técnico no MPT basicamente cumpre despachos. No teletrabalho, considerando que nossos processos são todos eletrônicos, um técnico (de área fim) fará o mesmo que presencialmente, mas em casa:
    Autuação de denúncias recebidas;
    Acompanhamento de prazos;
    Conclusão de autos que tenham recebido peticionamentos eletrônicos;
    Elaboração e expedição de ofícios, nos casos em que o próprio servidor assine;
    Minuta de ofícios, nos casos em que o Procurador assine;
    Publicação de portarias em boletim eletrônico;
    Cumprimento de despachos em geral (diligências no Google rsrs, talvez diligências por telefone...);
    Tramitação de processos no sistema...

    Enfim, tudo que um técnico faz, hoje, relacionado à área fim poderia estar sendo feito via teletrabalho. Acho que algumas áreas-meio (principalmente administrativas) é que terão mais dificuldade em adequação ao teletrabalho.


    Obrigado pela resposta. Sou da área-meio e não faço ideia de como seja na prática o TELETRABALHO na área-fim. Alguns comentaram comigo que não viam utilidade no técnico em casa devido às tarefas por ele realizadas. Alguns até disseram que é o início da extinção do cargo....
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    Mensagem por androsvilazza Qui 23 Jun 2016, 3:05 pm

    aumentosp escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    aumentosp escreveu:Gostaria de entender dos técnicos que estão no Teletrabalho, qual tipo de trabalho que realizam? Pois com a implementação do processo eletrônico, parece que seria inutil o trabalho do técnico.

    Permitam-me a pergunta. É com todo respeito, até para que eu possa entender. O que os técnicos do MPU e do JUD fazem em casa na área fim?

    Eu não estou no teletrabalho, mas posso responder a título de conhecimento das rotinas do MPT.
    Na área fim, um técnico no MPT basicamente cumpre despachos. No teletrabalho, considerando que nossos processos são todos eletrônicos, um técnico (de área fim) fará o mesmo que presencialmente, mas em casa:
    Autuação de denúncias recebidas;
    Acompanhamento de prazos;
    Conclusão de autos que tenham recebido peticionamentos eletrônicos;
    Elaboração e expedição de ofícios, nos casos em que o próprio servidor assine;
    Minuta de ofícios, nos casos em que o Procurador assine;
    Publicação de portarias em boletim eletrônico;
    Cumprimento de despachos em geral (diligências no Google rsrs, talvez diligências por telefone...);
    Tramitação de processos no sistema...

    Enfim, tudo que um técnico faz, hoje, relacionado à área fim poderia estar sendo feito via teletrabalho. Acho que algumas áreas-meio (principalmente administrativas) é que terão mais dificuldade em adequação ao teletrabalho.


    Obrigado pela resposta. Sou da área-meio e não faço ideia de como seja na prática o TELETRABALHO na área-fim. Alguns comentaram comigo que não viam utilidade no técnico em casa devido às tarefas por ele realizadas. Alguns até disseram que é o início da extinção do cargo....

    Eu pessoalmente não conheço as rotinas em outros órgãos, em especial do Judiciário. Pode ser que, em alguns órgãos, as tarefas sejam diferentes, e realmente não justifiquem teletrabalho. Aí acho que é mais uma questão de boa gestão dos processos. Com o avanço dos sistemas, é justamente o contrário: não se justifica manter uma estrutura, e exigir a presença física do servidor, para fazer trabalhos que são feitos exclusivamente via sistema. É lógico que isso implica também em enxugamento do quadro de servidores, o que é de certa forma bom.

    Vou dar um exemplo: quando entrei no MPT os processos eram todos físicos. Me revoltava, quando recebia documentos para juntada, ter que furar/numerar/abrir volumes/encerrar volumes/etc. Não pela preguiça de realizar o trabalho, mas porque não via justificativa para o poder público me pagar sei lá quantos reais/hora, para fazer esse tipo de serviço. Muito desperdício de recurso público (tempo de serviço de servidor público também é recurso). Como tais atividades não podem ser terceirizadas, a alternativa foi a implementação do processo eletrônico. Não eliminou a utilidade de um técnico, mas alterou as suas atribuições. De quebra reduziu bastante a necessidade de mão-de-obra, precisamos hoje de menos técnicos para executar as mesmas tarefas que antes eram feitas. Isso no mínimo já permite redirecionar mão-de-obra para áreas que estejam defasadas.

    Da mesma forma, alguns trabalhos ligados à área-fim, que hoje são realizados por técnicos, continuarão sendo executados por técnicos, como os exemplos de atividades que citei no primeiro post. Não faz sentido, em termos de gestão pública, um analista processual expedir intimações de audiência, autuar/movimentar processos, cadastrar partes etc.

    Acho que a extinção do cargo de técnico, como comentado, não passa pela implementação do teletrabalho, mas sim pela permissão de terceirização da "atividade-fim" do órgão. Isso me parece ainda distante de acontecer, apesar de ser uma ameaça constante. Assim como a adoção de assessoria extra-quadros é ameaçadora ao cargo de analista, embora pareça distante de ser implementada em percentuais maiores do que os hoje vigentes.
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    Mensagem por aumentosp Qui 23 Jun 2016, 3:23 pm

    androsvilazza escreveu:
    aumentosp escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    aumentosp escreveu:Gostaria de entender dos técnicos que estão no Teletrabalho, qual tipo de trabalho que realizam? Pois com a implementação do processo eletrônico, parece que seria inutil o trabalho do técnico.

