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    Assuntos gerais: economia & política

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    Assuntos gerais: economia & política - Página 2 Empty Re: Assuntos gerais: economia & política

    Mensagem por Galizezin Sex 16 Jul 2021, 6:33 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:
    Chuck Coleman escreveu:Mas e Cuba, o que os servidores comunistas acham dos protestos lá?

    scratch

    cuba é um aviso para a tentativa de golpe do capitão. o povo acha que o retorno à ditadura vai receber o mesmo apoio dos eua em 64, com logística e financiamento, que a economia vai bombar e vamos receber capital estrangeiro de investimento a perder de vista. vai nada, eua já mandou recado. pergunto à direitalha se ela já fez turismo ou pretende, nos eua e canadá da esquerdalha.


    No Haiti contrataram mercenários colombianos! Somos o quintal e Cuba era o prostíbulo. Os heróis da Revolução de 1959 estão mortos ou "aposentados", com isto o bloqueio econômico de mais de 50 anos trouxe consequências insuportáveis para a nova geração que clama por mudanças. Desta vez acredito que haverá abertura maior ao capitalismo, um modelo híbrido como o chinês pode ser rapidamente aplicado.
    Aqui no Brasil só cabe a solidariedade ao povo cubano e o desejo de solução do conflito sem intervenção externa.

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    não me solidarizo por gente trouxa. como já dizia leonel brizola: esse povo tem o governo que merece.
    brasileiro, saiba votar. e se errar, não perca a oportunidade de consertar. 2022 é logo ali.



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    Mensagem por Galizezin Sab 17 Jul 2021, 10:41 am

    petebas, petralhas, vai pra cuba que partiu...cortina de fumaça que não cola mais...fernando bezerra, ex-ministro da dilma, líder de bolsonaro. e tem gente que acredita na falácia esquerda e direita no br.




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    Mensagem por ale1969 Seg 19 Jul 2021, 10:44 am

    Galizezin escreveu:petebas, petralhas, vai pra cuba que partiu...cortina de fumaça que não cola mais...fernando bezerra, ex-ministro da dilma, líder de bolsonaro. e tem gente que acredita na falácia esquerda e direita no br.





    Por essa visão despolitizada é que o Congresso Nacional é pouco representativo da sociedade. Há um engenheiro para 10 serventes na sociedade. Há 1 médico para 10 enfermeiros. Há 1 latifundiário para 1000 trabalhadores rurais.... Fora a representação étnica e de gênero.
    Tentar fugir do debate ideológico do voto é alienação política, que só interessa à classe dominante(Burguesia)!
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    Mensagem por ale1969 Seg 19 Jul 2021, 12:42 pm

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    Chegou a vez das mulheres na política!
    Não qualquer mulher. Tem que ser ecossocialista, pois o planeta necessita; Tem que representar sua etinia(negra ou indígena); Tem que ter coragem para lutar pelos trabalhadores.
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    Mensagem por Rengaw Seg 19 Jul 2021, 12:57 pm

    ale1969 escreveu:[É necessário estar registrado e conectado para poderes ver esta hiperligação]


    Chegou a vez das mulheres na política!
    Não qualquer mulher. Tem que ser ecossocialista, pois o planeta necessita; Tem que representar sua etinia(negra ou indígena); Tem que ter coragem para lutar pelos trabalhadores.


    Coloquem a DILMA lá de novo!!!! :trollface: :trollface:
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    Mensagem por Galizezin Seg 19 Jul 2021, 8:52 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:petebas, petralhas, vai pra cuba que partiu...cortina de fumaça que não cola mais...fernando bezerra, ex-ministro da dilma, líder de bolsonaro. e tem gente que acredita na falácia esquerda e direita no br.





    Por essa visão despolitizada é que o Congresso Nacional é pouco representativo da sociedade. Há um engenheiro para 10 serventes na sociedade. Há 1 médico para 10 enfermeiros. Há 1 latifundiário para 1000 trabalhadores rurais.... Fora a representação étnica e de gênero.
    Tentar fugir do debate ideológico do voto é alienação política, que só interessa à classe dominante(Burguesia)!

    vai me desculpar, nobre colega de luta, mas não consigo enxergar ideologia no sistema político brasileiro. a coisa foi feita e amarrada lá na cf/1988, pela tal assembleia constituinte, para institucionalizar e perpetuar a roubalheira em prol da classe política. tem que ser muito ingênuo pra acreditar em ministério público imparcial quando o procurador-geral é designado pelo chefe do executivo e sabatinado pelo congresso? como acreditar em judiciário imparcial quando os ministros da suprema corte são indicados pelo chefe do executivo e também sabatinados pelo congresso? quem não viu bolsonaro, o pseudo-direitista, arrancar moro do judiciário para depois colocá-lo na rua da amargura, desempregado? todos que assumem o poder querem roubar. fato. nem os verde-oliva escapam...em plena pandemia, milhares morrendo e os caras querendo ganhar umzinho por fora.


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    Mensagem por euvoltei Ter 20 Jul 2021, 8:45 am

    Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....
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    Mensagem por androsvilazza Ter 20 Jul 2021, 9:56 am

    Grande dia!! (Sim, eu sei que é só um chororô temporário, ele não vai largar a mamata sem "brigar")

    Bolsonaro prevê derrota da PEC do voto impresso e sugere que pode abrir mão de campanha à reeleição

    Presidente continua a atacar o sistema de votação que vigora desde os anos 1990 sem qualquer evidência de fraude

    BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ameaças e a lançar suspeitas contra o sistema eleitoral, nesta segunda-feira, 19, sem apresentar qualquer evidência. Bolsonaro disse não acreditar que a proposta de voto impresso seja aprovada na Câmara e chegou a sugerir que, se o sistema eletrônico de votação não for substituído, pode abrir mão de concorrer à reeleição, em 2022.

    "Eu entrego a faixa para qualquer um, se eu disputar a eleição. Se eu disputar, eu entrego a faixa para qualquer um, mas uma eleição limpa. Agora, participar de uma eleição com essa urna eletrônica... Alguns falam: 'Ah, o Bolsonaro foi reeleito tantas vezes com o voto eletrônico...'. Vê o pessoal de banco aí, do sistema bancário. Se usassem a mesma tecnologia dos anos 2000, 1990, não teria segurança nenhuma", disse.

    Bolsonaro lançou ataques nas duas vezes em que interagiu com apoiadores, nesta segunda. Há exatamente uma semana, ele havia se reunido com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, e ouvido pedidos para que cessasse ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    "Mas quem for contar o voto não pode ser aqueles que tiraram o Lula da cadeia. Conto com vocês. Vocês são importantíssimos", afirmou, no fim da tarde.

    Na interação com os apoiadores nas imediações do Palácio da Alvorada, o presidente também já admitiu a derrota na Câmara da proposta que poderia obrigar a adoção de um sistema de voto impresso.

    "Eu não acredito mais que passe mais, na Câmara, o voto impresso. A gente faz o possível. Vamos ver como fica", declarou.

    Desde que os desgastes se aprofundaram e ele passou a atacar o sistema de votação que vigora desde os anos 1990 sem qualquer evidência de fraude, o presidente tem alimentado a narrativa de que apenas a impressão do voto tornará o processo seguro. Ele tem afirmado, sem dizer como, que as urnas eletrônicas permitem fraudes.

    Na última sexta-feira, 16, vislumbrando uma derrota na comissão especial da Câmara que analisa o tema, governistas manobraram para adiar a análise e evitar a rejeição da proposta. O tema só deve voltar à discussão em 5 de agosto.

