PCS JÁ

PCS JÁ



    Novo PCS

    servidor.tre
    servidor.tre
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1275
    Reputação : 36
    Data de inscrição : 30/10/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre Qua 28 Jul 2021, 7:51 pm

    Boa tarde, colegas.

    Daqui a pouco já será agosto... Nenhuma novidade?
    Vamos saber apenas quando incluírem na LOA?
    eder.lima
    eder.lima
    Usuário Sênior
    Usuário Sênior

    Mensagens : 332
    Reputação : 29
    Data de inscrição : 01/06/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por eder.lima Qua 28 Jul 2021, 8:37 pm

    Hoje sonhei que via um post nesse fórum dizendo que sairia uma recomposição em 2022 entre 6 a 8 por cento sobre a folha. E alguém comentava que nas atuais condições isso seria o melhor de dois mundos.
    Profético ou viagem sem noção?
    servidor.tre
    servidor.tre
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1275
    Reputação : 36
    Data de inscrição : 30/10/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre Qua 28 Jul 2021, 10:52 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Isso vai ser um problema!
    avatar
    OJ_Leoqr
    Usuário Master
    Usuário Master

    Mensagens : 536
    Reputação : 10
    Data de inscrição : 19/08/2010

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por OJ_Leoqr Qui 29 Jul 2021, 12:12 am

    servidor.tre escreveu:Boa tarde, colegas.

    Daqui a pouco já será agosto... Nenhuma novidade?
    Vamos saber apenas quando incluírem na LOA?

    "Vocês estão muito ansiosos"
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Qui 29 Jul 2021, 3:31 pm

    pois é, os sindicatos estão se movimentando, pq é a função deles, mas sabem que em matéria de orçamento pju e mpu estão com a corda no pescoço.

    o silêncio sepulcral das chefias diz algo.

    na minha limitada visão a estratégia seria em vez de litigiar por merreca (se a pretensão é revisão geral será linear a todos e ninguém poderá cantar vitória sobre algo automático) buscar os chamados aumentos por dentro:

    1) pelo menos no mpu o plano de saúde está exorbitante. reduzir seu valor é sim aumento salarial. tratar sobre o assunto com o governo visando a ampliação do custeio, pois caso o plano acabe haverá mais pressão ainda no sus.

    2) buscar no congresso o travamento da proposta de alteração do ir, que vai prejudicar ainda mais a classe média. ao mesmo tempo, tratar com o ministério da economia sobre uma reforma no ir que contemple a classe média: ampliar o leque de despesas que podem ser deduzidas, ampliar a faixa de isenção etc.

    3) buscar anular as regras que impedem o aumento dos auxílios no pju e mpu. projetar o auxílio-alimentação para 2k, e levando-se em consideração que ele não sofre incidência de impostos, é um aumento real.


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    desavisado
    desavisado
    Usuário Júnior
    Usuário Júnior

    Mensagens : 109
    Reputação : 22
    Data de inscrição : 29/07/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por desavisado Qui 29 Jul 2021, 5:46 pm

    Concordo, principalmente com o auxílio alimentação. Sempre defendi que o seu valor deveria ser muito maior: diversos TJs e Bancos pagam auxílios que beiram 2 mil reais, inclusive com décimo terceiro (TJAM R$1.761,00, TJTO R$1.700,00, TJRJ R$1.440,00, CEF em torno de R$1.300,00 com 13o). E tal reajuste contaria com diversos pontos positivos: beneficia magistrados (principalmente), tem impacto apenas em ativos e não gera reflexos em aposentadorias.

    Deveríamos defender para ontem uma reformulação do auxílio, de preferência com fixação por dia de trabalho e dividido em alimentação e refeição, de forma que o Valor diário não chamasse a atenção. Algo como 39 reais (cada) por dia de trabalho (ou o valor que represente o custo de alimentação).

    800 reais a mais no auxílio seriam quase 10 mil líquidos por ano, e que teria chance de apoio da magistratura.


    Galizezin escreveu:pois é, os sindicatos estão se movimentando, pq é a função deles, mas sabem que em matéria de orçamento pju e mpu estão com a corda no pescoço.

    o silêncio sepulcral das chefias diz algo.

    na minha limitada visão a estratégia seria em vez de litigiar por merreca (se a pretensão é revisão geral será linear a todos e ninguém poderá cantar vitória sobre algo automático) buscar os chamados aumentos por dentro:

    1) pelo menos no mpu o plano de saúde está exorbitante. reduzir seu valor é sim aumento salarial. tratar sobre o assunto com o governo visando a ampliação do custeio, pois caso o plano acabe haverá mais pressão ainda no sus.

    2) buscar no congresso o travamento da proposta de alteração do ir, que vai prejudicar ainda mais a classe média. ao mesmo tempo, tratar com o ministério da economia sobre uma reforma no ir que contemple a classe média: ampliar o leque de despesas que podem ser deduzidas, ampliar a faixa de isenção etc.

    3) buscar anular as regras que impedem o aumento dos auxílios no pju e mpu. projetar o auxílio-alimentação para 2k, e levando-se em consideração que ele não sofre incidência de impostos, é um aumento real.
    avatar
    Leovini
    Usuário Sênior
    Usuário Sênior

    Mensagens : 397
    Reputação : 4
    Data de inscrição : 21/03/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Leovini Qui 29 Jul 2021, 6:49 pm

    eder.lima escreveu:Hoje sonhei que via um post nesse fórum dizendo que sairia uma recomposição em 2022 entre 6 a 8 por cento sobre a folha. E alguém comentava que nas atuais condições isso seria o melhor de dois mundos.
    Profético ou viagem sem noção?
    8% sobre a folha seria um sonho. Viraria uns 12% efetivo

    Pena que acho que deva ser 5% efetivo que o governo dará (com muita luta)

    Podiam combinar isso com um reajuste do auxilio alimentação, como o colega disse acima


    Última edição por Leovini em Qui 29 Jul 2021, 6:53 pm, editado 1 vez(es)
    Pipoca
    Pipoca
    Usuário Master
    Usuário Master

    Mensagens : 529
    Reputação : 90
    Data de inscrição : 12/12/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Pipoca Qui 29 Jul 2021, 6:52 pm

    Leovini escreveu:
    eder.lima escreveu:Hoje sonhei que via um post nesse fórum dizendo que sairia uma recomposição em 2022 entre 6 a 8 por cento sobre a folha. E alguém comentava que nas atuais condições isso seria o melhor de dois mundos.
    Profético ou viagem sem noção?
    8% sobre a folha seria um sonho. Viraria uns 12% efetivo

    Pena que acho que deva ser 5% efetivo que deva sair

    Podiam combinar isso com um reajuste do auxilio alimentação, como o colega disse acima

    Com a aprovação do PL 6726/16, que combate os supersalários, certamente os Magistrados não irão mais lutar por aumento do auxílio-alimentação, tendo em vista que o PL limita o valor do auxílio a 3% da remuneração, ou seja, no caso deles R$ 1.200,00 aproximadamente.

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Sex 30 Jul 2021, 1:49 am

    Galizezin escreveu:pois é, os sindicatos estão se movimentando, pq é a função deles, mas sabem que em matéria de orçamento pju e mpu estão com a corda no pescoço.

    o silêncio sepulcral das chefias diz algo.

    na minha limitada visão a estratégia seria em vez de litigiar por merreca (se a pretensão é revisão geral será linear a todos e ninguém poderá cantar vitória sobre algo automático) buscar os chamados aumentos por dentro:

    1) pelo menos no mpu o plano de saúde está exorbitante. reduzir seu valor é sim aumento salarial. tratar sobre o assunto com o governo visando a ampliação do custeio, pois caso o plano acabe haverá mais pressão ainda no sus.

