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    Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski

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    Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski Empty Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski

    Mensagem por Fhighlander Sex 03 Jul 2015, 5:39 pm

    Replicando esse post que achei no Facebook e achei extremamente feliz. Recomendo a todos compartilharem em seu ambiente de trabalho e mobilizarem ainda mais os colegas.

    CARTA ABERTA DOS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO AO MINISTRO LEWANDOWSKI

    O projeto de autoria do Supremo Tribunal Federal, que repõe nossas perdas salariais, capitaneado por Vossa Excelência, foi finalmente aprovado pelo Poder Legislativo.
    Não podemos aceitar calados os ataques covardes e mentirosos que temos sofrido, provenientes do Poder Executivo, que sistematicamente altera a verdade e age com truculência, desprezando um pleito legítimo.
    Vemos ministros de estado, secretários de pastas e servidores do Ministério do Planejamento cotidianamente postando informações falsas, com o intuito claro de constranger o Judiciário e impedir que nosso justo projeto de reposição obtenha sucesso, mesmo após aprovado.
    Não ficaremos calados. Calar neste momento é concordar com a politicagem, é demonstrar leniência com quem nos apedreja, é apoiar tacitamente uma manobra escusa e covarde de quem não nos respeita, é dar razão a quem não a tem.
    É imperioso demonstrar independência, como acaba de fazer o Poder Legislativo.
    Aceitar inverdades não é digno de servidores qualificados, competentes, que ingressaram na carreira de forma legítima e sempre se esforçaram para transformar o Poder Judiciário da União no mais respeitado e confiável dos poderes da República.
    Trata-se de uma grave crise, causada pelo Executivo, que age como se fosse o único poder e demonstra total desprezo pela democracia. Tememos pela independência dos poderes. O Executivo age como total soberano, como se não tivesse limites impostos pela Constituição Federal e cotidianamente ultrapassados.
    Se o projeto é de autoria do Supremo Tribunal Federal, não pode e não deve sofrer ingerência do Poder Executivo após aprovado. Ouvir do Ministério do Planejamento que “vão apresentar proposta” é uma verdadeira cusparada no rosto dos servidores do Judiciário, uma ameaça disfarçada, que somada à indisfarçada ameaça de um possível veto presidencial vem confirmar que o Executivo tem como interesse enfraquecer os demais poderes, começando pelo Poder Judiciário.
    Saber que o Executivo quer negociar agora é confirmar mais uma vez o que sempre se presenciou: que não respeita o Judiciário, que não respeita o Legislativo.
    Somos centenas de milhares de servidores. Sem nosso trabalho, sem nosso suor, não se faz Justiça neste país. Somos a maioria, até agora silenciosa, que não aparece nas notícias. Em nossas costas pesa o trabalho das secretarias, cartórios, turmas, câmaras e tribunais desde país. Trabalhamos em sintonia, auxiliando, dando suporte e efetividade às decisões de nossos queridos magistrados. Em cada mandado, guia de retirada, decisão ou sentença que nossos ilustres e combativos magistrados assinam, existe o suor de um servidor. Somos a imensa base de apoio, somos quem fornece aos magistrados a estrutura e o suporte para que possam exercer a função jurisdicional de maneira célere. Somos os trabalhadores, os operários, as engrenagens que fazem a máquina judiciária andar. Cumprimos metas, melhoramos os números das estatísticas. Servimos à população.
    A quem não demonstra limites, já passou da hora de mostrar que eles existem. Não aceitamos ser o bode expiatório de um processo de desmanche do Judiciário. Para isso exercemos nosso direito de greve, protestamos. Faremos ouvir nossa voz. Não queremos uma proposta indecente, não aceitamos esmola do Executivo. A reposição inflacionária que nos foi sonegada por longo tempo é nossa por direito, em um projeto de lei legítimo, devidamente aprovado e que até o momento não recebeu dotação orcamentária porque o Executivo descumpriu a lei e alterou o orçamento de um poder soberano, agindo como se o Poder Judiciário fosse simples extensão do Poder Executivo.
    Não aceitaremos de cabeça baixa. Sabemos que a imensa maioria dos magistrados nos apoia. Tivemos o maciço apoio dos deputados federais e senadores. Não precisamos do apoio do Executivo. Precisamos apenas que a lei seja cumprida, que o processo legal tenha sua conclusão e que o autoritarismo seja vencido de uma vez por todas, para que o nosso Poder Judiciário seja novamente respeitado como um poder soberano, atuante e digno.
    A indignação entre os servidores é geral. Reunimos milhares de pessoas em Brasília e nas capitais, fizemos nossa parte, demos suporte e apoio a Vossa Excelência em todos os momentos, desde a elaboração do plano de reposição salarial. Nossos protestos e nossas greves ajudaram o Judiciário a recuperar sua auto estima, a demonstrar que não sofrerá calado as limitações impostas injustamente pelo Poder Executivo.
    Solicitamos de Vossa Excelência o devido apoio neste momento, quando se trava, mais que uma batalha por reposição de salários, uma verdadeira batalha pela democracia e pela independência entre os poderes da República.
    Somos brasileiros, antes de tudo. Temos a convicção firme, inabalável, que um Poder Judiciário enfraquecido é temerário e não interessa a ninguém, principalmente à sociedade. Não seremos vítimas.
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    Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski Empty Re: Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski

    Mensagem por PCS-JA Dom 05 Jul 2015, 12:25 pm

    Fhighlander escreveu:Replicando esse post que achei no Facebook e achei extremamente feliz. Recomendo a todos compartilharem em seu ambiente de trabalho e mobilizarem ainda mais os colegas.

    CARTA ABERTA DOS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO AO MINISTRO LEWANDOWSKI

    O projeto de autoria do Supremo Tribunal Federal, que repõe nossas perdas salariais, capitaneado por Vossa Excelência, foi finalmente aprovado pelo Poder Legislativo.
    Não podemos aceitar calados os ataques covardes e mentirosos que temos sofrido, provenientes do Poder Executivo, que sistematicamente altera a verdade e age com truculência, desprezando um pleito legítimo.
    Vemos ministros de estado, secretários de pastas e servidores do Ministério do Planejamento cotidianamente postando informações falsas, com o intuito claro de constranger o Judiciário e impedir que nosso justo projeto de reposição obtenha sucesso, mesmo após aprovado.
    Não ficaremos calados. Calar neste momento é concordar com a politicagem, é demonstrar leniência com quem nos apedreja, é apoiar tacitamente uma manobra escusa e covarde de quem não nos respeita, é dar razão a quem não a tem.
    É imperioso demonstrar independência, como acaba de fazer o Poder Legislativo.
    Aceitar inverdades não é digno de servidores qualificados, competentes, que ingressaram na carreira de forma legítima e sempre se esforçaram para transformar o Poder Judiciário da União no mais respeitado e confiável dos poderes da República.
    Trata-se de uma grave crise, causada pelo Executivo, que age como se fosse o único poder e demonstra total desprezo pela democracia. Tememos pela independência dos poderes. O Executivo age como total soberano, como se não tivesse limites impostos pela Constituição Federal e cotidianamente ultrapassados.
    Se o projeto é de autoria do Supremo Tribunal Federal, não pode e não deve sofrer ingerência do Poder Executivo após aprovado. Ouvir do Ministério do Planejamento que “vão apresentar proposta” é uma verdadeira cusparada no rosto dos servidores do Judiciário, uma ameaça disfarçada, que somada à indisfarçada ameaça de um possível veto presidencial vem confirmar que o Executivo tem como interesse enfraquecer os demais poderes, começando pelo Poder Judiciário.
    Saber que o Executivo quer negociar agora é confirmar mais uma vez o que sempre se presenciou: que não respeita o Judiciário, que não respeita o Legislativo.
    Somos centenas de milhares de servidores. Sem nosso trabalho, sem nosso suor, não se faz Justiça neste país. Somos a maioria, até agora silenciosa, que não aparece nas notícias. Em nossas costas pesa o trabalho das secretarias, cartórios, turmas, câmaras e tribunais desde país. Trabalhamos em sintonia, auxiliando, dando suporte e efetividade às decisões de nossos queridos magistrados. Em cada mandado, guia de retirada, decisão ou sentença que nossos ilustres e combativos magistrados assinam, existe o suor de um servidor. Somos a imensa base de apoio, somos quem fornece aos magistrados a estrutura e o suporte para que possam exercer a função jurisdicional de maneira célere. Somos os trabalhadores, os operários, as engrenagens que fazem a máquina judiciária andar. Cumprimos metas, melhoramos os números das estatísticas. Servimos à população.