    Ao retornar ao Alvorada, uma apoiadora perguntou se o presidente estava desanimado. Bolsonaro respondeu que, na verdade, está "sem paciência".

    As declarações do presidente, feitas na portaria do Palácio da Alvorada, foram divulgadas, com edições, por um canal no YouTube mantido por bolsonarista.
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    Mensagem por Galizezin Ter 20 Jul 2021, 10:15 am

    euvoltei escreveu:Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....

    bolsonaro armou arapuca pra ele. vc é perseguido como eu...kkkk.
    não espere perfeição das pessoas. ele tentou barrar a corrupção endêmica no país. a respeito de ser a favor do aborto, não dá pra cobrar posicionamento cristão de quem não é cristão. sobre ser desarmamentista, o que tem a ver? eu pergunto pra que serve polícia se com ela eu preciso de arma para me defender? é polícia federal, nacional, civil, militar, ambiental, guarda municipal, ffaa, segurança privada, segurança de bairro, estão criando até polícia judicial e segurança pública que é bom não temos. fecha esse boteco então.


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    Mensagem por Galizezin Ter 20 Jul 2021, 11:45 am

    alguém acredita na indignação do mito com a aprovação dos quase 6 bi para financiar campanha política? o cara não conseguiu nem convencer o filho senador a votar contra... [É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]


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    Mensagem por ale1969 Ter 20 Jul 2021, 11:52 am

    Galizezin escreveu:
    euvoltei escreveu:Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....

    bolsonaro armou arapuca pra ele. vc é perseguido como eu...kkkk.
    não espere perfeição das pessoas. ele tentou barrar a corrupção endêmica no país. a respeito de ser a favor do aborto, não dá pra cobrar posicionamento cristão de quem não é cristão. sobre ser desarmamentista, o que tem a ver? eu pergunto pra que serve polícia se com ela eu preciso de arma para me defender? é polícia federal, nacional, civil, militar, ambiental, guarda municipal, ffaa, segurança privada, segurança de bairro, estão criando até polícia judicial e segurança pública que é bom não temos. fecha esse boteco então.

    O "Juiz Ladrão" tá gordo e cheio da grana na capital do país que elaborou o debaque da Petrobrás. Adivinha quem banca isso? Sim, o responsável pela administração judicial da empresa que ele quebrou.
    Sei que é frustrante para os que foram às ruas com a camisa da CBF, foram usados pela classe dominante novamente. Lembram de 1964, mulheres saíram pela Família, Tradição e Propriedade. A história se repetiu como tragédia de um povo ignorante e despolitizado.
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    Mensagem por ale1969 Ter 20 Jul 2021, 12:02 pm

    Galizezin escreveu:alguém acredita na indignação do mito com a aprovação dos quase 6 bi para financiar campanha política? o cara não conseguiu nem convencer o filho senador a votar contra... [É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]




    O foco está no dinheiro, quando deveria ser o sistema de organização e financiamento eleitoral. Como eleger pessoas das classes menos favorecidas sem financiamento público? Por que dar dinheiro público aos candidatos que representam a classe dominante(burguesia) e que, infelizmente, podem se autofinanciar livremente?
    Sem mudança nas regras eleitorais é transferir renda para "caciques" políticos e manter a péssima configuração dos representantes do povo. Voto é ideologia política!
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    Mensagem por ale1969 Ter 20 Jul 2021, 12:45 pm

    Trabalhador que se sente "empresário" dá nisso!

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    Mensagem por euvoltei Ter 20 Jul 2021, 2:02 pm

    Galizezin escreveu:
    euvoltei escreveu:Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....

    bolsonaro armou arapuca pra ele. vc é perseguido como eu...kkkk.
    não espere perfeição das pessoas. ele tentou barrar a corrupção endêmica no país. a respeito de ser a favor do aborto, não dá pra cobrar posicionamento cristão de quem não é cristão. sobre ser desarmamentista, o que tem a ver? eu pergunto pra que serve polícia se com ela eu preciso de arma para me defender? é polícia federal, nacional, civil, militar, ambiental, guarda municipal, ffaa, segurança privada, segurança de bairro, estão criando até polícia judicial e segurança pública que é bom não temos. fecha esse boteco então.


    O contrário... ele Moro tentou armar uma arapuca pro Bolsonaro.... tentou fazer uma lava-jato dentro do governo....isso foi fato notório, basta ver os acontecimentos que antecedem sua saída e modo como saiu....

    Falei desses pontos aí ( do moro ser abortista e desarmamentista) só pra provar que o Moro foi no mínimo incoerente ao aceitar ser ministro......

    Se o moro ele fosse uma pessoa mais ética teria dito logo: "olha só Bolsonaro, eu agradeço o convite, mas não tenho a ver com o seus ideias, suas bandeiras, sua ideologia... eu gosto é de aborto, eu gosto é de desarmar toda população... vai ficar ruim pra mim e pra vc eu entrar no governo....."


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    Mensagem por grazi Ter 20 Jul 2021, 5:44 pm

    Este cidadão só pode estar tirando com a nossa cara, tipo vou lá azucrinar os servidores bobos e puxar mais o saco do meu mito


    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:
    euvoltei escreveu:Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....

    bolsonaro armou arapuca pra ele. vc é perseguido como eu...kkkk.
    não espere perfeição das pessoas. ele tentou barrar a corrupção endêmica no país. a respeito de ser a favor do aborto, não dá pra cobrar posicionamento cristão de quem não é cristão. sobre ser desarmamentista, o que tem a ver? eu pergunto pra que serve polícia se com ela eu preciso de arma para me defender? é polícia federal, nacional, civil, militar, ambiental, guarda municipal, ffaa, segurança privada, segurança de bairro, estão criando até polícia judicial e segurança pública que é bom não temos. fecha esse boteco então.


    O contrário... ele Moro tentou armar uma arapuca pro Bolsonaro.... tentou fazer uma lava-jato dentro do governo....isso foi fato notório, basta ver os acontecimentos que antecedem sua saída e modo como saiu....

    Falei desses pontos aí ( do moro ser abortista e desarmamentista) só pra provar que o Moro foi no mínimo incoerente ao aceitar ser ministro......

    Se o moro ele fosse uma pessoa mais ética teria dito logo: "olha só Bolsonaro, eu agradeço o convite, mas não tenho a ver com o seus ideias, suas bandeiras, sua ideologia... eu gosto é de aborto, eu gosto é de desarmar toda população... vai ficar ruim pra mim e pra vc eu entrar no governo....."


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    Mensagem por euvoltei Ter 20 Jul 2021, 7:19 pm

    grazi escreveu:Este cidadão só pode estar tirando com a nossa cara, tipo vou lá azucrinar os servidores bobos e puxar mais o saco do meu mito




    Todos tem defeitos... todos cometem erros.... o Bolsonaro tem os seus... quem mais critica ele de forma fundamentada são pessoas aliadas... basta ver o tanto que o Olavo já criticou ele, das sua limitações, etc....

    Agora o Sr. Moro... o que ele fez foi muito errado... brincou com o cargo de ministro e tentou criar um caos no centro do poder por mero capricho...