    2) buscar no congresso o travamento da proposta de alteração do ir, que vai prejudicar ainda mais a classe média. ao mesmo tempo, tratar com o ministério da economia sobre uma reforma no ir que contemple a classe média: ampliar o leque de despesas que podem ser deduzidas, ampliar a faixa de isenção etc.

    3) buscar anular as regras que impedem o aumento dos auxílios no pju e mpu. projetar o auxílio-alimentação para 2k, e levando-se em consideração que ele não sofre incidência de impostos, é um aumento real.

    1) A depender de como o auxílio saúde se comportará e se ele tiver um efeito de "anular" o freio da coparticipação, é pouco provável que o Plan-Assiste aguente por muito tempo. E pelo preço atual, já não está ficando impossível pensar em receber um auxílio saúde e pagar o plano por conta própria, preferencialmente mediante associação de servidores.
    2) Sonho. A ideia é exatamente aumentar a tributação da classe média para que ricos e classe média baixa paguem menos. Parabéns para quem comprou a ideia de tributação de dividendos, a próxima (se escapar desta) são as deduções, na contramão de outros países.
    3) Aí não depende da administração, e sim do Legislativo. Aí competiria aos sindicatos remover a vedação na LDO de 2023, porque a do ano que vem já era. Uma vez autorizado, aí tratar com a administração alguma viabilidade da proposta.
    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Sex 30 Jul 2021, 1:50 am

    Leovini escreveu:
    eder.lima escreveu:Hoje sonhei que via um post nesse fórum dizendo que sairia uma recomposição em 2022 entre 6 a 8 por cento sobre a folha. E alguém comentava que nas atuais condições isso seria o melhor de dois mundos.
    Profético ou viagem sem noção?
    8% sobre a folha seria um sonho. Viraria uns 12% efetivo

    Pena que acho que deva ser 5% efetivo que o governo dará (com muita luta)

    Podiam combinar isso com um reajuste do auxilio alimentação, como o colega disse acima

    Este ano, definitivamente, não virá sobre a folha, e sim na forma de revisão geral. Não existe possibilidade legal de "malabarismo", e no atual cenário, isto não é nem tão ruim.
    servidor.tre
    servidor.tre
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1275
    Reputação : 36
    Data de inscrição : 30/10/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre Sex 30 Jul 2021, 4:02 am

    josebarbos escreveu:
    Leovini escreveu:
    eder.lima escreveu:Hoje sonhei que via um post nesse fórum dizendo que sairia uma recomposição em 2022 entre 6 a 8 por cento sobre a folha. E alguém comentava que nas atuais condições isso seria o melhor de dois mundos.
    Profético ou viagem sem noção?
    8% sobre a folha seria um sonho. Viraria uns 12% efetivo

    Pena que acho que deva ser 5% efetivo que o governo dará (com muita luta)

    Podiam combinar isso com um reajuste do auxilio alimentação, como o colega disse acima

    Este ano, definitivamente, não virá sobre a folha, e sim na forma de revisão geral. Não existe possibilidade legal de "malabarismo", e no atual cenário, isto não é nem tão ruim.

    Também acho.

    Basta saber o percentual.
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Sex 30 Jul 2021, 2:06 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:pois é, os sindicatos estão se movimentando, pq é a função deles, mas sabem que em matéria de orçamento pju e mpu estão com a corda no pescoço.

    o silêncio sepulcral das chefias diz algo.

    na minha limitada visão a estratégia seria em vez de litigiar por merreca (se a pretensão é revisão geral será linear a todos e ninguém poderá cantar vitória sobre algo automático) buscar os chamados aumentos por dentro:

    1) pelo menos no mpu o plano de saúde está exorbitante. reduzir seu valor é sim aumento salarial. tratar sobre o assunto com o governo visando a ampliação do custeio, pois caso o plano acabe haverá mais pressão ainda no sus.

    2) buscar no congresso o travamento da proposta de alteração do ir, que vai prejudicar ainda mais a classe média. ao mesmo tempo, tratar com o ministério da economia sobre uma reforma no ir que contemple a classe média: ampliar o leque de despesas que podem ser deduzidas, ampliar a faixa de isenção etc.

    3) buscar anular as regras que impedem o aumento dos auxílios no pju e mpu. projetar o auxílio-alimentação para 2k, e levando-se em consideração que ele não sofre incidência de impostos, é um aumento real.

    1) A depender de como o auxílio saúde se comportará e se ele tiver um efeito de "anular" o freio da coparticipação, é pouco provável que o Plan-Assiste aguente por muito tempo. E pelo preço atual, já não está ficando impossível pensar em receber um auxílio saúde e pagar o plano por conta própria, preferencialmente mediante associação de servidores.
    2) Sonho. A ideia é exatamente aumentar a tributação da classe média para que ricos e classe média baixa paguem menos. Parabéns para quem comprou a ideia de tributação de dividendos, a próxima (se escapar desta) são as deduções, na contramão de outros países.
    3) Aí não depende da administração, e sim do Legislativo. Aí competiria aos sindicatos remover a vedação na LDO de 2023, porque a do ano que vem já era. Uma vez autorizado, aí tratar com a administração alguma viabilidade da proposta.

    obrigado por enriquecer o debate, jb!

    1) R: a questão do plano do mpu em específico é que fixaram uma tabela de remuneração de serviços médicos com valores bem próximos daqueles praticados no mercado. vc não pode ir para uma mesa de negociação, com uma carteira de milhares de clientes, baixando as calças. o plano foi unificado entre todos os ramos, o que significa em mais déficit entrando. o plano deveria ser exclusivo para servidores e seus dependentes diretos, pois sabemos que dependentes pais fazem parte da classe de uso contínuo do serviço. eu vejo que existem caminhos que podem baratear e salvar o nosso plano, mas que medidas duras deverão ser tomadas para que isso ocorra, e ao que parece a administração não está preocupada com isso.

    2) R: entendo que tributar dividendos está no caminho correto, já que especuladores não investem no crescimento do país. sindicatos apoiando a atualização da tabela do ir com certeza não seria um ato isolado, mas ganharia adeptos na sociedade. ao contrário, pedir aumento salarial seria muito mal visto a considerar o momento de pandemia e incerteza na arrecadação. a gente sabe que dinheiro na mão do governo é para desvio, corrupção. na mão do povo gera aquecimento da economia, o que pode resultar em mais arrecadação.

    3) R: tem que aplicar um ippon nessa vedação da LDO de 2023.


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    euvoltei
    euvoltei
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 1922
    Reputação : 189
    Data de inscrição : 30/01/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei Sex 30 Jul 2021, 3:36 pm

    Ampliar isenções (saúde e educação) é até uma boa ideia... mas acho que governo nenhum irá fazer isso... Pelo contrário... a ideia é acabar com essas isenções para diminuir a burocracia e dá um aumento na arrecadação....

    Eu pessoalmente, acho um tiro no pé.... se com todo o incentivo para pedir recibo e nota fiscal de gastos relacionados com a saúde, as vezes é difícil receber o bendito documento.... imagina sem incentivo de desconto no IR, niguém vai pedir mais recibo algum e a arrecadação vai é cair, pois muitos do setor de saúde não vão declarar é nada.....


    ----

    O estado, é sedento por impostos..... e é isso que a população quer, pois sempre elege quem promete mais gastos...

    O sistema de incetivos como um todo é tão mal feito:
    "Se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a sua operadora. "

    Essa é uma lei idealizada por Jose Serra -PSDB

    Então, quem tem plano de saúde, fica EXCLUÍDO da gratuidade do SUS....
    Pq no fim das contas vai estar pagando, via plano de saúde, todo o custo do tratamento que eventualmente receber do SUS....
    Pois essa conta que os planos pagam ao SUS é incluída nas planilhas que compõe os preços dos planos....Afinal, eles precisam ter equilíbrio econômico....