    A quem não demonstra limites, já passou da hora de mostrar que eles existem. Não aceitamos ser o bode expiatório de um processo de desmanche do Judiciário. Para isso exercemos nosso direito de greve, protestamos. Faremos ouvir nossa voz. Não queremos uma proposta indecente, não aceitamos esmola do Executivo. A reposição inflacionária que nos foi sonegada por longo tempo é nossa por direito, em um projeto de lei legítimo, devidamente aprovado e que até o momento não recebeu dotação orcamentária porque o Executivo descumpriu a lei e alterou o orçamento de um poder soberano, agindo como se o Poder Judiciário fosse simples extensão do Poder Executivo.
    Não aceitaremos de cabeça baixa. Sabemos que a imensa maioria dos magistrados nos apoia. Tivemos o maciço apoio dos deputados federais e senadores. Não precisamos do apoio do Executivo. Precisamos apenas que a lei seja cumprida, que o processo legal tenha sua conclusão e que o autoritarismo seja vencido de uma vez por todas, para que o nosso Poder Judiciário seja novamente respeitado como um poder soberano, atuante e digno.
    A indignação entre os servidores é geral. Reunimos milhares de pessoas em Brasília e nas capitais, fizemos nossa parte, demos suporte e apoio a Vossa Excelência em todos os momentos, desde a elaboração do plano de reposição salarial. Nossos protestos e nossas greves ajudaram o Judiciário a recuperar sua auto estima, a demonstrar que não sofrerá calado as limitações impostas injustamente pelo Poder Executivo.
    Solicitamos de Vossa Excelência o devido apoio neste momento, quando se trava, mais que uma batalha por reposição de salários, uma verdadeira batalha pela democracia e pela independência entre os poderes da República.
    Somos brasileiros, antes de tudo. Temos a convicção firme, inabalável, que um Poder Judiciário enfraquecido é temerário e não interessa a ninguém, principalmente à sociedade. Não seremos vítimas.



    ___________


    A carta ao lewa e tráz (Lewandolero) Judas - é bem atual e deve ser remetida a ele por meio de Link da Fenajufe ou Sindicatos.



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    Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski Empty Re: Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski

    Mensagem por Lula Molusco Dom 05 Jul 2015, 7:45 pm

    Concordo com o teor da cata, mas na prática, barbosito já falou que espera fechar um acordo com a autarquia, digo "puder" judiciário. O deussuicídio já disse que estavam bem próximos do acordo. Como o veto ao PLC 28 é certo, infelizmente pelo subjugo do levandolero, não haverá muita alternativa que não seja o "tal" acordo.
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    Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski Empty Re: Carta Aberta dos Servidores do Judiciário ao Ministro Lewandowski

    Mensagem por PCS-JA Seg 06 Jul 2015, 9:00 am

    Lula Molusco escreveu:Concordo com o teor da cata, mas na prática, barbosito já falou que espera fechar um acordo com a autarquia, digo "puder" judiciário. O deussuicídio já disse que estavam bem próximos do acordo. Como o veto ao PLC 28 é certo, infelizmente pelo subjugo do levandolero, não haverá muita alternativa que não seja o "tal" acordo.



    _____________--


    Queria o PLC 28 integral

    Mas, o Molusco tem toda razão, este é o cenário que se desenha

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