    Pelo o bem o Sr Moro, o Bolsonaro tem que se reeleger..... pq se turminha que ele colocou na cadeia voltar para o planalto, quem vai parar na cadeia rapidamente será o Moro, pq a turminha lá não perdoa nem a mãe....
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    Mensagem por Galizezin Ter 20 Jul 2021, 8:15 pm

    euvoltei escreveu:
    grazi escreveu:Este cidadão só pode estar tirando com a nossa cara, tipo vou lá azucrinar os servidores bobos e puxar mais o saco do meu mito




    Todos tem defeitos... todos cometem erros.... o Bolsonaro tem os seus... quem mais critica ele de forma fundamentada são pessoas aliadas... basta ver o tanto que o Olavo já criticou ele, das sua limitações, etc....

    Agora o Sr. Moro... o que ele fez foi muito errado... brincou com o cargo de ministro e tentou criar um caos no centro do poder por mero capricho...

    Pelo o bem o Sr Moro, o Bolsonaro tem que se reeleger..... pq se turminha que ele colocou na cadeia voltar para o planalto, quem vai parar na cadeia rapidamente será o Moro, pq a turminha lá não perdoa nem a mãe....

    que piada. o cara sacou o moro fora pq dizia que não sabia o que estava acontecendo na pf.
    agora ele diz que não sabia o que estava acontecendo no ministério ricardo barros, mas não ficou put.inho com o barrinho.
    eu quero saber o que a pf faz, pra controlar os delegados e me deixarem roubar um pouquinho
    eu não quero nem saber o que o ricardo barros faz, só quero a minha parte


    Última edição por Galizezin em Ter 20 Jul 2021, 8:18 pm, editado 1 vez(es)


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    Mensagem por Galizezin Ter 20 Jul 2021, 8:17 pm

    grazi escreveu:Este cidadão só pode estar tirando com a nossa cara, tipo vou lá azucrinar os servidores bobos e puxar mais o saco do meu mito


    euvoltei escreveu:
    Galizezin escreveu:
    euvoltei escreveu:Interessante alguém pintar o moro como um coitadinho...

    logo ele, abortista e desarmamentista que aceitou ser subordinado do bolsonaro....

    logo ele que quis que o MJ fosse um feudo intocável só seu...

    E depois de tudo virou consultor da odebretch....

    bolsonaro armou arapuca pra ele. vc é perseguido como eu...kkkk.
    não espere perfeição das pessoas. ele tentou barrar a corrupção endêmica no país. a respeito de ser a favor do aborto, não dá pra cobrar posicionamento cristão de quem não é cristão. sobre ser desarmamentista, o que tem a ver? eu pergunto pra que serve polícia se com ela eu preciso de arma para me defender? é polícia federal, nacional, civil, militar, ambiental, guarda municipal, ffaa, segurança privada, segurança de bairro, estão criando até polícia judicial e segurança pública que é bom não temos. fecha esse boteco então.


    O contrário... ele Moro tentou armar uma arapuca pro Bolsonaro.... tentou fazer uma lava-jato dentro do governo....isso foi fato notório, basta ver os acontecimentos que antecedem sua saída e modo como saiu....

    Falei desses pontos aí ( do moro ser abortista e desarmamentista) só pra provar que o Moro foi no mínimo incoerente ao aceitar ser ministro......

    Se o moro ele fosse uma pessoa mais ética teria dito logo: "olha só Bolsonaro, eu agradeço o convite, mas não tenho a ver com o seus ideias, suas bandeiras, sua ideologia... eu gosto é de aborto, eu gosto é de desarmar toda população... vai ficar ruim pra mim e pra vc eu entrar no governo....."



    o fórum está abandonado, às traças, e eu não tenho como investigar melhor a origem do escudeiro...


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    Mensagem por Galizezin Ter 20 Jul 2021, 8:21 pm

    ale1969 escreveu:Trabalhador que se sente "empresário" dá nisso!

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    eles estão corretos, cobrando promessas de campanha. mal caráter é quem diz uma coisa hoje e faz outra amanhã. mais mal caráter é quem apoia esse tipo de sujeira corriqueira dos políticos. nós precisamos urgentemente de um "promessômetro".


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    Mensagem por josebarbos Ter 20 Jul 2021, 9:57 pm

    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:alguém acredita na indignação do mito com a aprovação dos quase 6 bi para financiar campanha política? o cara não conseguiu nem convencer o filho senador a votar contra... [É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]




    O foco está no dinheiro, quando deveria ser o sistema de organização e financiamento eleitoral. Como eleger pessoas das classes menos favorecidas sem financiamento público? Por que dar dinheiro público aos candidatos que representam a classe dominante(burguesia) e que, infelizmente, podem se autofinanciar livremente?
    Sem mudança nas regras eleitorais é transferir renda para "caciques" políticos e manter a péssima configuração dos representantes do povo. Voto é ideologia política!

    E financiamento, publicidade é o que faz um menos favorecido ter algum destaque?
    Quando alguém que vem da base consegue destaque político, qualquer que seja, é porque faz um extra por merecer: em ação de caridade, sendo um trabalhador de destaque, servindo num papel de liderança ec.

    A ideia é exatamente a oposta: uma eleição não pode custar tão caro e ser cada vez mais inflacionada.
    E ainda que seja, estas mesmas pessoas tem instrumentos como sindicatos, associações e outros para financiar.

    5 bilhões é o suficiente para tocar MUITA ação prioritária que traria um belo benefício ao país.
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    Mensagem por josebarbos Ter 20 Jul 2021, 10:06 pm

    Situações básicas para pensarmos em ser minimamente democráticos:

    Voto não obrigatório, eletrônico e auditável.
    Desvincular cada um dos processos eleitorais. Cada eleição numa data separada, e a mesma pessoa pode disputar todos os pleitos.
    Repensar o número de deputados, a serem eleitos por distritos puros, proporcionalmente à população: reduz o "custo" de ser eleito e dá peso de representatividade equivalente.
    Tempo de tv apenas para eleições majoritárias, para quem tiver partido, que não é obrigatório. Quem quiser, concorre como independente e tenta conquistar eleitores noutras plataformas.
    Exigência de apresentação de um plano de governo factível. A reeleição para qualquer cargo fica condicionada ao atingimento de um percentual mínimo da promessa.
    Possibilidade de recall.
    Impeachment condicionado à prévia manifestação popular, e por ela inicializável.
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    Mensagem por ale1969 Qua 21 Jul 2021, 10:22 am

    josebarbos escreveu:
    ale1969 escreveu:
    Galizezin escreveu:alguém acredita na indignação do mito com a aprovação dos quase 6 bi para financiar campanha política? o cara não conseguiu nem convencer o filho senador a votar contra... [É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]




    O foco está no dinheiro, quando deveria ser o sistema de organização e financiamento eleitoral. Como eleger pessoas das classes menos favorecidas sem financiamento público? Por que dar dinheiro público aos candidatos que representam a classe dominante(burguesia) e que, infelizmente, podem se autofinanciar livremente?
    Sem mudança nas regras eleitorais é transferir renda para "caciques" políticos e manter a péssima configuração dos representantes do povo. Voto é ideologia política!

    E financiamento, publicidade é o que faz um menos favorecido ter algum destaque?
    Quando alguém que vem da base consegue destaque político, qualquer que seja, é porque faz um extra por merecer: em ação de caridade, sendo um trabalhador de destaque, servindo num papel de liderança ec.

    A ideia é exatamente a oposta: uma eleição não pode custar tão caro e ser cada vez mais inflacionada.
    E ainda que seja, estas mesmas pessoas tem instrumentos como sindicatos, associações e outros para financiar.

    5 bilhões é o suficiente para tocar MUITA ação prioritária que traria um belo benefício ao país.