    -----
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Claro a reportagem coloca os planos de saúde como malvadões e caloteiros... mas essa conta de fato é pago pelos ususários de plano... Eu e todos nós aqui do forum, pagamos duas vezes: Pagamos o SUS via impostos em geral e não temos gratuidade nenhuma, e pagamos os planos de saúde...
    servidor.tre
    servidor.tre
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1275
    Reputação : 36
    Data de inscrição : 30/10/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre Sex 30 Jul 2021, 7:50 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Vamos em frente ... e com pressa!
    androsvilazza
    androsvilazza
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 2641
    Reputação : 495
    Data de inscrição : 22/01/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por androsvilazza Sex 30 Jul 2021, 8:32 pm

    euvoltei escreveu:Ampliar isenções (saúde e educação) é até uma boa ideia... mas acho que governo nenhum irá fazer isso... Pelo contrário... a ideia é acabar com essas isenções para diminuir a burocracia e dá um aumento na arrecadação....

    Eu pessoalmente, acho um tiro no pé.... se com todo o incentivo para pedir recibo e nota fiscal de gastos relacionados com a saúde, as vezes é difícil receber o bendito documento.... imagina sem incentivo de desconto no IR, niguém vai pedir mais recibo algum e a arrecadação vai é cair, pois muitos do setor de saúde não vão declarar é nada.....


    ----

    O estado, é sedento por impostos..... e é isso que a população quer, pois sempre elege quem promete mais gastos...

    O sistema de incetivos como um todo é tão mal feito:
    "Se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a sua operadora. "  

    Essa é uma lei idealizada por Jose Serra -PSDB

    Então, quem tem plano de saúde, fica EXCLUÍDO da gratuidade do SUS....
    Pq no fim das contas vai estar pagando, via plano de saúde, todo o custo do tratamento que eventualmente receber do SUS....
    Pois essa conta que os planos pagam ao SUS é incluída nas planilhas que compõe os preços dos planos....Afinal, eles precisam ter equilíbrio econômico....


    -----
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Claro a reportagem coloca os planos de saúde como malvadões e caloteiros... mas essa conta de fato é pago pelos ususários de plano... Eu e todos nós aqui do forum, pagamos duas vezes: Pagamos o SUS via impostos em geral e não temos gratuidade nenhuma, e pagamos os planos de saúde...

    O "pior" é que a minha conclusão é oposta à sua: a exigência de ressarcimento dos planos ao SUS é válida e (por que não?) necessária. Sem esse "reforço negativo", os planos de saúde nem teriam atendimento de urgência/emergência. As operadoras de planos de saúde não teriam motivo para construir hospitais/prontos-socorros próprios ou, ainda que o fizessem (para cirurgias eletivas, por exemplo), poderiam orientar (informalmente) suas equipes de salvamento a direcionar os casos mais complexos/caros para hospitais do SUS, ou construir hospitais mais distantes dos grandes centros. Mesmo sem essa orientação, como o SUS tem maior capilaridade, tende a receber boa parte dos atendimentos de emergência, por ter hospitais mais próximos dos locais de acidentes. Ou seja, pelo viés do consumidor, ele está pagando pelo plano para ter - em tese - um atendimento diferenciado, mas acaba sendo atendido no SUS de qualquer forma.

    Quanto à tese do pagamento em duplicidade (SUS via impostos + plano de saúde) é complexa, eu diria que de comprovação praticamente impossível, já que o financiamento do SUS é difuso (sobre toda a sociedade), não concentrado diretamente sobre os usuários do sistema. Contra essa tese há dois argumentos principais:

    1) em qualquer serviço público de financiamento difuso, sempre há os que pagam mais do que o valor que recebem de volta, e esses valores (pagos em impostos ou recebidos na prestação de serviços) são de difícil mensuração (em alguns casos, praticamente impossível, como o recebimento do serviço de "segurança pública"). Ou seja, mesmo quem não tem plano de saúde pode estar (e provavelmente está) pagando muito pelo SUS e usando pouco diretamente (se vacina, faz um ou outro atendimento ao longo da vida, e morre). Indiretamente, a mensuração é difícil (como definir o "valor" do SUS em evitar a proliferação de doenças por meio de estratégias como a imunização e o combate a endemias?);

    2) desconsiderando-se o aspecto coletivo/difuso, e concentrando a análise apenas sobre o usuário individual, tem-se: a) ele paga impostos (incluindo parcela destinada ao SUS - essa parcela é até viável de ser calculada, embora seja um cálculo complexo); b) ele paga o plano de saúde; c) o seu pagamento do plano de saúde reduz a monta de impostos pagos (via dedução no IRPF). Essa dedução pode ser enxergada, de certa maneira, como uma "compensação" pela não utilização do SUS. Se a dedução for igual à parcela dos seus impostos que seria destinada ao SUS, não se pode considerar que este indivíduo "pague pelo SUS e pelo plano de saúde". Como, provavelmente, serão quantias distintas, voltamos ao argumento "1", em que eram discutidos pontos como "financiamento difuso", "pessoas pagando a mais do que o valor dos serviços recebidos, enquanto outros recebem mais do que pagam", e "serviços - coletivos ou difusos - cujo valor não pode ser medido".
    Rengaw
    Rengaw
    Usuário Master
    Usuário Master

    Mensagens : 704
    Reputação : 43
    Data de inscrição : 26/08/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Rengaw Sex 30 Jul 2021, 10:14 pm

    Fórum de Carreira do CNJ: Grupo Temático continua debate em torno do índice de reajuste

    Com prazo exíguo, prioridade neste momento é a imediata inclusão da recomposição salarial na Lei Orçamentária Anual para o próximo ano

    O grupo encarregado do debate acerca da recomposição salarial reuniu-se na tarde desta quinta-feira, 29, para mais uma rodada de discussão em torno da recomposição salarial no âmbito do Judiciário da União. Membro do Fórum Permanente de Carreira, a Fenajufe foi representada pelos coordenadores Participaram do encontro de hoje os coordenadores Fabiano dos Santos, Roberto Policarpo e Thiago Duarte, acompanhados pelas assessorias técnicas a cargo dos economistas Luiz Alberto dos Santos e Washington Luiz Moura Lima.

    Dessa vez o ponto principal foi feedback dos demais integrantes, a respeito da possibilidade de ser trabalhada proposta de reajuste de 14,74%, analisada a composição orçamentária de cada ramo. A realidade trazida pelos integrantes, mostra que existem pontos a serem contornados, como as dificuldades impostas pela LRF e as ECs 95 e 109, bem como o orçamento de cada órgão.

    Além disso, a maioria das peças orçamentárias para 2022 já está em fase final de elaboração, não havendo ainda, uma decisão política por parte dos presidentes dos Tribunais, para a inclusão da proposta de reajuste.

    Mesmo reconhecendo o tempo exíguo para a discussão e a realidade trazida pelos demais integrantes, a Fenajufe insistiu na discussão de um índice baseado em dados concretos e não em discussões teóricas. Conhecendo a realidade dos órgãos em números, a Federação acredita que poderá elaborada uma proposta crível e realista.

    Os coordenadores defenderam que diante dos empecilhos na discussão dos 14,74% - resultado do acumulado da inflação desde 2019 oriundo de estudo elaborado pela Fenajufe – seja apresentado de forma concreta e fundamentada o cenário tido como possível em termos de índice.

    Seja ele qual for, a prioridade neste momento é a decisão política do presidente do Supremo para que, junto aos demais presidentes de Tribunais, elaborem seus orçamentos já com a proposta de reajuste a ser incluída na Lei Orçamentária Anual (LOA), a ser encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até 31 de agosto. A partir daí, o debate político estará estabelecido.

    Vale lembrar que os Tribunais aprovarão as propostas de execução orçamentária para o próximo ano, agora, no início de agosto, o que reforça a urgência das definições.