    Permitam-me a pergunta. É com todo respeito, até para que eu possa entender. O que os técnicos do MPU e do JUD fazem em casa na área fim?

    Eu não estou no teletrabalho, mas posso responder a título de conhecimento das rotinas do MPT.
    Na área fim, um técnico no MPT basicamente cumpre despachos. No teletrabalho, considerando que nossos processos são todos eletrônicos, um técnico (de área fim) fará o mesmo que presencialmente, mas em casa:
    Autuação de denúncias recebidas;
    Acompanhamento de prazos;
    Conclusão de autos que tenham recebido peticionamentos eletrônicos;
    Elaboração e expedição de ofícios, nos casos em que o próprio servidor assine;
    Minuta de ofícios, nos casos em que o Procurador assine;
    Publicação de portarias em boletim eletrônico;
    Cumprimento de despachos em geral (diligências no Google rsrs, talvez diligências por telefone...);
    Tramitação de processos no sistema...

    Enfim, tudo que um técnico faz, hoje, relacionado à área fim poderia estar sendo feito via teletrabalho. Acho que algumas áreas-meio (principalmente administrativas) é que terão mais dificuldade em adequação ao teletrabalho.


    Obrigado pela resposta. Sou da área-meio e não faço ideia de como seja na prática o TELETRABALHO na área-fim. Alguns comentaram comigo que não viam utilidade no técnico em casa devido às tarefas por ele realizadas. Alguns até disseram que é o início da extinção do cargo....

    Eu pessoalmente não conheço as rotinas em outros órgãos, em especial do Judiciário. Pode ser que, em alguns órgãos, as tarefas sejam diferentes, e realmente não justifiquem teletrabalho. Aí acho que é mais uma questão de boa gestão dos processos. Com o avanço dos sistemas, é justamente o contrário: não se justifica manter uma estrutura, e exigir a presença física do servidor, para fazer trabalhos que são feitos exclusivamente via sistema. É lógico que isso implica também em enxugamento do quadro de servidores, o que é de certa forma bom.

    Vou dar um exemplo: quando entrei no MPT os processos eram todos físicos. Me revoltava, quando recebia documentos para juntada, ter que furar/numerar/abrir volumes/encerrar volumes/etc. Não pela preguiça de realizar o trabalho, mas porque não via justificativa para o poder público me pagar sei lá quantos reais/hora, para fazer esse tipo de serviço. Muito desperdício de recurso público (tempo de serviço de servidor público também é recurso). Como tais atividades não podem ser terceirizadas, a alternativa foi a implementação do processo eletrônico. Não eliminou a utilidade de um técnico, mas alterou as suas atribuições. De quebra reduziu bastante a necessidade de mão-de-obra, precisamos hoje de menos técnicos para executar as mesmas tarefas que antes eram feitas. Isso no mínimo já permite redirecionar mão-de-obra para áreas que estejam defasadas.

    Da mesma forma, alguns trabalhos ligados à área-fim, que hoje são realizados por técnicos, continuarão sendo executados por técnicos, como os exemplos de atividades que citei no primeiro post. Não faz sentido, em termos de gestão pública, um analista processual expedir intimações de audiência, autuar/movimentar processos, cadastrar partes etc.

    Acho que a extinção do cargo de técnico, como comentado, não passa pela implementação do teletrabalho, mas sim pela permissão de terceirização da "atividade-fim" do órgão. Isso me parece ainda distante de acontecer, apesar de ser uma ameaça constante. Assim como a adoção de assessoria extra-quadros é ameaçadora ao cargo de analista, embora pareça distante de ser implementada em percentuais maiores do que os hoje vigentes.

    Gostei. Muito lúcida sua explicação. Valeu mesmo!
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    Mensagem por Xiola Qui 23 Jun 2016, 4:05 pm

    Rapaz, aqui nos Gabinetes TST tem um monte de técnico fazendo voto em casa. Muitos morar em Goiânia, no Rio e e até nos EUA. Esses usam o "gabinete virtual" e não batem ponto e, embora seja "teletrabalho" ´- porque labutam em casa - a maioria dessa galera nunca bateu ponto mesmo e, então, é bem diferente do teletrabalho, digamos, "administrativo".

    Lembrei que no TRT do Rio Grande do Sul tem gente lotada em gabinete que mora até em Madri (Espanha). O TST já adota faz tempo. O CNJ regulamentou há poucos dias...

    Em algumas Ouvidorias de Regionais sei também que será implementado o teletrabalho, já que muitas ocorrências - no caso do TST, são milhares que vem do país todo - podem tranquilamente serem respondidas pelos analistas&técnicos no aconchego do lar..

    Pelo que me falaram, tem também uma galera da CCADP do TST (técnicos e analistas) - uns 30 - que trabalham já desde 2014 em casa, cadastrando os processos que chegam (AIRR, RR) dos Regionais, numerando e colocando as "marcações" etc... Esses tem que produzir 15% a mais do que os que "batem ponto" e só pisam na Corte de 15 em 15 dias. Qualidade de vida melhora muito, ainda mais considerando a inexibilidade de ficar 7 horas sentado e de ter de encarar engarrafamentos quilométricos...

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