    Concordo plenamente, foi exatamente isso que falei. Colocar dinheiro com esse sistema eleitoral atual é desperdício de verba pública.
    Para baratear e democratizar a eleição é preciso mudar o sistema eleitoral, votar em ideias e não pessoas. Fortalecer partidos comprometidos com ética estatutária, seja de direita ou esquerda. Voto em lista no primeiro turno e individual dentro da cota do partido no segundo turno(proposta da CNBB e outros) pode baratear significativamente o pleito e promover um debate qualificado no parlamento. Representação paritária, homens e mulheres. Cotas raciais e sociais. São ideias possíveis e muito baratas. Há várias opções elaboradas por cientistas políticos qualificados.
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    Mensagem por ale1969 Qua 21 Jul 2021, 10:25 am

    josebarbos escreveu:Situações básicas para pensarmos em ser minimamente democráticos:

    Voto não obrigatório, eletrônico e auditável.
    Desvincular cada um dos processos eleitorais. Cada eleição numa data separada, e a mesma pessoa pode disputar todos os pleitos.
    Repensar o número de deputados, a serem eleitos por distritos puros, proporcionalmente à população: reduz o "custo" de ser eleito e dá peso de representatividade equivalente.
    Tempo de tv apenas para eleições majoritárias, para quem tiver partido, que não é obrigatório. Quem quiser, concorre como independente e tenta conquistar eleitores noutras plataformas.
    Exigência de apresentação de um plano de governo factível. A reeleição para qualquer cargo fica condicionada ao atingimento de um percentual mínimo da promessa.
    Possibilidade de recall.
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    Mensagem por ale1969 Qua 21 Jul 2021, 10:42 am

    ale1969 escreveu:
    josebarbos escreveu:Situações básicas para pensarmos em ser minimamente democráticos:

    Voto não obrigatório, eletrônico e auditável.
    Desvincular cada um dos processos eleitorais. Cada eleição numa data separada, e a mesma pessoa pode disputar todos os pleitos.
    Repensar o número de deputados, a serem eleitos por distritos puros, proporcionalmente à população: reduz o "custo" de ser eleito e dá peso de representatividade equivalente.
    Tempo de tv apenas para eleições majoritárias, para quem tiver partido, que não é obrigatório. Quem quiser, concorre como independente e tenta conquistar eleitores noutras plataformas.
    Exigência de apresentação de um plano de governo factível. A reeleição para qualquer cargo fica condicionada ao atingimento de um percentual mínimo da promessa.
    Possibilidade de recall.
    Impeachment condicionado à prévia manifestação popular, e por ela inicializável.


    São muitas ideias, cada um tem a sua reforma de coração, conforme a ideologia individual. O que importa é melhorar a representação social do parlamento. Mais mulheres, negros, pobres, trabalhadores. Menos latifundiários, representantes da burguesia, médicos e advogados vinculados pelo interesse financeiro.
    O voto, propriamente dito, não é obrigatório. O que se exige para algumas atividades é o alistamento eleitoral regularizado. É plenamente auditável, mantido o sigilo, ou seja não há alteração de informações indevidas na urna, exceto se houver um conluio da mesa e forem inseridos votos de eleitores ausentes, o que é difícil pois há como cruzar as informações com as justificativas.
    Distrito facilita eleição de "caciques" regionais, principalmente em pequenas e médias cidades.
    Sobre o recall, concordo plenamente.
    Impeachment com iniciativa popular e crime julgado pela justiça, para evitar golpes parlamentares como 2016.
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    Mensagem por androsvilazza Qua 21 Jul 2021, 2:31 pm

    Pela milésima vez:

    Impeachment é julgamento jurídico E político.
    No caso de 2016, houve crimes de responsabilidade; o próprio TCU confirma, ninguém minimamente sério pode afirmar que as "manobras" apontadas ("pedaladas" e créditos suplementares sem autorização legislativa) sejam legais sob qualquer ponto de vista (especialmente quando consideramos que a Administração Pública só pode fazer o que é expressamente autorizado em lei, mesmo quando não há vedação - e no caso da Dilma, havia vedação expressa). Ou seja, o aspecto jurídico estava devidamente coberto. Pode-se argumentar que outros presidentes (talvez todos da história) também cometeram crimes, mais ou menos graves que os da Dilma, e nem por isso sofreram impeachment. Aí é que entra o segundo aspecto do processo: o político. Dilma cometeu crimes de responsabilidade E perdeu apoio político, por isso sofreu o impeachment.

    Vale lembrar que o processo é previsto na constituição e seguiu todo o regramento constitucional e legal (inclusive regras adicionais, que não haviam sido aplicadas ao processo do Collor).

    Pode-se questionar a legitimidade dos atores políticos envolvidos; pode-se questionar os interesses por trás do movimento político que resultou no impeachment; pode-se questionar a adequação da solução escolhida frente ao problema que se visava atacar; pode-se questionar inclusive a adequação do próprio instrumento ou de seu rito legalmente definido (caso em que deveria ser alterado por vias legais), etc etc. Mas não se pode chamar de golpe um processo que se ateve à legislação vigente.

    Não existe golpe com continuidade democrática, nem golpe sem quebra do regime constitucional. Defender a democracia significa também defender as regras do jogo, mesmo que a aplicação delas, por vezes, lhe prejudique e deixe com um gosto amargo de derrota.

    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).
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    Mensagem por euvoltei Qua 21 Jul 2021, 4:29 pm

    androsvilazza escreveu:
    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).


    Pra turma da esquerda, tudo vale! Se, e somente se, for a favor da narrativa deles.....as consequências pouco importam...


    No caso do termo fascista.... é um dos mais tosco de todos... pq pra ser fascita o presidente deveria fazer o exato oposto do que ele faz....
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    Mensagem por androsvilazza Qua 21 Jul 2021, 5:05 pm

    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).


    Pra turma da esquerda, tudo vale! Se, e somente se, for a favor da narrativa deles.....as consequências pouco importam...


    No caso do termo fascista.... é um dos mais tosco de todos... pq pra ser fascita o presidente deveria fazer o exato oposto do que ele faz....

    Nem tão oposto assim. Não há convergência total (o que, na minha opinião, seria suficiente para enquadrá-lo em outra categoria ideológica), mas uma parte do ideário fascista está presente no bolsonarismo, em especial no discurso da ala mais "ideológica".

    Pra ser mais específico, o uso do termo "fascista" (que tem sido adotado por muita gente, há um tempo, como insulto genérico a qualquer opositor) é inadequado ao bolsonarismo porque a "ideologia" bolsonarista é flutuante, não se percebe muita consistência nas ideias. Algo (ou alguém) que hoje se considera um pilar do movimento pode, amanhã, ser relativizado (deixando de ter importância), ou mesmo execrado, exposto como inimigo a ser combatido. O oposto também é válido: antigos inimigos (ou ideias) irreconciliáveis passam a ser considerados pontos-chave na manutenção do poder e na "guerra cultural".
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    Mensagem por euvoltei Qua 21 Jul 2021, 5:22 pm

    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).


    Pra turma da esquerda, tudo vale! Se, e somente se, for a favor da narrativa deles.....as consequências pouco importam...


    No caso do termo fascista.... é um dos mais tosco de todos... pq pra ser fascita o presidente deveria fazer o exato oposto do que ele faz....

    Nem tão oposto assim. Não há convergência total (o que, na minha opinião, seria suficiente para enquadrá-lo em outra categoria ideológica), mas uma parte do ideário fascista está presente no bolsonarismo, em especial no discurso da ala mais "ideológica".