    Consolidada essa fase, com base no montante de cada orçamento, poderá ser discutida a forma de distribuição do reajuste: se apenas sobre o Vencimento Básico (VB); se apenas sobre a Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ); ou se parte no VB e parte na GAJ, entre outros cenários. A reivindicação da Federação é que o índice seja aplicado na folha, partindo de uma revisão  do vencimento básico.

    Mas a Federação reforça a necessidade de aprofundamento da discussão acerca da reestruturação de carreira, como forma de reposição das perdas acumuladas, já a partir de 2023.

    Dados levantados pelas assessorias técnicas da Federação apontam existência de margem para se trabalhar uma reposição inflacionária que diminua as perdas salarias sofridas pela categoria.

    Ao final da discussão, as posições relatadas e a defesa apresentada pela Fenajufe foram devidamente registradas e serão levadas tanto ao Diretor-Geral do STF quanto ao Coordenador do Fórum, Conselheiro Bandeira de Melo.


    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Sex 30 Jul 2021, 10:37 pm

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:Ampliar isenções (saúde e educação) é até uma boa ideia... mas acho que governo nenhum irá fazer isso... Pelo contrário... a ideia é acabar com essas isenções para diminuir a burocracia e dá um aumento na arrecadação....

    Eu pessoalmente, acho um tiro no pé.... se com todo o incentivo para pedir recibo e nota fiscal de gastos relacionados com a saúde, as vezes é difícil receber o bendito documento.... imagina sem incentivo de desconto no IR, niguém vai pedir mais recibo algum e a arrecadação vai é cair, pois muitos do setor de saúde não vão declarar é nada.....


    ----

    O estado, é sedento por impostos..... e é isso que a população quer, pois sempre elege quem promete mais gastos...

    O sistema de incetivos como um todo é tão mal feito:
    "Se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a sua operadora. "  

    Essa é uma lei idealizada por Jose Serra -PSDB

    Então, quem tem plano de saúde, fica EXCLUÍDO da gratuidade do SUS....
    Pq no fim das contas vai estar pagando, via plano de saúde, todo o custo do tratamento que eventualmente receber do SUS....
    Pois essa conta que os planos pagam ao SUS é incluída nas planilhas que compõe os preços dos planos....Afinal, eles precisam ter equilíbrio econômico....


    -----
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Claro a reportagem coloca os planos de saúde como malvadões e caloteiros... mas essa conta de fato é pago pelos ususários de plano... Eu e todos nós aqui do forum, pagamos duas vezes: Pagamos o SUS via impostos em geral e não temos gratuidade nenhuma, e pagamos os planos de saúde...

    O "pior" é que a minha conclusão é oposta à sua: a exigência de ressarcimento dos planos ao SUS é válida e (por que não?) necessária. Sem esse "reforço negativo", os planos de saúde nem teriam atendimento de urgência/emergência. As operadoras de planos de saúde não teriam motivo para construir hospitais/prontos-socorros próprios ou, ainda que o fizessem (para cirurgias eletivas, por exemplo), poderiam orientar (informalmente) suas equipes de salvamento a direcionar os casos mais complexos/caros para hospitais do SUS, ou construir hospitais mais distantes dos grandes centros. Mesmo sem essa orientação, como o SUS tem maior capilaridade, tende a receber boa parte dos atendimentos de emergência, por ter hospitais mais próximos dos locais de acidentes. Ou seja, pelo viés do consumidor, ele está pagando pelo plano para ter - em tese - um atendimento diferenciado, mas acaba sendo atendido no SUS de qualquer forma.

    Quanto à tese do pagamento em duplicidade (SUS via impostos + plano de saúde) é complexa, eu diria que de comprovação praticamente impossível, já que o financiamento do SUS é difuso (sobre toda a sociedade), não concentrado diretamente sobre os usuários do sistema. Contra essa tese há dois argumentos principais:

    1) em qualquer serviço público de financiamento difuso, sempre há os que pagam mais do que o valor que recebem de volta, e esses valores (pagos em impostos ou recebidos na prestação de serviços) são de difícil mensuração (em alguns casos, praticamente impossível, como o recebimento do serviço de "segurança pública"). Ou seja, mesmo quem não tem plano de saúde pode estar (e provavelmente está) pagando muito pelo SUS e usando pouco diretamente (se vacina, faz um ou outro atendimento ao longo da vida, e morre). Indiretamente, a mensuração é difícil (como definir o "valor" do SUS em evitar a proliferação de doenças por meio de estratégias como a imunização e o combate a endemias?);

    2) desconsiderando-se o aspecto coletivo/difuso, e concentrando a análise apenas sobre o usuário individual, tem-se: a) ele paga impostos (incluindo parcela destinada ao SUS - essa parcela é até viável de ser calculada, embora seja um cálculo complexo); b) ele paga o plano de saúde; c) o seu pagamento do plano de saúde reduz a monta de impostos pagos (via dedução no IRPF). Essa dedução pode ser enxergada, de certa maneira, como uma "compensação" pela não utilização do SUS. Se a dedução for igual à parcela dos seus impostos que seria destinada ao SUS, não se pode considerar que este indivíduo "pague pelo SUS e pelo plano de saúde". Como, provavelmente, serão quantias distintas, voltamos ao argumento "1", em que eram discutidos pontos como "financiamento difuso", "pessoas pagando a mais do que o valor dos serviços recebidos, enquanto outros recebem mais do que pagam", e "serviços - coletivos ou difusos - cujo valor não pode ser medido".

    O financiamento do SUS, pelo seu caráter difuso, deve ser feito por tributos.

    Cobrar qualquer coisa de plano de saúde não faz o MENOR sentido, porque no final, vai recair sobre o preço do plano e aquele que paga tributos, vai sim pagar duas vezes, e ainda que haja alguma dedução dos tributos das despesas com saúde, numa situação muito específica, para um dos tributos, há diversas outras contribuições que não são dedutíveis.

    Isto é a mesma coisa que cobrar mensalidade de quem estuda em escola particular, faz aula de reforço ou cursinho preparatório.

    Se o financiamento para o SUS não é o suficiente (e como para todo o lado, existem exemplos de desperdícios e má gestão facilmente acessíveis), que se inverta a lógica da coisa: o SUS algum tipo de tributo/tarifa pela sua utilização, como se fosse uma espécie de coparticipação. Entretanto, entendo que este modelo também pode ser muito danoso na sociedade, na medida em que se adiariam tratamentos preventivos e no final das contas o problema seria mais grave (e caro).
    eder.lima
    eder.lima
    Usuário Sênior
    Usuário Sênior

    Mensagens : 332
    Reputação : 29
    Data de inscrição : 01/06/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por eder.lima Sex 30 Jul 2021, 10:42 pm

    Alguém com a capacidade de articulação do Amarildo faria a diferença nesse momento. Afinal, qualquer coisa é melhor que nada.
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Sex 30 Jul 2021, 11:20 pm

    lembro de um projeto de lei do senador cristovam buarque, que obrigaria filhos de políticos a estudarem em escolas públicas. pq será travou esse projeto? porque é óbvio que as escolas públicas, em geral, são capengas no ensino, e não adianta dizer que não pq o resultado do enem não mente.

    então, nessa linha, se políticos fossem obrigados a usar o sus e seus filhos as escolas públicas, como num passe de mágica, da noite para o dia saúde e educação começariam a melhorar sensivelmente, podem crer nisso...

    o que sempre ouço é: mas quem vai trabalhar para nós de empregada doméstica se o povão ascender intelectualmente?


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    euvoltei
    euvoltei
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 1922
    Reputação : 189
    Data de inscrição : 30/01/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei Sex 30 Jul 2021, 11:54 pm

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O Ministério da Economia foi informado pelo Poder Judiciário no último dia 20 de julho de 2021 sobre o valor total de precatórios que terá, obrigatoriamente, de constar no Orçamento de 2022 e ser pago ao longo do ano: R$ 89 bilhões. O ministro Paulo Guedes classifica esse rombo como um “meteoro” que vai atingir as contas públicas do país. Essa cifra é recorde para pagamentos de dívidas judiciais pela União. O montante corresponde a 74,6% das despesas não obrigatórias de 2021, fixadas em R$ 119,3 bilhõe..