    Pra ser mais específico, o uso do termo "fascista" (que tem sido adotado por muita gente, há um tempo, como insulto genérico a qualquer opositor) é inadequado ao bolsonarismo porque a "ideologia" bolsonarista é flutuante, não se percebe muita consistência nas ideias. Algo (ou alguém) que hoje se considera um pilar do movimento pode, amanhã, ser relativizado (deixando de ter importância), ou mesmo execrado, exposto como inimigo a ser combatido. O oposto também é válido: antigos inimigos (ou ideias) irreconciliáveis passam a ser considerados pontos-chave na manutenção do poder e na "guerra cultural".


    O centro do fascismo é o controle estatal... de tudo e de todos....

    "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado." Benito Mussolini

    Isso nada tem a ver com o presidente.....que tá aí todo dia querendo desregulamentar, privatizar.. e como ele mesmo diz "tirar o estado do cangote do cidadão"

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    Mensagem por androsvilazza Qua 21 Jul 2021, 6:50 pm

    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    euvoltei escreveu:
    androsvilazza escreveu:
    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).


    Pra turma da esquerda, tudo vale! Se, e somente se, for a favor da narrativa deles.....as consequências pouco importam...


    No caso do termo fascista.... é um dos mais tosco de todos... pq pra ser fascita o presidente deveria fazer o exato oposto do que ele faz....

    Nem tão oposto assim. Não há convergência total (o que, na minha opinião, seria suficiente para enquadrá-lo em outra categoria ideológica), mas uma parte do ideário fascista está presente no bolsonarismo, em especial no discurso da ala mais "ideológica".

    Pra ser mais específico, o uso do termo "fascista" (que tem sido adotado por muita gente, há um tempo, como insulto genérico a qualquer opositor) é inadequado ao bolsonarismo porque a "ideologia" bolsonarista é flutuante, não se percebe muita consistência nas ideias. Algo (ou alguém) que hoje se considera um pilar do movimento pode, amanhã, ser relativizado (deixando de ter importância), ou mesmo execrado, exposto como inimigo a ser combatido. O oposto também é válido: antigos inimigos (ou ideias) irreconciliáveis passam a ser considerados pontos-chave na manutenção do poder e na "guerra cultural".


    O centro do fascismo é o controle estatal... de tudo e de todos....

    "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado." Benito Mussolini

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    O fascismo vai muito além disso, são muitas características que o definem... Mas, de fato, o antiliberalismo é uma delas; um discurso liberal, portanto, contrasta com a ideologia fascista. Mas mesmo nesse caso, é bom lembrar que o "liberalismo" não é uma bandeira tradicionalmente abraçada pelo Bolsonaro; pelo contrário, ele só adotou essa pauta recentemente, quando enxergou uma oportunidade política nela (nada contra, faz parte da vida política o tato para perceber as preferências da população em dado momento). Talvez devido a essa "conversão" tardia, suas atitudes e discursos, muitas vezes, contradizem a pregação liberal...
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    Mensagem por ale1969 Qui 22 Jul 2021, 1:59 pm

    androsvilazza escreveu:Pela milésima vez:

    Impeachment é julgamento jurídico E político.
    No caso de 2016, houve crimes de responsabilidade; o próprio TCU confirma, ninguém minimamente sério pode afirmar que as "manobras" apontadas ("pedaladas" e créditos suplementares sem autorização legislativa) sejam legais sob qualquer ponto de vista (especialmente quando consideramos que a Administração Pública só pode fazer o que é expressamente autorizado em lei, mesmo quando não há vedação - e no caso da Dilma, havia vedação expressa). Ou seja, o aspecto jurídico estava devidamente coberto. Pode-se argumentar que outros presidentes (talvez todos da história) também cometeram crimes, mais ou menos graves que os da Dilma, e nem por isso  sofreram impeachment. Aí é que entra o segundo aspecto do processo: o político. Dilma cometeu crimes de responsabilidade E perdeu apoio político, por isso sofreu o impeachment.

    Vale lembrar que o processo é previsto na constituição e seguiu todo o regramento constitucional e legal (inclusive regras adicionais, que não haviam sido aplicadas ao processo do Collor).

    Pode-se questionar a legitimidade dos atores políticos envolvidos; pode-se questionar os interesses por trás do movimento político que resultou no impeachment; pode-se questionar a adequação da solução escolhida frente ao problema que se visava atacar; pode-se questionar inclusive a adequação do próprio instrumento ou de seu rito legalmente definido (caso em que deveria ser alterado por vias legais), etc etc. Mas não se pode chamar de golpe um processo que se ateve à legislação vigente.

    Não existe golpe com continuidade democrática, nem golpe sem quebra do regime constitucional. Defender a democracia significa também defender as regras do jogo, mesmo que a aplicação delas, por vezes, lhe prejudique e deixe com um gosto amargo de derrota.

    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).



    Pela milésima e uma vez: Princípio da Reserva Legal(1º ano Direito Penal) "Não há crime sem Lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal". Quer que explique melhor? Segue texto didático.
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    Houve ruptura democrática, chamado "Golpe Brando" por Adolfo Péres Esquivel(Prêmio Nobel) é a forma moderna verificada em países da América Latina(Paraguai e Honduras) com amplo apoio midiático/financeiro burguês, Poderes Judiciário e Legislativo.

    Há vários estudos sobre o tema, em pouco tempo será fato histórico verificável, ensinado nas escolas e academias.

    Quem votou nulo não fui eu! Votei no candidato contrário ao atual presidente e votarei novamente em 2022.
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    Mensagem por androsvilazza Qui 22 Jul 2021, 3:40 pm

    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:Pela milésima vez:

    Impeachment é julgamento jurídico E político.
    No caso de 2016, houve crimes de responsabilidade; o próprio TCU confirma, ninguém minimamente sério pode afirmar que as "manobras" apontadas ("pedaladas" e créditos suplementares sem autorização legislativa) sejam legais sob qualquer ponto de vista (especialmente quando consideramos que a Administração Pública só pode fazer o que é expressamente autorizado em lei, mesmo quando não há vedação - e no caso da Dilma, havia vedação expressa). Ou seja, o aspecto jurídico estava devidamente coberto. Pode-se argumentar que outros presidentes (talvez todos da história) também cometeram crimes, mais ou menos graves que os da Dilma, e nem por isso  sofreram impeachment. Aí é que entra o segundo aspecto do processo: o político. Dilma cometeu crimes de responsabilidade E perdeu apoio político, por isso sofreu o impeachment.

    Vale lembrar que o processo é previsto na constituição e seguiu todo o regramento constitucional e legal (inclusive regras adicionais, que não haviam sido aplicadas ao processo do Collor).

    Pode-se questionar a legitimidade dos atores políticos envolvidos; pode-se questionar os interesses por trás do movimento político que resultou no impeachment; pode-se questionar a adequação da solução escolhida frente ao problema que se visava atacar; pode-se questionar inclusive a adequação do próprio instrumento ou de seu rito legalmente definido (caso em que deveria ser alterado por vias legais), etc etc. Mas não se pode chamar de golpe um processo que se ateve à legislação vigente.

    Não existe golpe com continuidade democrática, nem golpe sem quebra do regime constitucional. Defender a democracia significa também defender as regras do jogo, mesmo que a aplicação delas, por vezes, lhe prejudique e deixe com um gosto amargo de derrota.

    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).



    Pela milésima e uma vez: Princípio da Reserva Legal(1º ano Direito Penal) "Não há crime sem Lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal". Quer que explique melhor? Segue texto didático.
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    Houve ruptura democrática, chamado "Golpe Brando" por Adolfo Péres Esquivel(Prêmio Nobel) é a forma moderna verificada em países da América Latina(Paraguai e Honduras) com amplo apoio midiático/financeiro burguês, Poderes Judiciário e Legislativo.

    Há vários estudos sobre o tema, em pouco tempo será fato histórico verificável, ensinado nas escolas e academias.

    Quem votou nulo não fui eu! Votei no candidato contrário ao atual presidente e votarei novamente em 2022.

    O princípio da reserva legal todo mundo conhece. O que alguns não conhecem (ou preferem fingir que não entendem) é que A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o governo de contratar operações de crédito com entidades bancárias por ele controladas. Quando o governo é obrigado a repassar um determinado valor para os bancos, e não o faz no tempo certo, fica claramente caracterizada a tomada de crédito. Como eu disse, o próprio TCU (relatório aqui) analisou as contas e informou essa ocorrência. E é uma irregularidade tão óbvia que qualquer pessoa sem estudo entenderia: se seu patrão deixa de repassar seu salário no tempo correto, ele tem uma dívida (crédito) com você, mesmo sem terem assinado um contrato para isso.

    Com relação aos créditos suplementares abertos sem autorização do Congresso, fica ainda mais clara a vedação. Pior, a vedação está inscrita na própria Constituição Federal:

    Art. 167. São vedados:
    V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;

    É como eu disse, os crimes existiram, só "discorda" quem não entende nada do assunto e não faz questão de se informar, ou está com sua cognição embaçada pelo julgamento ideológico. Fiz questão de destacar o termo "discorda", entre aspas, porque nem é tecnicamente correto utilizá-lo. Pode-se discordar de opiniões, de impressões, mas não de fatos; e a existência dos crimes de responsabilidade, claramente tipificados em lei, é fato (e, portanto, indiscutível).

    Por exemplo, pode-se discutir o juízo de oportunidade do impeachment (se deveria ou não ter sido aplicado). Esse é um motivo, por exemplo, de não irem adiante os processos de impeachment nos Estados Unidos: lá, via de regra, a análise de oportunidade leva a um consenso de que é melhor ignorar eventuais crimes cometidos, ou trabalhar na aprimoração da legislação e dos controles, de forma a evitar a repetição destes acontecimentos.

    Enfim, vejo que, nesse ponto, a discussão é infrutífera: não vou te "convencer" de que os crimes de responsabilidade de fato ocorreram. Da mesma forma, é impossível para você (ou qualquer pessoa) me convencer de que, tendo os crimes ocorrido, não se deva aceitar e respeitar o processo político, qualquer que seja o seu resultado (logicamente, seguidas as balizas legais e constitucionais aplicáveis ao processo de impeachment).

    Com relação ao mérito do processo de impeachment, tendo a acreditar que essa é uma solução capenga (e traumática) para a troca de um governo falho (e isso decorre da nossa falta de previsão de outro instrumento legal para essa troca).
    Considerada a amplitude de vedações impostas aos governantes (algumas das quais praticamente incontornáveis em determinados cenários), é quase certo que, mais cedo ou mais tarde, mesmo o maior respeitador das leis e da Constituição Federal corre o risco de esbarrar em um crime de responsabilidade. Creio que todos (ou quase todos) os Presidentes brasileiros tenham cometido ações que possam ser enquadradas na definição de algum dos crimes de responsabilidade. Ou seja, até agora, o que impediu que todos fossem derrubados em processos de impeachment foi, justamente, o aspecto dual do processo: jurídico, mas ao mesmo tempo político - e sempre acaba prevalecendo o segundo aspecto, o político. E este aspecto político não envolve apenas os parlamentares que votarão o processo. Envolve, também, o convencimento da população e demais atores da sociedade - incluindo a imprensa, o poder judiciário e as "elites". Sem o envolvimento destes atores, nenhum processo de impeachment ocorreria (e a ausência de alguns deles, em maior ou menor grau, pode explicar a sobrevivência de governos que, como o da Dilma, tenham transgredido a lei, alcançando, no entanto, um destino diferente do dela. Sob essa ótica (participação de setores da população, imprensa, judiciário, elites, políticos), qualquer processo de impeachment poderia - politicamente falando - ser considerado um "golpe", a depender do viés da análise. Nessa armadilha eu não entro, prefiro me concentrar (quanto ao mérito) nos aspectos técnicos e jurídicos, analisando apenas a ocorrência de crime de responsabilidade e o respeito aos trâmites legais do processo.

    A análise política de um processo de impeachment (mesmo quando feita sem "paixões", de modo imparcial) é muito mais complexa, deve-se levar em consideração, no mínimo:
    1) o momento em que ocorre e a ausência de alternativas menos traumáticas (se é ou não conveniente levar adiante o processo naquele momento em específico) - análise de conveniência e oportunidade;
    2) quais sentimentos e interesses impulsionam cada um dos atores - análise de legitimidade (não confundir com legalidade), e
    3) se a alternativa de poder apresentada tende a trazer estabilidade e progresso, ou se o caminho adotado será o oposto (instabilidade e retrocesso) - análise de cenários futuros.

    Com relação ao aspecto político do impeachment da Dilma, considero que
    1) o processo foi oportuno (nem tão cedo que não lhe desse tempo para tentar corrigir os rumos - da política e da economia, nem tão tarde que impossibilitasse a correção pelo seu substituto) e conveniente (não se apresentou, naquele momento, alternativa menos traumática - a própria Dilma trabalhava para tensionar mais o ambiente político, em vez de tentar promover a distensão).
    2) o processo foi legítimo (os interesses da parcela da população - melhora da economia, combate à corrupção - que advogava pelo impeachment eram legítimos). Mesmo considerando que boa parte dos atores políticos, em especial parlamentares, tinham interesses escusos no impeachment (blindagem judicial, enfraquecimento do combate à corrupção, maior participação no orçamento da União) há que se convir que os mesmos interesses também poderiam ter levado a resultado oposto (se a Dilma tivesse trabalhado, em tempo, para atender a esses interesses escusos, possivelmente teria obtido votos suficientes para se manter no poder).
    3) o processo pode ter contribuído para um cenário de maior instabilidade e retrocesso. Destaco que, sem uma análise mais aprofundada, não é possível fazer essa correlação com muita clareza. Me parece ser indiscutível que o cenário atual seja de maior instabilidade que o anterior ao impeachment, tendo havido retrocessos importantes. Por outro lado, não é possível creditar toda essa instabilidade ao processo de impeachment, já que (à exceção do "grito dos derrotados", esperado para este cenário) houve certa estabilidade no curto prazo após o impeachment. Ademais, vários outros fatores ocorreram, concomitantes ou posteriores à derrubada do governo Dilma (aposta na polarização constante, denúncias contra o Michel Temer, avanço da Lava-Jato, erros na estratégia eleitoral de 2018, a tentativa de assassinato contra o Bolsonaro durante as eleições, etc). Ou seja, o impeachment tanto pode ter sido o farfalhar de asas de uma borboleta, que acabou causando um furacão; quanto pode ter sido apenas um soluço de estabilidade em um cenário de queda então irreversível.
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    Mensagem por anuvenzinha Qui 22 Jul 2021, 6:03 pm

    O mecanismo de escoamento de dinheiro público permanece com a triste percepção de servidores públicos beneficiados e, portanto, defensores....  Segue link do escolhido do "Mito"....acho q a carapuça coube...[É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]




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    Mensagem por euvoltei Qui 22 Jul 2021, 6:20 pm

    anuvenzinha escreveu:O mecanismo de escoamento de dinheiro público permanece com a triste percepção de servidores públicos beneficiados e, portanto, defensores....  Segue link do escolhido do "Mito"....acho q a carapuça coube...[É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]






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    Mensagem por Pipoca Qui 22 Jul 2021, 7:02 pm

    euvoltei escreveu:
    anuvenzinha escreveu:O mecanismo de escoamento de dinheiro público permanece com a triste percepção de servidores públicos beneficiados e, portanto, defensores....  Segue link do escolhido do "Mito"....acho q a carapuça coube...[É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]






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    Como é bom ver Bolsonaro e seus bolsominions fazendo e defendendo tudo o que sempre criticaram...