    Notícia Bomba.... Do pouco discricionário, agora se inviabiliza 75%...
    Até reajuste do bolsa família tá comprometido, imagina o resto...

    servidor.tre
    servidor.tre
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1275
    Reputação : 36
    Data de inscrição : 30/10/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por servidor.tre Sab 31 Jul 2021, 12:24 am

    euvoltei escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O Ministério da Economia foi informado pelo Poder Judiciário no último dia 20 de julho de 2021 sobre o valor total de precatórios que terá, obrigatoriamente, de constar no Orçamento de 2022 e ser pago ao longo do ano: R$ 89 bilhões. O ministro Paulo Guedes classifica esse rombo como um “meteoro” que vai atingir as contas públicas do país. Essa cifra é recorde para pagamentos de dívidas judiciais pela União. O montante corresponde a 74,6% das despesas não obrigatórias de 2021, fixadas em R$ 119,3 bilhõe..

    Notícia Bomba.... Do pouco discricionário, agora se inviabiliza 75%...
    Até reajuste do bolsa família tá comprometido, imagina o resto...


    Acho que isso enterra qualquer possibilidade de reposição.

    Vamos mais um ano de zero...
    euvoltei
    euvoltei
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 1922
    Reputação : 189
    Data de inscrição : 30/01/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por euvoltei Sab 31 Jul 2021, 3:55 am

    josebarbos escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:Ampliar isenções (saúde e educação) é até uma boa ideia... mas acho que governo nenhum irá fazer isso... Pelo contrário... a ideia é acabar com essas isenções para diminuir a burocracia e dá um aumento na arrecadação....

    Eu pessoalmente, acho um tiro no pé.... se com todo o incentivo para pedir recibo e nota fiscal de gastos relacionados com a saúde, as vezes é difícil receber o bendito documento.... imagina sem incentivo de desconto no IR, niguém vai pedir mais recibo algum e a arrecadação vai é cair, pois muitos do setor de saúde não vão declarar é nada.....


    ----

    O estado, é sedento por impostos..... e é isso que a população quer, pois sempre elege quem promete mais gastos...

    O sistema de incetivos como um todo é tão mal feito:
    "Se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a sua operadora. "  

    Essa é uma lei idealizada por Jose Serra -PSDB

    Então, quem tem plano de saúde, fica EXCLUÍDO da gratuidade do SUS....
    Pq no fim das contas vai estar pagando, via plano de saúde, todo o custo do tratamento que eventualmente receber do SUS....
    Pois essa conta que os planos pagam ao SUS é incluída nas planilhas que compõe os preços dos planos....Afinal, eles precisam ter equilíbrio econômico....


    -----
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Claro a reportagem coloca os planos de saúde como malvadões e caloteiros... mas essa conta de fato é pago pelos ususários de plano... Eu e todos nós aqui do forum, pagamos duas vezes: Pagamos o SUS via impostos em geral e não temos gratuidade nenhuma, e pagamos os planos de saúde...

    O "pior" é que a minha conclusão é oposta à sua: a exigência de ressarcimento dos planos ao SUS é válida e (por que não?) necessária. Sem esse "reforço negativo", os planos de saúde nem teriam atendimento de urgência/emergência. As operadoras de planos de saúde não teriam motivo para construir hospitais/prontos-socorros próprios ou, ainda que o fizessem (para cirurgias eletivas, por exemplo), poderiam orientar (informalmente) suas equipes de salvamento a direcionar os casos mais complexos/caros para hospitais do SUS, ou construir hospitais mais distantes dos grandes centros. Mesmo sem essa orientação, como o SUS tem maior capilaridade, tende a receber boa parte dos atendimentos de emergência, por ter hospitais mais próximos dos locais de acidentes. Ou seja, pelo viés do consumidor, ele está pagando pelo plano para ter - em tese - um atendimento diferenciado, mas acaba sendo atendido no SUS de qualquer forma.

    Quanto à tese do pagamento em duplicidade (SUS via impostos + plano de saúde) é complexa, eu diria que de comprovação praticamente impossível, já que o financiamento do SUS é difuso (sobre toda a sociedade), não concentrado diretamente sobre os usuários do sistema. Contra essa tese há dois argumentos principais:

    1) em qualquer serviço público de financiamento difuso, sempre há os que pagam mais do que o valor que recebem de volta, e esses valores (pagos em impostos ou recebidos na prestação de serviços) são de difícil mensuração (em alguns casos, praticamente impossível, como o recebimento do serviço de "segurança pública"). Ou seja, mesmo quem não tem plano de saúde pode estar (e provavelmente está) pagando muito pelo SUS e usando pouco diretamente (se vacina, faz um ou outro atendimento ao longo da vida, e morre). Indiretamente, a mensuração é difícil (como definir o "valor" do SUS em evitar a proliferação de doenças por meio de estratégias como a imunização e o combate a endemias?);

    2) desconsiderando-se o aspecto coletivo/difuso, e concentrando a análise apenas sobre o usuário individual, tem-se: a) ele paga impostos (incluindo parcela destinada ao SUS - essa parcela é até viável de ser calculada, embora seja um cálculo complexo); b) ele paga o plano de saúde; c) o seu pagamento do plano de saúde reduz a monta de impostos pagos (via dedução no IRPF). Essa dedução pode ser enxergada, de certa maneira, como uma "compensação" pela não utilização do SUS. Se a dedução for igual à parcela dos seus impostos que seria destinada ao SUS, não se pode considerar que este indivíduo "pague pelo SUS e pelo plano de saúde". Como, provavelmente, serão quantias distintas, voltamos ao argumento "1", em que eram discutidos pontos como "financiamento difuso", "pessoas pagando a mais do que o valor dos serviços recebidos, enquanto outros recebem mais do que pagam", e "serviços - coletivos ou difusos - cujo valor não pode ser medido".

    O financiamento do SUS, pelo seu caráter difuso, deve ser feito por tributos.

    Cobrar qualquer coisa de plano de saúde não faz o MENOR sentido, porque no final, vai recair sobre o preço do plano e aquele que paga tributos, vai sim pagar duas vezes, e ainda que haja alguma dedução dos tributos das despesas com saúde, numa situação muito específica, para um dos tributos, há diversas outras contribuições que não são dedutíveis.

    Isto é a mesma coisa que cobrar mensalidade de quem estuda em escola particular, faz aula de reforço ou cursinho preparatório.

    Se o financiamento para o SUS não é o suficiente (e como para todo o lado, existem exemplos de desperdícios e má gestão facilmente acessíveis), que se inverta a lógica da coisa: o SUS algum tipo de tributo/tarifa pela sua utilização, como se fosse uma espécie de coparticipação. Entretanto, entendo que este modelo também pode ser muito danoso na sociedade, na medida em que se adiariam tratamentos preventivos e no final das contas o problema seria mais grave (e caro).

    concordo josebarbosa.....

    o desconto do IR tem que ser encarado como um "prêmio" de consolação pro cidadão que poderia, mas não usa nem sobrecarrega o sus..... r que só vai lá mesmo em situações muito específicas ....
    E que poderia estar deixando o dinnheiro debaixo do colchão, mas tá "injetando" na economia....
    ale1969
    ale1969
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1453
    Reputação : 151
    Data de inscrição : 26/03/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por ale1969 Seg 02 Ago 2021, 3:34 pm

    josebarbos escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:Ampliar isenções (saúde e educação) é até uma boa ideia... mas acho que governo nenhum irá fazer isso... Pelo contrário... a ideia é acabar com essas isenções para diminuir a burocracia e dá um aumento na arrecadação....

    Eu pessoalmente, acho um tiro no pé.... se com todo o incentivo para pedir recibo e nota fiscal de gastos relacionados com a saúde, as vezes é difícil receber o bendito documento.... imagina sem incentivo de desconto no IR, niguém vai pedir mais recibo algum e a arrecadação vai é cair, pois muitos do setor de saúde não vão declarar é nada.....


    ----

    O estado, é sedento por impostos..... e é isso que a população quer, pois sempre elege quem promete mais gastos...

    O sistema de incetivos como um todo é tão mal feito:
    "Se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a sua operadora. "  

    Essa é uma lei idealizada por Jose Serra -PSDB

    Então, quem tem plano de saúde, fica EXCLUÍDO da gratuidade do SUS....
    Pq no fim das contas vai estar pagando, via plano de saúde, todo o custo do tratamento que eventualmente receber do SUS....
    Pois essa conta que os planos pagam ao SUS é incluída nas planilhas que compõe os preços dos planos....Afinal, eles precisam ter equilíbrio econômico....


    -----
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Claro a reportagem coloca os planos de saúde como malvadões e caloteiros... mas essa conta de fato é pago pelos ususários de plano... Eu e todos nós aqui do forum, pagamos duas vezes: Pagamos o SUS via impostos em geral e não temos gratuidade nenhuma, e pagamos os planos de saúde...

    O "pior" é que a minha conclusão é oposta à sua: a exigência de ressarcimento dos planos ao SUS é válida e (por que não?) necessária. Sem esse "reforço negativo", os planos de saúde nem teriam atendimento de urgência/emergência. As operadoras de planos de saúde não teriam motivo para construir hospitais/prontos-socorros próprios ou, ainda que o fizessem (para cirurgias eletivas, por exemplo), poderiam orientar (informalmente) suas equipes de salvamento a direcionar os casos mais complexos/caros para hospitais do SUS, ou construir hospitais mais distantes dos grandes centros. Mesmo sem essa orientação, como o SUS tem maior capilaridade, tende a receber boa parte dos atendimentos de emergência, por ter hospitais mais próximos dos locais de acidentes. Ou seja, pelo viés do consumidor, ele está pagando pelo plano para ter - em tese - um atendimento diferenciado, mas acaba sendo atendido no SUS de qualquer forma.

    Quanto à tese do pagamento em duplicidade (SUS via impostos + plano de saúde) é complexa, eu diria que de comprovação praticamente impossível, já que o financiamento do SUS é difuso (sobre toda a sociedade), não concentrado diretamente sobre os usuários do sistema. Contra essa tese há dois argumentos principais:

    1) em qualquer serviço público de financiamento difuso, sempre há os que pagam mais do que o valor que recebem de volta, e esses valores (pagos em impostos ou recebidos na prestação de serviços) são de difícil mensuração (em alguns casos, praticamente impossível, como o recebimento do serviço de "segurança pública"). Ou seja, mesmo quem não tem plano de saúde pode estar (e provavelmente está) pagando muito pelo SUS e usando pouco diretamente (se vacina, faz um ou outro atendimento ao longo da vida, e morre). Indiretamente, a mensuração é difícil (como definir o "valor" do SUS em evitar a proliferação de doenças por meio de estratégias como a imunização e o combate a endemias?);

    2) desconsiderando-se o aspecto coletivo/difuso, e concentrando a análise apenas sobre o usuário individual, tem-se: a) ele paga impostos (incluindo parcela destinada ao SUS - essa parcela é até viável de ser calculada, embora seja um cálculo complexo); b) ele paga o plano de saúde; c) o seu pagamento do plano de saúde reduz a monta de impostos pagos (via dedução no IRPF). Essa dedução pode ser enxergada, de certa maneira, como uma "compensação" pela não utilização do SUS. Se a dedução for igual à parcela dos seus impostos que seria destinada ao SUS, não se pode considerar que este indivíduo "pague pelo SUS e pelo plano de saúde". Como, provavelmente, serão quantias distintas, voltamos ao argumento "1", em que eram discutidos pontos como "financiamento difuso", "pessoas pagando a mais do que o valor dos serviços recebidos, enquanto outros recebem mais do que pagam", e "serviços - coletivos ou difusos - cujo valor não pode ser medido".

    O financiamento do SUS, pelo seu caráter difuso, deve ser feito por tributos.

    Cobrar qualquer coisa de plano de saúde não faz o MENOR sentido, porque no final, vai recair sobre o preço do plano e aquele que paga tributos, vai sim pagar duas vezes, e ainda que haja alguma dedução dos tributos das despesas com saúde, numa situação muito específica, para um dos tributos, há diversas outras contribuições que não são dedutíveis.

    Isto é a mesma coisa que cobrar mensalidade de quem estuda em escola particular, faz aula de reforço ou cursinho preparatório.

    Se o financiamento para o SUS não é o suficiente (e como para todo o lado, existem exemplos de desperdícios e má gestão facilmente acessíveis), que se inverta a lógica da coisa: o SUS algum tipo de tributo/tarifa pela sua utilização, como se fosse uma espécie de coparticipação. Entretanto, entendo que este modelo também pode ser muito danoso na sociedade, na medida em que se adiariam tratamentos preventivos e no final das contas o problema seria mais grave (e caro).




    Não entendi a comparação com a educação privada.

    "Isto é a mesma coisa que cobrar mensalidade de quem estuda em escola particular, faz aula de reforço ou cursinho preparatório."

    No SUS, quem já pagou pelo serviço particular repassa os custos para o sistema público pelo uso específico. No caso da educação não há uso público concomitante.
    avatar
    subsidiando
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1469
    Reputação : 13
    Data de inscrição : 14/07/2010

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por subsidiando Ter 03 Ago 2021, 12:27 am

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Não tinha uma vedação pra criação de benefícios?
    Tô achando bom demais pra ser vdd
    Allan.M
    Allan.M
    Novo Usuário

    Mensagens : 2
    Reputação : 0
    Data de inscrição : 01/06/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Allan.M Ter 03 Ago 2021, 1:02 am

    subsidiando escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Não tinha uma vedação pra criação de benefícios?
    Tô achando bom demais pra ser vdd


    Se não me engano, eles aprovaram isso no CNMP antes das vedações. O MPU foi e regulamentou só para os membros e já estão recebendo. Agora não sei como ficará o dos servidores. Na matéria da a entender que basta o PGR regulamentar, mas se incluiu na proposta orçamentária, não seria para o ano que vem? Cenas dos próximos capítulos, mas já que incluiu na proposta, temos esperança!
    avatar
    subsidiando
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1469
    Reputação : 13
    Data de inscrição : 14/07/2010

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por subsidiando Ter 03 Ago 2021, 2:49 pm

    Allan.M escreveu:
    subsidiando escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Não tinha uma vedação pra criação de benefícios?
    Tô achando bom demais pra ser vdd


    Se não me engano, eles aprovaram isso no CNMP antes das vedações. O MPU foi e regulamentou só para os membros e já estão recebendo. Agora não sei como ficará o dos servidores. Na matéria da a entender que basta o PGR regulamentar, mas se incluiu na proposta orçamentária, não seria para o ano que vem? Cenas dos próximos capítulos, mas já que incluiu na proposta, temos esperança!