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    Mensagem por euvoltei Qui 22 Jul 2021, 8:16 pm

    Pipoca escreveu:

    Como é bom ver Bolsonaro e seus bolsominions fazendo e defendendo tudo o que sempre criticaram...


    Não estou defendendo ninguém.... nem opinião nenhuma eu dei....

    Apenas eu expus uma matéria.....

    Agora darei minha opinião:

    A esquerda é uma grande mentira...

    Se alguém que não é esquerdopata vai numa direção a esquerda diz que tá errado;se depois essa mesma pessoa vai na direção oposta a esquerda diz que tá errado também...

    Ou seja, em verdade, quem tá errado é esquerda que não quer construir nada.... só quer destruir via narrativas...





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    Mensagem por anuvenzinha Qui 22 Jul 2021, 8:40 pm

    Como é bom ver Bolsonaro e seus bolsominions fazendo e defendendo tudo o que sempre criticaram...

    [/quote]
    Não acredito q servidor público civil ou militar(baixo escalão q teve reduzida recomposição) e q não seja lelé seja um simples bolsominion q nem os simples mortadelas do Lula... E, também, nunca vi o Lula falar q era do Centrão e, sim, PT!  E olha q antes dele ser eleito nunca vi ninguém nesse fórum ser tão bolsominion qto eu...  Centrão rima exatamente com q ele é.... [É necessário estar registrado e conectado para poderes visualizar esta imagem]
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    Na verdade, a esquerda nunca imaginou q um ex-militar conseguiria desmoralizar o período q tiveram no poder p/ as novas gerações. Dentro desse contexto cadê o general Heleno pra cantar " Se gritar pega centrão..." agora?!
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    Mensagem por Zorro Qui 22 Jul 2021, 11:00 pm

    euvoltei escreveu:
    Pipoca escreveu:

    Como é bom ver Bolsonaro e seus bolsominions fazendo e defendendo tudo o que sempre criticaram...


    Não estou defendendo ninguém.... nem opinião nenhuma eu dei....

    Apenas eu expus uma matéria.....

    Agora darei minha opinião:

    A esquerda é uma grande mentira...

    Se alguém que não é esquerdopata vai numa direção a esquerda diz que tá errado;se depois essa mesma pessoa vai na direção oposta a esquerda diz que tá errado também...

    Ou seja, em verdade, quem tá errado é esquerda que não quer construir nada.... só quer destruir via narrativas...


    Muuuuuuuuuuuuuuu


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    Mensagem por euvoltei Sex 23 Jul 2021, 8:28 am

    anuvenzinha escreveu:  Dentro desse contexto cadê o general Heleno pra cantar " Se gritar pega centrão..." agora?!


    Aonde estava e esquerda pra apioar o Gen. Heleno naquela hora???



    Repito a mesma análise:


    A esquerda é uma grande mentira...

    Se alguém que não é esquerdopata vai numa direção a esquerda diz que tá errado;se depois essa mesma pessoa vai na direção oposta a esquerda diz que tá errado também...

    Ou seja, em verdade, quem tá errado é esquerda que não quer construir nada.... só quer destruir via narrativas...


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    Mensagem por Galizezin Sex 23 Jul 2021, 10:51 am

    no brasil

    o problema não é a esquerda, mas os esquerdistas.
    o problema não é a direita, mas os direitistas.

    é por isso que eles se perdem tanto, militando que está numa ideologia ao mesmo tempo que se encaixa na outra.



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    Mensagem por ale1969 Sex 23 Jul 2021, 12:32 pm

    androsvilazza escreveu:
    ale1969 escreveu:
    androsvilazza escreveu:Pela milésima vez:

    Impeachment é julgamento jurídico E político.
    No caso de 2016, houve crimes de responsabilidade; o próprio TCU confirma, ninguém minimamente sério pode afirmar que as "manobras" apontadas ("pedaladas" e créditos suplementares sem autorização legislativa) sejam legais sob qualquer ponto de vista (especialmente quando consideramos que a Administração Pública só pode fazer o que é expressamente autorizado em lei, mesmo quando não há vedação - e no caso da Dilma, havia vedação expressa). Ou seja, o aspecto jurídico estava devidamente coberto. Pode-se argumentar que outros presidentes (talvez todos da história) também cometeram crimes, mais ou menos graves que os da Dilma, e nem por isso  sofreram impeachment. Aí é que entra o segundo aspecto do processo: o político. Dilma cometeu crimes de responsabilidade E perdeu apoio político, por isso sofreu o impeachment.

    Vale lembrar que o processo é previsto na constituição e seguiu todo o regramento constitucional e legal (inclusive regras adicionais, que não haviam sido aplicadas ao processo do Collor).

    Pode-se questionar a legitimidade dos atores políticos envolvidos; pode-se questionar os interesses por trás do movimento político que resultou no impeachment; pode-se questionar a adequação da solução escolhida frente ao problema que se visava atacar; pode-se questionar inclusive a adequação do próprio instrumento ou de seu rito legalmente definido (caso em que deveria ser alterado por vias legais), etc etc. Mas não se pode chamar de golpe um processo que se ateve à legislação vigente.

    Não existe golpe com continuidade democrática, nem golpe sem quebra do regime constitucional. Defender a democracia significa também defender as regras do jogo, mesmo que a aplicação delas, por vezes, lhe prejudique e deixe com um gosto amargo de derrota.

    De tanto se usarem termos incorretos, em arroubos de exagero retórico, acaba-se por banalizá-los. "Daqui a pouco" alguém inventa de dar um golpe de verdade, com quebra do regime constitucional e da democracia, e pouca gente vai levar a sério uma eventual denúncia; afinal, "tudo pra esse povo é golpe" (da mesma forma como ignoraram os alertas sobre o Bolsonaro em 2018, após a banalização de termos como "racismo, fascismo, misoginia, homofobia, ameaça à democracia" etc).



    Pela milésima e uma vez: Princípio da Reserva Legal(1º ano Direito Penal) "Não há crime sem Lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal". Quer que explique melhor? Segue texto didático.
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    Houve ruptura democrática, chamado "Golpe Brando" por Adolfo Péres Esquivel(Prêmio Nobel) é a forma moderna verificada em países da América Latina(Paraguai e Honduras) com amplo apoio midiático/financeiro burguês, Poderes Judiciário e Legislativo.

    Há vários estudos sobre o tema, em pouco tempo será fato histórico verificável, ensinado nas escolas e academias.

    Quem votou nulo não fui eu! Votei no candidato contrário ao atual presidente e votarei novamente em 2022.