    Sim, seria apenas p/ o ano que vem
    Talvez para o ano que vem não tenha restrição, né
    Lembro que para este tinha vedação, tanto que o PGR correu p/ regulamentar para os membros e valer ainda este ano
    Sobraria tentarmos retroativo né
    avatar
    joaobeluci
    Usuário Júnior
    Usuário Júnior

    Mensagens : 113
    Reputação : 8
    Data de inscrição : 15/08/2010

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por joaobeluci Ter 03 Ago 2021, 4:51 pm

    Será que estende para o PJU?
    Edu-PRR4
    Edu-PRR4
    Novo Usuário

    Cargo : Técnico do MPU
    Mensagens : 16
    Reputação : 0
    Data de inscrição : 01/09/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Edu-PRR4 Ter 03 Ago 2021, 5:13 pm

    subsidiando escreveu:
    Allan.M escreveu:
    subsidiando escreveu:[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Não tinha uma vedação pra criação de benefícios?
    Tô achando bom demais pra ser vdd


    Se não me engano, eles aprovaram isso no CNMP antes das vedações. O MPU foi e regulamentou só para os membros e já estão recebendo. Agora não sei como ficará o dos servidores. Na matéria da a entender que basta o PGR regulamentar, mas se incluiu na proposta orçamentária, não seria para o ano que vem? Cenas dos próximos capítulos, mas já que incluiu na proposta, temos esperança!

    Sim, seria apenas p/ o ano que vem
    Talvez para o ano que vem não tenha restrição, né
    Lembro que para este tinha vedação, tanto que o PGR correu p/ regulamentar para os membros e valer ainda este ano
    Sobraria tentarmos retroativo né

    Vem na remuneração será?
    ale1969
    ale1969
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1453
    Reputação : 151
    Data de inscrição : 26/03/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por ale1969 Ter 03 Ago 2021, 5:52 pm

    joaobeluci escreveu:Será que estende para o PJU?

    Já existe, só que é baixo. Não paga nem metade do meu gasto.
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Ter 03 Ago 2021, 5:53 pm

    e a mágica? o dinheiro para isso sai da onde?


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Ter 03 Ago 2021, 10:05 pm

    Galizezin escreveu:e a mágica? o dinheiro para isso sai da onde?

    Precisa ter acesso ao documento, que quase nunca é fácil de achar, não é publicado, mas tem a versão de 2021 neste endereço:
    [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    Neste caso, trata-se da proposta do MPF, mas em tese não há distorções significativas para os outros ramos, de forma que a metodologia demonstra que a conta fecha.
    Em 2021, a proposta do orçamento do MPF foi de 6,657 bi. O IPCA do período válido para apuração do teto de gastos está em torno de 7%.
    Isto significa que o orçamento do MPF pode sofrer um reajuste nominal de aproximadamente 460 milhões de reais.

    ~80% da verba vai para folha de pagamento, e pouco mais de 6% para benefícios.
    Só dos auxílios congelados tem uma margem de uns trinta milhões. Sobre a folha, vai depender do que vai ser dado de reajuste para 2022. A conta grosseira é que cada 1% de reajuste via revisão geral significaria em torno de 50 milhões de impacto orçamentário.

    Como o auxílio seria de 5% sobre a remuneração, um ticket médio razoável seria de aproximadamente R$ 800,00; ou R$ 9.600,00/ano.
    O MPF tem pouco menos de 9.000 servidores ativos. Logo, o custo do auxílio seria de uns 87 milhões/ano.

    CONCLUSÃO
    Em termos bem resumidos, basta que a revisão geral seja 1% menor que o IPCA do teto para 2022 para que seja possível implementar o auxílio. Seria o "reajuste na folha" para o ano que vem, já que isto não interferiria em nenhuma outra rubrica orçamentária.

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 800,00 ("sem descontos")?

    Em remunerações mais baixas o benefício seria maior.

    Dinheiro tem, viável é.

    avatar
    joaobeluci
    Usuário Júnior
    Usuário Júnior

    Mensagens : 113
    Reputação : 8
    Data de inscrição : 15/08/2010

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por joaobeluci Qua 04 Ago 2021, 12:35 am

    José Barbosa, voce é o verdadeiro posto ipiranga, e não o guedes!!!! Suas explanações são excelentes!

    Vc acha que sai a revisão geral mesmo depois da notícia dos 90Bi de precatórios a serem pagos o ano que vem, e que não tinham sido contabilizados pelo governo??

    Abraços.
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Qua 04 Ago 2021, 12:55 pm

    se dinheiro tem, pq motivos este ano até congelaram progressões funcionais? não acho que a contabilidade seja tão fácil assim. o gasto com pessoal é considerado fixo e não inerte. existe o chamado crescimento vegetativo que influencia no orçamento de um ano para outro.


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Qua 04 Ago 2021, 2:14 pm

    Galizezin escreveu:se dinheiro tem, pq motivos este ano até congelaram progressões funcionais? não acho que a contabilidade seja tão fácil assim. o gasto com pessoal é considerado fixo e não inerte. existe o chamado crescimento vegetativo que influencia no orçamento de um ano para outro.

    Nosso orçamento possui uma série de travas para despesa com pessoal, e cada vez criam novas outras que acabam por travar a máquina pública e necessitariam ser revistas.

    No caso das progressões, o problema não é de despesa, e sim de receita, que sofreu uma queda abrupta no ano passado e no caso do MPU, que vive próximo do limite, representou o congelamento.
    A situação está tão "tranquila" em termos de receita que sequer foi necessário esperar o próximo quadrimestre (agosto) para autorizar as progressões. E tudo indica que o cenário em termos de arrecadação já passou, há muito, pelo fundo do poço:
    Aarrecadação total das Receitas Federais atingiu, em junho de 2021, o valor de 137 bilhões e 169 milhões de reais, registrando acréscimo real (IPCA) de 46,77% em relação a junho de 2020. No período acumulado de janeiro a junho de 2021, a arrecadação alcançou o valor 881 bilhões e 996 milhões de reais, representando um acréscimo pelo IPCA de 24,49%. Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de junho quanto para semestre. O mesmo acontecendo para os meses de fevereiro, março, abril e maio de 2021.

    fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O novo problema e trava se chama teto orçamentário. O IPCA para fins de teto pega o acumulado de 12 meses entre julho de X-2 a junho de X-1, em que X é o exercício de execução.
    Para 2021, o reajuste foi bem pequeno (2,13%) para um cenário de preços já inflacionados pelos impactos da pandemia. Para 2022, estamos falando de 8,43% de reajuste, num cenário de preços relativamente estabilizado.

    A contabilidade obviamente não é fácil assim, estou adotando aproximações. Entretanto, com os fundamentos que passei, é possível solicitar os dados necessários (quantitativos e qualitativos) e apresentar o projeto. Se você chegar para a administração e utilizar esta janela de oportunidade do "imposto inflacionário" fica muito difícil para indeferir.
    Óbvio, minha metodologia não é perfeita e estou aberto a discussões e aperfeiçoamentos, mas sobre a viabilidade, diria que é plenamente possível, sem interferir em qualquer outra demanda da administração, o que é fundamental para a viabilidade.
    Rengaw
    Rengaw
    Usuário Master
    Usuário Master

    Mensagens : 704
    Reputação : 43
    Data de inscrição : 26/08/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Rengaw Qua 04 Ago 2021, 4:13 pm

    josebarbos escreveu:
    Galizezin escreveu:se dinheiro tem, pq motivos este ano até congelaram progressões funcionais? não acho que a contabilidade seja tão fácil assim. o gasto com pessoal é considerado fixo e não inerte. existe o chamado crescimento vegetativo que influencia no orçamento de um ano para outro.

    Nosso orçamento possui uma série de travas para despesa com pessoal, e cada vez criam novas outras que acabam por travar a máquina pública e necessitariam ser revistas.

    No caso das progressões, o problema não é de despesa, e sim de receita, que sofreu uma queda abrupta no ano passado e no caso do MPU, que vive próximo do limite, representou o congelamento.
    A situação está tão "tranquila" em termos de receita que sequer foi necessário esperar o próximo quadrimestre (agosto) para autorizar as progressões. E tudo indica que o cenário em termos de arrecadação já passou, há muito, pelo fundo do poço:
    Aarrecadação total das Receitas Federais atingiu, em junho de 2021, o valor de 137 bilhões e 169 milhões de reais, registrando acréscimo real (IPCA) de 46,77% em relação a junho de 2020. No período acumulado de janeiro a junho de 2021, a arrecadação alcançou o valor 881 bilhões e 996 milhões de reais, representando um acréscimo pelo IPCA de 24,49%. Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de junho quanto para semestre. O mesmo acontecendo para os meses de fevereiro, março, abril e maio de 2021.

    fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

    O novo problema e trava se chama teto orçamentário. O IPCA para fins de teto pega o acumulado de 12 meses entre julho de X-2 a junho de X-1, em que X é o exercício de execução.
    Para 2021, o reajuste foi bem pequeno (2,13%) para um cenário de preços já inflacionados pelos impactos da pandemia. Para 2022, estamos falando de 8,43% de reajuste, num cenário de preços relativamente estabilizado.

    A contabilidade obviamente não é fácil assim, estou adotando aproximações. Entretanto, com os fundamentos que passei, é possível solicitar os dados necessários (quantitativos e qualitativos) e apresentar o projeto. Se você chegar para a administração e utilizar esta janela de oportunidade do "imposto inflacionário" fica muito difícil para indeferir.
    Óbvio, minha metodologia não é perfeita e estou aberto a discussões e aperfeiçoamentos, mas sobre a viabilidade, diria que é plenamente possível, sem interferir em qualquer outra demanda da administração, o que é fundamental para a viabilidade.



    É disso que precisamos.....pessoas que enxerguem o copo meio cheio! Obrigado José....vc é fera!
    Galizezin
    Galizezin
    Moderador
    Moderador

    Mensagens : 7680
    Reputação : 565
    Data de inscrição : 13/01/2012

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Galizezin Qui 05 Ago 2021, 2:43 pm

    o que estamos presenciando é um achatamento dos salários em geral, baita sufoco para as classes baixa e média, em troca de um pseudo crescimento na economia e arrecadação. na verdade, uns poucos estão ficando mais ricos e o governo levando sua fatia. tenho visto muita gente revoltada com isso e não sei onde pode parar se continuar nessa toada. o mais lúcido seria pactuar com o empresariado um retorno gradual aos preços praticados antes da pandemia, e o setor público fazer sua parte baixando energia elétrica, combustíveis, gás de cozinha etc.


    _________________
    Neoliberalismo não entrega o que promete, diz FMI!
    josebarbos
    josebarbos
    Usuário VIP
    Usuário VIP

    Mensagens : 3308
    Reputação : 432
    Data de inscrição : 20/05/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por josebarbos Qui 05 Ago 2021, 5:03 pm

    ERRATA
    Acabei distorcendo um pouco, esqueci que o auxílio saúde é sobre a remuneração, ainda que a premissa seja válida, para os menores salários o benefício é um pouco menor, para os maiores, melhor:

    Onde se lê
    josebarbos escreveu:

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 800,00 ("sem descontos")?

    Em remunerações mais baixas o benefício seria maior.

    Dinheiro tem, viável é.

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 1.060,00 ("sem descontos")?

    Exemplo 2:
    Remuneração de 8.000
    Revisão geral de 7%: R$ 8.560,00
    Revisão de 6% + auxílio saúde: 8.480,00 + 424,00

    Dado o IPCA de 07/2020 a 06/2021, o maior reajuste possível sem ajuste de outras rubricas é uma revisão geral em torno de 8 a 9%.
    Allan.M
    Allan.M
    Novo Usuário

    Mensagens : 2
    Reputação : 0
    Data de inscrição : 01/06/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Allan.M Qui 05 Ago 2021, 8:59 pm

    josebarbos escreveu:ERRATA
    Acabei distorcendo um pouco, esqueci que o auxílio saúde é sobre a remuneração, ainda que a premissa seja válida, para os menores salários o benefício é um pouco menor, para os maiores, melhor:

    Onde se lê
    josebarbos escreveu:

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 800,00 ("sem descontos")?

    Em remunerações mais baixas o benefício seria maior.

    Dinheiro tem, viável é.

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 1.060,00 ("sem descontos")?

    Exemplo 2:
    Remuneração de 8.000
    Revisão geral de 7%: R$ 8.560,00
    Revisão de 6% + auxílio saúde: 8.480,00 + 424,00

    Dado o IPCA de 07/2020 a 06/2021, o maior reajuste possível sem ajuste de outras rubricas é uma revisão geral em torno de 8 a 9%.




    Excelente, José, mais uma vez!

    Só passando para informar que o SINDMPU tá planejando fazer uma Assembleia Ampliada para tratar do auxílio-saúde (no site dele tem a matéria). Poderemos ter alguma informação relevante nela.
    ale1969
    ale1969
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Mensagens : 1453
    Reputação : 151
    Data de inscrição : 26/03/2015

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por ale1969 Sex 06 Ago 2021, 5:22 pm

    josebarbos escreveu:ERRATA
    Acabei distorcendo um pouco, esqueci que o auxílio saúde é sobre a remuneração, ainda que a premissa seja válida, para os menores salários o benefício é um pouco menor, para os maiores, melhor:

    Onde se lê
    josebarbos escreveu:

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 800,00 ("sem descontos")?

    Em remunerações mais baixas o benefício seria maior.

    Dinheiro tem, viável é.

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 1.060,00 ("sem descontos")?

    Exemplo 2:
    Remuneração de 8.000
    Revisão geral de 7%: R$ 8.560,00
    Revisão de 6% + auxílio saúde: 8.480,00 + 424,00

    Dado o IPCA de 07/2020 a 06/2021, o maior reajuste possível sem ajuste de outras rubricas é uma revisão geral em torno de 8 a 9%.


    E quem está aposentado? Não podemos olhar apenas para nosso umbigo! Esse processo de cada um por si foi o responsável pela criação deste fórum de debates(Subsídio Já). Lembram? Ou lutamos juntos ou perderemos novamente!
    anuvenzinha
    anuvenzinha
    Usuário Especial
    Usuário Especial

    Cargo : ANALISTA
    Mensagens : 1409
    Reputação : 210
    Data de inscrição : 20/12/2014

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por anuvenzinha Sex 06 Ago 2021, 10:52 pm

    ale1969 escreveu:
    josebarbos escreveu:ERRATA
    Acabei distorcendo um pouco, esqueci que o auxílio saúde é sobre a remuneração, ainda que a premissa seja válida, para os menores salários o benefício é um pouco menor, para os maiores, melhor:

    Onde se lê
    josebarbos escreveu:

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 800,00 ("sem descontos")?

    Em remunerações mais baixas o benefício seria maior.

    Dinheiro tem, viável é.

    Exemplo hipotético, com IPCA de 7%:
    Servidor com remuneração de 20.000
    O que é melhor?
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.400,00; sobre os quais incide IR e PSS ou;
    Aumentar o salário bruto para R$ 21.200,00 mais um auxílio de R$ 1.060,00 ("sem descontos")?

    Exemplo 2:
    Remuneração de 8.000
    Revisão geral de 7%: R$ 8.560,00
    Revisão de 6% + auxílio saúde: 8.480,00 + 424,00

    Dado o IPCA de 07/2020 a 06/2021, o maior reajuste possível sem ajuste de outras rubricas é uma revisão geral em torno de 8 a 9%.


    E quem está aposentado? Não podemos olhar apenas para nosso umbigo! Esse processo de cada um por si foi o responsável pela criação deste fórum de debates(Subsídio Já). Lembram? Ou lutamos juntos ou perderemos novamente!

    Certamente, positivando seu comentário e há algum tempo já tinha abordado tal situação e, sinceramente, esse país não tem jeito!

    Conteúdo patrocinado

    Novo PCS - Página 14 Empty Re: Novo PCS

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Ter 28 Set 2021, 7:11 pm