    O princípio da reserva legal todo mundo conhece. O que alguns não conhecem (ou preferem fingir que não entendem) é que A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o governo de contratar operações de crédito com entidades bancárias por ele controladas. Quando o governo é obrigado a repassar um determinado valor para os bancos, e não o faz no tempo certo, fica claramente caracterizada a tomada de crédito. Como eu disse, o próprio TCU (relatório aqui) analisou as contas e informou essa ocorrência. E é uma irregularidade tão óbvia que qualquer pessoa sem estudo entenderia: se seu patrão deixa de repassar seu salário no tempo correto, ele tem uma dívida (crédito) com você, mesmo sem terem assinado um contrato para isso.

    Com relação aos créditos suplementares abertos sem autorização do Congresso, fica ainda mais clara a vedação. Pior, a vedação está inscrita na própria Constituição Federal:

    Art. 167. São vedados:
    V -  a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;

    É como eu disse, os crimes existiram, só "discorda" quem não entende nada do assunto e não faz questão de se informar, ou está com sua cognição embaçada pelo julgamento ideológico. Fiz questão de destacar o termo "discorda", entre aspas, porque nem é tecnicamente correto utilizá-lo. Pode-se discordar de opiniões, de impressões, mas não de fatos; e a existência dos crimes de responsabilidade, claramente tipificados em lei, é fato (e, portanto, indiscutível).

    Por exemplo, pode-se discutir o juízo de oportunidade do impeachment (se deveria ou não ter sido aplicado). Esse é um motivo, por exemplo, de não irem adiante os processos de impeachment nos Estados Unidos: lá, via de regra, a análise de oportunidade leva a um consenso de que é melhor ignorar eventuais crimes cometidos, ou trabalhar na aprimoração da legislação e dos controles, de forma a evitar a repetição destes acontecimentos.

    Enfim, vejo que, nesse ponto, a discussão é infrutífera: não vou te "convencer" de que os crimes de responsabilidade de fato ocorreram. Da mesma forma, é impossível para você (ou qualquer pessoa) me convencer de que, tendo os crimes ocorrido, não se deva aceitar e respeitar o processo político, qualquer que seja o seu resultado (logicamente, seguidas as balizas legais e constitucionais aplicáveis ao processo de impeachment).

    Com relação ao mérito do processo de impeachment, tendo a acreditar que essa é uma solução capenga (e traumática) para  a troca de um governo falho (e isso decorre da nossa falta de previsão de outro instrumento legal para essa troca).
    Considerada a amplitude de vedações impostas aos governantes (algumas das quais praticamente incontornáveis em determinados cenários), é quase certo que, mais cedo ou mais tarde, mesmo o maior respeitador das leis e da Constituição Federal corre o risco de esbarrar em um crime de responsabilidade. Creio que todos (ou quase todos) os Presidentes brasileiros tenham cometido ações que possam ser enquadradas na definição de algum dos crimes de responsabilidade. Ou seja, até agora, o que impediu que todos fossem derrubados em processos de impeachment foi, justamente, o aspecto dual do processo: jurídico, mas ao mesmo tempo político - e sempre acaba prevalecendo o segundo aspecto, o político. E este aspecto político não envolve apenas os parlamentares que votarão o processo. Envolve, também, o convencimento da população e demais atores da sociedade - incluindo a imprensa, o poder judiciário e as "elites". Sem o envolvimento destes atores, nenhum processo de impeachment ocorreria (e a ausência de alguns deles, em maior ou menor grau, pode explicar a sobrevivência de governos que, como o da Dilma, tenham transgredido a lei, alcançando, no entanto, um destino diferente do dela. Sob essa ótica (participação de setores da população, imprensa, judiciário, elites, políticos), qualquer processo de impeachment poderia - politicamente falando - ser considerado um "golpe", a depender do viés da análise. Nessa armadilha eu não entro, prefiro me concentrar (quanto ao mérito) nos aspectos técnicos e jurídicos, analisando apenas a ocorrência de crime de responsabilidade e o respeito aos trâmites legais do processo.

    A análise política de um processo de impeachment (mesmo quando feita sem "paixões", de modo imparcial) é muito mais complexa, deve-se levar em consideração, no mínimo:
    1) o momento em que ocorre e a ausência de alternativas menos traumáticas (se é ou não conveniente levar adiante o processo naquele momento em específico) - análise de conveniência e oportunidade;
    2) quais sentimentos e interesses impulsionam cada um dos atores - análise de legitimidade (não confundir com legalidade), e
    3) se a alternativa de poder apresentada tende a trazer estabilidade e progresso, ou se o caminho adotado será o oposto (instabilidade e retrocesso) - análise de cenários futuros.

    Com relação ao aspecto político do impeachment da Dilma, considero que
    1) o processo foi oportuno (nem tão cedo que não lhe desse tempo para tentar corrigir os rumos - da política e da economia, nem tão tarde que impossibilitasse a correção pelo seu substituto) e conveniente (não se apresentou, naquele momento, alternativa menos traumática - a própria Dilma trabalhava para tensionar mais o ambiente político, em vez de tentar promover a distensão).
    2) o processo foi legítimo (os interesses da parcela da população - melhora da economia, combate à corrupção - que advogava pelo impeachment eram legítimos). Mesmo considerando que boa parte dos atores políticos, em especial parlamentares, tinham interesses escusos no impeachment (blindagem judicial, enfraquecimento do combate à corrupção, maior participação no orçamento da União) há que se convir que os mesmos interesses também poderiam ter levado a resultado oposto (se a Dilma tivesse trabalhado, em tempo, para atender a esses interesses escusos, possivelmente teria obtido votos suficientes para se manter no poder).
    3) o processo pode ter contribuído para um cenário de maior instabilidade e retrocesso. Destaco que, sem uma análise mais aprofundada, não é possível fazer essa correlação com muita clareza. Me parece ser indiscutível que o cenário atual seja de maior instabilidade que o anterior ao impeachment, tendo havido retrocessos importantes. Por outro lado, não é possível creditar toda essa instabilidade ao processo de impeachment, já que (à exceção do "grito dos derrotados", esperado para este cenário) houve certa estabilidade no curto prazo após o impeachment. Ademais, vários outros fatores ocorreram, concomitantes ou posteriores à derrubada do governo Dilma (aposta na polarização constante, denúncias contra o Michel Temer, avanço da Lava-Jato, erros na estratégia eleitoral de 2018, a tentativa de assassinato contra o Bolsonaro durante as eleições, etc). Ou seja, o impeachment tanto pode ter sido o farfalhar de asas de uma borboleta, que acabou causando um furacão; quanto pode ter sido apenas um soluço de estabilidade em um cenário de queda então irreversível.


    Tudo bem companheiro. Quando o TCU, que é um órgão consultivo do Legislativo, julgou o tema, imediatamente foi acatado pela Administração(anterioridade). Sempre foi aceito, FHC e Lula também pedalaram e não foram reprimidos(não era tipificado).

    Houve um conluio da mídia comercial com o sistema financeiro e interesses internacionais da geopolítica do petróleo. A primeira coisa que o Serra fez depois do golpe foi mudar as regras de exploração do "ouro negro".

    Sobre os aspectos políticos concordo. Não votei na Dilma, anulei em ambos pleitos, entretanto houve ruptura democrática, sem Crime de Responsabilidade. Isto é um fato já demasiadamente debatido na Academia. O Senado, envergonhado, não teve "coragem" de suspender os direitos políticos da Dilma. Por que será? O golpe já estava dado.

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